Vale do Anhangabaú à Noite e A Viagem - Ouvir pra Ver #15
from Ouvir pra ver
7m 37s
O podcast "Ouvir pra Ver" oferece descrições auditivas de obras de arte da coleção do Museu Pina Koteka, especialmente para pessoas com deficiência visual. No episódio 15, são apresentadas duas pinturas do século 20: "Validõe Angabaúa Noite" de Gregório Gruber (1981) e "A Viagem" de Ana Maria Maiolino (1966). A primeira retrata uma paisagem noturna de São Paulo, com detalhes urbanos como pontes, prédios e luzes refletidas na água, criando uma atmosfera urbana e contemplativa. A segunda obra é composta por nove telas em duas fileiras, com silhuetas de figuras humanas e palavras como "mãe", "pai" e "mar", simbolizando a memória e a jornada migratória da artista, que emigrou da Itália para a América Latina. A criança representada como "Ana" é uma referência direta à própria artista. Ambas as obras misturam realidade e imaginação, conectando elementos visuais com emoções pessoais e histórias de migração. O formato de audiodescrição permite que pessoas com deficiência visual experimentem a arte de forma inclusiva e significativa, estimulando reflexões sobre a cidade, viagens e memórias pessoais. A apresentação fortalece o acesso cultural e a empatia com a experiência artística.
Olá, esse é o podcast ou vir pra ver, que apresenta audio descrições de obras de arte da coleção da Pina Koteka de São Paulo, desenvolvidos pela área de ação educativa.
Elas foram feitas para que pessoas com deficiência visual possam conhecer algumas das obras de arte que pertencem a coleção do museu.
No episódio número 15, conheceremos duas pinturas de paisagens feitas no século 20, com pontos de vista bem particulares.
A primeira é a pintura Validõe Angabaúa Noite, feito em 1981 por Gregório Gruber, na qual ele nos apresenta uma vista noturna do centro da cidade de São Paulo.
A segunda, feita pela artista Ana Maria Maiolino, em 1966, se chama "A Viagem", e é uma pintura que misture elementos da realidade e da imaginação e memória da artista.
Vamos conhecer elas?
Faremos a audio descrição da obra Validõe Angabaúa Noite do artista Gregório Gruber. A obra é uma pintura realizada em 1981 e suas medidas são 100 cm de altura por 140 cm de largura.
A pintura mostra uma paisagem urbana noturna, então de cinza azulado e preto.
Em primeiro plano, mais a frente na imagem, há uma ponte, o viaduto do chá, com alguns postes de luz acesos no centro da imagem para a direita.
A direita da imagem, a frente do viaduto, há copa de uma árvore que cobra a viga de sustentação da ponte.
E na frente dela, um poste de luz muito fino e comprido, que se estende até o quase o topo do quadro. A trás da ponte, também a direita do quadro, há dois prédios muito altos, que extrapolam os limites da imagem, não sendo possível ver seus topos.
Eles são simples, lisos e retangulares, então de cinza.
De trás de um dos prédios, aparece apenas uma parte de outro prédio mais distante e mais iluminado. Seus contornos são feitos por linhas quase brancas.
Ao fundo, no centro do quadro, se observam um prédio retangular de janelas com luz acesos e com luminoso vermelho no topo.
A esquerda da imagem, atrás da ponte, mais um pouco mais próximo, está outro prédio também com luz acesas, na janelas e um leitreiro luminoso vermelho no topo, onde se lê "ocea" ou "elia", provavelmente uma propaganda.
Neste prédio, todas as luzes das janelas dos últimos andares estão acesas, e conforme se aproxima da sua base, algumas aparecem acesas e outras apagadas.
A baixo do viaduto, se vê a silhueta de uma passarela de pedestres, na qual caminham quatro pessoas espalhadas e mais ao fundo estão outros focos de luz, representando postes e janelas no horizonte da cidade.
As luzes da paisagem se refletem na água abaixo da ponte e da passarela, com linhas sinuosas, brancas e vermelhas no fundo escuro.
Você gosta de passear por sua cidade anoete? Por quê? O que muda na cidade em relação ao dia?
Faremos áudio de inscrição da obra, a viagem, feita em 1966, pela artista Ana Maria Mayolino. Essa pintura que mede 50 cm de altura, por 135 cm de largura, é feita em um suporte de pintura longado, composto por nove telas justapostas.
Cada uma de aproximadamente 24 cm de altura e 19 cm de largura, distribuídas em duas fileiras.
Em uma fileira, há 7 telas e duas na fileira abaixo. Na primeira tela da esquerda para a direita, há uma silhueta simplificada de um busto humano na cor preta, posicionada em um fundo amarelo sobre a qual está escrita a palavra mãe.
Na segunda tela há uma silhueta de um busto menor na cor vermelha, também posicionada em um fundo amarelo.
A silhueta é de uma criança com cabelo na altura do queixo e um laço na cabeça, preso do lado direito de quem observa a imagem.
