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Sudão em guerra civil, a maior crise humanitária do planeta

43m 31s

Sudão em guerra civil, a maior crise humanitária do planeta

A guerra civil no Sudão, que começou em abril de 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) do General al-Burhan e as Forças de Apoio Rápido (RSF) de Hemedti, transformou-se na maior crise humanitária global. Com 14 milhões de deslocados e estimativas de até 400 mil mortos, o conflito devastou o país, especialmente Cartum e regiões como Darfur e Cordofão. Os combates recentes incluem ataques com drones, que mataram centenas de civis, e disputas tribais, como no Darfur do Sul, onde 350 pessoas morreram em cinco dias. A dimensão regional é crucial: os Emirados Árabes Unidos apoiam Hemedti, enquanto a Arábia Saudita favorece al-Burhan, mas ambos os países estão momentaneamente unidos contra o Irão, criando um vazio de poder. A Etiópia também apoia as RSF, com campos de treino perto da fronteira. Internamente, as RSF enfrentam deserções de comandantes do clã Mahamid, indicando fragilidade, enquanto al-Burhan propõe um diálogo político que exclui as RSF, considerado inviável por especialistas. A crise humanitária agrava-se com fome e colapso dos serviços, e a ONU necessita de 1,5 mil milhões de dólares para assistência mínima. Portugal, eleito para o Conselho de Segurança da ONU, incluiu o Sudão na sua agenda, mas a impunidade e a regionalização do conflito dificultam uma solução pacífica. As alianças locais são voláteis, com indivíduos mudando de lado conforme conveniência, e a guerra continua sem perspetiva de fim imediato.

