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Trump ameaça Omã; e a queda na popularidade de Javier Milei

27m 55s

Trump ameaça Omã; e a queda na popularidade de Javier Milei

As declarações recentes de Donald Trump sobre o Estreito de Hormuz, chamando-o de território americano, e sua ameaça de atacar Oman, um aliado histórico, geraram preocupação entre aliados. O prazo de 60 dias do memorando com o Irã expirou sem avanços, e Oman busca negociar diretamente com Teerã para reabrir o estreito, mediando uma solução que evite conflitos. Enquanto isso, Israel amplia sua ocupação e bombardeios na Síria, sem provocação síria, o que irrita a Turquia, aliada do novo líder sírio, e até os EUA criticaram os ataques. Na Colômbia, o terremoto revela desafios para o novo presidente, que distribuiu bolas de futebol com propaganda partidária em vez de ajuda, além de um ministro que tirou férias durante a crise, enquanto Shakira ajuda na reconstrução. No Equador, Noboa busca na China investimentos e a retirada de restrições ao camarão, mantendo parceria de segurança com os EUA. Na Argentina, pesquisas indicam descontentamento com Milei, com a maioria preferindo mudança de governo, embora seu partido lidere as intenções de voto, num cenário fragmentado. A situação global mostra líderes equilibrando alianças e crises domésticas.

