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147: Um data center incomoda muita gente

58m 40s

147: Um data center incomoda muita gente

Este episódio do Escafandro, em parceria com o Intercept Brasil, investiga o impacto da instalação de data centers no Ceará. A reportagem contrasta a realidade de moradores, como Dona Jordana, que sofrem com a escassez crônica de água, com a chegada de grandes infraestruturas digitais que consomem recursos hídricos e energéticos em larga escala para armazenar dados e processar inteligência artificial. Foca-se no projeto de um data center em Caucaia, vinculado ao TikTok, que consumiria energia equivalente a uma grande cidade. A narrativa questiona a política nacional de data centers (ReData), que oferece incentivos fiscais sem assegurar ganhos tecnológicos para o Brasil ou a mitigação dos impactos socioambientais. A reportagem também expõe as desigualdades territoriais em Caucaia e os efeitos de grandes complexos industriais, como o Porto do Pecém, que levaram ao deslocamento de comunidades tradicionais, incluindo o povo indígena Anacé. O episódio conclui alertando para o paradoxo de instalar infraestruturas intensivas em recursos em regiões já vulneráveis às mudanças climáticas.

Transcription

9275 Words, 52880 Characters

Portuguese
Oi! Esse episódio foi feito em parceria com Intercept Brasil. Toda a apuração é da Repórter Lais Martins, que também publicou uma série de textos sobre o assunto. Então, se depois de ouvir o episódio de hoje, você quiser mergulhar ainda mais fundo, vai lá no site do Intercept, que tem muito material e uma abordagem diferente da que a gente vai fazer aqui. Este pode ter uma produção da rádio guarda chuva, jornalismo para quem gosta de ouvir. Se apresenta aqui em você e quando um pouco aqui da comunidade. Sim, meu nome é Jordana, eu conhecido aqui a 43 anos aqui. No dia 20 de agosto de 2005, sentada num combo do simples de uma casa, no interior do Ciara, a Repórter Lais Martins, do Intercept, estava com a tarefa desafiadora pela frente. A dificuldade aqui de água são grande. Acho que. Quer dizer, na verdade, eram duas tarefas desafiadoras. É que eu nascer aqui, que a gente só ocorremos por água. A primeira, a mais desafiadora, e talvez até impossível, era explicar por que um data center, para armazenadas cinhas de desconhecidos, teria acesso livre a água enquanto ela, que tinha nascido e vivido na mesma região, nunca tinha atido, e provavelmente nunca teria. E ela fala de uma série de impactos que ela já tem na vida dela, por exemplo, ela desenvolveu uma inundidisco, porque como falta água, quando eu não tenho água no caminhão pipa, ela tem que até um. Como é que ela chama? Cassimbão que chama. A gente tinha que buscar a pé de carro de mão, em um bão de 50 litros, água, em um cassimbão. Isso tudo com folhas dentro do cassimbão, com dia, levando carreira de dia. Quem não conhece é um bão bem grande. E esse cassimbão, que você falou, com o próximo daqui, levando. O cassimbão mais próximo daqui é mais ou menos. Mais ou menos prônio, porque muito. Foi muito chocante para mim, Tomaz, assim, e aqui eu falo muito de um lugar de sudestina, assim, de ver na prática, o que significa falta de água. E eu vi, sabe, da dona Jordana. Ela tem um filho pequeno, bem jamim, e ela ficou aqui. Ele está há 15 dias sem aula, mas cola, porque falta água na escola. A dona Jordana contou para lá is que, de tempos em tempos, o poder público dá algum sinal de que a água vai chegar. Tem uma época, por exemplo, que eles instalaram medidores em todas as casas. Mas a água nunca chegou. Quando foi a essa época? 10 anos atrás. Acho que está com os 10 anos, mais ou menos, que saíram na casa colocando relógio. A relógio está a perceber a ligação de água da cajeza. E veio até aqui perto do quarque do vaqueiro, está lá? Mas não vem para cá. E aí tem uma segunda tarefa desafiadora que ela eza enfrentou. No caso, explicar para a dona Jordana o que é um data center. Eu você beis, se era você. Eu queria que você fosse bem direta comigo. Porque de uma tuta, é bem bem, você diz um aciga, mas eu não sei muito bem associar. Nesse momento, você, meu ouvinte e sudestina dançarina de TikTok, talvez esteja compadecida pela dona Jordana. Não só pela distância da água, mas também pela ignorância quanto a essa instituição que se torna cada vez mais parte do nosso cotidiano. O data center. Mas aqui, eu que já conheço toda a história do episódio de hoje, me sinto seguro para lançar uma posta. Ade que você, meu ouvinte e sudestina de torneiras bem nutridas, sabe quase tão pouco sobre data centers quanto a dona Jordana. Eu sou Tomás, que é a Verini e o episódio 146 de Escafandro, feito em parceria com o intercept Brasil e já começou. Nele, a gente vai falar de como as dancinhas que você posta no TikTok, os seus vídeos de gatinhos, os seus filtros de beleza virtual e os seus memes gerados por IA impactam a vida de pessoas reais. Antes, eu preciso agradecer aos humanos luminosos que, por meio do nosso financiamento coletivo, mantém o Escafandro Noar a quase 7 anos. Se você tá entre pessoas como a cheira e silva, a Elis Nazar, o Rafael Trindade e o Gabriel, com os olhos de Oliveira, muito obrigado, mas muito obrigado mesmo por isso. Para a gente entender o que é um data center, a gente precisa primeiro entender que essa história de guardar dados na nuvem não existe, não existe nuvem. A grande mentira que nos contam é que a internet tá na nuvem. Na verdade, a internet é bem física, não só no data center, mas, por exemplo, a gente precisa de cabos, existem cabos submarinos gigantes que atravessam os oceanos e levam a internet de um lugar para o outro. Aliás, se você quiser saber mais sobre isso, eu te recomendo o merguro no nosso episódio 31, o primeiro da trilogia profundezas da rede. Nelho, a gente entrevista um dos pioneiros da internet, que conta sobre como se mostringa o que domina a nossa vida foi plugado na tomada. Mas, enfim. O data center é uma parte muito importante da internet, porque ele é meio que a casa de máquinas por assim dizer. Essas casas de máquina, em geral, ficam gigantescos galpões industriais, e quando falam gigantescos, eu não estou sendo perbólico. Na verdade, eu estou sendo modesto. Um Mark Zuckerberg, dono da meta, disse que está projetando uns centros de dados do tamanho de Manhattan. Uma instalação que começaria a funcionar em 2006. Tem até a bilionária Birulabe planejando construída das centers na lua. Então, da sensação galpões industriais, coisas muito grandes, cada vez maiores, inclusive, que armazenam servidores, chips, computadores ultra-poderosos, responsáveis por processar tudo o que a gente faz na internet. Então, desde um like, um e-mail, tudo isso passa por um data center. E agora, com a inteligência artificial, são os data centers que hospedam servidores que treinam. Então, por exemplo, quando você tomar as pede lá, pro chat GPT, ou para algum modelo de geração de imagem, fazer uma foto dos Beatles, como se eles fossem tartarugas, cruzando a rua. Por exemplo, está acontecendo dentro de um data center. E a inteligência artificial, sempre ela é a grande devorador de processamento da atualidade. A popularização da inteligência artificial e desses modelos que estonaram mais de uso comum da população, a gente precisa de data centers cada vez maiores e mais poderosos. Porque a lógica dessas empresas também é de escalar, elas querem escalar, elas querem crescer, o chat GPT4, o imbrabe vai ser o 5 e o 6. E tudo isso demanda mais processamento, mais capacidade computacional. Os data centers de dia venham até o nome especial. Eles são chamados em "Legi Hyper-Scalers", tipo "Iper-Scala", porque eles são muito maiores. Eles precisam dar conta de uma capacidade computacional muito mais elevada, então também significa que eles são feitos para serem mais resistentes. Por