Transcription

5239 Words, 31492 Characters

Portuguese
Sudão, a Guerra Civil, a maior crise humanitária do planeta, Alexandre Magnovedias é a convidada do mapa Mundo. A notícia que acaba descar e que indica que pelo menos 350 pessoas me erram, 200 e 20 ficaram feridas e novaldeias foram incendiadas em 5 dias de combate entre duas tribos rivais no Darfur do Sul, no Sudueste do Sudão, Segunda não ciaram as autoridades locais. O Governador Baixir Marçal disse numa entrevista televisiva que os confrontos opuseram as tribos Salnath e Ben e Haiba, na localidade de Cabome, tendo sido originados por uma disputa relacionada com o roubo de um veículo e de gado. É apenas uma das muitas dimensões desta Guerra Civil, as forças de apoio rápido, a RSEF, uma militia para militar e as forças armadas as Sudanesas, as forças armadas oficiais do país já foram aliadas. Em abril 2023 voltaram uns contra os outros, mergulhando do Sudão numa guerra que devastou o país, a medida que os combates valhavam por Cartuño, capital de Sudanesa, as populações viram sepresas entre as duas forças, belligerantes, de acordo com as nas suas unidas, a guerra deslocou 14 milhões de pessoas, e investigadores se timentam que entre 150 mil e 400 mil pessoas podem termo o rio de vida à violência, a fome e ao colapso dos serviços básicos. Nos últimos tempos os drones têm vindo a ganhar cada vez mais importância neste conflito, permitindo que os dois lados reelizem ataques de país, mantendo as tropas já bastante reduzidas longe das limhas da frente, entre janeir e abril de pelo menos 880 civis foram mortos em ataques com drones, segundo o ONU. No passado de 26 de maio, portanto a semana passada, o General Abel fatal ao Boram, chefe-toiseste do Sudão, presidente governante de facto do país, escolheu a festa do AID para anunciar que o Sudão reelizaria em breve um diálogo político abrangente. O governo de Sául Boram forneceria tudo que fosse necessário para o sucesso de este diálogo e os convite seriam enviados às forças, cujas mãos não estejam enxadas com o sangue do povo Sudanês. O que mandando das forças de apoio rápido, as forças RSCF, Fomeu Améd, MDET, D'Agaló, feche também o seu próprio discurso das festividades a AID, permitendo reconstruir o estado Sudanês sobre novos essércios e criar um exército que o Lialdade seja a nação. Amos os discursos foram elaborados para consumo político interno, desde abril 2023 a guerra a Sola Péis, entre as forças destes dois generais, bem vindo ao mapa mundo, a Santa Magnolia-Dias, professor Alcidear, do Presidente de Estudio de Político, que está na nova delas-boa, investigadora do IAPRID, e o Instituto de Políticos do Sém Estracionais, é também membro-fundadora da rede milhares mediadores do Mediterrâneo, tem como principais interesse de investigação, persidente o segurança em África, os osuntos africanos, Alexandre Odei, algo proposto pelo donal albora-me é sério, ou seja, o país, a capital, em dação os onas guerregativas, avastas áreas do território que estão fora do controle do exército nacional, nestas circunstâncias, além de quando ele diz que os convites são enviados as forças que os esmergos não estão amenchadas com o Sém do povo Sudanese, está da alguma forma de deslogas escluir as forças de agressão rápida. Muito obrigada, antes de mais para esta oportunidade, para estarmos aqui a falar sobre um dos conflitos que acaba por receber menor atenção de Ática, não obstante estar tão interligado e estar a sofrer com as implicações do novo conflito medio-oriente e é tão visível. Estas mesmas implicações desde o lançamento da operação Epic Fury desde de 28 de febrero de 2016 e eu gostaria de começar como a frase do antigo chefe da operação das Nações de A. R. Romeo da Lair e que é o título de um livro dar um passo bem odiado cheque em hands with a devil. Ou seja, porque a amada da galo, o emeti, digestamente, não, nós também vamos prestar e reconhecer a nação, porque efetivamente temos neste momento um governo paralelo e este governo paralelo denomina stasis e corresponde a as áreas sobre o controlo das forças da poe rápido, território, dar fudos e cordofan que se estabeleceram como um governo paralelo ao governo controlado pelo que é reconhecido como o presidente do Sudão, o general al Buran. E quando o general al Buran neste momento tão simbólico na ção, num estado, digamos assim, de maioria Muslima, nas celebrações do I. D. S. que está preparado para dar início a um processo de reconheciação nacional, a um diálogo que inclua outros protagonistas que não têm uns mãos manchadas e é preciso também sermos honestos. Aqui não há nenhum dos intervenientes no conflito, nenhuma das partes belligerentes que não têm as mãos manchadas. Portanto o diálogo está longe de poder ser considerado abrangente. L. S. é importante que tal seja mencionado, ou seja, significa que se pretende também destruir formações da sociedade civil. Este já é um passo importante. Agora parece-se mami também que pode estar nas entrelinhas uma tentativa de exclusão das forças controladas por ameti, tal não é possível. Não é possível estarmos a pensar num processo de paz em que as forças da poe rápido sejam efetivamente excluídas, um processo de paz tem que estar também por incluir estas forças. Então esta seria uma primeira nota a assinar lá. Em segundo lugar também não podemos deixar de ter en conta que com a inclusão do novo conflito no Medi-Oriente o que que acontece? Estávamos