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Quando Trabalhar Demais Deixa de Ser Virtude | IZABELLA CAMARGO - Divã Podcast com Andrea Vermont #8

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Quando Trabalhar Demais Deixa de Ser Virtude | IZABELLA CAMARGO - Divã Podcast com Andrea Vermont #8

O episódio do podcast "No Divã com Dr. André Vermont" recebe Isabela Camargo, jornalista e especialista em saúde mental e gestão do tempo. Ela compartilha sua experiência de burnout vivida em 2018, quando trabalhava em três jornais na TV Globo e sofreu um apagão ao vivo. Isabela descreve como a síndrome afeta especialmente pessoas idealistas que amam o que fazem e se negligenciam, sempre adiando o autocuidado. O burnout é precedido por sinais como dores recorrentes, bruxismo, problemas gastrointestinais, irritabilidade, agressividade e compras compulsivas. A metáfora do camelo ilustra como sobrecargas acumuladas levam ao colapso, sendo o assédio moral ou institucional frequentemente a gota d'água. Os cinco pilares da saúde mental são destacados: sono de qualidade, higiene pessoal, alimentação adequada, atividade física e lazer sem expectativa de resultado. Isabela enfatiza a importância da auto-responsabilidade e da "atualização de identidade" — revisar prioridades conforme o tempo passa. Por fim, discute a NR-1, que a partir de 2026 exige que empresas gerenciem riscos psicossociais, transformando obrigação em oportunidade estratégica para reputação e sustentabilidade do negócio.

