O episódio explora a ideia perigosa de que o amor depende de um "desempenho extraordinário" ou de uma conquista individual, como se ser escolhido pelo outro fosse uma vitória. A narrativa é baseada em contos de fadas, onde as mulheres são apresentadas como competidoras por um príncipe, perdendo partes de si para se tornarem adequadas. Essa lógica é crítica: ao esconder ansiedades, raiva ou medos, a pessoa cria uma máscara que, embora proteja, leva à ansiedade constante e à sensação de ser uma "impostora". O amor verdadeiro, segundo o autor, não é uma recompensa por bom desempenho, mas uma escolha mútua e uma relação que se sustenta com a liberdade de serem vistos no todo — no melhor e no pior. A chave para a paz está em perceber que, mesmo se o outro se afastar, há outras fontes de valor e alegria: um trabalho, amigos, paixões, animais, hobbies. O amor só floresce quando se confia em si mesmo, sem depender do outro para se validar. A mensagem é que o amor não se constrói por meio de desafios ou conquistas, mas por um espaço de presença e aceitação plena — onde o eu é visto, vivido e valorizado independentemente de quem o escolhe.
Oi, minha amiga, eu vou te fazer uma pergunta.
Eu vou segurar sua mão enquanto eu faço essa pergunta e eu quero que você pencem ela.
Muita atenção, pode ser, respira fundo.
Se ninguém precisou performar o extraordinário em troca do seu amor,
de onde você tirou que você precisa.
Vamos falar sobre amor.
Trudio, eu estava caminhando com uma amiga minha.
A gente é melhor a amiga desde os sete anos de idade.
E a gente estava caminhando, conversando sobre coisas.
E eu estava emcafifada com umas coisas.
E a mãe dela, vocês imaginavam, tipo, uma tia para mim,
porque o que a gente desconhece desde os sete anos de idade,
a mãe dela mandou uma mensagem, ela respondeu.
E a mãe, então, aqui com ela, ela tal.
E aí, a mãe dela respondeu com uma mensagem
que entrou na minha cabeça e fica aí quando.
E eu acho que ela fica aí quando,
porque eu preciso de seca ela e trazer aqui para vocês.
Porque sempre que uma frase fica muito acuando na minha cabeça,
eu interpreto dessa forma, não sei se é verdade,
mas eu interpreto assim.
Eu preciso me aprofundar nessa mensagem,
entender o que ela quer dizer e passar para o podcast,
porque tem alguém precisando ouvir isso.
E aí, eu sempre gosto de falar isso,
porque, realmente, tem episódios que eu falo,
porque eu me interessa sobre o tema,
porque eu fui impactada por alguma coisa,
mas tem episódios que eu sinto uma coisa,
uma corda me puxando, sabe?
É assim que eu preciso falar sobre isso.
E geralmente, justamente esses episódios
que eu recebo muito os relatos ou um relato específico,
e bem específico mesmo,
sobre o quanto importante que foi o episódio
e parece que eu estou falando para você.
Então, se for você, que a cara puça serviu,
por favor, não deixe de me contar,
porque eu amo saber disso,
pode me contar aqui nos comentários dos Spotify,
ou no meu Instagram, ou, enfim, ou onde você quiser.
Ela me mandou a seguinte mensagem.
Ela mandou na verdade para a minha amiga, né?
A seguinte mensagem.
Ah, que massa!
Mandou um beijo para a laelinha.
Fala para ela que a gente tem muito orgulho
dela, mas não é por isso que a gente ama ela.
Menina, na hora que ela falou isso,
eu e a minha amiga, a Laura, beijo, Laura.
Eu e minha amiga a gente se olhou
e a gente falou assim, é impressionante
como sua mãe sempre sabe o que falar.
E ela nem sabe o que está acontecendo,
mas ela sabe o que falar.
E aí eu queria te perguntar isso.
Quando que você começou a acreditar
que você precisa merecer o amor de alguém?
Quando que você começou a acreditar que o amor das outras pessoas
vai vir para você em troca do quanto orgulhosa ela se sente
em sobre você.
O entroca de você performar um extraordinário
e ser perfeito em tudo o que você faz
e aí vai vir o amor.
Será que isso é verdade?
Vamos pensar.
Será que as pessoas precisam merecer o amor das outras?
Fico pensando nisso muito assim,
porque existe um perigo no amor incondicional, certo?
Que é assim, o amor incondicional
significa que não há condições para você
estarem em relação uma relação com a outra pessoa
onde existe amor.
E se não há condições,
fica um pouco complicado,
porque aí você se coloca em várias situações
de podem até ser de risco, correto?
Então nesse sentido,
eu acho que é válido a gente pensar
nesse amor como merecimento do tipo assim,
para merecer o meu amor,
a pessoa precisa respeitar os meus limites
e assim você achar uma lista de negociáveis
dentro de qualquer relação
que você sente que depois de ultrapassar essa barreira
não quer dizer que você vai parar de amar essa pessoa
mas quer dizer que não cabe mais uma relação com ela.
Por exemplo,
um dos meus requisitos para me relacionar com qualquer pessoa
é não pode haver violência de nenhuma forma.
Se eu haver violência em alguma relação que eu estou,
mesmo que eu amo em muita pessoa,
a relação precisa acabar.
Então é assim que eu vejo.
Mas para além dessa lista de negociáveis,
existe uma outra dimensão
que é muito perigosa
que é quando a gente começa a acreditar
que a gente precisa merecer o amor de alguém constantemente.
Porque em algum momento,
minha amiga,
você internalizou uma equação muito perigosa
que é a de que ser escolhida
pelo outro é uma conquista,
é uma vitória
e que ser escolhida para estar em uma relação com alguém
é um mérito seu.
E aí é bem perigoso isso
porque se você pensar nessa equação,
quanto mais difícil for a outra pessoa,
então quanto mais lixo ela for,
sabe?
Quanto mais lixo for esse homem,
se a gente está falando de relações com o homem,
quanto mais emocionalmente disponível,
quanto mais fechada,
quanto mais inabil, inabil
em relações ela for,
maior o desafio
e mais você vai se empenhar
porque você vai imaginar que quando você conseguir mudar
essa pessoa que nunca fica com ninguém,
que trai todo mundo,
que tem um histórico horroroso,
mas com você, minha amiga,
com você vai ser diferente,
porque você vai fazer,
você vai acontecer
e quando essa pessoa
te escolher,
ela nunca vai fazer nada disso
porque você é a hongue dessa pessoa,
é a hongue de macho,
como diz a ideia fritas.
Eu queria dizer que esse pessoal de muito dele
foi inspirado em um vídeo
que eu vi de uma menina que eu adoro,
porque é a Perly,
eu vou mandar o link do episódio,
é um vídeo do YouTube,
dela,
eu vou mandar o link lá no nosso grupo do WhatsApp,
o link do grupo do WhatsApp,
fica sempre aqui na descrição do episódio,
ele está em inglês
e ela é muito eloquente,
não é como eu,
que abro parênteses,
volta do risado,
faz piada,
só uma palhaça,
então se você gosta desse tipo de conteúdo
mais inspiracional,
você vai amar,
ela é uma verdadeira queen,
e ela trouxe isso de uma maneira muito clara
no vídeo sobre essa equação,
de tipo,
quando eu for escolhida,
vai ser uma conquista,
e eu vou ser vitoriosa,
e eu finalmente vou conseguir,
e a minha interpretação,
o meu feliz para sempre,
a gente aprende,
desde pequena,
principalmente mulheres,
é porque esses filmes
sempre são voltados para mulheres,
que tem aquele. todos querem que ficar com o Pauli,
é como perder um homem,
eu como ganhar um homem,
em 10 dias, como é?
Enfim, esses filmes
de como é de romântica e de princesas
que a gente aprende,
que existe uma,
um objetivo,
no fim,
entre aspas,
da vida,
das mulheres,
a gente coloca a fim,
porque depois,
nunca mostra o que aconteceu depois,
que é conquistar esse homem
para você ser feliz para sempre,
vamos pensar na história de cinder ela,
por exemplo,
no conto de fadas,
ela entra na uma disputa
com um monte de mulher,
a ver quem é que cabe
o diabo do sapato no. no pé.
