TRUMP CAPTURA MADURO NA VENEZUELA [com Professor HOC] - Flow #543
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A discussão analisa a ação dos EUA na Venezuela, refutando a ideia de que ela estabelece um precedente para ações similares da China em Taiwan ou da Rússia. Argumenta-se que estes países agem conforme seus próprios interesses nacionais e cronogramas estratégicos, independentemente de ações externas. A análise salienta a fragilidade inerente do direito internacional, caracterizado por sua natureza voluntária e falta de um mecanismo de aplicação coerciva real, sendo frequentemente subjugado por interesses políticos. O Conselho de Segurança da ONU é apresentado como um órgão político por excelência, onde o poder de veto e as rivalidades entre grandes potências, como EUA, China e Rússia, paralisam a ação coletiva. Conclui-se que, em um cenário geopolítico multipolar e competitivo, a dinâmica internacional é regida fundamentalmente pela lógica do poder e da capacidade, e não por normas jurídicas idealizadas. Portanto, esperar consequências jurídicas significativas para a ação dos EUA, ou para ações similares de outras potências, é ignorar a realidade atual das relações internacionais, onde a força e os interesses nacionais frequentemente prevalecem sobre o direito.
O trâmpio capturou Maduro na Venezuela, salve, salve família, bem-vindos a mais um fôsio sou Igor, e esse é o primeiro episódio do ano, já é de cara professor rock pra gente falar dessa façanha do presidente americano, e aí tava em casa lá descansando, chegou em telefonia, a chama coeta, não quer participar do lado, pra fazer o meu topo, eu tava dormindo, aí eu acordei o celular, meu WhatsApp tava bombando, mas mensagens, tô esperando, você não vai falar, o que é o que tá acontecendo? Aí o trâmpio capturou o Maduro, aí meu rosto. - Para tu ver, e rock, cara, pió assim, isso acontece, isso aconteceu, tem uns 4 dias, foi sábado, né? - É. E cara, pra começar, a gente vai ter, se acha que você espera alguns impactos, qual o impacto internacional desse, desse movimento do trâmpio na tua análise? Daqui a pouco a gente fala de alguma possível motivação do trâmpio, mas o que que acontece agora, cara? - Meu, globalmente falando Igor, tem muita gente dizendo, tá rolando uma reflexão que diz o seguinte, isso abre um precedente, pra russa e pra China, ir em atrás dos seus objetivos, nas suas áreas de influência e na sua região. Não tem sentido nenhum, nada a ver. A China quer Taiwã, e ela trata o assunto de Taiwã com uma questão de política doméstica, então outro país, fazer uma intervenção internacional, fora da sua fronteira, se quer estar dentro do quadrado da caixinha de como a China classifica o assunto, número 1, número 2, a China está buscando esse objetivo, a décadas. E se não é um objetivo qualquer, esse objetivo mais importante pra China, de política externa, de geopolítica, de estratégia, militar, político, tudo, absolutamente tudo. Tudo que a China faz no mundo em relação com os outros países tá ligado com reunificar Taiwã. O que eu quero dizer ou em outras palavras é, a China não está ou não vai lidar com esse assunto dependendo do que os Estados Unidos faz com a Venezuela, ou faz no Iraque, a China vai fazer o que ela tem que fazer e o que ela acha que ela tem que fazer, quando ela tiver poder. Então eu não tenho nada a ver com direito internacional, não, um fez, abriu o precedente pra China fazer. Não, a China vai fazer isso quando ela tiver poder, quando ela tiver pronta. E o Xi Jinping diz que ela tem que estar pronta em 2027, nós estamos em 206, faltam um ano e a China já começou o ano fazendo uma hora exercício militar em Taiwã, ou seja, não faz sentido nenhum dizer que isso abre um precedente facilita para a China agir desse jeito. Não, a China vai agir quando ela tiver pronta, quando ela tiver poder, porque ela quer, porque ela precisa, porque é fundamental pra segurança nacional chinesa, ponto final. Conforme o plano chinesa, isso conforme a visão dela de mundo, o plano eu quero dizer com a janela de tempo com o recurso necessário, ele já tem isso planejado, o que você acabou de dizer. O Xi Jinping já deu uma ordem, ele falou assim, olha, é os dos chineses, vocês têm que estar pronta para tomar ou reunificar ou unificar na linguagem que eles quiserem, Taiwã, a partir de 2027, só falta um ano. E assim, pra ele falar isso que tem que ser até 207, são 30 anos de preparação, não é que ele falou isso há 30 anos atrás, mas são 30 anos que a China tem esse objetivo central. E desde que ele xigem por um acaso, chegou no poder, esse é o grande legado que ele quer deixar pra China. Portanto, não tem nada que aconteça, que alguém faça que vai mudar o mindset, o objetivo, o trilho que a China está seguindo. Não faz sentido nenhum dizer isso, e a Rússia é ainda mais evidente que ela não precisa de uma ação dos Estados Unidos, pra justificar suas ações, porque ela entrou na Ucrania, né, que só acrimem em 2014, e depois invadiu a Ucrania totalmente em 2022. Ela já está fazendo isso muito antes do que China, e fazendo de maneiras muito mais severas pra ordem internacional, muito mais graves, pro tal do direito internacional, que está todo mundo empânico só falando isso, e depois nós vamos concertar esse assunto, porque as pessoas precisam ter um choque de realidade sobre isso, né? A Rússia já está fazendo isso, e esse ano inteiro, 25, ela passou aumentando e acentando o nível da sua guerra híbrida contra Europa, contra outros países doutã, invadindo espaço aéreo, fechando o aeropuerto, fazendo operações clandestinas, botando fogo, explodindo fábrica de arma, fazendo um monte de coisa, sem Estados Unidos ter feito, nenhuma ação que desce precedente ao justificativa. Então essa análise, ela parte de uma premissa, de que o mundo está rodando dentro de uma lógica que não está, que é tal da lógica do respeito a ordem internacional baseada no direito internacional. Mas foi uma ilusão que segurou a gente bastante tempo, não é segura ainda de certa forma. Eu não acho que a gente tem que analisar isso do ponto de vista histórico, o direito internacional, ele fica mais fortalecido. Primeiro que, em primeiro lugar, o direito internacional, ele é muito frágil, porque ele é frágil, porque ele é voluntário, o que é voluntário? Eu combino com você e você concorda, se conscientiu em que nós vamos seguir a mesma regra. Não tem ninguém que nos faça, cumpria aquilo que foi de certa forma, combina isso. É mais ou menos assim, você vai lá e faz um negócio errado, e aí aparece a polícia, o judiciário, te abre uma investigação contra você, "vão te prender e te perguntam". E aí, goro, você quer pagar a multa, você quer ser preso? E o que você vai responder? Não, claro que não. E ninguém vai falar e ninguém vai falar, não, me prende. Então, o direito internacional, ele já parte dessa premissa, que é uma premissa totalmente falha. Depois, ele parte de várias outras premissas complicadas, que são muito distantes do conceito que a gente tem no direito doméstico. Primeira delas é que você tem um documento fundacional no direito doméstico, que se chama Constituição. E não existe Constituição do mundo. Existe um monte de retalho de pequenos acordos que estão escrito no papel, que esse papel tem valor quase que nenhum. Por que é valor quase que nenhum? Imagina o tratado de não proliferação, nuclear. E aí, você decide sair do tratado. E, goro, não quer mais participar. Eu mudei de ideia, eu quero construir a bomba, porque eu preciso sobreviver. E aí, esse rasgo tratado. O que acontece com você? Nada, nada. Ah, não, mas há sanções. Que sanções? Sanções de quem? Do governo do mundo? Do judiciário do mundo? Do STF Mundial? Tipo, não tem essas sanções. Quem vai impor as sanções? O seus pares, só que pautados por uma lógica e uma ótica política e não jurídica? Qual é a diferença disso? E, muitas vezes, pragmática. Talvez ao rasgar o tratado aqui, a sanção que você me daria, vai te atrapalhar. E aí, você não quer me atrapalhar. Mas isso é político. É tudo político. E aí tem uma coisa que as pessoas não ou não caíram na real, ou não querem caíram na real, ou estão na utopia, no sonho. Elas não sabem fazer. Tem uma distinção que a gente precisa fazer sobre essa conversa. Como a gente gostaria que o mundo fosse e como o mundo é. E aí a gente pode debater quais são os impensílios para o mundo ser daquele jeito que a gente gostaria. E por que ele é do jeito que é? Mas o fato é, o Conselho de Segurança, que é o único órgão, o maior órgão, o mais importante que cuida de toda essa história, que as suas decisões têm poder vinculante. Ou seja, poder vinculante é binding. A decisão do Conselho é lei. Ela não é, por exemplo, a assembleia geral da ONU. Ela tem uma decisão que é sugestiva. Nós voltamos aqui a favor do fim dos acidentes de transito no mundo. A assembleia geral está dizendo que ela gostaria que os acidentes de transito no mundo acabassem. Tem um algo parecido a uma decisão da ONU também em relação ao Lula quando ele estava preso. Isso continua preso. Isso é sugestivo. É tipo, é manarrativa. É o àpsida política. Isso daí é política. Ela é feita de uma forma política essa decisão e ela tem um valor político. Ou seja, retórica, falação, nenhum poder de lei. Aí o Conselho de Segurança, quando ele toma uma decisão, ele supostamente tem poder de lei. Porque ele é vinculante. Decidiu, tem que ser vinculado. É binding, tem que ser feito. Só que, aí, vamos analisar o que é o Conselho de Segurança e como ele está constituído. Ele é um órgão político. Ele não é um órgão jurídico. Quando eu sou um político, eu tomo decisões com a ótica, com a lente, com as primícias políticas. Qual são as primícias políticas? Valores, negociação, amizade, aliança, trocas, interesses. Como que o judiciário e o sistema de leis deve funcionar? Não dá para você ter um juiz que ele vai te julgar de acordo com a amizade, de acordo com interesses dele. O que você espera da um sistema jurídico que seja justo e funcione, que ele te julgue no espírito e na letra da lei? Essa não é a grande discussão do Brasil. A discussão do Brasil é essa. O STF, o judiciário brasileiro, está politizado. Ou seja, ele está tomando decisões baseadas em uma lente ou uma ótica política, e não, numa lógica jurídica. Mesmo assim, o joís, ele nunca vai conseguir ser totalmente emparcial, estirpá política totalmente dele, mas ele tem um código de regras e tal e condutas. Agora, se imagina que ele tem uma carreira como um joís, ele é doutornado, ele é ensinado, ele aprende, eu sou um joís, eu tenho a lei, eu tenho a constituição aqui para me embasar. Aí, tem que atrasferir essa sistema que foi construído para o Conselho de Segurança, que são um monte de países. Não é um joís, é um país sentado com outros, e eles não tomam uma decisão. E aí, você, como país, tem um poder de veto, que vir e fala assim, tomam uma decisão contra mim? Fetei, não aceito. Que raio de judiciário é esse? Não é um judiciário. Isso é um ambiente, assim, mais político que a gente pode imaginar, ambiente, altamente político. Eu vou voltar numa decisão de uma coisa, de acordo com o meu interés, com os meus aliados, vamos fazer uma votação condenando o ramás. A China e a Rússia vão voltar contra o ramás. Vamos fazer uma votação condenando o Israel. Os Estados Unidos, e às vezes o Reino Unido, a França, podem voltar, votar a votação contra o Israel. Isso é um órgão político. Então, não existe nada que sustente essa noção dessa ideia utópica que está todo mundo sonhando, que a gente tem que caminhar. Como esse órgão político pode funcionar um pouco melhor ou um pouco pior? Imagina se a gente está cidadendo muito bem. Nós estamos numa fase fantástica, estamos bem, não estamos brigando por nada, está ganhando seu dinheiro aqui, estou ganhando o meu aqui. A China não tem nenhum assunto polêmico que está nos incomodando. Aí a gente vir e fala assim, "Oh, tem um cara lá que fez um negócio um pouco exagerado. Aí está todo mundo bem entre si." Aí o negócio funciona um pouco, porque os interesses não estão se sobressaindo. Na história do mundo, quando você tem um ambiente gel político dividido, tenso, instável, o direito internacional, ele é o primeiro a ser abalado. Porque as decisões do direito internacional precisam de um alinhamento coletivo de todo mundo voluntário. Essa palavra é muito importante, voluntário de estar todo mundo na mesma página e querer andar junto. Agora, se o mundo está brigando, se matando, completamente caótico, é óbvio que esse alinhamento não vai existir. Durante a Guerra Fria, o Conselho de Segurança da ONU, uma boa parte não funcionou. Porque o mundo estava totalmente dividido. Então qualquer coisa que é para o Conselho de Segurança, ou a União Soviética Vetava ou Estados Unidos Vetava, a China se abstia, se abstivia, entendeu? E assim a coisa aí, aí nós tivemos um período, na história, de extrema calmaria, que, ao fim da Guerra Fria, até o começo do século 21. Então você não tinha mais uma disputa entre duas superpotências, uma única superpotência sobrou, estabelecida controlada, tranquila, venci, não preciso mais ser acertivo, mostrar minha força, já venci, está tudo bem, não tem nenhum rival. Quando a China ainda é pequena, está pobre, não cresceu, a União Soviética acabou de colapsar, precisa se reentender, a Europa está ali, se reunificando, se reorganizando. E aí o mundo estava na paz, aí veio um cara, saiu muito da curva, essa da Rousseim. Fala, está com o Kuwait. Aí você tem uma demonstração clara de unidade coletiva, internacional, multilateral. E o Conselho de Segurança da ONU, vira e fala assim. Bom, o cara invadiu o outro país, a gente autoriza uma intervenção liderada pelos Estados Unidos e todo mundo veio junto. Aí foram lá, tiraram o Sandoie Rousseim do Kuwait, tudo bem, aí funcionou. Aí isso foi no começo dos anos 90. Aí a gente vira por século 21 2001 e vem 11 de setembro. Aí no primeiro episódio do 11 de setembro é o ataque da Alcaida, né, aos Estados Unidos. Aí a comunidade internacional também, olha e fala assim, cara, isso é muito fora da curva. Estava todo mundo na paz, o Putin liga para o Bush e fala, "Meus pésames, estamos com vocês, a prova, está aprovado, pode intervir, pode invadir a afeganistão". E todo mundo vai junto. Aí o Estados Unidos já começa a ficar paranoico. Fala assim, "Bom, mas olha que os caras fizeram com a gente, da onde? Quem que fez isso?" Bom, não é nem uma afeganistão, é uns caras da Araba Saudita, um grupo de dois se juntaram radicais, foram lá, se juntaram com outro grupo local, dominaram a afeganistão e lançaram o ataque de dentro da afeganistão. O direito internacional já nem consegue compreender e classificar esse tipo de ação, porque também tem um outro problema. Na Constituição, quando a Constituição ela fica atrasada, você vai lá e faz uma emenda constitucional. E a sociedade debate, elege pessoas e fala, "Gente, desculpa, tem inteligência artificial, precisa de uma regulação para isso, gente, desculpa, tem aquele outro problema que a gente não tinha". No internacional, não tem isso. Então não tem emenda. Não tem se atualizar. Vamos sentar e vamos fazer a emenda constitucional do mundo, porque agora existiu um novo fenômeno chamado "Organizações Fundamentalistas, islâmicas, terroristas, internacionais, globais que vão lá e dominam outros países e usam aqueles países de base para fazer um ataque contra alguém. É aquilo que não está classificado no direito internacional. Não tem aquela classificação, tanto que os Estados Unidos vai lá e usa um argumento jurídico dizendo o seguinte. Olha, isso daqui não é um estado, esses caras não são um estado, eles não são combatentes e nem civis, eles são combatentes, não legais. Eles são uma outra categoria de coisa que nunca existiu. Isso é o argumento jurídico que Estados Unidos traz para a história. Não tem precedente, não tem uma coisa igual a que ela. E aí, o Estados Unidos para a Noico, e aí eu já sei, as pessoas não, o Estados Unidos irá aqui, por causa do petróleo. Nós vamos falar disso porque, obviamente, a história da Venezuela suscita essa discussão. Vamos deixar de lado um pouco a ideia do petróleo. Vamos só seguir num raciocínio, o Estados Unidos está para a Noico e fala assim, "Meu, os caras fizeram um ataque contra a gente, a gente precisa se preocupar com outros para isso que podem estar fazendo isso". E uma série de outras coisas, nunca é um único fator na geopolítica, na política interlocional. Ninguém faz uma coisa por uma única coisa. É um conjunto de coisas. "Ah, o Bush e Filho, o ultima paranoia é culpar, está na lista". Tinha questão do petróleo, é, está na lista. Tinha questão, trazer democracia prourente médio, é, está na lista. Tinha questão do medo do Saddam Rousseim, está construindo armas de destruição e massa que depois foi desprovado claramente que não existia. Mas, o Saddam Rousseim já tinha usado armas químicas contra o seu próprio povo. Então, a paranoia toma conta dos Estados Unidos, e aí os Estados Unidos fala assim, "Oh, eu quero ir lá e derrubar ele". E aí, o Conselho de Segurança, ele fala assim, "Não, não, não, não, já não quero que você faça isso". E não é quero baseado no argumento legal, é quero porque é política, não quero. Aí, você está indo longe demais, você está achando que você está ficando muito poderoso, você está se metendo em muitos lugares ao mesmo tempo. E aí, o negócio já começa a travar. Só que, daí, de 2000, 3 em diante, o mundo só la der abaixo. Passa mais 10 anos depois, a gente está no. a gel política, ela está em erupção, se ela está voltando na sua potência máxima, tanto que 10 anos depois é 2013. A Rousseim já invade e a nexa acrimém em 14. Ou seja, a gente já está com a gel política de volta, fervendo. E aí, não tem unidade. Até lá, você tinha o Conselho de Segurança, por exemplo. O Lula e o Erdoğan encontraram com a arma de nejado do Irã e abraçar e falar assim, "Namos um acordo". Conselho de Segurança, olha, fala assim, "Não, mas espera aí quem, quem você turca o Brasil?" Resolvendo uma coisa, um assunto nosso aqui, Conselho de Segurança ainda responde com unidade. E vira e sanciona o Irã, mas essa foi a última, o último capítulo da funcionalidade política daquele órgão, da li pra frente, a animosidade, a competição, está tão acerrada, que ninguém não é porque eu concordo ou não. Eu só de vira, ou só de virar, e falar assim, eu não posso dar um espaço para os Estados Unidos ou para a Rousse, ou para a China, ou para o outro avançar um pouquinho. Eu vou bloquear qualquer ação. Isso não é justiça, isso não é judiciário, isso é política, pura. Então, não dá pra gente imaginar que as bases do direito internacional estão colocadas. Aí eu estou falando isso, as pessoas "Ah, o rock não acredita no direito nacional", não é sobre isso. Eu