Qual a situação estratégica de Israel no Oriente Médio?
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A transcrição analisa a situação atual de Israel sob o governo de Netanyahu, destacando seu isolamento e fragilidade após o conflito em Gaza. Os debatedores apontam que, apesar das vitórias militares iniciais, Israel está em condição pior devido a decisões ideológicas e messiânicas que ignoraram assessorias técnicas. O governo de Netanyahu é caracterizado como radical, focado na sobrevivência política do primeiro-ministro e alinhado à extrema-direita de Trump. A guerra não conseguiu derrotar o Hamas, o Hezbollah ou conter o Irã; ao contrário, fortaleceu a resistência iraniana e expôs vulnerabilidades israelenses. A ideologia messiânica, que defende o conceito de "Grande Israel" e rejeita a solução de dois Estados, tornou os objetivos estratégicos mais distantes. Além disso, a aliança com grupos cristãos evangélicos nos EUA reforça essa lógica irracional. O isolamento internacional de Israel cresceu, especialmente na Europa, e a crise doméstica ameaça a permanência de Netanyahu no poder. Os debatedores concluem que a sobreposição da ideologia à racionalidade levou a erros estratégicos, aprofundando a crise regional e global, sem perspectivas de paz duradoura.
[Música] Bem-vindos ao WWI Especial. No a série de programas da nossa parte foi dedicada a essa série ao conflito norente-médio. Um várias perspectivas, inclusive as perspectivas mais abrogentes do ponto de vista da gel política e um foco muito especial em quem toma decisões, sobretudo nos Estados Unidos. Estamos falando do presidente Donald Trump. Nós vamos dedicar essa edição hoje ao mesmo conflito porém com um foco muito especial. Em cima de um ator que às vezes tem ficado no noticiário meio do lado, quando na verdade alguém que a gente tinha que olhar com lupa Israel. É difícil imaginar a gravidade, a extensão das decisões que foram tomadas, sem levar em consideração o quanto que Israel influenciou ou até mesmo, vamos ver, conduziu essas decisões. E agora em que situações raels se encontra, nesse momento tão crítico do conflito e crítico também sobretudo do ponto de vista das consequências para superpotências dos Estados Unidos. Três são os participantes da nossa roda como sempre. Eu começo a apresentação deles por Danes Arredin, professora de relações internacionais da Pouque de Minas Dani. Muito obrigado por estar conosco. - Estatei ali todo meu vilha. - No estúdio conosco aqui, o ex-ministro das relações exteriores do Brasil, o céu Suláforo, o céu sul muito obrigado por encontrar tempo de estar aqui no estúdio conosco. E meu agradecimento também, meu obrigado a Vinicius Rodrigues Vieira, professora de economia da faapira e relações internacionais, da Fundação de Etulvárgas e do IDP. Danes, a pergunta na cabeça do bucado de gente, e que tem provocado como sempre, ainda mais nas circunstâncias atuais, uma enorme polarização, é saber em que situações aí eu se encontra depois de tudo o que aconteceu. Melhor ou pior? - Eu acho uma condição pior. Eu vi hoje que o ápice da posição esrelaça se deu em 2025, quando a pedra angular que sustentava o ex-domens da resistência ruim, quando a guerra dos 12 dias, enfraqueça ainda mais a conexão Iémen, Iraque, Síria e Libano, só que eles vão continuar. E aí eu acho interessante, William, sempre voltar na história, né? Lembrar da guerra dos seis dias, lembrado o impacto da guerra dos seis dias, da vitória, né, da Goda-Meyer, do Morse da Iã, e como que aquela vitória deu a eles em 1969, o que nesta mais poderoso da história de Israel, em que eles conseguem ali só o partido trabalhista 57 cadeiras, e contando com os aliados, espusados de 61, eles conseguem 102 cadeiras, é uma coisa muito impressionante, da 120, né? E quando a gente vê agora, acontece a guerra do Ion Kippur, e logo após a guerra do Ion Kippur, e do resultado que não é um bom resultado, ela avence as eleições de 73, com uma margem pequena, consegue uma coalizão pequena, e o seu governo não dura, sequer um mês praticamente. Eu vejo que Netanyar está numa situação muito complicada, do pão de vista do seu isolamento mundial, com a Europa, porque essa guerra, o isolou de Europa, ele se tornou um país muito menos democrático, e liberal com essa guerra que aconteceu em Gaza, e do pão de vista doméstico, existe ali talvez uma apreensão por parte dele, que essa história que aconteceu em 73 com o Gorda-Méer, mas trabalhista, possa acontecer com ele novamente, agora em outubro de 2006. Então acho que a condição de Israel é de isolamento, e do pão de vista político, é muito complexo para o atual primeiro ministro. Para a nossa audiência, sempre bom, a gente ajuda as pessoas a ter uma ideia da dimensão desse arco histórico que o Gorda-Mesarredini puxou. Ele puxou a linha dele de 1967 até aqui, e coloca a Bibli Netanyarro em confronto, no sentido de contraste com alguns dos nomes, que imperam em cima das histórias aileenses, particularmente, então, Primeira Ministra Gorda-Méer, que é a figura das figuras hoje, mais estudadas do ponto de vista das lideranças do Oriente Mércio. Isso para enxergar no ponto atual, no qual as pessoas se colocam o seguinte na cabeça, porque elas acompanharam pelo noticiário que aconteceu o céu. Uma extraordinariamente bem sucedida operação militar no seu início, 28 de fevereiro. Ele se to também o ano passado, ou 12 de junho. Ele, esse, essa operação levarejante por Israel e pelos Estados Unidos, significou considerável o enfraquecimento do potencial militar do iran. Como então dizer que Israel hoje está pior? Bom, ele fez um percurso muito completo, que ajuda a entender o quadro em que o Israel está e o Bibli, em particular. Eu acho que a posição dele é muito difícil, porque quais são os objetivos dele, nesta guerra, acabar com o ramás, acabar com o resbolar, e conter um iran expansivo e contestador das estências de Israel. O ataque do ramás, ao território Israelense, gerou no país uma sensação de voldera milidade, que eles não tinham como ele descreveu muito bem, começando pela guerra dos seis dias. A destruição efetiva da vida em Gaza não terminou o ramás, nem vai terminar o ramás desta maneira. E eu acho inclusive que o Bibli tinha uma certa complicidade com o ramás para não deixar crescer na região, o partido da autoridade palestria. O autoridade palestria. É composta por diversares do ramás. De diversares da massa. Em relação ao resbolar, também este é um desafio grande, porque vai pela ataque de uma vez, a ataque a outra, tem toda essa história do líbois. E o resbolar continua lá, claro que também apoiado pelo iran e sendo uma força, não só antes raílência, mas divisiva da possibilidade do atual presidente do líbois, e do primeiro ministro, de encontrarem um país mais normalizado e fora do jogo dessas tensões. O resbolar atinge o norte de Israel, de uma maneira muito significativa. E até mesmo a vida de uma universidade, como a universidade Rafa, que fica no nosso Israel, que é sem dúvida a mais pluralista e aberta de diversidade, das universidades israelenses. O IRAH demonstrou na condução da guerra uma capacidade de resistência muito acima do que era esperado. E se deu conta que o estreito de Ormuz é uma fonte de poder, não apenas em relação à região, mas ao mundo por conta aí do impacto na economia. E eu acho que o IRAH do atual regime encontrou nesse ataque uma condição de reforçar uma autoridade que também estava sendo contestada pela população. Então eu não vejo nessa circunstância a hipótese de capitulações. Não vou porque tem força suficiente para resistir a uma situação limite como capitulação. O que você tem são tregoas, mais ou menos prolongadas, continuamente suspensas e revogadas que suspendem no momento os desaces da guerra. Mas que isso leve pelo jogo da situação a um arbistício que sempre é uma visão mais ampla da paz. Eu não estou vendo. Tem um ponto que vocês dois já mencionaram, se é o seu tanto dano na intervenição dele até aqui, como você agora, você mencionaram o dano disse a sensação de força de Israel se transforma como você falou da sensação de vulnerabilidade e a gente vê a tomada de decisões que levam a operações militares. Isso é um clássico nos estudos de guerra e de história de já política. O quanto que as circunstâncias domésticas de uma potência conduzem e dão direção a suas operações militares voltadas para atingir um objetivo político. O Israel parecia claro no início, que a mudança de regime naquele país percebido como seu perigo existencial. De fato, era um grande perigo ou continua sendo um perigo. Se a gente pegar a política doméstica, a Israel entrarem