Que parâmetro são esses, né?
Mas enfim,
aí faz um seu que,
no conto de fadas original,
as irmãs elas cortam,
um próprio pé,
tem um monte de sangue,
é uma coisa horrorosa,
pra ficar com esse homem.
E tipo assim,
você vê a história,
quem é esse homem?
Tipo assim,
o que ele fez
pra eu estar me folando
meu próprio pé
pra caber nesse sapato?
Ele tem um título ali,
que é o príncipe,
então,
beleza,
está casando pelo. pelo título de princesa?
Mas,
quando você criança,
você entende isso,
você entende que, tipo assim,
nossa, ele é um príncipe,
quer dizer que ele é,
por isso que a gente fala,
nossa, ele é um príncipe encantado,
como se ele fosse,
você resolver todo seus problemas,
não vai ter como, né?
E aí, a gente entende
que a gente precisa entrar
nesse jogo, né,
de disputa com outras mulheres,
ou consigo mesma,
pra conseguir conquistar
aquele rapaz,
e que rapazes são esses, né?
Fim,
aqui eu tô falando de uma
perspectiva heteronormativa,
porque assim que a gente aprende, né?
Isso foi assim que eu aprendi crecendo.
E aí,
chega no final,
e o que você consegue
na melhor das hipóteses?
E aí, viveram felizes para sempre,
que sempre são esses,
também, né?
Porque você é cada com homem,
que você não nem sabe,
pelo menos pelo colômetro da senderela,
ela dá uma dançada com ele,
já está casada,
tipo assim,
aí, você vai falar com ele,
você não sabe se ele tem bafo,
você vai votar no Bolsonaro,
entendeu, tipo assim,
você dorme,
você dorme com um príncipe encantado,
acorda com o marido,
por resto da vida,
que felizes para sempre são esses.
E essa é uma equação,
é uma equação muito perigosa de se internalizar.
Porque,
se o seu felizes para sempre,
vamos abrir um parentes,
existe o felizes para sempre,
estou achando que não,
né?
Porque seria muito simplista
da nossa parte superficial,
achar que,
ao alcançar uma coisa,
seja essa coisa para o foro,
um emprego,
um corpo,
um parceiro ou parceira,
um status,
ao alcançar essa coisa,
eu vou ser feliz para sempre,
nada vai te chatear,
nunca mais,
você nunca vai acordar de mal humor,
nem uma catástrofe,
vai acontecer no seu vida,
está garantido.
Vamos lá?
Mas então,
vamos pensar que é por isso
que você está batalhando,
pelo seu felizes para sempre.
Mas,
se o seu felizes para sempre
depende de você vencer esse jogo,
é muito mais fácil,
você,
de prontidão,
abrir mão de coisas,
que você nem vai perceber
que foi importante para você.
Porque esse objetivo final é
ganhar esse jogo,
e eu sei que você é competitiva,
e eu sei que você entra nos jogos
para ganhar des.
Você vai abrir mão das coisas,
inclusive, de pedaço do seu próprio pé,
né, que nem as irmãs
da cinderela,
inclusive,
de valores
e coisas que você tem como
negociáveis,
inclusive,
de partos da sua vida,
ah,
ele não gosta que eu fale com meus amigos homens,
então,
para de falar com meus amigos,
é cortas relações,
ah,
ele tem siúmes de uma pessoa,
do meu trabalho,
que tipo assim,
eu não tenho nenhum interesse,
eu não tenho nenhum interesse,
aí é melhor eu sair
desse trabalho,
tipo sabe,
que nem o. no friends,
tem a Rachel,
vou fazer uma referência de friends,
posso?
A Rachel,
ela tem uma amizade lá com Marc,
acho,
é Marc,
o nome dele,
o homem do trabalho e aí o Ross fica descaralhada da cabeça, que eles estão namorando na época,
ali o Ross fica descaralhada da cabeça e começa a fazer umas loucuras e começa a ficar puto com ela
quando ela vai para o trabalho e às vezes eles têm reunião, ele fica puto que ela tem reunião,
"Ah, então melhor eu sair do trabalho". Aí você começa a abrir, não que a Rachel tem feito isso agora
ou não lembra, não verdade? Mas você começa a abrir mão de coisas e até de partes de você mesmo,
assim, não estou esterendo, mas assim, "Ah, ele não gosta da minha risada, é muito alto, então vou
rir mais baixo". Então, se o seu objetivo é merecer esse amor e ganhar esse jogo, você está muito
mais disposta a abrir mão de coisas que são importantes para você. Igual a Ariel, por exemplo, aqui estão
falando muito de princesa, porque eu acho que a gente também aprendeu muito sobre relacionamentos,
pelo menos a minha geração, tem bastante isso, né, não todo mundo, mas tem bastante esse imaginário
através desses filmes e contos de fadas e tal. Ariel, por exemplo, é uma sereia, spoiler, tá?
Se contos de fadas, existem lá quantos centenas de anos, mas enfim, Ariel é uma sereia e aí ela
vive lindamente ali no fundo do mar e chega uma homem, ela se apaixona para esse homem, nem sei
se eles têm uma conversa, alguma coisa assim, ela só fica doido, traz esse homem, quer se relacionar
com esse homem, mas aí, aí chega a Ursula, que é uma vilã, maravilhosa, inclusive, uma Ursula,
e aí o sonho da Ursula até a voz da Ariel, né, é um negócio assim, faz tempo que eu não assisto,
pequira sereia, mas aí ela pega e fala assim, menino, você quer ter uma cena muito emblemática,
eu vou achar essa cena, porque eu vi outro deal with o menino analisando essa cena, muito emblemática
que a música da Ursula, aquela fala assim, "Ah, para você conseguir, primeiro que o objetivo dela
é trocar a calda por pernas para conseguir ir viver no mundo real, para ir atrás desse homem".
Vamos lá, a Queen é uma sereia, que é o que todo mundo quer ser com na criança, eu amava brincada
de sereia, e aí ela quer ser um ser humano, de todos os animais do mundo, ela quer ser um ser humano,
entendeu, podia ser uma vacinha peruda, não, ser humano, e aí para isso, para esse encantamento além
dela perder a calda, para ganhar a perna, que é o que ela quer fazer, que eu já acho uma perda
ou rurosa, a Ursula fala assim, tu quer ir lá, não se preocupa, meu amor, é só você me dar
a sua voz, e aí troca você vai ganhar a perna, acho que era um negócio assim, e aí tem uma música
que ela fala assim, "Oh, mas não gostam de mulheres que falam, é melhor você ficar quietinha,
o que eles gostam é da sua, seu shape, sua figura, e é muito emblemático, né, de
você, enfim, tudo isso para ir atrás do homem, que não se sabe nem a procedência desse homem,
de que boeiro que ele saiu, mas ela vai lá e troca tudo para ir atrás desse homem, porque aí acaba o filme,
entendeu, você sabe se eles se deram bem ou não, mas enfim, e aí para conquistar, mas aí saindo
desses aspectos, né, das sereias, das princesas, para conquistar, seu parceiro, sua parceira,
o seu feliz espara sempre, melhor dizendo, né, independente do outro geralmente, você vai se tornando,
e vai topando se tornar uma, não uma versão, a versão mais palatável de você mesmo, mais
saved work, sabe, a versão mais soft, a versão mais leve, a versão roupas leves e tênis, porque ela é
mais provável de ser escolhida, porque na sua cabeça você imagina que ninguém vai escolher
uma mulher que, em comod, que falha o que pensa, que exige demais, e aí você vai topando,
abrir mão dos seus pré-requisitos, das suas demandas, dos seus desejos, das partes de você que você
acha que são mais difíceis de lidar, e essas partes que você acha que são mais difíceis de lidar,
as partes mais indigestas, digamos assim, você esconde, e aí você vai escondendo, escondendo, escondendo,
e aí só tem duas opções, a primeira é que você vai começando a sentir uma farsa, uma impostora,
e aí mesmo que a outra pessoa te escolha, ela está escolhendo uma versão que você criou de você,
correto, e aí mesmo que ela te escolha, você fica numa ansiedade, numa rigidez, porque você fica
assim, eu não posso dar nenhuma bandeira aqui, de que isso aqui não sou eu, de que eu criei isso aqui,
eu estou mostrando só minha versão 2.0 mais digesta, mais palatável, mais saborosa, e essa outra pessoa
não pode nunca descobrir, que eu não sou isso, que eu tenho outras coisas que meio feias, que eu não quero
mostrar, que eu tenho monstros e ansiedades, coisas e medos, e eu quero gritar às vezes, e não sei o que,
e aí você vai escondendo, escondendo, escondendo, e aí você vai se sentindo essa impostora, isso é uma das
coisas que pode você, a outra coisa que pode acontecer é que você vai escondendo tanto, também pra
fingir pra si mesma, que você é isso, você esconde, inclusive de si mesma, essa versão, que você
acha que você julga que é não digna de amor, em suas partes que você acha que são difíceis de lidar,
e aí você faz isso com a ideia de que se o outro acreditar que você é realmente aquilo que você
criou, você não vai precisar mais lidar com essas outras partes, porque o outro, se o outro acredita
que você é tudo isso que você criou, então quer dizer que você deve ser, e aí você começa a querer
de estar na mentira, e você pode parar de encarar essas partes mais indigestas, porque você foi escolhida
por outro que vai dar conta de todas as suas faltas, e todas os seus medos e receios, etc.
