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Rita de La Feria (parte 2): Porque todos odeiam impostos sobre heranças?

63m 48s

Rita de La Feria (parte 2): Porque todos odeiam impostos sobre heranças?

**Key Points** 1. A desigualdade de riqueza aumentou nas últimas décadas, mas o apoio a impostos sobre a riqueza diminuiu, criando um paradoxo. 2. O imposto sobre heranças, apesar de ser teoricamente eficaz para reduzir a desigualdade, é profundamente desfavorável na prática devido a resistência cultural e psicológica. 3. A política fiscal ideal deve considerar não só a eficiência econômica, mas também fatores sociais, culturais e psicológicos, como a aversão ao imposto e a sensação de desigualdade familiar. **Pontos principais** A desigualdade de riqueza cresceu significativamente nas últimas décadas, especialmente em países como os Estados Unidos e na Europa, mas, apesar disso, há uma redução no apoio público a impostos sobre a riqueza. Essa contradição, conhecida como "paradoxo da desigualdade", mostra que as pessoas estão descontentes com a desigualdade, mas rejeitam soluções diretas como impostos sobre a riqueza ou heranças. A resistência é profundamente arraigada na psicologia humana, especialmente no desejo de proteger a família e os filhos, o que leva a uma rejeição instintiva ao imposto sobre heranças, mesmo quando a maioria reconhece a sua validade filosófica. A experiência da Rita de La Féria com alunos mostra que, quando perguntam sobre o imposto sobre heranças, a maioria responde negativamente sem poder justificar claramente sua posição. O desafio técnico é ainda maior: os impostos sobre riqueza são difíceis de desenhar com base larga e bem definida, pois afetam poucas pessoas, mas a perda de receita se torna crítica se as pessoas mais ricas abandonarem o país. Além disso, em sistemas progressivos, como o britânico ou português, a fuga de rendimentos e de consumos reduz significativamente a receita fiscal. O ideal não é um imposto único sobre riqueza, mas sim uma política fiscal equilibrada, com um aumento do IVA e compensações diretas para quem tem menos rendimento, garantindo que a redistribuição seja efetiva e aceita socialmente. A experiência de países como a Colômbia mostra que reformas de impostos podem gerar grandes protestos, mesmo com boas intenções. A forma como os impostos são cobrados – por exemplo, por retenção na fonte ou em faturas – também tem um impacto direto na aceitação, pois a sensação de receber dinheiro de volta aumenta a disposição a pagar. O sistema fiscal não é apenas uma questão de cálculo, mas de política social que envolve tradições jurídicas, cultura e valores coletivos. Finalmente, a política fiscal ideal não é universal, mas adaptável ao contexto nacional, com equilíbrio entre impostos, transferências diretas e gastos públicos, e com uma gestão transparente para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma justa e aceita.

