Zita Seabra (parte 2): O 25 de novembro, o PCP por dentro, saída do partido, posição sobre o aborto
57m 13s
A conversa com Zita Seabra oferece uma análise profunda e pessoal sobre o funcionamento interno dos partidos comunistas, destacando o centralismo democrático, a disciplina interna, e as práticas de purga como mecanismos de controle ideológico. Esses elementos, que garantem a coerção da linha oficial, explicam a tendência histórica dos regimes comunistas para se transformarem em totalitarismos. A experiência de Zita, vivida por dentro do PCP, mostra que o partido nunca visou ganhar eleições ou criar um regime soviético, mas sim atuar como vanguarda da revolução. O evento de 25 de novembro de 1975 é analisado como um momento crítico, onde o PCP não conseguiu impor uma revolução militar, e se viu confrontado com forças armadas moderadas e militares que rejeitaram o modelo de revolução. A decisão de não legalizar o partido foi estratégica, evitando uma divisão do país e uma guerra civil. Além disso, a entrevista aborda a atualidade dos fenômenos de cancelamento e censura, criticando a supressão de ideias diversas, especialmente na mídia, como forma de promover um pensamento unidirecional. Zita defende a importância do pluralismo e da liberdade de expressão, destacando que a cultura de cancelamento, especialmente em contextos como os Jogos Olímpicos, reflete um desgaste da história e da diversidade de valores. O episódio conclui com uma reflexão positiva sobre a evolução da esquerda em Portugal, onde o radicalismo extremo perdeu força e o espaço para a democracia liberal e o pluralismo aumentou.
Olá, nesta segunda parte da conversa com Zita Seabra, começamos por falar sobre como
funcionam exatamente por dentro os partidos comunistas.
Isto é algo que hoje é talvez menos conhecido, tendem conta que o PCP tem perdido muita força,
mas há muitas colheridades internas do funcionamento destes partidos e que explicam também
ou ajudam a explicar o desfeixo dos regimes comunistas, sendo que a convidada viveu por
dentro e enquanto participantativa durante muito tempo este processo.
Os aspectos como centralismo democrático, o facto de se ver como um partido de vanguarda,
o mecanismos de disciplina e a velha questão das purgas.
Isto ajuda a responder a questão central deste episódio que é porque que estes partidos,
porque que estes regimes e ideologias tendem para o total libertarismo, que é que existe
na verdade no comunismo, tem ver com as ideias, tem ver com a convicção nas ideias, tem
ver com os processos, que faz com que isto tenha sempre acontecido ao longo da história
e na verdade continua a acontecer.
Fis também a convidada uma pergunta que ele devem ter feito já centenas de vezes, porque
aquela, ao contrário de muitas outras pessoas, saiu do PCP não para outros partidos a esquerda
mas diretamente para a direita.
E esta transição levou a que as itas tivessem envolvida no mesmo tema o aborto, de dois pontos
diferentes, primeiro, no PCP e depois, mais tarde, já no PSD, pergunta a ele se a posição
dela sobre o tema tinha evoluído, mas ela diz que não que se mantive exatamente a mesma.
O ponto alto desta, segunda parte, que vale mesmo a pena ouvir, foi quando falamos sobre
25 de novembro, que está praticamente a comurar cinquenta anos, as itas têm uma perspectiva
de quem viveu, de dentro, ou esta data, do lado do PCP e, portanto, perguntei-lhe exatamente
o que aconteceu nesta noite, o qual foi o papel do PCP?
Que não era sequer o único ator no campo das trimas de queda, havia também no exército
outros correntes e afigurem o contornável de hotel Saraiva de Carvalho, e havia também
para lado os moderados, que acabaram por vencer o 25 de novembro, receio-os em relação
à chamada "Stream a Direita" afeta ao general Spinla.
Perguntei-lhe a ansita o que que se passou a final, o PCP tinha realmente a intenção
de naquele momento avançar para criar um regime de tipo soviético em Portugal, e por
que razão que o partido acabou por recuardo de maneira relativamente rápida, e com isso
aceitou permanecer no regime democrático até hoje e jogar, digamos, as regras do jogo.
No final da conversa, tivemos ainda tempo para falar um pouco sobre o presente e sobre
novas formas de radicalismo cultural e a cultura de cancelamento.
Espero que gostem, até o próximo episódio.
Por trás do Marxismo, do Lenismo, mas é interessante falar sobre o próprio funcionamento
do partido, que não é específico, o PCP, é dos partidos comunistas, não é?
E tem, porque é um partido que são partidos que, sendo partindo desta lógica, a partida
muito anti-autoritária, são partidos no certo sentido de arar, que é só pelo menos
disciplinado, não é?
É aquela termo curioso do centralismo democrático, é que é um termo curioso, que eu acho
que hoje em dia já é muito bem será.
O Lenismo está um conceito, Lenismo.
É um conceito de Lenismo, é como é que funcionava ou como é que funcionou o centralismo
democrático?
O centralismo é o fato de que devido a partida em se células e por tanto, por exemplo,
em magenta de discutir os estatutos que vão ser alterados, imaginemos, né?
E vem uma proposta da alteração dos estatutos, é discutida em células e não se pode falar
disso fora da célula que se faz parte.
Eu não posso se discutir com a célula do de si de qualquer, é aquilo que faz parte
de qual a ideia e por trás disso, é uma ideia de, por exemplo, na altura do combate
ao estado novo de segurança ou seja garantir que o conhecimento. Claro, aí faz todo o sentido.
No partido com o Antistino, o Antistino é um lugar de faz todo o sentido, porque permite
tal segurança em que eu não vou falar com o outro e perguntar as séries do PC PNA.
E nisso é a única maneira de se perviver numa ditadura e no partido que é o Antistino.
A partir do momento em que se é um partido legal, normalmente, o centralismo democrático
leva a que nunca há alteração de direções, das direções.
E se isso pode perceber, hoje não faz, é meio diferente, quer dizer, é um partido
que tem 2% ou 3% de votação, não faz diferença nenhuma ao país, na China faz diferença.
O centralismo democrático chinês faz diferença.
E em aquela imagem do último Congresso do Partido Comunista Chinês, em que é um partido
que tem centralismo democrático, e por tanto, aquilo que diz o Comité Central é aquilo
que se aplica ponto e não pode haver decidências, não pode haver opiniões diferentes, ninguém
pode escrever ou dar uma entrevista com o fazer um podcast em que diga ao contrário.
Isso é o centralismo democrático.
E como é que isso é justificado?
É justificado por papel de Van Guarda do Partido Comunista, em nome do Poletariado, que
me descaja nem existe de Poletariado.
Mas esse papel de Van Guarda não é incompatível com. ou é, com divergência de opiniões?
Ou seja, não?
É completamente incompatível com divergências de opiniões.
Então, não há opiniões diferentes, eu posso ter uma opinião diferente, mas não posso
descendê-la.
Há uma expressão dos dissidentes, já vai perceber, dos dissidentes russos que têm nessa
graça, e que fizeram um cartaz que é uma mão votar no braço no ar e que diz, eu tenho
a minha opinião, mas não é sempre toda a conta com ela.
Isso é a diferença da opinião, é que eu não posso, a não ser na minha célula onde
eu me lito, defenderam a opinião contra a área e a célula diferente do outro bairro,
do outra empresa, dizer, olha que está errado.
E portanto, é sempre de cima para baixo, repare, e então, como é que isto se passa?
Quando é preciso mudar, quando é preciso mudar, e há purgas desde 1917, e há purgas
neste momento, no Partido Comunista China, só ontem, ontem foi divulgado, uma purga em
militares, porque purga é que faz a força da direção do Partido Comunista e portanto.
