Responsabilidade afetiva e autorresponsabilidade (com Nath Salgado)
64m 48s
O episódio discute a diferença entre responsabilidade afetiva e hiper-responsabilidade em relacionamentos. As psicólogas Yasmin Martins e Nathália Salgado explicam que o senso comum confunde esses conceitos, levando a cobranças excessivas e dinâmicas prejudiciais. A hiper-responsabilidade faz com que uma pessoa se sinta totalmente responsável pelos sentimentos e pela cura do outro, criando relações de dependência e culpa. Em contraste, a verdadeira responsabilidade afetiva envolve equilíbrio: reconhecer que as decisões afetam o parceiro, mas sem anular a própria individualidade. As psicólogas destacam que relacionamentos são móveis e as pessoas mudam com o tempo, sendo necessário renovar acordos e não esperar imutabilidade. A famosa frase do Pequeno Príncipe sobre "ser eternamente responsável pelo que cativas" é criticada por ser mal interpretada, muitas vezes usada para justificar relações tóxicas. Também abordam a importância do autocuidado, usando a metáfora da máscara de oxigênio no avião: primeiro é preciso cuidar de si para depois cuidar do outro. Por fim, alertam que relacionamentos não devem ser usados como tratamento para problemas psicológicos; cada um precisa buscar ajuda profissional e assumir sua própria jornada de cura, sem esperar que o parceiro desempenhe múltiplos papéis (terapeuta, amigo, cuidador).
Algumos acreditam que amar é o problema. Bukovsky escreveu que o amor é pra quem aguenta sobre carga psíquica. Mas particularmente prefiro ficar com a visão de Freud que um dia escreveu em uma carta pro Ingu que só o amor salva o ser humano de sua angústia existencial. Cupar o amor é uma forma de refugiar nossos medos em um lugar seguro ou pior. Deixá-los aos cuidados de outra pessoa. Quando na verdade o mais importante olhar com carinho para o que habita o amor. Tanto os outros recursos necessários para a construção de relações verdadeiras e responsáveis. No episódio que há de temporada sobre relacionamentos vamos pensar juntos sobre o que envolve os tão famigerados conceitos, responsabilidade efetiva e alta responsabilidade. Oi, seja bem-vindio ao podcast, David e Vosalta. Meu nome é Yasumi Martins, sou psicóloga e hoje a gente está iniciando uma nova temporada por aqui com o tema relacionamentos. Eu vou falar de vários tipos de relacionamentos como que nossa história é interferida da nossa maneira de se relacionar e de que formas de poder construir relações mais saudáveis com as pessoas ao nosso redor. Para a gente começar o assunto de hoje é responsabilidade efetiva e alta responsabilidade. Um assunto meio polêmico, mas que precisa ser mais porbreendido. E para conversar comigo sobre esse assunto eu trouxe aqui a Nath na talha salgado, que também é psicóloga, que fala muito sobre relacionamento nas redes sociais e que vai participar comigo hoje, desse empate-pate. Você apresenta aí Nath? Oi, gente, tudo bem, quando ela falou, me chamo Nathália, sou psicóloga clínica e assim como a Yas, eu também os agitos sociais para trazer alguns temas sobre psicologia, sobre relações humanas, no geral, mas especialmente sobre relacionamento amorosos. Algumas de afircções, assim, um pouco da minha vida também, acho que é basicamente isso, o resumo aí. Resumabé uma mistura boa de sotaques, a gente tem uma minera e uma carioca. Então, como é uma mistura interessante aqui do sotaques nesse podcast hoje? Posa, é verdade. Bom, eu decidia abrir a temporada, Nath, com esse assunto, responsabilidade afetiva, e a outra responsabilidade, porque eu percebo, no senso comum, como que as pessoas confundem essas duas coisas, como se ter responsabilidade afetiva, pois se basicamente se responsabilizar pelo outro, interamente pelo que ele sente, pelo que ele pensa. E aí, a partir dessa ideia surgem algumas cobranças ou algumas estruturas dinâmicas de relacionamento que podem ser muito motivas. Então, como você também falou muito sobre isso, sobre como é importante a gente estar no relacionamento de um jeito saudável, eu achei bem interessante para a gente debatei sobre esse assunto. Você também vê assim na sua prática, no dia a dia, nos seus atendimentos, como que as pessoas entenderam errado o conceito de responsabilidade afetiva? Cara, totalmente. Quando você me falou qual era o tema desse episódio, eu comecei a pensar sobre isso. Eu percebi que se a gente estiver se conversar um ano e meio atrás, mas eu não sei porque eu não sabe se eu sou formada, vai fazer dois anos agora. Eu trairia ideias totalmente diferentes das ideias que eu vou trazer hoje, porque é impressionante como a nossa prática clínica, vai mudando completamente a maneira como a gente preença. Eu acho que a gente vai andando em contato direto com a visão de mundo das outras pessoas, com as experiências da vida dela, isso acaba fazendo a gente questionar muito as certezas que a gente tinha fazendo questionar muitas ideias. Isso aconteceu principalmente com esse conceito de responsabilidade afetiva, como você falou em polêmico, ele está na moda, já faz alguns anos. Porque se eu se souco na verdade, ele é muito mais complicado, ele é muito mais complexo do que realmente parece, porque em alguns casos, em algumas relações específicas, pode ser muito difícil a gente encontrar esse limite entre uma coisa ou outra, entre responsabilidade afetiva e outra responsabilidade. Eu acho que pode ser uma linha muito tênua, sabe, entre duas coisas. Sim, eu acho que a linha muito tênua e mesmo. E assim, as pessoas vão muito para os excessos, né, na tipói, é uma responsabilidade, um sentido de responsabilidade afetiva, onde o outro tem que ser totalmente responsável por que você sente, ou é uma coisa de "Ah, não quero ter compromisso, não quero levar nada a sério", e aí a pessoa não tem menor consideração pelo seus sentimentos assim, né. E aí é óbvio que as decisões que a gente toma dentro de um relacionamento vão afetar os nossos parceiros, né, querendo não faz parte da nossa rotina, do nosso dia a dia, isso é impossível de não acontecer. Mas eu gostou de falar que todo o relacionamento em que duas pessoas mostram o relacionamento módogâmico, que a gente está falando mais no sentido do relacionamento módogâmico, ou até outras estruturas de relacionamento, mas pensando em relacionamento em duas pessoas, que precisa existir a individualidade e aquela conjuntura onde essas pessoas se encontra. Mas é exatamente nesse eixo do meio que parece que elas se perdem, que elas misturam as coisas, problemas de um, com os problemas do outro, e aí as decisões que teoricamente não deveriam afetar, começam a afetar, e aquelas que deveriam ser convençadas, deveriam ser ajustadas, pulsam convençadas e pulsam registadas. Às vezes o parceiro, a parceira está mais preocupado com o celular, onde a pessoa vai, eu deixe de ir do que com a qualidade do diálogo que se tem na relação, por exemplo. Imagina que você também deixa muito isso no seu dia a dia, né? Cara, com certeza. Pensando em isso que você falou, eu percebo que quando a gente toca nesse assunto de responsabilidade efetiva, dentro de relacionamento mesmo, sempre tem dois lados, dois pontos que a gente segue, que é aquela questão do egoísmo, aquele jogo de ego na gelações, né? Da gente não sei se encerro ali com o sentimento da outra pessoa, mas também a gente também está naquela pálta do contrário, que é a pessoa que é a garantia da reciprocidade, quem tem toda essa cobrança que você está falando. E aí, o que mudou muito a minha cabeça nos últimos tempos, com a prática clínica, né? Como eu disse, é que antes eu acho que eu dá uma resposta muito simplista para isso, sabe, como se, "Ah, basta você fazer acordos, basta você ter um diálogo, uma comunicação, só que, cara, é bizarro, porque não tem, talvez não tenha uma fórmula para você fazer isso da maneira ideal, sempre, porque a relação que você foi em prazer, porque as pessoas elas são muito diferentes, e assim, a questão dos acordos, né, que a gente faz na relação, ela pode se confundir muito como um contrato, essa coisa que eu falei da responsabilidade, um