Sobre rir de tudo e rir de nada (com Joana Marques)
43m 26s
The transcription delves into the theme of humor and laughter from various angles, drawing insights from philosophical and societal perspectives. It explores differing opinions on the nature of humor, its potential harm, and the role it plays in social criticism. The text raises questions about the impact of humor on individuals and society, particularly when it involves ridiculing those in positions of power or marginalized groups. It also reflects on the use of humor in addressing serious societal issues and the balance between levity and social responsibility. Ultimately, the discussion prompts reflection on the complexities of humor and its implications in different contexts, emphasizing the need for critical analysis of the role of humor in shaping societal norms and values.
Transcription
7812 Words, 44197 Characters
[música]
Olá, eu sou Ricardarus, pra era isto é o podcast, coisa que não edifica nentes troi,
hoje sobre rio de tudo e rio de nada.
[música]
Então, fofinhos, bem dispostos, espero que sim que eu quero a boa disposição.
Faça-se na serrinho com o que eu digo, ou já meu alvo em concar a sere.
É que é isso o tema 2, os que seriam de tudo e os que não seriam de nada.
É pra rir de tudo eu ainda perceba agora, não rir de nada.
São assim tomados os postos, comprei uma cama nova, mas comprida pra deixar ainda acordar com os pés de fora.
Ou tipo um galeteiro, pra ver se deixam de estar sempre com os azeitos.
Se não resultar olhem, comprei o que vos fiz é feliz, a vórtana tem tudo e mais não sei o que.
Portanto, se não tiver nada pra melhorar a sumor, é pra não arremedio pra vocês.
Quer dizer, haverá, rir é sempre o melhor remédio, mas isso a vórtana ainda não vende.
Hmm, se não se rir não com este entorno não sei, até a próxima.
[música]
No livro, Jacques, o fatalista, a certa altura da conversa.
Jacques diz ao seu amo que tentou adotar uma curiosa estratégia pra viver melhor.
A estratégia era, segundo ele, troçar de tudo, "Ah, se eu tivesse conseguido", diz ele.
E o amo pergunta, "Para que te serviria?"
Ele responde, "Para me livrar de preocupações, para não ter necessidade de mais nada,
para me tornar perfeito senhor de mim mesmo, para sentir tão bem a cabeça encostada a um marco,
a esquina da rua, como num bom traveseiro."
É como eu sou às vezes, mas o diabe é que não dura muito.
É realmente uma boa estratégia, tem esse problema, não durar muito.
Um escator séculos, antes de dê de rotear escritestas palavras,
são basilios de cesareia, propunha uma conduta bastante diferente, nas suas regras monásticas.
Ele diz o seguinte, importa também com ter o riso.
Eis uma questão frequentemente negligenciada, mas digna da tensão.
Entregar são um riso ruidoso e moderado, é sinal de intempreança,
e revelar em capacidade de manter a calma e reprimir a frivolidade da alma pela santa razão.
Não é próprio mostrar até mesmo com o sorriso alegre o florescimento da alma,
como indica o proverbe das escrituras, curação contente alegra o rosto.
Proverbe os 15-13.
No entanto, diz ele, "Rir alto e ser sacudido involuntariamente não é próprio de uma alma tranquila,
íntagra ou senhora de si mesma".
Este tipo de riso é condenado também pelo eclesiaste, como o grande adversário da estabilidade da alma.
Do riso, eu disse, "Tulisse", eclesiaste capítulo 2, versículo 2.
E ainda, assim como crapita o fogo de baixo da caldeira, tal é o riso do insensato, eclesiaste capítulo 7, versículo 6.
O próprio senhor quis experimentar todos os sentimentos inseparáveis da natureza humana
e mostrar a sua virtude na fatiga, por exemplo, ou na compaixão pelos infelizes,
mas como os relatos e vangélicos de estimunham, ele nunca se deu ao riso.
Por contrário, ele lamenta a que eles carriem.
Lucas, capítulo 6, versículo 25.
"De fim de citação de São Basilio de Cesareia".
São Basilio, refer-se aqui, Lucas 6, 25, ao sermão da montanha.
Em que Jesus diz, "Ai de voz que agora rides porque irais ficar aflitos e irais chorar".
E, recorda, uma observação decisiva, que são João Christos, um tracido primeiro a fazer,
que é a seguinte, nos evangelhos canónicos, Jesus Cristo nunca riu, embora chorte duas vezes,
quando a vista Jerusalém e quando láser morre.
E um pouco mais adiante, respondendo a uma pergunta sobre se elícito riu,
"São Basilio e o repete, tal como o senhor condena os carrinhos agora é evidente não haver para o fiel,
tempo algum próprio ao riso".
Reparem que, para Jacques, o fatalista, rir de tudo,
é um modo de se tornar perfeito o senhor de Simerva.
Para São Basilio de Cesareia, rir significa que a alma não é a senhora de Simerva.
São João e Missanto Ambrósio partilham a mesma desconfiência em relação ao riso.
E são clomente, embora reconhecendo que o homem é um animal carri,
a vista que daí não decorre que se devarre de tudo.
O cavalo, acrescenta ele este propósito, é um animal carlincha,
e, no entanto, não relincha por tudo e por nada.
É uma boa abjeção.
O deus da Bíblia não parece ser dado ao riso,
apesar de, acho eu, até ter motivos para isso.
Aondeus, com o sentido de humor, tem princípio não escaparia o seguinte.
O facto de uma entidade omnipotente e omniciante ter produzido criaturas tão flagrantemente
em perfeitas, é, como é óbvio, muito engraçado.
Mas Deus reage sempre expulsando as suas criaturas do paraíso,
ou castigando-as com pragas, destruição e delúvios,
e nunca com uma mais do que justificada e, digamos, humana, gargalhada.
Eu não gosto muito de fazer afirmações categóricas,
mas estou convencido de duas coisas.
Primeiro, que a razão pela qual São Basilio de Fende que não devemos rir de nada,
é precisamente a mesma razão pela qual já que o fatalista deseja rir de tudo.
Segundo, que no que toca o riso, só existem essas duas posições radicais.
Não creio que há jamais o termo.