É porque a maneira de ajustar a direção no fundo.
Exato.
É a única maneira de ajustar a direção.
E aí, tu tens uma opinião diferente, então, purga, e vai rapidamente para um campo de concentração,
ou para base, ou para província, não sei de que é quilômetros, ou uma fação que consegue
tomar o poder interno.
Ou seja, o purgão é feito por quem está no poder, ou então. É porque é sempre feita, porque está no poder.
Mas o União Soviética ou algumas mudanças?
Não, as purgas foram sempre feitas, as purgas foram se talento, que mandou para. O putinho está feito por gás, quando não concorda, vai para cada dia.
É, e qualquer regime autoritário, na minha dúvida com o comunismo.
Mas é que há um partido único, que é um partido que manda, por exemplo, tem a ideia
que na China, atual, hoje, na China, o exército, as forçarmadas dependem do Partido Comunista
e não do Estado.
Sim, por acaso. Certo, é isto.
O Partido Comunista é que manda no exército nas forçarmadas.
E quando o ontem veio a notícia, ali no seu ano, nos nossos chinês, nos nossos chinês,
nos jornal, qualquer internacional que falava da China, e que foi um algum, foi uma purga
de militares.
E portanto, provavelmente é o Chimping que está a fazer a purga.
Para quem?
Porque vai ter uma reunião, vai ter um Congresso do Comité Central daqui a uns meses
e, agora, por vezes a força dos divergentes é maior e consegue-se mudar de lidar, mas
é muito difícil.
É muito difícil.
O Chimping alterou até os Estatutos, porque a setatura. E o senhor limita ação de mandatos. Ou a decisão de mandatos, mas ele fez no último Congresso uma alteração ou no penúltimo,
uma alteração dos Estatutos, que ele permite prolongar os mandatos, porque quando tem
que quiser, ele e o potente.
O limite que ele pôs na sua, no seu caso, foi a ocupação Taiwan, é o limite que
estão que está no que foi definido em Congresso de Partido de Chimping.
Estas purgas é exatamente aquilo que permite prolongar eternamente o poder, e é por isso
que eu diga muito difícil mudar uma ditadura de esquerda.
Eu sou que tu enxitei nessa pergunta, mas a minha dúvida é de onde é que isso vem, ou
seja, eu entendo que seja assim agora como é que isso é justificado, por exemplo.
Imaginemos que era uma coisa religiosa, não é verdade revelada, foi revelada estar
lá.
Agora aqui não é totalmente incompatível uma entidade que se acha na vanguarda do proletariado
com o ajustamento da direção, aliás, tanto não é que a direção é ajustada, só que
não é ajustada de uma maneira. É ajustada do humor da direção clásta.
Não e é muito porque a União Soviética é muitos momentos de modicisões que alterar
o curso, mas nunca é resultado de um processo de opção.
Não há nenhum momento em que tenha alterado com o mesmo líder e por votação no comitê-se
real.
E justamente é isso.
Não é da maneira.
Isso não existe.
Porque é o partido único.
Já no tempo de landing era o partido único, desde 17 que é o partido único, é o partido
do reitário, não é, se lembra, os meus fixos e os meus fixos, os meus fixos a primeira
coisa que fizeram, acho que era o poder, foi eleganizar tudo o resto, os meus fixos, não é?
Os meus fixos foram da evolução do febrero, não é?
São os da evolução do febrero, meio reitarios, são os canyarovas, são de febrero.
E depois foi ferro e tudo eleganizado, e, portanto, a partir daí é o partido único, é o
partido, até não chama partícula nesta, deixa sempre, ou partido.
Claro, só há um.
Claro.
Só há um.
Pode haver pequenos coisas minoritárias, o paci-petião, o MDP, o tu de aos vérticos,
que eu vou ler e criar, para se poder fazer.
aliás, às vezes, desfarçar que há oposição, não é, mas isso não existe, não é
oposição nenhuma, é dominado na mesma partícula ministra, não é?
E, já no tempo de Lennet, é aberto o primeiro gulag, post-primeiros, porque, o que aconteceu
a seguir a avulsão do outubro?
Havia muita gente, há histórias fantásticas sobre isso, e há um livro fabuloso sobre isso
que eu publiquei com o Instituto Mais Libertada, que é, os primeiros dissidentes eram
comunistas, e quando percebem o que vai acontecer na Rússia, são dissidentes, e procuram
agir, são todos mortos, são mandados para o primeiro campo de concentração, que é
numa ilha perto da Suécia, né, e que, guarde que escreveu sobre ela, as mais misaráveis
páginas de literatura que guarde que fez, dizendo que não, que eles até gostavam muito
lastar, e que até estavam muito mais, estavam uma espécie de campo de férias, mas houve
intelectuais ocidentais que foram visitar aquele campo de concentração e deixaram de ser
comunistas a partir daí, e portanto, digamos, isto é a história do comunismo, desde
17 que é assim, depois no tempo de Stalin, as purgas são, já começam no tempo de Lenin,
depois no tempo de Stalin, são brutais, há uma reunião, há um congresso do particularista
da União Soviética, que todo o comitê central é enfiado, pógula que fica sobrem
muito poucos, vai tudo para o pógula que são todos mortos.
A outra purga, famosa que vale a pena, quando se vai à Rússia, visitar, que é o lado
caramel, né, há um grande bairro de apartamentos, nessa época, fantásticos, e que, de repente,
a gente começa a ver as placas e morreram todos no mesmo ano, parece que eles deu uma malaita
completa, portanto, morreram em Stalin, morreram em Stalin, todos no mesmo ano, portanto,
isso é o gulag, o gulag é feito para isso, e são milhões.
E o que acontece nesse caso? O que acontece é que o pecado capital ligamos assim, é que
se constrói uma dita dura, praticamente tem que se constrói uma dita dura, a chenda
e os piores, digamos assim, e portanto, quem quer que tenha dúvidas, que seriam os bons,
os bons entraspeis, ou seja, que são insados, ou esses que são insados, fariam o mesmo
se tivessem no lugar, pois é uma bruta importante, ou seja, o que acontece é a dita dura
nos casos, uma sessão da verça.
Na alguns casos não fariam o mesmo, né? Há um filme famoso de cineasta, como se
chama do Sol enganador, que é feita exatamente sobre isso. O pai deu a lei que fez a música
do Indonel Svietiq, e ele fez filmes fantásticos, pois ganhou o festival de carne com o Sol
enganador, e que é um filme sobre isso que será que aqueles que saíram e vieram embora,
se tivessem estilchado a poder fariam o mesmo, ou ter eu alterado. E ali percebes que há
muitos que ainda continuam a ser comunistas, até um momento em que se confrontam com essa
brutalidade e deixam de ser. Então, também é muito interessante que isso está na literatura,
está nos filmes, está nos livros, essa questão, pois se constantemente, eu acho que veio
muita consciência de cada um, no meu caso, eu mudei mesmo, isto é, quando eu deixei o
comunismo e deixei de ser comunista, eu percebi que estava a mesma errada e que estava dentro
de uma dita dura que teve aquelas consequências. Há outros sols geníteis e no tamanho, um sacado
óptamei. Está muitos, muitos, muitos decidentes, pelo mundo inteiro. E há uns meusículos
decidentes, são simplesmente saneados antes de quando começam a levantar a cabeça, né?
