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TdC 327: Atualização Diretriz Dislipidemia ESC 2025

13m 16s

TdC 327: Atualização Diretriz Dislipidemia ESC 2025

O texto aborda as atualizações da diretriz europeia de dislipidemia, enfatizando uma abordagem prática em cinco etapas. Primeiro, estratifica-se o risco cardiovascular do paciente (muito alto, alto, moderado ou baixo) usando critérios clínicos e a calculadora SCORE2, considerando também fatores como lipoproteína(a) elevada (>50 mg/dL) para casos limítrofes. Em seguida, define-se o alvo de LDL conforme o risco: <116 mg/dL (baixo), <100 mg/dL (moderado), <70 mg/dL (alto), <55 mg/dL (muito alto) e <40 mg/dL para risco extremo (pacientes com recorrência de eventos). A terapia inicia com estatinas, preferindo-se as de alta potência (como rosuvastatina ou atorvastatina em doses específicas) para grupos de alto e muito alto risco, visando uma redução mínima de 50% no LDL. Após 4-6 semanas, avalia-se a resposta; se o alvo não for atingido, otimiza-se a estatina ou adiciona-se outros fármacos como ezetimiba, inibidores de PCSK9 ou ácido bempedóico. A diretriz também inclui recomendações para condições específicas, como hipertrigliceridemia e pacientes com HIV ou câncer. O GuiaTDC é apresentado como uma plataforma útil para acesso a tabelas, fluxogramas e conteúdo atualizado sobre o tema.

