T3 - EP 02 - Aprender a estudar é aprender a aprender - com Saulo Velasco
57m 30s
Aprender a estudar e aprender a aprender são habilidades fundamentais para enfrentar o mundo em constante mudança. O episódio destaca que, ao invés de apenas transmitir conteúdos, a escola deve desenvolver em seus alunos repertórios como autocontrole, tomada de decisão e resolução de problemas, que são essenciais para a autonomia intelectual. O professor não deve apenas ensinar, mas sim criar condições para que o aluno atue ativamente no processo de aprendizagem, dialogando, planejando e revisando seu estudo. A abordagem tradicional, baseada em transmissão de conhecimento e punições, é criticada por gerar medo e frustração, enquanto um modelo mais ativo, com reforços positivos e desafios progressivos, promove sucesso e resiliência. O autor, Saulo Velasco, compartilha sua própria jornada de aprendizagem, destacando que a primeira vez que aprendeu a estudar foi durante o cursinho, quando foi exposto a metodologias que o permitiram controlar seu estudo. A mudança nos currículos, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prioriza competências sobre conteúdos, é vista como um passo importante nessa direção. Além disso, há uma reflexão sobre o risco do excesso de estudo, que pode levar ao burnout, e sobre a necessidade de equilíbrio com momentos de descanso e lazer. O debate conclui com a ênfase na importância de ensinar o indivíduo a se auto-gestuar intelectualmente, tornando-o capaz de tomar decisões, enfrentar obstáculos e se adaptar a novas realidades, tudo isso dentro de um ambiente de aprendizagem saudável, ético e centrado no aluno.
Fala Berreca, tudo bem com vocês? Meu nome é Gustavo Henrique, psicólogo clínico, vúgo Gustavo Berreca.
Estamos aqui com nosso cridíssimo salvo Velasco. Hoje nós vamos falar sobre aprender a estudar e aprender a aprender.
Do meu lado estou com Pedro Quaresma, que eu demorei com Pedro Quaresma.
Eu sou psicólogo, aqui sempre participo aqui do Berreca Scratch como comentarista, sempre que posso, sempre para apresentar com vocês aqui.
E ao meu lado está-te.
Eu psicólogo clínico, Lucas Vinicius, vúgo Lucas Berreca, e tenho o mesmo prazer de estar no ouvido de vocês.
E também na tela, ser esse episódio para o YouTube.
E para fechar aqui o quadro dos apresentadores e comentaristas, nós temos. Eu psicólogo Luciano Martorelli, vúgo Luciano Berreca, e hoje a gente vai ter um papo, um cara que eu, seu errado nome, vai ficar super engraçado.
Porque a gente tem que recomeçar a maravilhoso aqui o salvo Velasco, que vai falar um pouquinho pra gente.
Um tema que é interessante, que é a primeira vez que eu bate o olho, que é interessante, aprender a estudar e aprender a aprender, muito bacana.
O comportamento humano é um universo infinito com múltiplos caminhos, possibilidades, entre pretações.
Para conhecer profundamente o outro, eu preciso buscar incrasávelmente se aperfeiçoar.
Somos uma comunidade criada para isso.
Dia de lábio, a comunidade digital do analista do comportamento.
Bom, Saulo, pra você passar a bola pra ti agora, quem é você na fila do aprendizagem?
Bom, olha, muito obrigado pelo convite Berreca, prazer nome tá aqui com vocês.
Que é super feliz quando recebi esse convite pra tá aqui.
Adoro falar sobre em espaços como esses de bugação científica, então eu tô muito feliz tá aqui.
Eu sou o Saulo Velasco, sou psicólogo, eu tenho dedicado ao estudo e a prática ligada à educação e aprendizagem é muito tempo.
Eu, durante a minha após-graduação do mestrado, ao pós-doutorado, eu estudei processos ligados a o que pode ser chamado de comportamentos cognitivos,
processos ligados à formação de conceitos, resolução de problemas, comportamento simbólico.
E hoje eu trabalho no paradigma, sou professor no paradigma, no mestrado, nas especializações.
Sou coordenador de um curso no paradigma sobre análise do comportamento aplicado à educação.
No escúcio, sou professor, coordenador, supervisor, e sou um dos diretores da lupa, educação ampliada,
que é uma empresa de educação que tem o propósito de ensinar as pessoas a aprender.
Então, a gente na lupa trabalha com vários formatos de atendimentos, mas o atendimento voltado pro desenvolvimento de habilidades acadêmicas,
ensinar as pessoas a estudar, que é o tema que a gente vai discutir hoje aqui.
Mas também, habilidades que a gente pode chamar de cognitivas, no sentido de ensinar, pensar, ensinar o raciocínio lógico,
ensinar a formar conceitos, a abstrair.
Então, a gente amplia as possibilidades do estudante, a aprender, das pessoas a prenderem,
e estudante de qualquer nível de formação, tanto crianças quanto adultos,
quanto crianças, pessoas com desenvolvimento típico, pessoas com desenvolvimento atípico.
E a gente também dá consultoria para escolas, formação de professores, coordenadores, pedagógicos, diretores,
tanto ligado a processos de avaliação, escolar quanto também, processos de dáticos,
metodologias ativas em sala de aula, implementação do novo ensino médio, o BNCC, e coisas do tipo.
Salvo, é interessante se apresentando, e aí eu me remete aqui um pouco da minha história de vida.
Eu estou lembrando aqui da minha relação com a escola, que sempre foi uma relação de fazer o que tinha que ser feito.
Eu tinha facilidade de ela ia fazendo e não tirava boas notas, mas também não eram ruins, passava de aula,
numa boa era tranquilo. E a primeira vez que eu aprendi a me debursar e estudar, foi durante o cursinho.
Depois de um ano de cursinho, estudei a baça e passei em todas as faculdades que eu prestei no fim do ano.
E eu não tinha passado em nenhuma um ano atrás, então durante o cursinho aprendi a estudar, foi a primeira vez que eu vi o potencial que tinha essa coisa de estudar.
E eu estou pensando aqui no currículo das escolas que vem mudando muito naquela época, 20 anos atrás, não se falavam em aprender a estudar.
Eu queria entender um pouco com base na tua experiência, porque é importante aprender a estudar.
Bom, totalmente puxando aqui na sardinha para o meu lado, aprender a estudar, talvez seja um dos repertórios mais importantes, que a gente precisa adquirir da escola.
Se a gente for pensar ter um termo da análise do comportamento aplicada, é que é behavioral cusp, que é um repertório que uma vez adquirido, ele abre portas para novas experiências de aprendizagem,
permite que o indivíduo entre em novas contingências de reforço que ele vai ter oportunidades de emitir novas comportamentos e aprender coisas novas.
Então, a principal função do estudar não está no estudo em si, está naquilo que é possível se aprender por meio do estudo.
Então, um estudante que sabe estudar, ele é capaz de gerenciar as condições do próprio aprendizado, ele funciona como se fosse um professor dele mesmo.
Ele é capaz de criar condições para se alta avaliar, para identificar o que ele precisa aprender, para avaliar o próprio repertório,
identificar a discrepancia entre o que ele sabe e o que ele precisa aprender.
Ele é capaz de providencial os materiais necessários para esse aprendizado, ele se organiza, ele planeja o seu estudo, ele acompanha, ele revisa o seu estudo, ele dialoga com o material enquanto estuda.
Então, ele atua, ele age com ele mesmo, de uma forma muito parecida com qual o professor faria, um tutor faria, um pai faz cofilo, ele se autojerecia e organiza o seu aprendizado.
Então, a importância do estudar está nisso, na possibilidade de se aprender qualquer comportamento ou qualquer conteúdo que seja necessário.
