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S03E05 - Chrysanthème (Cecília Moncorvo Bandeira de Mello Rebello de Vasconcellos) e as diretrizes de sua obra

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S03E05 - Chrysanthème (Cecília Moncorvo Bandeira de Mello Rebello de Vasconcellos) e as diretrizes de sua obra

Cresantema, pseudônimo de Cecília Moncôrvo Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos (1869-?), foi uma escritora brasileira pouco lembrada, filha de Carmen Dolores. Nascida no Rio de Janeiro, iniciou na literatura infantil com "Contos para Crianças" (1906) e "Contos Azuis" (1910). Após a morte do marido em 1907, dedicou-se ao jornalismo, escrevendo crônicas em periódicos como "O País" e "Correio Paulistano", acumulando mais de 1.500 textos. Foi cofundadora da revista "A Unica" (1925), que defendia uma posição feminina moderada: autonomia para a mulher, mas sem romper com os deveres maternos e domésticos. Sua obra para adultos, incluindo "Flores Modernas" (1921), "Enervadas" (1922) e "Memórias de um Patife Aposentado" (1924), critica a hipocrisia, o exibicionismo e o arrivismo social do Rio de Janeiro. Ela aborda a profissionalização feminina, o casamento por interesse e a realização no amor, equilibrando demandas progressistas e tradicionais. Em "Memórias de um Patife Aposentado", satiriza a corrupção e a falta de ética, sugerindo que a diferença entre um literato e um patife é tênue. Cresantema também criticou o meio literário e a falsa civilização brasileira, retratando uma sociedade vazia e sensualista. Sua obra reflete uma visão crítica e ferina do contexto social da época, sendo um resgate importante da literatura feminina brasileira do início do século XX.

