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Qual é a cultura da AKQA? Renato Zandoná • ECD

54m 44s

Qual é a cultura da AKQA? Renato Zandoná • ECD

A cultura de agência, como discutida por Renato Zandona, não é um documento escrito ou um conceito rígido, mas uma realidade viva e dinâmica que se desenvolve naturalmente no dia a dia das pessoas. A equicuê, por exemplo, construiu sua identidade em torno do sentimento de "casa", com reuniões informais, colaboração horizontal e liberdade de expressão, valores que foram testados e adaptados durante a pandemia. A cultura é fortalecida pela repetição de valores, pela prática diária e pela forma como as pessoas se comunicam e tomam decisões, não apenas em reuniões, mas em momentos cotidianos. No entanto, ela é vulnerável à influência externa, como pressões de clientes ou decisões que contradizem os princípios da agência. Renato destaca que a liderança tem o papel crucial de manter a cultura viva, observando o que as pessoas dizem e como elas se relacionam, reconhecendo que, com o crescimento da equipe, surgem subculturas que podem se contradizer. Assim, a cultura não é monolítica, mas uma rede complexa que exige constante revisão, diálogo e atenção. Ainda que a escrita de valores seja menos importante do que sua vivência, a liderança precisa garantir que esses valores sejam constantemente reafirmados, especialmente em decisões críticas. O processo é contínuo, exigindo que todos os envolvidos estejam atentos, pois a cultura evolui com o tempo e as mudanças, e não pode ser "congelada" em um momento específico.

