A discussão aborda a castração sob uma perspectiva individualizada, destacando que não existe uma idade única ideal. Para gatos, recomenda-se entre 5-12 meses, enquanto cães de pequeno porte se beneficiam aos 6 meses; cães grandes e gigantes devem esperar 9-15 meses para garantir o crescimento completo. A castração aumenta a longevidade (até 4 anos em gatos) e previne doenças reprodutivas como piometra e tumores, mas também pode elevar riscos de certos cânceres, problemas ortopédicos e doenças endócrinas, como obesidade e hipoadrenocorticismo. O ganho de peso pós-castração é multifatorial, com a castração contribuindo apenas 3%; os 97% restantes dependem de alimentação, petiscos e atividade física, que devem ser geridos pelo tutor. A alteração hormonal (redução de estrógenos e andrógenos) pode aumentar o apetite, mas a menor necessidade energética e sedentarismo são determinantes. Fórmulas de gasto energético (95 kcal x peso^0,75 para cães; 75 kcal x peso^0,7 para gatos) ajudam no controle, mas a individualização é essencial. A comunicação clara com tutores sobre riscos e benefícios, aliada a check-ups regulares, é fundamental para decisões informadas e manejo adequado da saúde animal.
[Música] Hoje nós vamos falar da castração sobre um ponto de vista diferente. E para participar desse bate-papo, eu tenho prazer de receber a doutora Mariana Rondelli, professora de clínica médica da Universidade Federal de Pelotas, onde é responsável pelo serviço de atendimento e endocrinologia de pequenos animais e a doutora Brenna Ponder, supervisoras de assuntos veterinários da Rios. Este episódio tem o patrocínio da Rios Pat Nutrition. [Música] Doutora Mariana, doutora Brenna, seja muito bem-vinda. Olá, muito obrigada pelo convite. Estou muito contente de estar com vocês. Obrigada, Vettes Matts, pela lembrança do meu nome. Obrigada a Rios, na pessoa da Brenna. Muito obrigada. Eu certeza que o bate-papo vai ser bem legal. Olá a todos, olá Gabi, olá do Tora Mariana. E o que agradeço com o vídeo é uma honra conversar com vocês, que é um assunto tão importante. Exatamente, Brenna. Eu acredito que não existe uma maneira melhor para a gente começar esse tema aqui no nosso episódio se não abordando qual é o melhor momento para se realizar a castração. Essa é uma pergunta bastante interessante, porque por muitos anos nós fomos notiados por algumas informações de que o melhor momento fosse ali ao redor nos seis meses de idade. O interessante é lembrar que esses trabalhos são muito antigos. Tem 50 anos, mais ou menos, de publicação. E, com o passado tempo, as pesquisas foram se voltando para justamente nos mostrar qual seria o melhor momento. E essas pesquisas envolveram detalhes muito importantes, como arraças, portes, raciais, trabalhos específicos com gatos, tantos machos, quantas fênis, também com os clens. E, aí, o que a gente normalmente tem agora de formação mais recente é que essa decisão deve ser tomada, sempre tomando, sempre com equilíbrio entre o crescimento, a maturidade desse animal, as questões metabólicas e também as questões comportamentais. É claro que, também, nesse contexto, nós temos grupos de animais muito diferentes. Aqueles animais que estão seguros nos seus loares, que as vezes são cães ou gatos únicos no domicílio, e aquela é a outra realidade dos animais que estão em abrigos coletivos. E, aí, as determinações acabam sendo muito distintas para essas duas categorias. Mas, olhando, então, um balanço dessas informações, comportamento, metabolismo, endocrinologia, crescimento e maturidade, nós podemos afirmar que, hoje, com base nas pesquisas mais novas, que, vamos começar primeiro pelos gatos, então, que os gatos, no caso os machos, eles podem até ser castrados por volta aí dos cinco, seis meses de vida. Entretanto, hoje, se percebe que os resultados internos de questões comportamentais, que geralmente é isso que levam o tutuô a conduzir um gato para a treínica, falando em castração, seria a manifestação comportamental da cupidade. Então, se a castração ficar entre seis meses em um ano de idade, essas