A palavra "maxing" foi eleita como palavra do ano de 2026, representando a cultura de otimização e maximização de tudo, desde o sono até a aparência, refletindo uma sociedade em constante busca por eficiência. Isso contrasta com a crescente valorização de atividades que exigem reflexão profunda, como a matéria de humanidades 10, que viu um aumento de 40% de inscrições, mostrando um desejo por pensamento crítico e leitura intensiva. Paralelamente, a internet se tornou cada vez mais frágil: muitos conteúdos se perdem, e plataformas se especializam em gerar reações emocionais, como raiva ou indignação, em vez de valorizar qualidade. O uso de inteligência artificial para produção de conteúdo, como filmes e vídeos, está se tornando acessível, mas os resultados variam: alguns fracassam, enquanto outros, por sua imperfeição, viram sucesso por se tornarem memes. Aumenta também a preocupação com autoria, privacidade e controle de dados, especialmente com o uso de chatbots em ambientes corporativos e governamentais, como no caso da Suécia, que restringiu seu uso por riscos de segurança. Empresas de IA, como a Anthropic, enfrentam crises de lucro e dependência de concorrentes como Google e Microsoft, gerando riscos de bolha tecnológica e conflitos de interesse. Ao mesmo tempo, há um deslocamento do comportamento online, onde a busca por conteúdo superficial e rápido se opõe à necessidade de reflexão e pensamento crítico. Assim, a internet, apesar de prometer ser um repositório de conhecimento, hoje parece mais um ambiente de caça ao clique, exigindo uma reavaliação do que é valorizado na cultura digital e na forma como a humanidade se relaciona com a tecnologia.
O site dictionary.com
elegeu como a palavra do ano em 2026, Maxing.
Maxing vem de maximizar que as ideias você fazia alguma coisa
e tirar o máximo possível, maior proveito possível, daquilo.
Esse tema é muito usado online em diferentes contextos.
Tem um sleep, Maxing, que é otimizar o sono.
Tem um protein, Maxing, que é você consumir o máximo de proteína possível.
Tem o luxe, Maxing, que é bem tóxico, que é uma tentativa de melhorar a aparência
para chegar a algum padrão, seja lá qual seja esse padrão.
E essa palavra diz muito dos tempos de aque.
A gente vive também, que tudo tem que ser maximizada, produtividade, eficiência.
Então, me pareceu uma boa escolha essa palavra de 2016.
Obviamente, esse termo já usado como piada também.
As pessoas usam para deboixar de uma rotina qualquer comum do dia a dia
e falar que você está Maxing a assistir filme.
Então, você tentando Maxing qualquer coisa o tempo todo.
E tem uma bigüidade aí.
A palavra tanto fala de uma busca real de você aperfeiçoar alguma coisa,
mas também ao mesmo tempo essa mania que virou
de tentar aperfeiçoar e melhorar qualquer coisa.
Até o que não precisa ser melhorado.
Vamos ver daqui uns anos como a gente olha para Maxing na nossa vida.
Maximizar é a palavra de ordem.
Resumido.
Olá, eu sou o Bruno Natal hoje é dia 3 de novembro.
E no resumido número 388, a aula mais difícil de rava de vira febre.
Fandom saem das redes.
Pro reitor cai por usariar.
Chatbot já viso o chefe quando você enrola.
Suécia barra chatbotes no governo.
Filme sintético fracassa na China.
Antrópia que abre as contas e muito mais.
Vamos nessa resumidor.
Olá, resumista.
Esse é o resumido um podcast sobre cultura digital
e o impacto da tecnologia em todas as expectas das nossas vidas.
E aí, como é que foi de feriada?
Por aqui, estou trabalhando.
Gravando isso aqui para você.
Vamos embora.
Vamos de cultura digital e como o nosso comportamento online
ajuda a moldar a sociedade.
Enquanto a palavra do ano fala em maximizar o resultado de quase tudo,
uma das matérias mais disputadas entre os caloros de raverns
é exatamente uma aula que existe uma coisa que hoje em dia
está muito pouco compatível com essa ideia de atalho.
Que é ler.
O papo é ler livros inteiros com calma
e depois sentar para discutir esses livros.
É uma matéria chamada Humanity's Ten,
ou simplesmente Hamten, que é humanidades 10.
O Wall Street Journal falou que teve um aumento de 40%
nas candidaturas para essa matéria esse ano.
Foram 180 caloros disputando 90 vagas
e para entrar, a pessoa precisa escrever uma redação.
E não é um curso fácil para você melhorar a sua nota,
a sua média geral da faculdade.
Os alunos têm que enfrentar um livro grande por semana,
tem que entregar em saio, tem que comparar a aula
e os aparelhos digitais ficam todos fora da aula.
E quem chega atrasado, ou principalmente, que não leu os livros,
é chamado atenção, porque atrapalha o fluxo do resto da aula.
Entre os livros do currículo, tem odisseia e líada,
livros também de Dante, Monten, Shakespeare, Spinosa, James Baldwin,
chega até o lices do James Joy.
Ou seja, não é uma matéria que pega leve, né?
Ela foi elaborada em 2008 por dois professores de literatura,
exatamente como uma reação à queda do interesse pelas Humanidades.
Eles se inspiraram em programas de outras universidades,
como Columbe e eu.
E os próprios professores também têm que estudar,
porque cada um indica dois livros, e às vezes,
você não leu o livro que o colegui indico.
E a aula é muito em cima do debate.
Então não adianta só você sair consumindo informação,
tentar ler um resumo no chat PT, que é proibido nessa aula.
Você tem que conseguir sustentar uma conversa,
ou ouvir uma objeção, conseguir responder a alguém,
falando alguma coisa que você discorda.
E esse é o intuito do curso inteiro.
Um dos professores falou que não sabia dizer
se esse interesse tinha a ver com a presença
da inteligência artificial em toda a parte,
mas parece ser um sinal dos tempos.
As pessoas buscando uma coisa com um pouco mais de estofo
e buscando não parar de pensar,
que é a frase do ano aqui no resumido.
Você já sabe por quê.
E essa presença constante da otimização,
da inteligência artificial,
em tudo o que a gente vem fazendo hoje em dia,
também foi assunto na Wild,
numa reportagem chamada "Por favor, deixe a internet morrer".
O jornalista parte de um livro escrito
pelo Tecnólogo John West,
que chama "The Internet will die and so will you",
ou "The internet will die", você também,
para falar exatamente sobre o desgaste
do modelo da internet que a gente vive hoje em dia.