O defendemos que é possível rir de tudo.
O defendemos que não é possível rir de nada.
A partir do momento em que abrimos uma cheção,
podemos rir de tudo achato disto, ou não podemos rir de nada achato daquilo,
deixa de ser possível sustentar a posição.
O mesmo argumento que valida uma cheção, sanciona todas as outras.
Por exemplo, podemos rir de tudo achato do sagrado.
Que sagrado?
Deus?
São Deus ou todos os deuses?
Podemos rir de poseidão.
E aquelas pessoas que não são crentes,
mas para as quais outras coisas são sagradas,
coisas tão diferentes como a família, o partido, o país, o presidente da República,
ou porque não o tricou.
Um dos motivos principais desta discordia
é o facto de muita gente ter uma ideia rada do riso.
Por exemplo, há muitas pessoas convencidas de que rir é o contrário de chorar.
Não é, rir e chorar são vzinhos, talvez mesmo parentes.
Por vezes até ocorre ao mesmo tempo.
Ambos funcionam como a válvula da panela de pressão.
Contrário de rir, não é chorar.
É não rir.
Estar sério, acumular atenção.
É bastante importante entender isso.
Outra coisa que é importante entender é que a mesma coisa,
dita no âmbito de um discurso sério, ou no âmbito de um discurso,
não sério tem valores diferentes.
E o riso pode ser agressivo, claro.
Mas mesmo quando é, trata-se de uma agressividade especial,
o que é frequentemente esquecido.
Até Samuel Butler, escritor inglês, autor de sátiras,
relacionou o riso com agressividade pura,
assinalando que não é possível rir sem mostrar os dentes.
O que é falso no entanto?
Os bebés conseguem fazê-lo.
E alguns velhotes também.
Um bom exercício é observar cães a brincar.
A brincadeira dos cães é em tudo igual à luta.
A mesma agressividade, o mesmo barulho, as mesmas dentadas, tudo.
Só que é brincar.
Não devemos deixar nos enganar pelo facto de também ser feito com os dentes.
É exatamente igual à luta.
Mas é uma brincadeira.
Na introdução de um livro sobre Charles Dickens,
chamado The Violent F.I.G., o autor, que se chama John Kerry, escreve o seguinte.
Dickens é essencialmente um escritor cómic,
a vontade de esconder este facto e evidenciada em alguns estudos recentes.
Pode talvez ser atribuída a suspeita de que a comédia,
em comparação com a tragédia, é leve.
A comédia é dida como artificial e escapista,
a tragédia duramente real.
O oposto parece ser mais exato.
A tragédia simpatiza a coadignidade do homem e com a sua importância
e preserva a ilusão de que ela é uma criatura nobre.
A comédia destapa absurda verdade,
e é por essa razão que as pessoas receiam tanto que se riam delas na vida real.
Como veremos, assim que Dickens começa a rir,
nada está a salvo desde o cristianismo até bebés mortos.
Fim de citação.
O presidente da frequência conconece de podcast se fala de bebés mortos.
Enfim.
Rir de tudo. Talvez seja, digamos, o matidudo com pouco prestígio.
Mas o certo é que tem advogados estimáveis.
Não tem este chamado qual é o lado mais cómic disto,
incluído num livro que os títulos é reluto quase final,
de mesmo achado disso.
Uma das primeiras grandes revelações da minha infância,
ao surpreender as coisas,
foi verificar que me interrogava invariablemente, assim.
Qual é o lado mais cómic disto?
Os desafios militares, as tremões religiosas,
comprimimentos obsequiosos e constranjadores,
os adressos recessivos da autoridade,
as exigências rígidas da hierarquia,
os compromissos artificiosos.
E eu, qual é o lado mais cómic disto?
Daí a fazer essa pergunta interior,
em qualquer situação dramática, foi um passo.
A doença, a brutalidade, a estupidez, a intolerância,
a maldade pura, a alocinação despótica,
até o leito do sofrimento, o leito da morte.
E eu, qual é o lado mais cómic disto?
Quando uma vez que aí,
a patinar no passeio com botas cardadas,
e partiu dentro da frente,
fiz a pergunta calada e sacramental
enquanto as pessoas olhavam para mim.
Qual é o lado mais cómic disto?
Quando a infância começou a ser perturbada
por os entendimentos mais amplos, queou o real,
insistina de feza da minha alegria,
do meu prazer de viver.
E a tenador que retirava dos que amava,
os meus avós, das minhas velhas tias, por exemplo.
E a tena morte, que sempre me surpreendia,
protegia-me com essa frase defensiva,
essa armadura de sol, de chuva,
e de subir-as cada quatro e quatro.
Creio que os cómicos do cinema me compreendiam
melhor do que ninguém.
Habitava uma curação do desastre,
com a desenvolatura, o corpo de borracha,
e a paciência evangélica
dos grandes missionários da naturalidade.
Fim de citação.
Talvez seja possível dizer que é a grande ambição
dos cómicos é ter, além do corpo de borracha,
o ego de borracha.
Um dos grandes heróis cómicos do nosso tempo, é,
acho eu, o Deadpool.
É um super-herói da Marvel,
na verdade é difícil dizer se se trata
de um super-herói ou de um super vilão,
como acontece com quase todos os molandros,
ouvir episódio sobre o trickster.
É um super-herói da Marvel,
dizia eu, que o super-poder é a capacidade de se regenerar,
de onde um tiro e a ferida fecha,
corta em uma perna e ela volta a crescer.
Mas o mais interessante é que o ego do Deadpool
também é invulnerável.
Uma das características em vulgares da personagem,
é o facto de aliter consciência de si próprio.
Sabe que é uma personagem de ficção.
Os heróis trajei que estão demasiado embrenhados
em si mesmos e na sua importância
para que eles ocorre que são apenas personagens.
Mas a atitude cómica,
leva a que a personagem de um filme diga,
como Deadpool, Calma,
esteja só um filme.
E aqui uma pessoa real,
seja capaz de dizer "Calma, esteja só a vida".
Claro que essa atitude se apresenta não só como incomprehensível,
mas também como reprovável para as pessoas séries.
