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Speaker 2brazil and this is the ww daniel vercaro reappeared in the first week of this second turn this time in a plot with all the contours of a story of loopholes it was an audio released by the veja magazine that the banker suggests having financed an outside movie about lula second political the federal police general prosecutor of the republic and the defense of vercaro itself the audio and its content never appeared in the award-winning collaboration treaties it is also not known how or when and much less by whom it was recorded without known origin and without questioning the material today at least so far it has no value as proof it seems more like an attempt by daniel vercaro to surf in the favoritism of flávio bolsonaro and help the candidate to try there in the front after the second round to leave the prison Bolsonaristas, que já aceitam há algum tempo o fato de Flávio Bolsonaro ter pedido dinheiro a Vorcaro para um filme sobre o pai, comemoraram o áudio quase como um tiro fatal no presidente Lula na sua tentativa de reeleição. Não foi. E a história ensina. Há 20 anos, em 2006, petistas foram flagrados tentando comprar um dossier contra adversários. O próprio presidente Lula os classificou de "aloprados" e o episódio entrou para a história. A eleição dele naquele ano, que parecia resolvida no primeiro turno, foi para o segundo turno. Justamente porque operações desse tipo, quando surgem na fase final de uma campanha, podem acabar prejudicando justamente quem pretendia ser beneficiado por ela. Flávio Bolsonaro hoje é o favorito para vencer Lula, mas ainda há aloprados por aí, podendo atrapalhar seu plano. No WW de hoje, a gente vai falar também do que moveu a campanha de Lula e Flávio hoje e da ofensiva de Donald Trump. contra o Tribunal Penal Internacional. Participam do programa Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense.
Speaker 3Bem-vindo, professor. Boa noite, Caio. Boa noite a todos na CNN Brasil.
Speaker 2Boa noite, professor. E o Sérgio Denícoli também, cientista de dados e CEO da AP Exata.
Speaker 4Bem-vindo, Sérgio. Obrigado, Caio, pelo convite mais uma vez.
Speaker 2Gustavo Soares está se conectando lá e daqui a pouco também estará conosco. Vamos lá, tema do dia na política brasileira. Segundo a revista Veja, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro teria dito que negociou o pagamento de propina ao ex-tesoureiro do PT, João Vacari Neto, para ter acesso aos cofres dos fundos de pensão de servidores. A Polícia Federal nega a informação, afirmando que Vorcaro não citou o tema sequer durante o depoimento.
Speaker 5Confira. A Veja obteve mensagens que indicariam o pagamento de 30 milhões de reais de Vorcaro para o Instituto Lula. Os recursos seriam destinados ao financiamento da produção de um documentário sobre o presidente no exterior. Em um áudio, Vorcaro teria dito que o pagamento ocorreu por fora. Vorcaro também teria detalhado os caminhos para a aproximação com o PT. O processo conteria reuniões com caciques do partido para buscar. o credenciamento do Master em fundos de pensão como os do Banco do Brasil, da Caixa e da Preve. O documento faria parte de uma das propostas de acordo rejeitadas anteriormente. Mas a Procuradoria-Geral da República nega que haja um anexo ao acordo tratando desse tema. Além disso, segundo a apuração da CNN, existe a desconfiança na Procuradoria de que Vorcaro gravou a mensagem depois que as tratativas para o acordo foram frustradas. A Polícia Federal também negou a história. A CNN, pessoas próximas a Vorcaro, dizem que o áudio nunca integrou um depoimento formal às autoridades. Já a própria defesa do ex-dono do Master negou o conteúdo e a autenticidade do áudio. O vazamento do áudio expôs um racha na defesa do ex-banqueiro. A equipe que trabalha desde o início do caso, liderada pelo advogado Sérgio Leonardo, suspeita que a gravação foi clandestina e com o aval de Daniel Bialski. Que entrou recentemente no caso após propostas de delação de Vorcaro serem rejeitadas. Em nota, Lula afirmou à Veja que jamais solicitou ou recebeu qualquer vantagem financeira e nem autorizou terceiros a receber recursos de Vorcaro. A Advocacia-Geral da União solicitou direito de resposta e retificação à revista, por considerar que as denúncias são ilações sem provas. Flávio Bolsonaro também tenta se aproveitar da situação. O senador disse que o caso configura pagamento de propina. Ele é investigado por suposta lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o financiamento da cinebiografia do pai, chamada "Dark Horse". O PL tem ampliado a ofensiva contra o PT. Na última quinta-feira, o partido acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra a suposta "campanha do medo" por parte do adversário, com divulgação de informações falsas. A ação envolve pedidos de remoção de publicações, bloqueios de postagens colaborativas entre perfis e multas para plataformas que descumprirem as ordens. A campanha de Lula disse que não foi notificada da ação. Já nesta sexta-feira, o PD entrou com um pedido de cassação da chapa de Flávio. O partido acusa o senador de divulgar "fake news" utilizando o perfil do empresário Pablo Marçal e cobra a exclusão da conta do empresário das redes sociais. O partido acusa o senador de divulgar "fake news" utilizando o perfil do empresário das redes sociais.