Transcription

8331 Words, 45400 Characters

Portuguese
"Propaganda" não é só isso aí. E aí, podcast, eu sou Lucas Chuk investigando por que a propaganda não é só isso aí. Lembrando nessa temporada do podcast, a gente tá investigando cultura, organizacional de agências de publicidade. Sempre a mesma pauta pra 10 agências nacionais. Desde as mais tradicionais, até as mais recentes. Se você quiser colaborar com esse projeto, ele depende e sobrevive de doações de vocês. Todos os links do apoias, do PIX, estão todos aqui na descrição, só clicar. Qualquer valor ajuda muito, de verdade. E vamos pra pauta. Tô com um convidado muito especial aqui que eu admiro a muito tempo do mercado. Renatozandona, que prazer ter você aqui, quero te jogar pra gente começar esse papo nas duas perguntas clássicas desse podcast. Quem é você na vida e na propaganda? Conta aí Renato. Cara, primeiro muito prazer, Lucas. Eu acho que um privilégio tá aqui, tá participando disso. E enfim, dividindo um pouco do que acontece do lado de cá, também, porque a gente pode compartilhar e dividir ideias, acho sempre muito fora. Quem sou eu na vida e acho que as duas coisas lá se acabam sempre relacionando muito, se confundindo até muito, mas cara, só um cara, enfim, um trovertido de nascimento. Sempre curtir muita coisa de criatividade, acho que sempre tive um contato com isso, minha vida inteira, então eu acho que foi sempre uma coisa muito direta pra mim, tá fazendo o que eu tô fazendo hoje. Acho que minha vida me levou pra isso desde pequeno, escrevendo peças de teatro na escola, de bizinhos em trabalho, e tipo sempre tentando adorando entretenimento e essas coisas, então eu acho que sempre foi uma coisa muito. O que me leva pra vida profissional, que eu acho que também acabou vivendo muito isso, acabou sempre voltando de pessoas criativas, que inspiram muito, e que levam sempre a conversa pro lugar super interessante, de novidades, e acabou também que do privilégio também de estar em lugares e com pessoas que também me colocaram próximo ao entretenimento, trabalhar com clientes e marcas que buscam sempre essa entrega, então acaba sendo uma coisa muito minha dia e minha vida pessoal, e acaba sempre sendo direcionada por esse mesmo lugar, então o que é um grande privilégio, eu sinto que tenho esse lugar de fazer algo que eu gosto de fazer e o que eu acredito e trabalhando com pessoas ao meio redor, assim, que eu adivinei as ideias de qualquer forma, então isso acho que é muito legal, a gente deixa uma posição muito fortalece hoje. Adorei. Pra gente começar esse papo, pra se você tá chegando agora nesse podcast, não ouviu os outros episódios desse temporada, nesse temporada inteiro a gente tá investigando cultura de agência, com 10 agências nacionais, e eu quero começar com você, Natu, perguntando a pergunta inicial aqui sobre esse tema que eu tenho feito toda essa temporada, esqueça e que eu e agora esquece agências que você já passou, marcas que você já trabalhou, quero te perguntar de uma maneira bem macro, pra você o que significa a expressão cultura de agência. O cultura como um todo, né, o cultura como qualquer, pra mim você acha que é a coisa mais importante que você pode ter hoje, né, acho que é a coisa mais importante em qualquer empresa, né, acho que é o que diferencia você do seu competidor, do seu concorrência, enfim, não colocando aqui um lugar de competição, mas acho que é o que diferencia o seu lugar dentro da indústria, né, se a gente for falar de agência, qual que é o nosso trabalho, qual que é o nosso entrega, né, sobre pessoas, sobre como as pessoas se relacionam e como elas juntas resolvem o problema, então acho que a cultura é a base disso, né, cultura pra mim é, acho que você entende ou na cultura de uma agência, no jeito que as palavras que as pessoas usam daquilo lugar e como elas se relacionam, né, acho que a cultura ela direciona como as pessoas vão se sentir no dia a dia até, né, dentro de uma estrutura, é também, acho que o que direciona, enfim, adoro falar sobre cultura, né, pra mim acho que quando eu pergunto assim o que significa cultura, acho que é tanta coisa, né, porque acho que tem uma coisa também, acho que talvez seja até um pouco clichê isso, mas não é clichê por a casa, né, clichê, como é que clichê, quando ela realmente ela é relevante, né, e acho que cultura é o que acontece quando ninguém tá olhando pra você e você tá ali, né, do seu comportamento quando você tá sozinha, né, e acho que se você tem uma cultura forte, as pessoas têm nem a falar, esse relacionar e tomar decisões iguais, né, então se você tiver uma cultura dentro de uma agência que clara, né, e você dividir a gente em duas reuniões e você colocar o mesmo problema sem que nem uma comunhica com a outra, nenhuma sala se comunicar outra, acho que a solução ou direcionamento ou o jeito que as pessoas vão lidar com aquilo vai ser o mesmo, né, então se você tem uma valores e uma causa simples e clara na cabeça dessas pessoas, é isso que vai acontecer, né, então acho que ela não é uma coisa estática também, eu acho que ela é sempre, né, uma jornada, uma coisa que tá em constante movimento, eu acho que ela é muito também influenciada com, por fatores externos também, né, então ela vai depender muito do contexto do que tá acontecendo, né, afetir com o que que aconteceu com a cultura na pandemia, né, ou o que que acontece com a cultura de uma agência com um certo cliente, né, o que isso é como que o grupo é influenciado por esses fatores também, aí como que você, principalmente, acho que como, como liderança você, você puxa isso e tenta construir algo ali, eu tenta manter ou voltar para aquele lugar de origem, nada da sua cultura, né, porque ela é muito volátil também, né, então acho que é isso assim, acho que ela, ela significa para mim a forma como as pessoas se comunicam internamente, né, então sobre o que é, como que eu falo com você, como é que eu, né, acho que tá na voz das pessoas a cultura, né, e acho que, é, e como essas pessoas relacionam, no final isso vai sobre pessoas, né, e acho que a cultura, nada mais é do que isso assim, gente, ela é criada para pessoas e ela é, e acho que ela é levada, né, e ela é construída por essas pessoas, ela é escrita por essas pessoas ao longo do seu tempo, assim, você ficou claro, né, acho que uma coisa muito, é complexa, né, eu acho que ela, enfim, por mais que vocês criam no papel assim, eu acho que ela é isso, assim, ela vai ser jornada todo dia e todo dia você precisa pensar e repensar sobre ela. Amém que você, depois você me passou seu "Pix, que eu vou agradecer esse gancho para a próxima pergunta", que é o que você falou sobre essa cultura ser escrita diariamente, quero te perguntar se aí neiquei que aí você tem uma longa história, né, o que é que que aí ainda que você seja voltando agora da Droga 5, vamos falar disso depois, mas quero te perguntar se neiquei que aí vocês definiram uma cultura no sentido de escrever num papel algo que implementa essa cultura extensa área definida ou já teve, ou se ela foi se formando, como algumas das lideranças que passam por aqui estão relatando de, e se criando naturalmente, orgânicamente e acontecendo diariamente como é que foi essa relação com cultura dentro da equicuê. Sim, eu acho que a equicuê ela nasceu em cima de um propósito de cultura, assim, né, eu acho que ela nasceu com esse propósito de fazer diferente, acho que foi toda a ideia dela, assim, acho que ela de não seguir nenhum modelo estabelecido, que eram modelos que a gente não concordava, né, e modelos que não funcionavam, de não repetir e quebrar alguns hábitos da indústria, então acho que ela nasceu em combate de. com base, né? Mas com essa vontade