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Presidente da Semana - Ep. 29 - Jair Bolsonaro, o presidente eleito

71m 32s

Presidente da Semana - Ep. 29 - Jair Bolsonaro, o presidente eleito

Este texto descreve a trajetória de Jair Bolsonaro, desde sua infância no interior de São Paulo até se tornar presidente do Brasil em 2018. Diferente de seus antecessores, Bolsonaro nunca ocupou cargos no executivo e passou a maior parte de sua carreira política como deputado federal de baixo clero, defendendo pautas militares e posições estatistas. Sua carreira militar foi marcada por controvérsias: foi preso por escrever um artigo sobre salários e absolvido pelo Superior Tribunal Militar da acusação de planejar explosões em quartéis, apesar de avaliações negativas sobre seu comportamento. Como deputado, destacou-se por seu tom agressivo, defesa da ditadura militar e declarações polêmicas, como elogiar a tortura e defender o fuzilamento de ex-presidentes. Sua ascensão política foi impulsionada pelo antipetismo, conservadorismo e uso eficiente da internet, especialmente após sofrer um atentado a faca em 2018. O texto também aborda sua tentativa de reescrever o passado, como a defesa de uma nova comissão da verdade para apurar atos da esquerda armada, e sua visão autoritária, que preocupa historiadores como Boris Fausto. Bolsonaro representa uma ruptura na política brasileira, sendo o primeiro presidente eleito pelo voto popular sem experiência no executivo ou biografia no centro do poder nacional.

