Voto na América do Sul reflete rejeição a governantes
52m 31s
A análise da atual conjuntura sul-americana revela que a aparente guinada à direita é ilusória. O principal motor das mudanças políticas é a insatisfação popular com a estagnação econômica, o aumento da criminalidade e a armadilha da renda média que promete crescimento mas nunca o entrega. Isso gera alternância de poder e desgaste rápido dos governos, sem lua de mel com o eleitorado. Paralelamente, as negociações entre EUA e Irã mostram avanços como a suspensão de sanções ao petróleo iraniano e um cessar-fogo de 60 dias, mas são frágeis: há lacunas técnicas sobre armas nucleares, falta de especialistas do lado americano e interesses pessoais de assessores de Trump. Israel, sob Netanyahu, busca prolongar conflitos para evitar processos internos, enquanto os EUA priorizam seus interesses na região. Na Colômbia, a vitória da direita com Abelardo de la Espriella foi apertada e contestada pela esquerda, refletindo o descontentamento geral. Em resumo, a região vive um ciclo de insatisfação e alternância, onde a direita no poder enfrentará os mesmos desafios que a esquerda, e a política externa dos EUA trata a América do Sul como mera fonte de recursos naturais, sem se importar com sua orientação ideológica.
A aparente guinada à direita na América do Sul e suas causas
Boa noite.
Essa é ACNN Brasil.
Este é OWW.
É sempre bom tomar cuidado com as aparências, elas costumam enganar.
Aparentemente, a América do sul mudou de cor política e hoje é de direita.
Não interessa como você chama, direita, ultra moderada, conservadora, Moderna, velha, como você quiser.
É difícil mesmo definir o que que é direita.
Em lugares tão diferentes entre si, como são Argentina e Colômbia, esse é o mais novo país integrante do clube.
Nas aparências, o sinal da posição ideológica de governos na América do sul se inverteu de um lado para o outro.
Mas cuidado com essa aparência.
O principal fator comum a todas essas mudanças é uma profunda insatisfação com a situação econômica em geral, com criminalidade, com o ambiente de negócios ruim e, principalmente.
Com essa armadilha na qual está a América do sul, a armadilha de renda cujo crescimento é sempre prometido e nunca realizado, e isso invariavelmente acaba se virando contra quem está no poder, as direitas, como demonstram Argentina e Chile.
Que se preparem, não tem mais lua de mel com eleitorado algum.
Tem outra aparência que também engana, a de que uma América do sul governada por presidentes simpáticos a Donald Trump.
Garante uma natural boa relação com a superpotência.
Mas a nova ou velha ou direita, como vocês quiserem definir que se cuide.
A nova doutrina de segurança nacional da Casa Branca, a tal doutrina don't roll, põe os interesses americanos em primeiro lugar.
Existem.
Para Trump, amigos de direita.
Seria o caso desses novos governantes aqui na América do sul pedirem conselhos?
A chefe de governo da Itália, Giorgia melone.
Que vem da direita e passou a xingar Trump.
Por isso é bom não se enganar para Casa Branca.
A importância dessa parte do mundo é ser exportadora de recursos naturais e de crime transnacional.
Tanto faz para eles se somos de direita ou de esquerda.
As negociações entre EUA e Irã, a vitória iraniana e o papel de Israel
Nessa edição, vamos ver como o Reino Unido chegou a ter 7 primeiros ministros em 10 anos.
De como os Estados Unidos e Irã estão se entendendo ou não sobre o fim da guerra antes, aos participantes da roda nesse momento, Juliano cortinhas, professor de relações internacionais da UnB, professor visitante da universidade da Virgínia, nos Estados Unidos, de onde participa remotamente.
Juliana, obrigado por estar conosco.
Boa noite aí nos Estados Unidos.
Pessoa 2
Boa noite.
Eu que agradeço pela oportunidade.
É um prazer falar com vocês.
Pessoa 1
Lourival Santana, meu boa noite, prazer enorme tê la bordo conosco no ww.
Os Estados Unidos começaram a suspender sanções sim, vocês ouviram começaram a suspender sanções sobre o Irã ao afirmar que Teerã permitiu a entrada de inspetores da agência ou vai permitir a entrada de inspetores da agência Internacional de energia atômica no país?
O que o Irã até aqui não confirmou.
Os detalhes você confere com a nossa correspondente em Washington, Mariana Jean Giacomo.
Pessoa 3
A primeira rodada dos 60 dias de negociações entre Estados Unidos e Irã foi concluída nesta segunda-feira, na Suíça.
O vice presidente Jade Evans representou o governo norte americano, enquanto a delegação iraniana foi liderada pelo presidente do parlamento do país, Muhammad galibaf, e o chanceler a basarachi.
Ainda assim, as declarações contraditórias entre os 2 lados continuam.
Teerã contesta afirmação de Washington de que voltará a permitir a entrada de agentes da agência Internacional de energia atômica para inspeções.
Donald Trump publicou nas redes sociais que as inspeções internacionais aconteceriam para garantir a, entre aspas, honestidade nuclear.
Também nesta segunda, os Estados Unidos suspenderam as sanções contra a indústria petrolífera do Irã.
Teerã passa a poder produzir, vender e entregar petróleo sem estas restrições, pelo menos por 60 dias.
A suspensão das sanções e a garantia da entrada dos inspetores já eram pontos no antigo acordo nuclear assinado por Barack Obama, do qual Trump sempre foi crítico.
A situação levanta questões aqui nos Estados Unidos sobre quais avanços de fato o país conquistou ao se retirar do pacto anterior e agora, ao entrar em guerra com o Irã.
Diferentemente do acordo nuclear da Aero Obama, o que Estados Unidos e Irã assinaram até agora é um documento provisório, o Memorando de entendimento com o cessar fogo de 2 meses, para que se realizem discussões em busca de um documento final.
Nesta semana, o secretário de estado americano, Marco Rubio, parte em direção ao Oriente médio para conversas com autoridades de países árabes sobre as negociações em andamento com o Irã.
E enquanto as tratativas seguem, o tráfego de navios no Estreito de ormuz tem aumentado dia após dia.
Nesta segunda, ao menos 20 embarcações cruzaram a passagem, de acordo com dados da plataforma melin traffic.
Pessoa 1
É Juliana.
Você vê que eu reiterei, né?
Que às vezes as pessoas ouvem o que a gente anuncia antes de uma reportagem como essa da nossa Mariana dian giaco e não acreditam.
