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"Respiro fundo, choro. Exercício. Faço o que for preciso"

44m 51s

"Respiro fundo, choro. Exercício. Faço o que for preciso"

A entrevista no podcast "O Querilhador" apresenta Patrícia Boura, presidente da Fundação do Gil, que explica a origem e evolução da organização. Criada em 1999 após a Expo 98, a fundação surgiu para responder ao problema de crianças que permaneciam hospitalizadas por questões sociais, mesmo após a resolução clínica. Seu primeiro projeto foi a Casa do Gil, uma residência que oferece ambiente familiar e apoio individualizado. Posteriormente, desenvolveu um serviço pioneiro de cuidados domiciliários pediátricos, levando tratamentos a crianças com doenças crónicas, que evoluiu para incluir cuidados paliativos a partir de 2018. Em 2024, iniciou um projeto piloto de hospitalização domiciliária. A fundação atua com um modelo de inovação, criando soluções replicáveis em vez de expandir geograficamente. Patrícia Boura destaca o desafio da sustentabilidade financeira, já que a organização depende fortemente de angariação de fundos, dedicando 70% do tempo a essa tarefa. Atualmente, busca estabelecer um fundo de endowment para garantir estabilidade. Ela partilha a paixão pela missão social e a natureza dinâmica do trabalho, que equilibra a pressão financeira com a realização de impactar positivamente a vida de milhares de crianças.

