TradFi, CeFi, DeFi: RWA, tokenização, criptoeconomia e o futuro das finanças | Gabriel Lobato
40m 8s
O podcast discute as diferenças entre TradFi, CeFi e DeFi, com foco em como a blockchain está transformando a infraestrutura financeira. No TradFi, instituições como bancos e corretoras atuam como intermediários, mantendo registros privados e custódia dos ativos. O CeFi é uma evolução digital desse modelo, usando criptomoedas e blockchain para liquidação, mas ainda dependendo de empresas centrais para custódia e execução. Já o DeFi representa uma ruptura, substituindo instituições por smart contracts que executam automaticamente regras financeiras em uma blockchain compartilhada e verificável. Gabriel Lobato, especialista em compliance regulatório, explica que muitos projetos Web3 confundem descentralização tecnológica com ausência de regulação, sendo crucial adotar compliance by design desde o início. No DeFi, o risco de crédito muda: empréstimos são sobrecolateralizados, com garantias maiores que o valor tomado, e liquidações automáticas ocorrem se a garantia cair devido à volatilidade. Staking é um mecanismo de segurança em blockchains proof-of-stake, onde participantes bloqueiam tokens para validar transações e ganham recompensas. Oráculos, que trazem dados externos para blockchains, são pontos críticos; riscos de manipulação são mitigados com oráculos descentralizados e múltiplas fontes de dados. O episódio conclui que o DeFi não elimina riscos, mas os reorganiza, transferindo a confiança de instituições para código e protocolos.
[Música] Bom dia, bom dia, batalho de batalho de "Oba noite noite" e, depende da hora que você está ouvindo o vento da gente no YouTube mais um tokenização para vocês. E esse é um assunto que eu acho muito legal, muito importante que a gente vai trazer hoje. Vamos falar sobre três arquiteturas diferentes aí do sistema financeiro, trade-file, cifai e de fai. Assunto super importante que estão em álcool, a gente vai falar sobre isso e como a blockchain aí está mudando a lógica de infraestrutura, de custódio, de equilitação e intermediação desses sistemas, abrindo aí caminho para novos modelos do mercado, tokenização de ativos do mundo real, quer RWAC, a gente vem falando bastante. E um debate aí mais maduro sobre regulação e compliance. Pra isso trouxemos o cara que entende muito sobre esse assunto. Gabriel Lubato, advogada aí que possui especialização em direita empresarial para o lef de berril, certificação, mastery web 3, pela universidade de microsia e atua aí como consultor jurídico de startups especialista em compliance relutório aplicado a novas tecnologias, com foco em blockchain e ativos digitais. Gabriel, muito obrigada por acertar o convite, curta aqui com a gente hoje pra gente falar sobre esse assunto, que é muito legal e traz muita informação e acredito que vai contribuir muito pras pessoas a prenderem sobre o trade-file, cifai e de fai. E, Flávia, tudo bem? Primeiro queria agradecer o convite, dizer que é um prazer, daqui participando do episódio, também deixa aqui uma saudação especial para todos que estão nos ouvindo. E é sempre bom poder conversar sobre este tema, compartilhar um pouco o que está acontecendo no universo blockchain e ativos digitais, que é um espaço que vem evoluindo muito rápido e levantando discussões muito importantes sobre tecnologia, a mercado financeiro e regulação. Então, obrigado novamente pelo convite e vamos lá para o nosso podcast. Vamos lá. Antes de a gente começar realmente no nosso podcast, eu queria que você se apresentasse já tinha presente um pouquinho, mas que você se apresentasse para o pessoal que não te conhece, quem é você? Bem, vamos lá. Sou Gabriel Lobato, falando um pouco do início da minha trajetória aí no universo blockchain. Ela iniciou ali mais ou menos por volta de 2021. Eu comecei como um investidor de crypt, operando ali dentro das corretoras e aí eu comecei a fazer estudos sobre análise fundamentalista de projetos, análise gráfica, análise técnica, análise de dados ontens, e isso me deu uma visão inicial muito legal de como esse mercado financeiro estava funcionando. E aí, lá por volta de 2023, 2024, eu comecei a meter a mão na massa, digamos assim, fui explorar o ecossistema Web3 do lado de fora da corretura. Então, comecei a interagir ali com um desenas de blockchain, sem tenas de aplicativas de centralizados, isso porque eu participei de muitas campanhas de adropos, que são aqueles lançamentos aéreos de tokens, onde os protocolos reconpensam ali aqueles primeiros usuários do projeto, então, assim, testem de todos os tipos, ou da grande maioria, pelo menos. E isso me deu uma boa base prática de como atua nesse mercado. E aí, nesse mesmo período, eu também entrei no iCollab, que é um Instituto de Colaboração de blockchain, é um Instituto de Pesquisa, onde reuniu diversos pesquisadores que trabalham na área, e lá também pude desenvolver diversas pesquisas torno desse tema, inclusive liderando um dos grupos de pesquisa, que é o SIG de ativos digitais do League of Legends, na ilágenة, construí diversos infoprodutos, voltados aí para a área de blockchain. E posteriormente, eu entrei no FCML-O, que é o escritor que hoje eu atuo. Na ilá, o FCML tem assim a atuação voltada para atender estartapos em empresa de nova ação, e assim, um dos braços fortes lá é a área de cripto. Então, hoje, o atuo, na parte do complice regulatório, é de projetos de blockchain, projetos de tokenização de ativos, e agora, as PSA vez. Então, hoje, meu trabalho é justamente nessa intersecção, o ajuda do projeto, se novas doores ali, a operarem com segurança jurídica, nesse mundo real. Então, para mim, foi uma convergência bem natural, ali, do direito empresarial, que tem o subinixo das estartapos, e eu consegui unir as estartapos dentro do contexto da blockchain e ativo digitais. Então, mais ou menos esse é um resumo. Boa. E quando você fala aí em complanhas