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Síndica

10m 1s

Síndica

O episódio narra a história de Larissa, uma mulher trans que se muda para um prédio antigo e enfrenta preconceito da síndica, Dona Duce. Desde o início, Dona Duce a acusa falsamente de se prostituir e a persegue com comentários transfóbicos, reclamando inclusive das músicas que Larissa ouve, muitas delas ligadas ao Candomblé. Enquanto isso, um vizinho promove cultos evangélicos noturnos sem qualquer repreensão, revelando hipocrisia. Cansada da perseguição, Larissa desabafa com o porteiro Carlos, que propõe um plano: seduzir Dona Duce e fingir ter gravado o encontro. Carlos consegue convencê-la a entrar em um depósito, e depois envia uma mensagem anônima ameaçando expor o vídeo. Apesar de não ter filmado nada, a ameaça funciona: Dona Duce para de incomodar Larissa e, na eleição seguinte, renuncia ao cargo de síndica. Com a nova síndica, Larissa vive em paz, evitando contato com Dona Duce. A história destaca como a união e a astúcia podem superar a intolerância e o abuso de poder.

Transcription

1612 Words, 8889 Characters

Portuguese
[Música] Causas do Vale Se é fique ou não? Quem é que sabe? [Música] Quero ouvir os episódios exclusivos para apoiadores do Causas do Vale, diretamente no Spotify? Agora você pode, o Spotify imparceria com a Patreon, lançou uma funcionalidade de apoio que permite ouvir os episódios exclusivos no Spotify. E pra assinar, é bem fácil. Basta aí na caixa de pesquisa do Spotify e buscar por Causas do Vale apoiadores. Ouvir os episódios do Causas do Vale ficou bem mais fácil. O Causas de hoje que me contou foi a Larissa. A Larissa é uma mina trans e esse causa aconteceu quando ela tinha acabado de se mudar para um apartamento. Ela disse, "Diona, é sempre a mesma história, o proprietário desistindo quando vê que você é trans. É vizinho que se junta, porque não quer você morar lá. São em número das coisas que acontecem quando uma pessoa trans resolve ocupar um espaço mesmo que esteja pagando. Pra estar ali, cara, que ódio, gente. E aí quando a Larissa se mudou pra aquele prédio, só pra vocês entenderem, era um prédio antigo de poucos andares, o amigo dela, que é um deporteiro de lá, o Carlos, ele falou, "Relaxe, aqui só mora a gente velha. Não tem ninguém com criança nem nada, então não vai ter ninguém pra ver com aquele papo de "Ah, meus filhos pegando o mesmo elevador que uma travesti, e tal." E pra Larissa era muito mais fácil dar com pessoas idosas do que com um motinho de conservador país família. Mas, maior essa chegou no prédio e ela conheceu Dona Dúce. Quem era Dona Dúce? Síncdica. Larissa disse que Dona Dúce me diu ela de cima baixo, e a primeira coisa que ela disse, quando a Larissa mal tinha acabado de se apresentar foi o querido, mas já te falaram que não pode se prostituir aqui não, né? Aqui só mora a gente direita e tentar essas coisas aqui não pode não. A Larissa disse que só respirou, me respondeu que primeira era querida, e segundo que não era prostituta, que ela trabalhava com tal coisa que ela pediu pra eu não contar. E Dona Dúce só levantou a sombra e se ele respondeu "Sei, vamos ver então, super duvidando dela, sabe?" Mas a Larissa, né? Tá, acabei de chegar, eu não vou já entrar nesse energia, não. E é isso. Aí ela fez a mudança dela, quem ajudou na mudança foram os amigos, que incluiam gays, outras mulheres trans e tal, e nas indas e vindas do pessoal carregando as coisas. Dê ela, assim, a Dúce tava acompanhando tudo atentíssima. Chegou uma hora que ela até perguntou "Vai morar só você aqui mesmo, né?" Esse pessoal tá aqui só te ajudando, porque no seu contrato tá permitido só uma pessoa. E a Larissa só fabricava a falou "Não, vai morar eu e o meu bebê". E o "Vever o gáso da Larissa", um gato pretinho do Elevê, de uma focura. E aí, na final, as contas, a Larissa se instalou, e tudo o apartamento, como falei, era antiguinho, mas tinha um arco laçudo de acordo com ela, e felizmente, cabia anurçamento da Larissa. Larissa disse que meus primeiros dias entrava a muda e saia a calada do prédio, porque ela já tinha feito a linha a gente, se se empate, é com todo mundo, do bom dia, boa tarde, boa noite, no final das contas não ajudou em nada, pelo contrário. Então ela disse "Qui não é vista, não é lembrada". Ficava na minha. Só que quando eu lhe encontravou alguém elevador, algum morador, todo mundo comprementava ela com a maioria do cação, tinha alguns olhários de curiosidade, obviamente. Teve uma senhora muito fova e até falou "Possa, te fazia uma elogia, eu te achei muito bonita". Forfa. Mais dona duce, síndica, sempre inflexível e parecendo completamente incomodada com a presença da Larissa, usando o promão "merrado" e pedindo desculpas, logo em seguida, parecendo cara de propósito. Tive uma vez que a Larissa estava papiando com aquele amigo dela, o porteiro, e ela veio chamar atenção dele, dando a entender que era uma piada, falando "O Carlos, a gente não está pagando, você precisa ficar agendando o programa não, bora trabalhar". Nessa hora, a Larissa disse que a cara dela adeu, assim, de ódio, porque era óbvio que ela queria dizer que o Carlos, o porteiro, amigo dela, estava entre aspas, agendando um programa com ela, olha só que filha da puta, essa dona duce. E não a estar se isso, estava a Larissa