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Work and Life Hacks - #8 - Precisamos Conversar

20m 37s

Work and Life Hacks - #8 - Precisamos Conversar

O episódio do podcast Working Life X, apresentado por Edinho Bóiges, discute como melhorar a qualidade das conversas, baseando-se em ideias do livro "Good Talk" de Daniel Stillman. O autor compara uma conversa ruim a entrar num beco escuro sem saída, destacando a importância de um convite claro e amigável para iniciar um diálogo. A segurança psicológica é apresentada como fator crucial, criada através de escuta ativa e distribuição equitativa de tempo para fala, permitindo que todos se sintam à vontade para compartilhar ideias. Crítica-se o modelo comum de conversa similar a um jogo de pingue-pongue, onde os participantes apenas aguardam a vez de responder, sem verdadeira compreensão. Enfatiza-se a necessidade de acolher pausas e silêncios, permitindo reflexão. O episódio também faz uma analogia com o jazz, onde os instrumentos dialogam de forma orgânica, ilustrando como conversas podem ser colaborativas e enriquecedoras quando há espaço para escuta e troca genuína.

Transcription

2276 Words, 12433 Characters

Portuguese
[Música] Olá, sejam bem-vindos ao Working Life X, um podcast de Edinho Bóiges. Olá, eu sou Edinho Bóiges, aspirante a músico, contador de histórias, quem sabe um dia profecessor. E na tema de hoje, nós precisamos conversar. Fraza que já gela a espinha daquele mal estar prévio, faz muita gente não querer ter conversa. Quem é que não convio essa frase? E o assunto de hoje vem de uma inspiração de múltiplas interações que eu tive com o tema, coincidentemente. E que tem uma base interessante, numa entrevista que foi dada pelo Daniel Stillman, um podcast americano, AOLM, que diz que é o autor do livro Good Talk, How To Design Conversations That Matter, que é um livro que estuda a estrutura da conversa que a gente tem hoje, hoje não está bacana, e que poderia ser muito melhor. E que independente do tema, a gente pode ter boas conversas. Fui estudar, fui olhar, pesquisar mais sobre o tema e gostei bastante, vou trazer aqui para vocês. Espero que vocês não saiam da nossa conversa, e conheçam um pouco das coisas que eu li aqui para a gente debater. Ele começa dizendo, fazendo uma analogia de que como as pessoas sentem e vem uma conversa antes enquanto ela está acontecendo, que uma conversa ruim pode ser como alguém que está andando numa cidade e vira num beco escuro, e na hora que ele decide sair ele olha para trás e tem alguém bloqueando a saída. Pode ser que você já tenha se sentido assim numa conversa. Eu definitivamente já. E para seducionar essa situação, ele dá uma série de sugestões simples, e ele traz uma série de pontos de atenção, que eu vou compartilhar com vocês e espero que vocês enxerguem as mesmas coisas ou até mais do que eu aqui. Um dos pontos, e obviamente o ponto inicial, é de que uma conversa começa por um convite. E que precisamos conversar, é um convite, não muito amigável hoje em dia. Então, se o convite é verbal, escrito, a primeira coisa que você tem numa conversa, que você pode ter uma resposta positiva negativa ou ausência de resposta. Então, primeiramente, nem todo mundo é obrigado a ter a conversa, porque o outro lado deseja ter. Se talvez a primeira coisa, a conversa é opcional, quem nunca atendeu uma ligação indesejada, norar errado, de uma empresa que ele não queria ou de uma pessoa que ele não conhecia, e que começou a falar sem parar. Se queria ter essa conversa, dessa forma, nem convidado você foi. E tem também aquela, que ele dá um exemplo, que quantas vezes você já foi convidado a encontrar um amigo para conversar, e ele ficou uma hora e pouco, falando só dele mesmo, sem parar. Será que se o convite dele tivesse sido honesto e falado, você vem me encontrar para ficar uma hora e me falando de mim sem da chance de você responder. Será que você teria ido? Às vezes sim. Às vezes não. Você já está pensando como é que você começa uma conversa, dá para a gente adicionar outras perspectivas, esse assunto que eu achei que são super interessantes. E são perspectivas que servem, tanto para conversas pessoais, quanto para conversas no trabalho. Pensando até que talvez uma reunião seja uma conversa, mas tudo bem. Por que eu falo que tenha vejo com o trabalho? Porque, e aí já fazendo a primeira associação a um assunto complementar, tinha visto uma palestra no meu trabalho, caso com o tema, que analisava performance das organizações. Eu falava um monte de coisa, palestra, mas ela apontava que havia um estudo que indicava que um dos únicos fatores comuns, que era um dos fatores que se chamavam de segurança psicológica. Isso também vem de um outro livro, que se