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Prosa Agro | Os novos usos industriais do trigo no Brasil

39m 32s

Prosa Agro | Os novos usos industriais do trigo no Brasil

A transformação do trigo brasileiro é marcada por avanços genéticos e industriais que superaram a antiga percepção de qualidade inferior. A partir da Instrução Normativa 38, o trigo passou a ser classificado por uso (pão, melhorador, etc.), direcionando cultivares para atender demandas específicas da indústria, especialmente a panificação, que consome 65% da moagem. A funcionalidade da proteína (glúten) tornou-se prioridade, medida por testes de extensibilidade e elasticidade, em vez de apenas teor proteico. O trigo evoluiu de matéria-prima para plataforma industrial, sendo fracionado em amido, farelo e proteína, usados em etanol, glúten vital, cerveja e até tecidos. O projeto da B.A.I.T.E., no Rio Grande do Sul, exemplifica essa nova fase: produz 20 mil toneladas anuais de glúten vital e 210 milhões de litros de etanol, aproveitando 100% do grão e gerando CO₂. Isso reduz importações (Brasil importava 20-24 mil t/ano de glúten) e oferece ao produtor uma alternativa estável de comercialização, mesmo para trigo de qualidade inferior. A iniciativa atende à crescente demanda por proteína vegetal (incluindo mercado PET) e fortalece a cultura de inverno, tornando o trigo mais atrativo e seguro economicamente.

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5057 Words, 29416 Characters