estou fazendo uma descrição da realidade, a gente pode ter uma conversa, o mundo seria melhor com o direito internacional? Com certeza. É óbvio que é com certeza. Eu prefiro viver num lugar com regras e leis do que é um lugar na lei do mais forte. Aliás, essa é a concepção básica da democracia. A ditadura não, é a lei do mais forte. A regra e a lei pode ser curvada para os interesses daquela turma que está no poder. Ou seja, essa discussão sobre como o mundo seria melhor é diferente de como o mundo é. Porque a gente acredita que a gente está vendo que os outros países já estão falando sobre o que acontece sobre a ação do trâmpito do mais. Mas não parece ter sido uma comoção grande todo mundo. Até aqui no Brasil, a gente viu o governo condenando, mas é isso. É uma letrinha, é uma publicação. Então, basicamente está dizendo que provavelmente nada acontecerá com o trâmpito. Porque não tem como acontecer. Porque nada aconteceu com Putin, nada aconteceu com a Rousse, nada aconteceu com a China, nada aconteceu com a Zerbajão, nada aconteceu com Rwanda, que invadiu com. Não vai acontecer nada com o trâmpito, porque nada acontece mesmo. Com ninguém, ponto final, não está acontecendo nada no sudão, não está acontecendo nada em um lugar nenhum do mundo. E assim, é tipo que novidade é essa, porque essa discussão translocada. Se a gente fosse discutir isso, e a gente falar do assunto e listar os pontos de problema do assunto, e um dos pontos a gente virar e falar "é, e também tem a questão do direito internacional". Eu até entendo. Agora, se a discussão passa a ser inteira centrada nisso, ou as pessoas estão dormindo nos últimos 10, 15 anos, ou elas não estão entendendo o que está acontecendo no mundo. Porque simplesmente, esse não é a base de conversa sobre nada, a base de conversa hoje do mundo, é poder. E poder é, eu posso? Quando que a China vai se sentir capaz, segura e pronta para poder fazer o que quer. E esse fator decisivo para a China, ou que outra força de poder vai se apresentar para contrapor o projeto chinês de Taiwan, para ela ter que recalcular, e falar assim, talvez eu não tenho a força ou poder, a capacidade que eu quero, se essas outras forças vierem de encontro a mim. E que a mesma é o mesmo modo operante da Rússia, que é o mesmo modo operante de Ruanda, com Congo, e de todos os lugares do mundo. Então, essa ideia de que o Trump acabou, o Trump é o último da fila, o último. E assim, aí tem um ponto interessante sobre essa história. A Venezuela, ela respeita o direito internacional, interessante mesmo. Não, porque não? Porque ela virou um cartel de tráfico de drogas. O regime que domina o país é um regime que participa de atividades ilícidas, criminosas, transnacionais. Isso não é respeitar o direito internacional. A Venezuela causar a maior destruição a sua população, e com mais de 8 milhões de Venezuela nos que fugiram do país, numa situação de não-guerra, essa maior destruição econômica, política, social, de manação que não está em guerra, talvez da história, assim, moderna, contemporânea. Isso é uma violação de direitos humanos nessas pessoas. Ela prender prisioneiros políticos, pessoas que pensam diferente, ela fazer abusos de autoridade, é violação do direito internacional. Claro, a presença de organizações terroristas, fundamentalistas, islâmicas, como o resbolar, o ramás, na Venezuela, em outro território operando, é uma violação do direito internacional. Claro, e assim, e a lista, em mês, eu posso ficar que meia hora listando todas as violações de direito internacional que a Venezuela faz. E aí a tomada de decisão, o raciocínio sobre a ação, ele tem que ser comparado diante disso, uma vez que o contexto é, não existe esse preciosismo dessa realidade de que nós estamos funcionando dentro de um sistema de direito internacional. Porque essas pessoas não entenderam isso, essa discussão fica estranha. Mas então, estou estabelecendo aqui, nós estamos partindo de uma premissa, não porque o que era, não porque o goste, mas porque é a realidade, e a realidade causada pelo ser humano. E não é só causada pelos Estados Unidos, aliás. Ela é causada bem mais por países revisionistas que o próprio nome já diz, eles não gostam, não concordam com a ordem internacional. Que é de redesem à ordem internacional. Então, essas regras que foram implementadas pelo ocidente, pelos Estados Unidos e pela Europa não servem para eles. Eles vão fazer de tudo para quebrar com essas regras. A idade, então, que a gente parte desse presuposto, que esse direito não funciona, do jeito que todo mundo gostaria que funciona, funcionasse. Aí, nós temos que medir e comparar o número para ter uma análise ponderada sobre o que está acontecendo, de violações do direito internacional da Venezuela, versus a violação do direito internacional ou as violações de direito internacional dos Estados Unidos. E aí, óbvio que isso nos leva para uma discussão, do ponto de vista moral também, que é diferente do legal. Supostamente, a gente acha que o legal anda junto com o moral, mas nem sempre. Mas, será que o trampo se passou? Porque assim, eu entendo essas violações, se tem razão, a Venezuela comete várias violações direitos. Então, porque ninguém está reclamando, ninguém está gritando tanto sobre as violações de direito internacional da Venezuela, ninguém está tão chocado. O usted está chocado, está falando, "é, o mundo é assim mesmo, que triste, que pena, coitado dos Venezuelanos, coitado, o crime é organizado, está no Brasil também, não tem jeito. "Ah, o resbola está lá, tudo bem, o terrorismo está em todo lugar." Entendeu? A gente vai assim, "não, por que a discussão está desse jeito? Por que a gente não está, então, avaliando quantas violações a Venezuela comete?" E aí, quantas violações os Estados Unidos está cometendo a Venezuela e ele está cometendo essas violações? Não é porque ele escolheu ser um violador, mas porque ele lida com uma realidade, onde ele fica sentado passivo, ou ele vai lidar com a situação, como "nãé, que é, eu vou me proteger, eu vou me defender, eu vou acabar com os problemas criados por esse grande violador do direito internacional." Que é a Venezuela? E assim, eu não estou dizendo que essa escolha que os motivos do Trump tem a ver com o ponto de vista moral, mas é inevitável que quem está de fora analisando o peso de uma ação de alguém que viola os direitos humanos no nível que a Venezuela viola, o direito internacional, e uma ação do governo do Trump que violou o direito internacional, ela tem que se avaliar uma das avaliações dela, é do ponto de vista moral. Quanto vale a vida do maduro capturar o maduro, ilegalmente, ou ilegalmente, de fato, versos, só os 8 milhões de Venezuela anos que tiveram que fugir do seu país. Porque se vale proteger e manter intacto o princípio do direito internacional, pelo maduro e a sua esposa, em detrimento do princípio do direito internacional, para milhões de Venezuela anos e de pessoas do mundo todo. Eu não estou tomando lado aqui, estou colocando um raciocínio muito simples para valir para o cara que está usando o direito internacional como argumento. Isso, eu sei que tem gente que está usando o direito internacional, como uma ferramenta retórica para defender a sua ideologia política, a sua paixão, da sua turma. Algumas pessoas jamais vão dizer que a Rússia violou o direito internacional a invadiar o crânio, mas estão prontas para apontar o dedo para os Estados Unidos quando foi lá e capturou o maduro. E, óbvio, essas pessoas, essa conversa não é para essas pessoas, elas não têm uma conversa real sobre o que está acontecendo. Mas aquelas pessoas que querem aplicar os princípios de forma correta, em todas as situações, elas precisam se ateir a realidade, como ela é. E não está pronta para ter uma reação desproporcional com uma violação do direito internacional, que tem que ser colocada dentro do contexto de todo mundo que está violando o direito internacional, e não comparar com a violação do que essa violação gera ou rebate ou confronta do que o regime do maduro fez de violações. Mas aqui a gente está fazendo um exercício para acreditar que as ações do Trump realmente têm a ver com o narcotráfico, com o seu quê, porque agora ele inclusive só fala de petróleo. Então, eu que não sou um especialista em nada, ficou olhando e fala assim, pô, esse cara, ele negocio dele é o petróleo, meio que está todo mundo vendo que o negocio dele é o petróleo. É o que eu fico pensando, pô, os Estados Unidos está precisando de petróleo, eles estão a crise e petróleo, foram os Estados Unidos, me parece que não, eles não me parecem estar sofrendo nenhum tipo de desabastecimento. Então, a questão ali não é petróleo para os Estados Unidos para os Estados Unidos, pode ser alguma questão econômica, mas o lego aqui imagina, começa uma teoria, uma certa teoria da conspiração de porra, a Venezuela é a maior reserva de petróleo do planeta, que é um regime, e lá está um regime alinhado com a esquerda, portanto com a China, com outro lado mundo lá, que talvez sejam os principais inimigos Estados Unidos. Será que eles estão tentando na real impedir que esse petróleo vá por aí, tipo, vá para China, vá para os inimigos dos americanos? Por que se é petróleo a questão do trampo, não é? Não é só petróleo, não é só petróleo. Antes da gente analisar qual é a questão dele, a gente precisa fazer uma distinção entre as falas do trampo e a realidade. Isso é muito importante. Esse é um exercício que eu, como alguém que respira e fique estudando isso de inteiro, tem o que me lembrar de fazer o tempo todo, porque se não, todo mundo que analisam o trampo cai em armadilhas, e essa armadilha é assim. Esse cara para o presidente de Estados Unidos deve estar falando coisa com coisa, né? É, e aí tem assim, tipo, a gente é um outro assunto, mas depois a gente volta a nele, né? Dá para a gente identificar o ponto a cinco razões porque as pessoas leem o tramp errado, depois eu volto o nisso. Mas só quero citar duas coisas aqui sobre o que o trampo falou. Uma delas é, os Estados Unidos vai administrar o Venezuela. Essa não é a palavra precisa, porque políticos não usam palavras precisas. Politicos usam palavras de efeito retórico. Por quê? O político precisa se comunicar com o or número de pessoas da forma mais persuasiva, mais impactante, mais curta, e que todo mundo entenda do jeito simples e que ele toque na emoção das pessoas. Então, assim, o trampo ele vem de uma postura, eu sou forte, eu faço o que eu quero, e os Estados Unidos, na minha liderança, é assim. Isso significa, eu não vou falar que eu vou influenciar, não é da natureza dele. A pessoa na política, dele não fala, eu vou trabalhar para influenciar. Qual é a persona do trampo? Eu mando na Venezuela. Ele não manda na Venezuela. Não manda. A realidade não importa. Você pode querer fazer a cambolhota que for. Não manda. A gente não sabe o que vai ser daqui para frente. O regime do Maduro não foi derrubada. O regime do Maduro está lá intacto. Como é o nome da moça que está lá? Isso. O objetivo é trabalhar com ela para que os Estados Unidos influenci as políticas públicas. Tanto que no dia seguinte, Mark Rubel, secretário do Estado Americano, vem a público e diz o seguinte, os Estados Unidos, ele quer influenciar as políticas da Venezuela. Bem diferente da fala, os Estados Unidos run Venezuela, os Estados Unidos manda, os Estados Unidos governa a Venezuela. Um é o político, o outro já tem um cargo mais técnico, já está lidando com a realidade. Então, se a gente não conseguir fazer essas distinções, tudo que sedito não vai fazer sentido. O Trump disse, eu vou governar Gaza. O Trump não está governando Gaza. Os Estados Unidos não estão governando Gaza. Entende, a gente, se não tivesse separação, não vai. Agora, vamos para a parte do que você falou, porque é o segundo exemplo disso. Petróleo, petróleo, petróleo. Aí, fazer no petróleo, o petróleo é o ativo econômico tangível capaz de justificar para a lógica da persona, da plataforma política, do Trump. Porque raios, ele está gastando dinheiro americano num lugar que não vai trazer dinheiro, que é um estado falido, cheio de criminoso, de narcotraficante, de grupo terrorista, destruído a 26 anos. Por que os Estados Unidos vai intervindo aquele lugar? Como ele é uma liderança transacional, tudo que o Trump faz é transacional? Ele não é ideológico e ele não é transformacional. Ele é um cara transacional. Ele está preocupado com a transação momentana. O que que eu vou ganhar dessa minha troca aqui, desse diálogo com você, eu sou assim. Cara, eu vou fazer conta de quanto que eu vou ganhar aqui. Então ele precisa quantificar isso e ele precisa provar isso, porque ele chegou no poder com a plataforma dessa. Estados Unidos não vai gastar dinheiro no lugar nenhum, se isso não voltar dinheiro para nós. Como é que volta dinheiro, petróleo, petróleo, petróleo? E aí, então, ele coitifica. Por que que isso é uma fala retórica e que não é a prática? Porque os Estados Unidos é o único país do mundo que não tem indústria do petróleo pública. Não tem empresa de petróleo nos Estados Unidos, nacional do governo. Se os Estados Unidos fala, nós iremos explorar o petróleo. Isso não existe. Os Estados Unidos o governo americano não explora petróleo. O governo americano não tem petrobras. Não tem China petróleo. Não tem todas as empresas do mundo que têm participação do estado. Nos Estados Unidos, as empresas são privadas. Então, quando o Trump fala isso, ele não tem o poder sobre essas empresas. Ah, ele tem influência? Com certeza. Mas tem uma distância muito grande de ele dizer, petróleo, petróleo, petróleo, vai ser explorado. Você tem que combinar com as empresas, a empresa tem que fazer conta financeira, porque uma empresa existe para o bottom line, para o lucro. E, no final das contas, o lucro é sobre decisões econômicas que são sobre eu. Coloco X e eu tenho que tirar a X. Se eu colocar X e voltar meio X, esse não é um negócio que vale a pena para eu fazer, e eu não vou fazer. E aí, vamos para matemática econômica da exploração do petróleo na Venezuela. Hoje você tem um país vizinho na Venezuela, que é a Guiana, que você tem um petróleo sweet and light. Leve e fácil, que é o melhor petróleo que existe. E esse petróleo, você consegue retirar na Guiana a um preço muito mais baixo do que você explorar o petróleo da Venezuela, que é sour and heavy, que é o pior tipo de petróleo que requer mais recursos, porque ele precisa ser processado num processo de refino para poder ser transportado de tão corrosivo, de tão pesado que ele é. E o investimento para você refinar um petróleo, você precisa de refinaries. Eu investi muito mais alto do que se só extrair o petróleo da liga, já transportar para outro lugar. O custo de investimento para uma chevron, para uma ex-almóbia, as empresas de petróleo americana, comparados com investi na Guiana na Venezuela, não fecha conta? Por exemplo, uma estrutura lá que foi estatizada pela Venezuela. Foi. A Venezuela tem quatro dessas refinarias grandes, três tão quebradas. Só uma tal operacional. Os estudos dizem o seguinte, se você, a Venezuela já chegou a produzir 3.5 milhões de barriga de petróleo por dia, no APC, antes do chave chegar no poder. Aí, só caiu. Em 2018, o máximo que ela chegou de volta a subir, foi 2 milhões de barrigas. Hoje, está variando entre 900 mil e um milhão de barrigas por dia. Acredita-se que, de um ano a dois anos de investimento, relativamente mais baixo na casa de alguns bilhões de dólares, você consiga aumentar 500 mil barrigas, ou seja, 50% de um milhão de hoje, no investimento baixo. Agora, para você chegar nos 2 milhões de 2.8 milhões, ou nos 3.5 milhões de 1990, aí você precisa de dezenas de bilhões de dólares de investimento, talvez centenas de bilhões de dólares, e um projeto de 6, 7, 8, 10 anos. E aí, uma empresa para fazer esse investimento, ela precisa de algumas garantias. Qual é o sistema jurídico que vai ter na Venezuela? Essa concessão foi dada por um governo estável, ou no ano seguinte, vai ter um golpe militar, e o governo que entrar vai expropriar ou nacionalizar os meus ativos que eu botei dinheiro ali de volta, como já aconteceu pelo chaves e pelo maduro. É seguro? Eu posso mandar os meus executivos para trabalhar na Venezuela? A Venezuela vai aceitar um contrato de onde, caso a gente brigue, a arbitragem vai ser internacional, e não na cor de Venezuela, na corrupta. E enfim, tem uma milhão de questões que a indústria do petróleo americana vai perguntar, e ela vai ter que botar na conta, porque ela não vai mandar o diretor dela para morar na Venezuela, para ele ser sequestrado ou explodir uma bomba no carro que não é blindado, e isso vai custar dez vezes mais, porque ele vai ter que indenizar a família nos Estados Unidos, e ela não vai fazer isso. Então, não é óbvio que o Trump, quando ele fala isso, que ele vai conseguir, mas ele está fazendo uma fala política, porque ele é um político, ele está simplesmente só dizendo. Não, tem muito recurso, tem muito dinheiro. Os outros motivos, eu não estou descartando que o petróleo não seja um motivo. Eu estou dizendo que ele não é o único motivo. Os outros motivos talvez sejam até mais importantes do que o petróleo. É que o petróleo tangibiliza o retorno do investimento, do discurso, e de toda a plataforma política dele, o petróleo tangível, o petróleo, é uma coisa que a Venezuela tem que poderá falar assim, "Meu, como é que eu vou recuperar o dinheiro das empresas de petróleo que perderam americanas? Como é que eu vou concertar a Venezuela para ela sair de ser um narco estado para ser um outro? Alguma solução econômica tem que ter?" Tu acha que ele se importa com o fato da Venezuela ser um narco estado? Porque sei lá, é meio que puta. Eu não sei qual que ele ganha com se meter nessa história aqui. Porque está bom. A gente estava falando que o petróleo seria um dos motivos da lista. Qual são os outros motivos da lista, uma duro dançar? Esse é o motivo para o ego do Trump. Esse foi o motivo. Você diria que isso rolou de fato? Sim, porque o Trump não tinha desde o começo a decisão de que ele queria retirar o maduro do poder. Ele queria trabalhar com o maduro. Ele queria fazer pressão para o maduro CD. E aí o maduro começou a provocar. Falo, você está blefando. Você não vai me atacar. Aí eles começaram a mandar um monte de mensagem para o maduro. "Meu, a gente tem uma coisa para te propor." Sai do país. Se você está no exilado, vai para a Turquia. Fica lá. Ninguém vai te acusar de crime nenhum. Você está livre. Ninguém vai te perseguir. Leve um dinheiro aí. Vai com a sua família. Você está na paz. Ele não aceitou. Aí tudo bem. Aí o Trump foi lá. Aí o Trump vai. building up, mobilizando mais tropas, mandando uma hora porta-vivhões do mundo. Comece a aparecer. Que ele. É