No canto inferior da tela está escrita a palavra Ana na cor azul. Seguindo para a direita, a terceira tela é preenchida apenas pela cor azul.
As duas telas seguintes de fundo azul são ocupadas pela palavra mar na cor branca pintada na parte superior.
As letras A e R são repetidas quatro vezes cada e o intervalo de distância entre cada letra aumenta progressivamente, alongando a palavra como se a olela dissessemos.
Na penúltima tela também de fundo azul há um pequeno barco à vela representado com formas geométricas, um triângulo de cor branca representa a sua vela e um trapezio de cor vermelha representa a embarcação.
Na sete maiútima tela dessa fileira temos uma tela de fundo amarelo com a silhueta preta sobre a qual está escrita a palavra pai em azul.
As duas telas da fileira inferior são preenchidas apenas pelo fundo azul, estão posicionadas logo abaixo da quarta e quinta telas que contém a palavra mar.
A obra está montada em uma caixa com moldura de madeira de cor preta.
A silhueta da criança identificada como Ana é uma referência à própria artista.
A acompanhada pela mãe Ana Maria Mayolino atravessou o oceano Atlântico emigrando da itália para América Latina ao encontro de seu pai.
Na pintura artista ampliar a área do mar e estende a palavra que o nomeia para produzir uma sensação de vastidão.
Para onde foi o lugar mais distante que você já viajou?
Como foi o trajeto dessa viagem?
Que sensações você teve?
[MÚSICA DE FUNDO]
Podcast Summary
Key Points:
O podcast "Ouvir pra Ver" apresenta descrições auditivas de obras de arte da coleção do Museu Pina Koteka, desenvolvidas para pessoas com deficiência visual.
No episódio 15, são apresentadas duas pinturas de paisagem do século 20
A pintura de Gruber retrata uma cena noturna de São Paulo, com elementos urbanos como pontes, prédios altos e postes de luz, destacando a luz refletida na água.
A obra de Maiolino é composta por nove telas em fileiras, com silhuetas de paisagem e elementos simbólicos como a palavra "mãe", "pai" e "mar", ligados à memória e à trajetória de vida da artista.
A criança representada como "Ana" é uma referência direta à própria artista, que emigrou da Itália para a América Latina em busca do pai.
Ambas as obras misturam realidade e imaginação, explorando emoções, memória e a experiência do espaço urbano e do percurso de viagem.
O público é convidado a refletir sobre suas próprias experiências com a cidade e viagens, conectando arte com sentimentos pessoais.
A audiodescrição permite que pessoas com deficiência visual conheçam profundamente a arte, promovendo inclusão e acesso cultural.
Summary:
O podcast "Ouvir pra Ver" oferece descrições auditivas de obras de arte da coleção do Museu Pina Koteka, especialmente para pessoas com deficiência visual. No episódio 15, são apresentadas duas pinturas do século 20: "Validõe Angabaúa Noite" de Gregório Gruber (1981) e "A Viagem" de Ana Maria Maiolino (1966). A primeira retrata uma paisagem noturna de São Paulo, com detalhes urbanos como pontes, prédios e luzes refletidas na água, criando uma atmosfera urbana e contemplativa.
A segunda obra é composta por nove telas em duas fileiras, com silhuetas de figuras humanas e palavras como "mãe", "pai" e "mar", simbolizando a memória e a jornada migratória da artista, que emigrou da Itália para a América Latina. A criança representada como "Ana" é uma referência direta à própria artista. Ambas as obras misturam realidade e imaginação, conectando elementos visuais com emoções pessoais e histórias de migração.
O formato de audiodescrição permite que pessoas com deficiência visual experimentem a arte de forma inclusiva e significativa, estimulando reflexões sobre a cidade, viagens e memórias pessoais. A apresentação fortalece o acesso cultural e a empatia com a experiência artística.
FAQs
É um podcast que apresenta descrições auditivas de obras de arte da coleção do Museu Pina Koteka em São Paulo, desenvolvidas pela área de ação educativa para pessoas com deficiência visual.
O episódio apresenta duas pinturas de paisagens: "Validõe Angabaúa Noite" de Gregório Gruber (1981) e "A Viagem" de Ana Maria Maiolino (1966).
É uma paisagem urbana noturna de São Paulo, com elementos como pontes, prédios altos, luzes e refletidas na água, mostrando a vida noturna da cidade.
A silhueta da criança representa a artista Ana Maria Maiolino, que, ao lado de sua mãe, emigraram da Itália para a América Latina em busca do pai.
É composta por nove telas justapostas em duas fileiras, onde cada tela contém elementos como silhuetas, palavras como "mãe", "pai" e "mar", e detalhes simbólicos de viagem e memória.
A repetição progressiva da palavra "mar" cria uma sensação de vastidão e expansão, representando a ideia de viagem e o conceito de distâncias infinitas.
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