de criar uma cultura diferente do dião, assim. Então, acho que isso. E sempre se teve, acho que na voz das pessoas, assim, acho que, e principalmente no direcionamento, lá do começo, do dião, do tipo de sobre pessoas, sobre colaboração, sobre juntar, sobre a gente tentar, em volta de uma mesa, né? Porque na primeira casa, daqui a que eu ia casa, enquanto a casa estava sendo construída, ela era uma casinha com uma, com uma mangueira, uma um ped manga, não mangueira, uma ped. Um ped manga no jardim e tinha uma mesa que estava embaixo dessa mangueira. E ali a gente leva pra clientes esse lugar mais casual, mais seguro pra você poder falar, pra você propor, pra você poder sonhar, e. Então, acho que ela foi, ela era, era e sempre foi muito clara. É um ponto muito importante, assim, eu acho que até uma coisa que a gente tá fazendo agora e é interessante. Se a gente tá falando sobre isso agora, sobre escrever, né? Porque aí que ela tá fazendo dez anos, esse ano. E ela nunca foi escrita, né? Eu acho que a, a, a, a, os nossos valores e o, e o, e o, e a nossa causa, mobre, desistir assim, aquela nunca se esteve num papel. E a gente tá nesse processo agora de, de juntar o time, e ouvir todo mundo e trazer essa, essa, essa coisa, traduzir o que tá na, esteve, né? Ou, e está na boca das pessoas hoje, pra, pra uma, pra alguma coisa mais, mais tangível e, e que isso fique claro mesmo pros próximos dez, dez anos, assim. Então, e acho que não é sobre, não é sobre escrever isso nas paredes, né? De todo, o quanto a, o empresário você vai, assim, você vê escrito coragem na parede, né? Você vê escrito um monte de coisas assim, acho que, as, as que fazem isso, acho que. É porque não tem e precisam, né? Eu acho que não é sobre isso, é, é sobre realmente, colocar isso nas paredes internas da gente e ser, e que isso fique sendo falado e repetido de novo, né? Que isso, que isso seja algo muito, muito claro, na cabeça de todo mundo, por em qualquer momento que você for tomar uma decisão, ou em qualquer momento que você for contratar alguém, né? Ou entender o que que foi feito, isso é aquilo tá dentro, não? Então, acho que, a gente tá no momento agora bem interessante de, como você falou, descrever, né? Descrever isso, acho que ela. Ela foi criada naturalmente, acho que a cultura também ela escrita, porque, por quem tá lá dentro, então, acho que existe um, um caminho orgânico também da cultura, porque, que vai depender muito de quem você traz, e quem você contrata, de quem você quer, do seu lado, ou dos clientes que você trabalha, né? Então ela acaba sendo escrita por muitas pessoas, e até por isso que a gente tá nesse momento agora de, de abrir pra esses, pra esse todo mundo, foi ouvir de todo mundo o que que isso significa pra elas, né? Acho que é isso que a cultura, no final, mas, enfim, até isso, até isso, claro, pra, para qualquer momento que, que for necessário, ou qualquer decisão, qualquer problema, a gente tá junto numa, numa, num caminho, num direcionamento só, não? Não, você sabe que você tá falando uma coisa que tá aparecendo bem recorrente aqui, nessas conversas sobre cultura, que é, nunca escrevemos, e até uma doideira assim, meio, casa de ferreira, espereza de pau, assim, de, "Oh, eu ajudo tantas marcas, a definir o que é essa coisa bem básica de dia, um diáulode de administração, a tipo de idade que quer, missão, visão e valores, nós nem escrevemos isso, no sentido de, e talvez, eu acho que tem uma questão aí de, do que você falou, da velocidade em que precisa se alterar e acompanhar a cultura dos clientes, que estão ali dentro, etc., mas também, acho que tem uma coisa aí de, eu poder, sabe, eu poder vivenciar o dia a dia e poder alterar ela conforme cada pequena pessoa nova que entra, cada pequena contribuição que outra pessoa traz, e aí, um outro belíssimo ponto que você traz, quer, se eu solidifico demais assim, colocando na parede, escrevendo aqui, talvez seja só aquele reforço, quase psicológico que a gente faz de, é, talvez eu não tenho isso definido, e eu preciso colocar nas paredes como uma tatuagem, assim, galera, isso aqui precisa ser uma verdade. Feito todo esse preângulo aqui para te fazer uma próxima pergunta, que é, talvez essa tatuagem ali, seja importante para você solidificar a cultura, ou talvez ela também te imobilize assim, no sentido de, você não consegue transformar essa cultura na velocidade necessária no tempo que vemos, quero te perguntar o que você faz para solidificar a cultura de magência, porque isso também é importante, e o que também te leva a perder essa cultura eventualmente, ou nessa transição rápida de pessoas, na rotatividade do mercado tão alta que a gente tem hoje, o que te leva a solidificar e, também, eventualmente, a perder a cultura de magência. Um, é, interessante. Eu acho que o ponto de escrever na parede era exatamente o que eu penso, etc., ao mesmo tempo, eu acho que a repetição, e a gente falar, e falar, e falar, e falar, eu acho que é muito importante, assim, acho que isso que solidifica, acho que isso que faz as pessoas entenderem sobre o que a gente é, né? Acho que isso precisa, acho que isso precisa estar, e eu digo mais como liderança, assim, acho que isso precisa estar no meu dia a dia, isso precisa estar no meu discurso diário, na minhas conversas, e eu preciso estar sempre colocando isso, clara na cabeça das pessoas sobre, né? Acho que isso que a gente solidifica, acho que é assim que talvez a gente solidifique, e acho que nos nossos atos, nas nossas decisões, então também não adianta nada, você tem valores e causas que são que, no final, quando acontece o segundo problema, ou quando existe uma tensão, ou quando tipo, puta, acontece algo, e eu tomo uma decisão que vá contra isso, do tipo, cara, é você grudar nessa cultura, e nessas valores, e não soltar, independente, o que acontece? Independente, cara, quantas vezes a gente já dissinou, e, ou mesmo, dê-me tio clientes, né? Eu acho que quando passavam por cima, ou o que, ou o que íon de frente, ou batia um de frente, ou era completamente contra o que a gente acredita, né? Então é nesses momentos quando você coloca também a cultura, né? E os valores aprova que eu acho que é que você solidifica, quando as pessoas entendem que tipo, puta, entendi, entendeu? É porque é uma coisa ficar falando, né? Que eu acho que é super importante, outra coisa é ver isso na prática, né? Tipo, puta, quando sei isso aqui, né? Ou uma pessoa fez aquela linha, eles lidaram dessa forma, ou eu tive um problema tal, e foi assim que foi que lidaram com isso. Então eu acho que é dessa forma que você solidifica, só com falando e reagindo, né? Colocando ali o que você falou na prática. Então eu acho que isso é uma coisa. Assim, eu acho que o que leva a perder também, ou seja, na parte da. são tantas coisas, né? Eu acho que pode ser decisões que vão contra como eu estava falando, mas também acho que muitas influências externas, né? Nem sempre, eu falei da pandemia, acho que a pandemia foi uma coisa que colocou a cultura de todo mundo a prova, né? Eu acho que. como é que a gente. Como é que a gente se adapta como o Eikoi casa, uma cultura que foi criada e baseada na casa, na segunda parte do nosso nome, né? Era o que definia muitas coisas, ela era a materialização da nossa cultura, assim, a gente pode falar sobre isso também, mas, como é que, por exemplo, dentro da pandemia, a gente pegou algo que era muito dependente daquilo e transformou para um modelo remoto, assim, né? Então como é que a gente mantém a colaboração? Como é que a gente mantém espaço, como é que a gente mantém. Como é que a gente continua dando voz para as pessoas, né? Ou dando liberdade e permissão para as pessoas