Programa 48 - Laboratório de História, Ciências e Ambiente
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O programa "Socializando o Conhecimento" recebeu o professor Christian Fausto Moraes dos Santos e a formanda Luana Carolina González Carvalho para falar sobre o Laboratório de História, Ciências e Ambiente (LHC) da UEM. O LHC, que existe há cerca de 13 ou 14 anos, reúne 23 pesquisadores e trabalha com três grandes eixos: história da alimentação, história das ciências naturais e história das ciências da saúde. O professor Christian destacou a importância da divulgação científica, inspirada por Carl Sagan, como forma de devolver conhecimento à sociedade. Luana, recém-aprovada no mestrado em história, coordena a produção de vídeos para redes sociais, traduzindo pesquisas acadêmicas em conteúdo acessível. Uma pesquisa emblemática do LHC mostrou que as pimentas brasileiras, com alta concentração de vitamina C e resistência ao apodrecimento, foram cruciais para combater o escorbuto durante as Grandes Navegações, contrariando o mito da laranja. Outra pesquisa aborda o impacto dos novos animais descobertos nas Américas no século XVI sobre a interpretação literal da Arca de Noé, evidenciando a contribuição dos saberes indígenas para a classificação científica. O laboratório também abriga uma colônia de formigas Acromyrmex, usada como material didático, e convida a comunidade para visitas. O programa reforçou o papel do LHC em unir pesquisa, ensino e extensão de forma interdisciplinar.
Bem-vindos ao Socializando o Conhecimento e o Laboratório LHC
A uem FM apresenta socializando o conhecimento.
O programa promove o diálogo aberto, acessível e construtivo, permitindo à sociedade conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela uem e a contribuição da universidade para o bem-estar da população.
Um projeto de extensão do muldi museu dinâmico interdisciplinar da uem.
Idealizado pelo professor doutor Marcílio ubinner de Miranda neto socializando, o conhecimento é a popularização do conhecimento científico por meio do rádio, o maior veículo de comunicação de todos os tempos no ar, socializando o conhecimento.
Pessoa 2
Olá ouvintes, estamos começando mais um socializando o conhecimento.
Eu sou a jornalista Mônica Chagas comigo como nicólogo Marcelo Henrique galdioli seja bem-vindo, Marcelo.
Obrigada pela parceria.
Vamos ouvir a mensagem inicial.
Pessoa 3
Oi Mônica, oi ouvintes do nosso socializando o conhecimento.
Você que ouve a uem?
FM eu sempre gosto de começar esse programa.
Com a célebre frase do Albert Einstein abre aspas diz o seguinte, não basta que os resultados das investigações sejam conhecidos, elaborados e aplicados por alguns poucos especialistas?
Se os conhecimentos científicos limitam se a um pequeno grupo de homens debilita, se a mentalidade filosófica de um povo que assim encaminha para o seu empobrecimento espiritual, fecha aspas e a ideia do nosso socializando o conhecimento é isso, divulgar.
Um pouquinho daquilo tudo que é produzido aqui dentro da nossa Universidade Estadual de Maringá, a melhor universidade estadual do sul do país, e cá estamos nós mais uma vez.
Pessoa 2
OLHC laboratório de história, ciências e ambiente é um dos espaços de pesquisa, ensino, orientação e divulgação científica da uem.
Vinculado ao departamento de história, o local trabalha com diversidade de temas e busca mostrar o que é feito dentro da universidade, em linguagem acessível ao público externo.
Para falar sobre OLHC, recebemos o coordenador Christian Fausto Moraes dos Santos.
Seja bem-vindo, professor.
Pessoa 4
Muito obrigado, agradeço muito a oportunidade e o espaço aqui concedido por vocês.
Pessoa 2
Também conosco, a formanda de história, integrante do LHC, Luana Carolina González Carvalho, que acaba de ser aprovada no mestrado em história e seja bem-vinda.
Pessoa 5
Obrigada, é muito bom estar aqui tendo essa grande oportunidade.
Pessoa 3
Muito bem.
Então vamos começar a nossa conversa, porque o rádio é para contar história e eu gosto de contar história.
Então bem-vindo professor Christian, bem-vindo a Luana.
Parabéns pela aprovação.
Obrigada, professor.
Eu gostaria que o senhor começasse contando para os nossos ouvintes, explicando pra gente o que é OLHC.
Carinhosamente conhecido de LHCO laboratório de história e ciências e ambiente aqui da nossa universidade, por favor.
Pessoa 4
Bom, o nome é 11.
Brincadeira científica com o lairge Adams collector, né?
Que é 11 laboratório de pesquisas na área da física, sim.
E a ideia é um laboratório que trabalhasse não somente a questão vinculada à pesquisa, né?
Nós orientamos em nível de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós doutorado.
Mas era um anseio que eu tinha muito grande, talvez porque eu também tivesse muita vontade na Juventude de fazer jornalismo, de trabalhar divulgação científica, que é uma área que eu tenho uma paixão enorme, né?
Eu eu sou daquela geração que cresceu vendo o Carl Sagan apresentando cosmos e aquilo me fascinou demais.
Então eu quis fazer algo, porque é uma maneira também é de eu devolver um pouco para comunidade e para universidade.
É uma via de mão dupla, né?
Eu devolvo para as 2 instituições o que?
