Saúde domiciliar, NPS e investimento com Vander Corteze da Beep Saúde
from Like a Boss
52m 21s
O episódio do "Like a Boss" apresenta a jornada do fundador da BIP Saúde, uma das maiores empresas de saúde domiciliar no Brasil, destacando como o empreendedorismo deve surgir de uma vocação genuína, não apenas de influência social. O fundador, médico e ex-bombeiro, destaca que a ideia de um "aplicativo de saúde" não foi inovar, mas tornar acessível uma área já existente — a saúde domiciliar — por meio de um modelo leve em ativos imobiliários e tecnologia logística avançada. A empresa construiu uma cultura forte baseada em disciplina, treinamento, simulações e valores como ética, energia, resiliência e foco no cliente. A trajetória da BIP mostra crescimento sustentável com duas unidades de negócio: vacinas e exames laboratoriais, alcançando mais de um milhão de atendimentos. A pandemia acelerou a demanda por serviços domiciliares e digitais, reforçando o legado da BIP como referência em saúde acessível. O fundador enfatiza que o sucesso não veio da hipersensação de mercado, mas de uma visão clara, investimento estratégico em investidores especializados e um compromisso com qualidade e NPS. Além disso, o episódio serve como alerta para empreendedores: é essencial questionar se o empreendedorismo é realmente o chamado pessoal, evitando o engano de seguir tendências apenas por apelo visual. A BIP exemplifica que, mesmo em setores delicados como a saúde, o empreendedorismo bem-sucedido depende de disciplina, humildade, foco em problemas reais e construção de cultura de longo prazo.
em tempos de redes sociais, onde o empreendedorismo ficou tão glamorizado e eu
acho isso um dei serviço para o empreendedorismo e para a sociedade, todo mundo que chega para
mim, porque me vê apaixonado por empreendedorismo e me pergunta isso, eu falo, cara,
primeiro passo, eu vou me entender se o teu caminho é realmente empreendedorismo, se a
tua vocação é empreender. Então cara, você tem que entender se esse é o teu chamado e não porque
você viu na rede social, empreendedor lifestyle, aquela fotina praia com laptop, isso é um dei serviço,
cara. Vocês sabem disso, eu estou falando aqui, eu tenho certeza que vocês sabem disso, né? A gente
trabalha pra caramba, a gente tem mais patrão do que todo mundo no fim das contas, é uma
incerteza gigantesca. Então se a pessoa tá nessa dúvida, né, se vai empreender ou não,
gasta um tempo pra entender se de fato é o teu chamado, é a tua vocação empreendedorismo e você
não tá fazendo isso por as razões erradas.
Olá, seja bem-vindo ou bem-vinda, a mais um episódio aqui do Like a Bossa, pode
que esse no qual você entra na mente do CEO, os fundadores e grandes executivos de empresas
que estão inovando e trazendo novidades que impactam o nosso mercado brasileiro. Eu sou
Adrien Almeida, CEO da PM3, rosti de vocês hoje, eu estou aqui também, quadriando. Eu sou Adrien
Almeida, CEO, fundador da Lura e rosti aqui também, do Like a Bossa. Nessa temporada,
nós já entrevistamos diversos CEOs de empresas brasileiras e você pode assistir esses episódios
no Spotify e no YouTube pra conseguir entrar na mente deles. E pra encerrar essa décima segunda
temporada, a gente tá com um convidado especial, é o Van Decortez, ele é CEO e fundador da BIP Saúde,
maior empresa de saúde domiciliar do Brasil. É um super prazer que você é aqui, Van Decortez.
Marcelo Adrien, obrigado pelo convite, prazer é todo meu, espero poder contribuir aí, fechar
bem essa décima segunda temporada e já de antimão parabéns pelo sucesso do podcast.
Valeu. E, Van Decortez, acho que é que pra gente dar o pontapé inicial, a BIP não é o seu primeiro
empreendimento. Você vem de uma história ali atrás com a BRMED, muito focado até em saúde do
trabalho, medicina do trabalho. E logo depois, vem a BIP. Qual que é a dor, que a BIP,
quando você é uma poxa, tem um negócio aqui. Qual que é a dor que a BIP vinha resolver?
É como você bem contou essa é a minha segunda jornada em empreendedora e a gente quando se
descobre em empreendedora, nós três aqui passamos por essa jornada. Me parece que a gente começa a
olhar o mundo sempre procurando como a gente pode fazer melhor. Alguns olhos, isso como um dom,
às vezes, pode parecer uma maldição, porque você não consegue parar de analisar tudo, né?
E verdade, seja dia tá linda 2016, 16, se a gente puxar na memória, a gente já tem essa
altura, aplicativos no nosso celular pra todo tipo de demanda. Então, por exemplo, se a gente
tava com fome, todo mundo pensa no mesmo aplicativo. Pra pedir um carro, pra mandar uma mensagem,
até pra rarjar a namorada ou a namorada todo mundo que precisa ter lá um aplicativo específico
pra isso. Em algum momento, eu ali na minha primeira jornada em empreendedora, eu leio e falei,
"E saúde, não é possível? Saúde não tem um aplicativo que seja a referência, que você possa
dizer que se atenta, 80% das pessoas têm instalado no celular, como eu posso dizer, por exemplo,
que eu determinado aplicativo de pedir comida todo mundo tem. Então, esse hiato, esse gap,
mas até do que um mador era claro assim, vai existir esse aplicativo, vai existir esse go to app,
esse app que todo mundo pensa nele quando pensa em acessar a saúde. Então, com essa visão de longo
caso, a gente monta a bipe saúde. E agora, entrando no primeiro round, que a gente aprofunda
no negócio da bipe mesmo, eu queria saber sobre o mercado em si, porque o mercado de atendimento
domiciliar a divacina, a exame, ele cresceu mais de 100% nos últimos quatro anos. E como é que a bipe
acompanhou esse crescimento e como é que você criar uma fórmula de custo pra ele se manter, né,
uma empresa sustentável também. Interessante! E aí, mais se alcanectando com a pergunta anterior, a gente
entendia que existia essa oportunidade, esse ato, de se tornar o aplicativo de saúde do brasileiro,
porque não existia ali, estava uma oportunidade. Mas, a gente tinha que ter uma tese. Como é que a gente
conheceu nosso ângulo de ataque pra construir essa visão de longo prazo? E a essa altura de novo,
se a gente puxar na memória, ali 16, 17, a tendência do e-commerce e o delivery já era extremamente
forte, né? Amazon já era Amazon, muito tempo, aqui na América Latina, na mercado livre, os
incumbentes a essa altura já com iniciativas, né, muito forte pra se posicionar no e-commerce. Então,
eu peguei essa oportunidade, esse ato, esse vazio, de uma empresa de saúde referência pro brasileiro,
olhei essa tendência que vinha acontecendo, essa onda se formando em outros setores e acreditei,
16, 2017, que essa tendência chegaria na saúde. E aí, na verdade, saúde domiciliar a gente não
inventa. Se a gente puxar aqui, saúde domiciliar existe desde quando a gente era criança ou antes.
