Na conversa, Michel e Tati discutem dois livros que tratam do mesmo tema: o custo do sucesso. O primeiro é a biografia de Matthew Perry, que revela a luta do ator com vícios e saúde mental após alcançar a fama, com mais de 60 internações. O segundo é "Alta Performance Sustentável", de Aline Wolf, que, a partir do trabalho com atletas como Rebeca Andrade, mostra que saúde mental e performance não são opostas, mas complementares. Michel destaca que muitos acreditam que é preciso sacrificar a saúde para ter sucesso, o que é um erro. Uma pesquisa americana indica que 87% dos empreendedores sofreram com problemas mentais, evidenciando a exaustão e a instabilidade do mundo corporativo. A discussão também questiona o significado de sucesso, frequentemente definido por métricas externas, como superar a família ou obter reconhecimento dos outros, o que gera uma busca interminável. Michel sugere que é essencial olhar para si mesmo, identificar limites e criar métricas próprias, em vez de seguir padrões impostos pela sociedade. Ele conecta isso à trajetória de Perry, que pagou um preço altíssimo, e às ideias de Wolf, que defende o equilíbrio para sustentar a alta performance. A conversa termina com um alerta sobre a importância de pisar no freio quando necessário, para não "fundir o motor".
Pra onde vamos? Pô, Michel ao Coforado. Oi, Michel, boa tarde. Boa tarde, Tati, tudo bem? Tudo bem. Eu fiquei pensando agora, já que tem muita gente que ouve você. Depois, né, no recortinho que a gente faz, você não tem que te dar boa tarde, bom dia, boa noite, boa madrugada, sei lá. Eu estou em Jaraguá, do Sul. Que horas são aí? Amanhã, tarde ou noite. Cabrinha, então, estava de tarde, virou noite. É. Por conta dessa evento aí, né, dessa negócia tudo. Ciclone extra, troca-pal, é. É verdade, hein? Os negacionistas estão tendo que acreditar que é verdade. Pois é, talvez do pior jeito, eles estão tendo que acreditar que é verdade. Mas vamos lá, sexta-feira, o Michel aqui dentro do Pra onde vamos, institui o que é a sexta do livro. E qual é o de hoje? Tem a ver com. É dois em um, eu diria, porque são dois livros que tratam de forma diferente sobre o mesmo assunto. Um é um livro que já foi publicado tem um tempinho, mas ele. Eu sou viciado em biografia. Eu não sei se você curte. Bem, mais ou menos, depende. E eu sou. deve ser porque eu sou foqueiro. Então, eu adoro saber como é que as pessoas se inventaram e que histórias os outros estão contando sobre eras depois que elas viram alguém que vale a pena ter a história contada. E eu sou viciado. Isso aí é uma biografia daquele atura americano. Matthew Perry, que era o atubali. Não, não, frames, não é? Ah, frames, é. É, é. É, aquela de amigo. Isso, eu oute seria de amigo. Mas é mais ou menos a mesma coisa. É a rostidade seria de amigos. Mas era um ator, né? Para quem não conhece, não ler esse livro, esse livro, ele se chama amigos, amores, é aquela coisa. É um livro que foi lançado pela editora da ESSELE e trata um pouco da trajetória dessa figura dentro do show business americano, que é muito parecida com de outras figuras no Brasil ou fora do Brasil, que é alguém que batalha muito para chegar onde chegou. E quando chega lá, não consegue sustentar o custo do detê-successo. E aí não é de sustentar do custo de detê-successo no sentido de "Ah, meu Deus, como é que vai ser quando as pessoas não me reconhecerem mais?" Não, é o peso duríssimo que vou aqui mental, psíquico, que essas pessoas são obrigadas a pagar, depois que elas chegam na fama e todo o impacto que a vida dela se transforma. E um outro livro que está diretamente conectado, vou explicar, porque é o livro da Aline Wolf. Aline Wolf é psicóloga do Cove, do Comitê Olímpico Brasileiro, e ela ficou muito famosa quando foi aos jornais, explicar um pouco do processo dela junto com a ginástica Rebecca Andrade. Ela foi a psicóloga da Rebecca Andrade. E aí ela tem esse livrinho que acabou de ser publicado pela planeta esse ano, que se chama alta performance sustentável. Por que que os trazessos dois livros aqui? Porque eles falam, oditam, ou nos explica um pouco de uma maneira ou de outra, essa loucura dos nossos tempos onde todo mundo acredita que precisa ter sucesso, precisa ter um sucesso desmedido, e de que os palcos são lugares abertos ou livros, a todo mundo, e que cada um de nós, da hora que a gente acorda, até um momento que a gente vai dormir, devia estar batalhando por esse punhado de luz que o sucesso traz. Só que o grande problema, nesses tempos que a gente está vivendo, é que o sucesso não é só algo que é fruto do resultado do teu trabalho, ou mesmo, é só algo que você se organiza para conquistar, se você batalhar, pesadamente, achando que você centrala para a tua vida, mas acaba sendo parte da sua identidade. E uma identidade, onde a performance é central na organização desse eu. E aí a ex-austão uma hora chega. Uma pesquisa super interessante dos Estados Unidos, aí não estou falando só de pessoas que estão buscando fama no campo das artes, da televisão, dos mesmos comunicação ou na internet não, tá? Eu estou falando de empreendedores