regulatórios para novas tecnologias, quais são as dores mais comuns, assim, que você se depara em estartapos, projetos de Web3, tentando operar aí no mundo real? Algumas das principais dores, assim, que eu posso cometar, a agregir que a primeira é uma confusão muito comum, entre a descentralização tecnológica e a ausência de regulação. Muitos projetos pensam a acertar descentralizado, então, não precisa seguir regredo. Mas, quando você vai olhar com cuidado, você vê que tem uma empresa ali desenvolvendo protocolo, captando usuários, uma plataforma oferecendo serviços financeiros, e nesse momento, ela acaba inevitabilmente, entraindo no redar regulatório. Então, a segunda a dor, a segunda dificuldade seria entender qual o empadramento jurídico daquela determinada operação. Então, com essas surgidúvidas ali como a gente está falando aqui de uma intermediação financeira, isso aqui pode ser considerado o valor mobiliário. Essa atividade, ela exige uma licença ou uma autorização específica ali para operar. Então, assim, esse é um ponto bem sensível, e que, em muitos casos, o Tolkien pode ter às vezes diversas naturezas, né? Então, dependendo de como o projeto está, assim, está fazendo essa estruturação. E, assim, a terceira dor que a gente pode citar é mais estratégica, porque é muitos projetos. Primeiro, constrói o produto para depois pensar em regulação, né? Então, assim, quando chega no jurídico, o sistema, às vezes, já está funcionando, e às vezes, o modelo inteiro precisa ser revisado, redesenado. Então, por isso, hoje, a gente fala muito em compliance by design. Ou seja, pensar essa estrutura regulatória é desde a arquitetura do produto. Então, assim, uma frase que eu costumo dizer que a Web3, ela não elimina, a jégra, ela apenas muda aonde o risco está, e como a responsabilidade, ela precisa ser estruturado. E agora, a gente estava comentando, né, no início sobre trade-file, se file, de file, mas muitas pessoas não têm nem ideia do que tinha isso. Eu queria que vocês explicassem para a gente entrar na sonto, o que é trade-file, assim? Quais são os pilares que definem esse modelo? É, beleza. Vamos lá. Então, quando a gente fala de trade-file, a gente está falando o sistema financeiro tradicional, né? Então, a gente inclui aí instituições como bancos, bolsas de valores, corretoras, instituições financeiras reguladas, né? Esse sistema ele funciona ali com a base, e ele tem alguns pilares bem claros, né? Então, no trade-file, as operações elas passam ali por intermediários financeiros, né? Então, se você quer investir ou transferir dinheiro, tomar crédito, normalmente vai existir ali um banco, uma corretora, uma extracção ali no meio da operação, né? E cada instituição vai manter os seus próprios bancos de dados e sistemas internos. Ou seja, os registros de quem é dono do quê é ficam ali dentro dessas instituições, e não numa infraestrutura compartilhada. E o outro ponto, importante, é uma relação à custódio. No sistema tradicional, os horas não controla diretamente esse ativo, né? Ele delega essa custódio por uma instituição financeira. E o outro ponto é que esse sistema ele funciona dentro de uma estrutura que ela é conduzida por autoridades como bancos atrás, reguladores do mercado de capitais, né? E assim, isso foi fundamental para garantir estabilidade, confinança nesse sistema financeiro ao longo das últimas décadas. E é justamente nesse ponto, e que a tecnologia blockchain ela começa a parecer, né? Ela procure uma infraestrutura diferente para organizar esses registros, essas transferências e essas líquidas sonhos. Legal, legal. E o que que muda do trade-file por o CFA? Qualquer diferença de um de outro? Bem, o CFAI, né, a gente chama de CentralLide de Finance, né? São as finanças centralizadas. É de surge, basicamente, ali com uma ponte entre o ecossistema cripto e o modelo tradicional de intermediação financeira. Ou seja, você continua tendo uma empresa central, operando infraestrutura, né? Mas agora, usando ativos digitais e blockchain, né? E não sei, FI ainda existe uma instituição responsável ali pela operação, né? Que geralmente são as ex-extendes, plataformas de custódio, plataformas de intermediação. E essa empresa lá guarda os ativos, ela executa ordens, ela administra aquela plataforma, né? Ou seja, o usuário ainda deposita os ativos e a confiança nessa instituição central, exatamente como acontece no sistema tradicional. O que que muda são, principalmente, três pontos, né? Primeiro, os ativos, eles passam assim, nativamente digitais, como as criptomoedas, os tokens. É o segundo ponto, a líquidação, ela pode ocorrer a lina, infraestrutura, blockchain, né? O que pode tornar algumas operações mais rápidas. E o terceiro ponto é que as plataformas elas operam de forma global digital, né? Muitas vezes, sem as mesmas barreiras geográficas ali do sistema financeiro tradicional. E o que é que não muda, né? Estruturalmente, esse modelo ainda é muito parecido com o tradifal, né? Você continua a tendo ali custódio institucional, a termidiação e confiança nessa empresa central, né? E assim, o CIFA, ele não representa uma ruptura completa ali desse sistema financeiro. Ele é mais uma evolução digital dessa intermediação financeira, só que usando ativos cripto e a infra de blockchain. Legal. E a finança de centralizados, né? O famoso Defilei que a gente fala bastante. Qualquer extência desse modelo de centralizado, por que dá pra dizer que ele é menos uma categoria de produto e, mais uma forma diferente de organizar e o sistema financeiro? No sistema financeiro tradicional, essas funções de custódio, líquidação e execução de contratos, elas são realizadas pelas instituições financeiras. Já no Defile, essas funções, elas justamente, elas passam às 6 executadas por Smart Contracts, que roda em blockchain. E esses Smart Contracts, eles funcionam como se fossem programas que executam automaticamente, essas regras do sistema financeiro.