fraco. E aí o maduro vai lá e faz uma dancinha. No TikTok. Tipo, o zombando. "Ah, vem me pegar, la, la, la." Bom. Aí o Trump olhou e aí mexeu no ego dele. Isso é um fator. Certamente é um fator na decisão. É o único fator. Não. Porque é simplista. Falar que é o único fator. É simplista falar que é só o petróleo. Existem outros fatores mais importantes ainda para os Estados Unidos. Além da dancinha e além do petróleo. Que é. Atalda do Trina Moral. Que é. É uma história. É das antiga, né? Isso, século 19. Os Estados Unidos viram falar assim. Europa não pode estar posicionada dentro do continente americano. Ela não pode ter colônesia aqui. Ela não pode continuar expandindo. Porque isso é uma segurança nacional para os Estados Unidos. Do ponto de vista de geográfico, você pura geopolítica. Vários pensadores clássicos da geopolítica de Marran, que fala do poder marítimo, a "Speakman" que fala do "Rainland" e escreve sobre o poder da costa da eur Ásia. Os dois falam. O que faz os Estados Unidos estar numa posição privilegiada no mundo. É o fato de eles estaram continente americano. O continente americano tem características únicas. Primeiro, ele está separado de todos os outros continentes por dois grandes océanos. Segundo, a América do Norte só tem fronteira com dois países. Um deles é o Canadá, pouco habitado, que é uma extensão cultural, política, da mesma história do que aos Estados Unidos. E no sul tem um México, que é uma outra civilização, mas ainda assim, não parea, não tem força suficiente para nos ameaçar. Aí pode surgir uma outra potência nas Américas. Pode, na América do Sul. Mas a América do Sul está isolada, geográficamente, na América do Norte, por algumas obstáculos geográficos. Já falei disso aqui, como você lá traz, Cordileira dos Ants, Floresta Amazônia, que é o Ístimo da América Central. Então, não tem como marchar tropas do Brasil para lá, não consegue passar. E aí, então, eles olharam e falar se Estados Unidos está numa posição muito privilegiada no tabuleiro do mundo. A não ser que um país de fora venha e construa a base aqui do lado, ou nas ilhas do Caribe, ou num país na América Central, ou num país na América do Sul. E aí vai ser um problema. E aí surge, então, a doutrina moral, baseada na geopolítica, para a defesa e sobrevivência do território americano e para a fundação da nação americana. Porque a nação estava toda dividida e ela era vulnerável. Então ela não estava vulnerável, ajudava a formação dos Estados Unidos e ajudava a sua segurança por consequência. Obviamente a evolução dessa doutrina é se ninguém pode vir aqui e se ninguém vai interferir, essa área vai ser minha. Então ela pula de uma doutrina puramente de defesa para ser uma doutrina gemônica, imperial, de domínio, de zona, de influência. E é isso que vai acontecendo. O Trump resgatorça do doutrina e falou assim, "A região mais importante para os Estados Unidos no mundo é as Américas". Isso nunca aconteceu. Não sei, não sei, 19. E isso é uma novidade. E aí, por que que ele faz isso? Porque ele percebe que esses países inimigos e rivais dos Estados Unidos podem estar construindo bases muito sólidas dentro desse continente. Que é o único jeito de acessar geográficamente os Estados Unidos de uma forma mais ameaçadora. E ele escreve isso na estratégia de segurança nacional-americana que foi publicada agora no final do ano, no novembro dezembro. E ele diz, "Olha, esse daqui é uma segunda versão da doutrina amor ou terceira versão e a minha versão". E as Américas, o emesfera ocidental, é o mais importante para os Estados Unidos. E nós não vamos deixar a influência dos outros aqui. Quais são essas influências? O lugar onde tem a maior presença de todos, é a Venezuela. Porque é o estado que está próximo do eixo das ditadoras que eu sempre falo. É que é Rússia, China, Irã e Coreia do Norte e Venezuela como um irmão menor. Então, você tem grupo Wagner, você tem Guarda Revolucionária e Neniana, você tem Resbolassa, tem ramassa, tem Fara. Tudo, a inteligência Cubana que protege os 30 e poucos, 40 e poucos, na verdade, que morreram na operação para capturar o Maduro, eram todos do serviço de inteligência Cubano ou quase todos. Porque ele se cuba decretoluto e tudo mais. Então, assim, a Venezuela já tinha sido invadida. A Venezuela já tinha sido ocupada por todos esses países. A Venezuela, por ser um estado fraco e falido de uma ditadura em Franca Decadência, ela começou a depender de mais desses outros países. E esses outros países começaram a ter uma presença muito grande. Isso é assustador do ponto de vista segurança nacional para os Estados Unidos. Então, aí, não é, essa discussão não é sobre, "Ah, o estado de dizer "bomzinho" ou "não". O jogo do tabuleiro de poder é, "Meu, os seus inimigos vão tentar acercar e vão tentar se aproximar de colocar num cheque mate. Ou se se posiciona esse movimento, ou você vai rodar. E simplesmente o que está acontecendo é isso. Os Estados Unidos percebeu, olha, o que nos protegem em última instância são esses oceanos. Essa é uma leitura do Trump, em uma leitura embasada na pura gel política. E aí, ele fala, "A Venezuela é o pior de todos esses lugares. A Venezuela, ao mesmo tempo, é um lugar onde tem um narcotráfico. A Venezuela é um lugar que está mandando mais imigrantes, não só para os Estados Unidos, por Brasil. Moro número de imigrantes no Brasil. Agora passou Portugal, são venes oelanos, que estão aqui. A Venezuela é um lugar que, além de tudo isso, tem riqueza também. Então dá para justificar isso. Daí pode vir alguma coisa que descerto. Tenta fazer isso quietivo. É metade de uma microílias. Como é que você vai fazer o it da certo? A Venezuela talvez existe a chance de fazer. Não porque você estar necessariamente preocupado com a vida dos venes oelanos, mas porque uma Venezuela não dando certo? Ela não teria no fértil. Para todos os problemas do mundo transbordarem e chegaram em seu lugar. Se a Venezuela, se eu tô dizendo que a Venezuela é o lugar mais perigoso, do ponto de vista gel político para os Estados Unidos, pela presença de toda essa galera, de todos esses países, é óbvio que esse é o lugar número um que você tem que fazer alguma coisa. Entendeu? Então tirar um maduro tem um efeito prático nesses grupos que estão na Venezuela, porque agora estão com medo, porque assim nada, o regime continua. A Rodrigo está lá, meio que agora ela concede algumas coisas para os Estados Unidos, aí parece sair um acordo que tem deles produzir em petróleo, não sei o quê, mas é o regime. Então está lá o cara ainda, né, da Ramae talvez. É, vamos assim. O negócio vai acontecer em etapas, mas só finalizar isso que a sociedade não conta para essa pergunta. O que as pessoas têm que entender? Ai o Trump não está preocupado com o Venezuela Lano. Ele pode não estar preocupado diretamente, mas indiretamente a Venezuela será um completo caos, faz dela ser uma fonte de narcotráfico, faz dela ser uma fonte de imigrantes que é uma plataforma política, uma posição, uma política dele que ele está tentando resolver, faz no jogo já o político, não tabuleiro, os outros países todos colocarem as peças dentro da Venezuela, ela está muito próxima dos Estados Unidos, então a Venezuela será o caos, não é do interesse do Trump. Não é porque ele acorda todo dia e sofre com o ador dos Venezuela Lano. É porque o interesse americano é abalado por aquilo, do mesmo jeito que todos os países funcionam assim. Eu não estou dizendo que não existem preocupações genuinas de pessoas ou de governos em certos momentos com certas coisas, do ponto de vista puramente moral, mas desordem caos, crime, problema, transborda, e gera problema de interesse para qualquer nação, ponto final. Então é inteligente você fazer isso, não é? Porque você fez aquilo, porque você tem a melhor das boas intenções. No final, a intenção não tem tanto peso aqui. O que tem peso é que a gente resolve os grandes problemas do mundo, porque o mundo com mais problemas era um mundo muito pior. Ele é muito mais perigoso, mais incerto, mais instável, mais suceitível às guerras. Então eu não sei o que essa obsessão de ficar querendo entender a motivação do porquê alguém está fazendo. Talvez em primeiro lugar a gente tem que se preocupar em resolver. Qual a motivação que você fez resolver aquilo? Não sei, "Ah, é o seu ego, não é seu altruísmo". "Ah, não, eu me fez bem para o meu ego do ar dinheiro". Tá bom. Que doi, entendeu? Tipo assim, por que essa discussão é tão purista? Quem é tão purista? Quem que acorda todo dia e fala "eu só faço as coisas pelo mais alto bem e não penso no meu interesse". Você está dizendo que agora, muito provavelmente a situação da Venezuela melhorará? Agora nós temos uma abertura para começar uma mudança. Tá. Ela vai dar certo, não sabemos. Antes, quando não tinha isso, ela ia dar certo, sabíamos, não ia dar certo. Tipo, era uma certeza. Da Lí, da onde a Venezuela estava, ela só tinha um lugar pra ir. Mais profundo do poço. O que garante que a Rodrigues não é fiel, o leal o suficiente ao maduro pra dar uma engambelada? Como você disse, não é que o trampede ministra pra valer Venezuela. Ele está lá, quem está lá é ela, isso, né? O que garante pra gente, por exemplo, que ela não vai dar um pele no tramp? Ela pode. Ela pode. Ela pode. Porque o regime está lá. Isso. Só que, vamos lá, ele fez uma ação extremamente bem sucedida. No objetivo dela. Taticamente a operação, ela é uma jogada de mestre indiscritível. Na história militar. Ela é uma operação assim, impecável e retocável. Ela tinha alguém vazando em formação de dentro da Venezuela. Ela não tinha passem tão perfeitas. Pra operação acontecer, você precisava de informações que o serviço de inteligência americano capturaram. Que são onde o maduro mora, que horas ele dorme, quantas pessoas estão com ele. Como é que é o quarto dele? E óbvio que isso é um serviço de inteligência. Não é avazou combinado. É servir inteligência. É isso, eu vou lá, grampei o seu telefone, você é o cozinheiro da casa do maduro. Aí eu escuto, você falando, que você vai no seu quê? Aí eu descubro que você tem, não sei quem. Eu vou juntando todas as peças e eu vou construindo a história inteira. Até que os Estados Unidos construí um prédio que era uma imitação da casa do maduro. Isso não teve, e passaram meses estrenando a invasão da casa. Por quê? O maduro tinha um quarto do pânico. E eles achavam que quando eles entrassem, ele ia dar tempo de ele se trencar no quarto do pânico dentre muitas das obstáculos que a operação enfrentaria. E eles conseguiram entrar em 47 segundos. E ele estava fechando a porta do quarto do pânico e não conseguiu fechar a tempo. Porque os soldados de policiais americanos chegaram, impediram e pegaram ele. Tão bem sucedida que foi a operação. Então, não é que teve um vazamento, um serviço e uma operação de inteligência. Foi coletosa em formações. Ah, fez alguém contar alguma coisa? Certamente. Deu dinheiro para alguém contar outra coisa? Certamente. Coagiu alguém para contar outra coisa? Certamente, pegou a informação do celular de alguém que o cara nem sabe que é certamente. Então, se juntou tudo isso, construiu o cenário e falou, "Vamos fazer a operação". E podia tentar. Tudo isso viu a lação do direito internacional. Isso. Eu tô brincando. Isso, não, não, mas assim. Cadê os espiões russos não estão no Brasil? Não. Isso não é violação do direito internacional. Os espiões russos não estão na Europa. Ah, não, mas e os espiões de Israel. Ah, não, e os da China. Só o Brasil que não tem espiões. Só o Brasil que não tem espião, mas o resto do mundo inteiro tem espião. Como assim? Que mundo é esse que as pessoas estão querendo fantasiar não? A espionagem, a violação do direito internacional, a sério? E o que momento da história não existiram espiões? Na história humana, a humanidade nasceu e ela nasceu, inventou o espião. Tipo, não, e nós estamos falando, "Não, o direito internacional não deixa até espião". E de caramba, tá bom? Então, eu tô na salvo. E tem de it, o direito internacional não deixa até espião. Então, a gente não vai mais trabalhar com o espião. Olhem, isso é o que aconteceu lá dentro do respeito. É boa. Eu ia falar isso. É bem que você falou isso. Legal. Então, tá. Então, a gente está perdendo. A gente abriu umas caixas e deixou nas abertas. A gente abriu umas caixas e deixou nas abertas e não voltamos. A gente. Eu tô falando da operação. Vai. Não sei se é que é saber, mas. Eu quero que o operação. Ouperação. Eles foram lá treinaram cinco meses na operação. Aquele prése falou que eles construíram. E ficaram lá treinando na operação. O que que precisava acontecer? Você precisava desabilitar as baterias anti-aéreas da Venezuela. A Venezuela tem várias. Rússas, inclusive, e S3Ds, que são conhecidas. E tem algumas chinesas. Os americanos conseguiram aniquilar todas. 150 aviões americanos decolaram de várias bases de dentro dos Estados Unidos continental e outras bases no caribe e dos portaviões. E essas 150 aeronaves entraram no espaço aéreo. Desabilitando, destruindo, radares e. e todas as baterias anti-aéreas. O Trump comentou é a coisa ficou escura. E é uma capacidade que a gente tem. O comando cybernético americano desligou a energia em caracas. E desligou a internet. Porque na ação do Bin Laden, não sei se lembra. Na hora que começou a operação e apareceu, inclusive, helicópteros que Estados Unidos nunca tinham usado na vida. Que eram helicópteros stealth. Que eram aqueles helicópteros invisíveis. Só que ninguém conhecia esses helicópteros. E eles apareciam pela primeira vez. Um Pakistanês que estava na casa do lado, pega e acorda do meio da noite. Estava estudando no meio da noite. Ouviu uns barulhos, abre a janela e vê o helicóptero. Vai tirar uma foto e posta no Twitter. E aí o mundo inteiro viu a foto e sabia que a operação estava acontecendo. Estava acontecendo. Bom, não erraram de novo. Não é raro. Virar e falar assim, vamos desligar a internet. Vamos desligar a luz, a energia da Venezuela. Ou de caracas nas partes que a gente precisa. Acabar com as baterias antiaéreas, com os radares. Aí, aviões de guerra eletrônica entraram bloqueando sinal de todas as transmissões. E bombardearam todos esses aviões, bombardearam tudo. E aí, vem os helicópteros, voando baixo, trazendo as tropas de operações especiais do grupo dela. Aqui é um grupo de operações especiais. E aí, ele sobrevou até chegar na casa do Maduro. Entram lá, matam todos os guardas cubanos. Pega um Maduro, prendem um Maduro e não tem só militar americano. Esse é um ponto importante. Porque os Estados Unidos alega que a operação não é uma operação de derrubada do líder. Mas é uma operação policial judiciária. Para prender um indiciado criminalmente. Então, o FBI e DEI vão junto e fazem a prisão e pegam ele. Óbvio que não dá para fazer uma prisão desse outro país sem uma operação militar. E pegam ele e traz, e de volta, colocam num navio, o navio vai até Guantanamo. Em Guantanamo ele pega o avião e vai para os Estados Unidos. Então, essa é a operação, a operação é um sucesso tático sem tamanho. E por que que ela é importante? Porque ela manda um recado para o mundo. Para lembrar um mundo da capacidade americana. Talvez nenhuma outra na ação, vezes raio, mas não é esse grau de sofisticação, de volume de gente envolvida. Consegue coordenar uma ação com força cibernética, força espacial, marinha, força aérea, exército, tudo junto, impecávelmente coordenada para fazer a operação. O maduro, ele não é um dos caras mais fáceis do mundo de se matar ou de se pegar. Ele é uma das ditadoras mais enraizadas no poder, com apoio de grupo Wagner, de guarda revolucionária, de arriesbolado, de cubano, de FARC, de crime organizado, de narca terrorista, todo mundo. Então ele não é um cara simples. Eles gastaram muito dinheiro em armas ao longo dos anos, tem um monte de milícias internas no país, tinha batalhões ali de 90 mil soldados que não reagiram, não foram capazes de reagir e atacar os americanos que estavam entrando ali. Essa operação sucesso manda um recado para a russa e para a China. Olha, você consegue fazer um negócio desse? Você queria pegar Taiwan. Talvez seria bem mais fácil ser lá e só capturar seu presidente Taiwan. O sonho do Putin teria sido pegar os elens que em 47 segundos. Muito mais fácil. Ele não conseguiu. Então gera uma inveja e gera um medo. Porque fala, pô, esses caras, eles realmente, né? Então num outro nível de Estados Unidos mostra a força. E se o tabuleiro funciona na base da força, não na base do direito, não porque eu quero e sim porque eu mundo quer. Mostrar força tem um efeito. Então aquela discussão inicial que a gente estava aqui no começo se isso vai incentivar a russa e a China agirem, talvez se essa ação servir para alguma coisa, é para eles pensar em duas vezes. Olha bem, hein? O Trump está disposto a ferir o direito internacional morto interrado e quando ele age, quando Estados Unidos age direito, ele age num nível que ninguém consegue acompanhar ainda. E aí, rock, a gente. Puts, eu fico pensando se. O que você acha? Aí o. Pô, porque é assim, tu é que é do que você falou. A gente fala abrindo um monte de cartinha. O Trump pode ter gostado desse jogo e tentar algum outro movimento, ou você diria que ele não tem as mesmas razões que ele teve na Venezuela. Porque aí começou a surgir um monte de papinho. "Ah, não, porra, se me acolombem." Sim, sim, sim, sim, é muito importante. "Cara, gruê, lande, agora tá, os cara estão olhando para gruê, lande." Então, pelo menos esses dois, aí eu vi uns cara comentando. O que você acha que ele. Só quero fechar a última caixa antes dessa. O ar dessa daí, a pergunta que você me fez foi, e a Rodrigues. Isso. Ela vai conseguir governar, vai dar certo, vamos lá. E aí eu contei a história da operação para mostrar o que mudou no jogo, o que mudou. Os Estados Unidos fez uma operação impecável. Distrema a sofisticação, extremo sucesso. E mostrou uma força e falou para eles assim. Olha, Venezuela, desculpa, se são crianças perto da minha capacidade. E eu to com uma hora porta-viões do mundo parado aqui, eu não blefei, eu fiz, e tá todo mundo que vai continuar estacionado aqui. E aliás, tem um bloqueio na avó, você não vem de petróleo para ninguém. Essa economia vai para o saco. Então, o que o Trump está postando? No poder coercitivo. Como que funciona o poder coercitivo? Isso é muito interessante. O poder coercitivo é mais bem utilizado quando não tendo que se manifestar. Entendeu? Ele só funciona bem, ele tem um valor econômico de eficiência. Se eu sou ameaço e não tem o que comprovar a minha ameaça. Mas óbvio que para a ameaça ter credibilidade, ser crível, você precisa em algum momento ter mostrado que você é capaz de fazer. Então, hoje ele está operando numa base seguinte. "Eu ameaço e de fazer, eu fiz, a minha ameaça