Portuguese
[Música] Olá, eu sou a Marina Marangou, analistada com o Storia Agros e tal VBA. Nesse editorial convidamos especialistas que são referência no agro para discutir temas relevantes do setor. Aproveito para relembrar que todos os materiais produzidos pela constoria estão disponíveis em nosso site, com acesso pelo link nasce nops e desepisódio, e por lá você também pode se inscrever para receber os nossos conteúdos, por e meio ou participar da nossa comunidade no WhatsApp. E hoje o tema da nossa conversa é o trigo. Ao longo dos últimos anos, o trigo brasileiro passou por uma transformação importante, que vai muito além da produção do campo. A cadeia evoluiu em termos de genética, qualidade, exigência, industrial e principalmente, na forma como o trigo passou a ser enxergado como insumo estratégico para novos mercados e aplicações. Para discutir esse novo cenário, nós convidamos uma especialista que acompanha essa evolução de perto. Está conosco hoje a Kenia Meneguzi, a Kenia especialista na cadeia do trigo, e atua mais de 12 anos, conectando-se em ser indústria e mercado no agronegócio da América Latina. Ao longo da sua trajetória, como a experiência em qualidade industrial, a avaliação de cultivares e desenvolvimento de novos negócios para o trigo. Além de participar da criação de metodologia de testes industriais e de materiais técnicos, em parceria com entidades como abitrigo e abimap. Atualmente, a Kenia é executiva de vendas da bieite e está diretamente envolvida em projetos que marcam uma nova etapa do trigo no Brasil. Kenia, seja muito bem-vinda ao nosso episódio do Prosa Agrar. Obrigada, Mari. É um prazer imenso estar aqui em poder falar dessa cultura que é tão importante para a segurança alimentar a nível mundial e está ganhando um novo espaço no Brasil, que é o assunto que nós vamos conversar hoje. Sim, a gente tem muito pra conversar hoje, a gente vai passar por diversos temas aqui, genética, vamos falar sobre o teu proteína, vamos falar sobre o projeto da bieite que é muito interessante traz novas formas de uso pro trigo, mas pra começar a Kenia. Eu sei que você tem uma trajetória que acompanha o setor, há algum tempo, tem bastante conhecimento. Eu queria trazer uma questão que a gente vê que o trigo brasileiro, ele, por muito tempo, tinha uma percepção de uma qualidade inferior quando a gente comparava aí com o importado. Eu queria saber primeiro se essa avaliação ainda se sustenta e quais foram os principais avanços que permitiram essa mudança. A gente sabe que teve uma mudança. E na sua visão, se ela foi impulsionada aí, principalmente por uma evolução do campo, se teve alguma exigência aí por parte de indústria, se tem genética, avaliando aí, tentando valorizar o trigo nacional em relação ao importado. Ótima pergunta, Mari. Vou começar respondendo a sobre a percepção do trigo nacional, então hoje ela não se sustenta mais, o que se sustenta na verdade é a qualidade industrial, é a qualidade da proteína. E isso teve uma mudança com dois pilares principais que foi a genética e também a avaliação da indústria. Então a indústria também passou a avaliar o trigo nacional de forma diferente, principalmente buscando o quê? Classificar por uso. Então não existe trigo ruim, existe trigo mal direcionado. Desde que eu saiba posicionar, cultivar, eu vou ter um excelente uso industrial. Então esse é o primeiro ponto. O segundo ponto com relação à genética, vou já tomar um pouco da história, porque os primeiros avanços, eles aconteceram porque houve mudança na forma de comercialização do cereal. Com o fim do Decreto Lei dos NS10, que era de 1967, na década de 1990, onde o governo comprava todo o trigo e disponibilizava cotas para os moíneos moerem. Então o moinho nunca podia ir até o produtor, ser lista cooperativo. O governo disponibilizava os lotes comerciais e eles tinham que produzir a partir daqueles lotes. Então eles não tinham como buscar outras referências porque era o que era possível moer. Quando houve a extinção do Decreto Lei, eles começaram a acessar cerealistas produtores e também mercado externo. E aí houve essa identificação de que o trigo importado era diferente do trigo nacional. Mas realmente, havia um caminho que deveria ser percorrido, principalmente pensando em melhoramento genético, na busca de melhoria do trigo, voltado para o atendimento dos autorquizitos da indústria. Com a chegada da inscrição normativa 38, de 2010, houve uma clareza muito maior, uma comunicação do que era necessário para um trigo ter a qualidade que atendesse a indústria. Então, a partir da inscrição normativa, nós tivemos aquela cifracção do trigo em grupos em tipos e em classes. E aí, quando a gente fala em indústria, pensando em qualidade industrial, as classes, cinco classes, definem a qualidade do trigo. Então, isso tornou muito mais claro as questões qualitativas e permitiu com que tanto a genética, quantos produtores entendessem qual era a exigência do nosso mercado? Muito bom. E aí, eu acho que a gente já pode puxar, então vamos falar um pouquinho