E se a gente for pensar se falou assim da mudança atual na educação, novo em sino médio e as mudanças na contemporaneidade,
a gente vai ter um papel ainda muito maior desse repertório que permite que eu venha aprender qualquer nova coisa,
porque o mundo está mudando, absolutamente rápido, em escala exponencial, e as transformações que estão acontecendo nesse século estão mudando as formas de trabalho.
Eu lembro quando o Skinner lá em 1968, e depois em 1953, acho que ele já fala isso, ele fala que o papel de educação ensinar comportamentos úteis ao indivíduo e a sociedade no futuro.
O que mudou de ir lá para cá é que a gente não sabe qual é o futuro.
Até eu vou um levantamento do foro econômico mundial de 2018, que estimou que lá em 2018, 60% dos estudantes que estavam entrando no ensino médio, que eu entrar no ensino médio,
iriam trabalhar em profissões que ainda não existiam.
Olha essa mudança, essa flexibilidade e essa velocidade de transformação. Então, se a escola continuar focando no modelo tradicional de transmissão de conteúdos, de ensinar repertórios específicos para uma profissão como foi o que sempre foi feito,
ela não está preparando o indivíduo para o futuro, não está preparando o indivíduo para contribuir para a sociedade, porque a gente não sabe qual vai ser essa profissão.
Então, o que a gente tem de melhor ensinar um estudante é ensinar lá aprender o que quer que a sociedade demande nos próximos anos e que ele possa transitar por diferentes carreiras, se for necessário,
sem saber exatamente neste momento o que será necessário para o futuro.
Então, a grande mudança que precisa ocorrer, que, no certo sentido, já tem ocorrido, é essa saída de um ensino, conteúdoista, de ensinar o estudante, apenas decorar informações, reproduzir informações,
ou mesmo adquirir um conjunto de habilidades técnicas e práticas relacionadas às algumas áreas específicas, mas isso também é importante, mas além disso, a gente precisa ensinar o cara a aprender o que foi demandado para ele no futuro.
Acho que essa é a grande mudança que está acontecendo atualmente.
É interessante, é muito complexo, passa pelos. por todos os revés de seleção, é uma visão bem completa dessa questão.
E aí, voltando lá pela ideia do cursinho, eu comentei, acho que foi a primeira vez que eu tive um ambiente proporcionado pelas apostilas que me fizeram ter todo o controle do meu estudo.
Aqui não me controlava em media os meus esforços, algo que na escola eu nunca tinha visto, e que provavelmente vai começar a entrar nos currículos das escolas daqui para frente, né, Salvo?
Exato, acho que já está. já está. tem uma mudança, né, a BLCC, que é a base nacional comum, curricular, que é um documento normativo que especifica quais são as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas na educação regular,
seja, o ensino infantil, fundamental 1, fundamental 2, ensino médio, já tem feito um pouco essa mudança, né, só de mudar de conteúdos para competências e habilidades, a gente já vê que já há o movimento, né, nessa direção.
E essas competências de habilidades são relações.
são comportamentos, né, que são relações entre atividades que indivíduos precisa executar
em relação a determinados conteúdos, né. Então, não mais o indivíduo precisa aprender sobre
revolução industrial, agora ele precisa criticar os impactos da revolução industrial na vida contemporânea,
ele precisa contextualizar o momento histórico que a revolução foi produzida, comparar
o antes e o depois, então ele precisa desempenhar um conjunto de comportamentos ligados a esses
conteúdos. E há também, dentro da venezesia, uma proposição de desenvolvimento de habilidades
desse tipo, habilidades que têm sido chamadas também de socios emocionais, mas são habilidades que
envolvem a alteranciamento, que envolvem autoconhecimento, que envolvem a resolução de problemas,
tomada de decisão, isso começa agora a fazer parte dos currículos oficialmente da escola.
Isso é mais um conteúdo fruto da parceria entre a Dio de Lab e o Canal do Berrecas. Dio de Lab,
uma comunidade de exenas, de cursos infinitas, possibilidades.
Perfeito, Salo. Mas assim, para. Até porque para a gente conversar um pouco sobre aparentemente,
existem. E eu já escutei várias vezes, pessoal, falar isso, hoje as escolas estão preparando os estudantes
para profissões que não foram inventadas ainda, é mais ou menos nessa link que está acontecendo hoje.
Mas por que as escolas não nos ensino a estudar?
Eu acho que aí é uma. Apesar de estar vendo até contemporaneamente essa mudança, esse movimento,
eu acho que tem várias gêneses, esse problema. Acho que primeiro, a escola tradicionalmente, o modelo de educação tradicional,
foi constituído para transmitir conhecimento. Então, essa é uma perspectiva de que o papel do professor ali na sala,
o próprio termo aluno, não sei se vocês sabem, ele vem dessa ideia. O aluno é o sem luz, a, sem iluno de luz.
E tem essa ideia de que o professor é o cara que vai iluminar o aluno, vai trazer luz, e vai transmitir o conhecimento de alguma forma.
Então, essa é uma das perspectivas tradicionais que está vendo uma mudança nas escolas atualmente,
e há uma crença de que aprender a estudar, que na verdade é algo que é espontâneo,
e é natural que está ligado ao desenvolvimento do aluno, que uma vez que ofereça o aluno,
oportunidades para que ele estude, ele vai desenvolver esse repertório sozinho. Então, o que a escola faz é transmitir conhecimento,
o professor em sala de aula fica falando, fica descrevendo eventos, fenômenos, fica explicando,
fica demonstrando como se resolvem o problema, e o aluno fica ali, às vezes passivamente recebendo aquela informação em sala de aula,
se a gente for observar o que o aluno faz em sala de aula. Geralmente, ele é muito mais passivo do que o professor,
o professor é a gente, ali o aluno é pouco protagonista nesse papel, e espera-se que este repertório de estudar,
que é muito mais complexo do que um repertório de assistir a aula, emerge sozinho no momento que o aluno for para casa,
e tiver que se preparar para uma avaliação estudar. Então, há uma crença de que eu não preciso organizar contingências de aprendizagem para isso acontecer.
Às vezes as pessoas acreditam também, tradicionalmente, que o estudato está relacionado algumas competências intrínsecas do indivíduo.
Então, aquele estudante que é inteligente é o que vai bem na escola, aquele estudante que é mais concentrado,
é o estudante que vai muito bem, é o estudante que tem motivação, foco, boa vontade, força de vontade,
é o estudante que vai ir bem na escola. Como se essas características fossem intrínsecas do indivíduo,
e não comportamentos, relações comportamentais aprendidas ao longo da vida dele.
Na verdade, esses rótulos, ele é inteligente, ele é concentrado, ele é motivado, na verdade,
são descrições do que é de fato estudar. Estudar é conseguir se concentrar, é conseguir se organizar,
é resolver problemas, é pensar, é se motivar, é se atentar para os aspectos relevantes do material.
Então, há uma perspectiva de que cognitivista, de que existe dentro do indivíduo,
um conjunto de qualidades, competências cognitivas, que devem emergir com o desenvolvimento dele,
que a escola não precisaria fazer nada, a mais do que oferecer condições para esse acontecendo.
Então, o professor, o que ele faz? Ele passa materiais de dáticos, ele passa lista de exercícios,
passa um roteiro para o aluno estudar, e o aluno que se vira lá, para aprender isso daí.
Então, é muito injusto no que é feito, né? Porque durante a sala de aluno aprende a ser passivo
e em casa, espera-se que ele realmente opere sobre o material, que ele pesquise,
que ele resolva problemas, que ele tenta aprender.