assim dizer, resistentes atemperaturas, a uso de água, a invasões, por exemplo. Então esses são os grandes monstros, que é o que a gente vê que está sendo instalado nos Estados Unidos nesse momento. Agora, e que as comunidades estão ali fazendo algum tipo de mobilização. No Brasil, a gente está na virada. Esse é um momento de virada, em que a gente vai sair de só data centers de cloud, de armazenamento e processamento pra data centers de ia. Uma parte dessa virada se deve ao governo Lula. No dia 19 de agosto, o Ministério das Comunicações não sou uma consulta pública para iniciar uma política nacional de data centers, a redata. Entre outras coisas, a redata deve confeder generosas exenções de impostos. Como consequência, o governo espera receber 2 trilhões de reais em investimento nos próximos 10 anos. A grande questão é a troca de quê? O que a gente tem visto nas nossas reportagens em esses últimos meses é que não há elementos ainda que mostrem o que o Brasil ganha com essa política. O nosso setor tecnológico nacional, se a gente avança pra reduzir a nossa dependência das Big Text, porque hoje o governo brasileiro, o país como um todo é extremamente dependente das Big Text, o governo brasileiro era um grande cliente da Microsoft, da Google, nossos dados estão hospedados nesse sistema. Então, essa política poderia ter elementos que ajudem a gente a avançar pra se tornar menos dependente, mas isso não aparece lá no momento. E aí tem um detalhe que é dos mais importantes pra nossa história, porque no fundo, o data center são grandes depósitos de computadores, e computadores têm duas características físicas ainda imutáveis. Eles consumam energia elétrica e, como o subo produto do funcionamento, eles produzem calor, esquintam e precisam ser resfriados. E aí tem uma maneira diferente de resfriar um data center, todas elas usam água. A questão é quando de água que vai usar tem sistemas mais eficientes, sistemas menos eficientes. Então as duas coisas andam meio que juntas, quanto maior, mais consumo de energia, mais água você vai precisar. Tem sistemas que usam menos água, e por isso usam mais energia. Porque aí você vai pra uma alternativa, tipo, ar-condicionado, se um grande ar-condicionado pra manter aquele galpão resfriado. Você pode escolher, você vai gastar mais água ou mais energia, isso, mas depois não dá pra fazer as duas coisas. Na verdade, essa é a grande tentativa, mas tem uma coisa interessante que é um paréntice meio nerd, mas tem um paradoxo que os estudiosos tem citado, que eu já ouvi em várias entrevistas que eu fiz, que é o paradoxo de Jevons. Mas existe uma crença falsa das pessoas que estão no desenvolvimento de A, que é quanto mais a gente usar, mais a gente vai conseguir pesquisar, eles vão se tornar mais eficientes por conta do uso, né? A gente vai conseguir melhorar. Mas o paradoxo entende que os sistemas vão ser tão eficientes, que eles vão ser cada vez mais usados, e portanto, qualquer grande eficiência foi no lado pelo aumento no uso. Então não tem muita saída, assim. Não tem muito a perspectiva aboda aqui pra frente. [Música] Existe uma saída pra essa ensinoca energética que a princípio pode parecer interessante, que é a construção desses grandes armazenhos computacionais em regiões frias do planeta, tipo o círculo polar-artico, e tem algumas empresas que estão fazendo isso. Ao mesmo tempo, tem muitas empresas que estão planejando construir coisas em lugar desse tipo ciarar, que vamos combinar e não é conhecido exatamente pelo rigor dos seus invernos. Eu preguntei sobre isso pra lá Ismartings, porque esse interesse é súbito no ciarar? Olha, tem muitas maneiras de responder essa pergunta, né? A primeira delas é, porque é aqui a gente tem terra barata e disponível. Mas o Brasil, ele tem uma grande vantagem nesse momento que é a gente tem energia limpa no nosso país. 80% da matriz energética brasileira vem de fonte de renováveis, energia renováveis. Aqui, a gente poderia abrir um grande parênteses para discutir até que ponto a energia é realmente limpa. Já que a energia é hídrica, muitas vezes envolve o alagamento de grandes áreas, o que emitir altas quantidades de gas carbônico e muitas vezes provar com deslocamento forçado de populações locais. Até a energia é ólica, que muitas vezes é vendida como uma solução ambiental mágica, tem impactos que precisam ser levados em consideração. Especialmente, no Ordeix, as comunidades conhecem muito bem esse impacto. Tem toda um impacto ali na fauna e na flora, mas tem um impacto humano, também, por exemplo, assim, dormida turbidéólica, que adoece as pessoas, tem comunidades que vivem a base de tarde à preta, porque é um barulho que é um barulho meio invisível, né? É como se fossem ondas profundas, que te afetam no sono, as comunidades relatam especialmente que dá para ouvir durante a noite, quando a vida para fica tudo em silêncio, mas é como se tivesse usumbido na cabeça constante. Qual é o que esse dorei? Então, esse é um impacto, por exemplo, que muitas vezes não aparece. E assim, a paisagem inteira do nordeste, assim, no transformada por esses gigantes e ólicos. Certo, parêntese apocalípticos fechados, bora voltar para outro ponto que torna o ser apetitoso pra as gigantes dos dados. Porque dali saem cabos submarinos que conectam basicamente a internet da América do Sul, ao resto do mundo, na praia do futuro saem esses cabos submarinos. E aí, aliás, que nos últimos anos se dedica especialmente a cobertura das Big Text, teve uma ideia brilhante, que foi comparar duas listas distintas. A primeira era uma lista dos data centers que poderiam se instalar em ter retorno nacional. Ela conseguiu isso com o Ministério de Minas e Energia, porque uma das primeiras coisas que essas empresas pedem é pra ter acesso à rede básica de electricidade. A segunda lista, e aqui que está a esperteza da repórter do intercept, foi cruzar os dados dos prováveis futuros centros de dados com atras dos desastres. Tem registrado eventos climáticos extremos, por exemplo, seca e estiagem ou enchentes alagamentos. E aí, uma cidade se destacou. Calcaia. Era uma cidade conseguida as crises de seca que receberiam data centers gigantesco. O que é gigantesco? Tesse data center fosse uma cidade, ele seria a 7ª cidade que mais consome energia no Brasil. E se esse data center for de fato implementado, sabe pra onde vai essa quantidade impensável de electricidade? Damiungr. Um quê? Um quê? Um quê? Damiungr. Pois é. Segunda apuração exclusiva do intercept, ela vai servir sobretudo pra guardar dancinhas do TikTok. Damiungr. Um quê? Um quê? Um quê? Quer dizer, não só dancinhas. Mas enfim, vai armazenar dados do TikTok. Oficialmente, o projeto é assinado pela casa dos ventos, que é uma empresa de energia ólica que está entrando agora no segmento de data centers. Mas a gente conseguiu confirmar com fontes que esse projeto vai se ocupar do TikTok, quando ele estiver pronto. Antes de continuar com nosso episódio, eu preciso te falar sobre o financiamento do escafandro. Como você sabe, o Podcast é orgulhosamente mantido pra uma parte dos ouvintes que apoio o projeto financeiramente. É só pra conta dessas pessoas luminosas que a gente consegue continuar produzindo e que o Podcast tem chegado a um público cada vez maior. Então, se você gosta do projeto, se quer que ele cresça esse multiplique, se quer que a gente continue tentando trazer um conteúdo cada vez mais profundo e estigante pro seus fones de ouvido, vence juntar nossa campanha de financiamento coletivo. O caminho pra isso é rápido, fácil e seguro. Só ela no site catarse.me/escafandro escolheu o valor com o qual você quer ou pode apoiar. Com os 5 reais, você já ajuda o projeto, tem direito de ouvir os programas um dia antes, pode intervalar a filha pra gravar a ficha técnica de um episódio e pode ter o nome citado por aqui. Se quiser apoiar