Transcription

10429 Words, 60542 Characters

Portuguese
[Música] Eu sou um cristão, um homem de família e patriota. Estou fazendo isso, não é pouco mim. Eu estou fazendo pelo meu país, pela minha pátria, pela minha filha Laura de 7 anos de idade. São a pessoa normal. Aqui mesmo no hospital, teve enfermeiras, médicos, conversaram comigo, foram 20 poucos dias aqui dentro. Alguns falaram que tinha uma visão diferente de mim, passar a ter outra depois desse contato. Então, eu sou outro lado, eu sou um alvo, né? Um inimigo assim, a batidra, o pai de Deus, nós da cena, vamos quebrar o sistema, na cena. Isso é muito passível. [Música] Um mês depois de dar essa entrevista, já ir Bolsonaro, foi eleito presidente da República. Pela primeira vez, desde a eleição de Fernando Collor, em 1989, o Brasil escolheu o chefe do poder executivo, bora das opções oferecidas por PSDB e PT. Pela primeira vez, desde João Figueiredo, que governou de 79 a 85, o país tem um presidente militar. Com uma diferença crucial aí, né? O último general presidente da ditadura, foi eleito indiratamente, por meio de um colégio eleitoral, com 355 votos. Já o capitão reformado, venceu pelo voto popular, escolhido por 57,8 milhões de eleitores. O novo presidente se torna único na história do país, até aqui, pela seguinte combinação. Nunca ocupou funções no executivo, nem tem uma biografia significativa no centro do poder nacional. Quer ver? Vamos lembrar. A República começa com hierarcas das forças armadas imperiais, passa por oligarcas estaduais experimentados, um ex-ministro da guerra. Mais oligarcas, por um revolucionário e depois de ditador que teve cargos na velha ordem, e depois por mais um ex-ministro da guerra e mais políticos. Jota cá foi governador, assim como o Jan Quadros. João Golar foi ministro do Jettúlio. O Castelo chefiou o estado maior do exército, e seus sucessores ocuparam altos cargos do regime antes de virar presidente. A história de Tancredo Neves, no coração do poder, remonta mais de 30 anos antes de ele vencer a presidência. Quando ele também foi ministro do Jettúlio. O Sarném foi governador e presidiu o partido da ditadura. O Color foi outro governador e prefeito. O Itamarque foi vici, dava no meio dos debates do país, "teja ditadura", assim como FHC. Pós-graduado na elite do poder em Brasília, e que tá aqui nesses podques desde o episódio do Castelo. Do Lula você ouviu falar a partir do episódio do Figueiredo, quando o sindicalista surge na arena política e vai se tornando cada vez mais uma figura central. Até a Dilma, tirada da cartola pelo Lula, foi secretário a várias vezes, e ministra de Estado por mais de sete anos. O Temer também tava por ali, articulando desde prísticas eras. O Bolsonaro? Nada disso. Ele tava sempre a margem dos teblos mentos, o que pode ser problemático para alguns, mas um grande ativo, para quem defende, como ele, quebrar o sistema. Tem ter chegado a oficial superior, ele foi vereador brevemente, e depois, longamente, um deputado federal do baixo clero. Diferentemente de tantos protagonistas dessa série, notou que ele não aparece em episódios anteriores, exceto no Dilma Rousseff, enquanto decai a força do petismo no governo dela, ascende a de Bolsonaro, de forma meteórica a partir de 2015. Mas até boa parte de 2018 mesmo, parte significativa de analistas, agentes do mercado, e da classe política, desde denhávam das chances do capitão. Seja por sua falta de tempo de TV, destrutura partidária, de apoios, de dinheiro, ou por seu longo histórico de agressividade e declarações preconceituosas e autoritárias. Imagina, logo se firma alguém mais ao centro, mas moderado, tantos disseram por tanto tempo. Mas as placas tequitônicas da política se movimentaram rapidamente. O eleitorado reagiu a política tradicional, o antipetismo e o conservadorismo ganharam força. A internet se mostrou o campo de batalha do ano, onde o Bolsonaro atua com eficiência e teve uma facada em juiz de fora. Junte tudo isso, e já ir messias Bolsonaro, o presidente eleito em 2018. É o último protagonista do presidente da semana. Eu sou Rodrigo Viseu e volto já. Atenção de dinheiro vai falar o certo da nossa. Trabalhador em Subrasil. Aitima animação. Brasil tem instituição de imobjetas sólidas. Um povo que sobe em toda a sua vontade. Brasil acima de tudo, Deus acima de tudo. A luta com a condição, eu digo, este país vai dar certo. Isto é uma nem tira. Aconteceu exatamente o contrário. Antes de construir uma carreira de declarações extremadas, já irbou o sonário, já foi criança. Ele nasceu em 21 de março de 1955 durante a breve presidência de café filho Vise de Jettúlio, que assumiu após o suicídio do titular. O menino Jair veio ao mundo englicério, cidade do Oeste Paulista, que hoje tem menos de cinco meio habitantes. Foi registrado em campinas, e sua família se mudou para também pacata, é o Dorado, no Vale do Ribeira, região pobre no sul do estado de São Paulo. O nome da criança foi uma homenagem, é o jogador Jair Rosa Pinto do Palmeiras, que era o time do pai do menino, perci geral do Bolsonaro, morto em 1995. Sua mãe se chamou linda, e ainda está viva. Perci Bolsonaro era um dentista prático, e recebia ajuda do filho na produção de dentadoras e próteses. O exercício de profissão sem diploma chegou a render ao perci um indiceamento, mas ele foi absolvido. Segundo o jornal Globo, o dentista também foi fechado e monitorado pelo regime militar, que registrou sua participação política nível local no MDB, o partido de oposição com sentida, a ditadura. Jair Bolsonaro tem ascendência italiana e alemã, segundo ele, com o antepassado que lutou na Segunda Guerra Mundial. Já pesado, meu bisavô se alemão, e ter sido soldado de ritro. Ele não tinha opção. O era soldado, ou era paredão. Foi ser soldado. Grazadeus, ele perdeu a guerra. Mas ele me contou muitas histórias que eu não vou falar aqui agora. A relação entre perci e Jair era difícil, e o filho já contou que não conversava com pai até seus 28 anos. O perci bebia muito e brigava em casa. Segundo o filho, um dia ele notou que não ia mudar o pai, e decidiu pagar uma pinga para ele. Aí eles tornaram amigos. A vida do aquela altura adolescente bolsonário, e a começar a se definir quando ele meio que atravessa com um personagem importante da história do país. Em 1970, em pleno governo médice, o líder guerrilheiro Carlos Lamarca foi montar uma base de treinamento justamente ali no Vale do Ribeira. A trás dele foi o exército. E Jair e outros garotros da região passaram a colaborar com os militares para localizar o grupo do Lamarca na mata. Não rolou, e o Lamarca só foi pego e morto em 71 na Bahia. Mas aquela emoção toda, de 1970, fiz gomini numa agressela do Vale do Ribeira. E Jair e Bolsonaro decidiu entrar no exército para seguir carreira. Depois de fazer um curso, pouco respondência de técnico eletricista, o Bolsonaro ingressou na academia militar das agulhas negras, em resende no interior do rio, a escola que formam os ofciais brasileiros. Ele se formou em 1977 durante o governo Gaisel. Pela cor e pelo 1 e 85 de altura, ele ganhou o apelido de Paul Mito, branco e alongado. Pelo porte atletico, ele tinha outro apelido, Carvalão. O Bolsonaro se especializou em parakeidismo, serviu no rio em imato grosso do sul, e também cursou a escola de educação física do exército. Ele se casou com sua primeira mulher, Rogéria, e com ela teve seus três filhos que hoje estão na política, Flávio Carlos e Eduardo. Segundo uma ficha de informações produzidas em 83 pelo exército, um entenente Bolsonaro, um 28 anos, deu mostras de maturidade ao ser atraído por empreendimento de garimpo de ouro. Necessitas ser colocado em funções, que exigem um esforço e dedicação, a fim de reorientar sua carreira. Deu demonstrações de excessiva ambição em realizar-se financeira e econômicamente. Um superior coronel também definiria o jovem militar, como alguém que tinha permanentemente a intenção de liderar os ofciais subalternos, no qual foi sempre repelido, tanto em razão do tratamento agressivo dispensado a seus camaradas, como pela falta de lógica, racionalidade, e equilíbrio na apresentação de seus argumentos. Com essa avaliação, sabe-se lá até onde Bolsonaro chegaria na carreira militar? Ele saiu do anonimato dos oficiais intermediários em 1986, quando já capitão escreveu um artigo para a revista veja em que pediu, sem consulta de seus superiores, aumento salarial para a tropa. O texto se chamava "O salário está baixo" e argumentava que uma onda de desligamento de cadetes naqueles primeiros anos pode tadeura militar se devia ao sol do insuficiente e não a supostos de desvios de conduta. O Bolsonaro recebeu dezenas de telegramas de solidariedade de todo o país, além do apoio de outros militares e de mulheres oficiais, mas a verdade é que ele tinha deixe cumprido o regulamento, ao escrever o texto. E por isso, foi preso por 15 dias por gerar clima de inquietação no âmbito da organização militar. No ano seguinte, 87, eles que ressurgem Bolsonaro. Reportagem. da Veja, noticia a existência de um plano de Bolsonaro e de um colega, também capitão, que previa a explosão de bombas em unidades da vilamilitar na academia militar das agulhas negras e em vários quartéis. O plano chamado "Operação Beico Sem Saída" pretenderia não ferir ninguém, só seria posto em prática se o reajuste salarial do governo picasse abaixo de 60% e serviria para assustar o ministro do Exército do Governo Sarnay, Leone das Pires Gonçalves. Na reportagem, o capitão aparece dizendo que seria um explodidas só algumas espoletas e explicava como fazer uma bomba relógio e completava. Nosso exército é uma vergonha nacional e o ministro está se saindo com um segundo pinotê. Convoca-nos pelo ministro do Exército a se explicar, os dois capitãs negaram de forma vehementes por escrito a veracidade das informações publicadas pela Veja. O Bolsonaro também negou ter desenhado os croquis com os planos de explosão das bombas. Inicialmente, um conselho de coronés considerou em janeiro de 88 o Bolsonaro culpado, afirmando que ele revelou o comportamento aéctico e incompatível com um pundonor militar e o decoro da classe. O conselho registrou ainda, desvio grave de personalidade e uma deformação profissional e afirmou que faltava o capitão, oragem