é crível, e eu to parado aqui." Então, ele está contando que isso vai guiar a postura dela. E aí vou analisar a figura dela, que eu acho que nunca tinha ouvido falar antes de tudo isso. Ela é tida e lida por muitas pessoas como uma pessoa paraglimática. No ponto de vista político isso é bom. Isso, bom. Ela é uma pessoa mais técnica. Ela já foi ministra da fazenda, das finanças. E ela já cuidou da reorganização da indústria do petróleo. E algumas empresas de petróleo que lidaram com ela falaram meu. Ela é melhor, que essa galera era aqui que esses tugs, que esses bandidinhos, narcoterroristas como o cabelo que é o ministro do interior, ou como o ministro da defesa. Então, talvez ela é melhor de todas que existem ali para se conversar. Ela está com medo falando assim, bom, se eu não fizer, eu sou a segunda na lista. E a próxima será que vão me capturar para me prender? Eu não estou indiciada nos Estados Unidos, talvez já possa só jogar um drone e me matar. Então, ela tem medo, ela está com medo. Obvio que o que ela tem que fazer? Ela tem uma missão bem difícil, que é equilibrar as vontades dos Estados Unidos, a sobrevivência dela, e as vontades dos outros do regime, que é o cabelo e o ministro da defesa, que são os caras que controlam as armas. O cabelo, ele é, ele já foi o presidente interino, logo um momento que teve um golpe contra o chave, e ele já ficou no poder. Ele é o grande criminoso, ele é o número 2, tanto que ele está indicado junto com o maduro. No cabelo. É, que é o ministro do interior. Cara, de 60 em poucos anos e ele controla as milícias, os coletivos, e controla guarda o exército boliviraiiano, que não é o exército convencional. Então, ele é o revolucionário, ele é o crazy. Ela tem alguma coisa a ver com o tal do cartel. Sim, ele é o maduro, são eles os cabeças. E ele. Cara, ele é um dos solos pelo que. Não vou abrir outra caixana, mas. Esse aqui, pelo que eu entendi, ele é um rubbi de cartéis. E isso? Ele não é um. Ele trabalha facilita os outros cartéis. E como tem FARC, tem um monte de coisa do lado da Colômba, ele. Ele organiza centralismo. Ele é um crime organizado. E assim, não é só o tráfico de drogas. Mineração. A Venezuela tem a quinta reserva de ouro do mundo. Então tem ouro para cá. Tem ouro e tem minérios. Mas antes das pessoas entrarem surtais por causa do ouro? Não. Vou ter que abrir um parentes aí. Vai dar. Se não, a gente. Se não, depois de um volta. Mas se for tudo, tudo bem. O que é a história do ouro? A Venezuela tem muito ouro, mas ela não tem uma indústria de mineração desenvolvida. A grande parte da indústria foi nacionalizada quando o chave chegou no poder. E é as empresas maiores de fora de mineração que estavam lá, foram embora. Então querem a indenização do dinheiro que perderam. E aí, óbvio, sucatiu tudo, virou poder. E uma grande parte da exploração dos minérios na Venezuela foi permitida para grupos informais. É o de garempeiro, de crime organizado, de todo tipo de extração e legal. Então não é um negócio estruturado. Não é um negócio que você tem as reservas comprovadas. Te dá um exemplo, República Democrática do Congo. Nas cinco maiores minas de cobalto do mundo, é quatro tão no Congo. Então você tem uma comprovação de extração daquilo. Você sabe que existe, os caras já estão operando, sabe onde tal o negócio. E já estão tirando, extraindo. Então esse é um paradigma, um tipo de exploração que é menos arriscado. Você sabe que existe, na Venezuela nem isso se sabe. O outro modelo é, por exemplo, a Ucrânia, com titânio na época da União Soviética. A União Soviética, ela começou a produzir muito o titânio, porque a União Soviética investiu massivamente na indústria da União Soviética. Ela virou uma potência industrial, 70% do titânio do mundo nos anos 80, estava sendo produzido pela União Soviética em grande parte na União Soviética. E aí não é porque a reserva estava localizada já explorada, mas porque uma capacidade industrial foi construída. A Venezuela não é nenhum case parecido com o Congo e nem com a da Ucrânia. Ou seja, é um lugar totalmente virgem, sem nenhum frame jurídico legal, o estado tem que ir lá e tirar todo o comércio ilegal de ouro, todos os traficantes, todos os bandidos que estão operando nisso. Então não é uma coisa simples. Nenhum empresa privada vai querer botar dinheiro num lugar como esse. Se os lugares onde está mais crescendo a exploração de ouro, é Canadá, Australis, Estados Unidos. Caros, lugares mais lidos, você fazer o negócio. Tudo certinho, bonitinho, mais de 50% da produção mundial, está na concentração desses três lugares. Não sabe também. Então não sabe, não vai fazer diferença. Então eu esqueço ouro antes de todo mundo começar a reprocausa do ouro. Não vai acontecer tudo que o Trump não está falando. Na questão do petróleo, o Trump tem a expectativa que vai acontecer. Mas isso não é certeza pelos motivos todos que eu já falei e não falei todos porque tem uns números ainda interessantes pra gente voltar depois de ser a gente lenta. Mas onde eu estava antes do. A gente estava falando da viabilidade, da Rodrigues. É isso, está. Aí, então o que aconteceu? A Rodrigues, ela vai ter que lidar com as vontades do cabelo. E o cabelo vai aceitar. Veja, hoje, vez que ela tomou posse o cabelo e o ministro da defesa, faros, estamos com ela. Claro que nesse momento, se ele for lá e deu um golpe nela, ele sabe que ele passa a ser o alvo no meron da lista dos americanos. E ele entra com os carabústicos. Isso, então ele está, ele estava lá assim, "Bom, é melhor deixar ela ali?" E deixou operando aqui nos bastidores, eu vou criando problema pra ela, culpada vai cela, se tiver aqui derrubar alguém vai cela e não eu. Claro que assim, essa estratégia não é garantida também, porque ela vai virar para os americanos se ela realmente for colaborar, ela vai virar e falar assim, "Meu, estou tentando fazer tudo que eu posso, mas desculpa o cabelo, não dá." Aí, os caras vão mandar um Delta Force lá, "Cabelo, tchau!" Entendeu? Em algum momento, isso que pode acontecer, por isso que o Trump disse. Essa primeira onda, espero que não precise e acho que não vai precisar de uma segunda, mas ele quer deixar a meiaça velada no ar, claro, porque isso que vai fazer ela cooperar com ele. Essa transformação lá não é imediata, mas é importante a gente também analisar a diferença dessa ação do Trump pra todas as outras ações internacionais que os Estados Unidos fez em outros lugares em outros momentos. E ela tem um lado inteligente, porque toda vez que os Estados Unidos vai lá derrubar o ditador, ele vai lá derrubo o ditador. E aí, o que acontece no dia seguinte? Caus, a gente já sabe o que é caus. O Trump achou uma saída, não mortodoxa, que é, não vamos derrubar, vamos derrubar o regime. Vamos tirar uma peça pra mostrar que tem que ser do jeito que a gente quer e a gente gradativamente vai mudando eles do jeito que a gente quer sem ter um grande impacto e choque. Porque em todos os lugares, se você tiver esse grande impacto e choque, o que que vai acontecer? O grupo que tem as armas vai resistir. E óbvio que essas ditadoras que estão no poder é sempre porque esse grupo tem as armas. E a oposição não consegue chegar no poder porque não tem armas. Então, o ditador de plantão ou o regime que está no poder, ele vai resistir e ele vai transformar aquilo, uma guerra civil. Ah, não sei que você tem uma força esterra que vai vinte, salvar. A força esterra que vai salvar é irar, que é afeganistão. E a gente já sabe que isso não dá certo. E o Trump passou muito longe disso, muito longe. Então, não tem mudança de regime. Não tem golpe na Venezuela. Não tem guerra. Não tem, se quer, uma operação militar. Tem uma apreensão, uma prisão de dois indivíduos. Dentro de uma escala da violação do direito internacional, ele ficou aqui. No grau um, ao vezes, do grau 10. Qual é o grau 10? Sem entrar no poder. Botar Maria Corina no poder. Botar Maria Corina no poder, entrar no país. Botar soldado americano em cada esquina. Vou reescrever a constituição. Assim. Que foi o que aconteceu no Iraque? Que foi o que aconteceu no afeganistão? Neste viola. Mas agora, o roque, agora, eu estou entendendo melhor, pelo menos uma motivação mais clara, para não colocar a Maria Corina no poder. Isso. Até então, eu estava pensando assim, e o cara ficou puto que ela não abrou o mão do Nobel da Paz para ele. Mas assim, cara, eu critico o Trump sem dócono precisa. E reconheço quando ele acerta. Dentro da dificuldade que é uma operação como essa. Desculpa, ele fez um negócio bem mais inteligente do que todo mundo estava fazendo até então. Que foi repetindo três vezes pelos Estados Unidos. Foi feito no afeganistão, foi feito no Iraque, foi feito na Libia. E nenhum deles deu certo. E aí, na Síria, não quisermos fazer. E a Síria ficou lá sangrando destruída. Na Venezuela, não quisermos fazer. A Venezuela ficou sangrando. Ele inventou uma nova solução que é tipo um negócio pela metade. Sim, um choque tão grande. Ele vira e fala assim, olha, oposição. Você tem armas? Você tem meio de prender todos os militares que estão a décadas, as 26 anos, um quarto de século dominando a Venezuela? O que você vai fazer com eles? Que tipo de acordo que você vai falar para eles que eles não vão querer se defender? Fale-me, isso não vai dar certo. Esse negócio tem que ser gradativo e faseado. Ah, mas o Trump não está preocupado com a democracia. Não é que ele está preocupado porque ele é um defensor da democracia. Não é esse o ponto. É muito melhor você fazer negócios, interagir com uma democracia, do que com a ditadura. É muito melhor. Pecialmente com a ditadura que está claramente alinhada com os seus inimigos. Não é que eles odeiam de tadores. Eles odeiam de tadores que não estão com eles. Isso. E eu falo eles. Eu estou falando do mundo. O chinês também. No mundo. No mundo. No mundo. Qual é a diferença da relação dos Estados Unidos com a Araba Saudita para a relação com irã? Os dois são ditadoras. A diferença é que a Araba Saudita não é uma potência ou uma nação revisionista. Ela não quer reescrever a ordem internacional. Ela está preocupada com isso. Ela está preocupadora. Você mete na minha vida aqui. Eu quero ganhar dinheiro. Toca aí do jeito que vocês quiserem. O irã não. O irã tem um projeto maior. Ele não gosta do jeito como as coisas estão organizadas. Junto com a China, Junto com a Russa, Junto com a Coreia do Norte, Junto com Venezuela. E aí isso é um problema. Mas se você puder desenhar uma escala, quem é melhor? É melhor você fazer negócio ou ter uma relação com uma democracia? Com uma ditadura que não quer reescrever a ordem internacional? Com uma ditadura que quer reescrever a ordem internacional? Ou com uma ditadura que quer reescrever a ordem internacional? E é amiga e aliada de todos os seus inimigos. Pô, desculpa. A Venezuela é o pior dos mundos do jeito como alatar. É o pior dos mundos. Ao invés do Trump vim lá e derrubar a fundação e colapsar a Venezuela. E falar, "Não, agora a gente vai dar um jump do nível 5 para o nível 1." Ele falou assim, "Eu vou quebrar um pilarzinho aqui e eu vou tentar ir trazendo esse cara para cá." Esse cara vai chegar aqui, não sabemos. Não sabemos. Mas se ele chegar aqui, já é melhor do que ele está aqui. Se ele chegar aqui, melhor ainda. Então o raciocínio é pragmático. É lógica do que ele está tentando fazer. Do ponto de vista moral do que as pessoas gostariam. Não, eu queria que ele fosse lá e criasse uma democracia. Bom, quem quer isso, já não é a favor do direito ainda. Então já começou a confusão. Mas se ele fosse genuinamente, imagina que o Trump fosse o da Lai Lama, ou a madre teresa. Boa. E aí, esquece o Trump. Vou imaginar que o da Lai Lama ou a madre teresa olham para perversidades e maldades que estão acontecendo no lugar do mundo. E eles genuinamente, do fundo do coração deles, da alma elevada, da luminosidade que a alma deles brilha, gostariam de resolver aquele lugar. Ele pode ir lá resolver. Ele pode interferir na vida do outro para resolver. Técnicamente, não, né? Isso. E aí, esse direito internacional, ele moralmente decente. É muito complicado. E isso é claro que é complicado. Mas eu que estabeleci isso, entendeu? Só estou falando. Legal, mas então agora, de tudo isso que a gente não estabeleceu rock, vamos tentar trazer aqui para conversa de baio. Eu sei que você é um professor, você é foto. Espera aí, olha aqui, vamos lá. O que que tu acha? Porque eu olhando, eu fico assim, o Trump. Porra, fica aqui com um pouco de cagasse, irmão. Porra, não sei se eu acho maneiro que você já polícia do mundo. Não estou falando que o cara, eu ouvi uma porrada e esse é maluco. Um monte de Venezuela falando, feliz que tiraram maduro. Eu acho que eles não estão feliz. A maioria está feliz. A vasta, pelo menos, do que eu ouvi, ouvi na rádio ouvi na rádio. E aí, a pergunta é, quem tem mais legitimidade para falar sobre esse assunto? Aqueles que estão vivendo essa realidade? Ou o brasileiro que está aqui, que nunca prestou atenção em nada do direito internacional e pronto, virou especialista. É, é que eu estou esse cara aí, esse brasileiro aí. Eu estou cagando para ele. Eu fico pensando no cara, agora que rolou isso. E eu só posso ficar aqui torcendo por Trump, se dá por estar satisfeito. Porque assim, se assim, tudo que você está falando aí faz todo sentido e eu espero que seja exatamente isso. Porque se for isso parou. -Certo. -Se for isso. Se for isso, ele não vai atacar a colombia. Não, não, não, não, não. Isso é uma outra conversa. -O que é o que acontece? -E isso é uma outra conversa. -A gente estava até agora dando. Não, sim, sim, sim, mas é que assim, o jogo ele não é estático. -É verdade. -Não existe só Venezuela de peça no tabuleiro. -Como é café do Brasil? Então aqui a gente pode ficar. A gente fica como aqui. A gente fica aí, caralho. Como é que a gente fia? Como é que você quer falar da colombia do México, de Cuba, da Groelândia e do Irã? Ou você quer falar do Brasil? -Vamos na galera primeiro, então. Depois que a gente deixou o Brasil para o final, que aí você que está assistindo, fica com a gente. Não, tem outras coisas para a gente falar que a gente não falou ainda, mas. Eu não acho que a gente exauriu o negócio da Rodrigues, mas. -Então volta para o Rodrigues. -Então vamos só finalizá-la da Rodrigues. -Tá bom. O que que pode acontecer? O cabelo pode tentar derrubar Rodrigues. Isso é um movimento radical. Se ele derrubar Rodrigues, aí os Estados Unidos vai ter que fazer uma outra operação. É garantido fazer outra operação. Não é, porque começa a ficar riscado. O cara começa a entender que o cara vem mesmo. E isso se preparar melhor vai conseguir ter. Vai ter o elemento de surpresa da mesma forma. Não vai. Essa segunda operação, e se uma bateria anti-air é conseguir derrubar um avião americano. Aí vai começar a pegar mal. Então, percebe a coisa, ela vai ficando difícil. Vai ficando complicada. Não quer dizer, por isso que o poder da coercão, ele é tão efetivo nesse momento, porque é não usar a força. É muito melhor. -O que você acredita que eu poderia usar a força. Poderia e vou conseguir. E você efetivo. Mas é um jogo de bluff. Sim. É, eu bluffo daqui e você vai dobrar a posta e vai falar assim. Duvido que você vai usar de novo. Aí toma aquela dancinha. Isso. Aí, beleza, vamos testar. Então tem esse caminho que pode acontecer. O que que a Rodrigues tem? Ela controla o serviço de inteligência, uma parte dele. Ela não tem as armas. Ela não controla os caras que têm arma. E isso é muito importante, numa ditadura. Esses caras podem estar com medo, também falando, "Meu, o cenário mudou. Ou eu me adapto, ou eu vou rodar." Eventualmente. Se a transição forfeita gradativamente, nesse caminho não abruptamente, como foi feito nos outros lugares, no Irak, no Afeganistão, na Líbia, se ela forfeita gradativamente, os venezuelanos ao oposição, o sistema político venezuelano, vai se acostumando e falando assim, "Bom, esses caras aí que destruíram países por 25 anos, cara, mudaram um pouco de lado, tão mais suave, estão aceitando que a gente volte para cá, e se vai convivendo com isso, talvez você vai olhar, e daqui 5 anos, se ele sair ainda ali, fala "Bom, também dane-se agora." Tipo, entendeu? Então, se o cara tiver uma visão, se esses dois tiverem, não sei se o cabelo vai ter. Talvez o ministro da Defesa até tem. Se ele tiver, ele vai olhar e falar assim, "Meu, essa é uma saída, mais um rosa, mais segura, mais faseada para mim, e pode seguir de tudo certo." O que que tem que acontecer além dos movimentos do Trump e da Rodrigues? Ao oposição, ela está quieta. Silêncio absoluto. E acho que agora, nesse momento, é correto, ela está quieta, porque ela não está entendendo o que está acontecendo. Ela precisa ver se a Rodrigues vai conseguir entregar alguma coisa, ela também não pode sair para cima, criando um outro problema para o Trump, sendo que ele. Foi o único cara que, quise ir lá e fazer alguma coisa, mexendo o problema. Da Venezuela. Mas eventualmente, a oposição, ela foi muito efetiva e se mobilizar contra o maduro, em contar as eleições, em provar que foi fraudada. Ela ganhou uma legitimidade internacional, mais 55 países reconheceram o presidente que ganhou e não o maduro, a Maria Corina machado ganhou o primeiro Nobel. Então, a oposição, depois de muitos anos, dividida, conseguiu se unir e fazer algumas coisas direitos. Imagina se a Rodrigues começa a fazer essa transição, começa a se livrar um pouco, vai trocando um cara aqui, troca um outro ali, porque assim, essas estratégias, é o que a gente chama de tática salâmia. Se você faz um movimento brúscal e arranca todo mundo, vai ter reação. Mas se você vai lá e pega um cara, tira ele, põe um cara legal a você, um cara que vai numa posição estratégica. Só um, vai provocar o outro lado, a declarar a guerra civil, porque um cara sai do lugar. Então, você tem que ir fazendo isso aos poucos, isso é política, isso é estratégia de poder. Então, você vai se movimentando e vai modificando o tabuleiro. Ela pode ir fazendo isso aos poucos, e aí tem que chegar uma hora que a oposição também tem que começar a fazer pressão. Para criar o ambiente próprio, para falar assim, galera, olha, já passamos daquela fase, daquele medo que assistiam, que a gente ia te prender, ia retribuir, retaliar, arrancar todo mundo, agora está na hora de uma transição. Então, não é uma coisa só que o Trump vai editar. A oposição vai ter que lutar de novo ainda, para construir uma Venezuela democrática. É assim, óbvio, esse é um desenho do mundo perfeito, tudo deu certo. A chance de não ser assim são altíssimas. Mas eu, dado o histórico que a gente tem, de operações como essa pelo mundo, o histórico de 26 anos da Venezuela para um lugar que ela está, a maneira como a coisa aconteceu, de muitas