Speaker 2Professor Gustavo Sampaio, what is your assessment of the audio from a legal point of view?
Speaker 3Yes, from a legal point of view, this cannot be taken into consideration. Of course, nothing that is listed in references of prized collaboration, nothing that is officialized in police inquiries for the end of the investigation, of course, nothing that is listed in references of prized collaboration, of course, nothing that is listed in references of police inquiries for the end of the investigation,
Speaker 2Decidido cinco dias depois, amanhã, que vai ter o recálculo, um estado muito importante do país. A gente está no auge, vamos dizer assim, da politização do sistema de justiça?
Speaker 3Eu não sei dizer, Caio, se no auge, mas num contexto de profunda politização do sistema de justiça, isso nós estamos, mas Caio, não é de hoje, isso não surgiu nesse momento eleitoral, isso vem acompanhando o Brasil nos últimos tempos, nos últimos anos. Falar-se de judicialização e de politização do sistema de justiça é algo que remonta ao tempo da Operação Lava Jato também, quando depois se verificou, pelas vibrações havidas ali entre Ministério Público e magistratura, que havia também tensões de natureza política. Essa politização da justiça, ela já não é de hoje. Ela já. Ela já tem um tempo de transcurso no Brasil. A questão, Caio, é que nós estamos num momento político em que decisões estão sendo disputadas por eleitorados absolutamente meados. Isso não havia no passado. Você citou o caso do governador eleito Douglas Ruas aqui no meu estado. Veja por que que essa judicialização importou tanto o efeito. Não foi porque Douglas Ruas teve 47%, nem 46%. Foi porque Douglas Ruas havia tido mais de 49% dos votos válidos. Então, a diferença da votação de Antônio Garotinho, que era de 274 mil votos, faria mudar o jogo, como efetivamente mudou. Tanto que Douglas Ruas passou a ter mais de 50% dos votos válidos com a pronúncia de nulidade dos votos dados a Garotinho. Isso também está acontecendo na sede federal. Então, nós fomos aí com os dois candidatos de ponta. Ao segundo turno das eleições presidenciais, numa situação de empate técnico, embora a situação seja favorável para o candidato senador Flávio Bolsonaro e desfavorável para o presidente Lula. Mas ambos, segundo os institutos de pesquisa, estão tecnicamente empatados. Então, isso gera, é claro, uma capacidade de se alterar o resultado do processo eleitoral a partir de um passo judicial muito forte. E isso. Isso que recobra, da forma mais incidente, mais incisiva, seriedade nos passos dados pelo Poder Judiciário e, sobretudo, seriedade também da imprensa nessas revelações de fatos. Porque uma revelação como essa que foi feita pela revista Veja, veja, se depois do segundo turno se demonstrar que não era verossímil, o fato já se terá consumado. Então, é preciso tomar muito cuidado e espero, sabe, Caio? Para concluir, que com o passar do tempo, haja um arrefecimento dessa politização da justiça e que o Poder Judiciário recobre aquela distância conveniente, aquela distância de prudência em relação ao fato político, até para que o equilíbrio das relações entre os poderes possa ser recobrado. E, no momento, nada promete que isso acontecerá não, Caio. Teremos que acompanhar os fatos.
Speaker 2Sérgio, essas movimentações. As movimentações do Judiciário, do sistema judicial como um todo, desde Supremo, Polícia, Dossiê, Relatório, Guerra Interna do Supremo. Na sua percepção, quanto ela impactou na campanha nacional e se impactou, se você considera que teve um impacto grande, a favor ou prejudicial mais a qual dos dois presidenciáveis?