mais de genética. E eu sei que você tem uma traditória aí, também acompanhando a questão do melhoramento, genético. Eu queria que você trouxer esse qual foi o principal papel, na verdade qual foi o papel da biotecnologia tradicional, isso sem uso de transgenia, nessa evolução do trigo no Brasil. Porque muitas vezes a gente vê que o debate sobre melhoramento acaba focando muito em produtividade. E aí, na ediante de tudo isso que você trouxe aqui pra gente o trigo, a qualidade tem um peso industrial muito importante. Então, como que a genética conecta essas duas coisas? Essa pergunta é essencial, porque quando a gente entende o mercado interno brasileiro, que principalmente é voltado à panificação, então 45, 46% do que nós moemos, que são 13 milhões de tonelada por ano, nós destinamos ao mercado de panificação. Se a gente somar os 19%, que é utilizado para farinha doméstica, isso dá a 65%. Então, olha, o quanto é significativo a qualidade industrial para atender o nosso maior mercado. A partir desse entendimento, então, houve um norte muito mais claro pro trabalho do melhoramento genético. E aí, eu sinto um ponto extremamente importante, essencial, que as empresas melhoramente genético tem na comunicação entre os elos dessa cadeia, porque há uns 10 anos atrás, 12 anos, se intensificou essa comunicação como ouvindo a demanda do produtor, que é a produtividade, que é realmente o que faz com que ele pense na cultura. E as indústrias que têm a demanda do consumidor, que conhecem a sua própria necessidade de atender essas especificações. Então, o pilar central é a empresa de melhoramento genético, podendo trabalhar com as demandas e desenvolver com diversas que as atendam. Sim, sim. E aí, a gente sabe que um dos indicadores, que é muito usado quando a gente está falando de trigo, é o Teoda Proteina. Então, eu queria que a gente explorasse um pouquinho mais, porque a gente sabe aqui que mais proteína não significa necessariamente melhor qualidade. Então, por que essa funcionalidade da proteína é tão determinante para o desempenho industrial, para o que a indústria demanda do trigo? E do ponto de vista da indústria, o que muda quando você trabalha com uma proteína que é mais funcional? A proteína do trigo é uma das mais ricas, pensando em funcionalidade de ingrediente. Então, ela é formada por duas proteínas, basicamente, em soluva e esglia de neglutenina, e são essas proteínas que realmente entregam as características que a gente busca de uma formação de uma massa, que tem esta habilidade para suportar os mais diversos processos. Fariamentação, até o próprio trabalho mecânico, para a produção das massas, então, a funcionalidade da proteína, ela está muito atrelada a sua capacidade de extensibilidade e elasticidade. Então, é isso que a gente busca proteínas que têm um qualidade. Geralmente, a gente pensa, quanto mais melhor, não é o caso da proteína no trigo. A gente quer, sim, um limite que possa ser considerado o suficiente. Hoje o mercado trabalha com 12, 12,5%, que isso também em base a muitos contratos de exportação, mas a gente sabe que é fundamental que aquela qualidade seja funcional. E aí, para isso, a gente tem diversos testes que são feitos desde o recebimento do lote até os testes que são feitos na indústria, exatamente para aprovar a qualidade funcional da proteína aqui está no grão. Então, o trigo nos entrega algo que é essencial e fundamental para atender a nossa maior demanda no Brasil e a nível mundial a busca pela qualidade de proteína também é sempre uma constante. Tinha, acho que outro tema que é bem legal da gente trazer aqui, é como o trigo começou a ser visto para outros tipos de uso, indo além da matéria prima como farinha. Então, qual foi o momento que a cadeia começou a enxergar ele como um insumo industrial com os os mais amplos? O trigo parou de serviços apenas como matéria prima e hoje ele é visto como uma plataforma industrial. Ele é enxergado por frações. Então, ele tem a sua fração de farelo, a sua fração de amido, a sua fração de proteína e tudo isso tem muito valor. Então, ele passa hoje a ser um ingrediente. Você sabia, Mari, que é possível fazer tecido a partir do trigo? Então, são tantos usos, ele é possível de utilizar-lo de tantas formas. Então, a gente faz o isque, a gente faz díngua, a gente faz vódica, a gente malteia para a cerveja. Agora, nós vamos ter o etanol, a primeira indução de gluta em vital. Então, todas as frações são muito aproveitadas, seja, para alimentação humana, alimentação animal e diferentes usos. Mas essa mudança realmente foi a partir do ponto em que a gente iniciou a pensar o grão por suas frações e o que demais nobre nós conseguiríamos aproveitar dele. Muito legal, né, que essa informação aí de que a gente consegue fazer tecido é nova. Acho que dá cerveja pessoal já está um pouco mais acostumado, tem uma boa demanda. Mas você comentou aí do gluta em vital, eu acho que tem esse projeto da viete com essa primeira fábrica. Então, queria que primeiro você respondesse, acho que para quem está ouvindo, explicar