maneiras bem comedidas, esse é um ponto que as pessoas podem não gostar, mas bem comedidas dentro do contexto de comparação com as outras operações, americanas é o redor do mundo. Com poucas mortes, por exemplo, com pouca trauma, com pouca turbulência, óbvio que pouca turbulência também não resolve o problema do regime, o regime está lá, é o mesmo regime de narcotraficantes, mas se abre um espaço e a possibilidade para começar a trabalhar e a mexer. E é isso que o governo americano está fazendo. E essa é a obsessão do Rubio, esse é o plano do Rubio, essa é a vida do Rubio. Rock, esses caras, os americanos, eu tudo que você falou faz muito sentido e agora eu tenho uma visão bem mais clara do porquê eles teriam feito todo esse movimento e faz sentido. Agora, a gente entende. Tudo das vezes que você vê aqui, coisas ficaram claras como, "Mermon, ninguém é bomzinho, ninguém é mal, está todo mundo defendendo o próprio interesse". Isso, mas eu só quero fazer um parente sobre isso porque essa leitura da realidade do mundo ela não é 100% completa. O que eu quero dizer com isso? Existem horas e momentos que países fazem coisas por questões morais. Existem. Não é a maioria das vezes. Tu consegue citar uma. Olha, assim, tipo. sei lá, acho que na segunda guerra, você pode claramente identificar que chegou uma hora que ficou muito claro o que era o mal e o que era o certo e que se tinha se passado muito além da conta. Existem ações de combate, sei lá, a pedeufilia, a coisas pelo mundo, que elas não são feitas porque meu. Cara, tipo, assim, você tem um interesse nisso. Eu vou ganhar alguma coisa econômica. Eu vou proteger a segurança emocional. Mas existem ações dos países para combates de certos tipos de criminalidade que elas são feitas porque aquilo é o certo a ser feito. Então, eu só não gosto das visões extremas do sinismo extremo ou da bondade extrema. O direito internacional, o direito internacional. Cara, não é assim. A gente não é 100% só buscando interesse e a gente não é só 100% fazendo tudo o que é o certo, moralmente correto. É só a gente olhar para as nossas vidas, como que a gente age no nosso dia a dia. A gente não toma todas as nossas decisões baseadas só em questões econômicas. Cara, eu repito isso tanto. O argumento do petróleo, ele é um argumento reducionista, marxista, extremamente limitante. Porque ele diz que você, Igor, faz tudo o que você faz só para ganhar dinheiro, cara. E não é verdade. Você não faz. Você não faz. Porque senão você estaria no mercado financeiro. Você ganha muito mais dinheiro, cara. Muito mais dinheiro. Mas não é muito brincana. Não, realmente. Entenda o que você está falando? Entendeu, tipo assim. Ninguém é essa máquina de ser moldada só por interesses econômicos. Tanto não é que as próprias pessoas que estão levantando esse ponto, supostamente, elas estão dizendo que elas não são assim. Mas elas estão apontando por outro e dizendo que todo mundo é assim. E isso não é real. Não é real. Não funciona assim. Então, eu não gosto da gente só colocar uma coisa. A maior parte das movimentações no tabuleiro já político são por interesses. E existe uma parte que você conecta interesses à valores. E existe um outro movimento que você faz por valores. Independente de um interesse. Você faz porque eu certo a ser feito. E eu não estou dizendo que esse é o caso do Trump. Mas existe esse tipo de relação. Existe. Existe em certos caras, em certas situações, em certos momentos que toca o cara e ele fala "Meu". Ah, não sei se claro. Você falei "O cara é um Hitler", entendeu? Aí, beleza. Mas. Então, eu só não acho que a gente tem que. Essa é uma análise mais apurada. Ela é mais detalhada. Claro, se a gente quiser generalizar tudo e sair simplificando, é tudo por causa do petróleo. Cara, o petróleo nem é a base mais importante do mundo de combustível. Nós estamos passando por uma transição energética. O petróleo está perdendo a importância. E você, mesmo, citou. Estados Unidos precisa de petróleo. Não, Estados Unidos produz 14 milhões de barris de petróleo. 14. Falei que a Venezuela chegou a produzir três e meio. O Brasil está chegando a cinco. Estados Unidos produz 14. Ele é o maior produtor do mundo. E ele consome 20. Pô. De um terço a um quarto. Só ele precisa para suprir o que ele vai consumir. Não é para o petróleo para ele. Não é as empresas americanas que vão ganhar concessões de petróleo necessariamente num lugar. Elas não ganharam lerak. As pessoas não sabem disso. As empresas de petróleo americano não ganharam concessão de exploração no irak. Sabe qual foram as empresas que mais lucraram com a invasão do Estados Unidos ao irak? Ah. Chinesas. É interessante mesmo não saber disso. Chinesas, as rusas, locoio tem um dos maiores campos do irak. É explorado pela locoio. Então, por que? Porque as empresas de petróleo americano são empresas privadas que têm acionistas e que elas têm que dar resultado. E o cara tem que justificar a migão. Você vai investir tanto no irak? Mas se tem a guiana ali do lado? Entendo. Quando o Trump fez ação na Venezuela, as ações da Chevron creceram muito. É todo mundo. Ah! Porque a Chevron é a única que está operando ainda na Venezuela com uma licença temporária neste momento reduzida que já operava antes. Essa licença já veio do governo Biden. Foi renovada pelo governo Trump e a Chevron está operando. E aí todo mundo, a leitura que fizeram foi a Chevron, as ações da Chevron creceram, porque ela vai explorar mais na Venezuela. Mas não, a Chevron tem campos na guiana. E lembra que a Venezuela ameaçava de invadir a guiana? A Chevron ia perder muito mais dinheiro na guiana. E uma vez que o Maduro não está mais lá e o projeto agora de invadir a guiana, morreu? A Chevron está mais segura num campo de petróleo mais barato com um petróleo melhor. E que ela vai ganhar mais dinheiro. Então as pessoas não entendem, elas pegam as coisas pela metade e tiram conclusões muito simplistas. Se os Estados Unidos não precisa do petróleo, existem outras coisas relacionadas ao petróleo que não é o petróleo em si. Que, por exemplo, podem ter muito mais resonância ou razões tangíveis do que o petróleo. Por exemplo, o petro dólar. O petróleo é negociado em dólar. E isso é uma das bases do fundamento da moeda americana como a moeda internacional. Ela é se usada, não só como reserva, mas ser como uma moeda de comércio. Se o irã está sancionado. E é um dos produtores grandes. Se a rússia está sancionada. E aí, quem compra o petróleo da rússia do irão hoje? A China. E a China quer que o mundo rode na sua moeda para ela não depender do dólar, caso ela entra em um conflito com o dólar. Porque ela viu que aconteceu com a rússia. As sancões e a dependência do dólar foram um problema. Então a China está criando um sistema paralel. Não é porque a moeda a China está pronta para assumir o posto de moeda de reserva internacional. Mas ela está criando um sistema paralelo que é que as transações comerciais, que ela faça, sejam feitas na sua moeda. E ela já conseguiu fazer isso com o irã e com rússia. Porque esses países estão numa situação mais difícil por causa das sancões. E aí, é uma parte do que ela compra da Araba Saudita, também está sendo negociado na moeda à China. E aí, a Venezuela também sancionada e também excluída, também passa a negociar na moeda à China. Vejam, daqui a pouco, o petróleo pode passar a ser negociado e precipificado na moeda à China e não em dólar. Tirar a Venezuela dessa equação, já que ela está perto, doutrina moral, base dos adversários de alpulíticos, narco, traficante, migração, terrorismo, todas as coisas. É falar meu, a Venezuela é o low-ranging fruit. Tipo assim, a fruta mais acessível e mais barata com maior recompensa, que eu atinge objetivos em diversas áreas simultaneamente. Então é isso. Essa é a visão inteira da história. Isso está escrito em documentos, está colocado. Al Trump falou que o petróleo, o Trump falou que ele está restabilizando a doutrina moral nas américas também. Ele falou que ele não quer a presença de rivais estrangeiros em territórios nas américas. Ele não quer a China, a Rússia e o Irã, dentro da Venezuela. Ele também falou isso. Ele também falou várias outras coisas. Se você está tomando a fala dele a valor de face sobre o petróleo, você tem que tomar a fala dele a valor de face em tudo que ele fala. Então é isso, então pronto, então tem que ser lógico e racional. Não, você está sendo muito seletiva, não, ele falou isso. Bom, mas ele falou outras coisas, porque as outras são aceitas e essas aceitas. As outras são tão importantes quando assim. São interesses também. Não tem a presença do resbolar na Venezuela a interesse americano da segurança nacional. E o que que tu acha que acontece com maduro agora, cara? Ah, ele vai ser condenado, eu acho. Eu também acho. E aí, condenado, ele vai servir em Guantánamo. Talvez não. Talvez ele vai servir numa prisão dentro dos Estados Unidos, né? Tipo assim, a história de Guantánamo é mais uma das fantasias do direito internacional. É, porque pensa, o Bush foi lá e prender um monte de terrorista. Não tinha que fazer com esses terroristas. Uma opção era devolvê-lo para os países. Partidos países da onde eles eram, não queriam esses caras, não queriam. Meu, desculpa, eu não tenho condição de lidar com o cara desse, eu não tenho prisão para esse cara. Então eu não quero receber ele aqui, eu não quero ele no meu território, eu não quero que um monte de outros fanáticos venham libertar ele, dá um golpe, esse cara fica alojado no meu território, eu não quero se vira, você prendeu ele, fica com ele. Aí começou o problema. Porque os problemas não acontece só porque todo mundo é malvado, entendeu? Porque os problemas acontece porque eles são complexos e difíceis. Isso não é defender, isso é só descrever. Como é a coisa que a música tá tocando? Aí veio o Obama e falou assim, eu vou fechar Guantánamo. Eu não conseguia fechar, porque ninguém queria receber os caras. E o que que fazia? Claro, vamos botar os caras dentro do Estados Unidos. Meu, os deputados a população americana foram mais de jeito nenhum que você vai botar esse cara dentro de uma prisão no Estados Unidos, que ele vai ficar dentro da prisão conversando com outros caras, convertendo, fazendo uma lavagem cerebral e vivendo dentro do território americano depois dele ter planejado ataques contra os Estados Unidos. Bom, então não pode trazer para os Estados Unidos, não pode devolver para outro país, que a gente faz que se cara. Deixa lá, não fecha Guantánamo. Guantánamo nunca fechou. O que o direito internacional diz sobre Guantánamo? Não pode ter Guantánamo. O que vale um direito se ele não lida com a prática? Não, não prende o terrorista, então, desculpa, isso é uma fantasia. Esse é um dos problemas que a gente tem no Brasil sobre a questão da segurança pública. Por que as nossas leis são tão frágias a ponto do bandido, poder sair o tempo inteiro e nunca cumprir a pena? E óbvio, aqui ainda tem mecanismos de você elegir deputados legisladores que vão mudar essa realidade para uma realidade melhor. Na esfera internacional, você não tem esse mecanismo. Não tem legislador do mundo. Não tem. E aí, se não muda, então aí o mundo fica assim, "Oi, eu sigo um conceito, abstrato, desconectado da realidade, ou eu simplesmente aceito." É que eu vou, cara, que eu vou ter um monte de problema e não vou ter que fazer. O que que acontece? Aí eu tropei eleito. Por que que eleito? Porque a população dentro desse lugar vira e fala assim, "Mil, eu cansei de vocês me falarem que o direito internacional não deixe eu fazer isso." Sabe por quê? Vocês viraram para mim e falaram que a globalização ia me deixar mais rico, que a minha vida ia melhorar. E esses criaram uma organização para criar regras do direito internacional, para rejeio o comércio internacional. E essa instituição chama OMC, Organização Mundial do Comércio. E aí tem um monte de regras ali que diz, você não pode manipular sua moeda, você não pode criar barreiras protecionistas tarifárias para seus produtos. Mas aí a China vem e fala assim, "Mmm, eu vou criar um meio de burla essa regras." Eu vou criar uma barreira tarifária, eu vou criar uma barreira protecionista não tarifária, que aí não vai se enquadrar, não vou conseguir pegar, mas é uma barreira protecionista. E aí o americano perde o emprego nos Estados Unidos, porque o direito internacional estabeleceu uma fantasia que não aconteceu na prática. Não é porque os Estados Unidos, nesse caso, em outros ok, não violou direito internacional. É porque a China violou direito internacional do comércio. E aí chega uma hora que um cara com a astúcia e a habilidade leu o humor da população e fala, esses caras estão sentindo traídos. Eu vou oferecer para eles, eu vou virar para eles e falar assim, "Acabou globalização", acabou a MC, isso daí é uma palhaçada, e aí ele é eleito, porque a população não aguenta mais ser feita de otária com suposto direito que não serve a propósito nenhum dos anseios necessidades e do que elas entendem como justiça. Não o que um conceito abstrato vai dizer só que é justiça. E é por isso que ele ganha eleição, entendeu? Então ele ganha eleição exatamente porque o direito internacional não funciona. E aí ele vem com uma proposta de tipo, "Oh, eu não to nem aí para isso daí, eu vou fazer o que precisa fazer para salvar vocês". Ah, é verdade que vai dar certo, que vai salvar outra história. É aí uma outra discussão, mas ele está vendendo aquilo que ele prometeu e as pessoas acreditaram naquela promessa, porque todas as outras promessas não foram capazes de entregar. E assim que o mundo muda, assim que sociedades mudam. Entendi. Agora vamos para os cinco próximos alvos. Sim, cinco próximos alvos, né, era isso termo, você que está dizendo. É assim que você veio perguntar, ele vai invadir. O dia que ele vai invadir agora. O que que tu diria? Você diria para começar aqui. Existem razões para invadir outros países agora. Eu estava em Venezuela, eu entendi. E colombia, por exemplo. Eu não queria fazer isso, mas eu preciso fazer isso porque se não, a gente vai cair num erro comum. Tá. Lembra das cinco motivos como que a gente tem que ler o Trump. Então, primeiro deles é erro que todo mundo comete. Todo mundo tenta classificar o Trump e colocar ele dentro de uma caixa, de uma doutrina reconhecida internacionalmente. Qual são as doutrinas? Isolacionismo. Sim, uma doutrina que diz o quê? Não vou intervir, não quero saber de nada, vou me fechar aqui e Dani se deixa você se explodir. Aí tem Jacksonism, que é Andrew Jackson. Aí tem Wilson, Wildroom Wilson. Aí tem o idealismo, aí tem o realismo. Tem um monte de escolas de doutrinas do mundo. Tá. O erro que todo mundo comete é tentar colocar o Trump dentro de uma dessas categorias reconhecidas. Isso não existe. Não existe. O Trump não se encaixa em nenhuma dessas categorias. Em algumas ações dele, ele é uma coisa, em outra a outra. Ele não tem um background, ele não tem um histórico, ele não tem um passado, de uma pessoa que entende o que são essas categorias. Ele tem outros distintos, ele vem de um outro lugar, e ele não se enquadre nenhuma delas. Então não dá pra gente dizer que existe a doutrina Trump. E essa doutrina é baseada nisso ou naquilo. Enro número um. Se a gente fizer isso, a gente vai errar. Ou seja, isso já começa a responder parte da história. O segundo ponto é que todas as falas do Trump públicas de impacto. As pessoas assumem elas de duas formas. Ou é tudo um bluff? Ou é tudo verdade absoluta? Ou é tudo vinculante Biden? Falou comprometido máximo? Ou é tudo mentir? É tudo um bluff? Ele está bluffando? Não é nada. Ou é. Fafou? Ou é tackle? Fafou era o que? Fuck around? Fuck around and find out. E o outro é o taco é Trump always chicken's out. Então é assim, comprometido é uma ameaça real. Então é fafo. Você vai descobrir o que eu vou fazer com você. Não é tudo fafo, nem tudo taco. E as pessoas acham que é tudo fafo ou taco. O que segue o mesmo princípio do número 1, que eu acabei de dizer. Ele não é só isolacionista, ele não é só realista, ele não é só idealista, ele não é só, sei lá o quê? Ele é um monte de coisa, o cada hora é uma coisa. Às vezes o que ele fala é bluff, as vezes não é bluff. Isso lhe dá, né? Muito, muito difícil. O terceiro ponto é que a gente não está, as pessoas não consideram que existe um jogo de poder interno dentro da coalizão MAGA, do movimento do Trump. A galera que está com ele, o grupo político dele, eles têm essas posições. Eles são taco, eles são fafo, eles são isolacionistas, ou eles são realistas. Eles são Hawks ou eles são Wilson's, entendeu? E esses caras internamente estão brigando para conduzir a política dele para algum lugar. Quando o Trump vai ouvir um ou outro, a gente não sabe. No caso do Irã e no caso da Venezuela, ele ouviu os fafos. Ele ouviu os fafos, que é o Rubio, que é um hawk, que é um falcão, assim, high level, que está imprimindo o ritmo dessas políticas todos. Aliás, é o Rubio que liga e conversa em espanhol diretamente sem tradutor com arrodrigues, porque ele não quer mal entendido, e ele fala espanhol, perfeito, porque ele é filho. De culpano, então, ele que está conduzindo isso, pode reparar. Nas fotos do Trump na operação, tem o secretário da defesa, o chefe de Estado maior, e o Rubio, J.D.Vance, não está presente naquele dia, não está na foto. J.D.Vance não está na coletiva do Trump. J.D.Vance foi sideline, foi colocado de lado, que J.D.Vance é isolacionista. É mais taco, entendeu? J.D.Vance não está imprimindo o ritmo, porém, quando você ler a estratégia de segurança nacional americana que foi publicada no final do ano passado, a linguagem, quando se fala de Europa, ditada por J.D.Vance. O desenho do negócio inteiro é muito mais J.D.Vance do que Rubio. É muito mais taco do que Fafo, entendeu? Mas a escolha do emesfera ocidental, como a peça central, é muito mais Rubio. Precisa de um pulso mais firme, talvez. Isso e coloca a América Latina no centro dos Estados Unidos, o que só um cara latino como Rubio ia querer que isso acontecesse, que essa história da vida dele. O sonho dele é tirar os castros, o castro de Cuba ou os castros, porque tem outros lá. E ele está chegando perto disso. Então, nós estamos entendendo por que as pessoas nem o Trump é rado. Um, dois, três, quatro. Todo mundo olha para o primeiro mandato do Trump e fala a seguinte. Todo mundo super valoriza a cautela que ele teve no primeiro mandato. E no primeiro mandato ele fala, "não gosto de guerra, não quero guerra", "não que nesse ele não fale". Mas o que ele fala não é igual o que ele está fazendo. Já está com o irã, já começou o ramaz e já fez uma operação na Venezuela. Então, ele está diferente. Se todo mundo olhar e tentar julgar o Trump de acordo com o primeiro mandato, não vai entender. Não vai acertar. Não