A grande diferença, eu acho que o unlock que a Bipe dá nessa história é que saúde domiciliar
anteriormente era algo pra gente rica, Vipe. Afinal de contas, os players existentes, os chamados
incumbentes, eles cresceram num formato de abertura de clínicas e laboratórios próprios. Então,
para eles, o incentivo era muito maior que você, cliente, fosse na unidade física deles, a morte
de usar todo o investimento que ele fez naquela unidade. E quando você queria um atendimento
domiciliar, tinha muita fricção. Você tinha que ligar em um determinado número no horário comercial,
pagar uma taxa extra. Então, não era algo que tinha um mercado grande. Então, quando eu lhe
falei, olha, eu não preciso inventar a saúde domiciliar, mas eu posso beber da fonte de armas,
um mercado livre e outros que a gente admira, e ver o que eles fizeram pra conseguir viabilizar
como esse e o delivery. E, basicamente, são dois pilares. O pilar #1 é esse modelo que vou ter que
lançar mão dos transgerismos aqui, mas que é asset light. Então, a gente troca o custo de abrir
unidades físicas, que é muito custoso. Não só enquanto CPEX investimento, mas também ali de
manutenção do OPEX. Eu troco isso e foco 100% no delivery, no domiciliar, só que isso não
era suficiente. Era necessário muita tecnologia. E aí tem gente que acha, é curioso, que é
nossa tecnologia, esse resumo, é um aplicativo. E vocês não são expertinhos, sabe? E ali é só o
frontende, é só a casca pra ter contato com o nosso serviço. A tecnologia proprietária da BIP está
muito mais no aspecto logístico. Então, isso é curioso, porque as pessoas pensam em BIP. De forma
correta, é uma health tech. O fundador é um médico, o CNPJ, o que naia da área de saúde. Porém,
o que nos diferencia dos existentes antes da BIP e que ajudou a fazer esse unlock nesse
mercado de saúde domiciliar, foi o investimento em tecnologia proprietária, especialmente no
aspecto logístico. Quando você soma esses dois pilares, um modelo leve em ativos imobiliários,
o asset light, que eu não fico abrindo clínicas, investindo clínicas, foco 100% no domiciliar,
e bota essa camada de tecnologia analogística. Aí foi explosivo, porque aí você fez o domiciliar
ser acessível. Então, a gente não inventa o domiciliar, a gente torna ele mais acessível por conta
desses dois pilares. E Marcel, isso é muito louco, né? Porque a gente está em educação,
PM3, a Lura, Fiape, a gente está em educação. Então, a gente consegue enxergar esse mecanismo
de estar aperto lá da ponta. Ah, tem a escola é digital, a escola é digital. Tem professores online,
tem professores online. Mas a gente também está muito próximo do aluno e da aluna lá da ponta.
A gente sabe como é difícil fazer com que isso tenha escala, e ainda assim manter a qualidade,
ter uma individualização de com quem a gente interage, com quem a gente conversa.
A história que você contou, Vander, na BIP, é muito uma história de poxa-veio, com uma visão
muito digital, o GoldioApp ali que você citou. Só que ao mesmo tempo, tem uma operação
muito grande de logística para fazer com que isso funcione, para que a pessoa vala na casa
do Marcelo e a fato, o Marcelo é cliente, né? A pessoa vala na casa do Marcelo, aplique
ali a vacina que precisa aplicar ou faça o outro procedimento, digamos assim, que precisa
fazer. E ainda assim, a BIP tem um, você tem um MPS bizarro, né? A gente estava conversando
aqui na MPS de 95. Como que você faz para garantir com que essa logística
funcione, numa escala que é para a gente, né, surreal, num serviço, numa área de serviço
super delicada, que é saúde, e ainda manter esse MPS lá num.
Você foi direto no ponto que eu diria que é assim que é o nosso maior mérito, tá? Então
só colocando em outras palavras que você já trouxe, Adriano. Assim, vamos manter em mente
assim, que é o que a BIP faz, eu não entrego um pacote na porta da sua casa. E eu super
respeito e admiro e me inspiro em outras empresas que fazem isso. Mas a gente precisa entender
com o nosso desafio, ele é mais do que o que a gente chama do Leste Maio. A logística
Leste Maio é aquela logística, então, que chega na porta da casa. A gente vai no interior
da casa, honestamente se cada um aqui pensar em alguém trando na sua casa, cara, já
é muito mais complexo. Mais do que isso, quem tá ouvindo a gente tem filho e tem filho
recém nascido, sabe que o quartinho do bebê é aquele núcleo protegido da casa, e é
lá que eu vou, e vou pegar ele com todo o carinho do mundo, e vou espetar a perninha dele
e injetar um vírus ou uma bactéria nele, porque a vacina no fim do dia é isso. Ou vou espetávei
a Zinha dele, colocando aqui de forma muito simplória, e vou tirar sangue dele. Então é algo
como você colocou, além de saúde ser sensível, queria jogar luz aqui, como que a BIP se propõe
e a fazer extremamente sensual.
Como fazer isso, tendo um foco NPS alto, no padrão que a gente entrega.
Não tem uma resposta única, mas eu vou aqui caminhar vocês para os pontos que acredito
que são prioridades, que são fundamentais para a gente entregar esse resultado.
O primeiro é o time, a única coisa que eu fiz como médico na minha vida, propriamente
dia está tendendo paciente, eu fui médico militar do corpo de bombeiros, e todo mundo
aqui se já serviu ou tem familiar o amigo que é militar, sabe que disciplina é um aspecto
muito forte de todo militar.
Então, a gente traz esse approach desde lado o recrutamento de seleção, então a gente
busca pessoas que, entre outras coisas, tem um perfil muito disciplinado para cumprir
protocolos de forma muito padronizada.
Eu não posso crescer e querer contar, digamos, com o bom senso ou improvisação da pessoa
no momento desse.
A gente se chama, que a gente não faz de crutamento de seleção, a gente faz um casting.
A gente busca realmente as pessoas para um papel, para performar ali um encantamento naquela
cena na hora do atendimento, é super delicado, engraçado que elas, no dia a dia delas inclusive,
elas têm um camarinho, elas se arrumam, elas recebem os todos de maquiagem, porque eu quero
que a profissional de enfermas que atende o paciente de seis da manhã e o de três da tarde,
ela se apresente da mesma forma.
Mas, no oponto, o primeiro é o recrutamento de seleção, um treinamento intenso, e tudo
isso se traduz em investimentos, porque a gente contrata a pessoa, leva tempo a contratar
com esse critério, a gente leva tempo treinando ela depois processos para auditar.
Então, a gente usa cliente oculto, a gente faz, é peer-to-peer, colocando uma senior
acompanhando de forma randomizada, a gente uma vez por mês para a companhia, num evento
chamado BP Break, fecha as agendas de novo, é investimento, porque eu estou deixando de
ir faturar, mas eu paro para garantir que a gente está homoginizando os novos protocolos,
está todo mundo entendendo, o que foi alterado, então tem muita disciplina nesse processo.
Mas eu acho que o que amarra isso, tudo, e que traz a resposta para o Adriano, e a gente
provavelmente vai falar desse tema que algumas vezes essa cultura da BP, porque o brinco
que se eou para mim é Tiff Evangelist Officer, acho que o meu principal papel na companhia
é seu evangelizador dessa cultura, que passa por esse aspecto disciplinado, porque no
fim do dia eu tive a oportunidade de ouvir isso do Davido no bank, que com muito orgulho
é investidor lá na BP, e ele fala claramente que o que o cliente, por exemplo do no
bank percebe lá na contrata lá na ponta, é a cultura no bank, então se é vacina, se é
exame, o que a gente for fazer, esse jeitinho BP é o que o cliente gosta e é o que traduz
esse NPS, então ele destacaria no fim das contas uma cultura com um componente muito forte
de disciplina, que permitiu a gente escalar para centenas de cidades em vários estados,
fazendo já para mais de milhão de visitas domiciliar, ou seja, mais de um milhão de portas
já se abriram para a gente, e a gente tem claramente como estrela norte na companhia, a turma
sabe que meu humor está diretamente relacionado ao NPS da companhia, e ele é historicamente
por qualquer cororte que você olha por estado, por business units, ele é 95 mais, então passa
por aí, e se é citou de capacitação, treinamento, e tem até uma entrevista na exame que você fala
sobre isso, no qual você tem um treinamento continuo, de todo mundo, do BP Brake, etc.