Transcription

4227 Words, 24366 Characters

Portuguese
Speaker 1Tammy regularly hauls stuff to her kids at college. That's why she shops at BJ's Wholesale Club, saving up to 25% off grocery store prices. Beef jerky, microwave meals, laundry pods, even they can't screw up.
Speaker 2Have you met my kids?
Speaker 1And with BJ's gas, she gets there for less.
Speaker 2They call me the road warrior.
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Speaker 3Olá, seja bem-vindo a mais uma edição do Mundo em Meia Hora. Hoje eu converso com Guga Chakra e Ariel Palacios. A gente vai falar sobre declarações do presidente Donald Trump, declarações que preocupam aliados. Primeiro, disse que atacaria Pumã e depois disse que o Estreito de Hormuz é território americano e também um novo ataque de Israel à Síria. Falaremos também sobre a situação da Colômbia uma semana após os terremotos Daniel Noboa do Equador, um trampista de carteirinha, foi à China atrás de investimento. Há as pesquisas de intenção de voto na Argentina que preocupam Javier Millet de olho nas eleições do ano que vem e o julgamento nos Estados Unidos que pode mudar o design da meta. Vamos para o mundo. Com a gente diretamente de Buenos Aires, renovado depois das férias, Ariel Palacios. Bem-vindo, Ariel.
Speaker 4Como está, Fernando? Fernando Guga, ouvintes, tudo bem?
Speaker 3Tudo bem. Guga Chakra com a gente, falando de Nova York. Tudo bem, Guga?
Speaker 5Oi, Fernando. Bem-vindo de volta, Ariel, nosso homem de Oxford. Um abraço aos ouvintes.
Speaker 3Muito bom. Bom, gostaria, Guga, de começar com uma explicação sobre duas declarações recentes do presidente Donald Trump. Uma que ele chama o Estreito de Hormuz de novo território americano. Vamos lembrar, já aconteceu isso com o Canadá, com Groenlândia, com o Golfo do México, agora é o Estreito de Hormuz. Uma foto na rede social com essa denominação. E a outra é que ele atacaria Oman, que é um histórico aliado de Washington, caso o país, abre aspas, se intrometa nas negociações entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Hormuz. E tudo isso acontece quando termina o prazo de 60 dias que foi estabelecido pelos Estados Unidos e pelo Irã. Aquele memorando de entendimento tinha 60 dias para discutir questões como o programa nuclear iraniano. Bom, esses 60 dias já acabaram. Vamos começar por onde? Essa questão do Estreito de Hormuz, Guga, pode ser?
Speaker 5Pode ser. Ô, Fernando, você e o Ariel acabaram de voltar do Reino Unido, né? Você estava de férias lá. O Ariel foi dar uma palestra ali em Oxford, mas passou por Londres também na viagem. Vocês devem se recordar, não sei se hoje em dia ainda tem, mas no passado, ali no Hyde Park, tinha um canto que chamava Speaker's Corner, que ficava uma quantidade não pequena de malucos falando as mais absurdas bobagens. É uma época anterior. As redes sociais ali, que quando a pessoa falava um absurdo, os demais tomavam como um absurdo mesmo e iam lá para dar risada.
Speaker 3Fazia tipo um debate, um discurso.
Speaker 5Um discurso lá e você ia ver lá, a pessoa se recorda, né? Eu já vi. O Trump, basicamente, ao dizer que o Estreito de Hormuz pertence aos Estados Unidos, ele está lá no Speaker's Corner. Claro que ele é o presidente dos Estados Unidos, mas o Estreito de Hormuz não pertence aos Estados Unidos. Isso é um fato. Não tem como dizer que é norte-americano o Estreito de Hormuz. Numa das costas está o Irã, na outra costa está Oman. Os Estados Unidos até poderiam tentar ocupar uma das costas, ou a de Oman ou a do Irã. Enfrentaria resistência, com certeza, no caso do Irã. A gente sabe que as últimas ocupações americanas no Iraque e no Afeganistão, países bem mais frágeis que o Irã, foram fiascos. E no caso de Oman, você... Se você ocupar um território de um país aliado, passaria uma péssima mensagem para o mundo todo, para todos os aliados americanos no planeta. E continuando, em Oman, a declaração dele de que bombardearia Oman é completamente absurda. Oman é aliado e amigo dos Estados Unidos. É um país que nunca ameaçou os norte-americanos, pelo contrário. Aliás, muitas vezes serviu de mediador para negociações entre os Estados Unidos e o Irã, como na época do governo do Barack Obama, para aquele acordo. Aquele acordo nuclear firmado com o Irã, o JCPOA, e mesmo agora, durante a guerra, eles são mediadores. Mas o Trump decidiu ameaçar o Oman, porque o Oman, ao observar que os Estados Unidos e o Irã não chegam a um acordo para a reabertura do Estreito Jormuz, optou por negociar diretamente com o Irã, de uma forma que o Estreito seja reaberto. Lembrando que o Estreito estava aberto antes dos Estados Unidos e Israel atacarem o Irã. Então, negocia diretamente com o Irã, algum acordo, e assim volta. Então, o trânsito de navios no Estreito Jormuz. Esse é o objetivo do Oman, que nessa negociação, inclusive, conta com o apoio de outros países na região. Não foram dados os termos exatos do acordo, mas basicamente, os navios saíram do Golfo Pérsico, pelo Estreito Jormuz, próximos da costa do Oman, e entrariam no Golfo Pérsico, próximos à costa do Irã. Seria algo nesses modos e não teria ali pedágio nem nada, talvez só uma taxa de manutenção que eles coloquem relevante para as finanças do Oman. Inclusive, mesmo para as do Irã. Mas, enfim, ele fez essa ameaça sobre o memorandum de entendimento, de fato, depois de dois meses, acabou. E é mais um fracasso do Trump, porque não houve evolução nas negociações com o Irã. Quem acompanha melhor o Irã, os principais analistas que acompanham o Irã, falam que hoje o Irã prefere escalar a capitular para os norte-americanos.