questões são contempladas. E a gente sai daquela faixa de muita precurcidade. No caso das gatas, aos seis meses de idade, parece que é uma idade adequada para a castração. Mas, quando a gente vai olhar os trabalhos, por exemplo, envolvendo o tumor de mama, que é uma certeza, né, que a castração das gatas, com menos de um ano de idade, previnha aí o tumor de mama, em 86%, então, esse fator é um fator real, aí, a gente pode colocar a castração também na idade de seis meses em um ano de idade. Quando a gente vai para o mundo dos cães, aí nós temos que olhar o porte, né, mais importante do que raça, a gente tem que falar de tamanho de cão. Então, as raças de pequeno porte se beneficiam a edicastração por volta dos seis meses. Mas, as raças de grande porte e de desdiporte gigante, aí, realmente, a gente precisa considerar a finalização do crescimento, que vai acontecer em torno de nove meses e quinhense meses de idade. Então, numa média, se a gente puder colocar isso em uma forma ponderada, a gente ficaria com o tempo entre seis meses e um ano para clandipar, ficando porte, pagatos e gatas, e pensar além de quinhense meses pros cães de portes grande e gigantes, pelo menos aqueles com mais de 20 quilos, que é o que os trabalhos nos aponto. Bom, então, com base nessas informações, é muito importante que a edade da castração, seja uma decisão em conjunto de acordo com os objetivos das famílias, desses tutores, com os objetivos metabólicos, endóxnos, reproduitivos e comportamentais desses animais, e também com relação à decisão médica. Então, a edade ideal, ela existe, não, não existe, né? Então, aí, basicamente, a gente precisa conversar com esses tutores, e, aliás, com pacientes a decisão acaba sendo realmente individualizada. A nota é disso, no interúndo, doutora. E qual é o impacto da castração, na qualidade e na expectativa de vida desses animais? Basicamente, são esses os grandes motivos, né, pelos quais a gente acaba indicando, pela parte médica, o procedimento da castração. Então, já alguns detalhes já são conhecidos com relação à sobrevida longevidade, então, os trabalhos mostram numéricamente, que tantos cães, quantos gastrados, eles têm uma longevidade maior, e aí, a gente vê, no caso dos gastos, até uma diferença de quatro anos, tanto com os machos, quanto para as famias, em relação à expectativa de vida. E, em termos de qualidade de vida, é claro que, quando a gente fala, analisa o paciente castrado, geralmente, não é sempre, mas na grande maioria das vezes, é o mesmo paciente que também tem acesso a cuidar dos médicos com frequência, é aquele que recebe mundo profilacia, é aquele que recebe controle parasitário. Então, esse conjunto de ações acaba gerando uma qualidade de vida superior. E, quando a gente fala dos aspectos das doenças relacionadas, prevenidas pela castração, nós entramos obviamente nas questões reproduitivas. Então, no Brasil, nós sabemos que a frequência de piometra, infecção terina, em cadelas, é muito alta, então, isso contribui inclusive com a casulística de sépsi nas oteis, nos centros de pronto atendimento. Então, para nós ainda é uma realidade, que isso acontece, então, é uma realidade que a gente preconize a castração, pensando na prevenção da piometra. E, além da prevenção da piometra, uma vez que o órgão aovo é retirado, as gôneas são retiradas, nós também conhecemos a redução das outras alterações reproduitivas, como, por exemplo, as próprias distocias em função de um parto com alterações, a redução dos tumores testiculares, e também de doenças prostáticas, como, por exemplo, o perplasia prostática benigua. Nós não conhecemos, eu fatoi de proteção para a tumores de prósata nos cães, mas nós sabemos que existe uma prevenção, sim, na questão dos tumores testiculares. E um outro aspecto importante que, para nós, o Brasil também, é bastante frequente, é a leoplasia mamária, tanto nas gatas, quanto nas cadelas. Então, nós sabemos que nas gatas, a castração é capaz, até um ano, né, a castração até um ano de idade, é capaz de prevenir até 86% das gatas a leoplasia