Speaker 4Não, Caio. O STF foi o tema principal dessas eleições desde o início da campanha. E ele impactou, a gente viu o resultado do Congresso Nacional, impactou positivamente para a campanha da direita. As pessoas entenderam que seria necessário fazer alguma intervenção no STF e muitos senadores se elegeram com essa proposta de impeachment de ministros. Então, é muito claro observar que houve realmente um espectro que foi favorecido por esse intuito da população de querer moralizar um sistema, um sistema judiciário, que ficou muito manchado por escândalos e por interferências. Também no processo eleitoral, que foram colocadas no decorrer do processo e as pessoas entenderam como realmente uma interferência para tentar modificar o jogo. Então, essa é a percepção do eleitor e isso foi revelado nas urnas. Agora, é muito interessante a gente observar também, Caio, que houve, diante dessa crescente desmoralização de um dos poderes da República, houve um avanço muito grande de candidatos muito radicalizados que se elegeram, de todos os dois lados principais dessa eleição. Eu acho que o diálogo vai funcionar. Está ficando um pouco mais difícil de ser feito, mas isso também reflete uma insatisfação do eleitor, uma impaciência do eleitor perante escândalos que foram se sucedendo e que não foram sendo resolvidos pelas instituições. Então, eu acho que o eleitor deu esse recado. Agora, a gente vai ter que refazer as negociações políticas, os acordos, perante um plantel que foi eleito, que está muito pouco afeito à conversa e ao diálogo. E a redução do centro, nesse momento. Acaba prejudicando ainda mais isso. Então, ganhe quem ganhar a eleição, eu acho que vai ter uma dificuldade muito grande de reestabelecer a ordem democrática no país. Então, eu acho que o próximo presidente vai ter muito trabalho em relação a isso.
Speaker 2Agora, professor, eu queria tocar num ponto específico com você. Esse episódio do áudio, ele expôs ali uma divergência na defesa do Daniel Volcaro. Isso é uma informação, inclusive, que a gente teve agora há pouco. Um dos advogados. Vai amanhã encontrar o Daniel Volcaro para tentar entender a forma, o contexto todo dessa gravação. Do ponto de vista de defesa, e há claramente as posições distintas, porque você tem um advogado, que é o doutor Sérgio Leonardo, que acompanha o Daniel Volcaro desde antes dessa confusão toda, em que o Volcaro se meteu. Ele é de Belo Horizonte, assim como o Volcaro. E tem o Daniel Bialski, que já é. Já chegou. Chegou mais recentemente, justamente para tentar ajudar ali nessa defesa e tentar tirar o Volcaro da prisão. A minha dúvida é, quando os dois advogados, que têm o mesmo cliente, colocam pontos de vista distintos sobre o episódio, o que isso sinaliza para você?
Speaker 3Isso pode ser uma estratégia e isso pode não ser uma estratégia, Caio. É preciso que eles se entendam. É claro que. Eu sempre digo, eu louvo o esforço dos advogados em todos os setores, porque o advogado é um profissional que é considerado pela Constituição essencial à administração da justiça. É uma tarefa muito árdua que os advogados exercem. Mas não tenha dúvida que quando, dentro de uma representação judicial, advogados se desentendem na postura, é hora de se avaliar aquele caso. É hora de saber o que está por detrás disso. Por quê? Porque. Ou pode ser um mero equívoco de condução dos trabalhos, que também acontece, ou se não for um mero equívoco e sim um desentendimento de percepção sobre como conduzir uma defesa, bom, isso pode, em certa medida, prejudicar a defesa, mas isso pode também ocultar alguma coisa que nós não sabemos. É por isso, sabe, Caio, que, sobretudo, num tempo dificílimo de um segundo turno eleitoral, uma vez que o fato tenha. tenha sido revelado, se é que é um fato, mas uma vez que o factóide se criou, como isso tem uma potencialidade de abalo sísmico na atuação de uma determinada candidatura à presidência da República, a depender da proporção que isso tomara, o professor que trabalha com dados acabou de nos dizer que já houve um equilíbrio, que isso não repercutiu tanto, mas isso pode repercutir, dependendo do manejo. Ora, uma vez que é plantada uma notícia dessa magnitude, pode mudar o resultado de um processo eleitoral, é preciso que se faça instantânea aferição de responsabilidade. Primeiro, análise de autenticidade das provas, análise de autenticidade do áudio, verificar se realmente aquilo foi dito ou não foi dito, foi como eu falei. O eleitor é credor de uma resposta. E a posteriori, com base nessas revelações de uma perícia, que seja, portanto, um trabalho de polícia forense competente, que aí se. E, sim, se parta para se avaliar o que que houve na atuação da defesa de Daniel Vorcaro, para se saber se houve algum vazamento, alguma divulgação intencional que se não poderia ter feito. Porque, na parte de Daniel Vorcaro, a priori, o interesse dele é oferecer elementos que possam conduzir ao êxito de uma colaboração premiada, com base na Lei 12.850, que é a lei das organizações criminosas, mas que aperfeiçoou no Brasil, modelou no Brasil o Instituto da Colaboração, a colaboração premiada. Mas, ao mesmo tempo, até o momento, Vorcaro testa possibilidades, não é? E, sobretudo, num período de possível transição profunda da política nacional, Vorcaro dá tempo ao tempo para testar possibilidades e saber o que o destino lhe guardará para uma possibilidade real de arrefecimento dessa constrição que pesa sobre si. Então, Caio, em primeiro lugar, investigar absolutamente tudo, Infericiar absolutamente tudo, porque depois, sim, se sai em campo para. para se apurar à eventual responsabilidade de quem fez de modo irresponsável uma divulgação dessa natureza que pode impactar de maneira tão intensa a disputa política no Brasil.