Transcription

25627 Words, 140333 Characters

Portuguese
0:00 A Liberdade do Conhecimento e o Renascimento Pós-Burnout Impossível alguém adoecer por fazer demais aquilo que ama. Idealistas, então são tem muito mais chance de se deixar para depois uhum, depois eu me cuido, depois eu eu faço, depois eu Descanso, então você vai fazendo piada das dores, você vai fazendo piada do que a vida está querendo te mostrar. 0:15 Ó, nesse ritmo que você tá, não dá e quanto mais idealista você é, mas você vai pensar, depois eu me cuido, Ah. 0:35 Pessoa 2 Sejam bem vindos ao podcast no divã com a doutor André vermont, mais um episódio fantástico. Esse podcast ele tem uma vocação natural, trazer conhecimento de qualidade, porque a gente acredita que conhecimento liberta. A partir do conhecimento a gente faz melhores escolhas. 0:52 Eu só acredito nisso, vou acreditar nisso piamente. Conhecimento é maravilhoso, conhecimento liberta. Por isso você está aqui nesse canal com conhecimento gratuito, com os melhores especialistas do Brasil nas mais diversas temáticas, para trazer para você conhecimento de qualidade. 1:07 E hoje vamos receber alguém muito especial. Como sempre, eu gosto que o próprio convidado se apresente, porque eu acho que isso é muito mais profundo e fala muito mais a partir da verdade da própria pessoa. Hoje estaremos com Isabela Camargo, uma referência em saúde mental em NR, um em gestão do tempo. 1:27 Ela tem um currículo fantástico, mas vai contar e quem vai contar a respeito dela e falar um pouco sobre isso e sobre quem ela é. E nesse bate-papo gostoso aqui que nós vamos conduzir muita coisa boa. Vai sair aqui nessa tarde de hoje só pra ser. Lembrar? Siga o nosso canal se inscreva, compartilhe se você gostou, pede para Isabela voltar. 1:47 Eu já falei quem for bom, os convidados que vocês gostarem, vocês pedem que a gente traz de volta porque aqui é um serviço prestado para vocês. Esse podcast foi criado para vocês e eu espero que seja conhecimento e entretenimento de qualidade. Seja bem-vindo, Isa, posso te chamar de Isa? 2:02 Pessoa 1 Demorou, só se eu puder te chamar de ideia. 2:04 Pessoa 2 Pode pronto, pode, pronto, pode. Em casa eu gosto, é assim. 2:08 Pessoa 1 Pronto, muito obrigada. Tô bem feliz em estar aqui. E você foi falando, né? Ah, ela vai se apresentar. Aí eu falei, e agora? Como é que eu me definiria agora, né? Porque a gente precisa atualizar isso sempre. 2:29 De 8 anos para cá, eu sou uma pessoa, então, primeiro que renasceu em vida. Eu renasci em vida depois do que aconteceu comigo em 2018. 2:40 Pessoa 2 Quero depois saber sobre isso. 2:41 Pessoa 1 Sim, então você está diante de uma pessoa que renasceu em vida e que não sabia que subiria muitos degraus ao ter a pior queda. Mas eu só descobri tudo isso quando eu saí da cadeirinha da vítima e fui pra cadeira da aprendiz. 2:59 Quando eu entendi que aquilo que eu tava vivendo, o chamado síndrome de burnout, havia um convite de cura ali dentro. Tremendo. Sabe? Então hoje, então, hoje quem sou eu, né? Eu, eu continuo jornalista, mas eu me especializei na educação e saúde mental e eu estou feliz demais em estar aqui com você, Andréia, porque na saúde mental a gente precisa somar. 3:22 Não pode haver competição, não pode haver concorrência, ou a gente soma forças e avança. Ou a saúde mental vai continuar sendo. É esse assunto que as pessoas não têm nem coragem de falar. Saúde mental eu tenho. 3:37 Eu vejo uma dificuldade às vezes dos repórteres, fala, Ah, saúde emocional. Eu falei, não, não, não, repete comigo, saúde mental, viu? Não doeu. Então eu estou junto com você neste grupo que abriu uma frestinha, eu estou lá. 3:51 Pessoa 2 Então você veio do jornalismo? 3:52 Da Bailarina ao Apagão: A Trajetória de Izabella Camargo Sim. 3:53 Pessoa 2 E como que você pivota sua carreira pra saúde mental a partir de uma? 3:57 Pessoa 1 Situação é, na verdade eu sou. A minha família é meio paranaense e meio mineira. Então eu fico muito feliz em voltar pra Uberlândia, porque eu posso falar uai sem ninguém, né? É é ficar fazendo piada. Então muito bom estar aqui de verdade. 4:14 Eu sou meia paranaense, meia mineira e cresci num círculo familiar de muito trabalho. Em que só o trabalho, que é o que te dá valor, só a sua utilidade, né? Que é o que te faz ter valor. Cheguei em São Paulo tinha 16 anos, então eu comecei a trabalhar na televisão. 4:34 É como bailarina. O nem sonhava, nem sonhava em morar em São Paulo, em ser jornalista, muito menos a fazer o que eu faço hoje. Mas foi a partir de um de um concurso de beleza que eu participei. Eu tinha 16 anos. Aí eu fui pra São Paulo dar uma entrevista, aí dessa entrevista eu fico trabalhando no SBT como bailarina. 4:52 Mentira é um programa da década de 90 chamado fantasia. 4:57 Pessoa 2 Aí você era aquelas que dançava lá atrás, gosta? 4:59 Pessoa 1 Do Faustão? Não, não é aquela que arrancava o peito, tá, gente? Não, essa daí era outra coisa. Não, não, não. Mas antes as pessoas sempre confundam fantasia com como é que chama aquele outro coquetel, não é isso? 5:09 Pessoa 2 Não Google uma bonitinha que dançava tipo o programa da Eliana, mas bonitinha. 5:13 Pessoa 1 O fantasia era o da tarde, tá? Então era o programa da tarde que tinha que suprir o tempo. Ó o tempo aí. 5:20 Pessoa 2 Mentira de foi bailarina de. 5:22 Pessoa 1 Infância é é um tempo de crianças e idosos, que é a turma que ficava, né? De acordo com aquela aquela estatística do período de 97 a 99. Fico nesse programa, sou de fantasia. 5:35 Pessoa 2 Eu não lembro demais desse programa a. 5:37 Pessoa 1 Tarde, né? Era de segunda a sexta, então a gente ficava, né? Fazendo assim com o dedinho, para falar sobre o tempo. Agora, você, que é uma mulher ágil, pensa só o tempo na minha vida, porque aí no fantasia a gente falava sobre o tempo, tá? 5:52 E tive uma experiência com o Celso Portiolli no programa tempo de Alegria. Aí enquanto a gente tava fazendo fantasia, era o auge do axé, tinha um crítico musical que era o produtor cultural. Ele falou assim, olha, a gente precisa gravar um CD aqui do fantasia, quem sabe cantar. 6:08 Eu tinha 16 anos, leu, sabia nada, né? Mas tinha muita, muita coragem. E qual era a música que estava bombando na época? Marisa Monte, bem que se quis, fui lá, catei o microfone e cantei bem que se quis. Quando acabou, ele me chamou e falou assim, vem cá, o que que você vai ser quando você crescer? 6:27 Eu falei, Ah, não faço ideia, sacomani, isso aqui é uma brincadeira, né? Sei, é, vai vai ser uma coisa, é só só uma brincadeira, né? Vim aqui dar uma entrevista, tinha ficado assim, em segundo lugar, Miss Brasil, vim aqui dar uma entrevista, estou aqui, mas já, já, já volto Paraná, minha família morava no sítio ainda e aí ele disse assim, a sua voz transmite credibilidade, dependendo da área que você for, pode ser que você tenha sucesso. 6:50 Vai fazer um curso de rádio, menina? No dia seguinte eu tava num num num curso profissionalizante do Senac e fazendo ali rádio, locução. Então a partir do comentário que ele faz, eu sigo então para OAO, Radialismo. 7:07 Aí eu vou para o jornalismo. Então eu tive que fazer esta passagem no artístico da televisão brasileira para chegar no jornalismo. Aí quando eu chego no jornalismo, aí no hard news, hard news é aquela, as notícias duras de todos os dias. Passei pelo BandNews, pela Band. 7:23 Quando eu chego na Globo, você perguntou quando foi o momento de virada? Então, quando eu chego na Globo, eu tava fazendo um trabalho de de de muitas pessoas, muitas funções, e eu vivi o burnout ao vivo. Eu estava ao vivo naquela ocasião. 7:41 Pessoa 2 Quantos anos, Isa? 7:42 Pessoa 1 Eu estava com 30, foi em 1900 e é 2018 37. 7:47 Pessoa 2 Então nós estamos falando de 20 anos. 7:49 Pessoa 1 Não, não, não, desde que. 7:51 Pessoa 2 Sim, mas desde que você começou lá como bailarina, aos 16, você foi 30. 7:54 Pessoa 1 Anos com Ah depois. 7:55 Pessoa 2 37. É 20 anos de exaustão. 20 anos que eu estou tentando pensar numa linha do tempo, o que que foi acontecendo? 8:01 Pessoa 1 É, é. Eu? Não. Eu não tinha pensado, mas OOOA exaustão começou, especialmente quando eu entrei no hard news. Quando entrei no hard news, a exigência e a impossibilidade de errar. 8:21 Porque se você olhar pra origem do burnout, inclusive com a Cristina mazlach, né? Falando Ah, quem são as pessoas que podem ter o diagnóstico da síndrome de burnout? Qualquer pessoa. Mas existe um grupo muito específico que são pessoas que vêm sob muita pressão e não podem errar. Profissionais da área da saúde, educação, informação e segurança. 8:42 Se um médico errar, ele coloca em risco a vida de alguém. Se um jornalista errar, ele coloca em risco uma comunidade. Se um policial errar, então são pessoas que não podem errar e virem sob muita pressão. Então, quando eu entro no hard news, eu entendo que, Hum, entendi, eu era a pessoa perfeita para estar naquele ambiente, porque até então eu só usava o meu tempo para trabalhar. 9:05 E aí você acaba caindo numa coisa que eu chamo aqui no meu livro de armadilha da competência. Quando você é muito boa numa coisa, eu vou te dizer, Andréa, parabéns, você fez excelente esse trabalho, então agora eu vou te dar mais um trabalho aí, você que está buscando reconhecimento, o que que você vai dizer sim ou não? 9:22 Você não tem condições de dizer mais um sim, mas você vai lá e vai dizer sim, beleza. Então foi nessa fase, quando eu entrei no BandNews que eu eu entendi, falei assim, nossa, eu estou no lugar certo, essa é minha profissão, nasci pra fazer isso aqui. Quando eu chego na TV Globo, eu. 9:39 Então, especialista em comunicação. Já cheguei na maior emissora de comunicação, mas quando eu vivi o burnout, eu entendi que eu não sabia me comunicar comigo. Eu estava negligenciando muitos sinais, né? E são esses sinais que hoje eu levo com toda a experiência que eu tive de comunicação, para alertar as pessoas que você não precisa adoecer para se cuidar. 10:03 E que é muito ruim quando você primeiro batimento, tá batendo nas pessoas, ou você alcança o que você quer e se perde pelo caminho. Porque eu cheguei lá, sabe? É AA minha mãe dizia, filha, você chegou lá. Sim, eu tava no auge da minha carreira, mas a que custo? Eu tava falando da previsão do tempo, é, eu fazia um jornal que começava 4 da manhã, depois tava no da GloboNews, depois que eu fui para o bom dia Brasil, então esse do meio. 10:29 Apresentando a previsão do tempo. Estava falando das capitais e quando eu chego na capital do meu estado, eu tenho um apagão. Eu tenho uns 34 segundos que eu esqueço o nome da capital do meu estado. Então não é que eu esqueci o nome da capital de um estado que eu pouco IA, esqueci a palavra Curitiba. 10:51 Mas isso é um detalhe muito pequeno, se eu não te contar o resto que que eu senti quando eu esqueci um nome muito familiar. A visão ficou escura, a boca ficou seca, o coração acelerou, o estômago embrulhou, as pernas tremer, as extremidades ficaram frias. 11:07 E teria sido muito melhor se eu tivesse desmaiado, porque se eu tivesse desmaiado, eu teria sido socorrida. Se eu tivesse sangrado, eu teria sido socorrida. Mas eu não desmaiei e não sangrei. Eu continuei. Sabe quando você volta assim, a alma voltou para o corpo, eu finalizei. 11:26 E ao invés de eu ir para o hospital ou ir para o ambulatório, eu fui para o banheiro, chorei, né, que eu tava me sentindo muito mal, retoco a maquiagem, faço mais o jornal, porque eu não IA deixar ninguém na mão, aí quando acaba o expediente eu vou ao médico, aí eu já tava sob risco de convulsão, e aí quando eu chego lá, ele me diz, você tá vivendo a síndrome de burnout? 11:45 Aí eu falei, impossível, doutor, eu amo o que eu faço, impossível alguém adoecer por fazer demais aquilo que ama. Aí ele falou, por isso mesmo, as pessoas que amam o que fazem. Idealistas então são. Tem muito mais chance de se deixar para depois. Depois eu me cuido, depois eu eu faço, depois eu Descanso. 12:03 Então isso foi em 2018. 12:05 Quando o Corpo Vai, Mas a Alma Não Acompanha Mais Então vamos, vamos traduzir aqui um pouquinho, até porque o meu filho, ele é veterinário, ele fala uma coisa interessante, ele fala assim, mãe, a sua bolha. É muito engraçado. Os vaqueiros lá da fazenda gostam do adoro, adoro. Vamos traduzir para todo mundo, porque às vezes o vaqueiro lá da fazenda está assistindo esse podcast e ele quer entender. 12:21 Então vamos localizar, colocar na mesma página. Síndrome de burnout é uma síndrome, uma questão de saúde mental voltada especificamente para trabalho. É uma doença com causalidade do trabalho, tendo o trabalho como causa. E isso pode atingir qualquer pessoa, de qualquer trabalho. 12:40 Claro que algumas funções deixam a pessoa com maior vulnerabilidade, como a Isa diz. Então presta atenção, nós estamos falando de uma doença, de uma psicopatologia, de um desgaste voltado para o trabalho. Eu costumo dizer o seguinte, Isa, eu trabalhei no mercado corporativo muito tempo, fui diretora de banco, fui diretor de instituição de ensino. 12:59 Eu falo que OA síndrome de burnout não é o corpo que cansou, porque você continua indo. É a alma que já não vai mais. Eu também tive um burnout quando eu era diretora de acadêmica de uma universidade. Eu chegava no estacionamento, eu tinha que tomar 3 gotas de rivotril pra eu conseguir subir. 13:16 Eu tinha síndrome do pânico, então burnout está ligado a trabalho, então você que nos ouve, talvez você está lá na função mais simples do mundo. Você sente uma angústia tremenda relacionada ao seu trabalho. Você gosta do que você faz, mas você sente angústia em relação a esse trabalho. 13:33 A Isa falou assim, existe alguns sinais muito claros que estão ligados ao burnout. Fala pro pro nosso povo aí sinais muito claros, bem práticos. Pra pro CEO do grande banco ou pro vaqueiro que tá lá na fazenda nos. 13:46 Pessoa 1 Ouvidos, só lembrando pro vaqueiro que eu sou da roça, tá? Minha família ainda mora no sítio. Então vamos lá e eu, e eu sei bem o quanto há de resistência nesse assunto, uhum, tá? Então eu circulo mesmo falando com todo mundo, porque a educação e saúde mental ela pode ser feita por gráficos, né? 14:04 Porque a gente me dá, me traz dados, tá bom, você quer pesquisa, eu te dou, mas você quer aprender a cuidar da sua saúde mental de segunda, a segunda é isso aí, a conversa é outra, é sobre isso. Então vamos lá, quais foram os sinais que eu senti e por que que eu preciso dizer que eu senti? Porque o diagnóstico da síndrome de burnout é clínico. 14:21 Então, por mais que você se reconheça em todas as coisas que eu disser, você precisa de um profissional para traçar um diagnóstico para você, né? Isso isso é muito importante, porque senão a turma fala, Ah, é isso aí que você teve, eu tive. Posso só explicar um negócio antes antes de chegar no burnout, o que acontece porque é dependendo da família que você nasce, do contexto que você tá. 14:43 Você vai normalizando todas as coisas aí você tá achando que é resiliência, né? Você falou tomava 3 gotas de rivotril para entrar, você tá você tá achando que você tá sendo resiliente? Na verdade você tá apelando. Eu estava apelando para dar conta de um de de 3 funções ao mesmo tempo, de 3 jornais ao mesmo tempo. 15:01 Você consegue entrevistar 3 pessoas ao mesmo tempo? Pronto, então eu tava ao vivo em um jornal no intervalo, falando com outra, com outra cidade. Preenchendo informações administrativas em de em outro computador. Então eram eram 3 situações no meu cérebro e ao vivo, então isso por muitos anos. 15:25 Então a síndrome de burnout não acontece de 1 dia para o outro, não é cansaço e não é esgotamento. Tem 11 malinha do tempo, muito, muito, muito simples de explicar que é o seguinte, tá cansado, André? 15:36 Pessoa 2 Eu não, não tá cansada, zerada. 15:38 Pessoa 1 Que isso gente? Que mulher é essa? Eu tô cansada, né? Tem o Antônio com 10 meses, a Angelina com 5 anos, eu eu vim de São Paulo pra cá, eu tô cansada, mas eu tô feliz, ótimo, então cansaço faz parte da vida dupla, essa turma fala assim, AI, não sei o que, isso cansa bem-vindo, né? 15:54 Você vai se cansar, faz parte da sua vida, o problema é quando você está cansado e infeliz. E quando você precisa descansar, você abre mão do Descanso e começa a se anestesiar. Aí a vinha todo dia comida todo dia é compra todo dia, jogo online todo dia. 16:12 Então você está se anestesiando. Outro dia, uma eu falo. 16:14 Pessoa 2 Assim, cansaço bom é aquele que você chega no final do dia e deita. Que dorme no dia, falar, graças a Deus descansei sim, por isso que uma enxada, um trem é bom. Que você cansa. Você fica morta. 16:26 Pessoa 1 SIM, 1 trabalho mal, sem dúvida, ou? 16:28 Pessoa 2 Veio aqui, fez um Monte de podcast, gravou um tanto de coisa, correu, pegou o avião? Sim, claro que a gente cansa, a gente tem limite, mas esse cansaço, você chega no final do dia ou no hotel ou na sua casa e deita e descansa. Esse é o melhor que tem. O problema é quando há há uma câncer pronto. 16:43 Pessoa 1 Porque aí há uma câncer. Vou lá, vamos lá, vamos lá. Por que que há uma câncer? Por que, minha querida, ao invés de descansar, você está se anestesiando? Outro dia uma gestora me falou assim, então agora eu não posso mais comprar a bolsa que eu quero. Falei, lógico que pode se presentear é uma coisa, se anestesiar é outra. 17:01 Eu sei o que eu estou falando, nós vamos nos anestesiando porque eu mereço, porque eu posso, não só hoje, depois eu Descanso, então esse, depois eu Descanso, eu fiz isso. Então vamos lá, você que chegou até nós. 17:18 Eu Acredito muito que quando o ouvido está pronto, a mensagem chega, então vai doer. Pode ser que sim, mas é melhor que doa agora, porque o burnout é um freio, não É o Fim, mas se você pode evitar um adoecimento que te tira do jogo, um jogo que de repente você escolheu, está, por que não? 17:34 Então estou cansada, não, Descanso, aí você vai entrar na fase chamada esgotamento. Isso não é burnout, porque você não está funcionando. No meu livro eu conto 24 sintomas. 5 especialistas que eu estava tratando com remédio, com receita e até que um me deu uma anfetamina para dar conta do estilo de vida, então ao invés dele dizer, isso aí que você está vivendo é insustentável, não? 17:58 Ele falou assim, ó, to com esse remedinho aqui, ó que você vai ver espetáculo. Foi igual colocar pneu novo no carro sem motor, isso é burnout, não? Qual é a gota que transborda o campo? Faz 8 anos que, além de eu ter vivido isso, eu pesquiso o assunto, já entrevistei mais de 10000 pessoas. 18:16 E a hora que eu falo sobre isso, e aí eu vou te perguntar como? Eu pergunto para médicos, qual foi a situação, a gota que transbordou o copo. Ela está relacionada a alguma situação com características de assédio? 18:32 E pode ser que não chegue a informação, porque a gente nega muito, recusa muito a gota que transborda o copo. Então assim, imagina que você está. Cansado, você está aqui, você está enchendo o copo, então você está cansado, aí você não descansa, aí você entra numa fase de esgotamento, você ainda está funcionando, você já está doente. 18:50 Quando acontece a última gota, que é uma situação de assédio, o copo transborda e aí você perde funcionalidade, é, você trabalha ao vivo? Bom, deixa eu dar um outro exemplo aqui, assédio institucional, se você não quiser fazer, tem um, a gente recebe 4000 currículos aqui, ó. 19:11 Tem 4000 pessoas querendo a sua vaga, isso é um assédio institucional. 19:15 Pessoa 2 Né? Eu peço pra minha funcionária aí no sábado, aí ela fala que não pode. Eu falo. Então vou repensar e ver uma outra funcionária que pode trabalhar aos sábados também, porque você está muito corpo mole. 19:24 Pessoa 1 Assédio? Totalmente, totalmente. Assédio. É igual a violência. Só que a violência pra mim é diferente, evidente, do que a violência pra você. Vai depender do seu repertório. Então, quanto mais informação a gente trouxer para ampliar o repertório, uma consciência você vai dar e beleza. 19:41 Então tem que ficar claro que cansaço não é o problema. Agora você se negligenciar e se deixar para depois, aí você vai ficar tão vulnerável. Esta gota e transborda do copo, você perde funcionalidade. 19:54 As Sequela do Burnout e o Impacto do Assédio Moral Então o tem um desembargador aqui de Minas, Sebastião Oliveira, Sebastião Oliveira, desembargador do trabalho, uma pessoa extraordinária, ele disse. A síndrome de burnout é dano existencial é quando você vive uma situação que rompe com seu projeto de vida. 20:12 Pessoa 3 Hum. 20:13 Pessoa 1 Ou seja, você perde funcionalidade. Na época eu fiquei sem dirigir e eu não conseguia compreender texto. Se você me desse aqui um texto, Isabela lê aqui o que que você entendeu dessa página? Tempo é dinheiro. Eu levei pro doutor Fernando Gomes, neurologista numa folha que eu tava tentando entender. 20:30 Falei, doutor, pelo amor de Deus, eu não tô conseguindo. Eu não tô conseguindo finalizar a frase eu não consigo entender. E ele se emocionou, como eu também estava. Ele falou, calma. As sequelas do burnout podem ser momentâneas ou não. Vamos ver. 20:42 Pessoa 2 Tive uma amiga que teve burnout, que ela perdeu a capacidade de ler pronto. Ela não conseguia ler. Ela abriu um livro pronto e então não conseguia ler. 20:50 Pessoa 1 Então, quando eu ouço. 20:51 Pessoa 2 Perdeu a capacidade quase que. 20:52 Pessoa 1 Pronto, cognitiva sim. Então quando eu ouço alguém. Falando que burnout não existe ou que isso não é ocupacional, precisa de mais disponibilidade para ouvir. Então, quem já viveu, né? E aí, e aí entra a questão de mulher ou homem. 21:09 Então, quando eu pergunto para médicos que tiveram o burnout, outro dia eu entrevistei o doutor David Uip, que com 69 anos falou, eu achei que o burnout fosse me matar. OPA. Então aquilo que eu tive é o corpo mole que o doutor teve e beleza, a gente aceita. 21:25 Pessoa 2 Eu fui assinar o meu contrato de extrato, enfim, negócio lá para sair da faculdade, perdi o nome, esqueci. 21:34 Pessoa 1 Para aviso, aviso. 21:36 Pessoa 2 Eu não consegui ir no escritório para assinar o aviso. Eu tive que passar uma procuração para minha irmã e assinar para mim. Pronto. Eu não consegui sair do carro para assinar o. 21:46 Pessoa 1 Que que você sentiu antes disso os. 21:49 Pessoa 2 Sinais. É, é interessante o que você falou, porque você trouxe um dado que eu nunca tinha pensado e eu vou até pesquisar se isso é uma, se isso é um padrão, vamos lá, do assédio. Realmente eu já vinha de uma exaustão assim, de um cansaço, e aí depois eu quero que você volte nos pontos, que eu quero muito, que as pessoas entendam com clareza. 22:10 Sinais perfeito. Eu vinha de um cansaço, eu sempre trabalhei demais, a vida inteira alucinadamente, porque eu sabia onde eu queria chegar. Isso para mim era um era uma meta. Burnout é síndrome de quem trabalha demais, só quem. 22:24 Pessoa 1 Ama o que faz é que vai adoecer pelo trabalho. 22:27 Pessoa 2 Síndrome de gente que abraça, que carrega 10 pessoas nas costas. Então eu trabalhava, alucinadamente a faculdade, abria às 8. Quando chegava a primeira aluna, eu já estava a faculdade fechava às 10. No terceiro turno, eu só IA embora depois que tinha fechado, mas eu tinha um prazer imenso naquilo. 22:43 Isso foi importante, isso que você falou? Porque a gente às vezes acha que burnout tem a ver com desprazer em relação. 22:48 Pessoa 1 Ao trabalho, pelo contrário. 22:50 Pessoa 2 Burnout é síndrome de quem ama o que faz. Pelo contrário. Então te respondendo, eu, eu, eu fui ficando muito cansada, era óbvio, semestre após semestre, cuidando da faculdade, dando aula inaugural no Brasil inteiro, em outras é unidades e eu fui ficando muito exausta. 