mamária. Então, eles são fatores que a gente precisa realmente se apoiar. Já no caso das cadelas, essa informação é bastante ainda contradiatória, mas é óbvio, é esperado, que nos trabalhos de levantamentos, as cadelas castradas são as que menos têm, ou praticamente não têm, tumores de mano, né? Então, essa informação ainda um pouco de verde, de verde, mas para nós no Brasil, como é uma casouíxca elevada na rutina clínica, a gente ainda acaba fazendo a indicação da castração, pensando também na proteção da leoplasia mamária. Perfeito, Dr. A. E, mesmo hoje, a gente sabendo de todos esses benefícios da castração, né, eles serem extremamente conhecidos e difundidos pelos México deaterinários, é interessante ver como alguns tutores ainda ainda tentam evitar o procedimento a todo custo por inúmeras razões, né? Então, essa conversa com o tutor ela deve ser realizada de uma maneira bem clara, né? Sem dúvida nenhuma, Gabriel, isso é um ponto muito importante. A nossa missão enquanto o método veterinário não é só mostrar os pros, né? A gente também precisa mostrar os contras. Então, o que seria o contra? Hoje os estudos avançaram muito nessa questão e nós sabemos que os animais castrados podem, sim, apesar de ter maior expectativa de vida, eles podem ter mais riscos de desenvolvimento de doenças oncológicas, como por exemplo, o lymphoma, o oixo sarcoma e o mastocetoma, e também doenças orthopaedicas, como ruptura de ligamento cruzado pra neal, desplasia colcha o femoral e desplasia de cotovê. As doenças endóclas e metabólicas como obesidade também entram nessa. nessa conversa, nessa questão. Entretanto, como eu disse anteriormente, é muito importante que essa decisão seja ponderada, esses fatores positivos e negativos sejam conhecidos informados para que o tutor tenha em basamento suficiente para tomar a decisão pelo procedimento ou não. E essa era exatamente a minha próxima pergunta sobre se a castração pode predispor doenças endocrinas, por exemplo. Essa informação é bastante importante que a gente tenha e conversa a respeito, porque bom, primeiro o fato é que a gente sabe que os animais castrados, eles super representam os enes, os números nas pesquisas, principalmente porque os trabalhos de grande impacto são realizados em grandes centros, em que a castração é uma realidade. Então, quando a gente olha esse grande grupo de animais, a gente observa que os castrados super representam essa população afaliável. Então, quando a gente vai para as doenças endocrinas específicas, a gente tem que a questão do hipotiroidismo canino. É, a grande maioria dos trabalhos aponta para uma possibilidade de que a castração influenci e não ocorresse do hipotiroidismo, mas o real motivo e o real mecanismo não são conhecidos. Então, a gente sabe que a grande população que tem hipotiroidismo é castrada, mas a gente não sabe os reais motivos para essa ocorrência. Já existem outras doenças com informações diferentes. Então, o hipodre no corticismo é uma doença, a gente já tem de de vez em quando na rotina clínica, principalmente em docronológica, e tem um trabalho recente com trabalho do reino nido deste ano, mostrando justamente uma probabilidade alta de ocorrência do hipodre no corticismo em cães e cada elas castrados. Então, realmente essa informação já avançou e é o que a gente observa aí como fator de risco. Então, a castração envolvida na ocorrência do hipodre no corticismo. Já no caso do hipercortizolismo, que é o que a gente chamava antigamente de hiperadre no corticismo, a castração se comportou como fator de risco para o desenvolvimento desta doença em cada elas castradas. Então, a gente tem essa informação e embora a gente não tenha a contrapartida, que seria conversar com essa consequência tutor sobre não castrar para evitar o hipercortizolismo, o pre-evital e podre no corticismo. Na verdade, a gente não tem nenhum embasamento para chegar nesse tipo de recomendação. E quando a gente fala de diabetes mérito, nós temos dois cenários bem contratos. Nós temos o cenário do gato, macho, castrado, acima de oito anos, sedentário, que