Transcription

10231 Words, 58099 Characters

Portuguese
Olá, nesta segunda parte, conversa com o rita de laferia, comecei por ele perguntar, porque é que, mesmo com o aumento grande da desigualdade nos últimos anos, nas últimas décadas, aplicar impostos altos subos mais ricos continua a ser tão difícil e tão impopular. Independente de nós acharmos esta uma boa medida ou algo que, na prática, teria mais melefícios do benefícios, é verdade que este treinho não seria, lateralmente, mais popular aumentar os impostos sobre os mais ricos. Aqui, podemos estar a falar de impostos sobre o rendimento, ou seja, e a riesce, mas também, podemos estar a falar de impostos sobre o patrimônio, ou seja, o rendimento acumulado. E isso liga a outra tema, um imposto específico sobre o patrimônio que são os impostos sobre iranças, ou seja, o patrimônio, quando ele é transmitido. E este é o outro tema interessante, porque embora estes impostos sobre iranças sejam defendidos por muita gente, a entiúria, na prática, quase ninguém gosta deles. E a Rita tem uma experiência muito interessante com os alunos dela, em que, quando confrontados com este imposto, a maior parte acaba por rejetá-los, por razões que, nem sempre, eles conseguem depois resinalizar, de melhor maneira, vale a pena ouvir. Falamos também sobre como definir uma política fiscal ótima para um país, e para não ter a Rita, que medida é que ela aplicava-se, se pudesse aplicar uma medida de fiscalidade em Portugal. E a resposta dela é uma taxa única sobre o IVA. Nós vimos, na primeira parte, desta conversa, que o IVA é um imposto regressivo, ou seja, em que quem tem, menos reinimento acaba por pagar uma percentage a maior desse reinimento em imposto. Uma maneira intuitiva para muitos eletores de resolver este problema, é fazer como acontece em Portugal em outros países, aplicar taxas reduzidas, ou mesmo taxas zero, em alguns produtos. Só que existo hoje um grande conselho entre especialistas, entre fiscalistas e economistas, de que isto na verdade é uma medida que não resulta. Sobretudo porque reduzir o IVA nem sempre se traduz em preços mais baixos, porque pode ser em parte absorvida pelas empresas. E porque é muito caso mesmo quando os preços baixam, quem beneficia de eles tenda a ser quem tem reinimentos mais elevados, na verdade. A solução proposta pela Rita e por outros especialistas na esta área é, então, na prática, aumentar o IVA, ou seja, passar a ter apenas a taxa máxima, mas complementar isso com compensações diretas dirigidas a as famílias de normos reinimentos. É uma medida que a meu ver faria muito sentido, mas tendo a contar a nossa versão à mudança que vimos na primeira parte, provavelmente não vai ser fácil de aplicar. Mesmo no finalzinho da conversa, para um ter a Rita também por uma verdade inconveniente desta área, que é o facto de, quando aumenta a emigração, tende esse aumento a predisposição dos pessoas para pagar imposto diminuir, porque a população torna-se mais diversa e, portanto, pelo menos no curto prazo, passa a ver menos afinidade. Este é um desafio inovitável da emigração, e um pelo qual Portugal vai provavelmente passar, pelo menos, no curto prazo, depois, a médio prazo, a coisa recompõe a emigração tem várias vantagens, mas este é um desafio que não devemos esquecer. Espero que gostem desta segunda parte da conversa com Rita de La Féria, vemos daqui a duas semanas. Até lá! Se gosta de ouvir podcastes, conheça a oferta que os pressos têm para si, da política, a economia, ciência e cultura, passeçando para o desporto, entrevistas marcantes, analises e perspetivas que fazem a diferença, ou sem expresso ponto PT, e nas principais plataformas de podcastes, espresso, liberdade para pensar. Deixe-me falar de impostos específicos e de um imposto específico, de que se tem falado cada vez mais, que é o imposto sobre o patrimônio ou o imposto sobre a riqueza. Que tem, por trás, aquilo que às vezes chamo o paradoxo de desigualdade, que está de certa forma a chuva relacionado com o que estamos a falar aqui até agora. A desigualdade tem estado a aumentar nas últimas décadas, sobretudo, a desigualdade de riqueza, como tu dizias. Não há pouco e mais nos Estados Unidos do que na Europa, mas tem estado a aumentar, e no entanto, os impostos sobre o patrimônio ou seja, sobre o riqueza ou seja, no fundo, o rendimento acumulado, têm hoje menos apoio do que o que tinha antes. E este gera que um paradoxo que se entrega muita gente, ou seja, desigualdade a partir das pessoas estariam mais favoráveis a teixar os ricos e os ricos, em termos de que, como cada pessoa só conta um voto, o voto de luz pesa muito menos, e no entanto, parece haver menos apoio por esse tipo de imposto. Qual é a tua tese? Eu não tenho uma tese. A questão é que, com muitas coisas, não há uma resposta simples. A solução é, ou as causas são multifatoriais, né? Vou dar-se que era um passo atrás, naquilo que disse esta agora, que é a desigualdade de estar a aumentar. E isto é uma frase que se houve com muita frequência, um discurso público. Temos níveis desigualdados enormes, etc., etc. É verdade, principalmente o riqueza, mas o que se esquece dizer, quando dizemos isso, é que nós nunca vivemos tão bem. Mas eu não estou a dizer assim, a pessoa que vivem lhes boa, ou a pessoa que vivem Portugal todo, ou a pessoa que vivem na Europa. É, em geral, num mundo todo, nós nunca vivemos tão bem. Se olharmos para os números, a nível global, esperança media-de-vida a aumentar, assim, a comparação que normalmente se faz é entre 1980 e 2020, portanto, esses são os barâmetros de comparação. E quando que fazemos a comparação desses 40 anos, é tudo melhor, mas literalmente tudo excluindo as questões ambientais. Portanto, acho que a parte das questões ambientais, tudo é melhor. E a desigualdade, se foi um interropeiro, a nível mundial tem diminuído, tem até aumentado dentro dos países, mas não só tem diminuído, mas tem diminuído entre países. Exatamente. A desigualdade entre os Estados Unidos e Mozambique é, maior, em 1980, do que hoje? Hoje há menos diferença entre crescer em Mozambique e crescer nos Estados Unidos, do que vivi em 1970. Portanto, mesmo a justiça e a desigualdade entre nações, é menor do que já foi, portanto, nós nunca vivemos tão bem, nunca fomos tão iguais a nível global. Esse fator da desigualdade há um impacto sobre esse fator, ou seja, antiguamente em 1980, sair de um contexto, Mozambicano, para um contexto dos Estados Unidos, significa que as oportunidades eram o foso da oportunidade, era inúrmíssima, a possibilidade de alguém vindo de Mozambique suceder era muito, muito infinitamente menor do que alguém vindo dos Estados Unidos. Hoje, claro que há uma diferença, mas a diferença é menor. Portanto, isto não são coisas inconsequentes, não são coisas que não são só tem consequência ao nível dos sucessos das nações. Portanto, olhando para estes dados, se adotar uma postura, não sei, Nicheana, uma postura de Stuart Mills, eu agora tido a falar um bocadinho de filósofos que ele já estão a. já estou a dizer "ah pronto, vamos lidar" e só olharmos a postura e que, na versão mais atual, é aquilo que se chama "Well for Economics", portanto o utilitarismo, a ideia de que se todos vivermos bem, se todos vivermos bem em termos macro, ou ao suficiente, isto está em contradição com essa questão de que estamos a falar agora, porque, se isso fosse verdade, nós estamos todos felicíssimos. Lá está outra questão na lista de coisas em que eu me deio a opinião, porque durante algum tempo eu achava, se todos vivermos bem, ou se todos vivermos melhor, isso é suficiente e claramente que não é. Nós temos a prova na última década, que claramente não é. Nós nunca iríamos tão bem, e os níveis de satisfação estão em alto de clínio. - Esses são as processões da outra vez? - São as processas da outra vez, e portanto, é verdade que há mais desigualdade, mas muitos desses filósofias e muitos os economistas que trabalharam nessas áreas terão dito. O desigualdade aguenta-se bem, diz que todos a gente tem um nível de suficiente de vida, ou seja, já tem assinimento básico, tem acesso escolar, tem a suficiente alimentação, etc. Turns out, não é verdade. - Então, mas não é verdade que há que não há mais apoio a um imposto de terno? - Lá está, você que eu disse, vou dar um passo atrás. Então, esta é a primeira questão. E, efetivamente, a desigualdade importa mais do que pensaríamos, talvez há 20 anos, que importava. Hoje temos evidência, empírica, que importa. Portanto, as pessoas estão deschates feitas com a desigualdade, antiguamente, com toda a tata de cradizerei. Antiguamente, havia um debate filosófico sobre esta questão, e de potência e política. E havia este dos povos diferentes. Uma era, temos que ter uma divisão mais igualitária do bolo. E o outro, e o outro polo era, o que interessa que o bolo seja melhor. E a divisão, é