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Unificações Tardias: Alemanha

30m 25s

Unificações Tardias: Alemanha

O episódio aborda a unificação tardia da Alemanha no século XIX, contextualizada pelo liberalismo, industrialização e nacionalismo. Após a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico, a Confederação Germânica (1815) reuniu os estados alemães, mas com tensão entre a Áustria (líder tradicional) e a Prússia (emergente). O Zollverein (1834) integrou economicamente a região, e a Primavera dos Povos (1848) fortaleceu o movimento nacionalista. A unificação foi concretizada por Otto von Bismarck, primeiro-ministro da Prússia, que adotou uma política de "ferro e sangue". Através de três guerras estratégicas — contra a Dinamarca (1864), a Áustria (1866) e a França (1870-71) — a Prússia unificou os estados germânicos, excluindo a Áustria, culminando na proclamação do Império Alemão em 1871, com o rei da Prússia como imperador. O processo consolidou a Alemanha como uma potência central na Europa do século XX.

Transcription

4780 Words, 27902 Characters

Portuguese
[Música] Fala, molecada! Meu nome é Beto Suárez, sou professor de história. E esse aqui é o história em meia hora, o seu podcast e seu canal de história não formato bem simples. Em meia orinha pode contar aí no Relógio, tá? Daqui é 30 minutinhos, você vai sair daqui, sabendo algo novo de história. E hoje, o nosso episódio é sobre a unificação tardia da Alemanha, senhoras. Vamos falar sobre quando a Alemanha nasceu e se tornou um dos principais países do século 20. Mas antes de começar, eu quero dar aqueles recadinhos bem rápidos, tá bom? Primeiro, entre no site, história em meia hora.com, repetindo, história em meia hora.com. E lá você pode fazer um monte de coisa. Você pode ouvir os episódios, você pode entrar em contato comigo lá embaixo na aba "Contato". 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Seu senhor, eu também tenho um outro podcast, o "Story on the Broder", que é um podcast que também é de história, mas ele é mais informal, tá ligado mais papo de buteco. Então se você gosta de história, gosta de falação de besteira, ovelaca tem certeza que você vai curtir. E é isso, me siga das redes sociais, é @profivitorsoares, @vitorsenc, na Twitter, Facebook, no Instagram, também. Seguem Instagram do "Story in meia hora", é @history in meia hora. E é isso, bora falar de quando vários estados germânicos diferenciam o Niro e se tornaram a Alemanha. Roda-vinha, tem Portugal e vambora? "Story in meia hora". Os nascimentos da Itália e da Alemanha fazem parte do que os historiadores chamam de unificações tardias. O nascimento desses países tem o mesmo contexto, liberalismo e industrialização e nacionalismo. Essas ideias estavam rondando toda Europa durante o final do século XIX. E eu até poderia passar um tempo aqui falando sobre essas ideias sociais e políticas do século XIX, como o liberalismo e o socialismo, mas eu acho que é melhor deixar isso para outro episódio especificamente. Hoje a ideia é focar na Alemanha. Como que esses quase 40 estados germânicos, é isso mesmo, é no 40, se uniram e formaram que hoje chamamos de Alemanha. Bem, a origem disso vem lá de na poleão, olha que doedeira. O antigo sacro em pereo romano germânico, desde a metade de século XVII, principalmente após as reformas protestantes, inclusive, não tinham o mesmo poder que sempre teve. O sacro em pereo romano germânico era bem mais figurativo e os estados que formavam esse império tinham bem mais autonomia que antes. Após perder a batalha de Austerlites para na poleão em 1816, o rei do sacro em pereo romano germânico decide abdicar o trono e o império se fragmenta. Ele continuou em perador, mas somente da austra, que antes era apenas parte do império. Os outros estados germânicos que faziam parte do sacro em pereo romano germânico vão continuar lutando contra na poleão, incluindo a austra. Em 1815, após a vitória da sétima coligação contra na poleão, na famosa batalha de o Aterno, a Europa