é o perfil de risco para o desenvolvimento do diabetes mérito, enquanto que na cadella castrada, o diabetes mérito tem pouca chance de ocorrer. Então, para a cadella, a castração se comportou como um fator de proteção. Então, vejam, temos várias informações, a gente tem que avaliar cada informação com muito cuidado para que a gente não tome nenhum tipo de decisão ou postura, e na adequada com relação à castração. Complementando aqui, quando a gente fala assim, pelo menos no meu ponto de vista, quando a gente, pensando mais em comunicação com um tutor, a doutora mariana levantou que vários fatores de risco, algumas hipóteres, acordo com o estudo, mas ela mesmo ressaltou que a gente ainda não tem conteúdo científico, suficiente para afirmar isso. Mas, eu acho que nesse contexto, nessa situação, é muito relevante a gente como profissional incentivar o tutor a fazer checapes constantes também, porque a gente vai conseguir identificar qualquer alteração que o animal apresentar de forma precoce. Então, são dois, acho que são dois tópicos muito importantes. Como a doutora mariana falou, a gente tem alguns trabalhos levantando algumas hipóteres, alguns fatores riscos, mas sem nenhuma comprovação científica robusta, e a gente precisa de qualquer maneira incentivar a visita regular ao médico veterinário. Mesmo, aparentemente, o animal não apresentar nenhuma alteração é importante ele ser avaliado de maneira constante pelo médico veterinário, porque ele vai ser o mais capacitado para identificar qualquer possível suspeita se o animal apresentar uma doença. Super bem lembrado, Bruno, e essa é uma dificuldade ainda bem grande, que a gente vive dentro da medicina veterinária. Bom, eu queria expandir agora a nossa conversa para questando a petite em específico, que é um tópico super importante quando a gente fala de castração, né? Doutora de que maneira a gona deectomia impacta na regulação dos hormônios relacionados ao a petite? O a petite é comandado por vários mecanismos endócnos, metabólicos, bioquímicos, realmente uma área bastante interessante de ler e estudar. Então, como a ação especificamente aos hormônios reproduitivos, produzidos pelas gônedas, nós precisamos relembrar a função do estrojo dos estrójidos e a função dos andrójidos nesse processo. Então, os estrójidos acabam fazendo uma contribuição para saciedade, né? Então, o estrójo não acaba tendo alguma ação sobre a redução do ato de comer, então do a petite e, portanto, contribui também para a peda de peso. Então, a partir do momento que uma fêmea castrada e as gônedas são imovidos, a principal fonte de produção nos estrójidos foi imovida, obviamente. Então, a gente pode esperar uma alteração de a petite em função dessa ausência de controle de saciedade que os estrójidos faziam anteriormente. Já como na ação aos andrójidos, nós temos o efeito contrário. Então, os andrójidos estimulam a petite e um outro detalhe bem importante dos andrójidos no que eles estimulam a formação de massa muscular. Então, a partir do momento em que o macho é castrado, existe a redução da principal fonte de produção dos andrójidos e aí esse paciente será imal, pode comer menos e perder massa muscular. E além desses detalhes, nós também temos uma ponte entre os hormônios e produtivos e também alguns outros hormônios mais diretamente relacionados à saciedade, como por exemplo a grelina, a leptina e a diponectina. Então, alguns trabalhos mais especificamente com gatos mostrando que esses gatos com a redução castrados têm um aumento da produção de grelina, por exemplo, e uma redução da diponectina. Bom, a grelina tem uma função orexígena, então, um alamento apetite. Então, a partir do momento que esse animal produz mais grilina é de se esperar que ele também tem um apetite aumentado. E a diponectina funciona com um anorexígeno. Então, a partir do momento que esse animal tem uma redução da secreção de diponectina, é de se esperar que esse paciente tenha um aumento do apetite. Entretanto, as pesquisas nos mostram informações bem diferentes. Então, alguns casos que os animais