até 28 de febrero de 2016 o que nós estávamos a assistir um crescendo de rivalidade entre Mohammed Binzaiat e Mohammed Bin Salman. Respetivamente os Emirates Arabes Unidos sempre estiveram por detrás de quem? De Remetti, o líder da. -E o Jorge do Reino Rápido. -E Mohammed Bin Salman dos Emirates Arabes Unidos sempre estiveram por detrás de. -O líder da Arabia Saldita sempre estiver por detrás do líder do Sudão, do presidente facto do General Alburani. Ora, está-ne do parente um inimigo comum, o Irão. As atenção são concentradas e passam a estar unidos e estão concentrados para ante esse mesmo inimigo comum, sendo que há-lhe um vazio momentâneo que vai ser preenchido, lá está por outra força que também, ou por outro chefe de estado da região, que é apoiado também pelos Emirates Arabes Unidos, neste caso, pelo líder da Ethiopia, o primeiro ministro Abi Armet, que, contra a alimentação que seria expectável, também está por detrás de Remetti. Então, neste momento, o vazio não possa firmar que Remetti se encontra, se encontra em fracido, mas está em bevindo a denunciar, por exemplo, os chegones, notícias de que tem venhociar de mercenários ou de companhias, militares de segurança privada, provenientes da colombia. -Oso seja, há muitos atores externos envolvidos neste agressivo do Sudão. -Ah, aqui uma tentativa exatamente envolvidamente aqui da ator de externos, também tenhamos aqui ajuda-preveniente do General Aftar, da Libya, que também estava por detrás de Remetti, ou seja, há que uma regionalização do conflito, há que um momento em que os dois principais rivais, momentaniamente em que estão unidos contra o seu principal inimigo, na região, que o Irão e cria-se um vazio, portanto, por um lado, há um aumento de impunidade, e foi justamente assim que o Ricardo começa a introdução hoje com um aumento de massacres, uma continuidade de intensificação das baixas. Estamos a falar em três anos de conflito em 150 mil baixas e as atrocidades que estão nos milhões de deslocados. -E as atrocidades continuam a ser perpetadas ainda em 15 de abril, 120 de ligações reuniram sem Berlín, há um reconhecimento que dedica são necessários mais de 1.5 mil milhões para a mínima provisão das necessidades humanitárias. O representante máximo dos critórios das Nações Unidas para a coordenação dos Assuntos Humanitários Tom Fletcher de forma incansável, tem continuado a chamar a atenção para as necessidades desta tragédia humanitária, provocada pelo conflito. do Sudão. Ou seja, este conflito de plas características têm pelos sinais de alerta que já fez acionar, digamos assim, até para representantes das anteriores unidas. Este conflito pode ou deve ser uma prioridade para a agenda de um país como Portugal, que acaba de ser eleito para o membro de não permanente com o seu de surrece. Vamos ter que começar por saudar que tenha sido justamente incluído na agenda de candidatúrico que Portugal tenha conseguido justamente ter sido eleito logo a primeira ronda de votação daqui privilegiando do seu estatuto institucional ao nível internacional, que tenha justamente chamada a atenção para este conjunto de conflitos que ficam sempre subordinados ou que recebem menor atenção, face aos conflitos com implicações globais e que estão sempre no centro da agenda mediática. E aqui o Sudão foi efetivamente sublinhado, como sendo um dos conflitos que deve figurar na agenda do Conselho de Segurança das Nações Unidas. E a de saudar justamente essa colocação no centro das preocupações durante a permanência de Portugal, enquanto membro não permanente neste mandato que inaugura agora durante dois anos. Este dia, algo proposto por Alburão preste-açido, conseguido para fornecer uma face mais respeitável do exército, eventualmente aproveitando um momento militar em que no campo de batalha, o exército Sudanês parece estar com algum ascendente, o cartão foi recuperado, os círculos em cordofan do sul foram rompidos, mas além disso, segundo algo mais analis, as forças de resposta rápida, o de reação rápida, podem estar passada por um mal-vocado contra o Diárabi Wiggly, que é de desertões de alto nível nas forças da reação rápida baláram esta munícia, que agora parece ter o futuro ameaçado, enquanto o exército faz movimentos políticos em Cartão. O encontro, uma reunião em Nairobi, primeiro foi em dezembro de 2025, agora, uma segunda reunião que reuniu políticos civis, Grupo Rebelles, partidos políticos, que unem vários fações e vários elementos de partidos políticos do Barat, o Antigo Partido Nacional Ruma, da pera, tanto fações políticas humanesas, mas reuniões que produziram uma carta, que pediam uma autoridade de transição totalmente civil, sem participação militar, um sistema federal separa religião do Estado e o desmantelamento das redes do Antigo Regi Mís Lâmico. Faz sentido são revindicações irrealistas? A sua solução que terá que ser encontrada para uma transição pacífica tem que ser uma solução encontrada justamente pelos atores do Sudão e incluindo vozes da sociedade civil, incluindo também vozes não-militares, não nos podemos esquecer que assistimos quando, de rocada, de Omar albaixir, um movimento que emergiu, como nós dizemos, a partir de baixo um movimento que emergiu a partir das forças sociais. E esse movimento foi justamente acaparado pelas forças do regime e foi a partir daí que surgiu esta aliança meramente de conveniência entre o general alborana e a meti e que foi de pouca duração. É