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Rússia x Ucrânia

34m 28s

Rússia x Ucrânia

O episódio do podcast "Geografia em Meia Hora" aborda o conflito entre Rússia e Ucrânia, criticando a simplificação midiática que reduz a situação a uma fábula com vilão (Putin) e mocinhos. O apresentador contextualiza historicamente, lembrando que a Rússia já interveio na Crimeia e na Ossétia do Sul com apoio local, e agora age na Ucrânia. O separatismo no leste ucraniano, com as repúblicas de Donetsk e Luhansk, é um fator central, já que essas regiões falam russo e desejam anexação à Rússia. Outro motivador é a expansão da OTAN, que ameaça a segurança russa, pois a Ucrânia fica a apenas 555 km de Moscou; a Rússia precisa de zonas-tampão como Ucrânia e Bielorrússia para evitar cercamento. A análise espacial destaca a divisão leste-oeste e a importância dos gasodutos. O apresentador também examina o papel das potências: os EUA não intervêm militarmente, a China apoia a Rússia diplomaticamente, e a UE impõe sanções, como o bloqueio do Nord Stream 2. Por fim, ele revela a complexidade interna ucraniana, com plutocratas financiando grupos de extrema direita e neonazistas, mostrando que o conflito não tem lados claros, mas interesses geopolíticos profundos.

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4860 Words, 28193 Characters