desenvolvem, um aumento do apetite agudo de 3 a 10 dias depois da castração, embora a gente saiba que as concentrações hormonais ainda estão ali preservadas, então não se sabe muito bem por que isso acontece e isso pode durar por meses depois da castração. Então, tem essa questão dos hormônios reproducidos interferir no apetite, entretanto nós não sabemos o real impacto sobre o ganho de peso isolando os outros fatores de risco, como por exemplo, a redução da atividade física, porque aí sim, esse é um ponto importante, né? O paciente castrado, animal castrado, ele pode, sim, ter menos disposição para atividade física, enquanto que isso, ele também não te não recebe oferta de atividade física, aí a predisposição para a obesidade pode acontecer. Fazendo uma correlação com que a doutora Mariana falou, ela levou todo outro ponto sem ser o impacto da castração no controle alimentar, ela falou sobre a redução da atividade física, mas eu acho um ponto muito legal a gente levantar também, é sobre a menor necessidade energética, né, que esse paciente ele precisa. Então a gente não pode olhar sobre o único aspecto, a gente tem que pensar pela, pela aumento da ingesta de alimentar, como isso vai contribuir pro ganho de peso, a gente tem que olhar para o lado da atividade física, mas a gente também tem que olhar para o lado de que esse animal ele demanda menos, ele necessita de menos energia para se manter no dia-dia dele. Então o ciclo, né, se tem que olhar por todos esses aspectos. Bem lembrado, doutora Brana, tem vários fatores incluídos aí na questão do apetite e também quando a gente fala do ganho de peso, pós castração. Então sempre que os tutores me perguntam se a castração foi o grande motivo pro ganho de peso, que ele é terminado a paciente, quando chega no consultório, eu costumo explicar que existem vários fatores e eu vou contar rapidinho quais são os fatores que eu geralmente digo para essas famílias. Então a castração ela entra numa lista de fatores contribuindo com 3% do ganho de peso. Essa informação é de um artigo de 2010, ela foi reproduzida na um livro recente específico de obesidade.
e faz muito sentido quando a gente olha o contexto da maioria dos pacientes. Então, quando a gente olha os fatores relacionados ao indivíduo, além do fato de ser castrado, a raça também interfere a genética que esse paciente porta, a idade desse paciente e o porte também. Os outros 97% ficam relacionados às pessoas que pessoas são essas, as que cuidam desses animais, que geralmente são elas que escolhem o tipo de alimento, que vão fornecer e muitas vezes esse alimento é escolhido sem um maju da profissional. O modo com que esses animais serão alimentados, eles vão receber o alimento uma única vez ao dia, duas vezes ao dia, enfim, qual é o manejo envolvido, se eles vão receber ou não a atividade física, porque muitas vezes esse animais confinados em apartamentos, especialmente nos dias atuais, não gastarão energia espontaneamente. E também os outros atos envolvendo os outros familiares, como, por exemplo, o hábito dos petiscos, de fornecer os petiscos. Então, quando a gente coloca na balança, a castração sim, ela entra como um fator de risco, de predisposição ou obesidade, entre tanta contribuição é pequena, porque o que eu tenho para atuar, para trabalhar? Eu tenho que trabalhar sobre os outros 97%, porque esses sim estão sob o meu controle, eu consigo interferir na alimentação, no modo de alimentação e no estímulo da atividade física. Enquanto muitas vezes, eu já tendo um paciente de uma raça "x" e "d" "y" e já castrado. Então, eu perdi o controle sobre essa, sobre esses critérios. Doutoria aproveitando, qual é estimativa de gasto energético para esses animais castrados? Bem, Gabi, nós temos algumas fórmulas que nós utilizamos para fazer a estimativa energética de área do paciente. Quando a gente fala de canza adultos, nós utilizamos uma fórmula que ela é para canza adultos inativos, que é 95 kilocalórias vezes o peso elevado a 0.75. Isso é uma fórmula que a gente usa como uma, vamos dizer assim, um ponto aperinicial. É