Exato, e que provavelmente sequeriam o mesmo caminho. Não sei, há muitas pessoas com
pessoas que saíram do particularista português, e que saíram, depois de eu ter sido,
eu fui, provavelmente, desta vaga a primeira, mas depois algo que saíram e que negociaram
o que eu peço e continuo a ser socialistas. O normal do decidente comunista não é a ser
deixado socialismo, está mesmo. É passar a ser defender as democracias liberais de ser
a ser modelo, e não um psyllismo um bocadinho massa. É, mas em Portugal, não é. Em Portugal,
seu caso é sessional. Mas não é um normal, pelo mundo inteiro. Não é um normal. Um normal
vejo ao percurso do sol geníteis e depois teve muitos seguidores, não é isso normal. O
normal é a pessoa fica vacinada para tudo aquilo que é psyllismo. Porque o que eu imagino,
eu quero ir para o tamanho do protagonismo, porque eu imagino que o que aconteça com muitas
essas pessoas em Portugal e muitos desses, lá está mesmo no União Soviética que quiseram
democratizar, que quiseram, enfim, muserar determinados aspetas, é que eles não deixavam
de partilhar muitos daqueles ideais, mas perceberam com um perigoso, eles eram na versão totalitária.
Eu diria a partir de que isto era mais normal, normal, no sentido estatístico, no sentido
de estar certo e errado, do que a pessoa de deixar completamente aquele. Porque a pessoa
de facto acreditou naquilo. E eu acho que é perfeitamente possível a pessoa acreditar
naqueles. Não é porque só se a pessoa tiver a ideia, não existe, de que o comunismo
foi mal aplicado, é uma belíssima teoria. Não, mas isto teve uma chamada aplicada.
Mas não é social, o que é social democracia, sobretudo na sua gente, se não, uma versão
mais moderada e mais democrática do e mais individualista em certo sentido.
Tem defrenças profundas, quer dizer, não, a social democracia nunca definiu um regime
no monopartidário. Não claro, claro, é isso, mais democrático, não, logo aí. Mas a inspiração
e a uma barreira que não se passa, que não se atravessa. Aí uma barreira que é intraspeunível.
Mas uma ponta é isso, ou seja, são pessoas que criaram daqueles daqueles ideologia, digamos
assim, e quisermos reter partes importantes de concretizando, e por isso é que a alternação
no que esses liberais contra os pisões. Há muitas pessoas que nos vêm tudo, foram
comunistas, maris suar, salgadas, etc., que depois fundaram o Partido Sialista. Mas isso
não foram comunistas como eu fui do biorô polícia do Partido Minista. Digamos, quando
chega a um ponto como este, a mudança depois também é um bocadinho, mas que me quer dizer,
é mais difícil transporte, e, por tanto, levamos a perceber exatamente onde estamos. Quando
eu sei do Pissipi, logo seguir a o Partido Sialista, faz uma aliança para a Câmara, com
Jorge Sampaio, em que mete os ortodoxos do Pissipi. E ele vai ficar um bocadinho zangada
com o Partido Sialista. E fizeram o post-iturão na Câmara, uma Câmara de maioria, de esquerda,
digamos assim. É uma geringonça de altura, digamos assim.
A geringonça de altura, e depois de uma geringonça, essas geringonças não são mal resultado,
e têm dado sempre mal resultado. Eu, a nossa geringonça também deu mal resultado. E deu
mal resultado, porque deu uma sedência depois, em questões fundamentais das democracias
por partidárias e liberais, a estrema esquerda radical.
Por exemplo, a relação ao ensino é absolutamente brutal aquilo que foi feito do tempo da
geringonça de Paulo Xandran, que acabou com as párcerias, que havia com os poejos privados,
e levou esse ramento de numerosos coleges privados, que significavam em descansos a liberdade
a ensinar e a aprender. E, em vez de continuarmos que nesse caminho estatizou-se, ainda existe
a ideia de que o Estado Gérmael, o Estado Gérmael, não sabe ser ir. Gérmael, como
está a vista que hoje temos uma solução de péssima, um ensino péssima. Eu dou-lhe o exemplo,
nas caldas da Reinha, haviam um colegio fantástico. Que les era a propriedade do Partido
Socialista, um ex-deputado pati-no-se-lista, chamado Reinha do Anolio Nord, onde toda a gente
das caldas, mesmo gente muito mudesta, põe aos filhos. E será o átimo porque eles tinham
ótimo ensino e tinham também ótimas atividades post-correglares. O colegio reinha do Anolio
Nord tem que fechar, porque acabou o patrocínio do Estado, essa parceria. E, portanto, a
ideia de que o Estado é que tem que exerir, tem que jominos, tem que ir todos com a
política, conclusão, os meninos das caldas que hão, haviam um acordo com o conservatório,
haviam um acordo com os bombairos para a banda, aprendiam música, aprendiam-se que ia e sem
um das alas, sem o do colegio, acham que o acheis da tarde, quando as mães acabavam,
e as mães acabavam as alas. Tive que tudo para a escola, eu pude que depois ando a correr,
as mães e os pás ando a correr, pão ate ela, pão entregar os meninos mais um bocadinho,
que deu essa qualidade de vida que havia na escala deste. E é só ideológico, meramente
ideológico, e vem da ideia de que o acima deve ser público. E foi esse tipo de coisas
que não turem fazer um passar para a direita, ou seja, o passado, e ver se fazer o percurso
mais tradicional, é em Portugal, admitem que não conhece o caso do externo de passar
alguns povos para o PS, passar para. Por que eu imagino que, isso não deve ter sido
muito difícil de ganhar todos os níveis, né? Mas mesmo do ponto de vista interno,
nós temos necessidade de nos sentir coerentes. -Certo. -Aquilo em que acreditamos,
uma coisa para nós ser humanos, sobretudo para quem pensa nesses temas, é importante, né?
E imagina que ele tenha sido empregulhado. -Tá curioso, é um defeito, né?
Porque é a pessoa aos 70 anos e chama-se complexo de píter, né? Eu tenho alguns amigos,
ficaram aqui, que hoje, com 70 anos, sou igual aos que eram hoje.
É um bocadinho triste, que o mundo mudou, a vida mudou.
Mas temos uma. A revolução tecnológica mudou.
Nós temos uma certa interpretação do mundo, e a Zita tinha uma interpretação do mundo,
porque era muito prescritiva, e de repente esse castelo ruído teve de porá qualquer coisa nesse lugar.
Porque, ou seja, não bastam uma coisa foi, o caseto é o que há o Cato foi.
Eu percebi os problemas do comunismo, mas depois é preciso por lá qualquer coisa no seu lugar.
Nós já havamos metendo uma coisa menos prescritiva, mas esse caminho, como é que foi esse caminho de. Realinhamento moral, digamos assim, não é?
Moral é outra coisa, não é?
O realinhamento político. Sim, enfim, para o caminho político é moral, tem uma. Mas admite que seja discutível, não é?
Ou seja, há muito de moral na política, não é?
Há muito valor de que a política e a valores políticos a esquerda é a direita.
Isso é uma coisa que eu também aprendi a dizer.
A moralidade não está na esquerda ou não está na direita, que está. É todo lado, a gente mora ali com valores e sem valores.
O que dizia no sentido que a esquerda direita é a valores à intenção, a esquerda de valorismo,
mas uma coisa direta a outras.
Sim, e isso não são valores, são mais línguas políticas de pensamento, não é?
Que a esquerda de valorismo é mais uma coisa de valorismo atrás.
Mas é exatamente esse tipo de coisa que eu queria perceber, ou seja, essa ideia.
Isso não é simplesmente a remoção das ideias anteriores, não é?
E eu tenho de convergir para essa ideia.
Claro.
Como é que foi esse processo?
Ou foi abrupto, no sentido de que já era uma construção que vinha atrás.