aí, revém para você, início. Em que medida são essas contingências da política doméstica, um primeiro ministro extraordinariamente, eu vou ser diplomático, arrogante, cínico, interessado sobretudo na própria sobrevivência, capaz de qualquer manoa para ficar no poder e com medo de cair do poder ser preso e condenado por corrupção, força decisões militares que constituem claramente do ponto de vista da história das guerras, um erro, acreditar que se derrubam um regime bombardeando, ninguém até hoje conseguiu. Fato, ele é incolar, porque nós temos um cenário em que houve uma convergência, vamos dizer, para uma tempestade perfeita, de um lado Netanyar, Ruby B, ele procurando o reter o seu poder a todo e qualquer custo, procurando não enfrentar ali o que muito provavelmente vai acontecer uma vez que ele sai do poder, que é enfrentar as acusações de corrupção, mesmo ali toda a questão de não ter lidado, devidamente, com as informações de inteligência que levaram ali ao triste episódio do ramás em 2023, mas eu puxaria a discussão não tanto apenas nesse estágio inicial quando teve a decisão de iniciar esse conflito para a política esraelense, foi uma condição como a gente diz nos estudos históricos necessária, porém não suficiente, também foi necessário que Donald Trump se sentisse empoderado em função da bem-sucedidação na Venezuela, só que aí entram questões que tanto Netanyar ou quanto Trump acabam por compartilhar por estarem ali no mesmo espectro político na minha visão, ambos são políticos dessa nova direita far right ultra-direita ou extrema direita como a gente costuma traduzir para português, que é não confiar nos conhecimentos técnicos, e claramente todo mundo ali do pentágono, todo mundo ali da comunidade acadêmica americana que sejam presidentes democratas ou republicanos, contribuem muito para esse debate, jamais recomendariam esse tipo de ação em relação ao irã ainda que se visumbrasse do ponto de vista de Israel, uma janela de oportunidade, ou seja, ouvi uma certa arrogância tanto por parte de Trump, tanto por parte de Netanyar, visando do lado de Israelência, sobrevivência do poder e do lado americano entregar algo grandioso, e agora Trump principalmente não sabe como sair com essa situação. Você está mencionando a importância do staff técnico. Exato. Em tomadas de decisão táticas estratégicas como foram essas tomadas por bíblia e Netanyar ouipo Donald Trump, e nesse caso específico você está falando do Mossad, uma das definições mais curiosas, a respeito do Mossad, veio na semana passada, pelo por um texto do Thomas Friedman, que é um jornalista do New York Times, mega conhecido nos nomes mais conhecidos, e que, tem um livro famosíssimo dele, "Fomber oito do Jerusalam", a trajetória dele como correspondente naquela área, e que diz o seguinte, lembrando o gol da Meyer, e o que que ela fez com os responsáveis pelos atentados que está naquele filme famoso de 1972, do Jupiruel, como que o Mossad age, e a definição do Friedman é a seguinte, se você quer matar alguém em Berut, chamo Mossad, se você quer matar alguém em terã, chamo Mossad, se você quer entender quais são as tendências políticas em Berut, não chamem o Mossad, se você quer entender quais são as tendências políticas em terã, esqueça o Mossad, que ele está dizendo, eles são excelentes como executores de ações específicas, mas apresentaram no caso específico do Irão, uma falha fundamental de interpretação dos dados da realidade, toma as firmes mantais a gerando? Não, eu não acredito nisso não, eu vejo duas coisas, eu vejo um pouco isso que o professor Vinicius apontou, e o seu ministro também apontou, que é a falta da técnica, em um gabinete que nós temos, que nós temos que nos dar para os ministros que decidem, junto com o primeiro ministro, que acreditam no mecionismo, o cionista que é absurdo, né, então acho que, inclusive quem eles nomeiam para dirigir a agência, são pessoas que estão muito afetadas, pelo campo político doméstico, e menos pelo campo que é o técnico, e da análise política, como deve ser, eu acho que essa é uma coisa, a outra coisa William e colegas que eu avaliu, é que essa guerra é uma guerra desejada pelo Netanyahu, aparenta anos, aparenta anos ele quer convencer um presidente americano, começar a mager contra o Irão, ninguém tinha conseguido, e o que ele faz, ele consegue convencer, e aí concordo com o professor Vinicius, né, o BB consegue convencer um presidente americano, que é muito arrogante, né, muito ligado a questão dos elogios, então a ingraciação tem muita aderência com o presidente Trump, só que tem uma coisa diferente aí, porque, porque o pentálogo vai falar para ele, não vai para a saguer, e o Mossad vai dizer para ele, vai para a saguer, então eu acho que o Mossad vai para a saguer, é muito mais uma isca do ponto de vista político, para forçar que esse som pudesse virar uma realidade, do que só um erro técnico. Há um paralelo histórico aí, que eu você extraordinariamente cautelou, e me usar, para não ser mal entendido. Muitos dos historiadores, que se ocuparam da Segunda Guerra Mundial, seus alguns os grandes nomes da história mundial, estou citando aqui no caso um livro do Max Hastings, que está vivo, é um dos grandes historiadores britânicos da Segunda Guerra, e ele é de mita que, na Segunda Guerra, é a melhor e mais preparada força militar, era o exército alemão, e ele faz uma pergunta retórica acadêmica de grande impacto público, que é dizer assim, se eles eram tão bons porque perderam a guerra, e a resposta dele como historiador é perderam por causa da ideologia, perderam a guerra porque eram nazistas, perderam a guerra, a ideologia não soube tomar decisões que um exército moderno, na época moderno, para ser um guerra mundial. O perigo da minha comparação é que alguém pense que estou comparando um Israel com nazistas, não estou, eu estou comparando situações históricas nas quais o primário da ideologia leva a decisões estratégicas equivocadas, como parece ter sido essa, e aí vem esse ponto que o Dani acabou de mencionar, é um governo que se sustenta em cima do mecionismo e do radicalismo ultra ortodoxo como nunca se viu em Israel. Israel de hoje guarda pouquíssima lembrança com as raquelas pessoas tendem filmes dos anos 40, dos anos 50, no movimento seionista, das ligações dos seus líderes antigos com princípios iluministas europeus, com o próprio nacionalismo seionista não é mais isto, é um profundo fervor religioso e um primário da ideologia tudo custo, isto nos ajuda a entender porque que eles acham que soltando bomba no iranhas derrotam em poucos dias uma civilização daquele tempo? Eu penso, as observações de defensa são muito pertinentes, vou começar pela observação que você fez sobre a recusa dos técnicos, isso é óbvio nos Estados Unidos porque o Trump não quer técnico nenhum nem militar, nem diplomático, ele quer reduzir. É muito menos serviço secreto. É muito menos, ele quer reduzir isso ao seu processo decisório dentro daquela bolha em que ele vive e pensa. No caso de Israel eu creio também que você teve vários gerais da exerra de qualidade que disseram publicamente, olha, não vá para esta guerra, o par e essa guerra porque ela não dará resultado. Quer dizer, na medida em que este grupo falou que é um grupo técnico não também falaram as correntes de Israel que também sentem que estão sendo levadas a uma situação difícil da qual também não vem saída. O outro ponto que eu queria mencionar e via a tradição da origem de Israel e as lideranças que a conduziram eram pessoas de muita hiverncadura, vinho também dos ideais da ilustração, vinho de uma esquerda social democrática e tinham a percepção que além da força era preciso de plomacia. O primeiro chance de ler de Israel que foi o Mocha Cháretque que depois foi. Primeiro ministro dizia o seguinte, olha, Israel vai sobreviver na medida em que alcançar positivamente a opinião pública internacional e foi o que ele fez no período da gestão dele, o que explica também as relações com América Latina e o Brasil. Agora, outros ministros importantes das relações teriores existiram Israel.