Transcription

6814 Words, 39693 Characters

Portuguese
[Música] Olá, meu nome é Juliana e esse é o Porta-Cast Clássicas sem classe, no qual eu falo sobre escrituras pouco lidas, excluídas do cano, nº 1, esquecidas, bem como clássicos da literatura, cuia, tudo sem a menor classe, claro. [Música] No episódio anterior eu falei da escritora Maria Angelica Ribeiro, uma das leituras conjuntas do clube de leitura do clássica, sem classe, será cancro sociais, a peça da Maria Ribeiro, nós vamos discutir a peça em um encontro online, que vai ocorrer no dia 21 de abril às 16 horas horário de Brasileiro, disponibilizou o link no grupo do salão de diletantes. E no episódio de hoje eu falo sobre a escritora Cresantema, que por sua vez é pseudônimo da escritora Cecilia Moncórvo, bandeira de Mela Ribeiro de Vasconcelos, filha de motro escritora clássica sem classe, que eu já mencionei aqui há muito tempo, já fiz um episódio sobre ela, que é a Carmen Dolores, que é o pseudônimo de Emile Moncórvo, bandeira de Mela. Nós leremos a obra "Enervadas da Cresantema" no clube clássica, sem classe, a leitura vai ocorrer no mês de maio, e nós faremos um encontro online para discutir "Enervadas no dia 12 de maio", que também é um domingo. Antes de começar a falar sobre Cresantema eu gosto de sempre de citar o nome de alguns dos pesquisadores responsáveis pelo resgate dessa escritora, que é a minha forma de agradecer-los publicamente pelo trabalho feito, mas não só isso, homenage-los publicamente, e divulgar o trabalho científico feito por esses pesquisadores. Então vou citar aqui alguns dos pesquisadores responsáveis pelo resgate dessa escritora, Maria de Lurga de Gimelo Pinto, Rosa Maria de Carvalho Gens, Risolete Maria Realman, Silvia Perlingeiro Paisão, Eló de Xavier, Ana Palados Santos, Maria de Lurga de Eleutério, Ele anivas Conselos, Maria de Lurga de Estativa, Elena Maria Alves-Mureira, Luciana Maria da Conseição Vieira, José Pedro Torioso, Mariânge-la Alonso e Beatriz Resende. Bom, é isso, e agora vamos ao que interessa, que foi Cresantema. Abre aspas. Toda criatura profundamente inteligente é homem satisfeita e uma incompreendida. O despeso sorridente que ele merece a vida, a humanidade, as coisas, impede a muitas vezes de dizer o que sente, o que deseja, o que espera. Tem sempre misturado como o sorriso convencional que ele entre abre a curva dos elábios errónicos, um gosto de morte, que é fascalar e mal-exprimir, quando por acaso quer romper o seu silêncio. Enquanto simples, os felizes da vida, anseiam, aspiram e lutam continuamente, essas criaturas, um pouco desequilibradas pela grande dose de inteligência que a natureza eles concedeu, agitam-se, perturban-se, sofrando muito, analisando tudo e não possuindo nada. Fé chá aspas, Crisantem em Crônica publicada no Jornal País em 7 de fevereiro de 1916. Madã Crisantem, ou simplesmente Crisantem, foi o piceudônimo pelo qual ficou conhecido à escritora Cecilia Mancorvo Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos, filha da escritora que eu já trataria de Carmen Dolores, que por sua vez é piceudônimo de Emilio Mancorvo Bandeira de Melo. Entre as fontes que eu consultei, há divergências quanto a data de nascimento da Crisantem. A Nelínovae escuê-lo no adicionário crítico de escrituras brasileiras publicada em 2002, a Elína e Vasconcelos não tologia escrituras brasileiras do século XIX, publicada em 2004. O Raimundo de Menezes, no adicionário literário brasileiro de 1978 e Acães da Gibrito, na anthologia feminina de 1929, citam o ano de nascimento da Crisantem como sendo 1870. Entretanto, a pesquisadora Maria de Lujo de Spinto em sua tese de doutorado a partir de consulta, acessiram de batismo da escritora, afirma que Crisantem nasceu no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro em 1869. Então, o ano de nascimento é 1869. O pai de Crisantem faleceu em 25 de dezembro de 1886, ocasião em que a Aleman e Carmen Dolores viajaram a Europa permaneceram por cerca de um ano e de volta a Brasil a Crisantem logo se casou ao 19 anos, muito jovem, com o orácio de remelo de Vasconcelos em 10 de abril de 1888, segundo certidão, aí que também consta a tese da Maria de Lujo de Spinto, algumas fontes citavam que a data seria 21 de março de 1888, segundo a certidão, consultada pelo pesquisador, a seria 10 de abril. Em 1889, nasci o único filho da Crisantem, o Enrique Rebelo de Vasconcelos. A Crisantem dedicou-se inicialmente a eleitratura infantil e publicou em 1906, quando a mãe dela ainda era viva, o livro Contos para Crianças. A Aleman e a Aleman e Vasconcelos afirma que, que fez a tempteria iniciada sua contribuição para a revista à Universal, já antes disso, já em 1902, com publicações e detestos entiragens avulsas da abrilha até que infantil ilustrada. O pseudônimo Crisantem foi tirado do nome da personagem do título do romance de Pierre Cloutie, mas da Crisantem, publicada em 1887, quem inspirou a ópera de mesmo um título, onde é a mensagem R, em 1893, e também inspirou-me alguns aspectos da ópera, Madame Butterfly de Poutine em 1904, uma ópera mais conhecida. A nossa escritora Crisantem era ainda amiga do João do Rio, e o estilo dela, acho que a gente pode aproximar um pouco do João do Rio, alguns aspectos, e há uma grande especulação, e muito se fala, mas se fala sobre o caso amoroso que ela teria mantido com Alcindu Guanabara, do que, propriamente, sobre a obra dela. Então, muito se especula sobre esse caso amoroso. Em 1907, o marido dela falés, e ela tinha aí a época 38 anos, e então, inspirada pela mãe, ela passa a se dedicar de forma mais consistente a carreira literária. Ela estreia aí como cronista em 1907, no periódico A Imprensa, no qual ela escreve de 1907 e 1911, e publica um segundo livro também dedicado a literatura infantil, muitas escrituras da sépica vocês vão ver. Se dedicaram de alguma forma a literatura infantil, a própria Carmen Dolores, a Juli Lopes de Almeira, e não poderia ser diferente aqui, então ela publica um segundo livro, conto os azuis de 1910. Ela passa a escrever colunas regulares para diversos periódicos a época, o país, primeiro, no jornal país, ela começa na coluna conversa feminina, que ela dividia em outras colaboradoras, depois ela assume sozinha a coluna também, nesse jornal palestra feminina, na qual ela perra nesta de 1914 em 1921, de 1921 a 1930, há um hiato de três anos, depois de 1933 a 37 ela mantém a coluna, a semana que era a coluna, que era escrita assinada por sua mãe quando a Carmen Dolores ainda vivia, inclusive quando a Cruz Antemna assume essa coluna, ela escreve um texto emocionado, reconhecendo isso, a séria coluna