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Você continua nessa relação por medo ou por amor?

47m 59s

Você continua nessa relação por medo ou por amor?

A transcrição aborda a complexidade de terminar relacionamentos afetivos quando ainda há amor, mas a conexão e a vontade de construir algo juntos se dissiparam. A narradora observa um padrão recorrente em seu círculo: pessoas que amam seus parceiros, mas sentem internamente que é hora de seguir em frente, travadas pela dúvida e pela culpa. Ela explora como, especialmente para mulheres, há uma pressão social para manter relacionamentos estáveis com "pessoas legais", ensinadas a viver para servir e a temer o fracasso afetivo. Isso gera uma culpa paralisante e o medo de nunca encontrar alguém tão bom novamente, levando a se contentar com menos do que se merece. A reflexão enfatiza a importância de priorizar a si mesmo, entendendo que adiar uma decisão inevitável pode causar mais sofrimento futuro. Por fim, descontrói a noção de que o sucesso de um relacionamento é definido por sua duração, uma ideia culturalmente imposta, e defende que terminar com honestidade e cuidado, mesmo quando dói, é um ato de coragem e preservação do bem-estar de ambos.

Transcription

7523 Words, 41482 Characters

Portuguese
E aí, minha amiga? Está namorando uma pessoa mais sente que já deu. Ama muito a pessoa que está do seu lado, mas existe alguma coisa dentro de você que sabe que poderia mais. Sente que quer terminar, mas ao mesmo tempo não tem certeza absoluta dessa decisão ou como tomar essa decisão, vamos conversar. Como é que você está? Como é que estão as coisas por aí? Como que estão as crises existenciais? Eu tenho achado muito, no mínimo curioso ou interessante, que nos últimos dois meses, talvez três, o universo tem me colocado a mesma situação em pessoas diferentes. É a mesma coisa, o mesmo padrão se repetindo. São amigas que eu encontro, são pessoas que eu conheço na estrada, são familiares que eu não converso há um tempo. E quando ele começa a conversar esse atualizado a vida e entra no campo de relacionamento aetivo, vem esse padrão de "estou com uma pessoa", "amo, uma pessoa, já estou há muito ou pouco tempo, não importa". Mas já não é mais o que foi e alguma coisa dentro de mim diz que está na hora de terminar, mas eu não consigo tomar essa decisão. E aí vão, cara, muitas e muitas horas de conversa em dagações para a gente conseguir chegar em algum lugar. Então eu sinto que o universo de alguma forma, ele está me provocando a falar sobre esse assunto. E eu queria começar a falar sobre ele, lembrando que a gente está falando de relações afetivas humanas. É muito difícil ter um manual de instruções ou ter respostres muito universais. Cada ser humano é um universo, então, relacionamento entre duas pessoas é um universo à parte. É muito difícil a gente querer fazer um copicola, mas a ideia aqui com esse episódio é de trazer um pouco de paz, procuração, tentar de alguma forma clareado porque você pode estar se sentindo da forma que você está se sentindo e ajudar a chegar a algum lugar. Porque eu acho que mais difícil do que tomar a decisão de fato, seja de permanecer, seja de terminar, seja de abrir essa conversa e conversar com a pessoa que está do seu lado, esse impasse, esse momento de dúvida, esse peso, essa drenagem de energia acumulada que acontece dia a poigia quando a gente fica em cima do muri, quando a gente não sabe muito bem pra onde ia, ela é muito sufocante de alguma forma, sabe? É como se a nossa vida girasse em torno desse tema e não sobrasse energia pra gente investir em outras coisas, como se todos os campos dos nossos divertidamente fossem dominados por essa temática única, chega uma hora que a vida cobre, fala a minha filha, vamos querer, né? Vamos querer pensar e, de fato, colocar energia, colocar tempo e colocar compromisso, falar, estudar e pensar sobre esse assunto, por redorjeito que está, está incomodando, está chato. Então vamos juntos tentar que chegar em algum lugar. Embora eu não esteja passando por essa situação, eu estou trazendo esse tema por realmente se repetindo muito na minha vida através de outras pessoas, eu já passei muito por ele. E até no último episódio eu comentei com vocês sobre o meu último relacionamento, que eu terminei quando fui viajar o mundo, e esse é um exemplo claro de um término que não foi por falta de amor, muito pelo contrário, a amor ele existia em abundância, só que muitas outras questões, naquele momento, eram mais relevantes pra essa tomada de decisão. E eu queria partir desse ponto, porque acho que dificilmente, principalmente nos nossos 30 anos, é um relacionamento termina por falta de amor. Entendo que em determinado ponto, existe mais um desencontro de prioridades e expectativas do que a ausência de amor. Acho que esse amor ele se transforma. Eu vejo muito isso, se repetia, um amor que. Cara, virou um amor fraternal, um amor de amigo. Eu não tenho mais tezão nessa pessoa. E quando a gente fala de amor romântico, mesmo depois da paixão, quando essa paixão emloquecedora vai embora, e permanece a vontade de construir alguma coisa juntos, sempre existe um meio do caminho. Não acho que amor seja necessariamente sacrifício. Acho que só me der errada que existe na nossa sociedade. Mas eu entendo que quando você divide a sua vida e o seu planejamento de futuro com uma pessoa, existe sim em maior ou menor grau, uma necessidade de se encontrar num lugar comum. E quando a gente vai se afastando energéticamente dessa pessoa, é quase como se não houvesse mais essa vontade de se encontrar no meio do caminho, de atender as expectativas. Então essas concessões que a gente vai fazendo ou esse desejo de compreender o outro, de apoiar o outro num nível mais prático, sabe? Ele vai se escapando, ele vai meio que sendo ruído, meio que amaciano, vai broxando essa vontade. E aí as nossas vontadees individuais, elas vão ganhando uma proporção maior dentro dessa equação. Isso não tem nada a ver com a ausência de amor, só que esse ingrediente fundamental, que é o ingrediente de vontade, tesão de fazer o casal acontecer, ele vai sendo dissipado. E não tem nada de errado nisso. Eu acho que terminar um relacionamento