E aí o West, ao torno do livro, conta duas histórias
para falar sobre como a nossa memória digital hoje em dia
é muito frágil.
Ele fala quando ele era adolescente,
ele criou uma página sobre anime,
e que hoje em dia ele queria pagar a página, inclusive,
porque ela está tomada por anúncio,
por um monte de link que ébrado,
só que ele não tem mais acesso àquela conta.
Então ele não consegue deletar um site que ele mesmo criou.
E por outro lado,
ele perdeu o último ano de um blog que ele registrava,
toda a vida dele na faculdade,
porque ele deixou de pagar o domínio.
Que é o meu grande pesadelo, né, o meu blog,
lá de 2003, o urb.cc,
até hoje no ar, o pago todo ano,
porque é lita em muita coisa que eu escrevi
ao longo da vida que eu não quero perder.
É exatamente um oposto dessa promessa de que a internet
já seja esse arquivo permanente da nossa vida,
que nunca nada é esse apagado, nada é esse perdido,
e é bem diferente do que a gente está vendo
no mundo real hoje em dia.
Esse livro mesmo fez uma análise
em links de matérias do New York Times publicadas entre 1996 e 2019,
e um quarto desses links já não estão mais acessíveis.
Então não é só o que a gente pensa, nossa memória,
o que a gente escreve, publica na internet que se perde.
Se perde também essa capacidade de conseguir conferir
uma referência de você conseguir reconstruir o caminho
do raciocínio que levou alguém,
escreveu alguma coisa, levou alguém, alguma informação.
A gente pensa que a internet é essa biblioteca gigantesca,
só que várias partes dessa biblioteca
ficam mudando de lugar, fechadas, substituído por outra coisa,
na maior parte das vezes sem aviso,
e sim muito o que fazer a respeito disso.
E o que a gente está vendo na internet hoje em dia,
é isso, um monte de fide, cheio de caça clique,
muito poste para causar indignação,
e assim conseguir engajar publicidade para caramba,
um monte conteúdo feito para gerar algum tipo de reação,
nem sempre só raiva como eu falei, mas outras sensações também.
E agora, esse monte de material sintético, o Slope AI,
ou a Gororoba Digital, que é produzido com inteligência artificial,
só para ser publicado fácil e barato nos fides,
e assim dificulta a gente encontrar algo que preste online.
Olha o que que viram a internet,
que era um grande repositório de boas, ideias e bons conteúdos,
e virou agora um garim,
para você achar alguma coisa que preste.
E obviamente, não foi a IAC,
criou essa dinâmica, mas tornou isso tudo muito mais barato.
É muito mais fácil ser produzido em conteúdo em volume,
sair publicando por aí.
A reportagem cita, por exemplo, a Dead Internet Theory,
que é a teoria da internet morta,
que fala justamente sobre como a internet já está completamente povoada por bot.
A gente já vê um crescimento desse tráfego automatizado gerado por robôs,
o que não significa que tudo que a gente está vendo,
as conversas que a gente tem online, sejam falsas.
Então, a ideia do artigo de deixar a internet morrer é deixar de alimentar esse modelo de atenção.
Essa internet, que é toda mapiada e todos os incentivos econômicos e são,
para capturar a atenção do usuário.
Então, tem um monte de site pequeno, revistas de poesia,
site que não está preocupado em monetizar,
vídeos que são vistos por meio dos espeços,
que estão lá, porque alguém quis criar alguma coisa.
Então, de acordo com a matéria, a gente deveria começar a priorizar esse tipo de conteúdo
para tentar ter um renascimento da Web, como a gente conhecia antes.
Para tentar de alguma forma, se conectar com a internet,
obviamente que abandonar as plataformas de rede social, por exemplo,
não é a mesma coisa para alguém que só vai lá para se divertir para o VMM,
do que é para alguém que usa aquilo para trabalhar e para ganhar vida.
Então, para onde a gente quer direcionar a nossa atenção,
é que a grande pergunta do século, desse século mesmo,
que acabou de começar, acabou de começar a longo, já passou um quarto do século,
o tempo está voando.
E um dos bons usos da internet é a mobilização
de pessoas em torno de alguma causa.
Um dos grandes destaques desse tipo de usos são os fandoms,
que são os grupos de fãs determinados assuntos, ou artista que se organizam,
em grupo, para realizar tarefas, para conquistar alguma meta,
para movimentar a internet.
A Newsletter Margem fez o levantamento sobre algumas reportagens
que falaram justamente sobre o poder desses fandoms,
que não é só um grupo de gente que gosta de alguma coisa.
Esses comunidades já aprenderam a coordenação de vida de tarefa para a campanha,
movimentar hashtags, distribuir vídeo,
e conseguir a atenção nesse ambiente digital que é calcado na disputa pela atenção,
e que essa visibilidade acaba dependendo muito dos algoritmos.
E uma coisa que serve para ilustrar as tipos de mobilização
foi o que a gente viu na campanha presencial,
fandoms como Infobili Brasil, que é dedicado a Bilhialis,
que estava oferecendo depois do primeiro tour nos canais,
para a campanha do Lula poder se conectar com mais gente,
A gente viu outros grupos fazendo as mesmas coisas e vários outros grupos de fãs.
se mobilizando, criando a missão com prazo, peça compartilhável, meme. Tudo isso com uma linguagem já adaptada para públicos diferentes, né?
Essa estrutura mais colaborativa é que não depende só de uma organização formal centralizada tradicional.
É uma tática que vinha sendo muito bem usada pelo campo da direita
e que o campo da esquerda parece que aprendeu, nessa eleição, como se organizar dessa forma.
O André Janones foi o grande nome dessa movimentação.
E ao mesmo tempo que as pessoas vão aprendendo como operar nesse ecosistema,
o ecosistema também vai se adaptando e tentando se adaptar aos concorrentes.
E o que a gente está vendo são várias plataformas se copiando.
O Instagram agora anunciou que vai oferecer vídeos longos para tentar competir com o YouTube.
O que eles já tentaram fazer uma vez com a IGTV.
Agora vai ter vídeo horizontal de 10 minutos,
só que eles não estão oferecendo a monetização para os criadores que o YouTube oferecem.
Então, dificilmente as pessoas vão querer usar esse canal pra isso.
E eu acho que a estrutura do app do Instagram é completamente contrário a um comportamento
de você parar e assistir um vídeo de 10 minutos.