E aí eu vou invocar a nossa padroeira, eu na suí, com o, não tem como falar de amor sem falar desse
livro nesse podcast, né, que a gente mira na amor e acerta a nossa lidão, eu vou falar um trecho
logo do começo que ela fala assim, data seja uma fantasia amorosa, bastante comum,
a de que encontrar nosso grande amor nos libraria de nós mesmos, assim não conseguimos parar de olhar
para o que nos falta, para o nosso próprio bigo, e em contrapartida não podemos olhar para o mundo,
impinionizados por nós mesmos, e tentando buscar no outro algo que diga respeito de nós.
Ou seja, quando você está nessa equação, o que você está procurando no outro, é algo que diga respeito sobre você.
Essa equação de chupo assim, se eu for escolhida pelo outro, então quer dizer que eu tenho valor, quer dizer que eu mereço,
quer dizer que eu sou digna de existir e de ser amada, e aí você está dizendo que quando você está procurando isso,
você está procurando amor, que você quer amor, mas você não quer amor, você quer validação, quando você entra nessa equação,
que você está procurando, é validação, alguma coisa que te prova que você merece existir e que você é suficiente,
e você busca isso no outro, só que quando você entrega esse poder de dizer, se você merece existir ou não,
se você é suficiente ou não, se você digna de amor ou não, na mão do outro, minha amiga, aí o outro pode tirar isso a qualquer momento,
está vindo como você fica vulnerável, e aí é, olha só que ironias, fez tudo isso para construir uma casca muito rígida e perfeita de si mesma,
para ter a segurança de que o outro vai te amar, mas aí quando o outro fala, tá bom, vou te escolher, aí lascou, quem está na mão do outro,
né, se você não tem um poder de definir para você mesmo, não, eu tenho o valor, eu me dou validação, eu sou, eu mereço existir,
se você deixar isso na mão do outro, ele pode tirar qualquer momento, e aí quando você percebe que você entrou nessa dinâmica,
vou te dar um momento para respirar, que às vezes é muita informação, vamos respirar juntas,
nos culpo, às vezes eu dou uns tapas na cara, eu não, eu vou falando, e eu não percebi que eu estou dando tapas na sua cara aí do outro lado,
você aí não metrou tipo, calma, calma, é a piedade, vamos lá,
e aí quando você percebe, você está num jogo constante com o outro, que é esse desafio de vencer,
está sempre buscando vencer essa equação, vencer esse desafio de merecer o outro, de ser discolhida pelo outro,
e aí também é perigoso, porque é muito fácil de você sentir que quanto mais difícil for esse jogo,
mais você merece o amor, mais de, mais maior a prova de que você merece existir, maior a evidência de que você merece ser amada,
de que você é suficiente, de que você é válida, maior avalidação,
e aí você acaba se enfiando voluntariamente, inconscientemente, em um jogo, que vai te exigir tudo,
vai te exigir 24 horas por dia, vai te exigir performance, vai te exigir performar o extraordinário,
que você coloca na sua cabeça, que você só vai ser amada, se você performar o extraordinário,
mas em contrapartida, você já parou pra perceber que nessas relações em que a gente acha que a partir da escolha do outro, você vai evalidação,
você nunca consegue ser escolhida o suficiente pra ficar em paz, você nunca consegue ser escolhido o suficiente pra realmente acreditar que você merece o amor,
de novo que ele me lembra de uma, não vamos ganhar e não vamos perder, todos vamos perder, e aí você passa a viver em um estado constante de vigilância e ansiedade,
achando que isso é amor, achando que isso é uma prova do quanto você é uma pessoa,
e o quanto que essa relacionamento é dinâmico e empolgante e essa paixão que a gente vê nos filmes e essas borboletas no estômago,
minha filha às vezes dessas borboletas no estômago são ansiedade, um estado constante de estresse, ansiedade cortizou ao alto,
porque você tá com medo de ser vista, você tá com medo de ser descoberta por trás dessa casca que você criou,
e você tá com medo do outro perceber, e aí ele te abandone,
e você perder a sua avalidação e a ideia de que você merece existir no mundo.
Vou falar de uma experiência que eu tive, particularmente.
Uma vez eu namorei como menino, que ele era repetente.
Ele repetiu e entrou na minha sala e aí ele virou assim, carne fresca no pedaço.
Todo mundo queria esse menino.
E aí, quando eu fui ver todas as minhas amigas estavam a fim dele, inclusive eu.
A gente foi contar assim, contabilizar tinha 8 meninos a fim dele, tipo assim.
A apaixonadas por ele, assim, descrevendo cadernos, iniciais,
era uma coisa, assim, febril, ele era uma febre.
E aí, no final, menino, a quem ele escolheu pra ficar com ele?
Foi eu, aqui vos fala.
E eu, na hora que eu fui escolhida.
E eu lembro que foi uma situação assim, a gente teve que ficar meio que escondido.
Acho que eu já contei essa história, não sei se foi lá no TikTok,
que até o monitor do acampamento lá denunciou que a gente estava ficando perdido de todos meus amigas.
Mas, enfim, a gente teve que ficar meio escondido pra não chatear as outras pessoas,
a gente viveu todo um romance, assim, as escuras para não chatear as outras amigas,
começou a virar uma coisa.
E eu ficava assim, ela misericója.
Por que esse homem me escolheu?
Eu tenho 8 pessoas atrás dele.
Ele deve achar que eu sou uma coisa que eu não sou.
Então, eu vou fingir que eu sou essa coisa que ele acha que eu sou.
E eu lembro que nos primeiros anos, assim, porque eu fiquei muitos anos com esse menino.
Os primeiros anos eu sentia um medo constante, constante de que ele descobri-se,
que as outras meninas eram melhores do que eu.
De que alguém fosse falar com ele e ele falasse que a coitada dela,
acho que eu escolhi ela na verdade eu estou com todas.
Eu ficava nesse medo constante, porque eu achava que ser escolhida era o fim do jogo.
Mas ser escolhida foi o começo da minha tortura.
Porque se eu passei, sei lá, acho que eu passei 4 anos, 3 anos com esse menino,
os anos que eu não estava completamente petrificada de medo,
dele tirar essa escolha.
E eu sei que me avei com o fato de que eu não era o suficiente para ele.
E aí, por consequência para ninguém, ele passou a me traindo e eu traindo ele.
A gente era adolescente, eu não vou ocupar ele, também não vou ocupar.
Mas a gente ficou naquele negócio de termino e volta de termino e volta e trai aqui.