por outro caminho, pelo PayPal, por Pixecorrente ou pelo orelro, não tem problema também. É só ir ao nosso site rádioescafandro.com e clicar em apoio que tem todos os caminhos. Lá você também encontra todos os detalhes sobre as recompensas, inclusive para valores mais altos que dão direito a alguns mimos a mais. Se você ainda ficou com alguma dúvida, vai lá no nosso Instagram, rádioescafandro, achou o link do perfil que lá também tem um caminho pra se tornar um escafandroista luminoso. E agora, sei mais de longas, bora voltar pra nossa história. A gente não sabe exatamente por o que o TikTok vai usar esse data center quando a gente estiver pronto. Pode ser só pra armazenamento, acho que tem um contexto gel por isso que o importante do TikTok é a questão do TikTok nos Estados Unidos. Toda ameaça de banio, aplicativo, ameaça de ter que os pedadados tirar os dados dos Estados Unidos, então eu imagino que tem uma relação com isso. Mas a gente não sabe qual é a atividade que vai ser desempenhada lá dentro. Pode, inclusive, ser treinamento de A, porque é a batidense, né, empresa proprietária do TikTok. Tem um modelo de inteligência artificial, um modelo generativo de imagens. Então a gente não sabe, e isso é importante de saber por que isso implica no consumo de energia e água. E assim, com um furo de reportagem em mãos. E aí, a gente faltou essa primeira matéria. O título da matéria, publicado em maio de 2025, veio no formato de aspas de uma das fontes. Pra ficar árido, é só um empurrãozinho. E a reação pública foi muito engraçada por que? Calcaia um nícipo muito grande. Territoriamente, ele é maior que fortaleza, que está ali do lado. As pessoas comentavam no post, ou recebem e-mails falando, se estão loucos. Calcaia não é seco. Calcaia é uma cidade litoriana. Como assim, se estão falando, calcaia é seco. E assim, de antes dessa grande confusão, em meados de agosto de 2025, a laís Martins fez as malas e partiu rumo a calcaia. Se chegou lá no dia 18, é isso? Sim, segunda-feira, cheguei lá. A laís me contou que a cidade fica 40 minutos do centro de fortaleza. São duas cidades que acabam se conectando muito, porque muita gente mora em calcaia, trabalha em fortaleza. Então a la foi direto pra lá e parte pra um reconhecimento geral com uma fonte que pediu pra não ser identificada. Já tinha viajado muito pelo Complexer Nogo Go Maps, mas quando você está lá, é muito diferente, assim, de ver. Um pouco sobre essa sua impressão, essa diferença do território visto pelo Go Maps e lá andando de carro. Primeiro assim, eu achei muito bonito. Você tem as dunas, que são lindas, você tem uma mata que é muito verde, que é muito diferente do que eu vi, por exemplo, no outro dia. Quando a gente foi mais pra dentro de calcaia, que já é o semi-adido, a praia, do nada, você tá andando ali na rodovia e tem indústria do seu lado. E você vê aquele marzão azul na frente, sim. E eu acho que a dimensão me chocou, assim, o tamanho ali do Complexo, o tamanho das indústrias que estão ali, as distâncias das coisas. Porque no Go Maps, você não tinha muito essa ideia, assim, eu passeava, mas não via muito. Você tá falando aqui, eu estou imaginando, apropagando a Lula, nas eleições de 2016, o Sidônio Palmeira, fazendo um voo de drônia, falando do voo de como prazer eu estar evoluindo pra energia limpa, com data center, de inteligência artificial, e sendo a potência da inteligência artificial do mundo, imagino isso. Olha, não acho difícil de acontecer, viu, Tomás? [Música] Nesse primeiro reconhecimento ficou evidente porque as pessoas comentavam revoltadas da matéria que falava de calcaia com uma cidade que sua frequência teagem, porque tantos moradores argumentavam que a cidade era um paraíso a beramar. É que, como tantas outras grandes cidades do planeta, calcaia é tão desigual que acaba sendo duas cidades diferentes conforme o lugar onde você vive ou os lugares prontos de você circula. Então é um município que tem, literal, kraia, tem toda a maria do meio, que é um bioma meio misto, e tem a maria que já é semiarido. Tal kraia, em 16 dos últimos 20 anos, registrou emergência por sequester, a gente tem famílias que não tem acesso a água, que depende de cisternas ou caminhões pipas, pra receberem a água, pra fazer coisas básicas, tipo bebê água e cozinha. Mas é isso, e aquela paisagem bastante senhora é isso, que do nada, a CV, uma fazenda é ólica, né, tipo várias turbinas, assim, que saem no horizonte, tal. E uma coisa que me chama muita atenção é você não vê pessoas, mas as pessoas moram lá. Inclusive isso é engraçado, né, o água, fotógrafo com quem eu trabalhei, que é morador de calcaia, me falou assim, tem muita gente de calcaia que mora mais nas urbana, que não sabe que aqui pra osmocipe moram pessoas. Cipe é o complexo industrial e portoário do pecinho. O Cipe começou a ser construído em 1995, foi inaugurado em 2002, e está profundamente ligado com o projeto do Datacentre Plutik Talk. Não só porque o Datacentre deve ficar dentro do complexo, mas porque o complexo meio que abriu a porteira pra boiada do progresso passar. E nos primeiros passos nesse processo foi a tropella a população que vivia naquele lugar, incluindo aí o povo da atinia a nascer. Usa nascer são um povo indígena que habita aquela região há muito tempo, assim, as lendas, né, os registros dão conta de que eles estão lá desde pelo menos 1600. Há muitos anos, então não existe um momento na história em que os anacia não estiveram lá, eles não são um povo que chegaram. Eles estiveram lá, os empreendimentos chegaram. Inclusive, essa área editora é uma área bastante importante pra eles, assim, na ancestralidade deles, né, na história deles. É uma área aqui, por exemplo, tem uma área de dunas ali, né, que é quando você está xida no perto do porto, assim. Tem cemitérios indígenas ali, que são em áreas que hoje, por exemplo, eles já não acessam. É uma área importante pra arituais, na ática, as ritualísticas deles. A áreas que eles já não acessam porque hoje são áreas privadas, né, do complexo, ou de algumas indústrias que estão ali. Então, a lógica, né, o Cassi, que Roberto, a nascer da. Quando Roberto é um tomate assim, o seu Cassi, geral do povo anacé, filho e carrego ligado do Cassi, que é o Cassi, que fez o levante do povo anacé. Olha ali, fala. A gente foi sendo invadido. Não é que, tipo, eles sempre coexistiram com o complexo, não. Eles estiveram lá e o complexo foi chegando, chegando cada vez mais perto deles. Tem que eu vejo cip, como um bicho que tem vários tentáculos. Ou pela terra, ou tirando água, ou o ar que respiramos, ou os carros que passam pra alimentar, ou os impredimentos, as imobiliárias, os postos gasolina, está tudo interligado. A lá isa entrevistou o Cassi que Roberto é na comunidade de Japoara, uma das 28 aldeias nasces que se espalham pela região. Que é meio que o centro ali da organização dos indígenas da nascer da terra tradicional. Aqui é importante a gente pegar um desvio rápido, porque sempre que existe um embate desse tipo, grandes empresas capitalistas, contra povos originários, algumas etapas costumam se repetir. Uma delas é a seisão da comunidade. É principalmente por causa dela que hoje os nasces estão divididos em três grandes movimentos. Tem um grupo que é o grupo da reserva, a taba dos nascer, que é um grupo que foi removido de onde eles moravam. Isso aconteceu em 2013, com toda a instalação de uma refinaria da Petrobras, que nunca aconteceu. Mais de uma centena de famílias foram removidas pra uma terra que tem as vantagens de ficar longe da confusão e de ser homologada, mas tem a desvantagem de também ser longe de locais considerados sagrados pelos nascer. Você deixa muita coisa pra trás na terra. Você deixa questões ancestrais, você deixa seus encantados, que eles falam que são os antepassados deles, que habitam aquela terra e não vamos juntos. Além