poderem, enfim, falar e proporem ideias e testarem e errar em tudo mais, acho que. tipo tudo que uma. tudo que a gente tinha ali, fisicamente, e que ela permitia a gente fazer, como a gente traz isso, assim? Então acho que, de novo, para mim, a cultura não é algo estático, ela é algo que você está pintando, né? É sempre. ela não é algo a ser resolvido e ela está pronta, e você coloca no papel e ela está. é essa minha cultura, ela acho que é algo que é uma jornada, né? Acho que você precisa estar sempre ali, no tipo revendo ou voltando para ela, né? E algum momento, talvez, você tem que revelar, não sei. E acho que tudo bem também, né? bem também, eu acho que. porque faz parte, né, a gente precisa evoluir, a gente precisa, enfim, estar frente do que está acontecendo e, às vezes, até resolver coisas que a gente não resolvia. Então, mas acho que é isso, sabe, acho que tudo pode, né, talvez uma péssima contratação pode atrapalhar, tipo ajudar a perder a cultura de um lugar ou em cliente, ou um projeto ou uma situação ou um problema, né, então acho que é sempre isso, assim como é que a gente volta pra esse lugar de visão, de valores que a gente quer ter tão claro no nosso dia a dia. Você está falando de alguns pontos que também acho que em alguma, uma ou duas conversas que já apareceram de ter que demitir clientes, eventualmente, pra sustentar minha cultura, e também contratação como uma parada base lara, assim, pra, pra, se você errar a mão, numa computação, etc. A gente pode virar, pô, essa pessoa não se encaixou aqui, onde foi, onde eu aconteceu, etc. Dito tudo isso, aqui eu quero te trazer uma pergunta, que é a primeira temporada desse podcast, ela foi muito baseada em quais os traços que eu identificava, principalmente, na cultura de cada lugar, pra convidar e falar, pô, isso aqui é um. Esse modelo de negócio aqui está resolvendo, está criticando, está propondo alguma coisa em relação a esse, a esse traço do mercado aqui, e, portanto, isso definia muito na minha visão o que era a cultura daquele lugar. Quando eu chamei o Diego aqui, na primeira temporada, salve engano meu, no 10-mo terceiro episódio, no partir de quando, de 2018, eu trouxei aqui pra falar de modelo de remuneração, porque é que ele era muito conhecida naquele momento ou lembrada, e eu lembro de ela aparecer em diversas reportagens sobre, não acreditar muito em beber, em bonificação por volume, e também debater muito abertamente as questões de pressificação da nossa indústria. Ora, profissional, filme, sal, que funcionava, o que não funcionava, etc. Se hoje eu te perguntasse como é que você vende a UKQA, como é que você fala assim, esse aqui é o principal traço da cultura da UKQA. Várias pessoas já disseram, você está me pedindo por escolher a melhor qualidade do meu filho, etc. E eu entendo completamente isso, mas se eu estivesse que escolheu um, qual é o traço que faz, você fala assim, por aqui que eu ia isso. Eu acho que eu falei um pouquinho ali, acho que eu estou aqui no assunto da casa, pra mim, e falando, acho que, como você me falou, acho que cada um talvez tenha um traço mais importante, pra mim, acho que o que definiu a UKQA, e acho que o que definia até hoje, assim como que a gente lida com as coisas, acho que foi a casa, assim, acho que a casa, pra mim, ela é o traço mais importante. E acho que ao longo desses 10 anos, assim, ela variu entre a casa, a casa, e o que significa casa. Eu acho que isso é, com certeza, mais importante até, né, porque, dependente do tipo, quando a gente entra no momento em moto a casa, o que significa casa, o que significa esse sentimento de casa, o que, e pra mim, acho que é isso, assim, acho que a casa, pra mim, ela traz um lugar de colaboração, acho que desde o início, como eu falei, as primeiras reuniões, o primeiro cliente que entro lá, um dia um, foi em volta de uma mesa, embaixo de uma, não pede manga, e acho que a colaboração é do tipo esse sentimento mais casual, hoje os clientes vão pra casa trabalhar de lá, eles vão pra escritório deles, eles vão pra casa, trabalhar de lá, os reuniões, e o que isso significa, o que esse lugar mais informal, o que isso significa pro cliente, talvez conversas mais sinceras, mais transparentes, o que isso significa, talvez, para os nossos talentos, esse lugar mais seguro, é um lugar que eu posso ter voais, que as pessoas sentam na mesma mesa, a gente nunca teve sala, por mais que, se o fundador que foi for hoje, pra que que foi a casa hoje, e vai for passar o dia lá, ele vai sentar no seu lado, ele não vai ter uma sala pra ele, até porque as salas, as que tens vão ter reuniões, e é exatamente isso, ele senta do seu lado, ele abre o computador, ele vai trabalhar, esse, é esse o sentimento que a gente quer ter ali, sabe, de você ter a abertura com qualquer pessoa que está do seu lado, e você ter essa liberdade, e essa permissão pra você, acho que quando eu estrapalo isso de novo, no sentimento disso, eu poder propor coisas, eu falar com pessoas, e eu me conectar com todo mundo que está ali naquela casa, e acho que isso traz um lugar muito mais interessante como companhia, de novo, acho que nasceu em São Paulo pra fazer diferente, acho que isso, pra mim é um dos traços mais importantes, que me falava também, sobre o que me leva também, falar uma coisa que a gente, por alguns anos a gente falava bastante, porque acho que, aqui que wei ela tem, a gente tinha muito claro, e aqui falando de um jeito bem informal, aqui que eu é sobre trabalho foda e pessoas felizes, talvez quando a gente for descrever isso a gente talvez tenha que ver o foda, mas é sobre um trabalho incrível e pessoas felizes, em algum momento a gente entendeu que com todo, com todo, obviamente a gente deveria entender isso, que pessoas felizes é tumante, acho que não é trabalho, as pessoas defini felicidade das pessoas como o trabalho, acho que é um lugar aqui de novo uma positividade, num lugar meio tóxico que a gente colocou ali, mas acho que o pessoas felizes dentro de um, do que a gente quer dizer, acho que não é mais sobre pessoas felizes, mas é isso, são pessoas que se sintam a vontade seguras, pra poder falar e poder, enfim, popor coisas e terem ali um lugar horizontal pra viver, sabe, assim, de consiga colocar ali. Mas eu acho que, eu acho que eu consegui entender, perfeitamente, esse pessoas felizes, no sentido de pessoas felizes na medida que um trabalho possa ser, até onde um trabalho te perico. Isso, não é, não quero dizer que você vai ser um mundo cor derrosa, perfeite, pô, que vai ser incrível e você vai ganhar milhões de reais e trabalhar duas horas no dia. Não, a gente tem um mínimo de trabalho estabelecido e se isso não te cobrar demais, você vai conseguir ser feliz na medida que um trabalho possa ser. Exato, exato, e acho que pessoas felizes é, de novo a gente vai mudar isso, já mudamos a verdade, não é só que pessoas felizes, mas acho que ele, pra mim, é uma coisa do tipo, trabalho fora e pessoas que se sintam comportáveis ali, acho que definem qualquer decisão que a gente fortumar. Então, por exemplo, se eu for pegar um trabalho, se eu for trabalhar com o cliente, que talvez não seja o ideal para as pessoas que vão estar trabalhando lá, ou que no final não viram um trabalho incrível, no tipo, não, ou sobre horas, ou sobre decisões, ou qualquer decisão, acho que a gente olha para esses dois lugares. Eu estou olhando para a pessoa, e eu estou olhando para o trabalho. Eu estou sendo, enfim, um humano e estou sendo ambicioso também, porque acho que isso é uma outra coisa legal, assim, que, às vezes eu sinto falta muito discurso, assim, de líderes, né, sobre assim, porque, pra mim, fazer um trabalho bom, deixa as pessoas felizes. Eu