23:05 Mas há exatamente a gota. Foi um assédio, foi um assédio. Porque aí eu tive um assédio moral, porque começou a acontecer situações relacionadas a professores e aquilo me angustiou muito. E aí veio um diretor de fora. Eu era diretor acadêmico e ele diretor administrativo. 23:23 E ele veio para ser meu par. Só que ele era uma pessoa muito complexa, para não dizer outra coisa, e aí acontecia o assédio, porque aí ele trazia muito essa perspectiva. Ah, é a forma com que você conduz. Talvez você não dê o próximo passo na carreira, é, você passa muita mão na cabeça dos professores. 23:42 A gente tá aqui para trazer resultado a qualquer preço, a qualquer custo, a forma com que você conduz. Talvez você não cresça na carreira. E aquilo foi me angustiando um nível, porque aí você começa a se sentir quando você falou assim. Pagou o nome da cidade de Curitiba e eu fiquei, eu gostaria de falar o que eu senti. 24:00 Eu quase respondi, porque eu acho que a sensação é assim, ué, gente, eu estou burra. É uma frustração de cadê? Eu não posso falhar agora, era a sensação que eu sentia. Eu pensava, como, gente, eu não posso falhar, eu estou aqui para isso. Eu tenho uma carreira, eu sou estudiosa, eu não posso frustrar as pessoas, eu não posso me afastar, eu não posso pegar atestado. 24:21 Isso não combina com tudo que eu tô fazendo, com tudo que eu quero mostrar. Eu comecei a me sentir mal comigo mesma, então o assédio ele me colocou nesse lugar, não é a instituição que tá me adoecendo, sou eu que sou fraca demais e não tô aguentando AA pancada aqui. Bom, então eu achei importante esse ponto que você trouxe, que eu acho que esse ponto é nevrálgico. 24:39 A Metáfora do Camelo e o Adoecimento Social Agora vamos lá, vamos pegar de novo aqui o copo, tá? Se eu estou cansada, eu Descanso, então não tem problema nenhum. Você está cansada, gente, é o que eu quero dizer. Está cansado, descansa e pronto. Só que quando você se deixa para depois e quando a gente quer abraçar o mundo, a gente fica sem o próprio abraço. 24:58 Quando você quer abraçar o mundo, você fica sem o próprio abraço e aí você vai se deixando para depois, porque o seu idealismo. A sua vontade de chegar onde você já mirou é tão grande que você fala, não, depois eu Descanso, não, depois eu me cuido, não nas férias, eu nas férias eu durmo, que foi o que aconteceu comigo. 25:16 Então foram alguns anos e eu, e eu tenho muita clareza que isso aconteceu por 4 anos, 4 anos antes de eu ter tido apagão, que eu comecei a ter os principais sintomas. Então acho que agora vai ser importante você entender que estes sintomas olha eles, olha aqui esta situação de assédio é a primeira não, mas no corpo doente que você tá é aonde você vai arriar. 25:47 Então assim é onde você vai arriar. Não é que você arriou porque você trabalhou um fim de semana puxado, não é que você arriou para fazer a colheita do feijão com a mão não. Você está arriando por você estar há meses se deixando para depois? 26:01 Pessoa 2 Então, uma metáfora que eu acho maravilhosa, que o homem foi para o deserto com camelo, pôs umas 200 t nas costas desse. 26:08 Pessoa 1 Cara, eu amo você contando isso. 26:09 Pessoa 2 Aí pôs o camelo, deu uma frachada nas pernas. Aí ele pôs mais uns 2 sacos. O camelo, o camelo bambeou de novo. Aí ele pôs do outro lado, camelo bambeou de novo. E ele foi enfiando coisa no camelo, e assim já estava insustentável. Aí ele tirou uma carta, falou, eu preciso levar essa carta pra minha namorada, não posso esquecer, e pôs a carta em cima do camelo. 26:26 Quando ele pôs a carta, o camelo desmaiou. Ele falou, camelo, desgraçado não aguenta carregar uma carta. 26:33 Pessoa 1 Essa é uma coisa que eu nunca falei pra ninguém, nesse período em que eu trabalhava em 3 jornais, 3 jornais, eu podia ter feito menos. 26:51 Claro que eu podia ter feito menos, mas você imagina que quando você chega onde você deseja, quando você tá fazendo o que você acredita que aquele é o melhor que você pode fazer. Você nunca vai fazer menos, você vai fazer mais. 27:06 Então eu me lembro que quando eu eu já fazia o hora um e fazia o bom dia Brasil, quando surgiu o projeto da GloboNews. E eles viram o quanto eu fazia o trem com amor e trocava e falava. EEE tentava ajudar o maior número de setores da economia, porque a previsão do tempo tem muitas pessoas que acham que é uma bobagem, mas tem muita gente que toma decisões comerciais inclusive, né? 27:30 E minha família é de agricultores. Com isso que eu estou dizendo. A primeira falência. A primeira vez que eu ouvi a palavra falência foi quando a minha família colheu o feijão. E depois de uma semana chovendo, o feijão apodreceu, aquilo foi falta da previsão do tempo, percebe? 27:49 Então eu fazia a previsão do tempo com uma responsabilidade que era como se tivesse falando com o meu vô todos os dias. Então quando chegou, OOOA GloboNews pra eu fazer e me disseram, Isabela, você tem todo o tempo que você quiser e fazer 12 minutos ao vivo. O que que é isso? 28:04 12 minutos? Em um contexto em que você geralmente só tem 1 minuto ou 2 minutos, é ouro. Aí você vai fazer, você vai falar, você vai buscar. Então eu me esforcei muito para preencher aquele tempo que me deram e eu não percebi que ali então foi a carta, é aí, agora vamos lá, agora vem. 28:27 Pessoa 2 Aí você acaba sendo culpado. Por uma coisa mínima, que na verdade não foi uma coisa mínima, foi um acúmulo, porque você tava falando dos sinais que vão se acumulando. O dia que eu tenho uma crise de pânico, subir na escada e peço o peço, não, né? 28:42 O médico me afasta, a Andréia surtou por conta do início do semestre. Não foi o início semestre exato, o início do semestre foi a carta. 28:54 Pessoa 1 André, eu vi aí, formou aí, formou se um comitê. E me disseram, Isabela, que mais que você pode fazer? Porque é, era era muito apertado entre um jornal e outro. Eu não conseguia fazer xixi. E aí eu me lembro de ter ouvido assim, que mais você pode fazer? 29:12 Eu falei, agora só se eu raspar o cabelo. Se eu raspar o cabelo, eu não vou ter que perder 20 minutos para fazer maquiagem e cabelo. Já posso fazer maquiagem? Então, antes isso, isso é uma. Eu esqueci muitas coisas, né? 29:27 Agora você me perguntando se falando da carta do camelo. É então pra quem tá, né? Nos ouvindo. Se você gosta do que você faz e se você de repente tá buscando reconhecimento de pai e mãe no trabalho, aí O Bicho Vai Pegar boa depois de 2 anos. 29:49 A minha terapeuta, Cinthia Bedin, ela falou, Isabela, quando a gente busca reconhecimento de pai e mãe no trabalho, você vai adoecer. Só que ela não falou isso pra mim logo depois do que aconteceu. Ela falou isso depois que eu tinha condições de assimilar o que ela estava falando. Mas a minha história, Andréia, ela não foi conhecida por eu ter adoecido a minha história. 30:08 Ela Foi conhecida porque aí lembra que eu fui no médico sobre risco de convulsão, ele me deu o diagnóstico, eu saí de licença médica e no mesmo dia que eu voltei, eu fui demitida. Então eu, que tava em 3 jornais por dia, sumi do mapa. Aí as pessoas começaram a perguntar, mas cadê a Isabela? 30:24 Não tá de férias, não sei o quê. E eu não sabia que falar de da síndrome de burnout era um assunto tão espinhoso. Eu não fazia ideia, eu não fazia ideia que eu também tava representando um adoecimento social. 30:40 Eu também não fazia ideia que a minha demissão não era pessoal. Hoje eu sei que não foi nada pessoal. Porque nenhuma empresa quer lidar com o adoecimento do funcionário dentro do trabalho. Mas se eu já tenho informações que isso pode acontecer, não é melhor então eu prevenir que isso aconteça? 30:58 Que é o que ANR um tá trazendo. 31:00 O Corpo Fala: Sinais Físicos e Emocionais de Alerta Então agora eu já fui pro fim da história, mas deixa eu voltar para os sinais. Vou reforçar uma informação muito importante, porque que eu vou dizer, eu senti porque o estresse crônico deia. Stress crônico, aquele aquele ambiente que você se sente ameaçado todos os dias, ele vai afetar o órgão mais vulnerável de cada um. 31:20 Então a gente pode ter quantos anos você tem? 50. Pronto, eu tenho 45. Vamos supor, nós temos 50 anos. Nós nós temos mesma cor de cabelo, mesma pele, somos de Minas, várias coisas em comum. E aí você está no mesmo ambiente, vivendo as mesmas circunstâncias. 31:35 Existe uma comparação também? Não, mas se a Andreia consegue, eu também consigo não, se for consegue, eu também consigo, sem considerar a quantidade de remédio que você está tomando, estimulantes que você está ali. Então, bom, então vou repetir, o excesso de estresse crônico, que é esse estresse todos os dias em que você está se sentindo ameaçado, afeta o órgão mais vulnerável de cada um. 31:58 Então a gente pode estar no mesmo ambiente e você começar a enxergar menos e eu começar a ouvir menos. Aí eu posso começar a ter dor de estômago e você ter problema no intestino. A minha menstruação começa a desregular e sua circulação começa a dar problema. Que que eu quero dizer, o órgão mais vulnerável de cada um é o que chama atenção. 32:15 Primeiro, o meu foi estômago. Eu comecei a ter um problema tão grave de estômago que o médico, na época, sugeriu transfusão de fezes porque as bactérias do meu. Estômago, o intestino estavam tão adoecidas na época, não era permitido, inclusive no Brasil. 32:32 Pessoa 2 É. 32:32 Pessoa 1 Só fora. E mesmo assim ele não associou ao trabalho. Aí eu fui tratar pele, uma alergia horrorosa, um negócio horroroso, dentista, bruxismo, o negócio todo mundo associava. Ah, é porque o estresse, né? 32:49 Porque a vida é assim mesmo. Até que eu cheguei no cardiologista doutor Marcelo Katz. Graças a você, ele pega e fala assim, porque eu cheguei com um problema no coração. Ele falou, mas você não tem histórico familiar. 33:04 Você aparentemente está saudável, viu os exames, não tinha nada. Ele falou, não, isso aqui que você está vivendo associado ao trabalho. Foi a primeira pessoa que reconheceu que aquele quadro que eu tava já com 24 problemas de saúde, 24 estava associado ao estilo de trabalho. 33:24 Então, o que eu quero dizer com isso? Dependendo do médico que você que você vai conversar, ele vai te dar uma anfetamina, quando na verdade ele tinha que te interditar e falar, não dá mais para você continuar desse jeito, tá? Então, quais são os sinais que você precisa? Quais são os sinais que você precisa prestar atenção agora? 33:44 Dor é mensagem, né? Dor é mensagem. Tá sentindo uma dor? Ela não tá aí de bobeira, ela quer te dizer alguma coisa. Então eu descobri que dor é mensagem. Dor de então pode ser dor de cabeça todo dia uhum você já normalizou. 33:58 Pessoa 2 Por cento das doenças têm causas psicossomáticas. Sem dúvida. A alma escreve no corpo. A alma não sabe gritar, então ela escreve no corpo, pronto. Então 86% das doenças têm causas emocionais pronto. 34:10 Pessoa 1 Então, que que Oo como é que eu estava me sentindo? Vamos lá. No principal lugar da comunicação, eu, especialista em comunicação. Mas eu tava me sentindo desrespeitada. 34:26 Eu mencionei aqui uma situação, mas foram muitas situações evidente que me levaram pro quadro que eu levei. Mas naquele corpo adoecido, por isso que a gente não pode deixar o copo encher, porque você fica muito mais vulnerável e você não consegue tomar decisão. 34:41 Aí depois você vai ter que procurar emprego sem saúde, sem plano de saúde, sem planejamento. Bom, então. Dor de cabeça frequente, bruxismo, alergias de pele, queda de cabelo, problema no estômago, no intestino, Ah, mas o estômago é o café, Ah, mas o intestino é o glúten ou a lactose, pronto, o bruxismo é que a gente dorme na fé, não arranha, vem não, isso não é normal, então a gente cresceu ideia, normalizando o anormal, aí aí o problema hormonal, porque a mulher é tudo desregulada mesmo, né? 35:12 Porque aí o é TPM é por Peri, ou é ou esse climatério. Você vai fazendo piada, então você vai fazendo piada das dores você vai fazendo piada do que a vida tá querendo te mostrar ó nesse ritmo que você tá, não dá e quanto mais idealista você é, mas você vai pensar depois eu me cuido, quantas pessoas hoje vão ao médico? 35:33 E quando o médico te passa um exame, né, um pedido de exame, você fala, doutor, nem coloca data na guia, porque eu não sei qual é que eu vou é assim ou não é? Aí você vai culpar quem? O café, o glúten, o chefe e o tempo não tem o tempo, que inclusive foi o tema do meu livro, que nasceu antes de eu ter vivido o que eu vivi. 35:55 Se der tempo, eu te conto, porque é uma história extraordinária que a doutora Ana Beatriz Barbosa, inclusive, me ajudou muito a compreender, né? Será que o tempo tá passando mais rápido? Eu conto se der tempo, então os sinais. Andreia, é, é muito, é muito ruim quando você tenta basear a sua dor na dor dos outros. 36:14 Porque se de repente você pode estar vivendo uma outra situação que eu não mencionei aqui você fala, Ah, então não, não é isso. O que eu posso dizer é, se você estiver sendo convidado por uma mensagem, se tem alguma dor lá todos os dias te chamando, ela está querendo te dizer algo e você está normalizando. 36:31 E a nécessaire vai ficando cada vez maior. Você até se vangloria, né? O tamanho da nécessaire tem remédio? Eu tinha remédio para tudo. Dor de cabeça, dor de tom a passe e flora só não tinha drogas porque não usava, mas se se usasse também, enfim, então a gente vai normalizando anormal. Então a mesma coisa que acontece com o assédio, muitas pessoas não reconhecem o que é assédio, porque normalizaram todas nós vivemos em ambiente com assédio. 36:54 Só que se eu apanhei, eu posso bater, se gritaram comigo eu vou gritar, então eu preciso. Hoje, inclusive como gestor, eu converso muito isso com o Joel. Eu hoje, como líder, preciso reconhecer que eu não posso mais estar no topo, eu preciso estar no meio. 37:15 E tudo aquilo que eu recebi que me forjou até aqui, de repente pode não servir mais porque vai afetar sua reputação. Aí é outro tema, tá? 37:24 Pessoa 2 Então, primeiro cenário, dor, dor, dor recorrente que mais? 37:29 Pessoa 1 Você jura que você está no lugar que você gostaria de estar? Quero você calça? 77 eu também lindo esse sapato, Hein? 37:36 Pessoa 2 Você viu, eu ganhei, eu ganhei uma coiseira, graças a Deus onde envolvo, volto com chocolate muito bom, gostei me dar tudo, me deram até amaciante esse final de semana, ó que eu falei, quando eu era pobre meu sonho era comprar amaciante, ganhei uma mala de amaciante, então meu Deus, é bom povo levar a Sério que eu falo né? 37:52 Ganhei amaciante, ganhei downy de todo o sabor que tem. 37:56 Pessoa 1 Ó. 37:56 Pessoa 2 Chique, né? 37:57 Pessoa 1 Adorei hoje. Daí eu falei, gente, quer me dar um presente? Dá um biscoitinho manteigado, ixe. 38:01 Pessoa 2 O que eu falo, eu ganho. Quando eu falo que eu gosto de pinga, eu ganho mundo velho de pinga. Quando eu falo que eu gosto de café, eu ganho. 38:07 Pessoa 1 Eu gosto de café, gosto de biscoitinho, eu manteigado nossa. 38:10 Pessoa 2 Ixe, eu gosto. Treineirada, agora eu ganhei esse sapato. Amei, gosto de sapato. 38:13 Pessoa 1 Ó, 37, então vamos lá. Você perguntou, qual é o outro sinal, então? 38:16 A Sociedade do Cansaço e a Produtividade Excessiva Primeiro são as dores recorrentes, dores recorrentes. Segunda coisa, antes de eu falar do sapato compras. 38:23 Pessoa 2 Comportamento compulsivo. 38:25 Pessoa 1 Entrevistei um endocrinologista, então um médico, um homem que me diz a Bela. Eu só percebi que eu estava chegando no burnout por conta de 2 sinais. Eu estava muito agressivo com os pacientes e estava chegando muito a caixa do Mercado Livre na recepção do meu prédio. 38:42 Ou seja, além desses sinais que o seu corpo está te trazendo físicos. Irritabilidade e agressividade são 2 sinais que você não pode mais fazer vista grossa, nem você e nem você que é líder. 38:58 Líder que trabalha com equipes, porque a pessoa também tá fazendo vista grossa para um Monte de coisa. Ela também tá se negligenciando, ela também tá tentando se deixar para depois. Mas se você como líder tá percebendo que a pessoa que sempre tá com você, mas agora tá mais isolada, ela não quer mais participar das coisas que participava. 39:14 Ela tá a um passo das ideias suicidas. Eu tenho 111 planilha que eu que eu apresento nas palestras, são 3 colunas, então são, coluna verde, laranja e vermelha. AA verde é essa dor de cabeça, bruxismo, que é de cabelo, que a gente faz uma piada danada, depois coluna do meio você começa a dormir mal, começa a ter problema, é de libido, todo seu corpo está chamando atenção, você faz piada também na segunda coluna, chega na terceira. 39:38 Qual que é a terceira? Crises de pânico, lapsos de memória, né? Crise de pânico, crise de ansiedade, crise de choro e isolamento, agressividade, ideia suicida. E quem pensa em se livrar da vida, não quer se livrar da vida, quer se livrar de uma dor que não tá sangrando. 39:55 Então a minha experiência, Andréa me provou que dor que não sangra dói em dobro. Porque se uma se se a dor da saúde mental sangrasse, a gente ainda tá vivendo o que a gente tá vivendo hoje, que é o avanço, inclusive, né? 40:11 Já vivemos momentos, inclusive, de muito mais escuridão em relação à saúde mental. E é por isso que eu estou tão feliz de estar. 40:17 Pessoa 2 Aqui com você. E inclusive AANR um vem nessa pegada, né? Quando lançaram lá atrás, ela nem era normativa, norma regulatória. Ela era 11 orientação. Eu falava, vai virar NR isso daqui vão obrigar e vão cobrar enquanto não doer no bolso. 40:35 Não vai ter uma perspetiva e uma cobrança sobre saúde mental é efetiva, então isso já aconteceu. Daqui a pouco vamos falar um pouco sobre Ann um, mas antes disso, queria falar um pouco sobre um livro que é possível que você já tenha lido, o Bill e um Sean, sociedade do cansaço. OPA, esse livro é maravilhoso, maravilhoso, porque ele é extremamente disruptivo e ele vai falar sobre a sociedade do cansaço, onde onde a gente preconiza o cansaço. 40:58 Como se cansaço fosse uma coisa muito bonita, muito chique. Agenda cheia exatamente que eu acho que esse é um passo antes do burnout, as pessoas às vezes falam assim, Ah, eu sei que você está com a agenda muito cheia. Eu penso, não estou, não estou nada, estou nada. 41:14 Por exemplo, só esse podcast aqui é malhei. Na hora que eu tinha que malhar, acordei a hora que eu quis acordar EE isso e isso não tem a ver com condição financeira, nem nada disso. Eu acho que isso tem a ver com reajuste de vida e com prioridade. Ontem chegou uns vizinhos meus na minha casa à noite eles chegaram, o meu esposo falou, nosso fulano tá chegando. 41:31 Eu falei, mas eu IA sair para caminhar e eu vou sair para caminhar. É as os meus horários e as minhas agendas são inegociáveis. Então é a gente glamouriza muito essa pegada, né? Ah, eu, eu atendi 200 clientes hoje. 41:47 Ah, eu fiz um Monte de coisa, Ah, eu tô com um Monte de projeto. A hora que você morrer, tudo vai ficar em standby e alguém vai tocar no seu lugar. Então assim começa a pensar sobre isso, sobre essa perspectiva de uma sociedade que preconiza a produtividade excessiva. 42:03 É 11 sociedade que faz com que a gente continue funcionando, mas eu não sei o quanto nós estamos funcionando por dentro. Então eu acho que esse podcast é muito sobre isso. Essa nossa temática é muito sobre essa reflexão. O fato de você estar funcionando não quer dizer que você está vivendo. 42:18 Exato, você pode estar só funcionando, mas às vezes você não está vivendo. Então queria te ouvir um pouco sobre isso. 42:25 O Convite da Doença para Sair da Ilusão e Mudar É antes, há uns passos antes do burnout, tá? O burnout é o extremo da égua. Nós chegamos lá em cima, adoeceu, e eu costumo dizer que depois que você chegou aí no copo derramou, você vai ter um pouco de trabalho e um trabalho é triste. 42:40 Pessoa 1 Ô, dé, sabe o que que é pior que o burnout? AVC, infarto. Divórcio e suicídio quando as pessoas vão me falar sobre o burnout EEEE aí dependendo do do do grau de disfuncionalidade que você tá, né? 42:58 Como você falou, Ah, sua amiga perdeu a capacidade de ler e eu não conseguia compreender texto, não conseguia dirigir. Ainda bem que voltei. E se eu não tivesse voltado? Mas vamos lá. 43:08 Pessoa 2 Mas eu acho que ainda tem um passo pior que esse, que eu AVC, que todos eles, talvez o passo anterior assim, que eu ainda acho pior. É, você tem uma piscina e não ter tempo de entrar? 43:17 Pessoa 1 Vamos falar, não vou chegar nisso, vou chegar nisso. 43:18 Pessoa 2 Ter filho pequeno, não está vendo esse vou. 43:20 Pessoa 1 Chegar, vou chegar logo. 43:21 Pessoa 2 Você tem férias, mas você usa as férias para descansar. Você não goza, vou trazer que não adoece. A gente é gozar. Você tem que gozar na vida, sim, tomar um bom vinho, ter tempo para ficar com as. 43:32 Pessoa 1 Pessoas. 43:33 Pessoa 2 Pela vida é isso, libido. Pela vida é isso, porque aí a doença ela É Ela é a parte final da reta. E aí, meu amor, eu falo isso porque eu aprendi isso com a perda da minha irmã. É se você chegou ali num hospital, num pronto Socorro, ou é o canto de Django, reza para você sair viva lá de dentro, dali para frente, sua mão está na vida dos outros depois que você está deitado numa maca. 43:55 Goodluck, boa sorte para você, tomara que dê certo. Mas isso aí é o extremo da égua. Eu, eu costumo dizer para as pessoas, faça tudo isso antes. 44:04 Pessoa 1 Antes bom para mim, a doença é a cura. Deus já tentou te falar de todos os jeitos, aí ele vai te trazer uma doença. A doença é a cura. 44:21 A doença é pra você sair daquele estado de de ilusão. De ilusão. É quando a gente acredita naquilo que já sabe que é ilusão, aquele aquele estado de anestesia. Só que eu tô falando isso hoje, 8 anos depois, tá? Eu só me curei depois que eu adoeci, me curei desse estilo de vida insustentável. 44:43 Desse modelo de sociedade que nos fala para fazer enquanto eles dormem o frase que eu tenho pavor. Outro dia eu fui num num num lugar lá em Minas que o Joel já tinha passado, né? Aí eu falei, gente, vocês conhecem alguém que fala assim, que Oo sorvete não dá ré, que o foguete não dá ré? 45:02 Sempre você me desculpa, mas você está a um passo de ficar muito insatisfeito na sua vida. Eu não quero que você adoeça. Mas a doença é um convite para você sair desse estado que você está de ilusão, de achar que você não precisa dormir, que você não precisa comer, que você não precisa, não precisa ir no banheiro. 45:20 Então os os faxineiros da saúde mental fazem parte de tudo aquilo que você acha que é bobagem, que é o tempo de sono. 45:28 Os Pilares Essenciais para a Saúde Mental e Bem-Estar Primeira coisa é o sono. Não adianta você dormir menos para treinar mais, para fazer mais ioga, fazer não vai adiantar o tempo de sono, é Oo fator principal. Depois higiene pessoal. Como assim, Isabela? Bom, mulheres que estão a um pé do adoecimento, especialmente o burnout, não lavam o cabelo. 45:45 E só uma mulher exausta sabe o que eu quero dizer, quando abre o chuveiro, senta e quer sentar no chão para chorar, você não tem energia para lavar o cabelo, homens não fazem a barba, tá? Então quando eu falo higiene, é isso. Mas assim que você já ouviu alguém dizendo que não tem tempo nem para ir no. 46:02 Pessoa 2 Banheiro aí depois? 46:03 Pessoa 1 Vai reclamar que o intestino está preso? Então você tá se negligenciando com as coisas mais simples, básicamente, porque o simples ofende, vai falar pra uma pessoa que ela precisa dormir, ir no banheiro e comer? Ah, Isabela, mas isso é óbvio. Ah, é, você tá comendo, você tá se alimentando? 