ou seja, isso significa que essas regras elas ficam no código, as transações, elas são registradas na blockchain e a execução acontece automaticamente com as condições, elas são preenchidas, ou seja, grande parte dessa lógica financeira, ela deixa de depender de uma instituição e ela passa a ser executada pela própria infraestrutura de tecnologia. E aí no tradify e no cfi você confia na instituição no defile você passa a confiar no protocolo e no código que executa essas regras, então por isso no defile não é apenas uma nova categoria de produtos, na verdade com ela, é uma infraestrutura financeira programável, que ela passa a permitir construir esses serviços financeiros diretamente sobre a blockchain. E assim do ponto de vista de risco e responsabilidade, o que que muda quando a custódia está com uma instituição no cfi tradify, versus quando a custódia está com próprio custodiente, tipo de faia assim, e quando tem algum problema, como que a pessoa sente essa mudança? É bem a principal diferença entre esses modelos está na infraestrutura, que sustenta esse sistema, no sistema tradicional, no tradify, cada instituição vai ter ali seus próprios bancos de dados privados, ou seja, o banco vai ter o seu registre eterno, a corretura vai ter o tela, a bolsa vai ter o outro, e esse sistema, eles precisam se comunicar constantemente para reconcilhar essas informações, então é por isso que muitos processos financeiros envolvem a compensação, a liquidação posterior, verificação entre essas instituições, já na blockchain essa lógica muda completamente, ao invés de vários bancos de dados isolados que precisam se comunicar, existe um registro distribuído e compartilhado entre esses participantes da rede, então esse registro é verificável, é mutável e sincronizado entre esses valedadores dessa rede, e além disso, os smart contracts permitem que essas agressas financeiras sejam programadas e executadas automaticamente dentro da infraestrutura. E falando agora, em no caso de negociação, como você compara bolsa e corretoras assim no tradify, com corretoras centralizadas, corretoras centralizadas, o que muda de verdade na questão de governança, a transparência, a formação de agressão, o que acaba mudando? Bem, quando a gente olha para a negociação de ativos, é assim, interessante de perceber que existe uma evolução estrutural, entre o tradify, o cifai e o defaio. No tradify, a negociação acontece nessas bolsas de valores e corretoras, e assim, esse modelo tem algumas características bem claras, essa intermediação esticional, essa infraestrutura centralizado, e regras definidas pela bolsa e pelos reguladores, ou seja, a negociação acontece dentro de um ambiente controlado e operado por essas instituições. Já não se faz, elas funcionam de uma forma bem semelhante, essas corretoras transicionais, porque elas vão manter a custódia desses ativos, ela organizam um livro de ordens, ela executa as negociações entre compradores e vendedores, é a grande diferença que os ativos edição digitais, e a operação costuma ser mais global e mais acessível. Já no defaio, ele surge como um modelo diferente, nessas negociações, elas não são executadas por uma empresa, elas acontece diretamente nos smartphones, é dentro da blockchain, ou seja, o protocolo vai executar essas regras de negociação automaticamente, e o que muda de verdade com estuda? Primeiro, a transparência, por conta de que essas transações podem ser verificadas, ali na blockchain, é o segundo ponto, acesse global, já que qualquer pessoa que tem uma carteira digital, pode interagir ali com o protocolo, e o terceiro ponto seria o novos mecanismos de formação de preço, considerando a utilização dos smartphones. E por exemplo, em muitas corretoras de centralizadas, essa liquidez não vem de um livro de ordens tradicional, existem, por exemplo, os automêteres de marketing makers, é que utilizam os algoritmos, para determinar esses preços, com base na liquidez que está disponível ali. Então, assim, isso muda bastante a dináneca de mercado, porque se permite, dessa forma, criar uma infraestrutura de negociação, que funciona diretamente sobre os protocols. E agora, focando um pouquinho em defaio, quando se trata de crédito, quando a gente olha para o credor e o tomador de emprestimo, no contexto, aí, de defaio, então, quais funções clássicas ele acaba repicando, e onde o risco acaba mudando de lugar. Beleza. Quando a gente olha para os protocolos de emprestimo, que é um dos produtos ali do defaio, tem interessante da gente perceber que eles replicam as funções clássicas ali do sistema tradicional, sem encontrar alguns elementos como depósito de ativos, em préstimos garantias, processas de liquidez dação, ou seja, a lógica básica continua de existir, e o que é que muda na prática? A diferença como e a forma como esse risco é já renciado no sistema bancário tradicional, o crédito vai depender ali de uma análise