Você consegue aprofundar um pouco mais para a gente entender como essa cultura, porque,
de fato, qualquer empresa que vai parar muita gente para isso, tem seu custo, mas tem
seu benefício, como é que você começou a construir isso ali na Lime?
Eu acho que vai muito naquela frase que a gente como empreendedor conhece, que é o Walk the Talk.
Falar que você investe no time, falar que você é focado NPS, eu acredito que todo mundo
vai dizer, mas quando você tem que chegar lá e mandar fechar operação em todos os estados,
em horário de trabalho, para investir preventivamente em treinamento, eu acho que aí você é
Walk the Talk.
E aí, realmente assim, eu precisaria de um episódio inteiro para a gente em pequenos pedaços,
mas eu vou dar um exemplo de coisa bacana que a gente faz, e eu estou assistindo a minha
experiência de bombeiro, que é o seguinte, a gente tem as salas de simulação, porque
a gente foi aprendendo ao longo do tempo, e o bacana é que é seu mil de entender que
são 8 anos, e eu estou te contando hoje com o benefício da retrospectiva, não começou
assim, mas a gente inicialmente contratava bem, treinava, e submetia a pessoa a vida real,
e percebia que a vida real é diferente de treinamento, e a gente percebeu que a gente precisava
de fazer simulações antes de liberar a pessoa para, de fato, assumir uma agenda, porque
por mais que ela performasse bem na teoria, no treinamento, às vezes o efeito vida real
é igual aqui, né?
Ligo a câmera, tudo muda, é diferente, tem alguém te observando.
Dito isso, a gente criou aquelas salas, sabe igual filme de Hollywood, dessas coisas
de interrogatório, de se a saí, que tem aquele vírgula, e isso é o One Way Mirror, né?
Que acontece?
Ela sabe que a gente está do lado de lá, mas o bacana é ela, tem todo treinamento teoro
que ela consegue escrever com todo o protocolo, e ela vai lá pra dentro do aquário, sabendo
que a turma toda está assistindo, e tem uma instrutora senna, fazendo papel de cliente,
com vários cenários possíveis de perguntas dúvidas, e ela vai lá e faz, só que tem uma
coisa muito interessante, ela se assiste depois.
E é curioso, porque tem certeza vocês, como Rousse de Podcast, vocês fizeram o primeiro,
o segundo, o terceiro e vocês se assiste e fala "puto, olha meu braço ali, olha meu
caguete, por que que minha cabeça fica virada assim, sempre?"
É a mesma coisa, e a gente fica com elas ali semanas, semanas, a tela estarem confortáveis,
e aí a gente coloca.
Então, Marcelo, só pra ilustrar um pouco mais e aprofundar como você pediu, são escolhas
que você, nos bastidores, precisa decidir.
E esse tem que conversar com o cara do FPN, que está lá dizendo "pô, mas a produtividade
da força de trabalho caiu, porque a gente está com muita gente treinamento, aí tem
um time da qualidade puxando a cor do outro lado, é, e a gente não abre mão disso,
e eu fico ali do me calma, gente, calma, é aí que a cultura, o óleo de toque.
E, Vander, deixe quando começou a beep lá atrás com essa ideia do GoToApp até hoje, tiveram
diversas rodadas de investimento, e eu imagino também que até pra você que está empreendendo
aí também, independente do estágio que você está, você percebe também que o seu negócio
vai passando por pontos de mudança, de inflexãozinho ali que algumas realidades mudam.
Queria que você contasse um pouco pra gente, ao longo dessa trajetória da BIP, quais foram
esses grandes pontos de inflexão, a cada, talvez, né, o ponto que demarcava, talvez
cada série ABC que vocês foram recebendo, e hoje, que que a BIP, quais são conjunto, né,
o sete de ofertas, digamos assim, de serviços que a BIP tem pra todo mundo.
E isso, Adriana, você me dá uma oportunidade de falar até a minha visão sobre essa extera
de Venture Capital, que a gente sabe que passou por uma mudança muito importante, né.
Você mencionou na abertura, essa é minha segunda jornada empreendedora, apesar de ambas
serem em saúde, elas têm algumas diferenças.
A primeira é um foco B2B, essa é um foco claramente B2C, mas uma diferença pouco visível
pra quem está de fora é que a primeira não foi "não vice-backed", expressão bonitinha
pra dizer cresceu sem dinheiro de investidor, e a BIP já surge numa época onde existiu
um ecossistema de investidores de Venture Capital, e a gente seguiu esse caminho.
Não estou aqui falando que é melhor o pior, mas claramente acho que todo mundo aqui assistiu
em especial ali, chegou no apps dessa euforia ali em 21, e a gente começou a ver pessoas
fazendo captação sem ter um objetivo claro, sem ter milestones claro, essa é uma rodada
cede logo pressupões com tamanho de cheque desse, e pressupões que eu vou levar a compreenda
aqui até um determinado milestone.
Então por exemplo, é razoável pensar que uma companhia recebe investimento cede, ela tem
que com esse capital encontrar o fame gerado product market fit, e você via companhias indo
pro Series A, Series B, sem ter um product market fit.
-Lá atrás.
-É isso, então assim, as coisas perderam um pouco ali o compasso, óbvio que foi difícil
pra todo mundo, os últimos dois anos, foram muito difíceis, porque as pessoas precisaram
se adequar, muitos ajustes foram feitos, um verdadeiro freio de arromação.
Então, dito isso, como é que foi no caso da Bipe?
A gente já fez aí três rodadas, então legal que da oportunidade também de comentar
assim, a escolha do investidor, é pra gente logo ali no início, a gente focou no chamado
Smart Money, então a gente buscou investidores que não iam trazer necessariamente o valor
deixou mais alto, mas que aumenta a nossa chance de encontrar o product market fit e de crescer
a companhia.
Então, a gente traz investidores com muita expertise num setor que tem muita particularidade
que é a saúde.
Então, o time lá da DNA Capital tem todo um histórico, investe com a gente no cinde e a
gente encontra o product market fit na primeira Business Unit que foi vacina.
Logo na sequência, no nosso Series A, passado ali de 18 meses aproximadamente, em geral
nos rounds, a literatura que fica a alguma em torno de 18 meses assim do News of Proceeds,
do capital que você levantou.
A gente, junto com o pessoal do Bradesco, via o veículo deles do Inova Bra, eles investem
e fazem um Series A e a gente cresce esse Business que a gente encontrou com o cide.
Então, o cide, a gente encontra o product market fit, algo que traciona, que se encontram
um mercado que reconhece e valor está disposto a pagar o seu produto, no Series A, a gente
começa a escalar.
O nosso Series B, liderado pela valor capital, aí sim, já um fundo, superativo na região
aqui da América Latina, jamais que eles chamam "Pirvici", jamais coisa menos setorial.
E aí, foi para a gente começar a nossa segunda Business Unit que foi laboratório.
Então, indo também na sua pergunta assim, o que a gente oferece hoje?
São dois categorias de serviços domiciliários, um é vacina, que com muito orgulho e muito
felicidade e a gente se tornou uma empresa de vacina do Brasil.
o Brasil, maior e mais um daqueles casos em a gente é maior, empresa de vacina sentou
uma clínica aberta.
E a gente entrou no mercado de laboratório em casa, mas ela vai até contando que, felizmente,
é um cliente satisfeito do serviço laboratorial, e a gente viu esse um grande mercado que a gente
nem muito ainda é saindo, a gente começou a ter em dois anos e está crescendo bastante.