indiferente, toda a gente vive bem. E isso foi uma discussão, filosoca, que se tem entre 65 anos, e ainda existe um pouco. É que a discussão interna o nosso objetivo de ser desigualdade, ou reduzir a pobreza. Exatamente. Hoje temos dados impídicos que são fortíssimos, portanto, de diferentes disciplinas. Não estamos a falar um estudo, não é? Portanto, às vezes disse, "Ah, porque foi provado?" e depois é um paper. Não é isso como se eu dizer, há muitos paper de diferentes tipos de insipelíteca, de antipologia, de psicologia, de sociologia, e todos apontam na mesma direção, que é, não é só, objetivamente, se vive melhor, é comparativamente, se vive melhor ou não. E as pessoas claramente estão descontentes com a desigualdade. E nesse texto, esqueça-se, que vivem muito melhor do que os avós, ou seja. Sim, porque os avós já cá não estão. Porque os avós, ou mesmo quando estão esqueces, porque isto é um fenômeno também humano, olha mais para trás. Já cá não estão no. O tempo dele já cá não está. Sim, os poderes podem ser vivos. Mas pode ser vivos, mas isso acontece, isso é outro fenômeno para as entesbias, as pessoas olham para aquilo, para a ceração que tem, e olham sempre para trás, como se fosse uma época fantástica, tanto mesmo pessoas que viveram esse período, em que havia menos serviços, e também. Ah, no meu tempo é que era bom. Sim, sim. O meu tempo era novo e eu já não sou. Exatamente, não é? Exatamente. É um enorme vantagem. Amovia-me bem. Exatamente. Não diga-te ficar às audições. Hoje sabemos que isso não é verdade, as pessoas estão descontentes com a desigualdade, independentemente, se hoje vivem, se vive melhor do que há cinquenta anos atrás. E isso aparece constantemente em. São daagens de vários países, portanto, tudo que eu estava a falar, a referir a pouco sobre tributação e desigualdade, e isso é um fenômeno quase o nánimo, de descontentamento sobre o universo desigualdade. Aquilo que se espiraria, lá está, e aí que vamos ao paradoxo que se estava a falar há pouco, aquilo que se espiraria é, então, se as pessoas são descontentes, os ricos estão a menoria, as pessoas que estão descontentes são a maioria, porque não votamos a favor de imposto sobre a riqueza. E na verdade, muitas vezes dizemos que votamos, mas isso é se não especificarmos. Que imposto é que estamos a falar? Porque se especificarmos que imposto é que estamos a falar, o apoio diminui, e me deatamente, ou seja, em abstrato, quando pergunta, é apoiar um imposto sobre a riqueza. Ah, sim. Acha que os ricos devem pagar mais. Ah, sim. Os ricos não pagam nada. Este é tudo sobre nós. Se especifica, o imposto sobre a riqueza, em que são todos pagam imposto, casos acima de um x, o apoio diminutamente diminui. Se diz que é renimente acima de x, o apoio imediatamente imenoi. Mas de toda a gente, ou a pena? De toda a gente, inclusive, daqueles que não têm esse renimente. Porque diminui, quer dizer, obviamente, quanto menos têm, menos o apoio diminui. Mas, porque tem expectativas ao alcançar esse renimente? Portanto, há o mais um valor espiracional e peso assim. Então, eu aqui a trabalhar. Para chegar a aquele renimente anual. Mas é sobre riqueza, mas quando é sobre o renimente, percebe-se melhor isso. Mas a riqueza é a mesma coisa. E ando aqui a trabalhar para comprar aquela casa que o cento dos meus sonhos. E depois chegar dos sonhos e afinal, se falar com pessoas e no contexto político, a tendência, muitas vezes, de partidos que são mais porgosivos, portanto, partidos de esquerda, precisam se desculpa, que são de partidos de esquerda, dirão as estatísticas que eu vou comer dizer. O apoio, em pós sobre a riqueza, é enormíssimo. E eu digo sempre aos meus alunos, e eu também invalme zero. Pregunta feita nesse contexto, me invalme zero. Eu quero com os específicos. Diga o que é riqueza. Diga o que é o renimente. Se vocês tiverem ainda após 75%, então, aí falamos. Mas no abstrato, acham que os ricos também pagam mais? Ah, acho que sim. Mas os ricos têm rico, depende de onde é que nós estamos no contexto da distribuição da riqueza ou na distribuição do renimente. Eu vou dar o exemplo aqui de como estas coisas funcionam na prática recorrendo ao que quando funcionam as últimas eleições no Reino Unido. O patido de trabalhista no Reino Unido viu estas estatísticas de que as pessoas apoiam o imposto sobre os mais ricos. E que ao auto convenceram-se que efetivamente era isso que as pessoas criam. E, portanto, viram estatísticas de 2/3, mais de 2/3 de despoblação, a favor de mais progressividade no imposto sobre o reinimento e disseram, nós vamos tributar os ricos mais. E as pessoas aplodiam. Só que depois chegou à altura das eleições e tiveram concretizar. Já não eram os ricos em abstrato. Tiremos que definir quem são os ricos, então, mas, pros calcos, temos que saber quem é que são pre-efeitos da sua proposta, quem são os ricos, quem é que estaria sujeito a uma taxa maior. E o Partido de trabalhista, na sua ingenuidade, foi a distribuição do reinimento. E, verifico, eu estou definindo os ricos pela distribuição do reinimento. Os soldados mais fáceis do que os distribuições do reinimento são muito mais fitidinhos. Sim, mas exatamente isso. São muito mais fitidinhos. Portanto, olha o patido de distribuição do reinimento e viu a distribuição do reinimento. O stop 5% da distribuição do reinimento, são pessoas com reinimento anumá-lo acima de 80 mil libras, que são cerca de 90 mil euros. Por ano. E, lá está, pronto, 5%, estamos a ver, 95% da população. Estava a isenta desta imposto adicional. E estava tudo correvei até terem concortizado. Uma vez sem neco a proposta, foi uma oposição absolutamente gigante. Cada vez que daram uma entrevista à sua utema, havia sem palgança no público, que dizia, eu ganho 80 mil libras por ano e eu não sou rico, rico, chão. A pessoa xia, a pessoa na sua, as carvaços em sua é o Cristiano Ronaldo, etc. Estava em um problema que adoram prática e eles foram forçados a definir o limiar com base no reinimento. E a lógica deste imposto não é ser sobre o reinimento, não é ser sobre o reinimento. Estava a dar um exemplo mesmo relativamente ao mais fácil. Mas o imposto era sobre o reinimento? Ah, e cera o imposto sobre o reinimento, o que é? É o nosso IRS, é o fundar um. Por tanto, era um calamão mais elevado para pessoas acima de 80 mil. Porque cera mais fácil, é porque iremos ao problema dos impostos sobre a riqueza, o problema maior dos impostos sobre a riqueza é que não são fáceis de desenhar. Sim. Só no mais fácil, que era só basicamente a desenhar um escalão e a oposição foi enormíssima. E a questão é, quem é que se está o por si a maioria, se 95% de abulação está abaixo desse rendimento. E a resposta, óbvia, é que tem que ver muitas pessoas com rendimentos abaixo dos reinitamil, que estão o por. Sim. Porque aquelas estão o por. Estão o por, porque há um valor aspiracional. Exato, exato. Porque a questão é, não ganha agora, mas posso ganhar no futuro. Não ganha agora, mas os meus filhos. Sim. Pode ganhar no futuro. E hoje estou a trabalhar. Para que elas laçam? Para que elas laçam? Exato. E a questão é essa, quando conquistiza o apoio vem imediatamente por e abaixo. E portanto, o paradoxo mantém-se, ou seja, as pessoas tão descontentes com a desigualdade, antes de oferece opções para diminuição da desigualdade, isto relativamente só o rendimento. Ao posição, vamos à riqueza, onde a desigualdade, efetivamente, é mais latente e mais óbvia do que o rendimento ao rendimento. E aí, o problema é duplo. Temos um problema de dificuldades práticas e temos um problema de apoio público. Vou começar para o apoio público, tem a ver com a questão, precisamente, que estamos a falar agora do IRS. Por razões que discutiremos quando falamos do prático, o imposto mais fácil sobre a riqueza é o imposto de saberanças. Por que? Mas queria perguntar aquela expressão. Por que? Absolu-me-reo. É um momento singular no tempo, que é fácil captar em termos de ocorrência de dados, há um certidão de óbito, há um objetivo registro do óbito aquela pessoa e, portanto, é mais fácil tenda essa informação captar a riqueza nesse momento da transferência, do que captá-la quando é mais abstrata e pode se mover. E aí, os problemas práticos do imposto sobre a riqueza. Portanto, imposto saberanças, em princípio, é o imposto mais fácil para atacar o problema de desigualdade da riqueza e a distribuição da riqueza. Se olharmos os dados, são claramente os imposto mais odiados de tempo. Obviamente que não temos os imposto sobre barba 2. Exato, sim. Nem temos. Nem temos os imposto sobre a visibilidade dos 6 das mulheres. Mas não os insedem esse imposto. E este é o imposto normal que exista mais odiados. Eu lembro. Eu já tivemos discussões sobre esse imposto. Foi um tema falado aqui no "Costinho Graus" algumas vezes e gera-se sempre uma. Por que é o imposto do ponto de vista filosófico, o