vai dar certo. E, por fim, o quinto elemento é o que é regime change? O que é mudança de regime? O que aconteceu na Venezuela? Não é o que aconteceu no irã aqui. Tem várias nuances. São vários graus diferentes que vai daqui até o fim dessa mesa. Para a gente classificar 30 graus diferentes de mudança de regime. Óbvio, as pessoas usam essa palavra ou intervenção, invasão. Eu mesmo estou usando aqui de forma solta e corriqueira. Não precisa. Mas existem distinções claras dessas definições. Então, ele vai atacar a Colômbia? Calma. O que é a ataque? Tem uma definição precisa. A gente quiser realmente entender o que pode acontecer na Colômbia. Não é tudo igual. Pode ser que não seja igual da Venezuela. Da Venezuela não foi igual a do irã aqui e o do Afeganistão ou da Libia. Então, a gente pode precisar definir melhor o que pode acontecer com cada um desses lugares. E aí, se a gente pega essas cinco coisas, aí eu consigo te responder melhor e já começa a ficar mais claro a resposta. Você vai falar assim, bom, então, não dá pra dizer se é bluff. Não podemos falar que é só bluff e não podemos falar só que é fafo. Não dá pra saber. Alguns desses serão por bluff. Outros serão fafos. E nós, como Brasil, olhando isso aí tudo, a gente. Como é que só feta o Brasil? Meu. Eu tenho um comentário pra fazer antes do outro. Acho melhor o que eu falei antes da gente pro Brasil. Que é a história da. eu acho que um deles que vai acontecer. Isso daqui eu estou olhando pra fotografia hoje. Depois os caras vão ficar me infeliz, ser roo, ser erra. Eles nunca reconhecem quando eu acerto, quer dizer. A galera aqui não gosta de mim. A galera aqui me acompanha, sabe, me manda. Cara, você falou exatamente o que aconteceu. Mas, enfim, hoje, com a foto de hoje, me parece que a Groelândia é um segundo long-hanging fruit. Por quê? Ele é um território. A gente falou disso, acho que lá atrás, uma última vez, que eu venho aquilo que ele falou que ele disse. Ele é a Groelândia. É um território muito grande. A maior ilha do mundo não é um continente. É que não tem uma população gigante e própria. São 57 mil pessoas que moram lá, que não são um país autônomo. Eles são protetorados de um outro país minúsculo. É uma condição muito estranha, muito rara, muito atípica para o mundo. Ainda mais para um território tão grande, essa combinação, ela vale muito. Tanto a terra, numa situação, tem um nebulosa e frágil. Não é que tem uma nação, não é que tem o canadense ali. Tem um negócio que não é bem uma nação, que é tipo meio comandado, autônomo, mas de um outro país que minúsculo é muito estranho. A Groelândia é um protetorado na marca. Então, é uma coisa. Você já começa a ler, fala assim, cara, isso tem um valor. Isso é muito mais fácil de fechar essa equação. Capturar um território de uma nação, consolidada e constituída, é muito difícil. Capturar um território ou adquirir um território, convencer um negócio que não é uma nação constituída, meio caminho já tendado, meio caminho. Aí o outro é esse lugar que controla aquilo. Esse território é muito maior do que a própria dinamarca. O que a dinamarca vai proteger esse lugar? E assim, o que a dinamarca tem de dinheiro, o recurso e utilidade para esse lugar versus os Estados Unidos? O Trump postou um negócio agora e falou assim, nós não vamos abandonar a OTAN nunca. Mesmo se a OTAN não esteja pronta para vir nos salvar e nos ajudar. Mas sem a gente a OTAN não existe. E a China e a Rússia não respeitam e vão invadir e dominar a Europa. Não exatamente com essas palavras, mas mais ou menos isso que quer dizer. Essa é uma fala diferente, porque ele está dando um passo para trás e falando assim, "Eu estou disposto a defendê-los para sempre e ele não disse isso em nenhum momento até agora." Eu quero que vocês gastem mais dinheiro para se armar, mas ele traz essa fala num contexto que ele trouxe a Groelândia de volta. Então, me parece que ele está sinalizando para a Europa potencial base de negociação do seguinte. Eu vou proteger. Eu vou estar aqui, mas vocês não têm capacidade para proteger a Groelândia. A China e a Rússia vão chegar. Se eles ocuparem a Groelândia, eu vou rir, vou largar vocês aqui e vocês que se virem. Então, a melhor coisa que vocês têm a fazer é me der a Groelândia. E aí, vão para a história. Outros presidentes americanos já quiserem a Groelândia. O Trump já quis a Groelândia no primeiro mandato. O Trump é um cara que vem do real estate. O demobiliário. A quisição de terra é o mindset dele. Tem muitas coisas alinhadas e o valor que isso tem para os Estados Unidos. Assim, o Brasil continental é maior que o Estados Unidos continental, se não fosse o Alaska. Ou seja, olha o valor que o Alaska tem para os Estados Unidos. E isso é uma julgada de mestre que só pode acontecer lá atrás. Imagina se pode repetir essa julgada no século XXI. Dado a importância estratégica, gel estratégica da localização da Groelândia, para as novas rotas de inovegação, dado as mudanças climáticas que podem fazer a Groelândia, se tornar uma terra arável, fértil imensa, dado todos os minerais que tem lá dentro, todos os recursos naturais, dado a questão da competição no artico, a presença russa e chinesa, e dado os Estados Unidos estar ali na peça que permite o trânsito de inovegação. A Groelândia é a maior cartada para o Trump e para a história dos Estados Unidos no tabuleiro já político. Ela é uma operação tática militar do porte de sucesso da Venezuela, numa escala estratégica incomparável com qualquer coisa que a gente já tenha visto gel politicamente no mundo. Isso daí é o que tornaria, isso mudaria o balanço do poder da polarização mundial à favor dos Estados Unidos. Colocaria os Estados Unidos no lugar muito mais bem posicionado no tabuleiro. Não é que assim simplesmente vira e fala "não, o Estados Unidos está muito superior". Mantenha ele a frente ainda. A China só para a gente comparar gel politicamente, o Estados Unidos é uma potência marítima, que nem o renunido. Alemanha, Rússia são potências continentais. A China é a única das grandes potências que é uma potência continental marítima. Ela é as duas coisas. Se eu olhar bem pro tabuleiro, essa é uma vantagem que ninguém mais tem além da China. A China está num lugar muito privilegiado. Esse privilegio tem alguns percausos. Por exemplo, o fato de ela ser também uma potência continental, coloca as fronteiras terrestres chinesas, encontrado com inimigos e com ameaças internas, que os Estados Unidos já não têm. Por não ser uma potência continental, mas ele também não tem o acesso continental de poder simultaneamente controlar os mares do mundo e o continente mais importante do mundo que é o Hartland. A China tem essa capacidade. A Rússia nunca conseguiu chegar, porque ela está num lugar que ela não tem saída para o mar, porque ela não é uma potência marítima. O objetivo da Rússia é sempre tentar chegar nesse lugar. A China não, ela já está posicionada nesse lugar para poder expandir para os dois lados. Então, ela é um adversário muito pesado, muito sério, muito forte e essa posição dela não está buleiro. Os Estados Unidos com a Groelândia, ele se fecha numa fortaleza ainda maior como potência marítima. Mas ele ganha um ponto estratégico que vai em comodar demais a Rússia e a China, porque a rota do mar do norte, as rotas todas do artico, são as rotas que transforma uma navegação para a Rússia e para a China. 30-40% distância menor para se chegar na China da Europa ou para se chegar na China de muitos outros lugares. Para Rússia, então, a costa da Sibera inteira, isso vai fazer os Estados Unidos conseguir comter mais o avanço, chineses e russo, sem precisar ter uma presença tão grande dentro do Hartland ou dentro da Eurazo, dentro da Ilha Mundo, dentro da força continental, entendeu? Eu adicionaria isso só para deixar que a reflexão para as pessoas a Índia chamaria ela da potência costeira, porque ela está localizada no Ringland. Ringland é a área que o Spicman falou que a costa da Eurázia, porque o Marran falou "Dominos Mares", o Spicman veio e falou assim "Dominia a costa da Eurázia que você domina o mundo". E a Índia é literalmente uma potência costeira, porque ela está jogada assim um pedaço de terra no meio do índico, se protegendo projetando com duas costas imensas para os dois océanos, colocada bem no meio do mundo entre a conexão do Atlântico, do Orite Médio e da Ásia Cupacífico. Então ela é bem essa potência. Então é isso, e óbvio, aí tem o Domando que veio e falou assim "Não, que falou da Astropolytics, que é a política de Aupolítica do Spicman, que eu falei aqui pro Sergião dia, não sei se assim, enfim, quem não assistiu assistam, tem, acho que dois milhões de views do vídeo lá, que eu falo sobre Astropolytics, que é a Aupolítica do Spicman. E aí ele virou e falou assim "Não, quem domina o espaço vai dominar a terra". Aí agora tem uma discussão talvez, quem domina o mundo digital, ou a inteligência artificial, ou o virtual vai dominar o mundo. Então olha a Aupolítica os diferentes, um tabuleiros, domínios diferentes, diferentes domens, domínios, teatros. Mas enfim, então eu acho que se ele pegar a Groelândia, ele vai para um lugar especial. E parecer que ele tinha abandonado. Parece, mas isso volta para a gente, para aquela história do Bluff, do Taco, do Fafo, volta para a gente da história do Aelion Isolacionista. Não, ele não tem teoria. Às vezes ele fala uma coisa, essa coisa fica guardada e ele espera o contexto mudar para resgatá-la de novo e voltar e atrás dela. E eu acho que, dado todo o que a gente está assistindo, esse talvez seja um lugar mais olhoso e mais fácil. Alguma coisa vai acontecer em Cuba, não acho que é uma operação militar, mas eu acho que eles vão estrangular a Cuba de um jeito que eventualmente veremos algo mudando em Cuba também. Não acho que a Colômbia é Bluff. Acho que o México é Bluff. Acho que Gaza é Bluff. Qual parte de Gaza? Transformar numa riviera. Eu acho que ele quer, mas assim, tipo, não depende dele. Eu acho que ele quer mesmo, acho que ele acredita que ele quer. Mas não depende dele, depende de um monte de outras coisas, então não acho que vai conseguir. Bom, se conseguir também, o que eu falei, merece o que ele entra para valer. Esse cara, conseguindo a Gronelândia, é uma mudança muito grande, esse é a ponto de entrar para valer como um dos grandes presidentes das Unidas, né? Histórico, legado histórico, nunca mais vai sair da história. E esse é um ato transformacional. E a ponto de vagabundo fazia a cara dele lá no monte Rushmore. Já pensou? Imagina o trempo com ego dele, meu irmão, nem como fazendo a cara dele no monte de monte Rushmore. O cara vai ficar maluco. Em vários presidentes americanos já quiserem. Hoje ela tem um valor que ela não tinha lá atrás. E hoje ela ainda é factivo de se chegar nesse deal. Se ele vai negociar, vai dar dinheiro para os 57 mil habitantes. Para a maioria dos 57 mil, vai fazer um referendo. Vai falar meu, eu vou te dar 5, 10 milhões para cada uma maioria, só. Passou a maioria, vai provar. Aí vai negociar com a Europa, negociar a Calta, negociar a Dina Marca. Poi uma meiaça, uma pressão. Não acho que aí é uma operação militar para tomar força. Não acho, mas aí eu só estou lendo os sinais que eu estou recebendo hoje. A manhã ele acorda e fala outra coisa. Tudo o que eu falei aqui não vale mais. Porque a gente também já conversou várias vezes que democracias não costumam entrar em guerra, não é? Isso. Ele quebraria uma das grandes grandes pilares de funcionamento do mundo. Que é diferente do que acontece na Venezuela. Isso. Que loucura, vida é, o mundo é muito interessante mesmo. Faltou a gente falar alguma coisa aqui. Brasil, Brasil, Brasil. Como isso afeto, Brasil, rock. Agora estou me ligando e esqueci de falar do começo com as pessoas. Então, quando o Trump tirou o Alexandre de Morais na Magnetes, eu fiz um vídeo explicando a diferença entre uma liderança transformacional, uma liderança ideológica, uma liderança transacional. E o argumento é o Trump. Ele é na maioria das vezes transacional. Isso. Ele que é a transação. Ele não é ideológico. Isso é uma coisa que ele não é. Às vezes, ele tem objetivos transformacionais. Gas é um deles. O objetivo é transformacional. A maneira de conduzir para chegar naquele objetivo é transacional. Falo. Por que você está dizendo que ele não é ideológico? Eu vou chutar. Eu meio que. Eu ouço isso com interesse. Porque o Trump, ele realmente tem uma exactitude, assim, que eu acho interessante. Quando ele estava do lado do prefeito de Nova Iorque, porque o prefeito de Minha Nova Iorque é perguntado sobre isso. Ele fala, "Cara, só fala que tu me acham fascistas". Ali, ele mostra um pouco da natureza dele. Ele enxoumei. Ele vive num teatro. Ele não tem esse apego a essas coisas. Ele é um business man. Ele está mais preocupado com a transação. É claro que a gente pode criticar que tipo de transação é essa. Quem que ganha. É os Estados Unidos que ganha. É os amigos dele. É a família dele. Tem toda essa. Tudo isso é uma realidade. Está colocada na mesa. O dinheiro que os caras estão ganhando com o cripto. Tem um monte de coisa acontecendo muito séria. Mas é algo tipo assim. Porque as pessoas estão mal errado quando ele vai lá e falam que ele falou do Lula. E se relaciona como ele se relaciona com o Mandani. E com várias outras caras, entendeu? É só a gente olhar. Ele não está preocupado com isso. É claro que, dizer que ele não é ideológico, ele chegou no poder com um discurso. Ele não pode contradizer o discurso dele. Ele representa uma plataforma política. Mas é a parte de político. Entendeu? Ele não vai virar e fala assim. Eu sou a favor do. Sei lá, de trans. Ele não vai falar isso. Porque ele não chegou falando disso no poder. Ah, provavelmente não é fazer nada para atrapalhar. Tem algumas coisas que ele tem que fazer porque ele precisa da vitória política. Então, tipo, por exemplo, tirar proibig trans no esporte. Isso ele fez e ele vai fazer, entendeu? Então, tem um monte de coisa que ele vai fazer. Mas ele não é tão duro, por exemplo, com a questão do aborto. De um jeito ideológico. Tem algumas coisas que ele não consegue fugir. Afinal de contas para se chegar no poder, você precisa se distinguir do outro. Se você tão solto, ninguém volta em você. Só que as pessoas não conseguem perceber a diferença do personagem político. E esse é um problema muito grave quando as pessoas falam de política, elas não entendem o que é o político na sua performance. E o que são as ações do político? A fala, a performance, a retórica, narrativa, não é ação. Você tem que medir o político pela ação. Quando ele faz dentro daquilo que ele disse e ninguém faz isso. E aí, todo mundo leva o Trump como ideológico. O discurso dele pode ser ideológico. Mas as ações dele não são. Ele é pragmático e ele é transacional. E ele está preocupado com a transação. Alguns objetivos deles são transformacionais, fazer gás a virar uma riviera e no seu que é transformacional. Como eu vou conquistar este objetivo numa prote transacional? Como assim? Vira para o catar e fala assim, "Ah, catar". Se você não fazer o ramás devolver os referência, eu vou deixar o Israel atacar. Isso é uma transação. Se você quiser continuar fazendo negócio comigo, agora a pessoa diz que você tem que financiar a reconstrução transação. Olha, Israel. Fica tranquilo. Tranquilhinho a colisão do Netanyahu. Para de ficar reclamando que não vai aceitar, vai aceitar assim. Se não, meu, eu não vou mais vender arma para você. Tudo transação. Então o aprote para alcançar o objetivo é transacional. O objetivo em si é transformacional. A gente tem que saber diferenciar também. Como ele vai fazer aquilo acontecer e o que ele quer fazer acontecer? Ele quer fazer algumas coisas ideológicas, algumas que é. Mas a minoria. Mas o resto do andar da carruagem quase nunca ideológico. Ou seja, não acho que ele vai fazer alguma coisa. Você vai fazer alguma coisa contra o Brasil? Por questões ideológicas. E a discussão muito aqui no Brasil é olhada por esse lado. Ah, vem aqui tirar o lula. Derrubo o lula, verdade. Pelo amor de Deus, gente. Eu não tenho comparação. Esqueceram dos cinco coisas que eu falei. O que é o regime change? Derrubar o presidente de uma democracia, de um país gigante, como o Brasil? Assim, legos, dimensões, universos de distância, de prender uma duro. Entende? Não dá para achar que é fafo. Não é fafo em qualquer condição. E não está sendo taco também. Não é nenhuma outra coisa. É uma mistura. E deixa o Brasil achar, então, que eu vou lá, esse é um ano de eleição. Uma algum tipo de influência é esperável. Depende. Vamos definir influência. O que que é influência? O Trump dizer que ele apoio o candidato contra o lula. De dizer isso vai ajudar ou vai trabalhar o candidato? É verdade. No ponto de vista do Trump, ele pode fazer uma coisa. Isso vai produzir o resultado que as pessoas acham, que vai produzir. Talvez não. Na história da Samsung, talvez não tenha ajudado. A popularidade do lula deu uma melhorada. No final das contas, ele ainda conseguiu fazer um acordo com o Trump e tirou a Samsung do Alexandre de Morais. Que era parte mais difícil, supostamente. Eu entendia que as tarifas seriam resolvidas. Eventualmente. A Samsung não tinha por que ele precisar tirar, mas conseguiu tirar. Então, pô. Não dá para achar que o Brasil corre risco. Obvio, tem uma coisa. Aí, olhando para o lado fafo. Fuck around, que se vai, tipo, sofrer as consequências. Não fique causando problemas. Não fique provocando o Trump. Não faça dancinha. O lula foi lá e fez uma declaração pontual. Não falou, mas se ele encanar. Em sair todo o dia falando como ele falava todo o dia do dólar que está um pouco mais quieto sobre isso. Não sei quanto, ele vai começar a provocar o Trump de novo. Aí, você vai começar a incomodar ele. Aí, você começa a tirar ele do campo do taco, do Bléff, e vem trazendo. E vem trazendo ele pra cá. Aí, o que que é trazer ele pra cá? Capturar o lula pra ele ler o lula? Um de jeito nenhum. Apoiar o candidato contra o lula? Tá bom. O que isso significa pra eleição brasileira? Não sei. Praticamente nada, talvez. O cara que vai votar na direita vai continuar votando na direita. Talvez o cara do centro muda de ideia pra preferir o lula do que o Trump. Sem lá. Então, tá bom, se interferência não tenha feito nenhum. Que outra interferência pode se fazer. Não dá pra imaginar muita coisa. Ele já gastou muitas das fichas com o Brasil. Ele foi muito além, além Magnits, que era um negócio bem além. Para um país que não tinha feito nada para os Estados Unidos basicamente. Mas o que ele fez? Ele usou aquilo como uma moeda de troca. Eu criei um problema para você, para o negociar, extrair benefícios. Depois que o Brasil tem muitas coisas para oferecer para os Estados Unidos. E não