Em abril de 2022,
ou seja, 1643 anos após a morte de São Basilo e de Cesareia,
o centro de estudos judiciários organizou um coloquio chamado
"O Mor Direito e Liberdade de Espresão".
Numa comunicação intitulada,
quando o Mor é danoso,
o filósofo português desidero e o murcho,
professor na Universidade Federal de Ouro Preto,
em Minas Gerais,
afirmou o seguinte.
Atenção, o som que se segue...
É uma qualidade.
Aqui o que eu vou tentar mostrar
nesta comunicação rapidamente
é que temos boas razões
para limitar muito mais a liberdade de Espresão do que aquilo que é,
hoje em dia, comando nos pezes democráticos,
isso vai incluir ingredientemente o Mor,
cultivar a alegria, considerar o Mor,
é algo que faz parte de uma vida humana bem vivida.
Mas isso não significa que não existam limites e motivos
completamente indequivo, cusparei o Mor,
quando o Mor é danoso,
é simplesmente informal.
Esta ideia é interessante
porque, em sociedades como a nossa,
o critério para limitar o discurso é precisamente o facto de ele causar dano,
de ele ser danoso.
Por exemplo, nós punimos o incitamento à violência
quando ela é provável e iminente.
Esta parte é importante, quando ela é provável e iminente.
É isso que explica que, por exemplo, há cerca de 100 anos,
a uma danegraia está na política de dizer, morradantes morrer!
Pim!
Sem serem incomodados pelas autoridades disciais.
Vamos então perceber quais são no entender do professor de Zider e o Mursch,
os danos causados pelo humor.
Mas há muitos casos de humor,
os danos são indequívicos,
e a sua previsão ou para o nenes a sua reprovação social
é perfeitamente adequada.
O melhor é ver muitas vezes simplesmente ridicularizar as pessoas.
E isto é assim de metimural.
As pessoas devem ser tratadas com o respeito,
mesmo quando os pessoas são inmurais.
A gente tá no caso dos pessoas tendo a interesse a ter de fibrilar e compreender.
Na diferença entre dizer que carinhosamentar alguém,
que um pendiá não fica bem em uma conta que abeu,
alguma mena de pessoas vestir ou uma tatuagem,
que pode, como dizer,
que fica bem em uma que esteticamento é aplotível,
ou que a pessoa fica atraiente,
que tá no diferença entre essa tatuagem e fazer o humor,
com essas pessoas devido ligado à pessoa.
No estúdio, no caso, é quase sempre incómodo para a pessoa,
ainda que ela finge de que a secreta é piada.
É quase sempre incómodo.
O dano parece ser, portanto, o facto de causar incómodo.
Ora, se o critério para limitar o discurso de alguém
é o facto de causar incómodo.
E uma vez que é impossível rebater o argumento de uma pessoa
que se disserem incomodada, para o mais implausível que assim como de seja,
quantos tipos de discurso ficam a salvo desta limitação?
Vamos conhecer um tipo de humor ainda mais danoso.
Depois do passo de abordar os danosos, não é sequereste.
É o humor que é mais subterrâneo,
que não nos permite assumir as nossas fãs levados e bestêmicas,
dificuldade que é conseguir uma vida humano de forcimento, uma vida humana realizada e bem e bem sucedida.
Isto amor, o danoso é uma dano de passo subterrânea,
porque viver bem, viver uma vida humana normal é a propilhada,
é extraordinariamente difícil.
Porque estamos sempre para confrontar-nos com as nossas profundas limitações epistánicas,
nós escolhemos hoje uma coisa que nos parece melhor para nós,
muitas vezes descobrimos anos depois que a final daquela hora de escolha não foi amoura,
porque simplesmente estábamos enganados,
descobrimos uma coisa que eu vou parecer pior para nós, do que uma outra alternativa.
Pense, basta pessoal, só no caso, da nutrição, que é a coisa mais simples e óbvia de todas,
mas a nutrição saudável é extremamente difícil.
A investigação séria, da nutrição adequada,
está continuamente a descobrir que aqui nos personagens saudáveis ela finalizam saudável e em vice-versa.
Manda-la que a atitude é propriada em todos esticados é continuar estudando seriamente as coisas.
Ora, um amor surge aqui, muitas vezes,
como uma maneira de cultivar a atitude em vice-versa,
a pessoa desista, a pessoa faz uma piada, a pessoa tua e responsávelmente,
e tudo isso, como uma espécie de mal-gria superficial, uma uma atitude humorística,
e é este caso que me parece que o amor é mais profundamente danoso,
que o amor surge com uma resposta indapropriada,
para antes, digamos, a nossa própria humilhação,
nos nos encontrarmos humilhados, a nossa própria expressão da idade epistâmica.
Talvez precisamos perguntar se isto é realmente assim, ou seja,
quando fazemos um amor com as nossas fragilidades epistêmicas,
estamos a desistir e a atuar e responsávelmente.
Rir da humilhação de estarmos mergulhados na nossa fragilidade epistêmica
é uma desistência ou uma tomada de consciência.
Assim, na lara nossa fragilidade, através do riso,
é danoso ou saudável.
Por outro lado, omitir a existência daquela fragilidade humilhante
é propriado ou é prigoso.
Vamos agora ver outro tipo do amor danoso.
A uma maneira que nós temos de usar um amor que ridiculariza,
mas que, parasse moramento inóco,
é quando uma lista se ridiculariza assim próprio,
isto parece que é uma coisa perfeitamente inócula,
na vez que ela não está ridicularizando ninguém,
então ela não está ridicularizando,
não é melhor para servir ao sobretudo na minha lora,
ela não está ridicular uma pessoa para ser negra,
para estar simplesmente ridicularizando assim próprio.
Suprissada que parece que isto é propriado um moramento,
e me pediria que é também claramente muito em menos in moral
do que ridicularizando outras pessoas.
Mas eu preocupo a este jano de amor,
eu penso que este jano de amor continua a ser danoso para a própria pessoa,
porque a uma maneira que a pessoa tem de não se levar assim próprio a série,
a uma maneira que a pessoa tem de estar fingir
que as suas fragilidades epistêmicas não são séries.