Não, vai muito das leituras da minha experiência, depois fui trabalhar para livros, e nos livros
eu procurei e ditei uma série grande de autores americanos e europeus que tinham sido comunistas
e deixaram de ser.
E portanto, de servir um muito desejo, decidiram muito até de algo, fui amiga de Jean-Françou
Arrevel, por exemplo, um francês importante nesta história, mas há muitos outros.
Foi que eu ia amar e ditei, como eu gosto, portanto, digamos, há um recurso que é feito
e que me leva a considerar que aquele partido, onde eu sentia melhor, era um partido que
tinha características absolutamente inalturo com o fronte da sociedade português, era grande,
que era na altura primeiro neste e depois foi presidente, fiz grandes alterações em Portugal,
num caminho que eu achava que era fundamental, nomeadamente, em relação às privatizações,
a organização da sociedade portuguesa, como uma sociedade plural e capitalista.
E o determinante aí era o que era liberdade?
A liberdade ia democarcia-se, e a organização económica permitindo a liberdade de expressão
de pensamento, portanto, órgãos de comunicação social, televisões privadas, e isso vai
ainda aí, nova, aí que nasce.
Tenho essa curiosidade para saber como é que a Zeta fez essa mudança, e depois da
outra espécie, por exemplo, a Zeta teve aquela questão peculiar, não é de ter estado,
que o regime se odicero que não é exato, mas teve contrato de espinalização do aborto,
tendo sido uma das proponentes da lei original, não sei se é exatamente assim.
Não, não é assim.
Ah, pronto, bem parecido.
Eu apresenta aí na senhora de repente que uma lei de espinalização do aborto, aliás,
na altura foi feita para mim e para o cunhalle.
O cunhalle tinha grande interesse pessoal nisso, porque até a sedele de licenciatura era
sobre a penalização do aborto, e uma coisa é de espinalizar o aborto.
O treino liberalizar?
O treino é considerar o aborto direito e liberalizar o aborto.
Eu não acho, e sobretudo, os tempos atuais que o aborto seja um direito, não é porque
eu volvo outra vida.
Outra coisa é prender uma mulher para fazer um aborto, aquilo que se fez foi permitir em
certas condições de limites que uma mulher até determinada momento da gravidez, na
senhora, os três meses, permita que recorra para uma violação, para uma doença terminal,
para uma maltermação grave do feto, entre romper a gravidez.
E não ser presa a condinação era de seis ou oito anos de cadeia.
E. Desculpe, isso vinha do Estado novo e manter-se no início da democracia, foi?
Sim.
Tanto fui, apresenta aí a lei exatamente por isso, para que uma custa.
Que vinha do Estado novo, que criava uma indústria terrível, que era o aborto colandestino,
e que criava uma situação dramática a mulher.
Uma coisa diferente, e nessa altura não havia conhecimento nenhum da maior parte das
mulheres, do que eram os metros contraceptivos e do que eram o planeta de familiares.
Não eram acessíveis, para eu apresenta em simultâneo uma lei de despinalização do aborto
neste caso, de a planeamento familiar, outra lei, outra lei de educação sexual.
Tornando o planeamento familiar grátis e tornando obrigatório, que o Centro de Saúde
fizesse em planeamento familiar gratuito.
Infelizmente, estamos longe disso, do planeamento familiar.
Hoje, o planeamento familiar é livre, os metros contraceptivos são grátis, a questão é
acceder a eles no centro de Saúde, no estado em questão neste momento da Saúde.
Mas hoje há um conhecimento em toda a sociedade, pelo dia seguinte, pelo dia anterior, pelo
ano séqueo, ou dió a numerosos métodos que estão acessíveis, e eu não acho que seja
um direito que leve a extremos, como foi agora aprovada a Inglaterra sobsoitamente contra
a Inglaterra ou aborta até aos nove meses.
Sim, sim, também.
Mas eu queria perceber como é que a sua posição evoluiu, se evoluiu, ou então se não evoluiu
e se simplesmente situações diferentes?
Não, são situações diferentes.
Se tivesse naquela situação, eu faria o mesmo, o que eu digo é. Na primeira situação.
Depois, as alterações que foram feito a lei, apesar de tudo resistência e o PST resistiu,
a altura estava na semana da república do PST, quando se tentou alargar o Praso, e eu acho
que não há alargamento o Praso, não pode haver alargamento o Praso, porque se não,
tudo o que é facilites nesta domínio leva a irresponsabilidade.
Eu acho que as pessoas ainda me crescem até que se responsabem.
E tem. Então, a lei era alargar o Praso.
Era alargar o Praso.
Mas então, desmoçado da forma, a Zita se abra do PCP, teria concordado ou teria discordado
com o alargar o Praso?
Ou poderia concordar com o alargar o Praso?
Ah, porque as suas visões mantevam-se?
Mantevam-se.
Ok.
Ela, eu acho, era o Cunhalle.
Na altura, isso foi discutido, porque havia um grupo de mulheres no PCP, sob tudo
ligadas a uma revista, revista a mulheres, que na altura é várias feministas, é das
quais a Teresa Horta defendiam o que houve uma generalizada despenalização e não sobre
condições.
Eu sei que o mesmo que fizeram as francias acima do Vale, a referência fez uma lei que
eu copiei e que depois passei a Espanha e que era nestas condições límites extremas, a
mulher não pode ser presa.
Por isso.
Enquanto nada.
E que neste caso, a maior parte de casa eram minhas pobres que não tinham maneira de sustentar
os filhos, a gravidez em desjadas por acaso, o vítima de violação, portanto, era
dentro destas condições límites, se tornar o aborto o método contraceptivo da empezar.
Esse era só.
O aborto não é um direitinho, a minha posição é de hoje, e a diferença entre legalização
do aborto como tal e despenalização naqueles casos.
Ou seja, era a sua posição antes, embora já na altura fosse minutária no PCP, porque
a maior parte de. Não era a maior parte não, o PCP houve a maior parte era contra o aborto, perceberem
o partido nesta espécie muito conservador, e ouve-lhe também uma. Digamos, tivemos que se teve que se explicar aos militantes, o que é que se estava ali a
defender?
Sim, também.
Tem um homem a maioria, não é?
E se sabe.
E que o camarada conya, ela estava de acordo e que vinha a Deus, e depois havia o grupo
de feministas, com os quais mudava bem, até sair-se sempre bem, que defendiam contrário.
Os Estados Unidos também foi assim, né, o aborto passou a ser um método de planeamento
familiar, e um direito agora com a Camala, nestas últimas ilestões de Mocrata estavam
considerando fazer uma bandeira disso, e fizeram o vice-presidente, que a Camala propunha
às ilestões, que os democratos acompanharam às ilestões, no estado de él, o aborto era
legal, era ié, no Ministro de Saté, aos 9 meses.
Até aos 9 meses, eles têm uma variação muito grana, porque haveria de estado bastante,
né?
Estamos com pouco tempo e eu ainda cria um tema que, a relação a qual eu tenho muita curiosidade
saber a sua opinião, que é o 25 de novembro, portamos para essa fazer, quase a fazer
5 anos, do 25 de novembro, e é uma data complexa, porque acontecem muitas coisas, e acho
que vale a pena…
É uma data simples, é onde acaba o pré-car.
Não, não desse sentido, é?
Não, é quando acaba o pré-car, acho que aí ninguém descorda, agora, o que é que
se passou, e qual foi o papel do PCP, aí é que há mais discordância, talvez, né?
Não parece, há uma história inventada pelo PCP, a na altura, pelo cunhão, para ficar
como história, mas, de facto, são fáceis.
