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Walt Whitman, Emily Dickinson e as árvores

18m 39s

Walt Whitman, Emily Dickinson e as árvores

O programa "O som que os versos fazem ao abrir" compara dois poemas do século XIX: "Canção da Sequoia" de Walt Whitman e "Quatro Árvores no Açude" de Emily Dickinson, analisados por Ana Luísa Amaral e Luís Caetano. Whitman personifica uma sequoia que, ao ser cortada, aceita seu sacrifício para o progresso americano, celebrando a construção de navios e a expansão da humanidade. O poema reflete uma visão otimista do progresso, mas também reconhece a consciência da árvore e sua bênção ao futuro. Em contraste, Dickinson apresenta árvores sem propósito visível, isoladas e alheias à intervenção humana, em um poema elíptico que enfatiza a alteridade da natureza. A discussão adota uma perspectiva ecocrítica, destacando que, enquanto Whitman instrumentaliza a natureza para o avanço humano, Dickinson a respeita como autossuficiente e misteriosa. Referências culturais, como o filme "The Incredible Shrinking Man" e citações de Hermann Hesse, reforçam a ideia de que os humanos devem aprender a ouvir a natureza para encontrar seu lugar no cosmos. O programa conclui que a poesia de ambos os autores oferece visões contrastantes, mas complementares, sobre a relação entre humanidade e meio ambiente, com implicações para debates contemporâneos sobre ecologia e progresso.