imposto sobre eranças, poderia unir, digamos, pessoas de esquerda, barra progressistas e liberais. Conservadores percebem-se por razões e evidentes [MÚSICA DE FUNDO] Não, percebesse que é o imposto que faz alguma com missão, mas tanto alguém de esquerda, como o liberal consegue enviar, a pessoa de esquerda seria a favor deste imposto. E no imposto sobre o rendimento redistributivo, o liberal se calhar provavelmente menos a favor do imposto redistributivo rendimento, mas o imposto sobre irança é algo que é amigo do evado social. E do mérito? E do mérito, exatamente. No entanto, na prática é muito difícil conseguir apoiar este imposto, né? E tu tens essas experiências nas alas também, né? Tenha essas experiências nas alas e tenho essa experiência no projeto. Mas o projeto, que é científico. No projeto fazíamos essa pergunta, o projeto sobre a tributação e as igualdades, estava dividido, era um questionário e estava dividido em várias partes. E dividimos a pergunta sobre a prestação de desigualdade, a pergunta sobre os imposto sobre a riqueza. E portanto, havia uma seção do questionário em que tinha a pergunta, o que as pessoas sentem relativamente a nível de desigualdade, tão descontentes, tão descontentes, não é exatamente posto assim, mas era essa essência da questão. E depois, mais tarde, nota a seção do questionário, perguntava se havia apoio relativamente a um imposto sobre a rica, se se aplicava no seu país? Se sim, se era apoiado, ou se não se tinha sido abolido, ou se não era aprovado, porque havia falta apoio. E foi uma das áreas mais unanimos do todo o questionário, ou seja, o nanomidade, que estão descontentes com a riqueza, com a desigualdade da riqueza, todos os países disseram que as pessoas estão descontentes com a desigualdade da riqueza, e quase todos os países, eu acho que foram, ao mesmo todos, disseram que ninguém gosta de imposto soberanças. Ninguém gosta, não é assim, de 55%, ninguém gosta assim, na cada dos 75, 78, 80%, ninguém gosta. E onde foi abolido, tinha sido abolido, porque as pessoas não gostavam. Inclusive, é que em Portugal foi abolido em 2003 ou 2004. E quando olhamos para a distinção entre 1990 e 2020, quem é que tem imposto, são as eranças, vemos que não só há um declínio enorme no número de países que têm impostos sobre as eranças. Portanto, a quantidade de países num meu grupo de 33, que têm imposto soberanças, é muito menor do que em 1990, mas, mesmo os que têm em estes impostos, a número de exceções dentro do eduzango do imposto tem vindo aumentar, portanto a base do imposto é menor. E como é que com quais são as eranções mais comuns? As eranções mais comuns são a isenção relativamente atinentes direitos, a isenção relativamente a duasções feitas 7 anos antes da morte, e a isenção relativamente é um limiar de partir de quando é que paga o imposto. E todas essas exceções têm em vindo aumentar. Moral da história. Hoje, na Europa, é onde nesses três três só paga imposto soberanças, quem? Quê quer? Não, basicamente quem, deixa a erança não tendo cê nentes, deixa o primo mais de meio milhão de euros, e não se lembrou de fazer uma doença em 7 anos antes. Portanto, quando vê as estatísticas em termos de, quant é que é coletado neste imposto, é muito pequeno, em todos os países, nos países que são anormais. Nesse sentido, que são uma gestão fora da norma, que são a gestão a este grupo, que é o caso de Ingaterra, que tem um imposto altíssimo soberanças, que tem um limiar elevado de cerca de 400 mil euros por erro, mas tem uma atribuição muito elevada de 35%. As pessoas estão serem embora, acho que são o mesmo problema do imposto sobre o capital do imposto soberanças, porque o imposto é o problema do imposto sobre o estresse da interpretação da riqueza, ou se o imposto sobre as eranças é um imposto sobre a riqueza, mas. Mas na transmissão. Mas na transmissão, exatamente, mas no fundo é a mesma coisa, né? Mas há mais. Portanto, essa espéta é um aspecto prático que é modificulado dos impostos sobre a riqueza no geral, não é que as pessoas fogem de Deus e, relativamente, mais fácil fugir deles, até porque são ocorrer em um período do tempo, pelo menos este ocorre em um período do tempo do que os imposto sobre o rendimento, mas este imposto sobre as eranças tem algo mais peculiar, e essa é a tua experiência nas aulas, que é quase como se fiz essa comissão na nossa natureza humana, não é, nós instintivamente. Nós tenhamos esses dados, temos do projeto, esses dados objetivos, e eu nas minhas alas tento perceber o porquê que esses dados são começando porque lá está, é um paradoxo, se as suas estão com descontentes com a desigualdade, porque é que há tanta uma posição tão arregada, tão intensa sobre este imposto, e a minha experiência é, eu digo, perguntar os alunos, sem desdar qualquer informação, primeiro, eu pergunto se acham que a desigualdade sobre a riqueza é problemática e se o sistema tributário devia lidar com isso. E eles na sua maioria dizem que sim, há sempre alguns que acham que não, mas na sua maioria, porque filosóficamente descoartam da ideia, mas a maioria diz que sim, e depois a minha pergunta é sequinte e assim, então, e deveríamos ter um imposto sobre as eranças e, novamente, é um silêncio total, porque eles têm a perceção suficiente para saber que é uma contradição, mas não gostam do imposto sobre as eranças, e por tanto ficam ali sem saber o que dizia, pois eu tenho que se picaçar e dizer, então, mas digam lá, não gostam, pois há sempre alguém com mais coragem, e não, eu pessoalmente sou contrário, então e os outros que acham, ou silêncio, ou começam a aparecer umas outras vozes, também dizer que não querem imposto saberanças, e eu digo que eles então, mas este é o melhor imposto que há, é o mais fácil, dentro da dificuldade que é tributar a riqueza, é o mais fácil para tributar a riqueza, se vocês estão descontentos, quando diz igualdade sobre a riqueza, porque não querem o imposto, e depois há sempre alguém que há, ah, rapente lembrasse de uma razão, e diz assim, porque é do patritoção, ao que eu respondo, também o iva, exatamente, é o iva, porque o iva é um imposto sobre o nosso rendimento líquido, cada vez que vamos às compras, só temos o líquido e pagamos iva, portanto, o iva é do patritoção e eu não vejo ninguém a não ser, tipo, pessoas mesmo, mesmo, mesmo, mesmo limites, nas franjas da cidade, a dizer que não querem imposto nenhum sobre o consumo, portanto, tem que ser outra coisa qualquer, ninguém se avuntaria, portanto, há um instinto imediato contra o imposto, e quando se peda para racionalizar, fazem aquilo que em psicologia se conhece que Moor-Vere-Driesne, vão à procura de uma razão, para justificar o seu instinto, e vão de encontro, obviamente há do patritoção, que é, mas óbvia, ah, já foi tributado, mas acontecem muitas vezes no sistema, no sistema tributário, e nós não refilamos, se investigar um pouco mais, e foi o que eu fiz com o projeto, o que é que está em causa, está em causa que a tributação sobre as eranças viola um princípio básico conhecido em sociologia com o princípio da família, e esse princípio da família em sociologia diz que nós temos tendência a ver a família com uma unidade, e portanto, muitas vezes nós fazemos coisas em prol da unidade, ou seja, isto é incentivo para qualquer um de nós, nós trabalhamos para os nossos filhos, e eu posso não atingir isto, mas os meus filhos vão atingir, e portanto, como vemos isso, tudo que nós ganhamos é pensar que os nossos filhos vão ficar melhor do que nós, quando impomos, o imposto sobre as eranças, estamos a fazer a violação do princípio, estamos em por uma barreira nessa unidade, estamos a fazer a divisão, e é o estado ai me escuir-se, nesse núcleo mais. Exatamente, é o estado que estava em por a divisão, nessa unidade familiar, está a viser, não, são pessoas distintas, fez por filho, não é interessa, há uma transferência, o filho tem que pagar, e eu tenho este conflito, eu percebes este instinto, porque eu tenho este conflito anterior, eu enquanto a professora de Direito Fiscal, e especialista em política fiscal, sei, objetivamente, com o imposto sobre as eranças, é a melhor forma de atingir a igualdade, ao combater a desigualdade da riqueza, se devíamos fazer isso ou não, obviamente dependem das preferences políticas das pessoas, isso é outra questão, mas partindo o princípio de que a grande maioria do coração quer, então, este é o melhor instrumento, objetivamente é isso aqui, é nível pessoal, como mãe, se me perguntarem, preferem um imposto sobre a riqueza, sobre as eranças, ou preferir pagar 100% mais de R-S, eu digo já que prefiro pagar 100% mais de R-S, e, portanto, o facto de instar aquela questão que estamos a falar de pouca contextualização, quando nós nos contextualizamos dos nossos viesas, temos essa objetividade para fazer essa distinção, e eu consigo, porque tenho essa conselição, com