Transcription

7037 Words, 39768 Characters

Portuguese
A primavera está a chegar e com ela novos ritmos de leitura. Lei artigos de opinião e receba acesso antecipado a todos os episódios de podcast Plus. Acompanha a atualidade ao minuto. Assinou-se o observador com até 58% de desconto e a polite se aganhar uma totepeg e um voucher da Liberaria Almedina. Tudo em observador.pt. Nesta área neste setor os não são diários. Tanta frustração é diária. Nós todos diz, fazemos. Cinco reuniões? E elas vão? Não, não. Claro que sim, é supervalido o vosso projeto, mas não conseguimos. Não, não, não, não. É o querilhador da radio observador, sou Ricardo Concessão e com isso estão os especialistas em liderança mil tansozas às horas medais. A nossa convidada é Patriciaboura, presidenta e escutiva da Fundação do Gila desde 2014. A Fundação do Gila, a mascote da espanha de 98, nasceu depois da exposição universal de Lisboa. Em 1999, tem sentido de um papel muito importante no apoio a saúde pediátrica e projetos de reintegração social, antes da presidência Patriciaboura integrou a direção financeira da Fundação numa fase anterior ao atual mandato de presidência. Temos muitos anos de experiência no setor social, vem do setor empresarial e destão de empresas, participa, regularmente, a entrevista, debates, não é sobre impacto social e também liderança. Tem a informação em auditoria financeira pelo Iscal, a informação em fiscalidade avançada pela católica e frequentou o mestrado em economia social do Isc T. Bem vinda, Patriciaboura. Bem vinda ao Curilhador. Obrigado. Obrigado por ter acertado nosso convite. Vamos começar por princípio. O que faz a Fundação do Gila? Boa, boa pergunta. E obrigada por ter a possibilidade de poder explicar isso, porque de facto já são 26 anos e a Fundação do Gila faz várias coisas. A Fundação começou, de facto ali no Pós-Aespo. E portanto, a mascote do Gila tinha sido a mascote da exposição mundial e que tinha sentido imenso impacto e portanto tinha sido muita carinhada pelo público-engerado. E na altura, os administradores com as pastas da Eespo tinham a pasta do Gila da mascote para fechar, né? Não terá preciso saber o que fazia ali com a mascote e eles perceberam que já que tinha sido tanto impacto não fazia sentido devolver-lo aos oceanos, porque ela era uma gata da água e quer andar ali a alguma continuidade. E numa visita que fazem a um hospital, nenhum deles se lembram que o que era o motivo da visita, mas os dois se lembram que, este fé 26 anos, a atenção, foram confrontados com uma realidade que existia muitas crianças internadas nos hospitais apenas por um motivo social. Ou seja, elas tinham entrado por uma qualquer questão clínica que tinha sido sanada, entretanto, mas a questão social fazia com as crianças ali ficassem e eles estavam, porque entendia que se estava no hospital, estava se resolvido e portanto ninguém se preocupava e havia ali um vazio em que ninguém tomava conta destas crianças, porque estava no hospital e alguém estaria a fazer alguma coisa, mas de facto nessa altura não havia assistido em os sociais, no hospital e portanto era uma realidade que era preciso dar resposta. Que é uma realidade que nós pensamos realmente para uma população mais idosa, não é? Certo. E não nos lembramos que também, entre mais vulneráveis que são as crianças, isto é uma realidade de crianças. Hoje a realidade dos mais idosos é mais presente, porque essa é a realidade atual, há 26 anos atrás de facto, a realidade era um bocadinho diferente e havia então muitas crianças que estavam internadas e portanto eles, nesse momento acharam que estava ali uma boa oportunidade para hoje poder fazer alguma coisa. E assim foi, portanto, a fundação constitui-se, constitui-se um cadinho que combara a ser mais dos hospitales para poder ir dar resposta a aquilo que fosse possível, sempre na área das crianças, portanto, isso foi ali o foco. E assim começou, portanto, começamos a resolver projetos de vida das crianças que elas estavam internadas, de forma indivídua, tanto que a de uma das crianças tentaram reintegrar elas na sociedade. Rapidamente se percebeu que resolveram um problema social, não é uma coisa que se faz do dia a panoide, é uma coisa que demora muito tempo e portanto ficou logo a ambição de se construir uma casa que pode-se receber estas crianças no entretanto, enquanto se resolve este projeto de vida, eles pelo menos estão numa casa e não estão entre quatro parentes brancas do hospital, que obviamente destrutura a vida de uma criança, porque precisa de comer que arrega um tal veio fermeira, não tem que estimos, a relação que tem, a pessoa que está na cama do hospital ao lado, ou de em alta, ou uma conta, é isso que vai a coisa importante, todas as relações humanas são completamente destruturadas e, portanto, isto não fazia sentido nenhum e portanto, se conseguissemos criar uma casa que devolvia-se esta normalidade, era muito importante e portanto, nasceu logo a sonho de construir a casa do Gila, que aconteceu uns anos mais tarde, cinco anos mais tarde e também eu fomos afil muito específico do hospital de Santa Maria, na altura do Pessoal Gomes Pedro, que foi de perceber também uma outra realidade que era criança as efetivamente doentes, quando as doenças crónicas, mas que estavam internadas no hospital, porque estavam de fazer tratamentos recuentos, duas ou três vezes por semana, e como uma mobilidade era muito reduzida, portanto, a falar de crianças, típicamente ventiladas, acalmadas, com questões muito profundas, os pais não tinham capacidade de ir com elas para o hospital, dois dias depois voltar, depois ir outra vez, e portanto, elas ficavam propriedos prolongados para fazer tratamentos recorrentes até que a doença estabilizasse, e portanto aí a lanção de um desafio específico foi, eu preciso de uma carrinha, eu preciso de montar aqui uma estrutura para poder por estas crianças em casa, porque é bom para toda a gente, as crianças podem estar no seu ambiente familiar, a ser cuidadas pelos seus pais, que não tem que faltar tanto a trabalho, que se conseguiu analisar doutra forma, libertar camas dos hospitales, que são necessárias para casos de urgência e portanto isto é um projeto inúeno, por favor ponham isto em prática, mas se foi portanto, cinco anos depois também criou essa primeira unidade móvel da Põe Admissílio, que é um projeto que hoje tem 21 anos, e que basicamente o que faz é levar o hospital a casa de crianças com problemas de saúde crónicos, o projeto depois foi evoluindo, há medida da necessidade, é um cadinho isto que vamos fazendo, nós começamos uma fundação que não tem dinheiro, e depois já vamos falar sobre isso. E aquilo que é o nosso objetivo nunca é replicar o projeto pelo país inteiro, é se encontrar