por exemplo, a Baeba, ou, por exemplo, o Chibau Pérez, quando passou a ver as coisas num horizonte mais amplo. Mas claramente não configuram esse governo. Só você olha, o ministro das relações exteriores, ele é um. você diplomático, é um lombrosiano, na sua maneira de falar e de agir. Aquilo não é um ministro. não é um diplomata, não é um ministro das relações exteriores, é um truculento defensor daquele grupo minoritário que é o que sustenta o Netaniáculo no Congresso Advoga. Este grupo é evidentemente os dos radicais religiosos e messianicos. Isso a tapalha é claro o espaço de liberdade do Bibli, tendo em vista que ele quer preservar a sua própria situação. Mas a agus a ideia de que a solução de dois estados não é uma solução viável para Israel, ocupa o resto da sejordânia. Da sejordânia e pensa que se você ocupar fisicamente uma parte do Liban, ou se você ocupar uma parte de Gaza, você terá resultado. Não vai ter. Agora ele tem razão de dizer que é a missão do Bibli como a missão daqueles que conseguem, não é uma novidade. O desejo do Bibli é reformatar o Oriente Bédio, o que é um orientimento direi diferente do que este. Ele começou com o casual sucesso com os acordos de Abrão, que diminuíram o isolamento de Israel e deram ao país uma situação mais cómoda nessa região. Como antes o acordo de paz com Egito e o acordo de Páscova, Jordania também acalmaram a situação. Mas hoje em dia todos esses objetivos estão mais difíceis de ser unrealizados, porque Araba, Sauditos, Unidas, Emirados, Unidos, Unidas vão se sentir a vontade com um entendimento mais compreensivo com o Israel sem o término deste confrito, que não parece a vista. Então isso torna a situação dele ainda mais. Então nós estamos no fundo nesse momento da conversa, tentando examinar em que medida essas propostas messianicas e elas vão mais longe ainda em selas. Elas consideram que a grande Israel vai do El Frates, não é simplesmente do Rio Jordan, até o Mediterrâneo que seria bom pedaço ali a esse Jordania, que eles já enviabilizaram como possibilidade de ser um território administrado. Não estou nem falando de Estado, administrado por árabes, deixou de ser. Essa noção da grande Israel que eles vão tirar da Bíblia ou da leitura que eles fazem da Bíblia, que isso é importante, supõem que isso não é bem um sudo livro, não é quase a metade do livro, não para baixo. Supõe um pedaço da Síria. Essa noção da grande Israel levou ou não a esse tipo de decisão que torna o factível realizar esse tipo de proposta messianica ou ao contrário, como acontece muitas vezes quando a ideologia prevalece sobre a racionalidade de decisões estratégicas. Levou aqui isso, fique mais distante. Eu vou chamar o intervalo para não interromper o raciocínio, vira um senti foto daquilo, um sentinho. Até já, pessoal, é rápido. Voltando do intervalo, o Davo da Especial, Vinicio, resumindo o super curto da pergunta, o que é esse governo messianico ultra radical, israelense propõe, em função das decisões que tomou, tornou seus objetivos mais distantes ou mais próximos? Muito mais distantes, porque quando a ideologia se sobrepõe a racionalidade, que é algo que é importante dizer, a gente não vê apenas o correndo em Israel. Isso também explica em parte, acho que o cálculo do próprio Trump e do seu círculo mais próximo nos Estados Unidos, porque temos essa aliança entre grupos cristãos, principalmente evangelhos, que acreditam nessa lógica messianica do ponto de vista do cristianismo como uma condição necessária, dentro de uma interpretação escatológica para o retorno de Jesus Cristo a Terra. Ou seja, tudo aquilo que, acho que você colocou muito bem, foi muito bem desenvolvido aqui pelos colegas, é uma crise, não apenas conjuntural. A gente não está falando apenas aqui de Israel, ou apenas do governo Netanyarro. Mas todo um processo em que a política secular a política do iluminismo está sendo deixada para trás. Foi uma construção longa que veio desde o século 18 e combinou naquilo que hoje deveria ser o coração do ocidente. A gente vê não apenas em Israel, nos Estados Unidos, mas em vários países essa lógica de haver uma sobreposição de uma lógica messianica que pode ser ou não religiosa no caso de Israel tem esse fundo religioso, assim como nos Estados Unidos, no apoio desses grupos cristãos, que faz com que esses erros de cálculos sejam cada vez mais frequentes. E temos também um problema que não apenas fica restrito ali, acho que a ordem regional do Oriente Médio, mas também isso tem consequências claras para a ordem global, quando a gente diz, em relações internacionais. A ordem global, talvez a gente não esteja passando por um processo de contestação do multilateralismo aliás, aqui refletindo antes do programa, quando a gente fala dessa crise da ordem liberal internacional, Israel já seria inefetablemente afetado, porque Israel é uma filha direta da ordem liberal internacional, pós-guerra. Como a gente tem essa crise tanto no plano doméstico dos países de cada vez mais termos influências religiosas, mas não apenas é um processo doméstico, também um processo que se projeta nas decisões que são tomadas para além de questões militares, mas também em alianças diplomáticas. Sem querer desviar o assunto, basta pensar o eco que inclusive essas posturas mecânicas e de apoio não a Israel, que com Jesus Jesus não deve ser apoiado, mas de apoio específico ao Netanyahu, entre políticos que é Moulon Trump aqui na América Latina, inclusive, no Brasil. Então é um fenômeno que vai para além das fronteiras de Israel com repercussões na política doméstica, mas também na própria configuração da ordem global do pós-seguro da guerra e dessa continuidade do iluminismo, como estruturando a forma de se fazer política, sobretudo oro acidente. Eu sou gratas a sua lembrança, porque com um profissional de comunicação, eu fico muito constrangido a maneira como essa polarização em Becil interdita qualquer debate sério, quando, por exemplo, alguém faz uma observação crítica a um governo eleito, como é o caso de se fazer observações críticas, ao governo eleito de Israel, isso não significa que se está negando direito de existência de Israel, ou ao se criticar fortemente a postura deste ou daquele integrante deste governo, ou deste ou daquela corrente política daquele governo, não se está fazendo nenhuma manifestação de anti-semitismo. Porém, essa polarização em Becil na qual a gente vive, imediatamente vira esse plaflo no agento, no qual, quando se faz uma observação, olha que este primeiro ministro está preocupado apenas na sobrevivência dele, porque está sendo processado por opção, você é anti-semito, porque você não está respeitando um homem eleito, pelo amor de Deus, é isso que é intetificar, em tipos de espaços como esse, nos dedicar o que realmente permite as pessoas entender, em tal vez, ou seja, muito misciosos, que ninguém não entende muito o que vai acontecer, mas tem um vero que virar nesse sentido, Daniel. Se a gente olha para