que acaparam justamente o tal movimento civil, acabariam por afastar pela via de um golpe de Estado o primeiro ministro civil que tinha legitimidade e posteriormente se entenderam se lá está pelas lutas pelo poder, pela chamada a vida e pelo poder, acabariam por se desentender e estamos prente uma guerra civil que já dura há três anos. As forças parecem legitimas, as reivindicações parecem legitimas, as soluções têm que ser interior, agora não podemos deixar de ter en conta que eventualmente remete e se possa encontrar no momento de maior vulnerabilidade que não pode ser separado das consequências e das implicações para o conflito do Sudão da nova guerra do Medio-Ariente lá está e do atinuar de, digamos assim, da rivalidade entre os Emirates Árabes Unidos e dar a Abia Saldita porque tem que se unir, faça seu inimigo comum, faça-te arão lá está e então não estão destão disponíveis para investirem os seus apoios aos diferentes protagonistas que apoiavam no conflito do Sudão, mas também não nos podemos esquecer que há também evidências indicadores de que as forças da Métia continuam a beneficiar depois externos, nomeadamente que existe um campo de treino perto do aeroportar a Soça, na Ethiopia, numa área de intercessão entre a Ethiopia, o Sudão e o Sudão do Sul, onde as forças de intervenção rápida, de reação rápida, com a sua antafórmula que utilizemos para traduzir para português a designação em inglês, Rapids a Porto Forças, que beneficiam do treino e temos também um enorme apoio do qual a Ethiopia tem sido necessária por partos em Emirates Árabes Unidos para o reforço das suas forças, das suas capacidades de defesa aérea, a Soça é este aeroporto e este tal campo de treino, está muito próximo também da grande barragem, da renaxência e o Teupe, que servem então dois propósitos, por um lado, continuar a apoiar as forças de reação rápida, que são parte no conflito do Sudão e também providenciar algum apoio a Ethiopia faça ao seu rival, o Egito, que opõe justamente a fação la posta no conflito no Sudão, lá está o general alburane, é que é reconhecido enquanto o presidente de facto, digamos assim, do Sudão. Então pode ser um enfraquecimento, digamos assim, momentáneo de emeti com deserções, lá está, se não há forma de continuar a alimentar essas mesmas forças, essas mesmas forças não estão por identificação ideológica, étnica, não nos podemos esquecer com os Emirates para o Unidos, ainda que não seja reconhecido, passaram do momento para o outro, para os maiores exportadores de ouro, não há ouro nos Emirates para o Unidos, onde é que há ouro, ajustamento minas de ouro, nas áreas controladas pelo governo paralelo, que não é reconhecido com certeza, pelo do Darfur controlado pelas forças de emeti, ou seja, podem ser não tenhidados sólidos para o afirmar, mas pode ser um enfraquecimento, momentáneo derivado à falta de liquidez por parte do general emeti que tenha conduzido a essas deserções. O que podemos também afirmar é que, para do que somente, a impunidade continua em crescendo. E que se traduzem? Em impunidade nos massacros, que têm vindo a relatar. Nas vítimas chivis e a medida que nos aproximamos de um crescendo de conflitos, de volatilidade em termos do sistema internacional, uma escalada na competição entre as grandes potências, na violação do direito internacional, por aqueles que deveriam ser os seus principais defensores, uma desorda internacional generalizada, este impunidade também vai aumentando nos conflitos à escala regional, há, desde sempre, uma tendência para a regionalização dos conflitos nesta região, não são tendências novas, os padrões que estamos a observar não são padrões novos, mas a impunidade com que atuam estes atores, tem se vindo a intensificar. A posição militar das forçarmadas de Sudanese está agora sem dúvida no seu ponto mais forte, mas ainda não o suficiente para se poder sequer falar de uma vitória, muito menos uma vitória total, recapiturar Cartume, não é mesmo que pacificar o Darfur, uma região que é do tamanho de França, onde as forças de apoio rápido podem recorrer táticas de rir a por tempo indefenido ou, pelo menos enquanto tiverem os tais após estérmios que a Alexandre falava, o corredor do Cordoffano que as forçarmadas sotanês estão a trabalhar para abrir como rota de acesso ao lar fura a partir do leste é bastante espotado, portanto implica-lhe a sempre uma operação lenta, esta ação chuvosa que começa agora em junho limita as operações a larga escala, provavelmente por alguns meses, dando tempo ambos os lados para se rearmarem, se prepararem para a próxima fase, mas enquanto isso, nas rapids de support forças, as forças de apoio rápido estão sob forte pressão, parece que as alianças tribais parecem estar fragmentar-se, tenho que ir demasiado nessa artigo do Arabe Weekly, um brigadero general conhecido como Alça-Vana, apareceu o diante das câmeras de televisão em cartúna semana passada e apresentou que parecia ser uma espécie de autópcia, de organização para qual o todo durante anos, precisamente as forças de apoio rápido, disse-lo que estavam em colapso, que o comandante, o general da Galo Ametti, não sabe o que fazer, que as forças de militares se estão a desfazer ao retor dele, que as decisões reais estão agora a ser tomadas por grandes potências e países importantes que imitem ordens, que o irmão e vice de Ametti, Abdel Raim, está a comandar a guerra, construída no poder e eliminando qualquer um