Speaker 2Professor Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense, muito obrigado. Bom final de semana, professor.
Speaker 3Também para você, Caio, Sérgio e a todos, bom jornal.
Speaker 2Sérgio, fica comigo. Daqui a pouco a gente continua falando de política brasileira, obviamente de eleição. Presidente Lula retomando aí o pacote de bondades para tentar se releger zerando impostos sobre a gasolina. Até já. WW de volta agora sim com a Jussara Soares. Bem-vinda, Jussara. Oi, Caio.
Speaker 6Boa noite para você. Boa noite para você e a todos.
Speaker 2Boa noite. Perdemos aí a conexão no primeiro bloco, infelizmente, mas bom tê-la aqui conosco agora. Gente, fechamos esta primeira semana, pós-primeiro turno, com Flávio Bolsonaro tentando evitar um clima de já ganhou entre os aliados, que até já especulam ministérios. E o presidente Lula tentando tirar ali algum coelho da cartola para virar votos, né? Vamos ver os destaques aí das campanhas na reportagem.
Speaker 7Eduardo Bolsonaro, o presidente Lula, é um dos especulados para o Ministério das Relações Exteriores. O irmão de Flávio está nos Estados Unidos, onde mantém contato com integrantes do governo Trump. Seu nome não agrada, especialmente a setores que prezam por nomes mais pragmáticos. Uma alternativa seria Marcos Troirro, ex-secretário de Paulo Guedes e indicado por Jair Bolsonaro para presidir o Banco dos BRICS. Para o ministro da Fazenda, a campanha avalia nomes ligados ao mercado financeiro para ocupar a parte. A campanha aposta em um eventual governo. Entre os cotados estão Marcelo Caiatti, ex-chefe do Crédito Suíse no Brasil, o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, o executivo do Bank of America, Alexandre Betâmio, e o ex-secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida. Enquanto Flávio Bolsonaro vê seu entorno já começar a despultar espaços em um eventual governo, Lula faz uso da caneta que ainda tem em mãos. A ampliação de. Desonerações e subvenções para gasolina, etanol e diesel anunciada nesta sexta-feira terá um custo estimado de R$ 5,2 bilhões. O pacote inclui 30 dias de impostos zerados federais sobre a gasolina, mais R$ 0,18 de subvenção sobre o litro do etanol e uma nova subvenção de R$ 1,40 para o diesel importado. O governo tem adotado medidas mitigadoras sobre os preços dos combustíveis desde março. Com o início da guerra no Oriente Médio, uma prorrogação já era esperada diante do preço do barril de petróleo estar acima de R$ 100 a um mês. Mas a isso também se soma a pressão do calendário eleitoral. Faltam 16 dias para o segundo turno.
Speaker 2Jussara, antes de entrar nesse assunto, mas claro, tratando de eleição, eu queria aproveitar você e a sua ausência no primeiro bloco para explorar com você essa questão do alto. Você se dedicou, como eu e outros colegas aqui da CNN, aliás, o jornalismo político hoje ficou em cima desse assunto. O que você captou das duas campanhas? A campanha do Lula sentiu prejuízo no áudio do Vercaro e a campanha do Flávio vai apostar nisso como uma estratégia para atacar o presidente Lula?