Tudo lá é muito rápido, tudo estimula para você passar pelos conteúdos sem parar muito tempo.
Então, acho que é uma pedida um pouco alta.
Então, esse processo de uma plataforma está copiando os recursos de outra,
criando uma homogenização entre elas,
vai criando uns casos esquisitos.
O Spotify, por exemplo, agora começou a investir em série.
É só lembrar que era um aplicativo de música que virou também de podcast,
também de livros, e agora vai começar a passar série.
E com isso a plataforma vai perdendo um pouco do seu propósito.
Se você entra num lugar que tem de tudo, como tive você entrar lá?
Quanto diferencial que faz você ir até ali, então eu aposto que vai vir um efeito contrário
que vão ser outros espaços mais niixados, focados, indeterminados, não só tipos de conteúdo,
como também estilo.
E as pessoas vão começar a buscar isso e criar comunidade nesse lugar.
Porque você quer uma comunidade no Spotify hoje em dia, ou ao mesmo YouTube, é muito difícil.
Porque é uma quantidade enorme de pessoas interesses misturados num lugar só,
que, de certa forma, ajuda você encontrar alguém que teja atrás do seu,
mas não é dificulta muito, porque a disputa é muito grande.
Então parece que essa busca por comportamentos mais parecidos com uma época analógica,
em que a gente tinha que fazer mais escolhas e as coisas eram pouco até mais limitadas,
tinham mais atrito, também começam a se refletir até nas plataformas
e na maneira como que as pessoas estão se organizando em torno dos temas que elas se interessam.
Isso, para mim, é um bom sinal.
Quando você pede uma recomendação de produto, para o ChatPT, para o Geminaio, para o Clode,
ele te devolve três opções,
você já parou para pensar que as marcas que ficaram de fora das indicações nem souberam,
estavam disputando a sua atenção ou a sua compra,
e esse é um problema novo que surgiu com o Chatbot.
Durante décadas, o marketing foi sobre convencer uma pessoa,
e agora as marcas precisam convencer o robô que faz a primeira filtragem das respostas,
ou a gente de AI que decide no lugar de alguém.
Eu li uma análise boa sobre essa nova realidade da Renata Petrovic,
que toca o Innova Brawo, é o sistema de inovação do Bradesco.
Alias, a Renata está indicada ao caboreo, o prêmio mais tradicional de comunicação do Brasil,
na categoria de inovação.
O ponto dela é que nessa nova fase,
e não basta a marca ser desejada pelas pessoas.
Ela precisa ser identificável pelas máquinas, para poder ser recomendada.
Por isso, a informação tem que estar clara para a gente de AI, conseguir entender isso, gerir.
A disputa deixa de ser só pela atenção de quem compra e passa a ser também para ser notado pelo algoritmo.
Para acompanhar esse tipo de análise,
inscreva-se para receber nos letters do Innova Brawo.
Adorei Péu Roy, o link está na descrição do episódio.
Agora, o momento de explorar as transformações causadas pelas inteligências artificiais.
Quando a gente fala de inteligentes artificial, aqui no resumido mesmo, a conversa acaba quase sempre nos mesmos nomes.
Essa semelta mandou penear e daria uma modelo antrópica, que Jensen Rung do NVIDIA, Mark Zuckerberg e Elon Musk.
Só que a New York Magazine resolveu olhar para quem está tomando essas decisões que importam muito
sem necessariamente aparecer na capa dos jornais e estar em destaque nas publicações.
Eles fizeram isso e parceria com uma publicação especializada, chamada Transformer.
Eles selecionaram 26 pessoas que têm um poder capaz de interferir nos Rungos da AI
e que esse poder é maior até do que a fama que elas têm.
Não é exatamente um ranking científico e também não avalia quem manda mais.
Eles fizeram uma seleção editorial mesmo em cima da cobertura
e fizeram 50 entrevistas com dirigentes pesquisadores e fecharam nesses 26 nomes.
A idade média desse grupo é 36 anos, ele é predominantemente masculino e dos Estados Unidos.
Só que também mostram um recorte de quem preparou a lista.
Poder daria a não estar distribuído de maneira igual entre países, entre as instituições.
Essas conexões pessoais nesse mundinho pequeno também são partes dessa história.
E nessa apareceram alguns personagens que eu mesmo nunca tinha ouvido falar.
Entre os de estados está o Logan Greyhound de 32 anos, que é da área de segurança.
Ele comanda a equipe de Red Team da Anthropic, que é a equipe que fica testando os limites das ferramentas.
Você tenta fazer o próprio sistema se comportar da pior maneira possível
para você poder descobrir esses problemas antes do produto e pro público.
Tem também o Paul Cristiano, esse eu já tinha ouvido falar,
que é o pesquisador que ajudou a desenvolver o RL-Late-F
ou aprendizado por reforço com o feedback humano,
que é aquela etapa que os avaliadores humanos vão ajudando a treinar o modelo
para ele deixar de só prever a próxima palavra
e começar a aprender a dar uma resposta mais útil.
Seguir as instituições, evitar um tipo de comportamento,
e esse Paul Cristiano virou uma referência em alinhamento,
que é essa tentativa de fazer o sistema GA,
seguindo os objetivos que sejam compatíveis com que os humanos realmente querem.
E uma outra coisa que essa reportagem abordou, que é muito importante,
é um fenômeno dos próprios funcionários dessas empresas
que estão virando grandes financiadores políticos.
A reportagem falou de 5 milhões de dólares,
que foram doados por funcionários da Antrópica, da OpenAI,
durante o círculo eleitoral nos Estados Unidos.
Como muitos dias de funcionários têm ações das empresas
e estão a ponto de ficarem milionários, alguns até bilionários,
isso vai afetar diretamente esse sistema de financiamento.
Vai ter muita gente com o dinheiro no bolso,
que vai tentar financiar campanhas que atendam os próprios interesses.
Isso interfere no equilíbrio da distribuição de doações
para políticos que a gente vai ver daqui para frente.
Mas sem dúvida, o dado mais importante dessa reportagem,
é exatamente a concentração de poder em tão poucas pessoas,
que estão decidindo o futuro de tanta coisa,
enquanto toma suas decisões nos seus empregos e nos seus trabalhos.
E uma das decisões que não está muito clara
é o que pode, o que não pode ser feito com inteligência artificial.
Toda hora, vê alguma reportagem falando sobre algum uso de áquia polêmica,
o que é questionável, fala-se muito por exemplo da produção de textos.