Portuguese
O putinho é o vilão dessa história, o que acontecerá com o Brasil? Por que putinho decidiu atacar o crânia? Pois é, meus caros e minhas caras. Hoje aqui no G3 eu vou problematizar bastante a situação que girou em torno dessas escaramustas entre Russia e o crânia, e se isso tudo é de comer ou de passar no cabelo. Mas antes de chegar na espacialização do conflito e no conflito em si, eu queria começar com uma pergunta que é apciosa. É possível a Russia invadir a Russia? Essa ilação é uma brincadeira que faz menção ao seguinte panorama. A Russia invadiu a Crimea em 2014 com a poida população da Crimea. Mas para frente nesse episódio, inclusive eu comentei a sobre isso. E Russia também invadiu a sete do Sul em 2008 com a poida própria população da sete do Sul. Mas para frente nesse episódio, eu também vou falar sobre isso. E agora a Russia está invadindo ao crânia com a poida própria população. De uma parte da o crânia, mas com o apoio. E a divinha só, mas para frente eu também vou falar sobre esse episódio. Eu consegui te deixar a fim de continuar ouvindo esse episódio? Pois é, então aproveite e coloca 5 estrelinhas lá no Spotify ou a melhor avaliação possível no seu agregador de podcast para fortalecer nossa firma. Beleza? Agora vou fazer uma contextualização simples sem ser simplória. É um desafio, mas eu vou na cara e na coragem aqui. Afinal de contas como hoje eu diria uns maiores diplomatas da história do nosso país, Guimarães Rosa, o que a vida quer da gente é coragem. Trocando em miudos, nós temos o seguinte. A partir de 2014, depois de uma série de perturbações políticas da o crânia, o governo Caio. Quando os desdobramentos disso é a formação de duas repúblicas populares no leste do país. Uma chamada de Lohansky e outra chamada de Donetsky. Essa república popular de Lohansky foi constituída principalmente a partir de abril no dia 27 e, no caso de Donetsky, a partir do dia 7 de abril. Após um referendo, mais de 80% da população local afirmou sua intenção de não fazer mais parte da o crânia. Essas duas repúblicas, primeiro tem o nome de república popular, e esse nome é bastante curioso, porque nós temos a famosa república popular da China, e a outra famosa é a república popular democrática da Coreia, que a gente chama inclusive de Coreia do Norte. Mas o que tem a ver com comunismo ou socialismo no caso da o crânia? Tem nada a ver. O importante é o segundo item, porque essas repúblicas populares, gozam de autonomia política, um fortíssimo caráter separatista, eles falam predominantemente o rúso e eles se reconhecem como russos. Voa lá, é esse o grande plot que a gente tem pra mostrar. Essa galera separatista não tá pra brincadeira. Eu tô dando a ênfase nessa parte justamente porque uma ensream esquece disso, né? A anos, os anos, eu estou falando de anos, os separatistas estão agindo com muita força, com o apoio da rússia, o motivo óbvio nessa região. Mas o noticiário brasileiro é tão porco que não cita isso, né? Esse lado da história está simplesmente esquecido, a ponto de um jornalista ser interpelada em uma grande rede de comunicação, porque eles pundir a análise sobre esse conflito, que é extremamente complexo. A ideia desse menstruinm nacional é simplificar de forma simplória, trazendo Putin como vilão e criando uma convicção de que uma guerra tem que ter lados. Isso é tão infantil quanto uma fábula contada pra crianças que necessariamente tem que conter uma princesa em perigo, um grande vilão e alguém que é o Salvador da Patria. Na vida real essas coisas não funcionam assim, my friend. A ideia que a gente tem que pensar é que de fato não existem super heróis. Afinal de contas, não existem super heróis mesmo. A situação é que a gente não pode definir como certo e errado, como vilão e como mocinho. Para frazianos meus queridos amigos egípcios, que pra tudo que acontece no cotidiano eles falam "Welcome to Egypt". Eu posso dizer agora "Welcome to the fucking of the Alpolérix". É simples. Eu estava conversando com a amiga minha duda Bolshe agora, porque é incrível como que é a informação que recebemos em "Viezada ao extremo". O mainstream apõe ao separatismo Hong Kong-Ess, faz egípcia estratégica pro separatismo no catalão, mas rechassa o separatismo da Crimea Donetsk e do Hanske. O mainstream não critica as intervenções americanas por serem consideradas como estabilização de conflitos, muito menos as ações salditas no IEM, menos ainda as ocupações históricas da Europa no cotidente africano. Em segundo lugar, além dessa situação em relação ao separatista, a gente tem que colocar a outra coisa na parada no tabuleiro desse chadresse. O fleer te dá o tanco ao crânio. É no mínimo, escuta isso, no mínimo, óbvio que a rússia não pode permitir em pote, e alguma adesão da ocrânia ao tanco. Eu fui lá no Google Maps pra conferir esses dados e eu tinha na cabeça meu queria ter certeza. Se você pegar um