que ele considera uma ameaça, mas que as deserções de um comandante dele próprio Alça-Vana e de um comandante chamado Alcuba, que comandava ao que a legade de coutumno, o norte da Arfur, que ajudou a liderar um cerco de Alfa-Sher, que partiu com contingentes timados entre 50 e 130 veículos combate, e saiu das RSF, Alça-Vana, por sua vez, ele próprio era o responsável pelas rotas de abastecimento no deserto, através do treango de fronter isso, sudam o líbio e Egito das forças da apoio rápido, exatamente os corredores que o exército está agora a avisar o exército das forças armadas de suas solanesas, ambos os homens, estes dois comandantes que desertam das forças da apoio rápido, pretensem ao clá-maramide, um ramo da conferação tribal Rizegate, de qual o próprio Ametti descende, embora de um subgroupo rival, dos maramides mantem há muito tempo uma relação tensa com a liderança das forças da apoio rápido, há uma figura deste grupo que foi o antecessor de Ametti como homem forte escolhido pelo Governo para o Darfur, Ametti prendeu, o Shtalô, a Muzah e a Ilaal, e em seguida transformou as forças da apoio rápido no exército para o lelo poderoso o suficiente para enfrentar o exército nacional de sudam. Estas clivagens étnicas, para nós um pouco difíceis de compreender, são importantes dentro das forças da apoio rápido e dentro da lógica do sudam. É fascinante, recressá-nos a Muzah e a Muzah e a Ilaal foi um daqueles que esteve por detrás da produção, da formação de Ametti, e Ametti, quando teve oportunidade, nem sequer e zito entre hilo ou seja, há outro tipo de solidariedades que se sobrepõem às solidariedades clánicas, étnicas. O que é que eu gostaria de salientar? Para além das solidariedades clánicas subclánicas, o que nós verificamos nesta região é que existe e perdura através de várias eras de relações internacionais ao nível local e que são depois alavancadas e soportadas por ator cisternos e os atoros locais vão manipular as intervenções cisternas em proveito próprio, em momentos críticos quando querem aproveitar esses apoios cisternos para ascenderem a lugares de poder, há um padrão volátil de formação de alianças, significa que os aliades doje podem se vir a tornar os inimigos de amanhã, neste caso, Ametti foi uma criação, digamos assim, de Muzah e a Ilaal, mas Ametti, quando teve oportunidade que foi oficida por Omar Albaixir de ascender a poder, não exito em colocar Muzah e a Ilaal na cadeia e posteriormente Ametti e Alburán quando tiveram oportunidade através da sua participação ao lado dos imidades arebs unidos e dar a arabia saudita com a Butz on the Ground, com forças, a negheira civil do Yemen, que lhes ajudou a ganhar em prestígio junto destes ator cisternos, quando tiveram oportunidade de ascender em, não visitaram também entre ir Omar Albaixir e ascenderam então também ao poder. E agora, estamos a ver aqui novamente um reverso das alianças que no passado eram totalmente diferentes, portanto, aquilo que eu pense que é importante termos sempre em conta é seguir a trajetória dos indivíduos, porque eles vão alterando as configurações das alianças de acordo com as suas convenências no momento. Se admitem neste momento, está numa fase de maior fragilidade e não nos podemos esquecer que o seu próprio irmão, Rabel Reim, tem um mandato captura e tem mesmo sensões interpostas por parte da própria União Europeia. Também está ele numa posição agora de maior força perento o seu irmão, o Andan da Galo, que era aquele que tinha uma voz mais ativa e que era aquele que tinha uma maior capacidade de se apresentar na região como o ator, com a maior capacidade de ser recebido pelas lideranças dos Estados na região, a parco-general alborâne, agora está num momento de enfraquecimento, mas esta conjuntura pode alterar e neste momento nada nos garante que o general alborâne consiga vir a controlar novamente Cardofan e Darfur. O governo parallelo que foi estabelecido no Darfur, que pode até causar alguma impressão de ser no papel deslogo e por ocupar o mar é que é considerável, mas na prática não acaba por ser vazio no momento em que quem controla esta região está a sofrer ataques aérios das forçarmadas sudanesas, tem deserções dos seus próprios combatentes, não acaba por ser apenas algo vazio. O Darfur já foi algo praticamente de um genocídio em 2004-2005, onde podemos esquecer dessa fase, em que nunca foi pronunciado e nunca foi categorizado enquanto no cídio, mas que nada foi feito na altura para o prevenir, portanto o Darfur já tem uma longa história de marginalização de clivagens, nada nos garante com a lei que vai ser a futura configuração do Sudão, já assistimos à criação de um novo estado a partir daquela que era a entidade original do Sudão e ficamos com o que é o Sudão do Sul. O Sudão do Sul ficamos com, e não era definitivo, não era inevitável que o Sudão do Sul não nos podemos esquecer que quando John Garang mor num acidente helicóptero, não nos podemos esquecer que não era inevitável a separação do Sudão do Sul e nós estávamos convencidos de que aquele acordo compreensivo que depois resultou nem de pendência do Sudão do Sul, na sequência do tal referendo que daria a maioria a solução dos separatismes da independência seria a fórmula para evitar a reconhecia de conflitos, quem é que nos diria que passado dois anos de independência, estávamos através abraços como a guerra, não entre Rartum e a capital do novo estado, Juba Machin, entre o