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Valorização Energética de Resíduos Industriais 🏭🔥 Ana Lisboa (ADENE)

23m 0s

Valorização Energética de Resíduos Industriais 🏭🔥 Ana Lisboa (ADENE)

O episódio do podcast aborda a valorização energética de resíduos industriais em Portugal, com a engenheira Inês Brandão da ADENE. Discute-se a importância desta prática para a transição energética e economia circular, transformando resíduos em eletricidade ou calor. Apesar do potencial, a prática não é generalizada, em parte devido ao tecido empresarial composto por muitas PMEs que carecem de escala para investir sozinhas, necessitando de modelos colaborativos. Em 2023, apenas 20% dos resíduos urbanos foram valorizados energeticamente, sendo urgente avançar para cumprir as metas ambientais europeias. Os resíduos com maior potencial são os de alto poder calorífico, como madeira contaminada ou lamas industriais, processados em unidades de incineração controlada. A ADENE apoia a indústria através de iniciativas como o Roteiro para a Indústria e cursos de capacitação, sendo fundamental o acesso a financiamentos como o PRR. Casos como a Lipor, que em 2024 valorizou resíduos e injetou grande quantidade de energia na rede, servem de exemplo. Conclui-se que é necessário simplificar licenciamentos, criar infraestruturas descentralizadas e fomentar parques industriais circulares para tornar a valorização energética uma prática comum.