moral para sair do exército. Em junho de 88, os ministros do Superior Tribunal Militar se reuniram para dar a palavra final sobre o futuro daquele oficial de 33 anos. O relator do caso general Sergio Pires, defendeu que o Bolsonaro não era culpado. Constitando que não há qualquer prova nos altos estabelecendo relação em ter publicação deste artigo, os patos que ocorriam de mais de um ano depois, que serão apreciados a seguir e que o justificante já foi punido disciplinamento pela presidenta de acudação, o ministro José Luis Clero foi na direção oposta. Uma centena de punições disciplinárias no oficial não chega aos pés e uma só das reolações que fez esse capitão funcionário do ponto de vista da éptica. O ponto de vista do seu comportamento é indiscutível que esses patos ocorreram, não tem dúvida. Mas deste capitão Bolsonaro, que não é de muitas letras, dizer que não é capaz de que ele escrever "tocque de cachias", ou cachias com letra minúsicas, não é verossímetro. Noísra mais aprofundado leva este capitão, viu, as profundezas do inferro de Dante, de deixar desse capitão continuar nas fossas armadas por achar que ele não é incompatível com exercício oficialmente. Por 8 votos a 4, o tribunal decidiu considerar o Bolsonaro não culpado das acusações, apontando que se duas perícias confirmaram que seria ele o autor do plano, duas outras não chegavam a mesma conclusão. Na dúvida, a favor do reo. Cultura não importava já muito as decisões da justiça, porque o Bolsonaro já tinha virado uma mini celebridade no meio militar, e se lançou o candidato a vereador do Rio pelo PDC, o Partido Democrata Cristão, tendo assim sido colega de José Maria e Mayão, que por acaso na seleição agora apoiou Fernando Adade no segundo turno. O Bolsonaro foi eleito em novembro de 88, recebeu os parabéns do ex-presidente João Figueiredo e do Achef do SNI, Milton Cruz. Desse jeito, depois de dois anos de crise públicas com seus superiores, ele ingressa na política, e é, não fin das contas, excluído do serviço ativo do exército, entrando para reserva. Ele se tornou o capitão reformado, que é até hoje. Após a vitória nas urnas, o Bolsonaro disse ao jornal do Brasil que seu grande sonho era ser deputado federal, e comemorou. Não gosto da ideia de sair do exército, mas pelo menos estou ganhando liberdade para expressar o que eu penso. Como vereador, ele teve entre seus feitos apoia publicamente, já em fevereiro de 89, a candidatura presidencial de Fernando Collor de Mello. Da Câmara Municipal, o Bolsonaro seguiu para federal, ao realizar o sonho de selejardo deputado em 90, e tomar posse em fevereiro de 91. Era o começo de uma trajetória ininterrupta de mais de 27 anos, ao longo de 7 mandatos. Apesar do apoio lá atrás em 89, o jovem democrata cristão de 37 anos votou com a maioria de seus colegas deputados. A favor da abertura do processo de impeachment de Collor em 92. E 93, o PDC do Bolsonaro se fundiu ao PDS, Sigler Deir a Darena, Proditadura, e os dois formaram o PPR, partido pro agressista reformador, sob grande influência do então prefeito de São Paulo, o Paulo Malufe. Nos anos seguintes o PPR e evira PPR e depois PPR. Na maior parte dos anos, o Bolsonaro ia se manter nesse partido, embora tenha tido passagens pelo PTP e pelo PFL. Bem depois, já no governo Dilma, ele migrou do PPR pro PSC, o Partido Social Cristão, e só mais recentemente entrou no PSL, o Partido Social Liberal, justamente em busca de uma legenda que ligara a intesse a candidatura presidencial. Que salada a partidarem. Bom na câmara, o Deputado Bolsonaro, manteve o espírito de embates e controversias, tudo salpicado por um tom agressivo e pouco disposto a negociações. Ele integrou ao longo de sua vida parlamentar o baixo Cléero, como é chamado o grupo de Deputados de pouca relevância nas decisões do Congresso. Os líderes partidários, do alto Cléero, não são muito de confiar em deputados incontroláveis que não seguem suas orientações. Em sua trajetória parlamentar, o Bolsonaro atuou no geral em defesa de posições estatistas, votando muitas vezes da mesma forma que o PT, por exemplo. Assim como o PT, ele se opôs ao plano real, a flexibilização do monopólio do petróleo, alfindo o monopólio das telecomunicações e a reforma da previdência do FHC. Quando o Lula foi eleito, e propôs ele também uma reforma da previdência para conter o rombu do setor, o Bolsonaro se opôs. O gosto pela gastança e, além da pauta militar, o parlamentar apoiou mais benefícios a servidores e medidas de elevação das despesas públicas até em momentos críticos de restrição do orçamento. As diferenças com o PT do ponto de vista econômico são mais recentes, como quando o deputado foi, diferentemente dos petistas, a favor do teto de gastos e da reforma trabalhista, por exemplo. Essa tendência estatista tem tudo a ver com o que o Bolsonaro se dedicou na Câmara, a defesa de direitos e benefícios dos militares brasileiros. O deputado investiu na baixa, entrou na Câmara em nome da causa militar, quando as forças armadas viviam uma ressaca depois da redemocratização do país. Bolsonaro investiu ainda na defesa energia do regime militar e de seus métodos. Ao longo de anos e anos, e até recentemente, ele era no geral ignorado ou no máximo chocavam um aqui e outro ali que paravam para o vilo quando dizia esse tipo de coisa. dúvida, daqui agote no mesmo dia, no mesmo dia, não funciona e tem certeza que pelo menos 90% da opulação ia fazer festa em bater porra, não vai falar de ditadura militar aqui, só desaparecer dos 180-2, a moria marginalis, as saltantes de bancos, secuestradores, através do voto você não vai mudar nada nesse país, nada, absolutamente nada, só vai mudar infelizmente quando os dinos partimos para uma guerra civil aqui dentro, e fazendo o trabalho que a gente não fez, matando os 30 mil, começando com a FHC, não deixar com a cola não, matando, se vai morrer alguns em nosso sexto, tudo bem! não foi a única vez em que o Bolsonaro defender o matário presidente da república, em outra oportunidade ele defender o fuzilar o Fernando Henrique presidente Fernando Henrique, você sugeriu? fuzilamento Henrique e você acha graça da barbaridade dessa? barbaridade, é pra ir vai utilizar, por exemplo, a vada do Rio 12, como ele fez, é pra ir pra Zestélica comunicar asções é interagar nossas reservas, petro-líferas, para o capital externo, que eu não perso fuzilamento em pericador, e jamais estaria me entrevistando aqui agora no país sério o que ele fez com as privatizações aqui, com toda certeza que ele ia pra que eu lugar chegar a falar "PÁ" pra ver, olha, eu comecei aqui, com um. ah, também gostei, também gostei o estilo grossa irão do parlamentar Fluminense, embora em defesa da memória da ditadura, não gerava exatamente simpatia, por exemplo, no ex presidente Ernest do Geisel num depoimento em 93, a pesquisadores da FGV, o Geisel previu que a interferência dos militares na política diminuiria a medida que o país se desenvolvece, e disse presentemente o que há de militares no Congresso, não contemos o Bolsonaro, ou que o Bolsonaro é um caso completamente fora do normal, inclusive um mal militar mas Geisel era o passado do militarismo, e o Bolsonaro era o presente, e é ser o futuro Continua insistindo em sua visão elogiosa da ditadura, decorou seu gabinete com as fotos dos presidentes do regime de 1964. Afirmou que seu ídolo é o general Emilio Garastasum Médice, governante do período de maior repressão da ditadura. Repudiou as buscas pelos corpos dos mortos da guerrilha do Uruguai, aquela em que o exército lançava pão fleto e sob a mata, prometendo tratamento digno e julgamento justo a quem se rendesse. Mas matava os rendidos. Um cartaz no gabinete do deputado apontava opinião dele sobre o assunto. O ex-aparecido do Oraguai, quem procura osso, é cachorro. O Bolsonaro também propôs uma nova comissão da verdade para apurar os atos cometidos pela esquerda armada durante a ditadura. "Nos temos militares que conversam e que querem colaborar com a verdade e não essa força aqui está aqui e não é apenas esse artigo. Eles querem apurar aqui, crimes aqui, como por exemplo, tortura, mortes, desaparecimentos forças e ocultação de cadáveres. Não querem apurar justiçamentos como eles justiçaram vários no Oraguai, e aqui no Airo Urbana também, não querem apurar sequestro de avião, sequestro de autoridades internacionais." Sobre esse último presidente da série, eu conversei com aquele que participou dos episódios sobre os getúlio Vargas, o mais longevo e relevante presidente brasileiro. É um historiador bórez Fausto, professora aposentado da Universidade de São Paulo. A tentativa de reescreveu o passado, não tem o acontecido muito no Brasil, falando de revolução de trinta, por exemplo, ficar no assunto já distante. Os revolucionários de trinta pintaram a primeira república como uma época muito igual nas suas características e muito negativa nessas características. É fraude, é fraccionamento do país, é o domínio do grupinho de notáveis, é o domínio do café com leite, São Paulo e Minas mandam em tudo. Por que isso? Porque eles estavam fazendo o que eles chamavam de república nova. Não é por acaso que se adotou até um apelido bom na retórica política. Eles eram os vencidos diante de trinta, eram os carcomidos. Então, o Fulano é carcomido, ele está dizendo isso porque ele é carcomido. Hoje, se sabe que é um período muito mais complexo e, nesse sentido, muito mais interessante do que realmente isso foi transmitido pelos vencedores em 1930. Essa história da agora é preocupante, né? Trinta já foi, trinta foi o ano que eu nasci, já foi. É preocupante porque se trata de uma revisão de tipo impositivo, tipo autoritário. Essa é uma visão unilateral de reconstrução do passado, quando realmente a gente precisa fazer florecer as opiniões, as interpretações, as mais diversas, mesmo a respeito de períodos tão sensíveis. A história brasileira, como foi, 64 e até nesta sendo outra. Essa revisão é preocupante, porque não é uma revisão entre outras opiniões, é uma revisão que se provõe como a verdadeira versão da história. Você não pode impedir que se faça um levantamento, digamos, da vítimas dos movimentos da luta armada. É possível, acho que tem que abrir as coisas, talvez tem um propósito de reescrever