vai se unir no famigerado congresso de Vienna para reorganizar o continente e impedir também que um próximo na poleão nasce. Nesse congresso, foi decidida a criação da confederação germânica, senhoras. Que é uma espécie de associação política entre todos os estados germânicos que antes do império na poleão, formavam o sacro em pereo romano germânico. Só que a confederação germânica era apenas entre estados alemães, obviamente. Eles tomavam medidas em conjunto, fazem o acordo econômico, estudo para priorizar cada estado que um dia vai se tornar alemães. No início, como o antigo emperador do sacro em pereo romano germânico agora é o emperador da austra. Vai ser a austra que vai liderar essa confederação. A austra vai ser tipo a maior representante do que um dia foi o sacro em pereo romano germânico. A confederação era muito doida. O único empero que existia dentro dela, emperi o mesmo era o da austra. Mas ela tinha cinco reinos também, que era o reino da Prúcia, da Baviera, Whittenberg, Saxonia e Hanúver. Além desses cinco reinos e esse empero da austra, também tinha 18 educados 11 principados e 4 cidades livres. E louco, imagina essa divisão política nos dias atuais. Imagina uma cidade que é livre, mas que não tem estado ou país. Essa coisa é inimaginável hoje em dia. Mas por mais que a Prúcia não fosse um empero com a austra, eles de batinha de igual para igual, tá? Principalmente porque a Prúcia teve um papel crucial na vitória contra o Napoleão em 1815 na batalha de Waterloo. Então serão, inclusive, esses dois personagens, a austra e a Prúcia, respectivamente das famílias Habesburgo e Hooranzolern, o nome estranho, o nome é Hooranzolern, os estados mais importantes da confederação. Em 1834 vai acontecer algo muito interessante, senhores, o Zool-Ven-Rain. Calma que esses nomes em alemão são nomes estranhos, falava, a gente se acostumou. Zool-Ven-Rain. O Zool-Ven-Rain foi tipo uma união econômica entre os estados germânicos, digamos que foi a unificação econômica da Alemanha como se fosse um preludio da unificação alemã propriamente dita. Tanto porque, assim como Alemanha vai ser no futuro, quando ela se unificar, os Zool-Ven-Rain contava com todos os estados germânicos tirando, exceto, o empero austrico. A ideia desses Zool-Ven-Rain era suspender as tarifas ao fandegar, exentos estados germânicos, ou seja, se alguém da Prúcia comprou um produto da Baviera, por exemplo, não terá um imposto extra só porque a de outra monarquia, tá ligado? Vai sair pelo mesmo valor que seu produto fosse comprado dentro da própria Prúcia. E além disso, a livre circulação de mercadorias entre os estados germânicos também era uma decisão do Zool-Ven-Rain. Viu que de certa forma já era a unificação? No caso, só econômica, mas era, né, a unificação. Foi um passo a mais em direção da construção do Estado alemão. Zool-Ven-Rain vai gerar um grande impulso econômico entre os estados germânicos, permitido o desenvolvimento das indústrias germânicas do transporte fluvial e principalmente do transporte ferroviares, senhores. Nessa época, a ferrovia era o que havia de mais moderno no mundo, e a Alemanha ia nascer com muitas ferrovia. Outro evento importantíssimo para entendermos tanto noificação alemã, como também a italiana, que inclusive eu tenho que fazer um episódio em breve, né, aqui no estarem-mejor das próximas semanas, é a primavera dos povos. A primavera dos povos para quem não sabe foi o movimento revolucionário na Europa que eu correu, na verdade foram vários movimentos revolucionários que eu correndo em 1848. É importante lembrar que o mundo europeu nesse momento havia sido moldado pelo congresso de Viena, e a ideia do comigrado de Viena era restruturar o absolutismo pelo Europa. Afinal, o Napoleão e as ideias revolucionárias da Revolução Francesa precisavam ser paradas. Se você quiser saber um pouquinho mais sobre Revolução Francesa, aí na Polião, eu tenho dois episódios de Revolução Francesa, um Parti 1 e Parti 2, e também tenho episódio sobre o Napoleão. Quando acabar