que existe muito amor é muito difícil, porque vem cheio de cara, culpa, dúvida, frustração, decepção, tudo em relação a nós mesmos, mas é também um movimento de muita coragem. Em todos os momentos na minha vida, em todos os relacionamentos que eu tive, real todos, eu que terminei. E eu não morri pessoas muito legais ao longo da minha vida, então sempre que eu sentia que esse momento estava chegando, eu começava a me sentir muito culpada, muito, muito, muito culpada. Era uma coisa do tipo "Meu Deus, mano ela, como eu queria que você amasse essa pessoa do jeito que ela te ama?" Como eu queria corresponder as expectativas emocionais dessa pessoa por ser uma pessoa muito legal? E aí eu me afondava numa culpa, assim, bizarra, gigantesca, que era até difícil de ser sentida, porque eu não queria decepcionar a pessoa que estava do meu lado. Era um negócio assim, então, bizarro, que eu lembro de pensar algo, mas vezes, como essa pessoa podia ser um filho da puta? Tá ligado? É mais fácil. E porra, me trai. Faz alguma coisa aí que eu não precise entrar aqui nas minhas questões internas e te comunicar o que eu sinto, porque você vai facilitar o meu trabalho. Olha que loucura. E eu vejo amigas minhas reproduzindo isso e repetindo esse padrão. E é muito maluco, né? E isso é uma coisa muito. É um recorte muito de gênero também. Você percebe que são mulheres que se colocam nessa posição de preferir. Muitas vezes que o cara fosse um filho da puta, por mais louco que seja isso, do que é tecoragem de bancar e de encarar os desconfortos e decisões que precisam ser tomadas. E o primeiro ponto, quando eu falo sobre isso, sobre essa culpa, essa inabilidade de fazer isso, é um vieais social, e principalmente um vieais de gênero. Nós, mulheres, fomos ensinadas que o grande conquista da nossa vida é ter um relacionamento estável e quando é com o cara legal, olha só como a gente é sortuda, né? Daí do que a barra é tão baixa, quando a gente finalmente chega lá, a gente deve caracetar esse nível, e se contentar, porque a gente já conseguiu algo que a maior parte dos mulheres nem conseguem que a uma pessoa legal do seu lado. Só que tem uma coisa além que é. fomos ensinadas a viver para servir, a viver para cuidar, a viver para possibilitar a existência do outro, do masculino, né? Então é claro que terminar um relacionamento bom é difícil, porque coloque em cheque todas essas crianças e todas essas questões sociais que foram sendo empurradas pela nossa guela, que foram sendo empurradas pela nossa garganta. Então todo o movimento de término é também um movimento de conflitar com essas ideias que foram moldadas pela nossa educação, pela nossa sociedade, e sobretudo pelo nosso gênero. Fique tranquilo que você não está sozinha. Muitas mulheres passam por isso e é importante perceber essas armadilhas porque ajuda a legitimar e a validar essa culpa que muitas vezes a gente sente. E aí dentro dessa mesma camada de culpa, mas que se apresenta de um jeito diferente, tem também uma culpa em relação a nós mesmas, né? Que é quase como um medo de se arrepender no futuro. Então uma vez que a gente encontra uma pessoa legal, vive com uma pessoa legal, entende que não quer mais estar com aquela pessoa entra um sentimento de "Cara, será que algum dia eu vou ter uma pessoa tão legal na minha vida como essa mulher como esse homem?" "Será que algum dia eu vou encontrar uma pessoa que atenda tantas das minhas expectativas como essa pessoa atendeu?" E isso é muito perigoso porque vende um lugar pra mim hoje. Eu já fiz isso milhões de vezes, tá gente? Não faço mais, mas em muitos momentos que eu me vi nessa situação, eu ficava pensando, "Cara, será que algum dia a vida vai me encontrar uma pessoa tão maneira, tão legal?" E quanto mais eu me envolvo até com uma espiritualidade, com a fé, eu entendo que esse raciocínio vem de uma ausência de amor próprio e de uma ausência de confiança na abondância do universo e da vida. Se você se coloca numa posição de aceitar uma pessoa que é muito legal, mas que ainda não é tão legal quanto você conseguiria, quanto você gostaria de encontrar, porque você tem medo de não ser presenteada ou proporcionada com encontros mais legais na vida, você reduz e você mingua o seu potencial de uma forma muito desastrosa. Assim, é uma mensagem que você envia para outras esferas da sua vida, que pode ser extremamente da noza. Então, se você gostaria de ter uma pessoa nota 10, e aí você encontra uma pessoa nota 9. Aí fala, "Caramba, nota 9 já está acima da média, já está bom demais, então eu vou segurar esse nota 9 aqui, porque vai aqui, depois dele só venha um 8/2 para baixo." "Cara, o que você está fazendo na prática?" Você está dizendo para a vida que você não acredita que você merece e que você é capaz de encontrar um nota 10. Você é nota 10. Se você se coloca, gente lembra disso, um homem, um relacionamento, ele sempre vai trazer para você para o nível que ele está. Se você é uma nota 10 e você encontra um cara nota 9, uma pessoa nota 9, e você aceita esse nota 9, porque você não entende que é capaz de conseguir um nota 10, você vira um nota 9 também. Nas pequenas das da vida, você vai se encontrando no ritmo em um nível dessa pessoa. E sim, nota 9 já está incrível, já é uma porma, super de uma nota, mas ainda não é uma nota 10. E eu acho que olhar para as relações e olhar para a vida e falar, "Cara, isso daqui já tem muito do que eu queria, muitos dos meus critérios já estão sendo atendidos, mas ainda não tem todos, e eu sei que eu sou capaz de ter todos. Isso é olhar para a vida com a abundância, isso é olhar para a vida com fé e com otimismo, isso é olhar para a vida numa ótica de cara, prosperidade, e quando eu digo que isso pode de alguma forma machucar outras áreas da sua vida, é porque se você se contenta com o relacionamento abaixo do que o que você gostaria, porque já está acima do mercado, vão colocar assim, você vai se contentar nesse nível em outras esferas. "Cara, às vezes você ainda não passou na universidade que você queria, mas você passou numa que já é uma universidade muito boa, então está tudo ótimo." "Ois vezes você ainda não conquistou, cara, as cifras que você gostaria nesse mês, na meta financeira que