na qual minha mãe escrevia agora eu assume essa coluna, a semana do jornal país. E por fim durante o ano de 1937, a registro eite que ela escreveu nesse jornal a coluna de Luneita. Ela ainda escreve no correio Paulistão de 1921 a 1934, no diário de notícias de 1935 a 1944, e na Gazeta de Notícias de 1935 a 1948, 1948 a 1 ano de seu falecimento. Na teste de doutorado que eu já citei a Maria de Luttspinto, inventorio e mais de 1.500 crônicas publicadas pela crise Antemne, em diversos periodicos da Álrica. época e identificou que você está em senação de uma de suas peças no teatro Regina pela companhia de Eugenia e Álvaro Moreira, não quer dizer, que eles entendem que ele viu uma peça também e identificou ainda a constante presença da que eles entendem como palestrante conferirista nos salões da época. A que eles entendem publicou ainda nas serviças o mundo literário e ilustração brasileira, o cruzeiro e foi uma das fundadoras da revista à única, na qual em texto publicada em primeiro de julho de 25, 1925 ela vai expor aí os objetivos dessa revista e que você está, porque isso pode ser interessante para a gente ler a postura da Cresantem na sua ficção, as ideias que a Cresantem procurar a fixionalizar nos seus romãs e que então você está em esse texto publicado, a Biaspas. Se usamos poes nessa hora séria em que surge a única e revista somente composta de damas vibrantes de se enseram, sei-lhe acertarem, escolher depressa o santo magnânimo que patrocinará essa prova real de que as mulheres odiarnas não se limitam a falar, mas também a agir. Estávamos deveras fatigadas de revistas e jornais masculinos em que o sexo barrabado impõe solene e autocraticamente os seus decretos, nem sempre apreciáveis justos ou lógicos. Precisávamos de que aparecesse nesse céu de alvoradas corredirosa envolvendo a senhora moderna uma demonstração cabal e forte, de que também aqui no Brasil a mulher atual é possuidor de um pensar próprio, consciente do seu valor e podendo carregar com o peso da responsabilidade de montar um periódico em que se leiam artigos sensatos, ensinamentos, superiores e são os meios de curar a alma e o corpo, um tanto enervados pelas correntes misíveis, atravessando o atmosfera morbidamente do entia e ma sugestionadora fecha aspas. E continuando na sua explinação sobre os objetivos de revista, ela vai publicar em um texto posterior publicado na revista em dois jagosso do mesmo ano de 1925 e ela vai dizer "abri aspas", a única também jamais fará propaganda desse feminismo antistético e amoral, que joga a mulher como a boxeza, uma lutadora de boxe deselegante e brutal no meio da arena, a fim de conquistar os seus direitos. Seguindo o exemplo do primeiro jornal das mulheres publicado na França, ela defende a mulher mãe apontando-lhe os seus deveres para com filhos e o mais que conserem a sua própria dignidade de senhora. Porque a glória dessa revista bem feminina que pede a solidariedade para as mulheres que tenta darles divertindo-as o conforto moral e lhes demonstra que a felicidade jamais foi filha da exibição, mas da paz de espírito e do comprimento dos mais lindos deveres. Pertencentes a nós que possuímos um coração de acordo com o cérebro aberto a todas as luzes de um adiantamento que não melendrando tanto a nossa essência própria, não seja no civo também a nossa elevação moral fechadas. Veja bem que nesses dois textos nós vamos ter as premissas do pensamento da crescentâmica que eu vou trabalhar aqui fazendo uma revisão de algumas de suas obras. Então essa será a atônica dos romances que ela publicou dedicados ai ao público adulto, a tentativa de conseliação da autonomia da mulher e de seus novos papéis na sociedade com papel tradicionado a mulher como mãe e com a realização dessa mulher no amor, bem como uma crítica fairena da crescentâmica contra o exibicionismo, contra a liberto naagem, contra o arrivismo social e contra o que ela via como dandismo. E aqui eu vou fazer uma lista de obras que ela publicou em 1921, ela publica o primeiro romance adulto, flores modernas e a partir daí a publicação não cessa ela publica enervadas em 1922, que é o romance que a gente vai ler conjuntamente, gritos femininos em 1922, uma estação em petrópolis em 1923, uma paixão em 1923, mãe em 1924, memória de um patife aposentado em 1924, almas em desor de em 1924, veja em várias obras em o sua mesmo ano, vistas modernas em 1925, mataram em 1927, minha terça urgente em 1929, o que os outros não vem em 1929, famílias em 1933, a mulher do Zolho, de gelo em 1935, cartas de amor e divisos em 1935 e a infanta carlota de uma equilidade no 1936. Não hobra gritos femininos, é uma coletânea de contos, curdos e histórias, o conto só, nós temos nesse conto uma jovem viúva que se recusa, se tornai a mante de um advogado, e esse demogado não quer se casar com ela, pelo fato que ela vai pobre, então ele projere, vem a ser minha násia, e ela se recusa, e ela diz que prefere trabalhar, a se amante dele, ele responde em tom de galho, abre aspas, trabalhar, que ideia, trabalho de mulher não vale nada no Rio de Janeiro, minha cara, e você, o que você vai fazer? Toca-peando, cantar, servir, chá, ser gentil, isso porém é pouco para se ganhar a vida, fechar, veja bem que nesse trecho nós podemos perceber tanto a crítica da crise antemalimitação, a educação da mulher, a mulher criada para ser o flor de estufa, um bíblor naquele tempo, como também a crítica da crise antemal casamento por interesse, na figura desse advogado, em mãe de 1924, nós temos também essa mesma preocupação com a profissionalização da mulher, nós temos Regina protagonista que se separa de um marido violento, ao colo, enfim, que é marido que é fin de linha mesmo, e ela se vê na condição, tem que se virar, tem que se sustentar sozinho, e aqui eu vou estar palavras da personagem, "abriá-se-las, por que é Deus meu, não tentar ganhar sua vida com uma criatura forte, livre, nem pensar em isso, no seu mundo, as mulheres julgar se um decaídas se trabalhar se fora, casar, fechar, se você veja novamente essa crítica, a alimentação do papel da mulher é o casamento, e a falta de educação para uma maior profissionalização para que a mulher se virar, porque essa foi a condição também da mãe da que fiz antem, que ficou viúve e teve que se virar, e se virou escrevendo, a Carmen Dolores. Em uma crônica inditulada, o trabalho da mulher publicada no jornal país em 29 de setembro de 1909, nós temos novamente a crise antembatendo nessa tela, e você está a abri aspas. O trabalho feminino é já entre nós um fato, mas o seu resultado ainda é por enquanto um problema. Em todas as ocasiões em que uma