Speaker 6Caio, vamos lá. Essa reportagem começou a circular de madrugada, principalmente nas redes sociais. As primeiras reações que eu captei foi ainda na madrugada. Logo depois, ali, da uma da manhã, já tinha gente das duas campanhas falando sobre essa publicação da revista Veja. Caio, o que chamou muito a atenção, havia uma grande preocupação ali da campanha do presidente Lula porque não se sabia ainda do que se tratava, mas há uma grande preocupação ali da campanha do presidente Lula. Algo chamou a atenção, porque imediatamente, um pouco antes, havia uma publicação também, que foi feita pelo jornal Folha de São Paulo, com um questionamento já do Marco Aurélio Carvalho, que é do grupo Prorrogativas e faz parte da coordenação da campanha do presidente Lula. Então, já tinha ali um movimento quase como uma vacina, ou seja, o que se imaginava é que já sairia alguma reportagem, exemplo do que foi publicado depois pela revista Veja, e houve uma antecipação. Então, pela manhã, já houve também uns movimentos, tanto na Procuradoria-Geral da República e na Polícia Federal, você trouxe essa reportagem, e também o Teo Puri, nosso analista aqui de política, que havia negativas de que esse áudio se tratava de uma declaração oficial, ou que constasse na delação que foi apresentada para a PGR e para a Polícia Federal. Mais tarde veio a nota da Polícia Federal e também da PGR, mas houve esse caminho. Isso deu uma revertida numa contenção de danos para a campanha do presidente Lula. Agora, na campanha do Flávio Bolsonaro, o que eu observei ainda de madrugada, Caio, uma tentativa, obviamente, já de mostrar o seguinte, olha só, o que o Flávio pediu foi um patrocínio, isso aqui se trata de outra coisa, esse áudio está falando de algo que foi por fora, o que Flávio fez era pedir um patrocínio para algo legal, e não há ilegalidade nisso. Esse foi o discurso adotado já de madrugada, inclusive Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio Bolsonaro, publicou isso de madrugada, e ao longo do dia, foi essa ação. Foi uma tentativa de Flávio Bolsonaro de se afastar, dizendo o seguinte, olha, não há ilegalidade no que eu pedi, naquele áudio vazado que trouxe toda a crise. Agora, a grande questão, inclusive, só para comparar, o filme do Bolsonaro chama Dark Horse, e eles têm usado isso, Head Horse, na verdade, para tentar colocar tudo no mesmo quadrado. A ver o que vai sobrar disso, né, Caio? As repercussões ainda são muito recentes, inclusive com essas negativas e crise que você estava contando também na defesa de Daniel Porcaro.
Speaker 2Eduardo Denícoli, vamos agora tratar dessas ações de hoje, principalmente o governo Lula reabrindo a caixa de ferramentas para tentar virar o jogo, um pacote de bondades, isso foi muito utilizado no primeiro turno, lá não ajudou tanto, aparentemente. Reajuste do Bolsa Família, fim das bets, renegociação de dívidas. Hoje, zerou o imposto sobre gasolina. Isso ajuda? Isso faz impacto na eleição?
Speaker 4Olha, Caio, não impactou. A gente observa as redes sociais em tempo real, não teve esse impacto. O Lula já buscou aumentar o Bolsa Família, acabar com as bets, desenrola três. E agora, mais uma tentativa, né, claramente eleitoreira. Acho que o eleitor está muito consciente disso, isso foi muito comentado hoje, o time, né, por que agora, né? E realmente não refletiu nos dados. O problema do Lula é a avaliação do governo, que é muito. A avaliação negativa está muito alta. Então, ele tem um teto de crescimento, ele não consegue. Não consegue ultrapassar, apesar das medidas, né? O eleitor começa a demonstrar um certo cansaço disso e entende como uma medida, realmente, as vésperas de uma eleição para tentar mudar o jogo eleitoral. Então, não embarcaram, apesar de que as pessoas gostaram da medida, mas isso não se reverteu em mais apoio para o Lula, pelo menos nos dados que nós observamos durante o dia.
Speaker 2Agora, Jussara, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, marcou para quinta-feira, me corrija se eu estiver errado, a votação em primeiro turno da PEC, que reduz a escala. Reduz a jornada de trabalho e muda a escala de trabalho. Flávio Bolsonaro é senador. Vai votar contra ou a favor?
Speaker 6Olha, hoje o governador eleito de Minas Gerais disse que Flávio Bolsonaro prometeu a ele votar a favor da 6x1. Enfim, não se sabe exatamente o que Flávio vai fazer na próxima semana, nem ele, nem, por exemplo, o seu coordenador de campanha, Rogério Marinho. Eles têm uma dificuldade de se posicionar nisso, né, contra a PEC 6x1. E, inclusive, outros integrantes da bancada do PL no Senado têm dito o seguinte, olha, como que a gente vai votar contra? E aí, quando a gente faz uma pesquisa, tenta entender ali como que a população está vendo, a maioria é a favor. Então, eles têm essa dificuldade. O que eles dizem é o seguinte, que eles vão seguir insistindo na questão de ser um oportunismo eleitoral. Como vão insistir também nessa questão do combustível? Ou seja, o que eles estão dizendo é que o presidente Lula está indo para o tudo ou nada pela questão ali de ter saído atrás das urnas de Flávio Bolsonaro. Essa é a intenção. O que eles dizem também é que se passa agora esse projeto do 6x1, depois pode ter ali algum momento, tentar fazer alguma mudança pelo que eles têm defendido, que é a flexibilização da jornada de trabalho. Ou seja, quem quer ser CLT vai ser CLT e quem não quer pode adotar um outro modelo. Há uma série de. Há um grande risco sobre isso, há um grande debate sobre isso, mas é o caminho que Flávio tem insistido. A ver se, de fato, ele vai cumprir a promessa com o Cleitinho e vai votar a favor do fim da 6x1.