Então o que é que se passou?
O que é que se passou?
Já agora, eu acho que são os antecedentes, portanto o que é que ocorreu até ali,
né?
E o que é que aconteceu naquilo?
O PCP tinha um programa que vinha desde a saída do Cunhão da Cadeia, sem contar a pré-história
toda, porque o Cunhão, quando se fosse da Cadeia de Peníste, depois de tomar a direção
de PCP, não, interessa como, e combate-se.
aquilo que chamam ao "divide direita", que era. - Então nos anos 60?
- Sim.
- Sendo.
- Desvide direita.
Que era o tal nascimento do Eurocommunismo que na Europa começou a ter força e a Itália,
a França e a Espanha dizendo que vamos chegar ao poder por eleições e vamos partilhar
o poder em frontes populares com outros partidos, não é?
O compromisso histórico, enquanto me crescia que você não é itália, etc.
- E o sentia carriolho depois em Espanha, não é?
- Posteriormente em Espanha, tá?
É isso aí.
E o Cunhão é, profundamente, pro soviético e defende no Roma-Vitória, que é o livro que dá
origem ao programa do PCP uma coisa muito simples, que eu digo assim de uma maneira,
muito simples, que é o regime vai cair por uma revolução democrática que é nacional.
E depois temos que corresponder a revolução do Favreiro da Rússia e depois temos que fazer
o nosso outubro, isso não está lá escrito, mas depois preceiro, depois temos que
minhar a revolução socialista, isso está escrito.
Portanto, temos a revolução democrática nacional, a revolução do Favreiro, para que o regime
faça isso.
- Temos que fazer isso na altura.
- Sim.
- Curioso.
- E depois temos que fazer o nosso outubro à revolução socialista e aí tem que ser feita
numa aliança do povo com as forças armadas, como foi feita a revolução do outubro.
E então o que é que acontece ao 25 de abril, que tudo bem, forma-se um governo
no altura até civil, em que participam os vários partidos e vai assim, o ano de 74
com o Crabe, se com o nosso queto, em paz, com a infesta, Portugal ganha um português
internacional enorme, né?
A partir de 75, com a Unidade Cêndical e depois com os de Março, o Março foi do Sopinular,
né?
- Sopinular?
- Sim.
- Sim.
- E passa a concretizar o seu programa para as condições objetivas para a transição
postalismo, nomeadamente as nas civilizações da banca, da civilização da Terra no Sul,
no norte não, que as camponeses são muito agarradas à Terra, e, portanto, não queríamos
ter inimigos a norte, mas do Sul.
- E se foi quando andava, quando andava, vasse com o salvo, né?
- Sim.
- Sim.
- Exatamente.
Vasse com o salvo, mas. - Não era uma parte do MFA, é importante.
- Exatamente.
Exatamente.
E depois, contra o penal do PCP, realizam-se eleições no dia 25 de abril de 75, ele não
tem a força suficiente do PCP para impedir as eleições, elas chegam a ser adiadas e tal,
mas a 25 de abrilos para os militares sonhavam todos com eleições e, portanto, a eleições
do dia 25 de abril.
- Então, melhor peso, o peso está em 36%, tem 5 coisas, o PCP tem 12 ou 14% com o MDP
CDE, não passa daí, tanto perde as eleições.
Uma semana depois, ao primeiro maio, e no primeiro maio, há uma comunação de convocada
para 6GTP, para os sindicados, e não sequer, e a maresforça já acabaram ganhar as eleições.
- O que é que se passei? é um momento decisivo para o 25 de novembro e para o verão quente.
O Doutomar e Suácia já acabaram ganhar as eleições, não é autorizado a entrar na tribuna
do Estado e Primeiro do Maio.
Os weggs e os marinheiros fecham a porta, e está filmado, está gravado, se aparece
todo lado, há depoimentos, fecham a porta das traseiras do Estado, onde ele vai entrar
com o salgado de Zéña, e crie como nela alegre com o salgado de Zéña de Certeza, vai
entrar na tribuna e diz-se a não-carmaninguei.
Então, quem tinha ganha as eleições de uma semana antes, é impedido de entrar.
O que é que o Doutomar e Suácia faz, deixe o salgado de Zéña os Degraus, da volta ao
Estado, entra pela porta do Estado, e apela a saída, detrás de si dos chilistas e do povo,
para ir com morar o primeiro maio para outro lado, e o Estado fica meio vazio.
É a primeira ação de maças do Doutom Suáris, contra o PCP, contra a linha dirigente
o PCP, mas também é resultado a primeira ação do PCP contra o resultado e o retro que
tinha acabado existir.
E a partir daí foi uma acelerar, tanto a seguir ao PCP, a seguir ao primeiro maio, pois
há o verão quente onde o país é posta ferro e fogo, há prisões, ocupações, mais
variados, é um verão terrível, além que se passam o tempo a contar, quantas armas
viam no lado e quantas armas a via do outro.
E a via, e são uma das coisas complicadas com o 25º verão, a via vários lados.
A via fundamentalmente dos lados, os dois lados são claros, entre civis e entre militares,
há o grupo 2.9, que é os militares mais moderados, que estão aliados ao PSC e ao CDS, e
há os militares refocionários aliados ao PC, antes mais do hotel e os outros.
Mas é que o hotel não era bem PC, era o que chamava as trimas esquerda, que agora
parece estranho, mas não era o PCP.
Não era militante, o PCP, mas o PCP não precisava de controlar para fazer a relevação
do tubo, não parava que ele fosse moitar, o PCP mandou uma cuba, convidou a ir a cuba,
ele foi a cuba com a família, e é muito interessante ver o discurso que ele faz quando
chega.
No momento em que chega do aeroporto, ele faz um discurso.
Em que graça?
É porque graça Portugal, dizia que é preciso fazer a função armada, vai ao encontro
daquilo, e vai a cuba, não é por caso, não é por caso que é convidado, e exatamente
a cuba.
O hotel do que há poca de falarmos, do Chegavara e do Fidel de Castro, e vem de lá com
esta noção.
E portanto, aí há uma divisão enorme, agora não vou contar tudo, porque isso morábamos
tempo, mas está publicado.
É tempo.
É conhecido.
Sim, sim.
Podemos depois falar nisso.
Portanto, depois, momentos chavos, que a Assembleia de Tancos e o Grupo 29, a queda
do Governo de Vasco Insalto e há sempre o contar d'armas de um lado e douto.
Quem é que tinha, o Cunhalle dizia que isso é uma frase famosa de Lenin, ou duas
frases famosas de Lenin, e numa que não é bem assim, mas que se atribuiu sem
Palenin, que é para fazer a Revolução Socialista, onde era cedo, a manhã pode ser tarde
hoje.
E quando é isso hoje, quando há um número de militares que têm mais militares, estão
do nosso lado, que temos mais um dos que eles estão do outro lado.
E, portanto, a partir daí, é assim que a coisa se passa, pois ao ser que há constituinte,
há a a a a a a a a a a a a a a a a douto automar e suar com o PSC e com o CDS para o Norte
e a ameaça de que vão levar a constituínio para o Norte.
Eles tiveram quase quase mudar para lá, né?
Sim, foram para o Norte para mudar, a Assembleia é para lá, para terem condições,
para fazer isso, há uma influência grande do de um corto do país ao meio, com mais
do correio e outros que vem até Rio maior, de Rio maior para baixo, para cima de Rio
maior não passam, não é?
E há a a a a a saída do Curvacho, que depois é preso de Região Malaitá Norte, e
sustituído por Piz de Luz, portanto, digamos, são movimentações mesmo antes do 25 novembro.
