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Video 285 - O caminhoneiro safado

9m 58s

Video 285 - O caminhoneiro safado

Na sabatina da CBN, Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, reconheceu a dificuldade de vencer Tarcísio de Freitas, descrevendo a disputa como uma "luta de Davi contra Golias", com o adversário à frente por cerca de 20 pontos nas pesquisas. Ele afirmou que sua campanha é tanto estadual quanto nacional, visando também impedir que Flávio Bolsonaro assuma a presidência. Sobre sua passagem pelo Ministério da Fazenda, Haddad justificou o aumento da dívida pública (de 73,5% para 82% do PIB) pelo pagamento de precatórios herdados e pela repactuação de dívidas estaduais. Na segurança pública, ele criticou o programa "Braços Abertos" e propôs uma agência antifacção sob comando estadual, além de melhorias como boletins de ocorrência por WhatsApp e filtros de IA para denúncias falsas. Haddad defendeu câmeras em uniformes policiais e prometeu revisar subsídios fiscais em São Paulo, dando transparência a incentivos atualmente ocultos. Quanto à Sabesp, não garantiu reestatização, mas avaliaria o serviço. Ele recusou comentar sobre os filhos de Tarcísio, dizendo que não comenta familiares de adversários, mas enfatizou que nunca recebeu pedidos de Lula para proteger ninguém. Por fim, a sabatina terminou com expectativa para a participação de Tarcísio no dia seguinte.

Transcription

1247 Words, 7142 Characters

Portuguese
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O que eu destaco logo de início, Tati, ele falou algo perguntado. Escuta, você está na campanha para disputar o governo de São Paulo ou para, digamos, fortalecer o Palácio? Sim, eu estou na campanha de Lula, no estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Ele disse, bem, eu estou num projeto estadual e nacional, porque ele reconheceu que a disputa em São Paulo era o que ele chama de luta de Davi contra Golias. Isso por conta da aliança que o Tarcísio tem, né? De 12 partidos, o governador me descontando como favorito em todas as pesquisas. Ele aponta aí com em torno de 20 pontos percentuais à frente do. do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. E ele disse que é uma luta, é uma disputa difícil, mas que ele também não pode conceber mais disputa do governo estadual como um dever cívico e também não pode conceber a possibilidade do senador Flávio Bolsonaro vir assumir a presidência. Porque ele conhece o Flávio Bolsonaro e ninguém tem ideia do que viria a se transformar. O que é que ele vai fazer? Ele foi muito questionado por temas nacionais, como contenção de gastos, a dívida PIB, a relação entre dívida e PIB, passou ao longo desta gestão de Lula de 73,5% para 82%. E aí, e ele na condição do ministro da Fazenda, ele disse que, em grande parte, isso aconteceu porque o governo precisou pagar alotes de precatórios deixados pelo governo anterior e repactou a dívida. Repactou a dívida dos estados, isso também impôs um custo fiscal, inclusive a dívida de São Paulo. Quando a Sabatina adentrou os temas nacionais, de fato, foi bastante centrada em segurança pública, é uma área que é um flanco para o governador de São Paulo, e ele reagiu às críticas que o Tassizo faz de que. Os braços abertos, que foi um programa que o Haddad implantou quando, de tratamento de dependentes químicos, quando foi prefeito de São Paulo, e contrapondo os braços abertos à Cracolândia, né, que é este programa do Tassizo, e, digamos, tirou os dependentes ali daquela concentração em torno da saúde de São Paulo, ele disse, olha, a prefeitura cuida da saúde, e foi isso que eu fiz como prefeito, e essa informação que eu dei, que o programa reduziu em dois terços o consumo de crack na região, não foi contestada, aliás, foi confirmada, ele citou uma reportagem da Folha que apurou e confirmou esse dado que ele deu. E disse que isso não foi suficiente porque ali não era um problema só de saúde pública, era um problema policial também, e à época não houve ação do Estado. Ele disse que eleito, ele criaria uma. A agência antifacção, que é uma estrutura de inteligência e investigação com participação de vários órgãos, que é, na verdade, o que o promotor Lincoln Gaikia queria fazer quando, junto com outras autoridades, sugeriu ali o PL Antifacção, que foi bastante esvirtuado, ele queria fazer, nacionalmente, que era uma agência antimáfia federal. O ADAT está querendo criar uma agência estadual que teria. Sob o comando do governador do Estado. Ele disse que a polícia civil no Estado está sem condição de investigar, disse que se eleito vai fazer, vai permitir que se registre em boletim de ocorrência por WhatsApp, e que as ocorrências falsas podem ser filtradas por inteligência artificial. Defendeu as câmaras nos uniformes, lembrou que o governador recuou no tema, e. Defendeu. Ainda. Aí, saindo da segurança, ele foi indagado por que é que não tem uma vice-mulher, ele disse que não tem vice-mulher porque não conseguiu e não pode obrigar uma mulher a ser sua vice. E. Isso é uma referência a. Isso, a ex-ministra Simone Tebet, que não quis abrir mão de ser candidata ao Senado, e está liderando aí a disputa pelo Senado. Ele defendeu a reforma tributária que ele fez e disse. Ele disse que se eleito vai rever subsídios e dar transparência aos incentivos fiscais no Estado, que hoje não são conhecidos. Ao contrário daqueles. Os Estados não abrem, Minas foi obrigada a abrir os incentivos que dá, mas o governo federal abre, mas São Paulo não. Sobre a Sabesp, disse que a privatização. A privatização vai ser avaliada em função do serviço que presta, mas não se comprometeu em reestatizá-la. E aí foi contraposto aí com. Se a Sabesp vai ser reavaliada, por que que os Correios, por exemplo. Por que que não são privatizados? Ele disse. Olha, eu não tenho nenhum problema em iniciativa privada em concessão, mas os Correios, eu não conheço nenhum modelo. Nenhum exemplo bem sucedido de uma empresa do gênero privada. E aí passou para Enel, disse que o contrato não está errado agora, está errado desde que ele foi concebido, 30 anos atrás, e que o governo federal simplesmente decidiu não renovar. Mas agora a coisa está sendo equacionada. E ele se recusou a comentar essa notícia de que os filhos do governador estão sendo escritas, tem uma empresa de consultoria que prestaria serviços justamente para empresas interessadas em isenções fiscais no Estado. Ele disse que não tem nenhuma informação sobre nada referente aos filhos do governador. Quando ele foi perguntado sobre. E aí eu achei que era meio que uma defesa para. Quando fosse perguntado sobre o filho do presidente Lula, Fábio Luiz. Se eu não comento sobre os filhos do governador, também não vou comentar sobre os filhos do presidente. Mas ele não arredou o pé, não. Disse que tem que investigar quem quer que seja e que o presidente Lula, ao longo de todo esse tempo que ele trabalha com o Lula, o Haddad está nesta gestão. Ele está na fazenda, esteve na fazenda, e antes ele foi ministro da educação do Lula também. Mas que Lula nunca o mandou proteger ninguém, seja amigo, seja parente, seja filho. Ele nunca recebeu esse tipo de pedido do Lula. Então, ele acredita que esta também seja a postura do presidente. Amanhã será a vez do governador. Governador Tassin de Freitas, que deverá ser perguntado sobre algumas dessas declarações do Haddad. E também imagino que vai responder sobre a sua gestão. Muito bem. Maria Cristina Fernandes conosco em Tudo é Política. Obrigada, Maria Cristina. Um beijo para você e até amanhã. Bejays. Home of the Save. Join for just $20 at bejays.com slash mesquite and save 10 cents per gallon for six months. Open soon. Limited time offer. New members only. Bejays. Home of the Save.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, participou de sabatina da CBN com Valor Econômico e O Globo.
  2. Ele admitiu que a disputa é uma "luta de Davi contra Golias", citando a vantagem de Tarcísio de Freitas nas pesquisas.
  3. Haddad defendeu sua gestão na Fazenda, atribuindo o aumento da dívida pública ao pagamento de precatórios e à repactuação de dívidas estaduais.
  4. Na segurança pública, propôs uma "agência antifacção" estadual, criticou a falta de estrutura da polícia civil e defendeu câmeras em uniformes.
  5. Ele rebateu críticas ao programa "Braços Abertos", afirmando que reduziu o consumo de crack em dois terços, e prometeu revisar subsídios fiscais em São Paulo.
  6. Sobre a Sabesp, não se comprometeu com reestatização, mas avaliaria o serviço; recusou-se a comentar notícias sobre os filhos de Tarcísio.
  7. Negou ter recebido pedidos de Lula para proteger aliados ou familiares, defendendo investigações independentes.