contrato de reciprocidade. E por mais que você passa esses acordos, não basta você seguir aquilo ali, que tudo vai dar certo na relação, esses acordos, esses contados, eles têm que ser renovados. Então, assim, a vida vai acontecer, né? A gente precisa entender a mobilidade das coisas, as pessoas vezes não entendem isso. Tipo, teve uma conversa aqui, pronto, está resolvido, isso aqui não, isso vai mudando. E a muito de pessoa propostou, pode ser que você ficou com alguém aqui, deu tudo certo, a maneira que vocês fizeram o seu diálogo e tal, ficou outra, não, porque as pessoas são muito diferentes, elas têm crianças e valores pessoas muito diferentes. E assim, isso é real mesmo, uma relação mais longa, uma relação que dura o tempo, ela é uma relação de as pessoas tão dispostas assim, reconhecer. Ela se conhece, em ela se reconhece, em ela se reconhece, em ela se reconhece. E aí, essa questão da responsabilidade afetiva, assim, eu escuto muitos relatos na técnica, e também escuto, entre as minhas amigas, nas minhas relações pessoais, relatos de pessoas que falam assim, "Ah, porque eu namorei, o meu namorado mudou, ele já não era mais a mesma pessoa ou que se vença, né?" Conta isso mais do contrário, com uma relação entre homem, mulher, do homem, e com a mané. Que a minha namorada mudou, ela já não é mais a mesma, não gosta das mesmas coisas. E isso acontece, a gente muda mesmo, pô, pensa, você passa a lá um ano com a pessoa. Caraca, em um ano se muda muito, né? A pessoa que você era um ano atrás, não é mesmo, o pessoal que você é hoje. Você passa três, quatro, cinco, seis, sete, oito anos com uma pessoa caramba. Nossa, a pessoa que você começou a namorar, sem limpar mais que quem era, assim. Você não tem mais isso, né? E eu vejo que as pessoas esperam isso, "Ah, você não é mais a pessoa que eu conheci". Eu não sou o pessoal que você conheceu, eu não vou ser, eu não tem jeito, não sei, né? E aí nessa hora que vem muita cobrança, "Ah, você não foi responsável comigo". A gente está juntando muito tempo e agora simplesmente você vai terminar comigo. Como se aquilo fosse algo que fica se marcado e fica se cravado em pedra, tipo? Você está comigo hoje, e são um sinônomo de que você tem que estar comigo por resto da vida do mesmo jeito, da mesma maneira, sem mudar, sem tirar nem pouco. E aí as pessoas esquecem de ser transparentes ou de ser honestas umas com as outras, né? E acabam se machucando uma vez para as outras, assim. Consecuentemente, uma vai machucando a outra. E aí quando você vê, eu falo na clínica, chega num ponto, às vezes, no relacionamento, quando a gente vai fazer uma trapeite casal, por exemplo, que você não sabe que nasceu primeiro ou o "vogalim". Você não sabe se o problema começou.
de desconhecimento ou se eles se dispanheceram por causa das coisas que aconteceram. É tudo misturado, vira tudo uma vagundo de ser mesmo. Eu acho que isso traz muita aquela ideia da responsabilidade afetiva como uma prisão. Você falou até lembrando aquela frase típica, todo mundo repete, tatuva, do pequeno príncipe, tuttotonas, eternamente responsável por tudo aquilo que cativa, que reforça essa ideia de que não se você é cativou alguém, você tem que ficar ali e você responsável por ela. E realmente não é assim que as coisas funcionam, tudo isso sobre essa coisa de você entender a mobilidade das coisas da vida e que eles posicerem novo, mas é realmente uma coisa muito polêmica, porque a gente geralmente fala da pessoa que frustrou a outra, expectativa que não foi responsável, aliás, que não foi responsável com aquela outra pessoa, mas também tem a dor da pessoa que frusta expectativa do outro e que se pode ser muito difícil quando uma pessoa passiva, que vai ser também acontece muito dentro da clínica, de pessoas que não conseguem sair de um relacionamento, porque acham que podem margar a outra, e aí por isso que eu acho que entra numa prisão, dentro dessa santo da responsabilidade afetiva, sabe? Essa frase que é no príncipe polêmica mesmo, as pessoas entenderam ela de um jeito muito perigoso e ela é reproduzida até hoje como se fosse algo extremamente commante. E assim, quando a gente entra num relacionamento da eniteira, está conhecendo a pessoa, a o fleite, o papai de pipi, aquele de rolê todo, geralmente a espera, a expectativa que se tem ali, que a gente constrói sobre aquilo, é que vai ser uma relação de muita doação múltua. Só o que acontece é o que a gente não vê isso acontecendo com muitas pessoas, a gente vê que as pessoas, elas primeiro se preocupam como vai ser o tratamento com o outro do que como elas vão ficar. Elas esquecem daquela coisa da metáfora do avião, o que você primeiro coloca a máscara em si, para depois poder salvar alguém. É impossível eu sem saber nadar, querer te salvar de um fogamento, bem jeito. E o que eu noto é que muitas pessoas já chegam nesses envolvimentos e nesses relacionamentos bem machucadas e ainda querem dar para as pessoas aquilo que elas não têm. E baseado nesse conceito de responsabilidade e efetiva de sensual comum, que a gente vê por aí, é um pediguo ainda maior, porque se dá a ideia de que, "Sing, você tem que dar aqui que você não tem, você tem que dar aqui o que o outro quer que você vê". Isso é responsabilidade e efetiva. Então se confundiu responsabilidade e efetiva com essa demanda proporcional, com essa expectativa real do que a gente consegue dar no relacionamento, já acontece muito das pessoas meio que associarem o valor pessoal delas, a estarem ou não no relacionamento. Com essa coisa da responsabilidade e efetiva, se associou muito também a coisa de uma imagem de ser bom ou ruim, uma pessoa boa, é uma pessoa que tem responsabilidade e efetiva. Uma pessoa ma, é uma pessoa que termina um relacionamento e escolhe não estar próximo. Isso não é que responsabilidade é efetiva. E assim as pessoas seguem se responsabilizando que elas dou eles vão umas das outras e ninguém, e as óbvias propriedô. E fica todo mundo do ecido. É isso que a gente vê. Eu entro em relacionamento com você, você acabou e cida eu também. Aí você pega a minha dor, eu cago a sua e ninguém por as próteses. Mirar uma loucura total. Ai, cara, você falou alguma coisa de ful, pode terminar? Não, não pode continuar. Não, eu ia falar que eu adoro esse tema que você entrou, essa questão da pessoa ser vilã. Eu acho que a gente está muito acostumado a colocar as pessoas dentro dessas caixinhas, a gente não para propensar que todo mundo é vilão na história de alguém. A gente todo mundo já foi babaca, já foi escroto, já foi toxo, e a gente não está preparado para ver isso. A questão que eu percebo muito é a rejeição, é uma coisa muito difícil para se lidar, para qualquer ser humano. A gente não está imune, a gente não está preparado para lidar com a região, para lidar com a rejeição do outro, né, para se margar. Assim como o outro, também não está preparado para lidar com a nossa rejeição. E aí é muito difícil, porque entra até nessa questão da autoresponsabilidade, essa metáfora que você falou do avião, de primeira a gente colocar o nosso ósso de gane, para depois colocar o da outra pessoa, porque assim, a gente não pode jogar tudo, toda nossa pagagem, no qual da outra pessoa, esperar que ela lítica, que o laí da maneira que a gente quer, que a gente acaba fechando muito em nossos olhos para a nossa própria autonomia, sabe? E a gente espera do outro que ele faça por nós, o que a gente deveria fazer, o que a nossa responsabilidade sabe? Exatamente, a gente coloca no outro ali aquele peso, o que a gente deveria fazer e de um cuidado conosco. E é signate, eu sei que nem é fácil, não é fácil a gente trabalhar esta nossa mente, porque isso faz parte de uma estrutura de dinâmicas de relacionamento ao mudar nossa vida. A gente vê muito isso acontecendo nos relacionamentos familiares, por exemplo, de ter ali um relacionamento onde um dos dois sempre entrega, mas que o outro, onde são meio que. Ah, é meio que posta uma pressão de que um cuide do outro, você vai ter que cuidar de mim, muitos aspectos. E isso é passada de antes, como o relacionamento sendo