Transcription

2360 Words, 13122 Characters

Portuguese
acabou o carnaval, o ano está começando oficialmente. E agora é o momento de você colocar em prática aquela sua resolução de ano novo que você prometeu que isso dá mais. Pois é, Jantes. Promete isso dá mais? É fácil. O problema agora é como que a gente vai cachar isso na rotina do dia a dia aí, né? Seus problemas acabaram-lo. O jeito mais fácil que tem para se manter atualizado com tudo que se é de novo na GnKM é com o aplicativo do GuiaTDC. O GuiaTDC é tudo que você precisa no único lugar. Estudos novos, diretrizes, tabelas, fluxogramas, tudo que você precisa para se manter atualizado e ainda tem um guia fácil de consulta no BeiraLate. Então se você ficou interessado e quer conhecer um pouco mais da nossa plataforma, é te dando um incentivo adicional. 50 Régios de desconto no plano atual e um card de consulta rápida no plantão para te ajudar ali no BeiraLate no dia a dia a tomar as melhores decisões para seu paciinto. 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No tópico do Guia, tem todas as tabelas que serão citadas no áudio e vale muito a pena você conferir. Para quem ainda não é senante, possivel ter acesso gratuito por sete dias ou também acesso a dois textos gratuitamente em sua escolha. Basta acessar a nossa página e colocar seu em mesmo este cadastro. Agora vamos para o episódio. E aí Pedro, agora vamos falar sobre as novas recomendações e desipidemia do esque. Aqui a esque atualizou uma diretriz que ela já tinha em 2019 e aí esse documento traz algumas novas recomendações e então não é uma diretriz inteira, repagnada, é só atualizações em dar diretriz 2019. Então vamos começar contextualizando, Pedro. Primeiro, o que é desipidemia? Cara, essa pergunta é mais enigmática do que parece, mas assim, se ele pedemia se refere a alterações dos lipídios séricos. Aqui principalmente LDL, HDL, triglicerídio e ali poproteina também entra nessa jogada. O LDL é o principal aqui, a diretriz este ano, reforça aqui o foco do tratamento das lipidemia, R, redução de LDL. Esse é o foco nosso. O HDL e o triglicerídio vão ser mais utilizados em calculadoras para estratificar o risco. E ali poproteina ela tem ganhado cada vez mais força, porque ela também existe a associação com risco, cardbascular tipo em farto, mas também tem a associação com esse anoso e valvar a ótica. E qual que é a função Pedro da liproteina assim? Fala mais sobre ela um pouco. O risco aumenta quando está acima de 30, mas é principalmente acima de 50, que a gente vai considerar um risco aumentado. E ela serve, a gente vai comentar mais quando for falar de estratificação de risco, mas ela serve para poder o paciente que está no limite de mudar a classificação do risco cardbascular dele ali poproteina pode ajudar. É um paciente que está com risco moderado, mas estava quase indo para o alto, alguma coisa está te incomodando, a calculadora está batendo na trave, e aí se fala "alô, quer saber, eu vou usar a lipoprotinar que se vê alterada, e acima de 50, eu vou falar que eu vou aumentar o risco despaciente, então ela serve para esses casos de dúvida, de números limitrophes, a lipoprotinar alta pode jogar o paciente para cima, o risco cardbascular dele. Então pelo que eu entendi Pedro, não existe um critério diagnóstico claro, assim, para a deslipidemia. Isso, água aqui a abordagem é ver se o paciente tem benefício de reduzir o LDL ou não, então pacientes diferentes podem ter o mesmo valor de LDL e ter conduta totalmente diferentes. A gente organizou 5 passos a abordagem da deslipidemia, então o primeiro passo é estrastificar qual é o grupo de risco do seu paciente, então você vai pegar o paciente, vai ver se ele é um grupo muito alto risco, alto risco moderado ou baixo risco. Então o primeiro passo é esse, o próximo passo. Aqui você vai com o risco, deste maco é o alvo ideal de LDL para o paciente, que a gente também já vai falar logo em seguida, cada grupo de risco tem o LDL que tem que buscar. E aí agora o terceiro passo a gente entra nas condutas, né Pedro? E se você vai orientar a modificação de estilo de vida e vai começar a statina a depender do quanto que você vai precisar reduzir o LDL, então o LDL do paciente está um número X e você precisa chegar em Y, você tem que ver quanto que vai precisar cair e indicar a statina que ele vai precisar começar. O quarto passo é que é avaliar em 4 a 6 semanas e o quinto passo é se tiver fora do alvo que você tinha previamente já definido, você vai otimizar a statina ou acrescentar outros medicamentos para a redução da LDL. Agora voltando para o primeiro passo que era estratificar o risco como há diretriz da esqui sugera que você faça isso. Aqui há água, tem uma tabela que a gente deixou linkada no texto, que você vai tentar identificar o que o paciente bate em cacha nela. Então primeiro você vê se paciente tem alguma coisa de muito alto risco, se não tiver nada vai pro alto risco, se não tiver nada vai promoderado, se não tiver nada, vê se o paciente está no baixo do risco. Aqui no muito alto risco está principalmente paciente, se já com doença ateresco-herótica já documentada, seja uma manifestação clínica como em Farto, Engina, ABC, IT, do ex-interior alperiférica, ou alguma alteração de imagem que é inequível, né, por exemplo pacientes com muitas placas carotídias ou placas coronarianas em tomografia e por aí vai. - Beleza. - Entra também pacientes com diabetes, aqui por isso é o diabetes con lesão de órgão alvo, então diabetes com alteração de microbomínuria, diabetes com retinopatia, diabetes com neuropatia. - Pacientes que doença na ocorônica grave, então matar as fatas só com meu lar menor que 30 também é muito alto risco e pacientes com hyperclusteramia familiar, que além daí é hyperclusteramia familiar. Tem já alguma manifestação de doença ou tem algum outro ator de risco, também vai ser encaixado como muito alto risco. - Beleza Pedro, acho que falo várias condições, mas eu estou sentindo falta aqui de uma calculadorazinha. Exato, água, existe uma calculadora pra você utilizar aqui e essa calculadora foi atualizada em relação à direitriz 2019, que antes utilizava só a calculadora