acho que é sobre essa ambição também, sabe, eu acho que, como é que? E acho que uma coisa leva a outra, sabe, assim, acho que uma coisa ela ajuda a outra, né? Então, se eu me sinto seguro, se eu me sinto com voz, eu vou fazer um trabalho melhor, e esse trabalho melhor vai achar uma pessoa que, também, que querem sentir isso, e querem trabalhar nisso, e querem viver essa experiência, assim. Então, acho que é muito importante de falar da ambição também, né? Porque no final é isso, né? A gente está falando de trabalho também, né? E acho que, enfim, acho que, para mim, é o que a gente olha hoje, quando a gente vai, enfim, definir qualquer coisa dentro da gente, senão, né? E você falou de uma coisa que, acho que você respondeu a minha primeira pergunta, de uma forma muito boa, que é. e que não tinha parecido aqui ainda, que é muito que define cultura, olhando agora, é. Ou a sua cultura, é aquilo que resiste, ao seu momento mais difícil, provavelmente, né? Então, me permita aqui fazer uma pergunta que eu também não tinha previsto que. pra ninguém antes, mas vocês realmente passaram por um momento, eu não quero voltar a falar da pandemia aqui, né, e tal, mas vocês passaram por uma aprovação, não que todas as outras empresas não passassem por isso, mas vocês passaram por uma aprovação muito complexa, que é passar por uma coisa que precisou colocar todo mundo de casa, sendo que talvez o principal traço de vocês, e talvez a coisa mais me permite aqui usar essas pessoas, mas a coisa mais vendável, é que ele sempre foi a casa, aquela coisa que encantava muito por ser a casa, assim, como foi esse momento de ter essa cultura testada nesse momento pandêmico? Cara, eu acho que foi difícil, assim como foi difícil pra todo mundo, né, eu acho que a casa, exatamente isso, acho que a casa ela era base pra muito do que ela definia, muitas coisas, ela era a tradução de quem é que, né, do que é que é que foi, assim, e acho que a transição foi realmente isso, assim, como é que eu trago a casa pra um espírito da casa, assim, né, um espírito de casa, como que eu trago esse sentimento de casual pro dia a dia, e acho que a pandemia, acho que ela foi difícil, ela foi difícil pra todo mundo, né, eu acho que a gente era o tempo todo vendo e revendo decisões e tudo o que a gente estava fazendo, assim, eu acho que, enfim, acho que isso foi uma coisa até com certeza genérica pra todos, né, acho que pra todas as agências, todos os empresas, e qualquer grupo de pessoas tiver o que ver isso, e acho que esse momento foi crítico pra todo mundo, mas acho que, como que a gente olha pra isso, né, como que a gente olha pra casa e transforma e leva isso a gente tinha até, e quem foi em casa na sua casa, não é que era um, a gente, como a gente tinha muita troca no dia a dia, a gente processou pro remoto também, então a gente, a gente, fazer muitos encontros, é engraçado falar de pandemia agora, né, parece que foi um passado muito bom, né? Mas a gente criava muitos encontros, a gente criava muitos espaços, em algum momento a gente percebeu que a gente estava criando muitos encontros e a gente diminui os encontros e diminui os espaços e estava muitos sobrecargando todo mundo, né, mas como que a gente, né, mantinha essa casa no idade, não tipo na casa, ela, o sonho até da casa, né, quando, quando a ideia de abrir aqui, que a casa era ter esse lugar, essa mesa, né, uma pessoa em volta também no café da manhã, emocando juntos, que é o que aconteceu por muitos anos e voltou a acontecer agora, é a figura da mazé, não sei se você já ouvi falar na mazé, mas essa pessoa aqui, é, e o papel da mazé, né, a mazé na pandemia ela ensinou fazer o biscoitinho da mazé pra todo mundo, né, não estamos mais juntos, então eu vou passar receita pra você, e a gente teve esse momento, né, tipo de, e como que, como que isso que passa, né, ou o aniversário que a gente, o ramandala, né, bolos, ou mesmo a sério, para um lado mais, bolos de aniversário para as pessoas, no aniversário, ou até coisa assim, do tipo a casa, tipo também tinha essa coisa de, da grande comunicação, né, do momento que você divide muita coisa, né, porque você tá ali sempre junto, você senta do lado, você sabe que tá acontecendo, então, era um cuidado também, pra, pra, pra, pra sempre estar over comuniqueiro, né, sabe, tipo, cara, vamos falar, porque de repente, né, eu não estou mais do lado, eu não sei mais o que tá acontecendo com a pessoa do lado, e a casa ela era baseada nisso, né, eu, eu, eu ter esse contato, então, a gente dividia muito, a gente contava muito do que tava acontecendo, porque, né, como que, como é que eu faço isso, né, tipo, que era uma coisa muito do dia-dia-nosso, né, do encontrinho, de pegar a água na, na copa, o subindo pra comer alguma coisa, pegar uma fruta na cozinha, do tipo, como que isso sobrevive, né, num, num, num lugar que tá tudo separado, acho que foi isso, assim, acho que, de novo, né, não vou, não vou dizer aqui que, que eu tudo certo, que tudo, né, que tudo funcionou, eu acho que de novo, assim, acho que a pandemia, vamos desastre, e acho que, enfim, nosso papel era tentar manter isso, assim, mas acho que, cara, enfim, sobrevivemos, né, todos, acho que tem uma coisa muito interessante que é a volta, né, tipo, né, acho que muita coisa, eu vou louir também, né, em termos de formato de trabalho de processo, assim, né, então como que a gente também, num pérdio que a gente ganhou também, né, e acho que, de novo, a gente cria uma, uma, uma, um espaço lá, muito assim, de colaboração ontem, ontem a gente fez, a plena terça-teira, a gente fez uma reunião com os clientes principais, não sei, a gente teve churrasco, né, a gente tinha uma reunião das 10, as 12, e as 12, vocês saíram lá fora e tinha churrasco rolando, assim, né, e acho que tipo, cara, é assim, é esse significação também da casa, né, tipo, mas sempre mantendo o que é sobre isso, né, casualidade, essa informalidade, essa conexão, né, essa proximidade, essa transferência, e esse lugar, porque a gente se sente sempre bem para poder, enfim, fazer o melhor trabalho, ou dividir as melhores, ou dividir os problemas, né, e a gente achar as melhores soluções, né, então, é, a gente tá sempre evoluindo, né, eu acho que a pandemia trouxe esse momento ali, que todo mundo tem que repensar e avaliar algumas coisas, assim, como que a gente mantém a cultura, mas dá um upgrade, né, ela, né, e rever esses pontos, assim, agora, chegando nas todas perguntas finais, você vai descobrir agora que, que em paz por esse público quer, tem que responder as perguntas difíceis, esse público quer ser nasceu para fazer as perguntas difíceis, que a gente precisa falar no mercado, o que você acha que ao longo do tempo, né, se a gente falou aqui um pouco sobre pessoas felizes, etc, como deixar essas pessoas felizes, mas a gente também é reconhecidamente, notóriamente, conhecido como uma indústria do Bernalte, assim, se não ler uma reportagem que não tenha um publicitário, como exemplo de uma pessoa que Bernalteu, etc, e tal, e o que, então, a pergunta oficial aqui, e talvez a mais dura dessa temporada tem sido, o que fez com que cultura de agência, por muito tempo, passasse a ser associada com termos, como toxicidade, ou sobre cago, uma indústria sobre carregada, a indústria do Bernalte, uma indústria difícil de lidar, e que a gente tem uma alta rotatividade por adolescentes mentais e tudo mais, o que levou a cultura de agência a ser associada com tudo isso? Ah, eu acho, foi associada, porque acho que, enfim, por comportamentos toxicos, por sobre carregar pessoas, e por dificultar os processos, assim, é interessante, a gente pensar assim até, olha para trás, assim, tipo, como era, acho que muita