partes inovadoras e questões inovadoras para criar projetos inovadoras que depois possam ser de replicar-se para outros, porque é inteineiros, ou pelo estávalo ou por raqueiros. E portanto, o projeto cuidados de misciliares, o que fez foi foi evoluindo dos cuidados continuados para os cuidados paliativos, em 2018, a fundação alargou a imitou o projeto dos cuidados paliativos, Portugal estava a bater uma ideia no último lugar de Europa na profissão de cuidados paliativos periátricos. No último? No último, abaixo de o ganho inclusivamente, que tinha estruturado uma qualquer rede de cuidados paliativos por causa da cida, e portanto, lá estruturaram alguma rede para nós estávamos francamente mal colocados, e pode perceber se portemos, temos a piramidatário invertida e portanto, obviamente, quando se começou a estruturar uma rede de cuidados paliativos, ficou sobramente mais uma vez na terceira idade, e não se pensa que as crianças podem ter necessidades de acompanhamento paliativo, mas a verdade é que tem. E portanto, em 2018, conseguimos alargar o ámbito do projeto aos cuidados paliativos, e desde então, o que fazemos, e, portanto, é possível fazer uma sérida acompanhamento em casa. E depois, em 2024, fidelamos mais um passo em frente e fizemos o primeiro projeto piloto de hospitalização do misciliaire apelíatrica, também um carimino nesta evolução, em que é possível a criança estar internada na sua própria casa. E aqui as equipas médicas, em vez de ir em duas ou três vezes por semana, para controlar assim tomas, vão duas ou três vezes por dia para fazer a ter uma pergunta. E que estão porque tem falado de várias de evolução, né? De várias novas ondas de necessidades. Em necessidades. Isso é fruto, como é que se acontece? O que é que é muito curioso, perceber, é que é alguém que se lembra, é que mais um problema, ou é algo que os próprios hospitales pedem, ou é uma infunção da que o próprio dinâmica do setor vai pedir e vai evoluindo? É tudo isso. Eu acho que, sobretudo, no setor social, nós precisamos dar resposta a aquilo que são as necessidades da população, e a medida que elas vão evoluindo e vão mudando, nós temos que fazer sentido. E portanto, nós temos sempre a solear, a que se é de estolar de inovação, que é que podemos fazer de diferente, precisamente, para aquilo que vos disse a pouco, que é como nosso objetivo nunca é fazer 10 casos do gilo, estar no país intercom os cuidados domiciliários 50 de gilo. É criar um modelo. É criar um modelo. e depois de partilhar. - E você não tem de ser? Você tem de haver um procedimento muito claro da vossa função. - Sim. - No descente social, no descente social. - Eu tenho de precisarmos de olhar a volta e perceber onde é que podemos dar o nosso contributo. Como é que fazemos crescer os nossos projetos e de facto o projeto cuidados de domiciliários, pediatrics, foi evoluindo. Quero porque fomos percebendo aquilo que se faz no outros países e que era possível fazer cá, e só não se fazia porque às vezes não consegue fazer porque é uma estrutura mais pesada. Nós temos esta enorme vantagem que somos uma estrutura muito pequena, muito agile e, portanto, muito facilmente, testamos-me o leelos, com o remalvo, voltamos atrás, afinamos, voltamos a testar. Eu acho que este é uma grande vantagem desde setora em particular. - Só para percebermos também a dimensão do trabalho e às vezes os números ajudam a isso. Quantes crianças se afaron ajudadas e quantas estão nesta altura? - Então, eu diria que nesses 20, 16 anos. - Estamos a falar de 0,12. - 0,12 é na casa. Nós temos o projeto dos cuidados domiciliários e nesse é pediatria. E a pediatria vai, tipicamente, até hoje, 18. No caso da doença crônica, aquilo que as pediatrias fazem é atrasar um bocadinha, a idade, porque embora a criança vai crescendo, não está-no um corpo de criança, com uma série de limitações. E portanto, nós temos meninos no projeto com 20 italantes. Na casa do Gila temos 2,12, e portanto, ia uma facetária mais penina. Na clínica do Gila que abrimos em 2024, quisermos ir até hoje 25, porque queremos muito acompanhar os jovens universitários, achamos que é uma parte importante. - E são muitas crianças, ou para a criança? - Sim, na casa dos Gila são mais de 450,50 crianças que já foram reintegradas e os prédios de vida foram restruturados. No projeto de cuidados domiciliários apoiamos cerca de mil crianças por ano. Tivemos um projeto também dentro dos hospitais, pera. Eu diria que neste 26 anos, o balanço que temos só cerca de 50 mil crianças que nós conseguimos impactar. - E como é que isso faz a dinheiro? - Ah, temos tempo. - Quantes tempos? - Tem tempos, tem tempos. - Em 10 anos, eu não posso que eu não vi. - Antes desta pergunta, que outras iniciativas com o mesmo público alvo à nível nacional? - Com uma fundação, sem dinheiro neste. nestas diferentes valências, não sei, há várias com projetos específicos, ou seja, há várias casas de acolhimento. Não há ninguém a fazer cuidados domiciliários pediátricos da forma como nós fazemos, há outras clínicas. O que que procuramos ser diferente? Era aquilo que eu hoje dizia. Procuramos sempre trazer aqui um modelo que seja diferente dos outros para poder testar e partilhar, por exemplo, na casa dos Gila, em que há outras casas de acolhimento, que funcionam sobre a mesma lei da segurança social, e, pelo mesmo encodramento, em que é que nós achamos que podíamos fazer diferente, em que é que nós fazemos diferente? Nós trazemos aqui, criamos uma metodologia própria, e uma metodologia própria, em que cada criança tem que ter obrigatoriamente um acompanhamento dedicado de dois técnicos de referência. Estou a chamar de cada criança, tem dois técnicos de referência sempre, que são obrigados a passar tempo individualizado por dia com aquela criança. Porque gerir uma casa de acolhimento com 15 crianças, 16 crianças é muito difícil de fazer, imagina? 