Speaker 2O Sérgio, a 6x1 deve ajudar o Lula aí nessa reta final?
Speaker 4Eu acredito que sim, Caio, porque a 6x1 é uma pauta que abarca apoios, inclusive, da direita. A gente tem esses dados também. A população quer essa pauta. Então, se houver um entendimento da população de que o Flávio Bolsonaro não quer que isso seja implementado, pode ser que favoreça o Lula. Eu sou Lula, sim. ponto importante, é um ponto delicado que ele tem que observar, a fala do Flávio de que ele quer liberar para uma negociação, para que as pessoas possam ter trabalhos por horas, por exemplo, ela não foi muito bem recebida nas redes, porque as pessoas entendem que não há uma negociação justa entre empregados e patrões, e essa é uma esfera muito apta ao Lula, que vem do movimento sindical, essa fala para os trabalhadores, ela está na carreira do Lula desde sempre, então é um ponto que a campanha do Flávio Bolsonaro tem que estar bastante atenta, porque realmente há uma demanda popular em prol dessa pauta.
Speaker 2Agora, Jussara, tem uma estratégia da oposição de tentar pelo menos deixar o segundo turno para depois, e salvo engano também, o cronograma regimental levaria para depois do dia 25 de outubro, porque tem o primeiro turno, cinco dias úteis, aí abre de novo duas sessões, enfim, vai esticando, essa lhe parece ser a estratégia que a oposição vai apostar, pelo menos tentar esperar a definição da UNA sobre quem vai ser o próximo
Speaker 6presidente? Olha, Caio, é isso, a melhor estratégia para a campanha de Flávio Bolsonaro é deixar o segundo turno dessa análise da PEC da fim do 6x1 para depois do fim do, depois do segundo turno da disputa presidencial, esse seria o mundo ideal e é para isso que a campanha, a oposição, digamos, ela pressiona o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para que não haja ali nenhuma correria, para que não se acelere o rito para fazer essa votação antes. Já a bancada petista, os governistas apostam justamente numa aprovação ali na reta final, dias antes da votação, para tentar fazer diferença. Eu concordo com o Denícoli, que estava falando sobre essa expectativa da campanha do presidente Lula, o quanto que isso pode dialogar justamente no momento em que o mote da campanha do presidente Lula é que Flávio Bolsonaro, ele se vende como uma mudança, mas uma mudança que vem carregada de perda de direitos, perda de benefícios também. Então, essa contraposição e aí a discussão do fim da escala 6x1, ganha força com esse contexto que a gente tem observado nas duas campanhas. Inclusive, hoje as duas campanhas retomaram a propaganda eleitoral na televisão e é muito curioso observar porque tanto Flávio quanto Lula se vendem como mudança. Claro que cada um mostrando ali uma versão diferente de mudança. Então, acho que essa reta final aí vai ser muito pautada por isso.
Speaker 2Denis, como você avalia o final da primeira semana do segundo turno? Por exemplo, essa campanha do medo do PT, ela tem surtido efeito? Ela projeta, e é possível projetar algum tipo de otimismo para a campanha do presidente? Ou assim, muito difícil ocorrer essa virada?
Speaker 4Olha, começou a haver algum resultado dessa campanha do medo, mas ela foi desmobilizada. Ela foi, enfim, a polarização acabou entrando nesse debate. Nós vimos aí uma radicalização, como eu falei anteriormente, das, dos candidatos que foram eleitos, né, pra Câmara Federal principalmente, e o PT também elegeu os seus candidatos mais radicais, assim como a direita. Então, isso foi precificado dentro da polarização e já não tem tanta influência, porque as coisas, quando são precificadas dentro dessa polarização, elas acabam se anulando, né? E foi exatamente isso que aconteceu. Eu acho que a população vai focar ainda nessa questão da moralização do STF. O tema continua muito, muito aceso nas redes e a gente observa também essa questão da escala seis por um, do fim da escala, porque há um ponto muito importante, Caio, que é a posição do Cleitinho. Minas Gerais é um estado importantíssimo nessa eleição, assim como São Paulo. São Paulo, eu acho que a questão está muito bem resolvida, o Tarcísio se elegeu muito bem, tem um apoio muito claro ao Flávio Bolsonaro, mas o Cleitinho tem colocado o fim da escala seis por um como uma pauta importante. Ele tem falado muito sobre isso, tem pedido ao Flávio pra fazer essa aprovação. Eu acho que Minas Gerais é um estado que realmente vai ser bastante decisivo e é importante, então, que o Flávio tenha aí uma uma uma capacidade de fazer uma leitura política, né, pra que ele não seja colocado como uma pessoa contra a escala seis por um. Então, mesmo que ela seja aprovada, eu acredito que mais do que prejudicar o Flávio em caso de aprovação, o que prejudicaria realmente seria o entendimento de que ele seria contra isso. Então, eu acho que é uma questão que ele tem que conversar com os aliados pra ver um posicionamento mais adequado aí perante essas duas últimas semanas pro resultado final.