46:19 Sim, eu tem uma nutricionista aí enquanto você tá aqui, ó, você bota uma comida super saudável no prato que você paga com a nutricionista, aí você tá se nutrindo aqui e com o dedinho aqui nervoso, inflamando aqui, dedinho nervoso aqui, tá, gente, entendeu, né? Que eu quero dizer com isso aqui? 46:35 Então é, vamos focar. 46:36 Pessoa 2 Nesses, né? Logo vai falar que a gente só consegue ir para o segundo nível quando o primeiro nível está suprindo, né? Primeiro nível, alimentação pronto, hidratação, sono e sexo. 46:46 Pessoa 1 Pronto. 46:47 Pessoa 2 Quando eu falo isso, os homens acham bom, até falam, nossa, é, é. É básico, básico, igual fazer xixi, igual comer, igual dormir, hidratação, alimentação, sono e sexo. Só depois que esses estão supresos que a gente vai para o próximo nível. Eu estou com esse anel aqui, esse anel maravilhoso, não é essa invenção, ele mede tudo que é coisinha sim, sim, é ótimo. 47:05 E ele fala dívida de sono, aham. Então eu olho lá, está com 4 horas de dívida de sono. Eu falo, gente, eu tenho que pagar minha dívida, perfeito. Aí eu toquei com meu esposo, sexta-feira, eu viajei, falei, olha, esse anel mostra dívida de sexo, eu também, eu estou com 12 horas de dívida de sexo e estou em viajar. 47:19 Pessoa 1 Ô Jorge, quer que a gente encerra? Mas é. 47:21 Pessoa 2 Mentira, ele mostra dívida de sexo? Não. Quem dera, ele mostra. 47:25 Pessoa 1 Então a gente encerra agora, tá? 47:28 Pessoa 2 Essas 4 você falou, você falou e sábia. Alimentação, hidratação, sono. Qual que é? O outro que eu falei, hidratação, nutrição, sono e sexo, sexo, se você não tem tempo pra esses 4, já começou errado. 47:42 Pessoa 1 Vamos lá, você? 47:44 Pessoa 2 Come correndo. 47:46 Pessoa 1 Você não vai no banheiro, gente. Você vai no banheiro e mexendo no telefone. Mulheres não lavam o cabelo. André, deixa eu te contar uma coisa, eu, o que eu recebo de de mulher chorando? E fala, Isabela, só quando você falou sobre eu lavar o cabelo que eu me dei conta no, no, no na vida doida que eu tava, você sabe? 48:04 Pessoa 2 Qual que é AA maior de longe, assim que ganha de longe essa pesquisa causa de cistite, segurar a urina no hino, fazer xixi a hora que você tomar Davi e ver o xixi. 48:16 Pessoa 1 Pronto. 48:17 Pessoa 2 Você fica segurando, não deixa eu responder, só mais esse e-mail não tinha falado, só mais isso aqui, gente. Você tá com vontade de fazer xixi, vai fazer xixi, pronto. Você tá com vontade de comer como? 48:24 Pessoa 1 Você aí, agora vamos lá, nós nós falamos aqui do básico, do básico e que é o mais simples e o simples ofende. Então você já tem que saber disso. Simples ofende, então o que que o que que viria depois? Tá, então vamos, vamos avançar então o primeiro tempo de sono. Quem dorme menos de 6 horas por noite tem 4 vezes mais chance de morte. 48:41 Né, de acordo com a associação brasileira do sono. E o que acontece se a gente levar ao pé da letra o que é a saúde mental, capacidade para lidar com os imprevistos e altos e baixos todos os dias. Agricultores, esse ano vai ter a uninho, vai chover menos, vai ficar mais quente, você já sabendo disso? 48:58 Se você não se planejar, o crédito agrícola está mais caro, mas sabendo do que você já sabe, porque que você não vai tomar e tomar uma decisão? Por que que eu tô falando isso? Nossa Isabela foi agora pra crédito agrícola com o tempo de dormir, porque você vai lidar com desafios. 49:13 Faz parte do jogo que você escolheu jogar e a gente tá adoecendo, Andreia, reclamando das regras do jogo que a gente escolheu jogar. Então se um agricultor, e eu tô falando isso com todo amor do mundo, porque eu falo com muita gente do agro, se o agricultor tá reclamando do el Niño, sabendo que está totalmente fora do controle, então ou você faz o seguro agrícola ou você muda de carreira. 49:37 Porque lidar com a natureza é lidar com o imprevisível. Então não adianta culpar Deus, culpar o el Niño, culpar São Pedro. Como eu fiz a previsão do tempo, muitas pessoas, né? Ficavam muito bravas comigo. Não, gente, eu só sou mensageira, eu só sou o garçom, né? 49:53 Então vamos lá, a gente está adoecendo por reclamar das regras do jogo que escolheu jogar. 49:58 Pessoa 2 Quando você fala de sono, Isa é que que acontece no processo do sono, né? Falando um pouco pela linha da neurociência. Durante o sono acontece uma neurofagia. Que que é isso? Explicando de forma bem simples os neurônios velho pode morre tudo e o faxina limpando exatamente os os neurônios novos. 50:17 A neuroplasticidade só acontece durante o sono. Cérebros que dormem menos de 6 horas são intoxicados. Você imagina um lixo que vai ficando dentro da sua casa que vai gerando chorume? O cérebro vai ficando intoxicado por neurônio velho, que já deveria ter sido limpo e não foi e belisca. 50:35 Pessoa 1 Se eu não estou sonhando, não belisca forte. AI, belisca mesmo danada. Olha só, teve um estudo da unifesp, eu estava lá, eu vi, você falou do sexo, né? Agora você vai gostar, doutor fúlvis Corsa, te conecto. Com ele, ele fez uma experiência sobre neuroplasticidade e, na ocasião, foram com ratinhos. 50:57 Quando que os ratinhos produziam novos neurônios? 51:00 Pessoa 2 Dormindo. 51:03 Pessoa 1 Não, todos produzem, então ele ele teve um grupo de ratinhos que produziu 20% de neurônios e um grupo que produziu 40% de neurônios. Oo grupo que produziu 40% mais de neurônios. Estava descansando, trabalhando ou tendo um momento de lazer, um momento de lazer. 51:20 Pessoa 2 Achei que era transando. 51:21 Pessoa 1 É, então, mas é lazer, estamos falando a mesma coisa. 51:24 Pessoa 2 É, você foi falando falou sexo que foi gostado quando? 51:27 Pessoa 1 Maconha, você fala, Jorge, Jorge, já pensei olha aqui, olha que olha, que fantástico. Isso é estudado, porque quando você está no estilo de vida, que você só pensa em trabalhar, você não sente prazer no lazer. 51:43 Lembra que você está se isolando? Então, assim, se você for em algum lugar, é só seu corpo, está ali, a alma, não. Então, nesse estudo da unifesp, foi comprovado que os ratinhos que estavam num contexto de lazer produziam mais neurônios do que aqueles que não estavam. 52:00 Tá? Então o lazer é extremamente necessário e vou dizer mais. Naquele estilo de vida que eu vivia, eu me culpava por me divertir, eu me culpava por descansar. Porque como eu estava na maior emissora de comunicação EE, tinha sempre 200000 pessoas querendo no meu lugar. 52:17 Eu tinha que saber fazer bem ou mal as coisas que eu fazia. Tinha que saber me fazer muito bem. Eu não podia gaguejar, não podia espirrar. 52:24 Pessoa 2 Você falou de e? 52:24 Pessoa 1 Tinha que estar magra e tinha que estar muito magra. Eu me lembro de de sempre ter tido um peso muito equilibrado com o meu minha altura. Eu era uma mulher normal, só que aos olhos da chefia, eu estava sempre acima do peso. 52:42 E quando eu falava sobre as questões que estavam me afetando de saúde, eu ainda ouvia, mas você tá acima do peso, né, Isabela? Hoje eu tenho uma calça que eu guardo até hoje. Eu agora perdi peso depois de ter tido o Antônio graças a medicina, né? Não vou falar o nome para não fazer propaganda que não precisa. 53:00 E as pessoas me falam assim, sim, 45 anos eu engravidei, quando eu bati 90 kg, não conseguia perder, eu já perdi 14 kg. Eu tô num peso que nossa senhora sai até de biquíni. Você deixar? Eu não entro numa calça que eu usava na TV e me chamavam de gorda. 53:20 Pessoa 2 Que horror. 53:21 Pessoa 1 Então hoje eu eu tô com o peso menos até do que eu deveria. Eu mesmo, assim, ainda não entro na calça que eu usava lá. 53:29 Pessoa 2 E lá você tava gorda com essa calça, é? 53:31 Pessoa 1 Então, todo esse ambiente me deixou com. Vergonha de descansar eu te cortei. Perdão, não de vergonha de descansar. Lazer? Então é porque. 53:45 Pessoa 2 Você falou da vergonha de descansar. Eu lembrei da frase de um amigo meu, outro dia a gente estava na praia, aí lá pelas 3 horas da tarde, ele falou assim, gente, será que você está certo mesmo? Eu falei, o que, gente? Ele falou, será que eu não deveria estar é trabalhando, está lá na minha empresa produzindo alguma coisa. Eu estou com uma sensação que isso não está certo, não é possível, eu estou, eu estou aqui, será que eu não deveria estar lá? 54:04 Eu falei, olha que loucura. A gente sente culpa. 54:07 Pessoa 1 Por descansar, sim, só que essa culpa não é só nossa, essa culpa é ancestral, né? Se a gente for pensar tudo que tá aqui, ó, no nosso corpinho, a gente não herda só a cor dos olhos, né? Dos avós, a gente herda muitos medos, muita escassez, muita falta e muita culpa por descansar. 54:25 Então, pra quem vem da roça e que sabe que não pode perder tempo, né? Porque ou tá colhendo, ou tá plantando, ou tá arando a Terra, et cetera, que isso, que descansar o quê? Bora? Nunca ninguém morreu de trabalhar, eu vi isso da minha família, só que aí depois, quando eu fui pesquisar para o livro, eu chego, eu chego no Japão. 54:43 Uma pesquisa chamada o governo japonês paga a indenização para vítimas de carochi carochi é morte súbita por excesso de trabalho desde a década de 80. Então a gente tem que reconfigurar algumas frases, por isso que eu sempre gosto de falar, gente, eu sou comunicadora, eu não sou médica, por isso que eu estou sempre ao lado de especialistas, eu sou comunicadora. 55:05 Porque eu sei que a maior habilidade hoje, que vai nos levar para um lugar de mais saúde e mais satisfação, é a comunicação. Você é uma excelente comunicadora e também filósofa e psicanalista e tudo mais. Mas se você não tiver uma boa comunicação, você percebe. 55:22 Então, ou a gente soma saberes e avança nos grupos, ou você vai continuar negligenciando um Monte de coisa que tá te tirando o sono. Aí você acha que é normal. Depois você recupera, não recupera. Depois eu me cuido, os 5 faxineiros da saúde mental. 55:38 Turismo Interno: Revisando Prioridades e o Jogo da Vida Posso falar pra claro, 5 faxineiros da saúde mental. Então o tempo de sono, se você não dorme bem, você não reage bem as situações. Eu falei tudo aquilo do agricultor, porque vai viver situações muito. É, é, é delicadas. Todo dia a gente tá vivendo imprevisto. Se você dorme mal, como é que você tá no dia seguinte, bem ou mal? 55:56 Péssimo, pronto. O Ricardo Amorim falou isso pra mim aqui no livro, eu nem sonhava né? Do que eu falaria? Ele falou assim, Isabela, antes dos 40 anos eu podia dormir pouco e eu conseguia fazer uma palestra no outro dia. Hoje se eu durmo menos, já me faltam as palavras. 56:11 E se ouviu, nem sonhava, tá? Do que tá acontecendo aqui e de fato é, você acha que um carro 0 km consome menos ou mais combustível do que um carro que tá rodando há mais de 20 anos? Então, conforme o tempo passa e isso é um privilégio. O envelhecimento é um privilégio, porque o posto de envelhecer é morrer conforme o tempo passa, você precisa de mais recursos para sua saúde. 56:33 A Fernanda Montenegro fala isso para mim aqui no livro, se as pessoas que eu amo estão morrendo e eu estou vivendo mais, eu preciso então me cuidar. Se eu estou enxergando menos os óculos, se eu estou ouvindo menos, os aparelhos só estou. Então, assim, não adianta você brigar com as consequências da chance que você está tendo de viver mais. 56:51 Eu chamo isso no meu livro de atualização de identidade. Porque não adianta reclamar do tempo. Em 2016, então, 2 anos antes de eu vivi tudo que eu vivi, eu comecei a escrever esse livro, olha só, 2016. 57:09 Eu fazia a previsão do tempo e as pessoas vinham fazer piada do tempo cronológico. Lembro que comecei no fantasia, fazendo isso aqui, eu fazendo a previsão do tempo, a turma vinha. Isabela, eu não tenho tempo para nada, eu não consigo descansar, não consigo dormir, não consigo não sei o quê. Eu falei, será que o tempo tá passando mais rápido? 57:25 Ah, eu tinha ouvido uma história do frei Leonardo Boff, de um conselho no jornal do Brasil, que o dia não tinha mais 24 horas, tinha 16. Eu falei, é por isso, é por isso aí. Eu, como jornalista, eu fui atrás dessa resposta aí. Entrevistei então 150 pessoas, todos os físicos brasileiros, astrônomos, cosmólogo do Brasil. 57:43 Cheguei até OMIT pra te dizer que o problema não tá com tempo. 57:48 Pessoa 2 Ah, com certeza. 57:50 Pessoa 1 Nós é que estamos passando mais rápido pelo tempo. 57:52 Pessoa 2 É a perceção do tempo. 57:54 Pessoa 1 E aí eu busco informações que aí você vai conseguir entender pela evolução. 57:58 Pessoa 2 Ainda dos fãs chineses, vou. 58:00 Pessoa 1 Chegar lá, vou chegar lá no sono, vou chegar lá no sono, vou chegar lá, que é por isso mesmo a questão da porque aí todo mundo vai falar, eu não tenho tempo uhum, não tenho tempo, não tenho tempo de dormir, não tenho tempo de parar para comer, rapaz, você não tem tempo para comer, para ir no banheiro. O que que você está fazendo com seu tempo? 58:15 E eu chego aqui num texto de 2300 anos. Um dramaturgo chamado Tito Márcio plalto e é um texto traduzido pela Unicamp. E ele disse assim, que os deuses arruínem quem inventou um relógio de sol e pobre de mim triturou meu dia pedacinho a pedacinho. 58:35 Então, a 2300 anos você já tinha gente reclamando da falta de tempo, não é exclusividade máxima, percebe? Então, como é que eu vou fazer boas escolhas, se conhecendo melhor hoje? Por isso que a atualização de identidade, para mim é o caminho que que é isso? 58:53 Conforme o tempo passa, não é só o colágeno que vai embora, né? Conforme o tempo passa, muitas coisas mudam, só fora dentro não muda, então os negócios mudam, os hormônios mudam, a sua pele muda, o ambiente muda, tudo muda, dentro também muda, então você precisa revisar as prioridades. 59:11 Boa. E eu chamo isso de turismo interno, que todo mundo quer ir para Paris, né, né? É o plateia aqui, gente enorme para Paris, tu não quer, né? 59:20 Pessoa 2 Tem gente que vai sair daqui hoje, ó, destemperadinha com esse assunto. 59:24 Pessoa 1 É mesmo, quer ir? 59:25 Pessoa 2 Para Paris não não saber fazer gestão do tempo arnaltar. 59:29 Pessoa 1 Calma, calma que quando o vidro está pronta a deixa a gente cheia, gente. 59:32 Pessoa 2 Estampada aí, ó. 59:34 Pessoa 1 André, vem cá, AI, meu Deus do céu, eu estou preocupada com o tempo. 59:36 Pessoa 2 Fica em paz. 59:37 Pessoa 1 Aí, minha querida, vamos lá. Todo mundo quer viajar, conhecer lugares, mas dentro é um lugar que. Se puder, evita. Então eu chamo aqui no livro de turismo interno. Então a atualização de identidade é você parar hoje com a idade que você tem e revisar o que que é inegociável na sua vida, porque você precisa saber o que é coerente hoje. 1:00:02 Não adianta você fazer planos com as características que você tinha ontem. Então as pessoas estão adoecendo por querer dar conta de uma agenda hoje com o corpinho que tinha há 20 anos. Eu não posso mais dormir 4 horas, 5 horas, como eu fazia antes. O meu rendimento no dia seguinte vai ser muito ruim. 1:00:19 Então a atualização de identidade é uma faxina para você aprender a dizer agora não, dessa vez não dá, porque aí vai falta tempo para você. Aí, a hora que você tem tempo livre, você não sabe se você dorme, se você faz sexo, se você se cuida, se você estuda. 1:00:40 Outro dia encontrei uma aeromoça num voo. Quando ela me viu, ela ficou pálida, disse Bela, não acredito. Vi um vídeo seu essa semana. Eu acabei de escrever na minha agenda que eu preciso de tempo para chorar. Eu falei, Natal, você me mostra, ela me mostrou e aí a gente ficou o restante do voo conversando que que ela me disse no intervalo de trabalho dela que são 10 horas. 1:01:03 Ela falou, eu não sei se eu durmo, se eu lavo o cabelo ou se eu falo com meu marido que eu falei, bingo, +1 + 1 pra pra pesquisa. Então a ausência de tempo para as coisas básicas é que está te levando para um mal gerenciamento de tempo e mal gerenciamento das reações das coisas que fazem parte do jogo. 1:01:24 Então tem gente reclamando de pessoas, mas você escolheu trabalhar com pessoas, não prazo, mas você escolheu, vai. Toda a profissão tem prazo. Outro de uma empresa me chamou que o problema era fuso horário, que eles não estavam conseguindo bater o horário da França com o Brasil. Mas agora que vocês estão com fuso horário agora. Então, quando você começa, então vamos lá, vamos, vamos finalizar essa parte. 1:01:42 Quando você começa a ver problema naquilo que faz parte do jogo que você escolheu jogar, ou você busca ajuda ou você muda de jogo. 1:01:49 Pessoa 2 Boa. 1:01:51 Pessoa 1 Mas ficar reclamando não vai adiantar. Então, quando você me perguntou quais são os sinais antes do burnout, ainda não falei do sapato. Alô, ainda não falei do sapato. 1:02:01 Pessoa 2 Você falou uma frase maravilhosa. Quando o do do mundo, o jogo. 1:02:06 Pessoa 1 Aqui, vamos lá, o meu Deus do céu, vamos lá. Imagina que eu sou jogador de futebol, já que nós estamos perto da copa, né? Todo mundo copa lá pra cá, imagina que eu sou jogador de futebol e aí eu começo a jogar e eu estou super bem correndo de um campo pro outro e estou lá, não vou e vou pra balada e estou correndo. 1:02:25 Só que conforme o tempo passa, parece que o campo está ficando maior, eu não consigo mais correr de um gol pro outro, parece que o campo fica muito grande. Eu posso reclamar do tamanho do? 1:02:35 Pessoa 2 Campo. 1:02:37 Pessoa 1 E por que que então você está reclamando das regras do jogo? O que que eu preciso fazer? Ou eu vou buscar uma alimentação melhor, um Descanso melhor, ou eu vou mudar de jogo, mas reclamar do tamanho do campo não vai adiantar. O que eu quero dizer, Andréia, que assim ó, médicos foram doutrinados a cuidar, fazer residência. 1:02:58 Então o médico, ele fala não, mas eu, eu estou tantas horas sem dormir. Que quando você tem 20 e poucos anos, aí entra a atualização de identidade, o seu corpo reage de uma certa maneira, é a partir dos seus comportamentos. Mas então, conforme o tempo passa, você tem que saber que não vai dar para ter aqueles comportamentos de antes. 1:03:17 Se hoje você me perguntar assim, zabela, qual o restaurante lá de São Paulo da moda? Eu não sei. Eu sei dizer qual é a fralda que segura o xixi 12 horas, porque as minhas prioridades mudaram. Então a faxina. Que o turismo interno vai te dar com a atualização de identidade é você reconhecer as pessoas que você tem que dizer tchau, sai de grupo de WhatsApp, sai de páginas que te inflamam, porque não vai adiantar você culpar o tempo porque provavelmente se você está sem tempo pra dormir, pra tomar banho, pra comer, pra fazer atividade física e minutos de nutrição, que são 5 faxineiras da saúde mental, você está gastando seu tempo com coisas ou pessoas que. 1:04:00 Não fazem mais parte do seu estilo de vida, então você tem que sair de relacionamentos abusivos. Vou falar agora do sapato, quer pronto, então só só pra fechar aqui a história do jogo. Escolhi trabalhar com a cozinha, posso reclamar do cheiro da cebola na mão? 1:04:16 Você escolheu flor? Então prazo ou satisfação do cliente, então muda, mas muda com Felicidade, muda com saúde, não muda depois. 1:04:26 Pessoa 2 E muda com sentido. 1:04:28 Pessoa 1 Não precisa fazer sentido decisão. Então como é que eu tomo boas decisões, me conhecendo melhor hoje e não insistindo numa agenda que não existe mais? 1:04:39 O Sapato 36: Auto responsabilidade e Limites Pessoais Quantas pessoas eu vejo André agarrada, numa ideia muito interessante, mas que não combina mais com estilo de vida. Quando a Angelina é fez um ano, a gente tava, a gente reuniu o da família e tal, e aí a gente ganhou um presente que todo mundo tinha que gravar um videozinho Pra Ela assistir quando ela tiver 15 anos. 1:04:57 Aí todo mundo gravou e eu fiquei por último. Imagina aquilo que nunca tinha pensado e sonhado em ser mãe. Mãe, o que que eu vou falar pra essa criança? Aí eu pensei, eu falei, filha, se você estiver vendo esse vídeo, você está então com 15 anos. 1:05:14 O que eu a melhor coisa que eu posso te falar é, você pode mudar de ideia, porque provavelmente com 15 anos você está com certeza de um Monte de coisa. Você pode mudar de ideia. Então eu vejo muitas pessoas agarradas a ideias que ou são familiares ou estão honrando pai, mãe, ou estão, estão ou estão viajando em em algum sonho que não não existe mais, não combina mais. 1:05:38 Então desapega desta ideia, revisa quem você agora. E aí segue, quando eu te falo dos sapatos, então agora eu vou fechar todas as janelas que eu abri você calça 37 e tô vendo que você tem um pé bem bonito. Se eu te der um sapato 36, mas é um sapato lindo, todo mundo quer aquele sabe que tem um celular bonito? 1:06:00 Ah, mas é desconfortável, né? Você já sabe que é desconfortável. Ah, já sabe que é desconfortável, mas faz de conta que você não sabe que é desconfortável. Mas todo mundo quer o sapato, mas André, só 36 você usa. 1:06:11 Pessoa 2 Não fosse anteriormente, talvez pronto há uns anos atrás. 1:06:16 Pessoa 1 Então vamos lá. Então eu vou fechar agora? Todas as janelas que eu abri? Se perguntou. Quais são os sinais antes do burnout? Então seu corpo está falando com você, irritabilidade, agressividade, compras a mais. E se você tivesse encolhendo para caber em algum relacionamento? Como assim? 1:06:32 Como é que vamos supor que hoje você usaria o sapato 36? Como é que você se sentiria? 1:06:36 Pessoa 2 Péssimo. 1:06:37 Pessoa 1 Depois de 1 dia? 1:06:38 Pessoa 2 Com o pé massatado. 1:06:40 Pessoa 1 Tá, mas o pé tá machucado, eu já sei, mas como é que tá o seu estado emocional? 1:06:45 Pessoa 2 Com a consciência que eu tenho hoje. 1:06:47 Pessoa 1 Não, se não. Não, você não tem a consciência você tem. Hoje você se encolheu pra caber num sapato 36, porque é o que todo mundo quer. Você tá sentindo que tá te fazendo mal, mas você tá com ele. Como é que você tá no fim do dia? 1:06:59 Pessoa 2 Acho que triste, frustrada de tá nessa situação. Você fica irritada? Ah, com certeza. 1:07:04 Pessoa 1 É, e aí se acontece um imprevisto, você reage bem ou mal o imprevisto? 1:07:08 Pessoa 2 Mata um. 1:07:09 Pessoa 1 É então se você não consegue mais ficar num sapato que é um número menor que o seu pé? Como é que você está conseguindo ficar em um ambiente, em um relacionamento, que você está se encolhendo para caber? Então, a principal resposta que você precisa buscar nesse turismo interno dentro de você é, eu estou me encolhendo para caber em algum lugar? 1:07:32 Essa resposta é sim. Aí começa uma outra parte, volta a jornada, que é de planejamento, transição de carreira, porque que que eu descobri com a minha experiência? Pra achar eu posso ter vários, emprego eu posso ter vários, mas vida é uma só. 1:07:48 Pessoa 2 Boa. 1:07:50 Pessoa 1 Então, ou eu tenho responsabilidade ou eu vou ficar atribuindo a minha saúde mental. Eu vou ficar atribuindo, né? É Oo as coisas que fazem bem pra mim, pro outro. Então o que eu venho falando nesses últimos 8 anos é sobre auto responsabilidade. 1:08:05 E é por isso também que muitas empresas me chamam, porque não adianta também a empresa oferecer recursos pra você e você achar que não precisa. Você está normalizando alguma coisa? Então não estou falando que é. Não existem ambientes ruins e também existem ambientes ruins. 1:08:22 Mas antes de qualquer coisa fora, primeiro se responda dentro. Você está reclamando de ambiente tóxico? Você é um elemento saudável ou você é um elemento tóxico, sabe? Então porque. 1:08:34 Pessoa 2 Todo mundo adora falar de gente tóxico nossa, a pessoa não olha para o quanto você também é tóxico em algumas perspectivas? 