coisa mudou, e acho que muita coisa está mudando, ainda bem, acho que muita coisa não é mais aceita, e acho que muita gente hoje precisa rever, como funciona, a sua agência é para, enfim, para reter, para ter pessoas talentos clientes e tudo mais, então acho que ela acaba sempre sempre otimista, e acho que até de um lugar muito privilegiado que eu tenho, de poder falar dessa forma, assim, tipo, porque, enfim, trabalho no lugar com pessoas que estão sempre buscando resolver essas coisas, porque, de novo, até mesmo dentro de uma cultura, vamos dizer assim positiva, coisas acontecem, e a gente está sempre, tipo, entendendo o que pode melhorar, eu acho que, de novo, acho que é um, como você fala, sei lá, talvez de uma empresa de tecnologia, acho que existem, existe uma tecnologia em si, né, que é um papel muito importante, como você fala de uma empresa, talvez, uma outra empresa lá, os dados, tipo, porra, sei lá, se eu for comprar uma empresa X hoje, estou comprando, talvez, os dados, ela está gostei de comprando o conhecimento, talvez, sei lá, uma tecnologia, acho que, quando a gente fala de agência é a pessoa, né, então em algum momento você fala assim, como isso começou a ser a social, provavelmente pessoas que, enfim, viam, de uma forma diferente, de uma forma tóxica, e acho que levar o preço, esse lugar também, acho que tem muita influência de novo, assim, tem muita influência externa, sabe? É, a gente comentou um pouquinho disso também, e do tipo, qualquer influência, sei lá, dependendo da sua escolha de, né, com quem você vai trabalhar com força de europeia, isso como é de cliente, né, do tipo, é, pode levar, você há um lugar em que você tem que sobrecarregar o seu time para fazer aquela entrega, ou aquele. aquela data que eles colocaram, enfim, eu acho que é muito importante também quando você fala de uma cultura interna, você está olhando também para fora, né? Olhando para as conexões que você está fazendo também como companhia, né? Eu com quem você está ali trocando não só no time, mas o time externo, né? Porque eu acho que ele tem muita influência também, acho que, enfim, acho que em muitos casos, acho que os clientes também têm um papel muito pesado em cima disso, sabe? Eu tipo, é uma competição muito grande, é um mercado muito pequeno e acho que existe até hoje um movimento, né, assim lá, você for falar de concorrencia, você for falar de poxa do tipo de ways of working, né, do que eles colocam em cima das agências também, é muito pesado, né? Eu acho que também com o passo a agência, acho que é difícil também, né? Mas sim, mas é de novo, quando a gente fala de cultura, quando essas coisas acontecem, né, como você lida com isso, né? Como você coloca a prova, né, os seus valores ali, então acho que é, enfim, é uma pergunta muito complexa, eu acho que é tipo, acho que são vários fatores, né, que levam para esse lugar assim e de novo, é no fundo também, acho que você tem que você controla o que você pode controlar e eu acho que o que você pode controlar, você deveria olhar para isso, né? Então, é que são um final, você tem que tomar algumas decisões para que isso seja resolvido de alguma forma, né? Mas de novo, eu vejo como um poxa, não sei, sento que está andando para frente, sabe assim? Eu acho que tipo, muitos lugares é muitas pessoas que em alguma forma se colocavam esses lugares assim, então estão revendo e que bom, cara, porque acho que não existe mais, ou pelo menos não existe, não deveria, né? Mas disso, está sobre isso. Você tem que me somos, assim, de mediata, assim, você tem pontos muito importantes aqui, e acho que eles, e se eu tivesse também, também me coloca nessa posição de tentar responder essa pergunta, assim, que é num sentido de, coisa que eu falo muito, existe uma época em que a gente quantificava quanto valia, uma gente em cima de Facebook, sabe assim, em cima de quantos computadores a gente tinha e não o tá vendo. Aquelas pessoas, então é assim, e por mais que pareça uma frase bem de hilly, assim, mas se é sobre pessoas, a gente não pode quantificar baseado enquanto de infraestrutura a gente tem, porque não é sobre isso. E aí, também me somos nesse sentido de colocar essa, não terceirizável, já bem, a responsabilidade sobre os problemas que temos ainda de ser de propagando para os clientes, mas cor responsabilizá-los, assim, dividir essa responsabilidade desses problemas com clientes que, na maioria das vezes, não querem discutir esses problemas no ator, falo que, seguidamente, que a minha maior dificuldade fazendo curadoria de pessoas aqui para esse podcast, ao longo desses últimos cinco anos, foi encontrar marcas autocríticas que topassem falar sobre esses problemas de uma maneira crítica. E por mais que eu tenha todas as minhas críticas para o modelo de agências que a gente sempre teve, históricamente, na propaganda, né? Elas ainda topavam vir aqui e baixasse os escudos, falar "Estou errando aqui, preciso melhorar aqui", etc. Marcas, haras vezes aconteceram, e eu, assim, sobra dedos de uma mão para dizer quantas vezes isso aconteceu, né, pelo complyence, ou porque aquela pessoa tinha boletos, ou porque não tinha realmente interesse, intenção de bater esses problemas. Então também não quero que responsabilizá-los com essa pergunta, as agências, quando faço essa pergunta nessa temporada, mas tentar entender "Por que há essa dificuldade de avançar, mas me somo de imediatos, que se imposto, se eu olhar dez anos atrás, a gente avançou muito". Então não quero também ser injusto com essas melhorias que tivemos, então, "Pô, me somo demais", assim. Vamos lá, para finalizar, tem talvez a pergunta mais doida que me faz pensar sobre cultura que é. Em toda vez, estou fazendo esse relato aqui, que é quando conversei com uma alta liderança de uma agência. Quando essa pessoa passar para aqui, eu vou dizer, "Ah, foi você que fez esse relato, mas era um relato que me pegava muito quando eu pensava estudava cultura de agência, quero o seguinte, a pessoa falou assim, quando eu fundei uma agência e eu tinha 20 pessoas, eu tinha uma cultura, quando eu tinha 40 pessoas, eu tinha uma cultura em, quando eu tinha 50, eu comecei a ter medo de perder essa cultura, com 100, eu já perdi completamente o controle sobre essa cultura, porque eu comecei a formar grupinhos, subculturas e etc. E aí a pergunta que me vem é, a gente ainda vem de no PPT, na reunião, não sei o que, que a gente tem esse controle sobre essa cultura monolítica, a minha cultura é solidificada, isso aqui me faz perder cultura logo, volta aqui, etc. Então quero te perguntar nesse sentido, se é possível ter uma só cultura realmente com tantas pessoas trabalhando juntas. Cara, eu acho que não, acho que não dá. Eu acho que vai depender muito, eu acho que número de pessoas, né. Cara, eu estava lendo um negócio muito interessante esses dias, falava sobre tribos e não tribos no contexto de tribos, se ela não se estraiza, enfim, mas como nível abaixo de sociedade, então eu tenho, enfim, bom, não sei o que, vai lá ter a sociedade, é menor que isso, tem um tribos, e acho que existe até em algum lugar, deve ter o número de pessoas, até onde funciona, provavelmente seja ouviu isso, eu também, em algum lugar, não sei de ver quanta, tipo, puta, passando de x pessoas, o negócio começa, eu acho que no dia a dia, assim, acho que a importância está sempre falando e repetindo, repetindo sobre isso, acho que é pra realmente a gente descer essas essa cultura, pra essas subculturas, porque pra mim existem subculturas, não tem como, né. Se você olhar pra, em relação muito também, assim, elas são muito dinâmicas também, então, por exemplo, dentro de uma cultura, sei lá, eu tenho uma subcultura que é um grupo