Elas me trouxeram, então a divulgação científica também é algo que eu considero muito tão importante quanto a ciência em si.
Pessoa 3
Legal, muito bom.
Pessoa 2
E quais tipos de pesquisa o laboratório desenvolve?
Pessoa 4
Nós trabalhamos com 3 grandes áreas dentro da história das ciências, a história da alimentação, a história das ciências naturais e a história das ciências da saúde, né?
Que são 3 áreas que obviamente, fazem parte não somente do cotidiano da universidade, no sentido da pesquisa e do ensino.
Mas também do cotidiano, do ser humano que está aqui às nossa volta, do do é, do nosso, é maior público.
Pessoa 2
Né uhum?
Desde quando existe OLHC?
Pessoa 4
Ah, OLHC já tem 1314 anos.
Pessoa 3
Uhum, quantas pessoas fazem parte do LHCE de quais áreas é multi?
Pessoa 4
Olha, eu agora, no momento eu estou orientando de história da medicina.
Olha, é.
E já tive também de outras áreas uhum.
Nós temos no momento 23 pesquisadores associados.
Pessoa 3
23 OPA.
Pessoa 4
É entre iniciação científica, EEE pós doutorado, são 23 Hum.
A Importância da Divulgação Científica e o Papel de Luana
E como é que surgiu a ideia?
Quando e como surgiu a ideia de fazer vídeos para divulgar essas pesquisas?
É uma coisa interessante que chama muito atenção, né?
E que fica também registrado, né?
Um Marco também para a história, não é?
Pessoa 4
Sim.
Olha, eu, eu já tinha esse anseio há algum tempo.
Sim, é a Luana ela.
Além da formação dela na área de história, Ela Foi minha aluna na graduação.
Uhum é, a Luana também já trabalha com isso há algum tempo, com a questão das redes sociais.
E ela tem bastante conhecimento sobre as dinâmicas das redes sociais, os algoritmos, as estruturas, AAAA estética da chamada e tudo mais.
E aí quando ela veio para o laboratório, né?
Foi é uma coincidência muito boa e muito feliz, né?
Porque daí juntou 2 anseios, 2 pessoas queriam fazer divulgação científica, que tem um amor enorme pela universidade, e a coisa só fluiu bem.
Pessoa 3
Luana, eu vou trazer você para a conversa, que aqui é um espaço democrático.
Você foi citado, então você vai ter direito de resposta.
Tá bom, Luana.
Luana, primeiro, como é que você descobriu a Universidade Estadual de Maringá, de onde você é?
Por que você quis vir para uem?
Conta um pouquinho disso para mim a sua história com a uem.
Pessoa 5
Eu nasci em Maringá.
Pessoa 3
Você, você é maringáense?
Pessoa 5
Maringáense, então não tem como ser maringáense e não conhecer o Eni, né?
É automático, certo?
Mas a minha história, ela é familiar, eu tenho uma avó que foi professora, tenho 2 tias que eram pedagogas, diretoras de colégios de Maringá, certo?
Então eu sempre convivi muito na minha infância, ensino fundamental e um pedaço do médio na casa da minha avó, certo, né?
Então teve muito essa questão do incentivo ao estudo, à educação.
E eu tive que vir para a história.
Não teve outro jeito, apesar de trabalhar fora, né?
Como o professor falou com outra coisa?
Sim, sempre houve esse ensaio da licenciatura da pesquisa e de atuar dentro da universidade, com o meu trabalho também paralelo.
Pessoa 3
Muito bem, ponto.
E agora?
Parágrafo na outra linha.
E o laboratório de histórias, ciências e ambientes.
Como é que entrou na sua vida?
Pessoa 5
Eu fui aluna do professor na graduação hã EE aí Na Na graduação eu já entro querendo muito atuar muito rápido.
Então eu já faço esses contatos, essas participações já me faço presente.
E aí é é aquela conversa de aluno e professor, olha, estou interessado na pesquisa, tem algo aí para mim, entendeu?
Vamos fazer alguma coisa.
Pessoa 3
Foi meio natural então, né?
Foi meio natural, muito bem.
Pessoa 2
E no LHC, então?
Desde quando você participa e o que você faz lá?
Pessoa 5
Então eu estou no LHC há quase 2 anos, né?
E além de atuar na parte de pesquisadora, de fazer pesquisa, então eu atuo na questão da divulgação científica nesse projeto, dos views da rede social e de tudo mais que engloba essa área aí da divulgação científica.
Pessoa 3
Muito bem, normalmente quando se fala em pesquisa.
Imagina se assim que seja um tema é de muita dedicação, um tema mais denso, um tema mais pesado.
Como é que vocês traduzem isso?
Facilitam as nossas vidas levando isso para um vídeo de fácil entendimento.
Desvendando a História e Nutrição das Pimentas Brasileiras
Como é que é isso?
Pessoa 4
Eu acho que essa é uma provocação que é dada para nós muitas vezes dentro da universidade, né?
Assim, o teu conhecimento traz alguma contribuição para a sociedade?
E isso sempre me angustiou num sentido construtivo de muitas maneiras.
E no final da história, o que a gente trabalha são temas que são muito ligados ao cotidiano do do cidadão comum, né?
A questão do que você come, né?
Então eu trabalho isso desde uma questão mais simbólica.