de risco do tomador, da histórico, fenosseiro, da avaliação institucional, já no defaio se processa, e no praticamente não existe. Na maioria dos protocolos de defaio, esses imprédimos eles são soberecolatoralizados. Ou seja, significa que o tomador precisa depositar em um valor incrível em garantia, maior que o valor que ele deseja pegar em prestado. Por exemplo, se você quer depositar de 150 dólares em cripto, você pode tomar de 100 dólares, ou seja, um valor abaixo do que o valor que você colocou em garantia. E se esse valor da garantia cae muito, por exemplo, em razão da volatilidade, daquele determinado cripto ativo, o protocolo pode fazer uma liquidez dação automática. Então, assim, o risco, ele deixa de estar ali principalmente na capacidade de pagamento desse tomador, ele passa a estar em outros fatores, como a volatilidade da escolar federal, o funcionamento do protocolo, a segurança desses smart contracts, ou seja, no defaio, ele não é de mino risco de crédito, ele apenas reorganiza onde esse risco está dentro do sistema. Então o crédito, ele não depende mais ali da confiança no tomador, ele depende da garantia e do código. Agora, a gente fala, né, a gente escuta, fala e fala muito de steak, nesse meio. É como que funciona esse mecanismo dentro das blockchains, e qual que é o papel dele de fato na segurança, no funcionamento das redes? Qual o papel do steak? Bem, quando a gente fala de steak, assim, a gente está falando de um mecanismo, que faz parte de uma própria infraestrutura da blockchain, especialmente aquelas que usam o mecanismo de proof of steak, e assim, blockchains tradicionais, como Bitcoin, por exemplo, que utilizam um mecanismo de consenso como proof of work, o provo de trabalho, porque é baseada ali, e para estar a poder de processamento computacional, existem esses outros formatos de mecanismos de consenso, e nas redes baseadas em proof of steak, a segurança vem de participantes que bloqueiam esses tokens como garantia para validar essas transações. Então esse processo de bloquear tokens é o chamado steak, o participante coloca ali aquela quantia, e passa a participar do processo de validação, então, assim, o steak funciona com uma garantia econômica, dessa segurança da rede, e que ele recompensa esses participantes com tokens com uma forma de incentiva econômica. Então, assim, tecnicamente, ele não nasce como um produto financeiro, ele faz parte ali antes de tudo, é como mecanismo de segurança e governança dessas redes blockchains. Deixa ele travado e receber recompensa por isso. E agora, falando de dados e preços, porque os oráculos que a gente fala bastante, a gente tem um episódio sobre oráculos, são um ponto crítico assim do defile, onde você vê os maiores riscos e as práticas mais maduras de mitigação. Perfeito. Bem, os oráculos são um elemento fundamental dentro do funcionamento do defile, é em razão de que, assim, eles são apontes entre o mundo blockchains e o mundo real. Os contrastos inteligentes, eles executam essas regras de forma automática, dentro dessa blockchains, mas tem uma limitação. Eles não conseguem acessar os dados externos sozinhos. Então, assim, um protocolo defile, ele vai precisar saber o preço do ativo, um índice de mercado, ou algum evento que aconteceu fora da blockchains. E para isso, ele depende dos oráculos, que são esses sistemas, já responsáveis ali para trazer essas informações para dentro do protocolo. E por que que ele é um ponto crítico? O problema é que, assim, se o dado que foi fornecido ali pelo oráculo, ele tiver errado, o foi manipulado, isso pode gerar diversas situações como liquidações elevidas, manipulação de preço, perdas, financeiras, em protocolos. E aí, os maiores riscos, assim, estão relacionados a dependência de uma única fonte de dados. É uma manipulação de preço inercado, principalmente com baixa liquidez, e ataques coordenados contra a sistema de fim de dados. Então, quais são essas práticas mais maduras para mitigar esses riscos? Então, a gente pode colocar aqui os oráculos descentralizados com múltiplas fontes de dados, mecanismos de agregação desses preços, e a sistema de validação distribuída dessas informações. Isso vai reduzir esse risco de manhãpulação e aumenta a confeibilidade desses dados que são utilizados pelos protocolos. Sim. E em quais outros produtos, assim, você vê diferenças substanciais entre o funcionamento tradicional e o defaí, se você puder dar uns exemplos que você usaria para mostrar isso na prática, sem você explicar as práticas. Perfeito. É bem. Além da negociação do crédito que a gente comentou, o ecossistema de FAI ele, assim, também abriu espaço para outros produtos. Você está aqui, por exemplo, os derivativos ontens, que existe um instrumento financeiro ali do mercado tradicional. É, mas no defaí, esses contratos, eles podem ser executados diretamente pelos contratos de inteligentes com liquidação automática na broco.