O esquina é ter uma metáfora que eu adoro, que está no tecnologia de ensino,
num capítulo que chama ensinar a pensar. Um dos melhores capítulos que o esquina já escreveu,
recomendo, é incrível.
E ele fala o seguinte, o que a escola tem feito com relação a esses repertórios,
de ensinar a pensar, ensinar a ser autogerenciar, ensinar a estudar, ensinar a aprender?
É mais ou menos o seguinte. Imagina que a gente precise ensinar 10 crianças a nadar.
O que a escola faz? Jogo as 10 na piscina, aqui chegar na mais já aprendeu.
É mais ou menos isso que se faz com relação a esse repertório.
E as outras, as outras vão afogar, vão beber água, mas aí você vai falar,
também tinha TDAH coitado, estava lá abrizando no meio da piscina,
olhando para a senhora, não conseguiu beber água, ou tinha algum transtorno de aprendizagem,
ou tinha um déficit motor que não conseguiu chegar até a imagem.
E mesmo aqueles alunos que conseguem chegar na margem sozinhos
e aprendem de fato estudar, muitas vezes aprendem em contingências muito adversivas,
é contingências mais de fuga esquiva do que contingências de reforçamento,
chegam lá do outro lado com lesão, chegam com medo da escola,
com medo de avaliações, a versão escolar, então é meio cruel isso.
Então a primeira perspectiva, acho que bem disso, de desmontar essa ideia,
de que o papel da escola transmite conhecimento e entender que a escola tá aí para ensinar a pensar,
ensinar a aprender, só que isso vende transformar uma tradição muito longa.
O aluno dentro de sala de aula deveria estar sendo ativo,
ele deveria estar pesquisando durante a aula, ele deveria estar lendo,
resumindo, destacando informações, deveria estar se planejando, organizando e estudo em casa,
deveria estar pesquisando, deveria estar ali discutindo,
pensando durante a aula e não só recebendo passivamente aquele conjunto de informações que o professor passa.
Então acho que precisa haver de fato essa mudança.
E a Nacupa não é do professor, sem dúvida alguma, o professor foi formado nessa tradição,
o curso, os pedagogos, eles são formados nessa tradição, de ensinar dessa maneira.
Felizmente, tem a vida uma mudança aí nessa perspectiva nos últimos,
na última década talvez, mas ainda muito para ser feito com relação a isso,
mudar essas perspectivas.
Você vê muita pessoa, inclusive indo para a escola, a faculdade,
do mais para cumprir para o protocolo.
Você vê que a pessoa vai por obrigação.
Você teve isso permaneço durante a vida, inclusive chegam pessoas para conversar com a música na clínica,
que relata um pouco, eu não sirvo para estudar.
Então a pessoa coloca em si essa auto-regra já de que ela tem que fazer trabalhos braçais,
por exemplo, porque não consegue ler um livro.
Mas é porque não aprendeu nem você está falando.
Olha o Luciano, você ia falar alguma coisa?
Essa questão da adversividade, no contexto de ambientes colares,
mas me remeteu a um momento da minha vida, que, indiretamente,
não tem muita vez aqui, mas eu acho legal.
É porque eu te fui ler na vál, fui recruta, fui ler na vál,
e eu acho que meu ombro, eu acho que meu ombro é o ponto de não conseguir segurar a vassura,
para você ter a ideia. E aí todo tratamento, tá?
Eu lembro que um dos agentes falou com muito orgulho pra mim,
que ele concluiu a última marcha com o pé sangrando,
porque aquilo ali era o que era assim que funcionava mesmo, etc.
E aí eu pego esse tipo de postura de "olha, você tem que sofrer
pra você conquistar aquilo que você realmente quer ir,
tem que sofrer pra você aprender a ser um fuso ler na vál, por exemplo,
naquele contexto, eu até entendo, olha, até uma perspectiva diferente,
até entendo que ali tá sendo preparado pra a guerra,
aí a guerra vai ter situações adversivas, então você tem que aprender
a ver as situações adversivas, então tem todo o contexto.
Agora, dentro do ambiente acadêmico, dentro do ambiente de aprendizagem,
o sofrimento, ele traz mais aquela ideia de tipo "aí isso aqui não é pra mim,
do que a ideia de tipo de postura, isso aqui é isso aqui que eu preciso,
essas capacidades técnicas que eu preciso".
Acho interessantes, talvez essas metodologias de ensinos mais adversivas,
elas venham até dessa cultura mais restrita de primitiva,
de luta, de conquista, Lucas.
É, pode falar só com ela, só comentar uma coisa.
Curioso, sua analogia, porque este modelo tradicional de educação
com um professor na frente, uma sala de aula, ele é militar,
ele foi desenvolvido no contexto militar,
então é muito venda aí mesmo, né?
Em poucas décadas atrás ainda existia palmatória,
existia castigo, eu estudei numa escola em que as punições existiam.
dois tipos de punição para mal comportamento e coisa tipo, um chamava coluna, que era o seguinte,
na hora do recreio da escola, você saía mais cedo da sala e ia por uma coluna que ficava no meio do
pátio, de frente para a coluna parada e todo mundo no recreio chegava e te via lá. Isso era a coluna.
Você ficava na coluna, então você ficava ali exposto, olhando só, só podia tirar o rosto dessa pilastra,
dessa coluna e se tinha que chegar antes para as pessoas chegue de observar. E tinha uma outra que
era grade, olha o nome era grade, que você ficava depois da aula, fazendo tarefa extra, chamava grade,
você ficava preso lá na escola, então é um modelo muito militarizado, dessa questão da disciplina,
um respeito à autoridade, o professor tem uma autoridade quase militar em sala de aula, então vem
daí, interessante você trazer essa perspectiva. E só antes da falar para o Lucas, uma coisa que você
me falou que chama atenção é o seguinte, a escola de alguma forma também tem um papel em ensinar
resiliência, em ensinar habilidade de resolução de problema. E se a gente pensar no que define uma definição
do que é um problema, um problema é uma condição aversiva, um estado de privação para o qual você
não tem uma resposta imediatamente disponível no seu repertório, então você precisa transformar o ambiente
para produzir uma solução para essa resposta, ok? Então, para ensinar a resolver problema de alguma
forma já é expor um divido, algumas condições aversivas mínimas, que é o próprio problema,
né? O problema é uma operação estabelecedora, né? É uma operação estabelecedora, é uma condição
e uma aversiva que precisa ser removida. Agora isso é absolutamente diferente de usar contingências
aversivas ou contingências de controle aversivo, punição, reforçamento negativo para ensinar
qualquer outra coisa. E aí que tá uma diferença, né? Então preparar um indivíduo para lidar
com obstáculos da vida, né? Para ser resiliente, para enfrentar problemas, é um objetivo em si,
e nesse contexto expou indivíduo a certas condições mínimas de aversividade, é necessário
para ele que era, né? E dá instrumentos para que ele consiga enfrentá-lo e propondo desafios que
seja a altura do repertório dele, gradualmente a gente ampliando essa complexidade desses desafios,
isso é possível, isso reduz, inclusive, essa aversividade sugera uma história de sucesso em
indivíduo, aumenta a autestima do estudante, saber que ele tá sendo proposto e sendo oferecido a ele
desafio, que ele é capaz de conseguir, né? Que vai na contramão de ensinar o indivíduo por meio do
fracasso, como muitas pessoas vão ventando. Então essa é uma perspectiva importante, ensinar o
indivíduo a aprender, qualquer outra coisa, a gente jamais deveria estar trabalhando com contingências
aversivas, né? Com controle aversivo nessas situações. Se eu precises ensinar o indivíduo a pensar,
se eu estou falando, eu não preciso explolar contingências aversivas para isso, né? Se eu preciso ensinar o
indivíduo, uma matéria, matemática, eu não preciso espou o indivíduo das situações aversivas,
que vão além, que estejam além do próprio problema que ele tá tendo que resolver ele naquele momento,
porque se um problema em algum momento é aversivo, no momento com a devida de queirabilidade de resolução
de problema, aquilo pode se tornar um desafio e há uma mudança interessante entre lidar com o problema,
lidar com o desafio, porque quando você tá enfrentando algo como um desafio,
de alguma forma, exigiste características reforçadoras em vencer o desafio. Quantos de nós não estão
jogando aquele joguinho do Twitter, agora que tá na moda de achar a palavra lá, sabe, que tá todo mundo
postando no Twitter ali, de ficar achando a palavra, a gente gosta de desafios, a gente usa brinca de caça
palavras, a gente se coloca jogos para pensar, então a gente se coloca nessa situação mostrando que uma
vez que você tem um repertório de solução, algo que poderia ser inicialmente aversivo já não é mais.