presidente e o vice-presidente do Orçã State criado, apenas passado dois anos da sua criação, quem é que nos garante que o Sudão tal como conhecemos atualmente, se vai permanecer tal como conhecemos, com a capital em Rartum e que, niala, que era então capital do Governo Tases controlado por E-METI, não será no futuro, o facto de METI, estaria dizer que vai reconhecer a nação do Sudão, o facto de METI ter tido uma reunião corpresenta. em que a gente é um exente especial das Nações Unidas, para o Sudão, Peca, Ravisto, o Enviado Especial dos Secretários das Nações Unidas, também é significativo, significa que remédia e que era recuperar alguma credibilidade, alguma legitimidade, faz uma pluralidade de protagonistas que estão a emergir, faz a fragmentação de forças que representam esta região e a fragmentação das forças de reação rápida, quer se ainda apresentar como um líder não obstante todas as atrocidades cometidas, que ainda reconhece o Sudão como uma entidade unida, da íter preferida tal frase mágica, naquele momento simbólico das celebrações do Íde que continua a reconhecer a tal nação do Sudão, e eu penso que as palavras são importantes neste contexto de fragmentação, de exerção de forças, etc. Mas e tenta ter uma voz de ámbito nacional quando no próprio território que controla parece ser cada vez mais acessado e numa altura em que as forças armadas do Sudão, do Genoal Burani, podem avançar sobre o Lodar Furo e tentar cobrar o domínio das forças da Poula da Poula da Poula da Poula. E essa voz pode mudar e pode perder o mesmo discurso, pode ser totalmente diferente no próximo mês, com soente, avançarem e com soente se forem, desenrolando, digamos assim, os confrontos na frente de batalha. Portanto, penso que por tudo aquilo que nós conhecemos da trajetória do Sudão, desde 1956, é esta parte dos vários conflitos, da tendência de recurrencia de conflitos na região. Estas declarações, são declarações vazias, conjunturais, os protagonistas políticos militares do Sudão, são especialistas em periandedores, em termos de negociações, e sabem retirar partido das iniciativas de mediação para a paz. E o que nós estamos a verificar, temos que olhar para o que está a passar, é que a par com estas iniciativas políticas que têm estado muito. Como é que eu poderia dizer muita dormecidas, penso que é mais. E mesmo em termos concretos de condonação, ou de apontar o dedo, aquela ação negativa que tem sido levada a cabo. E temos que chamar a atenção concreta para a ação muito negativa que tem sido levada a cabo pelos intervenentes, pelos intervenentes regionais, dasendarqueias do golfe, - Era a besão de intimirados arabsunientes. - Os intimirados arabsunientes. Que negam negam, mas que há mais do que vidências que têm, tido uma intervenção que tem contribuído para a intensificação do conflito. Entra-me, temos debaixas para o perpetuar do conflito e para também o afastar dos atores civis que podiam ter tido um papel importante em iniciativas anteriores de indiação para a paz. A região do Darfur, que eu quase interamente nas mãos das forças da Pouyo Rápido, em 2023-2004, a queda de El Facher, em outubro, foi acompanhada por Massacres, que investigadores dorsdoros não descreveram cometendo as características de desnocidio. Esse evento, parecia ter encerrado qualquer possibilidade de reverter-se no plano militar a curto prazo, mas agora, como já temos estado aqui a dizer, a situação parece ser diferente. A campanha das forças armadas de danesas, em Córdoba, tem um objetivo explícito de abrir rotas para o Darfur a partir do leste. As opressões com drones do exército estão, segundo, vários relatos, a corruer a infraestrutura de fesaria das forças de reação rápida. Qualquer modo, como já disse, o Darfur é uma região vasta. As forças de Zé Rensef, uma capacidade de combate significativa, os após externos mantém-se, são não foram abandonados. O Darfur, se as forças do Isar de Taborã, avançarem para o Darfur do Toreão contra uma força muito conhecedora desse próprio território, que poderia recorrer a guerra de guerrilla, mas as forças armadas de danesas precisariam de proteger as dinhas de abastecimento e conquistar ali à idade locais. Tudo isso, enquanto gerem uma crise humanitária catastrófica, as finanças do país estão num estado bastante debilitado. Acemos assim, cofres falidos, é a expressão usada no tal artículo do Árabe Wiggly. Também, a Lixandra, que o Isar de Soudanês, nunca foi capaz de projetar poder nessas zonas mais proliféricas do país. O que foi precisamente essa fracesa que levou o cartão de armados, Jean-Jauïve, para combater os insurgentes. Qual é que é grande fracesa em termos de forma de manutenção do poder, por parte das lideranças do Estado do Sudão? A prolifração de militias, o armar de atores nostatais, para garantir a totalidade de proteção do Estado, através de atores nostatais, da abastecência do território, não eram as forças armadas que garantiam um monopolio dos mesmos de coercão de gíteo. Mas sim, através da criação de militias que eram elas próprias apoiadas pelas forças armadas e criadas pelas mesmas, aplicava-se à máxima de dividir para reinar e eram essas mesmas paramilícias ou forças locais que se garantia que o Estado ia mantendo um controlo das regiões periféricas, daquelas regiões que postaram então afastadas do centro do poder acabavam por não beneficiar da presença, quer das instituições, quer dos agentes do Estado, o