a situação da Israel hoje, com os olhos da preocupação que os asaielenses sempre tiveram, sempre tiveram com a sua segurança, acercados por no começo, a gente olha lá a prenação de 48, boa parte da identidade nacional, a Israelense, não a religiosa, a secular, a ideia de que vencemos à diversidade, estavam cercados por um monte de inimigos muito mais fortes do que nós, pois estão do lado de uma grande sociedade, a maior sociedade de massas do Egito, tem a turquia que não é árabe, mas tem uma presença imensa ali forte do ponto de vista das forças musulmanas, agora a Síria desintegrou, tradicional, adversário, militares aéol. O Egito está numa situação que se mantém, ou se abstém um pouco dessa questão, e principalmente em relação a amaz. A gente vê a turquia, ao mesmo tempo tentando mediar e ao mesmo tempo pressionando. Por que que Israel devia estar preocupado hoje então? Essa é uma questão muito boa, e ela está diretamente ligada a uma outra questão conjuntural e política, porque Israel está numa posição muito interessante em que sentido, 2025 foi um ano que, pro eixo da resistência, eu estou falando do Irán e as forças proxas na região, que o
O facto da utilização da força, dos esraelenses e dos americanos, foi em pé dozo pra eles. Isso criou condições muito mais adequadas pra Israel, manobratos seus vizinhos. A relação de Israel com os Emirados da Arbisunidos é maravilhosa, maravilhosa. A relação com a Jordânia aceitável do ponto de vista social, mas o ponto de vista da inteligência é unha e carne, com os egípcios a mesma coisa, com marrocos maravilhoso. Então, qual que é o problema de Israel hoje? O problema de Israel é político. Quando a gente pensa o seonismo nas suas mais variadas feições, dos mais democráticos, até os mais absurdos, pensando o seonismo-revisionista do Jabotinsky ou o trabalhismo, Israel vive hoje uma crise que ele não viveu em décadas. E qual que é essa crise? Eu que você bem colocou o ilha no início da sua fala. Israel tinha um objetivo de ser uma social democracia, com valores liberais, democráticos ligada ao ocidente. Eu vejo que o maior perigo de Israel não mora fora de Israel. Não são com seus vizinhos, porque assim ele está doido para normalizar as relações com Israel. O Liban, com as condições adequadas, quer normalizar as relações com Israel. A proposta do príncipe saudita foi todos usar e bizvão resolver os problemas com Israel, se resolver o problema palestino. O problema Israelense está dentro. E é exatamente isso que você bem colocou também sobre ideologia. É como ela, esse germ, que muitas vezes se transforma em algo patológico, vai correr uma sociedade que é vibrante, que é diversa, que o seu maior problema é lidar com a separação e com a opressão contra os palestinos, mas que possui um potencial enorme. Então eu vejo que o problema não mora ao lado, o problema mora dentro de Israel. É como eles vão conseguir retomar um caminho do Israel, que é democrático, que é liberal, que está conectado a comum, que não pode conviver com Israel, que vive um apartade contra os palestinos, ou que vive num processo de esparta de uma guerra sem fim. A gente tem uma aeleção agora, Israel, o seu caso, que eles consideram, é como ele disse, uma sociedade vibrante, como correspondente internacional, participei de coberturas de vários eventos em Israel, sempre me impressionou. Essa vibração na política, Israelense, em poucos países, essa é fervessência política, até um certo ponto, uma imprensa extraordinária, a mente combativa, livre, independente, e vai caindo num ambiente que a gente viu na reforma constitucional, apertando o sistema judiciador, judiciário, Israelense, claramente feita para coibir um dos poderes que seria, não sei se a palavra está correta, você a julicê, você vai me corrigir, seria o poder, não sei moderador, mas um poder, poderia arbitrar questões políticas, isso vai afundando numa batalha, na qual os comentários das aeleenses dizem, as questões demográficas estão favorecendo os ortodoxos e os ultros ortodoxos. E aí em gel política, ninguém mexe com demografia, demografia acaba sendo um fator sempre muito pesado nisso, o que quer dizer com isso? Que essa minoria vai aumentando. E a presença dela no conjunto dos Estados-Aelenses é em boa parte possível, porque ela é subsidiada pelo Estado-Aelense. Então nós vamos para uma eleição exaileense que de fato, os comentários que as aeleenses estão dizendo, por força das minorias, a árabe é 20% da população. A minoria, que já não é tão minoria assim, de ortodoxos, de ortodoxos, está pegando também um bom pedaço da população, eles dizem que esta é a eleição decisiva na história de Israel. Será? Bom, vou fazer dois ou três comentários em torno da sua pergunta e do que foi dita até aqui. Vou começar pela secularização, que é a separação da religião e do Estado e a ideia que os temas religiosos são da esfera privada e não da esfera pública. É assim que a secularização se constituiu. Israel, naturalmente por conta, e da tradição religiosa que também motivava o movimentoionista, significou pro Ben Gurion desde o início de que ele precisava gerar alguma comodação com os ortodoxos que eram minoritários. Então criou aí o problema dos subsidios da escola, etc. Mas basicamente o mainstream da política esraeleense traduziu-se naquela fibração que você muito apropriadamente refiriu. Mesmo a direita esraeleente, o Heruto e depois o Likud, tinha pessoas com uma atitude compreensiva da complexidade do mundo. Pesso do Beggar, que fez a final de contas, o acordo com o G, pensou no charon que retirou Israel da ocupação de casa. Agora, este esquistão hoje integrando a coligação do Netaniarro não tem nada a ver com este perfil que tinha também uma certa seriedade. Antes do Conflitos, tornar tão grande, fosse ter uma enorme divisão dentro da sociedade esraeleia, se que era um pouco a história de não dar aos ortodoxos e aos radicais de direito ao papel que eles queriam ter. E nesse sentido, a Corte de Israel teve um papel muito importante. Israel não tem uma constituição e não conseguiu fazer uma constituição até hoje. Então, o que fizeram os vizes da Corte, começando pelo baraca, existe a declaração de independência de Israel. A declaração de independência de Israel é uma espécie de documento consensual. Então, eu preciso interpretar o que vem para deliberação, tendo em vista esse horizonte. E com isso, naturalmente, eles estavam barrando e barraram, extremos, etc. e tal. Até aqui, de uma maneira muito corajosa. O objetivo do BB e do seus partilhas é o que era acabar com esta Corte ativista, como diriam alguns aqui. Eu quero uma Corte calma, serena, que não iria ter trabalho. Ele não conseguiu até agora. Essa eleição vai colocar também. Esta definição do destino de Israel. Se Israel vai continuar sendo uma democracia vibrante, pluralista e diversa, mesmo tendo um ambiente externo mais inóspito, ou você irá para um país permeado pelos valores da ideologia. E a ideologia cega as