Questões complexas exigem a profundamento, vamos fazer isso juntos, dia de láby, uma comunidade dezenas
de cursos infinitas possibilidades. Desculpa Lucas, você tem te cortado aí? Não, imagina,
cortar para fazer esse tipo de contribuição tá mais que liberado, inclusive recomendo. Eu queria
falar sobre o perigo do outro lado da moeda, porque eu vejo também que hoje em dia a gente vive
numa sociedade que tem uma porrada de informação para todo lado, e você vê que tem pessoas que aprendem
esse comportamento de estudar, então são pessoas que você percebe, que conseguem se desenvolver muito,
e aí começam a fazer coisas em excesso, então a trabalhar muito, estudar muito, e aí acaba,
apesar de ser algo reforçador, se tornar algo que leva a pessoa para uma condição de bornal,
por exemplo, então, mas assim, já sempre faz um comentário sobre isso, porque eu já vou entrar na minha terceira pergunta,
porque eu acho que tenha um pouco a ver, né, que relação pode ser feita entre estudo e alto-gerenciamento
intelectual. Boa, acho que é exatamente como eu responderia esse comentário que você fez aí,
primeiro, só falando sobre essa quantidade de informação, uma outra mudança que a gente não escreveu
sobre a contemporaneidade é isso, estamos aí com a informação a um toque do dedo, na nossa frente o tempo inteiro,
mais uma razão pela qual a gente não deve se ocupar tanto assim de ficar transmitindo a informação,
todo mundo as tem, um estudante a capaz de aprender o que ele quiser no YouTube, vendo na pesquisando na
internet, na Wikipedia, ou em qualquer outro site, tem setem todo o conteúdo escolar disponível gratuitamente na
internet com professores excelentes com materiais bons, materiais bons tal. Então, mais uma razão pela qual
a gente precisa ensinar o indivíduo a aprender, a tomar decisões, a diferenciar o que é fato de opinião,
a diferenciar informações de fake news, informações reais, avaliar a qualidade, a pertinência,
determinados materiais, esses repertórios são muito mais importantes, permite um vídeo selecionar onde, como o que
ele precisa aprender, quais são as fontes que ele vai recorrer, analisar criticamente esse material, isso é
mais importante do que ensinar o conteúdo em si. E isso envolve, estudar, envolve se autogerenciar, sua pergunta,
obrigada também a essa questão do burnout, existem três repertórios que o próprio esquina, se analisem alguns
momentos da obra dele, que estariam ligados ao desenvolvimento da autonomia do indivíduo, o esquina fala
isso em diferentes contextos, tem um contexto que ele fala que desenvolver esses três repertórios deveria ser
o objetivo da psicoterapia, quais são os três repertórios, resolver problemas, se autocontrolar e tomar decisões,
tomadre decisão, resoluções problemas e autocontrole. E ele depois fala isso também, no contexto educacional, não só na terapia, ele fala, olha, o
papo ensinar o indivíduo a pensar, ensinar o indivíduo a aprender, é ensinar o que ele chamou ali nesse contexto de autogerenciamento
intelectual, que é ensinar esses três repertórios, ensinar, tomar decisões, ensinar, resolver problemas, ensinar,
se autocontrolar. E do meu pão de vista, eu concordo absolutamente o esquina, esses três repertórios são que permite que a gente emancipe um
indivíduo com relação ao controle, que ele sempre está presente, nós vivemos no controle eledado, querendo ou não, nós somos
afetados influenciados pelo nosso ambiente, pelo contexto em que a gente se comporta, só que o maior grau de autonomia que nós temos
no mundo, é poder controlar o que nos controla. Então o controle nunca vai ser eliminado, mas a gente pode ter uma certa
gerença sobre as variáveis que controla o nosso comportamento, sobre os determinantes do nosso comportamento. E esses três repertórios é o que permite essa
gerença, que a gente organize o mundo para desempenhar os comportamentos que a gente quer desempenhar, que então de acordo com os nossos
valores, com os nossos propósicos, os nossos objetivos. Então, estudar é também esses três comportamentos. Então, a gente, o tempo inteiro, precisa aprender a tomar
decisões ao estudar. Decisões simples do tipo, o que eu estudo primeiro, se eu tenho cinco coisas para fazer, o que eu faço primeiro, se eu não vou poder estudar tudo que eu
preciso estudar para essa semana que vem, como eu priorizo entre essas atividades. Como que eu tomo decisões no sentido de estabelecer prioridades em
relação ao estudo, comparativamente as outras atividades da minha vida. Isso envolve autocontrole também. Então esses três repertórios vão se intercambear o tempo inteiro. Se autocontrolar com
relação ao estudar, é você conseguir organizar a sua vida, o seu ambiente, ou o seu próprio organismo, para você tornar o estudo mais
provável do que qualquer outro comportamento que vem a concorrer com ele. E isso se aplicar o trabalho. Se autocontrolar no trabalho,
envolve também isso. Eu consegui eliminar os concorrentes do meu ambiente, eliminar destratores. Eu consegui me comprometer antecipadamente com os comportamentos que eu quero desenvolver, que eu quero executar, me comprometer antecipadamente,
envolve planejamento. Então, planejar o estudo, tomar decisões pregamente do que eu vou estudar, tal dia, montar um cronograma de estudos. Então, ao se autocontrolar, tanto no trabalho quanto no estudo, a gente precisa planejar, se organizar.
E isso é o autocontrole, é uma dos repertórios que permitem a gente não enxergar.
não entrar em Bernalte, porque se autocontrolar em volume, inclusive, abre mão de determinadas
tarefas. Muitas pessoas têm problemas de procrastinação, que não conseguem executar o que
precisa executar, procrastina, dado o caráter aversivo, custo da tarefa que precisa
ser realizado, quanto é o custo da tarefa, maior dificuldade, quanto maior a importância
daquela tarefa para vocês, às vezes a gente tem uma tendência enorme de procrastinar,
a tarefa que são muito importantes, especialmente se outra pessoa vai ver, se você tem que apresentar
para alguém, se alguém vai ler o seu trabalho e tal, mas existem pessoas que, ao invés de
procrastinar, pegam muita coisa, não conseguem falar não para as atividades, e vão colocando
a sua agenda, vai colocando na agenda, e tomar decisões e esse autocontrolar, envolve negar,
falar "olha, eu não posso fazer isso, adorei o convite, eu poderia ter ditos para vocês,
felizmente encaixou bem na minha vida", mas é isso, não poderia dizer "olha, não posso,
estou numa semana difícil, tenho outros compromissos, já assumi outros compromissos", e a gente
resolve problemas também, o tempo inteiro não estudo, se a gente for pensar, estudar,
é resolver problemas, eu estou o tempo inteiro diante de situações, para as quais eu não
tenho uma resposta imediata na minha repetição, uma solução, às vezes o problema é compreender
um texto, estou diante de um texto, e eu não consegui entender aquele texto, estou diante
um problema, preciso manipular este texto, transformar as informações que estão ali, construir
estímulos, discriminativos, para mim mesmo, preciso grifar, destacar informações, enfim,
anotar, dialogar com o texto, para eu conseguir compreender aquilo, às vezes o problema que
eu estou enfrentando é achar a resposta para uma pergunta, para uma questão, diga-lo,
aqueles professores que criam musiquinhas, que criam novas palavras ali, fazem isso, todo mundo
tem algum professor que criou musiquinha, eu falo que eu não lembro de nem uma daquelas
musiquinhas, que para mim não me ajuda a vir nada, então mais é a trabalhar do que me ajudava.