D'Arfureão, uma destas regiões mais negligenciadas e podemos ver outras regiões do Sudão em que estas mesmas clivagens regionais vão manifestando daí nós temos várias camadas que permitem caracterizar o conflito do Sudão e aquelas leituras muito dicotômicas em termos de causalidade do conflito do Sudão são completamente erróneas e não nos permitem compreender o porquê de recorrência de conflitos ao longo de várias décadas do conflito no Sudão e aqui temos a ver a mesma tendência que é uma fragmentação das forças estão unidas durante um terminado período e depois há uma fragmentação e temos agora a assistir a este momento o que eu não daria por certo é que emeti não daria já por certa a derrota de emeti e a ascensão e capacidade de controlo deste vasto território por parte das forças armadas do Sudão associadas a aquele que é reconhecido internacionalmente como o seu presidente de fato o general alborrani e por mais que os atores da sociedade civil também reconheçam que as forças armadas do Sudão tenham perpetrado atrocidades contra os seus próprios cidadãos nomeadamente que eles que estavam que eles que estavam levar a cabo aquele movimento de revolução, que voa queda do amar albaixir e general alborrani tanto como emeti não tem as mãos limpas durante aquele período de repressão do movimento civil que emergiu de forma espontânea e que levou a queda do amar albaixir no general é mais importante terem um líder que representa alguma forma o Estado com alguma credibilidade internacional do que continuarem nesta situação de guerra a três anos e repare o que é diferente nesta guerra que durar três anos a guerra vai até a capital tal nunca tinha acontecido um dia algo genuíno exigiria no mínimo algum entendimento sobre partida de poder entre as as forças armadas de as e as forças de apoio rápido e voltar a questão do como é que as forças de apoio rápido, se poderou integrar com o exército, mas foi essa questão que deu também início a guerra, também exigiria o canismo de ser fogo com supervisão internacional, comunitrização internacional, confiável, exigiria desde os líderes militários e lideranças civis também estivessem disposto a sentar-se na mesma sala, mas nenhuma dessas condições parece para se esgotir atualmente certo. Quem é que vai garantir só se. temos o que representam em especial, o enviado especial dos secretários de Raldas nações Unidas, peca-visto, estamos no movimento agora, no movimento não, no momento de transição nas nações Unidas, quem será o próximo a próxima, as secretárias de Raldas nações Unidas, estamos no momento muito grave, de crise intensificada do multilateralismo, a própria representante especial das nações Unidas, peste desculpa da União Europeia, para a região, a União africana e o modo de soluções africanas para problemas africanos, tem-se revelado completamente ineficais, portanto, aqui também em termos de atores internacionais que podessem ter um papel fundamental, poderia ser a União Europeia, ao nível do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ter esta questão mais no centro da agenda, este iniciativa eventualmente que traga também para a mesa das negociações atores da sociedade civil, é uma iniciativa de Lovar, mas vamos ver como é que vai avançar a situação, continuar a insistir nesta iniciativa, ainda que tenhamos que ser realistas, não podem ser abandonadas as iniciativas, mas aquilo que tem sido alcançado e mesmo na última reunião em Berlinha, 15 de abril, com esta agenda e 20 de plugações, o que foi alcançado, mesmo em termos de provisão da ajuda humanitária, nem sequer tem evit cooperação para garantir um princípio básico do direito internacional humanitário, que é o princípio de garantir que mesmo em tempo de hostilidades a ajuda humanitária continua a chegar aos chivis, e aqui os principais visados durante este conflito têm sido os chivis, como nós temos aprendido e com as imagens de satélite que nos têm chegado, este conflito tem sua marca principal, tem sido um crescendo de massacres, um crescendo de impunidade e o futuro é muito incerto, portanto temos que continuar a seguir a saudar as iniciativas que possam tentar levar a cabo iniciativas de mediação que amplia o leque de atores que estão na mesa de negociações para além dos bligerentes. Deçando um maior de dias, muito obrigado, um mapa mundo de graça até a CF na próxima semana.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A guerra civil no Sudão, iniciada em abril de 2023, é atualmente a maior crise humanitária do planeta, com 14 milhões de deslocados e entre 150 mil e 400 mil mortos.
  2. Os combates opõem as Forças Armadas Sudanesas (SAF), lideradas pelo General al-Burhan, e as Forças de Apoio Rápido (RSF), comandadas por Mohamed Hamdan Dagalo "Hemedti", com ataques de drones causando centenas de mortes civis.
  3. O conflito tem forte dimensão regional e internacional, com envolvimento dos Emirados Árabes Unidos (apoiando Hemedti) e da Arábia Saudita (apoiando al-Burhan), além de mercenários colombianos e apoio da Líbia e Etiópia.
  4. Recentemente, as RSF enfrentam deserções de comandantes do clã Mahamid, indicando fragmentação interna, enquanto al-Burhan propõe um diálogo político que exclui as RSF, considerado irrealista.
  5. A crise humanitária persiste com massacres tribais, fome e colapso dos serviços básicos, e a comunidade internacional, incluindo Portugal no Conselho de Segurança da ONU, é instada a priorizar o Sudão.