Speaker 3Guga, aproveitando que a gente está falando sobre o Oman, o Oman é um sultanato. O que que é isso?
Speaker 5É, eles têm um sultão, né? Hoje é o Bintarique, mas por muitas décadas foi o sultão Cabús. O sultão Cabús é quem criou o Oman moderno, na verdade, uma nação que ficou independente de Portugal séculos atrás. Mas, enfim, o atual Oman foi muito desenvolvido pelo sultão Cabús, que modernizou o país, mas de uma forma discreta, sem aquele deslumbramento de lugares como Dubai, como Doha. Ele era, ele faleceu em 2020. O sultão Cabús é o primo, né, o Bintarique, que também manteve esse perfil discreto de Oman. Em política externa, sempre busca a neutralidade, buscando boas relações com todos os países, não ter problema com ninguém. Também não quer ter uma, por exemplo, o Catar gosta, embora seja pequeno, gosta de ter uma política externa bem ativa. O Oman não, não entra nessa questão, prefere ficar na dele. Eles têm Costa ali no... No Estreito de Hormuz, e a maior parte da Costa, claro, é no chamado Golfo de Oman, que é parte do Oceano Índico, tem praias maravilhosas em Oman. Você sabe que a parte ali que fica no Estreito de Hormuz é um exclave, que fala, Ariel, porque tem mar, é exclave, né? É um exclave de Oman dentro dos Emirados Árabes, porém, dentro desse exclave de Oman tem um enclave dos Emirados Árabes, e dentro do enclave dos Emirados Árabes dentro do exclave de Oman, tem um enclave de Oman. Então, só pra entender, assim, é uma confusão, assim, mas isso existe. Na verdade, na fronteira da Índia com o Bangladesh, tem vários exemplos disso, alguns, que até chega a ele ter cinco partes, né? Tipo, é Índia, aí Bangladesh, aí Índia dentro, aí Bangladesh dentro e Índia dentro, mas, enfim, isso é tema pra outra questão.
Speaker 4É, mas entre Holanda e a Bélgica também.
Speaker 5Também, tem essa, eu não sabia.
Speaker 4Tem vários desses, assim, até quatro, cinco vezes, um dentro do outro, mas o que eu queria perguntar, Guga, é como era, antes deste momento, como era a relação entre Oman e a Casa Branca?
Speaker 5Sempre foi ótima. Oman tem relação ótima com todo mundo, não tem problema com ninguém, assim, absolutamente não tem problema com ninguém, é uma política que o Sultão, já falecido Sultão Cabuz, em 2020, sempre implementou, só como uma última curiosidade, teve domínio português, até hoje, vê lá os fortes portugueses em Oman, mas como curiosidade, o Sultão Cabuz, ele nunca se casou, não teve filhos, então ele tinha essa particularidade, ele nunca se assumiu como homossexual, mas era notório no mundo árabe que ele tinha companheiros de diferentes países que passavam temporadas com ele, ele se mantinha discreto, não se casou, não buscava ser hipócrita, mas dentro de uma sociedade ultraconservadora, ele acabou optando por manter a descrição em relação aos companheiros dele. Os portugueses têm boa relação com o líder sírio, o Ahmed Al-Shar, o Trump gosta dele, você sabe que eu sou um grande crítico ali do Ahmed Al-Shar, pelo histórico dele, mas o fato é que ele nunca ameaçou Israel, jamais, mesmo com Israel, você sabe que Israel ocupa a Síria desde 67, as colinas do Golã, anexou ilegalmente as colinas do Golã, em ato que só foi reconhecido pelos Estados Unidos com o Trump e pela Colômbia com Dela Espriella, which is more burned in the Arab world que, não só no mundo árabe, no mundo islâmico como um todo, o Belasprela talvez seja o líder internacional hoje dos líderes internos, não o mais odiado porque a concorrência é grande, mas com certeza o líder latino-americano mais odiado em todo o mundo islâmico, disparado tomou bronca da Arábia Saudita, Paquistão Turquia, mas enfim Israel ocupa as colinas do Golã e anexou ilegalmente as colinas do Golã, que é território sírio aquele argumento que para a segurança é bobagem tem vinícolas nas colinas do Golã, tem estação de esqui, enfim Israel vende, os vinhos são vendidos como se fossem israelenses, embora se a uva está na Síria e a vinícola está na Síria, convenhamos que é vinho sírio, mas voltando ao assunto, Israel ampliou a ocupação sobre a Síria passou a ocupar mais áreas já depois da queda do Bashar al-Assad, já com Ahmed al-Shara no poder, e segue bombardeando a Síria, sem a Síria ter feito absolutamente nada não teve nada, não teve nenhum grupo da Síria que, não é assim o Líbano pode dizer, ah, aqui tem o Hezbollah, blá blá blá não, não, não, não tem, não tem nada ninguém da Síria a Síria não respondeu a nenhum bombardeio, ele simplesmente vai ampliando a ocupação e bombardeando a Síria, agora, isso tem gerado uma irritação profunda