um pouco para a gente o que é o gluta em vital para quem não está tão familiarizado com o tema. E por que que ele se tornou tão estratégico? É engraçado, Mari, porque a gente houve muito se falar de gluta em vital, mas na prática e efetivamente pouco você sabe sobre o gluta. Então, o gluta é a proteína do trigo. E quando a gente fala em proteína do trigo, é de novo, né, a guia de neglutenina que formam essa rede que é tão importante para diferentes processos. E quando a gente fala gluta em vital, essa referência vital é em função de manter a funcionalidade da proteína. Então, para que a gente consiga extrair somente a proteína, são diversos processos, né, para nós termos essa produção de proteína separada do amido, separada do farelo, né. Então, todo esse processo deve manter a qualidade e a funcionalidade da proteína. É importante também trazer alguns dados novos de demanda de mercado em você, um do gel P1 das canetas, que estão tão famosas e difundidas à nível mundial, no Brasil, 4% da população já utiliza. 26% da população tem interesse ou gostaria de utilizar e aí por diversos fatores, receio ou até condições econômicas ainda não utiliza. Mas isso é um fato que com a queda da patenta e talvez realmente isso me higre para efetivamente um uso. E isso faz com que a dieta também inmode. Então, já existe uma demanda fora do Brasil em países onde esse uso é maior por proteína e a proteína do trigo é uma proteína vegetal, né, que tem um perfil de aminoácidos muito interessantes. Então, a nível nutricional ela também consegue agregar muito valor e nós já também estamos olhando para trabalhar com a proteína do trigo, não gluta em vital, mas a proteína em se isolada e duralizada para fins de alimento, para fins de suplemento. Então, é um mercado novo que se abre com um potencial gigante, não só nível Brasil, mas a nível mundial também que a gente também já está de olho. Sim, é muito legal porque quando a gente olha para o mercado de trigo, eu acho que o uso ali das canetas ela tem sido algo que é muito discutido, não setora aí que se preocupa bastante com os riscos que isso podem ocorrer para um consumo e trazendo esse dado e o aproveitamento que está super conectado a essa cadeia que se estruturou, que estudou, que entendeu todo a complexidade da genética ali do trigo, que também pode ganhar um espaço ali de acordo com uso de proteínas aí, uso da proteína e conquistar um mercado aí que talvez a gente se preocupa muito, mas acho que a gente encontra soluções, então, muito legal essa informação que você trouxe. E Mari, pode falar. É só para complementar essa questão das pessoas, realmente, que voltam para saudabilidade, se preocupam com isso, é importante falar aqui que nós temos, pensando em proteína, do trigo, nós temos um por cento da população, que é intolerante, que são as pessoas celicas e 2% da população mundial que têm alergia a luta. Então é tão pequena essa participação das pessoas que oferecem alguma alergia ou até mesmo as intolerantes, que esse mercado é um mercado gigante e que, de novo, é mais de 40% das calorias, das proteínas que são necessárias para a ingestão humana de área, provém desceriais como trigo, um ilho e o arroz. Então a gente não pode negligenciar essa cultura que é tão importante para segurança alimentar. Com certeza, porque acho que às vezes a gente cai num discurso, como não é sem entender tanto, então até para isso que a gente sempre traz especialistas do setor aqui para que a gente consiga chegar num público com informações irrelevantes e muito legal que a gente entrou nesse assunto do consumo. Mas eu queria voltar para o gluta invital, queria que você trossesse um pouquinho, explorar um pouquinho mais as características que o trigo precisa ter para essa produção do gluta invital, ser competitiva, ter qualidade. Eu queria que se você puder trazer um pouquinho sobre o projeto da Biente, dessa primeira fábrica, como é o avanço da cadeia que você já comentou, permitiu passar a pensar nesse tipo de produção que aí você me corrige, que até majoritariamente era trazida por importações. Então, conta um pouquinho do projeto para a gente, por favor. Tá bem, eu vou começar de trás para frente, já respondendo, porque acho que ficar até mais dinâmico. Então, a Biente veio com esse projeto principalmente por duas demandas, inicialmente pela demanda de etanol, porque o Jogre do Sul não produz. Então, o princípio foi voltado ao etanol. E aí, por avalhar o trigo como uma plataforma industrial por suas frações, a gente precisava aproveitar melhor a proteína. Então, unimos duas frações muito importantes em maior percentual do grão, que são proteína e amido para produzir gluten e etanol. Hoje, o Brasil, e no meio dos últimos anos, importa cerca de 20 a 22, 24 mil toneladas anos de gluten vital destinado ao mercado de alimentos e também ao mercado de pete, enfim. E nós somos o maior importador da América Latina. E essa realidade vai mudar agora com o início das atividades da unidade de gluten e etanol da Biente. Nós vamos produzir 20 mil