E esse gizom caso ficou muito comentado,
que foi do prorreitor da Dartmouth,
que é uma universidade dos Estados Unidos.
Isso porque ele escreveu um artigo para o Washington Post
defendendo que a universidade precisa separar o que um estudante consegue fazer
o sozinho daquilo que ele consegue fazer com a ajuda da IA.
Só que o que aconteceu é que esse artigo foi detectado
por um detector de texto gerado com IA, o pangram,
como inteiramente escrito por inteligência artificial.
Primeiro, um jornalista do Semafor testou
várias colunas de opinião publicadas em grandes jornais dos Estados Unidos
e identificou que várias delas tinham sido inscritas com IA
ou com a ajuda de IA,
mesmo que não tivesse doutorizado pelo jornais,
ou que seja vetado pelo jornais esse uso.
Depois, o jornal estudantinho da Universidade de Dartmouth
também investigou a produção do próprio chinel,
que é o prorreitor, que se infiona essa polêmica.
Eles também usaram a ferramenta pangram
e analisaram nove textos que tinham sido publicados pelo professor
em 2016 e encontraram uma mediana de 96% de conteúdo classificado
como escrito por IA.
E depois eles submetiram como teste, como parâmetro,
cinco trabalhos anteriores à popularização do chat de APT,
ali entre 2012 e 2019, antes do uso de IA,
e os cinco receberam a classificação de 100% humanos.
Então, isso comprovaria que ele passou a usar IA depois
que o chat de APT ficou tão prô-imilente.
E aí, importante, alguns pontos aqui,
primeiro, que esses detectores falham,
nem sempre o que eles dizem que é um texto gerado por IA,
é um texto gerado por IA, muito menos 100%.
E esse detector também não abre o histórico da escrita.
Então, se não consegue saber quem que teve a ideia,
ele pode até identificar um padrão estatístico no texto,
pode dividir o texto em categoria,
como escrito por humano assistido por IA, o gerado por IA,
só que 96% não significa 96% de probabilidade
que o professor tenha cometido o fraude.
Nem que 96% das ideias tenham sido fruto do chat bot.
É uma classificação do texto, que é feita por um modelo de IA.
No fim das contas, o prorritor Esnell admitiu
que ele usou a inteligência artificial para revisar linguagem,
para organizar os argumentos,
para melhorar a clareza, até para a corrigia gramática,
mas ele disse que ele desenvolve os problemas,
ele faz a pesquisa, ele avalia as evidências,
escolhe estrutura, prepara o rascunho,
e assume tudo que ele assina.
E até um email que ele enviou para o jornal
recebeu a classificação de 100% feito com IA.
Ele explicou que ele tinha escrito um rascunho,
de
depois ele tinha aceitado sugestões de reformulação
e enviou em meio dessa forma.
Que é um uso que muita gente faz, né?
Pega um texto, passa pelo chat de PT,
pede um ajuste e depois envia.
E isso coloca duas discussões diferentes na mesa.
A primeira, essa pessoa elaborou intelectualmente o texto.
E só coordenou através da IAR, a feitura escrita,
mas as ideias são da pessoa e ela trouxe as referências.
E outra é essa, essa pessoa cumpriu as regras e historiais de uma publicação.
Só que essas regras estão muito confusas ainda, né?
Ninguém sabe direito quais são os limites do uso de appas que vivem um texto.
E no datado, tudo sendo descoberto, experimentado, discutido.
E aí, o jornalista da Sema 4, que ajudou a revelar esse caso
e o dos colonistas de vários jornais,
ele escreveu depois, no Sema 4 mesmo, sobre isso tudo que aconteceu
depois da reportagem dele.
E ele acredita que o chinel pro autor do Adardo Mauta
não deveria ter pedido o cargo,
porque o objetivo dele, quando ele investigou essas 50 colunas publicadas no New York Times,
no Washington Post,
era em vez de chegar a uma prática que já se tornou muito comum,
inclusive onde ela é formalmente proibida.
Então ele não queria criar uma caça às bruxas que terminassem com a saída de alguém da universidade.
Porque o que ele falou é que pelo que ele sabe,
o chinel desenvolvia as próprias ideias, fazia o trabalho intelectual,
e que se ele cometer alguma infração teria sido, principalmente,
não revelar o uso da ferramenta nos veículos
e nas publicações que impõem essa restrição.
E ele disse que, apesar da entender a retação dos estudantes,
porque muitos deles podem ser punidos por usar,
e, exatamente da forma que o prorreitor usou,
ele questiona se essa reação vai fazer muito sentido daqui alguns anos.
Ele fala, obviamente, que tem transparência, que tem regras, que tem que ser claras e cumpridas,
mas ele questiona onde termina a revisão do um texto
e onde começa a participação da IA, que precisaria ser declarada,
porque não adianta a gente pedir que todo o uso é igual,
e nem tratar essa porcentagem que é produzida para o detector,
como se fosse um laudo definitivo de autoria.
A coisa é um pouquinho mais complicada
e um pouquinho mais difícil de ser determinada assim.
E, apesar de ter as restrições que o IA,
eu não descordo desse ponto, não.
Eu acho que tem uso e uso, uma coisa você pediu para uma. E a escrevi uma coluna sobre um tema, você não traz nada.
Outra coisa, você trazer as referências.
Determinar o que você quer que entra de cada uma dessas referências,
você conheceu o material que você está usando
e pedir para montar um esqueleto de um texto
que você vai trabalhar em cima depois,
me parece um uso diferente.
E eu não sei se isso é muito diferente, sei lá.
Quando o Google começou a ficar muito acessível,
as pessoas começaram a fazer pesquisas que antes
exigiriam que ela fosse uma biblioteca pública,
ou tivesse acesso direto sobre os alivos e jornais,
vou poder fazer uma pesquisa que hoje consegue fazer em casa.
Obviamente que uma coisa é uma pesquisa
e outra você pedir para alguém executar o trabalho,
mas tudo também tem a ver com uma forma que você usa,
que eu acho que é exatamente o ponto que o jornalista
da Simafor está fazendo.
E até a maneira de usar a própria Ia,
está mudando o tempo todo.
No Twitter, o Adios Mani, que é um cara
que acompanha essas fermentas de agente, de A,
fez um post em que ele fazia uma provocação.
Ele estava falando que talvez a gente esteja fazendo prąpes de mais
e que esses modelos já mudaram a forma de trabalhar.