si faz a distinção. Eu penso isto enquanto indivíduo, mas isto não quer dizer que seja a melhor política fiscal, só porque para mim, como indivíduo, é melhor. E isto, neste ano, nas alas deste ano, por acaso tive um exemplo clássico disso. Eu tive a fazer essa pergunta normal que faço todos os anos, mas quando vai a resposta, uma das minhas alunas, a Venturos. A Venturos se disse "eu pessoalmente sou favor do imposto sobre a riqueza", e eu disse "maravilha". E para riqueza hoje? Não, peranças, perdão. E eu imediatamente pensei "maravilha", finalmente alguém que se voluntaria e vai ter mais material para os próximos anos. E disse-lhe "ah sim, então por quê?" Digamos lá porque a maioria das pessoas há uma grande oposição, este imposto os seus colegas são todos silenciosos, óleo, é você que vai ter que vender um imposto. E ele olhou para mim e disse-me assim "bem, pessoalmente com uma pessoa que não vai receber a erença nenhuma, e eu disse "ah, isso está!" Claro! E eu disse "peri!" É a sensação confirmar a regra no fundo, não é? Não, não. Era claríssimo. E ela, próprio, quando disse "spirit", ela ficou parada e disse assim, pois é, não disse que não era a portuguesa, pois disse "alright", teve imediatamente a consensualização de que ela estrava em pôr a superferência pessoal na política fiscal, fez, não conseguiu fazer a distinção entre o viejo cognitivo e a posição objetivamente racional política, e mostrou os dois. E quando não fez a distinção, a preferência pessoal imediatamente se manifestou na opção de política fiscal, que eu sou favor, porque eu não vou errar nada. Isso. E o suspeito no caso dela, que se fosse feita mesmo a pergunta daqui a, sei lá, 10 anos, em que ela já estivesse a ganhar e, por isso, ela estivesse aí, pode se deixar uma erença aos filhos já fosse visível em fitor, não convidou que tinha essa pessoa em causa, não é? Mas acho que, acho que não é descapido a pessoa pensar isto, ela já teria uma, o instinto já seria diferente, porque precisamente, o que ela imaginaria já não era a erença vindo dos pais, mas era a erença que podia deixar uns filhos. Exatamente. E mais, nota-se essa diferença em termos de idade nos alunos, que não só nas erenças mesmo na progressividade do IAR-RES, do nosso equivalente, no imposto sobre o reenimento, que é, quanto mais velho dos alunos são, isso já estão a trabalhar, mas a vez se chão. Claro, claro. Neste ano, tinha uma aluna que era da Nigeria, e já tinha estado muitos anos, já tinha trabalhado, já estava a trabalhar no esquiro de advogados há dez anos, e veio para o Reino Unido fazer o mestrado, e depois ia voltar para o esquiro de advogados. Essas pessoas são muito mais, a vezes, este tipo de imposto. Mesmo no impo, no IAR-RES, quando os outros alunos estavam a dizer "a itála", ela imediatamente disse que era contra. E eu disse "mas peças de rua estará a fazer a pergunta, mas ganha isso agora ainda não", e eu disse "lheira, a chave da resposta é o ainda, ainda não, mas como está com perspectivas de chegar a este nível de rendimento, portanto, nos guardaram advogados em que tende as anos, daqui a cinco anos, fica soci, ou daqui a sete anos fica soci, e fica a ganhar rios de dinheiro, imediatamente é a oposta a essas medidas, portanto. Isto é uma dificuldade que temos, obviamente, e as pessoas ativistas, pesçamento de esquerda de direlhão isto, não só temos um problema de lobby, obviamente, vão dizer "a, está uns lobby's das pessoas mais ricas, etc., por isso não temos este imposto", e obviamente que é lobby, sem ser inovida, e agora, por exemplo, nos Estados Unidos, vê se se lobby em força, relativamente, a força que tem, a tecnologia como se está a chamar agora, não é, a tecnologia que está a viver um pouco nos Estados Unidos, das pessoas mais ricas que receiam os techbrows. Portanto, há o ouvimento que lobby, mas a verdade é que se deforme-nos nestes com nós que próprios não é um problema só de lobby, é um problema de que as pessoas não querem, não é os techbrows ou os muito ricos, é as pessoas, hein, geral? É da nutraza humana. É da nutraza humana. Portanto, vamos aos impostos, então, sobre o riqueiro específico, esses criam um problema prático e de design, que é, em abstrato, quer tributar a riqueza ótimo, as pessoas dizem que sim, mas depois, há dificuldade no design, ou seja, se tem uma base largada, apém a pessoas que vão ser opostas, ou em posto, porque eu não ganho assim tanto, ou não tenho assim tanto de riqueza, e só tenho uma casa boa, de um milhão de euros, ou de um milhão e meia de euros, mas, não, isso o rico, se tem uma base mais restrita em que só apém a mesmo zero ponto, zero ponto de um por cento, essas pessoas são as mais movas do mundo. Exato. Portanto, o que se passe é, optamos pela base largada e não consegue passar a lei, porque as pessoas acham que não são tantas ricas que começam, efetivamente, ou se vai para a restrita, o que acontece é a risca, não só a perder a receita do impostor riqueza sobre essas pessoas, mas perto dos outros impostos, e isso é que é mais importante, ou seja. Se as pessoas se movem por causa do impostor riqueza, e nós aliás estamos a ter um inenomadado objetivos, porque está acontecendo neste momento, mas estamos a ter uma experiência, que provavelmente aqui há cinco anos, vai ser uma experiência muito valiosa em termos empílicos, que é o exo do que está a acontecer no Reino Unido neste momento, que tem a ver com o imposto de saberâncias, com a ameaça de imposto sobre riqueza, porque nem nem sequer aconteceu. Portanto, com a ameaça de imposto sobre riqueza, com a ameaça do imposto de subceída de riqueza, quando foi enunciado a um imposto sobre isso que era possível a um imposto sobre ser de riqueza, e minhar as pessoas se irão antes de ter anoça. O R.F. é enunciar, não é o imposto dessa. Obviamente, é que não lembra a ninguém. A questão é lembra a quem está só a fazer um sinal, o que se quer que se passou aqui. Queriam fazer um sinal de virtude, de dizer "ah, nós vamos ser aqueles que vamos ser sim por um imposto", e há que um conflito entre fazer um sinal de virtude à base eleitoral do partido, que queriam dizer "ah, as pessoas do partido, não se preocupem que nós vamos tributar os ricos". Claro, claro. E o problema, prático que se dizemos isso, as pessoas vão se pedir "mora", e, portanto, quando entrou em conflito, optaram por mandar um sinal às pessoas ao eleitorado do partido, de que eu, infetivamente, tributaram os ricos, e o que aconteceu foi que as pessoas foram embora. E o imposto, nisso, quer que foi provado, mas, entretanto, já se tinham começado a ir embora. E não volto tão fácil mesmo. E não volto, porque uma vez, fazendo, depois de uma questão de paz, dependa-se, uma vez, fazendo todas as. e de Lossa Virgin, uma vez, fazendo o investimento para sair. Sim. Não vai voltar atrás. É que eu estou daí estresos, né, depois o imposto, depois de uma hora de tempo voltar ao nível. Ah, sim, claro. É, só para explicar que, talvez, isto não seja interpretivo, é que a questão que não perdeu só o imposto sobre a riqueza, quando essas pessoas vão embora, perde, em imposto sobre o consumo, porque as pessoas com mais dinheiro são as que mais consomem, e, perde, em imposto sobre o rendimento, de ingéria-se, porque essas pessoas canham mais. Ora, se esses impostos são os maiores que têm nesse país, que são os coletamais, os coletamais receita, qualquer baixa nesses impostos, é imensamente pronunática. E se tiver um sistema progressivo, como é o nosso e a reais, e como é o sistema fiscal inglês, esse problema é muito agravado, porque, se as pessoas que pagam mais são precisamente aquela estupo do rendimento, e são as que se vão embora, o buraco na receita, é imenso. Aqui há uns anos, fiz um peper muito curto com uma colega italiana, mas que também está bem-vive radicada no Reino Unido, em que fizemos o cálculo com base nos dados do Reino Unido, quantas pessoas é que precisam de se mudar para se ser problemático. Em termos de receita, ao nível só de imposto sobre o rendimento, nem estamos a falar sobre o revivo, em posto só sobre o rendimento, 140 mil, basta 140 mil pessoas mudarem para ver um buraco de bilhões de libras. Sendo de 40 mil, mas em que se calão do rendimento? No topo. Por favor, claro. Sendo de 40 mil? Sendo de 40 mil específicas, claro, mas são essas precisamente que se movem. Claro, é certo. Portanto, num sistema altamente progressivo, a mobilidade que é sempre maior, e lá está também uma coisa da leitatura da criminologia, a mobilidade aumenta com o rendimento. Portanto, o rendimento não só o rendimento do país, como o rendimento pessoal. Claro. É uma questão de dupla. Já de privado? Sim, já de privado. E não só. E não só o tipo de passeaporte que tem, portanto, a mobilidade aumenta com o nível de rendimento. Portanto, se há uma grande mobilidade, é sempre as pessoas estão no topo. E portanto, se são