E o que que se passa a Sul é o seguinte, quer dizer, eu tenho os UX divididos por casas,
eles boas por células direitos estão no cítio, medicina estão a outro, por células de
faculdades, a espera na noite de 24 de 25 de receber armas, porque a revolução estava
aproximar-se, e os sindicatos convocam uma greva geral, um levantamento geral, e um cerco
aos quartéis que existem, eles boas, que podiam resistir, para ver se visam a volta dos
quartéis, que também irão ser armados com as células armas de barolas.
O que é que faz o Piz de Recuer?
Uma coisa muito simples, é que os militares da Força é a área, e os comandos estavam
preparados para que isso acontecesse.
Nas bases aéreas, isto está relatado por eles próprios, é um relatório fantástico
sobre o 25 de novembro da Força aérea, que é feito logo a seguir, sobre o que se passou
e há militares, que ainda estão vivos, ainda recentemente um fez um podcast, nos general
vai a fóssimas e outros estão vivos, e lembram-se o que fizer o que aconteceu.
Desde aos meses atrás, que estavam sempre preparados, porque a Força aérea é decisiva
na defesa de um país, obviamente.
Então, eles na Força aérea vão desviando os aviões e as armas que têm para a cortecaça,
porque a cortecaça era uma base da NATO, e, portanto, não era fácil ler lá.
Eles vão arrancando com cinco aviões para fazer uma survoar o país, mas depois só
a regressão 4, às bases, e sabiam, estavam atentos, que os paracadistas estavam a ser
informada, como se tis controlados pelo PC, os paracadistas eram os prontários da época
nas Força Amadas, e os paracadistas, tomando as bases e controlando as bases aéreas,
que são um poder enorme, que o 25 de novembro terminasse de uma forma muito diferente
que aquela que veio acontecer, se houvesse do lado da revolução socialista, os paras,
fuzilais.
os os comandos, etc., tudo está escrito à dito por militares que a soubeu
para estar a dizer o único que a coisa que eu vivi é para os estudantes da
Web, quando os paracadistas ocuparam as bases, mas depois vieram os aviões, de
cortegaça e sobrevaram-los boa, o PCP perdeu, percebeu que não tinha
condição nenhum, porque não havia aviões, eles ocuparam as bases, não tinham aviões,
e os aviões que ela estava ou estavam avariados, os mecânicos dos aviões tinham
avariados aviões que não arrancaram do montismo ou do montrião, e por tanto, não
havia aviões, e não se ganha em uma alunção séria forçaíria, e os fos
elétricos tinham vindo ultramar, e que se viam ter juntado a forçaíria, foram
desviados, não chegaram lá, e por tanto, o ponto de vista militar é óbvio,
quando os aviões se levaram os boiais relatos fantásticos na imprensa dessa
altura, sobre isso, apesar de ter sido ocupação de RTP para os paras,
né, apesar da ocupação de RTP, ou durante o momento está a falar, e primeiro
falam os paras, dois paras leiam comunicada a apelar, a suvolvação popular, e depois
há um comunicado somatológico fantástico nessa altura, e apesar os
antelúgicos da Margem Sul da mesma maneira, quando isso acontece, não havia aviões,
então me deu aviões, vamos para a cama, a Zita estava onde, antes de pesado?
Estava entre as chalmas do OEC, estava onde as casas, uma das casas era uma
casa do dirigente do OEC da Altura Direito, que era o Quinhilial, a linda na zona do
na Avenida do Aeroporto, na Cava, os pais não fezem de animo, que que era a
Darmas, e por várias casas da cidade, medicina estava em casa de um grande
amigo da Cita Vales, e da casa onde tinha sido a casa da Cita Vales, e por
tanto, estava em várias casas da cidade, a espera da Darmas, quando os aviões
sobrevou de esboa, e essa história está relatada, e está relatada na primeira
pessoa, pelos alturas oficiales de a Força Aérea, que se reunia um clã de
destinamento no restaurante de cascais, chamado Farol, e não havia a maneira de
ter aviões no ar, fomos para a cama, percebemos o que não dava, não dava, não
tínhamos metados militares mais um, na Força Aérea estavam todos do outro lado.
A história do 25 de novembro, eu digo que ela é complexa, porque não. Mas é que aí acabou o préco, a partir daí, todos são enormes.
Eu acho que ninguém não há grandes dúvidas de que ali acabou o préco, obviamente
caso que não foi uma coisa, dos dias assim, interrependo o céu, a mencêreos
pendurados mesmo.
Fui quase entre as quattias, porque os militares conservadores afastaram eles
no hotel e entre o vasculares, o região militar no Orte de Astafe, portanto, digamos, há
uma centações militares.
Descomitou, mas não há também o que se costuma dizer aí, acho que faz algum sentido,
mas eu não estava lá, não há aí também algum mérito do PCP inter, sabido parar a tempo
evitando uma guerra civil, porque para todos os efeitos podia ter aquela reunião do
cunhão com o presidente da República, com o Costa Gomes, e no fundo, o PCP acaba
por não ser illegalizado, porque isso fica de certa forma aceitando fazer.
E não é analisado pelo Melanchones, quer dizer, por quem comunica o PCP é o Melanchones,
não quer dizer, já é uma consequência, não houve força militar, se eu houve a força
militar não tinha sido assim, quer dizer, o PCP nunca definiu um golpe militar, a revolução
popular armada.
Não é um golpe militarizado.
A revolução do outro não é um, não é?
É importante explicar isso, porque para quem vê de fora pode parecer a mesma coisa.
Isso está escrito no Homea A vitória às três coisas, o que é o PCP não quer um golpe
militar, o PCP quer, não quer uma revolução, e o golpe militar tinha habido vários contorros
deima, e o PCP sempre foi contra, não é?
Tenha habido porquanto um golpe militar de comunistas no sudão, e depois foi uma assassina,
os golpes comunitários eram muito perigosos, e é que haver uma aliança do pôfico
dos militares, o que seria uma insurreção popular, né?
Insurreção popular armada, e portanto, houve condições para insurreção popular armada,
o povo estava armado e sem a rua, juntava só os militares armados, e havia condições
objetivas e subjetivas para ganhar, ou então, recuperava-se.
Isso foi sempre assim, dito.
E o que eu queria fazer?
Desculpe-te, mas acho que sempre para o pequeno estar a ouvir.
No fundo, a ideia não era fazer um golpe militar, a ideia era, era importante ter cinquenta
mais um no exército, apenas para permitir que o golpe começasse, e depois rei entrava o povo,
desculpe-se, né?
E a insurreção popular foi isso, não é?
E o que tinha completamente um modelo de soviética na cabeça, então era um lenirista,
era a insurreção do modelo que ele tinha, e é isso que depois, depois, depois da esquifria
a união suviética, é isso que o próprio sujo lovo e o medo que o ministro está a saber
que você, quando não há força militar, que permita que se o povo ou não há força
popular a união e só os militares para você.
Mas eu podia ter sido, não acho que eu podia ter sido, eu podia ter sido inconsciento,
ele podia ter deixado a coisa continuar até para cá, assim, para uma dose de insurreção
ou não.
O inconsciento era um hotel.
Ou seja, eu não era o hotel, não era o hotel.
O hotel era inconsciento, exatamente, podia ter sido mais hotelo, né?
E o hotel nunca aceitou que o hotel e o partido, depois, eu acho que não foi militante,
mas depois apoiou que o hotel não aceitou os feichos, não aceitou os feichos e continuou
armado e a fazer táques bombistas até os anos 80, né?
- Exato.
- Em que morreram?