na Turquia que é aliada do Ahmed al-Shara, do líder sírio, e hoje o Netanyahu tenta pintar o Erdogan como o maior inimigo de Israel, não maior mas o novo inimigo de Israel o grande inimigo de Israel, mais uma vez tem fortes críticas ao Erdogan, autocrata na Turquia, mas ele não é uma ameaça a Israel em hipótese alguma, não dá pra compará-lo ao Irã, a Turquia tem relações diplomáticas com Israel, tem embaixada em Israel, Israel tem embaixada em Ankara tem os exércitos mantém relações, serviços de inteligência tudo, agora, comprar a briga com a Turquia nunca é muito bom, por um simples motivo, primeiro que a Turquia militarmente não é tão poderosa quanto Israel mas com um exército muito maior em segundo lugar, se Israel ataca a Turquia a Turquia adota então Israel entra em guerra até contra os Estados Unidos pra completar os Estados Unidos condenar os bombardeios de Israel a Síria, o Thomas Barak que é o embaixador de Estados Unidos em Ankara criticou duramente o governo israelense pelo bombardeio
Speaker 3a gente faz uma pausa no Mundo Meia Hora daqui a pouco a gente volta falando mais sobre a Bernardo de la Espriella a gente vai falar mais sobre Colômbia, até já Ariel, a gente vai falar agora sobre a situação da Colômbia após oito dias do terremoto de magnitude 7.4 e como é que tem sido a resposta do recém-poçado presidente Abelardo de la Espriella como é que tá?
Speaker 4É um cenário bastante interessante o que desponta agora, porque depois da catástrofe, o país vai necessitar uma grande quantidade de fundos pra reconstruir as cidades abaladas, inclusive na área rural e isso vai complicar a política de ajuste econômico que de la Espriella prometia, então por enquanto, mais uma semana depois do terremoto, continuam tarefas de resgate busca de desaparecidos, continua o tratamento dos feridos mas também despontam alguns escândalos do governo do novo presidente colombiano, por exemplo um deles, protagonizado pelo próprio de la Espriella, que durante uma visita à cidade de Buenaventura, que é uma das regiões mais afetadas pelo terremoto desde o carro no qual ele estava ali circulando distribuiu bolas de futebol que tinham a frase, defensores da pátria que é o nome do movimento político criado por ele no ano passado, o partido dele e essa distribuição foi feita em plena crise do terremoto numa cidade que em Buenaventura tem 9 mil casas com as estruturas abaladas, quase mil que desabaram 10 mil pessoas foram afetadas pelo terremoto e ele lá, distribuindo bolas de futebol, e ele foi muito criticado por uma boa parte dos moradores indignados, eles disseram que precisavam de comida medicamentos, ajuda para remover escombros, água potável, e não bolas de futebol ou o governo na contramão no entanto, defendeu essa iniciativa dizendo que as bolas poderiam servir como forma de apoio às crianças que estão nos abrigos das famílias que perderam as casas, propiciando momentos de recriação e além dessa polêmica mas ainda, porque estava estampado lá o nome do partido do presidente nessas bolas, também outra polêmica que envolve o ministro da moradia o Raimundo Andrés Beltrán, que disse que não vai renunciar ao cargo depois do escândalo que gerou a sua interrupção nos trabalhos sobre o terremoto de toda a equipe governamental, para ir fazer uma escapada turística no fim de semana às praias no balneário de Santa Marta, que está ali no Caribe colombiano o ministro Beltrán tentou justificar esses dias de relax, dizendo que além de ministro, ele é pai e que teve que ter esses dias de folga por causa das férias de suas filhas mas
Speaker 3a foto choca eu vi a foto
Speaker 4na mesma hora em que estão tentando os equipes resgatar pessoas vendo como é que vão fazer com os fundos necessários para reconstruir inclusive algo da pasta dele moradias e o cara vai de férias vai para um relax numa praia ali no Caribe então, enfim, isso gerou um grande escândalo e paralelamente a isso a Shakira, a cantora mais famosa do mundo, que é proveniente da Colômbia a cantora colombiana mais famosa do planeta chegou à região de Chocó, onde anunciou que vai ajudar financeiramente na reconstrução da Universidade Tecnológica Local, um trabalho que ela vai fazer com o filantropo americano Howard Graham Buffett que vai patrocinar a construção de 10 novas escolas ali e a Shakira argumentou que cada dia que as crianças não vão à escola é um dia que há uma pausa no futuro dessas crianças e que isso é algo que não pode ser permitido então a situação, nesse momento está assim na Colômbia e vamos ver o que acontece daqui para frente porque, inclusive, quando o terremoto aconteceu, Délice Pirelli, que estava já há 3 dias no poder e teve várias semanas de preparação para transição, embora não houvesse uma transição em si que foi rompida entre o então presidente Pedro e ele, que era o presidente eleito, Délice Pirelli a pessoa encarregada de toda essa parte de tragédias a pessoa encarregada dentro do governo ele não havia de se ocupar de designar alguém novo, então continuou sendo o anterior secretário ainda dos tempos de Gustavo Petro só para ver como