Transcription

3070 Words, 18711 Characters

Portuguese
[Música] Olá a todos e bem-vindos a mais uma episódio de podcasts do Environmental em linha. Nós vamos a Marta, a Leticia e a Catarina e hoje vamos abordar um tema que é cada vez mais atual e essencial. A valorização energética dos resíduos industriais. Vamos explorar os principais desafios, as oportunidades e o impacto ambiental deste processo. Para isso decidimos convidar uma convidão muito especial, analisbou a elicenciada em esmerir a inurgia e ambiente, e atualmente é a técnica especialista de direção de indústria e transição energética da A&M, agência para a energia. Muito obrigada por citar o nosso convite. Antes de mais obrigada pelo convite, em meu nome é Inal Mbradé, é um gosto muito grande estar aqui a falar sobre este tema tão importante para a indústria para o nosso país. Em termos da apresentação penso que já referiram mais importante ou técnicas especialistas na direção de indústria e transição energética. Neste momento estou como gestora da iniciativa retaire da indústria da teoria e eficiência. Em termos tido várias iniciativas ou um dest último ano, queremos continuar este é uma tomática que abordamos também na nossa iniciativa. Sim. Portanto, vamos começar a olhar antes para o panorama geral aqui em Portugal. Sabemos que a valorização energética ainda não é uma prática generalizada e sabemos que há obstáculos que têm que ser covidos e portanto aqui a engenharia a engenhariana nos vai ajudar a perceber quais são os maiores desafios enfrentados atualmente pelas indústrias portuguesas no que toca a valorização energética nos seus resíndios. Bem, sabemos que há muitos desafios neste área e estão todos interligados. Vamos começar aqui pelo início pela caracterização da atualidade. Vivemos numa sociedade em constante crescimento com mais população, mais consumo e o que faz com que tenhamos também mais resíndios e no vital, realmente. Mas aqui a questão que se coloca é o que nós fazemos com tudo isso. A resposta pode estar na valorização destes mesmos resíndios. No fundo é transformar aquilo que leitávamos fora por algo útil, como é o caso da energia, novos produtos, ou então matérias primas para outros processos produtos. Ou seja, nós pretendemos que o desir ao máximo todos os resíndios que vamos para a Terra. Mas temos que ter aqui em atenção a política dos 4E. Nós vamos começar logo aqui com a valorização energética. Primeitemos que reduzir, depois temos que tentar reciclar o máximo possível, reutilizar e, por fim, então, podemos recuperar através da valorização energética. E aqui que está, não diria o problema, mas talvez a solução dos nossos problemas. Ao ponto importante é que, grande parte do estere português é composta por pequenas e médias empresas. O que significa que não tem de lunda, inclusive, de suficientes, para fazer sua valorização sozinhas. Necessitam de fazer alguma agregação e complementar com outras empresas para que o investimento seja viável. É importante que há aqui partilha de recursos para que há jascala e há a eficiência. Posso partilhar aqui alguns dados com o Bosco. Por exemplo, em 2023, Portugal produziu mais 5.3 milhões de toneladas de resistir turbans. É que apenas cerca de 1.1 milhões de estes resistidos, ou seja, 20% dos restitos protestos foram valorizados energicamente. E mais de metade foram parar a Terra. Mostra que ainda há aqui um longo caminho a pre-correr para que possamos ter uma economia verdadeiramente circular. Nós temos metas europeias. Nós temos que reduzir até 2035 os resíduos para 10% é muito ambicioso. Mas é essencial, nós de 2005 está a porta. Nós temos que correr. As todas as nossas metas em termos ambientais e energéticos são muito ambiciosas. E por isso é preciso investir em tecnologia, é preciso mudar mentalidades, não só as organizações, mas também do cidadão comum. Porque sabemos que a maioria das pessoas, ou a grande parte das pessoas, não faz uma reciclagem, não faz uma separação de recitos, o que vai dificultar aqui a sua valorização. Como eu também já disse, a valorização energética é a parte da solução. É tornar o resíduo em letr cidad, em calor, reduzindo a nossa dependência dos combustíveis fósseis. Precisamos de uma gestão integrada de uma visão integrada de estão de resíduos, consumir menos, dar valor ao que já temos, aproveitar os recursos que já estão estreitos da natureza. Ou seja, vamos ter menos de publicão, tanto nos sóls como na água, vamos estreir menos matérias primas, e vamos também criar cada vez valor novas, vamos criar novas empregos, vamos também dinamizar economia nesse sentido. As empresas têm uma oportunidade grande em termos de inovação, valorizar os utilidos ou transformá-los no super-dute com valor, e é importante mostrar isto ao mercado, porque sabemos que empresas que liberem a transição, e a transição dos resíduos vão estar na vanguarda e vão ser muito mais competitivas em termos de mercado, porque vão ter produtos mais sustentáveis. Sim, sim. Achei muito interessante aqui os dados, os assustadores, e aqui a questão do TED4-R, se não é para a casina, não tem mais fóla, de se lembrar. Sabemos que nem todos os resíduos têm o mesmo potencial de aproveitar metenda jético, então para decidermos aqui melhor o contexto que tipo de resíduos industriais têm o maior potencial aqui para a aborização indagética, e como é que esse processo é geralmente conduzido? Muito bem, é uma pergunta. Não tenho uma resposta muito direta, vamos começar aqui, primeiro é preciso começar para definir a preciso começar para definir o que é o resíduo industrial. Estamos a falar de materiais que sobram dos processos de fabricos, de produção, e podem ser muito variados desde óleo, madeira, papel, borraixa, cerâmica, lamas, e até alguns materiais que têm aqui com uma composição química alcalina, ou ácida de mais difícil tratamento. Depois quando falamos de valorização indagética, falamos meio-ritoremente em cenárioção em unidades controladas, e aí que os resíduos são queimados, o calor é gerado, o trachomado inogilético, e o que é a vantagem de se encerrar os resíduos, é que estamos a produzir a letra cidade, na prática estamos a reduzir o consumo de combustíveis fósseis, o maioritariamente de gás natural, que é o combustível utilizado para produzir calor, a na maioria das indústrias, e estamos a contribuir diretamente para a redução de gases com efeitos estufa e com o segmentamento de patas de carbonização da economia. Mas nesta questão de esteneração, não podemos pensar só nos equilques produtos durante o