16 filhos é difícil dar atenção, individualizado a cada um, tanto, é mais do grupo, e, portanto, nós percebendo isso, quisermos muito fazer aquela coisa do filho do dia do filho único, portanto, que cada criança conseguisse ter este espaço de tempo individualizado com os cheios e de calor de referência. E isto é uma coisa que fazemos diferente. O facto de rapidamente, temos percebido que estas crianças tinham já muitas questões de saúde mental e querem precisar de resposta, e isto não está previsto na lei, ou seja, a segurança social não nos paga para isto, não é isto que está no acordo, não diz isso, mas nós percebemos que era determinante e, portanto, fomos procurar respostas na comunidade para ter essa apoio, não as encontramos, criamos dentro de casa, que é, então vamos montar um e montamos a clínica do Gil. Um bocadinho motivada por essa necessidade, dar resposta em primeiro lugar às nossas crianças, e depois do que fizemos foi a solhar mais crítico de como é que este projeto pode ser um projeto de que impacta a comunidade toda, como é que ele pode ser autossustentável financeiramente no tempo, esta sempre a grande preocupação. E portanto, criamos a clínica nesse modelo em que vai tratar os nossos, mas está aberto a pública em geral e vai acompanhar tantas outras crianças. E como é que isto se consegue? Sem ninguém? Com o sexo, sim, é aquela coisa das homelhas de senhores, né? Não, precisamos deñar, efetivamente, mas é de facto difícil, é de facto difícil, e a si é o grande desafio destas organizações sem fins lucrativos, é que de facto precisam destrar o tempo todo em processo de angariação de fundos. É que eu passo 70% do meu tempo a fazer angariação de fundos, que é muito frustrante, porque eu preferi estar a fazer outras coisas, mas é absolutamente determinante para que senhar no projeto. E portanto, essa necessidade é determinante. Como é que fazemos, fazemos inventando uma série de projetos de angariação de fundos, desde de jantar, de leilões, espetáculos, enfim, vários projetos de angariação de fundos, fazemos muitas parecidas com o setor empresarial, tentamos desafiar a sociedade civil e construímos um espaço na fundação, que é a casa do jardim, construímos em 2019 precisamente com esse objetivo. Apenas isso para trabalhar a nossa sustentabilidade financeira, tentamos em um espaço aqui, afrente, um espaço muito bonito. E na veneu do Brasil, na veneu do Brasil, na verdade, na verdade, estamos nos íngers, temos um jardim muito grande, muito bonito, e portanto, decidimos ocupar uma parte do jardim com um espaço, que é multírus e que desafiamos as empresas para que possam usar, fazendo, enfim, timbildings e ventos reuniões de trabalho que seja. E, ao fim de semana, é muito utilizado pelos pais para fazer festas da universário, para os mildiscos, para os passos ótimos. E essas receitas todas servem, exclusivamente, para financiar os nossos projetos. E depois, os novos projetos que criamos, já criamos com esta lógica de isto, tem que ser autossustentável, porque são a amadora de cabeça. Peste que o meu dano, como é que a Patricia lida com essa pressão, porque é uma pressão gigante, mas. De que eu tenho que manter isto tudo funcionar, preciso de engargar dinheiro para isto, deve dar umas noites maldramidas. Eu costumo dizer, mas amigos, gostam comigo, porque passagem da ano, tão sempre todo de muito contento celebrar de cintinha. E eu digo que sempre o meu contador está azer, agora. Aqui é o "Here We Go Again". Lavenmos nós. É de facto muito, muito gigastante. E é muito difícil e não é sustentável, longo prazo. Motivo pelo qual, o ano passado que você desenhar um projeto com a VLA e com a CURN, decidimos mobilizá-los, propensá-los aqui no projeto de facto, sermos uma fundação que adicamos mais outras, com fundos. Não é uma parte das fundações, tem um fundo, ter fumaer essa, ou porque são uma fundação de uma empresa e tem uma adultação anual, portanto vão jorir um dos anos. É uma goal, não é? Não, não. E eu adoraria que a fundação do Gio fosse assim, não é, nós somos aqui os ingleses chamam de box on das fundas, temos que ir à rua, buscar fundos para aplicar, e portanto isto é a sanciadade permanente. Mas estava a dizer, os que é tão ano passado, começamos a desenhar e o que é um cairinho, nesta reflexão dos 25 anos da tevidade, com todos os prédios sociais que já fizemos e quando é que queremos ir, foi um cairinho aquela decisão de, vamos pensar, como é que podemos pensar a fundação no longo prazo. E isto passa necessariamente para a sustentabilidade financeira, e portanto, tenhamos aqui um projeto numa lógica de obrigações, mas tenta criar um fundo, um endalmente para a fundação, que depois possa ser aplicado e que possamos viver da rendibilidade deste fone e que paque por menos os custos fixos. Não tem essa cultura, concorda no pescoço, não é? Estamos sempre na gordura de pescoço. É que o que eu tinha era um mercado relacionado com o que o Ricardo questionou, uma que é viver com isto todos os dias, e desde logo levanto-se uma questão. É para se tendo 80% de fazer fund raising, isto é muito frustrante, porque gostava de estar mais tempo-se, que era fazer parte da que a essência da fundação, não entendo-se está lá há quantos anos há 20 tal né? 12, 12, agora 12, nessa função, tipo sair e voltar. Ah, está 12 nessa função? Sim, é muito tempo, porque é o que é alimentar a máquina, principalmente. É uma boa pergunta. A vontade de fazer, para já há um grande sentido de missão, eu gosto de mesmo do que faço. Eu não me veria trabalhar agora numa empresa dita-normal, que não tivesse um grande impacto. Isso para mim é mesmo importante. E eu sei que a empresa esteia mesmo impactando e está tudo certo e pronto. Mas para mim esteia muito importante. E depois, porque de facto os meus dias não somos notos. Eu não estou sempre fazendo alguma coisa. Eu estou a postar um dia inteiro a desenhar um projeto novo e a fazer a imessa pesquisa para perceber que a projeto é que vamos montar e falar com uma imessa gente. E para a clínica do Gilo quase que fiz um curso em psicologia, porque tive dois ou três anos a falar com tudo que é psicólogo, e tudo que havia poder ser. Portanto, é sempre muito dinâmico. E eu acho que isso dá esse ful para a parte chata e a parte da agressão de fundo. Mas o que faz de levantar aqui? Uma questão é que se calhar, o dia que tiver o Endowment, se calhar vai ser um tédio. Porque aquela parte criativa para curar soluções que eu vou já ser energia sabontado. Acho que não. É aquela de na linda, né? É sempre que o meu lado na linda aqui não estuda. Sim, mas aí pode estar totalmente focado nos projetos sociais. E aí podemos crescer brutalmente e fazer imensos novos projetos sociais. Ou a patrícia. Se retirarmos a patrícia da fundação do Gilo, quem é que tem o seu grave conhecimento para continuar o trabalho? Bom, essa pronta é a tramada. É um podcast lideraz, você pode ter um podcast aqui no Ponto. É, e eu sei que esse é uma falha que é onde é que está o suçor. Eu tenho um grupo de cious com queim partilho, às vezes, fazemos assim estas reflexões. E é uma coisa que me dizia sempre, porque é, ok, e os suçor. E eu sei que ainda não está identificado e não está atrapalhado, é uma coisa que eu tenho que fazer. Tenho muitas pessoas na fundação que trabalham há muitos anos. Estão há muitos anos na fundação, conhecem a fundação muito bem. Aqui o desafio é que. São muitas coisas, são muitas coisas. São uma acelerada que nem sequerá tem de ser uma de as camadas. E são muitas camadas, porque a camada da angaristona de fundos é a camada de planimento estratégico e a camada da operação. Porque a