Na blockchain, aí isso vai reduzir intermediários, permitir criar mercados que funcionam praticamente 24 horas por dia globalmente. Sido também aqui os mercados preditivos que têm sido muito cometados recentemente, que esses mercados permitem com que os participantes negociam probabilidade de determinados eventos futuros, como por exemplo, eventos de alcoolíticos, econômicos, financeiros, esportivos. Então, assim, a ideia que o preço desses contratos, ele reflita uma expectativa coletiva do mercado sobre determinado evento. Outro exemplo que a gente traz aqui, e seriam os próprios RWA's, só que um detalhe. Conte interessante aqui, aqui não é apenas a tokenização do ativo real em si. É o verdadeiro potencial que a gente vê aparece quando esses ativos eles passam a poder interagir com o protocolo financeiros programados. Por exemplo, ativos como crédito recebíveis e móveis, com audites de modo geral, eles podem ser integrados a infraestrutura blockchain, e utilizados em diferentes operações financeiras. Isso vai permitir ir reprogramar essa forma como esses ativos eles são utilizados dentro do sistema financeiro. Um exemplo, a gente pode dizer que eles podem servir como uma garantia em um protocolo de crédito, eles podem ser fracionados em diferentes posições de risco, ou até participar automaticamente de estruturas de liquidez e de financiamento. Ou seja, então, o ponto mais interessante é que o defi, ele não apenas está replicando produtos financeiros tradicionais. Ele está permitindo novas combinações entre a tecnologia ativos digitais e o mundo real. Ele recria mercados que antes simplesmente não existiam. Então, a gente pode dizer que o defi, ele não apenas é uma versão digital do sistema financeiro. Ele é uma espécie de laboratório, é de novo modelos mercados. Legal, legal. E você falou de RWA, quando a gente fala de tokenização, qual seria a definição mais correta do ponto de vista jurídico, econômico e regulatório? Quando a gente fala de tokenização, a gente está se referindo ao processo de criar unidades digitais registradas em blockchain, que já apresentam ativos, direitos ou funcionalidades dentro de um sistema econômico. Então, essas unidades digitais que são os tokens, eles passam a funcionar como um registro programável, ali do valor ou do acesso, dentro de uma detenda em nada em infraestrutura, e apender dessa estrutura. Estou que eles podem representar coisas diferentes, como por exemplo, ativos ou direitos econômicos, instrumentos financeiros ou diversas funcionalidades dentro de plataformas digitais. Já do ponto de vista econômico, essa tokenização permite que esses direitos e funcionalidades sejam programabas e mais eficientes, operacionalmente falando com possibilidades de fracionamentos de ativos, liquidação mais rápida, automação de regras por contrato de seterigentes. E do ponto de vista regulatório, grande desafio não é a tecnologia em si, mas determinar qual é a natureza jurídica do token que está sendo emitido. Então no fundo, a tokenização não apenas vai digitalizar esses ativos, ela vai criar uma nova infraestrutura para fazer esse registro, transferir, programar valores, direitos, dentro dessa economia digital. E você testam os exemplos, mas eu queria que você elentasse as principais categorias de tokens e quais você enxerga e como mais viáveis aqui no Brasil. Bem, do ponto de vista regulatório a CVM, a Comissão de Volos nobilhares, ela deu uma importante referência em relação ao tema, que foi o parecer de orientação número 40, e lá ela traz a taxonomia desses tokens, com uma espécie de classificação. Então lá se divide em três tipos basicamente, eles trazem estokes de pagamento, que funcionam ali como meio de troca dentro dessa g de blockchain, temos os tokens de utilidade, que geralmente eles dão acesso a produtos, serviços ou outras funcionalidades, dentro de plataformas digitais e os tokens já farenciados à ativos, que eles representam direitos econômicos vinculados ali a um ativo subjacente, não pode ser um ativo do mundo real. E é um de ouvejo mais potencial no contexto brasileiro, mas principalmente a tokenização de recebíveis, porque é um mercado de crédito no Brasil, ele ainda tem muitas fricções de operacionais, como por exemplo custos elevados de intermediação, processos burocráticos, baixa liquidez, às vezes de alguns tipos de ativos. Então a tokenização pode justamente torna esses ativos mais acessíveis, mais líquidos, mais eficientes. Então outras áreas, promissores que eu considero importante também, além do crédito, também vejo bastante potencial, nos tokens de utilidade no âmbito do mercado de variejo, como mecanismo de fidelização, engajamento de clientes, e também considero também a tokenização dos ativos imobiliários, que vai permitir, por exemplo, fracionar investimentos, ampliar, acesso ao mercado imobiliário. Então, assim, eu acredito que esses são áreas bem promissores. Essa questão da parte de tokenização de estivos imobiliários é muito legal, a gente faz um podcast sobre isso, até a gente pode colocar o link depois para vocês na descrição, porque é um podcast que vale a pena assistir muito legal o meu potencial deste mercado. E agora eu crico que vocês explicasse a diferença para gente entre ativos digital nativo, como o cripto e ativo real tokenizado, que o R&D está falando. Em termos de direitos, de garantias, de execução e até de lasto. Perfeito, vamos lá. Bem, os cripto ativos nativos já nascem dentro da blockchain, são ativos digitais puros. Eles fazem parte dessa infraestrutura da rede e normalmente ele tem ali funções como pagamento de taxas, incentivo de validadores, a própria execução de smart control, que seria naquela rede. Ou seja, o valor deles está ligado ao próprio funcionamento da economia da rede. Já, no caso do R&D, o token não tem apenas uma representação de ativo digital. E representa um direito econômico ali de um ativo que existe fora da blockchain, com crédito e molde, da bentura. Então, nesse caso, o token vai funcionar como essa representação digital de um direito jurídico real. E assim, com relação ao lastro, a grande diferença é que nos cripto ativos nativos, ele não vai depender de um ativo externo. E, de apeliz de fatores da própria rede, com as cascês programadas, a