passando na portaria, quando dona duce parou ela e disse "Viu? Interfonaram lá em casa para reclamar que você está ouvindo um música muito alto, você pode, por favor, não ouvi mais". E a Larissa falou "Olha, eu posso até ouvir mais parte, mas eu estava ouvindo durante o horário permitido". "Dona duce respondeu não meu bem, você não está entendendo". Aquelas músicas ali estão incomodando os vizinhos, então toca outra coisa. Ai ai, a Larissa disse "Joana, tem uma vez que olha só me fingindo de sur da mesa". As músicas que a Larissa estava ouvindo, algumas eram músicas famosas, assim, e outras eram da religião dela, ela é do Candomblé, então, ó, o intolerância era dessas músicas que Donando duce estava falando. Só que gente, olha só, tinha uma senhora que mora no andar de cima, que estava com câncer. A Larissa sobdice através do amigo dela o porteiro, e os filhos, os netos, sei lá, a família dessa senhora, eles organizaram uma campanha ali de cura. O que está tudo bem, né, desde que seja antes das 22. Mas essa campanha de cura durou 4 semanas, então, toda a quinta-feira rolava, como se fosse um culto evangélico na casa dessa mulher, e usando as palavras da Larissa. "Joana, era um homose da noite, ainda tinha a gente gritando as lá baixuras decantas lá, agora eu, fazendo fascina. Saba da tarde, não posso ouvir minhas músicas que eu estou incomodando". E foi o que a Larissa passou a fazer da linda antes, começou a ver as músicas dela, fazer as coisas dela, nem aí, nem aí. Mas, entendo, gente, tudo no horário permitido e tudo da porta para dentro. Só que Donando duce nem apedeu a oportunidade, né, e aí ela reclamou a Larissa. E Larissa falou engraçado, né, eu não posso ouvir minhas músicas, mas eu posso ter crende pulando na minha cabeça até 11 da noite, né. E Donando duce ficou chocadíssima, dizendo que Larissa era uma insensível, e que assim ela estava com câncer e "bala, blala, blala, blala, gente". É regração, regra, né? Enfim, depois disso, qualquer oportunidade que Donando duce tinha de pegar no pé da Larissa, fazer piada transfóbica, humilhar ela com discurso passiva agressível, ela não perdi a tempo. E Larissa chegou a desabafar a respeito de escum Carlos o porteiro. E falou, "Pô, eu me dou bem com todo mundo aqui, só essa velha maldita da cítica que fica mexendo saco, você podia me ajudar, bater um papo com ela, sei lá". E. é o Carlos solou. Só se eu fizer tal coisa, porque essa velha é insuportável, ela maltrata a gente também, não tem um que se salva. E Larissa, ouvindo aquilo, parou e reforçou, "Inici você fizer tal coisa, como se fosse a melhor ideia do mundo". E o Carlos, de olhar regalados em "Bralarissa calma", gente, não, e o mata, a gente já vai entender o que. do que se trata tal coisa, se já vai entender o que está acontecendo. Um mês se passou, mais ou menos, e do álcool luturado, dona Duce, não começou a tratar Larissa bem. Nem mal. A Larissa passava, ela baixava a cabeça. Ela não falava mais nada, não interfonava, não reclamava, nada de nada de nada de nada. E Larissa, feliz da vida. E o que rolou, gente, o que virada de chave foi essa? Do nada, chegou uma mensagem anônima, no aplicativo de mensagem de dona Duce, dizendo, "Ovo você para de perseguir os porteros e amoradoras do 21b, ou todo mundo vai ficar sabendo do que aconteceu nesse vídeo aqui". E qual era o vídeo, gente? Era o Carlos, entrando uma salinha, que era um mini depósito, bem pequenininho que tinha no terro, e tudo isso gravado da câmera ali do terro, gente. E dona Duce, toda desconciada olhando para o lado e andando para o outro, entrando os minutos depois, e gente, eles ficaram uns 20 minutos ali dentro. E é exatamente o que vocês estão pensando, gente, Carlos conseguiu acalmar a fereira danim cima dela. E dona Duce, casada, gente, casada, marido delidoso, porém firme operante. Ela caiu no palpinho do Carlos, que de acordo com a Larissa, é um puta coroa, um Carlos. Carlos transou com dona Duce ali na salinha, e a ideia era o Carlos ter filmado, sorateiramente a coisa acontecendo, mas ele não teve coragem de filmar. Mas isso aí, eles armaram essa situação toda para dona Duce colocar no seu lugar, e ela se colocou tanto no lugar dela, que da eleição seguinte, ela acabou passando bastante cíndica. E o sinte com o novo, nada reclamar, tudo certo, dona Duce, abre a porta do elevador e Larissa está lá dentro, lá nem entra. Mas era Larissa, gente, quanto menos contato, melhor, então, está tudo bem. E foi isso. Me conta lá no Instagram, o final de vocês. E a gente se vê daqui a pouquinho no nosso episódio, inclusive, para apoiadores. Veja. Quer mandar o seu causa pra gente? Enviu e meio para causos do Vale a Roba de Meio.com. [BLANK_AUDIO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Larissa, uma mulher trans, enfrenta preconceito e transfobia da síndica Dona Duce ao se mudar para um prédio antigo.
  2. Dona Duce insinua que Larissa é prostituta, reclama de suas músicas (incluindo as de sua religião, o Candomblé) e a persegue com comentários passivo-agressivos.
  3. Larissa descobre que um vizinho faz cultos evangélicos noturnos sem reclamações, evidenciando hipocrisia.
  4. O porteiro Carlos ajuda Larissa ao armar uma situação
  5. Dona Duce renuncia ao cargo de síndica após o ocorrido, e Larissa passa a viver em paz no prédio.