fundação não tem departamentos ou seja. Nós, como temos umas cacias de fundos grande, nós temos os projetos. Tem o projeto da Casa do Gil, tenho projetos cuidados domiciliários, tenho projeto da clínica, tenho o projeto da Casa do Gertinho. São assim os quatro grandes encuras. Todos eles têm um responsável e depois têm aqui para baixo. E isto joga-se aqui, portanto. Depois, aqui em cima desta linha, uma pessoa que tem que garantir que faz. Tem umas asas muito grandes. No sobretudo, aquilo que eu faço é que nós temos muitas parcerias. E isto, vai acontecer e aparece nos pessoas muito boas. E esta depois é a parte bonita do dia. Eu acabo sempre do dia dizer "Pak, bom, isto de facto é muito acancetivo". Mas conhecia esta pessoa que é incrível ou outra pessoa que é incrível. E de facto, isto depois consegue ser fazendo. Mas eu estou ali sozinha, de facto. Pois vou até no departamento de comunicação, de distantes projetos, de na parte de jurídica. Enfim, mas não tenho como as empresas estáem em portamento de comunicação, de portamento de angareção, de fundos. Mas pode ser alo, mas está maleta, de portamento. Pós, todos na mesma porta. E isto, posso. O patrícia, até porque eu imagine que isto precisamente, por estar desafolar do terceiro setor, há sempre aquela dicutumia, não é bom, é importante para a organização, mas para ter mais estruturas, também são mais recursos que passam a alimentar a estrutura. Envestes estarão a servir, queremos servir de forma. E o que é que é a linha de rabo na boca, não é? Eu penso sempre quando estou desenhar o plan da triidade do Pão de Covain. Eu tenho que conseguir por aqui uma verba para ir buscar alguém para mais dar na angareção de fundos. E eu põe ali uma intenção. Mas depois a vida acontece e depois os custos. É preciso pagar salários, ou, ao fim do mês, é preciso pagar a gasolina das carrinhas, é preciso. E depois não sobra, portanto, andamos sempre ali, esticando lá, puxando o outro. E a tua fase, a minha sala é muito elevada? É, sim. Nós conhecemos quatro projetos agora, nossa versamento, nós são cerca de um milhão de horas. Que é preciso engarear. Nós queríamos ver os brancos, sim, temos que desenharear. E como é que a batericinho que é a história, a gente é tudo isso, tem que gerir a outra parte, que é lidar com crianças, está numa situação. já precisam, frazes, pressão crianças, e lidar com a fragilidade de destas crianças doentes. Como é que isso influencia a sua joetão? Esta semana, nós vamos a falar de sangue frio, aqui no programa. Isso, de alguma forma, dificulta ter sangue frio na altura de gerir? Então, primeiro em que eu adoro, que é importante. Eu, desde que comecei a trabalhar na fundação, e portanto, em contato com esta realidade, que obviamente eu não pinha quando estava no setor empresarial. Nós temos uma ideia dos problemas que existem, mas esta confrontação. É muito mais durado aqui, mas não é? Eu nunca mais me quer ser da minha vida, nunca mais. Aquelas coisas sabem, aquelas coisas do dia a dia. Eu me quis dizer, se eu peixe a teado por que for eu, porque vai ter o que eu carro. Isto até em versión 1 minuto de silêncio, para quem não vou. É sério, esta relativização. Mas isto foi drástico, na minha vida, foi assim me diato. Porque, de facto, eu atenção, não estou nos processos das crianças, ou seja. Claro que às vezes a equipa convoca, olha, temos aqui um problema complicado, mas normalmente se está entrega, a equipa à direção técnica da casa, por exemplo, que é o projeto mais próximo. E nós convivemos com as crianças porque o espaço é o mesmo, mas, para não ler os processos todos os dias. Mas, de facto, às vezes, sei-os caso, naturalmente, isto com elas todos os dias. E, portanto, por um lado, fez-me isso, uma relativização total de todos os pequenos dramas do dia. Para mim, são chatices, mas já não têm esse peso. Mas às vezes, tem, de facto, um impacto muito grande. E às vezes, tem dias que são mais difíceis, porque estou a resolver uma coisa mais. E que faz necessidade? Buru crática. Quem é que recorre? Mas, respiro fundo, choro, vou fazer exercício físico, porque faço o que for preciso, mas já aconteceu, só para te dar um episódio que mostram que adquim este estabeleio de todos, que está a trabalhar, ou a angareção de fundos, ou no projeto qualquer, uma coisa mais racional, por isso é que elas gostam muito comigo. E, segadas porque a fundação é meio detalhamente feminina, quando eu digo que eu preciso de descansar a cabeça nos números está bem. Valeu, ame, só, um pedinho. Dem lá um excel. Eu preciso de uma fora de excel. Nunca pensei ouvir isto. Achei a pôr da enlúcia de descansar a cabeça. Mesmo caso, este é aquilo de negativo, e é uma douta de cabeça, isso aqui é racional. É assim, não, está certo, é errado, é mais ou menos. Porque depois, entram-me pela porta da entrada. Agora está aqui um processo, e às vezes recebe processos de ler relatos de crianças, entre bonalas, de escrever processos de violação, ou processos, eu sou mais importante. E este tem um impacto. Claro, emocional, muito forte. E, portanto, este estabeleio de todos, de facto, não é fácil, não é fácil. Nem nunca vai ser. Mas quando está com a quanta que uma decisão difícil, de gestão, isto é muito peso nessa decisão que vai tomar, saber que nós queríamos poder fazer este projeto, não vamos poder apoiar aqui, ou cláprio. Objetivamente não temos condições para isso. Sim. Sabendo que é que sofre do outro lado, não é? Sim, mas aqui eu tenho sempre uma grande preocupação por trás que é, eu acho que é pior começar um projeto, e depois, terminal de repente, por falta de verbes, porque não começar de tudo. Sim. Ou seja, se as crianças tiverem no hospital, embora nós saibamos que era melhor ela estaria a ser acompanhadas em casa, todo o impacto era melhor, todos os estudos que fizemos, sabemos que é melhor, e portanto, embora saibamos que era melhor ela estaria em casa, mas elas não tiverem saído do hospital e a realidade for aquelas, aquelas, tudo bem, outra coisa é, eu tiraia para casa, da Lyucoa Ford, e agora digas verbas acabaram de estar a voltar ao hospital. E isto é que nós não temos o risco de fazer. Traumado, tu pode fazer. É. Portanto, esse é o meu racional, que eu não vou dar resposta a este projeto, porque eu não posso. que eu falho. De acabar a maior. Fostante, somos muito racionais, um muito racional nessa. O Patricia, nesta angariação de fundo sem que tem uma série de parceiros e empresas contribuem com a consciente de que estão as pessoas do Real Limbo Pacto Emocional. Porque uma coisa é fola, é dizer as palavras, é descrever o que as crianças, aquilo porque as crianças passam. Outra coisa é, estas pessoas virem ver e virem viver. Isso acontece. Acontece mais ou menos a você. De uma forma estruturada, ou