sempre, óbvio, muito importante, a gente reavaliar esse paciente para saber se ele está ganhando peso ou se ele está perdendo peso e fazer os reagios necessários. Mas de orientação geral, para canza adultos, nós utilizamos essa fórmula que ela se refere à fórmula de estimativa energética para canza adultos inativos. Quando a gente fala de gatos adultos, nós temos uma recomendação do fedeaf, que é de 75 kilocalórias vezes o peso elevado a 0.7. É importante fazer a avaliação para saber se o animal está respondendo a esse cálculo de energia, em fazer os reagios necessários. Então, essas são as duas principais fórmulas que nós usamos para tentar controlar esse ganho de peso nos animais castrados. Mais uma vez, a gente esbarra na questão da individualização da medicina veterinária. Então, esse é paciente que tem que ser avaliado, que a auditividade física dele deve ser conhecido, ser o animal que a auditividade física intensidade ou não. Mas a gente entende que uma redução ao redor de 25% de calorias deve ser realizada para que esse paciente não tenha sobre peso ou obesidade. Bom, eu ficaria aqui horas conversando, acho que é um assunto super interessante que a gente precisa, inclusive, falar mais vezes sobre castração. Mas eu queria terminar com uma pergunta, e aí eu vou direcionar tanta doutora mariana, quanta doutora brana, que é com relação às estratégias nutricionais que a gente pode implementar para esses animais castrados, que a gente pode fazer por eles. E a violência é uma ótima pergunta, porque, justamente, aí que a gente precisa atuar. Então, a primeira coisa é definir a necessidade energética desse animal com base no gastrocalórico, com base na atividade física que ele faz. O segundo ponto é definir qual o alimento é o ideal para esse animal agora na condição de castrada. Então, a partir do momento em que essa decisão foi tomada da castração, então já deve se pensar na estratégia nutricional voltada a pro alimento. Então, as indicações atuais ficam voltadas para, de se escolher o alimento que tenha um teor calórico reduzido, com base na redução do teor de carburdrato, de lipídios também, pessoas principais fontes energéticas. O teor proteico deve ser aumentado para que a massa muscular se mantém a preservada. E também o teor de fibra pode ser um pouco acima do que os alimentos de manutenção para aqui trabalhar favore, então, da saciedade. E além de se escolher um alimento ideal, deve também pensar no modo de alimentação. Hoje a gente fala muito disso nos consultórios, porque os canis, os gatos, eles precisam, sim, sentir muito úteis, eles precisam se sentir capazes de se alimentar de uma forma raciocinada e pensada. Então, a gente geralmente indica o uso de comedoros, cobi estátnos, uso de comedoros com espiculas, as feras, para que esse animal tenha que realmente pensar para conseguir o alimento. Dessa forma, além de garantir a riquecimento ambiental e ximulco-guinitivo, a gente também atua a favor da saciedade, é desse animal que geralmente é um ponto que a gente precisa atual. E complementando o que a doutora Mariana falou, eu vou fazer algumas considerações sobre o alimento, assim, o perfil nutricional do alimento, que é muito importante a gente compreender para fazer escolha adequada desse alimento. Então, a gente sabe que a gordura é o principal nutriente que contribui com calorias para o alimento. Então, se eu quero um alimento com um teor energético menor, como sequentemente esse alimento tem que ter um teor de gorduras menor também. E uma coisa que vai contribuir para essa menor densidade energética do alimento são as fibras. As fibras delas são conhecidas como diluidores de calorias. Então, além de diminuir, de contribuir para diminuição da caloria do alimento, ela vai estar relacionada à saciedade. Então, outro ponto que a doutora Mariana falou, e aí o que eu acho que faz um super sentido, é que com um alimento com um teor de fibras um pouco maior e fazendo esse riquecimento ambiental, pensando em como esse animal vai obter o alimento, isso com certeza essa combinação vai