Por exemplo, eu acho que dificilmente alguém aqui vai se lembrar a última vez que fez uma refeição sozinho, porque AA comida também é um ato de socialização, né?
Até questões ligadas a todas as estratégias que envolvem a alimentação em si.
É uma das nossas grandes é é descobertas dentro do laboratório.
Foi a pesquisa que a gente fez junto com pimentas, né?
Com as nossas pimentas, que a gente vai ali na feira do produtor e quem a gente tem.
Maringá sabe sim e adora, né?
A pimenta do vô e da vó, sim.
E a gente acabou fazendo uma descoberta muito bacana quando a gente começou a observar, né?
As grandes navegações começam.
Oo escorbuto se torna a grande mácula, o grande problema das navegações, porque se você fica muito tempo sem consumir vitamina C, você tem uma carência e isso gera uma doença severa.
E nós começamos a perceber.
Eu comecei a encontrar nos relatos de viajantes que os viajantes portugueses, eles sempre relatavam que eles, diferente dos outros, não tinham mais a doença dos beiços inchados.
Esse era o termo que os portugueses davam para escorbutos?
Sim.
E eu comecei a observar que quando eles chegavam aqui no século 16, eles ficavam desesperados em negociar com os indígenas as nossas pimentas.
E eu comecei a ler mais sobre isso.
E aí tem a questão interdisciplinar e o e o maravilhoso da história das ciências é que a gente tem um carinho enorme por todas as áreas dos colegas da universidade.
Sim, comecei a ler um pouco de bioquímica e comecei a descobrir o quê que as nossas pimentas são, uma concentração de vitamina C 6 vezes maior e, diferentemente da laranja, ela não vai apodrecer depois de 23 semanas.
Essa história da laranja que a gente tem nos livros didáticos de história é um mito, porque se você colocar um Monte de laranja num navio e zarpar daqui.
E foi para a Índia.
Você não vai conseguir ter laranja por 6 meses, você vai ter que ter laranja no máximo por 2 semanas.
E a pimenta não apodrece, ela só desidrata e ainda mantém a vitamina C olha só, é e aí a gente descobriu que que esse era um alimento que era também.
É um item extremamente estratégico para o sucesso do empreendimento europeu nas grandes navegações e, além de tudo, também era um item nutricional importantíssimo, né?
Então você tem uma conexão de informações e de redes.
E você produz um conhecimento que é válido tanto para o cidadão comum, para ele entender um pouco a importância histórica desse alimento, que é tão é primordial na nossa cultura gastronômica, quanto a questão de que quando você conecta diferentes áreas de conhecimento da universidade, você descobre uma coisa nova.
Pessoa 2
Interessante isso da história também, né?
De olhar um fato que aconteceu lá no passado e aí vocês vão se debruçar nisso para pensar, espera aí, tem alguma coisa aqui que dá para ser investigada, né?
Pessoa 3
E que tem reflexo até hoje, sim.
Tá aí em todos os lugares, né?
Você vai em qualquer feira, vai em qualquer lugar, vai em qualquer esquina, tem uma kombi.
E vendendo pimenta, é.
E a gente consome em casa, de qualquer forma, seja a pimenta é em conserva ali, a própria pimenta ou o molho da pimenta em si.
Pessoa 4
Né?
Sim.
Eu brinco com os alunos até em sala de aula que AA minha proposta de pesquisa é de uma historiografia forense.
É de uma pesquisa forense, sim, né?
Você é traz um olhar de todos os métodos de investigação que você tem, inclusive das áreas das áreas de irmãs.
Aliás, eu chamo todas as áreas de áreas de irmãs, tá?
Para a história da ciências, todas as áreas são irmãs, sim.
As Jornadas Acadêmicas do Professor Christian e Luana na UEM
E aí você começa a usar o conhecimento que você tem hoje para tentar entender o que aconteceu naquele momento, o.
Pessoa 3
Senhor é da história, eu sou da história, o senhor é de onde?
Pessoa 4
Eu sou aqui de Maringá mesmo, o que?
Pessoa 3
Trouxe o senhor para além e o que levou o senhor para a história?
Pessoa 4
Não uma excelente.
Pessoa 3
Pergunta é porque eu comecei ao contrário aqui.
Então deixa eu perguntar primeiro, o que levou, o que trouxe o senhor para além, o que trouxe o senhor para a história e o que o mantém na história, né?
Pessoa 4
Eu acho que não é muito difícil pela minha fala.
Vocês é?
É inferirem que eu tive uma grande crise na hora de me inscrever no vestibular assim.
E eu ainda sou da época em que A Fila era na CVU para fazer a inscrição no vestibular.
Pessoa 3
Presencial.
Pessoa 4
Presencial e eu decidi por história na fila, porque eu estava entre.
De biologia entre psicologia estava entre outras áreas.
Pessoa 3
Mas são áreas que se conectam depois.
Pessoa 4
Sim, sim, porque eu eu percebi que a história ela tinha essa, essa permissão.
De você conseguir conversar com todo mundo, sim.
E aí o caminho para a história das ciências aí foi muito tranquilo nesse aspeto, né?
Fiz meu doutorado na fundação Oswaldo Cruz, sim, né?
E lá, então a coisa se abriu mais ainda, né?
É um dos maiores centros de pesquisa do mundo na área da saúde.
Eles também têm um trabalho com divulgação científica.