- Sim, sim, não, mas é exatamente, a compração com o hotel é pertinente.
- Não, isso é que é uma irresponsabilidade.
- Ou seja, fazendo aqui da devogada o viabo, não quer ver isso?
- O canal, o canal. - O canal percebiou que perdeu.
- Mas ele teve essa responsabilidade, também.
- Não tinha.
- Foi responsável.
- Acho que se pode dizer isso?
- Não.
- Não.
Acho que não teve outro remedio.
- Podia ter sido o hotel, né?
- Não.
Mas o canal não era o hotel.
- O que é zero?
- Mas não tem mérito de não ser o hotel, não fundei isso, sabe por que são?
- Não.
- Fuzou.
- E havia discussões no momento que o ministro já ouça sobre isso se dizendo, mas o chega-varo
e o fidel de Castro eram os hotelos lá do Sítio e ganharam.
- E há uma dose de incertez aqui, não é?
- Não.
- Nada de um juggerante que eles não pudessem ter ganhado.
- Ali eu fui uma dose de incertezã em Cuba, sim.
Mas no resto dos países, quando isso foi tentado, havia uma larga experiência no movimento
como ministro tradicional que se perdeia.
E o canal se explicava isso.
E a seguir, ó, 25 de novembro, o que ele explicava que recuamos pela viaforça, um
moletar para se ganhar, mas dizia, mas continuamos a tentar criá-la.
- Exato, claro.
- Quando eu fui em 1989, quando eu fui expulsa, o motivo principal ainda era ter a ação
popular armada nas reuniões de incertezão, já não estava no programa, mas estava nas
reuniões.
Todos os reuniões de incertezão, assim, mas nós somos reduzinares personais, nós não
somos. - Não queremos uma democracia de incertezão.
- Não somos parlamentares, sim, aliás, parlamentares eram pessoas de segunda, digamos, assim,
no PCP, não é?
- Sim.
- Não há nós.
- Os portados, quero dizer, não é?
- Não era sempre considerado, mas importante a moletar, assim, no partido que a moletar,
senão.
- Mas é este ponto que a Zeta está a fazer, acho que é importante, porque quem não conhece
o PCP por dentro ou partidos comunistas e, sobretudo, todos estes anos, volvidos, é
fácil não entender o que é o PCP que é com isto, ou seja, por exemplo, o PCP nunca
achou, eu já ouvi dizer isto e faço todo sentido, nunca achou que fosse ganhar as eleições
para constituinte, eu já ouvi a história contada como se o PCP achasse que fosse ter
maioria.
Quando, na verdade, o PCP nunca achou isso, ou seja, a ideia era sempre ser uma vanguarda em
relação ao povo, né?
E a frente e depois do povo, e atrás de maneira de gerar com isso, o PCP será uma razação
do outro. - Isso é verdade, mas também nunca pensou ter o resultado tão mal.
- Pois talvez, talvez, talvez.
Mas nunca pensou ganhar, ou isto é. - Não, ganhar era difícil, porque as pessoas tinham medo com o mesmo e havia. - Você nunca achou que estava em maioria, não é?
- É a ideia, não era ganhar eleições, a ideia era fazer uma revolução no fundo.
- E ainda se tentou fazer o serviço cívico para os estudantes e pavam guarda ir ensinar
os produtários e os camponesos do norte, o que era a revolução.
E o MFIA ainda tentou isso, o MFIA é mais radical e ainda tentou tão mal.
- Sim, era a quinta-brigada, né?
- Sim, ainda tentou também. - E vai utilizar o povo?
- É, vai utilizar o povo, se não eu não diria, vai utilizar, diria, catiquizar o
povo.
- Ah, agora vai o Evangelho que era o povo.
- Ah, sim.
A outra espécie complicou 25 novemos que ainda não falamos, que é o outro lado que normalmente
se chama "estrema direita", que eu, acho que é um termo que há de equivo, que não
é, mas havia também movimentações desde o espínula no exército do outro lado da direita
dos novos, digamos assim, não é?
Que que é, na verdade?
E a coisa começa um pouco por aí, não é, ou seja, é essa oportunidade que a PZBP. - Não é um pouco. - É um pouco. Não gosto de março, sim.
Essa é a apanessa oportunidade, mas era um pouco significativos, porque. Depois de uma revolução como a de Abril, em que Portugal tinha um grande prestigio internacional,
que é o pouco disso, toda a gente era um exemplo de uma revolução pacífica, com cravos,
com festa, foi uma festa, uma festa enorme, cantava essa revolução porque sempre quer
esse país, né?
E, portanto, é, digamos, era muito difícil ser "estrema direita" ou "direita" nessa altura,
toda a gente virou antifascista.
- Mas o que que era?
Algum aspecto que eu nunca percebi, quando se fala da "estrema direita" nessa altura,
o que que era aquilo?
E era um cipatizante anti-regime, era o que?
O que que era o cipino, por exemplo, né, quer dizer, o que é que eles criam?
Porque é uma coisa. É muito pouco falado como depois não tiveram aliás protagonismos meninos, nos partizem
parte, porque esses partidos foram prohibidos.
Eu perdi eu ser um pouco mais jovem.
No 25 de novemos, nós ouvimos pessoas como vascularença, por exemplo, e ele fala sempre
do papel da extrema direita, não é?
Ou seja, para ele, eu acho que ele não negou o papel do PCP, mas fala desta complicação
de fatores, que era o facto de haver também uma, no fundo havia, era um conflito entre
vários, não era bilateral, não era um conflito entre várias vontade.
Não era fervorável, alguma direita, essa foi o Pobrasil, ao Pã Madrid, depois o Pobrasil.
Mas até hoje não tiveram papel no ano 26 de novembro, nos antecedentes do, por que
estuba-se a citar?
Eu acho que o espínula era, claramente, direita, e teve algum papel no ano de novembro,
depois levou a esta coisa no 28 de setembro, logo quando foi em Penecia da Guiné, mas não
era isso que levava a movimentação popular, e rapidamente, tanto soares como sacanário
de perceberam como era importante um movimento popular alemeda foi uma coisa brutal, o povo
queria democracia, nem queria continuar o regime de se alasar, nem queria passar rapidamente
para o regime comunista, era uma alegria enorme estar na rua e ver toda a gente na rua em
paz e no sigo, e em festa, o 25 de novembro não teve resistência a seguir, acabou, teve
aquela pequena coisa do hotel, e, felizmente, era excusada aqueles mortos, mas não tinha
apoiado nenhum, as temas que era levou um tempo grande e teve que mudar o nome, teve que
mudar a direção, etc., levou um tempo, recomporço, e foi só graças à mão que deu o peso
que se recomporçam.
E o PCP teve mesmo a risco de ser legalizado na altura, não?
Eu acho que sim, devia haver nas forças armadas, devia haver, e no parpe conservação
nos moderados, e aí foi muito importante, eu acho que melantones era assim uma espécie
de euro comunista, portanto era, ele se impatizava com a PCP, não?
PCP recebeu o programa do MFIA antes do 25 de abril, enviado pelo melantones, melantones
aqui em Violto, por isso.
E era uma pessoa que se impatizava com a luta que o PCP teve antes do 25 de abril, mas
que foi capaz de ter o destinimento de no 25 de abril, então estava do atlado, e dar uma
importância grande a tudo aquilo que foi, o grupo dos 9 e a muderação do grupo dos 9
vizular, os militares, repulsionários na presidência.
E foi, o batecisão responsável a estar, não ter legalizado o PCP, não é?
Porque se o universo faz. Era dramático, era dramática.
Era dramática.
Era dramática o PCP ter continuado ou PCP ter sido legalizado.