esse episódio aqui, você vai lá e ouve esses três episódios. Tem muito podcast para você, tá? Você quiser ouvir história hoje? Se você quiser ouvir, pode ter a história para deixar que o tio tenha um monte para você. Enfim, o Congresso de Viena foi basicamente isso, uma tentativa de impedir o avanço das ideias revolucionais da França e reafirmar o absolutismo como sistema vigente na Europa. Mas, como dizia na época, os Jivento de Revolução Francesa eram imperáveis. E justamente essa insatisfação coletiva por toda Europa que fará primaverda dos povos acontecer. Essa primaverda dos povos vai ter um impacto muito interessante na confederação germânica, tá? Vários estados que faziam parte da confederação durante a primaverda dos povos se radicalizaram e exigiram sufrágio universal, assembléis constituintes e também alguns casos até mais radicais o fim das monarquias. Imagina que essa primaverda dos povos fez vários membros da confederação germânica, defender o fim da absolutismo e, em muitos casos, a unificação da Alemanha. O conceito de Alemanha, de um estado unificado com todos os estados germânicos unidos já existia. Eles tinham a mesma cultura, a mesma língua, e agora com a primaverda dos povos. Essa onda nacionalista, anti-absolutismo-monárquico, o desejo de unificar os estados germânicos era ainda maior. A onda revolucionária de 1848. Em 1888 chegou a criar a convenção de Frankfurt e nessa convenção chegou até a se definido que haveria unificação da Alemanha, a Alemanha e a Nacena aquele momento. O trono do que estornaria a Alemanha foi entregue ao Prussiano Friederico Guilherme IV. Mas o quase rei ficou com medo de uma represalha austrica e por isso ele rejeitou a coroa. E claro a Austra realmente foi contra. Afinal a gente, a fragmentação política favorecia muito a Austra. Já que ela presidia a confederação e podia exercer pressão política os membros menores da confederação germânica, dragado, era como se todos os outros estados tirando a Prúcia fossem apenas estados satélites da Austra. Claro que algumas morarquias de harmonica estínham alguma certa voz, mas definitivamente a Austra era soberana. Primeira Austra sufocou as revoltas liberais e nacionalistas da primavera dos povos do seu próprio país e depois ela reagiu contra o nacionalismo alemão. Até o Loma treta feia em 1850 quando o imperador austriu com Francisco José convocou o rei da Prúcia para conferência de El Mutz, onde ele deu um time atras, chegou pro rei da Prúcia e falou "ó, para com esse papo de unificação, senão vai ter guerra". O rei da Prúcia ficou cagando de medo e ele recouou com as ideias de unificação. Esse episódio inclusive ficou conhecido como "O Recull de Old Mutz". Esse recul de Old Mutz fez muita gente desacreditar que a Prúcia teria coragem de tentar a unificação. Mas 11 anos depois, em 1861, quando a ideologia nacionalista que começou a se espalhar com a primavera dos povos estava ainda mais na imaginária coletiva do povo dos estados germanicos, o monar marca de Lerme primeiro chega ao trono pro seano. Gleme primeiro escolheu um defensor público da unificação da Alemanha para ser o seu primeiro ministro, o Junker, que é meio que um maristócrata alemão Otto Vombizmarque. Conhecido como "O chance led ferro", ele vai ser o idealizador e o grande nome da unificação, a partir de Bismarque a gente teve a coragem reestabelecida na Prúcia. Para a notória para qualquer cidadão de qualquer um dos estados germanicos, essa seguinte dualidade. De um lado, a Prúcia se preparando para a luta a favor da unificação e do outro, a Austro se preparando para lutar contra. A burguesinha do estrel Prúcia estava muito interessada na unificação e por isso começou a apoiar. Na verdade, os mais intelectuais artistas acadêmicos de qualquer estado germanico em sua grande maioria também apoiavam a unificação. A unificação alemã era vista como progresso, sabe? A modernidade. E a mano tensão separatista, defendida pela Austro inclusive, era o atraso com o servador e segundo Bismarque a unificação alemã