carro na fronteira da ocrânia até Mosco, da 555, gente isso é muito pouco. Isso é extremamente delicado no sentido militar. É importante que a rússia mantém a ocrânia como uma grande zona tampão, porque se a rússia não pressionar bastante em relação a essa situação da ocrânia não ser incorporada ao tanco, ela correria o risco de acontecer o mesmo do que aconteceu com os bauticos, a rússia de Estônia, a litúnia e Estônia, que foram incorporados ao tanco e no caso da Estônia, por exemplo, a fronteira está a 150 km de distância de São Petersburgo. O putin já tinha avisado que não iria mais aceitar esse tipo de adesão. Só pra te dar como exemplo e visualiza isso no mapa na sua cabeça, em 1999 a oltância expandiu e incorporou o atual cheque, que é a antiga república checa, a polônia e a polônia, lembrando que os três países eram membros do pacto de Vassóvia. Logo depois em 2004, vieram os países numa baciada só, numa tacada só. Inclusive me fala como é que é a expressão que se usa na sua terra, porque aqui em minas a gente fala assim "vei de vaciada", manda pra mim lá no Instagram, na roba vitinjel, e eu quero saber como é que se chamam isso na terra do 6. Mas voltando aqui, enfim, a patota toda do lecho europeu foi incorporada. As duas esluz, que são a eslovênia e a eslováquia, além da bulgaria da românea e os três bauticos que a litônia é a litônia Estônia. Parece inclusive o nome de três irmãs, né? "Litônia, litônia Estônia". Tipo me astias a voz que tem um nome ou menagem aos três e seis magos, não sei se resmembro, mas três e seis magos eram meio que "ol, baltazá e gaspar". E aí meu teavô falou assim "eu queria muito homenagear os três e seis magos, mas eu só tive mulher, então ele colocou lá, olha só, meu queiorina, baltazarina e gaspararina". São me astias a voz, mas voltando aqui a ideia dos países, imagina se a utã consegue de fato expandir e atingir até a mesma alcranha. Imagina essa galera circulando, quando eu falo circulando a rússia, eu tô querendo dizer no sentido do mapa, tá? Rodiando totalmente a rússia. E aí eu quero que vocês imaginem o seguinte, porque que a utã não circula mais ainda rússia? Porque que a utã não está literalmente nas barbas de Moscou e nas barbas da rússia? Adivinho por que essa? Por que? Porque justamente a alcranha e a Bielorússia impedem que a utã faça uma fronteira direta maior do que já tem, com a rússia. Agora você acabou de entender o porquê de duas coisas. O putin "Apoiar o ditador Luca Tchenko, na Bielorússia, em Bela Rúss", e segundo ponto, o putin vai fazer de tudo para não permitir a adesão da alcranha na utã, e inclusive invadir o país se preciso for. Fique atento, fique atento em relação a isso. E pensando nesse contexto conflitooso, nessas escaramúças recentes, a gente tem que espacializar o conflito. Entendidos os motivadores do conflito, agora vamos para a espacialização desse processo. Como já deu para pegar nessa história, a gente identifica uma clara distinção entre a porção oriental e a porção ocidental do território crânian. No leste, nós temos a presença forte dos crenianos que se consideram russos. Essa distinção é muito importante, quando eu falo que se consideram russos, é porque eles falam russos e eles desejam a emancipação em relação ao crânia e também a sua anexação pela rússia. O nosso leste, nós temos a população crâniana com o menor percentual falando russo de forma cotidiana. Um outro item importante dentro desse tópico de espacialização é primeiro dizer que a espacialização em podcast é complicado, né? Por isso, o meu total apoio para os professores e educadores do país inteiro que promovem estudos para inclusão. A gente precisa necessariamente se esforçar o máximo possível para incluir pessoas com algum tipo de deficiência. visual em tudo que nós fazemos o nosso dia a dia, por isso que eu acho muito legal aquela # que tem no Instagram e algumas outras redes sociais que a # para todos verem, nessa # tem a descrição de como é a imagem, acho sensacional espetacular, mas voltando que a nossa espacelização dos dutos, essa região especial é marcada por uma relevância mundial em relação ao olho dutos e gasodutos. No caso russo destaque para os gasodutos, que alguns deles diga-se de passagem a travesse ação território crâniano, é por isso que não só a região da o crânia, como também o cálcaso, que por si só já geram baite episódio para o nosso podcast, são muito importantes para a rússia. A rússia jamais vai abrir por exemplo, cálcas da chechenha, da ocete do sul, da becásia e de ficar de olho também nos embrolhos entre os azerizos, os armenhos, mas como eu disse, não vamos derivar para o cálcaso agora, porque isso é outro episódio. No ponto de vista russo, a gente tem que lembrar também a lenda importância da passagem dessa geopolítica dos dutos, dos gasodutos na região, é que a gente tem que lembrar o tamanho do território russo. A rússia tem