Estão séries.
Mas, uma vez, o amor sobre coisas séries
é uma maneira de fingir que as coisas não são séries
ou é uma maneira de encarar com outro ánimo as coisas que são séries.
Não nos levarmos a sério,
no sentido de mantermos presente a nossa insignificância,
a nossa fragilidade, por exemplo,
é danoso ou é útil.
Vamos a mais um tipo de humor danoso.
E eu penso que dá-se tendo uma boa transmissão
e mudir e evitar os estudos séries dos coisas
e o amor que serve precisamente...
A limuta é precisamente a sadidura.
Mas eu acho que é uma boa ideia de fazer um amor de crítica social.
Eu penso que isso é o amor estar com sério,
a descobrir milhares maneiras de organizarmos a sociedade.
E por isso que eu me lembro que ela é tão fulpente, é tão plémica, está a ver?
Não é plémica, é plémica, porque eu penso que nós temos uma atitude circular
que consiste em fugir de enfrentar os problemas.
E em vez de procurar o resolver,
um gravo problema da lá, por exemplo,
fazemos piadas com o próso.
Hoje em dia, nós fazemos piadas com o próso.
Por que?
Por que lá, porque a gente está fucurada?
E fucando a fucurada?
Com cânica social, com piadas, com cânica val...
Não, com ciência sólida.
E quando nós andamos a fazer piadas e cada vez,
a gente soubeu atentar seriamente descobrir como curar a lápra.
Então, o que nós temos hoje em dia é uma situação até mais ou menos assim.
Nós temos um conjunto de perasitas, de quem realmente faz,
de quem realmente prenove aquilo que a gente fala com a fuchinha na humana.
E esses perasitas dragam em fase do meu corpo e fazem carnavais e fazem piadas.
E depois outros trabalham e dragam para tentar descobrir como é que se cura a lápra.
E por isso que eu me lembro de uma simpatíria, por isso,
a gente não tem a crítica social.
De facto, a lápra foi curada com ciência sólida e sem discutível.
E pelos vistos, o facto de alguém andar a fazer piadas sobre a lápra
não constituiu um obstáculo sério a descoberta da cura da lápra.
Porque a humanidade não estava toda empenhada na cura da lápra, né?
Uns tratam de estudar a cura da lápra, outros de fazer sapatos,
outros de limpar chaminérs, outros de dançar, outros de fazer filsofia
e outros de dizer piadas sobre a lápra.
E amigo não atrapalha, amigo.
Vamos descobrir ainda mais um tipo do humor danoso.
Quando estamos com lagas, pensam que o humor que ridiculeis a pessoas só danoso,
quando as pessoas pertencem em grupos tradicionalmente desprevenciados.
As mulheres que eram recentemente competitivas do leis machistas
que nos permitiam, por exemplo, ter propriedade, ou seja, vocês têm a cura de ciência,
e não só causam da vergonha, assim, eles vêm de primeira propriedade dos muridos.
Depois de uma vez, depois de uma vez, as próprias não terão propriedade,
não terão bem presa, por exemplo, ou não podiam estudar nas universidades,
as pessoas negas, ou as pessoas siganas, ou as pessoas nas saxomais.
Estamos preocupados em uns quais pensam que só nesse caso o humor danoso
e o humor que ridiculeis a ainda propriedade.
Eu penso que o humor que ridiculeis a ainda propriedade,
mesmo que as pessoas que estão sendo ridiculeisadas,
sejam pessoas em posições de poder, ou um presidente, ou um papa,
ou uma coisa que eu quero estudar.
Eu não penso que assim, o fato de uma pessoa estar em posição de poder,
seja, digamos, um objeto apropriado de ridiculeização, isso possivelmente,
ridiculeisar um banho independentemente,
porque assim que a pessoa tem, é danoso, devido... eu estou em um momento que eu estou aqui a mencionar,
repare-se no seguinte, quando nós fazemos um humor ridiculeza,
uma pessoa de poder, no meado, era tão faci-nura, um dáspota,
uma pessoa que é o prínio, outras, por via política, ou por via religiosa,
quando nós fazemos um humor deste gênero.
É que ficou lá daqui, talvez não seja o dano, a ridiculeização,
o dano, por um lugar de realmente essa pessoa,
que essa pessoa está tentando poder, que essas piadas, por simplesmente,
não há a falta de religiosa, não tem nada.
Nós temos outra gênero de dano aqui,
é que nós estamos nos estindo de uma ação social e pítica e conceitada
para eliminar essa pessoa da posição de poder que tem,
e para eliminar a sua poder tirá-me, que ela tem sobre as outras.
Então, por tanto, eu ativiso que essa forma, no ponto de vista,
é muito mais profunda na nossa, do que aquela que é mais suficialmente,
na nossa.
Esta forma que o humor é dano é tudo que nos impede de tomar as atitudes
apropriadas para resolver neste caso um problema político sério que nós temos,
que é o facto termos uma pessoa que tem o poder político
e usa esse poder político para o primeiro dos outros.
Mas olha aqui, estas são as razões que eu penso que são apropriadas
para limitar servimento o amor.
Neste ponto, deixe-me só fazer um breve resumo.
Fazer o humor sobre coisas séries, é danoso.
Fazer o humor sobre outras pessoas, é danoso.
Fazer o humor sobre nós próprios, é danoso.
Fazer o humor de crítica social, é danoso.
Fazer o humor sobre fascínures, é danoso.
Desta vez porque o humor sobre o tirano impede uma ação social e política
consertada para eliminar o tirano.
Durante a II Guerra Mundial, as tropas aliadas cantavam uma canção chamada Hitler
"Has only got one ball".
Ou seja, o Hitler só tem um tomate.
Vamos ouvir.
Hitler, as only got one ball.
Göring, as to a very small Hitler.
As something similar, a plural verbal, as to balls and balls.
A letra completa diz, o Hitler só tem um tomate.
O garengue tem duas, mas são muito pequeninos.
O imular é a mesma coisa, e o gouls não chega a ter tomate a algum.