chama The Fearless Organization, Edmondson, espero que tenha feito certo aqui no meu ideal, e o que isso tem a ver com conversa? O que é segurança psicológica? A segurança psicológica não é a sua segurança, confiança psicológica nesse ponto de vista aqui. Aqui a gente está falando de um ambiente onde as pessoas falam as coisas. E por que que ela sugere que isso é um mecanismo de alta performance de uma equipe? Porque ela pressupõe que você não sabe aquilo que não foi dito? Muito óbvio, né? Mas isso quer dizer, você não consegue aprender com erro que foi cometido, você não consegue antecipar um problema que alguém já vislumbrou, ou recebeu uma ideia nova, uma inovação, se as pessoas não têm vontade ou espaço ou a douta segurança psicológica para falar. E a segurança psicológica em teoria ela composta de duas coisas, assim a gente fugir do tema da conversa, era mais para complementar. A segurança psicológica vem de uma escuta mais que ativa, o palestrante descreveu como ostensivo, ou seja, quem está ouvindo tem que se forçar bastante para demonstrar que está ouvindo e tem que estar ouvindo de verdade, prestando atenção. E que cada vez que quem está ouvindo demonstra prestar atenção e quem está falando, o restante dessa equipe percebe que a valor não se trazer as suas ideias. Então, enquanto um olha a reação dos outros, ele pensa no que ele mesmo vai fazer e aí ele começa a trazer suas ideias. A gente vê o segundo ponto, além da atenção, é a distribuição de tempo para que todos possam falar um pouquinho. Juntos das coisas, você tem uma equipe que contribui, que interagem, que traz sequer a nas interações. Se você não tem os pontos, não tem as conversas e a gente volta no início do conceito. Se não sabe aquilo que você não ouviu e as situações ficam um pouco mais restreitas. Muito bem, isso nos leva um pouco ao a continuação do nosso tema anterior. Então, já sabemos que existem boas formas de convidar alguém para uma conversa, já sabemos que devemos prestar atenção nos outros, para que cada um fale e como que a gente faz para que isso tudo aconteça de uma forma bacana. E nessa parte, eu já vou logo me acusando. Eu sou ocupado de todas as práticas erradas aqui, que eu vou descrever. Obviamente, e vem eu tentando aprender e melhorar, por isso que eu estou compartilhando com vocês. Eu também não sabia o motivo do ser ocupado, mas enfim, ele dá uma boa explicação voltando a história do Daniel. Ele diz o seguinte, como a gente não é treinado para conversar, então a gente não tem aula de conversa. A gente acaba aprendendo isso de uma forma empírica, de uma forma prática. A gente observe os outros, a gente vai vivendo a nossa vida e a gente acha um modelo de conversa que a gente acredita que é funcional para nós e a gente segue com ele. Como qualquer coisa, tem alguns jeitos mais bacanas de se fazer, que se a gente não estuda, não aprende, a gente fica com aquele nosso jeito que pode ter alguns pontos de atenção. Alguns deles e o impacto deles. Muitas pessoas que gostam muito de se ouvir. de conversar, as pessoas gostam de se ouvir falar, não falam. Segundo, pessoas que interrompem muitas vezes quem está falando, muitas vezes, você deve conhecer pessoas ou pode ser que você seja ou tenha sido assim. E pessoas que ouvem as palavras dos outros, mas não compreendem ou não tentam compreender aquilo que está sendo dito. Então ouvir é uma coisa compreender, outra coisa e nem sempre estão andando em conjunto. Qualquer chance de uma conversa que tem esses pontos, é uma boa conversa. Eu não vejo a possibilidade, acho muito baixo. E aí ele avança, ele fala, com estes conversas começam a se tornar como jogos de ping-pong. Um lado está simplesmente esperando outro lado terminar para falar, não é uma conversa de fato. É cada um pronto para falar da sua vez. Eu estou um exemplo aqui, por acaso ele comenta que existe um perfil masculino de que ele chama de fixer, o concertador, que é aquele perfil masculino de que você tem que ter resposta opinião para tudo imediatamente. E depois de ter uma conversa que ele é um perfil masculino de que você tem que ter uma conversa que ele é um perfil masculino de que você tem que ter uma conversa que ele é um perfil masculino de que você tem que ter uma conversa que ele é um perfil masculino de que você tem que ter uma conversa que ele é um perfil por que não dá tempo de formar o pensamento ou a gente começa a pensar na resposta a produzir a resposta antes da pessoa que está falando terminar de falar antes dela concluir antes dela concluir antes dela concluir antes dela concluir antes dela concluir antes da gente não compreendeu integralmente o que foi dito um dos motivos disso é porque a gente não está acostumado com o silêncio com a pausa