E o outro trai por vingança, não sei o que é um relacionamento horroroso.
E o spoiler do final é que ele foi ficar com a outra menina.
Enquanto estava comigo, pelo que eu me lembro.
Acho que a gente terminou, ele começou a namorar com uma outra menina 2 semana depois.
Uma coisa assim, horrorosa.
E eu tive que ele dar ali com meu vazio naquele momento.
O que foi ótimo, spoiler.
O que foi ótimo, porque eu fiquei solteira por um tempo.
Menina, construí toda a minha personalidade naquele momento ali.
Então, quando o amor vira essa equação, esse jogo,
que você precisa vencer para ganhar o amor do outro,
você vive em um estado constante de ansiedade achando que isso é amor.
E o que isso tem a ver com amor?
Gente, o amor não te faz sentir que você está num teste constante,
no limiar entre a conquista e a catástrofe.
E eu sei que essa é uma dinâmica que às vezes é um pouco viciante.
E muitas vezes essa dinâmica a gente aprende quando a criança,
que é muito comum, que exista uma experiência na infância
de que as crianças entendam que isso avão ser amadas pelos pais.
Se fizerem tudo bem bonitinho, bem certinho,
se não incomodar, se não fizerem nada errado, isso é muito comum.
Mas existe um momento que você precisa olhar para essa criança
e falar assim "eu entendo" que isso aconteceu.
Mas está na hora de te deixar ir.
Não é isso, que eu quero não é assim que eu quero seguir minha vida.
Não é esse raciocino que eu quero seguir.
Eu não vou me comprometer com isso,
porque se não se vai replicar essa relação em todas as suas outras relações,
e aí não tem saída, minha amiga.
Aí você só vai encontrar ansiedade mesmo em um lugar do amor.
E às vezes essa dinâmica, você fala assim, você fica pensando assim.
Aí, convencerem de que eu não era valiosa,
mas eu vou conquistar esse pior homem do mundo.
Eu vou. Como quero o meme da virgina?
Porque eu vou negociar o innegociável para ficar com esse homem
e provar para mim mesmo e para o mundo que eu mereço, sim, ser amada.
Porque eu estou sendo amada pela pessoa que não ama ninguém.
E aí você entra nessa dinâmica, e aí você fica conferindo a barriga.
E aí essas borboletas nos tomam que a longo prazo significa cortizou alto, insônia.
Tipo, se ninguém consegue viver nesse estado por muito tempo, gente.
Ele literalmente adoecedor.
Você fica nessa dinâmica e é como um jogo, é um vício, né?
O tigrinho delas, a tigrinha delas.
E a real é que o amor é muito mais interiante do que isso.
O amor, amor, é muito mais interiante do que isso.
E também exige muito mais coragem do que esse jogo que a gente topa entrar.
Porque nesse jogo de conquista, nesse jogo do ai,
eu vou cortar meu pé para entrar num sapato e conquistar esse homem.
Você só se permite ser vista no seu melhor.
Você cria essa imagem de si mesma, nessa máscara,
que você acha que é mais palatável, agradável, desejável.
E você só permite ser vista até essa máscara, né?
Ela te protege de uma certa forma.
Mas o amor só tem como prosperar e existir, se enraizar de uma forma profunda.
Se você se permite ser vista, e se você se permite ser vista,
também no seu pior, também os seus lados feios.
Porque é que a gente não mostra os nossos lados feios de cara.
Porque a gente tem medo que as pessoas vão embora, né?
Esse é o grande medo que mora para trás disso.
Que é, eu tenho medo de ser abandonada.
Tenho medo de que se eu for eu mesma, as pessoas vão me abandonar.
E agora eu lembrei de um flash. Eu, no consultório da minha nadita,
dos primeiros anos de análise, em que eu estava falando exatamente isso para ela,
de tipo assim, eu estava com medo de reagir do jeito que eu queria reagir numa relação,
que não era amorosa, uma outra relação.
E aí, eu falei isso, assim, ela ficou tipo, mas do que você tem medo?
O que você tem medo que aconteça, se você gritar, se você falar que você está com raiva,
se você fizer isso é aquilo.
E eu lembro que eu falei exatamente isso. Eu acho que eles vão embora.
E aí, ela fota, então, esse é o seu medo.
O seu medo é que as pessoas se abandonem.
E eu acho que esse é o medo humano.
Eu acho que a experiência humana é ter medo de ser abandonado.
Isso é evolutivo até isso. Porque se a gente fosse abandonada nas nossas eras
de idade das cavernas, se a gente fosse abandonada,
a gente literalmente morria. Não é mais o caso, né?
Assim, a gente precisa uns dos outros, mas você não precisa exatamente
daquele homem oudo que você está se humilhando por ele.
Você pode encontrar amor em outros lugares
e fazer um somatório de amores que te dê uma base suficiente para você sentir,
se sentiam parada por essas relações.
O suficiente para você não se metem nenhuma enrascada
por colocar na mão do outro muito mais poder sobre a sua vida do que você gostaria conscientemente.
Porque eu amor só tem como prosperar quando você se permite ser vista no seu pior.
E ao serviço no seu pior, você percebe que o outro não vai embora.
Aí estamos falando de amor.
E é aí que mora a paz que você está procurando.
Porque você acha que você vai conseguir paz a partir da escolha do outro.
Não é verdade.
Você vai conseguir paz quando você conseguir relaxar em quem você é
e o outro falar "eu quero estar com você".
Você vai falar de conhecimento que também quero estar com você.
Vamos fazer o trabalho de estar juntos e deixar o amor prosperar
nessa relação e da espaço para o amor prosperar nos altos e baixos.
No melhor e no pior, no lindo e no feio,
vou dar um exemplo que eu falei como um Victor outro dia,
que é o seguinte, eu, como muitas outras mulheres, aprendi muito rápido
que a minha raiva não tinha lugar, não tinha espaço.
E que era melhor eu engolir minha raiva, não era nem melhor.
Eu deveria engolir a minha raiva.
O adequado e o exigido era que eu engolisse a minha raiva
em todas as situações, em todas as relações.
A ponto de eu ignorando tanto essa raiva
e ter um capítulo do meu livro que eu falo só da raiva
e só quando isso prejudica até a nossa relação com o nosso próprio corpo, como mulheres.
Mas de tanto engolir essa raiva, ela foi se tornando outras coisas, né?
Gastrite, por exemplo.
Mas também eu fui desconhecendo essa raiva
e eu não sabia nem, e a minha análise não falava assim.
Gente, você não bate porta, você não fala alto,
porque eu sempre relatava situações de brigas
em que as pessoas eram muito escurotas comigo, assim,
ó, é coitadinho de mim, né, como se eu não fosse escuruto.
Mas eu estou falando dessas específicas.
Em que pessoas alçarem escurotas comigo,
a minha reação era muito racional de tipo assim,
olha, eu entendo da onde você está vindo,
vamos dar um tempo, vamos respirar depois eu volto, a gente conversa,
tal, sempre muito ponderada e sempre tentando sair pela razão
e sair como a melhor pessoa, né, ali.
E ela falou assim, mas nada te dá raiva, tipo assim,
nada, você reage, na hora, nada, você grita,
nada, você eschinga, você não bate porta.
O que acontece? E ela seguiu falando isso pra mim, por anos,
até que, na minha relação com um vitor uma vez,
e eu lembro exatamente a gente estava brigando,
e aí eu falei um palavrão assim,
eu falei, tipo, caralho, você não me escuta, tipo alguma coisa assim,
há muitos anos atrás.
E eu lembro que é assim, na hora que eu falei isso,
minha pressão baixou, que era o medo de se abandonar,
eu falei assim, bom, agora que eu explodi nessa briga,
com certeza, ele vai terminar comigo.