Pera aí, não faltou um não aí, não é isso mesmo?
Os Estados Unidos liberaram o Irã para vender petróleo, isso é uma Vitória.
Pessoa 2
Olha, na verdade é uma é uma Vitória para os iranianos, né?
Que estavam com as suas vendas.
É bastante limitadas, mas é é algo que se esperava já como uma parte desse processo de negociação.
É importante da gente lembrar que essa negociação não teria sido necessária se os Estados Unidos não tivessem.
Iniciado uma guerra com o Irã, né?
E essa guerra, ela estabeleceu uma realidade que os Estados Unidos é.
Não conheciam?
É, não.
Eu acho que se surpreenderam com essa realidade.
Enfim, o fechamento do Estreito de ormuz e a capacidade de resistência militar do Irã, inclusive com muito mais mísseis do que se imaginava, né?
E aí, a partir disso, teve que se reposicionar no Tabuleiro.
É uma série de peças, né?
A gente ainda tem muita coisa, eu acho, pra saber sobre esse acordo.
Ainda está muita coisa.
Obscura é se é que ele vai sair agora, né?
Mas mesmo que saia, ainda tem uma carta que gera muita instabilidade, que é a carta de Israel.
Então acho que Israel ainda tem muito, né?
Pra pra fazer é nessa realidade atual e está tornando a região ainda muito mais instável que o próprio Trump.
Então eu acho que, enfim, é um passo, é um passo importante, é, é um passo que indica, né, que eles estão se aproximando, mas ainda tem muita coisa pra pra acontecer, pra que a gente tenha 11 possível estabilidade da região.
As lacunas nas negociações nucleares e a fragilidade americana
Lourival, deixa eu pegar outro ponto das negociações que tem a ver com um dos aspectos centrais pelos quais Israel.
EEEE os Estados Unidos, em boa medida no início desse dessa fase do conflito, disseram que era necessário atacar o Irã, que é a questão nuclear.
Quer dizer, os países que fazem parte dos tratados de não pro refreação de armas nucleares, como é o caso do Irã, todos eles são obrigados a aceitar essas inspeções periódicas por parte da agência Internacional da energia atômica, que é uma agência da ONU.
Oo Irã continuou fazendo o que queria mesmo com as tais inspeções.
Então, agora, de novo, é considerado uma grande vantagem aquilo que já existia.
Pessoa 4
É, o Irã suspendeu as inspeções por causa dos bombardeios americanos e israelenses em meados do ano.
Há 1 ano, né?
Estava havendo esses bombardeios?
EE, antes de fato, ele permitia as inspeções, mas ele considerava que com a ruptura do acordo JCPOA pelo presidente Trump em 2018.
Ele estava liberado para enriquecer urânio acima dos 3,67%, que são para energia elétrica, ou 20% para uso.
É para medicina, o que não é verdade.
O tratado de não proliferação nuclear não prevê essa liberalidade, né?
E a agora existe uma fragilidade imensa nesse memorado de entendimento.
Que foi apontada numa entrevista de um inspetor da agência Internacional de energia atômica, numa entrevista à BBC no fim de semana, que ele disse que quando Oo Memorando diz que OOO Irã se compromete anão desenvolver a armas nucleares, isso é absolutamente inócuo, porque o Irã já desenvolveu tudo o que precisava desenvolver em termos de armas nucleares.
O problema é ele produzir armas nucleares, né?
E isso não está no Memorando de entendimento.
Então o Irã pode usar essa lacuna, né?
Se as coisas não forem retificadas, a linguagem não for retificada para produzir armas nucleares no futuro.
E por que que existem essa e outras lacunas?
Porque não foram empregados especialistas na questão nuclear do lado americano.
Nessa negociação, né, foram nós.
Pessoa 1
Comentamos aqui, bitcoff e o yaret Kushner foram fazer uma visita de 1 dia ao a um importante laboratório de antiquíssimo desde a época do projeto Manhattan dos americanos, para aprender um pouquinho sobre energia nuclear, que é complexo.
Pessoa 4
Né?
E o jussipere, que foi assinado pelo Barack Obama em 2015, levou um ano e meio para ser negociado, porque esse é um tema extremamente complexo.
Então os Estados Unidos estão numa posição de fragilidade, não só do ponto de vista é do equilíbrio de poder por causa do fechamento do Estreito de ormuz e do fato de que hoje o Irã tem 441 kg de Urânia altamente aquecido 11 t no total de Urânia aquecido, mas também porque os Estados Unidos tiveram uma abordagem não profissional dessa negociação.
Interesses pessoais de Trump e a política doméstica de Israel
Juliana, deixa eu voltar ao ponto que você mencionou na sua primeira resposta?
E que quase impediu que esse que essa fase atual, na qual estamos onde, como você mesmo acentuou, algum tipo de progresso está concorrendo nessas negociações diretas entre Estados Unidos e Irã, coisa que a gente não vê há muitas décadas, que é Israel dentro de Israel, esse ponto em que estamos e sobretudo isso que aconteceu hoje nos Estados Unidos deixarem o Irã voltar a vender petróleo.
Deixou os israelenses absolutamente furiosos, alguém os controla?
Pessoa 2
Olha, eu acho que essa é uma das perguntas essenciais que nós temos que nos fazer hoje em dia pra entender é os possíveis reflexos desse acordo no longo prazo, né?
É, eu vejo os negociadores do Trump com várias, vários interesses na mesa de negociações, mas esses interesses é, é, não passam diretamente pela estabilidade.
Da região.
Acho que a paz no mundo é aquilo que os negociadores do Trump menos almejam.
Em termos de interesses, eu vejo que eles têm interesses pessoais.
É muita gente querendo enriquecer ali com o petróleo da região, muita gente querendo enriquecer, inclusive com esse acordo, né?
O Gerald, como vocês mencionaram, não é alguém diplomata, né?
Mas não é alguém com capacidade diplomática e não tem esse interesse, né, do, do, do do estado americano.
Ele é um consultor imobiliário que quer enriquecer, né, com esses acordos.
Isso é é pra mim é muito lastimável em termos de qualidade da democracia Americana, né?
A Trump colocou uma série de assessores com interesses próprios nessas negociações, e não com interesses voltados ao país.
É além disso, há um interesse com relação à política doméstica.
Trump tá em maus Lençóis.
É domesticamente e um acordo, né?
Que ele conseguisse vender como minimamente aceitável poderia ser.