Exato, sim.
Ou seja, fez certa forma esse meio termo que conseguiu estabilizar a situação.
E que o país não ficasse dividido em dois, não houvesse a partir de Rio maior, uma
guerra civil, não é?
Sim, sim.
Acho que isso foi fundamental.
E o melano, quando eu tive um papel importante nisso, era moderado, mas era culto.
Tenha lidos para a língua de este mundo.
Boas e tanto, obrigado.
Obrigado.
Eu gostei mesmo.
Alguma coisa eu gosto de fazer esta pergunta no final, uma coisa que não tenha perguntado
que quiser se falar.
Ai, sabia imensas.
E o que se lembra agora?
Falamos assim, em passando, o que me deu importância dos regiões, digamos, das correntes totalitários.
Por causa disso, porque eu não gosto de ter uma okisma como neoliberal, é um termo muito
âmbolo.
O que quer dizer com a okisma?
Estou a falar da corrente de pensamento que nasceu na Universidade americana e que
tem características muito próprias, nomeadamente, intolerantes, a censura, os saneamentos, os
cancelamentos.
E ver alguém cancelada é uma coisa que me foi por defender terminadas correntes de pensamento.
E agora está a girar contra as ideias?
Defender de determinadas ideias está sobretudo há um momento aqui na Europa, que eu acho
que traduzi exatamente o que foi o jogo de olímpicos.
Quase, quando me perguntam, mas que isso é o que as pessoas andam às vezes um bocado
destridas e não perceberam o que foi na literatura, o que foi nos animados para crianças,
o que foi isso.
Mas o que foi nos jogos de olímpicos percebem, é ver o ar gelino, a bater numa mulher,
dizendo que era trans e, a partir de dia, o caixo é o que sou o rio valdever.
E os ar gelinos estão desagregilhada com aquilo, não é?
O que sou o rio valdever?
Ver aquela base cultural que está na abertura de jogos de olímpicos, não é?
A negação da história?
Maria Antunieta, com a cabeça na mão, é uma imagem de rio val, Maria Antunieta, eu não
sou monarque, na emprostão, mas ver, Maria Antunieta, que foi uma reinha, a Marta, que foi
acusada da coisa pior que uma minha, que pode ser acusada, que é a de insesto do filho.
Seresbidas daquela maneira, é última ceia estar, portanto, e tudo que não é isto, no pensamento,
tudo que não era.
Eu acho que, com o fim do Oquismo na América, ou com, enfim, uma parte do fim do Oquismo
na América, na Europa, também já está muito mais cálculos, acho eu, em muito demais,
tudo lorante é aquela coisa que eu acho que aqui com o sector, que é a edeturância,
e de respeito não é de cancelamento, blocamento, censura, ter liberado expressão, ter pluralismo
na impressa, a impressa está muito pouco plural, sobretudo à televisão.
Não é?
Então o pluralismo na televisão faz muito a partir das trimas que erdem, das que erdem
os partidos de trimas que erdem, que estão, então, acho que cancelaram tanto, que está
a virar de contrari, eles estão sempre na televisão.
Então temos tantos comentários de direita.
É a maior parte dos comentadores e das imagens que há na televisão, não são de direita,
nem de centro de direita, são de esquerda e de trimas que erdem.
A extrema esquerda tem uma força, agora está diminuída, acho que já desapareceram, por
que os gendarás potinistas, as nossas divisões, isso não é pluralismo, aqueles gendarás potinistas
a defender o potino, e que tiveram ao longo destes anos, ou há tantos visto menos,
uma força enorme, é secante, é anti-ocidental, é anti-liberdade, é estar do outro lado que
é outra coisa diferente, portanto eu creio que, neste aspecto, estamos a melhorar.
Então acabamos uma nota positiva.
Sim.
Obrigada.
Este episódio teve a sonoplastia de Hugo Oliveira.
Hoje sei veja o outros podcasts em expresso.pt e acompanhe-me em JoséMariaPimentel.pt
ou nas redes sociais.
Até ao próximo episódio!
Podcast Summary
Key Points:
O funcionamento dos partidos comunistas, como o PCP, baseia-se em um centralismo democrático, disciplina rígida e mecanismos de purga, que garantem a coerção ideológica e a exclusão de opiniões divergentes.
A ideia de vanguarda do proletariado, embora teoricamente centrada na luta de classes, leva a processos autoritários que, ao rejeitar a pluralidade de opiniões, resultam em regimes totalitários e purgas sistêmicas.
O caso do 25 de novembro de 1975 revela que o PCP não planejou um golpe militar nem uma revolução soviética, mas a situação foi dominada por forças armadas moderadas, com o PCP optando por uma retomada pacífica do regime democrático para evitar uma guerra civil.
Summary:
A conversa com Zita Seabra oferece uma análise profunda e pessoal sobre o funcionamento interno dos partidos comunistas, destacando o centralismo democrático, a disciplina interna, e as práticas de purga como mecanismos de controle ideológico. Esses elementos, que garantem a coerção da linha oficial, explicam a tendência histórica dos regimes comunistas para se transformarem em totalitarismos. A experiência de Zita, vivida por dentro do PCP, mostra que o partido nunca visou ganhar eleições ou criar um regime soviético, mas sim atuar como vanguarda da revolução.
O evento de 25 de novembro de 1975 é analisado como um momento crítico, onde o PCP não conseguiu impor uma revolução militar, e se viu confrontado com forças armadas moderadas e militares que rejeitaram o modelo de revolução. A decisão de não legalizar o partido foi estratégica, evitando uma divisão do país e uma guerra civil. Além disso, a entrevista aborda a atualidade dos fenômenos de cancelamento e censura, criticando a supressão de ideias diversas, especialmente na mídia, como forma de promover um pensamento unidirecional.
Zita defende a importância do pluralismo e da liberdade de expressão, destacando que a cultura de cancelamento, especialmente em contextos como os Jogos Olímpicos, reflete um desgaste da história e da diversidade de valores. O episódio conclui com uma reflexão positiva sobre a evolução da esquerda em Portugal, onde o radicalismo extremo perdeu força e o espaço para a democracia liberal e o pluralismo aumentou.
FAQs
O centralismo democrático é um mecanismo de gestão interna onde as decisões são tomadas pelo Comité Central, e as células locais discutem propostas internas, mas não podem falar fora delas. Isso garante disciplina e segurança interna, especialmente em regimes autoritários.
As purgas são usadas para manter a direção do partido alinhada com os líderes em poder, eliminando membros que discordam. Elas são uma forma de ajustar a direção do partido e garantir a obediência, como ocorreu em regimes soviéticos e chinês.
O PCP nunca considerou que seria maioria nas eleições. A ideia era fazer uma revolução popular, não ganhar votos. Quando perdeu as eleições, a pressão militar aumentou e o 25 de novembro se tornou um ponto decisivo para a estabilidade do regime.
O dia 25 de novembro foi um evento decisivo em que militares moderados e forças armadas se uniram para impedir uma revolução comunitária. O PCP não fez um golpe militar, mas o medo de uma guerra civil levou a uma queda do regime com a ajuda de forças moderadas.
A posição de Zita Seabra sobre o aborto não evoluiu. Ela defende a despenalização em condições específicas, como violação ou doença grave do feto, e rejeita a legalização como direito absoluto para todas as mulheres.
O PCP nunca tinha o apoio militar suficiente e a população não aceitou a ideia de um regime comunitário. A maioria dos portugueses queria democracia, e o medo de uma guerra civil impediu a imposição de um modelo soviético.
Chat with AI
Loading...
Pro features
Go deeper with this episode
Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.