você se colocou, mas, pô, já chegou ali em 90%, e veja, eu não estou aqui querendo vender uma mentalidade de querer sempre mais ao ponto de se machucar às vezes nesse processo, mas sim te mostrar que o universo não está em orçamento, tem uma frase que diz, "dei universes, nouro na budget". O orçamento, ele não tem um orçamento limitado, um orçamento curto, seja para dinheiro, seja de oportunidade profissional, seja para o campo afetivo, romântico. Então você se contenta com menos do que você merece, ou que você gostaria, por medo de não encontrar uma pessoa melhor do que essa que você já encontrou no futuro, é extremamente depressivo assim, é muito de novo, perigoso. E eu me vi muito nessa armadilha em alguns momentos da minha vida, e pra mim foi muito danoso, porque eu vi que. Eu posso até me enganar no curto prazo, posso até me enganar no presente de alguma forma me contentar, com tudo que aquela relação já me dá. Mas o que eu não percebia é que eram microdoses de áreas, de ausência de amor próprio que eu me dava, e que reverberavam em coisas em acumulos muito maiores pro futuro. Então se o seu medo determinar um relacionamento, vem desse lugar de culpa ou pena por achar que você não vai encontrar a outra pessoa tão legal, o mundo é cheio de gente incrível. Eu quanto mais viagem eu percebo, quanto eu estava errada em relação a homens, eu falo aqui brincando, porque realmente a barra é baixa, mas tem muito cara legal, tem muita mulher legal pelo mundo, tem muita gente maneira. E caminhar pela vida com um coração aberto, sabendo que tem muita gente legal, e que tem gente que está no nível que você gostaria, que vai atender todos os critérios que você anotar pra vida, faz com que de fato você consiga atrair essas pessoas, faz com que de fato você consiga entrar nessa vibração de abundância e prosperidade. Além disso, outras coisas que eu aprendi nesses meus processos. Às vezes eu demorava muito pra tomar decisões, porque eu tinha medo de machucar o outro, eu tinha medo de decepcionar o outro. E aí eu não percebi a duas coisas nesse processo. A primeira, "alme preocupar com não machucar o outro, eu estava diretamente me machucando." Então eu não vou terminar essa relação, porque o fullano vai sofrer. E aí tentando proteger essa pessoa que eu amava, eu não me protegeria, eu me colocava num lugar de prioridade secundária dentro da minha hierarquia de afetos. Isso também é muito sinoperegoso, porque de novo é uma outra mensagem que você manda pro seu amor próprio e pra sua caixinha da autoestima. Então, lógico que responsabilidade afetiva é uma coisa extremamente importante. Obvio que a gente precisa de tato na hora de lidar com as emoções do outro. Mas eu acho extremamente relevante, sempre que essas decisões foriarem a nossa cabeça, a gente entender a relevância da nossa própria emoção. Qual é o lugar que a gente ocupa nessa equação e nessas decisões que precisam ser tomadas? Se não, a gente vai pensar no outro em primeiro lugar, no outro em segundo, no outro em terceiro, e onde entra eu? Em qual momento eu vou considerar como eu tome machucando nesse processo? E o outro ponto é, ao se preocupar com não machucar o outro, você entende que na prática o que está sendo feito é a diáuma decisão difícil. Cara, beleza, você pode aqui florear o fim de que você sente o que você não sente e no dia de hoje. Mas ver como essa coisa vai virar numa bola de neve e que, talvez, quando você ganhar a coragem de verbalizar a pessoa como você se sente, pode ser que você já esteja de saco cheio e vai fazer isso de uma forma muito menos delicada ao ponto de machucar muito mais o outro. Ou, às vezes, você, cara, demorando pra tirar o corpo de campo, pra tirar o corpo de jogo, você vai criar uma situação que não precisava ser criada ao ponto de vocês se separarem e terminar em uma dinâmica que vai ser extremamente péssima pra duas pessoas envolvidas. Eu acho que tudo que é feito com ternura, com amor e principalmente quando as coisas ainda estão muito bem, é melhor, porque aí você cria um espaço da vulnerabilidade, da honestidade com o seu parceiro ou a sua parceira que beneficia a preservação de uma relação pra além daquele afeto romântico. Eu, cara, todas quase todas as relações que eu terminei, eu vira amiga e sua amiga até hoje. E eu acho que veio um pouco desse cuidado de não deixar que aquilo virasse uma bola de neve ao ponto de eu até eventualmente acabar fazendo uma besteira que pudesse, de fato, machucar aquela pessoa e de considerar que eu estava criando um campo propício pro diálogo pra transmitir pro outro o quanto eu sentia pena, se eu dei essa palavra pena, mas é porque às vezes é só ela que pode, de fato, ajudar. Mas o quanto me machucava terminar aquela relação, porque machuca mesmo, é difícil, não é um negócio trivial, mas é necessário, é necessário por todos esses motivos que a gente tá conversando. Então, se você sente que não termina por medo de machucar o outro e por sentir que isso de alguma forma pode ser irresponsável, cara, pensa que você está acima chocando que isso é irresponsável com você e que adiando uma decisão que pode ser, que seja inevitável, a probabilidade de você terminar por machucar o outro é muito grande ou é muito maior. E aí tem uma outra coisa que talvez seja uma das mais importantes aqui, que é essa sensação de pena e culpa que a gente sente ao terminar relações que são muito boas, vem também de um lugar de fracasso que a gente sente por terminar, quase como se, pelo fato daquela relação, tá chegando num fim, isso significa que nós, como casal, ou que eu, como uma pessoa que quer finalizar, fracasei na manutenção daquele amor. E isso também é uma coisa muito construída e perceber como é uma coisa construída nos dá liberdade para tomar essas decisões sem sentir tanta pena ou tanta culpa. Esse mecanismo de medir o sucesso das relações, a partir do tempo que elas duram, é um mecanismo religioso e social que todos nós permeamos, mesmo vivendo num estado laico. Um pouquinho de história aqui para você. quando as desuitas chegaram no Brasil, lá na época da colonização, encontraram os polvos indígenas, que eram polvos não monogâmicos por natureza, então o local era falar que "ai, não