essa válvula de a beleza. Então, para eu ter sucesso na vida, para eu me considerar uma pessoa massa, eu preciso estar em relacionamento, preciso me entregar para um relacionamento e eu preciso de vez em relacionamento com tudo que eu tenho direito. Então, reestruturais, processos, percaça também muitas camadas da nossa história, da nossa personalidade, como que a gente já vivia na nossa família, da que a gente vive no nosso dia a dia, de distrinchar essas relações e pensar, "Poxa, beleza, ah, eu adoro que é a relação dos meus tios, eu adoro que é a relação dos meus pais, eu adoro essas relações, mas será que eu sei tudo sobre elas? Eu vejo que essa parcela, em feitada dessas relações, mas será que, de fato, são relações que eu vou me apagar a esse modelo, falar, "Beleza, esse modelo é o certo, porque, às vezes, o que funciona na minha relação com meu parceiro, funciona na sua relação com seu parceiro. E ainda mais quando a gente fala de gerações, cada geração tem uma dinâmica diferente. Então, a geração dos nossos pais e a forma como eles se relacionam, não necessariamente vai ser um espelho pra gente em muitos momentos. E eu acho que, apesar de a gente estar evoluindo muito, muitos aspectos, a gente ainda tem umas amarras, mas amarras muito fortes em relação a essa forma de relacionar as pessoas. Você entrou em outro assunto que eu gosto muito, que é essa questão familiar, como se foi influenciando a nossa vida. E assim, de fato, eu acho que a primeira noção que a gente tem, do que é a mord, do que é o relacionamento, do que talvez seria um casal, já que a gente está falando muito nessa questão da monogamia também, geralmente subem dos nossos cuidadores, que na maioria das vezes é o nosso espais. Então, a gente pega aquilo ali como um exemplo, mesmo com esse exemplo não é tão bom, não é tão saudável. E a gente meio que reproduzir isso dentro das nossas gerações, o que entra um pouco dentro desse assunto, que eu percebo muito, é que mesmo quando as vezes há uma clareza na intenção da outra pessoa, de assim, eu não quero nada sério com você, eu não tenho como ser lá, atender as suas necessidades emocionais, algumas pessoas escolhem permanecer mesmo assim. E como que se deu isso? Porque aí, essa coisa da responsabilidade afetiva, de a pessoa já deixou claro as intenções dela, e eu continuo criando expectativa na esperança, de que aquilo ali vai mudar em algum momento, sabe? Eu acho que isso pode ter muito a ver com a história de vida da família, também, como você disse. Muito, né? Tem muita ver com a história de vida, e também tem muita ver com o que a gente entendeu, que é se relacionar e ter amor assim, né? Acho que todo mundo já teta cansado de ouvir o termo amor romântico, mas é algo que a gente ainda precisa bater muito na tecla. Porque quando a gente fala sobre se relacionar, tal no amor, no casamento, seja o que for no rolo, nós precisamos reenmitcar a nossa autonomia nessas relações. O que eu sou uma pessoa aqui, e eu tenho poder de decisão de escolha. Principalmente nós mulheres, agora consiguerando essa diferença que existe quando a gente está se relacionando com o cara, né? Uma relação é pera. Então, essa coisa da alta responsabilidade vem nesse ponto, do sentido de se você tiver alta responsabilidade, se você tiver ele trabalhando seus bolhes, a sua terapia lidando com as suas questões e tal, você vai fazer de tudo para não machucar o outro, mas isso não quer dizer que você vai curar essa pessoa ou que você vai deixar de viver para poder viver o que aquela pessoa precisa. Outro ponto, né, na tem muito problemático que eu vejo, por exemplo, quantos duas pessoas estão numa relação e uma das duas pessoas está mais fragilizada. Tem, às vezes, algum problema psicológico, onde é gnosticatrico, e aí o que acontece? Muitas vezes se torna uma bem-dala na relação, sabe? Às vezes, até de forma não clara a outra pessoa usa isso usa isso entre muitas aspas como uma forma de
de manter aquele vínculo ali e usa justamente a desculpa da responsabilidade efetiva. "Ah, mas eu tomar, ah, mas eu tenho ansiedade, ah, mas eu tenho pânico, você não pode me deixar, porque eu tenho, como se aquela pessoa, como se está no relacionamento, fosse o que fosse o tratamento dela, e não é isso, né? Ninguém se trata de um problema 5, de uma questão psicológica dentro de um relacionamento amoroso. É necessário muito mais que isso, né, Nath, pra você, pra gente poder trabalhar as nossas questões. Então, eu note que, principalmente nesse ponto, né, talvez muitas pessoas que estão ouvindo a gente se identificam com isso que a gente está falando, ou já se viram assim em alguma circunstança e alguma situação, e cara, não, você não vai por aí, seu parceiro, seu parceiro, seu parceiro, você não vai por aí, você não tem esse poder, né, você tem ali, se você quiser, se você quiser, se por okay pra você, você vai estar ali do lado daquela pessoa incentivando ela no processo de cura, mas esse movimento precisa partir dela, não dá pra ela esperar de você que você seja psicólogo, você seja médico, você seja intermelo, você seja amigo, você seja tudo, não tem como a gente cumprir todos os papéis na vida de uma pessoa, assim como não tem uma pessoa cumprir todos os papéis na nossa vida, né, então uma coisa que as pessoas confundem muito e que foi até um tipo de polêmica recentemente no RealSkillFizNath, né, eu fiz um rio no Instagram falando sobre simulando uma situação assim onde uma namorada chega na terapia, e aí vou explicar, né, pra quem viu, uma namorada chega na terapia, que é uma questão muito comum que a gente disputa falando que chegou porque o namorado pediu que ela fosse, e aí a gente já ligou a leita, né, e aí ela fala que ele falou que se ela não fizer a terapia, ele terminaria com ela porque ninguém mais a suporta, enfim, fala as problemáticas, e aí muitas pessoas interpretaram errado, achando que tava dizendo assim que uma namorada e um namorado não pode coiar a namorada para dizer terapia, então quer dizer que se eu indicar terapia para o namorado errado, então quer dizer que se eu indicar terapia para a minha namorada terapia, e não é sobre isso, não é sobre você incentivar o outro buscar ajuda, não é sobre você ajudar aquela pessoa aí até um tratamento, é na verdade sobre você colocar o peso todo nela, sabe, como se ela fosse a responsável pelo disante da relação, como se ela fosse responsável por tudo que dá errado na vida dela, tipo, "nossa, você é, a pessoa no mundo você tem que fazer tratamento", então o lugar é de apoio, o lugar é de incentivo, né, de falar, "olha, o que você não gusta mais ajuda, olha, eu tô aqui com você, é de apoio, vamos junto para procurar um profissional, mas sem também assumir esse lugar de eu vou ser tudo para você, que também sem colocar na pessoa que ele fez o dito que você não vale nada, então você tem que ficar comigo, que eu vou controlar sua vida, que é o outro lado da responsabilidade e afetive que as pessoas é só, "ah, se eu sou responsável, então eu vou tomar decisões pelo outro, eu faço tudo pelo outro", enfim, caler para caramba, né, mas acho que, fiquendo muito insá-te, vou abrir várias portas aqui na minha cabeça, não, relájate, eu acho que essa questão que você trouxe, na verdade é muito importante, eu acho que muito a gente que está ouvindo agora, vai se identificar, porque eu tô como conhece um tado de amigos, é um amigo, uma amiga que já vivenciou isso, né, usar um problema, uma questão emocional, ali como uma bengala, para manter aquele relacionamento de alguma maneira, com essa desculpa da responsabilidade afetiva, principalmente com toda essa ruminização que estão criando sobre esse tema recentemente, acho muito importante você falar sobre isso, mas enfim, na minha opinião talvez, assim, pode você colocar a mão na consciência e se perguntar, se você está sendo verdadeiro e responsável com o sentimento de uma outra pessoa, isso já diz muito sobre você, talvez você já esteja sendo responsável, mas por mais que você seja incrível e tente dizer isso da maneira mais certiva possível para outra pessoa, a gente vai correr o índico