Transcription

1926 Words, 10673 Characters

Portuguese
O som que os versos fazem ao abrir. Selei um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum paga que é ser, sei que isso é poesia. Com o Anel Luis Amaral e Luís Caetano. A profissão e indirection, a voz empelpable para o seu corpo. Um coro de tráetas, fade, departamento, amadriado, departamento. Um burma, fate-fuel, jovem, voce, de fora do mundo e de fora. Voce de uma idade de treino, em o rádio de fóssas, dense. Féer-vel, meu brethren, féer-vel, oh, earth e sky, féer-vel, oh, yé, neborrinh, waters. Meu time é endido, meu termo é viva. Para eles, predicte-o long, para um superbeirreio, eles, para eles, nós abrememos, em nós, nós abrememos, em Wijis, promocionados os城ados e os continues do alô Escubais extras e as ruas de cliques e o músico de cháperas e as ruas de cháperas, as ruas de cláperas e o clá�o e o clá�o de clá�o, o clá�o de clá�o e a nova sociedade que Laste, proporcionado em natureza e a gente do que você, mais mais, entre os cumpres ou o seu cumpres de estal, em um pírrelo e mais mais menores, mais mais mais, mais mais, entre os cumpres de estal e os cumpres de estal, ou o seu cumpres de estal, ou o cumpres de estal, e a gente do que você, mais mais, entre os cumpres de estal, finalmente, a nova sociedade, a da putada natureza, que é do homem, a necessito de voz, mais imponente que os cumpres das voças montanhas, hoje vigorosa sábores, ou de mulher mais, muito mais imponente, do que todo vosso ouro, ou as vinhas, ou até o ar vital, que sem chegar a um novo mundo, mas há muito preparado, que veis o gênio moderno, filho do real e do ideal, desbravando o terreno para uma vasta humanidade, a verdadeira América, era deira de um passado tão grandioso, para construir um futuro mais grandioso. Canção da sequa, Walt Whitman, que escutamos primeiro, na leitura de James Carrio, que desta forma contribui na grande rede, para o acesso e a divulgação da poesia dita, depois a tradução de Maria de Lourdes Gimerenes, lida por Ana Luisa Amaral, a Lana. - Olá, Luis. - Chertos deste longo poema, nesse ainda mais longo mundo, que é Falez de Arve, Walt Whitman, esta canção da sequa, poema foi escrito em 1873, incluido na edição de Falez de Arve de 1881, mas tinha sido publicado na Harper's New Monthly Magazine, em 1874, troco de 100 dólares, que presumo que fosse dinheiro a sério na altura. - Ah, sim. - Uma proposta hoje, de caminho por entre árvores, mas, porém, no arque, vamos estar com quatro singelas árvores, no acro, quando falamos ao telefone sobre esta escolha, hoje, eu tinha acabado de ver a minuto, dos filmes históricos científicos, a que a cinema até programou num ciclo e eles dedicados da Incredible Shrinking Man, de Jack Arnold, de 1957, um homem que, por causa de uma nuvem, eu ativa bem encolhendo até tomar um também me microscopico, e quando isso acontece, ele contempla o céu e a natureza a sua volta e se ande se tranquil, porque percebe que o mais ínfimo serviu, tem um lugar nessa grande ordem cósmica, na natureza, nessa absoluta e deslumbrante conjugação de vida, que é algo de bel e mirocoloso, que é tudo aquilo que está à nossa volta que nos rodeia. Lembrem também de Hermann S, que escreveu quando soubermos como ouvir as árvores, então os nossos pensamentos alcançaram uma alegria incomparable. Hoje vamos ao encontro dos dois titans da poesia norte-americana do século 19 para sentirmos as árvores. Numa abordagem acocritica, Ana? - Cadinci, é referida para a primeira vez, a extente de 1978 e digamos, acima de uma seleção escológica, ao fenómeno militário. Ora, eu quando fiz a minha tesouutoramento, recordo-me de analisar este poema que agora vamos ouvir de a medida que me saís na seguir. E deu pensar que a diferença entre este poema e o poema do Ítima e achei que para este programa fazia todo o sentido "Nos estamos a destruir Paula Dinamenta na natureza, estamos a destruir aquilo que nos sustenta, e que nos acabam e isso, não nos vamos termos este direito." - Neste poema do Ítima, de alguma maneira, a árvore tem um destino a servir a humanidade. - É verdade, isso tem alguma maneira a celebra-se o progresso. - É claro, ela serve o ser humano, celebra-se o progresso como de resto em toda a poética e que a Ítima é niana, não é? - Um progresso, atenção, adaptado a esta época, porque se pensarmos hoje na devastação da Amazonia, por exemplo, isso não é progresso, isso é retrocesso, estamos a falar quando um barbaro crime foi cometida a poucos dias no assassinato de duas pessoas na Amazonia. - E por que que eles estavam por e simplesmente a investigar a ação de uma delas? - É de um ciar. - É de um ciar. - É de um ciar. - Agora, se recorremos a minha dúvida de séculos anóvios, há um outro contexto histórico e social, quando a árvore serve o progresso aí. - Seja como for, há um conflito entre o reconhecimento de que a natureza é voluosa por si, impenentemente humano e a ideia de progresso, que no fundo instrumentaliza a natureza. - Esta canção da sequa é uma sequa que está a ser cortada se as pessoas procurar este poema, são "The Redwood" de 3S em inglês, deverão que há uma parte sem itálico e as partes sem itálico são as falas da sequa. Portanto, quando a gente se lee a Deus meus irmãos, Deus, a terra e céu, a Deus, a guajizinhas, o meu telhão. em Portabu o meu fim chegou sim mas ele não chega de uma farmana natural e eles chega para a causa do homem e eles chega por causa das sharp tangos of the axis, das línguas agudas dos machados. A música dos golpes dos machados e isto em inglês tem uma força sonora de cháu para sexes. O Itman espõe as principais componentes de sua sonha maritana, tal que o meu se propõe nas ideias de lucracia, com que isto é vos passo e árvore moribunda que tenta o seu