monogamia, coisa de gente moderna". Na verdade, é uma grande desmapalheçada, porque os polvos que já estavam no Brasil, antes dos portugueses chegaram, eram não monogâmicos. Que que eles fizeram no processo colonizador? A instauração da monogamia como um sistema de afeto não tem a ver com exclusividade do vínculo, ou só com exclusividade do vínculo afetivo, tem a ver também com o tempo que ele dura. Então, para além de dizer que a manuela e o Bruno têm que ficar sozinhos, só ficar só entre eles, o que a monogamia diz é que o Bruno e a manuela têm que ficar juntos para sempre. Então, o equil divórcio só foi legalizado na Constituição de 1988, o negócio extremamente recente. Então, o que a gente vê é que essa indissobilidade, acho que essa palavra existe, mas essa não quebra de um vínculo afetivo, está completamente enraizado no modelo afetivo que a gente cresceu vendo. Então, tu é que existe o ataque a morte no separo, que acho uma cafonista, inclusive, da sermora de casamento. Enfim, tem muito essa ideia ou essa fórmula dentro de um inconsciente coletivo de que o sucesso da relação é instadir diretamente ligado ao tempo que elas duram. Então, é claro que recebendo essa informação no nosso inconsciente, ao longo da vida toda, consumindo livros, novelas, filmes e músicas que falam o tempo todo sobre como a vida passa a ser um horror quando o amor vai embora, entendendo que uma mulher é validada na sociedade quando encontram cara. Se for um cara legal, nossa senhora, melhora ainda. Então, isso vem grudando na nossa mente, no nosso inconsciente, ao ponto de pensar em terminar uma relação, mexer com todas essas crianças, mexer com todas essas coisas. Então, é claro que vai gerar desconforto, é claro que vai gerar um sentimento nãovalidado de culpa e de frustração e de decepção. Então, isso que se apoderar desses instrumentos dessas ferramentas e desse conhecimento, é tão libertador porque faz com que esses momentos sejam atravessados, não com menos dor, com menos sofrimento, porque a amor e amor, sentimento e sentimento, somos todos seres humanos, vamos sentir naturalmente, a gente tem a coisa para esse processo e traz consciência de que ele está sendo feito por um bem maior, também para o casal, né, também para os pessoas que estão envolvidas. Então, acho que essas três frontes, essa de não ter medo de decepcionar o outro, porque você acaba se decepcionando, não ter medo de decepcionar o outro, porque você acaba post-tergando um sofrimento futuro, não ter medo de sentir que fracasou, essa noção de tempo, diretamente ligado ao sucesso da relação, foi plantada na sua cabeça, não é natural. E essa culpa que a gente sente por terminar relações muito legais, porque a gente entende, eu acho, que não vai conseguir encontrar uma pessoa tão legal no futuro, acho que tudo isso vem trazendo um pouco de insumo e que vão juntos criando um espaço propício para a coragem florecer, para coragem florecer de um lugar de amor, de um lugar de consciência, de um lugar de muita reflexão, porque de novo, eu sei que não é fácil. Então, durante todo esse processo de tomada de decisão, acho que é muito importante levar em conta o outro por causa da responsabilidade afetiva e pelo amor que a gente sente, pela história que a gente compartilhou, mas sim poderá dessas ferramentas também ajuda a equilibrar cada uma das coisas. E aí, como tomamos essa decisão, tem uma coisa que me ajudou em todos esses meus momentos de ruptura que foi aceitar e conviver com a ideia ou com a possibilidade de que eu poderia perder o outro. Durante muito tempo, eu postarrei que eu tomasse essa decisão na minha vida, porque eu não queria que a pessoa saisse da minha vida de forma nenhuma, o que é inclusive um sentimento extremamente agoista, extremamente vai-doso, vem muito de um lugar do ego. Então, eu não terminava porque eu não queria machucar, porque eu achava, enfim, por todas essas questões que a gente falou, mas também porque eu não queria que aquela pessoa saisse da minha vida. Entender que essa é uma possibilidade e pode ser que a pessoa saia maguada e frustrada ao ponto de não querer mais que eu faço a parte da vida dela como amiga, é muito importante para ponderar a minha decisão. Então, beleza, cara, você é capaz de conviver com a realidade onde essa pessoa desapareça da sua existência, sem ou não. Normalmente a resposta deveria, se a gente tiver na mesma página, e para o sinh, porque de novo, a egoista você preservar uma relação só porque você não quer perder a pessoa, era ou. Isso não vai te nutrir, não vai te nutrir, porque a pessoa vai continuar na tua vida, e vai estar ocupando um lugar, que é um lugar de namorado e namorado, que você não quer aquela ocupa. Então, é entrevistar nesse lugar ou não estarem em lugar nenhum, o que você prefere, o que é melhor ou o que é pior nesse sentido. Então, aceitar que a pessoa tinha total direito e liberbil, de optar não conviver mais comigo, me facilitou em muitos momentos tomar a decisão. Como tomamos as decisões? Eu pensei em algumas perguntas que podem te ajudar, porque eu não quero que você saiga desse episódio, simplesmente pegando tudo que eu falei, sem mais chegar, sem digerir, e tomando uma decisão pré-exptada ou impulsiva. De novo, acho que cada relação é uma relação. E eu sempre você militante, partidária, ao amor e a persistência no amor. A gente poderia estar até um dessa mesma conversa com outros argumentos tão factíveis quanto do porquê você deveria ou poderia continuar nessa relação. As que cada história é muito única, e existe muita beleza também nessa virada de nível do videogame, sabe? Virada de chave, que é ultrapassar esses crises e ultrapassar esses momentos de muita dificuldade, que também tem muito a ganhar nesse sentido. Mas eu consigo te ajudar aqui com o que eu vi se repetindo nesses últimos meses e no que eu fiz nos momentos que essa dúvida me atravessou. E aí eu fiz algumas perguntas desses momentos e eu espero que te ajude. A primeira delas é, por que você está nessa relação? Você está nela por amor ou por realdade ao passado? E a desconstrução dessa ideia de amor quase como dívida, é muito importante aqui nessa hora, nesse momento. Porque da mesma forma que todos os episódios