de frustrar outras pessoas, é isso que a gente tem que naturalizar, não tem como a gente passar dessa vida e lheso, sempre frustrar outra pessoa, sem maguar por mais que caramba, pelo gosto, eu detesto, eu vou me sentir mal, vou fazer possível para não aguar, às vezes a gente vai acabar maguando e tudo bem, e sobre isso que você falou, muita questão da gente, como você dizer, não lembro exatamente as palavras que você falou, mas eu acho que você é falar alguma coisa, não, eu ia tentar te ilucidar, eu falei, mas eu ia volar sobre essa questão da necessidade mesmo, a questão de assim, a gente acaba, nessa coisa da, de você ser possível, de você não pegar, você ignorar as autonomias, você fechar os olhos para isso, acaba que como a gente faz isso, a gente entra muito numa questão de estigmatização, sabe, e de aceitar pouco por medo de não ter nada no relacionamento, isso acontece muito, então às vezes a gente precisa sair desse papel de vítima e reconhecer o nosso poder de ação, sabe, eu acho que muitos que se falou que falam sobre isso, sobre o estragrão, sobre você ser protagonista da sua própria de onada, você reconheceu o poder que você tem, na questão de empoderamento, isso é muito importante dentro desse da sapalta de responsabilidade afetiva, porque a gente acaba realmente jogando tudo no qual o da outra pessoa, se a gente não tiver cuidado, como você falou, colocar todos os alvos em uma sua sexta, esperar que aquela pessoa compra todos os papéis na nossa vida, isso não cumpre, a gente também fica frustrado. A gente faz muito assim, eu ou sei pouco o que você falava que o mundo tive essa ideia de relacionamento, pessoalmente, assim, na minha vida obviamente, enquanto toda a menina que assistiu diz, nem eu achava que eu esperaria no alto de uma torre, em belo príncipe matar o tragão, ficar comigo e cuidar de mim, obviamente, você basicamente meu pai, né? Isso aí é o que a gente vem várias narrativas, e assim, eu também já me vi do outro lado, achar que eu tinha que cuidar, que eu não podia abandonar, que eu precisava estar ali em algumas circunstâncias, em algumas relações, e assim, é importante até, Nati, a gente expandi isso para relacionamento entre amigos, para relacionamentos familiares. Quando a gente fala sobre responsabilidade efetiva, isso também estende, porque esse argumento é utilizado para poder prender as pessoas em outros tipos de relacionamentos também, né? Então assim, eu já me vi, por exemplo, em relação a engenharmosade, onde eu não estava feliz, aquilo estava me consumindo, estava me fazendo mal, mas eu me sentia prestinada para estar próxima para fazer tudo que a pessoa queria, porque ela estava fragilizada. Mesmo que aquilo me fragilizasse, sabe? E aí a questão não é nem que isso não vai acontecer. É lógico que tem momentos em que a gente vai dar mais forte para uma pessoa que ela consegue dar para a gente, todo mundo passa por momentos delicados, mas isso precisa ser algo que a gente tenha para dar, não tem como te oferecer algo que eu não tenho para dar. E além do mais, é importante que essa pessoa, que está precisando de ajuda, ela acente receber ajuda, porque isso é mais cansativo. Eu já tive em relação a engenharmosade onde eu estava limituando, mas só eu fazia movimentos. A outra pessoa não fazia nenhum movimento de buscar ajuda, de querer melhorar. Eu estava ali, o tempo todo perdendo as brosserias, relevando coisas, né? Até porque a gente não fala muito disso, mas existem relacionamentos tóxicos entre amigos, entre a nossa família, a gente fala mais. Dentro da amizade também tem muitos relacionamentos tóxicos, assim, dentro do nosso ciclo, a gente vive alguns relacionamentos filmados com a gente também. E que são muito pesados por essa coisa da responsabilidade efetiva, amigo tem que talipar tudo, amiga parceira para toda hora e talipar o que não. E não, às vezes eu não vou ser uma parceira para toda hora, tendo que eu não ter para dar para mim, entendi que eu não consigo ser minha parceira, como que eu vou ser sua parceira. Na família, essa responsabilidade efetiva já traz o queco, enquanto também, peso muito grande da fio, pode a gente ter que amar aquelas pessoas, ou ter que cuidar daquelas pessoas, como se fosse uma obrigação contratual, assim, assim, nem um contrato de te amarém para tudo sempre cuidarei de você até a morte. E é isso, é muito distorcido porque isso leva a gente a pensar que a gente se relacionar importante para o ser humano, nós somos seres sociais obviamente. Mas essa ideia do esíde, de que a gente só tem valor dentro de relações estereotifadas, ela machuca muito. E ela é impossibilita que a gente trabalha nessa nossa auto responsabilidade. Então quando a gente fala de relacionamento entre há muitos, a gente precisa lembrar que nós somos auto responsáveis e que o outro também tem que ser para lidar com os bagulhos dele. Então eu estou ali, posso tirar um suporte, mas a bomba é sua, tem como resolver ela para você e também não tem como eu ficar ali do ando ao mostrendo que está faltando para mim, porque vai faltar para os dois. Mas o meu atendimento eu uso muita metáfora dos dois pássaros mais a quebrada, eles não vão juntos, não é de ontem, vocês têm dois pássaros e um deles, os dois pássaros cada um deles têm uma a quebrada.
Não tem como eles pegarem a asa quebrada e bater cada um de um lado a asa que funciona para um lado vai dar certo, vai ser uma confusão. Então cada um precisa cuidar da sua própria aasa para conseguir e igual a juntos, se esse com o desejo. Porque é isso, né? Um pássaro ele só voa sozinho. Não tem como nenhum outro pássaro voar para ele, ele só voa sozinho. Se ele tiver asa quebrada, ele que não lhe chele, que cura aquela aasa para ele conseguir voar. Então, isso é algo que eu percebo que deixa confuso os vínculos e faz com que as pessoas também desengolam muitas questões de almoxima, né? E essa é a questão como que eu vou ser honesto com o outro, porque a responsabilidade apetiva é sobre isso, a necessidade de transparente. Sim, eu não consigo se honesta comigo mesmo, né? Eu gostei muito dessa parte que você trouxe, né? De ampliar isso para outros vínculos e aproveitar esse gancho, que isso é ainda mais reforçado esse opulado com onde a gente é psicóloga. A gente vai ver, já me entender pela psicóloga. Então, além de ter essa coisa da responsabilidade afetiva, do preso de você ser um amigo ou uma amiga, isso é ainda parez que é 10 vezes maior quando você é psicóloga. Nossa senhora, como que isso é reforçado, gente? A gente tem que estar sempre compreensivo, a gente tem que estar sempre de boa passar por cima das coisas, tem que estar sempre ali para ouvir e tem que dar nos melhores conselhos. Eu acho que isso é muito reforçado. E essa questão do contrato, eu sei que a gente já passou em cima desse tema, a gente já falou sobre isso, mas acho que isso precisa ser muito reforçado, cara. Porque assim, quando a gente fala de emoção, de pessoas, de relacionamentos, nada é fixo, nada é rígido, tudo é mutável. Então, realmente, não existe um contrato de que aquela pessoa tem que te dar tudo aquilo, sabe? Isso não existe, isso não vai acontecer. Não existe uma zona de segurança perfeita, que por mais que você case com uma pessoa, você vai ter a garantia de que ela vai te amar pro resto da vida, você vão ser super felizes. A gente tem que entender que a gente corre riscos, sabe? Assim como você falou que fala que se eu sou espacinho, eu também falo muito que meus pacientes nasce são que, olha, não adianta você comer saudável e vinteira fazer exercício, você não tem garantia de que você nunca vai ficar doente. A mesma coisa, eu amo, eu não teria que dar garantia de que você vai conversar agora, vai ter diálogo, vai adlar o seu tempo, e que isso vai ser bom, vai ser feliz para sempre. O que o que o que o que você vai acontecendo é que a gente vai fazer, é que o que você vai acontecer é que a gente vai fazer, é que a gente vai fazer isso. O que você vai acontecer é que a gente vai fazer isso é que a gente vai fazer isso, que a gente vai fazer isso. Da responsabilidade afetiva, porque