Speaker 2Jussara, pra finalizar, tem uma movimentação grande, já na campanha do Flávio, disputa de espaço, quem vai ser ministro aqui, quem vai ser ministro acolá, você nota um salto alto, o Flávio sentando na cadeira, talvez nem mesmo o candidato, mas o entorno dele?
Speaker 6Caio, é meio que natural isso, essa especulação ganhar força, justamente numa semana em que Flávio Bolsonaro fecha uma série de acordos, né, de apoios com partidos, como PP, União, Republicanos, O Novo, esses anúncios importantes, né, para a campanha do Flávio nesse segundo turno, e aí começa a especulação, em base em que esses apoios foram definidos. Então, ganha ainda mais força uma especulação que, obviamente, quem sai na frente já começa a pensar nesse, numa montagem de um eventual governo. Agora, chama atenção também que isso tem um puxão de orelha na campanha do Flávio Bolsonaro, que é o seguinte, ninguém ganhou absolutamente nada. Puxão de orelha, deixa o salto alto de fora, porque eles observam, com muita cautela também, a atuação ofensiva do PT, nas redes e nas ruas, que tem sido morte também do presidente Lula. É só tentar essa mobilização para fazer uma virada nesse segundo turno, lembrando que a diferença no primeiro turno é uma diferença abaixo dos 2%. Então, eles têm evitado, obviamente, esse clima de euforia para não desengajar a militância.
Speaker 2Clara Soares, muito obrigado. Bom final de semana para você, viu? E agradeço também o Sérgio Denícoli, cientista de dados e CEO da AP Exata, os dois, muito obrigado. Excelente final de semana. A gente agora continua o jornal, vamos mudar de assunto e de equipe, vamos falar sobre os Estados Unidos impondo novas sanções ao Tribunal Penal Internacional, após o Nodo da Paz, a jurista sul-africana. Até já! A gente se vê na semana que vem. O Nodo da Paz anunciou novas sanções contra o Tribunal Penal Internacional poucas horas após a jurista sul-africana Navi Pillay, que atuou na corte, receber o Prêmio Nobel da Paz, colocando Washington em rota de colisão diplomática com os aliados europeus.
Speaker 8Veja. Em nota, o Departamento de Estado disse que Trump nunca vai permitir que o TPI processe americanos. É por isso que hoje os Estados Unidos estão aplicando sanções ao TPI. Nós baniremos, as ações com esse tribunal rebelde, cortando seus recursos e incapacitando suas operações. O anúncio das sanções teve reação imediata. A União Europeia afirmou que está pronta para tomar as medidas necessárias para permitir que o TPI continue realizando seu trabalho. O presidente norte-americano mantém há muito tempo uma postura hostil em relação à corte, fundada em 2002 para julgar crimes de guerra, crimes contra a humanidade, genocídio e já havia retalhado parte de seus procuradores e juízes. Os ataques dos Estados Unidos ao tribunal têm relação com decisões recentes da corte, como os mandados de prisão emitidos contra autoridades israelenses, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e por uma investigação sobre a atuação de soldados americanos no Afeganistão. Ganhadora do Nobel da Paz, Navi Pillay, a jurista sul-africana que coordenou o relatório das nações unidas, que sustentou a tese da perpetração de um genocídio por parte de Israel na faixa de Gaza, ironizou Donald Trump. Ao receber a notícia da premiação, Pillay disse que poderia dividir a conquista com um republicano. No ano passado, Trump pressionou publicamente o comitê do Nobel para ser o vencedor do prêmio, que foi concedido à venezuelana Maria Corina Machado. Meses depois, Corina deu a medalha a Trump, como reconhecimento pelo apoio à causa democrática na Venezuela. Pouco depois, Corina se viu alijada do processo de transição de poder na Venezuela, feito sob a tutela de Washington e que deixou no poder
Speaker 2Delcy Rodrigues. Vitélia, essas sanções fragilizam ou, de certo modo, fortalecem politicamente o TPI?