seria feita a ferro e sangue, segundo as palavras dele mesmo, tá? E o que ele quis dizer com essa frase é que o ferro seria esferrovias. Afinal, ele sabia que se houvessem muitas ferrovias conectando todos os estados alemães, isso uniria ainda mais os germanicos em praudão a unificação. E a parte do sangue que ele falou porque ele sabia também que seria necessário uma guerra para a unificação. Se internamente ele fez alianças com grandes proprietários de terra e também com a burguesinha do estrel, externamente ele sabia que seria preciso uma guerra, principalmente uma guerra contra o maior rival da Prúcia, a Austro. A guerra contra a Austro e as pessoas estava escritas nas estrelas, todo mundo sabia que haveria esse conflito, só não sabia como, onde e quando. Pessoal agora a gente vai dar uma pequena pausa, tá bom? Mas daqui a um minutinho a gente volta pra falar um pouco sobre as guerras que unificaram alemã e também um pouquinho sobre os reflexos dessa unificação. Aguarda aí que é um minutinho só. Como um Bismarque previu a unificação alemã viria assim através de guerras, mais especificamente de três, uma primeira guerra contra a Dinamarca, uma segunda guerra contra a Austra e uma terceira guerra contra a França. É isso mesmo, de na marca a Austra e França nessa ordem serão as três guerras que farão alemã e nascer. Em 1864, querendo forçar uma guerra mesmo, Bismarque propôs a anexação dos duquados de Namarqueses de Showswig e Rostar. Esses duquados ficam na fronteira com os outros estados germânicos, na região mais ao norte perto da escandinave, tá ligado? Bismarque convidou a Austra pra juntas lutar em conta de Namarca, e assim elas poderiam incorporar os duquados na confederação germana. tanto por que, boa parte da população desses duquados era germã. Após a batalha de Dibble, os Dinamarqueses recuaram pra Dinamarca e as tropas da aliança a Austro-Pruciana dominaram os duquados. Apais entre os países em guerra, seria o cansado após o tratado de Viena de 1864, onde a Dinamarca cediu os duquados pra Prúcia e pra Austro. Naquele momento tava tudo certo, mas como eu falei né, o Bismarque queria guerra. Ele provocou um conflito pela administração dos duquados, onde ele vai querer dominar os dois duquados e isso não foi acordado, tá? Não é o que tinha sido decidido na convenção de Gastem em 1865 entre a Prúcia e a Austra. Tinha dividido um ducado pra cada, mas como o Bismarque queria uma guerra contra a Austra, ele foi lá e tentou dominar os dois. De acordo com essa convenção a Austra iria controlar um ducado e a Prúcia. Mas como o Bismarque queria essa guerra, ele vai marchar com exército para os dois duquados e obviamente a Austra declara guerra Prúcia. É importante entender esse contexto, tá bom, que desde o começo o Bismarque havia deixado claro que seria através de guerras, que a unificação alemã aconteceria. Ele sabia que haveria um conflito contra a Austra, em algum momento. Ele só não sabia né, o momento certo, então ele esperou o melhor momento possível pra fazer a guerra acontecer. Mas é coisa importante da gente saber pra entender melhor o conflito entre a Prúcia e a Austra, é que havia uma certa divisão geográfica também, tá? Os estados germânicos mais ao norte em sua maioria apoiavam a Prúcia. Enquanto os estados germânicos do Sul em sua maioria também apoiavam a Austra. E o último ponto que precisamos entender pra gente compreender bem por que que começou essa guerra austro-prúciana é que o Bismarque era uma louca inteligente, brado, uma loucura buna, não. Ele não decidiu invadir o Ducado com seu exército de Bobera, não. Ele sabia que a Austra declararia a guerra e ele fez isso porque enquanto ele vai de os Ducados recentornados lá no Sur a Austra, tava acontecendo uma outra guerra, uma guerra entre Pia Monte, um dos estados italianos e a Austra. Pia Monte eram dos estados italianos que também estava em processo de unificação e também lutava contra a Austra. Por mais que não fosse informalizadamente aliados, tanta Prúcia, quanto o império