que a gente tem comversão sobre a ruptura comando corporativo, sobre querer viver os meus desejos e os meus sonhos, eu cheguei no momento que eu precisei romper com decisões que a manuela do passado tomou. Eu acho que pruo amor romântico é a mesma coisa. Quando a gente determina a nossa vida de acordo com as decisões que a gente tomou no passado, a gente vira um prisioneiro das nossas próprias escolhas. É quase como se cada decisão que a gente tomasse virasse uma sentença. Uma sentença que não pode ser mudada e que joga contra nós mesmas. Olha que doideira. Então me perguntasse, eu continue nesse lugar, porque eu amo essa pessoa, porque eu quero atravessar essas dificuldades, porque eu vejo um futuro construído com ela. Ou porque eu sou leal à história que a gente construiu até aqui, define muito qual é de fato a minha intenção ou a minha verdade dentro daquela relação. Porque se eu estou numa relação aqui para amizade a mesma coisa, por causa da história que a gente construiu e não por causa da história que eu quero construir ao lado dessa pessoa, cara, e eu fudeu porque eu vou viver a minha vida toda, porque tudo que a gente tem é o presente, no estálgica do passado e de uma história que a gente já criou. Eu nunca mais vou estar presente, eu nunca mais vou estar comprometida em escrever coisas novas. Eu vou estar o tempo todo me prendendo em coisas que já aconteceram para legitimar o fato de eu ainda estar ali. Isso é muito injusto, né? Isso é muito injusto com a gente, com a nossa versão que que eu construí alguma coisa diferente. Você pergunta qual é o real motivo pelo qual você está nessa relação e se vier de um lugar de lealdade ao passado, e assim, cada um faz com essa informação, o que quiser. Mas se vier de um lugar de lealdade ao passado, tenta olhar para sua versão do futuro e como ela se sentiria ouvindo isso daqui a uns anos, mantendo e preservando uma relação que durante todos esses anos, de hoje, até o momento que ela chegar nessa reflexão, não compriu com um propósito de uma relação que é expandida, que é transbordada, que é muito. se eu te va a gente, então, dos sentidos. Porta pergunta, se você pudesse recomeçar hoje, vamos partir do ponto de que você está solteira hoje. Vocês escolheria essa pessoa para se relacionar? Porque, de novo, pode ser que a sua versão de que quando vocês começaram a namorar, vince cara, muitas coisas naquela pessoa que faziam sentido. Você admirava ela, você compreendia mais ela, você tinha vontade de participar ali das coisas da vida dela. Então, você era atraída fisicamente, acho que tem isso também. A gente não pode tirar a relevância de atração física, acho que principalmente para agusar literalmente, para ter uma química em muitos sentidos na cama. Eu, para mim, o atração física é uma coisa muito relevante. Quando a pessoa que está do meu lado começa a se, cara, descuidar totalmente, para mim é uma coisa que pega. Obvio, gente, não estou aqui falando que, cara, vamos, a pessoa, como a pessoa se descuidar, de cara, termina, porque isso. não, não é isso. Esque amor é construção, amor é muita parceria. Então, em muitos momentos, eu preciso que a gente tem que que está rolando e ajudar essa pessoa a se reerguir. Quando a gente deixa o cuidado com nós mesmos de lado, de alguma maneira, isso nada mais é do que o reflexo de alguma coisa mais profunda. Mas, no longo prazo, é uma coisa que me faz falta. E está tudo bem, não tem nada de errado nisso. Então, se perguntar se você continuaria com a sua versão de hoje, olhando para essa pessoa, como um potencial parceiro, também ajuda a definir o porque você está naquela relação. E essas perguntas que a gente faz, elas são legais também, porque não necessariamente elas vão te levar para uma decisão 80, né? É o direito no branco, termina ou não termina. Acho que muitas vezes elas criam o espaço para uma reflexão interna que vai derivar numa reflexão externa, né? Se Deus quiser, você vai conseguir compartilhar essas indagações com a pessoa que está do seu lado. E que, por si só, já podem facilitar um relacionamento mais gostoso, uma história mais bonita. Não precisa ser muito absoluto isso aqui, sabe? Você coloca para refletir. Você continuaria com essa pessoa, se você namoraria essa pessoa hoje, se você pudesse escolher ela, acho que você vai conseguir identificar quais eram as coisas que te atrairam nela no passado, quais são as coisas que não te atraem nela no presente. E a partir daí definiu o que fazer com essa informação. Se é o momento de de fato entender que ela não é capaz, mais de te dar o que você gostaria, o que você valoriza, ou se é o momento de verbalizar como unicar juntos, chegar em um denominador comum. Outra coisa é você admiar essa pessoa, porque às vezes a decisão ela fica muito embaçada e muito confusa, porque a gente ainda ama muito essa pessoa, mas é um amor muito fraterno. Então para mim, a admiração é um fator indispensável assim. Eu não consigo. Desculpa, eu não consigo o lado de uma pessoa que eu não admirei, que eu não acho que seja uma pessoa ambiciosa, que reconstruir coisas ou que me estimule intelectualmente. Sabe que me coloque para pensar, que me coloque para observar as coisas a partir de um prisma diferente. Então você pode caramar muito essa pessoa, mas não ter admiração por ela, ou não ter um fator que para você é um fator muito importante dentro de um relacionamento. E por isso que é muito importante saber qual é a sua lista de negociáveis. Porque o nome já disse, para você isso aqui é inegociável, essa pessoa não te entrega, mas você tem duas escolhas, ou você entende que é, se ela não me entrega, eu vou tirar o meu corpo de campo, ou eu vou facilitar que ela passe a entregar. Mas sem isso eu não consigo ficar, isso tudo é mutável, mas faz algumas coisas que para você hoje são inegociáveis. Essa pessoa sabe que isso é inegociável, faz sentido colocar na mesa e comunicar quem é inegociável, aí isso que muda de relação para a relação, mas você entender quais são as coisas que te nutrem em um relacionamento é essencial para que ele possa sobreviver essas crises e para que ele possa florecer. Outra coisa, vamos tentar trazer para o corpo, trazer para isso são sações, porque