desse grupo que foi levado pra longe do Buzilis, tem um pessoal da grande aldeia Kawipi, que são os que estão mais próximos do futuro da Tassenter, acerca de dois quilômetros. E, por fim, tem um grupo da Terra tradicional do Kaseki Roberto, que é o mais crítico as formas de progresso que tem chegado a região. E a gente começou a observar que essa organização CP, em tantas outras parecidas com ela, consegue controlar o que é verdadeiro e o que é direito transformar a seus moldos, moldado aos seus próprios interessos. Aí tem outro detalhe importante, que tem a ver com preconceito, porque o contrário do que acontece com mais frequência na região norte, no Nordeste, boa parte dos indígenas, não tem mais as características aquetípicas que a gente costuma atribuir aos povos originários do Brasil. Os indígenas do Seará, os indígenas do Nordeste, se organizam de maneira muito diferente, então parece um bairro. Então várias casas, várias casinhas coladas, algumas ruas ali, e a escola que acaba sendo um pouco 100 das atividades. Mas é uma cara de periferia, sim, tem algum signo que identifique como indígena. Estou perguntando isso porque eu imagino que isso seja instrumentalizado como um discurso de que ali não há uma comunidade tradicional, certo? Sim, a escola é o signo, eu acho que demarca essa presença indígena, porque tá escrito escola indígena, as pinturas na faixa da escola, tem símbolos indígenas, mas fora isso não. Essa discussão é importante porque os anosés pediram ao governo que aquela região fosse oficialmente transformada em terra indígena. E ainda que parecia indígena, não seja um pré-requisito na homologação de terras, isso acaba pesando na opinião pública, o que claro influencia a decisão de órgãos que são profundamente politizados. Existe um processo de demarcação do território nasce, que se arrasta já há 20 anos. Começou com a fonai, em dado momento, reconheceu-se elementos de tradicionalidade, que é importante para avançar com o processo de demarcação. Depois falaram que não tinha elemento de tradicionalidade em algumas das áreas, então é um processo que está muito entrancado a vários anos. E assim, a gente volta ao complexo industrial e a passagem da boiada. Vários empreendimentos foram instalados ali e que não é uma presença indígena naquele território, a presença de povos tradicionais. E se uma boiada passou, a portera tá aberta, né? O fato de isso ter acontecido em várias dos empreendimentos, meio que mostrou que hoje em dia seja não precisa mais respeitar, né? Então, por exemplo, uma coisa que é muito comum lá, é novos empreendimentos que querem se instalar no CIP, reaproveitam relatórios ambientais de projetos anteriores. Qual é a linha comum relatórios ambientais que ignoram a presença indígena? Então eles usam como precedente processos anteriores do tipo, não teve consulta ali, porque aqui precisa até aqui. Vai se criando uma lógica de apagamento de invisibilidade, que é o que os povos indígenas denunciam. Eles dão as licenças sem nenhuma consulta prévia livre informada, desespertando a presença da gente, desesperando nossa forma de organizar. Tudo acontece, menos o estudo da terra nascer. E aqui tem um ponto relevante, que ela isso levantou quando me contou da aventura dela para calcar a caia, que está relacionado com a escola. Um governo, né, o poder público diz, "Ah, não, não é terra indígena, mas tem um aparelho público ali, que é indígena, é uma escola indígena". E a escola indígena é lei diferente, por exemplo, esse tem aulas de ancestralidade. É um curriculum diferente do que uma escola só mais estadual. Então isso é usado como argumento para dizer, "Poxo, se não é terra indígena, não por que tem um aparelho indígena". É uma década de 90, quando o porto vem e nem toda aquela construção, esse é o Paulo Anacé, liderança da aldeia, grande Caúipe. Os primeiros sinais de impacto sobre a gente vem justamente de retirar o que era nós. Eles começam a retirar artefatos indígenas, as nossas unas, as nossas bolas e todas aqueles itens que são parte da nossa história para justamente apagar a nossa história de vez e dizer que aqui não havia, nenhum indígena. O Paulo Anacé contou que esse embate só cresceu nos últimos anos e chegou a oapse com que ele chama de a guerra da água. Essa grande guerra pela água, quando ela vem, ela vem para passar por cima de tudo o que fosse possível. Mora dos maiores espelhos da água, em frente dos maiores espelhos da água do estado, o que é o Rio do Caúipe, lá gama do Caúipe. Inclusive, é uma água, uma área de proteção ambiental. O Cassiri contou para lá isso, que entre 2009 e 2010, ele começou a acompanhar a pública pelo direito à água, porque ele representava 27 comunidades que sofria com este ágil, mas mutando do lado do Rio. Esse porro que se estava ao redor tirava essa água, protegia essa água e usava a água apenas para a sua alimentação, para plantar, mas não poderia usar para tomar banho ou para a água do tipo. Aí, ainda segundo Paulo Anacé, em 2016, o Governo do Estado fez uma proposta para o Anacé. Nós tibamos os posses, se vocês derrem a água do Rio, para o complex. E a proposta não foi exatamente bem recebida. E aí, a gente começa uma guerra, realmente, dizendo que a água não é meio que cadoria e não é moeda de tropos. E aqui é importante dizer que o Anacé não vem a água como eu vejo ou como você vê, considerando que você seja um movimento não indígena, moradora de uma grande cidade. A água para nós, ela tem todo um complexo de informação, é isso que num branco, ele não vai entender. Para nós, ele não é só aquela que nos alimenta, que nos dá para plantar a vida, mas ela está dentro da gente, ela faz parte da gente. Ela é o nosso sagrado e ela corre em meio da nossa mãe que é muito herra. Então, é mesmo que eu estava matando, tirando essa água. Então, essa água tem que ser cuidada, tem que ser preservada e o sagrado, que é o Calipe, mas ainda. Fou naquela época, a intenção era, está construindo a ciderúgica. Vamos levar a água para esfiar as placas de arsos. E a pergunta era, se para que essa água para placas de arsos, se nós não temos arsos? E sempre eram indígenas contra o progresso, indígenas são contra o desenvolvimento. Quando veio a proposta, era de 800 litros por segundo. Então era aquela grande confusão, 800 litros onde nós não temos água nas torneiras. Como pode isso? Por zona certo, não podia. E eles foram a guerra. As primeiras que toparam, toda a guerra com medo, foram as mulheres. As mulheres, aí, um péssimo dos canos, as mulheres, cavavam, entupingam os buracos, queiam botar o cano. E a gente passou três meses a camcada, na frente de um rio, não permitindo. Levando bomba, levando tiro, levando tudo que fosse possível. E a partir da livinho as ameaças, né? Eu passei muito tempo por a minha ameaças, foram duas ameaças que mostram. As quais eu tive que sair do território, retornei agora nisso antes. E assim, a briga dos anasseps pela água não acontece à toa. As empresas do CIP já estão afetando o sistema hídrico da região como o geógrafo da Universidade Federal do Ceará. Geovar Amereles explicou para lá Ismarquins. O mais de 30 possos, retirando água e rebadixando os apios e feridos de moto, o que as pessoas conseguem reunir ao governador para tratar, justamente, ver se o urso exagerado, perdo-lario, um sistema hídrico. Funtamental do seu sistema, essa livinha de sequestera e a competência, tanto dos indígenas como camponeses. Tá, mas o Datacenter nisso tudo? Pro professor Geovar, que inclusive faz parte do grupo de trabalho de identificação da terra indígena na Cé, com o Datacenter, o impacto acumulativo no sistema de águas, pode inviabilizar a presença dos indígenas ali. E essas populações estão submetidos a uma perda de biodiversidade com desmarqueintos. E aí tem um aspecto que, para mim, parece crucial a nossa relação, que é a comunicação entre