Eles precisam de menos microestruções do que precisava antes
e que a gente não precisa escrever um manual enorme,
dizendo cada passo que o Clodo, por exemplo,
teve da. E ele fala que é muito melhor você começar com um objetivo
muito claro, principalmente com uma forma de verificar
se esse objetivo foi atingido,
do que você só pedir um resultado.
Então você tem que definir o que conta como resultado correto.
E acho que o que ele quer dizer com esse texto dele,
é que depende do que você está pedindo.
Se você não sabe que você está pedindo,
você não vai saber avaliar o resultado.
Se você não sabe o que você quer, você não vai conseguir saber
a hora que aquilo está pronta.
E eu acho que o uso de A passa muito por esses passos,
ou o bom uso de A pelo menos.
Só que o bom uso de A fica no cada vez mais confuso,
porque o New York Times fez uma reportagem
listando cinco usos matadores de tarefas,
que são os objetivos,
as tarefas que você dá para esses agentes pessoais,
como Miles da Meto, Dots da Openea,
e vários outros que estão surgindo.
E eu achei engraçado que entre os cinco usos matadores,
um era você conseguir marcar um restaurante,
outra você conseguiu se inscrever para vagas de trabalho mais rápido.
Se isso aí for o uso de A,
olha que essa bolha vai estourar,
e o futuro da humanidade está garantido,
porque isso me parece muito pouco.
E me faz pensar em outras questões de A,
quando você começou a usar A para tudo,
inclusive para essas coisas mais mundanas.
Mas, a Meshbo falou que a Anthropic, agora estou oferecendo
um recurso chamado Smart Report
para as empresas que assinam o Clude Enterprise,
que é o uso corporativo do Clude,
que são análises inteligentes sobre o uso que é feito pela equipe do Clude,
lembrando que esses pacotes corporativos custam milhares de dólares,
quando não milhões são muito mais caros,
e custam muito mais também para o próprio Anthropic, o tipo de uso.
Então, quanto que aquele funcionário está usando de ID que forma,
e que tipo de custo ele está gerando para a empresa,
o que por si só já é bem preocupante,
quando você tem uma ferramenta para usar,
e você vai começar a se preocupar quanto custa para usar ela,
sendo que ela fez trazido para você para o seu próprio empregador.
Mas vai além disso, porque apesar da Anthropic dizer que não é um relatório individualizado,
ele aponta o quanto do uso é feito para o uso pessoal ou off-topic,
quando a pessoa começa a usar a ferramenta para um outro assunto.
Então, a gente entra numa realidade
em que o uso da pessoa não só é medido como é monitorado,
e isso é muito preocupante do ponto de vista de privacidade,
porque, no primeiro momento de discussidade, são anonimizados,
mas a gente consegue imaginar, sem um desforço,
que logo vai apontar quem é o filaninho que fez uso pessoal,
daquela ferramenta, e passou do ponto.
Mesmo que você não saiba o que a pessoa fez,
a Anthropic, inclusive, diz que não fornece o conteúdo dessas conversas,
mas a ponto percentual.
Você vai começar a trabalhar com o relojinho na sua tela,
e já informando para o seu chefe cada tecla que se digita.
Imagina o inferno na Terra, e isso aí chegando.
E quem anda de mão dada com a privacidade é a segurança,
e essa é uma das grandes preocupações também de empresas e governos
que fazem o uso dessas ferramentas.
Então, enquanto essas ferramentas estão entrando em todas as atividades,
através dos agentes, cada vez tentando se enfiar mais no nosso dia a dia,
no nosso processo de decisão, a Cyber News anunciou que a Suécia
está restringindo o uso do chat IPT e do clodo.
Isso não quer dizer que proibiu as ferramentas para a população,
mas é uma restrição com o uso bem direto,
no ambiente do trabalho, por funcionários de órgãos do governo.
Tudo isso por conta de preocupações com a segurança da informação.
O malditoria da administração, suécas de transportes,
encontro várias situações que eles consideraram bem problemáticas.
Por exemplo, a inserção de informações sensíveis
em serviços não autorizados e também algumas dúvidas
sobre o tratamento das respostas que estavam sendo geradas.
Então, são duas preocupações.
É primeiro, com aquilo que o funcionário compartilha com o chat bot,
e segundo com o que se funcionário faz com a resposta.
Por exemplo, usar uma informação produzida pelo modelo,
como se aquilo já tivesse sido conferido.
Então, a orientação no governo da Suécia agora é usar só serviços
aprovados institucionalmente entre ele e está o Microsoft,
com o Pilot, e alguns funcionários ainda podem acessar o chat IPT e o clodo,
mas através de uma plataforma especial que foi desenvolvida
pelas autoridades suécas.
Acho que a gente vai ver esse tipo de preocupação,
se tornar muito mais presente, conforme os anos,
ou até os meses foram passando,
porque as pessoas estão praticamente largando tudo
dentro desse chat bot e a gente não sabe quem está adotulado.
Ou a gente sabe quem está adotulado,
mas não sabe o que o uso está sendo feita das informações com mais que diga,
que não está sendo feito para nada do ponto de vestidipionagem,
ou algum uso maligno das informações.
O que a gente sabe e muitos são dos usos mais bobos de ar,
para criar memes, para fazer filmes, para fazer paródia.
E a Fyodorizm falou de um filme que parece uma piada pronta
sobre você conseguir produzir alguma coisa
e fazer alguém querer consumir aquilo.
É um grande desafio mesmo,
porque não é porque você consegue produzir milhares de vídeos por dia,
e publicar online em que alguém vive aquilo, e a gente continua nesse desafio.
Olha, é um questionamento.
Quem vai consumir isso tudo que está sendo gerado com a A.
E um filme que foi apresentado como o primeiro longa,
inteiramente gerado por A,
até um lançamento comercial na China,
estereou no dia 23 de outubro.
O filme se chama "Sung Zing Duy Future Pest",
e teve uma distribuição muito grande,
mais de 10 mil salas foram previstas para estreia,
e a estreia foi um grande fracasso nas bilheterias.
A recadação de cada tela foi menos de 20 dólares.
Isso num filme que teve o orçamento de um milhão e meio de dólares,
e que envolviu 100 pessoas trabalhando durante dois anos.
Um filme por A, não quer dizer exatamente o que não teve nenhum trabalho humano,
tem um roteiro, tem a direção dos processos,
tem a insulação de senha, a edição,
correção, tem várias coisas que os humanos podem fazer,
inclusive as vozes dos personagens,
mais, no caso, esse filme, as imagens,
e as vozes dos personagens foram todos produzidas artificialmente.