duas vezes o tamanho territorial do Brasil, mas para além de manares imeramente territorial, a gente pode também pensar na densidade demográfica da rússia. A população russe concentra majoritaramente na faixa europeia desse território, basicamente entre Moscoe e as fronteiras com os países europeus. Isso significa que pensando na soberan e na proteção estratégica da sua população, e da infraestrutura da rússia, a rússia tem sim que se preocupar quanto a aproximação da OTAN. Por isso essas zonas tampões, como a Ucrânia, como a Bielorrusia, são tão importantes. E ainda no contexto do pacto de Varsovia, esses países eram uma espécie de grande como fada russa. E não só a Ucrânia, Bielorrusia, como outros países do lächiropeu, que eu acabei de citar também no episódio de hoje. Então nessa contextualização, eu acredito que a gente tenha conseguido pensar espacialmente esse conflito. Foram dois motivadores que eu listei o primeiro deles, o separatismo russo dentro da Ucrânia nas porções leste, quando está aqui para as duas repúblicas populares, a de Luranski e a de Donetski, e o segundo motivador são as conversas, os fleirtes, a aproximação entre a Ucrânia e a OTAN. E isso, evidentemente, serve de pano de fundo, serve como um instrumento que a rússia vai olhar e falar "olha, eu justifico a minha invasão numa tentativa de manutenção ou estabilização da paz nessa região". E, sendo do sequência nessa análise, é interessante também a gente pensar que todos os conflitos internacionais obrigatoriamente a gente tem que fazer um tipo de exercício muito simples e extremamente importante. Qual é a posição dos Estados Unidos, qual é a posição da China e como o bônus, qual é a posição da União Europeia em relação a isso? Pensando nessas três grandes superpotências, nós temos os Estados Unidos já há bastante tempo sendo alertados pelo Vladimir Putin a partir do momento que Estados Unidos é essa maliderença muito forte na OTAN e o Vladimir Putin insatisfeito em relação a essas investidas americanas, a essas investidas da OTAN, a Ucrânia, acabou dizendo verbalizando por diversos momentos que os Estados Unidos não gostariam nada em potezia alguma que a Rússia instalasse os seus míssis na fronteira do Canadá com os Estados Unidos ou na fronteira do México com os Estados Unidos. Consecuentemente essa relação entre Estados Unidos e Rússia acabou sendo extremamente importante nesse contexto. O Vladimir Putin já demonstrava a sua insatisfação há muito tempo. Cabe como papel fundamental dos Estados Unidos não a interpelação no sentido militar mais Estados Unidos perdeu essa condição entre aspas de polícia do mundo já há bastante tempo. Nós não temos mais essa missão dos Estados Unidos no sentido da Paxa americana, quando os Estados Unidos no início do século 21, principalmente no ano de 2001, se coloca a frente do que ele chama de guerra ao terror naquele contexto em que uma série de intervenções ocupações e também porque não dizer invasões de outros países foram promovidos pelos Estados Unidos com o sentido de policiamento do planeta, com sentido de manutenção e garantia da estabilidade de alguns países de levar democracia, de levar liberdade para diversas outras populações. Então nesse contexto nós temos a posição do Estados Unidos hoje sendo muito clara. Estados Unidos não possuem mais essa condição de intervir de forma direta na Ucrania em defesa da soberania territorial ocraniana. Uma vez que atualmente nós temos outros players nesse tabuleiro que fazem com que Estados Unidos perca esses status. Além disso nós temos a China, uma parceira total e incondicional da Rússia e também uma superpotência econômica e militar, fazendo juste evidentemente a esses status de superpotência. E nesse caso a China de uma forma diplomática e muito inteligente não apoiou de forma incondicional as investidas de Putin, mas evidentemente nós sabemos que no background, que nos bastidores desse contexto todo nós temos uma fortíssima relação entre o Xi Jinping e o Vladimir Putin. Por fim a União Europeia faz o que deveria fazer de fato e a simplesmente anunciar a reaçãoções da economia da Rússia e também anunciar a redução desse fluxo comercial entre o União Europeia e Rússia principalmente em relação ao produto gas, já que é um dos principais produtos comercializados nesse sentido e nessa região. O Olaf Scholz, que é o grande chancellera alemão, acabou dizendo recentemente que também vai impedir a concretização do licenciamento do gasoduto Nord Stream 2, que é um importante gasoduto de mais de 10 bilhões de dólares construído para aumentar drasticamente o volume de gases portado pela Rússia para a Alemanha. Lembrando a Alemanha, a principal economia e a principal demografia do continente europeu. Nós temos 80 milhões de habitantes com uma das maiores economias do planeta Terra. E uma demanda gigantesca pelo gas ruso, que diga esse de passagem, não conseguirá