de Pia Monte tinha um basicamente os mesmos interesses, que era a unificação dos seus países, né, Alemanha e Itália respectivamente, e ambos também tinham o mesmo inimigo, a Austra. Então o Bismarque, vendo que tava rolando, né, uma guerra entre a Austra e esse império que também quer significar, ele aproveitou que os Austrecos estavam tomados pelo Sul e resolveu incitar uma guerra contra a Austra nesse exato momento. E claro, né, com duas guerras para resolver, a Austra não consegue focar em nenhuma. Em 1866, a guerra Austro-Prussiana, também conhecido como a Guerra das Sete Semanas, porque foi o período que ela durou, termina com um exército austrioco derrotado na batalha de Sadou. A vitória da Prúcia, galera, a vitória é de Bismarque. A Austra assina a paz de Praga, pela qual a Austra reconhecia a confideração germânica do norte sobre a liderança da Prúcia, e também a neutralidade dos estados do Sul da Alemanha. E principalmente, a doação de Veneza para Itália. Era uma derrota gigantesca para a Austra, a maior inimigo da unificação, tanto a Alemanha quanto da Itália, havia sido derrotada no ataque conjunto. Então, nesse momento, os estados do norte já estavam unificados, mas ainda faltavam os estados germânicos do Sul para serem incluídos aí nesse projeto ambicioso de unificação alemando Bismarque. Vai ser nesse momento que o Bismarque articula sua última guerra para concretizar o seu plano de unificação. Ele prepara uma guerra contra a França, mãe. E a França e a Prúcia, era o inimigo as clássicas, tá? Como eu falei com o mesmo episódio, vai ser a Prúcia que vai dar o Leste Hite no Napolião, na batalha de Waterloo. Fora agonheberador da França, nessa época, era o Napolião terceiro, subrinho do Napolião Borapácia, aquele cara lá clássica ao mesmo. O preteste que o Bismarque encontrou para entrar na guerra contra a França surgiu em 1870. Quando o Príncipe Pruciano leu poldo de Rorrenzolerno, esse nome é muito difícil, Rorrenzolerni, o secante da Toh, para ocupar o trono español, porque a Espanha é meio que tava sem rei desde dois anos antes, desde 1868. Mas a sínguina polê um terceiro, sobe disso, mas é que ele te otou. Ele falou que ele não ia aceitar que um Prúso, olha que ao darse um Prúso fosse o rei da Espanha. O lance que tava acontecendo, gente, é que a Europa, a biçolotista, viu os Prúcios com muito malzolhos. Afinal, eles estavam com esse papo de nacionalismo, de liberalismo. Eu sei que eu vou fazer isso. se tornasse rei ali seria mais um passo a frente do espacionismo da Prúcia. Então, eles morriam de medo dessas ideias da Prúcia, de unificação, de liberalismo, de nacionalismo, todas esses ideais, eles pudessem se espalhar e dominar o mundo europeu. Os abos e notistas estavam morrendo de medo disso acontecer. E assim, a história é isso que vai ser o futuro. Hoje em dia, você raramente vê um rei. E quando você vê um rei em algum país, como no caso da Engaterra, a gente vê que o rei não é a mesma coisa, não é um rei absolutista. Ele é um rei com bem mais pelo chão. Ele é um rei que nós chamamos muitas vezes de monarquia constitucional, ou seja, é um rei que obedece uma constituição. E um rei que obedece uma constituição é bem diferente de um rei que governa de forma absolutista, que governa sem limite. Bem, nesse momento, o ministro do Exército Francesc realiza um discurso na Câmara totalmente indignado e também delicoso. Está falando de guerra contra a Prúcia. Ele falou que a França estava disposta a entrar numa guerra, caso se concretizar se a coroação de um prúso lá na Espanha. Afinal, a gente, a Espanha, fica ao lado da America, no mapa Múndia, a esquerda da França, enquanto alemã e os países germânicos da época, fica a direita. Vamos dizer que seria meio que uma esmagada, né? A França ficaria no meio entre um prúso e outro prúso. Então a França fez de tudo pra impedir que isso acontecesse. Só que, moleque, era exatamente isso que o Bismarck queria. Ele queria um pretesto. Ele sabia que se ele lutasse contra os inimigos dos antigos