score, agora utiliza esse calculador score 2, tá? Ela tem a versão pura, só score 2 e tem a versão score 2, op, que é pra pessoas mais idosas, tá? Se a calculadora der um risco mais de 20% de evento cardiovascular nos próximos 10 anos, você é encaixado em muito alto risco aqui, tá? E aí na tabela você vai conseguir ver outros fatores que vem caixando pacientes alto risco e moderado, a calculadora também vai reduzindo conforme o número da calculadora da número de menores, vai encaixando pacientes em categorias menores também. - Pra estratificar o risco, muito comum a gente usar essas calculadoras, mas elas não são perfeitas, né Pedro? - Isso, primeiro assim, elas foram feitas e água em um cenário onde os pacientes não tinham já do essa carga cardiovascular manifestada, então o seu paciente já infartou, já teve a ver se não tem por que que ela fazia calculadora, ele já é um risco muito alto ponto final. E também, quando elas foram feitas, os pacientes não estavam usando estatina, então ela não serve pra pacientes que já estão usando estatina e você recalcular o risco dele em uso de estatina pra ver se está na hora tirar a coisa parecida, porque vai falsiar os exames que ela utiliza. Então, é pra pacientes que não tiver uma manifestação cardiovascular e não estão usando nenhum remédio. E a calculadora e a água não é perfeita, né? Vou imaginar o seguinte, o paciente se fez o cálculo e aí acima de 20% na calculadora vai dar muito alto risco, o paciente deu 19, então na travia ali, né? Aqui, a diretriz ela recomenda que você analise outros fatores pra ver se tem alguma coisa assim que não está nas calculadoras, mas joga, mas o paciente tem um pouquinho mais de risco, talvez vale a pena você, esses números que são meio limítrofes, joga pra cima. Aí talvez entra ali pro teina A, né, Pedro? E isso, outras coisas que a diretriz adiciona, além da lipo pro teina A, é assim, o paciente obeso, paciente coinatividade física, paciente que tem alguma doença crônica, inflamatória, paciente que tem história de evento cardiovascular na família precoce. Então, por exemplo, pai infartou com menos de 55 anos de idade, o amã infartou com menos de 60, são situações que não estão nas calculadoras, mas que também não são inocas ao paciente, então mostra que o paciente tem um risco mais aumentado. Então, se quando você tiver aquele momento onde você acha que a coluladora está meio limítrofes, não está conseguindo entregar exatamente o que você estava imaginando pro paciente, esses fatores que modificam risco são respaldados na diretriz pra você utilizar e ver, você não tem que jogar pra cima o risco desse paciente. Beleza, então agora passada essa etapa da estratificação, né, agora vamos pra próxima etapa que é tentar definir um alvo de LDL. E isso é, como a gente falou cada categoria de risco vai ter um alvo próprio, o que é a diretriz de 2015 que aqui recomenda é, pacientes que são baixo o risco, LDL tem que estar menor que 116, pacientes que são moderados o risco, LDL é baixo de 100, auto-risco, LDL é baixo de 70, muito alto risco. Aqui é uma ideia de 50 e 55, que é próximo do valor de 50 que a sociedade brasileira de cargologia traz. E aí tem um extremo risco, Pedro? Isso é uma novidade da Giretriz e a água. O extremo risco é pacientes que precisam de a ideia de 40. É uma categoria nova, que é a ideia do paciente que teve uma recorrência de um evento cardiovascular mesmo em uso de uma terapia que reduzi os lipídios otimizada. Então o paciente já estava usando uma satina otimizada, já estava indo bem e ele infarta mesmo assim. Talvez o LDL desse paciente é abaixo de 40 e não abaixo de 55 como é o grupo muito alto risco. Não é uma evidência forte para isso. Esse álvil é inferido baseado nos trabalhos dos inhibidores de PCSK9, mas é uma sugestão aqui da Giretriz. Então a gente tratificou o paciente, definimos o álvo de LDL. Agora como que a gente vai chegar no álvo, Pedro? Aqui a terapia inicial são as estatinas e água. Elas são divididas basear em sua potência. A gente tem uma tabela linkada no texto também para poder o assinante poder dar uma olhada. Lembrando que a estatina de alta potência é aquela que você imagina que vai reduzir 50% de LDL. Aqui são duas as principais. Arroz uva a estatina na dose de 20 e 40 e a atorbaça a atina na dose de 40 e 80. Beleza. Essas aqui vale a pena decorar porque pacientes que são do grupo alto e muito alto risco. Além do álvo você tem que ter uma redução de pelo menos 50%. Então de cara você já vai entender que o paciente é alto risco e muito alto risco já tem que começar com o estatino de alta potência. Então a gente tratificou o paciente, definiu o álvo, tratou, entrou com a estatina. Agora a gente perde um retorno com quatro a seis semanas. Pede aí esse paciente volta. O que que eu avaliu agora? Se tiver no álvo continua, se não tiver no álvo, aqui você vai otimizar ainda mais a estatina se o paciente tiver tolerância, não tiver tendo nenhum e feito o tibereço dessa atina. Agora se você percebe que a estatina não é, não dá para otimizar mais ainda, precisa reduzir ainda mais o LDL desse paciente. Aqui a recomendação é dessa nova diretriz é ationar um de três remédios para o Exit mebe e nibidor de PCSK9 e um que ganhou de stack na CEDRES que é o ácido bem pedóico, antes existia todo um fluxo de grama de você começar o exit mebe e se não melhorar aí, você vai PCSK9. Essa diretriz coloca um pouco mais aberta você poder escolher qual terapia você quer, a depender do quanto você ainda quer reduzir. Até ter uma imagem do documento do guia retirada dessa diretriz que estima qual combinação vai reduzir cada porcentagem para te ajudar a escolher qual que você quer seguir. O ácido bem pedóico é um remédio que foi estudado principalmente no contexto de pacientes que não conseguem usar a Estatina e a gente já repercutiu no guia, antes deixou o link lá para acertar o poder do amolhado. Beleza, então Pedro, a diretriz também trouxe algumas recomendações sobre condições específicas, como hipertriz, gliceridemia, pacientes vivendo com HIV e pacientes com câncer. E essas situações mais específicas estão lá no corpo do texto para você conferir. Boa!