tênico de mortes até tão triste. Há um lado espiritual aqui também no poema não é só a evocação do progresso. De tornar terascendentes. Sim, poético terascendentes espiritual. Não é pronto a árvore moribunda possui consciência e ofereça isto que existe e é sua vida. Ao momento, importante eu só li três versos que é quando o Itman escreve assim na Costa Norte que no eco que vem dos diritos cocheiros e depois o tronco e os ramos que caem. É o momento em que a árvore cai. Para toda a gente sabe tem dado das coias, não é? O tronco e os ramos que caem e o embate, o grito surdo, os gemidos. Por danti a partir daqui, é claro a árvore não vai falar mais, porque árvore morre a favor de uma raça mais magnífica que também compreirá a nobremente a sua árvore. Nós, por oposos, isto ainda para trás o tempo é ilástico neste poema. Falou do passado, falou do futuro, esta árvore vai construir navios ou construiu navios árvores como ela. Portanto, o sacrificio da árvore abençou o futuro e abençou, sobretudo, a América. Vamos à perspectiva agora de Emily Dickinson Ana. Eu só queria terminar agora com o finalzinho no poema que é o Itman, fala sempre do homem e do mulher. Ou da mulher mais e depois, isto recebe um novo mundo, quase é Dennis, não é Dennis, não é? Este novo mundo. Mas há muito preparado, vejo o genio moderno. E esta ideia de moderno, claro, como é que o Itman não havia de interessar tanta pessoa. Quatro árvores no acrissui-te a lhe, sim de si, nhe, ou em um momento. Não entrem, nem aparenta ação que tenham. O sol encontrar de manhã, o vento, o vizinho mais próximo só deus. Dales murado ao acr, elas a ele, a tensão de quem passa, sombra, esquilo, talvez rapaz. Que ação a delas perenta, natureza, que plena e esperado, elas retardam, adiantam, ninguém sabe. Émelide Dickinson, que escutamos primeiro na leitura de Margaret Schillco, feita para este programa. E a quem agradecemos uma vez mais muito, sempre, prestável, colobração e disponibilidade. Depois, a tradução e leitura de Anolis Amarale, a na, aqui entramos neste mundo botânico, que era muito próximo. Tomarkantem, em Emily Dickinson, que dizia que toda a feita e seria que necessitamos estar a nossa volta, ela conhecia o uso das plantas, das ervas. Aqui as árvores são estranhas, a tudo que é uma. Não tem outro propósito e estença-se não ser em árvores. Não propósito, nenhum não quer diferente. Ou melhor, propósito que tenham, propósito que tenham, é nos completamente desconhecidos. Elas não nos servem, se procurarem Fort Louise, a Pana Solidaria e a Icar, na internet, verão que, a tal vez, dos poemes Dickinson, que mais deixes aquilo que a crítica chama "deix", e são tradições, tem. Mas é aquilo que tem um tom mais espasmoado e mais fragmentado. Consonante com a terrível, a terrível, a questionação de uma ordem. Não é como em Whitman, no problema de Whitman, é em que, por um lado, conseguiu ouvir a árvore, os nidos da árvore, mas é claro, a árvore servir ao progresso. Mas a atenção aqui não se estabelece a partir dessas noções de que o livro ou do desitli-lo, não há cunhão interesse, que é entre o natural e o humano. É desruptivo, se houver alguma intervenção humana, é desruptção. É também, exatamente. A é um chefe feito do aliatório. A paisagem, parece que um sentido máximo de ausência, tal como o texto, não utilizam muito pródiga, muito pródiga, que faz traficões, transmitam espasmoado e fragmentado. Que é consonente naturalmente com estas perguntas, que aqui são feitas quatro árvores, traficão, no aqueçulitário, traficão. Sem designeo, verso, nem ordem, nem aparentação, traficão, que tenham. Pronto, faltar aqui qualquer coisa, porque depois passa para o solo encontrar as de menhã o vento, o vento que, vizinho mais próximo só de uns poemas, profundamente elític, e em que de quinsan retira, tal como as árvores nos retiram, uma possibilidade de compreensão, destes elementos, da natureza, que planeam essas árvores atrás, como é que se atrasam o plano? É desconhecido. Portanto a sua função é dita e a lida como leatória, tal como a leatória, e essa ou a disposição geográfica, porque elas limitam-se a ser. Elas são os ficientes por si, elas encontram-se alguma forma, e as ruas nós estão, elas são prontos limitam-se a isto. E eu acho que, de ponto de vista, de facto é co-critica, este poem é maravilhoso, porque é um poemas de profundo respeito e de amor também, por aquilo que está a nossa volta, e que nós não compreendemos. Tentamos entender o que é do mundo, da natureza, do que a nossa relação com o maio, é co-critica, este termo cunhado pelo escritor, e ativista William Rucker, em 1978, o Gendianos depois foi considerado um ramo dos estudos literários muito adequados. Nesta emissão em que olhamos dois gigantes da poesia norte-americano do século 19, os dois fisigas, oito man e da quinta santa, no som que os versos fazem a abrir e as árvores. Ana, até para a semana. Até para a semana, miss. Com Ana Luisa Amaral, e Luís Caetano. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O programa explora dois poemas sobre árvores de Walt Whitman e Emily Dickinson, contrastando visões sobre natureza e progresso.
  2. Whitman celebra o sacrifício da sequoia para o progresso humano, com a árvore falando antes de ser cortada, abençoando o futuro da América.
  3. Dickinson vê as árvores como entidades autônomas, sem propósito humano, em um poema elíptico e fragmentado que questiona a ordem natural.
  4. A discussão inclui uma perspectiva ecocrítica, destacando o conflito entre instrumentalização da natureza (Whitman) e respeito por sua alteridade (Dickinson).
  5. Referências a filmes (The Incredible Shrinking Man) e escritores (Hermann Hesse) reforçam a ideia de interconexão cósmica e a importância de ouvir a natureza.