mulher é chamada no Rio de Janeiro, mostrar o seu esforço, sua energia, o seu talento, a mesma dúvida, a mesma ironia e a mesma exploração a recebem e a diminuem. Deixem que os homens riam, fecham aspas, então vejei novamente a crítica que ela tem ao preconceito que ainda havia a profissionalização da mulher. Outro topo importante para a crisantem é a realização no amor, então ela vai estar sempre se equilibrando entre demandas, mais progressistas e demandas mais traicionais. Então a realização no amor refundamental na crisantem, para que para a crisantem como exposto na sua obra. Ainda na coletana que eu mencionei de contos, gritos femininos de 22, nós temos o conto, o escrito da dor, no qual nós temos uma personagem, uma mulher que veem eventualmente a realizar o sonho de publicar contos em jornais, e torna famosa, mas ela não nunca se sente realizada, pelo fato de que ela não é feliz na mulher, ela não é realizada no amor. Outro ponto e recorrente da obra da autora é a crítica dela e poucrizia, a futilidade que ela via na sociedade do Rio de Janeiro, a Liberte Nagem. E no romance memória de um patife aposentado de 1924, que é um grande romance, ela vai trabalhar muito bem essa crítica. E nesse romance nós vamos seguir a ascensão social aí do personagem Serapiano Gomes, um personagem nesse grupo Rose, que é o patife do título. E desde a infância ele vive de fotos, de cara que vive despediente, e tal fazendo coisa errada, e ele vive uma cidade pequena, enviado para o Rio de Janeiro. E isso só ali proporciona a maior oportunidade de se tornar ainda mais patife, de se profissionalizar no crime, expandir seus falcatruis. E ele aprende, não só fazer falcatruis mais profissionais, como também, a desfrutar e os pras eras da carne, e passa a viver dessas falcatruis e de favores que ele recebe com dinheiro, que ele recebe diamantes e prostitutas. E o Serapiano eventualmente vai se tornar cronista de um jornal, até um jornal governista e nacional pública. textos, variados sobre festas, algumas as quais ele se quer comparece, e vem usar de sua posição para fazer chantagem, para conquistar a mãe de ricas, enfim, ele continuei nas trilhas do crime. E aí nas palavras do Serapiano, eu citei "Abre aspas", mas afinal, aqui é o Bedesuil, que não sou literato nem a madordas letras, jogando aos as áreas da publicidade de Alpodas Bibliotecas a história do meu triunfo. Quererei, por acaso, o Fardão verde ouro da imortalidade, que ela menciona os membros da academia, Brasileira de letras, hein? Quem sabe também esse nasciliterato e suas circunstâncias me desviaram do caminho e me fizeram um patife? Quem me afirra, migualmente, a diferença entre essas duas profissões é assim tão grande, como os preceitos o fazem supor fechar, se você veja bem afirmativa, ferrina, que, que eles, na boca desse personagem, será que a diferença entre um literato e um patife? Bom, como previsto, a história do nosso patife vai se casar por interesse, obviamente, e ele vai manter uma mente, a mente, inclusive, traiu, traiu com motorista, enfim, toda uma trama meio rocamolésica, ele eventualmente tem o filho e quando o filho pequeno diz que quando crescer, vai querer roubar, o serapião afirma abre aspas, roubar muito e com sucesso é trabalhar, fecha aspas. E o mais interessante desse romance que o patife do título não é um atentado a ordem, ele é a ordem estabelecida daquele Rio de Janeiro retratado pela Cresantém. E falando sobre essa obra em entrevista até o filho, no texto, uma entrevista com o serapião gomes publicado em um mundo literário de 5 de novembro de 1924, quando é indagada sobre quem seria estal de serapião gomes, a Cresantém responde, abre aspas. Serapião gomes, colega, é uma coxa de retalhos, ele contém na sua essência um pedaço indicada a alma de vários patifes conhecidos e que triunfam impunemente na nossa sociedade. Todos aqueles fatos narrados nessas memórias patíficas são reais e não inventados ou sugeridos pela minha fantasia e descritora como julgam os engenhos fecha aspas. Veja como ela é bem incisiva. A visão crítica em então da Cresantém do Rio de Janeiro naquela época, como uma terra aí tomada pela Cresia, pelo ex-ebitionismo, pela liberto-nágio, pelo arrivismo social, essa visão crítica também pode ser encontrada na obra Minha Terreso Gente, 1929, na qual ela escreve e aqui você está, abre aspas. As repartições públicas da sociedade curiosa no seu gênero são verdadeiros clubes onde tudo se faz menos trabalhar fecha aspas. E sobre especificamente o meio literário da cidade, especial os rezinistas de jornal, ela vai escrever "abri aspas". Em várias ocasiões o dito livro Conte Inverso, sendo porém elogiado como contendo "prosa soberba". A falta de simplicidade e de sinceridade temperando o nosso feiti, o pouco artístico e a nossa absoluta falha de cultura, reduzem-nos a um povo sem opinião pessoal. O Brasil é pois um gigante criança, mal educado a não-fabeto, malviado pobre. De uma falsa civilização de um progresso aparente, ele dá impressão aos milpis de ser o que não é fechado. Você está um veja aqui, nada se salva aí da pena de crise antém. Uma crítica semelhante é encontrada no romance Famílias de 1933, no qual a escritora, a personal escritora Mercedes vai apontar "abri aspas". O Rio de Janeiro tenta civilizar-se, mas o sensualismo joga o continuamente no chão. Hoje, que analisam claramente a existência vazia dessa sociedade em que a arte é sempre exibir-se mesmo sem nenhum talento fechado, se estão críticas e verrenha, ao que a cristianthemia via como exibicionismo. A crítica ao estilo de vida mundano, então a liberte na genial, a revisão social, da auton da obra da cristianthemia em geral, e já está presente como o sérgio do primeiro romance que ela publicou flores modernas, publicado em 1921, no qual nós vamos seguir três histórias paralelas de mulheres que se refletem umas nas outras como se fossem cês pelos distorsivos. De um lado nós temos a enriqueita de nervar uma mulher que se casou por interesse, por dinheiro, né? E o que mantém aí flertes e mesmo amantes com a conivência do marido rico que vai alicia-la de certa forma sexualmente para a convenência dos seus diversos negócios. De outro nós temos uma garota de classe média, Maria José, que é filheta de um empregado público, e ela gasta o que tem que não ter, inclusive ela tira dinheiro da própria família, para comprar vestidos, para adquirir convites, para bales, terratos, óbres, enfim, a fim de frequentar essa alta sociedade, fingir ser o que não é e fiz ganho marido rico. E por fim, como é um filme oral que costura o livro, nós temos a personagem da Ortenza, que foi