E aí, o que aconteceu foi o oposto,
assim, ele falou, tipo, "tava, descutar que aqui é,
o que você quer falar?" E aí, eu lembro desse lado.
lápis assim, tipo, meu Deus do céu, eu falei, caralho, você não me escuta, e ele está aqui,
e ele está querendo escutar, tipo assim, meu Deus, isso mudou a química do meu cérebro,
e assim, eu não consigo expressar minha raiva em todas as relações, assim, estou no caminho,
não acho também que isso é o ideal, mas eu acho que eu estou no outro extremo do ideal,
que é, tipo assim, ser muito, não, não, não contar com a minha raiva, e eu estou trabalhando
com isso, mas na minha relação com o Victor foi a primeira relação onde eu, sem, sem,
sim, estou até hoje, que eu posso expressar quando estou com raiva, e ele não vai me abandonar,
tipo assim, ele entende que a raiva faz parte da dinâmica de quem eu sou, e que isso
não me faz mais ou menos amável, me faz ser eu, a pessoa com quem ele escolheu se relacionar,
e esse é um outro ponto que a gente vai, vai chegar, porque ao mesmo tempo que isso aconteceu
no meu relacionamento poderia até acontecer doutra coisa, quando você decide mostrar
as partes, e dar vazão as partes que você, às vezes escorre de até de si mesmo,
portanto, o tempo que você desconhece, ou dar vazão as partes que você estava escondendo,
mas você sabe que existem, o outro pode ir embora, ele pode olhar isso e falar assim,
"Uta aqui pariu, quem é você?" assim como você também pode ir embora quando o outro te mostra
uma coisa horrorosa, "Uta aqui pariu, quem é você?" que porra essa, estou indo embora,
e isso pra mim é inadmessível, ou tipo, "Ah, isso dá muito trabalho, não quero me relacionar
com a pessoa sim, que é o que mais acontece hoje, tipo assim, o povo não quer dar o trabalho."
Isso pode acontecer, de fato pode, não vou falar pra você que fala assim, "Nossa, você
pode desbravejar com o outro, você pode ser escoroto com o outro, você pode mostrar
seus piores lados, você pode falar todos os seus defeitos e o outro vai ficar, não tem
como garantir isso, ninguém tem como garantir isso, e é precisamente por isso que exige
coragem, relaxar em quem você é dentro das relações exige coragem, e o que eu ia dizer
sobre isso é que independente de você decidir ou não mostrar essas partes feias para o outro,
meu amor, você não tem como controlar tudo, você não tem como fazer tudo bem certinho
até o outro te amar, você não tem como controlar a decisão do outro, porque o amor não
é um sistema de recompensa.
Gente, se esconhassem a glam, talvez vocês conhecem por glam box, mas a glam box não existe
mais, viu, aliás, a glam box é apenas um dos planos da glam, a glam é um clube de
compras pra quem ama o mundinho da beleza, são vários planos diferentes e todo mês
você recebe uma seleção de produtos personalizada de acordo com seu perfil, além disso, assinando
qualquer um dos planos, você tem desconto no ecomércio da glam, com marcas incríveis, mais de
10 mil produtos há um preço muito competitivo e benefícios exclusivos, e tem várias opções
de plano, por exemplo, assinando o glam como premium, você recebe no mínimo 8 produtos
de marcas conhecidas, ou premium, que somariam mais de R$ 560, mas pagando menos de R$ 200,
mensagem de mais, minha amiga, o tema desse mês é glam blum, inspirada na primavera, então
a edição é uma caixa e uma necessária bem linda e colorida, ainda da tempo te recebella
na sua casa, tá, é só assinar glam com um cupom gostosas e choronas pra ganhar um super
desconto.
Obrigada, glam, pra patracinar esse trecho do episódio, voltando.
Por exemplo, eu sempre conto numa relação orgulhosa que eu tive, né, no começo dos meus
20 anos, e eu fiquei muito tempo na análise, pensando tipo, mas eu fiz tudo certo, cara,
fiz tudo certo, era ótima, olha isso aqui, eu fazia isso, eu falava isso, eu ia nesse
lugar, eu tinha uma boa relação com a mãe dele, tinha uma boa relação com pai dele, eu
fiz tudo certo, por que ele fez isso comigo, por que ele terminou comigo, e é o que eu
cheguei à conclusão é que você não tem como controlar essa experiência, não tem como fazer
dar um check nas listas de coisas que você acha que fazem com que uma pessoa seja amável,
e aí o outro vai te dar o amor, isso não tá garantido, porque o amor é algo que acontece
entre duas pessoas que precisam escolher, e aí eu queria trazer um trecho, de tudo
saber o amor da Mel Rooks, também da nossa bibliografia principal aqui do Gostoso, também
choram, que eu já trouxe esse trecho, mas vou trazer ele contextualizado agora, Mel Rooks
está falando do Eric Fron, sobre a definição dele do amor, e ele fala o seguinte, o
amor é o que o amor faz, é a extensão, amor é um ato da vontade, isso é tanto uma
intenção, quanto uma ação, a vontade também clica escolha, nós não temos que amar, escolhemos
amar, minha filha, você não tem como fazer o outro te amar, assim como outro não tem como
fazer você amar ele, você nunca, eu já passei por situações em que não tinha nada
gerrado com o outro, eu estava me relacionando com alguém, que não tinha nada gerrado
sobre ele, uma pessoa incrível, um fofo queridíssimo, me amava horis, gostava, mas eu
simplesmente não tinha como, não é porque ele é super legal, que eu vou amar, essa pessoa
eu vou querer me relacionar com ela, não é pessoal, não quer dizer que ele é menos
válido ou mais válido, que ele é melhor ou pior, quer dizer que eu não tenho controle,
se eu vou amar ou não, assim como você não tem controle, de se eu vou te amar ou não,
e se você vai firmar ou não, o que pode acontecer é, por exemplo, que eu sinto no meu
relacionamento, eu e a pessoa com que eu me relacionou, no caso o vítore, mas também
dando vazão para outros tipos de relação, também de amizade, família, todas essas relações
que envolvem amor, a gente realmente gosta muito um do outro e se ama, a gente está junto
a 10 anos, vocês acham que todas as minhas versões desses últimos 10 anos foram amáveis, eu
já fui assim, beirando o insuportável, já passei por fases horrorosas, por perdas horríveis,
que me desestam benodilizaram horrores, por momentos que eu estava pensando uma coisa que
é totalmente errada com o que eu penso hoje, sem totalmente não errada, mas incompatível
com o que eu penso hoje, e fiz coisas, e ele também fez coisas, e é isso gente, é um
vai volta, é uma pessoa que você tudo deserta, ela vai mudar, que a gente não é a mesma
pessoa para o resto da vida, e aí por conta desse amor que existe entre nós, a gente
acaba a escolha do trabalho de ser relacionado, que é um trabalho, e eu sei que falou isso,
é um trabalho, e é um trabalho que não tem como uma pessoa fazer o trabalho da relação
inteira, precisa ser um trabalho em duas pessoas, você não tem como fazer o trabalho do outro
de te amar, não tem como você resolver todas as suas questões e deixar tudo mais fácil
por outro te amar, e aí ele vai te amar, porque você pode ser a pessoa mais fácil de amar
do mundo, o outro pode não ter amor para te dar, o outro pode não ter a habilidade de
amar, não ter a capacidade, não ter, o amor não flui, pode acontecer isso, uma relação
em um relacionamento amoroso, que eu vejo, é isso, existe a sorte do amor, inclusive
meus votos de casamento foram exatamente sobre isso, existe a sorte do amor, que é, você
e outra pessoa, deram a sorte de se amar ao mesmo tempo, existir na mesmo contexto, sem
encontrar e perceber que se amam, e existe o trabalho, que é a história do que a sorte
de encontro em movimento, existe dar as melhores condições para o amor para o esperar também,
mas não existe você fazer o trabalho do outro, tem o trabalho do outro, tem o seu, tem como
confundir, é a escolha do outro, e a sua escolha também não tem como fazer a escolha
pelo outro, e por isso também que dá trabalho, por isso que também que o amor da trabalho
porque você precisa se permitir ser visto, o tempo todo, o tempo todo, nas suas piores
e nas suas melhores versões, e exige muita coragem, e essa coragem ela só vai ficar viável
para você, quando você se fizer a pergunta, se o outro for embora, o que que sobra, porque
se não sobrar nada, se você não tiver em si mesma capacidade de olhar para você falar,
eu sou o suficiente, eu mereço existir, eu mereço coisas boas, eu sou, se você não tiver
isso em você, aí se o outro for embora elas com mesmo, né, minha amiga, e aí eu não tô
falando que você precisa ter isso sozinha, que você precisa olhar para você falar, eu sou
suficiente, isso é ótimo, se você conseguir, mas se você verizar isso em outras relações,
em outros lugares, em outros, sabe, quanto mais distribuído for a sua ideia de valor
sobre si mesma, então, ah, eu gosto do que eu faço, eu sou boa no meu trabalho, às vezes
eu você ruim, mas tudo bem, porque a minha mãe me ama, e às vezes eu briga com ela,
mas eu tenho uma amiga que eu posso ligar para ela e a gente dá muita risada, e às vezes
ela vai estar indisponível, porque ela tá trabalhando muito, mas eu tenho um cachorro, e uma cachorro
é o máximo, mas meu cachorro não fala comigo, então eu posso ler um livro, que eu me sinto
extremamente compreendida, e às vezes eu vou estar muito cansada para ler um livro, mas
aí eu posso falar com a minha colega de trabalho, e aí eu posso consumir arte, e aí eu posso
ir numa exposição, e aí eu posso viajar com uma outra amiga minha, e aí se não, eu posso
ligar para o meu irmão, e quando você tem uma rede, uma rede de coisas e pessoas e lugares
onde você se sente, pertencente, mas não centro, pertencente, mas não centro daquilo, isso
é o que eu sinto, assim, isso te dá uma leveza para entrar nas relações com um poder
da escolha. Com o poder de não negocio.