ser substituído a médio e curto prazo por outros países fornecedores. A Noruega, que é um grande fornecedor de gas também para a Europa, já alertou aos alemães que não vai ter condições suficientes de exportar todo o gas demandado pelo país consequentemente esses anúncios de bloqueio de licenciamento do Nord Stream 2, redução da compra do gas ruso, que não tendem a demorar tanto e não tendem a ter uma perenidade tão grande. Mas agora que a gente já fez toda essa contextualização do conflito, eu gostaria de convidar a você a participar do nosso intervalo comercial bem rapidinho, super curtinho, rapidinho, só para eu tomar uma água aqui, que logo logo a gente volta, afinal de contas, o nosso intervalo comercial aqui do geografia em meia hora é mais concorrido do que eu intervalo comercial do superbal. Estamos juntos, vai ter que apogem. [Música] E agora para você ouvir que chegou até aqui eu queria propô uma pausa para te fazer um convite. A gente entende que nesse contexto de pos verdade, de circulação deliberada de fake news, a divulgação de ciência de forma séria na internet é cada vez mais importante. Por isso, um conjunto de divulgadores científicos se reuniu ao entorno de um selo chamado Science Vlogs Brasil. Nesse conjunto de divulgadores de ciência, eu tenho muito orgulho de fazer parte com o canal chamado Terra-Negra, mas juntamente de diversos outros canais, como manual do mundo, do Iberê, como ciência todo dia, do Pedro Loss, como canal do Berul, o bla-bla-la-logia, enfim. Eu gostaria de convidar a você a conhecer não apenas o canal Terra-Negra e o trabalho com divulgação científica que a gente faz, mas também conhecer os outros canais membros do Science Vlogs Brasil. E agora, nós vamos voltar nosso episódio super especial aqui sobre essas escaramúcias recentes entre o crânia e rússia com divisor de águas nessa história recente. Vamos colocar assim. 14 na Ucrania. Algo muito interessante acontece. A gente tem que lembrar que a Ucrania desde sempre e ao meu ver para sempre será uma área de influência direta da Rússia. Afinal, de contas, a relação dos dois é umbilical demais para ser cortada rapidamente. E por isso, durante décadas os governos estiveram aliados e, principalmente, o presidente e sua base, no caso presidente da Ucrania e a sua base, eram pro Rússia. Isso me fez até lembrar o que acontece, por exemplo, em Hong Kong e a China. A escolha do cargo do chefe de executivo, que é o governador geral, no caso, a governadora geral de Hong Kong atualmente, é feita para um comitê de 1.200 membros, mas esses membros são em geral pro Beijing, ou seja, pro Pequim, pro China, sacou. Isso gera muita repercussão interna entre os Hong Kong eses e entre os Hong Kongers. Enfim, voltando aqui para o Crania. Depois de uma sequência de eventos que foram estruturados por questionamento a essa relação pro Rússia dos Governos, ocorreu em 2014 e o Maidan, também chamado por alguns de primavera o Craniana, ou Revolução o Craniana. Mas os detalhes sobre isso eu vou deixar com outro podcast aqui da casa, que é o "Stora em Meora" e o meu amigo Vito Suárez para explicar a vocês. E o fato é que essas instabilidades, ao longo do século 21, foram incentivadas por plutocratas no poder financiando grupos de extremo direita. Se você quiser entender mais sobre o papel dos plutocratas na política, vale a pena você ouver, ou ouvir novamente, caso você já tenha ouvido esse episódio, sobre a demografia dos bilionários. Muita gente elenca esse episódio, como um episódio de entrada do Geografia em Meora. É um episódio que a galera apresenta o G30 para os amigos. E então, inclusive, por favor, compartilhe isso lá com a galera toda. Mas olha só, essas instabilidades ao longo do século 21 foram, portanto, incentivadas por pessoas que estavam na elite financeira do país, são os plutocratas extremamente poderosos, financiando grupos de extrema direita para combater os separatistas russo. E dois plutocratas se destacam nesse sentido. O Petro Poroschenko, que foi o presidente o crâniano depois da deposição de um presidente pro Rússia, que era o victoria no Covte, que em 2014 foi deposto. E esse Poroschenko assume o cargo de liderança no país, que permanece, inclusive, até o ano de 2019. E nesse meio tempo, evidentemente, foi muito permissivo com o crescimento de grupos que objetivavam combate aos russo no leixo crâniano. Esses regimentos, esses batalhões que combatem os separatistas russo por vezes também apresentam características neonazistas. E por isso que isso, condido atrás de uma bandeira nacionalista o crâniano, que muita gente gosta de chamar de "o crânização", existe um movimento muito pesado da extrema direita do ultrano nacionalismo e dos grupos neonazes. Um outro plutocrata maluco que a gente precisa falar é o Igor Colomoiski, que preside a comunidade judaica unida da Ocrânia e a união judiorepia. E é conhecido não apenas