seja, até para sensibilizar que as pessoas que isto não é onde o Nativia acabou, não. Este é um compromisso que a fundação assume com crianças sem prazo, não é? Muitas vezes. Temos aqui mixed fillings com isso e vou explicar por que. As vezes, isto não leva em amado no que eu vou dizer, não quer ser interpretada de uma forma errada, mas as empresas e as pessoas, as vezes, querem ajudar, mas querem muito ver o foco da ajuda. E, ah, podemos ser nós entregar os presentes no Natal as crianças? Ah, podemos. Mas podem ser bom pra criança. Nós temos não, não podem, porque as vezes temos dentro de casa, ninguém nos houve, né? Nós olha, isto não é os jardins lógicos, os bis lógicos, tal e isto nós não batemos à porta dos vizinhos, olha, pode ser ver os seus filhos. Pronto, e nós temos muito cuidados com isto. Obrigado por essa descrição, é importante. E eu sei que isto pode ser interpretado de todo. Mas eu acho que isto é mesmo importante. Então que estas crianças já foram abandonadas e mensagens vezes, estas crianças têm mensagens de trama e. E isto não é de chegar lá, das boas na chave, isto não faz bem nenhum, e tem de ser to cuidado, a saúde mental da criança, eu de repente não posso dar as pola nisto, a pola esposta é este. Sente que depois percebo que é muito importante as pessoas terem essa consciência e portanto nós também sabemos. Mas há uma e termo. Há uma e termo é isto, e tentamos fazê-lo. Nós sabemos que uma reunião nas nossas instalações tem um impacto completamente diferente do que eu irá acelre a empresa e fazer a reunião, ou agora por zão, né? Nós sabemos que isto é um impacto completamente diferente, porque mesmo não invadindo o espaço, e porque os projetos estão em sítios separados, né? É, mesmo não entrando na casa do giro, eu pode estar na casa do jardim a fazer uma reunião com uma equipa e de repente elas veem que as crianças estão chegadas a escola e veem que veem de uma nada que o educador e eles vão enrair e venha a comer um lado e percebem que fazem ali uma macacada. E as pessoas vêm, então, é uma coisa natural e percebem a que jiro de facto isto. E se cuidado e se entem, e isto tem muito impacto de facto. Isso é difícil de passar por palavras, efetivamente, sem dúvidas, mas é difícil esta este equilíbrio é muito difícil. Vou aproveitar isso porque tinha pensado também numa pergunta às vezes há muita gente que se voluntaria para trabalhar com melhor das intenções que a gente quer ajudar, mas nem toda a gente tem essa capacidade. Como é que lida com isso ou como é que a fundação do giro lida com essa vontade de querer ajudar e dizer "Peste, desculpa, mas não é a pessoa indicada para estar aqui". Bom, para já criamos uma regra e que foi uma coisa difícil também, que foi, na casa do giro, não há voluntários. Ou seja, nós não temos voluntários para cuidar das nossas crianças. E houve tempos em que isso aconteceu, eu quando esqueci a fundação havia voluntários e eu acabei com isso muito conscientemente e as vezes foi mal entendido e também precisamente por isso que era um voluntário de colo. Era uma pessoa que leia a fim da tarde, que andava uma história, que a criança, mas que acontece tipicamente que o voluntariado é que a pessoa vai para sentir bem e portanto o namorado acabou com ela e ela ficou muito satiada, não vai, está a chover imenso, não vai. E portanto as crianças ficavam a espera que o amizcio se base e essa pessoa não chegava. Isso prolongava os abandões e reitarava os abandões e portanto, fora de que está. É tão importante o que está aportado para a pessoa. E portanto, acabamos com isso. E o que nós temos? Nós temos voluntários de competências, que é, a regar da pessoa de ginástica e quer vir lá fazer aulas de ginástica com os meus. A oké está bem, é o professor de ginástica. E nós temos isso, temos pessoa de yoga, temos um professor de jujídos, temos umas meninas de um colegio que iriam e dar aulas de inglês, tudo certo, mas é o professor, de ginástica é o professor, não é o amigo. Com isso acabamos, precisamente por isso, nós não podemos estar a dar e tirar. E de facto o voluntariado tem esta coisa de ser um cadinho volado. O lado é assim. E às vezes não conseguimos todo perceber o porquê das pessoas laírem. Será que estão a fazer o porquê de facto quererem ajudar? Eu preciso fazer essa para a necessidade de validação. É mesmo que a vontade de pessoas seja ótima, seja de facto a unição, mesmo a I. Ao risco. Nós temos sempre perguntas fícies que fazemos a todos os convidados qual foi o pior momento? O pior dia. O pior momento. Aqui podemos dar carrer a proteger. Não, foi claramente aqui na fundação. Foi no covid, da pandemia, foi claramente o pior momento. E não foi do ponto visto opracional. O ponto visto opracional foi relativamente tranquilo. Nós gerimos banhas e equipas e foi confuso e foi difícil. Eu lembro-me, o país fichou, pai de 15 de março. Não foi, mas deixaram-me de ser. Sempre. E foi numa segunda-feira. E eu lembro-me, nós tenhamos estar em reunião de equipa quinta-feira com a equipa da casa, que era um equipa mais vulnerável. E eu lembro-me de partilhar com eles. Olha, a minha filha amanhã não vai à escola. Não estou confortável com isto. Portanto, eu acho que os nossos meninos não deviam ir à escola amanhã. Que vocês acham como é que sentem, como é que. Ah sim, é o queita, amanhã, é a jovem. Ok, decidimos. Amanhã não vai à escola. Nessa sexta-feira, já nenhuma criança foi à escola e ainda era obrigatório ir. Nós já sabemos como é que se resolve e começamos a logo a fazer pães de contigência. Pães de dispães de aquilo, o dress code. Nós já andávamos todos de fato, traindo, despia-se, bom, aqueles tempos. Daqui a sempre em que levávamos as contas. Sim, dez vezes por dia, pronto. Mas, ok, essa parte foi relativamente tranquila, fomos adaptando e os fates. E as que eu. O que foi muito difícil? Foi muito difícil. Eu chamei a equipa toda e disse, não há tema, não se passa nada, vai estar tudo igual. Não há leofes, não há despreimentos, não há. Toda gente vai ter ornado, está tudo bem. Tanto bora lá. Bora lá navegar este mar que ninguém sabe o que, mas estamos juntos, está tudo bem. Seguimos em frente. Dice-lize-los. Pães, e depois aconteceu várias vezes. Mas várias vezes eu acreditaria com ataques de danciar a das quatro também, antes de que eu vou pagar ornados. Porque só se imagina uma dificuldade que engariar fomos no dia a dia normal, em que fazemos reuniões com as pessoas explicamos os projetos e trazemos para as pessoas verem, as pessoas vêm, mostramos, acasamos, mostramos o impacto. Na altura, nós fizemos reuniões por zoom, ainda não. Nós começamos a fazer reuniões por zoom para tentar engariar patrocinios. As empresas estavam obviamente completamente, não era outra perdiência. Ela também