empresas indígenas. Ou, no caso, a falta de comunicação. Ela se perguntou sobre isso para o Paulo a nascer. A empresa, que foi contratada para fazer esse relatório, ela diz que, no final de 2024, ela esteve no território, fez um apiamente sociológico e entrevistou 254 pessoas, inclusive lideranços. Às vezes, eles escrevem assim no relatório. Quer saber se alguém vem aqui falar com vocês sobre o Datacenter? Pode ter vim de sono, porque ninguém viu essas pessoas aqui e se eles vieram não disseram realmente o que era, não lembro. Eles podem ter ido em outro território, mas aqui não é. E assim, existe a tal redata e existe uma boa vontade do governo federal para com os Datacentres e para com TikTok. Esse projeto do TikTok não será importante para o governo federal. Existiram reuniões em Brasília para tratar esse projeto, a viagem do Lula China, importante lembrar. Existiu uma reunião com o TikTok. Então, essas coisas estão se conectadas. Nossa, também, aquela confusão da janja. Tem a fala da janja. Você lembra, não é? Exatamente. Vamos juntar com o presidente, China, Xi Jinping. A primeira dama falou que o TikTok favore essa extrema direita. O que causou uma grande emoção na imprensa brasileira. Além disso, existe uma grande energia entre o governo do Estado do Ceará e o governo federal. Importante isso, porque o humano é da turma do Camilo Santana, que hoje é ministro da educação, que é próximo do Lula. Não só ministro do governo, mas é uma pessoa próxima do Lula, historicamente. Se uma pessoa de confiança dele, então, sim, existe uma conexão. Mas, apesar de tudo isso, no centro dessa questão, está o governo do Estado. Em especial, uma autarquia do governo do Estado a superintendência estadual do meio ambiente semace. A semace é uma autarquia, então, na teoria, é um órgão independente. Mas como eles estão ligados à sema, que é um órgão político? As coisas acabam se misturando um pouco. Sema é a Secretaria estadual do meio ambiente e mudança do clima. E aí, bom, a minha relação com a sema se tem sido de questionamentos. Eu tenho questionado bastante, tenho tentado obter documentos com eles, não tem sido muito fácil. Mas eles respondem as perguntas. Só que eles respondem de maneira protocular e geram por meio de nota. Mas aí, em meados de agosto, ela estava não se arar. E a minha intenção de ir lá na Teresa Feira era tentar conversar principalmente com alguém. Furar essa barreira da surre de imprensa só no e-mail. Porque você tentou marcar e eles não marcaram isso? Não, eu não tentei marcar. Só que aí sobrou um tempo lá e eu falei, eu vou tentar minha sorte. Porque não e fui lá. Na abandinha. Tudo bem? E assim foi. Então, na Melaisa, eu sou jornalista. E eu vim aqui tentar falar com o Ivaldo, ele tá por aí. Não é? Noais Martins. Eu não tenho hora marcada pra ele, mas eu tava aqui perto. Falei. Isso. E a coisa deu o resultado. Quem me recebeu foi, primeiro, né, a se-sora de imprensa. Olá. Tudo bem? Prazer, casa. Eu sou a Laísas da SEP. Você quer entrar? Então, na sala. É, pode ser. Pode ser. Mas foi engraçado porque deu pra ver que eles ficaram surpresos. E eles sabiam que eu era a Laísas da SEP. Para eles, ali é um nome. Rodinero, porque eu mando muito e meio. É de fato, sim, eu sou. Sim, chute, chute. Eu enche o saco deles. É, desladar a sessão muito. Sim, eu tô olhando. Aquelas todas, aquelas de alas, por prazer. Sim, porra. Vou me chamar. Vou me chamar. É. Prazer. Mas assim, me receberem super bem. Foi bem cordial. Com várias ali. E aí, quem me recebe oficialmente foi o lices costa. Não o radialista, o lices costa, que é o diretor de licenciamento da semace. Atualmente, o cargo oficial do lices costa é de assessores especial da semace. E a Laísas tinha duas questões principais pra autarquia. A primeira tinha a ver, claro, com a questão da consulta. E a segunda tinha a ver com um detalhe curioso. Porque o relatório ambiental do datacentro foi particularmente genérico. Quer saber, por que o datacentro foi licenciado como construção civil? Porque dentro desse grande grupo de construção civil, tá, parque de vaquejada cartódromo e agora o datacentro. Como se eles fossem coisas que têm impacto semelhantes. Sendo que, tipo, o parque de vaquejada é, basicamente, um ring, né? Super diferente do que é um datacentro. E assim, o fato dele ter sido licenciado como um parque de vaquejada, levou a outras questões que é. Ele foi licenciado como baixo impacto. E aí, por isso, não precisou de um estudo ambiental aprofundado, que seria o aí a rima. E a rima é a cígula pra estudos de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental. É o protocolo básico que avalia como cada projeto vai afetar o ambiente e como eventuais impactos podem se mitigados. E isso não foi feito no caso do datacentro, porque as autoridades acharam que o aí a rima não era necessário. E ele foi pre-approvado com o relatório ambiental simplificado. Um ras. Ela aí se perguntou sobre esses "buzir estudos para o licenciamento"? Essa questão do licenciamento é um problema, porque não tinha a provisão legal para enquadrar esses datacentros. E aí, tecnologia quadrónica oução civil, mas isso não faz diferença em relação a, por exemplo, estudos. Dentro do códigoção civil, por exemplo, a gente tem a aeropor. Sim, mas esse projeto passou como um PPD baixo. PPD é o potencial poluidor degradador. E aí, isso, por consequência, levou a dispensa de um estudo mais aprofundado, como quem sabe, é muito vaisse, não necessariamente. Ele passou com o ras. Pois é, só que a outra alternativa ao ras seria o aí a rima. E se você observar a estrutura do termo de referência do ras, e a estrutura do termo de referência do aí a rima, eles foram similares. O nível de aprofundamento de estudos não iria ser diferente se fosse um ras ou fosse um aí a rima. Só que isso é uma questão que fica aberta, porque é uma questão de interpretação. Você tem um empreendimento novo que não tem tipificação legal. Então, eu não sei explicar para vocês agora, até porque não foi uma decisão nuna época, porque escolheu o PPD baixo. Para mim, essa fala do Lissis, que é importante ressaltar, não teve tempo de se preparar para a centrevista, me parece algo que a gente poderia batizar de política do Tostinis. Precisa estudar fundo? Não. Porque não? Porque o impacto vai ser baixo. E como a gente sabe que o impacto vai ser baixo, porque se o impacto fosse alto, a gente vai precisar estudar fundo. [Música] O correo em processo de banalização do estudo impactamental não estou dizendo que para esse caso é o caso, mas, por exemplo, você tem ali um área industrial que foi destinada para esse fim. Tem um série de outros imprendimentos que foram passíveis de aí a rima. E aí, o datacente, enquanto o estrutura, ele é como se fosse uma fábrica. A questão dele é a demanda energética dele e, para alguns casos, a demanda hídrica, que às vezes é exagerado. Mas, do ponto de vista da estrutura da condição se viu, talvez seja até menos impactante do que uma cidar lógica que usa cavão em forno, tem altíssimos nervos de ilumção, ou de uma termeletrica. Se ela for aumentar da cavão ou até a casa. E assim, vamos combinar, né? Se é menos impactante do que uma termeletrica alimentada da cavão, para mim é, tipo, ser menos explícito que o X vídeos, menos confuso que o Carlos Bolsonaro, menos rico que o velho dava. De qualquer forma, um gancho do carvão fez o Ulisses Costa desatar falar de emissão de carbono. Então, ele não é um grande emissor. Ele é potencialmente emissor, que aí, já é outra discussão teória que a gente teria sobre um referencial. Que impacta a gente está analisando o potencial, o efetivo, efetivamente. Eu acho que não é tão importante que o nosso trabalho é o que evitar. E como o modelo que a gente adutou, apesar das discordâncias, a gente conseguiu atingir esse objetivo, que é evitar que esse impacto se aconteçam. Assim, depois dessa longa volta, ele chegou a segunda grande questão da lá Ismartins, que tinha a ver com as pessoas, porque os anacéis não foram consultados. A questão das consultas preves, elas não foram feitas, em função de ser uma área que não abrange, ter as indígenas homologadas a comportaria de interdição, está em estudo. Não havia na época da entrada do empreendimento, previsão para a cobrança do earrima. Foi aplicado um raço, um relatório ambiental simplificado, mas que não é simplificado como o nome sugere, é só ler o estudo. Você acredita em mim não, basta ler o estudo. Na verdade, há controloversas. O próprio líseis falou que não sabe quanto carbono vai ser emitido. Ninguém sabe exatamente quanta água o monstrendo do tiktok vai beber, porque o que a empresa fala, é que a água vai correr em um circuito fechado, vai ser reutilizada pelo sistema. Por outro lado, existe um pedido para a perfuração de poços artesianos. Além disso, os números previstos no relatório são baixos, tipo bem baixos. Quanto que está previsto? 