as pessoas no topo, são aquelas que pagam mais imposto sobre o rendimento, se são as que compram mais coisas e que pagam mais ives, são as que compram mais álcool e pagam mais imposto sobre o álcool, etc., etc., portanto. Desenhar o imposto sobre a riqueza que seja aceitável para a população em geral e que não seja associativo ao desistar as pessoas mais ricas do país, é muito difícil. Portanto, atingir a ciclíbril entre não há oposição da população em geral porque o nível é tão elevado que a população em geral não tem a edição de laxar. Mas ao mesmo tempo, não assustar essas pessoas, passarem embora, é muito difícil. Portanto, a questão é esta, este parado ao oxo, que estamos a falar, está tudo descontente com a desigualdade da riqueza, mas os instrumentos que temos, ou não são bons, ou ninguém os quer. E provavelmente precisamos de uma coisa mais hostil do tal modelo nórdico, é que você não vai se ter uma textação tão progressiva assim, então é de ter bons mecanismos lástados, outro lado de bons subsídios e bons serviços públicos. Sim, mas com das caveats, número 1, mesmo os países nórdicos já se nota um descontentamento com a desigualdade da riqueza. Há um crescimento no estudo e isso é patente também, que está a aumentar, não do rendimento, mas de de riqueza. E o 2º caveat é aquilo que estamos a falar a pouco, é que o bolo pode aumentar, mas as pessoas continuam descontentes só a desigualdade. E como lidar com isso, é muito difícil, e as consequências são graves, não é. - E são a todos os. - Sim, mas eu não estava a dizer que era o ideal, agora aprendimento não é muito descoível. Não, é, isso é verdade, mas lá está o problema, como é que nós vamos fazer isto? Como é que vamos fazer a quadradura do círculo, não é? Como é que vamos fazer com que as pessoas se sintam mais satisfeitas e menos descontentes com a desigualdade, quando pedem que os riquezas não mais tributados, mas depois quando ofrecemos soluções ou as únicas disequíveis, que é o imposto sobre as circuncidas, dizem "ah, mas é isso não". - E então portanto. - O mesmo que digam esse sim, depois não é fácil cobrar-lo, né? - Pois, porque estava a dizer. - Por que basicamente para ser sim, tem que ter essas disenções todo. Tem que ter a disenção sobre as debações, tem que ter a disenção sobre os filhos, porque os filhos é que não, ninguém, nos filhos ninguém pode tocar, ou nos pusa. - Pois, pois, pois, pois. - Portanto, só com estas disenções é que passa. - Passar com essas disenções não vai afetar. É que afeta as hermeiros nos países, em que mentiveram. Portanto, não é só. - Sim, não está por pouco. - Não afeta nada, mobilidade. - Sim, sim. - Tem efeitos heres sobre desigualdade. - É muito baixinho, sim, sim. Portanto, se não tem efeitos sobre a desigualdade da riqueza, o que é que nós já não vamos aqui fazer? - É, fazer sinalização que temos um imposto que. - Sim. - Isto é uma coisa, talvez assim, um carinho mais à parte, mas. Isto é uma coisa que tem impacto em geral na política fiscal, que é. Nós queremos políticas que resultem, ou queremos políticas que nos façam. - Sentir bem, sim. - Não é só sentir bem, que os outros pensem bem de nós, que nos façam. para ser bem. Essa dichotomia é muito real em algumas situações, e esta é uma delas. Queremos sentir-nos bem dizendo que vamos tributar os mais ricos, etc., etc., ou queremos políticas efetivamente que resultem relativamente à desigualdade. Quando eu digo, relativamente, a taxa do Iva, que taxas reduzidas não resultam, e que se queremos ajudar as pessoas de rendimentos mais baixos, com mais dificuldades socio-economicas, que devemos fazer transferências diretas ou isentá-las só, elas e não pessoas como eu. Não podemos tributar os alimentos, mas não podemos, porque é uma aversão, não é? É severada, as pessoas não dizem, tem uma aversão, mas é parecendo. Mas os importantes são engraçados. - É uma frase que parece mal. - Esta é uma área em que as nossas intuíções, os nossos instintos, muitas vezes, nos traz, não é? Sim. - O sistema fiscal, porque é desenhado numa democracia, está desenhado como a série de aspectos irrados, ao que pediram ser melhor, porque. Por que o contrário faria a comissão a natureza humana, a história do Iva, há uma espécie de consciência técnico que não faz sentido ter. E faz zero e não faz sentido ter os vários níveis divas, e que não é totalitoralmente muito difícil. - É quase impossível. - Parece uma coisa bondosa, não é? - Não é, parece uma coisa bondosa. Os países que tentaram têm entrointificuldades. O exemplo assim, mais recente de grandes dificuldades, foi o reforma da Colombia há cerca de dois anos atrás, em que literalmente pessoas que vieram de pás ruas, que é macarros e etc., porque o governo propôs uma abolição das taxas reduzidas com a comissão para os mais pobres. E as pessoas não percebem, e não perceberam como foram pás ruas que querem interpretar a comida, e este governo quer interpretar a comida. Portanto, o que aconteceu no fim da mesa de protestos, etc., o governo aboliu a parte da legislação, retirou a parte da legislação da proposta de legislativa, que introduzia a taxa única, mas ficou a compensação pós mais pobres. Portanto, neste momento da Colombia, tenho um gasto superior porque não só está a dar compensação mais palmas, mas está a andar com compensação, o imposto que não existe. - Você não conhecia essa história? - Portanto, é uma coisa, e não é o caso único. Portanto, os Colombians já deviam ter ouvido, porque isto aconteceu em vários países da América Latina há longo dos anos, não, com a gravidade da Colombia, onde os protestos foram alargaríssimos, mas há vários países na América Latina que tentaram fazer reformas deiva, e que passou a compensação, mas não passou a taxa única. E, portanto, neste momento, há, não sei, cinco, seis países na América Latina, em que têm gastos os os lados, têm gasto porque dá a compensação para um imposto que não existe. Sendo que oiva, nós já falamos muito oiva, mas, pelo menor, mas de todos os imposto, é talvez o mais fácil de cobrar, do ponto de vista, de tudo tanto do lado prático, como dá a citação das pessoas, como é cobrada as pinguinhas, nas pessoas não mais dispostas. Se não for a fatura do mecânico, que faz aquela fatídica pergunta do como se é preciso ou não fatura, se for um café não é, se for um café, você não empessa estar a pagariva, né? A ideia que eu tenho é que eu imposto que as pessoas protestam mesmo, por exemplo, o imposto que é muito popular, em Portugal é o IMI, não é o imposto com peso grande, mas como é o imposto que surge uma vez por ano. É um imposto aqui lá, um imposto sobre o capital, né? É um imposto sobre o patrimônio, é um imposto que surge uma vez por ano, agora já pode ter o que quando é bicho direto, mas estar dissonamento as pessoas tinham de ir pagar. E se esse é péssimo, quando tem que pagar diretamente. E isso também é pior, pode haver bom imposto. É assim, é questão, é. E isso aqui há a ter, que não é parva, está a ser para sugerir a pessoa por que o condomitireto, né? E há a ter, faz outra coisa, com o IRIAS, que não sei se as pessoas têm consciencialização disso, que a coleta, na retenção da fonte, é sempre um bocadinho mais. Exatamente. Porque por duas razões, número 1, porque de lá mais cash flow, né? Portanto, tem mais dinheiro. Tem mais dinheiro da Estado, mas a segunda razão é precisamente essa, é que toda a gente fica contente quando recebe dinheiro de volta. Exatamente. Aliás, o governo altruiça certas autoridades para testar o imenso quando o IFAIT líquido é exatamente o mesmo. Eu vou receber dinheiro de volta, é tipo uma pupança. Exatamente, é um bom necessário. É um bom necessário. Portanto, essa forma de coletar, isso é uma coisa interessante, porque durante muitos anos, os economistas achavam que a forma de coletar não fazia diferença. Porque o resultado líquido faz igual. É um modelo de agente racional. Sim, que duro agente racional, exatamente. Isso é, nós estamos todos racionais, nós estamos a fazer cálculos de cabeça, de que é como é que pagamos menos e como é que pagamos mais. E, portanto, a forma de coletar fazia diferença zero. E, portanto, eram a política de escala, era feita por economistas e juristas. Sem preocupação nenhuma com pessoas especializadas em administração tributária. Hoje essa visão está claramente ultrapassada. A forma de coletar em postos e a organização da administração tributária, a forma que o imposto é coletado, ou como as multas são feitas, ou como as pessoas são contactada. Tudo isso tem impacto no desenho do próprio imposto. Portanto, hoje, já sabe-se que, apesar de não acontecer sempre, o triumvirato ideal para fazer política fiscal é economistas, juristas e as pessoas especialistas em administração tributária. Portanto, esse é o triumvirato ideal. O que acontece muitas vezes em vários países? É, os economistas desenham a política