Bom, então, o que que acontece, é um certo paradoxo, com relação a ensinar essa autonomia
e ensinar conteúdos, aquele professor, que é muito didático, professor que mastiga o conteúdo
para o aluno, faz com que todo mundo entenda aquele conteúdo, que ensina a musiquinha para
o cara decorar, esse professor geralmente é super valorizado pelos alunos, porque fica
muito fácil aprender o conteúdo, ele organiza a coisa de uma forma que seja fácil e aprendida,
e os alunos aprendem o conteúdo, mas quanto melhor o professor ensina o conteúdo, menos
ele ensina o aluno a aprender, então o professor que ensinou a musiquinha, se ele tivesse
te ensinado a fazer as suas musiquinhas, talvez ele tivesse melhorado, tivesse feito algo
por você, então ele te entregou uma musiquinha, ele não te ensinou, que ele te ensinou
decorar uma musiquinha, não te ensinou a fazer isso, os minimónicos, esse é o termo para
esse tipo de forma de aprender e decorar, são minimónicos, criar outras estratégias
para aumentar a chance que você se lembrar daquilo no futuro.
Salva, queria dizer que me identifiquei super, eu vi até os meninos danoisados, falei
meu Deus, porque assim, eu fazendo um alto, uma alta revelação, eu sou um pouco
worker-role, então eu estou em duas pós-graduação, eu estou ao mesmo tempo, estou fazendo supervisão
de uma pós-graduação, estou no projeto de pesquisa clínica, e aí a vida social acaba
ficando por último, e essa questão de alto gerenciamento é muito importante, mas uma
coisa que eu queria comentar é que eu aprendi a aprender na faculdade, eu na minha
ensino-média, eu era uma ameba, eu não fazia absolutamente nada, eu era bem-vém
indiferente com o estudo, e quando eu cheguei na minha faculdade, a forma de estudo
que a gente meio que desenvolveu, não sei se isso tem algum em basamento, mas a gente
ia na aula e aquele dia você falou, para assordar a aula, da matéria, e você decora, você
faz a prova, e passa de ano, para a gente estudar, porque a maioria dos meus
colegas ali, a maioria é adulto, tinha tempo, o que a gente fazia, a gente se juntava
e fazia meio que um grupo de estudos, então pegava o texto, a gente li antes de em
casa e a gente chegava para debater, e ali conversando, interagindo, a gente aprendia,
e o pessoal ficava absurdo, ficava muito de cara com a gente, ficava muito bravo, porque
meus amigos, por exemplo, faltavam um bimestre inteiro, chegavam na prova, eles ficavam
com 100, e eles sabiam conteúdo, eles até ensinavam, então, além disso, o modo que eu aprendi
a aprender, foi entrando em contato com as contingências, eu vou dar um exemplo, eu para
não me chamar de louco, vou falar que eu sou um pouco excêntrico, e aqui em casa, eu gosto
de curiosidades, então, se eu tenho um paciente meio que ele é físico, no final da sessão
eu pergunto alguma coisa relacionada à física, que eu tenho uma curiosidade e ele me ensina,
aqui em casa, eu verifiquei que a gente tinha uma aranha, uma teia muito grande, muito bonita,
uma aranha de prata, e eu comecei a ficar muito curioso com relação a ela, e eu comecei
a alimentar a aranha, e eu comecei a estudar a aranha, e aí eu descobri o nome científico
da aranha, se ela era a feme, se ela era macho, e qual que eram os aspectos comportamentais
nela, então, tipo, por exemplo, me perguntava, mas gostava, como você sabia que ela era
feme, eu falei porque a feme tem 2 cm e meio, o macho tem 8 milímetros, e toda vez
que alguém fazia um pergunta com relação a aranha, eu sabia responder, porque eu penso
a fazer um cara, mas eu sei estudou a aranha, eu falei estudei, e era como se fosse, era
prazeroso pra mim, a gente entrar em contato com essas contingências, e quando eu trabalhei,
por exemplo, com a aba, eu lembro que eu adorava, quando eu falava com os atesques, na hora
de passar uma instrução, faz como se fosse brincadeira, na hora da brincadeira, porque
a criança parece que aprende, parece que fica muito mais legal a interação com a aprendizagem,
então, tudo isso que eu acabei de falar sobre fazer estar ativo no estudo, fazer um grupo
de estudos, ou até entrar em contato com as contingências, tem a ver com a aprender, a
aprender?
Boa, Gustavo, o Luciano fez uma pergunta, você quer comentar o Cian, e aí eu comento
as duas, você ouvi que você estava com a mão levantada?
Sim, na realidade, até um acréscimo nessa fala do Gustavo, Gustavo falou lá no começo, essa
situação de gente pediu muita coisa, a gente sempre enganou com Gustavo, na hora que
você falou a gente ter risada aqui, porque Gustavo faz umas 15 especializações ao mesmo
tempo, aí faz assim por um caráter de mercas, aí ele faz sensação científica, faz projetos
pensando, então, uma moda de coisa, então, esses dias falam pra gente que ele tá um passo
do Bernardo, o que eu vi, assim, antigamente, o
caráter de mercas, em si, nunca deu lucro, nunca deu dinheiro pra gente, mas o fato de
estar aqui, poder que tá aqui trocando esse ideia, adquirindo esse conhecimento aqui é
um privilégio de ganteço, coisa que não tem preço, o que eu vejo assim?
Até onde, por exemplo, algo que o caráter de mercas no início foi, o iniciativa
como um hobby, por assim dizer, até onde um hobby pode se enquadrar nesse excesso de
tarefas, porque por exemplo, cuidar da areia que o Gustavo falou aí é virar um hobby,
ver isso da areia não é um negócio que era ir a gerar algum tipo de lucro real pra
ele ali, até alguma vontade real na vida dele, mas virar um hobby, então até onde esses
hobbies que são muito atrevados, após os como, por exemplo, estudo, que é o tema que
a gente tá falando, eles não agregam aí pra esse potencial urnau, por exemplo.