Summary:

A guerra civil no Sudão, que começou em abril de 2023 entre as Forças Armadas Sudanesas (SAF) do General al-Burhan e as Forças de Apoio Rápido (RSF) de Hemedti, transformou-se na maior crise humanitária global. Com 14 milhões de deslocados e estimativas de até 400 mil mortos, o conflito devastou o país, especialmente Cartum e regiões como Darfur e Cordofão. Os combates recentes incluem ataques com drones, que mataram centenas de civis, e disputas tribais, como no Darfur do Sul, onde 350 pessoas morreram em cinco dias.

A dimensão regional é crucial: os Emirados Árabes Unidos apoiam Hemedti, enquanto a Arábia Saudita favorece al-Burhan, mas ambos os países estão momentaneamente unidos contra o Irão, criando um vazio de poder. A Etiópia também apoia as RSF, com campos de treino perto da fronteira. Internamente, as RSF enfrentam deserções de comandantes do clã Mahamid, indicando fragilidade, enquanto al-Burhan propõe um diálogo político que exclui as RSF, considerado inviável por especialistas.

A crise humanitária agrava-se com fome e colapso dos serviços, e a ONU necessita de 1,5 mil milhões de dólares para assistência mínima. Portugal, eleito para o Conselho de Segurança da ONU, incluiu o Sudão na sua agenda, mas a impunidade e a regionalização do conflito dificultam uma solução pacífica. As alianças locais são voláteis, com indivíduos mudando de lado conforme conveniência, e a guerra continua sem perspetiva de fim imediato.

FAQs

A guerra civil começou em abril de 2023, quando as Forças de Apoio Rápido (RSF) e as Forças Armadas Sudanese, que antes eram aliadas, se voltaram umas contra as outras. As disputas pelo poder e o roubo de um veículo e gado em tribos rivais no Darfur do Sul são algumas das causas imediatas.

A guerra deslocou 14 milhões de pessoas, segundo as Nações Unidas. Entre 150 mil e 400 mil pessoas podem ter perdido a vida devido à violência, fome e colapso dos serviços básicos.

Os drones tornaram-se importantes, permitindo ataques de precisão sem colocar tropas na linha de frente. Entre janeiro e abril, pelo menos 880 civis foram mortos em ataques com drones, segundo a ONU.

Os líderes são o General Abdel Fattah al-Burhan, chefe de facto do Sudão, e o General Mohamed Hamdan Dagalo (Hemedti), líder das Forças de Apoio Rápido (RSF). Ambos controlam partes do país e têm discursos políticos divergentes.

Sim, as Forças de Apoio Rápido estabeleceram um governo paralelo nas áreas que controlam, como Darfur e Cordofão. Este governo não é reconhecido internacionalmente, enquanto o governo de al-Burhan é o oficial.

Os Emirados Árabes Unidos apoiam Hemedti, enquanto a Arábia Saudita apoia al-Burhan. Há também envolvimento da Etiópia, Líbia e mercenários colombianos, o que regionaliza o conflito.

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