E aí, o series, o próximo rodada, que vai ser uma extensão dessa primeira, que a gente já
está aí considerando fazer, é muito mais pra crescer essa segunda rodada, então, desculpa
essa segunda business unit.
Então, eu acredito que, na forma como a gente fez, também é como eu recomendo que seja
feito, que a rodada tenha claro ali as suas razões, porque dinheiro, sem um objetivo claro,
é instrumento pra gente fazer besteira, e falando um pouco de futuro também o que a gente pensa
em fazer, respeitando aí a execução com calma, é continuar crescendo vacina, tem um objetivo
muito claro agora de ser relevante, buscar uma liderança num setor muito maior dentro da saúde,
um segmento muito maior dentro da saúde, que é de exames laboratoriais, onde tem players
listados na bolsa, companhias bilionárias, então a gente está num mercado mais competitivo agora,
e a gente está crescendo rápido nisso, e futuramente, com calma, entra em outras categorias.
Marcelo, por exemplo, usar óculos, quem está assistindo, está vendo aqui, a experiência
hoje de você fazer o seu exame, abrir as paseiras, o exame de vista, e todo o processo de compra
do seu óculos, ainda é muito analógico, offline, e não precisa inventar a roda, tem várias
oportunidades de fazer isso, domiciliar, envolvendo parte online, então vai ter óculos, vai
ter infusão de outros medicamentos, vai ter drug delivery, uma série de categorias para
aqui, dessa forma, passo a passo com muita consistência na execução, quando o necessário
beque, por investidores, quando se fizer necessário, a gente chega na visão que se tornar a empresa
referência em saúde, então hoje, se precisar de vacina exame, pode na BIP, no futuro, mas a linha
de negócio, a categoria CD, aí por aí vai. Adriano, vamos para o segundo round? Bora lá,
acho que tem muita coisa legal aqui, de tudo que o Vander trouxe agora no primeiro, que
dá para a gente explorar e olhar um pouquinho mais ainda. Você comentou, Vander, das rodadas,
né, e por isso é uma jornada já, longa da BIP, oito anos, mas como foi a pandemia para
vocês? Porque o mercado de saúde digital já vinha numa crescente, com a pandemia, acredito
que tudo ficou ainda mais evidente, a aceleração de tudo, como foi para vocês?
O que é a época, né, cara? Em primeiro lugar, eu falo da pandemia sempre com muito respeito, porque
certamente tem gente, não sei se foi o caso de vocês dois, mas a gente tá ouvindo a gente
que, eventualmente, perdeu alguém, mas colocado isso, a pandemia na área da saúde deixa um legado,
que precisou de uma pandemia para isso acontecer. Turma, se vocês lembrarem, antes da pandemia,
se você quer ir uma receita, seja para uma medicação que você faz ali, de forma acrônica, você
tem que ficar uma consulta para ir lá pegar um papel carimbado por um médico para você continuar
fazendo seu tratamento. Cara, isso parece mediaval. Tinha uma brincadeira no meio médico,
assim, em algumas cidades, infelizmente, os médicos eram tão igou, porque você tinha que voar
para São Paulo, voar para o Rio para até acessar uma especialista. Pô, em tempos de internet
e pô, todo mundo com o celular na mão, isso era uma crueldade. Então, com todo respeito,
os verdes e o sofrimento mundial que foi a pandemia, para a saúde ela deixou um legado que fez o
regulatório entender que já era tarde para fazer algumas mudanças. Então, eu destaco aqui alguns pontos
como a telemedicina, passa a ser liberada, e isso como se fosse a molécula toda precisa se
reajustar porque, quando entra a telemedicina, bastante coisa ajusta. Por exemplo, a prescrição
receita digital. Hoje em dia, imagino que vocês já passaram pela experiência que o teu médico
te manda um QR code, você vai na farmácia. Trasendo especificamente para a BIP, tem muita gente que acha
que para a BIP foi assim, é muito positivo, no que tanja a demanda. E eu entendo de onde ver esse
raciocínio, afinal de contas, pandemia nos faz pensar em lockdown, todo mundo em casa, e vacina.
Então, o que a pandemia acabou fazendo para a BIP foi colocar gente mais evidência. Mas no que tanja,
por exemplo, a receita, propriamente de dito, vale destacar a turma lembrar que a gente no mercado privado
não foi autorizado a vender vacina da covid. Foi muito tempo, até a vacina disponível no seator público,
e quando chegou o seator público, é porque são regulatórias decisão do GoV, todo regulatório,
as clínicas privadas, serviços privadas não podiam vender. Então, de fato, não houve um impacto na
receita da BIP, porém o nome BIP, sem dúvida surge, aparece porque o tema de vacinação não
de covid, mas até mesmo para manter as crianças vacinadas em casa, aí a BIP começa a aparecer,
mas eu diria que para a BIP, pela ótica da BIP, o morregado, que a pandemia deixou, que muita gente
experimentou pela primeira domiciliar e viu que, "Opa, não precisa ser tão caro, dá para fazer, é bom,
e não volta". Então, assim como a gente viu, em algum momento as agências bancárias, acho que,
ao exemplo, o mágico que lixia aqui, elas começaram a perder a razão de ser, e hoje se a gente
for numa agência, eu vou te perguntar cara, aqui que houve, quando você é alguma coisa, eu acredito
que a gente estava vivendo esse shift na saúde, daqui a dois anos, três anos, ou não sei dizer,
exatamente, a gente vai pousar algum lugar, onde se alguém te disser que está indo no laboratório,
essa pergunta, por quê? E, Vandor, para todo esse futuro que você projeta para a BIP, toda essa
operação, essa Beusa ali, que você citou, quais são os grandes desafios que você enxerga dentro
da operação, ou no dia a dia, ou de estratégia da BIP, para você olhar para o futuro e falar "Puts,
eu vou conseguir chegar lá". Eu acredito e converse isso muito com a turma lá da BIP, eu acho que
a gente está no momento tão bacana, tão maduro, que não tem mais muito o que a gente precisa acreditar,
houve, numa startup, eu acredito que tem momentos que você tem que acreditar que algumas coisas que
não estão na mesa ainda vão estar lá na frente. Então eu acho que, passado 7, 8 anos que a gente tem
desde a fundação da companhia, hoje todas as peças estão na mesa, esse vento de popa das pessoas
já querendo ir pro domiciliar, está tudo muito favorável para a BIP e outra empresa que vem executar essa
tese, então respondendo a pergunta, eu, de verdade, acredito que o que pode prejudicar a BIP,
ou que pode dificultar a execução dessa visão de longo prazo, está dentro de casa, porque os elementos
externos macroeconômicos de tendência de consumidua, que o acreditava lá atrás e existiu um risco de
não acontecer, acontecer, rovaram. Então agora, assim, como é que a gente não faz besteira para respeitar
um português mais delicado, então não dá mole, é uma execução, é responsável, incressimento,
responsável, não perdeu foco do NPS, entender que às vezes é melhor deixar, não ter a volume a
demanda que daria para ter, mas garantia a qualidade pensar no longo prazo. Então eu falo muito