a história também. Ao longo de seu mandato parlamentar, o Bolsonaro é reunindo mais e mais declarações controversas. Em 2000, ele propós que praticantes de crimes premeditados não tivessem direitos humanos, e que nesses casos deveria haver pena de morte. Defender uma castração química de estupradores. E a tortura de traficantes de drogas e sequestradores. E elogiou a ação de grupos de exterminio. Você apresenta, desde que a polícia de reitos humanos chegou em nosso país, cresceu, se avou-lo moa, e passou ocupar grandes espaços de donais, a violência só aumentou. A marginalidade, cada vez mais tem esse visto mais à vontade, tem de vista esses neua divulgados para defendê-los. E seus companhos da Bahia, que agora há pouco viam parlamentar a criticar aqui os grupos de exterminios, enquanto o Estado tiver coragem para adotar a pena de morte, esse grupo de exterminos no Mentea-Dez, são muito bem-vindos. E se não tiver espaço na Bahia, pode ir por Rio de Janeiro. Se depender de mim terão todo apoio, que no Rio de Janeiro, só as pessoas inocentes são desimadas. E na Bahia, as informações que eu tenho, os dois são grupos ilegais, mas não entende meus parabéns, a marginalidade tem de crescer. E numa crítica aos programas de distribuição de renda do governo, ele também propôs uma política rígida de controle de natalidade no país. "Você está vazão para demanda de tantos problemas que essa questão de pobre vai ter no futuro, só ter um monte de idade do pobre nosso país aqui. Votar, tido eleitor na mão e com de plova de burro no bolso, para votar no governo que está aí. Só para isso, mais nada, serve aqui. Então essa política nefaça do governo de bolsa, em especial do Bolsa Carioso. Tem que dar meios para quem não, para quem lamentar o ambiente e não ter meios, contou a sua própria, porque nós aqui contouram da nossa e o pessoal pobre não controla e a interesse atrás do voto fácil dessa gente para outros se perpetuar no poder." Com a ascensão do PT ou poder federal, o Bolsonaro continua sendo um crítico do governo. Embora tenha votado em Lula, em 2002. "Eclusive confesso publicamente que eu votei no segundo turno Lula, que jamais votaria no candáfede ligadooso. No primeiro, votei e trabalhei pelos serigórios, perdi e escolhi o que eu interdia ser a melhor opção." O Deputado atacou o mensalão e petistas com passado na esquerda armada, como José Dirseu e José Genuino. Com uma outra petista aliás, a colega Maria do Rosário, o Deputado teve esse outro momento aqui em 2003. "Gravio, que eu vou ser um estupra-relso estupradora, olha, jamais eu estou para você que você não merece." "Ele repitiu a declaração humanos depois, em outubro de 2018, é real sobre a causação de incitar o estupro, o que sua defesa rejeita." As declarações do Bolsonaro também renderam em vários momentos ameaças de suspensão do mandato e de caçação, que não foram para frente. Do ponto de vista prático da atividade legislativa mesmo, o Deputado apresentou mais de 170 projetos de lei e conseguiu ver aprovados dois deles, sendo um autorizando a chamada "pílula do câncer", que testes demonstraram não ter efeito contra a doença. Também foi aprovado memenda a construição de sua autoria sobre o voto em preço, que acabou barrado pelo Supremo. O Bolsonaro costuma dizer que, se pouco conseguiu aprovar, ao menos evitou que projetos ruins fossem para frente. Uma dessas atividades de trincheira serviu para catapultar o Bolsonaro das profundezas do baixo claro em que ele habitou durante a maior parte de seus anos parlamentares. Corri o ano de 2011, começo do governo Dilma, e passou a ser discutido no Ministério da Educação na época sobre o comando do Fernando Adad, a criação de um kit para combater a homofobia nas escolas. O negócio estava no instaixo de elaboração, de debate, e um dos materiais produzidos. Diz isso aqui. E foi copiando a lição de probabilidade que Leonardo teve um estalo. Por que precisaria decidir entre ficar só com garotas ou só com garotas se ele se interessava pelos dois? E gostando dos dois, a probabilidade de encontrar alguém por quem sentisse a tração era quase 50% maior. Lavei o Bolsonaro. Atenção faz, os seus filhos vão receber o ano que vem na escola um kit. Esse kit tem o título com bate ao comofobia, mas na verdade é o intimo ao você que saliz o incentivo a fome escuidade. Aquele deputado de uma nota só ou melhor de algumas poucas notas, começava a ver que tinha mais pautas para explorar. A esquerda não só no Brasil, vinha investindo cada vez mais em temas de costumes, como liberalização das drogas do aborto e do combate ao omofobia. O governo petista não embarcava nessa do jeito que muita gente da esquerda queria, tanto é que a Duma cedeu a bancada evangélica e barrou o kit antes de homofobia, mas o governo deixava ao debate rolar e tudo mais. Aí além disso, naquele mesmo 2011, o supremo reconheceu o casamento gay. Ao mesmo tempo, o Brasil que sempre teve seu belo caldo conservador, via crescer o percentual de população evangélica. O Bolsonaro olhou para aquilo tudo e pensou "Hmm, o deputado católico que antes dizia que era coisa rara ir a igreja, vai se aproximando dos colegas evangélicos. Inclusive casou com sua atual mulher Michel, numa serimônia celebrada pelo pastor Silas Malafaya. Ali o Bolsonaro abraça de vez uma retórica contra as pautas LGBT. Ele disse preferir um filho morto no acidente do que aparecendo com um bigodudo por aí, entre outras declarações. "Eu tenho imunidade para falar que sou homofóbico sim, com muito orgulho não existe homofobia no Brasil. A maioria dos que morrem, 90% dos homossexuais que morrem, eles morrem em local de consumo de drogas, em local de prostituição." "Mas ser de cata contrataria um motorista gay para levar seu filho na escola? Tava cara que não. Para gostar de homossexão, é falar "Ninguém gosta, ok? Ninguém gosta, a gente suporta." "Ele meio, queizinho, leva um couro, ele muda o comportamento dele, quando o sexualismo direito vai quem mata o arrumco do quanto tem tempo." Porque ele começo de 2010, a esquerda estava com a bola toda. Poucos políticos arriscavam dizer que eram de direita. E o Bolsonaro viu ali, um campo aberto. Já em 2009 ele disse a revista "estou é". Eu me considero de estrema direita, com muito orgulho. Bem mais tarde, já preca de data ou presidência, ele ajustou o discurso. Como fez com vários outros temas. "Eu sempre fui de direita, e isso era um palavrão no passado. Quando a opulação começou a entender que eu estava no caminho certo, botar o pézebeno à direita e me empurraram para a estrema direita, como se fosse uma estremessa." "Então, se onse sente um candidato de estrema direita, se onse sente um político de direita." "Sou de direita, democrata, amante da liberdade e patriota acima de tudo." Cheguei a eleição de 2014 e o Bolsonaro apóia o A.S. Unéviz. No papel de uma figura secundária ali no grande condomínio antipetista. Mas ele já aparecia nos memes e vídeos cada vez mais populares, com a carinha dele montada ao lado do A.S. "Me cara a providence da reputida." "Turdei-po!" Sem falar que a nova ênfase na pauta conservadora nos costumes rendeu frutos. "Rei eleito, o Bolsonaro foi o deputado mais votado no Rio, com mais de 460 mil votos, bem mais que seus resultados anteriores. Pesquisa data folha no fim de 2015, mostravo a S. liderando os cenários presidenciais em que aparecia, mas o deputado do PP-Fulminense aparecia ali, com entre 4 e 5% das intenções de voto. Nada mal pra alguém do baixo clero, certo? Naquele 2015, com as ruas tomadas por manifestações antipetistas, o Bolsonaro já tinha se lançado em viagens pelo país, de olho numa candidatura presidencial, que por muito tempo pouquíssima a gente fora de seu círculo de apoiadores fanáticos acreditava. Além das viagens, o Bolsonaro mergulhava numa admirável mundo novo dos memes, do YouTube, do WhatsApp e das redes sociais. E continuava a chocar, como encer o voto pelo impeachment de Dilma. Dá pra sentir o clima e entender a estratégia dessa largada bolsonarista, nessa viagem do deputado pelo Rio Grande do Norte, que a folha acompanhou, em junho de 2017. É um exemplo de uma tática que se repetiu em números às vezes. O Bolsonaro anunciava nas redes que iria para uma cidade, e era recebido com estar dalhaço no aeroporto. Tudo isso sempre negando, sem negar tanto assim, cercando de data o presidente. [MÚSICA DE FUNDO] Em média duas poçagens por dia, são poçagens com certa profundidade. Eu respondo também. Às vezes tem poçagem que nem uma resposta. Um pouco de zap, muito fezibulso. Eu não entei o namorado. É uma sensação está aqui. E os senhores, eu tenho muita falar, mas não tenho propósito. Nem tenho um programa de governo. Não sou cantidão com nada. Eu tenho certeza que eu não me convite. Eu vou me enxergar, fecha. [MÚSICA DE FUNDO] As viagens do deputado continuaram. De norte a sul de Lecha ou S, era Bolsonaro na veia para quem estivesse disposto a ouvir. Enquanto os teblas mentos político debatia, quem seria o nome capaz de unir as pré-candidaturas de centro e centro direita, o Bolsonaro era agarrado, abraçado, botado nos hombros, e é construindo uma conexão com seus fãs que lembrava um outro líder político, Luís e Nácio Lula da Silva. Seu gesto de mãos pro alto imitando armas, ia ser multiplicado ao longo do tempo com a velocidade de um meme, pelo exército de bolsomíniums. Na expressão pejorativa, criada por seus opositores. [MÚSICA DE FUNDO] Por Senegalese, Aitianos, Iranianos, Bolivianos, e tudo o que é escolha do mundo, e agora está chegando os cílios também aqui. A escolha do mundo está chegando aqui no Brasil. [MÚSICA DE FUNDO] Quando começa 2018, o Bolsonaro já é, com até 20% das intenções de voto, líder dos cenários do Datafolha, que não contavam com o ex-presidente Lula. Em cenários com o Lula, o ex-presidente liderava, mas o Bolsonaro não fazia feio. Ele apareceu em segundo lugar, com até 18% das intenções. Ainda assim, as perspectivas do mundo político eram de que, diante do histórico, do disculso e da falta de estrutura partidária, ele desidrataria, vendo espaço para quem realmente tinha experiência em disputar em vencer. [MÚSICA DE FUNDO] [MÚSICA DE FUNDO] Eu acho que o Bolsonaro não desputa. Eu acho que ele não desputar não tem chance, porque. acesseremente, eu acho