fiscal, depois vão falar com os juristas, só depois. Para contar-se, isto é viável, ou não. E, depois, é seguir impõe isto sob a administração tributária. Portanto, este é o caminho que não é virtuoso. Este é o círculo de vício, pois as coisas corremão, porque ou não dá para escrever a lei, ou não dá para funcionar no país. Portanto, o triumvirato ideal é três pessoas, obviamente, que são três pessoas, e este é a muntáforo. Pessoas, destas três áreas, juntas e dizer, o que que funciona, o que que podemos fazer, e o que é isso que o hível, na prática. E, depois, o resultado é a política fiscal. que é, e eu digo isto muitas vezes, muitas vezes, às meus alunos, tenho o benefício. Aqui em Portugal também já está a começar a acontecer, mas há cerca dez anos atrás, e é para uma faculdade de direito, e era todo português. Havia algumas pessoas, talvez, de alguns países de expressão portuguesa, a dangol, ou de cabverde, da Guiné, para algum brasileiro, mas era pontual. Hoje sei que, nas alas de faculdades, há pessoas de várias nacionalidades. Mas eu, felizmente, no Reino Unido, sempre fui exposta a seu redade, sento o Reino Unido, pensamente, em mestrado, mas, mesmo, na licenciatura, mas em mestrado são, literalmente, pessoas de todo o mundo. E, efetivamente, o que se vê é que, na prática, isto não é o que acontece. Por tanto, não são pessoas todas juntas a fazer política fiscal. E, por tanto, fazer as coisas corremal. Vai se buscar ideias que são completamente indescoíveis, ou vai se buscar ideias que não se consegues de escrever-se que é na lei. O exemplo que muitas vezes hoje nos alunzei, quem é que consegue me definir um robô? Imposto sobre o robô. Então, define-me lá um robô. A máquina de Lavá-loiça é robô, a máquina de Lavá-ropa. Ah, mas tem que ser algo, não sei o que vêm a substituir, o trabalho manual, o trabalho manual, mas está pensando em que é que é agora. Porque, antigamente, a violabadeiras. Aí, também, quando vieram as máquinas de Lavá-ro, as Lavá-ropas ficaram sempre. Por tanto, isso conta, por um imposto sobre o robôs, ou tem que ter olhos e abraços para nós acharmos que é um robô, tipo o de nossa infância, do Star Wars. E, depois acabamos com coisas com uma história das janelas, né? Não é, senão a lei é muito específica. Exatamente. Portanto, a questão é. Tem que ser executável tanto o ponto de vista jurídico, como o ponto de vista de prático, e, portanto, para fazer boa política fiscal, tem que ser localizado para aquele país, para aquelas circunstâncias. Aquilo país tem uma tradição jurídica que permite fazer isto, ou tem uma situação, por exemplo, um sistema federal. Tem mensagens, implicações para oito que é investigado. Claro, claro. E, depois, é executável ao nível de administração, ou não? É administrada digitalizada ou não está? Há muita informalidade ou não há? Tem uma abração tributária com grande capacidade ou não tem? Tudo isso tem implicações para a política fiscal ótima. Portanto, esta ideia que muitas vezes é propagada e muitas vezes, para alguns economistas mais da velha guarda, que há uma política fiscal ótima, não há uma política fiscal ótima naquele momento para aquele país. Tem que encontrar circunstâncias que aquele país vive naquele momento. Não há uma política fiscal ótima que seja igual para todos os lados. Tem que ser adaptada. Há circunstâncias de um momento e há circunstâncias social culturais e, mesmo de tradição jurídica e de governança daquele país. Com essa vai outro longo, então, vamos terminar. Eu tenho aqui muitos de coisas que eu não desguei a perguntar do imposto para ter. Eu vou desger ouvintes. O José Maria enviou uma lista com potenciais perguntas. E eu respondi-lhe, esta lista é muito longa. É sempre muito longa, na verdade é sempre muito longa. Foi só fazer aqui uma parte antes de fazermos, talvez essa última pergunta. É que as pessoas acham que o sistema fiscal é folhas de excel e contas. Na verdade, os impostos e o sistema fiscal é uma coisa absolutamente fascinante. Não tem nada a ver com o ser chato. Acho que a perceberam isso, né? Sim, mas é uma coisa tão fundamental para nossa existência, como sociedade. Que eu acho que devia todas as pessoas deviam se interessar por este tema. Porque tem aplicações para tudo. Está preocupado com a saúde, tem aplicações para isso. Está preocupado com a educação, tem aplicação. Está preocupado com o ambiente, nem falamos das questões do ambiente. Não falamos de impostos regulatórios. Os impostos regulatórios que são uma coisa geríssima. Como não me diga? Como não me diga. Antes, partes de nossa sociedade que nós pedimos de interessar, se tem interessado nisso, tem que estar interessado em impostos. Por que o imposto é um pressuposto para todos os seus objetivos. Não conseguem antigir nenhum de seus objetivos, se não olhar para o sistema fiscal. Portanto, no fundo as perguntas são tantas. O panopla de questões é tantas. Por que no fundo estamos a fazer perguntas para a pessoa da sociedade inteira. Exato. Portanto, o sistema fiscal é literalmente sobretudo. Sobre quem nós somos como pessoas, somos quem nós somos como sociedade. Portanto, como indivíduos, mas ao nível social também. E da forma que queremos viver em conjunto. E, portanto, quando pensa nesses termos, é natural que há muitas perguntas, porque influencia tudo. E não é mesmo, é mesmo. E aí, se tem impacto sobretudo e não se quantos tipos de impostos diferentes, e que interagem. Deixámos aqui uma série de coisas de fora. Deixá-me terminar como uma pergunta. Também para quem não está ouvido sair daqui como uma coisa mais concreta. Nós fomos falando aqui ali do sistema fiscal português, mas não falamos especificamente sobre o sistema fiscal português. Se tu pudesse, estivesse uma verinha mágica, não estivesse, tomar uma decisão para melhorar o sistema fiscal português qual seria? Reforma doiva. Tirar as várias taxas. Fazer um nível irreversivo. Sim, taxa única, compensação. Não precisa ser só pós mais pós. Pode ser compensação de 70% da população. Se quisermos. Ou seja, as pessoas pagam um nível completo e depois são compensadas, mas há posteriori. Há posteriori. Não são apresteriores. É no momento em que paga. No momento em que paga. Mas dependendo do rendimento. Sim, dependendo do rendimento. Portanto, o vai apagar, o normal, o retardista não sabe, mas, em tempo real, o dinheiro está a ser devolvido para si. Então, agora deixe-me fazer uma pergunta relacionada com este. Eu fiz há um ano, na verdade, um evento ao vivo. Era um coletecinho grosso ao vivo. Deci de fazer uma coisa gira em que foi com quatro pessoas e cada uma levava uma proposta da qual depois tinha de tentar conversar o público. E o Luz H com Raria, que é economista e foi um convidado. Pronto, em que a gente sabe os que é. Eu vou uma proposta muito usada, que era aumentar oiva. Bem, não é preciso dizer que seria passar uma taxa única e aumentar essa taxa única dos atuais 23% para 50%. E acabar o praticamente acabar com o IRES. Então, a ter uma proposta muito usada e o argumento dele era que o IVA é mais fácil de cobrar do que o IRES. Na verdade, nós temos que incentivar a poupança. E, portanto, na verdade, o IVA é o melhor imposto e nós, até devemos ao mental. E, depois, ela está, pode estar. Potser devemos ter medidas para contrabalançar essa regressividade do IVA, medidas depois para contrabalançar e para redistribuir o que cobras a mais no IVA por pizar mais, na menos pessoas com menos rendimento. O que é que a Rita diz sobre isto? Rita especialista em fiscalidade. Neste caso, é mesmo que a Rita conselmidora. Ao concordar do imposto de violência, né? Ao concordar do imposto de violência. Nesta questão, eu concordaria que o Luís consolve a guardas e condua as salva guardas principais. Número, aumentar o peso do IVA sim, mas não abolir completamente o IRES. E a razão pela qual eu não defendo isso, é porque a pressão redistribute de fazer a distribuição só com gastos é muito maior. Portanto, salva alguma coisa. A minha postura nessas coisas da política fiscal é sempre de distribuir os maus pelas aldeias. Serto, sim. Porque se salve uma coisa cor mal, não corre tudo mal. E portanto, acho muito arriscado por toda a pressão sobre o gasto público. Portanto, se eu tivesse a opção preferir distribuir o risco com parte da distribuição nos impostos, parte da distribuição nos gastos. A maioria provavelmente nos gastos, mas deixando alguma coisa na distribuição. Ou seja, subir o IVA, baixar o IRES, mas não ao ponto de eliminar o IRES. Exato. Portanto, com essa, primeiro, com essa salva guarda. Segundo, o control sobre o gasto público tinha que serem ainda maior. Porque temos que fazer uma. Temos que ter a certeza que há efeitos distributivos no gasto. Porque muitas vezes os gastos são sujeitos a pressões políticas. Portanto, temos que ter uma análise objetiva. Explica-las melhor. Ou seja, as prioridades de gastos