processo, à produção de suprudutos como são as escórias e asixisas. As escórias podem ser tratadas para recuperar os metais fósseis e nofrosse, que depois chegam para reciclagem, e depois de ser reciclados, são introduzidos na construção civil, na construção de estradas, de um pituminoso, e só depois a chinsas, são enviadas para ter específico, o que vai já a reduzir aqui bastante, o resido que vai para terro. Se nós falarmos aqui um bocadinho da lista europeia de residues, da lista de alérgios, sabemos que é uma grande variedade de residues industriais, como potencial energético. E aqui incluimos também os residues agrícolas, as lamas que vêm também das situações tratamentais de águias residuais, que podem gerar o biogas. É outra forma de nós conseguimos valorizar a proteção de biogas. O que é a mesma interessante, nesta questão dos residues, é que os residues com maior potencial de valorização energética, são os que têm maior poder calorífico, e mais uma maior quantidade de matéria orgânica degradável. Posso não me crer aqui a longar muito, passar aqui alguns exemplos de. Sim, sim, sim, agraciamos. Da alguns residues, como é o caso da madeira contaminada, lamas industriais, plásticos, não é possível reciclar-me sânicamente, e até o seu produto está agroindustria. Todos esses são materiais, um valor energético muito elevado e que tem que ter uma grande viabilidade para a valorização energética. O processo tem seteneração. É um processo que é bastante controlado. É um processo que começa com a pesagem dos recidos, que são que é mais a temperatura entre os mil e os dois mil cada sete. O calor dos gases, depois aqui é o funcionamento normal de produção de energia, é o calor que vai aquecer uma caldeira, vai produzir vapor, o vapor vai movimentar as turbinas que geram ledeciidade. Só para termos aqui uma ideia mais realista, para conseguirmos imaginar o que realmente é isto da enceneração, é que duas mil toneladas de residues podem produzir energia suficiente para abastecê-lo uma cidade com 150 mil habitantes. Portanto, aqui é um grande potencial. É pronta, basicamente, aqui que temos em Portugal, já temos algumas ensinuradoras e temos que continuar este caminho para com novas tecnologias e escalhar em dimensões mais pequenas para conseguirmos aqui também agregar empresas mais pequenas. E para termos, começamos a este caminho, é preciso existir algum tipo de incentivo ou algo boi. E, portanto, a nível nacional com o meu europeu. E o que nós queremos perguntar era de que maneiras e empresas têm feitas estipos e tem sentido a adição, tem sentido algum tipo de ajuda para implementar estipos de ativas. O apoio é fundamental, porque possamos aqui seguir no procurso da discurtenização, queremos uma indústria mais verde e mais de carbonizada, temos também que não só estimular, mas também apoiar. E é do lado da ADN, que essa pôe passa por vários frontes. Um dos nossos papéis é assim de ouvida fomentar a literatura energética, capacitar os técnicos e estouros industriais com as melhores práticas. Queremos também que eles tenham acesso ou conhecimento e as ferramentas certas para que possam adaptar medidas de eficiência energética nas suas organizações. E um bom exemplo disso que nós temos e está a mesma hora, as escritões estão abertas. É um curso que abriu que vai iniciar no fim do mês, mesmo aio, que é um curso de eficiência energética de netos carbonização da indústria. É um curso que foi desenhada à medida aqui da indústria para que possamos apoiar nesse caminho. Também foi nesse sentido que lançamos uma iniciativa em 2024, o Rotei da Indústria da Tioria e Aficiência. É uma forma de nos aproximar nos dos setores industrial, não apenas como uma mentida reguladora ou técnica, mas como um parceiro. Um parceiro que quer contribuir ativamente para uma indústria nacional, para que esta se possa comprometir com a eficiência energética e também com as costações das emissões de gases bem feitas estufa. No fundo, nós queremos ser o parceiro de um decidido industrial que é mais sustentável, mais competitivo e mais preparado para o futuro. Há vêm posicionas como um parceiro probono, queremos apoiar na transação energética das empresas, partilhamos boas práticas, mostramos casos de sucesso. Convidamos empresas líderes, aquelas que estão na vanguarda da decarbonização a apresentar as suas soluções, a ideia é inspirar, criar re-eves, puxar a indústria para cima, valorizar realmente aquilo de bom que possamos tirar da indústria para a decarbonização. Mas a verdade é que o conhecimento, a colobração são fundamentais, mas não chegam para que esta transição aconteça é preciso de investimento. E, felizmente hoje existem após concretos, nascionais como europeus, vou dar aqui alguns exemplos do que está em custo e do que está disponível. Nós temos o PRR, o plano de recuperação à resiliência, que tem uma componente específica de capitalização da indústria, foi uma dutação de 777 milhões de euros, é um investimento significativo, que tem como objetivo reconfigurar a processa, aumentar a eficiência, reduzir as emissões e incentivar os defonteos energias, locais, energias renováveis. Alinhante sempre com o RTE para a neutralidade carbónica, vez 1950, e o PNEC 2030. Depois temos outros com a nível europeu, temos o Fundamental, temos o Life, temos o Horizonte Europea, tudo o concurso e o porto programas que te apoiam a valorização energética na Europa. Falamos aqui um cliente sobre o proveitamente energético dos residues, com essa transição energética, a gente tem muita indústria, elas têm sido aqui desafiados de se calar, viver os seus certos, e como é que nas suas preências, as indústrias estão adaptar-se, se as principalmente aqui nas asias da transição energética, nomeadamente, não que diz o peito, ou falamos, ou o peito, se as indústrias estão adaptando a transição energética, até porque são obrigadas a isso, não é? Tem que correr atrás. Mas há setores em que é mais lento, há setores mais aceleradas, mais à frente, outros mais atrás. A adaptação varia bastante, depende do setor, da dimensão da empresa, e também do tipo de residues que cada legenda gera. Claro que, em fato, o fundamental para impulsionar esta mudança, é iniciativa política. Os apoios que estão impulsos têm a subjetivo estimular a indústria, alcanhar investimentos com as metas de sustentabilidade que estão definidas, tanto na europeia como em Portugal. Portanto, há aqui o destaque para o reteio da naturalidade carbonica, que é um roteiro que é um farol, ou seja, orienta, mas também pressionadas empresas a