pessoas para a complexidade da realidade. O Proviário de latino é quase deus, volt perder e prios de mentos. Aqui é quem os deuses quer perder primeiro, ouzinho, loquece. Essa gente está inloquecida pela ideologia. Esses dois aí. Que são conceitos da rubris. É o conceito do rubris. Os deuses, quando querem fazer com que alguém seja destruído, primeiro tiram-lhe a razão. É a mesma coisa. E em isto, eu acho, se você pensa, fazer uma metáfora do passado, o que foi massada, que foi destruída. O de um grupo dominado para que ele não acompanhe a Uniperta. No episódio 70, era de Cristo, com o romano cercam a população, exáelense, e ele se suicidou colectivamente depois da resistência, no alto, numa fortaleza, numa montanha chamada massada. E, naturalmente, ficou um pouco esse complexo de massada. E eu me destruo, mas eu não sinto. Eu acho que essa gente que nós estamos falando, ficariam furiosos contigo de ouvir em uma comparação dessas. Mas enfim, nós não temos nenhum obrigação de não deixá-los furiosos. Agora, se a gente pensa, na situação de Israel, por outra perspectiva, Vinicius, eu vou usar aqui, vou citar aqui um colega jornalista, ele é um correspondente chefe do Fanancial Times, que deu um raar, mano, engraçado que agora a gente é obrigada a dizer assim, por causa dessa polarização idiota, ele ajudeu, ou seja, ele tem credenciais,
poder falar de Israel porque ele é o que ele ajuda. É porque é a ajuda e a gente vê se preocupar com o que ele diz, né? Se ele é a ajuda, se ele é alemão, se ele é argentino, se ele é de na Marquês, o ruso, o que que que que que que quiser, o que interesse é o que ele diz. Mas hoje não é assim. E o que que diz o que deu um raro, mano? Que o verdadeiro perigo existencial de Israel não é o irã. É perder o apoio dos Estados Unidos. É que ele tem uma enorme influência entre os analistas internacionais por causa da publicação para qual ele trabalha, que é um jornal global. E também porque é um profissional há muitos anos dedicado a essas questões. E a frase dele é séria, se a gente pensa no que está acontecendo agora dentro dos Estados Unidos, em boa medida nessas bases evangelicas que vocês citaram. E começam a, digamos, a surgir dentro do próprio Maga, que sustenta o Trump, uma posição em parte muito anti-semita, mesmo descaradamente anti-semita, dizendo o seguinte, "Pera aí, pere aí, pere aí, nós estamos diante do caso do rabo abandono cachorro, nós somos do cachorro, eles são o rabo, como assim eles estão abandonando a gente?" Qual é o perigo estratégico do Israel, perdeu o apoio americano, ministro? É o principal perigo na questão externa. Acho que acabamos explorar muito bem essa dinâmica interna que, em linha com os colegas falaram, acho que é crucial principalmente essa questão demográfica, enfim, não vou repetir aqui, o que já foi dito, mas gostaria de colocar que é um processo tão interno nessa questão demográfica, mas dentro daquela linha que eu falei mais cedo, é uma condição necessária mas sozinha ela não colocaria a própria continuidade de Israel, acho que é o longo desse século, em risco, grande risco está do outro lado ali do Atlântico norte, porque se os democratas voltarem ao poder, o que as pesquisas dizem hoje? Até 3 quartos dos eleitores democratas, eles são ali contra, não vou dizer absolutamente, mas eles são, vamos dizer, tem um apoio crítico no mínimo em relação aos Estados Unidos continuarem a apoiar Israel. Isso sem citar que a própria base republicana, como você muito bem colocou a base marga, ela no fundo, ela quer um retorno dos Estados Unidos ao universo Wasp, que é White Anglo-Saxon and Protestant. Então tem um componente aí dentitário forte, porque aí dá um pouco de contexto histórico, falei também antes do que se passou desde 45. Tem uma mudança fundamental dentro dos Estados Unidos que se casou com a criação de estado de Israel, que foi em corporação da população judaica no mainstream. Tem todo esse debate, eles são considerados o Judeus Brancos, um não no contexto americano até 45, eles eram super escuídos das universidades, não podiam entrar, nas instituições de maior prestígio estavam totalmente ali isolados do mainstream americano. E o maga por mais que tenha num primeiro momento, essas bases evangelicas, essa entéssia e aliança entre cristãos mais extremos e também judeus mais extremos, nós temos no fundo esse retorno ao que seria uma América essencialmente branca e cristã. E por natureza isso vai se projetar na política externa de maneira extremamente ideológica, seja na forma dos republicanos, mas na versão democrata, caso os democratas vão voltar ao poder, mesmo com esse movimento forte, ainda resiliente do Trump, mesmo com todos os erros que ele tem cometido na questão econômica, na questão militar, acho que ainda é um movimento bastante resiliente, mas alguns momentos os democratas voltando ao poder haverá essa oposição mais por outro caminho. A ideia de que, olha, Israel não é mais um aliado confiável, porque ele quer primeiro lugar, satisfazer os interesses, extremamente ideológicos religiosos, então nós, as democratas que nos opomos ao maga, vamos também nos opor a esse tipo de mecanismo que ocorre lá no Oriente Médio. Então, o risco é de ambos os lados, tanto o caminho republicano quanto o caminho democrata, ele é pouquíssimo promissor para Israel, caso Israel continua nessa toada e os incentivos para continuar são enormes em função dessa pressão democrática e só um último dado. Hoje a população, né, que ortodoxa seria de 14, 15% sendo que no começo do século era 7%, ou seja, duplicou em 25 anos. E talmente, não há? E talmente, não há. Agora, se, como foi a proposta aqui, logo no começo do programa, a gente pôr o foco bem fechado em Israel, que, que no início desta fase do conflito parecia ter uma enorme capacidade, uma enorme latitude de viação como se costuma eu ad dizer, uma grande margem para poder levar a gente o que ela quer, como é que a situação hoje agora, em função dos últimos acontecimentos dâneo, vou passar a palavra para você, mas já dizendo que vou chamar o intervalo antes para não te interromper. Em que medidas Israel perdeu a capacidade de agir como achava que podia agir logo ali no começo de 28 de fevereiro ou não. Pessoal, o intervalo é rápido, estamos esperando vocês de volta até já. [Música] De volta a dinto de avalos da área especial, hoje se dedicando a Israel e o seu papel nesse conflito Israel perdeu a capacidade de Manobra nessa fase atual do conflito dos danes arredi. É muito interessante porque Israel pelo seu tamanho, pela sua história, ele sempre tem essa sensação que vive um problema existencial. Então o Teodor Harris, quando ele começa a ideia do senismo, ele vai buscar o Império O tomando para ter apoio do grande Império O tomando para a criação de um estado de odeu ali. Quando o Império o tomando acaba, ele vai buscar o apoio do reino Unido. E o reino Unido vai ali de alguma forma com a resolução 181, mandatária da região, 1947, partilha