Speaker 9Olha, Caio, politicamente, hoje o TPI recebeu apoio de países europeus, da própria União Europeia, do Canadá, do Japão, mas o fato é que as sanções se aplicam, inclusive, ao sistema bancário, a fornecedores, especialmente empresas que também têm negócios com os Estados Unidos, então estão sujeitas às sanções e, na prática, esse tipo de sanção secundária pode inviabilizar o funcionamento do TPI. Agora, é curiosa a posição dos Estados Unidos que ajudaram a criar esse tribunal em 1998, em 1998, entrou em vigor em 2002, quando teve o o signatário de número 60, hoje tem 125, os Estados Unidos assinaram o tratado do tribunal, mas nunca ratificaram. E veja, a questão é sobre a jurisdição sobre cidadãos dos Estados Unidos. Agora, note, Caio, a Carta da ONU tem como anexo a Carta, o Estatuto da Corte Internacional de Justiça. Então, todos os países que assinam a Carta da ONU estão sob a jurisdição da Corte Internacional de Justiça, que julga estados, o TTI julga pessoas. Na prática, no entanto, os Estados Unidos também não reconhecem a jurisdição da Corte Internacional de Justiça. Os Estados Unidos não querem estar abaixo de uma jurisdição internacional, especialmente uma jurisdição que possa acusar soldados dos Estados Unidos de praticarem crimes de guerra em países do exterior que são membros do Tribunal Penal Internacional, Caio.
Speaker 10Olival. Essa foi. Justamente a origem do conflito, né? Porque o TPI, nos seus primeiros anos, ele era até criticado por atuar apenas contra ditadores africanos. Depois ele investigou, condenou líderes da Bósnia, líderes sérvios da Bósnia e até o presidente da Sérvia, mas ainda no âmbito do leste europeu. Quando o TPI começou, então, a investigar, crimes de guerra no Afeganistão cometidos por americanos, soldados americanos invadiam durante a noite as casas dos afegãos, abriam fogo e depois perguntavam de quem se tratava. E houve muitos abusos naquele período. Essa era a investigação. Quando chegou o governo Trump, ele adotou, no primeiro mandato dele, já sanções contra o TPI. O Joe Biden estava frustrado com essas investigações, de militares americanos, mas suspendeu as sanções. E o Trump retomou agora, no segundo mandato dele. Os Estados Unidos agem como se tivesse que vigorar a lei do mais forte. Tem um ditado em inglês que é Might makes right. O poder é que cria o que é direito, é que diz o que é direito. E a Rússia age da mesma forma. A Rússia fez um julgamento. E na absência dos investigadores, promotores e juízes que emitiram o mandado de prisão contra o Putin pelo sequestro de mais de 30 mil crianças ucranianas. Então, é o fato. As potências médias, como os europeus, Japão, Canadá, precisam sustentar agora, apoiar o TPI, porque para eles interessa que as leis sejam iguais.
Speaker 2Para todos. Agora, Vitélio, as relações da Casa Branca, do governo Trump, com a Europa já não são boas. Nesse contexto do episódio de hoje, tendo em vista que é uma construção europeia, o TPI, isso cria uma cisão maior entre Estados Unidos e União Europeia? Cria uma desconfiança.
Speaker 9A gente pode chamar o TPI de uma criação da humanidade. Hoje são 125 países membros. Esse movimento de tribunais para julgar crimes de guerra começa com o julgamento de Nuremberg, logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando os nazistas são julgados por crimes de guerra, apesar de alegarem que estavam apenas seguindo as ordens dos seus estados. Então, aí a gente tem Nuremberg, a gente tem Tóquio. No julgamento de Nuremberg, os Estados Unidos participaram ativamente, inclusive com a acusação. Em 1948, vem a convenção sobre o genocídio. E aí é toda uma ironia, porque Israel ajudou a criar essa convenção da qual está sendo acusado agora de cometer na faixa de Gaza. Em 93, 94, tem Iugoslávia e Ruanda e é por isso, é nessa sequência que em 1998 se cria o Tratado de Roma, que é o tratado fundador do Tribunal Penal Internacional. Então, é uma criação. É uma criação da humanidade para tentar evitar crimes de guerra, para tentar evitar genocídio, crimes de agressão, violações de direitos humanos. São as quatro áreas em que o Tribunal Penal Internacional atua. Agora, é um banho de água fria no sistema internacional pós-segunda guerra, especialmente porque até aqui os Estados Unidos já vinham sancionando pessoas ligadas ao TPI, sancionaram 17 pessoas, mas sancionar a instituição, uma instituição multilateral, que inclusive retirou as acusações sobre os soldados americanos no Afeganistão, inclusive já tinha então tentado recuar do cumprimento do seu dever. Isso é um banho de água fria não só na Europa, mas no mundo inteiro. O Brasil é um dos membros desse tribunal.
Speaker 2Caio. Lula de Val, me chamou a atenção o Marco Rubio, foi quase que de imediato. Ele disse, por exemplo, que o TPI é um tribunal desonesto e que os Estados Unidos acabaram aos poucos com ele. O TPI é um tribunal desonesto. Legenda por Sônia Ruberti crown coins winning never sounded so good what would you do
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