30 metros cúbicos é isso? 30 metros cúbicos dia de água, que para a datação entrar um número baixíssimo, a primeira vez que eu olhei o flei, deve estar errado. Eu até questionei essa massa, eu falei isso no número, tá certo mesmo? Porque olha, com base no outro projeto, se mandei alguns links, esse número parece ser muito baixo. E aí, eles falam, não, é esse número mesmo que eles informaram. Mas para além disso, é saber onde eles vão colocar esse datação. Vamos colocar na barada do ninho. Tá assim que roberto. Ah, mas se a água é tão pouca que eles vão usar, porque aqui não coloca lá distante, não vai ficar o água circular, porque na barada do ninho, porque é em cima do território indígena, porque é em cima de um alquífero indígeno. De qualquer forma, para o lixas costa, os dados que foram apresentados, estão de bom tamanho. Então, a gente entende que, nível de informação que o estudo trouxe, ela foi suficiente para gente tomar uma decisão, que a gente entende adequada. No fineta de vista, o lixas tocou num ponto que está profundamente relacionado com o eas rimas, ras e ppds. E que, no fundo, é o último objetivo das grandes empresas, o dinheiro. As legislações estão estruturadas, de forma que o ppd e o porto têm de se influenciam basicamente, no valor que você paga em termos de taxa. Quando a gente sopesa os argumentos do acessor ambiental da semace, a impressão que fica, é que todo o processo de avaliação, da instalação do datacentre, foi baseado na política do Tostinis. O que eu estava dizendo que a empresa não precisa constar os indígenas, porque eles não têm uma terra de marcada ali, só que eles não têm uma terra de marcada ali, porque o mesmo estado, ainda que em instância diferente, não demarca essa terra. Nufim, o Ulysses disse que, mesmo que isso não seja imposto no processo legal, a semace vai sim fazer com que os indígenas sejam escutados. Além disso, afonar e promete retomar o grupo de trabalho para demarcação da terra nascer, ainda nesse segundo semestre. O que, por um lado, parece uma boa ideia para usar nascer, por outro, sua com um tiro na água. E o provável, que é muito difícil, pensando aqui, eu não lembro de nenhum exemplo de terra que foi demarcada em cima de um empreendimento tão grande, foi retirado esse empreendimento, provavelmente se for demarcado, vai ser um recorte ali, vão fazer um jeito desse porto continuado dentro. Eu nem sei, mas, assim, se fosse fazer até que ser uma grande coxa de retalhos, vários recortes, porque, quando você está lá no território, tem uma área que concentra muitas indústrias, então, tipo, umas visinhas às outras, mas se anda por vários quilômetros, não vê nada, e aí, do nada, se vem a indústria de novo. Então, o acentamento delas no território foi meio estranho, assim, a localidade, assim. Então, vai ser um desafio. Isso é ter o porto na praia que é gigante. Então, por exemplo, a coxa seria demarcada onde está o porto. Não sei, são questões, assim, na funaia e à medida que o tempo passa, você tem mais indústria, assim, instalando lá. Então, é onde é o fil? E, no fim, além de todos os possíveis impactos futuros, tem os impactos presentes desse empreendimento, que tem a ver com a incapacidade por parte das empresas e do poder público de informar as populações locais sobre como o data centro vai afetar a região e as pessoas que vivem ali. Ou o data centro primeiro que eu não sabia, não que era. Primeiro de tudo, data center, tudo bem, num estudo, num sei inglês, center, da indexa centro. Aí, data. Então, deve ser o calendário no centro do calendário, mas o mundo dá para ter uma interpretação e não sei nem o que é data center. É diferente de falar de uma cederúrgica, que as pessoas entendem o que faz, as pessoas entendem o que potenciais impactos têm. Quando eu fui pro Rio Grande do Sul, as pessoas me perguntavam, o que essa fábrica vai produzir, quando eu falava do data center? Nada. Não vai sair caminhão com caixas, entendeu? No último dia em Calcaia, lá isso foi um evento organizado pelo IDEC e pelo Instituto Terra-Bar. Usam nascer a apresentar um torre. Conversaram com um especialista sobre os possíveis impactos do data center e fizeram planos para os próximos passos. Segundo o que falou com a Cicoberta, ele já tem próximos passos planejados. Ele não entregou muito assim, mas já existe uma continuidade da ação que começou a ocupação na semácia e no começo de agosto e eles pretendem continuar. Um desses obrigamentos é a representação no Ministério Público Estadual para barrar o licenciamento desse projeto para que ele seja suspensio nesse momento por uma série de fatores, a não consulta, mas também por ele ter desrespeitado um processo de licenciamento de alguma maneira contaminada ali, porque o negócio do parque de vaquejada não dá, né? As pessoas estão olhando e falando isso e nada é quadro. Não dá para avaliar os impactos de uma maneira séria, se a gente não está classificando o empreendimento da maneira correta. Alais Martins procurou a casa dos ventos e o Tik Tok para eles se posicionarem sobretudo que foi falado aqui e na reportagem que ela publicou no intercept. O Tik Tok não respondeu e a casa dos ventos respondeu por escrito. Em resumo, disse que o projeto seguiu rigorosamente os processos de licenciamento da semácia e que não se sobrepõe a nenhuma área de marcada ocupada por qualquer comunidade. E aí tinha mais um lado que era importante escutar. O do Governo Federal. O Governo tem incentivado a instalação de datacentre eles no Brasil. E ela estentou algumas vezes entrevistar pessoas do Governo Federal sobre o assunto, mas só conseguir a resposta às vias e sobre a imprensa. Então a gente ia publicar o episódio sem esse outro lado. Mas aí algo surpreendente aconteceu. O episódio já tinha sido devidamente finalizado e eu estava em Brasília, no Ministério da Fazenda, o que por si sua já é um tanto surpreendente para produzir um episódio que vai chegar nos seus funos de ouvido só não que vem. Estamos chegando lá. Bem com o Retetabras. O pai aí é Igor, tudo bem? Tomar os processos, não é? No meio dessa aporação, eu me vi sentado de antes de um cara chamado Igor Marquise. Sim. O Igor empresário, empreendedor de tecnologia, criou uma fim-tech na garagem da casa dele e hoje atuou como assessor especial do ministro Fernando Adade. Posso já colocar uma perninha? No meio da nossa conversa que aconteceu numa sala do Ministério da Fazenda e que era sobre um assunto que não estava diretamente relacionado com a nossa história de hoje, ele começou a falar de data centers. Você que trazia data centers para o Brasil, de qualquer jeito, pode ser muito ruim. E de como ele e consequentemente boa parte do governo, enxergam os data centers. Ah, então data center é ruim. Não, data center pode ser ruim se você fizer desse jeito. Por outro lado, data