abandonada por marido, ela tem um filho, cuida sozinho do filho, e, bom, foi abandonada, mas continua casada formalmente, então ela se apaixona a mesa reluta e se entregar a apaixon por um médico. Essas são as três histórias paralelas que vão conduzir esse romance flores modernas, e é engraçado que nós lemos recentemente no club de leitura em o Iorresende, né, da Iracema, que me anasvilela, em 1918, pouco anterior flores modernas, e também em o Iorresende nós temos aqui a figura de um jornalista ao qual todas as mulheres mundanas acediam a fim de serem mencionadas na coronas social, tanto em flores modernas quanto em o Iorresende nós temos a figura desses jornalistas, e também uma festa de caridade na qual as mulheres gastam mais com os vestidos que elas vão usar nas festas, com a indumentária, do que a quantidade de recursos recadados nessa festa de caridade e que seriam direcionados aos necessitados. Então veja a crítica associada a essas duas autoras a essa condição redyanheiro. A crítica as chamadas flores modernas nas garotas aí adubadas e a que você está pela abriáspa sociedade especial que como mal terrenas produz já invenenadas e infeccionadas, achar asvas, essa crítica as flores modernas também está presente na obra Família de 1933 que inclusive a termo vai dedicar amiga de o camachado. As suas famílias nós temos a personagem de viúva no M que aí abandonada pelo amante que assocentava porque esse amante é seduzido pela filha da no M, a Maria Lise e a Maria Lise é uma flora moderna tal como a Maria José é uma garota que busca um marido rico a fim de não precisar trabalhar e aqui você está uma descrição da Maria Lise, a abriáspa. E embora afirmando as feministas campeã fervorosa da superioridade da mulher do seus direito-civiz confesso na intimidade da aposento de Natalina o seu anseio de encontrar a marido rico um coronel generoso que a libertaça de todas essas ideias desprestigiadoras da mulher bem mulher fechadas. Nós podemos encontrar uma crítica semelhante não só no som mas nobre fixional como também nas crônicas da crise da época então na crônica um pequeno inferno publicada pela altura no jornal país em 11 de júrgida de 1921 a crise da época vai depurar mulheres que não honram e seus espaços conquistados no mercado de trabalho né mulheres que trabalham mas embora tem um se profissionalizado prefeririam não trabalhar preferir estar no lugar e das que não precisam trabalhar. Então a crise da época vai dizer abriáspas eu sempre prestei uma grande homenagem à criatura do sexo sua adesão fraco mas que o torna forte pela utilidade do seu viver pela galha arria com que maneja a espada contra a osciosidade. Suamente se esse trabalho é despendido entre flatulências acedas de mar e gestão entre bossejos de fadiga resultado de fraqueza físico ou moral eu jugo a elevação da mulher e esse posto de sacrifício a verdadeira calamidade para os que são obrigados a dirigir-se a elas. Não vamos com tanta sede ao pot ou pot se quebrará e nós nos engasgaremos com os cacos ou com a água fechadas. Um desdobramento da crítica e as flores modernas as garutas modernas é a oposição da crise de antem ao chamado dandismo dos rapazes desse tempo algo que nós também inclusive podemos ver na obra em o rezenso de 1918 da iracema que maram a esvelela que nós discutimos e lemos. Em o Rio rezenso na figura do New York nós temos um verdadeiro dande e há uma visão ferenna da iracema com crescidade e também uma visão ferenna da crise da crise da tempo contra os dandes em sua obra. Por exemplo em enervadas de 22, o romance que nós vamos discutir, nós temos a personagem Luce que vai comentar sobre seu ex-marido, abre aspas e esse ex-marido é definido como certo dande, abre aspas. Pareceu uma mulher disfarçada, mas a finura de sua cuchis que uma leve camada de pode agir a roscobria, a sua boca fresca de dentes e a atenção que lembravam os do meu Lulu fizeram com que eu simpatia. com ele, fechásbase. Então é possível observar uma fonte também, homofobia até no tratamento que é a altura da personagem do esmarido, nas palavras da Luce. Então uma certa homofobia na crítica da autora, que ela havia como dandismo. Essa posição da crise antimel dandismo também pode ser observada na coletana e vistas modernos de 1925, em especial no conto "carta de uma noiva", no qual nós temos também uma personagem de mesmo nome, Luce, em casado, que vai descrever o marido para o mantiga, ela está descrever no marido para o mantiga companheira de internado e ela vai dizer o seguinte, "abriássbas". Creio que Jorge é bom, mas não ouro afirmá-lo, sa menos que a bondade é uma virtude toda relativa e acredito também que ele seja culto, porque vai declamar versos. Juro no entanto que a sua inteligência é real e não merece a fronta de ser possa em discussão um só minuto, porquanto a arte que ele gasta no combinar das suas toaletes, na graciosidade das suas atitudes, nas deliciosas mirradas dos seus olhos oblicos, que se elevam esses cônna em debaixo das palpabras levemente sombriadas de cinza segundo as circunstâncias, sendo todo um poema de Savuá Ferra, não deixa nenhuma dúvida sobre o alto valor de sua mentalidade de puro esteta fechadas. Acrisando, tem combina de uma forma talvez bem amorada, ferina, às vezes um tanto cínica, o embate, então, caro ao tempo em que ela escreveu entre os emergentes papéis sociais da mulher fora de casa e a sua função tradicional, como esposa em mim. Ao mesmo tempo em que a cultura vai sublinhar e defender essa função tradicional, ela critica nos novos papéis o que ela via como um deturpamento, os casamentos por interesse, a preocupação com as aparências, o foco das jovens no reconhecimento social, na verdade, no exibicionismo e em detrimento de uma formação intelectual e moral sólida. Talvez essas flores modernas não fossem aos olhos da autora tão modernas assim, mas apenas uma espécie de duplo distorcido das chamadas abriáceas, capitosas flores de autônio, veche elas, mas também ela usa a expressão em um dos romãs, essas capitosas flores de autônio que representadas pelas mães das flores modernas, então ela viai como um duplo distorcido e a única diferença residiria no fato de que as jovens faziam, abertamente aquilo que as suas mães faziam de forma escondida ou simplesmente deixavam extravasar as jovens deixavam extravasar o que nas mães talvez permaneceria apenas como um espécie de recalque. Eu penso que é como se a escritora estivesse aí a desmascarar ao longo de suas narrativas, os papéis tradicionalmente impostos as mulheres que estavam apenas escondidos por detrás de uma faxada moderna, então fazendo uma leitura que talvez