1:08:40 Pessoa 1 Então, ó, 5 faxinando a saúde mental, tempo de sono, higiene pessoal, tempo para alimentação, atividade física. Nem vou gastar tempo agora vem esse aqui, ó, ó mindinho, tempo de nutrição. Que que é isso? 1:08:56 Minutos de lazer. Filhos, pets, natureza, espiritualidade. Um tempo em que você não espera resultado. Porque se você estiver assistindo um filme para criar um conteúdo, se você estiver fazendo uma viagem para criar conteúdo, isso não é tempo livre. 1:09:14 Tempo livre, o tempo de lazer é aquele que você não espera por um resultado. 1:09:17 Pessoa 2 É a Caroline, não tem não. 1:09:19 Pessoa 1 Aqui, ó, eu estou bem de olho na sua hora, eu leio mementes. 1:09:21 Pessoa 2 Tem nadinha? 1:09:23 Pessoa 1 Calma, calma, quando o vidro está pronto, a mensagem chega e eu e eu falo isso com muito carinho. Porque ninguém me alertou antes de eu ter vivido o burnout, mas eu também, se alguém tivesse me alertado. 1:09:40 Aliás, eu tenho um episódio sobre isso que é interessante. Eu eu explicar. É nem toda a mensagem, nem todo o sapato vai caber em todo o pé, é. Então, existem momentos que a gente precisa. 1:09:56 Existem situações que a gente precisa viver que, como eu falei para mim, para mim, né, a cura é a doença, é para te tirar de um estado que está te adoecendo, não está te fazendo bem, mas você não quer aceitar porque você não quer desargarrar de uma ideia que você teve. Então por isso que eu fico muito feliz de ter tido essa ideia quando eu falei com a minha filha, você pode mudar de ideia, filha, porque muitas pessoas estão em relacionamentos abusivos, em trabalhos insustentáveis, porque acham que não pode mudar de ideia. 1:10:22 Então, como assim percebe eu? 1:10:24 Pessoa 2 Costumo dizer que eu não tenho compromisso com erro, não, eu mudo fácil. Sim. Se eu resolver uma coisa que não tiver bom, depois eu disse, resolvo na hora, tudo certo, pronto, não sou obrigada. 1:10:34 Pessoa 1 Pronto. 1:10:36 Pessoa 2 Isa hoje e olhando tudo que você construiu. Talvez você seja um dos maiores expoentes em NR um no nosso país. NR um surgiu aí agora, quer dizer, agora não, né? Algum tempo. Mas a medida realmente ela entra agora de de do dia 26 como como forma agora real como lei e enfim, com todas as consequências que ela traz. 1:10:56 A História e o Propósito da Norma Regulamentadora 1 E aí tem toda uma perspectiva a respeito de NR um que ainda está bem nebulosa. NR, uma normativa regulatória que vai falar sobre saúde mental como uma das obrigatoriedade das empresas. As empresas agora precisam cuidar também desse aspecto na vida dos funcionários. Queria que a Isa falasse um pouquinho sobre isso. 1:11:13 Hoje ela está é como uma dos maiores expoentes nessa perspectiva da NR um e da saúde mental. Como é que tá o contexto? As empresas entenderam, fala. Explique ANR um. Até porque tem um Monte de gente que tá vamos lá nos ouvindo, não, não faz noção ainda do que seja de verdade. 1:11:30 Tá vendo artigos, enfim. 1:11:32 Pessoa 1 Se eu chegar hoje aqui numa obra em Uberlândia, uma obra de construção, e tiver um operário sem capacete, o que que acontece com a obra? 1:11:41 Pessoa 2 Ela é embargada, pronto. 1:11:42 Pessoa 1 Multa mas na década de 70 era normal os trabalhadores de chinelo havaiana, hoje? Hoje é normal um ambiente ter mapeamento de riscos físicos. 1:11:57 Se eu chegar no hospital EE, os os trabalhadores estiverem com máscara, luva, é toda aquela, aquela epi, pronto. Hoje o hospital, se eu chegar e o médico tiver então usando uma máscara. 1:12:15 Pessoa 2 É bom ou é ruim? 1:12:16 Pessoa 1 É ótimo, pronto, mas na década de 70, não é? Vamos lá, na década de 70, minha querida Andreia, o Brasil ganhou 2 títulos e isso é muito importante que você, empresário, ouça. Na década de 70, o Brasil ganhou 2 títulos. 1:12:32 Um todo mundo sabe, campeão mundial de futebol. O segundo ninguém sabe, campeão mundial de acidente de trabalho. A OIT organização Internacional do trabalho Brasil, vem cá, vocês não podem ter. 2000000 de acidentes de trabalho. 1:12:48 O Brasil tava bombando, a economia bombando, os pés subindo, a truma caindo, as estradas seguiam, os pedaços ficando no meio do caminho. Aí a OIT fala, não dá. Aí o que que aconteceu na década de 70 pra ser mais explícita, 1978, as n RS começam a ser criadas, então ANR um nasceu em 1978. 1:13:09 Que cuida das normas regulamentadoras ocupacionais. É importante a gente entender a história pra você não achar que o que tá acontecendo agora é, é, é tendência, é moda. Não, não, não, não, vamos lá. Então, na década de 70, o Brasil ganhou o título de campeão mundial de acidente de trabalho. 1:13:26 Aí começa os nrs, as outras 37 nrs devem estar com muito ciúme da NR um, né, que todo mundo só fala da NR um, mas a NR um é a mãe, é o guarda chuva, é a norma Regulamentadora. Que organiza riscos ocupacionais. 1:13:43 Então, depois dela vieram 37, tá claro aqui, muito bem, se hoje você vai despachar uma mala e você só pode colocar 23 kg numa mala, por que que você acha que isso acontece? Porque se não tiver um limite, aquela pessoa que carrega a mala no aeroporto vai ter um problema no corpo, tá? 1:14:02 Quantas pessoas precisaram André ficar surda? Para hoje você oferecer protetor auricular no ambiente com barulho, então quantas pessoas ficaram cegas para hoje você ter um protetor para os olhos quando há risco de cegueira? 1:14:18 Pessoa 2 Na máquina de solda, por exemplo. 1:14:20 Pessoa 1 Pronto, nós estamos falando sobre isso, sobre evolução. Então, da década de 70 para cá, as empresas já são obrigadas a mapear e gerenciar, então, o que que é mapear? Tem um risco aqui, ó, de levar um choque, então ó. 1:14:36 Nós temos que colocar aqui uma Barreira, então eu reconheço um risco, eu gerencio esse risco é é sobre isso que nós estamos falando, tem risco de cair um tijolo aqui em cima, então me dá um capacete, tá certo, tá, tá claro isso, tá, tô na, tô na roça, uso uma perneira, por que, por que que usa uma perneira na roça? 1:14:59 Pessoa 2 Proteger de picada de de cobra. 1:15:02 Pessoa 1 Ah, mas eu preciso de usar uma perneira aqui dentro do escritório, não, mas na roça assim, então, certos EPIS, certos equipamentos foram criados em certos ambientes para proteger certos tipos de acidente. Eita. Agora vamos trazer para o risco psicossocial. Saúde mental não é documento NRU não é sobre saúde mental NRU é sobre riscos psicossociais que afetam a saúde mental. 1:15:28 Porque dependendo de como você fala, o empresário vai achar que, Ah, é mais uma obrigação. Nossa senhora, agora é mais um custo, não? 1:15:35 Pessoa 2 E é mais uma obrigação? É mais uma obrigação, sim. 1:15:41 Pessoa 1 Mas até se tornar convicção, cinto de segurança você usa para não levar multa ou por segurança? 1:15:49 Pessoa 2 Segurança pronto. 1:15:51 Pessoa 1 Esse raciocínio, André. 1:15:52 Pessoa 2 Você sabe porque que também é importante falar isso, que é uma obrigação, e quebrar um pouco esse paradigma? É, é, é. Eu falo muito sobre fibe, né? Felicidade, que é um indicador de sucesso de empresas e países. Eu falo sempre, inclusive aqui na empresa, e falava isso sábado com a minha assessora. 1:16:07 Resultado, sim, com sangue não, sim, eu quero que a gente bombe, a gente bate todos os recordes aí graças a Deus. Mas resultado com sangue não dá para mim pronto, então é obrigação, sim. Então é meu papel aqui, por exemplo, fazer com que nós tenhamos resultado. 1:16:23 Mas eu não reconheço resultado passando por cima das pessoas e porque também há todo um discurso também para a gente deixar um pouco mais soft, como se a empresa não tivesse essa obrigação. Vai chegar essa obrigação, sim. 1:16:35 Pessoa 1 Vou chegar lá. 1:16:36 Pessoa 2 Eu não posso. Eu não posso sangrar as pessoas para eu ter resultado com o adoecimento das pessoas. Pronto. Isso não é honesto, não é? 1:16:43 Pessoa 1 Injusto? Pronto. Então vamos lá. Bater meta batendo nas pessoas é muito fácil. Então você é André vermont, por isso que você é Pharol. Então assim, ó, escuta o que Andrea tá falando, esse negócio de sangue nos olhos é conjuntivite, a gente prefere brilho nos olhos, né? 1:16:59 Pronto, mas vamos lá, nós pensamos assim, alguns empresários de algumas empresas já entenderam que ANR um não é só mais uma obrigação. 1:17:14 É uma oportunidade estratégica para a reputação, para a manutenção dos resultados. Então, se você me perguntar assim, Isabela, define ARR um em uma frase, NR um reorganiza o ambiente de trabalho. NR, um busca a reorganização do ambiente de trabalho. 1:17:31 Ninguém está buscando doente, ninguém está buscando culpado, ninguém está buscando vilão. A norma Regulamentadora número 1 foi atualizada em 2024. Até 2025 foi caráter educativo. Agora 2026 começou a fiscalização. Se hoje a sua empresa for se receber uma visita de um auditor fiscal ou do Ministério do trabalho ou do Ministério público do trabalho, preciso contar 111 bomba. 1:17:56 O fiscal não vai chegar às cegas, tá? Ele vai chegar com as informações do e social. Então o governo já sabe o motivo dos adoecimentos de trabalho. O knel está convidando é para uma revolução no ambiente profissional. 1:18:12 Assim como os epis foram na década de 70. Vou avançar um pouquinho mais. Só que se eu não sei o prejuízo da saúde mental, eu estou achando que esse assunto é bobagem. André quando eu vivi lá o burnout, enquanto a turma falava que aquilo que eu tinha era corpo mole, a OMS reconhecia como fenômeno ocupacional. 1:18:32 Então hoje, com ONRU é a mesma coisa, você pode estar no grupo que está achando que isso é só mais uma obrigação, é por isso que eu eu friso bem, só mais uma obrigação ou você está no grupo que OPA, o que a vida que é da gente é autonomia, vamos lá, vamos reconhecer o que está acontecendo aqui não é porque podia fumar no avião que agora pode, agora pode, não pode mais, não é porque bateram em mim que agora eu vou bater. 1:18:55 Porque foi tão normalizado, o assédio foi tão normalizado? Esse modelo de trabalho batendo nas pessoas que parece que isso é normal, não é? E isso traz custo. Segundo a linha da NR, um não é do RH. Vamos lá. 1:19:10 Gestão, gestão de risco psicossocial, gestão é feita por quem? 1:19:15 Pessoa 2 Gestor. 1:19:17 Pessoa 1 Então não adianta eu deixar o assunto na salinha do RH. Quem tem que entender de NR um são todos os supervisores, gestores, é todo mundo que está com as equipes todos os dias. Então NR um é de todos, porque ela é para todos e a gente não pode esquecer que líderes liderados habitam ao meio ambiente. 1:19:33 Então nós estamos falando de saúde e segurança de todos. Quem está vendo ANR um como apenas mais uma obrigação e um custo é porque não fez o dever de casa. 1:19:45 Pessoa 2 É, é, é. Vamos falar um pouquinho sobre isso, né? Obrigação ou lei? Você sabe quando que surgem as leis e as obrigações? 1:19:52 Pessoa 1 Depois de dados, quando surge a civilização, pronto. 1:19:55 Pessoa 2 Quando nós estávamos lá na selva, pronto, quando surge a civilização, surge AA necessidade das leis. Quem vai falar isso? O Jean Jacques Rousseau, lá em 1700 e pouco. E o Rousseau vai dizer o seguinte, só existe lei porque falta bom senso. 1:20:07 Pessoa 1 Pronto, perfeito. 1:20:09 Transformando a Obrigação em Vantagem Competitiva e Reputação Eu vejo uma idosa na rua, deveria parar, meu caro? Mas me falta bom senso, então tem que ter uma placa para isso. Eu deveria usar capacete para atifar minha cabeça no asfalto, mas eu não tenho bom senso. Então eu sou obrigada a pagar multa para o capacete? 1:20:27 Então vamos lá. Então ANR um. Ela só é criada porque falta bom senso. 1:20:31 Pessoa 1 ANR um foi atualizada. É porque nós já temos dados que te dão segurança para agir. Sem dados eu só tenho opinião. Agora vamos lá. Eu te falei que eu tenho 22 crianças quando eu vou medir a febre. 1:20:49 Aliás, hoje eu estava você falando sobre limite, né? E quando e quando eu estou falando de limite pra Angelina, eu falo, filha, isso é limite, isso é limite. Eu estou tentando desde cedo, né? 1:21:00 Pessoa 2 Vai fundo, vai dar certo. 1:21:01 Pessoa 1 Vamos lá, vamos lá. Então vamos lá. É onde eu estava mesmo. O que que eu estava falando? Gente? É tanto assunto que eu vou abrir. 1:21:07 Pessoa 2 A gente, cara de filho, a gente perde. 1:21:09 Pessoa 1 A gente perde, né? Então o que que é importante a gente entender? Sabe quando aquele aluno não faz a lição de casa e aí reclama que foi mal na prova? Aí vai brigar com quem? Com a professora, com o planeta? Eu ouvi muitos empresários da área da saúde reclamando muito sobre ONR. 1:21:26 Um porque com a pandemia. Ouvi isso, ouvi aquilo. Sem dúvida, foi um momento delicadíssimo para muitas pessoas, mas você me dizer que cuidar? Do ambiente de trabalho não te traz resultado, então desculpa, você tá sem dados porque você já tá perdendo dinheiro com turnover, com rotatividade, com os afastamentos. 1:21:48 O seu plano de saúde é o segundo maior custo da sua empresa? Processos trabalhistas, fora a reputação. Só que eu preciso, com comunicação, adaptar a linguagem para o empresário. O empresário não quer ouvir sobre risco, ele quer ouvir dinheiro, ele quer ouvir custo evitado. 1:22:06 Percebe? Então eu preciso de uma comunicação muito eficiente para alcançar no coração deste executivo que mapear riscos psicossociais é sustentabilidade do negócio, porque quando uma empresa não encontra ajuda dentro, ela vai buscar fora. 1:22:25 E aí quando eu vou fora, eu encontro outras pessoas também pedindo ajuda. E é quando os movimentos ficam Fortes e aí o empresário vai falar assim, Ah, não, mas aquela pessoa foi falar mal, foi falar mal, foi falar. O que acontece dentro da empresa, fora, então, o que, o que que do que que nós estamos lidando? 1:22:42 Quando me perguntam, Isabela, você acha que as pessoas estão com mais diagnósticos de burnout? Não, não acho nada. Só falo sobre dados. As pessoas estão sabendo que estão adoecendo mais, então a informação é fundamental para você prevenir. 1:22:57 Pessoa 2 Porque depois que existe ferramenta a gente mede. 1:22:59 Pessoa 1 Pronto, as pessoas. 1:23:00 Pessoa 2 Perguntarem, Ah, o que que tá acontecendo que tem mais altíssimo. Isso não é que tem mais agora tem ferramenta pronto. 1:23:05 Pessoa 1 Então agora você vai gostar do que eu vou te falar sobre enr. Um e termômetro para criança. Se eu não tenho uma informação, eu só estou no campo das ideias e aí ninguém vai te ouvir. Agora você tem um dado, você pode ter a criança que for, mas eu estou te mostrando. 1:23:18 Pessoa 2 Um dado contra números, não é? 1:23:21 Pessoa 1 Discurso pronto quando eu falei das crianças, se eu for medir febre na minha criança. Então eu vou usar o que, 11 instrumento? Um termômetro, tá, tá, se der 38 de febre, que que você faz? Me digo, 39? 1:23:37 Pessoa 2 Ah, já ligo pro médico, pronto. 1:23:38 Pessoa 1 40. 1:23:39 Pessoa 2 Vou pro hospital. 1:23:40 Pessoa 1 Pronto, eu também, mais ou menos. Isso é 38 umas gotinhas, 39 a gente liga e 40 vai pro médico. Você viu que 1° de diferença mudou a nossa conduta? Por que que eu gosto de usar o exemplo do termômetro? Porque você precisa. 1:23:56 De um instrumento para mapear os riscos com a atualização da NR um, nós estamos falando sobre mapeamento de risco psicossocial. Aí alguém vai dizer, mas isso é muito subjetivo. Até não ter dados. Tudo é subjetivo, até você não ter dados. 1:24:13 Então, qual é o termômetro da saúde mental? 1:24:17 Pessoa 2 Qual é o termômetro da saúde mental? 1:24:20 Pessoa 1 Comunicação e por isso que ANR um precisa de um. Uma conscientização, primeiro sobre o tema e um questionário. O que a turma tá pirando é querer aplicar. Questionário, André, vamos, vamos, vamos. 1:24:33 Pessoa 2 Então vamos lá, até pra ficar bem claro e bem prático, tá? Pra que eu meça. Se há um adoecimento na empresa, eu vou precisar ter uma ferramenta. Essa ferramenta são questionários, são questionários, isso é isso. É importante ficar muito claro. Muito claro. 1:24:49 O óbvio precisa ser dito e repetido em inúmeras vezes, inclusive para o seu trabalho. Acho que isso vai ajudar bastante, porque talvez isso na minha cabeça, não estava claro. Vamos lá. E aí? Eu costumo dizer que talvez seja de dúvida do grande. 1:25:01 Pessoa 1 Público, vamos lá? 1:25:02 Pessoa 2 Eu tenho uma empresa, eu eu preciso estar dentro da NR um e eu não sei medir o adoecimento da minha empresa. Pronto, eu vou precisar aplicar um formulário, é isso? 1:25:12 Pessoa 1 Ponto, vamos lá se você precisar. Reformular a iluminação daqui do seu estúdio, você vai chamar quem você vai, você vai meter a mão na massa, pegar as lâmpadas ou você vai chamar eletricista? Vai fazer um ano que eu estou formando gestor e gnr. 1:25:29 Um porque eu preciso de um profissional, Andréia, que tenha multidisciplinaridade e semana passada eu participei de uma entrevista na Alesp, um perito do trabalho. Ele falou, eu quase caí da cadeira. Eu falei minha nossa senhora, minha beleza, mas eu não estou sonhando e ele trazendo. 1:25:44 As pessoas estão querendo tratar de risco psicossocial como se fosse só um preenchimento de um questionário ou se fosse só pedir para o RH conversar com as pessoas. Então então vamos por partes, posso ir por partes? 1:25:56 A Necessidade de Mudar a Cultura e Reconhecer o Assédio Então a primeira coisa que você tem que entender é que nós não estamos falando de moda e nem tendência. Nós estamos tentando mudar a cultura que é de reação de uma cultura de prevenção. A gente vive uma cultura que só apaga incêndio e agora com ONR, um atualizada. 1:26:14 Eu preciso te convidar a esta cultura de prevenção. Andreia, a gente está vendo a maior revolução do ambiente de trabalho. Quem ainda não entendeu ou não quer entender o que é risco psicossocial, de repente, é o próprio risco psicossocial. 1:26:28 Pessoa 2 Adorei você não quer entender você o. 1:26:32 Pessoa 1 Risco, mas eu preciso de gentileza, didática. E aí, dependendo de quem eu estou falando, com quem eu estou falando, eu preciso usar um exemplo. Então por isso que aqui eu eu estou vindo. 1:26:43 Pessoa 2 Você, você tem uns ganchos maravilhosos. Você perde esses ganchos, volta nesse gancho, não perde. Você tem uns ganchos maravilhosos. Vamos lá. Se você não está preocupado com o risco, talvez você seja o risco. Fala um pouco sobre. 1:26:56 Pessoa 1 Isso demais, mas fala um pouco. 1:26:58 Pessoa 2 Sobre ZAP, essa ideia. 1:26:59 Pessoa 1 Vamos lá? 1:27:00 Pessoa 2 Da traz exemplo na prática, se comprometa. 1:27:03 Pessoa 1 O Andréa, você estava me pedindo um exemplo. Primeiro a gente tem que falar que a gente parou para fazer xixi. Né? Porque a gente acabou de falar que a causa que as mulheres têm ficção urinária, porque segura o xixi. Elas estão aqui segurando o xixi, né? Então, para fazer. 1:27:16 Pessoa 2 O xixi para ampara o? 1:27:17 Pessoa 1 Porão, vai lá, pegamos um café. 1:27:19 Pessoa 2 Pronto, pronto, a vida corre desse nível. 1:27:21 Pessoa 1 Porque hoje a gente faz pausa voluntária, hoje a gente faz pausa involuntária. Ou você faz uma pausa voluntária ou você é obrigado a fazer uma pausa boa, involuntária, tá? 1:27:32 Pessoa 2 Eu costumo falar assim, Ah, você parou a doença, tipo, para parar você vai? 1:27:36 Pessoa 1 Então, e a doença te para? Por quê? Porque você não parou por bem. Vai parar. 1:27:40 Pessoa 2 Ou você para ou a doença te para. 1:27:44 Pessoa 1 Você é, a gente estava falando que quando uma pessoa está muito resistente a entender o que é um risco psicossocial, ela é o próprio risco psicossocial. 1:27:52 Pessoa 2 Boa era esse. 1:27:54 Pessoa 1 É Ela que está resistindo, tá? Vamos lá. Eu vou trazer aqui um exemplo do que é. Que nós vamos ouvir falar muito a partir de agora, já que a atualização da NR um então de novo ANR um não é nova, existe desde a década de 70. 1:28:11 Ela Foi atualizada a partir dos dados de afastamentos e adoecimentos e mortes por riscos psicossociais. A OIT lançou um relatório em abril mostrando que 840000 pessoas morrem no mundo por problemas relacionados a riscos psicossociais. 1:28:29 Quais são os riscos psicossociais de um ambiente? Carga de trabalho excessiva, horas extras excessivas, assédio, tudo que está envolvido na organização do trabalho. Então, lembra que eu falei, ninguém tá procurando bandido, nem vilão, nem culpado. Se se você, se você for coerente agora, se você tiver bom senso, você vai me dizer, o ambiente do do seu, do seu trabalho tá organizado, tá desorganizado, meu, não é no geral. 1:28:54 Você acha que no geral? Dos empresários tá organizado ou dos organizados? Desorganizado, ANRU vem para reorganizar o ambiente de trabalho. Por isso que eu preciso de uma pessoa que olhe a ilha, como o Saramago. Já disse, que a gente só vê a ilha quando sai fora dela. Eu preciso de uma pessoa que complemente as visões e aí a gente. 1:29:16 Ache uma solução para problemas antigos estamos falando de problemas muito antigos e agora eu vou trazer um exemplo para você visualizar o que eu estou falando sobre assédio. Está preparada? Bora lá. Lembra que teve uma campanha lá no estado de São Paulo e que tiveram 2 candidatos e um jogou a cadeira no outro? 1:29:33 Pessoa 2 Sim. 1:29:33 Pessoa 1 Tá o candidato de cabeça branca, eu já trabalhei com ele, eu já vi cadeiras voando na redação, isso não é? Uma fofoca, isso é um fato. 1:29:47 Pessoa 2 Não foi um caso isolado, então, uma pera. 1:29:50 Pessoa 1 Lá, pera lá. Quando o candidato de cabeça branca jogou uma cadeira no candidato de cabeça preta, o mundo parou porque uma situação de violência física jogou uma cadeira, certo? Tá, então eu vou chamar aqui. 1:30:06 Esse é o assédio que todo mundo conhece. Todo mundo viu essa cadeira? Só que nem todo mundo viu as outras cadeiras que este candidato de cabeça preta jogou neste candidato de cabeça branca. Cadeiras invisíveis. Se a sua edição colocar a foto que eu tô falando, que é uma foto pública, você vai entender o que eu quero dizer. 1:30:29 Pessoa 2 Os meninos todo. 1:30:30 Pessoa 1 Mundo só reconhece este assédio aqui, só a cadeira que foi, mas poucas pessoas ainda reconhecem as cadeiras invisíveis que este candidato julgou nesse aqui. Quando nós estamos falando de assédio no ambiente de trabalho, eu preciso reconhecer aquilo que não é palpável, mas eu sei que existe. 1:30:48 Então, o que a atualização da NR um está propondo é uma atualização cultural, porque antes de um problema de saúde, nós estamos vendo um problema de cultura. E quando eu normalizo o assédio? 1:31:04 Quando eu normalizo ainda a liderança sobre comando e controle? Quando eu normalizo ameaças, eu estou normalizando o assédio. Isso é um risco psicossocial. Então, quando eu falo com muito respeito e responsabilidade, que quem não quer compreender sobre nenhum, de repente é a própria pessoa que está provocando alguma situação que está adoecendo. 1:31:28 É um convite para que esta pessoa então receba o letramento e aí sim, avance. Vou dar um outro exemplo. Quantas pessoas que estão nos assistindo que já fumaram dentro do avião, hoje eu posso fumar? 1:31:44 Pessoa 2 E não. 1:31:45 Pessoa 1 Então se alguém que já fumou e tiver brigando assim comigo, não, Isabel, mas eu já fumei, então eu vou fumar. Então você que está normalizando o assédio é a mesma coisa que você querer fumar hoje dentro do avião. Então nós ainda estamos na transição da lei. 1:32:00 Quando eu te falo sobre o cinto de segurança, algumas pessoas ainda usam o cinto de segurança. Só pra não levar multa, aí pra essas eu só desejo boa sorte. ANR um é a mesma coisa. Tem gente querendo aplicar questionário ou deixar 11 documento de gaveta pro fiscal chegar que se chama PGR só pra não levar multa e está esquecendo que a atualização é pra segurança do negócio. 1:32:30 Então se você está vendo ANR um apenas como mais uma obrigação, você tá usando o cinto de segurança só pra não levar multa. ANR um busca a reorganização do ambiente de trabalho. Por que que eu citei o termômetro? Porque se eu não tenho a clareza de uma informação, eu não tenho como agir de forma assertiva. 