até para a gente ser transparente nesses nossos contratos e nos nossos acordos, a gente tem que ser corajoso para reconhecer o nosso sentimento e expressar esses sentimentos para outra pessoa de uma maneira ativa, senão a gente vai trair o que a gente sente. Exatamente, porque na verdade estarem o relacionamento, é estar vulnerável. Viver estar vulnerável, mas estarem o relacionamento, alternativamente, é estar vulnerável. E quando a gente não assume isso, a gente sofre muito. A gente sofre muito, porque é o que você falou sobre a coisa da eternidade. Eu não fui muito isso, até a gente entra numa viagem meus nozófica de que as pessoas acham que as coisas são valosas e elas durarem para sempre. Então, tipo, eu estava até pensando em viagem sobre isso na minha terapia pessoal, que faz das minhas gatas. Eu tenho duas gatas e uma das minhas gatas está bem doente. Então, a gente está fazendo um cuidado com ela, ela ficou boa depois ela piora. E aí, eu chorando na minha terapia falando disso, "Ah, minha gata, eu vou matar." E aí, minha psicófula falou assim, "A gente tem um péssimo costume de achar tudo aquilo que a gente cuida nosso." E aí, eu fiquei, tipo, "Pirada pensando nisso, porque faz muito sentido." A gente tem uma ideia de que "Ah, eu cuidei disso aqui, então isso aqui tem que ficar comigo para todo sempre, eternamente." Porque eu cuidei, eu dediquei o meu tempo, e eu falo que cuidando de plantas, eu aprendi muito sobre isso. Que às vezes eu dedico, eu dou o meu tempo, eu pongo, eu ago, eu vigi o nível da água, eu cuide. E ainda assim, tem algumas plantas que no determinado período do ano elas está guino, elas morrem, elas param, elas não crescem. Principalmente as foras, né? E aí, você tem que esperar passar aquele período do ano para ter mais luz, ou para ter mais sombra, para ela voltar para a bonita. Ou para ela voltar, crescer do dia de fim de que gostaria que ela cresces. E tem algumas cajinhas que não sobrevivem mesmo. Você fez o seu melhor, tipo, aí você vai ter que ressignificar aquela planta, você vai ter que usar aquela terra para plantar outra coisa. Então, em relação ao relacionamento, eu também vejo muito isso, assim. Poxa, eu estou aqui no relacionamento hoje, mas eu estou no relacionamento longo, sei que você também está, né? Você vai casar entre ele. Eu estou no relacionamento legal, me dou muito bem com o meu namorado, sou muito feliz no relacionamento. Mas eu não tenho como garantir que daqui dez anos eu votava mesmo e aí, nesse relacionamento. Hoje é muito bom. Agora é facilitivo. Então eu vou viver tudo que esse agora tem para me dar, sabe? Eu encontrei as minhas amigas no feriado e aí eu revio meu sentinho de formatura, né? E no meu sentinho de formatura eu agradeço o meu namorado, o meu atual namorado. E aí, uma amiga minha falou assim, caramba, você não ficou com medo de colocar o nome de Vick no seu sentinho, eu, tipo, você colocou o nome dele, vai que você esternina. E eu falei, não, porque naquele momento ele realmente foi essencial. Não importa se eu terminar com ele daqui alguns anos assim, eu sempre vou me lembrar de quem ele foi para mim naquele momento. E ele foi essencial naquele momento. Seja ele ou se eu tivesse com o outro, tivesse terminado, foi importante. E a gente tem espeso, né, na arte de achar as coisas, ela soçam valiosas, ela soçam importantes, se elas durarem, se estenderem. E a gente sabe muito bem que às vezes as melhores coisas elas precisam chegar ao fim. Às vezes um relacionamento, ele chega ao fim para ele ter sido uma boa história. De acontecer o escomiga em relação ao almanzade, por exemplo, de chegar num ponto onde eu terminei uma amizade. Foi a primeira e única vez que eu fiz isso assim, mas eu fiz isso. E foi chegar para uma amiga de anos que eu tinha e falava, cara, a gente precisa ser a pasta para a gente poder honrar a história que a gente teve. Para a gente olhar para a história que a gente teve e falar assim, nossa foi muito massa. Olha só, a gente se conhece, de 18, 9 anos. E foi muito massa à nossa história. Porque se a gente se estendesse ali, a gente estragata da história que a gente viveu com memórias, muíns, com peso. Então a responsabilidade efetiva também envolve na atiessa consciência do momento de parar. Do momento de entender que eu até que eu consigo fazer por você. Agora eu me sinto exaust, agora eu me sinto cansada. E eu contrado, de olha, eu estou mal, eu preciso de um tempo, eu preciso respirar. E até mesmo dentro de um relacionamento de ter essa compreensão, essa clareza no diálogo, de mesmo que o relacionamento não acabe, de ter essa clareza, de olha, ou o nati. Você está passando por um momento dedicado, eu não sei como eu posso te ajudar. Eu tenho um limite para te ajudar, só quero que você saiba que eu estou aqui, mas se você estiver precisando ficar mais sozinha, se você estiver precisando respirar um pouco, fazer coisas com as suas amigas, saindo um pouco sem mim e tal. Eu estou aqui, porque a gente vivencia, às vezes, um modelo de relação a um nati, onde a gente configura como traição, coisas que são muito básicas, tipo uma noite com as amigas, ou em final de semana sem se ver, tem que casar isso, que não suportam passar por isso, não suportam fazer uma viagem separada, ou façam feriados sem se engolbrar. Então, são várias coisinhas que precisam ser trabalhadas, precisam ser vistas, revistas, que é analisada. Nós, eu adoro ver essas histórias, adoro eu ver a história que você falou da qual sou amiga, eu sou parte nada por histórias, mas acho realmente muito importante a gente falar sobre isso, sobre a finitude das coisas. Isso envolve muita que ele discurso de não deu certo, a pessoa está lá, está casada para outra, sei lá, 15 anos, aí ficou ruim no último estresse e nossa não deu certo. Mas a gente, por que não deu certo? Só que você não deu certo para sua amiga, que vocês viveram tantas coisas legais por tanto tempo, então acho que as pessoas têm essa ideia mesmo de permanência, sabe? Eu sou psicóloga, estudei-se enquanto para isso, depois eu fiz uma pós-graduação, pretendo continuar sendo psicóloga, mas isso daqui a 10 anos, não for mais feliz fazendo isso. Eu vou fazer outra coisa, e não significa que a psicologia não deu certo para mim na minha vida. E a gente precisa muito de construir essa coisa da permanência das coisas mesmo. E ainda dentro desse assunto dos relacionamentos, eu estava começando com o paciente, me lembrei quando você estava falando que parecia que a dor, para muitas pessoas, a dor maior, não é terminar com aquela pessoa. e sim sentir que algo que você fez falhou, que o seu relacionamento
falhou e eu achei isso muito profundo porque eu vi como ser real isso de apelhão na minha vida que assim não estava triste porque eu percebi que eu não ia ficar mais perto da pessoa que a gente enfim, aquilo eu lhe não ia mais para frente mas eu estava com uma sensação de fracasso tipo eu tenho que ter uma coisa e aquilo ali falhou o meu relacionamento falhou eu acho que isso mantém as pessoas muito tem um bem casamento em relações falidas e tipo esse meu compromisso e eu não posso fracasar o meu casamento não pode fracasar saber isso é real mesmo acho que existe muito uma ideia de falha pessoal principalmente para nós mulheres porque para a gente ainda quando a gente está numa relação metade normativa como cara a gente carrega muito essa ideia de que assim eu não mais graças a Deus, eu vou olhar terapia mas muitas mulheres ainda carregaram essa ideia de que a relação é delas sabe eu me lembra até uma vez que o estabilhinho em minhaquela esposa separaram né e aí ela fez um story falando que eu deveria ter lutado mais pelo meu casamento como se ela tivesse sido responsável pelo final do relacionamento então isso se confunde muito as pessoas elas estão muito se apoiando no externo né elas estão muito buscando outras para se apoiar e assim esse sentido esse apoio ele está sendo distorcido porque responsabilidade efetiva é sobre a necessidade de clareza e transparente apoio é sobre você está lhe do lado é sobre você se um suporte você é um extra aquela pessoa