que não tem chance. Eu acho que na hora, sabe, mesmo pessoas que hoje pensam terão vergonha de dizer que vão votar, não é pessoal tão reacionária. Mas o Lula é preso e proibido de concorrer. O PT lança o Fernando Adade, só no prazo final em setembro. A centro-direita não decola ao longo de 2018, e o Bolsonaro vai furando sucessivos tetos, que tinham sido previstos para ele. O Boris Fausto comentou a ascensão dessa figura a década política, mas ao mesmo tempo, tão desconectada das lideranças tradicionais do país. [MÚSICA DE FUNDO] Experência para ser presidente não tem nenhuma, ou para não dizer nenhuma, tem muito pouca, porque ele sempre foi um membro muito apagado do Congresso. É um personagem que vem do chamado "Bacho Cléero", e consegue uma façanha extraordinária de estar chegando a presidência da República. Alguém com uma biografia tão coadjuvante na política brasileira já foi tão longe? Não me lembro de ninguém. Se for para fazer uma varredura na memória, a gente poderia falar no Color. Mas o Color tinha uma carreira política, vinha lá do Nordeste, nesse entiro era algo marginal, com relações elite do centro sul, mas era uma figura integrada no mundo político. Até a duma tinha posições no executivo, posicionada não tem nada disso, e se projeta como um foguete. É curioso, porque existem vários culpados. Primeiro, uma imensa crise de segurança que viu para isso. Essa crise não é brincadeira. Isso gera um medo muito grande nas pessoas, e o medo tal como a fome não é bom conselheiro. Então essas propostas mirabolantes do Bolsonaro, em que as pessoas acreditam, é uma espécie de ato de quase que de desespero, escolhendo um candidato sem a qualificação para o cargo, mas ainda com as ideias que ele tem. O centro nunca entendeu falando dos culpados. O PT desviou-se inteiramente a sua rota inicial, mas concorreu muito para que não chegassemos a uma situação de grande discredito, concorreu muito para o antipetismo que foi um fator. Quase que é essencial, eu diria, na vitória do Bolsonaro. O sentimento não sei quem é sujeito, ou não gosto desse sujeito, mas eu sei quem é o PT e PT nunca mais. O lula ficou fora da contenda, isso é outra coisa que pesa muito, porque nós temos dois salvadores, não digo que são a mesma coisa, que é um confronto de indivíduos com caraterísticas de salvadores. A falta do lula, o Bolsonaro teve a chance de jogar muito mais livre, muito mais sem contestação. Depois de jis o peso dos Evangelicos, que também é muito grande. Esse setor que cresce cada vez mais, tem o influído diretamente nas eleições e os pastores têm quase que direcionado o voto dos seus fiéis para determinados candidatos, sobretudo quando eles defende, supostamente, a família, e tem uma pauta antigeia, ante aborto e por aí vai. Eu já falei aqui que o Bolsonaro tem um talento para captar sentimentos que estão no ar. Nesse caso, eu não falo aqui de um sentimento popular, mas de uma antiga cobrança do mercado, do setor empresarial brasileiro, um governo que reduz ao tamanho do Estado e melhora as condições para se investir e empreender no país. Estava claro que havia uma candidatura competitiva à direita, no caso, bem à direita, mas que ainda era associada a valores da direita da época do regime militar, aquela coisa de Estado grande. Então Bolsonaro se recolou no mercado e foi ensaiando e eventualmente inaugurando um novo Bolsonaro do ponto de vista econômico. A dimetia não entende a economia, mas prometi esse cercar de uma equipe competente e mais importante uma equipe que prestar se continência ao credo liberal. Surgiu então o guru econômico do candidato, o Paulo Guedes, a quem é o deputado chama de posto e piranga. Com essa conversão liberal, o Bolsonaro vai progressivamente ganhando apoios no mercado financeiro e também no empresariado geral, que faça ver nele uma opção mais confiável que o PT, sobretudo após o caos orçamentário dos anos de uma. E esse empresariado brasileiro tem uma visão muito curta, ou a visão tem o alcance do seu lucro do maior lucro nesse sentido. Eu até entendo que eles tenham se voltado, tenham corrido para o Bolsonaro, mas eles concorrem para quem garante estabilidade. E é bom dizer que esse chamado partido de "Satrema esquerda", o PT esteve de braços dados com os maiores empresários dos País, a turma da área de construção, e que ele só saiu nos empresários, só saiu no dessa aliança com esse pretensso monstro. quando lhes convia, quando a Dilma chegou ao impasse que chegou. Ele disse PT de estreme esquerda? Pois é, o comentário do Boris Fausto, que é ironico. Se refere a outro tema da eleição, a medida que foi se formando uma polarização entre o Bolsonaro e o Adad do PT. Tinha gente que via ali duas opções igualmente extremas, enquanto outros rechassaram esse ideia. O PT não é estrela, eu não acho que há dois extremos em luta. Eu acho que há o estreme direita e o PT que não é estrema. Há outros partidos que são os extremos, que romperam com o PT, a gente do bolos, esse pessoal é estrema da esquerda. O PT não é, o PT por outro lado é um partido que decepcionou profundamente muita gente. Primeiro porque inaugurou uma corrupção metódica articulada. Eu diria que sem precedentes na história do Brasil. Eles não foram os únicos, mas a forma como eles inauguraram e a partir da ideia de um partido e o partido de insreccia ser o partido da ética provocou uma imensa desilusão. Tudo isso particularmente me coloca numa posição contrária ao PT. Mas é evidente que o PT foi transformado no mais pece de monstro e monstro ele não é. Ele teve algumas colidades. Ele não deixou de respeitar as regras democráticas. A maioria das nomeações no supremo foi de nomeações razoávelmente isentas ou até bastante isentas. Então o sobre esse aspecto é a fabricação de um monstro, mas essa fabricação que pegou. A campanha-leitoral começou oficialmente em 15 de agosto de 2018. Para o Bolsonaro isso não mudava tanta coisa assim. Ele continuaria a fazer o que bem o mal vinha fazendo desde 2015. Rodar o país, investindo no antipetismo com a diferença de que agora ele podia pedir votos claramente. Os outros candidatos também foram pro ataque. O geral do álcool mindo PSDB já começou batendo no Bolsonaro. Em seu histórico da briga com a Maria do Rosário e por ter feitos comentários misógenos, como quando ele disse que teve quatro filhos homens e na quinta vez deu uma fraquejada e nasceu uma mulher. Quem não respeita as mulheres não merece o respeito das mulheres. Teve também esse outro momento aqui em que a Marina Silva da Rede partiu para cima dele num dos debates de TV. Você acha que pode resolver tudo grito na violência? Nós somos mães. Nós educamos os nossos filhos. A coisa que uma mãe mais quer é ver um filho ser educado para ser um cidadão de bem. E você fica ensinando por nosso jovem que tem que resolver as coisas na base do grito Bolsonaro. Você é um deputado, você é pai de família, você é um dia desse, pegou a mãozinha de uma criança e ensinou como é que se faz para atirar. Você sabe o que a Bíblia diz sobre ensinar uma criança, ensinar criança no caminho em que deve andar. E até quando for grande não se desiarado o caminho, esse ensinamento que você quer dar ao povo brasileiro e numa democracia, o Estado é laico. A campanha esquentava, a propaganda de TV começou em 31 de agosto, com o Alquim com um latifúndio de tempo de TV e o PT também com bom tamanho. O Bolsonaro tinha pouquíssimo segundos. No dia 6 de setembro veio o fato que tornou a eleição única na história. Aconteceu em juiz de fora, minas gerais. O presidenciável foi esfacado por Adelho Bispo de Oliveira, um ex-filhado ou pessoal, crítico do Bolsonaro e é adepto de teorias da conspiração. Segundo a polícia federal, o homem que apresenta um discurso confuso, ajiu sozinho e por discordar politicamente do candidato. Ele foi indicado por atentado por incomformismo político e enquadrado na lei de segurança nacional. O ataque afastou completamente o candidato da campanha, levando Bolsonaro a duas cirurgias a um longo período de internação e o tirou dos debates das atividades de rua. Os adversários repudiaram atentado e por decoro e pra não perder votos. Suspenderam inicialmente as críticas duras que viam fazendo a agora candidato, hospitalizado. O que me lembra algo que me disse o laurentino Gomes lá no terceiro episódio dessa série, sobre o prudente de morais. Alvo de um atentado durante sua presidência. Lembra? "Sauro pelo acentado, ele conseguiu sair do atentado com o cita, e tão é dessas coisas que têm na história do Brasil, coisas lindesperadas, como amostros do tancrébo, coisas as finso e sítios de tudo que mudam totalmente o quadro político." Bom, mas voltando ao presidente dessa semana, o candidato sem tempo de TV passou a ser o assunto da TV. Um Bolsonaro fora de combate, quem passou a ser alvo foram seus aliados, como vice-general Amilton Morão, que virou uma metraliadora de comentários e napropriados, como quando ele defendeu uma nova constituinte, peita por notáveis e não por eleitos pelo povo. A situação suigêneres fez com que o tempo passasse, sem que o Bolsonaro fosse forçado pelo processo eleitoral mesmo a moderar seu discurso, a caminhar pro centro. Assim, ele até amenizou algumas coisas, disse que não era bem isso, na questão dos homossexuais, por exemplo. Ele não voltou ao nível de virulência do passado, e passou a dizer que não se importava com a vida que as pessoas escolhiam levar, que a questão se resumia a não ensinar essas coisas na escola. Mas em suma, era o mesmo Bolsonaro de sempre, defensor de armar a população com o livro do ustra como obra de cabeceira, sim, o ustra, torturador reconhecido pela justiça, e insistindo em falar de um comunismo que estaria sombrando a nação, e insistindo também que poderia haver fraude nas urnas eletrônicas. "Não dá pra ter aceitado passivamente, na fraude, na possível fraude, a eleição do outro lado." Bem, a campanha do Bolsonaro continuou, apesar de ser o recolhimento, por meio das redes sociais e pela mobilização dos bolsonaristas, que fizeram músicas como essa aqui. O Adad terminou o primeiro turno em segundo lugar com 29% dos votos. Já o Bolsonaro, mesmo vivendo de "lives" na internet e alvo de vários protestos sobre o motio "ele não", surfo numa onda conservadora, e