da palestina. E depois da segunda guerra mundial, o grande patrônomo vai ser os Estados Unidos américa. E o que que eu vejo hoje é acontecendo? Hoje tem uma bomba acontecendo para o Netanyahu. Por que? Porque o Trump tem falado abertamente. Não, ele não vai fazer isso. Não, ele não vai fazer aquilo. Então o que nós temos é que, quando o presidente Trump, ele fala diretamente para o Netanyahu, será que ele vai concorrer novamente a ser primeiro ministro? Ele vai fazer o que eu mando? Isso já revela claramente que o papel do primeiro ministro e de Israel tem incomodado os Estados Unidos, tem incomodado partido político do presidente. E isso faz com que ele tente de alguma forma reverberar a sua capacidade de mandar em Netanyahu. E isso para a seleção de outubro vai ser terrível. Terrível porque? Porque em outubro eles vão perguntar será que o Netanyahu terá essa condição sim de manter forte a liança que está a unidos e Israel para nos proteger dos prováveis problemas que nós teremos aí fora? Então, inclusive o próprio Háretz tem colocado essas questões de como que a fala reiterado do presidente. Americano, não é uma vez, não são duas vezes, nem três vezes, de dizer o seguinte. Você faz o que eu mando. Então, como você bem colocou, não é o rabo que mexe o cachorro. Eu cachorro que mexe o rabo. E isso para as eleições agora para ele vai ser algo muito desafiador. Quando a gente já observa as principais pesquisas de intenção de voto tem uma possibilidade da liança e ar lapido de Bennett ganharem ali do Netanyahu. E esse discurso do presidente americano que no dia em que ele foi visitar Israel para poder fazer o discurso da vitória da guerra dos 12 dias, ele vai elogiar o e ar lapido. Ele vai falar assim, "Oh, gostei muito de você. Você é um bom líder da oposição. O Netanyahu é um ótimo primeiro ministro para a guerra. O que o Trump que agora quer desesperadamente um acordo com os iranímos? Ele precisa de um primeiro ministro em Israel que seja o primeiro ministro de paz. Então, eu vejo que é uma condição complicada e isso diminui muito a margem de ação de Israel. É em razão desse problema entre o Trump e o primeiro ministro de Israel. Se a sua é altamente especulativa que a gente tá lidando agora com o que vai acontecer e melhoramente em um conflito que até aqui driblou todo mundo graça a imprevisibilidade. A margem de manovar de Israel se reduziu ou não? Reduziu. Eu acho que sem dúvida nenhuma reduziu. Bom, é preciso também levar em conta aqui Israel, no processo do seu desenvolvimento, deixou de ser um pequeno país de gente muito corajosa enfrentando muita coisa. E se transformou em um Estado capaz de exercer uma política de poder. Não, e é isto que os israelenses de governos maiores ou menores têm procurado fazer. Agora, o isolamento de Israel no mundo hoje é muito grande. No passado mais recente também foi.
porque a causa palestina acabou assumindo uma dimensão na opinião pública que afetou a conduta dos estados, portanto aquela boa vontade com o país democrático de valores sociais democráticos numa região onde isso não vise java, deixou de ser o ativo de legitimidade que antes isso já vem um bom tempo nessa. Já vem um bom tempo mas digamos assim até o próprio charon havia espaço para isso e todos aqueles outros que o antecederam. Agora no momento não dá para Israel poder sobreviver direito no mundo desta, desta com essas características sem um apoio de uma grande potência mega potência no caso como os estados unidos. Então o problema da posição norte-americana é crucial e ela tende a se tornar cada vez mais difícil para Israel porque se o objetivo do Bibi e das pessoas que o apoio é acabar com o ira dos aiaatolas, isso não está no horizonte do visivo e não é do interesse dos norte-americanos. O objetivo primeiro dos americanos é evidentemente o problema nuclear e o estreito, não? É diferente da visão. Agora não crie, é uma coisa que eu tenho dito sempre analisando essa história desde o começo. E olha, o uso da força para reacessir a um ataque do caso da ramás é uma coisa compreensível. Agora depois o que vai ser o de after? O que não vou fazer depois de temos conseguido uma expressiva um expressivo resultado militar? Isso nunca entrou nas explícitas conserações do governo do Bibi. Você está mencionando um fator dos mais críticos hoje na política internacional, que a gente olha países como Alemanha, por exemplo, com já a relação com Israel por motivos que não precisam ficar repetindo aqui, foi sempre muito especial em verteu, seja. É extraordinário ver na opinião pública alemã com o grau de animizar e de hostilidade em relação e aí já não é mais em relação ao governo não, hein? É um grau de hostilidade em relação à própria o estado de Israel é uma virada de opinião altamente preocupante, que se traduzem em outros lugares, como por exemplo na França, com denunciar os graves de anti-semitismo em ascensão. No próprio Estados Unidos a gente vê hoje subindo anti-semitismo de forma gritante, em boa medida influenciada por esse mundo das redes sociais, da revolução tecnológica e tudo mais. Agora, quando a gente volta um pouquinho o que vocês abordaram muito atrás no programa, usando o 2025 como data base aí na expressão do Dani, e que Israel começa a estender uma rede, vou dizer a liância, se são absurdo, mas uma rede de, digamos, de contatos com países vizinhos em outra perspectiva do que até a li existia, essa ultima ação militar parece ter destruído qualquer esperança disso, não só pelo papel de Israel, mas sobretudo porque muitos os países ali na região que consideraram os acordos de abrão, ou seja, a normalização entre aspas das relações com Israel submetido a questão do estado palestino, hoje, consideram que o Israel tornou inviável com qualquer estado palestino, portanto isso que poderia ser oferecido às próprias populações árabes, como uma recompensa pela normalização com Israel não vai existir dois, que Estados Unidos são esses que nós conseguem garantir um mínimo de segurança numa situação dessas, como é que eu vou me virar? É isso que Israel provocou, na verdade a situação contra a lo que ele teria sido melhor? Nós temos o ilhano aqui o seguinte cenário, o como professor ministro Láfer falou, a questão de que é necessário garantir a existência de Israel via uma grande agemonia, e aí nós temos um processo que precede tudo isso que a gente acabou de discutir, que é o próprio relativo declinio dos Estados Unidos, sei que não tem uma ligação direta tão óbvia, mas se a gente trazer aqui dois atores que o próprio Trump reconhece na sua estratégia de segurança nacional publicada no fim do ano passado, como players que se não são equivalentes aos Estados Unidos, que seria uma espécie de primos interpares, Trump parece reindicar o que uma condição egemonica dos Estados Unidos, superior, mas não exclusiva como foi no pos-guerra-fria em relação à China e Rússia, que tem interesse esforchíssimos naquela região. Então tudo isso que a gente