Pessoa 3
Sei, mas aí foi a graduação na uem.
Pessoa 4
Sim, a graduação foi aqui.
Pessoa 3
E depois, como é que veio a ideia de ter sequência para um docente da uem?
Depois, como é que foi?
Seguiu a carreira aqui mesmo?
Olha, foi uma continuidade.
Pessoa 4
Eu, eu, eu costumo dizer para alguém.
Seguir carreira acadêmica é que você não escolhe muito onde você trabalhar, é o lugar que te escolhe.
Bacana, porque a gente vai prestando os concursos.
EE coincidiu de ter o concurso aqui, na verdade eu estava, é inclusive me preparando para ir para Minas.
Olha, e aí abriu o concurso, eu prestei e passei, e aí eu falei, Ah, eu assim, a gente desenvolve um carinho pela universidade, você quer devolver alguma coisa para ela?
Pessoa 3
Ô Mano, você está seguindo esse caminho, você acaba de ser.
Aprovado no mestrado, né?
A sua ideia, qual é ser uma pesquisadora, um mestrado, um doutorado, uma docência?
Por aqui também.
Pessoa 5
Sim, se der certo por aqui também.
A ideia é fazer o mestrado, fazer o doutorado com o professor também.
Hã?
E se der certo, também pós doutorado como professor também.
Pessoa 3
Olha só muito?
Pessoa 5
Bem, é que bacana, é tudo muito pensado e mas sim, carreira acadêmica mesmo e.
Pessoa 3
Quais as pesquisas que você já desenvolveu junto ao laboratório, vem desenvolvendo ou está planejando aí?
O que é que você?
Pessoa 5
Pensa.
Então, quando eu entro no laboratório, uhum é uma área totalmente diferente daquilo que a gente costuma ver um pouco dentro da sala de aula.
Uhum, né?
Então o meu maior tempo ali foi fazer leituras para me adaptar a.
A nova pesquisa, né?
Aos novos temas da onde eu escolhi.
Então eu escolhi a questão das ciências da natureza, onde agora no mestrado vou efetivamente trabalhar a questão da geração espontânea em pedras, plantas e insetos, né?
Então agora no mestrado vou dar início então e aprofundar.
Nessa temática, que é a linha uma das linhas de ciências da natureza.
Outras Pesquisas: Da Arca de Noé aos Saberes Indígenas
Muito bem bacana.
Pessoa 2
Legal, professor, você já falou dessa pesquisa das pimentas, mas tem também imagino que tenha outras pesquisas desenvolvidas pelo LHC que tiveram bastante repercussão por essa esse projeto de divulgação das mídias sociais.
Pessoa 4
Sim, a gente teve algumas pesquisas que a gente acabou.
É roteirizando, né?
Aham é uma delas que ainda não não saiu.
É que sobre a arca de Noé.
Por quê?
Porque até o século 16, se eu pedisse para vocês irem buscar a bíblia para mim na biblioteca da universidade, vocês iam na sessão de história, porque era um fato histórico.
Tudo que estava na bíblia era literal.
Quando os europeus chegam aqui, eles se deparam com um problema muito Sério, porque.
No livro do Gênesis está muito bem descrito que não é fez a arca, foi pro Monte ararati, colocou os animais e a bíblia tem uma precisão com a arca, que eu acho maravilhosa.
Ela dá a dimensão certinha.
Quando eu dou essa aula para os alunos, eu falo, olha, é mais ou menos o tamanho de um bloco da universidade, tipo 1G, 341G 56.
A arca de noite é mais ou menos esse tamanho.
E aí, o que que os pesquisadores da época se viram com o problema?
Quando começou a chegar milhares de relatos de novos animais?
Eles ficaram tentando colocar dentro da área.
Pessoa 3
Como é que é por todo mundo, né?
Pessoa 4
Exatamente.
E aí você começa a ter uma discussão enorme sobre isso.
E o mais legal a gente pensar que essa discussão é que é realocou alguns conhecimentos da religião e da ciência.
Começa com pessoas descrevendo bichinhos no Brasil no século 16 como uma.
É um efeito borboleta, aham como uma coisa que parece micro, desencadeia algo extremamente macro na mudança de conhecimento na ciência.
E o mais legal.
A contribuição absurda dos saberes indígenas.
Porque quando a gente estuda nas na biologia, lá na escola, que é a maneira como se classifica os animais, a gente aprendeu com o Lineu aquele sueco do século 18 que era gênero e espécie.
Ora, se eu mostrar para vocês a classificação dos tupinambá no século 16, vocês vão ver exatamente isso.
Tamanduá peba, tamanduá mirim, tamanduá Bandeira, tatu Canastra, tatu bola.
Quem é dono do quê?
Essa é uma pesquisa, inclusive, que eu quero desenvolver, tanto de divulgação científica quanto num num pós doutorado.
Pessoa 3
Uhum, o senhor tem a pesquisa preferida?
Pessoa 4
Ah, tem essas todas?
Pessoa 3
Que já foram feitas ou não, ou cada uma tem a sua especificidade?
Pessoa 4
Eu acho que assim, eu eu tenho uma paixão enorme pelas 3 áreas que eu conduzo as pesquisas, né?
Eu, eu tenho, é, é na verdade assim.
É a preferida da vez, porque toda vez eu tenho uma nova preferida, né?