seja uma viajada na maiores da minha parte, mas enfim, fazendo essa leitura de que talvez ela estava a criticar na verdade um deturpamento do que ela via como os papéis tradicionais da mulher e apenas uma visão, uma modernidade vista como uma distorção do que ela via como negativo na limitação da profissionalização da mulher. Segundo Rosa Maria de Cavalho Gens, aqui eu vou citar a pesquisitora "Abre aspas", a enorme herma derra perseguida por Ceciliewa Sonseros, a que são tem, né, em suas obras. Suas protagonistas não há de em segundo as convenções. Desfila, uma pelas ruas da cidade surpranando os transeuntes, usam o sexo como elemento de poder, aplica um simbol fina, namoram a morte e dançam o Fox Trot, ou o Ragtime. Em sua mulher, as mulheres modernas que se asibem e usam. A uma sumiria de todos modernas, e que aqui a palavra tende a sumir um significado moral, parece enlançar-se ao universo da tragédia. As mulheres na obra da autora andam assim numa espécie de cor da bamba, mostrando-se modernas em seus atos revolvem-se em um turbillão de sentimentos que não conseguem desifrar o que as aproximaria na perspectiva do texto das eroinas do passado fechadas, talvez apenas uma faxada de modernidade. Ainda segundo a Rosa, a abre aspas, a autora, que Santaem, celebra o feminino, mostra-o e desnudão através de representações vigorosas que compõem o leque de possibilidades de entendimento de mulheres à abeira do moderno, mas ainda vagando a margem de uma consciência de seu papel enquanto mulheres fechadas, mas eu acho que essa pressão é bastante feliz, mulheres à abeira do moderno. Essas são as personagens da Cresantem. Na crítica, na crônica antitulada ainda é sempre os cursos de beleza, a Cresantem era muito crítica com cursos de beleza. Então nessa crônica que foi publicada no Correio Paulistano de 13 de margem 1930, a Cresantem escreve sobre essa atenção entre conquistas femininas de um lado e feminilidade de outro, em que você está à abre aspas. Tudo que a mulher atua cançou de prerogativas e de privilégios termina e esbarra numa linha a sua feminilidade, que restrições acertos exageros, as estesivas originalidades. Entre a chícola de camamila que ela não mais quer preparar para o marido e o maior sem mangas, a alma determinada estação em que ela deve parar e refletir a fechadas. Aqui, na TEMM defende a mulher que trabalha para conquistar a sua autonomia, sem que isso implique o abandono do que a autora enxerga e como a missão dessa mulher com mais pouza. Então a autora parece sugerir que as mulheres vítimas das liberalidades dos tempos modernos não devem ultrapassar uma certa linha tendo ídico do temporal, a fim de não se desviar antes de preceitos básicos de elegância, de decors, de decência, que eu vou se estar novamente trechando a crônica dela, a abre aspas sem cair no feminismo, honraje, feminismo, raifuso, né, que tantos láres têm destruído e desgraças têm causado, glorifico a dama que trabalha, que auxilia a sua família na dura luta pelo pão cotidiano, mas combato continuamente aquela que mesmo nessa conquista tenta igualar-se a um homem que ela é menos presa, esquecendo a missão para que foi criada, feche aspas, essa é uma crônica que a gente não se desvore, mas ela é uma espada no correio e paulistano em 13 de abril de 1930. Como vocês podem ver, o crise antémias é inclassificável, né, ela está aí na cor da mama também, a beira da modernidade. Ela irritava tantos mais tradicionalistas quanto as feministas de seu tempo, e aqui você está mais uma crônica publicada no jornal país de 13 de novembro de 1921, na qual ela vai alfinitar essas imagens, não ignora a irritação que desperta em alguns corações femininos, divergindo como o faço sempre da opinião corrente que quer empurrar a mulher com demasiada precipitação para igualdade dos sexos para as urnas, quando essas se acham ainda sempre param, entre leis mal formadas para ela e sem a proteção de uma personalidade forte. Eu sofro de mal sem cura, e que na nossa terra de ambia gays constante, causada pela desuberância da nossa natureza e perfumida da nossa atmosfera se torna em perdoável. Tem o horror, as palavras bellas e pomposas, pululantes no nosso cantante de ooma, mas tão desprovidas de sentido e de sinceridade que econuar com vistosos foguetes sem bomba. Não, eu não sou feminista, louco-sau entre irritante e ridícula. Se feminismo significa entrada da mulher na arena política, arena de copissa e desfalecimentos de caracteres fechadas. Essa mesma postura, bigo da crise antémica em relação às conquistas políticas, a mulher pode ser entrevista em uma pênasa suas colonicas como no conto, a melendrosa, que está na obra "Almas em Desorda", em 1924, no qual a protagonista melendrosa do título, a Joaninha, se é alto em titula feminista, que você está ao trecho, abre aspas. Joaninha embora endolente futeo disse feminista, adoradora da mulher moderna, re-indicadora dos direitos que lidão, quando conquistados a independência, liberdade, promissoras de muitos gosos e de muitas larguesas. E, mas a frente a mãe, a convida a cozinha e ela, a Joaninha, vai dizer, a mulher moderna deixa a cozinha aos criados e corre as urnas fechadas. E, de tanto sair as ruas para trabalhar a Joaninha acaba atropelado, parece que o acidente vai devolver a razão e ela vai se casar como homem mais velho. A cruzantem não se deixa, então, como vocês podem ver, encaixar com facilidade entre os mais tradicionalistas, nem entre os mais progressistas. Ela era uma crítica ao que ela viu como mudizam no moderno, ela apoiava olhaguia, a polícia apoiava em grega. E, ao mesmo tempo, ela defendia. e instruções como o divorço. Como se a gente pode desprender da crônica aqui, você está a crônica, uma campanha que se impuso publicada no jornal, o país de 19 de janeiro de 1920. Abiásbasa. Sim, senhores, as feministas, a campanha pelo divorço é a primeira pedra básica que deve marcar o voço caminho na senda do progresso e da força. Enquanto a saleia que existem todos os países de civilização europeia americana não existirá aqui, a força campanha será inútil sem resultados práticos e sem razão de ser. A evolução feminina no Brasil permitam aqui, diga a verdade, só tentido como objetivo fazer com que a mulher trabalhe e recebe um salário inferior do homem combata lado a lado com ele, sofrendo-lhe os desnenhos, os escarnhos e o contato que a educação ainda não aprimorou. Eu penso sobretudo na mulher pobre e infamado e sujo, porque a mulher leviana coquete e criminosa não exitou em ela ameaçar-lhe o nome. Então veja que ela defende o divorço e argumenta dos dois lados, o divorço seria positivo para a