Summary:

O programa "O som que os versos fazem ao abrir" compara dois poemas do século XIX: "Canção da Sequoia" de Walt Whitman e "Quatro Árvores no Açude" de Emily Dickinson, analisados por Ana Luísa Amaral e Luís Caetano. Whitman personifica uma sequoia que, ao ser cortada, aceita seu sacrifício para o progresso americano, celebrando a construção de navios e a expansão da humanidade. O poema reflete uma visão otimista do progresso, mas também reconhece a consciência da árvore e sua bênção ao futuro.

Em contraste, Dickinson apresenta árvores sem propósito visível, isoladas e alheias à intervenção humana, em um poema elíptico que enfatiza a alteridade da natureza. A discussão adota uma perspectiva ecocrítica, destacando que, enquanto Whitman instrumentaliza a natureza para o avanço humano, Dickinson a respeita como autossuficiente e misteriosa. Referências culturais, como o filme "The Incredible Shrinking Man" e citações de Hermann Hesse, reforçam a ideia de que os humanos devem aprender a ouvir a natureza para encontrar seu lugar no cosmos.

O programa conclui que a poesia de ambos os autores oferece visões contrastantes, mas complementares, sobre a relação entre humanidade e meio ambiente, com implicações para debates contemporâneos sobre ecologia e progresso.

FAQs

O poema explora o conflito entre o valor intrínseco da natureza e o progresso humano, onde a sequoia é sacrificada para construir um futuro grandioso, especialmente para a América.

Dickinson descreve as árvores como seres sem propósito humano, existindo por si mesmas, de forma elíptica e fragmentada, destacando sua autonomia e mistério.

É um ramo dos estudos literários, cunhado por William Rueckert em 1978, que analisa a relação entre literatura e meio ambiente, focando no respeito e amor pela natureza.

Whitman vê a árvore como servindo ao progresso humano, enquanto Dickinson a trata como independente e alheia às necessidades humanas, sem qualquer propósito utilitário.

A árvore moribunda oferece sua vida conscientemente para dar lugar a uma raça mais magnífica, abençoando o futuro e a América, num ato espiritual e transcendente.

Ele demonstra profundo respeito pela natureza ao retratar árvores que 'apenas são', sem intervenção humana, destacando a incompreensão e a beleza do mundo natural.

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