Summary:

Na sabatina da CBN, Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, reconheceu a dificuldade de vencer Tarcísio de Freitas, descrevendo a disputa como uma "luta de Davi contra Golias", com o adversário à frente por cerca de 20 pontos nas pesquisas. Ele afirmou que sua campanha é tanto estadual quanto nacional, visando também impedir que Flávio Bolsonaro assuma a presidência. Sobre sua passagem pelo Ministério da Fazenda, Haddad justificou o aumento da dívida pública (de 73,5% para 82% do PIB) pelo pagamento de precatórios herdados e pela repactuação de dívidas estaduais.

Na segurança pública, ele criticou o programa "Braços Abertos" e propôs uma agência antifacção sob comando estadual, além de melhorias como boletins de ocorrência por WhatsApp e filtros de IA para denúncias falsas. Haddad defendeu câmeras em uniformes policiais e prometeu revisar subsídios fiscais em São Paulo, dando transparência a incentivos atualmente ocultos. Quanto à Sabesp, não garantiu reestatização, mas avaliaria o serviço.

Ele recusou comentar sobre os filhos de Tarcísio, dizendo que não comenta familiares de adversários, mas enfatizou que nunca recebeu pedidos de Lula para proteger ninguém. Por fim, a sabatina terminou com expectativa para a participação de Tarcísio no dia seguinte.

FAQs

Ele disse que está em um projeto estadual e nacional, reconhecendo que a disputa em São Paulo é uma luta de Davi contra Golias, devido à aliança de 12 partidos de Tarcísio e sua vantagem nas pesquisas.

Ele afirmou que o aumento ocorreu porque o governo precisou pagar lotes de precatórios deixados pelo governo anterior e repactuar a dívida dos estados, incluindo a de São Paulo, o que impôs custos fiscais.

Ele propôs criar uma agência antifacção, uma estrutura de inteligência e investigação com participação de vários órgãos, e mencionou melhorias como registro de boletim de ocorrência por WhatsApp e uso de inteligência artificial para filtrar ocorrências falsas.

Ele disse que o programa reduziu em dois terços o consumo de crack na região, dado confirmado por uma reportagem da Folha, e que o problema não era só de saúde pública, mas também policial, sem ação do Estado à época.

Ele explicou que não conseguiu e não pode obrigar uma mulher a ser sua vice, referindo-se à ex-ministra Simone Tebet, que preferiu ser candidata ao Senado.

Ele afirmou que a privatização será avaliada em função do serviço prestado, mas não se comprometeu em reestatizá-la.

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