toneladas anos. Dessas 20, 27 mil toneladas anos, nós já temos dois contratos para a exportação. Então, olha a aceitação e o quanto mercado está no tamanho acredita no trigo que nós produzimos e na qualidade que é produzida aqui. A B.A.E.T está inserida na principal região de produção de trigo do Gil Grande do Sul. Em termos de área, em termos de quantidade, em termos de qualidade do trigo, nós estamos numa das melhores infregões do estado. O estado do Gil Grande do Sul possui 38 moinhos em atividade e eles morem com o som em dois milhões de toneladas, mas a gente sempre produz mais do que com o som internamento. Então, existim um excedente que agora a parte desse excedente pode ser industrializado, gerando renda para todos os elos da cadeia e tornando a cultura de inverno mais atrativa por ter essa segurança de comercialização. Para fecharmos essa pergunta bem ampla, nós vamos ter grandes oportunidades. Nós somos o segundo produtor de razão animal para PETES mundial. Então, e é um mercado que cresce. Hoje nós temos 4.7 PETES por lá no Brasil. Tanto para elemancer uma maneira, quanto a alimentação animal, nós vamos ter uma tendência de crescimento em tudo que for voltado à proteína. E isso é extremamente positivo. E só para nós finalizámos essa pergunta, Mari, você questionou a respeito da qualidade. O que é preciso para atender esse mercado? Os trigos que já são produzidos no Brasil, eles atendem muito bem, também a demanda para a produção de gluten vital, porque a maior demanda que é o mercado de perificação também é extremamente exigente por qualidade. Então, além da B.A.I.E.E.E. escolher algumas cultivares para fomentar juntos produtores, nós também vamos ir a mercado comprando cultivares que têm essa especificação de qualidade e para que eu possa traduzir na linguagem da instrução normativa 38, seria uma classe melhoradora e pão que nos atendem. É ótimo, perfeito. Acho que você comentou um pouco ali do projeto da B.A.I.E.E.E.E.E.E.E.E.E.E.E. achei bem legal como vocês se planejaram a linda do local, onde seria melhor. E você comentou rapidamente a questão que começou pela etanol de trigo. Então, se você puder trazer que, indo além do gluten vital, como foi esse avanço para o etanol de trigo, como esse uso, ele se encerre nessa lógica do trigo, sendo usado como uma materia prima industrial que vai além da alimentação. Então, a nossa preocupação realmente era produzir etanol, jujando sul, que não tem produção de etanol. E a cultura do trigo, ela é importante em função do cultivo no Inverno. Então, nós temos muita área que não é utilizada no Inverno e é exatamente nesse cenário que o projeto foi pensado também para aumentar a produtividade e também fazer com que as propriedades tenham essa receita no Inverno. Além disso, a nossa indústria vai produzir 210 milhões de litros ano, então, é uma produtividade significativa, porém, até em de 20% da demanda do Estado. Então, ainda tem oportunidade para crescimento e a partir da produção do etanol, Mari, nós também vamos produzir dióxido de carbono, que é a primeira indução no jujando sul a produzir dióxido de carbono. Então, tudo que entra do grão é 100% aproveitado. E aí, que está a arrequeza do projeto, é você aproveitar 100% da materia prima. E a B.A.I.T.E.E. é especialista em produção de mil como estívio, produção de energia, energia limpa. E nesse sentido também, ela traz isso para a nova unidade de culto em etanol aproveitando 100% da materia prima da melhor forma possível. Então, isso é muito característico da B.A.I.T.E.E. e além disso, o compromisso com qualidade e sustentabilidade é diário nas nossas indústrias. Muito bacana que é o projeto da B.A.I.T.E. e eu acho que eu queria inserir isso um pouquinho para o mercado aqui de Trigo Brasileiro. Como que você vê que esses dois usos glutam-vital e o etanol podem ajudar a ampliar as possibilidades de destino do grão? Essa pergunta extremamente irrelevante até para trazer essa informação a nível d produtor, a nível de serelista, a nível de cooperativa. É uma perspectiva totalmente diferente porque eu tinha um mercado voltado para a qualidade que é o mercado de planificação, o mercado que os meninos absorvem, o grão. E o nosso próprio projeto de glutam-vital muito voltado para a qualidade. O etanol é mais flexível. Então as classes, as outras classes que nós temos de Trigo, elas podem muito bem serem utilizadas para a produção de etanol. E isso vai auxiliar aquele produtor que talvez teve uma dificuldade de demanejo, que talvez passou por uma interpere durante o estado de enol à vora. Então isso traz uma certeza de comercialização, porque nós vamos estar em mercado todo ano, porque a nossa produção é um diária constante. Nós precisamos atender a demanda da indústria. Então nós temos que ter a matéria prima. Ele vai ter esse mercado disponível, vai ter mais uma opção. E nós não estamos competindo com as indústrias já alocadas no estado. A gente só vai ter mais uma opção de comercialização. E, dentre todo o volume que hoje é exportado, mais de 500 mil toneladas