não sabia o que é que ia fazer, e eu percebemos, e nós percebíamos, portanto, foram os tempos verdaderamente de anciar-la no máximo. E, por isso, os governos demoram algum tempo a negociar-la em este financiamento possetor, com a banca. E, portanto, foram momentos com muitas noites sendo remediados e muito ansiedades. O que foi a melhor momento? Quais são as melhores momentos? F foram muito. Isso foram muito. Eu sou metodimista e muito positiva. Quanto qualquer pequena vitória nós celebramos e achamos que. e festamos de desinuninamento. Farem boco, claro? Sim. Sim. Muito importante também. Sim. Olha, uns antais de angaria são de fundos que corraubem nas pás que vão isto corraubem, ou em a auguração da clínica ou em a auguração, de casos de jardim, não fizemos, mas a obra. Mas no dia a dia de forma mais corrente, isso também acontece. Na vitória, assim, vamos. porque acho que é mesmo importante e ajuda-nos um cadinho. Às vezes também nos rimes em conjunto, porque dizem que eu tenho aquela hormona de felicidade, aquela que se geram no parto a síticina. Sim. Porque imaginei. A obra da casa do jardim foi uma dor de cabeça, aquilo foi medônio. E eu dizia, não me deixo de fazer banho uma obra, não vamos construir mais, estejam fernos, e depois aquilo está pronto para que uma era vida e esteja espeta que lá e a gente esquece tudo que aconteceu. Eu acho que fazemos outra obra, seguimos a clínica do Gil. O importante. Não, eu acho que foi o escritor de lades, não sei se foi o que havia naquitia assim, e o teste escrever, mas adoro ter escrito. Mas eu gosto do processo de fazer, atenção. Eu gosto do processo de fazer. Mas de facto, às vezes há muitos problemas e é muito importante. muito difícil, mas depois quando está feito a gente esquece, portanto. Às vezes é preciso fazer de forma consciente de celebrar e tomar atenção. É sobretudo porque neste área, neste setor, os não são diários. Nós todos dizemos, fazemos cinco reuniões e elas. Não, não, não. E traí-nos assim, traí-nos na capacidade de subver viver ou não. Remédio? -Vamos de novo. -Vamos de novo. Colégal alternativa. É chorada. Também também faz parte e choramos e às vezes choramos em conjunto. Assim como rimos em conjunto, também choramos em conjunto. A coisa não corre bem. E quando é que percebeu o exo-líder? Nesse sentido doloroso da palavra, da solidão, eu acho que foi nessa altura da pandemia. -Cabe? -Sim. Porque aí foi aquele peso do. "Pai, isto tem que acontecer, eu não posso se falhar, eu tenho que despeder de mim." "Dios de pena de mim?" E eu já lhes disse que isto não vai falar. Não posso se falhar, agora não posso dizer. Olha, importam-se que recebamos um bocadinho mais tarde. Não, vai acontecer, portanto. E aí é que elemente. -Promente que a pessoa percebe, ok? -E estão todos olhando à prolíder? E agora, em uma crise. -E a coisa que tem que acontecer. -Patrei-se uma pergunta mais na sequência, uma pergunta mais pragmática. Há algum fundo de maneito de reserva para o que deve haver. Ou faixa em te ter, porque obviamente isto também implica que este dinheiro está estacionado e não está a ser aplicado a servir as crianças que não se conhecitam dos coelados. Não temos um fundo que esteja um fundo de reserva. Temos um tempo, ou seja, eu tenho que sempre alice os seis meses para frente. Tem princípio, estou a caminhar, para os próximos seis meses. Não estou no fogo do mês a mês, por santo. -E era sucentido a minha pergunta. -Ok, pronto, disse-se, mas não tenho ali uma verba que digo. Esta fica parada para algo mesmo. -E não existe, não consigo. -Durava, adorava, mas não. -Tá l'omofada. -E percebemos que a sua omofada tem custos emocionais de cuidar das as crianças, mas é realmente pesada. E que líderes inspiram. Essa é fácil. Essa é fácil da muito tempo. Chamas, baracobama. Eu acho que ele representa tudo que eu acho que um líder deve ter. E é uma pessoa que acompanha a carreira desde. Não dig desde os tempos em que ele era. Não, antes disso, fiz intervenção comunitária, mas depois fui ver tudo. Estou a decidir que depois eu gosto de uma coisa e vou ver tudo. -Tudo, obrigado a todos. -Ele e tudo. -Ele escreveu, às entrevistas, todos os comentários. -É sou verte de filhação. -Que talvez, talvez. Mas sim, acho que. É uma pessoa super inteligente, super bem preparada, muito carisma tica com uma capacidade de comunicação brutal e é muito empático. Eu acho que isso, ele é muito empático. A capacidade de mesmo explicar questões muito complexas, porque, e mesmo na presidência, não acho que ele tenha. Eu acho que ele teve. Eu acho que conseguiu falar de questões muito complexas, com a seriedade, explicando a complexidade das coisas, mas que de forma muito empática. -E eu acho que isso é. -Apera a pessoa social ou umaquia também pede ali na sua exposição. E agora, na fundação Obama e. -E acho que. -No presidente, ele sente que ele vai inaugurar agora em esticago, em junho. -Mas esta nota é importante. -Que eu entro. -Cursos que a representante chegaram a uns chagões que moldou muito em termos de. -Contacto com a realidade, onde ele toca muitos lindos. -E isso. -Ele sabe a realidade, a servelá, interviewo. E acho que ele sempre teve esse sentido de missão e do serviço público. -E isso fascina muito. -E quais são os sonhos ao sonho para concretizar? -Olha, eu diria que é claramente este de deixar a fundação resolvida do ponto vista da sua sustentabilidade financeira ao longo prazo. E portanto, é claramente esse projeto da criação do fundo, a senda almente, que eu estou a tentar trabalhar e que é uma coisa que vai demorar. Quero de ponto vista burocrático, que ele está para aprofação na autoridade tributária, enfim. -Como é um projeto inovador, mas uma vez, também é o problema das coisas inovadoras. Não está previsto na lá, portanto, é preciso procurar aí um caminho, mas eu acho que é isso. -Patricio, muito obrigado. -Obrigado a eu. -Tudo é um comunicador. -Tudo é obrigado. -Frautivo, conversa, obrigado. -Jor, obrigado, meu. Até a próxima. -Abraço. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A Fundação do Gil foi criada em 1999 para apoiar crianças hospitalizadas por motivos sociais, evoluindo para um modelo de inovação social.
  2. Desenvolve projetos como a Casa do Gil (acolhimento), cuidados domiciliários pediátricos (incluindo paliativos) e a Clínica do Gil, impactando cerca de 50 mil crianças em 26 anos.
  3. A sustentabilidade financeira é um grande desafio, dependendo de angariação de fundos, com esforços recentes para criar um fundo de endowment para garantir estabilidade a longo prazo.
  4. A presidente, Patrícia Boura, destaca a importância da adaptação contínua às necessidades sociais e do desenvolvimento de modelos replicáveis, enfatizando a missão e dinamismo do trabalho.