center é ultra-critico para qualquer empresa que quer, você nem enovar, que quer existir, né, em 2025. E eu percebi que o que ele estava me falando era um contraponto extra-oficial do governo a reportagem da Laís. É um insumo crítico para toda a cada produtiva. A gente não conseguia atender nem a demanda brasileira com os data centers do Brasil mas é um problema aço. Primeiro coisa que a gente tem que resolver isso. Segunda coisa. Ah, vamos trazer um data center de exportação para o Brasil. Legal, aqui, condições. Você vai usar energia 100% renovável, vai ser água zero. Vai ser carbono zero desde o início. Eu vou pegar uma parte desse investimento e vou garantir que você vai investir em pesquisa de desenvolvimento em áreas onde o Brasil tem potencial de virar exportador e, principalmente, você não pode exportar tudo. Uma parte dessa capacidade tem que ser destinada ao mercado doméstico para que as nossas startups, as nossas empresas, as nossas universidades, os nossos diversos entes governamentais têm um acesso a esse recurso que é o recurso mais escasso do planeta hoje que são esses super computadores para treinamento em uma inferência de modelo. Nesse cenário, o data center é espetacular. Quanto mais o data center vier para o Brasil que topar, esse, mas aí o jogo fomos nós que desenhemos. A gente sentou, escutou a sociedade civil, ouviu a preocupação, ouviu que leva para resolver o negócio da água, entendeu como é que está matemdes energia de que a brasileira, viu que nos próximos anos está sobrando energia, a gente tem um problema que tem energia demais, entendeu a estrada da capacidade, desenhemos os nossos termos, fomos lá falando assim, vocês querem vir para cá, para jogar o jogo aqui, isso? Ah, eu quero redução fiscal no custo de imposto de renda, não vai ter nada. A gente desenhou nas nossas regras e aí eles vêm jogar o nosso jogo. Aí eles podem ser parceiros bacana, as mesmas empresas que podem ser entre aspas problemáticas podem ser uma solução. Então, acho que é esse pragmatismo que a gente tem que ter. Isso que está falando é uma redata, né? Isso. Mas teve uma parte de cd, impostos também, não teve? Não, não, tem um pedaço ali que aí é de novo. É você olhar para a situação, fazer o raio estilo e ser pragmatico, né? Então, assim, o Brasil tinha uma estrutura tributária complexa demais para esse negócio, que não só era caro, mas era complexo e podia mudar qualquer momento. Por sorte, esse parlamento e esse governo, quando as primeiras ações aprovou a reforma tributária que resolve tudo isso. O que a gente fez foi só antecipar os efeitos dessa reforma tributária parte dos efeitos. A reforma tributária vai ser mais benéfica para esses atacentros a partir de 2027 se a gente não fizesse nada, mas a gente pegou um pedaço que estava impedindo a vinda dessas estruturas para cá, que era tributação sobre os servidores e anticipamos os efeitos da reforma. Só que como a gente fez isso, aí eu pude criar essas contrapartidas todos que eu te falei. Diante disso, eu pergunto especificamente sobre o projeto de Calcaia. O impressão que eu tive, é que está faltando o mesmo comunicação, porque as pessoas não sabem o que que é. Então eu estava com muito receio de meu. Já é uma região que tem problema de água. Mas eu vou te falar, esse projeto especificamente, a gente recebeu os detalhes desse projeto. O projeto de Calcaia? Esse Calcaia é pecem, não será? E isso, isso, pecem. Eu fiquei muito impressionado positivamente, principalmente com uma questão ambiental desse projeto. Ele é um projeto com 100% de energia limpa. É um projeto que não vai consumir água. Você tem a ideia de que tinha uma empresa lá que fazia captação de água e estava achando que ia ganhar um super cliente, que esses datações que estão vindo pro Brasil, eles estão usando um sistema de resfriamento líquido em sistema fechado, que é sensacional você olhar. É um tubinho azul que chega com água gelada numa placa de cobra em cima do chip, esfria a placa, placa esquenta, e sai um tubinho de água vermelha. E esse sistema recincola. Então a única consumo de água é o que tem de perda desse sistema. O consumo desse datacente gigantesco, quando tiver no tamanho completo, vai ser equivalente de 72 residências. É nada assim. Então, seria interessante que tessos dessa sua fala, porque assim, uma das coisas que estão sendo colocadas no episódio, a gente tem de assim, que é tão pouca água. E como eles não conseguiram falar com a empresa, eles acho que talvez. Aqui só para ficar claro, eu estou me referindo aos anacés. Não se fivesse previsto, eu convite o total de água no projeto. O projeto passou por aqui, é parte assim. Tem uma previsão muito agressiva de uso de conteúdo local, então eles estão tentando achar fornecedores locais para várias coisas na construção do datacente. Tem investimentos em programas de educação, em uma série de questões lá para formar os técnicos, etc. E tem uma preocupação só sobre o que eles sabiam que o seu problema desde o início. Então, assim, eu não posso falar de maneira geral, mas esse projeto, particularmente, se o que tiver virando. Mas materializando fora o que chegou aqui para a gente ver, fiquei muito positivamente pressionado com o aspecto de sustentabilidade, para ser um dos datacentros mais percentaves do mundo. Aqui vale uma parte do aparte, porque eu, obviamente, comuniquei a equipe do íclo de marketing, que pretendi usar a nossa conversa para esse episódio feito em barceria com intercept. Eles disseram que tudo bem, mas fizeram o questão de ressaltar que esse não é um posicionamento formal do Ministério da Fazenda. Antes de terminar, eu preciso corrigir dois erros do episódio anterior. Primeiro porque eu falei que aquela famosa restauração desastroza do rosto de Cristo, acontece numa igreja na Itália. Na verdade, fui na Espanha. E segundo, que eu disse que o Vladimir Nabukov só tinha aprendido inglês aos 19 anos. Na verdade, ele se mudou por os Estados Unidos aos 19 anos, mas foi afabilitizado em inglês ainda criança. Eu agradeço aos ouvintes que me enviaram essas correções e peste desculpo pelos erros. E, por fim, também, a se terminar. Eu quero te convidar a escutar o podcast "Ciranderas", nosso parceiro de rádio guarda-chuva, que está de volta aos tocadores. Nessa temporada nova, as jornalistas Juana, Suarezi e Raquel Baster vão falar sobre as cozinhas brasileiras que são espaços de convivência e de compartilhamento de saberes entre as mulheres do campo e das cidades. Procurar pelos ciranderas no seu aplicativo de ódio preferido escuta que você não vai se arrepender. Eu sou Toma Asquia Verini e termina aqui o episódio 147 de Escafandro. Obrigado por escutar. E até o próximo mercurio. Oi! Aqui é o Luca Bibero e eu estou falando de São Paulo Capital. A mixtagem de som desse episódio é duvido e coroa. A trilha sonora tema é do Paulo Grama. O design das capas é da Claudia Furnari. A edição de áudio e a sonorização são do Mateus Marcolino. A reportagem é da Lais Martins. O roteiro e a direção são do Tomás que a Verini.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio discute a instalação de data centers no Ceará, especialmente um projeto ligado ao TikTok em Caucaia, contrastando com a grave falta de água que afeta comunidades locais.
  2. Data centers consomem quantidades massivas de energia e água para resfriamento, representando um paradoxo ambiental em regiões já vulneráveis a secas.
  3. A reportagem critica a política nacional de data centers (ReData) por priorizar incentivos fiscais sem garantir benefícios claros para o desenvolvimento tecnológico nacional ou a redução da dependência das Big Techs.
  4. Há uma profunda desigualdade em cidades como Caucaia, onde o litoral desenvolvido contrasta com o interior semiárido, e onde grandes projetos industriais deslocaram comunidades tradicionais, como os indígenas Anacé.