primeiro time, até porque tem muita gente ali de 20 poucos anos, foi aquela vontade que via a
oportunidade, às vezes eu tenho que segurar a turma, porque para pensar no longo prazo, assim, acho que
é, a gente bebe da fonte de grandes empreendedores que ensinaram isso para a gente, que é só o primeiro
dia, tá só começando calma sem afobação. E, Vandeu, tem muita empreendedor que escuta o
lack a boss, ou só futuros empreendedores também, e aí você falou de várias rodadas de vestimento,
eu queria saber quais foram as dificuldades da primeira rodada, como foi esse desafio de levantar a
primeira rodada? Legal, e assim, o primeiro desafio é, eu não sabia fazer isso, então o que eu diria para
alguém que está pensando em ir para esse caminho de venture capital? Primeiro que não é necessário,
não é obrigatório, criou-se nos últimos anos quase que uma necessidade que para ser um empreendedor
de social, você tem que levantar muito capital, olha bolas, pelo contrário, acho até que eu tiro
o chapéu para que eles conseguiram fazer grandes empresas com menos necessidade de capital, acho que
existe até um conceito equivocado, mas existem tese que, por várias razões, elas são típicas de
vici, seja porque o teu concorrente está captado, aí fica difícil também você não captar,
e uma vez você indo captar, eu acho que o que eu gostaria de saber e foi difícil para mim naquela
época, eu gostaria de saber, primeira coisa, o investidor não está te fazendo favor nenhum,
entender essa dinâmica de que o gestor do fundo que está ali conversando com você, ele sai de casa
todo dia querendo encontrar alguém para investir, é o papel dele, ele só é remunerado,
ele só é remunerado pelo capital que ele depõe, eles falam, que ele investe, a questão é que a gente
chega lá, pelo menos eu chegava um médico empreendedor mais do mundo, não vice-backed, indo empreender,
você chega lá quase que como se fosse com um pílise na mão, investe aqui na minha empresa, faz
esse favor aqui, coisa nenhuma cara, ele está olhando para você e ele só, só que o empreendedor começa
a dar razões para ele não investir, então isso só mostra essa assimetria de conhecimento da
dinâmica de venture capital do empreendedor early stage, e aí eu brio que eu sou um age médico,
é que não existe o termo bacharão em medicina, mas você seria um bacharão em medicina, que a única
coisa que eu prescrevo, eu tenho mesmo, até hoje, receito ar na minha mesa e carimbo, a única coisa que eu
prescrevo hoje em dia são livros, porque eu acho incrível, quando alguém se apresenta de um dia de
mim com uma dúvida, eu não vou conseguir em cinco minutos, mas chegar tudo que eu queria passar para
essa pessoa, mas eu falo olha, é igual quando alguém tem uma infecção, uma amida elite, que eu sei
qual é a bactéria, fiz o anti-biograma, eu sei que a Moxilina com clavolinha é o ideal, toma aqui,
daqui a x tempos, a gente volta em certeza que você vai tá bem, então para esse empreendedor, acho que são
alguns livros que me ajudaram e vai aqui.
aqui três, tem um chamado Venture Deals do Brad Feld, cara que vai te dar uma ideia
disso que eu dei só uma pice lá daqui, vai te explicar um pouquinho dessa dinâmica, dois
Secrets of Sand Hill Road, muito legal também, e Mastering the VC Game. Se você ler esses
três livros, você está minimamente alfabetizado e diminuindo a simetria quando for conversar
com um investidor, tá? Então eu iria por aí, não dá pra explorar mais pelo tempo aqui.
E pra gente fechar esse bloco, Vander, então se você torna aqui lá pra essa, tinha essa grande
visão do OneStop. Um OneStop Shop, o GoToApp. O GoToApp. Exato, o nome fugiu aqui.
Você tinha essa visão do GoToApp meditina no geral. Hoje você consegue gravar do poxa,
bipe realizou essa visão, ou ainda não tem algum componente que falta e se falta o que falta pra gente.
Vou dar a resposta de deve ver se não é assim. Work in progress. Se eu tivesse que
work in progress, total, mas claramente hoje mais perto do que ontem, e menos do que amanhã.
Claramente a gente já interessa duas Business Units relevantes, mas definitivamente ainda não podemos
levantar essa bandeira. Mas é jornada, tá super bacana, continuamos nela,
com ajustes no meio do caminho, ajustes decididos por nós mesmos, ajuste necessários
por questões macroeconômicas. E com muita humildade, lendo o mercado e reagindo sempre que necessário.
Final round. Final round. E aí Vander, e agora pra o round 3, a gente gosta de entender um pouquinho,
dá um de veio, o fundador, o empreendedor, qual é o background como o trabalho. E aí, pra gente
da esponta penicial. Você se tornou, né? Você foi médico dos bombérios e tudo mais.
Que que você estudou? E como que foi essa transição de médico dos bombérios também pra empreendedor?
Bom, vamos lá. Então a história em saúde começa com meu pai, meu pai é médico, daqueles
médicos que trabalhava todo de branquinho. E o curioso, ele usava um aparelhinho na cintura
que tocava quando precisavam dele no hospital. Bipe, é o bipe. E daí veio um nome bipe.
Olha que coisa. Tem gente que acha de bipe? É a buzina do carro? Não, cara. Bipe pra mim sempre foi
chamar saúde. A gente estava na missa, na pizaria, no cinema, tocava aquilo e meu pai era cirujão cardíaco.
Ele é, graças a Deus, vivo, saudável. E aí era chamado pra uma cirurgir emergência. Pra mim,
molequim parecia que meu pai era o Batman. Tocava um negócio, ele saia correndo, sabe? Então bipe
pra mim tem esse componente. Então foi super ali, inspiracional, faço faculdade de medicina,
formular uma ferrjota no Rio de Janeiro e entrei achando que essa é médica ao mesmo, tá? Só que
a coisa começa a mudar ali no primeiro pro segundo ano, quando termino um namoro e pás
meus mais novos, mas quando a gente queria conhecer gente em 2002, 2003, não tinha aplicativo,
a gente tinha que procurar festas pra ir, né? Só que as festas eram organizadas por outros universitários.
E era uma porcaria. Aí a história do empreendedor que eu falei lá no início, que é o cara que anda
pelo mundo vendo que podia ser melhor. Foi cara, né? Possível. Pô, festa com fila, confusão
pra pegar bebida, banheiro sujo, mais gente do que cabe, cara, vamos fazer melhor. Aquela atitude
protagonista que não fica só criticando, vamos fazer melhor, começa a organizar festa. Começa
a organizar festa, as pessoas começam a me agradecer, eu começo a ganhar dinheiro, e um
output secundário ainda atendia meu objetivo, que era conhecer pessoas. Dito isso, eu falei,
cara, que negócio é isso? Que sensação maravilhosa, que eu estou resolvendo um problema, que todo
mundo queria. E ainda estou colando diversos frutos disso. Cara, parece que não gosta de
uma empreendedorismo. E aí, o que um estudante de medicina nerd sabia fazer é estudar. E
eu comece a ler livros sobre empreendedorismo. Lembro que teve um, eu gosto de livro né, teve
um, que era o segredo de Luisa. É um livro que não tá muito no radar aí, conhece-se.
-Librado. -Librado. -Librado, queijo, ela faz.