utilidade desse ativo dentro de uma determinada rede. E a confiança do mercado. Já, o RWA tem ali um ativo subjacente que precisa ser identificado, precisa ser custodiado, e principalmente jurídicamente vinculado aquele token. Pode ter uma explicação, ótima mesma. E agora do lado prático, o que você vê, onde você vê mais ganho na tokenização, concreto na tokenização? Qual desse, geralmente, você acredito que é subestimado, porque está entrando nesse tema? Fomos lá. Então, assim, quando as pessoas começam a estudar a tokenização, muitas vezes, acho que o primeiro argumento que se vem ali seria o aumento dessa líquida externa de fatos, essa possibilidade de fracionar ativo e negociar digitalmente, pode ampliar o acesso dessa negociação. É mais na prática, o que o danico considero assim mais concreto seria a própria eficiência operacional, porque com os ativos registrados na blockchain essa líquidação pode acontecer quase praticamente em tempo real, sem depender de múltiplos sistemas, de compensação, de instruções, e outro gânico considero também interessante de mencionar seria a própria automação dos smart.com, que pode trazer funções como distribuição automática de engenhecimentos, pagamentos de cumpões ou outros tokens ali, execução de regras contra atuais pré-programados, isso reduz bastante ali à necessidade de processos de manuals. E o outro ponto seria, em sentido de que a atocrisa sala pode simplificar a infraestrutura desses mercados, reduzindo ali algumas camadas intermediárias, e que hoje existem ali de relação a registro, reconciliação, reavariadação de operações. Então assim, o verdadeiro impacto da atocrisação, ela pode não apenas estar ali na criação desses ativos digitais, mas de modernizar a infraestrutura operacional desses mercados, donando os processos financeiros mais rápidos, mais programáveis, e mais eficientes, e mais transparentes com certeza. E como que você vê agora falando de regulação? O papel da regulação ainda não é com sistema cripto, você acha que ela entra mais como freio ou com uma infraestrutura de confiança para o capital do sinal? Bem, eu vejo como uma infraestrutura de confiança, até porque os mercados financeiros só conseguem ganhar escala quando o existe de segurança jurídica e previsibilidade de regulador. Então, para isso, quando a gente fala de entrada de capital institucional, a regulação é assim dispensada, e assim fundos de investimento, bancos e grandes instituições. Ela é só participada de mercados com regras claras, então a regulação vai funcionar como uma camada institucional de confiança para esse mercado. Mas ao mesmo tempo, existe um desafio bem grande, que do ponto de vista da análise das normas autônicas.
as situais, ela traz alguns critérios que podem ser muito rígidos. Como, por exemplo, o próprio capital social mínimo ali para obedeças de licença de autorização, estruturas de complais que as sims são bem robôs, e exigentes, digamos assim, que acaba sendo mais fácil as grandes instituições conseguiram compreender o atrimento de novos projetos, que às vezes não tem toda essa robustez. Então, acho que assim, o grande desafio regulatório hoje é encontrar um equilíbrio, criar essa segurança jurídica, mas assim para atrair esse capital, mas sim, sufocar essa capacidade de inovação do ecossistema. O que traz mais interesse do mercado? A regulação da insensão é outra, mais segurança, mais interesse aí, por mercado. Entrada, dinheiro, por mercado, mas também tem um lado tá natureza do mercado, da descerotralização do mercado, da liberdade do mercado. Então, tem que tomar cuidado, realmente, para não sufocar esse lado. Eu queria que você explicasse também para a gente a diferença entre os prestadores de serviços de ativos virtuais, que é competência e do basen, e os projetos de tokenização de valores mobiliários e contratos de investimento coletivo, que o que é acaba sendo competência aí da CVM? Você poderia explicar a diferença entre os dois? Perfeito, vamos lá. As PSVs, que são os prestadores de serviço de ativos virtuais, elas agora são uma atividade regulada pelo Banco Central, em especial pela resolução 520, que entrou em vigor agora em fevereiro. Néi lá, ele discreve um critério funcional dessas atividades, então, ele separa de três modalidades, três categorias de prestadores, os intermediários, os custodiantes e as excendes, os corretores que acumulam ambas as funções de intermediação e custódio. Então, essas atividades vão precisar para operar, legalmente, vão precisar compria de alguns requisitos de complais, especialmente relacionados à governas corporativas, seguraça deformação, seguraça tecnológica, pré-aventional lavagem de dinheiro. Então, são atividades que elas são reguladas pelo basen. Já quando a gente fala de tokenização de ativos, da aemissão de tokens, e de direitos subigiacientes que estão atrelados a aemistoken, a gente já fala de competência regulatória da comissão de valorismo abilhados, que assim, se o token que está sendo emitido por determinada instituição, ele representa, por exemplo, uma participação no empreendimento, uma etraisal, uma expectativa de benefício econômico, de retorno financeiro, ou tem ali as características de um contrato de investimento coletivo, onde se aplica aquele teste de Huawei, que assim, se eles tiverem esses requisitos de teste tiverem preenchidos, como, lativamente, eles vão caracterizar, como esse contrato de investimento coletivo, além dos ativos mobiliários, que já estão descritos no roto achativo ali, da lei de valorismo abilhados, ele vai aquele token, o projeto vai precisar, ali se atentar, para as orientações regulatórias da CVM, principalmente, no que, de respeito ali à estrutura de uma oferta pública destokin, dos direitos dos investidores, do lástgo desse ativo, as regras de escrituração e governância, ou seja, o foco, ele deixa de ser a infraestrutura do serviço, e passa a ser ali à proteção ao investidor. Então, resumida aqui de forma simples, quando a gente fala em prestação de serviços concretos ativos, a competência, ela vai tende a ser ali do banco central. O ambiente fala de investimento, valorismo abilhados, tokenizados, a competência, ela passa a ser da CVM. Agora, são as duas últimas perguntas para a gente fechar esse