Summary:

Este episódio do Escafandro, em parceria com o Intercept Brasil, investiga o impacto da instalação de data centers no Ceará. A reportagem contrasta a realidade de moradores, como Dona Jordana, que sofrem com a escassez crônica de água, com a chegada de grandes infraestruturas digitais que consomem recursos hídricos e energéticos em larga escala para armazenar dados e processar inteligência artificial. Foca-se no projeto de um data center em Caucaia, vinculado ao TikTok, que consumiria energia equivalente a uma grande cidade.

A narrativa questiona a política nacional de data centers (ReData), que oferece incentivos fiscais sem assegurar ganhos tecnológicos para o Brasil ou a mitigação dos impactos socioambientais. A reportagem também expõe as desigualdades territoriais em Caucaia e os efeitos de grandes complexos industriais, como o Porto do Pecém, que levaram ao deslocamento de comunidades tradicionais, incluindo o povo indígena Anacé. O episódio conclui alertando para o paradoxo de instalar infraestruturas intensivas em recursos em regiões já vulneráveis às mudanças climáticas.

FAQs

Um data center é uma instalação física que abriga servidores e computadores poderosos, responsáveis por processar e armazenar dados da internet, como e-mails, curtidas e conteúdos de redes sociais.

Os data centers consomem muita energia para funcionar e produzem calor, exigindo sistemas de resfriamento que geralmente utilizam água. Quanto maior o data center, maior o consumo de ambos os recursos.

Há um projeto de data center em Calcaia, Ceará, que será usado pelo TikTok para armazenar dados, possivelmente incluindo vídeos e treinamento de inteligência artificial, conforme apuração do Intercept Brasil.

A instalação pode agravar a desigualdade no acesso a recursos como água, especialmente em regiões já afetadas por secas, além de causar transformações na paisagem e deslocar populações tradicionais.

A Redata é uma política que prevê incentivos fiscais para atrair investimentos em data centers, com expectativa de receber trilhões em investimentos, mas ainda sem clareza sobre benefícios para a soberania tecnológica do Brasil.

A popularização da IA exige data centers maiores e mais potentes, pois modelos como o ChatGPT demandam enorme capacidade de processamento, aumentando o consumo de energia e água.

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