É apenas um exemplo das inúmeras e númeras, piadas que se fizeram sobros nazis em geral,
e sob o Hitler em particular, e que milagrosamente não foram capazes de impedir a deposição do tirano.
Mas ficamos com uma ideia muito negativa das tropas aliadas do ponto vista moral.
Não só ridicularizam o fascínura, o que é danoso, como fazem por via de Rodi Shaming,
o que é evidentemente imural.
Mais sobre isto se guiar ao intervalo.
Desculpa, posso, é que se vai falar de coisas interessantes.
Então, eu começo, e um dai, que carros, innovadores, tecnológicos, comprometidos com sustentabilidade,
posso continuar ou tu as achata.
Falar dos automóveis e um dai é entusiasmante, conduzilos é ainda melhor, e um dai, e coisa
que entusiasma.
E agora estou aqui com Joanna Marques.
Olá, Joanna.
Joanna, eu, a minha primeira questão pra ti, na verdade não é uma questão.
Note, eu ia de proporo seguinte, Joanna Marques, comenta a seguinte frase, uma piada é uma
rebolhão temporária contra a virtude, não estás a tomar notas, enfim.
Uma piada é uma rebolhão temporária contra a virtude, e o seu objetivo não é habilitar
o ser humano, mas lembrar-lhe que ele já é vil.
George Orwell.
Olha, pra mim é bom variar, porque tu mais habituada a comentar de afirmações de outros
pensadores, ela, tipo Ruban Rua, a cocina de série de repente num George Orwell é bom
pra mim, pra, pra eu repento dar alguma variedade a minha vida.
Agora eu concordo, sei que se carar é riscado fazer-lhe, mas se carar até trocava aí este
ideia do vídeo, se todos somos visos, não é, se carar pelo ridículo, se todos somos ridículos,
ou todos temos as nossas fracueses, embora alguns se tenham mais dificuldade em ademitir
e acham, achem quase o alfim em sive que alguém venha lembrar-lhes disso.
O mesmo tempo, às vezes há quase uma ideia de que tu produzer uma piada, faz uma piada
só no determinado assunto, estás a tornar aqui o realidade, imagina as terras, que é
uma coisa muito polêmica, né, dizer, estive em Vila Pocadagiário, ó, diai, foi um cítio
mais horrível onde as tivas pessoas reagem, viste realmente aquilo, quase como se o facto
tu estás a dizer aquilo, se tivesse a transformar, de facto Vila Pocadagiário num
sítio horridoso, não está, continuo tudo exatamente igual e com as pessoas, eu acho que
acontece um bocadinho mesmo, às vezes tu apontar um defeito, qualquer que tu considera
que aquela pessoa tem, uma falha, uma coisa resível, é como se há essa coisa de repente
passar a se existir.
Às vezes, eu sempre lá sempre lá se teve e tu só for se sublunhar, ó, então essa pessoa
continua a achar que não existe todo, e se também continua absolutamente igual, olha,
esta pessoa disse que eu sou ridícula, não me considera ridícula, portanto a minha vida
vai continuar completamente inaltrada, portanto, espanta-me sempre um bocadinho essa, quando
espanta-me uma ofensa, não me espanta nada, as pessoas não acharem graças, é outra discussão
que muitas vezes me estura, não é, não acharem graças a se substituir normal, eu muitas
vezes nem eu acho graças a coisa que tu adizer quanto mais os outros, e também não
achar que muitas coisas que isso, mas percebo que elas chamem, às vezes parece que há quase
uma incompreensão do que é que é necessito de fazer uma piada.
Sim, aquilo tu disse este sobre ficará trucava a vil e a viltar por ridículo e ridículas
das asas, ela já é ridícula, na verdade o original diz, "it's aim", ou seja, o objetivo
de uma piada, e "it's not to de grade the human being, but to remind him that he is already
degraded". Eu trouxe degraded por vil, a viltar, mas é, digamos, não é a palavra em
inglês, tem outro significado, e tal.
Mas, muitas vezes, mesmo, vivemos essa ideia de que a piada é um milhar alguém, né?
E mesmo, hoje em dia que se fazem notícias por tudo e por absolutamente nada, aquela
ideia da razoa destruiu, de cá, os prédios destruiu, de cá, os moedas.
E por ficar esses verbos que eu acho que não é inocente, mas passam muito também este
ideia de que a piada é uma humilhação, é destruir o outro, é baricábo da vida quanto
é uma piada.
Exatamente.
Exatamente.
E sobretudo essa, quando a gente destrói alguém que cuja vida, e ainda bem, aqui para nós,
e ainda bem, quando a gente destrói alguém que cuja vida permanece florchente e visosa.
Ou seja, o ar que realidade está sempre a contribuir a essa tira, temos milhares, dizantos
de vidas continuos absolutamente iguais, e como tu diz ainda bem, porque não era também
o seu objetivo, mas parece que as pessoas querem acreditar que, de facto, aquela piada
é uma coisa terrível e que ainda é imissível a fazer, embora as pessoas apliquem isso
só a certos temas ou certas pessoas, porque eu acho que toda a gente depois reedou alguma
piada, dá alguma coisa, e nesse caso é quase a gestão, aqui distraço pode rir, e entramos
neste reino de pantanos que é difícil lizeir, estou afinal, qual é a regra, é uma regra impossível
definir.
Continuo a conversar com o Jona Marques, que tem um metro e meio e tem uma roupa rádio afânica
na rádio da chance, eu gosto de definir assim.
Ok, está bem.
São duas verdadeis irrefutáveis.
E contrastam muito com a imagem de pirataria e prigo e vilesa, que tu tens, porque, de
facto, é um bocado, quer dizer, bizarro, gente considerado por igosa uma menina de um metro
e meio, que fala na rádio da chance.
O Jona, dito isto, gostaria de perguntar os sequintas pessoas, as pessoas têm uma imagem
de sípore óperias, e desejam, persuadir os outros, de que essa imagem é verdadeira.
Como é que tu está travessando a desgrudar?