Acho que é da goia-bada, alguma coisa assim, era alguma comida que ela ia na casa da família
trazer pra vender na faculdade. E ela era estudante de odontologia, se você lembra bem. Eu falei,
"Ah, esse livro é um recado pra mim". Que ela vive o dilema, se ela é virada em tista mesmo,
ou se ela é ser empreendedora. Sei espoilher aqui. Então essa foi minha transformação. Eu
comecei a me reconhecer, chama meu pai e falo, "Pô, bichão, ó, preciso dizer, medicina
assistencial, mesmo atender paciente, não é a minha parada". E quando eu falei isso, meu
pai e as festas já estavam bombando. Com o dinheiro das festas, eu já tinha comprado
ter renda do lado da casa dos meus pais, porque a festa era da casa dos meus pais, eles
eram superfãs da festa. E aí, eles falam, "Felho, todo mundo sabe, mas por baixo estudar,
então esse negócio aí de empreendedorismo". Fui estudar, me der uma HP 12C, eu não sabia
usar aquele negócio. Encontrei, me atribo de empreendedores. E aí, quando eu me formo em medicina,
ao invés de fazer uma residência, que é o caminho tradicional, que todo médico receia
informado faz. Eu me especializei em medicina do trabalho, porque eu já estava de olho nessa
área, que foi a área que eu montei a BRMED junto com meu melhor amigo da vi. Também médico,
mas eu fusto dar muito business. E aí, tem a primeira jornada com a BRMED, que conecta
com a história ali em 16, quando eu penso no aplicativo de saúde pro brasileiro. E no meio
do caminho, como Adriano bem lembrou, abre o concurso do corpo de bombeiros. E o corpo
de bombeiros para quem adara de saúde, é uma área super interessante, em especial, para
a gente acelerar, assim, atacada, que gosta do A-T-L-S. A-T-L-S é o Advância Trauma Life
Support. É a parte do. Perdão aqui, tira o porra de bomba. Sabe assim, carro capotado,
acidente disso, daquilo. Eu pode parecer estranho, mas eu gostava de lidar com isso. E isso,
para fechar aqui, conectando com a vida empreendedora, é incrível como me ajudou a ser o empreendedor
que eu sou hoje. E, basicamente, que se aprende no bombeiro, entre outras coisas, é muita
disciplina, que eu mencionei aqui anteriormente, mas também é tem método. Aí, eu divido com
vocês algo super interessante, que é o seguinte. Se você chega numa cena de um carro capotado,
a noite chovendo em uma outra vana envolvida na acidente, vana verso os carros com capotagem,
chovendo o escuro. Tenho certeza que, como ser humano, a sua vontade é sair correndo
para ajudar as pessoas. Aí, se entende que em situações de desafios como esse tem
método, não é só o teu gut feeling, como gostam de falar. Pera aí, pera aí. Primeiro
passo. Não vou aumentar o problema. Sinaliza a área. Porque o que tem de história de
uma tentativa de ajudar? Venha outro e bate na ambulância. E a equipe vira vítima, então
sinaliza. Segundo. Corre para atender? Não. Prioriza. Quem eu tenho que atender primeiro
num cenário de múltiplas vítimas? Será que aquela criança que está gritando? Pô,
tem uma criança gritando no meio do barulho? Dá uma vontade de atrar de aquela criança?
Não. Criança que está gritando? Tá respirando. Tem uma simorinha desacordada ali, muito
provavelmente deve ser ela. E aí sim, você começa o atendimento com a BCDR. Existe o
BCDR do trauma? Tudo com muito método. Porque na hora que o bicho está pegando, se você
não tiver método, você se perde. E pensa nossa vida como empreendedor. Não explode mais
bombas. Primeira coisa. Cara, não é o método problema. Segundo. Não é quem está mais
gritando que eu vou atender. Deixa eu ver aquilo que é prioridade. E quando eu começar,
eu vou de forma sistemática resolver aquilo. Só quando eu resolver esse, eu vou para o segundo.
E assim, eu vou. Então, olha como é que a vida é assim, olhando em retrospectiva uma experiência
que, em nada, eu podia imaginar contribui para o empreendedor que eu me formei. Então, essa
é um pouco do meu background. Muito, muito legal. Muito legal. Muito legal na energia.
Eu gostei bastante. E aproveitando esse gancho, como que ser médico impacta no dia-a-dia
da BP? Legal. E o que você imagina no futuro da área de saúde com as tecnologias que
têm surgindo recentemente? A gente já mencionou aqui o Product Market Fit. Super conhecido,
a pessoa chama PMF, PMF. Mas tem coisa que pouca a gente fala, que é o Founder Market
Fit. Onde eu quero chegar? Já tive a oportunidade de participar de duas donadas em empreendedoras
que, de alguma forma, tiver alguma prosperidade. Isso pode me fazer no momento, talvez, de
excitação mental. Acho que, por exemplo, eu poderia entrar no negócio de educação ligado
à tecnologia. Qual é a minha legitimidade nessa área? Qual é a minha legitimidade do negócio
de legal no negócio agro? Então, empreender a gente sabe, já é tão improvável, já é
tão difícil, que a minha recomendação fortemente é que você, seja você ou no seu grupo
ali de co-founders, tenha esse Founder Market Fit. Porque aumenta um pouco a chance de
a gente não se machucar. A gente sabe que a estatística é essa e machucar. É empreender
uma máquina de moer pessoas. Alguma chance que você vai ter de sair do outro lado é você
ouvindo com essa legitimidade. Então, ser médico não é garantir de absolutamente nada
para você empreender esse saúde. Precisa de humildade para a respeito de ser médico, entender
que eu não tinha capacidade nenhuma, formação nenhuma em área de business. E, teio do meu
favete exalar, mas eu acho que ajuda nessa Founder Market Fit. E falando um pouco de futuro
das tecnologias, eu acho que a gente está vendo um momento super interessante. Não vou nem
cair no óbvio de AI. Porque eu ainda preciso, acho que é um pouco mais de tempo para
entender o impacto de AI. Mas só aquilo que eu falei da pandemia, a telemedicina, a receita
digital, a tendência do domiciliar, isso e outros somados, cara, propõe uma releitura
do setor de saúde. Isso é muito legal, porque a cada xx anos, um setor passa para uma
releitura dessa. E aí, que as peças não tá bolheiro? Fica um pouco instáveis e é a oportunidade
para empreendedores surgirem ali. Era uma área que, no meu ponto de vista, estava esperando
de uma demanda represada muito grande por esses avanços de tecnologia. E, Vander, hoje,
quando você olha para dentro da BIP, para o time ali que tá mais próximo de você, as lideranças,
que isso é um ponto que muita gente que acompanha, a gente gosta de saber, quais são as características
que você busca.
nessas pessoas que hoje trabalham muito próximo de você.
Características, até de. Soft skills, hard skills, técnicos também.
Legal.
E aí, eu volto naquele ponto que, para mim, a cultura é muito importante.
Na indêbora, a gente fala muito disso, né?
No fim do dia como que a gente, como se ou tem essa responsabilidade de ter uma cultura clara,
o walk the talk ali, a viver essa cultura, propriamente dito, e cuidar, né?
Que todos façam isso.
E parte da cultura, para mim, são os valores.
E são eles que devem ser, na minha opinião, um guia, para você trazer alguém para a empresa,
para se pessoa continuar e prosperar na empresa.
E na BIP, a gente tem muito claro quatro valores.
E são eles ética, e ética, no sentido de cara, de fazer o que é correto,
independente, ser melhor ou não, para as nossas métricas, assim.
Independente, se alguém vai saber ou não, é conduta, é agir, dia após dia, de forma correta.
Energia, eu costumo dizer que tem muitas variáveis que a gente não controla.
Cara, mas tem uma que a gente controla essa variável nessa equação, que é o quanto de energia
a gente aplica.
Então, quer ver o negócio que me deixa uma louca e entrar na minha sala, eu queria. Fala poa!
Fala, cara!
Bota no mínimo energia!
Se a gente já começa derrotado, meu irmão.
O que está pegando?
Vamos lá.
E é ter energia.
Etica, energia, o terceiro.
Se eu tivesse que pedir para vocês a divinhar, já mencionou algumas vezes, disciplina, fazer
o combinado.
Não é o que o Vander está dizendo.
Se você quer propor algo diferente, proponha, mas uma vez combinado, a gente executa combinado.
Não tem espaço para diferente do combinado.
Uma frase que vem lá da minha época é militar, que é assim, existe o padrão, existe
o combinado.
Se algo acontece abaixo do combinado e você, líder, não aponta, se acabou de criar um novo
padrão.
Então, é nosso papel ali, cuidar, para que seja seguida disciplina.