está discutindo, acho que é necessário também problematizar nesse ponto de vista e talvez seja esse o erro de cálculo do qual estávamos falando anteriormente do ponto de vista sobretudo de Israel, onde que entram as novas grandes potências, gostemos ou não delas, mas que tem muito mais o que poder econômico, que faz com que visões, sei que é uma categoria super complicada, que principalmente acho que o professor láfer critica, mas vamos usar aqui na falta de coisa melhor, o sul global, o sul global que antes via Israel como algo legítimo para de ver legitimidade, não apenas por conta dessas últimas ações lideradas pelo Netany Arro, mas pelo a própria mudança no equilíbrio de poder no mundo, que é a função da ascensão desses mercados que viram potências emergentes. Então, e a gente tem que colocar nessa equação não apenas o que se passa domésticamente lá nos Estados Unidos, aliança entre evogélicos e ali o pessoal de Israel, dentro dessa lógica da construção do Gran Israel, não apenas o que se passa na Alemanha, que também podemos entender como uma potência relativa declínio, sobretudo nos últimos 10 anos perante a ascensão da China no campo ali, trazendo um pouco da questão econômica de máquinas, bem de capital e carros, sobretudo a questão tecnológica aí dos veículos elétricos, mas também pensar como que não é mais um mundo, não apenas do multilateralismo como o tio mencionado antes, mas um mundo centrado no ocidente, o que garantiu a existência de Israel em grande parte até hoje do ponto de vista da ordem internacional, a ordem centrada no ocidente e gostemos ou não nesse fato, essa ordem está cada vez mais descentralizada. Então, aquilo que, por exemplo, não importa o que ocorrer com os acordos e abrão, as potências do golfo, fizerem, mas ao mesmo tempo, pensarem nos seus interesses com a China, em diretamente impactar a capacidade tanto dos Estados Unidos de protege a Israel, quanto de Israel, de ainda que muda o rumo da sua política interna, lidar com os seus principais vizinhos, e também com a Europa cada vez mais desacreditando ali, como você bem colocou em relação à própria viabilidade de Israel como estado. Bom, pessoal que nos anda acompanhando essa altura, está pensando o seguinte, vocês falaram que tem uma eleição desses íbios a Israel, ela vai trazer o que? As últimas pesquisas, Danes Aedin, dizem que vai ser 61 a 61, estou brincando porque o que nesse é, tem 120, mas que é impossível prever uma maioria, porém, porém, com o seguinte, disclaimer. O bloco liderado por Bibi é coeso, embora minoritário. Os blocos ou o bloco que se poderia formar em oposição a ele, é grande, mais dividido em três pedaços. Teremos Bibi por um bucado mais de tempo? O dilema hoje dá direito e da senh direito, esredência, exatamente essa, e tem um problema adicional. E qual que é o problema adicional? Porque mesmo que o Iar Lapid e o Bennett, juntem força, eles vão precisar de mais apoio. E tem uma atura ali que pode fazer toda a diferença que é a lista árabe. Então precisa de uma pergunta que, exatamente, tem de são dez lugares que eles teriam em 120, ao bucado. E qual que é o problema? O problema é que nenhum deles dá centro-direita que é dizer que vai receber o apoio da lista árabe, em razão do que aconteceu em Gaza. Então você tem um quadro doméstico que faz com que a oposição abra a mão dependendo da situação de dez cadeiras. Eles não querem nem a estrema direita e nem o apoio dos árabs. Dos árabs que foram essenciais para a eleição do Bennett e do Iar Lapid lá atrás, que que destronou o Benjamin Netaniarro. Então eu acho que essa sua observação é muito importante, William, porque o Ben Giver, os Smotris, os Ultro-Orto-Adóxos, eles são um grupo coeso. E o Benjamin Netaniarro compreendeu isso muito bem em 2019, que foi um grupo coeso.
infernal para ele e para as eleições em Israel e ele só encontrou essa habilidade quando trouxe a extrema direita junto com os ultrotodoxos. Os chás sempre tiveram junto com eles, mas a extrema direita ali ele encontrou uma possibilidade de ficar quatro anos. E agora nós temos quase com empate técnico entre a centro direita, a direita de um lado e os ultrotodoxos e a extrema direita do outro e quem pode ser esse peso que está ali não são os trabalhistas praticamente mortos dentro da política esreelência. Não estou desprezando, mas quem já viu e quem vê hoje o trabalhismo dentro de Israel é uma coisa muito triste, né? Muito triste. Então só um é a lista arbe e eu vejo que o grande lema vai ser até quando o Iar Lapid ou o Bennett ou outra liderança da centro direito ou da centro, né? Vamos colocar até a mesa da centro esquerda. Vão estar dispós a abrir mão desse certo protagonismo para fazer frente a era Bibinetaniarro que já é o primeiro ministro mais longevo da história de Israel. Se o meu número está correto, se ó, 21% da população de Israelense são árabes e as alências. Tem um peso considerável em qual a população de qualquer país 20% então é um número grande. Eu sei a pergunta é quase, é quase, ela é muito oã, mas eu acho que ela tem que ser feita nesse momento. A sociedade Israelense está conseguindo lidar com a questão árabe interna. Acho que está lidando com muito mais dificuldades por conta de aquilo que aconteceu em Gaza, não que criou aí um clima onde mesmo as pessoas mais abertas e com compreensão do que estava em jogo se sentiram meio incolhidas. Agora, como nós aqui comentamos, a chance de devolvar o Bibi e a sua coligação por um outro grupo que não seja este que vem dominado parte do apoio da lista árabe. Quer dizer, isso diguiu que não estou lá e que ficam analisando também de fora e o que eu acho que seria uma boa coisa e seria desejável para a vida futura de Israel. Pertalmente você olha para Israel, eu mesmo olho para Israel, temos aí uma compreensão do que significa a criação, a vida, etc. E o risco é que o Bibi ponha isso tudo a perder. Então, eu espero que venha por aí. Se vai vir ou não, não sei. Eu também espero várias coisas em relação à política brasileira que não estão acontecendo. E também penso que os trabalhistas são como o meu antigo partido PSDB. Tem ainda alguma presença, não é nada comparado aquilo que foi. Com o corpo com as análises, principalmente a política, é muito difícil que o Banut acabe por destronar o Netanyá, as rospeis quisas são claras e inequívocas em demonstrar uma ligeira vantagem que pode ser decisiva até as eleições. Claro que ainda temos mais cinco meses, quatro meses. Cinco meses de guerra. Guerra interna, interna, também nós precisamos pensar muito de fio de muito difícil, sem bem o resto, de se identificar no atual momento como que vai se desdobrar a questão iraniana, porque a cada dia o Trump anuncia que haverá um acordo e não há um acordo. Como que isso reverbera ali na política dentro de Israel como a gente já discutiu, vai tirar votos necessariamente do Netanyá ou a dinâmica interna identitária como nós já exploramos, que vai prevá-lo ser. Se eu fizer uma