contribuir ativamente para esta transição, um roteiro que propõe um abandono progressivo do modelo econômico tradicional, mais linear, dependendo de combustíveis fósseis, e que aponta para uma economia de baixo de carbono, baseado a recursos nováveis e no modelo circular. Ou seja, o objetivo é nós conseguirmos fazer mais com menos. Mas, olhando para o reino, há vários níveis de maturidade. As grandes empresas já são uma estratégia de exames ambientais bastante amiciosas. Já têm planos de sustentabilidade, ou, se também já são obrigadas através do ESG, a fazê-lo alinhadas que os seus negócios, ou seja, já não é só compreir aqui os regulamentos, mas é o seu positivo no mercado através da sustentabilidade. A transição já estava bastante avançada nos setores, como é o caso de solose e daximento aeiras, são setores que já estão com uma grande valorização energética dos seus residios, e também os seus processos produtivos, ou permitem, mas, e a cada vez mais empresas já apostaram no economia circular, valorizar os seus produtos, a reduzir o volume de residios e reforçar as práticas da reciclagem. Ou seja, passando por isso tudo, nós temos noção que tem tudo indo um longo caminho por por correr, e apesar dos prásseis em curtos, as coisas realmente estão à porta, digamos assim, e gostávamos agora de perceber se há, na ter algum conhecimento de um caso, seja ele nacional ou internacional, que seja um caso, digamos assim, de sucesso em que a valorização energética tenha realmente trazido em edifícios claros para a indústria e prô ambiente, conseguimos dar assim uma nuança, digamos assim. Claro, há vários casos de sucesso, mas eu posso aqui dar uma referência de uma organização que nós adem já visitarmos, e que também somos parceiros que é lipor. A lipor é uma centro-alvalurização energética na maia, que englova oito municípios, ou seja, faz a recolha de residus dos requisitos urbanos doito municípios, e o que fazia esses requisitos é incinerá-los, antes de positar as chinsas em a ter, que é os requisitos como já expliquei anteriormente, muito pela rama, mas expliquei o processo de incineração, o que vamos ter as chinsas, que irão para a terro, mas a lipor faz a incineração dos requisitos, e posso dar aqui caso números reais de lipor no ano 2024, a lipor recolheu 350 mil toneladas de residus, e tratou esta quantidade de residus no seu central, e produziu mais 150 mil megawattora de energia elétrica de foram injetados na rede nacional, apenas 4,3% dos residus produzidos nos oito municípios, é que foram depositados a terro, somente aproximadamente 23 mil toneladas, o que é bastante pouco tendo em conta a densidade populacional de oito municípios do grande porto, pronto e há outros casos sucesse, não sei se querem que refira, mas a valor azul é a asemessa da lipor, uma instalação semelhante na zona da grande Lisboa, que, em 2024, produziu 97 gigawattora de energia elétrica, temos estes dois casos de valorização energética de residus por incineração, são dois casos sucesse. - Sim, por um caso, ou seja, se nós quisermos realmente as coisas acontecem. - Exatamente, é isso mesmo. - Como a minha plug-in sem dar um longo caminho, que ele, na sua opinião, aqui, mas diria mais aqui algumas recomendações, que somente aqui, na nossa equilidade em Portugal, o que é que ainda falta fazer para que a valorização energética dos residus industriais, se torna aqui uma prática mais comum e assim, não só nem do exterior, mas em geral. - Sim, é uma questão muito importante que é preciso olhar para ela, como a forma muito prática, que falta aqui algumas peças no puzzle, porque nós sabemos que os grandes polos já estão dotados destas infraestruturas, e conseguem fazer a recolha, no entanto, necessário termos pequenas unidades bem distribuídas a nível nacional, mais próximas das empresas, para fazer uma diferença, por causa de distância, pode criar aqui constrangimentos e implica custos e vai fazer com que essa valorização energética não seja feita. - E depois também temos o procurato e que você precisa simplificar, porque sabemos que o licenciamento, que nas unidades nesse aprefácil, são situações morosas, necessário agilizar, criar menos brucacia nestas questões energéticas e nestes projetos. Vamos apostar em modelos mais colaborativos, parques industriais circulares que cria ensinergias entre as empresas, a essa necessidade de poder criar, localizar as insolações, onde realmente há proteção dosgentes, mas para a segunda indústria. - Portanto, como nós já percebemos, a ADEM está aqui a desempenhar um papel excelente, em ajudar as indústrias a terem, adquirirem conhecimentos e estarem mais sensibilizados para este tema, e portanto, descrimos a agradecer mais uma vez a ADEM por ter aceite este convite, e agradecer a engenheira a análise bocos, estar aqui conosco e explicarmos muito brevemente e dar-nos umas perspectivas sobre o que ainda tem que fazer em Portugal para adquirirmos um novo estatuto sem termos de valorização energética dos resíduos, mais uma vez obrigada. - Obrigada, eu. - Estou me associando a sua iniciativa, é preciso que o caminho seja feito e a sua geração também vai ser. - É engenheira, muito obrigada pelos respostos e pelo seu tempo, foi um grande progüilé de ter contato com sua experiência e visão, neste tema tão atual, tão necessário e importante também, principalmente para nós jovens, precisamos de ser cada vez mais envolvidos neste tipo de iniciativas, e obrigada a todos também que nos ouviram, esperemos que tenha gostado bastante e que tenha abrilhido tanto quanto nós aprendemos, e por isso, assim, nos esperemos e a Deus e até um próximo episódio. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A valorização energética de resíduos industriais transforma resíduos em energia, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e os gases com efeito de estufa.
  2. Portugal enfrenta desafios como a predominância de PMEs, que necessitam de colaboração para viabilizar investimentos, e a baixa taxa atual de valorização energética.
  3. São necessários incentivos, investimento em tecnologia, simplificação de processos licenciatórios e uma mudança de mentalidade para acelerar a transição para uma economia circular.
  4. Casos de sucesso, como a Lipor e a Valorsul, demonstram o potencial da incineração para gerar energia elétrica e reduzir drasticamente o depósito em aterro.
  5. A ADENE desempenha um papel crucial no apoio à indústria, através de capacitação, partilha de boas práticas e divulgação de programas de financiamento nacionais e europeus.