podcast, e eu queria que você explicasse o que seria o compliance by design, no contexto de blockchain, e quais exemplos práticos, assim, de decisão de produto, arquitetura, que evitam problemas futuros. Quando a gente fala em compliance by design, a gente está falando de uma mudança importante na forma como os produtos financeiros são construídos. A ideia é incorporar, seja que os itos regulatórios desde a arquitetura, a concepção ali do produto, e não tentar resolver essas questões apenas depois que o sistema já está de rodando. Geralmente, muitas empresas elas primeiro lança um produto, e só depois procuram entender de qual seria o empadramento regulatório. Então, no contexto da blockchain e dos ativos digitais, a gente pode gerar grandes problemas, porque o design técnico daquele protocolo, às vezes, define como o ativo vai ser interpretado jurídicamente. Então, por isso, o compliance precisa ser pensado desde a arquitetura daquele sistema. Então, na prática, isso pode aparecer em decisões de produto, como implementar processos de que o AC identificação dos usuários desde a fase de onboard, da plataforma, ou estruturar de mecaninhos de governança claros por protocolo, ou definir a distrições de acesso nas distribuições do token, dependendo do perfil do investidor ou do tipo de oferta. E assim, essas decisões de arquitetura daquele produto, eles ajudam a evitar problemas regulatórios no futuro, porque o próprio sistema vai nascer alinado com as exigências legais de compliance. Então, no fundo, o compliance by design significa pensar na regulação e na tecnologia como parte do mesmo projeto, não como etapas separados. Então, a blockchain muitas vezes, o código não define apenas como o sistema funciona, ele também define como ele vai ser regulado. E agora, para ser raga, viu? Você concorda que o jogo não é tradifai, versos de fai, mas sim a convergencia entre a regulação, ativos reais, e infraestrutura programável. Quais sinais você acredita que mostram que essa convergencia já está acontecendo? Bem, eu, particularmente, não vejo como uma disputa entre esses modelos, eu vejo que assim, na prática, o que a gente está observando é um processo de convergencia entre diferentes arquiteturas financeiras, o sistema financeiro tradicional, ele trouxe algo extremamente importante ao longo das últimas décadas com relação às estabilidades solucional, a bovênança e proteção regulator, mas já o ecosystem de blockchain e de fai, ele trouxe outra contribuição, muito importante, que a eficiência tecnológica, a transparência, a possibilidade de programar regras financeiras diretamente na infraestrutura, então, em vez de a gente substituir um modelo pelo outro, eu acho que começa a surgir uma combinação dessas duas lógicas. Então, cada vez mais a gente vai ter instituições tradicionais, é explorando tokenização de ativos, infraestrutura baseados em blockchain e novos modelos de liquidação financeira. Isso indica que assim, o futuro provavelmente não vai ser puramente tradifai e nem puramente defaire. Então, acho que o futuro do sistema financeiro vai ser um sistema híbrido, onde as instituições protocolos convivem na mesma infraestrutura econômica. Muito bem, muito bem, a razô sensacional. Falo muito bem, falo muito claro, trouxe muita informação, aí, importante, pro mercado, pras pessoas entenderem, aí, tradifai, de faiz, de faiz, enfim, de repente eu pouquinho sobre oráculos também, então trouxe muita clareza, por nosso code cache. Eu queria, Gabriel, que você falasse, que os éstas considerações sinais e falasse, como as pessoas podem encontrar você nas redes sociais. Perfeito. A atitude e considerações finais, compartilhando uma visão crítica, pessoal, mínea que não necessariamente reflete o posicionamento do escritório, no sentido de que a regulação atual, ao menos no meu ponto de vista, ela, assim, trouxe regras, principalmente de governança, muito importantes, para um armadura estimento desse mercado. Acho que, assim, o regulador de trouxe ali, direitriz muito importante, talvez tenha estabelecido regras altas de capital social mínimo ali para operar. Mas eu acredito que a regulação do jeito que está hoje, ela ainda não comporta de forma adequada o contexto do defaio, das finanças de centralizadas, que é baseada como a gente comentou aqui em protocolos, contrados inteligentes, sistemas de código aberto, inclusive, na própria consulta pública, que, assim, precedeu a regulação da Quinetos C20, é o próprio banco central, ainda estava coletando subiside sobre plataforma de centralizadas, mas eu, do meu ponto de vista, não vejo que essa regulação atual abraçou bem esse mercado. Então, eu acho que é necessário, olha com um pouco mais cuidado, porque, da forma como está, a gente está. Não estamos abraçando as nossas ideias dos nossos empreendedores brasileiros, que têm muito a criar soluções de novas dores para esse mercado de centralizado, que, da forma como está, eles podem, inclusive, pensar em abrir seus negócios fora, por conta de uma ausência de uma regulação específica para esse mercado, que é tão quico e cheio de possibilidade. Então, acho que essa seria a minha contribuição. E, bem, para me encontrar nas redes sociais, vocês podem encontrar. no link edim, podem me procurar lá, Gabriel Lobato, e estou sempre aberto a quem quiser trocar ideias, conversar sobre o assunto, e tua disposição. Mais uma vez agradecer aqui o convite, e fico muito feliz de ter participado, de ter colocado algumas das minhas contribuições. Obrigado, Flávia. Você arrasou, arrasou demais, ou super bem, foi muito claro. Filos de muita informação, esse é super importante para a gente, será convidado outras vezes, pode ter certeza. Quero agradecer muito sobre a participação, Gabriel, pessoal, que participou do podcast, que ouvi o podcast, comentem, curtam, compartilhem, isso é super importante para a gente. E se vocês quiserem saber mais sobre esse mundo, saber mais sobre blockchain, sobre tokenização, acessem-se com o ponto com ponto B, e lá a gente tem conteúdo de graça para vocês, e com muita informação que eu tenho certeza que vai ajudar vocês a entenderem, mais sobre esse mercado, entrar em nesse mercado. Pessoal, muito obrigada, É muito obrigado novamente e até a próxima coisa de queixo.