Pessoa 3
É uma coisa nova.
Pessoa 4
Toda vez tem uma coisa nova.
Os Moradores Inusitados do LHC: Uma Colônia de Formigas
Luana, você tem uma preferida ou ainda não?
Pessoa 5
A que eu escolhi, né?
Se você tá na.
Pessoa 3
Muito bem.
Pessoa 2
Ó agora uma curiosidade, Marcelo, curiosidade é que eles vão tirar nossa dúvida, né?
É verdade que o laboratório tem uns moradores inusitados, por exemplo, uma colônia de formigas.
Pessoa 4
Como assim?
Sim, nós temos uma colônia de de acromimex que ela é a Coen Queen, conhecida como Coen Queen, parente da saúva.
É, foi o pessoal da universidade que trabalha na jardinagem que me avisou, eles já sabiam.
E eles falaram, olha, professora, vai ter uma colônia aqui perto da PPG de formigas, a gente vai ter que tirar ela.
E aí é tirar é porque assim, dentro do ambiente urbano elas são consideradas pragas.
Aí não é um crime ambiental você tirar a colônia dali, porque é uma ameaça e tal.
E aí eu pedi pra eles um tempinho e num fim de semana eu peguei, montei todo um sistema e aí trouxe a colônia da pequenininha, isso em 2021, e elas já estão há, vão fazer 5 anos comigo e eu uso elas como também como material didático, né?
Pessoa 3
Elas moram?
Pessoa 4
Lá elas moram, lá é uma colônia, cuida delas, cuido, cuido delas, mas.
Pessoa 3
Não tem nome a sua, Emílio, não.
Pessoa 4
São muitas?
É.
São eu, a população.
Agora eu acho que uns 100000 habitantes.
Pessoa 3
100000 habitantes, é.
Pessoa 2
Nossa, é muito?
Pessoa 4
E uma rainha dessa dessa espécie vive até 20 anos.
Pessoa 3
Muito tempo.
Pessoa 4
EE, elas têm sido elas são.
Elas não são somente um aprendizado, elas são motivadoras, né?
Porque a.
A gente olha para elas, elas estão trabalhando o tempo todo, é o tempo.
Pessoa 3
Todo é eu sou chama atenção dos visitantes.
Pessoa 4
Ah, sempre, sempre, sempre é.
Inclusive, convido vocês a irem fazer uma visita para conhecê las.
Pessoa 3
O senhor é a primeira pessoa do mundo que tem formigas de estimação ou conhece outras pessoas que tem?
Pessoa 4
Eu vou te contar uma ironia, você sabe aonde eu tive essa ideia?
Quando eu visitei o museu de história natural de Londres e eu vi nossas formigas no museu deles.
E eu falei, cara, no nosso museu não tem.
Nos nossos museus no Brasil a gente não tem.
E os europeus são fascinados porque elas são cultivador.
Elas são a primeira espécie que a gente conhece que domesticou não é 111 outra forma de vida, no caso um fungo, e desenvolve ele como alimento.
O fungo delas só existe nelas, é no na colônia delas.
Não existe na natureza nenhum outro lugar, então elas são super fascinantes por n aspectos.
E a ideia de tê las no laboratório é a função didática pedagógica mesmo.
Várias escolas vem visitar colegas de outros cursos.
Às vezes pedem para ir lá mostrar para os alunos e então a ideia é essa.
Impressante, isso sim, eu sou Encantado por elas.
A Relevância do LHC para a UEM e a Realização Pessoal
Já pesquisamos por com elas.
Pessoa 3
Luana, o seu.
Eu IA perguntar bicho de estimação, agora tem que tomar cuidado e perguntar inseto de estimação também, qual é?
Pessoa 5
São só as colegas, mesmo, as formigas.
Pessoa 3
E as formigas?
Pessoa 2
Muito bem e a importância do LPC para uem como um todo, professor?
Pessoa 4
Olha, eu acho que a importância do LHC é justamente a ajudar a universidade AA se situar perante o público acadêmico e perante a comunidade externa.
Eu acho que a gente ainda está num processo, e eu falo isso da universidade como um todo no país.
A gente já está num processo e vocês sabem isso muito melhor do que eu.
De estabelecer uma linguagem para a gente traduzir para o público externo o que que a gente faz aqui é fundamental as pessoas entenderem o que a gente faz, a importância do que a gente faz, de que são questões que são.
É revoluções cotidianas na vida dessas pessoas.
Olha, tem uma pesquisa que eu ainda quero conduzir, que é justamente nós demos uma contribuição para o mundo maravilhosa que é da estévia.
Poucas pessoas sabem, conhecem, sim.
A gente viaja para fora do país, entra num mercadinho, olha uma estévia e fala, gente, foi a universidade que eu estudei, que o trabalho que criou isso, isso dá uma tese, um livro lindo sobre a história da estévia e da nossa universidade.
Então, fazer essa ponte é importantíssimo.
Pessoa 3
Que que significa para o senhor, particularmente, o laboratório, particularmente pessoalmente, é uma realização, é uma Conquista.
Pessoa 4
Você sabe que é uma é, é uma coisa assim, bem psicanalítica, né?
Assim é uma, é uma realização quase de infância, porque quando eu era garoto, eu achava a figura do cientista super fascinante, é mesmo.