contribuir, para essa cidad de do paciente. Quando a gente fala de proteína, acho que o teor, sim, ele deve ser considerado, mas além do teor, a gente tem que começar a pensar em termos de qualidade de proteína, e o perfil de aminoácidos desse alimento. Porque, no final de tudo que vai ser utilizado são os aminoácidos, e é importante que o alimento, ele tenha fontes proteícas de altíssima qualidade, de alta digestibilidade, para que o animal realmente consiga aproveitar esses nutrientes, a gente tem um teor de proteína muito alto no alimento, mas o animal não conseguiu realmente absorver e aproveitar nada de alta. E uma coisa que eu acho bem legal, quando a gente conversa com um tutor sobre o manejo nutricional, é falar sobre escor de condição corporal, do doutora mariana, porque tudo bem, ele não pode saber exatamente se ele está no escor 6, 7, 5, 4, mas ele consegue entender se o animal dele, por meio da avaliação, da palpação do animal dentro da própria casa, se o animal engordou ou não, não só pela palpação, mas a colera, a roupinha, que está um pouco mais justo, então, um pouco mais fogada, são algumas dicas que a gente pode dar para o tutor, dentro da própria casa, acompanhar isso, e se ele percebe alguma mudança, ele já consegue entrar em compacto, não vai ter dinário e falar "ô, doutora, estou, a gente fez o cálculo, eu comecei a esse manejo, mas eu vi que a colera está um pouquinho apertada, o que a gente vai fazer agora, reforçando mais uma vez, a nutricional deve ser individualizado, acompanhamento ou paciente, ele deve ser individualizado. E, em termos de como a gente vai oferecer esse elemento é muito importante, eu posso ter o alimento ideal fornecido com o perfil para que ele é paciente castrado, mas, se eu não der a quantidade correta, já era, não adianta. É importante a gente seguir essa recomendação adequada que o veterinário é indicar, não dar o alimento a vontade, estabelecer, obviamente, os exercícios. Então, a gente tem que olhar 360 para o manejo nutricional. Então, para a gente finalizar pensando sobre o aspecto do manejo alimentar, o perfil de alimento, quais são os alimentos que a gente tem, né?
Obviamente temos no mercado alimentos pra animais castragos, a rio tem o alimento pra gatos castrados pra cães. A gente poderia também, pra cães gatos, né, a gente também tem um alimento light que atende a esse perfil de menor densidade energética, um pouco mais de fibra. Então pra cães castrados, pensando nos alimentos da rio, a gente poderia usar os alimentos light. E se realmente aquele paciente já chegou pra você, não está de "é castrado", o tutor nunca recebeu alguma orientação nutricional. Ele já apareceu pra você como sobrepeso obesidade e assim a gente precisa estabelecer um plano nutricional para a perda de peso e a rio tem um alimento a rd que também atende todo o perfil nutricional pra que aja a perda de peso de uma maneira saudável, com uma intenção da massa magra, com o controle da sociedade. E lembrando que todas as informações técnicas dos produtos citados pela doutora brana estão disponíveis no vetsmart. Basta procurar lá no showroom da rio e vocês vão encontrar todas essas informações. Fora estudos, vídeos, é realmente um show um recheado de informações pra vocês, médicos, veterinários e estudantes. E eu gostaria de finalizar por aqui, agradecendo muito a presença da doutora mariana, a primeira vez aqui no vetsmart com a gente, mas com certeza absoluta vou convidá-la pra outras. E também agradecer a doutora brana que sempre com a gente não pode castar, agregando ainda mais conhecimento. Muito obrigada as duas. Muito agradeço Gabiela, agradeço a doutora brana pela companhia, confesso que aprendi muito, especialmente sobre os detalhes da notrição. Muito obrigada pelo convite. Eu que agradeço a Gabi, muito obrigada doutora mariana, também foi uma honra estar com você, aprendi muito, foi muito riquecedor essa conversa. Estamos aqui sempre apóstos, pode me convidar sempre Gabi. Eu vou convidar, hein? Bom pessoal, a gente fica por aqui, continuem se cuidando e até a próxima.