Uma coisa que eu acho curiosa é que muitas vezes as pessoas gostam muito dessa coisa da
exposição, não é, de poder ser figuras públicas e, então, hoje em dia, que as redes sociais
poderam ter canais quase de 24 horas, em que transmite toda a sua vida, e gostam muito
lado de bom, que se trazem a das vantagens, de receberem coisas grátis e de serem adoradas
por muita gente, tendem todos os dias, de centenas comentários, de dizer bem, parece que
era em comprar esse pacote toda a única coisa que não queria admitir é que possa
aparecer alguém, ou seja, que é for, a desgrudar um bocadinho daqui, ou mesmo não seja
desgrudar dizer, mas que é que esta parte não é um bocadinho absurdo, esta parte não é ridícula,
e se já rejetam completamente e não percebo como é que acham possível ter pessoas
partes boas.
Em qualquer coisa das nossas vidas, nós pedecemos assim, comprávamos uma casa, mas tínhamos
sempre só coisas boas, não havia nada de feito ou se pudesse acontecer ali, e as pessoas
parecem que acreditam que é possível assinar este contrato, não sei com o universo
de eu só vou receber o que há de bom para mim, e uma pessoa que venha a dizer, um apontamento
que seja, já é uma coisa completamente inaceitável, e isso espanta-me, de facto é uma coisa
que eu estou aqui, construí a minha imagem, e é isto que eu quero que as pessoas acreditem
que eu sou, e continuo a ser como nós dizemos, por isso continua tudo igual, se eu considero
aquilo que é aquela pessoa ali, a cantar aquela música desafinou, se você sabe que não
desafinou, ou se considera que não desafinou, não é o facto de dizer que muda alguma coisa,
não é o facto de pôr 50 pessoas, acharem não realmente ela tem razão e desafinou, é
quase dar um poder a estas palavras, e que eu acho que elas não têm.
Quando as minhas filhas eram pequenas, e isso deve acontecer também, as filhas pequenas
agora, vamos supor que elas chegavam a casa com um desenho que tinham feito na escola, e elas
nos travam um desenho, que era inovitávelmente pece, e eu dizia, é o melhor desenho que eu já
vi, é uma superioura o Picasso, Rita Inés, vocês são as maiores, é um desenho mais
lindo que eu já vi, a sensação que dá é que as pessoas querem ser tratadas, como se
tivessem quatro anos e tivessem na sala de estar dos seus papás, pra sempre, pra sempre querem
mostrar os seus desenhos péssimos, e querem que toda a gente diga, é o maior lindo que
eu já vi.
Eu acho que há alguns pais da minha turia ésta, não, eu pude verificar que levam isso longe
demais, porque é normal fazermos isso aos nossos filhos aos 4, 5, 6, 9, pois há uma idade
em que paramos.
Siga!
Por causa, eles não estão tuenses, eles já têm 17, já estão a fazer um curso de artes, carávamos
dizer a verdade.
Tem pelos não serem psicopatas.
Exatamente, eu acho que a pessoa não sei, não sei nada dos passados delas, mas se eu tivesse
que adivinhar, diria, olha, filha de uns pais que o apaparicaram até os 27, pois repenta
um choque, quando alguém tem a lata, devido dizer uma coisa com a qual eles não concordam
ao que eles possam considerar, em minimamente, ofensivar a idade que tiveram nessa redoma
muito tempo, e de repente, como se essa bolha fosse rompida por qual é, tá que alguém
dizer que o rei vai no urdo, e o problema já não é o rei, não é, é tudo ter sido, e essa
é a gravidade, se faz me lembrar um caso de uma coach, muito conhecida, mental coach,
não tem falei há uns tempos, e que passive uma discussão que uma pessoa que eu conhece
bem e que também é conhece, e que estava muito, estava um pouco a sentir as dores delas,
tete rível, porque agora as pessoas acham que ela é uma agravona, que é mitoma, porque
dissemos coisas que realmente correspondem a um mitoma, nem que não fazem sentido, e estava
a ter essa discussão com ela, quase como uma pessoa salta um banco, e de repente a gravidade
é alguém ter apontado na rua, olha, chamei a polícia que aquele senhor vai afogir, que a
salta o banco, ou seja, de repente a culpa é de quem apontou, e quando eu diga apontar,
não é num sentido justi-seiro da coisa, porque me interessa sempre a ver o ridículo daquilo
que é que pode dar, a vontade de rir, mas de repente essa pontar é que eu grave, já
não é a coisa, é assim, não, aquela pessoa tá, vai dar uma outra, como uma história que
não era verdadeira, e que a mim me interessava por ser recambulê-se com a imíca, e de
repente isso deixa de ser o assunto, não é ação daquela pessoa, como se a minha fosse mais
grave, porque é fazer um morso sobre aquilo que aconteceu, e espantam esta, como é que
essas duas coisas têm assim, evoluções diferentes, sendo o piada mais grave do que a ação.
Exatamente, é realmente uma fonte de flexidade constante, essa ideia de que o discurso sobre
a realidade é pior, mais danoso do que a realidade, o símbolo, pior do que a realidade
é que ele designa.
Acho que vimos muito isso quando, e é um assunto, do qual já falaste também muitas vezes,
nos óscars quando dava aquela, se ela parecendo a da bufetada, e eu constatei com um espante
que muita gente tá a minha volta, concordava que os pessoas que eu nunca imaginava, achavam
que era equiparável, olha uma piada que a pessoa considerou muito ofensiva, só não, constal
na cara, aquela equipação entre palavra e a ação, valerem exatamente o mesmo, me terem
o mesmo efeito, e que é muito espantado, não esperava que houvesse tanta gente.
É concordar com isso, a dar razão a quem se levantou para dar uma bufetada, alguém que
disse uma coisa.
Sim, para responder a palavras com uma ação física, é realmente.
Reparem a esta pergunta, que é iminentemente de filosófica, a Joana aqui é, na verdade
o que significa ridicularizar?
Tu é às muitas vezes acusada de ridicularizar as pessoas, o que é que ridicularizar significa
neste sentido, em princípio, não é possível ridicularizar uma pessoa que não está a ser
ridicular.