Eu me lembro que quando Oo filme De Volta Para o Futuro saiu na televisão, sim, a gente via mais na televisão do que no cinema, hã, e meus colegas na escola fascinados com o McFly, que é Oo ator principal.
Principal é, e eu falei assim, não, gente, mas é o doutor Brown que é a figura primordial ali, sem o doutor Brown não tem máquina do tempo, não tem o delorium.
E eu sempre cresci muito fascinado pela figura do cientista, então a ideia de ter um laboratório para mim era uma coisa que me fascinava profundamente.
E isso acabou sendo algo que eu não somente realizei, mas eu tento também.
É disseminar essa essa paixão para quem vem trabalhar comigo.
Pessoa 3
Luana, você está trilhando o caminho já está aí, com meio caminho pavimentado para ser uma cientista.
O que que significa para você essa ciência que você está construindo dentro do laboratório?
O que que é o laboratório para você?
Pessoa 5
É uma mudança de vida.
Pessoa 3
É.
Pessoa 5
E mesmo a Sony falar mudança de vida mudou tudo.
Pessoa 3
É.
Pessoa 5
Educação, tudo.
Pessoa 3
Você está feliz com isso?
Pessoa 5
Totalmente e aí ter essa oportunidade hoje de estar no laboratório fazendo a pesquisa.
Pessoa 3
Fazendo ciência?
Pessoa 5
Fazendo ciência e ter um caminho aberto para trilhar, isso é excepcional.
Pessoa 3
É, e o doutorado, você já pensou em que?
Pessoa 5
Continuar a pesquisa que vai ser iniciada no mestrado, exatamente.
A Paixão pela Ciência e o Poder Transformador da Educação
Que bacana.
Pessoa 4
Muito bem, a Luana é um exemplo claro aqui para nós de que a ciência também é feita com por paixão, né?
Pessoa 3
Sim, tem que gostar muito disso, né?
Tem que gostar, que bom.
A gente fica muito feliz de ver você ser emocionado, se emociona com você e a gente, professor, parabeniza o senhor por levar essas pessoas à frente, mostrarem que a ciência porque a gente imagina assim, eu tenho certeza, digo EE disso e digo isso sempre.
Se a pesquisa avança, toda a comunidade ganha, perfeito, a gente percebe isso.
Né?
Às vezes, quando se tem cortes é a educação e a pesquisa e a cultura que são cortados.
Sempre é.
E a gente percebe que com todas as dificuldades, a pesquisa ainda avança e isso vem para a comunidade.
É quem ganha, é a sociedade, não é?
Pessoa 4
Eu falo para os alunos assim, um cientista no Brasil, acima de tudo, tem que ser um teimoso.
Pessoa 3
É, é verdade, né?
Um louco às vezes, um teimoso, às vezes.
Pessoa 4
Um apaixonado sempre.
Pessoa 3
Apaixonado sempre exato.
E a gente fica muito feliz em ver seu depoimento aqui, viu, Luana?
Muito feliz mesmo com a sua presença aqui.
E o laboratório significa o que para você?
Pessoa 5
Essa abertura desse mundo.
Pessoa 3
É um Novo Mundo para você não despertar.
Pessoa 5
Eu acho que realmente foi um encontro muito benéfico, não com o laboratório todo no coletivo, com o professor, sim, onde eu tenho a oportunidade não só de fazer a pesquisa, sim de ter oportunidade de ser orientada no mestrado agora, mas eu consigo também fazer divulgação científica.
Pessoa 3
Deixa eu perguntar mais uma coisa para você?
A universidade tem 2 maneiras de ingresso, que é o vestibular de verão e o vestibular de inverno.
E, claro, tem aí o paz, né?
Tem o Enem muito bem.
Você diria para as pessoas que estão nos ouvindo, estão aí terminando o ensino médio, estão terminando a graduação, porque fazer história?
Porque fazer o en conta é gente, você vai dizer.
Pessoa 5
A educação, as pessoas, eu acho que elas subestimam muito o poder que a educação tem na vida de uma pessoa, sim.
Como ela vai abrir portas, caminhos e como ela vai mudar?
Muitas vezes o pensamento sim, é um outro universo.
Quando você entra na universidade, você muda como aluno, você muda como pessoa, na questão moral, na questão, até no que você acredita na questão empática, entendeu?
Então, assim, e fora que.
A qualidade de ensino que tem, sim, esse lugar, as possibilidades uhum, entendeu?
Eu sou uma pessoa que, durante toda a graduação, estou terminando a graduação.
Agora, uhum usufruir, por exemplo, de todas as políticas públicas da universidade.
Pessoa 3
Olha isso.
Pessoa 5
Entendeu?
Então, por exemplo, durante os 4 anos, vou falar aqui, não tenho vergonha disso.
Eu utilizei do auxílio alimentação, que bom.
E isso me ajudou a permanecer na universidade.
Durante todos os períodos, para poder participar dos grupos de pesquisa, dos eventos, das aulas, das aulas extras.
Uhum.
Entendeu então, assim, apesar de todos os problemas que a sociedade enuncia sobre a universidade uhum, ela colhe.
Sim, ela dá políticas públicas, tem.
Ensine professores incríveis e excelentes para abraçar, seja no que você quiser seguir.
Pessoa 3
Muito bem, professor.
Eu gostaria de ouvi lo também.