germânicos e vencesse, ele teria uma enorme chance de ganhar apoio dos estados germânicos do sul, que ainda não apoiam ele. Os estados do Norte já estavam fechados com cara, mas o do sul ainda precisava ser convencido pra que houvesse a unificação da Alemãe. O problema pro Bismarck é que sabia-se muito pouco sobre o exército francês na época, porque se você parar de pensar, o exército francês, de certa forma, é a continuação do exército de Napoleão, gente. E cara, Napoleão ele meteu louco na Europa inteira. Então, existe chance do exército francês ser muito poderoso, que o exército pruso lá com o Bismarck, ele estivesse, assim, top de linha super moderno, a gente não sabia exatamente como seria a luta contra o exército francês. Então foi meio que um tiro no escuro. Se o Bismarck vencesse essa guerra contra a França, provavelmente a Alemãe seria unificada. Porém, se ele perder-se, perder pros seus maiores inimigos, aí é difícil. Aí seria muito complicado que os alemães dos suzes, estados de ramanicos do sul, que ainda não estavam aceitando a unificação que eles pudessem um dia cogitar se unicam Bismarck. Mas, Bismarck vai forçar a guerra. Vai ser nesse momento que ele vai desenrolar com a imprensa dos estados germânicos para publicarem nos jornais de todos os estados germânicos diferentes todo do norte contra do sul, que a França estava ameação da Prúcia, estava falando que entra em guerra com ela. Aí, moleque, os estados alemães do norte e do sul se uniram em torno do rei prosciano. Eles esqueceram todas as suas diferenças, doidinhos para dar um pau nos franceses. Molecada, molecada, todo mundo sabe disso, todo mundo aprende, deja escola, que quando a gente se unia para falar mal de alguém, nada une mais as pessoas do que a raiva, do que o ódio, e vai ser unido pelo ódio contra os franceses, que todos os estados germânicos apoiaram a Prúcia na guerra franco-prúciana em julho de 1870. [Música] Como eu falei, o exército prúciano é extremamente moderno e veloista. Enquanto da França não conseguiu mobilizar direito uma defesa. Então essa é a resposta. O exército franceses não era o mesmo, do exército que um dia já foi de Napoleão. Por mais que o rei da França nesse momento, fosse o subrindo na Napoleão, o exército não fazia a juiz ao nome do cara. Após a batalha de Sedã, Napoleão III e mais 83 mil soldados franceses renderam-se uns alemães. Napoleão III, o imperador francês, havia sido capturado. Mas a guerra não parou, tá? A França mudou de um império para uma república e continuou a resistência. Bismarque se recusa, senar a paz, e continua a guerra, cercando para isso. No dia 19 de setembro, os alemães invaram em Paris, e se ligam só no que vai acontecer agora, gente. Nesse momento, o exército alemão vai até o Palácio de Versales, e lá dentro do Palácio de Versales, sabe onde aconteceu a revolução francesa, tá ligado? Lá dentro, o rei da Prúcia Guilherme I é coroado, o imperador, o caizer do segundo raite alemão, no dia 18 de janeiro de 1871. Dia de nascimento do império alemão, a alemãe estava unificada. E para quem não sabe, né, esse negócio de raite que eu falei aí, o primeiro raite é o sacro em pé de romano germânico, que nasceu no ano 800 pelo Carlos Magno. O segundo é esse que a gente está estudando agora, né? E o terceiro raite, meus amigos, é aquele lado rapaz do begadinho que odeia quem pensa diferente, que vai terminar doidão de um fetamina com uma bala na boca. Enfim, nascia alemãe, é senhores. Alguns meses depois, era assinado a paz com a França. A França é sua aceitôrmulé, que ela tomou, ela tomou muito. Ela pagou uma internação gigantesca de 5 bilhões de francos ouro, o que na época era muito dinheiro. E também ela perdeu dois territórios e importantíssimos bem na fronteira entre o recém nascido em pé de alemão e a França, as regiões de Alçácia e Lorena. Pessoal, Alçácia e Lorena são dois regiões muito estratégicas, principalmente nesse contexto de industrialização, porque elas são muito ricas em ferro e também cavam. Alçá e Lorena se ferram muito