Summary:

O episódio do podcast aborda a valorização energética de resíduos industriais em Portugal, com a engenheira Inês Brandão da ADENE. Discute-se a importância desta prática para a transição energética e economia circular, transformando resíduos em eletricidade ou calor. Apesar do potencial, a prática não é generalizada, em parte devido ao tecido empresarial composto por muitas PMEs que carecem de escala para investir sozinhas, necessitando de modelos colaborativos.

Em 2023, apenas 20% dos resíduos urbanos foram valorizados energeticamente, sendo urgente avançar para cumprir as metas ambientais europeias. Os resíduos com maior potencial são os de alto poder calorífico, como madeira contaminada ou lamas industriais, processados em unidades de incineração controlada. A ADENE apoia a indústria através de iniciativas como o Roteiro para a Indústria e cursos de capacitação, sendo fundamental o acesso a financiamentos como o PRR.

Casos como a Lipor, que em 2024 valorizou resíduos e injetou grande quantidade de energia na rede, servem de exemplo. Conclui-se que é necessário simplificar licenciamentos, criar infraestruturas descentralizadas e fomentar parques industriais circulares para tornar a valorização energética uma prática comum.

FAQs

É o processo de transformar resíduos industriais em energia útil, como eletricidade ou calor, através de métodos controlados como a incineração, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e o volume de resíduos enviados para aterro.

Os desafios incluem a predominância de pequenas e médias empresas com recursos limitados, a necessidade de agregação para viabilizar investimentos, processos de licenciamento morosos e a falta de infraestruturas distribuídas nacionalmente próximas das empresas.

Resíduos com alto poder calorífico e maior teor de matéria orgânica degradável, como madeira contaminada, lamas industriais, plásticos não recicláveis e subprodutos agroindustriais, são os mais adequados para este processo.

Existem apoios nacionais como o PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) com 777 milhões de euros para a descarbonização da indústria, e programas europeus como o Fundo de Inovação, Life e Horizonte Europa, além de iniciativas de capacitação técnica promovidas pela ADENE.

A adaptação varia conforme o setor e dimensão da empresa. Grandes empresas e setores como o cimento e papel já têm estratégias avançadas, enquanto outros evoluem mais lentamente, impulsionados por políticas, metas de sustentabilidade e pressões de mercado.

A Lipor, no Porto, em 2024 tratou 350 mil toneladas de resíduos urbanos, produziu 150 mil MWh de energia elétrica e enviou apenas 4,3% dos resíduos para aterro, demonstrando a eficácia da incineração com recuperação energética.

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