Não é, se uma pessoa está normal, que é calada até, é improvável que tu consiga
ridicularizá-la, ou seja, ridicularizar significa, da ideia que é uma ação, uma coisa
ativa da parte que é em ridiculariza, mas parece ser mais parecido com aquilo que
tu estás a dizer que é mostrar, apontar dizer, olha ali, olha ali, ou seja, nessa medida,
se é impossível ridicularizar uma pessoa que não está a ser ridicula, quando uma pessoa
se caixa de ter sido ridicularizada, de que é que ela, na verdade, está a caixar?
Nunca tinha pensado nisso, só avori-se, já valeu a pena inventar deste podcast, então
todo muito grato, por isso, mas é, normalmente, pensar a ação do lado que a gente está
preparada essa coisa horrível, estou a ridicularizar, mas se factem que haver ali um terreno
fértil para isso, não é, ou seja, como tu disse, uma pessoa que está só calada, é impossível,
quase impossível de ridicularizar.
Eu acho que é um bocadinho aquilo que falávamos há porquê, é uma coisa que sempre
lá cheve, mas de repente é colocada em evidência, não é, como se fosse ali com um marcador
sublunhar, olha, e ela está, tem o valor que tem, eu acho, notei isto aqui nesta pessoa,
seja um tique, notei que o Ricardo está a ser sempre a dizer portanto, e é perdida
que ele menta aquilo torna-se mais visível do que era antes, mas só porque as pessoas
não serem ao trabalho de reparar, até, por normalmente, todos nós, que fazemos isto,
estamos ocupados a reparar em coisas que não interessam muito, né?
-Exatamente.
-Em inudência, as pessoas que têm mais que fazer e têm trabalhos normais não reparam, e se
caralha por isso que às vezes chegamos a essas coisas, que não são assim tão importantes,
mas que para a pessoa que é avisada, toma uma importância gigante, e eu acho que se calhar
e volta a dar a frase que deu aqui em início a conversa, é este idea de sermos todos
ridículos, e se caralha trocando aqui por outra, somos todos, somos todos pequeninos,
somos todos juntos, insignificantes quiserem, mas quem se acha muito grande tem muita dificuldade
em reconhecer, pelo menos dos exemplos que me lembram, normalmente as que são as pessoas
que se levam muito a sério, que se acham o máximo, que tem aquela ideia da bailada,
da arrogância, que tem mais dificuldade depois de lidar com oolha, ou alguém que se lembrou,
ela tá um pessoa de um metrime ainda por cima, lembrou de dizer "não, olha, é esta
senhora que por causa de ela indíssima, tem imensas colidades, mas tem aqui isto que eu acho,
olha, um cara estranho que está sempre a falar bem de si próprio, ou está sempre a fazer isto,
sempre a fazer aquilo, acho que são as que se espantam mais com a esta possibilidade de alguém
por denular e dizer uma coisa que é sobre mim, ou que ela não acredita que acontece, que
também é perfeitamente valido, acho que nesses casos muitas vezes as pessoas não sentem
aquilo como uma crítica verdadeira, justa, aceitável, acho mesmo, acho que tão longe disso,
tão longe de reparar naquilo, eu já falei com outras pessoas dizem "olha, por acaso,
olha, fazia aquilo e nunca tinha reparado, porque acho que é o que aconteceria esse cara,
a gente se deficiça em uma analisaquilo que nós fazemos e já uma aconteceu e hoje a gente
ainda não com a internet todos os dias pode receber comentários sobre ti e pode ler
alguns, se dizer "a realmente não tinha reparado niste e é ridículo, é párbol, por
fora, mas acho que há muitas pessoas não têm essa capacidade autocrítica, talvez
se não a treinaram quando eram mais novas, não sei, ou mesmo talvez seja um traço de personalidade
dos narcisistas e acho que são os que têm mais dificuldade em lidar com a cedeide, ok,
também sou ridículo, e muitas vezes uma crítica que me faz em crítica típica da internet
é aquela do, não deve ter espeles em casa, não olha primeiro para ela, como é que tá
com os outros, tu acha que é uma crítica que também é muito feita, por exemplo, e o
trabalhado do meu irmão nisso, aos críticos de cinema que é, nunca fez um filme e agora
tá aqui a falar dos outros, é essa ideia de que tem escutar numa posição muito especial,
não pode estar ao poder falar dos outros, eu acho que todos podemos falar nos outros,
é que é mais isso disso, né, e portanto não há, eu vejo o ridículo total em mim e é por isso
também se caráco vejo nos outros, eu começo por ver em mim e vi durante muitos anos
e continuo a ver, e a essa ideia, não, critique-se ela primeiro para depois então criticar
os outros, acho que as pessoas quessem, nós fazemos isso constantemente todos os dias, desde
que acorde tome a criticar a mim, depois de tirar 10 minutos para criticar também outra pessoa,
mas o meu normal é esperar a criticar a mim, foi assim um exercício também que me permitiu
ver ridículo no resto, primeiro to sempre a ver o ridículo que é a mim, aliás, no teu caso
concreto, mesmo quando estás a fazer, por exemplo, a robrica de rádio em que estás a
falar de uma outra pessoa, qualquer, e em número às vezes há um aparte qualquer
sobre eu faço isto mais pior, ou eu ainda, eu também tenho este tipo de, seja o que for, até
porque isso é o que estava a dizer, a análise do próprio, deve ser o, deve ser a operação
inaugural do trabalho do mundo, e é assim, eu acho que primeiro tenho muitos anos, é como
sou o seu estágio, não é, tem isso, é como os meus fomos gafo de bola, então ali muitos
anos a treinar até elemente aparecendo em uma equipe grande, não é, eu acho que o nosso
treinei, é assim, nós temos a nossa própria cubaia e nós estamos sempre a apontar todos os
tefeitos que temos antes de fazer isso aos outros, mas às vezes a essa ideia de "ah, como
esta pessoa agora está aqui a fazer piadas sobre os outros", é porque se acha especial,
acha superior, quando normalmente é o contrário, acho uma teva bastante inferior.
Exato, e fico satisfeitos, ver que os outros.
Bem, só um monte e também tem as suas fraquezas, muitas delas menos mais do que as minhas.
Com certeza.