Etica, energia, disciplina e o último é uma palavra que está um pouco digastada na
jeito de sociais, mas eu realmente sofendo ela que é a resiliência.
Porque, apesar de eu ter um time de gente ético do bem, que bota energia e que atua de
forma disciplinada, com o perdão do francês, a porrada vai vir.
Vai vir e de lugares as vezes que a gente não espera.
Eu preciso ter um time que segura, que aguenta, e o conceito da resiliência, que não
é forte, né?
A resiliência pressupõe nesse conceito lá da física, pressupõe que há algo que mediante
um estresse, uma força exógena, vai ser deformado, sim, vai sofre, sim.
Mas assim que aquela força ceça, ele é capaz de voltar ao seu estado original.
Então, é esse tipo de time que eu gosto.
Não peço super-omens, que não vão se abalar, mas se não quebra, aguenta firme, aguenta
firme que uma hora passa e a gente passa junto.
Então, eu preciso de gente assim, e obviamente, diversas outras soft skills, mas acho que o
Backbone, como eu olho para pessoas, está refletido nos nossos valores.
E vamos ver, é muito comum a empresa vai crescendo, o founder vai se distanciando, da
operação, ali do dia a dia, especificamente, eu queria saber hoje como é o seu papel
naquele.
E como você organiza sua rotina para conseguir executar esse papel?
Com essa disciplina aí.
Quase a disciplina.
Não, não.
Bacana.
E aí, o conecta muito, né?
Você vê que se guarda a coerência, o papo vai fluindo, porque assim, também já
ouvir de outras pessoas e eu concordo, que a cultura, ela acontece quando a gente não
está presente.
Porque, realmente, existe uma empresa quando o founder, a liderança está presente, e muitas
vezes, uma empresa diferente.
Esse Delta, quanto menor ele for, mais forte a sua cultura.
Porque não é você que está ali, a cultura está instalada.
Você foi protagonista em criar, declarar, e garantir durante um bom tempo essa cultura.
Você cria outras pessoas que são capazes de replicar.
Então, acho que para crescer a companhia, ainda mais quando se tem um desafio geográfico,
como a gente tem intensivo em pessoas, a BIP para chegar aonde a gente quer chegar, vai
ter milhares de colaboradores, já passa de mil colaboradores e vai ter milhares.
A gente tem que ter uma cultura muito forte, tá?
E, particularmente, eu acho que a gente é observado o tempo todo.
Então, também é um lugar comum de falha muitocios, terem uma fala, mas não agirem de acordo
com a cultura.
Por exemplo, eu sou extremamente disciplinado, insuportablemente disciplinado, metódico.
Se você achar, não, eu vou andar muito metódico, eu falo, obrigado, porque assim, eu sou
assim, minha esposa, graças a Deus, aprendeu a lidar com isso, eu preciso, eu preciso
disso para eu conseguir me organizar.
Então, eu comecei sendo muito organizado da minha vida, minhas práticas diárias, e eu
levo isso para a empresa.
E no dia a dia, eu uso uma approach de gestão, que eu trouxe lá de um livro do Falcônio,
o livro, até um livro, eu nunca entendi muito bem o nome desse livro, ele parece meio
alta ajuda.
É o verdadeiro poder.
Mas o Falcônio tem um approach que ele chama de funcional, mas, em vez de departamental.
Então, a gente na BIP tem comiteixe por função da companhia, função de venda.
Não é a área de vendas, não é a área de marque.
Então, tem todo um comitê multidepartamental, focado, onde KPI principal é venda.
Tem um comitei de nível de serviço, que eu tenho que vender, mas eu tenho que atender
bem.
E aí, entram todos os departamentos com representantes necessários para focar.
Então, eu participo muito desses comiteis, ainda sou eu acho que a BIP está num momento curioso,
se a gente vai, essa conversa daqui a um, dois anos, provavelmente já vou estar mais
afastado.
Então, eu sinto que essa estrutura, esse acabou, esse método está instalado, e eu estou
agora tentando fazer com que o método segure por si só, independente do Vander, é um
teste.
Você vai tirando esse ex-esquelito, que é o founder ali, e ver essa torre, de fato, para
de pé, como você espera.
E isso muito dentro, então, da BIP, e fora da BIP, Vander, é o que?
Você falou que você gosta de ler muito, se você torde diversas referências aqui para
gente.
Então, tem a leitura, eu imagino que seja algo que você faça muito, então, mas o que mais
além da leitura você faz, até para manter a cabeça energizada, enfim.
Legal, vale destacar aqui, Fudos Closer, os melhores livros que eu lhe, nos últimos
meses, foi Adriano que me indicou aquele "From Strath to Strath", foi a sensação, foi ali
com um médico, cirurgião, no lugar certo, ele viu uma questão e me indicou e te agradeço
por isso.
Vander, particularmente, assim, eu o que que eu faço, né?
Tem alguns pilares muito importantes na minha vida, não profissional, família, eu vejo
a minha esposa com minha confundadora, confundadora de um grande negócio chamado minha família,
que é o meu negócio mais importante, tem dois filings, Rafael Gabriel, que tem nome de
anjo, porque eu acredito que ninguém faz nada sozinho, somos todos anjos de uma asa só,
precisamos nos unir para poder voar, quero que eles sejam de que o pai e a mãe deles
não tiverem, mas aí que um seja a asa um do outro, e que eles possam encontrar outras
asas e saibão procurar identificar, reconhecer e afastar quando não for o caso, outras pessoas
e outras asas.
A família, para mim, acho que é um tema super importante e conectado a família, tem
algumas, alguns outros assuntos muito importantes, virtualidade, religião, é algo que se tornou
muito importante na minha vida, na vida da minha família, e também a atividade física é
uma grande gêne mental para mim, então, de fato, eu preciso de atividade física, não
é opcional.
Vander, para a gente encerrar essa episódio, se já deu várias dicas incríveis, inclusive
vou achar várias aqui, levam alguns livros, mas o que dica você dar para quem está
pensando em começar a empreender, para pessoas que estão ali precisando daquele empurrãozinho?
Marcelo pode parecer estranho a minha resposta, mas em tempos de redes sociais, onde o empreendedorismo
ficou tão glamorizado, e eu acho isso um descer visto para o empreendedorismo e para a sociedade,
todo mundo que chega para mim, porque me vê apaixonado por empreendedorismo.
E me pergunta isso, eu falo "Cara, primeiro passo, eu vou entender se o teu caminho é realmente
empreendedorismo".
Se a sua vocação é empreender, vocação, o radical atimológico, isso vem de vocácio, de
vocária, chamado, não atou a vocação inglês, é o que é Colin?
Então cara, você tem que entender se esse é o teu chamado, e não porque você viu na
rede social, empreendedor lifestyle, aquela fotina praia com o laptop, isso é um descer visto,
cara.
Vocês sabem disso, eu estou falando aqui, mas tenho certeza que vocês sabem disso, né?
A gente trabalha pra caramba, a gente tem mais patrão do que todo mundo, no fim das contas,
é uma incerteza gigantesca, então se a pessoa tá nessa dúvida, se vai empreender ou não,
gasta um tempo pra entender se, de fato, é o teu chamado, é a tua vocação empreendedorismo,
e você não tá fazendo isso pelas razões erradas.
Boa vando, você tá querendo dizer então que empreendedor talvez é melhor ou pior.
Por exemplo, tem gente que só tá ouvindo aqui, não tá ouvindo a gente.
Se eu chegar se pra você te dizer assim, cara, resolvi uma parada.
Eu vou ser jogador de basquete.