1:32:48 Se eu não aplicar um questionário de forma coerente nos meus trabalhadores, você acha que essa resposta vai vir enviesada ou não? OPA, você nunca ouviu seus funcionários, aí você vai aplicar um questionário assim, Do Nada, ó, tem que responder isso aqui. 1:33:05 Vai dar falso positivo, vai dar tudo errado. Então se se você falar assim da Bela, então reduz em 5 pontos. O que é NR? Um, tá 5 pontos. O que é NR? Um primeira coisa é conscientização do que é risco psicossocial e como a saúde mental afeta o resultado. 1:33:22 Conscientização, Mapeamento e Plano de Ação Eficaz É o que nós estamos fazendo aqui? É, é conscientização. 1:33:27 Pessoa 2 Funcionários saudáveis mentalmente produzem muito mais. É uma ignorância imaginar que é um custo e que é uma regra que vem para prejudicar. Muito pelo contrário. Se você cuida da saúde mental da sua empresa, o resultado ele vai. Isso vai aparecer lá na última linha. 1:33:40 Pessoa 1 Já vou falar disso, ó. Então a primeira coisa é conscientização sobre o assunto. Ah, Isabela, então agora eu tenho que conscientizar sobre saúde mental. Rapaz, você faz campanha anti tabagismo, você faz campanha de obesidade, você faz campanha de vacinação. Por que que eu não posso fazer uma campanha de educação e saúde mental e saúde financeira? 1:33:58 Porque uma pessoa endividada é tão improdutiva quanto uma pessoa doente, e uma pessoa endividada não tá dormindo bem, pronto, aí começa tudo de novo, o nosso não tá dormindo bem, aí reage mal, tá adoecido bom, não sei se você sabe, a metade da sua folha de pagamento tá endividada, então isso é um dado, metade da folha de pagamento das empresas está endividado. 1:34:20 E aí, não tô falando só sobre dívidas boas, né, que é quando você compra uma casa na dívida de jogo online, então vamos lá. Primeiro, eu preciso conscientizar sobre o tema, segundo, fazer o mapeamento. Como é que eu faço esse mapeamento? 1:34:35 Eu preciso de um questionário. Esse questionário pode ser criado pelo ChatGPT? Não, esse questionário pode ser criado pela pelo meu grupinho do RH, não, esse questionário é pesquisa de clima, não. 1:34:51 Eu vim para Uberlândia hoje, eu fui ver a previsão do tempo de hoje ou do ano passado. 1:34:55 Pessoa 2 Do hoje. 1:34:57 Pessoa 1 As pessoas estão querendo tomar decisão da empresa com pesquisa de clima do ano passado. Eu vou fazer reunião de briefing com as empresas, eles falam não, porque a pesquisa de clima de 2025 mostrou, eu falo, flor, então se você for para Bahia, você vai pegar a previsão do verão do ano passado, não se precisar agora, boa, tá? 1:35:14 Então então vamos lá de novo. Conscientização do tema segundo mapeamento terceiro, análise do mapeamento, eu preciso analisar os dados, depois eu preciso criar um plano de ação. Pra cada risco identificado e depois a ação. 1:35:30 Isso aqui é vivo, porque até eu chegar aqui já mudou. Aqui volta tudo de novo, né? Pessoas entraram e saíram e tudo mais. Vou trazer o exemplo outro dia, atendendo uma empresa com 9000 funcionários, 33 processos trabalhistas, 33 processos trabalhistas, 30 de assédio moral e 3 de assédio sexual, mentalidade de gestor de NR um eu vou te fazer uma pergunta. 1:35:54 Esses 33 processos trabalhistas estão espalhados em todas as áreas da empresa ou vocês já conseguiram identificar as áreas dos processos trabalhistas? Áreas 2 áreas. OPA. Pega as 2 áreas e aí a gente chama o responsável pelas áreas, responsável pela área. 1:36:15 Sua área está com 30 processos de assédio moral. Eu não sabia que eu tava assediando. É onde eu quero chegar. Muitas pessoas que estão assediando foram assediadas e também precisam dessa educação. 1:36:30 Pessoa 2 É uma questão de. 1:36:31 Pessoa 1 Cultura e ele recebeu super bem. Ah, então como é que eu faço? Então, como é que eu vou? É é cobrar sem o parecer pronto. Comunicação a área da do da agressão sexual, do assédio sexual, chega pro pro pro responsável. 1:36:49 Sabe o que ele diz? Eu pedi para ela não usar batom vermelho, ela continuou usando para me provocar. Esse rapaz não quis educação. Aí a empresa demitiu o que que a empresa falou? Mão pesada. Então não existe meia gravidez, então não existe meia tolerância ao assédio, ou tem intolerância ou não tem intolerância. 1:37:10 Então essa empresa provou que o assédio. Você pode ter educação, mas se a pessoa que precisa da educação não aceita, então esta pessoa já não cabe mais naquele grupo uhum e se não ela vai adoecer, o grupo uhum. 1:37:23 A Nova Profissão para a Sustentabilidade dos Negócios Então nós não de novo, nós não estamos buscando culpados, mas por que que eu mencionei o líder? Porque é este líder, neste caso dos processos trabalhistas, que foi chamado à atenção. Mas de repente, o risco psicossocial está fazendo parte da organização do trabalho, porque onde tem um folgado, tem um sobrecarregado, sim. 1:37:40 Então, reorganização do ambiente de trabalho é reorganização do ambiente de trabalho. Eu vou pegar o modelo que existe e está funcionando. Qual que é a taxa de turnover? Ah, não, Isabela está dentro da média, pelo amor de Deus. Se a média da escola é 5, você está feliz, então que a média é 5. 1:37:57 Você não pode estar perto da média do turnover, então você precisa visualizar que a atualização da NR é uma oportunidade. E quando eu, eu, eu convido as pessoas para serem multiplicadoras comigo? Andreia, é porque está nascendo agora. 1:38:14 Uma nova profissão? Você lembra quando os cuidadores de cavalo reclamaram da chegada dos carros? 1:38:21 Pessoa 2 Um. 1:38:22 Pessoa 1 Monte de gente que limpava, não lembro. A gente não lembro a gente, a gente já leu sobre isso. 1:38:27 Pessoa 2 Graças a Deus eu não lembro, senão era uma tusalém. 1:38:33 Pessoa 1 Nós já estudamos muito que existe uma certa resistência quando a coisa muda. Andréia, tinha gente que limpava o cocô do cavalo. Reclamando dos carros? Não, os carros não podem chegar, não vou é, eu vou perder meu emprego? E ele limpava o cocô do cavalo. 1:38:49 As pessoas que naquela época buscaram conhecimento para dirigir melhor, né? Fazendo a transição, você acha que se deram o melhor ou pior? 1:38:57 Pessoa 2 Muito melhor. 1:38:58 Pessoa 1 Pronto hoje quando eu falo sobre gestor de NR um, tem muita gente que me olha e fala, mas como você pode criar uma coisa dessa e depois eu te conto, como é que o Joel j entra na minha vida? Para produtividade sustentável, os epis da saúde mental. Então é, nós estamos em um momento em que ou você tem autonomia e reconhece os movimentos do mercado ou você vai continuar reclamando dos meus problemas. 1:39:22 Então, o gestor de NR hoje é o gestor de tráfico de 10 anos atrás também não existia. É o especialista em Cyber segurança, que antes fala, para mim, a segurança tinha que estar na porta com uma arma. Agora você precisa de uma, de um especialista em Cyber segurança, porque o bandido está com um pendrive na mão. 1:39:41 Aliás, nem pendrive, mas usa. Você entende? Então nós estamos diante de uma nova profissão. Andreia, e quando os alunos da psicanálise me procuram, os os alunos de psicanálise, quando compreenderem o mar azul que ANR, um atualizada está propondo, aí a gente muda o jogo, porque com a saúde mental, como eu te disse, a gente precisa de união de forças. 1:40:05 Agora vão união de forças e agora vão. E os resultados, os cases, os exemplos é que conseguem ilustrar. A mentalidade das pessoas. Mas de novo, eu não estou reduzindo, anulando nenhuma crença. Só estou dizendo que, de repente, aquilo que te trouxe até aqui não é mais sustentável, não vai te levar para o futuro que você deseja. 1:40:26 E aí volta para o início da nossa conversa. A gente nunca falou tanto de futuro e nunca negligenciou tanto O Presente. 1:40:35 EPIs Invisíveis: Proteção para a Saúde Mental no Trabalho Todo mundo falando de sustentabilidade, longevidade, longevidade, longevidade, toma vitamina E, vem colágeno e vai bioestimulador para cá e para lá e não dorme. Então, em 2020, rapidamente eu conheci o Joel numa entrevista na bienal. 1:40:51 Eu fui entrevistá lo, ele me conhecia, eu conheci muito pouco e ali a gente teve uma baita de uma conexão. Aí tempos depois ele me chamou para um grupo dele e na época eu não tinha condição financeira nenhuma de fazer parte desse grupo. Só que eu falei assim, Joel, eu eu lavo louça, eu gravo áudio, eu eu troco o serviço. 1:41:08 Vamos, vamos aí. Nesse grupo tinha um especialista de cada área e aí eu tava falando sobre produtividade sustentável, que foi o primeiro passo que eu dei depois da minha recuperação do burnout, que que é produtividade sustentável. 1:41:24 Pela minha história, eu vivi na pele um estilo de vida insustentável. E eu via nas notícias as 2 palavras separadas, produtividade e sustentabilidade, produtividade e sustentabilidade. Eu falei, não, gente, isso aqui não existe, ou a gente junta aham, não existe aham, né, produtividade dessa maneira. 1:41:41 E aí eu estou lá no grupo com o Joel e todas as pessoas muito queridas. Aí o Joel falou assim, então, Isabela é especialista em produtividade sustentável, vocês sabem quem é produtivo sustentável aí todo mundo com aquelas caras, não, não, aí ele, aí ele vem e. 1:41:58 Me chama, fala, e aí, você vai querer educar sobre esse tema ou quer desistir? Aí ficou aquele silêncio, né? Falei, aí eu olhava assim para as pessoas, jura que você não consegue entender o que que é produtividade sustentável? 1:42:14 E todo mundo com aquelas caras assim, parada, né? Eu falei, e agora? Aí o João falou, e aí, vai ou não vai? Eu falei, vou. Aí é quando ele me dá parabéns e ele fala, o mundo precisa de pessoas que criem. Movimentos, palavras, recursos novos. 1:42:32 Porque se você só ficar esperando que alguém faça, pode ser que você deixe de ajudar alguém. E a gente sabe que a gente só melhora a nossa vida, melhorando a vida das pessoas. Eu não quero nem em sonho que a Angelina e o Antônio vivam o que eu vivi, porque eu posso ser reflexo dos meus ancestrais, mas a decisão para os meus descendentes é minha. 1:42:59 Então, o que aconteceu no passado eu não tive controle, mas agora eu tenho total consciência do que eu preciso fazer para que os meus descendentes não vivam o que eu vivi. Então, naquele momento, Joel me dá o primeiro voto de confiança. 1:43:14 Por isso que é muito importante. Se você tem a oportunidade de de dar uma oportunidade, né? Dar um voto de confiança, é isso que as pessoas precisam. Aí a partir dali eu torno o movimento mais forte. Levo isso para empresas fora do Brasil, inclusive. 1:43:30 Aí 2023 eu tô vendo uma notícia sobre transtornos mentais, ou seja, eu tô vendo um dado, tô vendo uma informação. A notícia era assim, ó. Transtornos mentais fazem parte das 3 principais causas de afastamento do trabalho. 1:43:45 Aí eu que estou com a minha saúde bombando, né? Agora tô que estou, vejo aquela notícia, eu falo, ué? Mas a gente já sabe disso. Cadê os epis da saúde mental? Vou pesquisar, não encontrei. 1:43:58 Pessoa 2 Hoje, o transtorno mental está em primeiro lugar, afasta mais que câncer, mais que hipertensão e mais que diabete. 1:44:03 Pessoa 1 E daqui? 1:44:04 Pessoa 2 Em primeiro lugar. 1:44:05 Pessoa 1 E daqui 4 anos vai ser a doença mais incapacitante do mercado de trabalho. OMS já disse isso em 2013. Então, minha querida, a hora que eu vejo essa notícia, fala, cadê os epis da saúde mental que a gente já tem epis pra riscos físicos? Fui pesquisar, não achei. 1:44:21 Aí comecei a pesquisar, é quando eu chego nas NRS 2023. 1:44:25 Pessoa 2 Para saúde mental, equipamento. Vamos lá. Segurança. Quando eu penso em epi, eu penso em capacete, luva, negócio de proteger o ouvido. Aí eu vi lá que você tem epi de. 1:44:33 Pessoa 1 Saúde Natal, eu fiquei curiosa, eu? 1:44:35 Pessoa 2 Falei, o que que deve ser isso? Vamos lá. Porque eu penso em epi como alguma coisa crítica, palpável, um recurso palpável. 1:44:42 Pessoa 1 Pode ser palpável ou não epc equipamentos de proteção coletiva. Aham, né? Vamos lá. Letramento de assédio é um epi ou epc. Quando eu trouxer a educação do tema para líderes, isso é um recurso para proteção coletiva ou individual coletiva. 1:45:05 Mas vamos lá, pega o fio. Então, quando eu vejo que eu já tenho dados do INSS, já tenho dados do governo mostrando que as pessoas estão se afastando do trabalho por problemas relacionados à saúde mental. Então, só os capacetes, só as máscaras, só as luvas não são suficientes para preservar a saúde e a segurança das pessoas. 1:45:26 Só que isso, Andréia, eu me dei conta em 2023, ANR mudou, em 2024, começo a desenvolver o que que é epi pra instituição e pro indivíduo. Em 2023 eu faço 11 levantamento e eu crio um manifesto em prol da criação dos epis da saúde mental. 1:45:45 Levei inclusive já pra Câmara dos deputados esse pedido. Assim como tem os recursos para riscos físicos ou precisa de recursos para riscos mentais, qual é o recurso para saúde mental mais importante nesse momento de NR um e de adoecimento, educação da liderança sobre segurança psicológica, assédio, comunicação ou qualquer outro tema que ele não aprendeu na faculdade, nem de engenharia e nem de administração. 1:46:12 Pessoa 2 Esse é um EPI. 1:46:13 Pessoa 1 É um EPI, só que eu estou falando EPI. E aí eu preciso que você também é. Pense em um recurso. Então, capacete é um recurso físico, OEPI para saúde mental. Ele também vai ser invisível, como é a saúde mental, mas eu preciso de disponibilidade para ouvir, de desaprender, para aprender. 1:46:37 Mas vamos lá, o que que é isso aqui é um EPI para saúde mental. Estou atendendo uma empresa do interior de São Paulo e pergunto, o que que está afetando a saúde mental da sua equipe? Ele falou, interrupção. 1:46:54 Pessoa que chega o tempo inteiro fica te cutucando, está ocupado, é te interrompendo o tempo inteiro. Eu falei, Ah, então a gente pode inovar, a gente pode pegar uma ideia da churrascaria. 1:47:03 Pessoa 2 Boa. 1:47:04 Pessoa 1 Né? Estou disponível, posso falar, não posso falar agora, agradeço a compreensão. Aí algumas pessoas vão falar, até parece. Isso funciona. Você já se hospedou em hotel? Você já sinalizou a porta com não me? 1:47:15 Pessoa 2 Perturbe. Aham então. 1:47:16 Pessoa 1 Qual vai ser a dificuldade de começar a usar isso aqui? Vou. 1:47:18 Pessoa 2 Pôr na testa? Vou usar. Vou pôr na testa assim. 1:47:24 Pessoa 1 Ó, diz lá no escritório do Joel que que eles estão usando, mas, OOO, dé, olha só que que é isso aqui. Isso aqui é um recurso para você informar as pessoas que você está concentrada, porque a gente também vive nessa cultura que você está até com fone de ouvido para as pessoas não chegarem perto de você, né, meu flor? EE aí qual que é a nossa cultura? 1:47:40 Você tá lá, concentrada, recebendo um download, você tá lá ou você tá lendo? Você tá pensando em silêncio, aí vem alguém, você tá de fome, tá ocupada, não, eu tô aqui só a passeio, a gente não, a gente não diz não, então a nossa cultura também, eu vou interromper o que eu tô fazendo, atendo essa pessoa aqui que vai acontecer no fim do dia, você tá exausta com o serviço, tudo acumulado, você não fez o que era pra você fazer, mas você ajudou todo mundo que veio. 1:48:03 Pessoa 2 Eu achei que os EPIS seriam alguns cards com algumas questões, pode ser? 1:48:09 Pessoa 1 O André é outro. Claro, não, mas pode ter. Isso aqui é um sinalizador de espaço e tempo. 1:48:14 Pessoa 2 Entendi. 1:48:15 Pessoa 1 Isso aqui é um sinalizador de espaço e tempo. Isso é um epi reconhecido, registrado, e para onde eu posso eu levo. Não é gente, que ótimo. Isso aqui é mudança de cultura. Você acha que vai funcionar? E qual mais usa? Qual outro epi, flexibilidade. 1:48:30 Direito à desconexão? 1:48:31 Pessoa 2 Como assim, flexibilidade? 1:48:33 Pessoa 1 Vamos lá, na reorganização do trabalho, você vai reconhecer, de repente, em alguma área alguma, alguma parcela da população que precisa de um direito à flexibilidade, diferente de outros. Você acha que uma mãe precisa ter direito à disponibilidade, diferente do que um homem como e a solteira? Pronto, isso é mudança de cultura. 1:48:50 Você acha que eu posso liberar as pessoas que trabalham comigo? Elas precisam de direito à desconexão, precisam. De direito à desconexão. Você acha que isso é bom pra saúde mental? Isso é um epi da saúde mental. Você acha que terapia é um recurso pra saúde mental? 1:49:05 Pessoa 2 É isso isso? 1:49:07 Pessoa 1 É um epi da saúde mental, educação em saúde mental e saúde financeira ou epi pra saúde mental. Pronto. Então, em 2023 eu crio esses 2 quadros, mostrando que tanto o indivíduo quanto a empresa precisam pensar em recursos pra saúde mental. 1:49:23 Isso é que é uma Barreira. Então isso aqui foi no mapeamento de risco psicossocial que eu fiz lá em 2023. Reconheci qual é o risco, falta de foco, falta de foco, por quê? Porque as pessoas estão chegando, EE te interrompendo. Então qual é a Barreira que a gente pode criar pra prevenir problemas com este comportamento? 1:49:43 Isso aí. Então o que eu quero dizer, Andréia, é que assim ó, a vida neste momento está nos pedindo autonomia. Eu sou muito criticada por ser uma comunicadora que se meteu a fazer isso aqui. 1:50:00 Além do Diploma: O Valor da Experiência e Conexão Humana E a hora que vem uma crítica, eu já aprendi a entender que é sempre um chamado tipo ó, não se distraia, fique atenta, fique vigilante. Por que? Porque até hoje as soluções não foram criadas. Que as pessoas têm medo de propor parceria, tem medo de dizer, estou aprendendo com você, mas aí conforme você vai se cruzando, você vai avançando, quando eu não. 1:50:26 Pessoa 2 Vejo, eu vou te dar uma dica e 11. Incentivo. É, nós ganhamos top of mind Brasil com personalidade psicanálise, 2025 já ganhamos, 2026 ganhamos agora em Cannes, o melhor projeto de saúde mental do mundo. 1:50:38 Pessoa 1 Uau, é? 1:50:39 Pessoa 2 Então nós estamos falando de de uma marca que deve ter o que dizer, né? Essa marca nossa deve ter o que dizer sobre saúde mental. Hum, sou uma especialista nisso. Você é a primeira pessoa que eu vi que tangibilizou saúde mental em NR um. Então, se você é uma comunicadora, uma jornalista, um advogada, para mim pouco interessa. 1:50:57 O que interessa para mim, a linha final, sim, é se lá na ponta alguém está sendo beneficiado. 1:51:01 Pessoa 1 Pronto, você sabe o que que? 1:51:02 Pessoa 2 Acontece. Existe 11 retenção de poder e uma reserva de mercado. Isso me mata. Eu não quero saber se quem trata é o psiquiatra, se é o psicanalista, se é o psicólogo, se é o pra mim, pouco interessa se alguém deixou de morrer lá na frente. 1:51:18 Isso me interessa. Este é o meu interesse, eu não estou interessado em reserva de mercado. Se você é jornalista, está falando sobre isso, conseguiu tangibilizar para mim é sobre você, é você, então está tudo certo. Eu ainda não tinha visto eu um projeto que tangibilizasse NR um, então se o seu projeto tangibiliza NR um leva isso para dentro das empresas e faz diferença na vida das pessoas, pouco interessa o diploma que está na sua parede. 1:51:47 Nós temos que parar de intelectualizar o conhecimento e achar que o conhecimento é DeX ou de y ninguém é dono de nada. Hoje eu gravei um vídeo falando sobre isso. Se você fala muito bem, se você tem 200000 diploma, mas se o seu conhecimento não transforma a vida das pessoas, isso não vale ter absolutamente nada. 1:52:03 A responsabilidade de se fazer entender é sua, não é de quem tá lá na ponta. Se você é jornalista hiper, mega maravilhosa, mas você fala e as pessoas não entendem, o problema é seu, não é das pessoas. Então você está de parabéns, não esquenta se os outros está falando, se é jornalista, se mete nisso. 1:52:18 Deixa o povo continuar falando, faz o seu. Aqui no instituto André vermont, nós já recebemos dezenas de pedidos de projetos para NR. Um a gente não fez porque a gente não tem braço, não tem quem atenda esses projetos. 1:52:34 E por que nós não conseguimos tangibilizar, tá, porque eu estou envolvido em tantas outras frentes que eu teria que desenhar algo específico para isso. Não tem esse tempo. E nem acho que tudo que cai na minha esteira é para mim também, tá bom, eu também preciso, preciso fazer. É um negócio meu. Tempo que você falou paranauê do tempo. 1:52:50 Pessoa 1 É faxina pra gente? 1:52:51 Pessoa 2 Faxina do tempo então assim, AI, quem fez? Se eu sei que fez minha filha, tá tudo certo, tá ótimo, tá maravilhoso. Continua fazendo, vira melhor e. Virar melhor que seus resultados cheguem primeiro que você. As pessoas querem saber de resultado. Ninguém está muito preocupado com com o meio que chegou. 1:53:08 Vai e faz o seu. 1:53:10 Pessoa 1 Sabe qual foi a maior? 1:53:11 Pessoa 2 Birra de gente com essas conversas? 1:53:13 Pessoa 1 Aí sabe qual foi a maior mudança na minha vida? Quando eu trabalhava na Globo, as pessoas quando me encontravam, pediam para tirar uma foto. E hoje, vindo para cá, inclusive, quando as pessoas me encontram, elas me pedem um abraço. 1:53:31 Mas não é um abraço daquele de ombro, não é um abraço todos os dias quando eu saio de casa e eu tenho a presença e a condição de de olhar para as pessoas EE, conversar com elas. Muitas me reconhecem da época da TV, mas pela voz, não pela imagem. 1:53:49 E a maior diferença na minha vida foi, antes as pessoas queriam tirar foto, qual o símbolo que eu representava? E agora elas me pedem um abraço. É sobre isso, então é. 1:54:00 Órfãos de Pais Vivos: A Busca por Reconhecimento no Trabalho No outro dia eu falei sobre diploma, imagina o André? Eu estou oferecendo um curso que dá um certificado do MEC, então eu também sei que um diploma é importante. Eu não estou anulando esta, esta, este, eu não estou desrespeitando ninguém, mas o que eu quero dizer é o seguinte, se os diplomas das paredes resolvessem todos os problemas que nós temos, nós não estaremos vivendo, que estamos vivendo. 1:54:23 Então agora é soma de saberes. Sabe o que eu falo para os meus alunos? Falando só gente, soma o que você já viveu no seu ambiente é um salão de cabeleireiro, então você começa a aplicar em NR um dentro do salão de cabeleireiro, porque as cabeleireiras tão surda, elas estão surdas. 1:54:38 EE, ninguém percebeu isso? Você já se acostumou a falar mais alto quando o secador tá tá ligado? Então o que eu sempre estimulo as pessoas que cruzam o meu caminho é some o que você já sabe, o que você já viveu com o que eu e +11 professores estamos trazendo. 1:54:56 Porque é multidisciplinar. Então NR um, não é para RH, é de todos, porque é para todos. É para saúde e para segurança. E está nascendo uma nova profissão. 1:55:06 Pessoa 2 Quem é aluno do instituto André vermont vai ter a possibilidade de estudar com a Isa, vai ter um desconto de 300 BRL no curso dela para uma nova profissão que está surgindo. 1:55:14 Pessoa 1 Ah, mas eu não tenho condições, deixa a mensagem chegar em mim, que a gente faz acontecer. 1:55:18 Pessoa 2 Esses saberes somados arrebentam. 1:55:22 Pessoa 1 Técnico do INSS. Engenheiro de saúde e segurança, auditora fiscal do trabalho, médico, professor mestre, educação financeira. Porque que eu reúno toda essa gente, porque é o que a gente precisa, é de soma de saberes, é, ué, e os psicanalistas que tem uma ideia, né, da da, da da foto maior, é isso que a gente precisa, sabe? 1:55:48 Agora tem um outro ponto que eu eu não queria é encerrar antes de falar que eu eu eu queria muito ouvir sua opinião. Quando a gente fala sobre o assédio, ainda é muito nebuloso, especialmente para nós mulheres. 