negociável, entendeu? Um poder de pensar se o outro for embora pode ser muito triste, pode ser assim,
eu vou passar por uma barra assim, se o outro for embora eu vou precisar ter um momento de luto,
vou chorar muito, você entima muita falta, mas vai sobrar coisas. Se não sobrar nada, aí você tá
lascada, meu filho. Se você achar que se o outro for embora não vai te sobrar nada, aí você tá lascada.
E se esse for o seu caso é pra este lugar que você precisa olhar, é pra essa ferida, porque algo em
algum momento te fez acreditar que você precisa conquistar o amor do outro através de performar o
extraordinário, algo te fez acreditar nisso. E você vai seguir se aprisionando nesse lugar,
enquanto você não percebeu o que que sobra se o outro for embora. E se você olhar e falar assim,
não vai sobrar nada, começa a construir coisas, tá na hora, você precisa construir coisas pra fora disso.
Não tem como nada, nada na sua vida tem como ter uma centralidade tão grande, a ponto de que se essa
coisa parar de existir acaba a sua vida. Não tem como, você precisa ter outras coisas, porque nada
é pra sempre, nem você, meu amigo, nem você é pra sempre, não sei se lembra, tudo pode acabar
com qualquer momento, sinto-te em forma. E aí quando você para a respira e fala, "Tal que é que sobra, sobra
meu cachorro, sobra minha casa, sobra meu trabalho, sobra minha amiga e essa minha outra amiga, sobra
minha família, sobra isso, sobra a minha paixão pelo cosmos ou por biologia, sobra o quanto eu amo,
tal pode quede isso, e sobra esse livro, e sobra de lá, essa viagem que eu quero fazer e sobra
essa música que eu amo, o que é que sobra, tem aquela música da Marina Senna, nossa Queen, se chama
Aora de Todo, que ela fala desse momento de ruptura, e aí ela fala, não sei o que é meu, não sei o que é seu,
não sei se eu já citei essa música, desculpa a gente se eu estiver sendo repetitiva, que as referências
são as mesmas, porque eu sou uma só, mas ela fala, não sei o que é meu, não sei o que é seu cachorro é
meu, meu amor é meu, meu jeito é meu, e aí essa confusão que é muito clássica de rupturas, mas é
muito importante você não deixar essa clareza do que é seu, só para momentos de ruptura, porque só
nessa segurança de você entender, tipo, "Ah, eu tenho isso, eu tenho tudo isso aqui na minha vida,
minha vida cheia dessas coisas", ou eu quero isso, e aí você vai buscar essa coisa, tipo, quero aprender
francês, sabe, aí você aprende francês, você tem isso, você sabe falar francês, entendeu, tipo assim,
você vai plantando um jardim de flores diversas, e vegetais diversos e frutas diversas,
de um jeito que se uma árvore morrer, você tem todo um outro jardim para ser um para, para
contemplar, para se alimentar, para se nutrir, para descansar na sombra, é tão importante isso gente,
porque é só aí que você vai estar na posição de escolher, e não de ser desejada e escolhida pelo
outro, mas também de dar espaço para o seu desejo, para sua escolha, e é neste lugar precisamente que eu,
nesse altura da minha vida com 32 anos, eu posso, daqui a um tempo olhar para se episódio falar assim,
só falo merda, mas nesse, nessa altura da minha vida, é aí que eu acho que o amor tem espaço para
prosperar, é nesse tipo de jardim, de jardins muito diversificados, e tomar a que cheia de joaninhas,
que eu amo joaninhas, e agora para finalizar eu queria que você pensasse nas pessoas que você mais
ama na sua vida, pensa nas pessoas que você mais ama, pode pensar em três, pessoas que você mais ama,
alguma delas, você ama, porque ela performou extraordinário, você ama alguma delas por conta do orgulho
que você tem, do que ela é, e do que ela fez, sei lá, porque se ninguém precisou performar o
extraordinário em troca do seu amor, porque você acha que você precisa, de onde você tirou, as
pessoas que te amo podem ter orgulho de você, mas não é por isso que elas te amo, tá?
Vamos falar sobre roupa de confortáveis para mulheres, pode ser, minha gente, hoje quem vai ser
aclamada são as minhas divas CLT, divas do presencial, quem tá aí, mas não só vocês, né, porque não é só
no trabalho que a gente usa foi a ataria, mas este recado é especialmente para quem, assim como eu, não consegue
trabalhar, se não for, com a perna para cima, com a perna cruzada, com a perna do desse jeito, com a perna,
aquele jeito, com a perna em cima da cadeira, como é que você vai fazer isso com uma causa que não te deixa
se movimentar, com uma causa skinny, e só de pensar em sentar para trabalhar com uma causa dura skinny,
a minha barriga é imediatamente senti ador como um reflexo e me implora para não fazer isso com ela,
sem entender que eu tô falando, minha gente trabalhar já é desconfortável, se não se chamava trabalho,
a roupa que a gente usa para trabalhar não precisa ser, e eu tô falando isso porque amanhã, dia 7 de
outubro, vai ter live comigo às 11 para eu mostrar para vocês o nosso lançamento da nossa linha chefa da
Lele Abra não co, nossa linha chefa para quem não sabe, é uma linha de ofertaria confortável, pensada por
e para mulheres que surgiu depois que eu li o livro, mulher roupa trabalho, data e fará de com a
maior conta e elas falam sobre como no trabalho as roupas pensadas para trabalho ou são extremamente masculinas,
seguem códigos masculinos ou são extremamente desconfortáveis, não existe nada no meio disso, ou você tá
no trabalho, parecendo um adorno ao escritório com aquela saya lápis que não te deixa se movimentar, aquela
camisa que você não consegue abrir o braço, aquela causa que te corta na cintura ou na barriga de tão dura e
não ajustável que ela é, e aí eu falei é o quê, eu for, eu vou criar uma linha de ofertaria pensada para
mulheres, e aí surgiu a linha chefa, que é uma linha da minha marca de roupas confortáveis, ela
abra não co, e vira e mexe vem novos lançamentos dentro dessa linha e amanhã vai vir um muito especial, porque
vai vir reposição que vocês não param de me cobrar, da bermuda e da causa chefa, que é uma bermuda e uma
calça de ofertaria, amanhã ela volta junto com uma nova cor, que é esse ano, não sei que tá acontecendo, mas as minhas
clientes, elas não param de pedicores, antes era assim, ah, mas essa cor é muito difícil de combinar, aí a
gente ia fazer a preta, ah, mas agora a gente quer cor, e eu faço que vocês mandam, né, então vocês mandaram a
a gente trazer cor, a gente vai trazer as duas coisas, então não vai vir cores mais neutras, tipo as do marinho, que é uma cor que
vocês pedem bastante, um beijizinho com risca de giz, e aí junto com essas cores mais neutras, a gente simplesmente vai provou que
o seu site, deixar todo mundo gag, e vai vir uma calça chefa, numa cor azul biquem, vocês tão prontos pra isso, enfim, além disso
vai ter camisa chefa, que é uma camisa totalmente ajustável, com cores novas, e dá pra você amarrar de
vários jeitos, tem a nossa regata chefa, que é um ótimo básico que spoiler, se eu fosse você eu passava no site
que pode ser, você até ganha de presente, uma regata, enfim, uma regata com dupla camada na frente, sabe, uma coisa assim?