Até porque, até porque normalmente o humor assenta nessa, no facto de, o burista, se apresentar
como ridículo, mosquinho, reals, quantas vezes é que a piada não dependa disso, ou seja,
de uma pessoa subir ao palco para confessar uma misquineria, e isso é divertido por duas
razões.
Primeiro, porque não é frequente, as pessoas irão confessar em público as suas pideiras.
Sim, é uma coisa que tente as guardar pra ti, é como cair na rua, e do primeiro reflexo
é que se espretar a ver se alguém viu o seu mesmo ridículo e te apanhou em falso.
E, portanto, essa é a primeira razão pela qual isso tem graça.
A segunda razão é porque as pessoas dizem assim, eu secretamente, também tive esse pensamento
mais que em que toco real, porque somos todos iguais, e, portanto, eu rio um disco que
você está a dizer, porque eu reconheço, porque eu reconheço em mim.
Sim, acho que o ponto de partida é sempre, aliás, lembro de um dos estítios mais difíceis
pra mim, difícil, porque o pinozo foi quando fui a um programa aqui da psychoalta definição,
e é um programa com a qual eu gosto muitas vezes, porque entrevistas é um treno fértil
que o papo sou ser ridículo, estás a falada como não vai acontecer aquilo, estás a falada
durante uma hora e vais dizer coisas das quais depois te arrependo de amargamento, não fizeram
assim tanto sentido.
E então, fizê-se isso de analisar a minha própria entrevista, e pra mim foi a pior de todas
as que eu analisei, sabe que era horrível, estás de ouvir a tua própria voz, no meu caso
ainda pior, porque é esta voz.
E, então, fizê-se isso de muitas vezes quando as pessoas me acusam, isso está sempre com
os águis, ou assim, eu não gosto de conseguir o pensinho, eu até me sujeitei a ver, fazer
uma coisa que eu nunca faço, que é ver coisas que eu próprio fiz, e estar ali uma hora
de ouvir e reparar as coisas estúpidas que diz, que é exatamente por uma posição das
outras pessoas, porque sempre que eu tô analisar um entrevista, usar algum d'alguém,
eu percebo que é uma coisa um bocadinho injusta, porque é uma situação em que as pessoas
auto nos vozes, auto nos dizer até coisas que não queriam dizer, e que repentem de dar
um precise, já de seram, auto me repetir a mesma ideia ou a contradizer, se não se percebem
nisso, porque não é uma composição que elas fizeram em casa com todo o cuidado, é o momento
em que estão em direto durante uma hora, mas todos colocados naquela posição, reagimos
igual, portanto eu acho que é até possível fazer uns trebramentos de agradável sobre
quase toda a gente do mundo, só que há uns que são mais abusos, e outros que têm mais
graça, é só isso mesmo quando se fala naquela ideia de um alvo recorrenta, é 3 edições
sobre a mesma pessoa, é porque tem mais graça, é muita vez aquela ideia, não, é porque
é o odeio, é uma justa de conta, é uma agenda escondida, não, a agenda é sempre, e eu acho
que as pessoas têm, em não acreditar nisso, e acontece o mesmo em nosso programa de domingo,
né, ser naquele dia mais sobre um partido, as pessoas vão achar uma coisa em um domingo
e os seguintes acham o seu contrário, né, e a pessoas vão gostar muito naquele domingo,
como dizer coisas, estamos a dizer coisas que elas gostam de ouvir, e no seguinte é o contrário,
e portanto não acredito, eu acho que custa mesmo acreditar a muita gente, não a toda,
felizmente, que é só pela piada, nós estamos mesmo a procurar de uma coisa que nos devolta
de rir, e que depois devolta de rir aos outras pessoas, também se tivermos sorte isso
naquele dia, acurrer bem, acho que tem uma desconfiança nesta ideia, não, tem que haver
mais qualquer coisa, é porque embirra mesmo com o flantalo, porque pretende no futuro
ter um plano qualquer para otramar.
Joana Marques, muito obrigado por te juindo.
Obrigado, eu.
Encontramos-nos no escritório.
Pois é, daqui a nada, obrigada.
Foi o décimo episódio de coisa que não edifica na indestroia um podcast original da Sique,
com só na plastia de João Martins, música de Rodrigo Leão e Capa de Vera Tavares.
Coordinação de Joana Blesa, direção de Daniel Oliveira, eu sou o Ricardo Arujo para a era
e no próximo episódio vou descobrir chatamente sobre... Pogilismo.
Quem tiver interesse na bibliografia deste tido, outros episódios podem controlar no site da Sique ou do Espresso.
Podcast Summary
Key Points:
Discusses the concept of humor and laughter in various contexts.
Explores different perspectives on humor from philosophical and societal viewpoints.
Examines the impact and potential harm of humor in different situations.
Highlights the role of humor in social criticism and its effects on societal issues.
Considers the use of humor in ridiculing individuals or groups in power.
Summary:
The transcription delves into the theme of humor and laughter from various angles, drawing insights from philosophical and societal perspectives. It explores differing opinions on the nature of humor, its potential harm, and the role it plays in social criticism. The text raises questions about the impact of humor on individuals and society, particularly when it involves ridiculing those in positions of power or marginalized groups.
It also reflects on the use of humor in addressing serious societal issues and the balance between levity and social responsibility. Ultimately, the discussion prompts reflection on the complexities of humor and its implications in different contexts, emphasizing the need for critical analysis of the role of humor in shaping societal norms and values.
FAQs
Rir de tudo é visto por alguns como uma forma de se tornar senhor de si mesmo e se livrar de preocupações.
Alguns acreditam que rir alto e de forma descontrolada não é adequado para uma alma tranquila, enquanto outros o veem como um risco para a estabilidade emocional.
Alguns textos religiosos condenam o riso excessivo, associando-o à instabilidade da alma e à falta de seriedade.
O humor pode ser prejudicial quando ridiculariza pessoas, causando desconforto ou reforçando estereótipos negativos, mesmo quando é direcionado a figuras de poder.
O humor que se foca em questões relevantes, como críticas sociais, pode ser visto como benéfico, desde que não atrapalhe esforços sérios para solucionar problemas reais.
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