Summary:

A entrevista no podcast "O Querilhador" apresenta Patrícia Boura, presidente da Fundação do Gil, que explica a origem e evolução da organização. Criada em 1999 após a Expo 98, a fundação surgiu para responder ao problema de crianças que permaneciam hospitalizadas por questões sociais, mesmo após a resolução clínica. Seu primeiro projeto foi a Casa do Gil, uma residência que oferece ambiente familiar e apoio individualizado.

Posteriormente, desenvolveu um serviço pioneiro de cuidados domiciliários pediátricos, levando tratamentos a crianças com doenças crónicas, que evoluiu para incluir cuidados paliativos a partir de 2018. Em 2024, iniciou um projeto piloto de hospitalização domiciliária. A fundação atua com um modelo de inovação, criando soluções replicáveis em vez de expandir geograficamente.

Patrícia Boura destaca o desafio da sustentabilidade financeira, já que a organização depende fortemente de angariação de fundos, dedicando 70% do tempo a essa tarefa. Atualmente, busca estabelecer um fundo de endowment para garantir estabilidade. Ela partilha a paixão pela missão social e a natureza dinâmica do trabalho, que equilibra a pressão financeira com a realização de impactar positivamente a vida de milhares de crianças.

FAQs

A Fundação do Gil é uma organização sem fins lucrativos criada em 1999, após a Expo 98, onde o Gil foi a mascote. Surgiu para apoiar crianças internadas em hospitais por motivos sociais, após os fundadores testemunharem essa realidade.

A fundação desenvolve a Casa do Gil (acolhimento), cuidados domiciliários pediátricos (levando o hospital a casa), cuidados paliativos pediátricos e a Clínica do Gil (saúde mental). Foca-se em criar modelos inovadores que possam ser replicados.

Ao longo de 26 anos, a fundação impactou cerca de 50 mil crianças. Anualmente, o projeto de cuidados domiciliários apoia cerca de mil crianças, e a Casa do Gil já acolheu mais de 450 crianças.

A fundação depende de angariação de fundos, como eventos, parcerias empresariais e a Casa do Jardim (espaço para eventos). Cerca de 70% do tempo da liderança é dedicado a esta captação, sendo a sustentabilidade financeira um grande desafio.

A fundação destaca-se por criar modelos inovadores e testáveis, como a metodologia na Casa do Gil onde cada criança tem dois técnicos de referência, e por adaptar-se continuamente às novas necessidades, como a expansão para cuidados paliativos pediátricos.

A fundação está a desenhar um projeto para criar um fundo de endowment (dotação) de longo prazo, que permita viver da sua rendibilidade e reduzir a dependência constante da angariação de fundos, garantindo maior estabilidade.

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