Summary:

O episódio narra a história de Larissa, uma mulher trans que se muda para um prédio antigo e enfrenta preconceito da síndica, Dona Duce. Desde o início, Dona Duce a acusa falsamente de se prostituir e a persegue com comentários transfóbicos, reclamando inclusive das músicas que Larissa ouve, muitas delas ligadas ao Candomblé. Enquanto isso, um vizinho promove cultos evangélicos noturnos sem qualquer repreensão, revelando hipocrisia.

Cansada da perseguição, Larissa desabafa com o porteiro Carlos, que propõe um plano: seduzir Dona Duce e fingir ter gravado o encontro. Carlos consegue convencê-la a entrar em um depósito, e depois envia uma mensagem anônima ameaçando expor o vídeo. Apesar de não ter filmado nada, a ameaça funciona: Dona Duce para de incomodar Larissa e, na eleição seguinte, renuncia ao cargo de síndica.

Com a nova síndica, Larissa vive em paz, evitando contato com Dona Duce. A história destaca como a união e a astúcia podem superar a intolerância e o abuso de poder.

FAQs

É um podcast que conta histórias enviadas por ouvintes, como a da Larissa, uma mulher trans que enfrentou transfobia ao se mudar para um novo apartamento.

Você pode assinar no Spotify através da parceria com o Patreon. Basta buscar por 'Causas do Vale apoiadores' na caixa de pesquisa do Spotify.

A síndica Dona Dúce foi transfóbica, insinuando que Larissa era prostituta e a perseguindo com reclamações sobre música e visitas, enquanto ignorava cultos barulhentos de outros moradores.

O porteiro Carlos armou uma situação: ele seduziu Dona Dúce e a filmou secretamente em um depósito, usando o vídeo para chantageá-la e fazê-la parar de perseguir Larissa.

Sim, ela era casada com um marido idoso, mas ainda ativo, o que tornou a chantagem mais eficaz.

Ela passou a evitar Larissa, baixou a cabeça e não a perseguiu mais. Na eleição seguinte, perdeu o cargo de síndica.

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