ele não tinha considerado que esse setor era algo importante então, além dos fundos que serão necessários agora juntar, conseguir créditos, reconfigurar o orçamento nacional para este novo cenário tem também como é que ele vai se comportar do ponto de vista pessoal perante esta tragédia e que efeito isso pode ter sobre a sua figura, se ele, por acaso, tiver um trabalho de reconstrução rápida eficaz, isso, o terremoto vai acabar tendo um efeito positivo não para o país em si como um todo digamos assim, por causa de toda a tragédia que já aconteceu mas terá um efeito útil para Delesprela em sua futura imagem como um administrador eficaz do terremoto, mas se a administração não for eficaz do terremoto aí sim Delesprela terá problemas de imagem de aprovação popular
Speaker 3Agora Ariel, a gente vai falar sobre o Equador Daniel Noboa, ele está em visita visita de Estado à China, foi convidado por Xi Jinping Noboa, que é um trumpista de carteirinha, foi à China fazer o que? Atrás do que, Ariel?
Speaker 4Pois é, Noboa está tentando mostrar que dá para ser aliado de Washington ao mesmo tempo fazer negócios com Pequim porque essa primeira visita de Estado dele, do presidente do Equador na China inclui encontros com Xi Jinping com o primeiro-ministro Li Qiang e com Zhao Lei, que é o presidente do Comitê Permanente da Assembleia Popular Nacional, ou seja, com a cúpula chinesa o objetivo do Equador é o de atrair capital chinês para os setores de energia e de mineração e ampliar na contramão as exportações equatoriais para a China, e há um ponto muito concreto sobre a mesa conseguir que Pequim retire as restrições impostas a 14 exportadores equatorianos de camarão e quando cito camarão, porque alguém pode dizer assim camarão, mas e daí? Qual que é a importância disso? 30% das exportações equatorianas são as de camarão e o principal cliente é a China as exportações equatorianas de camarões são maiores hoje em dia do que as exportações equatorianas de petróleo que foi a grande, o grande produto equatoriano das últimas décadas, então só para ver que não pode parecer algo como diferente, exótico, cômico não, de jeito nenhum, é muito importante para o Equador as exportações de camarão bom, e se por um lado nos últimos tempos o Nubó aprofundou a cooperação equatoriana com os Estados Unidos principalmente na área de segurança, no combate ao narcotráfico, Washington Trump é o principal parceiro estratégico de Nubó nessa Isso não quer dizer que tenha que abrir mão da China. Aliás, o Equador possui um acordo de livre comércio com a China e tem uma relação muito intensa, já dos tempos do governo de Rafael Correa, que, no boa, detesta e vice-versa. Mas há uma política de Estado que se mantém. Então, mais ou menos, para resumir, a relação com Washington é uma relação para a segurança, a relação com Pequim é para negócios. E não é que, no boa, procura um contrapeso ideológico na China em relação aos Estados Unidos. É um governante de direita, é um trumpista, como você citou. Então, poderíamos dizer que, se houvesse uma doutrina no boa, talvez poderia ser uma doutrina anticomunista, mas não antichinesa de forma alguma.
Speaker 3Ariel, para a gente terminar, a gente vai falar sobre a Argentina. Javier Millet está de olho na corrida eleitoral do ano que vem, de 2027. A situação está apertada, dizem pesquisas de intenção de voto. O que você nos traz?
Speaker 4Pois é, há várias pesquisas. Estão pipocando muitas pesquisas, Fernando e Guga, nas últimas semanas. Mas esta última é uma que foi feita pelo Observatório de Psicologia Social Aplicada da UBA, Universidade de Buenos Aires, que diz que, de olho nas eleições do ano que vem, que seria em outubro do ano que vem, 61% dos entrevistados preferem uma mudança de governo. Ou seja... Que não continuem Millet. Millet, aliás, já disse que quer disputar a eleição. Mas 61% dizem que não pretende a continuidade da atual gestão. Outros 39% dizem que sim, que prefeririam a permanência de Millet. Segundo a pesquisa, o partido de Millet, a Liberdade Avança, teria 34% das intenções de voto. O peronismo dividido teria duas grandes correntes. Por um lado, o peronismo kirchnerista, quer dizer, Dalla, da ex-presidente Cristina Kirchner, mas que também essa ala está dividida entre ela e entre o governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, que foi seu ministro de economia. Essa ala, a ala kirchnerista do peronismo, teria 21% das intenções de voto nessa pesquisa. Mas o peronismo não kirchnerista, que tem uma grande quantidade de caudilhos, não existe uma liderança única, tampouco, também está dividido. O peronismo não kirchnerista teria 15%. E aí tem a Esquerda Unida, que é um partido marxista, que tem uma grande quantidade de caudilhos, não existe uma liderança única, tampouco, a Esquerda Real, um partido pequeno, com 9% das intenções de voto, e o pró-partido-direita do ex-presidente Macri, apenas com 7%. Macri perdeu boa parte do seu eleitorado para Milley, não é? Foi um duro golpe, a direita clássica perdendo para a direita, extrema-direita radical. Agora, só para encerrar, o