são definidas muito a vezes politicamente. Enquanto, se tivessemos optá-semos por um sistema, como o nórbico, em que a redistribuição tinha que ser feita toda pela gasto, o control tinha que ser feita relativamente à redistribuição. Ou seja, fazer o critério para a valiação sugesto era bom ou não, não era só de preferência política, mas também tinha que ter uma avaliação objetiva se que ele gasto é bom para entendermos distributivos. Portanto. Consegue estar um exemplo. Por exemplo, podíamos optar por investir mais a pouco, eu falei isto. Da defesa, versa educação. Temos que fazer uma avaliação dos efeitos distributivos. Ah, sim. Que teria que fazer o gasto público na defesa versus o critério. Para que tu podies ter uma redistribuição não muito diferente a que a feita hoje em dia através de imposto sobre o rendimento. Ou seja, em cash. Sim, também podes ter. Mas o sistema tem que estar sempre apoiado no serviço do serviço público. Não pode ser só transferências diretas. Tem que ser sempre universal pela questão que estábamos a falar a pouco da universalidade ou imposto. Deixa-me fazer outra pergunta já agora. Aqui este cara é um acordo. Quero um aproveito que eu tive para te fazer avocado propositíssimo, não chegue a fazer. Tu es, suponiu eu uma pessoa progressista, barrilibrado, ou seja, uma pessoa tendenciamento à favor de me gastar. - E isto não é a primeira vez, a primeira vez que isto me ha perguntado por uma podcast. - Talvez, mas minhas preferências colíticas. - Posso partir da suporto mais ou menos genérico? - Mais ou menos genérico, sim. - Mas a questão é que isso não é um salto assim no desconhecido. Não é um salto que é guardiano, porque a maioria das pessoas que estão numa certa parte da distribuição do rendimento são precisamente isso. Tem visões, progressivas ao nível social e visões mais conservadoras, ou de centristas relativamente tá que só económica. - Exato, exato, exato, exato, exato. - É só para partir da suporto, né? - É imigração, e Portugal é imigração, ter aumentado muitos nos últimos anos, traz um desafio para os impósitos para o Estado social, que é fita mais do que estudado. - Sim, sim, sim. - E que tem que ver com o nome do que se fala da questão da afinidade social, né? - Sim. - Nós temos a nossa presiduição para pagar impostos, depende da nossa confiança, como eles vão ser gastos, e depende também, na parte redistributiva, de como próximos nós nos sentimos das outras pessoas. - Sim. - Por isso é que normalmente construímos no sistema de saúde universal, por exemplo, requer uma certa uniformidade cultural, porque as pessoas sentem que fazem parte da mesma comunidade. É imigração representar que pelo menos no curto prazo, não necessariamente no longo prazo, mas no curto prazo representar que vamos desafio, né? - Sim, sim. - Porque tendrá a fazer os países, tendrá a diminuir esta afinidade social e se calhar a diminuir a propessação das pessoas a pagar impostos. - Claro, mesmo. Não há nada que eu possa dizer que, em termos científicos, que seja oposto ao que eu posso dizer, porque nós estamos mais dispostos a pagar, se as pessoas que nos serem forem iguais a nós, basicamente. - Ou seja, sentimos com iguais a nós. De fazer, talvez, aqui, um caveat. Eu faço muitas vezes campanha e é engraçado, porque as pessoas às vezes não percebem. Eu faço às vezes coisas que digas vezes na brincadeira, publicamento, ou que faço um comentário que parece completamente diferente da minha área da especialidade, mas faço poluntivo que tem a ver em última instância com a fiscalidade. E um desses comentários que muitas vezes faço é relativamente ao facto de sermos todos primos. Nós, objetivamente, somos todos conectados a uns com o outro. Deixandemos num grupo muito, pequeno de pessoas, que saiu de África, hoje não se pensa que a evidência demonstra que não foi só de uma vez que seram d' África, mas que foram seguindo as bocadinhos da África, e que só não espalhando todo mundo. Mas, tipo, somos todos descendentes de cerca de 100 mil pessoas. - E se até se vê na baixa de diversidade genética da nossa espécie? - Sim. - Se formos de descendência europeia, se formos de descendência europeia, temos um avô em comum nos últimos 600 anos. Sempre, matemáticamente, é impossível não termos. Portanto. - É só que todo mundo conhecia sem engraçado. - Depois do autor, é um geneticista que inglesque, que escreve muito sobre essa questão do genoma humano, e sobre a distribuição universal de referência, mas tem livres interessentíssimos. Se achar isso, deixe-se desse tipo de. - Olha, então, tontos. - Tontos. - Vejamos pulsar nos estudos. - Rita, obrigado. - Nada foi um prazer enorme. - Foi uma bela conferência. - Este episódio teve a sona plastia de Hugo Oliveira. - Hoje sei veja outros podcasts em expresso.pt, e acompanhe-me em José MariaPimentele.pt ou nas redes sociais. Até ao próximo episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A desigualdade de riqueza aumentou nas últimas décadas, mas o apoio a impostos sobre a riqueza diminuiu, criando um paradoxo.
  2. O imposto sobre heranças, apesar de ser teoricamente eficaz para reduzir a desigualdade, é profundamente desfavorável na prática devido a resistência cultural e psicológica.
  3. A política fiscal ideal deve considerar não só a eficiência econômica, mas também fatores sociais, culturais e psicológicos, como a aversão ao imposto e a sensação de desigualdade familiar. Pontos principais A desigualdade de riqueza cresceu significativamente nas últimas décadas, especialmente em países como os Estados Unidos e na Europa, mas, apesar disso, há uma redução no apoio público a impostos sobre a riqueza. Essa contradição, conhecida como "paradoxo da desigualdade", mostra que as pessoas estão descontentes com a desigualdade, mas rejeitam soluções diretas como impostos sobre a riqueza ou heranças. A resistência é profundamente arraigada na psicologia humana, especialmente no desejo de proteger a família e os filhos, o que leva a uma rejeição instintiva ao imposto sobre heranças, mesmo quando a maioria reconhece a sua validade filosófica. A experiência da Rita de La Féria com alunos mostra que, quando perguntam sobre o imposto sobre heranças, a maioria responde negativamente sem poder justificar claramente sua posição. O desafio técnico é ainda maior: os impostos sobre riqueza são difíceis de desenhar com base larga e bem definida, pois afetam poucas pessoas, mas a perda de receita se torna crítica se as pessoas mais ricas abandonarem o país. Além disso, em sistemas progressivos, como o britânico ou português, a fuga de rendimentos e de consumos reduz significativamente a receita fiscal. O ideal não é um imposto único sobre riqueza, mas sim uma política fiscal equilibrada, com um aumento do IVA e compensações diretas para quem tem menos rendimento, garantindo que a redistribuição seja efetiva e aceita socialmente. A experiência de países como a Colômbia mostra que reformas de impostos podem gerar grandes protestos, mesmo com boas intenções. A forma como os impostos são cobrados – por exemplo, por retenção na fonte ou em faturas – também tem um impacto direto na aceitação, pois a sensação de receber dinheiro de volta aumenta a disposição a pagar. O sistema fiscal não é apenas uma questão de cálculo, mas de política social que envolve tradições jurídicas, cultura e valores coletivos. Finalmente, a política fiscal ideal não é universal, mas adaptável ao contexto nacional, com equilíbrio entre impostos, transferências diretas e gastos públicos, e com uma gestão transparente para garantir que os benefícios sejam distribuídos de forma justa e aceita.

Summary:

FAQs

As pessoas têm um forte instinto de proteção familiar, que leva a rejeitar impostos sobre a herança, pois associam isso a uma divisão da família. Essa rejeição é mais forte do que a preocupação com a desigualdade em si.

Rita defende aumentar a taxa única do IVA e complementar com compensações diretas às famílias de rendimentos mais baixos, mantendo o IRES como parte da estrutura tributária.

O IVA é mais fácil de cobrar e mais transparente do que impostos sobre o rendimento. A sua progressividade pode ser compensada com transferências diretas para quem tem menos rendimento.

A migração aumenta a diversidade da população, o que reduz o senso de afinidade social e, portanto, diminui a disposição das pessoas para pagar impostos, especialmente no curto prazo.

É o imposto mais fácil de aplicar em termos práticos, pois está ligado a eventos concretos (a morte), e permite captar a riqueza de forma objetiva, sendo, portanto, o mais eficaz para redistribuir riqueza.

Há uma contradição entre a descontentamento com a desigualdade e o medo de perder a relação familiar. A maioria das pessoas rejeita o imposto por razões emocionais, como a proteção dos filhos e da família.

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