quase ganhou de primeira, chegou 46% dos votos. O Tissu Nâme de Direita percorreu estados e enxeu com o graço de aliados do Bolsonaroismo. Chegou o segundo turno, e o candidato do PSL, Deslan Show. No meio de outubro, ele chega a registrar 59% dos votos válidos. Era um dia de um presidenciável tão confiante que mandou essa aqui. A gente vai ter com um cara que é um porche, um pau mandalo do Lula até a Santa Paciência. Você decide sair, a equipe Mésica, a equipe Mésica, a decida amanhã, se eu tô em condições ou não. O senhor decide estratégs com a mente também. É louco tudo quanto tem a política exateca. Então a equação entra tudo no meio, o decido da equipe. E nós temos com a Mona Facha, é verdade. Pode até não chegar lá, mas estamos com a Mona Facha. Eu não vai tirar 18 milões de volta de agora até a queda 2 no mesmo. Não vai tirar isso aí. Mas aí aconteceu uma sucessão de coisas. Em 18 de outubro, uma reportagem da Folha revelou que empresários estavam comprando pacotes de disparos em massa, de mensagens contra o PT, no WhatsApp. Uma prática ilegal por duas razões. Por representar doação empresarial, o que não pode, e por não ser declarada. O candidato disse não ter controle sobre os apoios que recebia e passou a atacar duramente a Folha, no que foi seguido por seus aliados e muitos de seus apoiadores. O Bolsonaro sempre foi muito crítico à cobertura feita sobre ele, pela imprensa, dizendo ser perseguido e boicotado. Essa agressividade surgiu quando ele foi objeto de outras reportagens da Folha, como as que trataram da multiplicação do patrimônio de sua família, ou do fato de ele receber ao Silho Moradia mesmo tendo imóvel em Brasília. Se eu utilizou, em algum momento, deputado o dinheiro que você recebia de ao Silho Moradia para pagar esse primeiro patamento. Como estava solteiro naquela época, esse dia eu dava o Silho Moradia e usava para comer gente. - Tá satisfeita agora ou não? - Você tá satisfeita agora? - Não, quer saber o resposta que você merece! - Ele também rechassou uma reportagem da veja, que detalhou o processo de separação de sua segunda mulher, que o acusou de fortar um cofre, ocultar bens, e de ser agressivo. Ela que concorreu a deputada com o sobrenome Bolsonaro, e perdeu, voltou atrás das acusações e defendeu o esmarido durante a campanha. Toda essa clima de animosidade contra a imprensa e não só contra ela, surgiu num discurso do Bolsonaro transmitido num telão na avenida Paulista, a uma semana do segundo turno. - Era uma polícia civil em militar, com retagada jurídica, para fazer valer além do longo de vocês, bandido do MST, sem mentiras, sem fake news, sem folha de São Paulo, queremos a imprensa livre, mas com responsabilidade, a folha de São Paulo, eu não sei que é o que é o que é o Brasil, Você não terá uma verba para visitar a do governo! No mesmo dia do discurso da Paulista, repercutiu na internet outro vídeo, de julho, do filho do Bolsonaro, deputado federal reeleito, Eduardo Bolsonaro. "Cara, se quiser fechar o STF, sá que você faz? Você não manda nenhum gípica, manda um soldado e um cabo. Não é que era de merecer o soldado e o cabo não." O vídeo foi repudiado pelo Adade, por várias organizações e pelos ministros do Supremo. O Bolsonaro pediu disculpas e disse ter reprendido o filho. Além disso, na reta final da campanha, o PT intensificou as críticas ao líder nas pesquisas, evocando a defesa que ele fez da tortura e do coronel Ústra. Com tudo isso, os dias que antecederam a votação tiveram uma escalada de tensão, de difusão de notícias falsas, as fake news e uma multiplicação de relatos de violência. As vésperas do segundo turno, uma série de operações autorizadas pela justiça eleitoral para fiscalizar supostas, propagandas e regulares dentro de universidades gerou mais reações e mais críticas. A sucessão de acontecimentos, no geral negativos para candidatura Bolsonaro, reduziu a vantagem do candidato nos momentos finais da campanha. Os 59% viraram os 56% e, por fim, 55% no data folha. Mesmo percentual saído das uranas no domingo, 28 de outubro. A sete, 21 da noite, deixe do mingo, chega a informação de que já ir Bolsonaro está eleito o presidente da República. Os 57.8 milhões de votos de Bolsonaro o tornaram o segundo brasileiro com mais votos numa eleição presidencial, atrás apenas dos 58.2 milhões de votos do Lula, em 2006. O petista Fernando Adad, obteve o apoio de 45% dos eleitores. Pela primeira vez, em 20 anos, o PT perdeu uma eleição presidencial. Na noite de domingo, o presidente eleito discursou duas vezes, pela internet e num pronunciamento em prensa. Essa segunda fala começou como a oração puxada pelo senador e aliado bolsonarista Magno Malta. Senhor meu Deus e meu pai, nesse momento nós dessomos agradecidos. Bolsonaro falou em respeito à democracia e a Constituição, defender o a redução do Estado e a preservação dos valores da família. E se me permite eu gostaria de fazer a leitura do meu discurso da vitória. Com esse rei da verdade e a verdade, vou se libertar. Nunca estive sozinho, sempre sentia presença de Deus e a força do povo brasileiro. Orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras que, diante da meiaça, de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem colocar o Brasil, nosso amado Brasil acima de tudo. Faço de vocês minhas tercimões de que esse governo serão defensores da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa, não de um partido, não é a palavra van de homem, é um juramento a Deus. Brasil acima de tudo. -Era Deus, era Deus! O presidente eleito recebeu os parabéns do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Aqui em portantas vezes o Bolsonaro se comparou e foi comparado, assim como ele é comparado a outros líderes de direita populista em ascensão pelo mundo. Eu quis saber do Boris Fausto, o que ele espera do governo Bolsonaro e do país. Eu pessoalmente, pessoalmente, do candidato não espero nada. Eu espero que outros setores da sociedade brasileira tenham força suficiente pra calmar esse homem e fazer com que nós tenhamos, pelo menos, um mandato de uma direita civilizada. Se isso vai acontecer, só com bola de cristal, embora eu tenha muitas dúvidas. E nós chegamos a uma situação em que os chefes militares, os chefes militares da ativa são uma referência de moderação aqui nós temos que, sem dúvida nenhuma, considerar que nós temos de alguma maneira que apelar. No quadro que nós temos com setores alucinados, aqui não são majoritários, mas tem um impacto muito grande na vida do país. Eu acho que é inevitável que os militares exerçam algum grau de poder moderador. Vou ver a volta deles na realidade, a volta já está sem processando. Isso é preocupante, claro que é preocupante a função constitucional deles. Não é esmo, mas por outro lado, se eles conseguirem trazer em alguma medida, em alguma medida, um certo equilíbrio, uma certa lógica de governo coerente, sem delírios, sem esterias, eles terão cumprido um papel. É um papel perigoso, é um papel perigoso. O risco de cair numa corrosão, digamos assim, da democracia, a Laturquia ou lá, lá países da Europa oriental, esse é um risco bastante grande, quantas instituições do vídeo da capacidade de leite eslativo de ter um papel muito grande nisso? Acredito que o judiciário pode ter esse papel. Agora dá para falar de um novo governo, de um novo presidente, com características fascistas, como acusaram boa parte dos adversários durante a campanha? Se que a gente quiser falar em termos próprios, com um certo clígora acadêmico, uma pitadinha de uma análise mais acadêmica, não se pode falar que todo esse movimento provou solar, ou seja, fascista, menos ainda que os eleitores dele em sua dimensa maioria sejam fascistas. Mas ele não sai melhor na foto por causa disso. É constatar que o fascismo termo como perspectiva, a reformulação da toda a sociedade, um domínio de todas as instâncias da sociedade, de uma forma total da ídice chamado de totalitarismo, a existência de um partido ou de um estado que encaminhe todas essas coisas e não vejo no Brasil quantos sonhos para isso. Agora estamos embarcando numa situação autoritária. O meu receio é que se naturalize essa situação, que se torne normal, as coisas que venham acontecendo no decoreiro da campanha. Ninguém eu fendi a ministro do Supremo tão abertamente dessa forma. Ninguém falava dos adversários como bandidos vermelhos, coisas que tais, que eles não são isso. Então eu tenho medo que isso se naturalize, e nós cheguemos. Poupas das características do governo, os seus integrantes, pela crise, e tudo, nós chegamos à situação autoritária. Bom, a vitória do Bolsonaro representa uma revira volta no sistema político brasileiro. Uma coisa que me faz pensar em termos de trocas de cadeiras históricas e com todas as devidas ressalvas, no 1930, do Jettulho Vargas e no 1964, dos militares, mas com uma baixa diferença, porque dessa vez, o sistema foi virado de cabeça para baixo, dentro do voto, seguindo as regras do jogo democrático. Teríamos aí uma boa notícia? Concordo que esse é o lado interessante positivo, e que tem ao mesmo tempo uma face negativa, a enxurrada de votos provozonários, isso está ligado realmente a uma crise do sistema. As pessoas querem votar contra tudo que estava aí. Isso tem um peso muito grande, e quem expreça isso da maneira que Fork é de uma maneira mais efetiva, é realmente o Bolsonaro. O resultado das eleições, no sentido da quebra do sistema político, ou do acentuar da crise desse sistema político, e a queda de quase todos os cassíquies, que integrava a nossa política, sobretudo os cassíquies do legislativo, mas é um fato positivo, de uma dúvida nenhuma. O sistema entrou em choque, estava vendo um terremoto, o terremoto se processando de uma maneira passível. O problema é que é terremoto. Passível por não é um terremoto. Tudo isso provocou, o que? Provocou a vitória de nomes, que a gente não sabe bem quem são, até mais do que isso, desconfia de quem são. Nós temos uma coisa positiva, que é a crise do sistema, no sentido da queda, de figuras, algumas figuras que encarnavam um sistema que não funciona mais. Mas por outro lado, a gente não sabe qual é o rumo que esse país toma. Então nesse sentido, aquilo que seria gratificante, muito aspricioso, tem um certo vinagre aí. A