na história, inclusive, porque elas meio que durante um tempo elas eram da França, até esse momento em que eles não estudam. Daí, agora, elas serão da alemãe, da recém nascido alemãe. Daí, quando acabar a primeira guerra mundial, elas serão novamente da França. Daí, quando começar segundo a guerra mundial, elas voltam para a Alemãe. Daí, quando acabar a segunda guerra mundial, elas voltam para a França de novo. Olha que duideira. Hoje em dia, lá em Alçácia e Lorena, por conta dessa história de ping pong praticamente, fala-se tanto alemão quanto francês, muito duido, né? Alguns dias depois, a cenário tratado de Frankfurt, a França vai passar por uma instabilidade política enorme e vai ter em Paris um governo revolucionário. Sim, senhores, estou falando da "comuna de Paris". Ela vai acontecer por pouco tempo e vai ser nesse momento logo depois da derrota contra alemãe. Mas, como era de Paris e algo que merece um episódio separado? Pode me cobrar aí que, com certeza, vai rolar, porque eu me amarro nesse tema. Pega derrota na guerra, a perda dos territórios, mas principalmente, a humilhação sofrida pela França, afinal, a Alemãe, a Coroog, ele é a primeiro lá dentro de verçalhes, vai fazer com que a França fique muito bolada com alemãe, mas muito bolada a Alemãe, tá? Esse sentimento de ódio da França pela Alemãe vai crescer ao passar dos anos e em algumas décadas mais tarde, ele será um dos principais combustíveis para um evento bem conhecido por nós, a primeira guerra mundial. Estou falando do revanchismo francês. Essa vontade que a França vai ter terá uma revanche contra alemãe. E se você quiser saber mais sobre a primeira guerra mundial, eu tenho um episódio aqui no vídeo de História Em Meia Ora, um episódio que inclusive é um dos mais ouvidos do podcast, ouvi lá porque tem tudo a ver com esse episódio que você acabou de ouvir. É importante entender, pessoal, que a unificação da Alemãe e da Itália também são flutos da primavera dos povos, e é importante entender também que a primavera dos povos só ocorreu, porque a Europa pode revolução francesa e na polerão, tentou impedir a volta do absolutismo com o congresso de Vienna, mas era impossível, gente. As 10 revolucionárias da revolução francesa já haviam sido espalhadas por todo Europa. Você pode parar movimentos, matar líderes, impedir revoluções, mas ideias não, e ideias não podem ser paradas. E honestamente, se a Europa absolutista tivesse dialogado com essas ideias, assim como os países mais liberais como a Inglaterra, por exemplo, teríamos bem menos monarcas na Guilhotina do que tivemos. Mas aí eu já estou falando besteira, né? Eu já estou falando se isso se aquilo e se não é história. Gente, muito obrigado por ter ouvido até aqui. Esse episódio é sobre o tema que sempre cai a investir lá, então, espero que você tenha agostado. Esse intervalo entre na polerão e primeira guerra é meio ignorado pela galera, o que é uma pena, porque é muito importante para estudar sobre a primeira guerra. Estudar essa conexão entre os dois eventos é importantíssimo para entender a primeira guerra e claro, todos os eventos, todos os conflitos que aconteceram durante o saculuvinte. E claro, quando você entende o saculuvinte, você entende o nosso mundo de hoje. Se você gostou desse episódio, se você gosta do que eu faço, eu vou te pedir aqui um favorzinho, então, humildemente, aqui com todo respeito. Compartilha esse episódio, posta aí no Stories de Instagram, por exemplo. Segue aí também, onde quer que você está discutindo o Story in Mera, nos Spotify, no Apple Podcast, no Orélo, onde for. Se você quiser marcar o podcast no Instagram, é a roba Story in Mera e, se você quiser me marcar ou me seguir, é a roba profe, vitro suar e de novo. Vitor sem ser no Instagram, no Twitter e no Facebook. Eu também tenho feito mais live dando alas e jogando joguinhos lá na Twitch. É Twitch.tv/ProvvitorSoares. Ósse o meu outro posto que acha, o história pros bróder. E tem isso, acabou recada. Muito obrigado. Até semana que vem. E valeu!