E aí vai ter uma camisa nova, super linda e elegante que também é de amarração que a gente criou, uma calça que é uma coisa assim,
ela é uma calça de alfetaria com risca de giz, e aí tem como se fosse uma saia de amarração em cima, que fica
uma, gente é maravilhoso, vocês vão ter aqui na live amanhã pra ver, porque tá uma coisa essa, essa coleção, e é a coleção pra dar que ele
gás pra gente aguentar o trabalho até o fim do ano, que eu sei que tá todo mundo exausto, já do ano, mas a gente tem que trabalhar até
dezembro, não tem jeito, então se for pra trabalhar, que seja deliciasamente confortável e belíssima, com o look da linha chefa, e como eu sei que você
desamou um cupão zitou, descontitou, vamos lá, com o cupão chefas no pod, o pod de podcast no caso, vocês ganham 10 reais de desconto na sua compra, só no dia 7 de
outubro, também conhecido como amanhã, então amanhã às 11, encontro vocês na live, na live eu sempre presentei o pessoas com cupão, então pode ser que você
ganhe um cupão de 300, enfim, já rolou até o cupão de 500 reais na live, e também às vezes tem algumas dinâmicas de desbloquear mais
desconto ainda do que 10 reais, mais os 10 reais já estão garantidos pra vocês aqui do pod de podcast com o cupão chefas no pod, tá?
Amanhã à favor anotem a sua agenda, 11 horas da manhã, live comigo lá, no @lelabredão.com, agora sim, vamos pro choro da semana, me empolguei, gente foi mal, gente, meu choro da semana é muito vulnerável,
que é o seguinte, estou passando pra uma fase onde eu estou sendo muito crítica com os episódios que eu gravo aqui pro pod de podcast, eu acabo de gravar, e eu começo a achar que eu gravei um episódio horroroso, e que eu vou jogar esse episódio no lixo, e aí me equipa, me convincendo de que não é pra jogar fora, e é pra postar, e aí aconteceu isso de novo ontem, eu tenho oquecendo, vei, eu preciso, preciso que isso acabe, porque é horrível criar nesse lugar, assim, de tanta insegurança, que você fica questionando, não é?
Eu vejo que até impacta o jeito que eu trago os temas aqui, e acho que falar disso com vocês vai tirar essa pedra do meu coração, porque ontem mesmo eu gravei um episódio, e tipo assim, gente, minha agenda daqui, por fim do ano, tá assim, uma loucura, estou tentando distribuê-la de uma forma deliciosa, mas eu não vou mentir que tá realmente, uma característica, tá bem característica de um período sobre carga, vou fazer meu melhor pra não deixar, isso me consumir, mas sim, tem muitas coisas pra acontecer daqui até o fim do ano,
muito projetos, muitas coisas, ou seja, se eu gravar um episódio e não gostar, quer dizer que vai
ficar sem episódio, não tem espaço pra gravar outro episódio na minha agenda, não sei que eu sacrifico
meu tempo pessoal, e aí eu ou um tempo tempo, né, pra eu tive um tempo na agenda dedicado pra gravar
um episódio, e eu gravei, ficou horrível, da minha cabeça não é ninguém ouviu, mas assim, eu fico com uma
sensação, vou tentar explicar essa sensação pra vocês, de que a mensagem é muito importante que eu
preciso entregar, e eu não entreguei da maneira correta, não que existe uma maneira correta, mas assim eu,
eu não entreguei da melhor maneira, e aí eu fico muito mal, porque eu sinto que eu não ourei a mensagem,
e aí eu, ontem aconteceu isso, assim, que eu gravei um episódio, que foi o último episódio, eu acho que
vocês ouviram que é sobre "Hunger Fog", a neblina de fome, e aí eu gravei esse episódio, achei horrível, eu fui
treiná, tipo, sair do, da gravação, fui pro meu treino, a minha personal perguntou assim, que que
que tá acontecendo, você não tá falando uma palavra, você tá olhando pro vazio, e eu tava tipo assim, sabe,
quando você tá, offline, e aí eu falei, "Pat, eu tô muito, eu tô com a sensação de que eu, eu não vou
conseguir dormir, pensando que é esse episódio que vai pro ar, porque a mensagem é muito importante, o que eu
tenho pra, tipo, eu acho que esse assunto é muito importante, eu acho que eu não fiz meu melhor, pra
entregar a mensagem, e aí a insegurança é tanta, isso tem acontecido várias vezes, que ontem eu
literalmente cheguei em casa, sei lá, tipo, já era hora do jantar, na hora que eu cheguei em casa, fiz tudo
que eu tinha pra fazer, dei comida pros cachorros, jantei, tomei banho, tal, adiantei coisas do
agenda de hoje, porque, enfim, eu tinha que fazer isso, já, e aí eu regravei o episódio, tipo assim,
10 e pouco da noite, vocês podem perceber que o episódio até, ele é noturno, né, tipo, sim,
geralmente, é de dia, porque encaixo na minha rutina de trabalho, mas aí eu gravei a noite,
e aí eu acabei de gravar, era tipo, meia noite, sacrifiquei horas de sono, por conta dessa insegurança,
e aí eu não sei se isso é um comprometimento com o ofício e com a mensagem louvável, ou se é
descaralhamento mental, puramente, por insegurança, então estou passando por esse momento, queria que
vocês soubessem, espero que os episódios estejam sendo legais, e que só eu e a calu, a calu também,
provavelmente percebe quando é isso, porque eu sempre que eu gravo com insegurança, eu fico assim,
"ai não, ai isso, ai aquilo, ai será que vai dar margem?" "ai será que me souquê?" "ai será que me souquê?"