renovação é quase um cheque em branco. Como é que esse cheque vai ser preenchido? É no mínimo preocupante. A gente tem que acompanhar. Não tem nenhum outro lado bom, que o senhor te está aqui não. Parece que estou aqui fazendo uma pregação, mas na isso, eu gostaria de fazer aquela coisa mais do tipo, predominar essas coisas, estar em minoria, outras mais tempos, as possibilidades de. Vamos dizer o seguinte, alguma melhora na economia vai acontecer, pode acontecer. Isso é um dado. Pelas próprias condições da economia. Mas alguns sinais de retomada existem capacidade e ociosa, existem entre empresários, um vontade de investir, do que aquela incerteza, do que aquela incerteza. absoluta anterior preleitoral em que com razão eles não gostariam de investir. Então nesse sentido existe uma possibilidade de uma retomada do crescimento. Agora nós vemos a gente vende uma crise tão profunda de anos tão ruins e isso tá associado em grande medida o PT que é difícil pensar em muitos saltos e nós teríamos que dar saltos no mínimo do ponto de vista social para começar a reduzir significativamente o do emprego. Me parece bem claro que o Bolsonaro alvém ser entra numa primeira divisão da política brasileira mas uma dúvida que eu tenho é se a gente já pode falar de Bolsonaroismo, uma vertente política de fato que faça frente ao lulismo que já tá aí há tantos anos. Se ele conseguir manter a popularidade que tem a votação que teve ele pode ser uma figura rival concorrente apesar de todas as características até pessoais dele mas parece que é um setores da população que gostam disso. Nesse caso ele poderia se tornar um líder, um estranho líder digamos assim um extremo líder da direita é uma possibilidade. Por outro lado eu fico imaginando como hipóteses e mais provável que as coisas não têm muito certo ou que não tem nada certo e é muito ruim que a população tenha uma grande decepção mais uma vez mas isso tem uma possibilidade grande de ocorrer. Nesse sentido ele se ofusca agora tem que se comparar tudo isso com o destino do lula o que vai se manter o preciso do lula que tinha um percentual de de votação quando se cogitava da sua candidatura tinha um percentual muito alto uma coisa certa o lula que transferia a votos já não transferia tanto assim. E para concluir dá para ver na vitória do Bolsonaro é coge outros momentos da história brasileira que é afinal de contas o tema desse podcast. A comparação com o passado tem um problema não é que não deve ser feita deve ser feita mas ela tem sempre um problema quando se quer colar muito no passado. A história se repete a história não se repete então sempre tem diferenças profundas mesmo quando ocorre em coisas que possam ter alguma semelhança a semelhança é a aparição de uma figura salvadora que centra num objetivo e que consegue faz com que a população ou uma grande massa de eleitores aceitem como vale do aquele objetivo. O jânio pegava as coisas pelo lado da corrupção, a vassura, o que ele fez? Ele insistiu nessa tecla de varreia corrupção e a esquerda ou os nacionalistas que apoiaram o general lote naquela ocasião não perceberam que o tema da corrupção é um tema que tinha muito eficácia o color também salto de paraquedas com a história dos marajás. Isso pegou, pegou, pegou muito. Nesse sentido tem uma semelhança porque qual é o alvo do Bolsonaro? O alvo principal do Bolsonaro é um alvo mais expressamente político que é o anti-PT, o PT é o mal supremo, o PT é o demonio e eu vou liquidar o demonio. Então nesse sentido dizem umas emelhanças. Eu diria que há coisas da história que sim que repetem e elas se repetem porque são características mais de longa devoração na vida de um país. Vamos pegar o Brasil para concretizar isso. A tendência forte é o autoritarismo, o homem, salvador que então a gente projeta por passado em situações do passado. Por que a gente pode fazer valar que a história se repete nesse nível. Primeiro se repete em circonstras das ben diversas, mas por outro lado há uma repredição no sentido de que há uma tradição forte e autoritária no país que ressurgie numa situação de profunda crise e é isso que nós estamos vivendo. Com a próxima arcada para primeiro de janeiro de 2019, o mandaturo sucessor do Michel Temer vai até o fim de 2022, ano em que pela Constituição está prevista a próxima eleição presidencial. Durante a campanha, o agora presidente eleito propôs o fim da eleição com a regra javalendo para se próprio. Se ele cumprir a promessa e a proposta passar no congresso e se tudo ocorrer dentro do script sem pítima ou outras ocorrenças, em primeiro de janeiro de 2023, o presidente já ir Bolsonaro passará a faixa na seu sucessor. "Balhadeiro do Brasil, a chofe das suas organizações terroristas, nós oporremos as nossas próprias organizações de jovem." "A obrigação de todo o brasileiro padriota é conduzir-se de modo a preservar o Brasil da guerra, é o que nós, como ministro, ademos de fazer, ademos de fazer com o apoio do povo." "Balhadeiro da São Paulo de Pinto, ministro e gesto, a niação de generar um guerra civil, reso-inar de proízo internacional, perdiu." "Sóis dos Inconfinentes de 1799, em esta realização de 1960, a sua etapa de radeira." "Não começamos a diodeus, já, porão eles que começaram, pois agora eles irão ter lá." "Não é razão para ser pessimista, e é um povo que sobe em sua vontade." "Tememos que a gente não pode fazer tudo o que temos de fazer, é que, em um topo de hem, esteco na calva." "Apluchou o presidente da República, deixou a sede do governo, deixou a nação a sèfala." "Não está de redivida, meus patristas, quero dizer-les que neste momento, o recebo com permissão da prisão de perda pouco do governo a dormir e arrasta." "Apando do governo, está doce, e esta comunicação faça o que é que está nação." "Ameralitar agão, está sendo um ponto de oito, e ter o outro liderado. Ameralitar agão, dá-me que aconcime porque eu te marco com meu rebalho. Estou com a garota de um tromba reis, que o presidente foi desencomando-se o general Cruz, que está criando o estado da Mar. O país pode ser agatado a uma crise inconfinhada." "A sobia nossa responsabilidade, o povo, a ordem, assim sendo declaro vagas a presidente da República." "De turma agora ou a turma nas casvas, passam a mão general, para a general e o povo não tem mais nem liberdade e possibilidade de fazer o seu direito." "Com esse já, nós estamos estitvidos a ditatendo." "É do interesse nacional, que ponhamos um bata contra a ronúncia." "Não é o torno, é o cargo da velha direcion, que ele tem que estar com o exército da vida, que eu sou eu, não tenho." "Não tenho, nem não compromete com a ditadura em termos de dizer a verdade, eu estava no campo, eles estavam no bão de ordem, a condição." "Azio tem que ter que ir em termos de uma certa forma." "Enrey, eu não tenho imaginado esse feito das tentações que morzem os aposeitadores." "Petei ter um pedido de escutas." "Não, renunciarei, repito." "Vamos para ele, não renunciarei." "Não con notínei um crídias com a sanidade." "Glá, é, por favor." "O absoluta convicção, meu digo, este país vai dar certo." "O Brasil, acê mais tudo, que o seu Deus, o Rio de Janeiro, está a agruir." "Puerto, meu Deus." "Que Deus não tem a misericórdia dessa ração." Eu sou Rodrigo Viseu e fiz a pesquisa, produção e apresentação desse podcast. O Victor Parolin fez a direção de som e a edição de som. Eu agradeço a todos os historiadores, cientistas políticos, economistas e jornalistas que participaram do presidente da semana. José Murilo de Carvalho, Laurentino Gomes, Ana Luisa Bakes, Lilia Schuarkes, Maridau Priore, Isabel Lustosa, Carlos Daróis Pedro Doria, Christian Lynch, Eluisa Starlin, Jorge Ferreira, Daniel Arão Reis, Carlos Fico, Marcos Napolitano, Angela Moreira, Cloves Rossi, Brasilio Salum, Mônica de Bolly, Vinicius Torres Freire, André Sínge, Demetro Manhole, Celso Rocha de Barron, Carlos Pereira e Bóres Fausto. Agradeço a meus colegas de folha que emprestaram suas vozes aos presidentes e outras figuras da época em que não existiam vozes de gravadas. Agradecimento também é a equipe da TV Folha que várias vezes auxiliou na produção técnica da série e cujos vídeos foram uma tere a prima de várias edições muito legais que você ouviu nos episódios. Obrigado também ao Ramão Minero, que fez a edição de som de quatro episódios. Seja por informações bastidores ou audios originais, eu agradeço ainda entre ou. outros, a gênerosíssima equipe do projeto República da OFMG, ao jornalista Elio Gaspar, pela conversa e por sua cruciar o obra em cinco volumes sobre a ditadura. Ao incrível conhecimento sistematizado pelo CPDOC, o Centro de Pesquisa Histórica da Fundação Jettulho Vargas, a usar o de os vídeos e documentos originais organizados pelo Memorial da Democracia, iniciativa da Fundação Perceu Abramo e do Instituto Lula, as equipes que mantém os acervos de jornais como folha, o Estado de São Paulo e o Globo. Ah, é claro, eu agradeço. Acima de tudo, a você que desde abriu nos ouve e nos envia sugestões, correções, elogios, críticas e está sempre divulgando nas redes sociais nos grupos Joach Zapp e nas conversas de bar, o trabalho da Espodcast. O seu feedback foi muito maior e mais recompensador do que o Vitorie, eu podíamos imaginar. Até a próxima! [Música] [MÚSICA DE FUNDO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. Jair Bolsonaro, um capitão reformado do Exército, foi eleito presidente do Brasil em 2018, rompendo com a tradição política ao nunca ter ocupado cargos no executivo ou ter uma biografia significativa no centro do poder.
  2. Sua trajetória política começou como vereador em 1988 e depois como deputado federal por 27 anos, sempre no baixo clero, defendendo pautas militares e posições estatistas.
  3. Durante a carreira militar, ele foi preso por escrever um artigo sobre salários e foi absolvido pelo STM da acusação de planejar explosões em quartéis, apesar de avaliações negativas sobre seu comportamento.
  4. Bolsonaro é conhecido por seu tom agressivo, defesa da ditadura militar e declarações polêmicas, como elogiar a tortura e defender o fuzilamento de ex-presidentes.
  5. Sua ascensão política foi impulsionada pelo antipetismo, conservadorismo e uso eficiente da internet, especialmente após sofrer um atentado a faca em 2018.