Podcast Summary
Key Points:
A idade ideal para castração deve ser individualizada, considerando porte, raça, maturidade e estilo de vida do animal, com gatos entre 5-12 meses e cães de pequeno porte por volta dos 6 meses, enquanto cães grandes e gigantes devem aguardar 9-15 meses.
A castração aumenta a longevidade (até 4 anos em gatos) e previne doenças como piometra, tumores testiculares e neoplasia mamária, mas também pode elevar riscos de linfoma, osteossarcoma, obesidade e doenças endócrinas (ex.: hipoadrenocorticismo).
O ganho de peso pós-castração é influenciado por múltiplos fatores (genética, alimentação, atividade física), sendo a castração responsável por apenas 3% do ganho; o manejo alimentar e exercícios são cruciais.
A castração altera hormônios do apetite (estrógenos, andrógenos, grelina, adiponectina), podendo aumentar o apetite, mas a menor necessidade energética e redução da atividade física são fatores-chave para a obesidade.
A decisão deve ser baseada em diálogo transparente com tutores, pesando benefícios e riscos, e incentivando check-ups regulares para detecção precoce de doenças.
Summary:
A discussão aborda a castração sob uma perspectiva individualizada, destacando que não existe uma idade única ideal. Para gatos, recomenda-se entre 5-12 meses, enquanto cães de pequeno porte se beneficiam aos 6 meses; cães grandes e gigantes devem esperar 9-15 meses para garantir o crescimento completo. A castração aumenta a longevidade (até 4 anos em gatos) e previne doenças reprodutivas como piometra e tumores, mas também pode elevar riscos de certos cânceres, problemas ortopédicos e doenças endócrinas, como obesidade e hipoadrenocorticismo.
O ganho de peso pós-castração é multifatorial, com a castração contribuindo apenas 3%; os 97% restantes dependem de alimentação, petiscos e atividade física, que devem ser geridos pelo tutor. A alteração hormonal (redução de estrógenos e andrógenos) pode aumentar o apetite, mas a menor necessidade energética e sedentarismo são determinantes. Fórmulas de gasto energético (95 kcal x peso^0,75 para cães; 75 kcal x peso^0,7 para gatos) ajudam no controle, mas a individualização é essencial.
A comunicação clara com tutores sobre riscos e benefícios, aliada a check-ups regulares, é fundamental para decisões informadas e manejo adequado da saúde animal.
FAQs
Para gatos machos, recomenda-se entre seis meses e um ano de idade; para gatas, até um ano previne 86% dos tumores de mama. Em cães de pequeno porte, a castração aos seis meses é indicada, enquanto cães de grande e gigante porte devem esperar até nove a quinze meses para finalizar o crescimento.
Sim, estudos mostram que cães e gatos castrados vivem mais, com gatos podendo ter até quatro anos a mais de vida. Isso está associado a maiores cuidados veterinários e prevenção de doenças reprodutivas.
A castração previne piometra, tumores testiculares, hiperplasia prostática benigna e, em gatas, até 86% dos tumores de mama quando feita até um ano de idade. Também reduz distocias e outras alterações reprodutivas.
Sim, animais castrados podem ter maior risco de hipotireoidismo, hipoadrenocorticismo e hiperadrenocorticismo, além de obesidade. No entanto, esses riscos são ponderados e a decisão deve ser individualizada com o veterinário.
A castração reduz hormônios como estrógenos e andrógenos, que regulam saciedade e massa muscular, podendo aumentar o apetite e diminuir a atividade física. Isso contribui para o ganho de peso, mas apenas 3% do ganho é atribuído à castração; os outros 97% dependem da alimentação e exercícios.
Para cães adultos inativos, usa-se 95 kcal x peso^0,75; para gatos adultos, 75 kcal x peso^0,7. Esses valores são pontos de partida, e ajustes devem ser feitos conforme a resposta do animal.
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