ela tem a si mesma mas você está ali porque naquele momento ela mesma não está conseguindo disponibil mas ela tem a si mesmo você é um extra e está sendo confundido muitas pessoas elas elas começam a tudo que elas são é baseado no ponto de afeta elas receberam pelos outros e se ela vem de uma dinâmica familiar que é confusa e ela segue repetindo isso ela passa muitos anos da vida dela cristã que ela não é digna de afeta de carinho de amor e ao mesmo tempo reproduzindo essa demanda esperando que as pessoas cuida em dela e também acham que ela tem que cuidar dos outros né e assim e até mesmo essa questão da traição da de se enganar e tudo para adoção né não sei se você observa isso mas as relações que a gente vê onde tem mais simbiose onde as pessoas são mais brudadas são as relações onde tem mais mentira traição assim ou com a opção né assim oculta ou informações é chega a ser um problema né mas eu a gente que esse processo de ter que ser simbiótico vem exatamente dessas brechas que existem que existem né existem e também aparece em seu relacionamento. Eu assine embaixo de tudo que você falou eu acho que essa coisa dessa simbiose vem como você falou da amor romântico quando eu falo novamente porque vem muito dessa ideia de fusão sabe de que as pessoas elas têm que se unir tem que ser uma só e você falou que isso acontece com as mulheres nessa coisa de tomar responsabilidade da relação e a verdade é que realmente tem todo um contexto mesmo cultural o social que reforça isso principalmente quando a gente fala de religião né apesar da gente viver em um país né o estado áicol a gente sabe que a religião tem um peso muito forte aí principalmente a cristã mesmo o patolisismo etc e eu acho que é muito construído mesmo essa relação sabe do relacionamento só vez como uma cruz com você tem que carregar e eu não digo isso como uma crítica eu fui criada dentro da igreja eu digo isso até com priori é propriedade mesmo sabe de como que isso é realmente construído de uma maneira que fica enraizado sabe é ouvir uma criança pessoal nossa de que a gente tem que sustentar aquilo ali e principalmente algumas vezes as mulheres algumas vezes pode acontecer com homens também mas é a gente quer essaquela coisa de que a relação é uma dia de mando o planeta e por mais que você se exposta muito não dá pra você se relacionar com duas pessoas é não dá mesmo e essa coisa que você falou da igreja realmente que é um peso muito grande até porque quando a gente para para estudar história do nosso país nós somos colonizados e desde então a gente segue muito e estacionalizar pela igreja né gente então muita dinâmica das nossas relações são moldadas por essa história por tudo isso que a gente viveu e eu acho que esse é um mesmo apesar do ter no responsabilidade efetiva ser um terlo relativamente novo o sentido dele já acompanha a história muito tempo só que se encontrou uma forma de nomear existe também a responsabilidade efetiva que é demandada quando ela realmente assim é necessário né às vezes tem pessoas que de fato não tem nenhuma responsabilidade efetiva porque elas não deixam as intenções delas claras e aí fica aquela coisa que acontece muito ai eu não quero namorar mas quer porque tem um namoro como assim né eu não quero nada sério mas eu não quero que você fique com ninguém eu quero que você saia comigo quando eu quiser eu quero que seja disponível de uma lugar e quero que você conversa com ele todos os dias mas eu não quero nada sério então existem casos realmente existem muitas pessoas infelizmente que realmente não tem nenhuma responsabilidade efetiva porque é sobre ter clariza no que se quer e se espera e essa clareza não necessariamente é fazer aquilo que o outro quer né tipo a a gente está ficando aqui e aí você quer clareza às vezes você quer clareza você não quer que eu te peço na moto você só quer saber o que eu tenho para te aparecer olha Nati eu não quero namoro agora mas a gente pode se encontrar espraticamente quando você tiver disponível isso também responsabilidade efetiva de bola estou aqui deixando claro aqui na mesa as carras estão postas de que esse modelo de relação que eu posso te aparecer nesse momento você está bom para você ou não se não tiver chão a gente se separa você vai para um lado eu vou para outro porque também rola muito isso né Nati às vezes um dos dois vai e nossa já aconteceu muito comigo né é difícil mulher é ter solteira sofre quando eu era solteira já aconteceu muito comigo de de eu estou ficando com cara alguns meses e aí eu queria conversar para saber tipo que ele tinha para me afetar porque também não ia ficar ligas também o tempo me assaliva meus finais de semana com alguém que não quer nada com nada que não ia se devolver e para mim particularmente sempre foi muito importante que o relacionamento se devolvésseis pois para algum lugar né se quando eu não queria que se devolvesse eu parava rápido quando eu continuava porque eu esperava que eu não se devolvesse né então já aconteceu de tipo eu e conversar com cara com a relação olha a gente já quando que tem um seis meses eu quero saber como é que estáis para você é se você tem pretensão se está se está aberto para viver um relacionamento não é me pedir namoro agora mas se está aberto porque eu estou aberto eu estou indo né e aí as vezes o cara achava assim eu estava me declarando não acita dizendo que me ama não posso chamar só eu falo que não só quero saber se você falar para mim assim as mim não se o aberto para um relacionamento agora eu vou ter o que opção de escolher se eu quero continuar ou não apesar disso mas se você não me fala nada e você alimenta alguns sentimentos em mim você está sendo proel né se eu te pergunto você não é claro você é picado não sei vamos ver deixa ralouada vai ver você está sendo proel você não está tendo responsabilidade ali é pelo bem como a gente está construindo poxa o mínimo de clariza de falar olha sim para o aberto para um relacionamento mas acho que a gente precisa conhecer mais mas beleza não precisa ser um namoro que vai começar agora né mas você fica ali aquilo ali é muito chato então acho que a gente precisa aprender a forma honesta né uma forma honesta não uma forma assertiva de falar sobre responsabilidade afetiva e você acha que a responsabilidade afetiva é uma coisa que a gente aprende na gente assim uma coisa possível de aprender cara eu acho que tudo pode ser tudo pode ser aprendido tudo pode ser desenvolvida né usando o nosso exemplo a gente com o psicólogo a gente já não é toda a faculdade com o psicólogo cada vez a gente vai aprendendo porque tem muita essa coisa da gente se desenvolver mesmo sabe então a desabilidade que a gente tem tudo isso foi aprendido foi desenvolvido com prática eu acho que esse olhar responsabilidade afetiva acontece da mesma maneira esse exemplo que você deu da raiou não quero namoro mas quero todas as vontade de ter um relacionamento de a gente ser um clássico tipo na terapia entre os amigas caraca todo mule em alguma roda de amigos isso já aconteceu e aí andando uma porta muito importante que é saber a hora de ir embora que muitas vezes a gente não sabe a gente trapaola passa por cima dos nossos limites e também tanto disso tem essa questão da gelação esratas né aquela classificação de balmondas do amor né na relação a gente liga e eu acho que tem muita essa coisa do jogo de erro isso que você falou de eu só quero esfarecer saber quais são suas entenções e tal cara o pessoal nosso que emocionado ai que emocionada