É algo que trouxesse benefícios eleitorais a ele, que diminuísse um pouco essa insatisfação do do eleitor americano.
Eu falei tudo isso para chegar em Israel.
Israel está olhando para toda essa situação?
Muito.
Pela sua política doméstica também.
O que que isso quer dizer?
Quer dizer que Netanyahu está enfrentando processos muito sérios internamente.
Corre inclusive o risco de ser preso depois que sair da presidência, né?
Depois de sair, enfim, é da sua posição de líder.
E isso faz com que é é ele continue fazendo com que essas guerras, tanto na Palestina quanto é com o Irã e com o Líbano, enfim, toda a região se prolongue no tempo.
Então ele não quer a paz no Oriente médio, porque a paz significa que ele pode estar mais próximo de uma saída do seu governo.
Ele fica tentando se manter como alguém necessário.
É no governo de Israel e com esse é com essa necessidade.
Ele tenta então adiar os possíveis.
É, é processos contra ele internamente, e isso tende a se prolongar um tempo.
Se ele não for contido, e me parece que a forma mais é, é provável.
Pessoa 5
Dele ser contida, é?
Pessoa 2
Com uma pressão Americana em cima dele, né?
Então é uma, é uma negociação extremamente difícil.
Não só é com o Irã, com toda a região.
Pessoa 1
Eu estava dizendo como é difícil a gente entender cada lado nessa negociação que tem tanta importância para nós aqui.
O impacto político interno das negociações nos EUA e Irã
Direta, né, Dorival?
No começo da nossa conversa, nós estamos nos referindo ao fato de que Os Americanos diziam, olha, eles concordaram em ter inspetores largos.
Os iranianos disseram, não, não, não concordamos.
Agora vamos fazer o contrário.
Os iranianos estão dizendo o seguinte, olha, Os Americanos concordaram em liberar a grana nossa, que está congelada em vários lugares até ali pelo Golfo mesmo.
Os Americanos disseram, não, não, nós não estamos liberando não, afinal, eles estão em que pé?
Pessoa 4
É.
Então é porque o cada lado se preocupa muito com AO impacto político interno de cada passo que é dado.
Em do de um lado tem AA opinião pública Americana.
Uma pesquisa é da CBS mostrou que apenas 22 é por cento dos americanos acham.
Que que essa foi uma boa?
Foi.
É um bom resultado, né, para os Estados Unidos, a 3537 por cento acham que foi um bom resultado para o Irã, né?
Então, EEEAE, mesmo entre os republicanos, anão há 11 anão é a maioria que acha que foi bom para os Estados Unidos, né?
EE do lado iraniano também existe uma divisão muito grande.
É, é um regime que não se importa com a opinião, não se importa tanto quanto numa democracia, com a opinião da população.
Mas é um regime rachado, em que AA guarda revolucionária é.
Não quero esse acordo.
Queria continuar na guerra, né?
EE aí é AA ala moderada do governo.
Presidente matuto pezzikian, presidente do parlamento é Mohammed Bauer.
Halibaf é abasarati chanceler.
São esses que estão bancando e são duramente atacados pela imprensa oficial controlada pela guarda revolucionária.
Então, dos 2 lados, existe um cuidado de de controlar o que está sendo negociado.
E está havendo uma negociação praticamente direta.
Por quê?
Porque eles estão numa mesma sala e aí foi organizado de uma forma que aqui ficam os paquistaneses do lado direito.
E aí os Os Americanos do lado deles.
Do outro lado os catares e os iranianos.
Mas eles estão ali todos eles não se falam diretamente, mas estão no mesmo ambiente.
Então é um ambiente propício para é negociações que muitas vezes não, não são muito transparentes.
Pessoa 1
Você que é veterano como eu, deve se lembrar quanto tempo se discutiu, como é que é ser a mesa quando americanos e o Vietnã do norte negociaram o fim da guerra do Vietnã?
E já faz uns 50 anos, né?
OA história se repetindo aí, Juliano?
Por último, tem um minutinho ainda nós vimos na reportagem de aranjá como Oo secretário de estado, chanceler americano, Marco ruivo, embarcando para a região.
Ele é também assessor de segurança nacional.
Ele consegue puxar de volta para para o guarda chuva americano os países ali do Golfo.
Pessoa 2
Olha o Marco Rubio, ele, diferentemente dos demais, né, que estão participando diretamente da negociação, tem alguma experiência já diplomática.
Enfim, já tem mais estofo, né?
Então é entre essas pessoas que estão participando do lado do estadunidense, aquele que mais parece ter alguma possibilidade de fazer isso, né?
É de novo.
Eu acho que ainda é cedo pra gente falar em negociação.
E mais cedo ainda pra gente falar em instabilidade no Oriente médio.
Acho que é um caminho longo, um caminho difícil é que pode se concretizar.
Mas acho que o interesse, né, das partes nesse momento é, por mais que se sele um acordo, agora, no curto prazo é manter a instabilidade, né?
O Irã, enfim, é, mostrou a que veio, mostrou que tinha mais força do que se imaginava.
É, os Estados Unidos estão num processo, né, de declínio, que eu acho esse SIM 1 processo com um efeito de longo prazo.
E Israel está querendo é, é manter a instabilidade pra se prolongar, pra prolongar, né, o seu, o seu governante no poder, Benjamin Netanyahu.
Então é um cenário muito difícil, um cenário bastante complexo.
Eu acho que existe sim a possibilidade de se chegar a esse acordo nos próximos dias, enfim, mas isso não garante a estabilidade de longo prazo, que é o que todos desejamos, né?
Pessoa 1
Juliano cortinhas, professor de relações internacionais da UnB.
Professor visitante agora lá na universitária Virgínia e onde participou.
Obrigado por ter estado aqui conosco no programa e boa noite aí nos Estados Unidos, Juliano.
Pessoa 2
Eu eu que agradeço.
Boa noite para vocês.
Um abraço a todos.
Lourival William, um prazer.
Pessoa 1
Dorival, a gente continua juntos.
A vitória da direita na Colômbia e a apuração contestada
Após o intervalo, é a vez da Colômbia.
Na nossa conversa, entrou na onda da direita, diz.
A apuração das eleições até já.
Estamos de volta do intervalo WW conosco agora participando do programa Mário Braga, analista de geopolítica para a América Latina da Rain, na plataforma global de risco político.
Mário, obrigado por estar conosco.
Boa noite.
Pessoa 5
Boa noite, William.