às vezes a gente fala "Ah, eu não sei se eu quero terminar ou não, mas no fundo você sabe, no fundo você sabe, você só não está tendo o coragem de encarar". E trazer para esse campo do corpo, sem o filtro da razão, sem o filtro da história que vocês compartilharam, sem o filtro do que é moralmente certa ou errado, ajuda muito a reconhecer e a validar o que você está sentindo. E aí uma pergunta que ajuda nesse sentido é "Pensar em terminar". Agora, pensou, terminei. Isso te traz uma sensação de alívio ou de dor. Em que lugar, assim, imediato, em que lugar isso te toca? Fecha os olhos por 10 segundos, respira. Imagina você terminando com essa pessoa, você comunicando para essa pessoa que você não quer mais estar junto. O que que isso traz para o seu corpo? E não pensa no que o outro vai sentir, não pensa em como o outro vai receber. Pensa em você. Você terminou com essa pessoa. Se facilitar, pensa que a pessoa que está do seu lado nem ficou mal, que ela entendeu, foi super comprensiva. Quando você se imagina, se afastando daquela decisão, fechando a porta do quarto e indo embora, sabendo que você terminou. O que você sente? É um alívio? É um espaço que abre no seu peito e você consegue respirar e você consegue olhar para vida com nossa quantas possibilidades existem agora, com motivação, com alegria, ou é uma coisa que te traz uma repressão, uma dor, uma angústia. Qual é a sensação despertada no seu corpo? Acho que essa é autosplicativa, né? Traz uma sensação de "tirei um peso das minhas costas, eu estou abrindo espaço para eu florecer na minha individualidade". Acho que isso já é um sinal, uma bústula muito razoavel, muito razoavel. E por fim, e essa é uma pergunta que não só no campo romântico, mas que me ajuda a ponderar decisões em tudo na minha vida, eu faço. Eu falei pra vocês em algum episódio sobre tomar decisões por amor ou por medo, né? Então pensar, cara, eu estou nessa relação por amor ou eu estou nessa relação por medo, por medo da falta, por medo das cacéis, por medo de machucar. Isso me ajuda muito. E aí a pergunta aqui é o que o amor faria agora? O que o amor nessa posição que você está faria nesse momento? Com toda a vivência, as informações, as indagações, as reflexões, as dúvidas, as angústias, o que o amor faria? O amor persistiria nesse relacionamento ou o amor libertaria? O amor sempre liberta. No final do dia, o amor sempre liberta. E pode até ser que você decida permanecer nesse lugar por medo e por cacéis. Mas se você tiver a coragem de olhar pra essa decisão, pra lendo seu um bigo, entender como ela pode beneficiar o amor num nível mais absoluto, o amor num nível expansivo, o amor num nível de você se libertar, se amar o outro, libertar o outro, pra que ele também explora suas possibilidades, viva sua vida, encontre uma pessoa que esteja mais sintonizada com o momento atual da vida dele, sabendo que vocês não fracassaram se a decisão for terminar, vocês não fracassaram. Você é só? Se afastaram. Você só tem prioridades diferentes, você só estão emocionalmente distantes, você só nesse momento já não são mais o que um e o outro precisa. A gente sempre vai atrair na nossa vida, pensa que toda a relação é espelho. Todas as pessoas que chegam na nossa vida, 100% do tempo, seja o João da Padaria que você pegou o troco hoje de manhã ou a pessoa que você está se casando ou seu filho, tudo é um espelho de quem a gente é. A gente atrai pessoas e circunstâncias na nossa vida, sempre com o objetivo de evoluir e de expandir. Isso chega no momento que tem que chegar, por isso que eu não acredito naquela frase de pessoa certa ou arerrada. Acho que não existe nada tão errado quanto isso, não existe ou arerrada, a hora certa e sempre a hora que ela chega. Se não, ela não teria chegado. E às vezes essa pessoa que chegou na sua vida que permaneceu e quer ainda estar aí, você estava medo de terminar, ela já cumpriu a sua função, ela já te mostrou precisar a ser visto, ela já refletiu no seu espelho, tudo que ela precisava refletir para que vocês dois crescerem e expandicem como indivíduos, porque a ordem do universo é uma ordem de expansão. Então quando cada um de vocês expandem individualmente, expandem como casal e expandem em um nível de aprender um com o outro que precisa ser aprendido, tudo evolui. Se vocês são parte do todo, se somos parte de um todo, quando cada uma dessas partes em az evolui, o macro evolui junto. E de alguma forma, persistir um sentido de forçar uma relação que já não tem nada mais para te entregar e pede que esse ciclo de desenvolver. de espança, a aconteça. De novo, eu acho que mesmo persisti, ou mesmo forçado, de alguma forma, está te ensinando alguma coisa, senão não estaria aí. Mas, toma cuidado para que essa persistência, ela não chegue em um nível de te machucar tanto, te exauri tanto, que ela emperça o fluxo de outras coisas muito positivas, chegarem e que vão fazer você aprender e expandir muito mais. Eu estou aqui falando para vocês e me ouvindo, porque parece que eu estou sendo amelitante, vamos todo mundo terminar. E isso, em de novo, não precisa necessariamente ser assim. Mas, pensar por esse lado, tira muito esse peso da culpa que a gente sente por deixar amores que são muito vividos. Eu não quero você me convencer que você ainda ama essa pessoa. Hoje eu estava conversando com uma amiga que acabou de terminar. E aí ela fala, "Caramiga, mas eu amo muito." A gente se ama muito. Ela já terminou, tem que ser lá, umas duas, três semanas. Tá, 100% segura da decisão. Acho que já tá tudo muito mais calmo, mas ela fala, "Caramiga, a gente se ama muito." Falei amiga, "Se não precisa me provar que você se ama, eu sei que você se ama ou não fosse por isso que você não tinha umocado tanto tempo juntos." Mas, aceitar que você se ama nesse sentido é também tomar uma decisão que vai beneficiar mutualmente. Vocês dois. Se você tá passando por esse momento de angúcha, "Caram, você não precisa me provar ou provar para si mesma ou provar para a pessoa que tá do seu lado e que você realmente ama ela." O amor ele está aí, não tivesse. Se você não amasse, você não estaria sofrendo tanto para tomar essa decisão, certo? Se fosse uma coisa tão simples, se você considera o lado do