ficarão no estado sendo industrializadas. Isso gerar o queisa não só para o estado, para todos os produtores, para serialistas, para quem vem de químicos. Enfim, a economia circulando de uma forma que traz benefícios a todos. Com a relação aquilo que ainda precisamos avançar nesse sentido, é que ainda, se você observar o histórico de área das últimas safras, é um elétrico cardiograma. A gente precisa avançar numa estabilidade de área. Isso é para ter. Porque se você for verificar históricamente, a média do Brasil é 2 milhões e meio de hectares semiados todo ano. Mas tem anos que baixa de dois, tem anos que vai para três. Isso é para criar uma estabilidade. É um dos produtores, de fato, que todo ano aposta em na cultura. O melhoramente genético, por sua vez, faz o seu trabalho. As empresas de químicos estão avançando para questões de manejo, de doenças que são demais difícil controle. Eu acredito que dentro de dois anos, no máximo, a gente vai ter boas notícias com relação a controle de Giberela, que preocupa muito em função de contaminação por micro toxina. Eu vejo que a cadeia está se organizando. Eu vejo que as oportunidades estão surgindo. Os investimentos são muito altos à própria B.A.I.T. na unidade de gluten e etanol. Investirá, porque a nossa indústria está em construção 1.7 bilhões. Se as indústrias acreditam na cultura, todos devemos acreditar também. É muito legal que é porque quando a gente acompanha o mercado, a gente vê uma acelação e acho que é legal como o projeto tenta conversar e com toda a cadeia. Porque precisa ter uma transformação de todos os elos mesmo, para que a gente consiga ver o trigo sendo utilizado como novos usos. É muito legal eu ia perguntar para você com relação ao micro toxina, que eu acho que é um ponto para o etanol. Você pode só explorar um pouquinho mais o como é, porque o doetanol a gente sabe do DDS. Então eu queria que vocês explorassem um pouquinho mais nas principais preocupações com relação ao DDS. Ótima, ótima pergunta, Mari. Com relação ao micro toxina, a gente tem limites estabelecidos, RDC 4807. Nesses limites, a gente tem um limite de grão, que é o limite aqui também. Nós vamos ter por exigência tanto para nós. ou seja, esse abimento dos grãos destinados à produção de gulta, em vital quanto aos grãos que são destinados à produção de etanol. E por que esse limite máximo? Por que nós precisamos atender as especificações e também de produção de alimentos, tanto de alimentação humana quanto de alimentação animal. E no fluxo de produção de etanol e dds, toda a maior parte, na maior quantidade de contaminação, ela está no farelo. E é exatamente o farelo que é destinado à produção de dds. Então aumenta a concentração, ser nós não estivérmos atento ao limite máximo. Então é exatamente por isso que a gente tem esses limites estabelecidos e que a gente precisa estar atento principalmente, produtor fazendo o seu trabalho de manejo, a escolha da cultivar com maior resistência, para também mitigar esse risco. E é indústria por sua vez fazendo a sua parte. Nós temos nos nossos moinhos, temos dois equipamentos que fazem um polimento e fazem uma seleção dos grãos contaminados, então diminuindo a contaminação. Isso chega em torno de 30 a 40% que a gente consegue mitigar utilizando esses dois equipamentos. Então são os três elos fazendo a sua parte para a gente conseguir o atendimento dessas especificações. Muito legal, Quine. E agora eu queria que você trouxe, a partir de um momento agora, o projeto lhe ainda está acontecendo. Você puder até falar qual é o planejamento aí, de quando começam a operar. Mas eu queria entender a nível mundial, como o trigo brasileiro pode passar a ser enxegado no mercado global. Se isso transforma a forma como a gente vai ser visto lá fora. Com certeza, Mari transforma mesmo. A partir do momento em que eu tenho maior demanda por trigo de qualidade, isso faz com que todos os elos trabalhem para entregar uma qualidade superior. A 12 anos, 15 anos atrás, o nosso trigo ilhares portado para o uso feed, porque realmente a gente não tinha a qualidade industrial, a qualidade tecnológica que a gente observa hoje nas cultivares. Então isso já vem mudando, o nosso trigo já foi exportado por qualidade. Inclusive internamento, pensando em uso nacional, a gente tem conhecimento de vários muingos que mõem 100% trigonacional. Isso não era uma realidade, era necessário importar porque nós precisávamos agregar a qualidade proteica. E hoje isso não é mais fato. Ouvra essa mudança é um trabalho conjunto de todos os elos, mas isso já está sendo visto em outros países que buscam realmente ter a qualidade do nosso trigo. E a gente viu países como Estados Unidos, Canadá, que têm essa segregação, que fazem esse tipo de trabalho, realmente possuir um destaque internacional e um funcionamento que produzem. Então o Brasil está se organizando para isso. Eu vejo realmente assim boas perspectivas para mercado. E torço também para que a política interna muda, para que a gente consiga realizar uma cabotagem até o nordeste do trigo