Isso, provavelmente, deve ter a ver com o fato do filme ser ruim,
só ele talvez tivesse ganhado um boca-boca.
Se bem que não, porque um outro filme chinês,
o Neil Lai, que foi feito para uma mãe,
por um filho, com 200 dólares, ao longo de cinco anos,
acabou verando um grande sucesso no cinema na China.
É uma animação toda tosca, bem amadora mesmo,
e, exatamente por esse monte de imperfeição,
acabou virando um meme.
E, por conta do meme, as pessoas ficaram curiosas
para ver se o filme era assim, então ruim mesmo.
E começaram a ir ao cinema,
e isso gerou uma bilheteria de 10 milhões de dólares.
Nenhuma dessas duas histórias serve para definir
que tudo que foi criado por isso.
vai fracassar, ou vai ser tão ruim que vai chamar atenção só por conta disso,
ou porque baratou a produção, vai gerar mais coisa que no volume vai vir alguma coisa muito bom.
Mas a gente já sabe que é possível gerar muita coisa, a gente só sabe se alguém vai querer assistir, né?
E outra história muito boa envolvendo, e a audiovisual,
foi o clipe do ACEPROC que lançou o clipe de Chuno Cloud, que é muito legal,
é muito bonito o clipe,
só aqui um pouco depois de lançamento, um trecho de alguns segundos,
que tem um efeito visual médical e do escópio,
foi identificado por um outro criador
que tinha feito uma sequência muito parecida no vídeo de 2019, que estava publicado online,
o criador chama Cash Bunny, e ele falou, "Opa, esse trecho aí é meu".
E aí a confusão é que o time de direção do filme do ACEPROC
disse que não sabia que isso tinha sido feito, de desculpa,
você tem uma resposta que não negava o fato, que já é um grande avanço, considerando a fórmula que as coisas se desenrolam as vezes,
isso o diretor de criação do clipe,
mas a dupla que dirigiu falou que eles não inseriram isso, eles já tinham entregado o clipe e alguém seria o depois.
E pelo que consta, não foi um modelo de "A" que roubou as imagens do artista,
inseriu no clipe do ACEPROC, que alguém foi lá,
ativamente escolhou essa imagem e pediu para gerar algo similar com "A".
Mas mostra aí como esse limite entre a autoria e cópia,
está ficando borrado, porque o próprio Cash Bunny, que teve seu trabalho copiado,
disse que acha que a referência é coisa mais normal do mundo, que ele também usa.
Todo diretor de publicidade principalmente pega um monte de referência
e depois você repete um plano, você adapta, uma tomada,
mas o que foi feito no clipe foi uma cópia mesmo, só substituir o personagem dele
por um outro, representar o ACEPROC e a gente fala de um outro tipo de problema
que na referência é cópia mesmo.
Então, a gente tem esse problema independente da "A".
A gente já sabe de quê? De "Indolia", isso aí não tem "A" que de jeito.
E agora é hora de falar sobre como as Big Tech moldam o nosso comportamento.
O nosso comportamento é nervous.
A bolha da "A" está voando por aí, semana passada, a gente teve um gochinho dela.
Várias ações de tech tiveram queda na semana passada na bolsa
e duas dela chamaram a atenção, uma foi o Google e a outra foi o Reddit.
E esses casos demoram um problema estrutural da internet.
O Google está respondendo cada vez mais as perguntas com inteligência artificial
dentro da própria página de resultados.
A gente se digita ali uma pergunta, vem uma resposta pronta,
só que o site, como eu já falei aqui algumas vezes,
não diz da onde aquela informação veio.
E assim, a página que origina a resposta fica sem a visita.
Então durante anos tinha uma cor do informal, vamos dizer,
entre os sites que deixavam os buscadores encontrar e indexar as páginas
e esses buscadores que enviavam visitantes em troca de oferecer o resultado.
E boa parte da publicidade da internet dependia disso, né, de tráfico.
Só que agora a resposta entregue direto, ali sempre a pessoa clicar
e essa relação fica desequilibrada.
Pro Google pode ser até bom oferecemos experiência melhor pro usuário,
a resposta ali pronta, embora o questione se essa é de fato
uma experiência melhor pro usuário, como sabe, nem dá onde ver a resposta que ele está lendo.
Mas ele não distribui o tráfico, então isso é muito ruim para quem produz a informação.
E aí que entra essa escurregada na bolsa porque o Google divulgou os resultados do trimestre,
ele mostrou uma desaceleração no crescimento da publicidade relacionada às buscas.
E essa é a principal fonte de receita do Google.
Então, quando os investidores viram que o Google desacelerou no seu principal setor,
a ação desabou.
E o Reddit também apoiou no mercado, teve uma queda de 15% das ações,
mesmo com a receita publicitária crescendo 54%,
e o problema no caso deles foi a pena de audiência.
Os usuários diários nos Estados Unidos passaram de 53 milhões para 50 milhões,
e muito disso tem a ver com esse formato de resultado, que é apresentado pelo Google.
Então a gente vê aí o conflito entre o buscador e o produtor do conteúdo
e o próprio buscador também apoiando na bolsa,
porque não consegue mais vender tanto anúncio na busca.
O Google acha que são estratégias que está tendo perdas pequenas agora no momento,
mas que o usuário se adaptando e cada vez usando mais aí,
eles vão encontrar uma forma de monetizar também esse comportamento,
esse tipo de uso da internet das buscas.
Mas o conflito está posto e a gente já está vendo resultados
diretamente no valor dessas empresas.
E a bolsa também vai produzir algumas informações sobre outras empresas
que ainda não tão lá.
Mas a gente sabe que vários laboratórios já estão se preparando
para lançar ações na bolsa.
E o primeiro deles, que agora já entregou a papelada, foi Anthropic.
Eles apresentaram os documentos para abrir o capital na bolsa de Estados Unidos.
Eles vão fazer o chamado IPO, que é a sua oferta público inicial,
que é quando começa a vender ações para o público,
e depois os funcionários que têm as ações lá, que foram conquistadas,
porque eles chegavam a ser da empresa,
também vão poder começar a vender e ficar em milionários eles mesmos
e chegar na questão que eu falei no início do episódio.
Sobre entre outras coisas também virarem grandes financiadores de campanha.
Mas para o Anthropic poder lançar ação na bolsa,
é a gente divulgar para o mercado vários informações,
principalmente sobre as receitas de espesas, os riscos, os contratos na empresa.