não é uma coisa, nós a pessoa tá super apendimini e tal, não, não, não, não. Então assim, ainda tá naquele meme do, nossa, vocês dormem conficantes, vocês fazem um carinho conficante, vocês. Cê lá beijo, o ficante. como se gente deu amor de Deus? Infinho! A rola uma coisa que gente, pelo amor de Deus, após a mínima demonstração de afeta de carim de sinceridade, vo� e na habilidade de trasparença, isso já é visto como é meu Deus, a pessoa tá apaixonada. E ela acha que eu vou ter que atender todas as desprecutativas da necessidade dela, eu vou cortar isso. Eu acho que isso fala muito até de um medo que as pessoas têm de intimidade, a bizarro, sabe, aquela coisa que ele é um apego evitante, sabe, uma coisa que a pessoa tem, mesmo, tem um receio daquela aproximação. Você acha a nati que esse chiro de apego, essa coisa, esse medo da intimidade? Ele tem sido muito reforçado na nossa geração? Cara, eu acho que sim, eu acho que sim, porque. como eu falei, qualquer demonstração de vulnerabilidade, de sentimento, isso já é visto muito como uma fraqueza, como você tá sendo trouxa, você tá sendo otário, como se você fosse errado às vezes, por você demonstrar alguma coisa pra alguém, isso acontece muito grande da clínica, eu vejo pessoas se culpando porque elas tentaram ter uma coisa verdadeira com alguém ou foram legais, e isso não for recípro, sabe, ela se culpo, como isso fosse uma demonstração de um soltrocho, soltário, nossa, como eu sou idiota, que genente, não é bem por aí, lembra-me lá até da Brannem Brown que ela fala que a vulnerabilidade, ela, por mais que ela seja um lugar de perigo, ali, de um ritmo que você pode estar correndo, também é um espaço onde o amor aparece, sabe, onde a intimidade acontece, então assim, até pra você ter o privilégio de você viver, algo que só as relações mais longas proporcionam, você tem que estar bem, você vai se mostrar em tanto, sabe? E assim, isso que você falou sobre a minha intimidade é ser channel, porque realmente, e assim, é louco porque esse medo da intimidade, ele vem faltado numa ideia de que a gente precisa ser livre, de que a gente não tem que se apegar, e tal. Mas na verdade, o sério dele está ali, unhaisado, no fato de a gente não saber muitas vezes como se relacionar com o outro. Então, eu percebo nesse estilo evitante, né, de um 8 e 80, a pessoa, muitas vezes, de um velo, uma relação extremamente simbiótica, e aí ela vai com a pergo extremamente evitante, porque ela acredita que o amor ou que está com o outro é algo perigoso, arriscado, sofrido demais, sabe? Então, é um paralelo, assim, meio louco quando a gente para preençar, porque o medo da intimidade, ele vem na real do medo do amor, e o medo do amor vem da discorção que a gente construiu, do que é a uma, vendo outros vinhos, vendo outras relações que a gente tem, sabe? Asociaram o amor, coisas que não são o amor, né? Não existe uma definição específica pro amor, ele é muito, eu acho isso muito mais, com muito filosofo, o amor que eu não senti do próprio para cada pessoa. Mas a gente tem, eu falo que eu não sei o que é o amor, o que é o amor, eu não sei definir o amor, mas eu com certeza sei o que não é o, e tem muita coisa em relacionamentos que não são amor. Só que às vezes aquela pessoa aprende que aquilo é amor, ela acredita que aquilo é amor, então ela constrói essa barreira em volta de si mesma. Mas o medo da intimidade é o que coloca mais as pessoas em isso, né? Porque tipo um monstro que elas não sabem lidar. E aí, é mais perigoso ainda, porque é tipo um vício, né, que você sei lá, você é viciado e mexendo celular. E aí, vez você lidar com esse vício, você vai lá e tranca a sozola numa gaveta, como é chave dá pra alguém pra você não mexer. Beleza, vai passar ali boa parte do seu tempo, sem mexer obrigatoriamente por você lá, tá trancado. Mas no momento em que aquilo voltar pra sua mão, você não vai ter outro controle, porque você não enfrentou aquele receio, você não enfrentou aquela questão. E o medo da intimidade segue o mesmo pra seu sino, né? Com você tem medo da intimidade, você evita intimidade, evita, evita, evita. Mas tem sentimentos, tem situações que a gente precisa controlar, né, gostar de alguém e tal. Então às vezes você começa a gostar de alguém e aí você cai novas suado, porque você não sabe lidar com intimidade, você passou muito tempo correndo dela, né? Então é tudo que as pessoas pensam que são muito oposto, né? Na verdade tá meio lado ao lado, assim, tipo amor é raiva, assim. Tá meio lado ao lado. E o medo da intimidade, ele tá meio lado ao lado com a insegurança e o apegão de seoso. Então isso é bem interessante assim quando a gente para pra analisar, né? Um quadro geral. Cara, eu com um código total, eu acho que é em muitos casos, tá gente? Não são todos, gente. Não pode generalizar, mas em muitos casos esse discurso é muito extremo de liberdade, de não se apega, enfim, que é muito comum hoje em dia como a gente tá falando. Mas cara, muitas vezes, o medo da rejeição, o medo de se magoar, que tem toda uma história aí, que a pessoa já viveu sobre esse assunto e sobre esse medo, né? É uma variedade do amor, eu sou da linha comportamental, então logo pensei a questão do comportamento. É, se você tem medo de alguma coisa, quanto mais você evita esse medo, mais ele é reforçado. Se eu tenho medo de se ir lá pegar um elevador, quanto mais eu evito pegar um elevador e eu vou plus cada, mas eu reforço a minha criança de que eu simplesmente não consigo fazer aquilo ali, que eu não sou capaz de fazer aquilo ali. E a mesma coisa acontece dentro das gerações, pra gente enfrentar algum medo de alguma coisa que a gente tem, a gente tem que se esportar aquela situação de alguma maneira, tá? E quando você estava falando do amor, né, até tudo isso que a gente está falando da finitura de coisas e tal, eu lembrei de uma frase de Balmond, que quando eu ouvi a primeira vez, e gente aquilo ali me causou uma ansiedade, mas que é totalmente verdade, que ele fala que o amor é uma hipoteca, eu não sei exatamente as palavras, galera, mas é assim, o amor é uma hipoteca que você vai pagar a vida inteira e ele nunca vai ser seu. Tem tudo a ver com o que você falou, e eu acho que isso é uma coisa, sim, totalmente verdade, mas pronto, entendeu, beleza disso demorou muito e às vezes ainda causa ansiedade, mas eu acho que o amor é muito isso mesmo, que a gente tem que se esportar alguma situação, porque como Freud já dizia que é que o amor é doce. Exatamente, Freud já love demais, né, ele fala que é no amor doce e também fala o amor é para quem aguenta sobre carga opcica, então ou seja, a gente vai ficar sobre a carga opcíficamente, vai pelo menos não vai cada momento. Mas enfim, o balma é um autor que eu admiro muito, eu estudei muito ele para fazer meu PCC, e eu gosto muito dessa ideia que ele traz, sabe, para a gente conseguir amar ou para a gente estar numa relação de fato constitutiva, a gente precisa aceitar o nosso lado importante, o que a crítica que ele faz, o amor líquido, é exatamente essa coisa da nossa geração muito característica da nossa geração, de não saber perder, de não saber abrir mão, de não saber escolher uma coisa só, sabe, uma coisa só no sentido de tipo, a gente tem muito medo de correr o risco, né, então a gente tem muito medo, isso desde as pequenas coisas até as grandes coisas, então a gente vai no mercado comprar um sabor de miogel, e aí a gente ali, pera beleza, vou escolher esse sabor aqui, porque eu quero experimentar, não, a gente passa horas adimirando aquela instante, horas, horas e horas, e quando a gente vê a gente saiu com vários pacote de miogel, alguns que a gente nunca nem vai comer, porque a gente não quer perder nada, e isso vai impactar na nossa relação também, na nossa forma de se relacionar, tanto na ideia de que quando eu estou relacionamento, eu quero ter tudo aquilo que é padronizado, eu quero ter uma relação dentro de um estereótipo, que foi construído pelo tema das famólicas, até quando eu estou solteira, eu quero viver várias coisas e não quero sentir nada sobre elas, meu bizarro assim, né, então eu acho que equilibrar nessa cor da bomba, exige muita outra responsabilidade, e a ocupação também, na arte de entender, o que a gente precisa tomar destes ex-meis diretas, o que a gente precisa tomar estudes, fazer escolhas importantes, e eu acho que a responsabilidade afetiva é o que a gente consegue aprender, a gente consegue aprender, a oferecer, mas também que a gente consegue aprender a demandar da forma certa, sem o peso que muitas vezes é colocado, compreendendo que a gente precisa especificamente desse termo, a responsabilidade afetiva, a gente precisa ter quaresa das relações que a gente está do que a gente tem para oferecer, do que a gente pode esperar do outro, porque aquela ideia de não ter expectativas a uma valela, inclusive você não tem expectativas, mas aline as suas expectativas, não espere de mim algo que eu não tenho para te ofertar e que eu não consigo te ofertar, ou se você não tem algo para ofertar alguém, seja claro nisso, falha,