que é produzido do Gran Sul, que é produzido no Paraná. Então o que a gente realmente possa comercializar o nosso trigo, não só para o exterior, mas também internamente. E agora já encaminhando até aqui para o final, queria achar muito legal que a gente trate essa nova era do trigo, como uma necessidade de integração entre genética, indústria e produtor, que é muito do que você já comentou até agora. Mas eu queria que você trouxesseu olhando para frente, quais são os principais pontos que a gente precisa olhar para que a gente consiga se consolidar nessa nova era do trigo brasileiro, sem dar olhado para novos usos. Essa pergunta é extremamente importante, Mari. Tudo começa pela escolher da curte várias. Eu sempre falo isso, mas realmente é isso que define. Então o produtor quando escolha cultivar, que vai semiar, também está definindo no mercado que vai atender. Então essa é a etapa fundamental. Também é muito necessário que o trabalho do melhoramento genético siga desenvolvendo cultivares cada vez mais específicas para o uso. Seja para a indução de proteína, como é o caso da nova indução do abeite, etanol, enfim. O trabalho do melhoramento genético é extremamente necessário, é o plauro inicial. Depois vem o produtor fazendo um bom manejo, escolhendo cultivar certa. E o trabalho também é importante de quem recebe esses grãos porque ele é responsável por armazena e manter a qualidade dos grãos. E a indústria definindo exatamente quais são os critérios. Porque isso deixa muito claro qual é o caminho que deve ser percorrido até o produto chegar para o uso final. Então, além de tudo isso, ainda temos um ponto muito importante que a gente nem mencionou que é o consumidor. Que toda a exigência ela parte do consumidor é um agente que compra um produto excelente, a gente que é voltar no outro dia e encontrar o mesmo produto. Então, tudo isso também é puxado por um consumidor cada vez mais consciente, cada vez mais exigente, e que muitas vezes paga por um produto melhor, com mais proteína, com mais qualidade. Então, a gente precisa definir exatamente qual é o caminho que queremos seguir, seja em qualidade, seja em avanço de quantidade de amido nas nossas cultivários para o mercado de álcool e tanol. Enfim, decidindo isso fica muito mais fácil. E aí, como um desafio e também oportunidade desse mercado, a gente traz a logística, que está um logística que precisa melhorar e as estruturas para que a gente possa segregar. Porque, diferentemente da soja, do milho, o trigo tem especificações distintas e ele precisa estar segregado para que a gente consiga fazer o melhor uso. Então, parte de um avanço conjunto, de todos os principais elos dessa cadeia para que haja comunicação, para que haja força, para que a gente possa realmente ganhar voz com a cultura do trigo e trazer remuneração para todos numa cultura de enverno que é extremamente importante. Muito obrigada, acho que foi muito legal conseguir aprender um pouco mais. Acho que a mensagem que fica aqui nessa sua fala é muito além de uma comógixe ou a qualidade ela entra aí determinante e altera todo um funcionamento de uma cadeia sendo conduzida aí por consumos, de demandas de consumos diferentes. Então, acho que foi muito bom a gente aprender muito como você foi uma aula, acho que teria muito mais o que explorar sobre a cadeia. Mas eu queria agradecer, você teve ainda até aqui hoje, veio lá do Rio Grande do Sul, você teve uma semana cheia de viagens, mas veio até aqui e até a faria Lima para conversar com a gente. Então, muito obrigada pelo seu tempo. Pode dar o seu recado final aí para os ouvintes. Tá, Pemar, muito obrigada pela oportunidade. O recado final é simplesmente olhar distinto para uma cultura que é tão importante e que traz tanta oportunidade. Não é só oportunidade a nível de um grande sul, mas é oportunidade. Brasil, mundo, porque é uma das culturas mais importantes para a segurança alimentar e que traz tanta versatilidade no uso. E é isso, muito obrigada você ouvinte que eu vi o episódio inteiro. Quero só relembrar que todo nosso conteúdo tá disponível nos links que a gente vai disponibilizar aqui na Synopsie e nós nos vemos no próximo episódio.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A percepção de qualidade inferior do trigo brasileiro em relação ao importado não se sustenta mais, graças a avanços em genética e classificação industrial.
  2. A Instrução Normativa 38 (2010) estabeleceu classes de qualidade, facilitando a comunicação entre produtores, melhoristas e indústria.
  3. A funcionalidade da proteína do trigo (extensibilidade e elasticidade) é mais importante que o teor bruto, sendo essencial para panificação e outros usos.
  4. O trigo é visto como plataforma industrial
  5. A B.A.I.T.E. inaugurou uma fábrica no Rio Grande do Sul que produz glúten vital e etanol, aproveitando 100% do grão e reduzindo importações.
  6. O projeto amplia as opções de comercialização para produtores, incluindo trigo de menor qualidade para etanol, e atende mercados de proteína vegetal e ração animal.