por receber o cargo de governador de uma região russa, nesse contexto conturbado, Pós-Maidã, mas também é financiador direto dos diversos regimentos. Veja bem, eu estou dizendo que nós temos financiamento de parte da comunidade judaica para grupos extremistas de direita, que flirtam com o neonazismo dentro da Ocrânia. Olha a complexidade que nós demos aqui no G30 agora para essa visão que a gente tem sobre o conflito, sobre essas questões entre o crânio russa atualmente. A questão é que esse fascismo crâniano não apareceu subitamente. O seu desenvolvimento, primeiramente, foi muito lente, depois de uma forma acelerada, já pode ser traçado desde a década de 80 e 90. Mas ela chega ao seu ápice durante a chamada revolução da dignidade. E aí é o contexto que a gente precisa trabalhar com a revolução crâniana, que o Vitor vai trabalhar muito bem, e já trabalhou muito bem lá no história em meia hora. A Ocrânia é hoje um dos principais polos de atração para a extrema direita internacional. Nos últimos anos quase 4 mil estrangeiros de mais de 35 países já receberam treino, e também combateram nas fileras das milícias da guerra civil crâniana. Inclusive, nesses treinamentos, tem brasileiro. Dentro essas 35 nacionalidades, tem a nacionalidade brasileira rível, tem um pelo tão muito famoso Nel Nase, lá no Naucrânia, que é o regimento azove, também chamado de batalhão azove. Transformou-se num gigantesco movimento, criou basicamente um estado dentro do estado crâniano, como se fosse uma milícia, vamos por exemplo, em dizer, estendeu tentáculos por toda Europa e criou basicamente uma legião estrangeira crâniana. Tanto é que surgiram várias demuncias, de que a SíA vem treinando secretamente grupos antihústicos na Ocrânia desde 2015. Tem muita gente também associando que esse regimento azove seria uma espécie de da esch da extrema direita. E o regimento azove, como outros grupos Nel Nase dentro da Ocrânia, são inspirações diretas para atentados terroristas em diversas rejões do mundo. Por exemplo, aquele atentado terrorista de um camarada que fusilou pessoas na Nova Zelândia, ele tinha como uma das suas bandeiras, uma das suas simbologias, a simbologia utilizada por grupos Nel Nase e Ocrânianos e ele tinha sido treinado na Ocrânia também. Essa situação em relação aos grupos Nel Nase e Estas Ocrânianos é extremamente grave. E aí nós temos esses eixos importantes para a gente compolho que é esse conflito até chegarmos na intervenção russa de 2022. Para essa intervenção atual, putem osmanarativa de que está invadindo o território crâniano para proteger os rusos que estão no território crâniano. E no fundo, no fundo, o que ele verbalizou é que não vai ocupar os territórios que não são de maioria russa, reafirmando que eu acredito que será o desfecho desse confronto atual. A rússia expandiu o território em 2014 em direção à Peninsula da Cremei, o Porto de Sebastopol, vai expandir mais uma vez, agora em 2022 em direção a as repúblicas autónomas do Leste e Ocrânianos, que são Donetsk e Luranski, e isso porque o putem considera todas essas áreas que eu acabei de falar como russa. O putem chegou a verbalizar até algo mais ouzado, vamos por assim dizer, chegou a dizer que toda a Ocrânia corresponderia a russa. Mas a gente entende muito bem por uma figura muito estratégica e super inteligente que é o putem, de que de fato ele não vai anexar toda a russa, mas o objetivo possivelmente é anexar as duas repúblicas populares a de Donetsk e a de Luranski em 2022. O putem tem outro trunfo do lado, que é o presidente Ocrânianos Vladimir Zelenski, o volou de Mirras Zelenski, e esse porque é o chamo isso de trunfo para o putem, porque o presidente Ocrânianos, que é um outsider, que até 2019 era apenas um comediante que representavam o presidente fictício em uma série de televisão, que era o mega sucesso. Esse é o que se chamava Servo do povo, de um canal chamado "1 + 1" e inclusive esse canal é do Colomoiski, lembra que eu citei o Colomoiski aquele plutocrata? Pois é, esse canal é dele. Nessa série que eu acabei de falar a Servo do povo, esse comediante, o volou de Mirras Zelenski, interpretava o papel de um professor de histórica que chegou ao cargo de presidente. É isso mesmo, se eu viu, ele fazia o papel de um presidente república em uma série de televisão, e ele acabou sendo colocado como eu disse como o outsider, como a pessoa que é contra tudo isso que está aí, e o volou de Mirras Zelenski, comediante da televisão crâniana, venceu as eleições em seu país com 70 e 13,1% dos votos. O Inco Bente, o Antigo, o presidente, o Petro Poroschenko, obteve 25% dos votos. Zelenski inclusive foi envolvido ou se envolviu melhor dizendo numa polêmica com Trump. As vésperas da última corrida eletoral dos Estados Unidos, Trump pediu as Zelenski que elaborasse um dossier sobre o filho do seu rival, né, sobre o filho do Joe Biden, que tinha negócios na