mesmo, porque essa pesquisa super interessante que acabou de ser publicada no Estados Unidos, mostrou que 87% dos empreendedores americanos sofreram de algum problema ou alguma questão com saúde mental. É muito atrelado a ciclo de trabalho exaustivos, uma instabilidade sobre aquilo que eles estão fazendo, e o reconhecimento daquilo que eles estão fazendo, a absurda, o que coloca esses indivíduos numa ideia de, numa contradição, que é uma contradição impossível, desumana, que é nunca tá bom que eu estou fazendo, e ao mesmo tempo aquilo que eu estou fazendo, não me garante nenhuma satisfação. Então, é isso, consome, exaure essas pessoas, e a lineal wolf vai mostrar no livro dela, que eu vou repetir aqui o nome, alta performance sustentável, trabalhando com um atleta de alta performance, né, atleta de reconhecidamente, da ponta do esporte nacional, ela vai mostrar que o pior dilema que a gente pode cair é quando você começa a acreditar que saúde mental é o avesso, ou é o contraponto daquilo que você tá conquistando, quase que ela diz que é muito comum as pessoas acreditarem que tem uma gangorra, sabe? Você para ganhar alguma coisa conquistar alguma coisa, tem que pagar um preço, a gente gosta de dizer isso, e esse preço, em geral, que as pessoas estão pagando, essa saúde física e psica delas, e a lineal vai mostrar que não, atleta de alta performance, são aqueles que inclusive, eles são de alta performance, porque eles conseguem gerar algum equilíbrio entre esses dois lugares, eles entregam muito, e ao mesmo tempo conseguem também para continuar entregando mais. Quando o Fulano, a Fulana decide cair nesse binome de escolha, "Ah, é o preço que eu tô pagando, ah, depois melhora, é o começo do fim", né? E aí, olhando para figuras dos showbines e business, é engraçado também que o movimento se repete, é muito comum quando você vê alguma figura que faz muito sucesso, a pessoa não aguentando a transformação que a vida dela é obrigada da conta, né? Porque tudo muda, sem imagina, e não é só o fato de as pessoas reconhecer-se na rua, mas a sua rotina muda, é o seu dia muda, a relação com os seus próximos muda, tudo se transforma, é muito comum que as pessoas puxem o freio, dizendo, "Ah, não, eu vou segurar agora, achando que eu vou virar, eu vou voltar a ser quem eu era antes". Também não funciona, né? Porque quem vive um processo como esse não sai de uma maremota desse do mesmo modo. Então, o caminho aqui, olhando para a trajetória do método, que é uma trajetória de muito sucesso, mas de um preço altíssimo pago, foram mais de 60 internações e inclinicas de desintoxicação. As cifras gastas para ele tentar encontrar alguma. Alguma estabilidade para saúde mental e física dele, são absurdas, assim, é um dinheiro que certamente ele ganhou muito dinheiro, mas ele gastou muito dinheiro também para continuar bem, tudo isso dá uma ascisação para a gente que não vale a pena. Então, vamos com o pé no acelerador, pisando o freio de vez em quando se precisar, a manter aí uma estabilidade, porque se acelerar demais sem passar a maixa, o motor fonde, né? A gente sabe. Não sei em dúvida. Eu queria só voltar na observação da line wolf, ela firma que muita gente ainda, como você disse, ainda vê saúde mental e performance em pontas opostas da gangorra, que quando uma melhora a outra piora, e que uma performance, pelo menos no esporte, sustentável, depende da sua saúde mental. Só que a gente está falando isso há anos, inclusive, dentro das empresas, tem aí uma determinação para que as empresas se preocupem, prestem atenção zelen pela saúde mental de seus funcionários. Não tenha adiantado muito pelo visto, Michel, porque aí também quero trazer para nossa conversa o significado de sucesso. Eu adoro questionar o significado de sucesso, porque eles dizem que é suce. Para a gente alcançar o que se diz, o que se vende como sucesso é impossível, sem que você esfaréle a sua saúde no ritmo em que a gente vive hoje. Não? É. Com certeza. Esse assunto de saúde mental do trabalho virou até agora, uma nova regulamentação chama NR1, que as empresas vão ter que cumprir agora, uma série de novas medidas para resguardar, dentro do ambiente de trabalho, a saúde mental de seus funcionários e colaboradores. Mas esse ponto que você traz, está-tia muito importante, e o que eu mais gosto das entrevistas, e se não livrar, ali, nem ponto isso também, mas, sobretudo, nas entrevistas que ela tem dado sobre o livro dela, é que ela vai dizendo que, se a gente gosta de acreditar, que os atletas de alta performance estão muito mais pressionados psiquicamente, para dar conta de entregar o resultado, ela que joga nos dois campos, ela trabalha com atletas e também com executivos, ela vai dizer que no mundo corporativo, o jogo é infinitamente mais sério, está dentro de empresa, as habilidades necessárias para você conseguir sobreviver esse jogo, é infinitamente maior, e eu também venho questionando muito, e querendo refletir muito sobre a ideia de sucesso. Eu amo, eu amo essa conversa, sim. E aí, eu tenho. E aí, engraçado, porque como o problema é complexo demais, obviamente não é um problema.