de pessoas atendendo aquela, é um projeto, um cliente, então, cara, eu tenho, né, dentro da casa hoje, com os que nem sei lá, eu tenho, eu tenho a subcultura de tipo, como é que eu, como liderança, eu olho pra aquilo e tem que manter aquela subcultura, que provavelmente são pessoas que, provavelmente não, certeza são pessoas que estão o dia inteiro mais conectadas e trocando e trabalhando juntas e tudo mais, como é que aquilo, como é que aquela subcultura responde, né, pra grande cultura ou tipo, às vezes eu pego um projeto X e uma reunião, pode ser, às vezes pode, eu posso criar uma subcultura dentro de uma reunião e aquilo, enfim, se expandir pra, enfim, pra lugares que você talvez não, né, ou decisões, assim, então acho que acaba, acaba que, sim, acho que existem isso, assim, acho que nada está de novo, acho que assim, não é uma coisa estática, uma coisa definida e aquela vai ficar, acho que como é que a gente tá sempre tentando quebrar essas paredes, sempre puxando as pessoas e sempre pintando, cuidar pra que, nessas, nessas grupos, essas culturas, dentro da cultura, estejam mais conectadas, né, então como que eu tive como por que, às vezes acontece, né, cara, às vezes, de novo, por influências, até de fora, né, então porra, estou trabalhando um projeto que, cara, o cliente foi lá e, e cortou o prazo pela metade do jeeputa, aquilo lá vai, vai consequentemente virar algo diferente do que você, né, provavelmente, o jeito que eu estou trabalhando no outro projeto é diferente desse, isso me leva a lugares diferentes, a conceitos diferentes, enfim, como é que eu volto de novo nisso, acho que por isso acho que, pra mim, o trabalho tá sempre, é, ficar em cima disso assim, né, eu acho que, enfim, deve ser muito difícil, quando você tem uma agência aqui, é, de muitas pessoas, né, eu acho que talvez, o caminho, ou seja, você trabalhar muito com as lideranças dessas, sobre culturas e desses grupos, né, e pra que todo mundo esteja muito alinhado de novo, pra quando a pessoa estiver numa reunião sozinha, ela direcione, ou ela resolva, ou ela tome uma decisão igual a que eu tomaria no outro lugar, e tipo, a gente talvez sense, comunicar, a gente faria da mesma forma, do mesmo jeito, né, e cuidando dos mesmos, né, olhando pros mesmos valores assim. -Pô, você tá explodindo a cabeça que tem duas coisas que falou aí, que é, explodindo a cabeça que é, se eu uso o termo, a grande cultura, assim, olha que volta pra grande cultura, foi porra isso. -Esse tinha que essa grande cultura e a marca, né, e essa, e a lideranças, com essa subcultura, que é muito isso, assim, uma liderança precisa entender, qual é aquela sua subcultura que você tá formando, ali, e como ela se alinha, e como ela se diz alinha, dessa, da grande cultura, tem um exemplo, numa dessas minhas palestras, de cultura de agência que fala sobre essa V. Por um motivo de negócio, por exemplo, uma agência pode determinar que ela precisa investir, por motivos IB, isso é bom, isso é ruim, não vou entrar nesse mérito aqui, que ela precisa entrar nessa subindústria de premiações, por exemplo, precisa concorrer mais, precisa elevar seus valores na bolsa, que sei eu, não importa. Mas ela também pode ter dentro da sua grande cultura, como se batezou aqui, o traço de "pô, eu sou uma cultura de jornadas de trabalho saudáveis". Sabemos que, invariablemente, se inscrever em prêmios, o esprente de canes, não sei o que, isso sobrecarregue em alguma medida, porque a pauta não para, porque outras coisas, essas duas coisas, elas não se chocam, eventualmente se chocam, se elas se chocam, como eu faço para essas duas subculturas que, invariablemente, vão se formar, com que elas não se chocam nesse sentido de uma se sobrepor a outra e, portanto, isso interferir na grande cultura e não modificar essa grande cultura, percebe isso, eu acho que esse é um fute desafio de que uma liderança entenda a sua subcultura e que duas subculturas não se chocam e não interferem, viajei demais, foi muito longe, mas é exatamente isso, eu acho que, cara, eu acho que está muito mesmo na mão da liderança mesmo, ter essa vigilância, acho que um jeito muito fácil de você entender, cultura é você ver as palavras que as pessoas estão usando, sabe assim, do tipo, como as pessoas, o que as pessoas estão falando e o que elas estão na cabeça dela definindo que está acontecendo ali, acho que isso é muito importante, é o jeito muito fácil de você ver, né, do tipo, será que eu estou deixando de ser sobre o grupo e voltando sem individual, será que eu estou segurando informação e não criando network dentro do meu da minha subcultura, será que é sobre eu e não sobre você, e tal tipo, eu acho que são coisas que você começa a entender e começa a pegar e começa a ver coisas que, tipo, que podem ser muito simples para você sacar que está acontecendo e acho que dá ali de novo, por isso que eu falo assim, não é algo a ser resolvido, é uma jornada, você vai ter que estar todo dia olhando para isso e enfim, quando você toma uma decisão de puxa eu quero escrever algo impreniação, por exemplo, né, do tipo, qual que é o outro lado disso, né, as pessoas que estão trabalhando isso elas estão querendo juice, elas estão comprando esse, né, do tipo, muitas vezes estão, muitas vezes estão, muitas vezes, quando elas vem também em valor para isso, né, para elas também disso, assim, do tipo, isso é que faz sentido para mim, então existe um lugar também de reconhecimento que é importante e falando mais sobre isso, que acho que é um exemplo que você deu assim, né, mas acho que quando tudo é muito feito em conjunto e muito dividido, muito decidido como o grupo, assim, eu acho que as coisas é, pico um pouco mais leds, mas eu acho que na verdade é de novo, assim, é uma jornada, não tem como você, você soltar e largar a cultura ali e voltar, você voltar ela vai estar de outra forma falando outras coisas e a pessoa se relacionando de uma forma completamente, é, contrária do que você esperava delas assim, sabe, então eu acho que é de novo, né, uma coisa muito orgânica assim, né, se você não dá para largar, acho que a gente tem que ficar sempre em cima e sempre puxando de volta e puxando de volta e algumas decisões que você toma, por exemplo, a decisão ser sempre avaliadas, né, e acho que muitas vezes a gente toma a decisão e a gente tem que voltar atrás, né, muita coisa a gente testou e não deu certo, a gente já criou departamentos e a gente viu que não funcionou aquele departamento, a gente colocou pessoas em cadeiras e elas sentiram fritir por puta, pra mim não vai funcionar, e vendo a exa, eu do tipo volta pra cá, então, né, então acho que faz parte essa revisão e esse olhar o tempo todo pra isso, sabe, acho que é uma coisa mais importante também, dorei, é muito obrigado pelo teu tempo, pela tua generasidade, aprendi muito, episódio foi incrível, valeu demais, eu queria agradecer, agradeço pelo espaço e poxa, eu assunto muito legal e enfim, obrigado pelo seu tempo também, [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. A cultura de agência não é algo estático ou escrito em papel, mas uma jornada contínua que se forma organicamente através do dia a dia, das interações e das decisões das pessoas.
  2. A equicuê criou sua cultura a partir de um propósito de colaboração, informalidade e conexão humana, mantendo essa essência mesmo durante a pandemia, transformando o modelo de trabalho sem perder o sentido de "casa".
  3. A cultura é fortalecida pela repetição constante de valores e pela prática diária, mas também é vulnerável a influências externas, decisões que contradizem os valores e a rotatividade de pessoas, exigindo que a liderança esteja constantemente presente e atenta.