paradoxo, a coisa sui generis disto, é que a líder política com melhor imagem é a marxista Miriam Bregman, da Esquerda Unida, esse partido que tem 9% das intenções de voto. Ela tem 44% de imagem positiva e 43% de imagem negativa. É a única líder da política argentina que tem a imagem positiva levemente maior que a negativa. Todos os outros têm mais negativa do que positiva. Mas é aquela coisa, é como se boa parte da sociedade considerasse que é uma boa política, a melhor no parlamento, mas somente 9% votariam nela para presidente. Algo como, é boa como deputada, mas não queremos... Como presidente, seria mais ou menos esse o resumo. É um paradoxo, mas enfim, aí vem Kicillof, o governador da província de Buenos Aires, não da cidade de Buenos Aires, da província de Buenos Aires, com 43% de aprovação e 54% de desaprovação. Cristina, com 40% de aprovação e 58% de desaprovação. E aí, em quarto posto, Milley, com 38% de imagem positiva e 61% de imagem negativa. E por trás dessa imagem ruim de Milley está a crise econômica, 30 mil empresas que fecharam de... Desde o início do seu mandato, dado agora, desta semana, os casos de corrupção, enfim. Então, é um cenário complexo para Milley. Mas, por outro lado, também é preciso destacar que a oposição também tem má imagem e não está unificada.
Speaker 3Agora, Guga, para a gente finalizar, começou nessa terça-feira um julgamento que envolve 29 estados dos Estados Unidos contra a meta. Que julgamento é esse?
Speaker 5É um julgamento, Fernando, que quase 30 estados americanos, democratas e republicanos, processam a meta, a empresa proprietária do Facebook, do Instagram, do WhatsApp, por viciar as crianças, os algoritmos e outras ferramentas para deixar as crianças viciadas. Tem o scrolling, que a pessoa fica vendo o Reels ininterruptamente, nunca termina, a questão das curtidas, tudo isso processando a meta. E se eles vencerem, vai ser uma grande transformação, porque uma série de ferramentas usadas... hoje, pela meta, serão proibidas. E serão proibidas também para outras redes sociais, como o scrolling, como as curtidas, como o uso de algoritmo. E é muito importante. Em relação às crianças, mas vale frisar que nós, adultos, também, na maioria dos casos, somos também viciados. Não sei você, Ariel, mas eu já me peguei ali no Reels, perdendo um tempo, vendo um vídeo atrás do outro. Preocupado com o número de curtidas, tudo isso impacta a gente, que é adulto, que cresceu essa rede social, imagina, para uma criança e para um adolescente. É o Big Tobacco, o momento do cigarro. O cigarro, vocês se recordam, ninguém aqui é muito jovem, são todos de meia-idade, vamos colocar assim, quando as pessoas fumavam na redação dos jornais, quando as pessoas fumavam nos aviões. Ainda tinha a ala dos fumantes, no restaurante tinha a ala dos fumantes, nos restaurantes, tudo isso. Então, assim, a gente até podia fumar em qualquer lugar do avião e do restaurante. Na redação, podia fumar. Eu, quando comecei na Folha, tinha um redator ali na Editoria de Mundo ao meu lado que ficava fumando. Eu falava, não dá para você fumar no meu rosto.
Speaker 4As pessoas fumavam dentro do carro, com o carro fechado?
Speaker 5Com o carro fechado. Ele falava, não consigo escrever. Tinha cinzeiro dentro do carro? É.
Speaker 3Mas vários advogados... Os advogados comparam o combate ao tabaco na década de 1990 com o que essas redes sociais fazem hoje, né?
Speaker 5Eu acho a rede social ainda pior, né? Porque não era muita criança e adolescente que fumava e muitos adultos não fumavam, né? Nunca fumei, por exemplo. Mas, no caso de rede social, são poucos, né? Poucas pessoas que não usam.
Speaker 3Muito bem. Obrigado, Guga, mais uma vez pela participação. Até sexta-feira. Abraço, Fernando. Abraço, Ariel.
Speaker 5Abraço, ouvinte.
Speaker 3Ariel, bom retorno. E um abraço.
Speaker 4Muito obrigado, Fernando, Guga e ouvintes.
Speaker 3A edição do Mundo e Meia Hora de Ellen Menezes. Trabalhos técnicos de Bruno Carvalho. O Mundo e Meia Hora tem duas edições semanais. Sempre no rádio, terça, às onze e meia da noite e sábado às nove da manhã. No podcast, sempre terça e sexta, no final da tarde. Até a próxima.
Speaker 6Esse episódio foi trazido por TXU Energy. Por primeira vez, o Mundo e Meia Hora de Ellen Menezes.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Trump fez declarações polêmicas sobre o Estreito de Hormuz e ameaçou Oman, um aliado histórico dos EUA, em meio ao fracasso das negociações com o Irã.
  2. Israel intensificou ataques e ocupação na Síria, gerando tensão com a Turquia, que apoia o líder sírio Ahmed al-Shara.
  3. Na Colômbia, uma semana após o terremoto, o presidente Daniel Noboa enfrenta críticas por distribuir bolas de futebol com propaganda política em vez de ajuda humanitária, além de escândalos ministeriais.
  4. O Equador busca investimentos chineses e a retirada de restrições às exportações de camarão, equilibrando relações com Washington e Pequim.
  5. Pesquisas na Argentina mostram que 61% dos eleitores preferem mudança de governo, com Javier Milei tendo 34% das intenções de voto.