Tudo tem que ficar bastante claro para o investidor.
Eu, você, quem quiser comprar ação na bolsa,
tem informação para basear essa decisão.
E nesse processo, alguns números que eram confidenciais,
ficaram públicos.
Por exemplo, a receita da Anthropic foi de 16 bilhões
e 300 milhões de dólares no primeiro semestre de 2016.
É 14 vezes maior do que o mesmo período no ano passado.
Isso mostra uma empresa decolando.
Só que não são 16 bilhões de lucro.
Esse é o dinheiro gerado pela venda dos produtos.
Porque o segundo número é que assustou todo mundo.
Eles tinham prejuízo líquido de 80 bilhões e 700 milhões de dólares em 6 meses.
Então, isso é só confirma que todo mundo já sabe
que essas empresas estão gastando muito para poder começar a faturar
e que o faturamento nem de longe compensa os investimentos.
E esse é o grande risco da bolha de A.
Quando o mercado decidiu, se o mercado decidia que essas empresas
não têm potencial de dar um retorno compatível com o tamanho de investimento,
aí a bolha é história.
Em um outro ponto que chamou a atenção dos dados divulgados pelo Anthropic,
é o quanto eles dependem de infraestrutura, de computação de nuvem,
que é oferecido por empresas como Amazon, Google, Microsoft.
Todas elas inclusive com uma participação societária na empresa.
Então, para operar, Anthropic tem que gastar muito dinheiro
contratando serviços das empresas que, inclusive, são concorrentes.
Google é concorrente de Anthropic em A, assim como a Microsoft.
Então, o dinheiro fica circulando ali,
que é também um dos grandes riscos que podem levar a bolha da A.
Porque, se é o mesmo dinheiro só trocando de bolso em cada volta,
uma hora é esse negócio de espenca, algo que se chama um negócio circular.
Sem falar no conflito de interesse, né?
Porque Amazon e Google, por exemplo, podem ganhar dinheiro
com o sucesso da Anthropic, tanto pela valorização das ações
quanto pelo serviço de nuvem.
Então, ao mesmo tempo eles têm os próprios produtos de inteligência artificial
e competem em algumas partes do mercado.
Então, se os seus parceiros conhecem os preços, as condições comerciais,
eles podem, em alguma circunstança, favorecer os próprios modelos.
E, assim, Anthropic fica dependendo de empresas que também têm motivos
para disputar a espaço com ela própria.
E outro ponto que foi bem descecado foi o discurso da Anthropic sobre o futuro.
Porque eu daria o almodei e passou anos falando sobre os riscos muito graves
da inteligência artificial.
E agora ele tem que para rua contar uma história sobre o tamanho das oportunidades.
Porque não adianta ir falar só de risco e senão ninguém vai investir.
Só que ele tem que fazer isso sem perder a identidade que ele construiu
em torno da segurança para a Anthropic.
Eles disseram que é uma das tecnologias mais importantes da história da humanidade,
que vai acelerar pesquisa em biologia e medicina,
que vai revolucionar o tratamento do câncer, do Alzheimer,
doença cardíaca.
Tudo que as pessoas querem ouvir como comentei semana passada,
sempre fala sido câncer.
Porque acho que isso encanta as pessoas, né?
Gera uma esperança de que isso tudo vai valer a pena.
Só que são promessas.
É o que a tecnologia pode ajudar a alcançar,
não que já alcançou, ter já nem desenhado, que vai alcançar.
Mas o documento também trouxe os alertas, mencionou
o uso de ar para taxi-benético, desenvolvimento de alma biológica,
transformações econômicas, perdas de emprego, vigilância,
a repressão de governo autoritário.
Isso aí tudo em cima desses sistemas avançados.
É riscos relacionados a esses sistemas que podem operar sem salvaguarda,
sem supervisão adequada, e acabar causando que são chamados
os danos catastróficos e até existenciais de humanidade.
É meio esquisito você ler isso em um documento de uma empresa
tentando captar dinheiro na bolsa, mas tá lá também.
Só que isso é uma obrigação também, porque esse tipo de prospecto
tem que avisar pros investidores as ameaças ao negócio.
Então é o trope que inclui entre elas de riscos
que vão muito além do balão do financiero,
mas não diz em qual cenário nada disso vai acontecer.
Então, isso tudo virou, é uma peça de comunicação
com uma característica bem impeculhada,
é uma empresa que fala que a tecnologia que eles mesmo vêm
nem pode gerar por esperidade, cura de doenças,
acelerar a humanidade.
Mas também fala que isso aí pode ampliar desigualdade,
fortalecer ditadura, ameaçar, até sobreviver em semana.
E essa combinação não é assim.
Terminação aí de promessa, risco e esse investimento colossal que está dependendo a história
que é antrópica que está levando para a bolsa, um resultado quando abrir e saber quem
acredita no quê.
Hora de relaxar com as dicas de ver ler e ouvir.
Nem sabia que isso estava sendo produzido, mas Blade Runner 2009, uma série vai estrear
de 25 de novembro no Prime Video.
No ser 8 episódios lançados todos de uma vez e a série vai se passar 50 anos depois
do Blade Runner 2049 e tem entre as estrelas a Hunter Shaffer.
A história vai ser de um replicante que tem poucos dias de vida e os personagens são
todos inéditos.
Eles tentaram se distanciar dos personagens do filme original e do segundo filme exatamente
para quem nunca acompanha a história poder, cai dentro sem precisar saber de nada e
que aconteceu antes.
O Blade Runner 2009, só em 2017, antes do lançamento do Chat GPT, então, é curiosa
a gente ver uma franquia que está década esperando se uma máquina poderia sentir quando
a gente está conversando com uma máquina todo dia que está imitando isso também.
Eu também não sabia que tinha disco novo do Queens of The Stone Age e eu vi por acaso
no Spotify na aeroporto, Dei Play, acabei ouvindo um disco inteiro, chama Perfect, CTH
no final, até Perfect mesmo, exatamente como brasileiro fala e esse que é o nono disco
da banda é o primeiro, depois da cirurgia de emergência que o Josh Romo teve que fazer
o divósco, ele passou e eles trocaram um pouco aquela pegada mais pesada, mais rápida,
uma coisa mais lenta.
Alguns pessoas júem clamando exatamente disso, mas foi o que eu mais gostei e tem muitas
pitadas de David Bowie, de David Burnie espalhados pelo disco, não por acaso, Josh Romo é
muito fã do David Bowie e eu gostei muito de insignificant Oder, que essa que você
estou ouvindo agora, sanda e é muito boa também e mona ou é muito boa, descão, confere.