Boa noite, Lourival é sempre um prazer.
Pessoa 1
Colômbia prometi para vocês que era o assunto desse segmento.
Agora vamos a ele, então.
Abelardo de la espier, ela, O Tigre venceu neste domingo o segundo turno da eleição presidencial da Colômbia.
Consolidando o que a gente verifica só por a cor no mapa, uma guinada regional na América do sul, pelo menos Latino.
A gente precisa meter o México.
Aí é outra história.
Um crescente descontentamento com segurança pública e economia em parte, explicam o que está acontecendo.
Nossa enviada especial a Bogotá, Luciana Tadeu, com as últimas informações.
Confira.
Pessoa 6
De acordo com a apuração preliminar, o candidato da direita, Abelardo della sprietia, foi O Vencedor das eleições.
Com praticamente 100% das urnas apuradas, ele obteve 49,6% contra 48,7%.
Para Ivan Cepeda, candidato da esquerda apoiado por Gustavo Petro, a diferença foi de menos de 250000 votos.
Essa contagem inicial, baseada em fotos das atas que totalizam os votos das mesas, ainda não é o resultado oficial, mas costuma coincidir com a apuração definitiva realizada pelo conselho nacional eleitoral.
Esse resultado final pode demorar até 3 dias, mas de la espia já discursou como presidente eleito.
Advogado e empresário de 47 anos, ele nunca ocupou cargos públicos e foi eleito com as promessas de exterminar os grupos armados e construir megaprisões na Colômbia.
Depois de participar de uma caravana dentro de uma cabine blindada na cidade de barranquia de la espieira disse em um discurso que vai governar para todos os colombianos.
Ele também pediu que Cepeda e Petro reconheçam os resultados eleitorais para não provocarem um incêndio social no país.
Mas CPD anunciou nesta segunda que sua equipe fez mais de 57000 reclamações sobre a apuração que precisam ser verificadas pelos juízes eleitorais.
Pessoa 1
Não é trouxe testigos no extro equipo de segurança eleitoral apresentado 57189 reclamaciones que nos acultam e que obrigam?
A luz escrutadores, a luz, coisas escrutadores e coisas a verificar estas alegações.
Pessoa 6
Senador de 63 anos, CP da teve um papel importante em negociações de pais com grupos armados do país e prometeu, durante a campanha, dar continuidade às políticas sociais do governo Petro.
Ele pediu tranquilidade na espera pelos números definitivos e indicou que somente depois disso anunciará seu reconhecimento dos resultados.
Líderes de direita e autoridades já parabenizaram de la espia pela Vitória na apuração preliminar.
Descontentamento e alternância de poder na política sul-americana
A gente consegue ver que tipo de padrão fora a é claríssima, né?
A gente viu isso acontecer no Chile, Mário?
Na Argentina a gente viu isso.
Boa medida.
Estamos vendo isso no Peru agora na Colômbia, e o Brasil também.
As pesquisas indicam um eleitorado claramente rachado ao meio, com pouco espaço ou qualquer é candidato.
É fora a os 2 lados do espectro político, tá agora eu, eu, eu sou um adepto daquela frase a vingança da Geografia.
E isso significa é o título de um livro muito famoso, muito lido.
É escrito pelo quegan nos Estados Unidos, que diz o seguinte, no fundo, o que predominam são as condições históricas, culturais, econômicas e políticas locais.
Elas são determinantes e elas são diferentes.
Se a gente considera todos esses países, eu estou colocando o Brasil no meio disso aí também.
Porém, qual seria o denominador comum se ele existe na sua análise?
Pessoa 5
Perfeito William, eu IA trazer exatamente para esse ponto de tentar entender é de que maneira existe.
É um padrão comum que a gente pode tentar enxergar na região, claro, com as suas especificidades e as diferenças entre os países.
Mas o que a gente tem visto ao longo dos últimos ciclos eleitorais nas últimas décadas é esse é Balanço de um lado para o outro do espectro político.
Eu acho que a gente não pode colocar isso na ponta.
É, né?
De uma mudança ideológica, de um eleitorado que tá pendendo da direita pra esquerda, como se fossem as propostas pragmáticas ou propositivas de um lado ou outro do espectro político.
E aí quando a gente tenta entender, é o que tem de comum é na região.
Eu acho que a gente tá falando de países que com diferentes ritmos de crescimento econômico, diferentes níveis, é de atividade, seja agrícola, industrial, mas que tem ainda uma deficiência muito grande na prestação de serviços públicos.
Na capacidade é de transformar uma Riqueza de exportação de commodities em melhora de qualidade de vida.
É países que estão é em rankings, é lá embaixo em relação à corrupção, em relação à distribuição de renda.
Então, são países em que os governos quando chegam ao poder é acabam tendo tanto uma.
É capacidade seja fiscal.
Seja é propositiva, de transformar políticas públicas em melhora de qualidade de vida.
E aí a gente pode fazer um parênteses, por exemplo, pro que foi o boom de commodities dos anos 2000, que aí a gente tinha uma tendência é muito forte, global, que favorecia, né?
Aquela ideia de que uma maré alta levanta todos os barcos, mas tirando esses ciclos, é superciclos ou que vão afetar?
É de uma maneira positiva.
Todos a gente tem a cada um ou 2 ciclos eleitorais.
Uma dessatisfação muito grande do eleitorado, levando eles a punir o incumbente.
Então, quando há 8 anos atrás, a pergunta era, Ah, tem a maré rosa, né?
A famosa pink Tide na América Latina se tratava de uma maré em favor da esquerda.
Na verdade, a gente tinha um conjunto de governos de direita que não tinha sido capaz de entregar resultados e, por isso, os eleitores estavam dando uma chance à oposição chegar ao poder.
E eu acho que agora, o que a gente vê com essas sucessivas eleições?
De líderes de direita e como você bem destacou a questão, tanto a economia quanto segurança, é o encerramento desse ciclo, esse descontentamento com a incapacidade de entregar resultados e os eleitores migrando para uma alternativa agora à direita.
Como Donald Trump influencia a segurança e a economia na América Latina
Vamos pegar um fator que é relativamente novo nesse contexto, chamado Trump.
A gente viu o Trump é diretamente envolvido na eleição da Argentina de forma concreta, mesmo o empréstimo um pouco antes de eleições legislativas, que praticamente salvaram a eleição nesse sentido.
Os os os argentinos votam com a cabeça no campi, né?