combazia sobre como a política ao redor do mundo está se desenvolvendo, acredito que a questão doméstica identitária pode prevá-lo ser sobre qualquer racionalidade, cuja existência na política, seja a esraelência ou em qualquer outro modelo democrático está aí em check para dizer o mínimo. Ironicamente, acho que nas autocracia, como a China, por exemplo, e aqui não é uma defesa do China, mas uma triste constatação, onde nós vemos mais racionalidade do que ideologia natomada de decisão, seja em termos política interna, seja em termos de política externa. E no caso, de Israel, que parece prevalecer essa continuidade desses fatores que distanciam o Estado esraelense do seu projeto original, o projeto circular. Por último, Dani, para a gente encerrar o programa, é boa parte de que o Trump tentou fazer esses últimos. eu vou dizer, deje abriu quando teve cessa fogo, aí é o impenho dele em obter de alguma forma, algum tipo de entendimento, um pouco mais abrangente, e a sensação que nós tivemos e que se confirmou que Israel, a cada passo, torpedeou isso, até chegar àquela crise pública, com aquelas palavras, que o Trump disse no ouvido do Israel direto e ao vivo. Israel cederar a Trump? Eu acho que vive uma condição muito sensível, porque Israel é uma potência militar, tem a superdade de Aérena região, mas ela é uma potência dependente e o Netanyarro fala abertamente sobre isso, de que nos próximos anos, Israel vai buscar-se tornar cada vez menos dependente do poder militar americano, mas hoje ele é muito dependente, e uma constatação óbvia foi que os iranianos, a mais de mil quilômetros de ali, conseguem criar problemas com seus missas dentro de Israel, né? O custo social disso, o custo humano disso, o custo político, de imagem, então é uma situação muito complicada, porque o Netanyarro, ele precisa de dois apoios principais. Um primeiro apoio com o ministro Láffer é que é de uma turma muito complicada, nós estamos falando da extrema direita, que sustenta o governo dele, que agora vai ter eleição, tudo bem, mas outro lado ele também depende dos americanos, então é esse cálculo, até que ponto ele vai e diz, não vão bombardear mais da ria, tá bom, eu não vou jogar sem te avisar, mas por outro lado faz outros ataques que tentam de certa forma, ressignificar a ação de submissão, para a ação de reafirmação. Então eu vejo que o tempo todo, o que tem gerado, né, esse desgaste forte, é que é justamente a continuidade dessa guerra sem fim, que cria as condições de um governo sem fim pro Netanyarro. E o problema que essa guerra sem fim do Netanyarro vai gerar um fim no governo do Donald Trump. Então eu acho que a pressão dos americanos, você cada vez maior, para que Israel tente se acalmar e eles não têm alternativa a não ser ressignificar os palavrões, ressignificar as ordens e de alguma maneira dizer sim aos Unidos, porque eles dependem daquele pães. Ah, mas isso bebido foi muito bom, assim, ensinicamente falando, o Trump disse no telefone, eu afoco em crazy, e ele traduziu isso como temos divergência atáticas. A tradução moderna, da expressão clara, não, não, não é uma divergência atática, você achou que ingarça, você diz, não, mas é uma pequena divergência atática. Pessoal, eu estou encerrando esse programa especial, especial, porque é raro a gente fazer um programa aqui no da Línero da Vospecial dedicado a um único país, mas Israel eu achei que a gente tinha que ter essa atenção por causa do peso que tem nesses acontecimentos, que os não afetam tão diretamente, não quer começar meus agradecimentos por você, Celsius. Celsius Láfrica, professor Eméria, estamos na UCI, foi nosso ministro da Lação Exteriores, muito obrigado pela participação, remoto a agradeço ao Dani Zahreirim, muito obrigado Dani, Dani é professor de regrações internacionais, líder do grupo de subsoberente médio, da mesma instituição que é a pouco de minas. Obrigado Dani, pela participação no programa, Vinícius, muito obrigado, Vinícius Rodrigues Vieira, professor da FAAP, da FGViro EDP, pela presença aqui no programa. Meu agradecimento especial é você que nos acompanha, até a próxima, pessoal.
Podcast Summary
Key Points:
Israel enfrenta um grave isolamento internacional e doméstico após a guerra em Gaza, com sua posição pior do que no passado.
O governo de Netanyahu é descrito como messiânico, radical e ideológico, priorizando a sobrevivência política do primeiro-ministro sobre decisões técnicas e racionais.
A aliança entre Netanyahu e Trump, ambos de extrema-direita, levou a decisões militares equivocadas, como o ataque ao Irã, baseadas em arrogância e desprezo por assessorias técnicas.
A guerra não alcançou seus objetivos principais
A ideologia messiânica, que defende o conceito de "Grande Israel" e desconsidera a solução de dois Estados, tornou os objetivos estratégicos de Israel mais distantes e agravou a crise regional.
Summary:
A transcrição analisa a situação atual de Israel sob o governo de Netanyahu, destacando seu isolamento e fragilidade após o conflito em Gaza. Os debatedores apontam que, apesar das vitórias militares iniciais, Israel está em condição pior devido a decisões ideológicas e messiânicas que ignoraram assessorias técnicas. O governo de Netanyahu é caracterizado como radical, focado na sobrevivência política do primeiro-ministro e alinhado à extrema-direita de Trump.
A guerra não conseguiu derrotar o Hamas, o Hezbollah ou conter o Irã; ao contrário, fortaleceu a resistência iraniana e expôs vulnerabilidades israelenses. A ideologia messiânica, que defende o conceito de "Grande Israel" e rejeita a solução de dois Estados, tornou os objetivos estratégicos mais distantes. Além disso, a aliança com grupos cristãos evangélicos nos EUA reforça essa lógica irracional.
O isolamento internacional de Israel cresceu, especialmente na Europa, e a crise doméstica ameaça a permanência de Netanyahu no poder. Os debatedores concluem que a sobreposição da ideologia à racionalidade levou a erros estratégicos, aprofundando a crise regional e global, sem perspectivas de paz duradoura.
FAQs
Israel está em uma condição pior, com isolamento mundial e instabilidade política doméstica, especialmente para o primeiro-ministro Netanyahu.
A guerra isolou Israel da Europa e diminuiu sua imagem democrática e liberal, tornando o país menos aceito globalmente.
Os objetivos são acabar com o Hamas, conter o Hezbollah e frear a influência do Irã, mas essas metas não foram plenamente alcançadas.
O governo atual é sustentado por radicais religiosos e messiânicos, que priorizam a ideologia sobre a racionalidade estratégica, levando a erros de cálculo.
É uma visão bíblica que defende a expansão territorial de Israel até o Eufrates, mas essa ideia torna os objetivos políticos mais distantes e inviáveis.
O Mossad é eficaz em ações táticas, mas falhou em interpretar as tendências políticas do Irã, influenciado por nomeações políticas e não técnicas.
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