com a pausa com a pausa recebi uma indicação de um amigo meu que diz que no japonês eu conceito do mar se empençar ou se empençar completamente então ele fala que o design desta conversa se torna uma conversa abre fecha uma pessoa abre outra pessoa fecha o outro abre outra fecha a busca pela conclusão o mais rápido possível é reação não é conversa ver se você se identifica com isso ver se você conhece esse design de conversa que o cara discreve e aí a gente vai pro último conceito que tem a ver com esse assunto que é exatamente de quem a vez de falar e quando que é o tal do turntake né famoso de quem a vez tem um monte de estudo desse assunto tem um monte de pesquisa a respeito disso enfim e tem análises que inclusive verificam aqueles temculos de reação que o autor menciona antes e ele diz que a reação que a gente tem com uma conversa é muito baseada em sinais verbais e não verbais então a pontuação de uma frase uma mudança no tom de voz linguagem corporal um olhar que pode indicar ou claro uma passagem talvez uma pergunta direcionada mas a gente vai assimilando esses sinais e percebe um aquela outra pessoa está terminando de falar de quem será que vai ser a vez eu vou entrar aqui e vai ser minha vez então imagina que se uma conversa começar com um bom convite que discreve sobre o que é a conversa que antecipa prepara a pessoa define um bom lugar para ter essa conversa um bom ambiente, uma boa hora, um bom dia e aí muda a estrutura de abrir o fechou para abrir o vio refletiu talvez um pouco de silêncio e se for só ver uma resposta e talvez aí um fechamento a gente começa a ter conversas muito mais bacanas muito mais agradáveis então pensa nisso pensa em quantas conversas você faz o abre fech o ping pong quantas você responde antes de pensar quanto desagradável é o silêncio para você quanto que você consegue ao final do que alguém está falando você para pensar por alguns segundos for um laço a resposta e devolver de repente você vai começar a ter conversas mais interessantes mais úteis, mais agradáveis e se sentir presente aquela conversa porque ele você presta atenção porque outra pessoa também viu que você presta atenção e ele valeu até o aceito com o VIT então espero que para vocês também tenha valido aceitar o convite do precisar nos conversar de hoje e enfim VIT de BACS sempre bem vindos agradeço mais uma vez que é entendado bom VIT de BACS aí é muito obrigado e até a próxima e se você chegou até aqui você merece uma recompensa bom pessoal, vocês já sabem que quem chega até o final aqui tem sempre uma recompensa musical é dado quanto eu me diverti no último episódio aí que eu consegui fazer uma BACS TRACK de blues eu conectei aqui para esse como tema conversa na música uma coisa que tem muito a ver com conversa é o Jazz então o Jazz muitas vezes é descrito como uma conversa entre os instrumentos eu acho que é bacana vocês quem gosta, não tenho nem o que falar mas quem não conhece muito ou está começando dá uma olhada quando você ouve um um Jazz provisado onde a guitarra faz uma pergunta o saxofone dá uma resposta não é o piano, faz uma pergunta a guitarra dá uma resposta tem algumas alguns lugares onde a gente dá uma lida assiste estuda e o pessoal chama de uma conversa e parece mesmo uma conversa e aí como eu me diverti na fazendo um BACS TRACK de blues eu me diverti ainda mais até porque achei muito mais difícil, mas enfim fazer uma de Jazz então a BACS TRACK de hoje tudo que se resolviram do episódio foi a minha primeira composição de Jazz composições que eu não sei quando eu consegui repetir, mas enfim não importa, muito divertido mas tem que ter uma recompensa real e a minha sugestão para quem está começando nessa história aí para quem está iniciando estudo de Jazz ou as de música sempre aparece uma música chamada Ultum Leads, folhas de Ultorno. E a versão que eu sugiro para vocês é do Chat Baker. Chat com CHIT. Chat Baker. Muito bacana, para quem está começando, para quem já gosta muito. Não conhece a proveita, enfim. Mas qualquer desk se esbuscarem em proviso. SGS, LatinGS, ModernGS é muito divertido. Então, aproveitem. Obrigado mais uma vez. Um abraço e até o próximo.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A importância de convites claros e respeitosos para iniciar conversas produtivas.
  2. A necessidade de escuta ativa e atenção genuína para criar segurança psicológica em diálogos.
  3. A crítica ao modelo de conversa "pingue-pongue", onde os participantes apenas aguardam a vez de falar, em vez de realmente se engajarem.
  4. A valorização de pausas e silêncios como elementos essenciais para reflexão e compreensão mútua.
  5. A conexão entre boas conversas e alta performance em equipes, através da livre troca de ideias.