O senhor, que é um, é um filho da casa, fez graduação aqui, é um docente daqui, é um pesquisador daqui.
Porque fazer história?
Porque fazer o em?
Porque ser um pesquisador, ser um docente da nossa universidade?
Pessoa 4
Bom, porque fazer história?
Eu acho que quando a gente pensa países que muitas vezes são referências para nós, como os países da união europeia e a China agora que desponta e tá chamando a atenção de todas as áreas de conhecimento em todas as inovações, você percebe como eles cultivam, cuidam da sua história, como eles entendem a importância tremenda.
De você ter essas figuras é esses símbolos enquanto mantenedores dos dos nossos valores.
A história tem essa, essa, essa importância, essa relevância.
E também a história tem uma perspectiva de você ter sempre um olhar crítico, de análise, de observação.
A história não se repete, mas ela é uma espiral, é por vezes caótica, que é sempre muito importante a gente estar atento para a gente estar participando dela.
Eu acho que ser é docente da uem, é uma realização é muito grande, não só pra mim, eu acho que pra quase todo mundo aqui, porque é uma universidade que é referência, é uma universidade que tem, é um espaço que tem, é uma política de acolhimento ao estudante, né?
A Luana falando da questão, por exemplo, é da alimentação.
Olha a história da alimentação, é a importância da gente pensar isso também.
E para mim é para quem está ouvindo a gente e está pensando em prestar vestibular para mim.
Venha, porque assim você vai ter uma experiência que realmente é uma revolução na sua vida.
A eu vejo a Luana falando, ela não tem como não lembrar de mim, porque fazer história para mim aqui na uem foi revolucionário.
Pessoa 3
Que bom, muito bom.
Como Conhecer o LHC e Agradecimentos Finais do Programa
E para quem?
Para quem ficou curioso com a nossa conversa, onde fica o laboratório e como entrar em contato com vocês e ter acesso também aos vídeos de divulgação, certo?
Pessoa 4
Depende de onde fica, né?
Na internet ou aqui na universidade é os 2.
Pessoa 2
A gente quer saber os 2.
Pessoa 4
Isso aqui na universidade, a gente fica no bloco 4 uhum, que é, curiosamente, é o bloco em atividade mais antigo da universidade.
Olha, né?
E ele fica ali pertinho da PPG, pertinho da Capela ecumênica, na sala 11.
A gente faz a as, recebe as pessoas para visitação.
Sem problema sim, só agendar.
E na internet.
Nós estamos em praticamente todas as redes sociais.
E aí eu vou passar para Luana, porque daí ela passa as informações, porque é Luana, nossa administradora das redes.
Pessoa 3
Você é a moça das redes sociais?
Pessoa 5
Instagram nós estamos no Facebook, no Spotify, no YouTube, todos eles como arroba, LHC, uem.
Pessoa 3
Arroba LHCUN isso LHCUN que é de laboratório e de histórias, ciências e ambiente.
LHCUN arroba LHCUN muito bem.
E as formigas?
Pessoa 4
Vocês estão lá, estão lá trabalhando de noite.
Pessoa 3
E de noite, incansavelmente.
Pessoa 4
Incansavelmente.
Muito bem.
A gente vai.
A gente já tem novos projetos para continuar.
É a gente.
Você quer fazer também?
É podcasts de storytelling.
Né?
E aí uma das coisas que eu admiro profundamente também, né?
A maneira como vocês narram e falam que eu acho muito bonito.
E a gente quer tentar trazer um pouco disso, contando um pouco de história e envolvendo as pessoas sobre as coisas que a gente faz na universidade também.
Pessoa 3
Muito bem.
Pessoa 2
Muito legal projeto.
Pessoa 3
Estamos à disposição.
Isso se a gente puder ajudar, tá bom, Luana?
Ajuda muito.
Se você prometer que deixou a gente bonito lá, porque aqui é rádio, o pessoal não tem ideia.
Depois que a gente for para o vídeo, aí é aí já.
Talvez a audiência já não seja amigas.
Pessoa 2
Professor, muito obrigada pela participação no programa e parabéns também pelo trabalho.
Pessoa 4
Eu que agradeço e parabenizo o trabalho de vocês, né?
A rádio da uem tem uma importância gigantesca.
Né, e eu acho que a divulgação científica tem que passar, inclusive pela valorização de profissionais como vocês dentro da universidade.
Pessoa 2
Muito obrigada, Luana.
Obrigada também pela presença.
Parabéns aí pela aprovação e sucesso no seu caminho.
Pessoa 5
Obrigado e obrigada também pela oportunidade, fora o nosso, foi muito importante.
Ter essa essa porta aberta para poder falar um pouco mais das pesquisas e do laboratório.
Pessoa 2
Marcelo, obrigada pela parceria, vamos ouvir aí o encerramento.
Pessoa 3
Valeu, eu quero agradecer muito o professor Christian, muito obrigado.
Parabéns pelo trabalho desenvolvido, não só pelas pesquisas, pela docência, mas também por nos ajudar.
Talvez nós não tenhamos braço suficiente para alcançar essa divulgação tão necessária, mas parabéns por esse brilhante trabalho que o senhor faz.
Leve o nosso abraço a toda sua equipe do laboratório.
Sempre um prazer recebê Los aqui.