um culpado só, né? A culpa não está só na gente que busca sozinho, a culpa não está só no patrão ou na empresa, que imagina que tem um caminho certo você performar, mas a culpa está na organização social mesmo, na forma como nós enquanto sociedade começamos a convencional que é sucesso. E aí eu acho que uma das aprendizados que eu tenho tido nessas entrevistas que eu tenho feito sobre o tema é que o grande erro é quando a gente começa a colocar o sucesso no cor do outro, no sentido de a gente compra as métricas do outro para aquilo que a gente acredita que é sucesso e as métricas não são nossas, né? E se as métricas são do outro você começa a balizar inclusive seus limites, na ideia do que o outro acha que são seus limites, né? E porque eu estou te contando isso? Porque nas entrevistas que eu tenho feito duas variáveis são fundamentais na percepção do que é sucesso. A primeira é que a gente gosta de acreditar que alguém, um indivíduo tem sucesso, quando ele supera a família dele de origem alguma coisa, tá? Isso está orientado com pais e mães que quando a criança nasce já começa a dizer meu Deus é preciso fazer essa criança da certo e essa criança da certo e aí tem todo mês a usted tá aí, né? Crianças muito jovens de classe média, sobretudo que o dinheiro permite uma certa organização dessa trajetória, o pai já começa a preocupar sei lá com 4, 3, 2 anos, a criança já tá falando inglês, ela, tu já peguei uma ponte aérea e uma moça muito simpática sendo todo meu lado, ela conhecia ele do meu livro, a gente começou a conversar e ela tinha posto filho dela com 5 anos na escola americana e ela me disse um pouco frustrada porque ela achou que o filho dela com 5 anos não falava inglês direito ainda e isso sem nenhuma crítica ela tá muito pautado, né? Essa ideia de que a gente super investe na próxima geração achando que ela precisa superar a geração anterior sempre, é isso pode ser insalário, pode ser escolaridade, pode ser em qualquer coisa mas muito conectado obviamente com a ideia de padrão de vida, né? De que a próxima geração tem que ganhar mais o viver melhor do que a anterior e aí as pessoas a inveja entrar na escola ou trabalhar em para pagar as próprias contas, elas têm que pagar as próprias contas e dar conta de correspondência expectativas do pai sobre que é dar certo ou que que é performar bem, né? Agora tem o segundo ponto que eu também acho que é central nesse embrório aí que é a ideia de reconhecimento, uma pessoa com sucesso é aquela que tem um conjunto de habilidades extraordinárias que são reconhecidas pelo outro só que como a gente já conversa com o passar. Ok, outro também. E aí, isso aqui é o problema, é esse outro que é um outro que ou não existe, né? Ou é um outro que vai mudando, porque quando você dá conta de seu vizinho do lado, reconheça que você deu certo, você começa que o síndico reconheça que você deu certo, aí você vai mudando e não chega nunca, né? Então eu acho que o caso do Matthew, né? Eu acho que na biografia fica muito clara isso e os estudos da Eline Wolf, eles estão mostrando que olha, melhor caminho é você olhar pra si, identificar os seus limites é as suas métricas, entender que a tua trajetória é a tua trajetória e isso não te impede de querer coisas, querer avançar, querer conquistar as coisas que você tem vontade de conquistar seja elas, seja uma elas quais sejam, mas isso não tá, não tá nada conectado ao outro, no sentido de não é o outro que vai definir pra você o que você quer, nem até onde você tem que ir. É você, porque é você que vai recalcular o hotel, você que vai decidir "olha, vou parar um pouquinho", é você que vai dizer "ah, tá bom pra mim". Onde o carro aperta, né? Onde o carro aperta, então o livro é bom, né? É um jeito, gente. Como chama mesmo? Olha, a Eline Wolf é alta, performa-se sustentável publicado esse ano pela editora planeta e já tem uns dois anos o livro do Matthew Perry, amigos, amores, aquela coisa publicado pela editora Bessere. Muito bom. Michel, eu que eu forado, ele mesmo tá aqui, a segunda, as quarta e sextas, você ouve ao vivo, no Instituto de CBN, e a hora que você quiser nas plataformas digitais desta central brasileira de notícias. Um "ah, um beijo, Michel, bom fim de semana, até segunda". Beijo, até segunda, tchau, tchau.