Podcast Summary

Key Points:

  1. O foco principal no tratamento da dislipidemia é a redução do LDL, com alvos específicos conforme o risco cardiovascular do paciente.
  2. A estratificação de risco é o primeiro passo, utilizando critérios clínicos e calculadoras como o SCORE2, considerando também fatores modificadores como a lipoproteína(a).
  3. A terapia inicial baseia-se em estatinas, com potência definida pelo risco, e opções adicionais como ezetimiba, inibidores de PCSK9 e ácido bempedóico para casos que necessitam de maior redução.

Summary:

O texto aborda as atualizações da diretriz europeia de dislipidemia, enfatizando uma abordagem prática em cinco etapas. Primeiro, estratifica-se o risco cardiovascular do paciente (muito alto, alto, moderado ou baixo) usando critérios clínicos e a calculadora SCORE2, considerando também fatores como lipoproteína(a) elevada (>50 mg/dL) para casos limítrofes. Em seguida, define-se o alvo de LDL conforme o risco: <116 mg/dL (baixo), <100 mg/dL (moderado), <70 mg/dL (alto), <55 mg/dL (muito alto) e <40 mg/dL para risco extremo (pacientes com recorrência de eventos).

A terapia inicia com estatinas, preferindo-se as de alta potência (como rosuvastatina ou atorvastatina em doses específicas) para grupos de alto e muito alto risco, visando uma redução mínima de 50% no LDL. Após 4-6 semanas, avalia-se a resposta; se o alvo não for atingido, otimiza-se a estatina ou adiciona-se outros fármacos como ezetimiba, inibidores de PCSK9 ou ácido bempedóico. A diretriz também inclui recomendações para condições específicas, como hipertrigliceridemia e pacientes com HIV ou câncer.

O GuiaTDC é apresentado como uma plataforma útil para acesso a tabelas, fluxogramas e conteúdo atualizado sobre o tema.

FAQs

Dislipidemia se refere a alterações nos lipídios séricos, principalmente LDL, HDL, triglicerídeos e lipoproteína(a), com foco no LDL como alvo principal de tratamento.

Estratifique o risco identificando se o paciente se enquadra em muito alto, alto, moderado ou baixo risco, usando tabelas da diretriz ou calculadoras como o SCORE2, considerando também fatores adicionais como história familiar e lipoproteína(a).

Pacientes de baixo risco devem ter LDL <116 mg/dL, moderado risco <100 mg/dL, alto risco <70 mg/dL, muito alto risco <55 mg/dL, e extremo risco (recorrência de eventos) <40 mg/dL.

A terapia inicial são as estatinas, com pacientes de alto e muito alto risco iniciando com estatinas de alta potência (como rosuvastatina ou atorvastatina) para reduzir o LDL em pelo menos 50%.

Se o paciente não atingir o alvo após 4-6 semanas, otimize a estatina se tolerada ou adicione outros medicamentos, como ezetimiba, inibidores de PCSK9 ou ácido bempedóico, conforme a necessidade de redução.

Lipoproteína(a) acima de 50 mg/dL indica risco aumentado e pode ajudar a reclassificar pacientes com risco limítrofe, elevando-os para uma categoria de risco mais alta.

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