Summary:

A transformação do trigo brasileiro é marcada por avanços genéticos e industriais que superaram a antiga percepção de qualidade inferior. ), direcionando cultivares para atender demandas específicas da indústria, especialmente a panificação, que consome 65% da moagem. A funcionalidade da proteína (glúten) tornou-se prioridade, medida por testes de extensibilidade e elasticidade, em vez de apenas teor proteico.

O trigo evoluiu de matéria-prima para plataforma industrial, sendo fracionado em amido, farelo e proteína, usados em etanol, glúten vital, cerveja e até tecidos. , no Rio Grande do Sul, exemplifica essa nova fase: produz 20 mil toneladas anuais de glúten vital e 210 milhões de litros de etanol, aproveitando 100% do grão e gerando CO₂. Isso reduz importações (Brasil importava 20-24 mil t/ano de glúten) e oferece ao produtor uma alternativa estável de comercialização, mesmo para trigo de qualidade inferior.

A iniciativa atende à crescente demanda por proteína vegetal (incluindo mercado PET) e fortalece a cultura de inverno, tornando o trigo mais atrativo e seguro economicamente.

FAQs

A percepção de qualidade inferior não se sustenta mais. Hoje, o foco está na qualidade industrial da proteína, impulsionada por avanços em genética e avaliação da indústria, que classifica o trigo por uso, eliminando a noção de trigo ruim.

A biotecnologia tradicional, sem transgenia, foi essencial para conectar produtividade e qualidade industrial. As empresas de melhoramento genético ouviram as demandas dos produtores e da indústria, desenvolvendo cultivares que atendem ao mercado de panificação, que representa 65% do consumo.

A proteína do trigo é formada por glutenina e gliadina, que garantem extensibilidade e elasticidade na massa. O mercado busca proteínas funcionais com teor de 12-12,5%, não necessariamente mais proteína, para atender processos industriais como fermentação e produção de massas.

O trigo é enxergado por frações, como farelo, amido e proteína, com usos variados: tecido, uísque, vodka, cerveja e etanol. Essa mudança ocorreu ao pensar o grão por suas partes nobres, maximizando o aproveitamento para alimentação humana, animal e industrial.

Glúten vital é a proteína funcional do trigo, extraída mantendo suas propriedades. Com a demanda por proteínas vegetais e o crescimento do mercado de canetas, o Brasil, maior importador da América Latina, produzirá 20 mil toneladas/ano na nova fábrica da Biente, reduzindo importações e gerando renda.

O trigo deve ter alta qualidade industrial, como as classes melhorador e pão da instrução normativa 38. Os trigos brasileiros já atendem bem, pois o mercado de panificação exige padrões similares, e a Biente seleciona cultivares específicas para garantir a funcionalidade da proteína.

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