que você não tem demonstre que você não tem, não alimentem outra pessoa, que você não consegue nutrir. Então eu acredito que seja basicamente muito em preássicos tudo isso assim. Um processo de a gente conseguir cuidar das nossas relações, sem tanto burocracia e com mais percepção emocional, com mais diálogo, com mais leveza, a gente não tem que colocar o está no relacionamento, não é como se você tivesse entrago por uma fase da vida e agora essa fase vai ser assim, assim a sábado, você vai fazer isso e isso. Cada relação é muito singular, né, nut? Então é muito importante que a gente consiga compreender dentro dessa relação que a gente encontra a melhor forma de estar ali, se se sentir bem. A gente é acaminhando por finalzinho, né, e aí, enfim, faz um resumão pra gente aí, de que você também traz um recado pra galera. Então galera, eu acho que é isso mesmo, tudo isso que a gente falou, é realmente muitas pessoas preferem não sentir nada do que sentir alguma coisa. E acho que mais ser do mais tarde a gente acaba pagando as consequências, né, vivem elas com sequências disso, mas como Freud é aquela, né, parece até que eu sou psicanalista, gente, mas não é que eu gosto muito de ler, mas eu também gosto muito que ele fala que a felicidade é um problema individual e o que aí acho que é a falou, né, por mais que você esteja vivendo em um relacionamento, né, essa música é muito pessoal, sua. Não dá pra gente colocar todos os ovos em uma só sexta, como isso já foi de tuantes. E acho que é isso, né, basicamente tudo isso que a gente falou. E aquela cara é uma questão de contrato, gente, aquela questão do contrato eu acho perfeita, responsabilidade efetiva não tem a ver com o contrato que você assinou e aquilo ali, você exige responsabilidade e a pessoa tem que conferir aquilo de alguma maneira, é tudo uma questão de flexibilidade. Até quando a gente fala de comparação, como ela falou com os filmes, as comérdeas, mamões, cruzettas, etc., tudo uma questão de flexibilidade. Cada pessoa é uma pessoa e nenhuma pessoa real vai competir com a pessoa ideal, que você quer na sua cabeça. Exatamente. Exatamente. E assim, é muito interessante, né, né, gente, considerar aqui pra todo mundo que existe em mil formas de se relacionar, não existe uma tabela do que é certo e errado, de forma alguma a gente está querendo que é certo e errado, a gente está fazendo com a nossa experiência clínica, com o que a gente explica diariamente com que as coisas são interpretadas de uma forma com usa e fazem nipe a gente sofrer, sabe? E que os relacionamentos podem ser bons, podem ser levos, podem ser divertidos, desde que a gente consegui, de fato, se ouvir também, né, né? Ovio outro, acessível, é difícil ouvir o outro, se a gente explica, né? Muito difícil. Nath, muito obrigada. Ela sou participação com táquins, quer falar de alguma coisa? Não, acho que é isso mesmo. A única coisa que eu falei é pra quem gostou, pra quem se interessar, eu tô ali no Instagram, @nathhg, salgado PC, que é isso, eu adorei participar, gente, eu adoro esse tema, eu adoro falar sobre relacionamentos, como eu e a gente tava conversando antes de começar a gravar o podcast, se deixar a gente vai mandando um assunto no outro, a cabra que a gente precisa de um que me contê pra eu entrar em um assunto nada, vei, e não fugir do tema da reação e levar zero, mas eu gosto de falar sobre essas coisas, tô sempre disposta. Foi um prazer, primeira convidada de nossa nova temporada, né? É que as ambria temporada falando sobre isso, porque eu acho que quando a gente fala de relacionamento, a gente precisa introduzir partes são muito importantes, né, Nathh? E muito, muito, muito obrigado a mesmo pela sua participação, por ter topado, pela sua dependibilidade, por doar seu tempo, pra tá aqui que eu fiz essa gravação, acompanhe elas, tá a sede sociais, gente, que ela é maravilhosa, sigam ela lá, acompanhe o trabalho dela, vejam os postes dela, tem muita coisa de relacionamento, o laça só consegui fazer uma cartilha, um beabade relacionamento lá no Instagram da Nathh. Nosso primeiro episódio dessa temporada, tá chegando ao fim, mas fica atente também, aqui no podcast, estamos chegando com mais episódios e convidados incríveis nessa temporada, pra falar sobre relacionamento. Continua me acompanhando nas redes sociais, a rova IPSON-LSM Expo, a rova podcast.com, a vida em voz alta, pra poder acompanhar todos os episódios que aparecierem, os textinhos, as desenhas, os cortes, enfim, foi muito bom estar com vocês mais uma vez, e até mais. [Música]
Podcast Summary
Key Points:
O amor é visto como solução para a angústia existencial (Freud), mas o conceito de responsabilidade afetiva é frequentemente mal interpretado e confundido com hiper-responsabilidade.
Hiper-responsabilidade envolve assumir total responsabilidade pelos sentimentos e bem-estar do outro, criando relações de dependência e culpa, enquanto responsabilidade afetiva saudável exige equilíbrio entre individualidade e cuidado mútuo.
Relacionamentos são dinâmicos e as pessoas mudam com o tempo; esperar que o outro permaneça inalterado ou que acordos sejam imutáveis gera frustração e cobranças.
A frase "tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas" é mal interpretada, sendo usada para justificar relações tóxicas e prisão emocional.
Autocuidado e autonomia são essenciais
Summary:
O episódio discute a diferença entre responsabilidade afetiva e hiper-responsabilidade em relacionamentos. As psicólogas Yasmin Martins e Nathália Salgado explicam que o senso comum confunde esses conceitos, levando a cobranças excessivas e dinâmicas prejudiciais. A hiper-responsabilidade faz com que uma pessoa se sinta totalmente responsável pelos sentimentos e pela cura do outro, criando relações de dependência e culpa.
Em contraste, a verdadeira responsabilidade afetiva envolve equilíbrio: reconhecer que as decisões afetam o parceiro, mas sem anular a própria individualidade. As psicólogas destacam que relacionamentos são móveis e as pessoas mudam com o tempo, sendo necessário renovar acordos e não esperar imutabilidade. A famosa frase do Pequeno Príncipe sobre "ser eternamente responsável pelo que cativas" é criticada por ser mal interpretada, muitas vezes usada para justificar relações tóxicas.
Também abordam a importância do autocuidado, usando a metáfora da máscara de oxigênio no avião: primeiro é preciso cuidar de si para depois cuidar do outro. Por fim, alertam que relacionamentos não devem ser usados como tratamento para problemas psicológicos; cada um precisa buscar ajuda profissional e assumir sua própria jornada de cura, sem esperar que o parceiro desempenhe múltiplos papéis (terapeuta, amigo, cuidador).
FAQs
Responsabilidade afetiva é cuidar do outro com consideração, sem se responsabilizar inteiramente por seus sentimentos. Já a alta responsabilidade envolve cuidar de si primeiro, estabelecendo limites saudáveis.
Ela é mal interpretada, sugerindo que cativar alguém exige permanência eterna. Na prática, relacionamentos mudam e não devem ser prisões emocionais.
Quando a pessoa sente que não pode sair do relacionamento por medo de magoar o outro, colocando o bem-estar alheio acima do próprio, o que gera sofrimento.
Autonomia permite que cada um cuide de si e decida conscientemente, evitando colocar no parceiro a responsabilidade por sua felicidade ou cura emocional.
Modelos familiares são muitas vezes repetidos inconscientemente, mas cada geração precisa reavaliar o que funciona, pois o que é saudável para uns pode não ser para outros.
Apoiar é válido, mas não se deve substituir tratamento profissional. O parceiro não pode ser terapeuta; cada um precisa assumir seu processo de cura.
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