acho que o Brasil tá no problema. O México, a presidente do México, ela está conduzindo a situação de uma forma muito melhor que o grau de irritação com ela, não tem comparação com da colômbia. Da colômbia que é fazer dancinha. Ela não. Então, no México não vai acontecer nada. Então, assim, por te tiram, acho que muda pro Brasil. O que muda pro Brasil é isso importante. A América Latina tá no centro da estratégia nacional americana. E o Brasil é o segundo maior país das Américas. E a única outra potencial potência das Américas. O Brasil tem capacidade para ser um player global. E nós estamos colocados num continente que os Estados Unidos, que é a maior potência, diz que é o lugar mais importante do mundo. Além disso, nós temos uma relação de extrema dependência e proximidade com a China. Fora isso, nós temos uma capacidade agrícola incomparável. Nós temos a capacidade energética limpa incomparável, ativos ambientais incomparáveis. E a segunda maior reserva de terras raras do mundo. Ou seja, o Brasil. o contexto que o Brasil tá inserido sai de um contexto de terceira divisão e vira um contexto de primeira divisão. O que nós, Brasil e brasileiros, vamos fazer com isso? É uma outra história. Mas se há 10 anos atrás, 15 anos atrás, o Paquistão, a Índia, eram extremamente relevantes. O Brasil ganha um status de importância do nível deles há 10 anos atrás. Por que eles eram importantes do Paquistão e a Índia? Porque tinha a Figa Nistão, né? A minha aça do mundo, o problema do século 21, começa com o caída. O caída tá no a Figa Nistão. Estas vezes, só fazendo uma intervenção no a Figa Nistão. O Vizinho da Figa Nistão é o Paquistão. Quem controla e faz pressão no Paquistão é a Índia, a Índia tem que ficar com a China. Então, esses países ganham importância. Pela primeira vez, o Brasil tá no centro do tabuleiro. Como que o Brasil vai conduzir isso? Aí, dependendo de nós, mas existe uma oportunidade para o Brasil ser muito relevante. Primeiro, trazendo os Estados Unidos pra perto, para contrapor e requer librar as forças em relação à China. Porque nós somos totalmente dependentes e vulneráveis à China hoje. Então, nós temos que começar a se afastar um pouco da China e falar, ó, a gente tem opção e a gente tem outro aqui dentro. Não dá pra ser só fechado como você, China. Isso não é romper com a China. É melhor pro interesse brasileiro não ter todos os ovos numa sexta só. E já que o Estado de Insta tão interessado nas Américas, já que o Estado de Insta tão interessado em coisas tão críticas que o Brasil tem, vão abrir as portas por os Estados Unidos e falar, vem! E aí, a gente fica numa posição de bargainha melhor com a China. Isso vai ajudar a gente começar a falar para a China. China, desculpa, não dá, não quero brigar com você. Tá tudo lindo, vamos continuar ganhando dinheiro. Mas ó, politicamente, às vezes eu vou descordar e eu vou precisar descordar e veja, o cenário mudou também pra mim, né? E aí, o Brasil fica num lugar muito confortável, se ele é tão estratégico, pra as duas superpotências? Bom, o Brasil quer a gostosa das jogadas. Isso, mas óbvio que você tem que saber ser esta pessoa, né? Ser, estar nesse lugar, a sua capacidade de sedução e de jogo, tem que ser muito, muito elevada. E o Brasil tem que ter essa visão. E se diria que a gente tá num caminho de saber jogar com isso, não. Não, não, não, não, a gente tem, a gente tem, vai, deve haver alguma mudança por ano que vem, porque a gente tem eleições esse ano. Ou não, ou não? É, se o Lula ganha, a gente tem mudança de tudo continuar do mesmo jeito, nem acho que a visão ideológica do Lula permite que ele faça isso. Também acho. E não é só, né? Assim, todos os problemas que tem, mas ele já tá tão preso, ele tá tão amarrado, uma visão de mundo tão antiquada, que nem não consegue concebir que é bom pro Brasil, a gente tá nesse lugar de relação e de fortaleza com as duas superpotências. Mas, eu acho que tem uma coisa importante acontecendo. Pela primeira vez na história, uma eleição presidencial brasileira, um dos temas sem trás será política externa. Dado, agir ao política do mundo e o que nós estamos assistindo. Os candidatos virão apresentando e falando de política externa. E é muito importante para essa história da certo que eu tô falando. A gente tem uma política externa muito estratégica, muito diplomática, muito inteligente, muito bem pensada, muito habilidosa. E se a população brasileira tiver um lampejo, divisão, ela vai perceber isso na campanha e vai ajudar ela a escolher melhor. E escolher direito, porque a riscaria de dizer Igor que esse é o movimento mais fundamental para o sucesso de uma nação nos próximos 5-10 anos. O seu posicionamento de alpolítico nesse tabuleiro caótico que nós estamos escrevendo aqui. Que é tal da história do direito internacional, ela só vai piorar, ela não vai melhorar. Então, isso é apenas a gente aceitar a realidade, não é roque? Pois é. É só a realidade entender o tabuleiro vai ser jogado com poder e não com regras. Estou entendendo que é mais ou menos como vem sendo. Então, a gente apenas seria inteligente da nossa parte, mas a gente vai acelerar, entendeu? Ah, coisa vai. Vai piorar. Vai piorar. Então, Mara que tu ter gerrado, meu irmão. Ai, peraí, né, eu posso querer que você ter gerrado. Não, não, não. Quem sou eu, eu acho que você pode querer o que você quiser. Quero muito que você ter gerrado. Tudo bem, eu só quero te dizer uma coisa. Qual foi a primeira vez que eu venha aqui? Eixe, faz um tempão da porra. Faz uns quatro, cinco anos. Em quatro, cinco anos, o que aconteceu, meu? Ah, foi piorando, cara. Pô, em 2026, começou de um jeito muito pior. 2025, foi muito intenso. Foi. Em 2026, começou calma. Ele acelerou, ele tá acelerando. No dia 10 ainda, irmão. Dias 7. A China tá fazendo uma hora exercício militar da história em Taiwan. Da história. Hoje eles capturaram um navio venezuelano que estava sendo escoltado por um submarino e um navio russo. É. Um vírus. Poucas horas. Ai, meu Deus. Que triste, hein? Será que veamos. Calma, calma. Mas a gente para as minhas as famílias, vamos falar para vocês aqui. Eu não sei como é que foi o teu ano novo, teu natal aí. Mas o meu foi longe aqui de casa. No Natal, eu fui pro Rio de Janeiro. No ano novo fui lá para Florianópolis e foi sensacional, tá? E sabe o que facilitou? Uma das coisas que facilitou a minha estadia lá, foi poder contar com as roupas da Insider, cara. Que com certeza, além de precisar se me preocupar pouco, se vai cair bem, porque sempre cair bem. Cara, ela ainda tem as facilidades de, pode, não desamassar no teu corpo. Então ela fica, ela sempre para praticamente qualquer ocasião. Tem um monte de roupa diferente, né? Dá pra você ter o teu armário inteiro de Insider. E cara, elas são roupas que tem todas. Todas elas têm um tuís tecnológico, tecnológico pensado para te ajudar no teu dia a dia. Então cara, você já assiste o fofas em tempo. Com certeza eu vou falar de Insider, né? Agora, se tu ainda não experimento, tu tá perdendo tempo, é isso que é a verdade, tá? Tá chegando o carnaval aí, tu vai querer viajar de novo, tu não vai querer ficar passando o foco lá com o ferro de passar roupa, né, Memão? Já lança a Insider aí e resolve o teu problema, que tu vai chegar no celular, no teu destino aí, no carnaval, trincando, tá bom? Deixa eu ouvir as mensagens aí, Jim, vamos lá. Braulho Matso mandou uma mensagem pelo Bix. Boa noite, Igor e professor. Rock, na opinião de você, quais as piores, consequências, caso Trump sentenci o Maduro a morte, ou a prisão perpetua? Morte, tu acha que tem um virontroço intenso, sim? Olha, perpeto, acho que perpeto pode ser, mas aí, não sei. Não acho que muda muito, eu acho que ninguém quer lutar pelo Maduro. Ninguém liga muito pelo Maduro. É, ninguém tá, Venezuela não tá em convulsão por causa do Maduro. Assim, acho que a pena do Maduro vai só, não é nem a pena que é importante aí, é olhar mais a construção do caso do julgamento, porque isso vai dar o embasamento da justificativa para os da ação dos americanos e os americanos vão se basear nessa ação para justificar o que eles fizeram. Do ponto de vista do direito internacional. Então eles vão usar isso como uma ferramenta para justificar essa ação e possivelmente talvez outras ou outra coisa. É mais por aí, acho que isso é mais importante do que qual tamanho da pena dele, o desenrolar do caso e como que as evidências e tal, e qual que é o desfecho da acusação. Entendi, dá-la na próxima idiota. Fora pessoa, você acredita que existem a gente de externos, tem um impudio ocidente patrocinando narrativas, por exemplo, hoje tem gente que se diz que veio antes de racista, mas fala que Israel não pode exigir, porque eu judeus, acho que nas a gente seriam, não sei o nativo da palefinho, que é uma conspiração amplamente refutada racista para caralho, mas o pessoal que se diz esquerda disso aí, ai apoio o ramás, que é um partido fascista, e ao mesmo tempo da voz, por uns nazistas, tipo o Nick Fuente, Peter Kausson, sabe que está sendo patrocinado por a gente? Não, não, não é nada, por que a gente diz que tem um impudio ocidente. Acho que sim, o Tucker Kausson é financiado pelos russos, pelo catar, ele é financiado por todo mundo, e ele é assim, é uma bomba, e tem uma divisão dentro do mundo, uma água agora, bem perigosa, tem um grupo, uma galera, esses caras são ultra direita e ultra radicais. Steve Bannon, Nick Fuentes, Tucker Kausson, e assim, esse é um outro que ele não, ele está mais quieto, ele tem uma posição institucional, mas ele é da turma dessa galera, que é o J.D. Vettes. Então, essas figuras são perigosíssimas, essas pessoas se incomodam com o Trump, e com as coisas que o Trump faz, elas têm que se incomodar assim num nível com esses caras incomparablemente. Mas eles são realmente tão influentes quanto achamos que eles são, Steve Bannon, influente para caralho mesmo. Não, que boa. A da vez menos, mas imagina um cenário que o sucessor do Trump escolhido é o Vens. Aí fica aquele grupo ali. Aí esses caras vão vir com ele, e talvez ele acredite nisso, o Vens está em silêncio, porque todos os outros que tentaram confrontar o Trump, o Bannon, o que? Ele tem o programa lá, o podcast, então ele fala, mas ele também fala até um limite, porque se não aporta a fecha para ele, ele não tem mais acesso ao Trump. Então, ele ainda fica nessa, mas se não for, o Trump e o outro cara muito mais alinhado com ele. Aí é um problema. Como o J.D. Vettes. E esses caras, aquela história dos extremos, esse cara dessa extrema direita, ele se funde com esse outro doido da extrema esquerda pro ramar. E aí acho que os caras são parecidas, aí o que é um extremo. Aí tem uma nova figura, agora que é Candace Owen. Essa é uma outra senhora aí que enlouqueceu. E esses caras, eles estão assim, tipo, não tem quase nenhuma diferença entre as posições dessa extrema esquerda com essa extrema direita, nenhuma. E quando você olha para essa extrema direita, você fala assim, cara, o Trump é um cara bem lucido. Cara, juro, bem lucido. Esses caras são adoradores de Hitler, mas assim, não é? Tipo, não, fiz um comentário, é Nick Fuentes, ele fala, Hitler é um cara muito legal, meu Deus. E assim, as outras coisas que ele fala sobre negros, mulheres, assim, se olha para que você fala, cara, isso é muito assustador. E aí eles estão numa briga interna, o movimento todo está se degradando. E você tem Douglas Murray, você tem Ben Shapiro, os outros influencers brigando com esses caras. E esses caras, eles estão atacando muito mais esses influencers da direita do que os caras de esquerda. E isso mostra o quanto que é perigoso, porque eles querem, na verdade, dominar o movimento inteiro. E leva cada vez mais para extrema direita. E como o Trump não é um cara ideológico? Isso, sintonizado com todas essas discussões, ele não cai nessas, ele não entra, óbvio, repito. Uma parte da retórica do personagem, da plataforma política, precisa ter essa linguagem. Sino, ele não é maga, né? E abrigam esse guarda-chuva um pouco desses caras. O perigo é esses caras tomarem a frente e sequestrar em um movimento pro completo. Quando você olha por essa ótica, você tem que dar graças a Deus que é o Trump e não outro cara. Poderia ser pior, poderia. E essa é uma discussão para a sucessão do Trump, porque as duas grandes figuras para suceder ele vão ser o Rubio e o Vents. Só que o Vents, ele é o herdeiro natural, ele é o vice-presidente. E vai ser difícil o Rubio se contrapor ao Vents. O que pode acabar acontecendo é que o Vents vai virar a viola, assim, vencer da minha chapa, vencer o vice. Mas ele foi corruptado, não é que ele conseguiu moldar a presidência, porque o cara é o presidente. E o outro é o vice. Mas abriria para ele uma porta para um movimento parecido que acontece. Então, assim, se o próximo natural do Trump é o Vents, e o Vents pega o Rubio para a chapa, o próximo natural é o Rubio também. Isso, só que é isso, tem 4, 8 anos de vez. E o mundo não aguenta mais 3 de Trump, são 3 de Trump que tem, aí depois são 4 de Vents, e aí mais 4 de Vents. Para isso, e falar assim, "Pô, agora vem o Rubio, desculpa o mundo, a gente não vai rolar." Isso, não vai rolar. Então, assim, claro, existem 1.000 outros cenários, mira bolandos, para se imaginado. Tipo, o Rubio é o vice, o Vents, uma contação, uma coisa com o Vents. O Rubio assume, mas isso é uma exceção, não é um caminho normal. Acho muito perigoso que esses caras. Cheguem lá. Ficam mais tranquilo que o Rubio está dando as cartas, e que o Trump está muito próximo do Rubio. Mas, como é que tira a posição dos status do Vents? O Trump é um cara que não tem essa, se ele escolheu outro, ele escolheu outro. E aí vai criar uma puta briga dentro do movimento. Isso. Tem mais aí, Jean? Dá ele. Mas eu não sei se eu respondi à pergunta dele, porque ela pergunta o quê? Ah, respondendo. Isso, se escarapatrocina. Ah, se escarapatrocina. Com certeza. Vai. Neto mandou uma mensagem pelo Pigs. Queria saber o que você acha sobre a atual situação do Irã? Acho que os protestos lá vão resultar em queda do regime. O Trump acabou de anunciar um vírgula 5-3 para forças armadas. Por que ficou falando? O Pigs não falou. O Pigs não falou. Cara, isso foi pior do que o. Meu, ai, ai, minha, em inglês, eu virei com o sotaque indiano. É. Ah, é isso. O que depois? Tá. Assim, é possível que o Irã seja uma bola da vez. Mas lembrando das nossas 5 premissas para analisar o Trump. Mas é possível. É possível que os protestos no Irã. É. seja um fafo. Tem de ilidos como algo que precisa de algum tipo de ação. É. Porque assim, na primeira, na guerra, quando o Israel atacou. O que a Láquid ourodose de Diaastão, o Instações complementou o ataque. Israel queria derrubar o regime. E o Trump não deixou. Não, não, não. E realmente teria sido uma coisa muito difícil. Porque não tem derrubar regime. Se não tem um movimento interno dentro do país. Que tá organizado e pronto. Pra pelo menos. Pra almejar, tipo, assumir. Na Venezuela, a gente até tem isso. Mesmo assim, já sabe que é um problema. Tudo que a gente conversou aqui hoje. E agora, como é que vai ser. No Irã só que os protestos ressurgiram. Então, os protestos são uma pseudo-organização para talvez existir a situação para se tirar o regime. E o Trump deu uma, ali no Facebook, uma postagem e falou, "Estou lock and load." "Estou a carregado e armado, pronto, pra. pra agir." Assim, eu acho que mexer no Irã é bem complicado. Faz muito grande. Não sei. E aquela história do Trump, que a gente sempre etou risou que o que o Trump queria muito era o Nobel da Pais. Esses movimentos têm. A Venezuela até pode justificar. Porque era quanto o narco terrorismo. É um narco estado. Cartel delos soles. Então ainda consegue dar uma justificada aí. Mas quando tu começa aí para uns outros do lugar, como o Irã, fazer um movimento como esse aí, tu já começa a fugir um pouco do PAPO do Nobel da Pais, não é? Começa a fugir um pouco do PAPO. Ah, tu precisa dar uma narrativa muito outra, precisa jogar um açúcar muito forte nas ações. Um açúcar que resolve tudo e da 2, 3, 9 é gása. É mesmo. Se ele resolver gása, desculpa, se ele não merece um Nobel, ele merece uns 3 in advance, previos. Toma 3 aí, porque você fez um negócio assim que ninguém nunca conseguiu fazer. Em um milhares de anos. Bom, então tá bom. Acho que ele aposta nisso. Mas ele, nesse que ele falou da OTAN, que ele virou e falou assim, é, a galera na Noroega não me deu o Nobel. E eu acabei com 8 guerras. Ele tá mordido para isso. Então assim, são as contradições. São contradições do Trump. Porque a contradição ela se torna ainda maior nas falas. Nesse caso, o que você citou são contradições nas ações. Mas por exemplo, quando ele fala, o Maduro é o chefe de um cartel. Aí ele tira o Maduro, mas deixa o cartel inteiro. É. A que a fala, ela não explica a história inteira. Não explica a cidade, a complexidade, o plano. E a estratégia do que ele está tentando fazer. E ele também não quer explicar. Porque, bom, primeiro, porque não dá. Primeiro, porque ninguém quer ouvir. Primeiro, porque política não funciona assim. Gente que quer debateu o assunto com profundidade. Tá aqui, sei lá. Três horas, duas horas e meia, ouvindo e pensando. De um monte de gente que não tá ouvindo nada. Tá falando o que quer. É até. Mas tem um monte de gente que tá pensando falar assim. Tá bom, deixou refletir sobre isso mais aprofundado. E vai atrás de informações e existe um debate complexo e falou. A história tem um desenrolar. Ela começou o primeiro ponto apé foi dado. O plano é fazer isso no dia seguinte. Venezuela tá 26 anos sendo destruída. Não vai ser reconstruída em uma semana. E nem um ano. Ela não vai sair da onde ela tá. Ela poderia. Tentou se fazer isso em outros lugares como eu falei. E não dá certo. Mas para você, rock, com o fazendo o trabalho que você faz, tem que lidar com o líder como Trump. Porque, sim, ao mesmo tempo que ele tem é um líder que usa muito os as ferramentas que ele tem para falar. Ele fala "grosele" e eu acredito que a gente tá falando que tem bider aqui. É difícil você saber legal o que ele está pensando, apenas olhando o que ele está dizendo. Então, sim, ele é um cara que fala muito e esconde mais ainda. Não é? Porque ele fala de um jeito que. Quando ele vai ameaçar um parado e não vai fazer nada. Aí, da próxima que ele ameaçar o parado e não vai fazer nada, ele já ameaçou três vezes no Fernando. Vai lá e faz. Para um cara que nem dura e seja, existe algum outro líder no mundo, assim, que nem ele tem que age dessa forma. Não, não, não. Assim, tem uns outros líderes que a gente nem sabe, porque a gente não tem as informações tipo Putin. A gente não sabe o que ele está fazendo, não é divulgado. Você não consegue acompanhar direito, o Xigim Pin. Mas só mira a mesma coisa, porque o Trump não se