"ai, é horrível, trabalhar dessa forma, é horrível, que está sempre vigilante, e isso não condiz com a
mulher relaxada que eu quero ser, então estou enfrentando aí esse período, queria que vocês soubessem,
apenas desabafando, vamos para o meu, minha obsessão atual, gente, eu estou observada com uma coisa tão
específica, que é o perfil de uma menina, que apareceu para mim no TikTok, um dia X,
apareceu um vídeo dela, e aí é uma menina que faz umas comidas muito fáceis e diferentes,
inusitadas, em casa, tipo o plot dela, tipo assim o assunto dela é que ela detesta marmita,
então ela faz de tudo para ser, tipo para as comidas dela, serem coisas diferentes, sabe,
assim ela não quer que seja, enfim gente, o nome dela é a roba b, e a atriz war, tipo b atriz war,
w, r, de guerra, sabe, b atriz war, só que como um ponto depois do b no TikTok, ela tem receitas
muito incríveis, e eu tenho, eu fico obcecada vendo os vídeos dela, ela não é muito famosa assim,
porque ela tem uma base legal de seguidores, mas ela não é tipo estourada, assim, eu vejo que alguns
vídeos dela viralizam, mas gente eu fico encantada com essa menina, como que pode, uma cabeça tão
criativa, e tipo por exemplo outro dia eu vi, e eu fiz aqui em casa inclusive, olha só de pensar já
me dá água na boca, eu fico muito inspirada para cozinhar as coisas que ela faz, por exemplo outro
dia eu vi que ela fez um frango empanado com um cornflakes, sabe, tipo sucrilhos, só que sem açúcar,
né, tipo cornflakes, e aí eu fiquei obcecada com essa ideia, e aí eu peguei eu fiz o frango aqui em casa
na air fria, e mano, uma delícia do caramba, eu vou até mandar a foto pra vocês lá no grupo do WhatsApp,
uma delícia do caramba esse frango, e aí eu fiz o frango com um outro negócio que ela fez, que ela
teve uma época que ela ficou viciada em repolho, e eu adoro repolho, eu comprei um repolho também,
repolho duro horis, aí comecei a fazer um monte de coisa de repolho, aí fiz uma salada que chama
Cole's Law, que é tipo o repolho com cenoura e tipo meio que maionese com yogurt, gente aí eu fiz um
sanduíche disso junto, uma delícia, eu tô amando, segui ela, uma das grandes dificuldades que eu tenho,
também pra mim ele menta bem, é que eu não tenho ideias legais, e eu não gosto de ficar comendo
isso é uma falha de caráterminho, mas eu não gosto de ficar comendo toda semana a roisa e feijão,
eu gosto de tipo, ah uma semana eu faço uma roisa e feijão com alguma coisa, e aí a outra semana eu gosto
de ser outra coisa, eu não gosto de toda semana ser a roisa e feijão, e aí eu tenho muita dificuldade de
pensar em outros pratos, sabe, tipo, se em pensar em pratos legais e criativos e deliciosos e
desrumpitivos, e eu tô amando, segui ela, porque ela tem vários receitas fáceis, e diferente,
sabe, tipo, assim, quando que eu ia pensar em empanar a frango com os sucrilhos e botar na air frair,
e que ia ficar uma delícia do caramba, nunca, quando que ia no mercado e ia falar tipo,
"nossa, eu vou comprar um repolho que eu vou fazer isso, nunca", eu sempre compro brócolis,
e aí, batata, cenoura, tipo, as coisas mais, mais básicas do mundo. Enfim, se vocês tiverem também
recomendações de perfis legais que ensinam receitas, assim, para fazer em casa, sabe, de dia a dia,
aceito, mas recomendo muito perfil dela, eu vou mandar também lá no nosso grupo do Atz, para quem quiser
dar uma olhada, principalmente o vídeo que ela faz o frango com sucrilhos. Tá bom?
Então, tá bom, minhas divas, espero que vocês tenham gostado do episódio de hoje.
Me segue lá no Instagram e no tiktok, @lela.brandão, minha marca de roupas confortáveis para mulheres,
é a Leila Brandão Co, @lela.brandão.co, ou www.lela.brandão.co.
Vocês têm desconto.com.com/chorona, esse desconto também é válido na loja física, não sei se sou bem,
mas a gente tem uma loja física em São Paulo, no vilão da Lina, mais maravilhosa. Se eu fosse você, eu dava uma passada lá
quando você estiver por São Paulo. E compro meu livro vertigem, né, nas melhores librarias do Brasil,
nos aeroportos também, eu sou bem do que está nos aeroportos, meu livro, e também no link que está aqui na descrição,
se você preferir, e é isso meu povo. Se inscreve aí no caramba do podcast, ou não aguenta mais o Spotify falando,
sabia que mais na metade das pessoas que ouvem os seus episódios não estão inscritas no podcast,
meu Deus, vocês me odeiam. Fala aí logo na minha cara, ou então se inscreve logo nesse Diabo desse canal,
caramba, ou canal do YouTube, ou no Spotify, por favor, vê se você tá inscrito aí, faz esse favorzinho pra mim, tá?
E é isso, compartilha aí o episódio com a sua amiga aqui, acho que tá precisando ouve isso,
se acaraputa o seu serviço, você já sabe se alguém te mandou esse episódio, não é pro pessoal,
essa pessoa só quer seu bem, ela quer ser parte do seu jardim, tá bom?
Então tá bom, meu povo, a gente se vê semana que vem, não há beijo, chau.
Se você ficou até o final do episódio, faz parte do seleito, clube das mais mais, as maiores, as divas,
as queens que moram no meu coração, eu pensei da gente fazer uma brincadeira, e se a gente plantar um jardim nos comentários,
seja do Spotify do YouTube, então nos cortes que eu posso no Instagram, vamos fazer um jardim, tipo assim,
nos comentários, pode comentar o que você quiser, sei lá, tipo, se você tiver alguma coisa pra comentar sobre o episódio,
e aí você comenta com várias plantas, várias folhas, vários bichinhos pra gente fazer um jardim nos comentários,
tá? Vai ser muito fofo, porque sem entendir, a gente é um nosso jardim, tipo eu, sou o jardim de vocês,
vocês são o meu jardim, pode ser, e a gente é os nossos jardins e as arrelheções noses, pode ser?
Então tá bom, meu povo, então agora sim, até semana que vem, não há beijos, minhas jardinhas.
[Música]
Podcast Summary
Key Points:
O amor não deve ser um jogo de conquista onde a pessoa precisa performar para ser amada.
A ideia de que o amor vem em troca de perfeição ou performance é perigosa e está ligada a narrativas de contos de fadas.
A pessoa que se acredita como "não digna" de amor começa a esconder partes de si mesma para ser mais agradável ao outro.
O amor verdadeiro emerge quando se permite ser visto no melhor e no pior, sem máscaras ou expectativas de perfeição.
O medo de ser abandonado é um obstáculo profundo que leva à ansiedade e ao desejo de "merecer" o amor.
O amor é uma escolha mútua, não um resultado de desempenho ou conquista.
A paz não vem da escolha do outro, mas da certeza de que se é suficiente por si mesmo.
É possível construir um "jardim de vida" com diversas fontes de valor, para não se deixar vulnerável ao desaparecimento de uma relação.
Summary:
O episódio explora a ideia perigosa de que o amor depende de um "desempenho extraordinário" ou de uma conquista individual, como se ser escolhido pelo outro fosse uma vitória. A narrativa é baseada em contos de fadas, onde as mulheres são apresentadas como competidoras por um príncipe, perdendo partes de si para se tornarem adequadas. Essa lógica é crítica: ao esconder ansiedades, raiva ou medos, a pessoa cria uma máscara que, embora proteja, leva à ansiedade constante e à sensação de ser uma "impostora".
O amor verdadeiro, segundo o autor, não é uma recompensa por bom desempenho, mas uma escolha mútua e uma relação que se sustenta com a liberdade de serem vistos no todo — no melhor e no pior. A chave para a paz está em perceber que, mesmo se o outro se afastar, há outras fontes de valor e alegria: um trabalho, amigos, paixões, animais, hobbies. O amor só floresce quando se confia em si mesmo, sem depender do outro para se validar.
A mensagem é que o amor não se constrói por meio de desafios ou conquistas, mas por um espaço de presença e aceitação plena — onde o eu é visto, vivido e valorizado independentemente de quem o escolhe.
FAQs
Porque isso cria um ciclo de ansiedade e auto-crítica, onde você se esconde para ser aceito, perdendo sua autenticidade e se tornando uma versão manipulada de si mesmo.
Sim, porque pode gerar dependência emocional, onde você se coloca em situações de risco para garantir o amor, e perde o poder de definir seu próprio valor.
Significa que você não pode controlar se o outro vai te amar, e que o amor surge de um acordo mútuo, não de um desempenho perfeito ou de conquistas.
A infância, especialmente por meio de histórias de fadas, ensina que ser escolhido é uma conquista, criando a ideia de que o amor depende de desempenho e de vencer um jogo.
Você se torna uma versão falsa de si mesmo, vivendo com ansiedade e insegurança, pois, mesmo que o outro escolha, não é você real, e isso gera sensação de impostora.
Sobram coisas como amigos, trabalho, paixões, família — o que me dá segurança e independência, mostrando que não dependo exclusivamente do outro para me sentir valorizada.
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