Summary:

As declarações recentes de Donald Trump sobre o Estreito de Hormuz, chamando-o de território americano, e sua ameaça de atacar Oman, um aliado histórico, geraram preocupação entre aliados. O prazo de 60 dias do memorando com o Irã expirou sem avanços, e Oman busca negociar diretamente com Teerã para reabrir o estreito, mediando uma solução que evite conflitos. Enquanto isso, Israel amplia sua ocupação e bombardeios na Síria, sem provocação síria, o que irrita a Turquia, aliada do novo líder sírio, e até os EUA criticaram os ataques.

Na Colômbia, o terremoto revela desafios para o novo presidente, que distribuiu bolas de futebol com propaganda partidária em vez de ajuda, além de um ministro que tirou férias durante a crise, enquanto Shakira ajuda na reconstrução. No Equador, Noboa busca na China investimentos e a retirada de restrições ao camarão, mantendo parceria de segurança com os EUA. Na Argentina, pesquisas indicam descontentamento com Milei, com a maioria preferindo mudança de governo, embora seu partido lidere as intenções de voto, num cenário fragmentado.

A situação global mostra líderes equilibrando alianças e crises domésticas.

FAQs

Trump chamou o Estreito de Hormuz de 'novo território americano' em uma postagem em rede social, o que é considerado absurdo, pois o estreito não pertence aos EUA, tendo Irã e Omã em suas costas.

Trump ameaçou atacar Omã caso o país se intrometa nas negociações entre EUA e Irã sobre o Estreito de Hormuz. Omã, aliado histórico de Washington, buscava negociar diretamente com o Irã para reabrir o estreito.

Omã sempre teve uma relação ótima com os EUA, mantendo neutralidade e boas relações com todos os países. Serviu como mediador em negociações, como o acordo nuclear com o Irã na era Obama.

Uma semana após o terremoto, continuam tarefas de resgate e busca de desaparecidos. O país precisa de fundos para reconstrução, o que complica o ajuste econômico prometido pelo presidente Delesprela.

Delesprela distribuiu bolas de futebol com o nome do seu partido em Buenaventura, uma área afetada, sendo criticado por moradores que precisavam de comida, medicamentos e água potável, não bolas.

Noboa busca atrair capital chinês para energia e mineração, e ampliar exportações, especialmente de camarão, que representam 30% das exportações equatorianas, tentando remover restrições impostas a exportadores.

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