A gente, a gente vê o empenho com que ele sai por aí proclamando que este ou aqueles são os candidatos da sua preferência, com resultados dúbios, dependendo do país.
É Trump que está conseguindo isso na América do sul.
Pessoa 4
De uma forma indireta.
Sim, porque os 2 denominadores comuns que eu vejo são a questão das da segurança, né?
Ou da insegurança da alta criminalidade.
EAA questão de uma busca de uma prosperidade, de uma solução individual e não de soluções coletivas que se esgotaram.
E nos 2 casos, o Trump tem sim uma incidência direta ou indireta.
É no campo da segurança.
AA projeção de poder dos Estados Unidos sobre a região a tese dessa projeção é a da designação dos grupos do crime organizado como terrorista para justificar uma abordagem militarista na projeção de poder sobre a região.
E essa é uma tese que a qual o os candidatos de direita aderiram, né?
Como uma forma de responder.
A angústia, a sensação de vulnerabilidade da população, das populações.
E isso permeia todas essas eleições e a próxima eleição no Brasil também.
E no campo assim da da questão socioeconômica, as pessoas é se cansaram de apostar é Na Na saúde pública, na educação pública, como meios de ascensão social, de melhoria das condições.
De vida e vem uma maré também ideológica de um protestantismo, da de igrejas evangélicas, de um pensamento é mais individualista e da prosperidade como marca da salvação em que as pessoas estão.
É, e aí vem os aplicativos, né?
AA redução drástica de de ofertas de empregos com é carteira assinada de empregos formais, que sempre foi um problema, informalidade sempre foi muito alta nos países.
Mas agora, com uma solução dos aplicativos que A esquerda não consegue entender, é contra, porque tem as bases sindicais que são prejudicadas por esse movimento.
E aí tem toda uma população mais pobre que vê nos aplicativos, nesses empregos, nesses trabalhos que são oferecidos uma possibilidade de empreendedorismo e de prosperidade.
Então, tudo isso?
EE essa, essa prosperidade, esse empreendedorismo também se reflete na visão e na imagem do Donald Trump.
Então, nesse sentido, acho que há uma correlação se a.
Relações Colômbia-Brasil e a atuação militar dos EUA na Amazônia
Gente, pegar o caso específico da Colômbia, Mário, a gente tem que lembrar do plano Colômbia.
Talvez tenha sido o maior envolvimento militar direto americano no combate ao narcotráfico, que a gente tem notícia até hoje.
Mesmo considerando esses ataques a embarcações tanto no pacífico quanto no Caribe, mesmo considerando as operações, por exemplo, recentes na Venezuela, do resultado é o seguinte, nunca foi tão grande a produção de cocaína na Colômbia como agora, depois inclusive das negociações pela paz, como dizia Oo agora que está deixando o oposto o Pedro, se a gente pensar nas operações militares Americanas na Fronteira com o México.
Tem um caráter duplo, tanto imigração quanto narcotráfico e pensar na classificação de grupos brasileiros como grupos terroristas.
Nós estamos diante de uma outra dimensão no que eles consideram que é essencial que seja feito em termos, porque para eles é uma questão de segurança.
O crime trans nacional.
O que que a gente pode esperar das relações da Colômbia com o Brasil, considerando que a cabeça do cão.
Aquela parte da Geografia da Amazônia no Brasil e Colômbia forma uma Fronteira completamente porosa, cheia de rios, onde passa a pasta básica da cocaína para um lado e o combustível para fabricá la do outro.
Que que a gente pode esperar?
Pessoa 5
Pois é, eu acho que o que vai se desenhando é um Tabuleiro que é muito favorável aos objetivos de segurança norte americanos na região.
A como o Lourival tá dizendo a questão da militarização, né?
Desse enfrentamento às drogas?
A gente já vê operações é em conjunto, primeiramente no Equador e agora, mais recentemente, na Venezuela, matando liga do trem de aragua.
Então é já era esperado que a venda essa guinada A direita na Colômbia.
A gente teria um alinhamento e aí, em vez da gente pensar em, por exemplo, que seriam ações unilaterais norte Americanas, um maior tipo de cooperação, parceria, e aí assim, a atuação é, seja de operações conjuntas, de equipamento, treinamento ou mesmo é tropas Americanas em ações pontuais.
E eu acho que quando a gente tem a designação dos grupos brasileiros, apesar de não ser, é ou o cenário mais provável ou por onde eles talvez devam começar esse tipo de enfrentamento.
Vai criando as condições para que, especialmente em áreas de Fronteira, é essa questão dos acampamentos, é dos grupos ou das rotas do tráfico?
É que são transfronteiriços, passam a se tornar, é alvos dos Estados Unidos.
Pensando que a gente tem as eleições no Brasil agora em outubro e que há a possibilidade de haver uma mudança para um governo que seja, ainda mais que seja alinhado a Casa Branca nessa frente de segurança, talvez os Estados Unidos esperem.
É esse resultado pra algum tipo de ação em território brasileiro.
Mas caso não haja uma predisposição do governo brasileiro, é de atuar em conjunto, de demonstrar interesse em uma enfrentamento.
Mais é forte como o Washington espera?
É, eu acho que a gente não pode descartar, que é exatamente como você está dizendo nessa região.
É os Estados Unidos decidam, é em conjunto com os países ali da Amazônia.
É, além do Brasil ter algum tipo de de ação mais contundente.
E que não seja necessariamente alinhado com o que a gente é, que é planejado ou que é desenhado pelo governo, especialmente do presidente Lula em Brasília.
Pessoa 1
O último Norival.
O que Giorgia Meloni ensina sobre lidar com as exigências de Trump
Que conselho será que a Geórgia melone daria aos aos prezados colegas chefes de governo do estado sul americanos que são muito empolgados com Trump?
Candidatos também muito empolgados com Trump?
Ela Foi até aqui uma das principais vozes da Europa a favor do Trump.
Passou a xingá lo nos piores termos.
Que que será que ela tem na cabeça?
Pessoa 4
Hum, não é porque Oo Trump, ele exige um alinhamento.
É absoluto, né?
E automático dos seus aliados, né?
EEA?
Giorgia Meloni, ela assumiu posturas é na Itália.
A última delas que irritou profundamente o Trump foi.
De não apoiar a ideia, não apoiar a guerra no contra o Irã, não querer ajudar, né?
AA reabrir a força o Estreito de ormuz.