Acho que tem várias coisas pra se dizer, que a respeito disso, acho que primeiro, o que
o Gustavo descreveu, embora tenha sido tardeamente na história, de aprendizagem dele, que ele
se encantou pelo aprender ou de aprender, pelos descrissões, falou que foi só na faculdade
de fato, felizmente aconteceu, então quando você descreve isso, eu sou uma pessoa que
gosto de aprender, que me interessa pelas coisas em volta de mim, meu corpo sobre aquilo,
tem interesse em física, você tem um paciente físico, vou me interessar e vou estudar,
vou pesquisar sobre aranhas, conta de uma arranca, apareceu fortuitamente na minha vida,
nem foi o que eu fui buscar, ela que me achou, isso mostra um resultado final de um processo
de educação bem sucedido, que pode ter sido feito aos trancos e barrancos no começo, mas
que em algum momento você foi exposto a condições em que tornou aprendizado, o aprendeu
em trincamente reforçador, e essa é o grande resultado final da educação, infelizmente,
muitas pessoas não chegam aí, e quando eu converse com os pais, de crianças, com dificuldades
escolares ou com professores, é comum as pessoas acharem que isso é dado, então quando
a gente tenta organizar em casa algumas contingências de reforço para tornar o estudo mais agradável,
mais prazeroso, para que o aluno possa ter acesso a reforçadores no final do estudo, eu ouço
muito dos pais dos professores, coisas do tipo, não, mas ele tem que, isso tem que ser espontâneo,
ele tem que ter curiosidade, espontâneo, ele tem que, em parte dele, o interesse pelo aprender,
ele tem que gostar de aprender, e isso não é dado, a gente precisa criar condições para
de vida gostar de. aprender para o indivíduo, para o aprender alguma coisa, para o conhecimento de fato se tornar algo
e triniscamente perforçador. E o tipo de contingência que a gente precisa organizar para isso é uma
contingência em que o indivíduo seja exatamente como você falou ativo, que ele tem uma participação ativa
nesse processo de aprendizado, por meio de discussões, por meio de leituras prévias, por meio de debates,
por meio de. qualquer comportamento em que ele seja mais ativo do que simplesmente receber e que ele
obtém a sucesso com isso. Eu quando entro para dar consultoria nas escolas, eu falo que eu só
análise de comportamento, as pessoas falam, "Ah, então você vai ficar dando reforço positivo para a
luna que a estrelinha vai querer dar estrelinha para a luna, vai querer dar bom bom para a luna." E eu passo
muito tempo convençando os professores que o maior reforçador do estudo, do aprender é o acerto, é
conseguir, é resolver o problema, é ser bem sucedido ao sucesso. Essa história que a escola
precisa produzir, a história de sucesso na resolução de problemas, no aprendizado, essa conquista que vai
tornar o estudo um reforçador em trínsico, o estudar uma atividade em trínsicamente reforçador e
aprender algo um reforçador em trínsico ali. E aí voltando para o comentário do Luciano sobre os
Hobbes, eu sou absolutamente a favor de todo mundo ter Hobbes, todo mundo ter momentos de lascer,
todo mundo ter momento de descanso, voltando para o papo do Bernalte, que a gente estava falando. A gente
entra no Bernalte, a gente tem crises na cidade, a gente entra em situações difíceis, por conta do
trabalho ou do estudo, exatamente porque a gente não sabe priorizar outros aspectos da nossa vida. E se
autojerenciar, se auto controlar, envolve, não só manipular o ambiente externo para emitir os
comportamentos que você precisa, mas também você precisa modificar o seu próprio organismo para o seu
organismo está apto a aprender. Em um organismo estressado, não está apto a aprender nada, um
divido que não dorme, não está apto a aprender nada, um divido que não se diverte, não está apto a
aprender nada, um divido que não come direito, não está apto a aprender nada, e que não faz pausas,
e que não faz descansos, então se autojerenciar também envolve, você conseguir alocar o seu
comportamento de estudo dentro de uma vida que envolve outras coisas importantes, criar espaços,
criar tempo para você mesmo, e mesmo que dentro desse projeto pessoal, de entretenimento, de Hobbes,
você esteja engajado também atividades que envolve a estudar, poucos parecidos, o meu hobby em
casa, eu também tenho Hobbes intelectuais, de brincade com o tempo inteiro, como eu fiz, de coisas resolver
problemas, tenho as minhas questões de aprender coisas específicas que me interessam, mas os meus
Hobbes geralmente me dá muito mais trabalho físico, inclusive, do que outras coisas, eu gosto de
construir coisas, eu gosto de cuidar do meu jardim, podar a árvore, construir uma mesa de madeira para
mim, então eu fico trabalhando no meu Hobbes, chega inclusive às vezes a resolução física,
mas é um momento que é para mim, é um momento que eu estou parando de pensar naquilo que do meu
trabalho, então se autojerenciar e se auto controlar envolve isso, não só eu organizar o meu mundo,
por exemplo, desligar o celular antes de vir para uma live, para o telefone não tocar na hora, no meio
da live, ou se eu precisar me concentrar no estudo, às vezes eu faço isso aqui em casa, eu preciso me concentrar,
me preparar para alguma coisa para uma palestra, escrever um artigo, ou mesmo ler, eu vou lá em cima,
se eu não vou precisar da internet, o meu escritório fica embaixo de casa, e o roteador fica
lá em cima, às vezes eu vou lá em cima e desligo o roteador da tomada, e deixo o celular lá para eu
não ficar entrando em rede social, ou seja, me comprometo previamente com o comportamento, mas
sim comprometer com um estudo saudável, com uma vida saudável, envolve inclusive ter Hobbes,
você se engajar em outras atividades que não sejam só trabalho, e isso envolve tomar decisões,
abrir mão de determinadas coisas na vida, e para a gente tomar decisão a gente precisa fazer o que,
qual que é o processo de tomar de edição, se você conversar com o CESA, um pouco tempo sobre isso,
o que é a arquitetura de escolha, então eu vou falar bem razamente quando precisar explicar
mais nada, mas tomar decisão no certo aspecto é você esclarecer para você quais são as consequências
de curto, médio, longo prazo, dos seus possíveis cursos de ação, das contingências concorrentes que
estão à sua disposição, e às vezes eu preciso fazer isso com relação à nossa vida pessoal,
seu abro mão do alto cuidado, seu abro mão do meu Hobbes, seu abro mão do meu sono em função de
trabalho, o que que eu estou ganhando, que eu estou perdendo no curto, no médio, no longo prazo,
para onde a minha vida está indo, quais são os impactos que isso vai gerar na minha vida, na minha saúde,
e na qualidade do meu trabalho, porque se você é jovem gostável, eu era assim também, eu era assim,
na época do, hoje eu tenho 42 anos, imagino que você tenha uns 10 a menos, pelo menos, ou não?
Não, não, tenho 25, muito menos, muito menos, é o seu corpo não vai aguentar depois de um tempo,
né, e isso cobra um preço, tem um preço, eu tive Bernal, eu tive crise de ansiedade, por conta de
não saber gerenciar a minha vida pessoal com o trabalho, exatamente por aceitar muita coisa, e quanto
mais velho a gente vai ficando, chega uma hora que a gente, né, o corpo colapso mesmo, né, então nessa
época uma delícia, eu acho que vai lá, você tem energia pra isso, 25 anos, tá lá, tá com gasto,
mas se organize pra sair dessa, porque isso é uma armadilha, isso é uma armadilha, que é valorizado
socialmente, né, as pessoas acham que o orca role que é uma coisa legal, né, a gente tem aquele imagem
do grande executivo, CEO, né, que tá sempre ligado, multitask, como fala hoje, né, as pessoas são
multitask, né, todo mundo multitask, e tal, mas são essas pessoas que estão adorcendo, são exatamente as
mesas pessoas que são multitask, que estão colapsando.
O salo, desculpa o cortar o selo, mas o meu psicólogo ele virou pra mim e falou assim, cara, eu esperava
você estar assim, mais ou menos daqui uns 5 anos, você estar assim depois de tipo um pouco tempo de
formado, acho melhor você dar uma segurada, e se não, você vai se estrupiar.