Cara, o brasileiro tem dificuldade em falar, não faça isso, você tem 1/2, 72 de altura,
você não pode fazer isso, não, mas tem um jogador na história, cara, por menos tapia
nas costas, e seria um dei serviço pra mim, alguém me mandar ser jogador de basquete,
eu falar, vai sim, vai atrás do seu sonho, aquele mindset chucha, né?
Tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar, não sei.
Então, adoraria passar desse momento, e a pessoa de fato refletiu entendendo a vida de um
empreendedor, que é ser empreendedor, aí a gente conversa, mas gasta um tempo, vai conversar
com outro empreendedor de verdade, vai ver a vida dele, vai ver como é que foi os 1/5
anos da empresa, conversa com a esposa, com o marido, o conjo de né, pra ver o que
teve que passar.
Aí, se mesmo assim, você quiser empreender, aí a gente continua essa conversa.
Legal demais, eu acho que foram lições incríveis aqui desse episódio, né, Adriano?
E foi muito legal, Marcelo, pelo menos no meu ponto de vista, que um, né, a gente
já teve outros episódios nessa temporada sobre o setor de saúde, eu continuo ficando cada
vez mais impressionado.
com a complexidade, com a dificuldade, com a escala.
E a delicadeza tem um queid de delicadeza ali, um cuidado que você tem que ter muito especial.
E o quanto de referência, o quanto de referência, o quanto de riqueza trouxe.
E esse ponto que você trouxe, vando, é engraçado que outros empreendedores
que passaram aqui nessa temporada, inclusive, falaram a mesma coisa.
Que a gente tem que tomar cuidado com esse sonho de prender, que muitas vezes não é.
Não é o chamado da pessoa, e não é fácil, a gente sabe que. E tudo bem, o mundo precisa dos mais diversos tipos de profissionais, inclusive de empreendedores.
Então, pelas razões certas, eu acredito que o Brasil vai ser melhor quanto mais empreendedores a gente tiver.
Mas, não é algo pra todo mundo como jogar a basketball, não é, e não deveria ser pra mim, e tudo bem.
Essa foi uma maneira incrível da gente encerrar a décima o segundo temporada do "Eca Boston".
Diversos aprendizados, para que você tenha aprendido assim como eu, e vando, é um mega prazer ter recebido você aqui.
Turma, muito obrigado, mais uma vez, parabéns pelo sucesso do podcast, Lisão Giado está aqui com vocês.
Espero ter contribuído com a turma com uma visão do setor de saúde.
Pra você, que acompanhou essa décima segunda temporada do "Like a Boss" até aqui,
fica o nosso convite pra continuar seguindo a gente no YouTube,
clique ali pra ativar as notificações, no Spotify também, aproveita, deixa o seu review, né Marcelo?
Sobre o que você achou dessa temporada, e no Spotify também tem o vídeo, tudo disponível, você consegue assistir,
ouvia acompanhar a gente também, no Instagram também, onde a gente está lá e a gente vai deixando também, né?
Diversas pilulas aí ao longo do tempo, e vem mais temporadas por aí, a gente evoluindo, melhorando cada vez mais aí também o formato do "Like a Boss".
E lembrando, né, pra fechar, o "Like a Boss" é trazido pra você por todo esse ecossistema composto por a Lura e a Lura pra empresas,
PM3 e PM3 pra empresas também, com diversas coisas legais, né, de B2B, que dá pra gente plugar e colocar em todas as empresas e negócio,
a gente falou que muito, né, de product market fit, e tudo mais são coisas que se aprende também na PM3,
e na FIAP e FIAP empresas também, com diversos programas personalizados, de pós-graduação, MBE, cursos livres, tudo isso pra potencializar,
e preparar o seu negócio pra uma próxima etapa. Muito obrigado e até a próxima temporada.
Podcast Summary
Key Points:
O empreendedorismo deve ser baseado na vocação e no chamado pessoal, não apenas na influência das redes sociais ou no estilo de vida glamorizado.
A BIP Saúde resolveu um gap no mercado ao criar um aplicativo de saúde domiciliar acessível, com foco em tecnologia logística e modelo leve de ativos imobiliários.
A empresa construiu sua cultura com disciplina, treinamento intenso e simulações reais, garantindo segurança e qualidade em atendimentos sensíveis, como vacinas e exames.
O sucesso da BIP foi impulsionado por uma visão clara de mercado, com duas unidades de negócio: vacinas e exames laboratoriais, crescendo de forma sustentável.
O investimento em venture capital foi estratégico, com foco em investidores especializados em saúde, aprimorando o product-market-fit e escalando com consistência.
A pandemia acelerou a demanda por serviços domiciliares e digitalizados, reforçando a importância da saúde acessível e com proximidade.
O fundador, médico e ex-bombeiro, trouxe à empresa valores como ética, energia, disciplina e resiliência, que formam a base da cultura organizacional.
O grande desafio futuro é manter a qualidade e o NPS em expansão, mesmo com escalabilidade, exigindo humildade, foco e adaptação constante ao mercado.
Summary:
O episódio do "Like a Boss" apresenta a jornada do fundador da BIP Saúde, uma das maiores empresas de saúde domiciliar no Brasil, destacando como o empreendedorismo deve surgir de uma vocação genuína, não apenas de influência social. O fundador, médico e ex-bombeiro, destaca que a ideia de um "aplicativo de saúde" não foi inovar, mas tornar acessível uma área já existente — a saúde domiciliar — por meio de um modelo leve em ativos imobiliários e tecnologia logística avançada. A empresa construiu uma cultura forte baseada em disciplina, treinamento, simulações e valores como ética, energia, resiliência e foco no cliente.
A trajetória da BIP mostra crescimento sustentável com duas unidades de negócio: vacinas e exames laboratoriais, alcançando mais de um milhão de atendimentos. A pandemia acelerou a demanda por serviços domiciliares e digitais, reforçando o legado da BIP como referência em saúde acessível. O fundador enfatiza que o sucesso não veio da hipersensação de mercado, mas de uma visão clara, investimento estratégico em investidores especializados e um compromisso com qualidade e NPS.
Além disso, o episódio serve como alerta para empreendedores: é essencial questionar se o empreendedorismo é realmente o chamado pessoal, evitando o engano de seguir tendências apenas por apelo visual. A BIP exemplifica que, mesmo em setores delicados como a saúde, o empreendedorismo bem-sucedido depende de disciplina, humildade, foco em problemas reais e construção de cultura de longo prazo.
FAQs
É essencial entender se o empreendedorismo é realmente sua vocação, e não apenas por influência de redes sociais ou estilos de vida glamorizados. O primeiro passo é refletir sobre se esse é o seu chamado verdadeiro, e não uma escolha baseada em desejo ou impressão.
A BIP Saúde criou um modelo leve em ativos imobiliários (asset light), focando no delivery domiciliar e utilizando tecnologia proprietária para logística, tornando o atendimento acessível e escalável, especialmente para pessoas que não têm acesso a clínicas físicas.
A primeira jornada foi B2B e focada em saúde do trabalho com a BRMED, enquanto a segunda é B2C e centrada na saúde domiciliar com a BIP Saúde, com maior foco em inovação digital e acessibilidade para o consumidor final.
A cultura é construída por meio de recrutamento rigoroso, treinamento intenso, simulações reais e acompanhamento contínuo, garantindo que todos os profissionais atendam aos protocolos com disciplina e qualidade, mesmo em situações delicadas.
Os valores da BIP São ética, energia, disciplina e resiliência. Esses princípios orientam a contratação, o desempenho e a manutenção de uma cultura de qualidade e responsabilidade no atendimento de saúde.
A pandemia acelerou a demanda por serviços domiciliares, tornando evidente a necessidade de soluções mais acessíveis. A telemedicina e a receita digital se tornaram mais comuns, e o público passou a ver o atendimento em casa como mais prático e seguro.
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