That's all.
Podcast Summary
Key Points:
O episódio aborda três arquiteturas do sistema financeiro
O TradFi é baseado em intermediários financeiros, registros privados e custódia institucional.
O CeFi mantém a intermediação centralizada, mas usa ativos digitais e liquidação em blockchain.
O DeFi substitui instituições por smart contracts e registros distribuídos, transferindo a confiança para o código.
Gabriel Lobato, consultor jurídico especializado em blockchain, destaca a importância do compliance by design para projetos Web
No DeFi, o risco de crédito é reorganizado
Staking é um mecanismo de segurança em blockchains proof-of-stake, onde participantes bloqueiam tokens para validar transações e receber recompensas.
Oráculos são essenciais para conectar blockchains a dados externos, mas representam riscos de manipulação; práticas maduras incluem fontes múltiplas e agregação descentralizada.
Summary:
O podcast discute as diferenças entre TradFi, CeFi e DeFi, com foco em como a blockchain está transformando a infraestrutura financeira. No TradFi, instituições como bancos e corretoras atuam como intermediários, mantendo registros privados e custódia dos ativos. O CeFi é uma evolução digital desse modelo, usando criptomoedas e blockchain para liquidação, mas ainda dependendo de empresas centrais para custódia e execução.
Já o DeFi representa uma ruptura, substituindo instituições por smart contracts que executam automaticamente regras financeiras em uma blockchain compartilhada e verificável. Gabriel Lobato, especialista em compliance regulatório, explica que muitos projetos Web3 confundem descentralização tecnológica com ausência de regulação, sendo crucial adotar compliance by design desde o início. No DeFi, o risco de crédito muda: empréstimos são sobrecolateralizados, com garantias maiores que o valor tomado, e liquidações automáticas ocorrem se a garantia cair devido à volatilidade.
Staking é um mecanismo de segurança em blockchains proof-of-stake, onde participantes bloqueiam tokens para validar transações e ganham recompensas. Oráculos, que trazem dados externos para blockchains, são pontos críticos; riscos de manipulação são mitigados com oráculos descentralizados e múltiplas fontes de dados. O episódio conclui que o DeFi não elimina riscos, mas os reorganiza, transferindo a confiança de instituições para código e protocolos.
FAQs
Trade-Fi se refere ao sistema financeiro tradicional, incluindo bancos, bolsas de valores e corretoras reguladas. Nele, as operações passam por intermediários financeiros, cada instituição mantém seus próprios bancos de dados e a custódia dos ativos é delegada a uma instituição financeira.
CeFi (Finanças Centralizadas) é uma ponte entre o ecossistema cripto e o modelo tradicional de intermediação financeira. A diferença é que no CeFi os ativos são nativamente digitais (como criptomoedas), a liquidação pode ocorrer na blockchain e as plataformas operam globalmente, mas ainda há uma empresa central responsável pela custódia e intermediação, similar ao Trade-Fi.
DeFi (Finanças Descentralizadas) é uma infraestrutura financeira programável onde funções como custódia, liquidação e execução de contratos são realizadas por smart contracts em blockchain, em vez de instituições financeiras. No DeFi, você confia no protocolo e no código, não em uma instituição central.
Staking é um mecanismo de proof-of-stake onde participantes bloqueiam tokens como garantia para validar transações na blockchain. Ele funciona como uma garantia econômica para a segurança da rede e recompensa os participantes com tokens, não sendo um produto financeiro, mas sim um mecanismo de segurança e governança.
Oráculos são sistemas que trazem dados externos (como preços de ativos) para dentro da blockchain para os smart contracts. O principal risco é a dependência de uma única fonte de dados, que pode ser manipulada, causando liquidações indevidas ou perdas financeiras. Práticas de mitigação incluem o uso de oráculos descentralizados com múltiplas fontes e mecanismos de agregação de preços.
No DeFi, os empréstimos são sobrecolateralizados: o tomador deposita um valor em garantia maior que o valor desejado. Se a garantia cair muito devido à volatilidade, o protocolo faz uma liquidação automática. O risco deixa de estar na capacidade de pagamento do tomador e passa a estar na volatilidade do ativo e na segurança do código.
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