Ela acompanhou a tese dos europeus de uma vez negociado e resolvido a questão, eles iriam depois ajudar na escoltamento, Na Na desminagem assim por diante.
E o Trump?
Ele vai exigir essa fidelidade com obviamente, com muito mais.
Rigor do que daqueles que não são tão próximos dele, né?
É por isso que AA Geórgia melone é apenas a última que experimentou isso, que é famoso no Trump, que ele trata muito pior os amigos do que os inimigos, né?
E que ele acaba transformando em inimigos.
Então é, qualquer desses presidentes precisa saber que se um dia eles precisarem, por razões internas.
É discordar do Trump, frustrar o Trump.
Eles serão tratados com muita violência.
Pessoa 1
Queria agradecê lo Mário Braga na lista de geopolítica para América Latina da uem, que é uma plataforma global de risco político, a presença aqui no programa boa noite, Mário.
Pessoa 5
Boa noite.
Obrigado pelo convite, sempre um prazer, William.
A renúncia de Keir Starmer e a crise política no Reino Unido
Lourival, vamos para o intervalo e na volta, a Renúncia de Kirchner no Reino Unido até já.
Está de volta do intervalo e agora recebendo.
Vinícius Rodrigues Vieira, professor de economia da FAAP e relações internacionais na FGV e no IDP.
Vinícius, obrigado por estar conosco.
Boa noite.
Pessoa 7
Boa noite, William.
Boa noite, florival.
Obrigado pelo convite.
Pessoa 1
O primeiro-ministro do Reino Unido, KIR starmer, anunciou que renunciou ao cargo.
Prometeu uma transferência de poder para um novo líder que vem do partido dele, no máximo até setembro.
É talvez que aconteça até antes para evitar o que obviamente seria um mais instabilidade política no país.
Vamos ver como está essa crise política britânica e voltamos para a conversa com fila.
Pessoa 8
Que starmer deixa o cargo como o sexto primeiro-ministro.
Que o Reino Unido pede desaprovação do Brexit, que levou os britânicos a deixarem a união europeia e cujo referendo completa 10 anos nesta terça-feira.
O provável sucessor, o ex prefeito da grande Manchester, handy burner, foi empossado nesta segunda-feira como membro do parlamento.
Condição política para se tornar candidato à premier dentro do partido trabalhista, starmer disse que ouviu as críticas do partido e percebeu que já não era a pessoa adequada para conduzir a legenda até as próximas eleições gerais, previstas para 2029.
Pessoa 4
I've it is sistion if taeken that be in the.
Pessoa 1
Country i love those I'm in posts this premier And I.
Pessoa 4
Contest is complete.
I'm.
Pessoa 1
If You too evers thing, i can.
Pessoa 8
Starmer liderou os trabalhistas de volta ao poder após 14 anos, conquistando uma maioria de quase 2/3 na Câmara dos comuns, mas não conseguiu completar 2 anos no cargo de primeiro-ministro.
A pressão sobre o líder trabalhista vinha aumentando em meio ao descontentamento da própria base.
Que esperava um governo que revertesse políticas de austeridade sobre os gastos e serviços públicos.
Mas o governo de starmer acabou marcado por anúncios impopulares de aumento de impostos, seguidos de recuos em meio a reações negativas.
Starmer também provocou descontentamento ao instituir políticas migratórias mais restritivas, em um contexto de crescimento do partido werform UK, de Nigel fullrage, que está à direita do partido conservador britânico.
A liderança de starmer ficou ainda mais desestabilizada após o primeiro-ministro alegar que não sabia que Petro manduson, indicado para a embaixada do Reino Unido em Washington e que depois deixaria o posto devido a revelações sobre sua proximidade com Jeff e apting, também não havia sido aprovado na verificação de segurança necessária para pessoas encargos com acesso a documentos secretos.
As eleições realizadas em maio sacramentaram o descrédito na liderança de starner, com os trabalhistas perdendo assentos tanto para o partido de furachi quanto para outras forças de esquerda.
A curta liderança de Starmer e a ascensão de Andy Burnham
Só uma atualização, Vinícius, antes de eu passar a palavra a você, Oo Andy burn é um esse prefeito bastante popular da área de Manchester acabou agora de ocupar o cargo de membro do parlamento sem o que ele não poderia.
É, é ser eleito o primeiro-ministro do país?
Não é?
É uma, é uma.
É uma democracia parlamentar.
Agora é possível, já em julho, que a gente tenha o Andy bornham como o primeiro-ministro é do Reino Unido.
Mas voltando, voltando ao ponto, é uma imensa maioria parlamentar que o que o starmer tinha do lado dele, ele perde isso em menos de 2 anos.
Pessoa 7
É algo sem precedentes, William, porque se nós olharmos a história britânica, principalmente no partido trabalhista, os dados indicam que o stormer é aquele que liderou o partido para entrar no poder depois de um longo período fora e aquele que menos tempo ficou no poder depois desse processo aí, pelo menos desde a Segunda Guerra Mundial, antes da segunda guerra, antes do Clement athlee, né?
Que foi o primeiro-ministro ali que derrotou Churchill.
No finzinho da segunda guerra, tinha havido ali pequenos intervalos de tempo em que os trabalhistas chegaram ao poder.
Mas desde pelo menos aí, nos últimos 80 anos, é algo sem precedentes.
E por que isso?
Um parte.
Já foi mencionado ali pelo pela reportagem, pelo VT, as eleições municipais, né?
As eleições dos conselhos, né?
O equivalente ao que seriam nossas câmaras de vereadores, o Reform corin, né?
Do forred.
Ele obteve ali aproximadamente 1500 cadeiras, saindo de 2 cadeiras pra 1500 cadeiras.
Então acendeu se ali o alerta definitivo entre os trabalhistas de que o stormer não seria mais o líder adequado para primeiro lugar manter o poder e, claro, a facção que está à esquerda do starmer, mas não é exatamente o mais à esquerda ali do partido trabalhista.
Passou a fazer essas movimentações de modo a substituí lo e com a entrada, né, do ex prefeito de Manchester, ali da grande Manchester, né, que é um governo metropolitano, né?
Envolve ali vários borrows, né, inclusive a própria cidade de Manchester.
Ele tem ali uma certa aprovação entre o eleitorado branco, que entrou ali em declínio, né, com a globalização, as áreas antigas, industriais e é muito popular.
Então, ele parece ser de fato o nome mais adequado para substituir o starmer, que talvez tenha perdido para sua aparente e excessiva moderação nessa era em que William Lourival?