outro e se você demora e se questiona muito na hora de tomar uma decisão, é claro que existe amor ali. Se não teria toda esse cuidado, sabe? Mas se apega nesse amor e dá a mão para ele, se pergunta o que o amor faria agora? Porque é exatamente isso que vai facilitar essa tomada de decisão. Ai, amigas. Espero que eu tenha ajudado. Não sei se eu ajudei ou se eu deixei acabei saindo mais confusa. Acho que se você tá sentindo um tipo de incómodo com esse episódio é positivo, porque talvez você tenha escutado o que você precisa a escutar para facilitar algum movimento importante na sua vida. Se não gostou, se não concorredou tudo bem, eu acho que esse conflito de ideias também é positivo, também é importante. Eu sempre falo para vocês que eu tenho um pouco dificuldade de trazer coisas sobre o relacionamento romântico aqui porque realmente eu sei que é uma coisa muito individual e mais do que isso são muitas e muitas camadas. Eu tentei aqui dar uma resumida do que eu acredito em relação a esse tema e das conversas recentes que eu tive com amigas, que estavam muito mais inclinadas a um término do que uma persistência na relação, mas acho que isso é tudo muito individual e é preciso muito carinho para olhar quais são de fatos motivos que te fazem querer manter e quais são de fatos motivos que fazem você querer terminar, mas sobre tudo que você não se apague nessa decisão. Eu queria que você saisse desse episódio menos preocupada com o que o outro e quando eu falo outro é tanto outro a outra pessoa como outro sociedade, a sua família, a sua melhor amiga. Cara, esquece todas as pessoas por um segundo, deixa todo mundo descanteio. Isso pergunta para o seu coração, para você. O que você quer fazer? Você sente a nível, você sente, é dor com essa tomada de decisão. Como você se sente, é muito complicado a gente estar o tempo todo, muito inserida, em tantas crianças coletivas que olhar com a honestidade para o que a gente, de fato, faria, passa ser extremamente desafiador. Mas é só ir que a gente consegue encontrar as respostas. Não tem como você querer levar em consideração tudo que todo mundo diz, quem vai dormir com essa decisão à noite, é só você. Então, acho que o egoísmo nesse sentido, ele é muito benéfico, ele é muito importante, ele ajuda, de fato, desenhar uma vida que vai notir a nós mesmos. E quando a gente olha para essa hierarquia de afetos, entender onde o seu nome aparece, como as pessoas mais importantes da sua vida, é essencial para essas tomadas de decisão. E se você se coloca mesmo em primeiro lugar, entendendo que o amor próprio é o que vai definir absolutamente tudo que acontece nesse mundo 3D que a gente vive, é talvez um dos movimentos mais importantes de autoconhecimento. Se você gostou da episódio, segue aqui nos Spotify, dá cinco estrelinhas, deixa um comentário, eu vou adorar saber o que vocês ouviram. Esse tema é a primeira vez que aparece por aqui, podemos elaborar mais muitas vezes, mas vou amar, saber se ajudou e saber o que vocês sentiram, o que vocês acharam, e como ele atravessou cada uma de vocês. Obrigada pela companhia até aqui. A gente se vê na semana que vem. Beijo. Aí, eu esqueci o nosso poema. A gente sempre termina os episódios com o poema, uma frase, e alguma coisa que reforce as coisas que eu estou trazendo aqui, mais através de um terceiro. E dessa vez, a gente tem um trecho de um poema da Adelha Prado, que ela diz assim, o que a memória ama fica eterno. Tiamo com a memória, imperessível, lindo. E é isso, gente. A gente às vezes fica forçando um amor para que ele seja eterno, vou voltar naquela construção social, mas amar com a memória também é lindo, porque mesmo com o passar do tempo, aquele que fica imperessível, acho que às vezes a gente fica forçando tanto alguma coisa, que o amor esvazia, que o amor apaga. E aí, o que fica da memória é uma coisa machucada, meio sombria. E se a gente sabe a hora certa de retirar o corpo, de jogo, e preserva dentro das nossas memórias um amor muito mais vivo, muito mais genuino, esse amor, por si só ele acaba sendo mais duradouro, ele acaba sendo mais eterno, porque até o fim da vida, a gente se lembra daquela pessoa, só com as coisas maravilhosas. Então quando eu olho para o meu primeiro relacionamento, por exemplo, que é um cara que hoje em dia assim, não tem absolutamente nada a ver comigo, o meu primeiro namoradinho, cara, eu só guardo coisas maravilhosas sobre ele. Eu vou chegar aos meus 100 anos de idade, lembrando de coisas incríveis que a gente dividiu, porque eu soube o momento de sair do jogo e porque eu soube preservar a beleza que foi a nossa história. Então ao invés de forçar uma coisa que vai acabar por preservar memórias, que também são dolorosas, acho que amado dentro da memória de uma forma mais cuidadosa, traz essa beleza e esse encanto do para sempre. Esque o para sempre não precisa necessariamente ser o para sempre juntos, isso pode ser muito mais. Qual é o contrário de benéfico, cara? Eu estou tentando achar essa palavra para o episódio tudo. Não existe, né? Antônimo para benéfico, mas pode ser uma coisa muito ruim. Acho que é isso. Vamos terminar desse jeito muito poético, muito aqui, Fernando, pessoa. Pode ser ruim, galera. Pode ser ruim, mas de novo. Sua decisão por sua conta e risco, só estou aqui como uma amiga tentando dar conselhos que eu gostaria de ter recebido os meus momentos de dúvida. Beijo, amiga. Fica com Deus até semana que vem. Amo, amo, amo, amo, amo, amo, vocês. Tchau.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A dificuldade em terminar relacionamentos amorosos, mesmo quando há amor, mas falta conexão ou vontade de construir algo juntos.
  2. A culpa e o medo de decepcionar o outro, especialmente em mulheres socializadas para priorizar o cuidado e a estabilidade afetiva.
  3. A armadilha de se contentar com menos por medo de não encontrar alguém melhor no futuro, minando a autoestima e a crença na abundância.
  4. A importância de priorizar as próprias emoções e necessidades, mesmo em decisões difíceis, para evitar danos maiores a longo prazo.
  5. A desconstrução da ideia de que o sucesso de um relacionamento é medido pela sua duração, uma noção enraizada cultural e historicamente.