1:56:03 Outro dia eu tava conversando com pianges e eu falei assim, pianges, você? Uma vez falou sobre o número x de certidões de nascimento sem o nome dos pais. Eu tive o nome do meu pai na minha certidão, mas ele só me registrou depois de 1 ano porque ele tinha outra família. 1:56:25 Pessoa 3 Ok. 1:56:27 Pessoa 1 Então aquilo me tocou porque eu falei, bom, também não é porque o pai está na certidão que ele também está presente. Isso que eu quero dizer. Aí, depois do que eu vivi com a síndrome de burnout, eu vi da minha terapeuta que quando você está buscando reconhecimento de pai e mãe no trabalho, você vai adoecer. 1:56:44 Eu comecei a juntar as pontas. Eu adoro juntá la é com o cre, se a gente é um país de órfãos de pais vivos. Nós somos um país órfãos de paizinho, isso é um fato. Vamos lá, eu vou buscar reconhecimento no trabalho de pai ou de mãe. 1:57:05 Mas se falta mais pai nas famílias, eu estou buscando reconhecimento de quem no trabalho? Pai, pai. Se a maior parte da liderança é de homens, a maior parte da liderança é de homens ou mulheres homens. Então, a hora que eu estou no ambiente de trabalho e eu estou convivendo com este homem. 1:57:22 Inconsciente. Eu estou buscando reconhecimento. De quem? Do meu pai, do meu pai. Este homem que foi criado. O homem foi nesta nossa cultura. O homem foi criado para cuidar ou ser servido, ser servido. E a mulher? 1:57:38 Pessoa 2 Cuidar. 1:57:39 Pessoa 1 Então tem alguém ainda esperando que um o chefe, um líder, cuide da sua saúde? Não. Nessa cultura, cultura a gente muda a longo prazo. Eu preciso de muita educação. Então eu estou trazendo aqui mais um chamado para auto responsabilidade, para que você fique atenta anão ficar, que você não fique vulnerável a situações que você vai achar que é para o seu bem e do fundo. 1:58:04 Depois você vai ver que assédio eu vivi todos. Todos os assédios que você pode imaginar. Todos. E eu caí em todos porque eu estava buscando o meu pai. 1:58:16 Pessoa 2 Psicanálise e eu? 1:58:18 Pessoa 1 Estou falando isso aqui porque então, de novo, somos um país de órfãos, de país vivo. Se você está buscando reconhecimento de pai e mãe no trabalho, você pode adoecer, mas agora sabendo do que você sabe, se não precisa deixar o burnout chegar. 1:58:31 Pessoa 2 Você pode atuar antes? 1:58:33 Pessoa 1 Você pode atuar antes e ficar forte antes do assédio, porque tem muitas mulheres que acabam vivendo situações de assédio. Primeiro porque não sabem como agir EEEE vão ter medo. 1:58:48 Ah, tá, mas aí se eu não ceder aí, aí, tudo isso que eu trabalhei é horrível. Só uma mulher que já sofreu assédio no trabalho sabe o que eu tô falando, especialmente quem começou a trabalhar muito cedo. Eu comecei a trabalhar com 12 anos, aí você chega lá no auge da sua carreira, você vê uma situação, você fala, meu Deus, mas e agora? 1:59:08 Então você, você não tem canal de denúncia, você não tem pra quem pedir ajuda. Mas agora você pode. Eu só conheci mulheres Fortes que pedem ajuda, então você pode, você deve é especialmente se fortalecer para não cair ainda neste modelo, porque os homens naturalmente vivem em um modelo que vão assediar. 1:59:32 Muitos não sabem, como eu já disse, aí podem ter letramento e outros também já não querem nem saber. Eu sei que isso que eu estou dizendo é bem polêmico, mas. Só com conversas difíceis que a gente vai ter uma vida mais fácil. 1:59:47 É a turma que só evita conversa difícil. Está tolerando uma vida difícil. Você quer uma vida mais fácil? Tenha conversas difíceis. 1:59:54 Pessoa 2 E evolua, né, Isa? 1:59:56 Cursos, Consultoria e o Livro 'Dar um Tempo' de Izabella Eu queria deixar à disposição aí o nosso canal, o nosso podcast, fala onde as pessoas te encontram, nós vamos colocar na tela, mas fala dos seus cursos, fala do seu livro, fala de consultoria que você dá em empresa, faz aí o seu. Conta um pouco sobre o serviço que você presta ou fala, que na bíblia tem um versículo que diz que o empregado é digno do seu salário. 2:00:17 A gente trabalha e a gente precisa ganhar por isso, e esse aqui é o nosso sustento, e isso é digno e honroso. Então fala sobre essa sua parte aí, o que que você atua, onde as pessoas te encontram, quem quiser te contratar, que tipo de serviço que você fornece, é curioso. 2:00:32 Pessoa 1 Porque nesse curso de nessa perdão, é curioso porque essa formação de gestor de NR um. Porque muitos inclusive estão querendo mudar o mundo, querem mudar os ambientes profissionais, mas não se ajustam. 2:00:48 Não tem coragem, né, de de cobrar um valor digno. Então já começa por aí, né? Já começa e já por você. Então é curioso você falar sobre isso, porque a gente ensina inclusive isso, como negociar, como colocar preço, né, no seu serviço pra que você também seja valorizado, claro, né? 2:01:05 Quem quiser entrar no Instagram, Isabela Camargo. 2:01:08 Pessoa 2 Real. 2:01:09 Pessoa 1 Lá vai ter todos os caminhos, né? É 111 formação com certificação do MEC para você então receber informações para sua vida. E nesse momento eu não quero alunos, eu quero multiplicadores que somem as suas experiências com o que a gente está ensinando. 2:01:27 E aí a pessoa sai com uma formação de gestor em NR um. Gestor em NR um. 2:01:32 Pessoa 2 Você vai ter que saber sobre as outras NRS? 2:01:35 Pessoa 1 E é curioso porque às vezes os alunos perguntam, você acha que eu vou conseguir? Bom, é igual esse livro aqui. Outro dia 11, pessoa chegou pra mim chorando, falando. 2:01:44 Pessoa 3 Isabela, eu li 2. 2:01:45 Pessoa 1 Vezes seu livro mudou minha vida. Eu falei, não, eu não mudei sua vida. Você mudou a sua vida, porque esse livro tá indo pra quarta edição. Nem todo mundo leu. Você leu 2 vezes, então você colocou em prática. Então metade é o que você ouviu aqui, metade é o que você vai fazer a partir daqui. 2:02:03 Tudo isso que a gente falou tocou em algum lugar, não importa, tá? Se for no. 2:02:07 Pessoa 3 Estômago é porque você tá? 2:02:08 Pessoa 1 Precisando agora ir pro médico, mas se tocou o coração tocou, a mente tocou em algum lugar, é porque quando o ouvido tá pronto, a mensagem chega, mas só saber não vai adiantar. Eu tenho que fazer, eu tenho que arriscar, eu tenho que arriscar tomar pedrada, eu tenho que arriscar fazer uma coisa nova que ninguém fez. 2:02:24 Então, quando é Guimarães Rosa, fala que a vida que é da gente é coragem, a vida que é da gente é autonomia. Porque autonomia eu tenho responsabilidade e eu tenho muita. 2:02:35 Pessoa 3 Responsabilidade com o que eu? 2:02:36 Pessoa 1 Faço por isso que eu levo aos GTIS da. 2:02:38 Pessoa 3 Saúde mental o. 2:02:39 Pessoa 1 Tempo inteiro maravilhoso, o tempo inteiro. Fora o curso, você dá palestra, palestra, consultoria. Se uma empresa quiser contratar? 2:02:46 Pessoa 2 Um projeto de Enem o ela não sabe como. 2:02:48 Pessoa 1 Instalar é só, só, só. 2:02:50 Pessoa 2 Só entrar em contato com a gente, porque inclusive a gente vai encaminhar uma equipe. 2:02:54 Pessoa 1 E a gente vai encaminhar para o profissional mais adequado, se for da área da saúde, se for da área da educação. Outro dia a gente implantou na Secretaria de educação de Atibaia. Olha que legal, sabe? Com professores. Então, eu não tenho dúvida que está. 2:03:06 Pessoa 2 Nascendo uma nova profissão? 2:03:08 Pessoa 1 Essa profissão ela é extremamente necessária para sustentabilidade do negócio, mas eu preciso de uma boa comunicação para convencer. Liderança uhum isso eu não tenho dúvida. O meu livro é dar um tempo como encontrar limite em um mundo sem limites, né? Se você quiser fazer as pazes com o tempo, está fascino. 2:03:23 A Amazon é baratinho, maravilhoso. E os EPS da saúde mental, é, é, adoro o prefácio do cortella, maravilhoso. Foi ele, inclusive, que me. 2:03:32 Pessoa 2 Ensinou que bebê, vinho todo dia. 2:03:33 Pessoa 1 É uma anestesia, sabe? Não vou falar o nome, então é. 2:03:40 Pessoa 2 E. 2:03:40 Pessoa 1 Aí então, Andréa, quem, quem quiser. Seguir, né? Que já tá fazendo a sua formação, tá estudando psicanálise e tá assim, tá aí aí, eu vou conseguir emprego aonde? Existem 5570 cidades no Brasil, 2220, aliás, de acordo com o IBGE, 9000000 de empresas ativas com a Secretaria de micro e pequenas empresas, 22000000 de empresas ativas tem 22000000 de empresas. 2:04:03 Você acha que a gente precisa de multiplicador ou não, que é isso? Você acha que a gente precisa de psicanalista? 2:04:09 Pessoa 3 Atuando com ONRU ou um do. 2:04:10 Pessoa 1 Futuro pronto. Como que esse povo vai implantar agora? É obrigatório, pronto. Então, quando eu falei sobre a questão do. 2:04:16 Pessoa 2 Eletricista, que tem muita gente querendo resolver. 2:04:18 Pessoa 1 Dentro não vai. Você só está querendo cumprir a lei. A obrigação de ter um documento lá para mostrar para o auditor fiscal não ANRU não é sobre isso. ANRU é para reorganizar o ambiente de trabalho. Você vai diminuir turnover, adoecimento, afastamento, processo trabalhista, sinistralidade e plano de saúde, e vai preservar reputação. 2:04:39 Isso é um fato. Então é esse meu trabalho todos os dias perfeito. EE aí se você me falar assim, Isabela, a gente tá na era do óbvio, eu não trouxe aqui a minha. 2:04:52 Pessoa 3 Grande amiga caixa de ovo. 2:04:53 Pessoa 1 Qualquer lugar do planeta numa caixa de ovo só vai ter ovos dentro. Se você agora sair desse, dessa, desse conteúdo e for em qualquer quitanda, mercearia, mercado, pega uma caixa de ovo e você vai alérgicos, contém ovos. Eu levo a caixa de ovo para os lugares. 2:05:10 Ah, turma pira, né? Porque na caixa de ovo está escrito, alérgicos, contém ovos. Então, Andréia, todos os dias eu estou falando sobre isso, porque agora a decisão é minha de não deixar que ninguém viva. 2:05:24 Pessoa 3 Mais o que eu? 2:05:25 Pessoa 1 Vivi e os sinais, todo mundo sabe o que que está pegando, então. 2:05:31 Pessoa 3 Tenha também. 2:05:33 Pessoa 1 Auto responsabilidade e busque a. 2:05:37 Pessoa 3 Sua saúde, não. 2:05:37 Pessoa 1 Espere. Ter um problema de saúde para cuidar da sua saúde, sabe? E aí eu queria te trazer um presente que quando eu recebi o sim da sua equipe, eu fiquei. 2:05:49 Pessoa 3 Extremamente emocionada e vou te explicar. 2:05:51 O Farol que Ilumina: A Força da Auto responsabilidade Porquê metade da minha família do Paraná é metade é de Minas e a minha bisavó chamava Vovó cocóla cocóla de escola, ela alfabetizava adultos aqui no vale do aço. 2:06:08 E a casa? 2:06:08 Pessoa 3 Dela era uma sala de. 2:06:09 Pessoa 1 Aula, chão batido. 2:06:11 Pessoa 3 E bancos? 2:06:12 Pessoa 1 Ela alfabetizava adultos da mineração e quando ela faleceu foi aquele, né? Aquele trajeto todo, né, de de operários e tal, para prestar uma homenagem para ela. E encontraram uma frase na casa dela. E quando eu soube dessa frase, eu tive uma conexão. 2:06:31 Eu falei assim, eu entendi, né, Vovó? Tava ensinando a turma na educação básica. E de alguma maneira, eu estou trabalhando a educação da saúde mental. E a frase que encontraram lá na casa dela é essa que tá aqui. E quando eu recebi o seu sim, eu falei, entendi. 2:06:49 Pessoa 3 Essa frase vai pra Andreia. 2:06:51 Pessoa 1 Você é O Mestre. É como a vela consome, se iluminando. Que lindo. 2:06:59 Pessoa 2 Então você é um Farol. Você é um Farol. Ó, que lindo. E eu amo caneca. 2:07:03 Pessoa 1 Viu, viu? Em coleção de caneca, você é um Farol. 2:07:07 Pessoa 2 Somos. 2:07:10 Pessoa 1 Eu não sei o que a gente fez nas outras. 2:07:11 Pessoa 2 Vidas, mas essa a gente tem que. 2:07:12 Pessoa 3 Caprichar eu não. 2:07:15 Pessoa 1 Sei nem se vai ter outra chance, essa a gente quiser ter um presente. 2:07:18 Pessoa 3 Para te dar também, mas antes. 2:07:19 Pessoa 2 Do presente eu tenho uma pergunta. 2:07:21 Pessoa 1 O podcast se. 2:07:22 Pessoa 2 Chama no divã com a doutora André vermont. Então é no divã, né? Então tem sempre uma pergunta muito pessoal, ela é toda prosa? Ela é. 2:07:34 Pessoa 3 Profícua. Ela vai falando, vai que fala ela? 2:07:37 Pessoa 2 Vai, ela vai falando para já não ter espaço de entrar nela 3 horas depois sem parar de falar uma pergunta. 2:07:46 Como Izabella Evita o Burnout com Limites e Identidade Muito pessoal que. 2:07:48 Pessoa 1 Você está no divã? 2:07:50 Pessoa 2 Você vivia num ritmo alucinado, por isso é bernoutho agora você continua num ritmo alucinado que você falou para mim que você tem. 2:07:58 Pessoa 3 2 filhos, 2. 2:07:59 Pessoa 2 Crianças pequenas, você dá palestra, você dá seu marido viagem, você viaja, seu ritmo continua alucinado. Qual que é seu risco de burnout? De novo zero, por que? 2:08:09 Pessoa 1 Porque eu sei reconhecer. 2:08:10 Pessoa 2 Os meus limites? 2:08:12 Pessoa 1 Eu sei reconhecer que a hora que eu estou puxando muita agenda começa a ficar enjoada, eu já bloqueio tudo e eu nunca mais. 2:08:22 Pessoa 3 Vou tolerar uma situação de. 2:08:24 Pessoa 1 Assédio. 2:08:25 Pessoa 3 Porque para ter burnout, eu? 2:08:27 Pessoa 1 Preciso ter um assédio, é? 2:08:29 Pessoa 3 Esse dano existencial? 2:08:31 Pessoa 1 Que rompe com o projeto de vida, então? Eu deixei isso acontecer 2 × 1 na Globo. E depois, quando eu não recebi nenhuma proposta de trabalho, eu aceitei 111 convite de trabalho para trabalhar. Com a popularização da ciência no governo, depois de uma semana, já entendi que ele não era o meu lugar. 2:08:49 Vivi outra, outro episódio de burnout ali. Então hoje eu sei reconhecer os meus limites. 2:08:57 Pessoa 3 E entendi que. 2:08:58 Pessoa 1 Esse meu desespero de. 2:09:01 Pessoa 3 Não deixar buraco. 2:09:02 Pessoa 1 Na agenda? De querer estar sempre fazendo as coisas. É porque eu morava no sítio. Quando IA pra cidade, eu tinha que fazer uma coisa colada na outra. Depois que voltasse pro sítio, não IA reclamar, AI precisa agora em tal lugar e tal. Então é eu. Depois do diagnóstico da síndrome de burnout, eu reconheci muitos comportamentos que eu estava carregando. 2:09:22 Pessoa 3 Ainda de uma vida que não tinha mais. 2:09:25 Pessoa 1 Eu não, eu. Hoje eu não preciso mais lotar minha agenda. 2:09:28 Pessoa 3 Então eu atualizei. 2:09:29 Pessoa 1 A minha identidade? E hoje eu sei dizer. 2:09:32 Pessoa 3 Agora não. 2:09:34 Pessoa 1 A chance de eu ter o novo burnout é zero. Qual que é a diferença da Isa de com 20 anos e a Isa hoje com 45? 2:09:43 Pessoa 2 No passado, eu estava buscando o. 2:09:45 Pessoa 3 Reconhecimento de pai e mãe. 2:09:49 Pessoa 1 Totalmente. Estava buscando o reconhecimento de pai e mãe, agora eu estou buscando o amor de ser mãe com uma família junto com meu marido. Que é o Tiago Godoy, papai financeiro, beijo é ele me salvou, meus filhos me salvam e você sabe que quanto. 2:10:13 Pessoa 3 Mais perto do burnout? 2:10:14 Pessoa 1 Você tá mais longe da espiritualidade você vive, quanto mais perto de. 2:10:21 Pessoa 3 Um adoecimento ocupacional. 2:10:24 Pessoa 1 Mais longe, você tá de você pra mim, espiritualidade é a sua própria essência. Então quando a gente fala, você não consegue. Se higienizar, você não consegue comer, você não consegue descansar, você não consegue ter lazer. Você acha que você tá perto de você? Não tá? 2:10:40 Então hoje eu é. Procuro ser mãe, procuro ser mãe dos. 2:10:47 Pessoa 3 Meus 2 filhos, imagina com 45? 2:10:49 Pessoa 1 Anos, um neném de 10 meses e eles me devolvem pra mim e agora eu entendi que é possível ser feliz com o trabalho e família. Não é uma coisa ou outra, mas eu vivi muito tempo acreditando que era ou uma coisa ou outra perfeito isso. 150000000, 150000000 de reais mudar a vida de alguém. 2:11:13 Pessoa 2 Pode mudar para bem e para mal, mas na prática, assim. 2:11:16 Pessoa 3 Em termos de mudança de vida? 2:11:17 Pessoa 1 Qualidade muda. 2:11:19 Pessoa 2 150000000 multa muda. Eu te daria 150000000 de reais. Hoje vou fazer um Pix para você. Mas tem uma condição, você vai morrer amanhã. Você quer os 150000000, então sua vida vale mais que isso. 2:11:37 A Vida Vale Mais que o Dinheiro: Uma Reflexão Profunda Sem. 2:11:37 Pessoa 3 Dúvida, assistir um filme? 2:11:40 Pessoa 2 Chamado homem mais. 2:11:41 Pessoa 1 Rico do mundo é sobre isso. Pronto, a gente vive uma vida inteira correndo atrás. E que se você for. 2:11:49 Pessoa 2 Olhar no fundo, muito das nossas buscas é por uma validação financeira. E no final das contas, quando você vai olhar sua vida vale muito mais que isso, sim. 2:12:03 Pessoa 1 Teve um. 2:12:03 Pessoa 3 Médico no século 16 que disse que a diferença entre o remédio e o veneno é a dose e. 2:12:08 Pessoa 1 Isso vale pra tudo, tudo, inclusive dinheiro. 2:12:12 Pessoa 2 Esse. 2:12:13 Pessoa 1 Filme eu recomendo, o homem mais rico do mundo é uma história. 2:12:16 Pessoa 3 Verídica de um homem de. 2:12:17 Pessoa 1 Fato que foi considerado o mais rico do mundo e o neto dele foi sequestrado. Assiste pra você ver. E depois busca no Google os personagens reais. Que tristeza. Então, hoje eu tenho muita clareza, André e vermont? 2:12:33 É por isso que eu saio todo dia de casa. Se vai ser pró Bono, se vai ser. 2:12:39 Pessoa 3 Recebendo. 2:12:39 Pessoa 1 Dinheiro ou não, eu estou indo e eu entro pelas festinhas, porque eu descobri que quando as portas não se abrem, eu preciso criar a minha. Foi o que eu fiz quando as portas das outras emissoras não se. 2:12:50 Pessoa 3 Abriram e eu tinha. 2:12:52 Pessoa 1 Resultados muito. 2:12:53 Pessoa 3 Muito. 2:12:53 Pessoa 1 Positivos. Eu fiquei muito triste, muito desesperada. Eu falei, bom, então agora, o que que eu faço aí? Depois de um tempo eu falei, bom, eu que fiquei anos investindo meu tempo em pautas. 2:13:05 Pessoa 3 Todos os dias um repórter vai. 2:13:06 Pessoa 1 Atrás de um assunto, a hora que eu vivo o diagnóstico da síndrome de burnout, eu falei, eu entendi e não fazia ideia de que eu também estaria respondendo outras pessoas adoecidas. Não, não fazia ideia que depois a Organização Mundial da Saúde é reconhecer aquilo como fenômeno ocupacional. 2:13:22 Então eu não posso recusar ser esta torneira. A torneira não é dona da água, eu só estou conectando, eu só estou. Então assim, você vai beber a água ou não é você? Eu estou trazendo aqui o que eu posso, então eu vou juntando conhecimento aqui, experiência dali e o meu papel é te tirar desse lugar de ilusão e insatisfação que você está. 2:13:48 Mudar de etapa, mudar de fase, fazer uma transição na sua vida. Só que enquanto você tiver falando vida pessoal e vida profissional, você tá vivendo na ilusão. Porque? 2:13:57 Pessoa 3 Vida é uma sua. 2:13:58 Pessoa 1 Exatamente, Isa, temos aqui um presente para você é simplesinho. 2:14:03 A Responsabilidade de Devolver o Dom e Transformar Vidas Mas é só uma lembrança para que você se lembre de uma das coisas mais imprescindíveis da vida. Olha que coisa hidratante uma. 2:14:14 Pessoa 1 Garrafinha, gente, eu estou com roupa para isso? É roupa para isso? Não. E aí eu vou com as camisetas. 2:14:19 Pessoa 2 Turma fala. 2:14:19 Pessoa 1 Isabela, você vai de camiseta? Eu falei, claro, porque quem tiver passando aqui já veio. OPA, bem da saúde mental. Perfeito. Obrigada, de nada, querida. Tomara que faça diferença aí na sua vida, que você. 2:14:30 Pessoa 2 Se hidrate. Que você se cuide. Muito obrigado. Muito obrigada por tudo. Deus te abençoe. 2:14:35 Pessoa 1 Sucesso eu quero encerrar esse episódio. 2:14:38 Pessoa 2 Uma coisa não me chamou muita atenção hoje de manhã e eu sou cheio dos causos, né? Eu disse que eu não sou palestrante, sou apresentadora, sou nada, sou pouca coisa, sou uma contadora de causa, contador de causa, eu sou boa mesmo. E hoje de manhã tinha um moço prestando serviço lá em casa e eu falo essas coisas, eu sempre emociono, gente, me emociona demais, uhum e ele estava prestando serviço lá em casa e eu pedi Pra Ele fazer um negocinho lá lá e falei, você faz isso aqui pra mim? 2:15:01 Aí ele foi fazer e fez, aí eu falei. Deixa Oo seu Pix aí, anotado porque eu vou te dar um presente, vou fazer um Pix para você a mais. Ele falou assim, não quero firme. Eu falei, você está doido, você não quer? Eu vou fazer um Pix, eu quero te presentear. Ele falou muito obrigado, eu não quero. 2:15:17 Eu falei, você não gosta de de receber presente? Ele falou, eu gosto de receber presente, eu só não gosto de ser premiado por aquilo que não passa da minha obrigação. O que eu e a IZA estamos fazendo? 2:15:29 Pessoa 3 Aqui não passa da nossa obrigação. Exato, Deus nos. 2:15:32 Pessoa 2 Premiou com algo poderoso, audiência e capacidade de comunicação. Isso é uma responsabilidade. Você só vê em mim o que tem dentro de você exatamente. Então isso é uma. 2:15:44 Pessoa 1 Responsabilidade, então, assim carregue. 2:15:47 Pessoa 2 Isso na sua vida como uma responsabilidade é. Não me agradeço por isso que eu estou fazendo aqui. Eu venho com o maior amor do mundo, me desdobro e faço esse podcast. Disponibilizo conteúdo gratuito. Porque eu acho que eu não posso ser premiada por aquilo que é a minha obrigação. Se Deus me deu esse dom de chegar até as pessoas, de chegar na sua casa, de falar de um jeito que você entende, o mínimo que eu posso fazer é devolver esse dom em forma de transformação pela vida das pessoas. 2:16:14 E Eu Acredito que você tem isso também. Então vá, não dá assunto para conversinha, não dá assunto para mimimi, tem gente demais sem serviço, conversando demais. Enquanto isso as coisas estão acontecendo, atropela os outros. Eu costumo dizer, van comigo, se você não vier, eu vou passar por cima. Está tudo certo também. 2:16:30 Eu vou atropelar porque eu vou fazer, né? Aquilo que Deus tem que fazer totalmente, nós vamos fazer. Aquilo que Deus tem sobre a nossa vida. Vai acontecer então. 2:16:37 Pessoa 1 Assim, se você quiser dar o braço, nós vai junto, se você não quiser, eu vou. 2:16:40 Pessoa 2 Passar por cima e vou te atropelar e vou fazer porque existe um alvo a ser alcançado. O Mestre é como a vela consome e se iluminando. Muito obrigada você que ficou com a. 2:16:49 Pessoa 1 Gente, até aqui, se você gostou, a Isa tem aí. 2:16:53 Pessoa 2 Né? 11 usina com contenção para água, não. 2:16:57 Pessoa 3 Explodir tem? 2:16:58 Pessoa 2 200 horas de podcast aqui para fazer. Se você gostou, pede aí nos comentários, comenta, compartilha, faz, pergunta. Segue a IZA no Instagram. Tem conteúdos maravilhosos, divulga para as pessoas quando você assistir os cortes. Que esse conteúdo possa chegar ao maior número de pessoas possíveis. 2:17:14 Muito obrigado pela oportunidade de ter estado aqui conosco até agora. É uma honra gozar da sua audiência, da sua confiança, do seu carinho e nós sempre vamos trazer aqui pra vocês entretenimento de qualidade. Deus abençoe, fiquem com Deus, muito obrigado por tudo, muito obrigada Isa Deus te abençoe, obrigado.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O conhecimento liberta e permite escolhas melhores, sendo a base do podcast "No Divã com Dr. André Vermont".
  2. Isabela Camargo relata seu renascimento após sofrer burnout em 2018 enquanto trabalhava na TV Globo.
  3. A síndrome de burnout afeta especialmente profissionais que amam o que fazem e não podem errar, como jornalistas, médicos e educadores.
  4. O burnout é precedido por sinais como dores recorrentes, irritabilidade, compras compulsivas e negligência com necessidades básicas.
  5. A metáfora do camelo ilustra como pequenas sobrecargas acumuladas levam ao colapso, sendo o assédio frequentemente a gota d'água.
  6. Os cinco pilares da saúde mental são sono, higiene pessoal, alimentação, atividade física e lazer sem expectativa de resultado.
  7. A NR-1, atualizada em 2024, torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais nas empresas, com fiscalização a partir de 2026.
  8. A auto-responsabilidade e a atualização de identidade são essenciais para revisar prioridades e evitar adoecimento.