Nós estamos aí lidado com cada vez mais extremos, né?
Seja do lado da direita, seja do lado da esquerda.
Pessoa 1
A gente não tinha na reportagem, mas hoje o que todo mundo comentou lá perto, downstreet, não batem.
As consequências do Brexit e o possível retorno do Reino Unido à Europa
Quando caiu, o antecessor do do starma tinha um sujeito com uma caixa de de de som lá tocando.
Agora só vai melhorar.
O mesmo sujeito voltou hoje pro discurso de despedida do starma.
Só que agora ele botou a célebre coral da nona de Beethoven, que, aliás, é o hino da união europeia.
O starman é um sujeito que, depois do Brexit, vem procurando, de uma forma ou de outra, consertar o que ele parece ter percebido que foi um tremendo erro geopolítico por parte dos eleitores.
É britânicos.
E aí chega a seguinte conclusão, como que nós vamos fazer para lidar a Europa com Trump?
Starman não tinha essa resposta também.
Pessoa 4
Bom, esse esse processo de descontentamento do povo, do povo inglês, né?
Ele, bom, remonta as reformas da Tate, que trouxeram enorme dinamismo a economia britânica e transformaram Londres num centro de produção de Riqueza no mercado financeiro, no mercado de capitais.
E os os fármacos e os produtos químicos altamente avançados e uma desindustrialização do resto que foi.
Gradualmente acontecendo.
E aí parecia que eles tinham encontrado uma fórmula que era essa Riqueza de Londres, que chegou AA competir com Nova Iorque.
Importância, né?
De de mercado de capitais e tal é irrigaria é compensaria o empobrecimento do interior todo da Inglaterra.
E aí veio a crise financeira de 2008, 2009.
EE, aí que tirou essa, essa Riqueza de Londres, né?
Eu tive lá nesse período fazendo uma reportagem sobre isso.
Assim.
EE, percorri o interior da Inglaterra e vi essa pobreza de cidades fantasmas que já não recebiam mais esse esse excedente de Riqueza, essa transferência de Riqueza de Londres.
Porque Londres tinha quebrado também naquele momento, né?
E aí vem então como resposta a isso é o Brexit, quase 10 anos depois.
E essa sequência de primeiros ministros conservadores, né?
De 6 primeiros ministros, 5 primeiros ministros conservadores e um trabalhista, numa média aí em 10 anos, uma média, um ano e pouco cada um, sendo que.
É a teve uma primeira-ministra, a lisa, que ficou ali 40 dias, né?
Então é, a Europa responde a isso agora porque a Europa falou pro pra eles assim, então tá bom, vocês querem voltar, mas não vai ser fácil, né?
Vocês vão, em princípio, vocês não podem voltar, mas se quiserem voltar, vão ter que aderir de novo.
A questão da imigração, que é o que eles resistem até hoje, foi o que levou a ao Brexit, né?
Mas agora, com a questão do Trump EOA importância militar que o Reino Unido ainda tem, essa importância diminuiu, mas em termos relativos, para a Europa ainda é uma.
Pessoa 1
Potência atômica?
Pessoa 4
Uma potência importante, né?
Que ali, do nível da França, então é com isso, os europeus estão pelo menos a elite europeia, os governantes europeus estão um pouco mais propensos a aceitar.
Um possível retorno do Reino Unido, mas vai ser um processo bastante complexo.
Os desafios do Reino Unido pós-Brexit e a instabilidade democrática
Uma boa parte da da discussão sobre o Brexit tinha começado que eu ainda era correspondente em Londres.
Fui correspondente em Londres até o ano 2000.
Quase um bocado de tempo já, mas algumas coisas ficaram.
Era a ideia, Vinícius, de de um país que precisava recuperar a sua o seu próprio destino, como como Maga diz, make America great again.
Os os que conseguiram convencer o eleitorado britânico a sair do Brexit dizia, se a gente fizer isso, will take our country back.
Nós vamos reconquistar o nosso país.
O veredito, 10 anos depois, é abismal ponto de vista da capacidade é do Reino Unido de realizar o que eles achavam que realizariam se deixassem a ditadura burocrática de Bruxelas de lado.
Onde está a comissão europeia agora?
Se a gente considera quem é que vai ocupar o lugar do starman, que está praticamente decidido, eu tenho impressão que já na próxima semana a gente vai ter isso.
O Andy birrham ligando com o que Oo Lourival estava descrevendo.
Ele vem da recuperação de uma região importantíssima.
Aliás, quem lê história vai se lembrar da grande importância de Manchester na revolução industrial.
Mas ele é capaz de mostrar como que a partir de comunidades e como a partir de uma prefeitura, ele sugere esse vamos recapturar o nosso país para nós mesmos de volta seria esse tipo de personalidade agora?
Pessoa 7
O burn.
Ele tem um grande desafio, William e Lourival, que é o seguinte, como reconciliar políticas sociais robustas?
Que é uma demanda inclusive daqueles que votam na Extrema direita, né?
Que poderiam sair do labour, poderiam sair dos conservadores.
Os conservadores aí já foram defenestrados no poder, que atingem a isso a baixa e histórica aí nos últimos anos.
E, ao mesmo tempo, lidar com crescente problema que aflige todo o ocidente, inclusive os próprios Estados Unidos, e é consequência da maneira como a globalização acabou se desdobrando, que é o que é um grande nível de dívida pública.
Desde 63, o Reino Unido não tinha, ou seja, desde que o Reino Unido tinha acabado de pagar a conta.
Da Segunda Guerra Mundial, em parte da descolonização, o Reino Unido não tinha aí 100% da sua dívida pública.
O equivalente ao PIB, né?
A dívida pública equivalente a 100% do PIB.
Então ele não terá, me parece, em escala nacional, os recursos para entregar o melhor dos mundos.
Ou seja, um mundo em que você tem serviços sociais reformados, tem incentivos.
A economia, comunidades locais, uma espécie de processo, se não de reindustrialização, de recuperação econômica, que faz com que ou venha a fazer com que o Reino Unido galgue aí posições mais elevadas no PIB global.
Então, ao meu ver, será apenas a antessala de algo que pode ser inevitável que já se passa na Europa continental, a chegada.
Da Extrema direita ao poder, representada pelo Reform party.
E aí seria o ponto culminante, claro, nesse processo, que começou a se desencadear há exatos 10 anos, com o referendo do Brexit.
Qual é a saída?