Summary:

A transcrição aborda a complexidade de terminar relacionamentos afetivos quando ainda há amor, mas a conexão e a vontade de construir algo juntos se dissiparam. A narradora observa um padrão recorrente em seu círculo: pessoas que amam seus parceiros, mas sentem internamente que é hora de seguir em frente, travadas pela dúvida e pela culpa. Ela explora como, especialmente para mulheres, há uma pressão social para manter relacionamentos estáveis com "pessoas legais", ensinadas a viver para servir e a temer o fracasso afetivo.

Isso gera uma culpa paralisante e o medo de nunca encontrar alguém tão bom novamente, levando a se contentar com menos do que se merece. A reflexão enfatiza a importância de priorizar a si mesmo, entendendo que adiar uma decisão inevitável pode causar mais sofrimento futuro. Por fim, descontrói a noção de que o sucesso de um relacionamento é definido por sua duração, uma ideia culturalmente imposta, e defende que terminar com honestidade e cuidado, mesmo quando dói, é um ato de coragem e preservação do bem-estar de ambos.

FAQs

Sim, é comum. O amor pode se transformar ao longo do tempo, e a vontade de construir algo juntos pode diminuir, mesmo que o afeto permaneça. Isso não significa necessariamente falta de amor, mas pode indicar um desencontro de prioridades ou expectativas.

Porque conflita com construções sociais e de gênero, como a ideia de que o sucesso feminino está em ter um relacionamento estável. Além disso, há o medo de machucar o outro, a culpa e o receio de não encontrar alguém tão bom no futuro.

Entenda que essa culpa muitas vezes é um viés social e de gênero internalizado. Reconhecer que você não está sozinha nesse sentimento e validar suas próprias emoções como prioridade são passos importantes para lidar com isso.

Não, não é errado. Terminar por razões como incompatibilidade de projetos ou falta de vontade de seguir juntos pode ser um ato de coragem e cuidado, tanto por você quanto pelo outro, evitando um desgaste maior no futuro.

Confie na abundância do universo e no seu próprio valor. Contentar-se com menos por medo reflete falta de amor próprio e pode limitar outras áreas da sua vida. Há muitas pessoas incríveis no mundo, e você merece alguém que atenda aos seus critérios.

Muitas vezes por medo de machucar o outro ou por acreditar que é irresponsável. No entanto, adiar pode acabar machucando mais a ambos no longo prazo, pois o desgaste aumenta e a decisão pode ser tomada de forma menos cuidadosa.

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