escreve assim. É, não, não é, mas é que dentro de uma democracia tem a informações, tem a notícia, cara da entrevista toda hora, a entrevista do Putin é um negócio meu, coreografado, todo o entendeu, não é a mesma coisa do Xigim Pin também. Então, assim, os outros, você não tem essa proximidade, com ele, você tem essa proximidade, mas é uma loucura. Mas por isso que eu falei para você que uma das coisas que eu tenho que me policiar é ficar lembrando das cinco diretrizes. Porque é muito fácil eu só virar e falar assim, não, agora tem uma doutrina. A doutrina é, ele está sob lefando. Não, não. Primeiro, não tem doutrina, segundo. Às vezes é fafo, às vezes é taco. Tem a briga interna do JDVS com Rubio. Tem tipo o que ele fez no primeiro mandato que não é, tem o que que significa quando a gente falar, ele vai fazer alguma coisa na Gurelândia. O que que é fazer? É capturar o. O presidente da Gina Marca. Não, não é isso, pô. É, não é, entendeu. Cada coisa vai ser de um jeito. É muito mais difícil, é muito mais intenso. E é muito mais difícil fazer todo mundo acompanhar. Se eu tô dizendo que eu tenho que me policiar para não cair nesses lugares, imagina para as pessoas que não têm a familiaridade. Com os conceitos, com as ideias, com as histórias, elas estão no piloto automático. Meu direito internacional, tem que ter direito internacional, que é absurdo, não tem direito internacional. Tá bom. Mas isso é o "isful thinking". Isso é como você gostaria que o mundo fosse. Ah, não, mas se a gente não almejar como o mundo tem que ser, a gente nunca vai chegar lá. É, concordo. Mas se precisa lidar com a realidade, também como ela é e como que ela é. Você está numa selva vivendo na selva. E não dá para você só dizer não. Mote de gente não segue a lei da selva e outros não vão seguir a lei da civilização. Esses que estão seguindo a lei da civilização, a hora vão ser os otários completos. E eles se cansem de seguir. Então é muito fácil ficar falando desse jeito e não fazer nada. Assim, eu não sei quem está seguindo essas regras. E no final das contas, a maneira como o mundo é organizado, a gente quer que. Será que é possível, para começar, que exista uma entidade que. Isso, nossa. Essa é uma discussão muito mais interessante. Assim, o que seria a construção dessa ordem internacional maravilhosa? Porque pensa, no Brasil, 255 milhões de pessoas, a gente não consegue chegar em consenso, que faça o nosso marmos as decisões, para mexer nas coisas que estão erradas. Imagina se a gente vai se colocar 8 bilhões de pessoas, cada uma fala uma língua, cada uma tem uma cultura, uma história, um valor e uma preferência. Isso é muito importante de lembrar de fato. Que o cara considera mais importante lá no Japão não é a mesma coisa que a gente considera. Talvez pode ser que não seja a mesma coisa aqui. Mavaca. O que é uma vaca para um indiano? Não tem nada a ver o que é uma vaca para um suíso e o que é uma vaca para um brasileiro. São três concepções do papel, da importância, do valor, da referência, da vaca. Totalmente diferentes. E assim, é arrogante e prepotente ignorar esse elemento. É muito louco. Você não compreender a complexidade dessa dificuldade. Ela é inexistente. E aí, tá bom. Vamos se porque a gente conseguiu chegar no consenso e construir a constituição do mundo. A maioria dos países do mundo são ditaduras. Ai, o mundo vai ser o quê? Uma ditadura? E aí, não vai ser vici. É uma ditadura do mundo? A discussão do tal do globalismo é isso. Está sendo criado uma nova ordem como a ditadura mundial, que é um governo do mundo que vai ser uma ditadura. Realmente, se a gente hoje caminhasse para um governo do mundo, ele seria uma ditadura. Porque a maioria dos players envolvidos na constituição daquele governo são ditaduras. Ponto número um. Aí tem um outro ponto prático de desenho da arquitetura política de estrutura política de governabilidade que não tem como resolver. Uma das críticas que se tem a União Europeia, que é a União Europeia, é ditatorial. Por que que ela é ditatorial? Porque você criou uma estrutura brocrática, super-nacional, muito longe da vida do francês, daquela cidadezinha do interior. E as regras da vida deles são decididas por essa estrutura governamental lá no lugar longe. Por que longe? Porque juntou um monte de gente, juntou um monte de país junto e ficou muito longe. Imagina se você juntasse um mundo inteiro? Os burocratas que estariam governando, tomando decisões, eles teriam muito distante da realidade de cada cidade, de cada região, de cada estado, estado não país, mas estado dentro de um país. Você vai criar um mundo que as pessoas vão falar "meu". O funcionamento desse negócio não dá para mim. Então, não me parece simples essas ideias. Entendeu? Ela são muito tópicas ainda. Tipo, elas parecem bonitas conceitualmente, pois se a gente se juntasse todo e não tivesse mais nação e não tivesse mais frontera e a gente se visse como todos irmãos humanos seguindo as mesmas leis e acabasse com a bandidagem, com a corrupção. Eu quero esse mundo. Bom, primeira coisa para acontecer. Se você já falei em vários lugares, a gente precisa ter visita alienígena. Eu também acho, mas eu também acho. Se não, você tem identidade humana. Não tem. Eu também acho, eu também acho. Bom, tem mais coisas aí, Jean? Então, dale. Caio mandou uma mensagem pelo PIX. Professor, você acha que com essa posição do Brasil na América Latina, podemos negociar nossos recursos com os EUA, com a condição de que as fábricas empregos sejam aqui, igual o Trump fez para eles lá. Depende do que a gente foi negociar qual fábrica, porque, assim, hoje o Brasil, né, a história de erras raras para pegar um exemplo. A gente não pode só extrair o recurso. A gente tem que ter o refino, a gente tem que processar, a gente tem que evoluir na cadeia de valor para a gente oferecer algo a mais. Se não, não vão ficar só exportando. Isso aqui nós estamos muito longe dessa evolução na cadeia. E essa mesma transformação tem que acontecer com agro. Em alguns setores, tem acontecido. Mas não na velocidade da escala que a gente precisa para estar num lugar melhor. Então, eu não acho que a gente chegou nesse ponto de ter essa briga com os Estados Unidos, porque a gente não conseguiu desenvolver nada nosso. A gente não saiu de um estágio ainda muito primário de desenvolvimento econômico, onde a gente não tem uma indústria. A gente tem alguns pontos de excelência. A gente tem uma embraia, vai. Mas a gente não tem isso numa escala muito maior em vários setores a ponto de as vantagens competitivas brasileiras serem essas. Isso não é uma questão de discussão, de negociação como os Estados Unidos. Nós não conseguimos criar vantagens competitivas para nós. A gente não tem nenhuma. A gente não tem muita mão de obra barata. A gente não tem uma mão de obra qualificada. A gente não tem um sistema judiciário, uma segurança jurídica que faça as coisas serem baratas aqui. A gente não tem o sistema tributário fácil. A gente tem muita criminalidade. A gente tem muita corrupção. Com a cada é a nossa vantagem. Por que a gente vai construir essa indústria ou qualquer setor que se sobressaia e que os empregos vão vir para cá? A gente não fez a nossa lição de casa que não tem a ver com os outros. Tem a ver com o Brasil trabalhar para fazer o que precisa ser feito e a gente está muito atrasado nisso para conseguir começar a ser uma questão de briga. Por outro lado, tem uma oportunidade também, que é um redezinho das cadeias globais de valor. E o Brasil pode se inserir nisso. Isso acontece sempre. E a gente, por isso. Eu não confio nos nossos líderes para ter. Para pegar em vantagem que a gente pode ter e ela é uma vantagem dentro de uma gemela de tempo. Percebe uma coisa aí que o problema não são dos líderes. Não, qual certeza. Por que quem escolhe são os nós? Por que o brasileiro não sabe pensar na nação? Por que o brasileiro não sabe pensar na escolha do líder? Por que o brasileiro não sabe. olhar para isso de uma forma não sensacionalista, apaixonada, fanática, infantil. As pessoas têm que fazer trabalhos internos com elas. Elas precisam amadurecer politicamente, emocionalmente. Elas precisam de mais informação. Elas precisam ter um comprometimento maior com a nação brasileira. Elas precisam colocar o Brasil um nível mais alto, na prioridade dela, ao invés de ela colocar a sua paixão, o seu interesse. Tem muitas coisas que cada brasileiro teria que trabalhar. Isso te dá esperança ao tédio. Muito tédio. Muito tédio, cara. Muito tédio, porque você fala assim. Você conversa, você fala nossa, mas meu tema é 10 camais. Essa pessoa nem percebeu que ela existe. Ela está gritando, chingando, brigando com você. Ela nem está entendendo exatamente o que você fala. Ela não sabe como você pensa. Ela está experneando, chingando de tudo quanto é coisa. É provavelmente repetindo um bagulho ípsis literis que ouviu de um outro cara. Isso não sabe nada. Se eu vendido, cara, assim, tipo. É uma das pessoas que, assim, dentro da minha capacidade, do que eu posso. Cara, mega dedicadas ao meu país. Eu fui morar fora, voltei pro Brasil, fui servir dentro do serviço público. Tipo, cara, tem um trabalho educacional, tipo de um canal de ficar educando. As pessoas de um assunto, meu complexo. Cara, eu tenho 2 milhões de seguidores no YouTube. Tipo, claramente, totalmente voltado para tentar tirar o Brasil desse lugar. E aí, se ouve um cara falando, tipo, meu, você é um vendido. Você não está nem aí pro Brasil. Cara, assim, desculpa, está onde está falando isso? O que você sabe? Qual é o que você fez pelo Brasil para falar isso para mim? O que você faz, pelo Brasil? Porque você acha que você defende um discurso retórico idealizado, infantil, né? Maniquei, está bobinho, versos. Você entender como a música toca e olhar para a realidade. Fala, tá bom, dentro dessa realidade desse tabuleiro. O que eu tenho que fazer para o meu país ganhar esse jogo? Primeira coisa, você tem que entender como é que o jogo é jogado? Total. Tipo, assim, sabe. Então, sei lá, você vai olhando e vai falando. E não é. E é pelo olhar, tipo, disso, de tédios, de dó, de pena, de falar que triste, assim. Não é uma raiva da pessoa, está falando isso, entendeu, de mim, criticando. É hora que eu fio. Ah, vou calar a boca e vai embora. Não adianta ficar falando aqui, né? É, você fala assim, pô, caramba, eu. Cara, que pena, esse cara não. Ele não está querendo. Ele não consegue. E eu não consigo fazer ele conseguir. Porque você não quer? Não é que eu queira, tipo, brigar com ele, eu quero só falar meu. Cara, para um pouco, para de metacar, para de mexingar. Cara, você pode se acordar, de me mexingar. E os caras, eles fazem questão. O objetivo deles é descredibilizar, diminuir, descolificar. Não quer atacar o argumento. E eu não respondo para esses caras assim. Tipo, eu respondo argumentos. Tudo que eu nem falo quem são as pessoas que estão falando os argumentos. E, tipo, isso, deixa eles mais invocecidos ainda. Imagino que sim, porque eles queria um palco. Isso. Eles queriam, que eu viésse e falasse o nome e ficasse discutindo. Eu estou falando sobre o argumento deles, estou tentando explicar. E está tudo bem no final das contas assim, tipo. Eu acredito que o Brasil vai melhorar e para um lugar melhor. Que é para um lugar, que é diferente do dele. Mas, a gente vai ter que chegar numa negociação e num consenso. E esse pessoal todo nunca estiveram na tomada de decisão verdadeira do que é fazer isso. Eu tive ali. Eu fui para a trincheira. Eu desci pro play, eu fui pro game. E eu entrei ali e eu negociava com os caras do PSL na época, os Master Bolsonaroistas e os caras do PSOL. E eu aprovei as minhas leis com a doença e a votação dos dois extremos. Dos dois e poucas pessoas conseguiam fazer isso. Porque eu respeitava os dois. Eu não precisava concordar com eles. Mas eu respeitava e construí uma negociação, entendeu? E essa é uma construção de Brasil. E se olha para a maioria, uma grande parte das pessoas dentro do comportamento do digital, esses caras não sabem. Não estou nem perto de entender o que é uma construção de um país, nem perto. É verdade. Então é o óbvio que dá muito tédio. Róque, muito obrigado por vir aí, cara. Obrigado pela moral. Obrigado pelo convite. Como sempre. Essa aqui é essa câmera. E o que você quer dizer no final? Bom, pessoal, se você quiser continuar essa conversa, esse debate, se você ainda não conhece o meu canal, professor rock e rock e a Gauss, o YouTube, aulas longas, vídeos longos. Só nesse estado da Venezuela eu fiz uma live de duas horas. Está bombando. Fiz um outro vídeo que entra nessa história do direito internacional. Muitas das coisas eu falei aqui. Mas se quiser assistir de novo, de outro jeito contado, também está lá vídeo toda hora. Aí tem o Instagram. Também coisas mais curtas, cortas ali. Tem o meu aplicativo, que é o rock e a queda. Se você quiser estudar a gel política mais aprofundada, tem vários cursos, aulas exclusivas e um feed de notícia em tempo real que a gente fica te alimentando. Tudo o que está acontecendo no mundo de herido, já pronto para você. Rock, Academy. Se encontra as minhas redes. A assinatura ainda está com uma promoção única. Meu é muito barato. Se assina lá, você vai aprender muito sobre onde o mundo está indo. Eu não sou o único professor que tem outros. Tem vários cursos diferentes. Até sobre as são dos que não são gel política como meu livro o carisma. E, por fim, só para finalizar, tem a minha pós-graduação, também, com o apuque do Paraná. A gente construiu junto, desenhamos, chama dinâmica global. E a ideia é uma pós-graduação que você está preparado para lidar com o mundo. Não importa se você é um executivo, se você é um empreendedor, se você é um advogado, se você está no agro negócio, não importa qual é o seu. Da onde você vê o que você estudou, é uma pós-graduação online. Tem professores selecionados. Tem Tony Blair da aula. Eu converso com ele. E ele é o entrevistando. E tem um monte de outras grandes estrelas. Grandes caras muito qualificados nas suas áreas. Então tem finanças com o olhar de apulítica. Tem comunicação com o olhar de apulítica. Tem economia com o olhar de apulítica. Curso muito completo. Pouque do Paraná, dinâmica global. Se quiser estudar, até um diploma, é uma pós-graduação. Vai lá, vocês vão gostar também. Tudo isso encontra no teu Instagram, provavelmente. O Instagram, meu. Minhas redes, tipo, você dá Google lá. O professor Hock. Professor Agawa se acha. Agawa se acha. Hock, eu acho. O seu nome é Rene Osicuk, que é isso aí. E ninguém é certa, então Hock é mais fácil. Obrigado, professor. Obrigado. Viu pela moral prazer, cara. Gente, vocês que assistiram em segue o professor Hock, tá tudo aqui no comentário fixário. Pra você que tá no YouTube, esse saco é um clique só, tá bom? Entra aqui na descrição pra você, lá no Discord. E sugerir novos temas, novos convidados aí, pra gente fazer outros programas, tá bom? Não esquece de dar o like, compartilhar esse vídeo aqui. Manda lá no grupo da família, no grupo da igreja, no grupo da faculdade, manda no grupo do condomínio, manda pra todo mundo, e dá o like no vídeo aí, tá bom? Beijo pra vocês, a gente se vê amanhã. E até lá, então, tchau.
Podcast Summary
Key Points:
A ação dos EUA na Venezuela não cria um precedente que influencie diretamente as ambições da China em Taiwan ou as ações da Rússia, pois estes países agem com base em seus próprios cálculos de poder e cronogramas estratégicos.
O direito internacional é frágil e voluntário, carecendo de um mecanismo coercitivo eficaz, sendo suas decisões frequentemente moldadas por interesses políticos e não por uma lógica jurídica imparcial.
O Conselho de Segurança da ONU é um órgão essencialmente político, onde o poder de veto e os interesses nacionais frequentemente impedem ações coletivas, especialmente em um cenário geopolítico tenso e multipolar.
A eficácia do direito internacional e da ação multilateral depende de um alinhamento político global, que tem sido raro desde o fim da breve unipolaridade pós-Guerra Fria, com o mundo retornando a uma dinâmica de competição entre grandes potências.
A discussão sobre a ação dos EUA centrada na violação do direito internacional é considerada anacrônica, pois a realidade atual das relações internacionais é regida primariamente pela lógica do poder e da capacidade, não por normas jurídicas idealizadas.
Summary:
A discussão analisa a ação dos EUA na Venezuela, refutando a ideia de que ela estabelece um precedente para ações similares da China em Taiwan ou da Rússia. Argumenta-se que estes países agem conforme seus próprios interesses nacionais e cronogramas estratégicos, independentemente de ações externas. A análise salienta a fragilidade inerente do direito internacional, caracterizado por sua natureza voluntária e falta de um mecanismo de aplicação coerciva real, sendo frequentemente subjugado por interesses políticos.
O Conselho de Segurança da ONU é apresentado como um órgão político por excelência, onde o poder de veto e as rivalidades entre grandes potências, como EUA, China e Rússia, paralisam a ação coletiva. Conclui-se que, em um cenário geopolítico multipolar e competitivo, a dinâmica internacional é regida fundamentalmente pela lógica do poder e da capacidade, e não por normas jurídicas idealizadas. Portanto, esperar consequências jurídicas significativas para a ação dos EUA, ou para ações similares de outras potências, é ignorar a realidade atual das relações internacionais, onde a força e os interesses nacionais frequentemente prevalecem sobre o direito.
FAQs
Não, essa análise parte de uma premissa equivocada. A China e a Rússia agem conforme seus próprios interesses e cronogramas de poder, independentemente de ações dos EUA.
Não, o direito internacional é frágil e voluntário, baseado em acordos políticos sem um mecanismo coercitivo real. Em um mundo dividido, seu alinhamento coletivo raramente ocorre.
É um órgão político, não jurídico, onde decisões são baseadas em interesses, alianças e vetos, não em leis imparciais. Suas resoluções vinculantes dependem do alinhamento geopolítico momentâneo.
Porque, no cenário internacional atual, raramente há sanções efetivas. Ações similares de Rússia, China e outros não tiveram repercussões significativas, refletindo uma realidade baseada no poder, não em normas.
Não, a China tem seu próprio plano estratégico para Taiwan, considerado vital para sua segurança nacional. Ela agirá quando se sentir pronta e com poder suficiente, independentemente de ações externas.
A base atual é o poder. Enquanto um mundo com regras seria preferível, a realidade é que os Estados agem conforme sua capacidade e interesses, com o direito internacional sendo frequentemente ignorado.
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