Summary:

A cultura de agência, como discutida por Renato Zandona, não é um documento escrito ou um conceito rígido, mas uma realidade viva e dinâmica que se desenvolve naturalmente no dia a dia das pessoas. A equicuê, por exemplo, construiu sua identidade em torno do sentimento de "casa", com reuniões informais, colaboração horizontal e liberdade de expressão, valores que foram testados e adaptados durante a pandemia. A cultura é fortalecida pela repetição de valores, pela prática diária e pela forma como as pessoas se comunicam e tomam decisões, não apenas em reuniões, mas em momentos cotidianos.

No entanto, ela é vulnerável à influência externa, como pressões de clientes ou decisões que contradizem os princípios da agência. Renato destaca que a liderança tem o papel crucial de manter a cultura viva, observando o que as pessoas dizem e como elas se relacionam, reconhecendo que, com o crescimento da equipe, surgem subculturas que podem se contradizer. Assim, a cultura não é monolítica, mas uma rede complexa que exige constante revisão, diálogo e atenção.

Ainda que a escrita de valores seja menos importante do que sua vivência, a liderança precisa garantir que esses valores sejam constantemente reafirmados, especialmente em decisões críticas. O processo é contínuo, exigindo que todos os envolvidos estejam atentos, pois a cultura evolui com o tempo e as mudanças, e não pode ser "congelada" em um momento específico.

FAQs

A cultura de uma agência é o modo como as pessoas se comunicam, se relacionam e tomam decisões internamente. É algo dinâmico, orgânico e baseado nos valores e na experiência das pessoas, que se forma com o tempo e influencia diretamente a forma como a equipe atua e se sente no dia a dia.

A cultura não é algo escrito em papel. Ela é naturalmente formada por meio das conversas, ações e comportamentos das pessoas. A cultura é construída dia a dia, por meio da voz das pessoas, da forma como elas se relacionam e tomam decisões, especialmente quando ninguém está observando.

A pandemia testou a cultura da Equicuê, que era baseada no sentimento de 'casa'. A equipe adaptou-se criando novos espaços de conexão, como a 'mazé' e reuniões informais, mantendo a informalidade, a proximidade e a colaboração que eram centrais para a cultura original.

A cultura de agência é associada à toxicidade por comportamentos como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva e falta de equilíbrio. Esses fatores são frequentemente resultantes de modelos de trabalho competitivos e de pressão por entregas rápidas, que prejudicam o bem-estar das pessoas.

Não, é difícil manter uma única cultura em grandes equipes. Com o crescimento, surgem subculturas, especialmente em projetos ou com clientes diferentes. A liderança precisa entender essas subculturas e garantir que elas se alinhem com a cultura geral da agência.

A liderança solidifica a cultura falando e agindo com consistência, repetindo os valores e o propósito diariamente. A cultura é reforçada quando as decisões e ações refletem os valores da empresa, mesmo em momentos de tensão ou desafios.

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