Summary:

O episódio do podcast Working Life X, apresentado por Edinho Bóiges, discute como melhorar a qualidade das conversas, baseando-se em ideias do livro "Good Talk" de Daniel Stillman. O autor compara uma conversa ruim a entrar num beco escuro sem saída, destacando a importância de um convite claro e amigável para iniciar um diálogo. A segurança psicológica é apresentada como fator crucial, criada através de escuta ativa e distribuição equitativa de tempo para fala, permitindo que todos se sintam à vontade para compartilhar ideias.

Crítica-se o modelo comum de conversa similar a um jogo de pingue-pongue, onde os participantes apenas aguardam a vez de responder, sem verdadeira compreensão. Enfatiza-se a necessidade de acolher pausas e silêncios, permitindo reflexão. O episódio também faz uma analogia com o jazz, onde os instrumentos dialogam de forma orgânica, ilustrando como conversas podem ser colaborativas e enriquecedoras quando há espaço para escuta e troca genuína.

FAQs

Uma conversa começa por um convite claro e amigável, que pode ser verbal ou escrito, permitindo que a outra pessoa decida se deseja participar. É importante evitar convites vagos ou que não transmitam honestamente o propósito da conversa.

Segurança psicológica é um ambiente onde as pessoas se sentem à vontade para expressar ideias, erros e preocupações sem medo. Ela é crucial para o alto desempenho de equipes, pois permite o aprendizado com erros e a antecipação de problemas.

Erros incluem falar excessivamente sobre si mesmo, interromper os outros e ouvir sem realmente compreender o que está sendo dito. Esses comportamentos transformam a conversa em um jogo de pingue-pongue, onde cada um apenas espera sua vez de falar.

A escuta ativa envolve demonstrar atenção genuína e compreensão, incentivando os outros a compartilharem ideias. Isso cria um ciclo positivo onde todos se sentem valorizados e mais dispostos a contribuir.

O silêncio permite pausas para reflexão, evitando respostas precipitadas e promovendo uma compreensão mais profunda. Aceitar o silêncio ajuda a transformar conversas em diálogos mais significativos e menos reativos.

Um bom design de conversa inclui um convite claro, ambiente adequado e respeito pela vez de falar de cada pessoa. Isso substitui o padrão 'abre-fecha' por interações mais reflexivas e colaborativas.

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