Luana, que brilhante depoimento que você deu emocionante sucesso para você que já tem alcançado até aqui e o seu caminho de sucesso está pavimentado, parabéns.
Não esqueça a universidade quem esteve ao seu lado e quem continua ao seu lado, tá bom?
E para encerrar, eu tenho sempre que dizer que a divulgação e a popularização da ciência são fundamentais, já que o conhecimento exerce um papel essencial no desenvolvimento científico, tecnológico, econômico e social de uma nação.
Assim, a ciência precisa ajudar a construir a cidadania e a vontade do povo brasileiro.
E nós que somos do rádio, que é o maior veículo de comunicação de todos os tempos, nós temos que, principalmente nós que somos de uma Rádio Educativa, de uma emissora pública, de uma emissora educativa, nós temos que participar diretamente desse processo com a adoção e o uso da ciência nos processos sociais.
Assim, nós vamos melhorar o indivíduo, nós vamos.
Torná lo um cidadão.
Nós vamos ampliar a sua visão de natureza e de mundo.
Nós vamos torná lo um protagonista da nossa sociedade.
Mônica, obrigado pelo convite, pela parceria e parabéns pela pauta mais uma vez.
Pessoa 2
Este foi mais um socializando o conhecimento.
Obrigado ouvintes por ficarem até aqui.
Ouça este e outros episódios no nosso canal do Spotify.
Os trabalhos técnicos são de Ademir Francisco de Souza e Everton Melo.
Pessoa 1
A uem FM apresentou socializando o conhecimento, um projeto de extensão do mude museu dinâmico interdisciplinar da uem, idealizado pelo professor doutor Marcílio ubner de Miranda neto socializando o conhecimento é a popularização do conhecimento científico por meio do rádio, o maior veículo de comunicação de todos os tempos.
Estamos no rádio em FM 106,9 e no Spotify realização rádio em FM em sintonia com a comunidade.
Podcast Summary
Key Points:
O programa "Socializando o Conhecimento" tem como objetivo popularizar a ciência produzida na Universidade Estadual de Maringá (UEM), usando o rádio como veículo.
O Laboratório de História, Ciências e Ambiente (LHC) da UEM desenvolve pesquisas em três áreas principais: história da alimentação, história das ciências naturais e história das ciências da saúde.
O LHC também se dedica à divulgação científica, especialmente por meio de vídeos em redes sociais, coordenados pela pesquisadora Luana Carolina González Carvalho.
Uma pesquisa de destaque do LHC revelou que as pimentas brasileiras, ricas em vitamina C, foram um item estratégico nas Grandes Navegações, desmistificando o papel da laranja como fonte dessa vitamina.
O laboratório conta com uma colônia de formigas (Acromyrmex) como material didático e atração para visitantes.
Summary:
O programa "Socializando o Conhecimento" recebeu o professor Christian Fausto Moraes dos Santos e a formanda Luana Carolina González Carvalho para falar sobre o Laboratório de História, Ciências e Ambiente (LHC) da UEM. O LHC, que existe há cerca de 13 ou 14 anos, reúne 23 pesquisadores e trabalha com três grandes eixos: história da alimentação, história das ciências naturais e história das ciências da saúde. O professor Christian destacou a importância da divulgação científica, inspirada por Carl Sagan, como forma de devolver conhecimento à sociedade.
Luana, recém-aprovada no mestrado em história, coordena a produção de vídeos para redes sociais, traduzindo pesquisas acadêmicas em conteúdo acessível. Uma pesquisa emblemática do LHC mostrou que as pimentas brasileiras, com alta concentração de vitamina C e resistência ao apodrecimento, foram cruciais para combater o escorbuto durante as Grandes Navegações, contrariando o mito da laranja. Outra pesquisa aborda o impacto dos novos animais descobertos nas Américas no século XVI sobre a interpretação literal da Arca de Noé, evidenciando a contribuição dos saberes indígenas para a classificação científica.
O laboratório também abriga uma colônia de formigas Acromyrmex, usada como material didático, e convida a comunidade para visitas. O programa reforçou o papel do LHC em unir pesquisa, ensino e extensão de forma interdisciplinar.
FAQs
A equipe, liderada por Luana Carolina González Carvalho, utiliza seu conhecimento sobre algoritmos e estética das redes para roteirizar e traduzir temas densos em conteúdo visual de fácil entendimento, mantendo o rigor científico.
A pesquisa mostra que, no século XVI, a descoberta de novos animais no Brasil desafiou a interpretação literal da Arca de Noé, e os indígenas já classificavam espécies de forma similar ao sistema de Lineu, com nomes como tamanduá-bandeira e tatu-bola.
Elas tinham seis vezes mais vitamina C que a laranja e não apodreciam, apenas desidratavam, mantendo o nutriente. Isso evitava o escorbuto, ao contrário do mito do uso de laranjas, que estragavam em semanas.
É uma brincadeira científica com o Large Hadron Collider da física, mas com o propósito de integrar pesquisa e divulgação científica, devolvendo conhecimento à sociedade.
A colônia, com cerca de 100 mil habitantes e uma rainha que vive até 20 anos, é mantida como motivadora e exemplo de trabalho contínuo, atraindo visitantes e servindo para aprendizado prático.
Ela vai aprofundar o estudo da geração espontânea em pedras, plantas e insetos, dentro da linha de ciências da natureza do LHC.
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