Nesse episódio você ficou sabendo que uma aula de humanidades com leitura pesada virou
a mais disputada de Harvard, que fandoms organizam as organizações políticas fora das plataformas,
que Dartmouth demitiu um pró-reitor por usar iais seus textos, que o clodo passou a
dedurar conversas fora do tema, que a Suéça bloqueou o chat de PT e o clodo em órgãos
públicos, que o primeiro filme chinês feito inteiramente por ir a fracassona de bilheterias,
que o prospecto da antrópia, que revela dependência da Amazon, da Google, da Microsoft e muito
mais.
E tem duas formas de ajudar o resumido, e se você gosta muito desse podcast, a primeira
é você recomendar pra mais gente, só assim o resumido chega no público novo, você também
pode curtir, assinar, seguir, dar cinco estrelinhas, deixar uma resenha na plataforma que
você te fez escutando esse episódio agora, a segunda forma que é mais direto é você fazer
uma assinatura, só você em resumido ponto cc, barra, assinatura, e assim você pode contribuir
mensalmente com resumido e ajudar, esse podcast é seguir adiante, pagar os custos de produção
e assim continuar existindo e chegando de graça, também pra quem não pode contribuir.
E se você quiser comprovar com você ouvir esse episódio até o final, é só você deixar um
comentário com a palavra secreta da semana que é esforço.
Resumida e produzida apresentado por mim, Bruno Natal, o roteiro escrito por mim pelo
o Janorneto, o caue marques coedita nos letteros futuros explicados e agentes sociais, que
contam com animações de perice, alma e designer do Felipe Araújo.
A edição e fixagem foram feitas pelo Hugo Rocha da Ozenações, a foto da capa do Jorge
Bispio e o tema original foi composto pelo Gustavo Silveira, eu sou o Bruno Natal, obrigado
pelo audiência, semana que vem tem mais resumido.
Podcast Summary
Key Points:
A palavra "maxing" foi eleita como palavra do ano em 2026, referindo-se à tendência de maximizar tudo, desde o sono até a aparência, refletindo a cultura de otimização e eficiência no dia a dia.
O aumento de interesse em matérias de humanidades, como a "Humanidades 10", mostra uma busca por reflexão profunda e pensamento crítico, em contraste com a imersão digital e superficial.
A internet está se tornando frágil, com muitos conteúdos perdidos ou inacessíveis, e plataformas de conteúdo se tornaram mais focadas em engajamento do que em qualidade, gerando um ambiente de caça ao clique.
A produção de conteúdo artificial, como filmes e vídeos, está sendo cada vez mais acessível, mas muitos exemplos, como o filme "Sung Zing Duy Future Pest", fracassaram, enquanto outros, como um filme chinês feito por um filho, se tornaram virais por sua imperfeição.
A inteligência artificial está transformando processos de escrita, produção e decisão, levando a preocupações sobre autoria, privacidade e controle de dados, especialmente em ambientes corporativos.
A Suécia restringiu o uso de chatbots em órgãos públicos por medo de segurança e riscos de divulgação de informações sensíveis.
Empresas como Anthropic estão sendo analisadas como parte de uma bolha tecnológica, com elevadas perdas e dependência de grandes players de nuvem, gerando riscos de conflito de interesse.
A crescente influência das Big Tech em comportamentos online e na economia está criando um equilíbrio instável entre usuários, produtores de conteúdo e plataformas de busca.
Summary:
A palavra "maxing" foi eleita como palavra do ano de 2026, representando a cultura de otimização e maximização de tudo, desde o sono até a aparência, refletindo uma sociedade em constante busca por eficiência. Isso contrasta com a crescente valorização de atividades que exigem reflexão profunda, como a matéria de humanidades 10, que viu um aumento de 40% de inscrições, mostrando um desejo por pensamento crítico e leitura intensiva. Paralelamente, a internet se tornou cada vez mais frágil: muitos conteúdos se perdem, e plataformas se especializam em gerar reações emocionais, como raiva ou indignação, em vez de valorizar qualidade.
O uso de inteligência artificial para produção de conteúdo, como filmes e vídeos, está se tornando acessível, mas os resultados variam: alguns fracassam, enquanto outros, por sua imperfeição, viram sucesso por se tornarem memes. Aumenta também a preocupação com autoria, privacidade e controle de dados, especialmente com o uso de chatbots em ambientes corporativos e governamentais, como no caso da Suécia, que restringiu seu uso por riscos de segurança. Empresas de IA, como a Anthropic, enfrentam crises de lucro e dependência de concorrentes como Google e Microsoft, gerando riscos de bolha tecnológica e conflitos de interesse.
Ao mesmo tempo, há um deslocamento do comportamento online, onde a busca por conteúdo superficial e rápido se opõe à necessidade de reflexão e pensamento crítico. Assim, a internet, apesar de prometer ser um repositório de conhecimento, hoje parece mais um ambiente de caça ao clique, exigindo uma reavaliação do que é valorizado na cultura digital e na forma como a humanidade se relaciona com a tecnologia.
FAQs
Maxing vem de 'maximizar' e refere-se à tentativa de tirar o máximo possível de qualquer atividade, como otimizar o sono, consumir proteínas ou melhorar a aparência. Foi escolhida porque reflete a cultura atual de otimização e eficiência em todos os aspectos da vida.
Pessoas usam 'maxing' para descrever ações como 'maxing o filme', ou seja, assistir com intensidade e foco, mostrando uma tendência de tentar aperfeiçoar ou melhorar qualquer atividade, mesmo que não seja necessária.
A matéria é popular porque oferece um desafio intelectual com leitura de livros clássicos e debates complexos, em uma época de aumento da distração digital e do consumo rápido de conteúdo.
A teoria afirma que a internet está se tornando frágil e desorganizada, com conteúdo de baixa qualidade e perda de memórias digitais. É relevante porque mostra as consequências do modelo atual de atenção e publicidade online.
Plataformas como o Instagram estão introduzindo vídeos longos para competir com o YouTube, mas não oferecem monetização, o que dificulta o uso real, mostrando uma tendência de homogeneização no conteúdo digital.
As marcas precisam agora ser 'identificáveis' por algoritmos de IA, e não apenas desejadas pelas pessoas. Isso muda o foco da publicidade para a visibilidade digital e a capacidade de ser detectada pelo sistema de recomendação.
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