Justamente um retorno mais rápido possível para a união europeia.
Porque, voltando a ter ali a redução dos custos de transação no acesso ao mercado europeu, mais harmonização, mais ali.
A Harmonia com a Europa.
O Reino Unido estaria numa posição muito mais forte do que esteve nos últimos 10 anos.
Mas como vocês mesmos acabaram de falar, o Europa, Bruxelas não quer essa readmissão de imediato.
E o próprio burgan já falou, sugeriu que não pautará isso pelo menos nesse seu primeiro mandato, se é que ele de fato será capaz.
De fazer com que o partido trabalhista obtenha novamente a confiança do eleitor em 2029, se não antes já tem.
Aí é importante dizer conversas para que tentem fazer uma eleição antes, de modo que o governo, o novo governo, será um novo governo.
De fato, com o novo primeiro-ministro, tenha de fato o respaldo popular.
Pessoa 1
Oo starner está sendo descrito como um sujeito decente, completamente aquém da realidade.
Diz que todas as reuniões que ele presidia, tanto do partido trabalhista quanto do governo, eles giravam em torno da seguinte questão, quem é que nós vamos aumentar o imposto para dar benefício para quem?
Agora?
O Andy burn tem a reputação de ser um jeito maleável, ele escapa disso.
Pessoa 4
Então eu acho que existe um problema estrutural que não, que não se trata de líder nem de partido.
Tanto que é Oo partido trabalhista está vivendo agora o mesmo drama que o partido conservador viveu.
Teve vários tipos de gestores e de líderes do partido conservador que tentaram é governar.
Eu acho que existe um problema que é inerente à democracia, quando entra num numa espiral como essa de descontentamento que é.
Como é relativamente fácil derrubar o governo, né?
Num sistema parlamentarista, é Oo.
Nenhum governo que que que chega ao poder tem tempo suficiente pra executar qualquer política que tenha algum efeito, né?
Independentemente de a política ser boa ou ruim.
Poderia até ter alguma política boa, mas o povo está tão impaciente.
Que diante dos primeiros problemas, EEE, escândalos e tal.
E a Inglaterra tem muito escândalo porque tem uma imprensa muito vibrante e um povo muito intolerante.
O que é 11?
Qualidade, né?
Muito não complacente com o os abusos no poder, ao contrário do Brasil, por exemplo.
E essa, essa.
Aí Oo governo não consegue executar as políticas, cai antes de ter qualquer efeito.
Então acho que essa espiral vai continuar agora com o risco de um discurso muito radical, tanto na direita, com OUK Reform, quanto na esquerda, com os green.
Os verdes, que também elegeram 600 vereadores, agora estão muito Fortes também.
Então eu acho que agora realmente entrou numa armadilha muito difícil de sair.
Pessoa 1
Vinícius Rodrigues Vieira, professor de economia da FAAP relações internacionais da FGV do IDP.
Obrigado pela participação no programa.
Boa noite, Vinícius.
Pessoa 7
Muito obrigado, boa noite a todos.
Pessoa 1
Igualmente, senhor Ivan, muito obrigado.
Para mais conteúdo sobre os temas que a gente tratou aqui, vá à página do WW no site da CNN Brasil.
Tem bastante coisa para vocês lá.
Agora sim, essa edição fica por aqui.
Boa noite, obrigado.
Podcast Summary
Key Points:
- A América do Sul aparenta uma guinada política à direita, mas o fenômeno é impulsionado principalmente pela insatisfação econômica e com a criminalidade, não por uma adesão ideológica profunda.
- A armadilha da renda média e a promessa de crescimento não cumprida geram alternância de poder e desgaste rápido dos governos, independentemente de sua orientação.
- As negociações EUA-Irã apresentam avanços táticos (suspensão de sanções e cessar-fogo temporário), mas são marcadas por lacunas técnicas, interesses pessoais de assessores de Trump e instabilidade regional, com Israel buscando prolongar conflitos por motivos de política interna.
- A eleição na Colômbia reflete o padrão regional: vitória apertada da direita (Abelardo de la Espriella) sobre a esquerda, com contestação e descontentamento popular com segurança e economia.
- A política externa dos EUA prioriza interesses próprios (doutrina "America First"), tratando a América do Sul como mera exportadora de recursos, independentemente da orientação ideológica de seus governos.
Summary:
A análise da atual conjuntura sul-americana revela que a aparente guinada à direita é ilusória. O principal motor das mudanças políticas é a insatisfação popular com a estagnação econômica, o aumento da criminalidade e a armadilha da renda média que promete crescimento mas nunca o entrega. Isso gera alternância de poder e desgaste rápido dos governos, sem lua de mel com o eleitorado.
Paralelamente, as negociações entre EUA e Irã mostram avanços como a suspensão de sanções ao petróleo iraniano e um cessar-fogo de 60 dias, mas são frágeis: há lacunas técnicas sobre armas nucleares, falta de especialistas do lado americano e interesses pessoais de assessores de Trump. Israel, sob Netanyahu, busca prolongar conflitos para evitar processos internos, enquanto os EUA priorizam seus interesses na região. Na Colômbia, a vitória da direita com Abelardo de la Espriella foi apertada e contestada pela esquerda, refletindo o descontentamento geral.
Em resumo, a região vive um ciclo de insatisfação e alternância, onde a direita no poder enfrentará os mesmos desafios que a esquerda, e a política externa dos EUA trata a América do Sul como mera fonte de recursos naturais, sem se importar com sua orientação ideológica.
FAQs
É um ciclo em que a América do Sul promete crescimento econômico que nunca se concretiza, gerando insatisfação popular e levando à troca de governos, independentemente de ideologia.
Ela prioriza os interesses americanos, tratando a região apenas como exportadora de recursos naturais e crime transnacional, sem favorecer aliados ideológicos.
Porque o Memorando de Entendimento tem uma lacuna: o Irã já desenvolveu tudo para armas nucleares, mas o acordo não impede a produção efetiva delas.
Israel, sob Netanyahu, vê a paz como ameaça, pois prolongar guerras ajuda a evitar processos judiciais e manter o poder, gerando instabilidade na região.
Porque não inclui especialistas nucleares, como Steve Witkoff, um consultor imobiliário, contrastando com o acordo JCPOA de 2015, que levou um ano e meio para ser negociado.
O descontentamento popular com segurança pública e economia, levando à eleição de um candidato de direita com promessas de exterminar grupos armados e construir megaprisões.
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