Ucrania. O ex-presidente do Estados Unidos, Trump, sugereu que poderia ajudar os Ucranianos com 400 milhões de dólares em ajuda militar. Inclusive, esse foi um dos motivadores, ou principal motivador, do Trump sofreu um dos seus impeachment. Lembrando que foi mais de um impeachment para o caso do Trump. E aí, ele não teve a fastamento do cargo, mas ele sofreu impeachment. Voltando aos Zelenski, os Zelenski definitivamente são trumfos pro Putin, pois é um presidente fraco, é um presidente que não tem competência para exercer o cargo que exerce, que é o cargo mais importante do seu país. E atualmente demonstrou muita fraqueza e muita falta de preparo para lidar com uma raposa, um dos políticos mais inteligentes. e com a maior capacidade de estratégia que o mundo viu nos últimos tempos que é o Vladimir Putin. E aí o Putin segue uma rotina que é uma rotina que já vem executando ao longo do século 21. Não se assuste com o fato do Putin ter entre aspas invadido, ocupado, e aí essa nome enclatura se diferencia bastante a depender do lugar que você vai ouvir. Porque isso é uma via de regra para o século 21 da Rússia. Não se esqueçam que em 2008 a Rússia entrou na abcasa e na Ocete do Sul duas províncias autónomas dentro do território da geórgia e colocou seus homens nessas áreas, apoiando separatistas que desejavam se separar da geórgia. Tanto a abcasa é quanto ao século 21 do Sul, foram invadidas pela Rússia em 2008 em apoio aos separatistas dentro da geórgia. Uma vez que a geórgia se aproximava bastante da OTAN. E a geórgia, no caso da Rússia e no caso da sua relevância histórica, é muito importante uma vez que a geórgia Terra de Stalin. Nós temos ali uma contradição mitida da Rússia. A Rússia apoia grupos separatistas da geórgia, por exemplo, na Ocete do Sul e na Abecásia. Mas internamente, a Rússia lenca grupos separatistas como terroristas. Internamente, a Rússia promove genocídios em determinadas populações que são e que têm forte caráter separatista. No ano de 2014, a Rússia também anexou mais um território, a Rússia anexou de fato a Cremeia. A Rússia não anexou efetivamente ao 7 do Sul e a Abecásia da Geórgia. Mas tem homens russo lá até hoje. No caso da Cremeia, foi um pouco diferente. Porque a população da Cremeia demandou isso a partir de um referendo. E nesse sentido, a Rússia anexou em Vadil e anexou a península da Cremeia e o Porto de Sebastopol em 2014. O contexto não é muito diferente de hoje. É claro que cada um tem um estudo de caso próprio e tem as suas noantes, mas a gente pode identificar nitidamente, que existe uma prática russa em apoio aos grupos separatistas pro Rússia de outros países. E também, como eu disse, uma prática russa de rechazar grupos separatistas dentro do seu território. Dois pesos e duas medidas por motivos óbvios. E é dessa forma que a gente vai encerrar o nosso episódio de hoje, uma vez que eu não sei o que vai acontecer daqui a uma hora em relações conflito. Tudo pode mudar. O que eu posso te garantir é que nós vamos reportar tudo aqui no Jografa Em Myora e no História Em Myora para vocês. Beleza? O nosso compromisso é de produzir o material com muita qualidade. Eu e o Vito Soares, a gente conversa muito, muito, muito praticamente diariamente sobre novas pautas, sobre novos temas e definitivamente a gente vai atualizar todos vocês em relação aos próximos acontecimentos. Eu vou ser de agradecer do fundo do coração a todos vocês que compartilharam nas redes sociais, que indicaram para os seus amigos e também que colocaram as estrelinhas lá no Spotify, pois isso significa muito para a gente. A avaliação no agregador de podcast ajuda bastante a gente a fortalecer o Jografa Em Myora. Um grande abraço a todos e tchau tchau.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio analisa o conflito entre Rússia e Ucrânia, criticando a visão simplista que trata Putin como vilão único.
  2. A Rússia tem histórico de intervenções apoiadas por populações locais pró-Rússia, como na Crimeia (2014) e na Ossétia do Sul (2008).
  3. O separatismo nas repúblicas populares de Donetsk e Luhansk, no leste ucraniano, é um motivador central, com forte apoio russo e população de língua russa.
  4. A expansão da OTAN é vista como ameaça estratégica à Rússia, que busca manter a Ucrânia como zona-tampão devido à proximidade com Moscou.
  5. O leste ucraniano é majoritariamente pró-Rússia, enquanto o oeste tem menor identificação russa; a região também é vital para gasodutos.
  6. Os EUA perderam o papel de "polícia do mundo", a China apoia a Rússia nos bastidores, e a União Europeia responde com sanções e bloqueio do Nord Stream
  7. A instabilidade ucraniana foi financiada por plutocratas, como Poroshenko e Kolomoisky, que apoiaram grupos de extrema direita e neonazistas contra separatistas.
  8. O episódio destaca a complexidade geopolítica, rejeitando narrativas maniqueístas de heróis e vilões.