Summary:

O episódio do podcast "No Divã com Dr. André Vermont" recebe Isabela Camargo, jornalista e especialista em saúde mental e gestão do tempo. Ela compartilha sua experiência de burnout vivida em 2018, quando trabalhava em três jornais na TV Globo e sofreu um apagão ao vivo.

Isabela descreve como a síndrome afeta especialmente pessoas idealistas que amam o que fazem e se negligenciam, sempre adiando o autocuidado. O burnout é precedido por sinais como dores recorrentes, bruxismo, problemas gastrointestinais, irritabilidade, agressividade e compras compulsivas. A metáfora do camelo ilustra como sobrecargas acumuladas levam ao colapso, sendo o assédio moral ou institucional frequentemente a gota d'água.

Os cinco pilares da saúde mental são destacados: sono de qualidade, higiene pessoal, alimentação adequada, atividade física e lazer sem expectativa de resultado. Isabela enfatiza a importância da auto-responsabilidade e da "atualização de identidade" — revisar prioridades conforme o tempo passa. Por fim, discute a NR-1, que a partir de 2026 exige que empresas gerenciem riscos psicossociais, transformando obrigação em oportunidade estratégica para reputação e sustentabilidade do negócio.

FAQs

É quando você é tão competente que recebe cada vez mais tarefas, e por buscar reconhecimento, aceita tudo sem avaliar se realmente pode. Isso leva ao acúmulo de funções e ao esgotamento.

Porque o idealismo faz com que posterguem o autocuidado com pensamentos como 'depois eu me cuido' ou 'depois eu descanso'. Assim, negligenciam os sinais do corpo até o colapso.

São: tempo de sono, higiene pessoal, tempo para alimentação, atividade física e tempo de lazer/nutrição sem expectativa de resultado. Eles são a base para manter a saúde mental.

É revisar suas prioridades e limites conforme o corpo e a vida mudam. Isso evita que você tente manter uma agenda incompatível com sua realidade atual, prevenindo o esgotamento.

O camelo representa a pessoa que acumula pequenas demandas até que uma 'gota' (como assédio) transborda o copo. O colapso não é causado por um único evento, mas pelo acúmulo de estresse não gerenciado.

A NR-1 é uma norma regulamentadora que exige que empresas gerenciem riscos psicossociais. Ela busca prevenir o adoecimento mental, assim como as normas de segurança física fizeram no passado.

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