mulher, quando, nesse caso, é maltratada pelo marido ou abandonado, e seria positivo para o homem também. A autora defendia ainda entrada das mulheres na academia brasileira de letras. Nós temos a clonica moleste da moda publicada no jornal país de 3 de junho de 1921, no qual ela vai deixe lá aí toda a sueronia mais fina sobre esse tema. Abre aspas. Com gratulema nos minhas em hora, pela interdição decretada pelos homens, que com ela nos vedam a entrada a casa dos imortais. Que todos os carriões badarem os grossos cinos em regozinho essa ideia, que nos impede de juntar as paixões próprias do nosso sexo, outras mais tristes, mais complexas, mais sinistras, que formam a mentoridade dos que ansiosamente, gulosamente, não pesadelam, não exterrator de desejo de agudo, deliram diante da expectativa de envergar o fato verde e as palmas acadêmicas. Como todos os homens são mortais, até mesmo os imortais, disputa essa cadeira de um qualquer futuro morto, como embriagueis, uma usadinha macabras. Confessemos minhas em horas que nunca usaríamos proceder assim, esperar pelos sapatos de defunto. As segurulis que estão perdendo a linha e na academia de mortais, a linha deve ser tudo fechadas. Veja a crítica que ela faz aos imortais da academia brasileira de letras. Isso aí já não vale a pena, não se preocupem se a gente não pode entrar, deixa eles lá disputando sapatos dos futuros defuntos. Crizantem não se deixa encaixar com facilidade como eu disse de forma completa, em nenhum dos lados do debate cultural do seu tempo, o que talvez seja a própria rede maltora que escreve no sérni de um momento de transição no país. Além disso, nenhuma instruição estava a salvo da canita, da pena da canita de letras. Aqui você está outro econômica, comicidade dos enlaces publicada no jornal país de 17 outro brujo 37, na qual ela vai destilar a irronia contra a instruição do matrimônio. Abiatas, o casamento sempre foi um círculo vicioso e o moderno, então, um espetáculo curioso para os nobentes, as sistemões, o juiz e o povo. Atualmente, marcado o ato meses ou anos antes, não raro deixar de comparecer o noivo ou a vítima. E os convidados nas suas toalettes de gala esperam em vão pela cerimônia ou pela subida da tela que eles mostrará os heróis, decididos a suportar juntos a vida cara, o palmezquinho, o calor e o frio. Aqui, ali, e acolar, um ou dois combatentes brilham pela ausência pela falta de coragem, exitam encarregar a santa cruz do matrimônio. Veja asvas, veja que ela critica a instruição tal como pensado ao colocar a imprática naquele tempo. Pois bem, o crítico agripe no grieco na obra evolução da Prosa Brasileira entre o T3 vai criticar a autora, veja que ela não era muito bem vista, tanto pelos mais progressistas quanto pelos mais tradicionalistas e a crítica do agripe nesta seguinte abre aspas. Madano Crescentamente trouxe escrever livros meio escandalizantes, passou por venenos borgianos nas compotas de Mangalcaju. Seus heróis dantes faziam apenas orgias domésticas com chá, atizando elegante dos ricos. Hoje, atiram-se a morfina e a cocaína. Madano Crescentime descreve agora de preferência, um mostroário de homens avenida e suas heroinas praticam um espécie de dom, ruanismo, feminino, fechado. Veja que é essa uma crítica que você quer negativo, mas bastante interessante. Você vê isso, pensa que a Rool é Crescentime, picante, acelivo. E eles podem explorar mesmo esse sensacionalismo, mesmo os subtítulos de alguns de seus romances. É um motor que talvez possa ser encaixada aí numa corrente de decadentismo, decadentismo tardio. No texto, as mulheres de o amor coletado na obra crítica, primeira série de 1951, umberto campus e emcomentar aí sobre o romance da Crescentime, o que os olhos não vende, 29 vai recordar abri aspas. Espantado com a linguagem dessa buleta senhora, eu tive oportunidades de comunicar verbalmente a ilustre escritura a minha estranheza. Ela teve porém a bondade explicar-me prontamente, pois não se espante não. As mulheres que eu descrevo são aponhadas ao vivo fechados. Ela está falando que ela tira tudo aquilo da realidade que ela vê no Rio de Janeiro daquele tempo. O último livro publicado em vida, porque Crescentime foi a infanta Carlota Joaquina e a autora veio a falecer em 22 de agosto de 1948 no Rio de Janeiro. Em nota de falecimento publicado na revista do cruzeiro em 11 de setembro de 1948, afirmas que estaria no prela em um outro livro da autora memória de uma velha, mas nada sabe sobre esse livro, até o título muito me interessa. Como nós vimos, a Crescentime foi uma figura bastante ativa e bastante controversa na vida literária do Rio de Janeiro de seu tempo. Talvez aí o seu humor ferinho, né, acho que o humor nas mulheres é algo ainda que o cano não aceita muito bem, talvez o humor ferindo da Crescentime. E principalmente a recusa dela de selenar a qualquer tipo de postura ideológica, de selenhao feminismo e a modernismo de seu tempo, tem um contribuído para o posterior silenciamento dessa autora na historiografia literária brasileira, não sei. Entretanto, nada justifica que esse silenciamento seja mentido hoje, né? Então até 2019, bastante recente quando a obra "Enervadas" foi relançada pela estoura Canomba, e os livros da Crescentime eram um espécie de segredo bem guardado entre Bibliofrus, fracatador de Cebo e algumas poucas bibliotecas, nada justifica que isso permaneça até hoje. Em sua tese de doutorado, a pesquisadora Maria de Lúrdice de Melopinto descreve a pesquisa que ela fez sobre a autora, que inclusive ela iniciou no mestrado, como uma abre essas verdadeira busca pro chinano da escritora perida fechadas. E a Maria de Lúrdice fala também que era uma ideia fixa, né? Porque isso não tem uma se tornou uma ideia fixa, e de ideia fixa passou a ser uma paixão e depois uma verdadeira busca pro chinano da escritora peridida. Esse tema é bastante feliz, porque todas essas escritores pelas quais nós temos aqui em obsessão, parecem que insetam essa busca pro chinano de escritora perida. E eu espero com esse episódio de poder ter contribuído para que com a divulgação da pesquisa científica em torno de crise anterna, ela passe a ser para novos leitores um cruzântemo arrancada a estufa em que se encontrava confinado e finalmente reencontrado, essa flor moderna que nas palavras de clarecilespector em água viva, abre aspas, descabeladamente controla a própria selvagiria fech aspas. [Música] O episódio foi escrito, produzido e apresentado por Juliana Brina em abril de 2024. A música tem embaseada na peça massada do compositor Luis Faria e executada aqui pelo grupo Chiquinha Gonzaga. [Música] (upbeat music)