Exatamente, e vai mesmo, é uma questão de alto controle de sentido, né, é se organizar agora
em função de um efeito que vai ser no futuro, né, difícil a gente ficar sob controle de reforçadores
futuros, sendo que tá tudo agora, mas acho que tá jovem ainda, você pode encarar essa de boa,
só que daqui a pouco vai ter que conversar e organizar pra sair dessa ciclo, né, não entra nos 30
anos, isso não vai ser difícil.
O comportamento humano é um universo infinito com múltiplos caminhos, possibilidades, entre
pretações, pra conhecer profundamente o outro, é preciso buscar incrasalmente se aperfeiçoar,
somos uma comunidade criada pra isso, e é de lábio, a comunidade digital do analista do
comportamento.
Mas o sal, o gusta nosso, o nosso cassulo aqui, tá, ainda é mais novo aqui na da equipe aqui,
tá, e agora a Lara, a gente tem uma teoria que a Lara tem, ela é quadrigêmea, né,
a Lara tá aqui, gente, a Lara não entrou, tô fazendo esse gancho aqui só pra passar o
palavra pra ela, falar e tudo bem, como é que você tá?
Um dia sal, tudo bem, um dia lá, tá aqui, porque as pessoas hoje não conseguiam
entrar na inicia da garvação, né, mas eu falei a avó lá dão cheirinhos, meninos,
vê lá o bate-pap, porque eu fiquei super interessada no tema, né, então o Luciano sempre
tinha uma star de mim que eu tenho quadrigêmea, né, que eu tenho mais 3 milhões de vídeos
em que tudo que eu faz, eu sou tipo gusta, mas assim eu tenho consciência, né, dos impactos
que isso traz a longo prazo, mas eu vou ser sincero, assim, eu sou uma pessoa que não
gosto ficar parada, um período da minha vida que eu falei, olha, eu vou ficar parada,
gente, eu fui levado a você, não, deixa eu voltar no meu ritmo, mas assim eu acho que nada
como a gente se conhecei e fazer essa gestão de acordo com aquilo que eu não se limite,
né, então assim, quando você se tua questão do arquiteturo de escolhas, nossa, eu entrei aqui
você tava naquela fala pra primeiro coisa que eu lembrei, quando você começou a falar
desse arranjo aí que você faz, né, do seu ambiente pra se organizar, tudo como um ação
de se conecta o outro, né, então achei super interessante, tá sendo num Brasil, tá com
você aqui, queria aproveitar essa que eu entrei aqui, fazer uma perturcinha salva, é possível
a gente aprender a pensar, você pode descorrer um pouquinho sobre isso assim pra gente.
Bom, a gente falou um pouco disso, né, quando falei de alto gerenciamento intelectual, a
maneira como entendo o pensar, né, é, envolve isso, né, esses três repertórios que a gente
discutiu anteriormente, né, a resolver problemas, tomar decisões e se autocontrolar também
uma forma de, né, de se autocorrenciar, ensinar o indivíduo a pensar, geralmente tá mais
ligado a essas noções de tomada de decisão e resolução de problemas.
É possível e é preciso, não só possível como é preciso, acho que a gente comentou um
pouco, Laura, depois se você tiver o oportunidade de assistir, voltar, né, a gente tava falando
que a escola acredita, muitas vezes, que o pensamento é algo do desenvolvimento natural
do indivíduo, né, que a gente, a co-guinição é algo que é intrínseco ao indivíduo, né,
inclusive, existem teorias evolucionistas que acreditam nisso, que é algum momento da
nossa história, né, houve uma mudança no nosso cérebro, conhecido como revolução cognitiva,
né, uma mudança genética, que transformou a forma como ser humano lida, né, com os seus
problemas, resolve os seus desafios, né, como se a co-guinição fosse algo que dependesse
[MÚSICA DE FUNDO]
apenas de determinadas predeterminações genéticas aí, de algumas características genéticas.
E o que a gente, dentro de uma perspectiva analite comportamental,
que a gente vai analisar essa construção desse fenômeno que a gente pode chamar de cognitivo,
eu falo tranquilamente cognitivo aqui, mas entendendo cognitão como forma de se relacionar,
com o mundo, comportamento, eles são determinados por elas três níveis de seleção.
Óbvio que existem, eu preciso de um cérebro pra pensar, indivíduos que não têm cérebro, não pensam.
Só que a gente precisa de uma cultura que nos ensina a pensar.
Então existe um ambiente social que evoluiu e quem ensinou e que tem nos ensinado
vários dos comportamentos que geralmente são atribuídos ao cérebro como se fosse algo natural.
Então a autoconciência, a consciência de si, o atomado decisão, a resolução de problemas,
se não houver, especialmente esse que envolve um comportamento verbal,
se não houver um ambiente verbal, uma comunidade verbal que instala esses comportamentos,
o indivíduo não vai aprender independentemente da idade dele.
Quantos a gente conhece que são adultas, alguns acendem até cargos de presidência,
e não aprender a pensar. A gente tem um monte de gente que não aprender a pensar que é adulto,
que é, enfim, supostamente competente. A gente tem pessoas que são idosas e não têm menor auto-controle.
A gente tem pessoas que têm cargos de novo de liderança importantes
e que não sabem tomar decisões, que tomam decisões precipitadas, impulsivas,
pensando só nos reforçadores imediatos pra si mesmo, não consideram os efeitos impactos de médio,
longo prazo, ou os impactos pra si e os impactos pro outro.
Então, todos esses repertórios são ensináveis, eles devem ser ensináveis,
e é papel da educação ensiná-los e não esperar que eles emerjam do contato espontâneo
que o indivíduo tem com o mundo. Ele nem vai se tornar consciente,
ele nem vai se tornar um ser pensante, se não houver contigências para isso acontecer.
O fato é que muitas pessoas aprendem isso muito a sistematicamente,
as pessoas vão aprendendo ali, mas outras não.
Enfim, outras vão chegar na vida adulta sem desenvolver desses repertórios aí.
Mas, salvo, é interessante se entram desse aspecto, porque assim,
a gente foi no sobre um pouco a metodologia de ensino, principalmente dos escola,
ser baseados na metodologia do militar.
Então, a gente tem esse contexto da pessoa, ou o militar, e não precisa pensar.
Então, a gente tem uma sociedade desenvolvida para isso,
que algumas pessoas vão pensar e outras não.
Então, a gente não vai ensinar todo mundo a pensar, porque se todo mundo pensa a vira,
é aquela regra.
Mas, só um comentário que eu me era comentário, a gente está indo aqui para nossos finalmente.
A gente tem um nosso tempo, porque para não tomar muito no seu tempo,
é um topo que se a gente fosse entrar, principalmente no quesito polêmica aqui,
quem pegou, pegou aí, né?
É, a gente é longe, entendeu? Então sim. Mas eu quero conversar aqui,
puxando aqui a fila de agradecimentos aqui, que nós vamos fazer aqui para você.
Então, nós agradecemos muito, a gente vai já tem aí, mais ou menos, eu acho que talvez,
não sei se a Lada já ter topo você aí, vamos possível lá, e vir lá no canal do Berreco,
se a Lada já vai, já tá ficando aqui, já, né?
Agradecemos muito, a sua fala, uma fala muito importante, muito interessante,
e que conseguiremos falar por muito mais tempo aqui, né?
Então, agradecer em nome aqui, na dia de nome do canal do Berreco,
por todo essa fala valiosa que você fez aqui agora nesse momento,
e tenho certeza que quem escutar esse podcast vai ficar muito feliz aqui com o conteúdo.
Luas.
Eu vou falar, agradecer o nosso convidado, só que a aula em. Com certeza, Lada, depois de amando a mensagem para ele, combinando a data da Lada,
porque esses alaves a gente ficava no YouTube, show de bola, muito obrigado por ter topado
bater esse papo, e parabéns pela qualidade do trabalho que você executa.