Podcast Summary
Key Points:
Michel apresenta dois livros
Ambos os livros abordam o custo mental e físico do sucesso, especialmente quando a performance se torna central na identidade da pessoa.
Uma pesquisa dos EUA mostra que 87% dos empreendedores americanos tiveram problemas de saúde mental, ligados a ciclos exaustivos de trabalho e instabilidade.
Aline Wolf argumenta que saúde mental e performance não são opostas; atletas de alta performance sustentável equilibram os dois, enquanto a ideia de "pagar um preço" pelo sucesso é o começo do fim.
O caso de Matthew Perry, com mais de 60 internações para desintoxicação, ilustra o preço altíssimo pago pela fama.
A discussão inclui a definição de sucesso, que muitas vezes é baseada em métricas externas (família, reconhecimento dos outros), levando a uma busca infinita e insatisfatória.
A nova regulamentação NR1 no Brasil exige que empresas cuidem da saúde mental dos funcionários, mas o problema é mais amplo e social.
Summary:
Na conversa, Michel e Tati discutem dois livros que tratam do mesmo tema: o custo do sucesso. O primeiro é a biografia de Matthew Perry, que revela a luta do ator com vícios e saúde mental após alcançar a fama, com mais de 60 internações. O segundo é "Alta Performance Sustentável", de Aline Wolf, que, a partir do trabalho com atletas como Rebeca Andrade, mostra que saúde mental e performance não são opostas, mas complementares.
Michel destaca que muitos acreditam que é preciso sacrificar a saúde para ter sucesso, o que é um erro. Uma pesquisa americana indica que 87% dos empreendedores sofreram com problemas mentais, evidenciando a exaustão e a instabilidade do mundo corporativo. A discussão também questiona o significado de sucesso, frequentemente definido por métricas externas, como superar a família ou obter reconhecimento dos outros, o que gera uma busca interminável.
Michel sugere que é essencial olhar para si mesmo, identificar limites e criar métricas próprias, em vez de seguir padrões impostos pela sociedade. Ele conecta isso à trajetória de Perry, que pagou um preço altíssimo, e às ideias de Wolf, que defende o equilíbrio para sustentar a alta performance. A conversa termina com um alerta sobre a importância de pisar no freio quando necessário, para não "fundir o motor".
FAQs
Foram recomendados 'Amigos, Amores e Aquela Coisa', biografia de Matthew Perry, e 'Alta Performance Sustentável', de Aline Wolf. Eles foram escolhidos porque abordam, de formas diferentes, o peso do sucesso e a relação entre saúde mental e performance.
O livro mostra que saúde mental e alta performance não são opostas em uma gangorra, mas sim complementares. Atletas de alta performance conseguem equilíbrio entre entregar muito e manter a saúde para continuar performando.
Ela mostra que o sucesso pode ter um preço altíssimo, como no caso de Perry, que enfrentou mais de 60 internações por desintoxicação. A trajetória dele ilustra que a fama pode exaurir a saúde mental e física.
O sucesso não deve ser medido pelas métricas dos outros, como superar a família ou buscar reconhecimento externo constante. O erro é comprar essas métricas e basear seus limites no que os outros esperam, em vez de olhar para si mesmo.
O programa destaca que, no mundo corporativo, o jogo é ainda mais sério que no esporte, exigindo habilidades maiores. A NR1, nova regulamentação, agora obriga empresas a adotarem medidas para proteger a saúde mental dos funcionários.
Porque isso cria pressão desde a infância, com crianças sendo superinvestidas para corresponder a expectativas de sucesso. Isso pode levar a um ciclo de cobrança e insatisfação, em vez de focar na própria trajetória.
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