Podcast Summary

Key Points:

  1. Cresantema (pseudônimo de Cecília Moncôrvo Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos) foi uma escritora brasileira do início do século XX, filha da também escritora Carmen Dolores.
  2. Ela nasceu no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1869 e iniciou sua carreira literária com literatura infantil, publicando "Contos para Crianças" (1906) e "Contos Azuis" (1910).
  3. Após a viuvez em 1907, dedicou-se mais consistentemente à escrita, tornando-se cronista em diversos periódicos, como "A Imprensa", "O País" e "Correio Paulistano", com mais de 1.500 crônicas inventariadas.
  4. Cresantema foi uma das fundadoras da revista "A Unica" (1925), que defendia uma posição feminina moderada, conciliando autonomia feminina com papéis tradicionais de mãe e esposa.
  5. Suas obras para adultos, como "Flores Modernas" (1921), "Enervadas" (1922) e "Memórias de um Patife Aposentado" (1924), criticam a futilidade, o arrivismo social, o exibicionismo e a hipocrisia da sociedade carioca.
  6. Temas recorrentes incluem a profissionalização da mulher, a crítica ao casamento por interesse, a realização no amor e a denúncia do dandismo e da corrupção.

Summary:

), foi uma escritora brasileira pouco lembrada, filha de Carmen Dolores. Nascida no Rio de Janeiro, iniciou na literatura infantil com "Contos para Crianças" (1906) e "Contos Azuis" (1910). 500 textos.

Foi cofundadora da revista "A Unica" (1925), que defendia uma posição feminina moderada: autonomia para a mulher, mas sem romper com os deveres maternos e domésticos. Sua obra para adultos, incluindo "Flores Modernas" (1921), "Enervadas" (1922) e "Memórias de um Patife Aposentado" (1924), critica a hipocrisia, o exibicionismo e o arrivismo social do Rio de Janeiro. Ela aborda a profissionalização feminina, o casamento por interesse e a realização no amor, equilibrando demandas progressistas e tradicionais.

Em "Memórias de um Patife Aposentado", satiriza a corrupção e a falta de ética, sugerindo que a diferença entre um literato e um patife é tênue. Cresantema também criticou o meio literário e a falsa civilização brasileira, retratando uma sociedade vazia e sensualista. Sua obra reflete uma visão crítica e ferina do contexto social da época, sendo um resgate importante da literatura feminina brasileira do início do século XX.

FAQs

Cresantema foi o pseudônimo da escritora Cecilia Moncórvo Bandeira de Melo Rebelo de Vasconcelos, filha da também escritora Carmen Dolores. Ela nasceu no Rio de Janeiro em 8 de fevereiro de 1869 e faleceu em 1948.

'Enervadas' é um romance de Cresantema, publicado em 1922. A leitura conjunta ocorrerá em maio, com um encontro online para discussão no dia 12 de maio, um domingo.

Cresantema abordava a autonomia da mulher, a crítica ao casamento por interesse, a profissionalização feminina, a realização no amor e a crítica à futilidade e ao arrivismo social da sociedade carioca.

Há grande especulação sobre um caso amoroso que ela teria mantido com Alcindo Guanabara, mas isso é mais comentado do que propriamente sua obra literária.

Ela escreveu colunas regulares no Jornal País, Correio Paulistano, Diário de Notícias e Gazeta de Notícias, além de colaborar em outras publicações como O Cruzeiro e a revista A Única.

Ela defendia uma revista feminina que promovesse a solidariedade entre mulheres, o conforto moral e a felicidade baseada na paz de espírito e no cumprimento dos deveres, rejeitando o feminismo que considerava antistético e amoral.

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