Podcast Summary

Key Points:

  1. A unificação alemã foi um processo "tardio" no século XIX, impulsionado por ideias de liberalismo, industrialização e nacionalismo.
  2. Após a queda do Sacro Império Romano-Germânico, a Confederação Germânica (1815) reuniu estados alemães, mas com rivalidade entre Áustria e Prússia pela liderança.
  3. O Zollverein (1834) promoveu a integração econômica, e a Primavera dos Povos (1848) fortaleceu o desejo nacionalista de unificação.
  4. Otto von Bismarck, como primeiro-ministro da Prússia, planejou a unificação "com ferro e sangue" (guerras e ferrovias).
  5. Três guerras foram decisivas

Summary:

O episódio aborda a unificação tardia da Alemanha no século XIX, contextualizada pelo liberalismo, industrialização e nacionalismo. Após a dissolução do Sacro Império Romano-Germânico, a Confederação Germânica (1815) reuniu os estados alemães, mas com tensão entre a Áustria (líder tradicional) e a Prússia (emergente). O Zollverein (1834) integrou economicamente a região, e a Primavera dos Povos (1848) fortaleceu o movimento nacionalista.

A unificação foi concretizada por Otto von Bismarck, primeiro-ministro da Prússia, que adotou uma política de "ferro e sangue". Através de três guerras estratégicas — contra a Dinamarca (1864), a Áustria (1866) e a França (1870-71) — a Prússia unificou os estados germânicos, excluindo a Áustria, culminando na proclamação do Império Alemão em 1871, com o rei da Prússia como imperador. O processo consolidou a Alemanha como uma potência central na Europa do século XX.

FAQs

A Confederação Germânica foi uma associação política criada após o Congresso de Viena em 1815, reunindo os estados germânicos que antes formavam o Sacro Império Romano-Germânico. Ela era liderada inicialmente pela Áustria e serviu como um passo inicial em direção à futura unificação alemã.

O Zollverein foi uma união aduaneira e econômica estabelecida em 1834 entre estados germânicos, excluindo a Áustria. Ele eliminou tarifas internas e promoveu a livre circulação de mercadorias, impulsionando a economia e servindo como um prelúdio para a unificação política.

A Primavera dos Povos foi um movimento revolucionário que espalhou ideias nacionalistas e antiabsolutistas pela Europa. Nos estados germânicos, ela fortaleceu o desejo por unificação, levando à Convenção de Frankfurt, que tentou, sem sucesso imediato, criar uma Alemanha unificada.

Otto von Bismarck foi o primeiro-ministro da Prússia, conhecido como 'Chanceler de Ferro'. Ele foi o principal arquiteto da unificação alemã, defendendo que ela deveria ser alcançada 'com ferro e sangue', ou seja, através de desenvolvimento industrial (ferrovias) e guerras.

As três guerras foram a Guerra dos Ducados do Elba contra a Dinamarca (1864), a Guerra Austro-Prussiana (1866) e a Guerra Franco-Prussiana (1870-1871). Conduzidas sob a liderança de Bismarck, elas consolidaram o poder da Prússia e unificaram os estados germânicos.

A Áustria, como líder da Confederação Germânica, via a fragmentação política como vantajosa para manter sua influência sobre os estados germânicos menores. Uma Alemanha unificada sob a liderança da Prússia ameaçava seu poder e soberania na região.

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