Virei fora, já tinha lido sobre, mas nunca tinha esputado você falar de sejeito,
é um privilégio.
Obrigado, eu quero agradecer, que é isso?
Ai, eu tomei que era agradecer, Salo, porque nossa, que conversa.
A gente cada, que é o que a gente falou sobre aprender ativamente, né?
É tão legal quando a gente se dispõe a contingência entre um contato com alguém que
sabe muito a respeito do assunto, a gente debate, a gente aprende cada vez, mas depois
que eu falo, cada live, cada podcast que a gente tem um convidado, a gente pega um pedaço,
a gente acaba agregando a nossa repertória.
Muito obrigado, Salo.
De novo, eu vou ter agradeço, viu?
Eu segui agora, no finalzinho, né, mas confesso que eu já tinha sido super animada
para eu via gravação e, realmente, assim, veio a proposta, né, o título da live isso
do nosso podcast, né?
Eu já fiquei extremamente interessado, então, Salo, muito obrigada pelo seu disposição.
Em breve, já tínhamos lá no WhatsApp para a gente combinar uma live, também para o nosso
canal, para falar o vivo com o pessoal, para ser muito bacânia, assim, como é um tema
que tem muita coisa para a gente discutir, para bater, a gente vai poder dar outros
inscritos também na conversa da live, mas assim, parabéns para ser do trabalho, por tudo
o que a gente vai fazer o nosso fechamento, mas, gente, Paulo, os tem palavras finais para
deixar aqui para os nossos ouvintes?
Eu, ah, desculpa, me perdi, gente, eu tenho de Paulo, eu falei, gente, quem é o Paulo?
Eu falei Paulo.
Não sei, eu também tenho de Paulo.
Talvez, talvez.
Talvez eu tenho de Paulo.
Eu estou procurando Paulo, é que eu falei, gente, é troco Paulo, gente.
Eu falei Paulo, perdou, gente, ela estava com a câmera desligada do Paulo.
Gente, é, eu que agradeço a um papo super gostoso, é, espassa rápido, eu vou falando
e acabo não falando de várias outras coisas, então, já que vocês já fizeram o convite,
já me coloca a disposição para um convite, e talvez até para a gente ter uma, né, uma
conversa em termos mais práticos, a gente acabou hoje discutindo questões mais amplas,
né, ligada ao aprender a aprender, o papel da escola, educação, como que esses repertórios
relacionam com o autoconhecimento, com o autocontrole, com a tomada decisão, mas talvez
a gente possa, depois, pensar em falar sobre o que eu preciso fazer para aprender a estudar.
Quais são os repertórios que, de fato, compõem o planejamento, a organização, o estudo
de um texto, a preparação para provas, e aí a gente falar mais diretamente, acho que os
ouvintes de vocês podem ter interesse em dicas práticas de como estudar melhor, né.
Mas é bom que a gente fosse de queiro mais, né, e deixa aqui, já deixa.
Além disso, eu sei que esse tema que você está falando, isso aí, pra mim, pra eu
ser aqui no constróer, isso é recorrente, a pessoa chegar aqui às vezes para as jumos
chibular, às vezes de uma prova muito pesada, e ela querer aqui, "Ah, como que eu faço,
que eu faço isso aqui, não sei o que, então esse é um tema fantástico, que eu tenho certeza
que vai ficar muito chou também, não tem um dúvida aí, sua fala é fantástica".
E agora, fiquem, fiquem com a voz de veludo de Pedro Quaresma.
Podcast Summary
Key Points:
Aprender a estudar é um repertório essencial que permite ao indivíduo se adaptar rapidamente a mudanças no mundo, superando a transmissão tradicional de conteúdos.
A escola tradicionalmente foca na transmissão de conhecimento, negligenciando o desenvolvimento de habilidades como autocontrole, tomada de decisão e resolução de problemas.
Estudar é um processo ativo de autoorganização, envolvendo planejamento, avaliação, revisão e diálogo com o material, não apenas recepção passiva de informações.
A educação deve ensinar o indivíduo a pensar, a aprender e a se auto-gestão intelectual, pois esses são repertórios fundamentais para a resiliência e autonomia no mundo contemporâneo.
O modelo militarizado da escola, com punições e controle autoritário, cria ambientes adversivos que dificultam o aprendizado e geram medo, prejudicando o desenvolvimento de habilidades cognitivas.
A autonomia intelectual é construída por meio de contingências positivas, como o sucesso em resolver problemas, e não por penalidades ou aversividade.
O papel da educação é ensinar habilidades de pensamento e autocontrole, não esperar que elas surjam espontaneamente, especialmente em crianças e adultos com dificuldades.
A mudança nos currículos, como a BNCC, que valoriza competências e habilidades, reflete uma evolução para uma educação mais ativa e centrada no desenvolvimento do aluno.
Summary:
Aprender a estudar e aprender a aprender são habilidades fundamentais para enfrentar o mundo em constante mudança. O episódio destaca que, ao invés de apenas transmitir conteúdos, a escola deve desenvolver em seus alunos repertórios como autocontrole, tomada de decisão e resolução de problemas, que são essenciais para a autonomia intelectual. O professor não deve apenas ensinar, mas sim criar condições para que o aluno atue ativamente no processo de aprendizagem, dialogando, planejando e revisando seu estudo.
A abordagem tradicional, baseada em transmissão de conhecimento e punições, é criticada por gerar medo e frustração, enquanto um modelo mais ativo, com reforços positivos e desafios progressivos, promove sucesso e resiliência. O autor, Saulo Velasco, compartilha sua própria jornada de aprendizagem, destacando que a primeira vez que aprendeu a estudar foi durante o cursinho, quando foi exposto a metodologias que o permitiram controlar seu estudo. A mudança nos currículos, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prioriza competências sobre conteúdos, é vista como um passo importante nessa direção.
Além disso, há uma reflexão sobre o risco do excesso de estudo, que pode levar ao burnout, e sobre a necessidade de equilíbrio com momentos de descanso e lazer. O debate conclui com a ênfase na importância de ensinar o indivíduo a se auto-gestuar intelectualmente, tornando-o capaz de tomar decisões, enfrentar obstáculos e se adaptar a novas realidades, tudo isso dentro de um ambiente de aprendizagem saudável, ético e centrado no aluno.
FAQs
Aprender a estudar é desenvolver habilidades para organizar, planejar e monitorar o próprio processo de aprendizagem. É importante porque permite que o estudante se autoorganize, identifique o que precisa aprender e se adapte a diferentes contextos de aprendizagem.
As escolas tradicionalmente focam na transmissão de conhecimento e consideram o aluno passivo. Acredita-se que o estudar é algo natural e intrínseco, mas na realidade, é um repertório que precisa ser ensinado, como qualquer outra habilidade.
O aprendizado ativo envolve leitura crítica, debates, planejamento e reflexão. Já o aprendizado passivo é apenas receber informações de forma passiva, como ouvir o professor falar, sem interação ou participação ativa com o conteúdo.
Os três repertórios são: tomar decisões, resolver problemas e se autocontrolar. Essas habilidades permitem que uma pessoa organize sua vida e escolha com autonomia, o que é essencial para o sucesso no estudo e na vida.
Resolver problemas envolve lidar com situações de aversividade, como dificuldades em entender textos ou fazer perguntas. O ensino dessas habilidades contribui para a resiliência e o desenvolvimento de pensamento crítico.
A educação precisa mudar para promover ativação do aluno, com debates, grupos de estudos e feedbacks positivos. Isso cria condições reforçadoras para o aprendizado, em vez de depender apenas da transmissão de conteúdo.
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