Summary:

O episódio do podcast "Geografia em Meia Hora" aborda o conflito entre Rússia e Ucrânia, criticando a simplificação midiática que reduz a situação a uma fábula com vilão (Putin) e mocinhos. O apresentador contextualiza historicamente, lembrando que a Rússia já interveio na Crimeia e na Ossétia do Sul com apoio local, e agora age na Ucrânia. O separatismo no leste ucraniano, com as repúblicas de Donetsk e Luhansk, é um fator central, já que essas regiões falam russo e desejam anexação à Rússia.

Outro motivador é a expansão da OTAN, que ameaça a segurança russa, pois a Ucrânia fica a apenas 555 km de Moscou; a Rússia precisa de zonas-tampão como Ucrânia e Bielorrússia para evitar cercamento. A análise espacial destaca a divisão leste-oeste e a importância dos gasodutos. O apresentador também examina o papel das potências: os EUA não intervêm militarmente, a China apoia a Rússia diplomaticamente, e a UE impõe sanções, como o bloqueio do Nord Stream 2.

Por fim, ele revela a complexidade interna ucraniana, com plutocratas financiando grupos de extrema direita e neonazistas, mostrando que o conflito não tem lados claros, mas interesses geopolíticos profundos.

FAQs

A Rússia invadiu a Ucrânia devido a dois motivadores principais: o separatismo russo nas porções leste da Ucrânia, com as repúblicas populares de Luhansk e Donetsk, e a aproximação da Ucrânia com a OTAN, que a Rússia vê como uma ameaça à sua segurança e zona de influência.

São duas repúblicas separatistas formadas em 2014 no leste da Ucrânia, após referendos em que mais de 80% da população local afirmou não querer mais fazer parte da Ucrânia. Elas têm forte caráter separatista, falam predominantemente russo e se reconhecem como russas, com apoio da Rússia.

A Ucrânia é uma zona tampão crucial para a Rússia, pois impede que a OTAN tenha fronteira direta com o território russo. Se a Ucrânia aderisse à OTAN, a Rússia teria mísseis e forças da aliança a apenas 555 km de Moscou, o que é militarmente delicado.

O conflito é espacializado com uma distinção clara entre o leste e o oeste da Ucrânia. No leste, há forte presença de ucranianos que se consideram russos, falam russo e desejam emancipação e anexação pela Rússia, enquanto no oeste a população é mais ucraniana e fala menos russo no cotidiano.

Os Estados Unidos não possuem mais a condição de intervir diretamente na Ucrânia em defesa de sua soberania, perdendo o status de polícia do mundo. Eles foram alertados por Putin há muito tempo sobre a insatisfação russa com as investidas da OTAN, mas hoje não têm capacidade de intervenção militar direta.

A China é uma parceira total e incondicional da Rússia, sendo uma superpotência econômica e militar. Diplomaticamente, não apoiou de forma incondicional as investidas de Putin, mas nos bastidores há uma fortíssima relação entre Xi Jinping e Vladimir Putin.

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