Summary:

Este texto descreve a trajetória de Jair Bolsonaro, desde sua infância no interior de São Paulo até se tornar presidente do Brasil em 2018. Diferente de seus antecessores, Bolsonaro nunca ocupou cargos no executivo e passou a maior parte de sua carreira política como deputado federal de baixo clero, defendendo pautas militares e posições estatistas. Sua carreira militar foi marcada por controvérsias: foi preso por escrever um artigo sobre salários e absolvido pelo Superior Tribunal Militar da acusação de planejar explosões em quartéis, apesar de avaliações negativas sobre seu comportamento.

Como deputado, destacou-se por seu tom agressivo, defesa da ditadura militar e declarações polêmicas, como elogiar a tortura e defender o fuzilamento de ex-presidentes. Sua ascensão política foi impulsionada pelo antipetismo, conservadorismo e uso eficiente da internet, especialmente após sofrer um atentado a faca em 2018. O texto também aborda sua tentativa de reescrever o passado, como a defesa de uma nova comissão da verdade para apurar atos da esquerda armada, e sua visão autoritária, que preocupa historiadores como Boris Fausto.

Bolsonaro representa uma ruptura na política brasileira, sendo o primeiro presidente eleito pelo voto popular sem experiência no executivo ou biografia no centro do poder nacional.

FAQs

Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955 em Glicério, São Paulo. Filho de Percy Geraldo Bolsonaro, dentista prático, e Olinda, ainda viva. Tem ascendência italiana e alemã.

Bolsonaro ingressou no Exército em 1977, formando-se na Academia Militar das Agulhas Negras. Em 1986, foi preso por 15 dias por escrever um artigo pedindo aumento salarial para a tropa sem autorização.

Em 1987, a revista Veja publicou que Bolsonaro planejava explodir bombas em unidades militares para pressionar por reajuste salarial. Ele foi absolvido pelo Superior Tribunal Militar por falta de provas conclusivas.

Após se tornar mini celebridade militar, foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PDC em 1988. Em 1990, realizou o sonho de se tornar deputado federal, cargo que ocupou por 27 anos.

Bolsonaro defendeu publicamente o regime militar e seus métodos, elogiou o general Médici e propôs uma nova comissão da verdade para apurar atos da esquerda armada.

A ascensão de Bolsonaro foi impulsionada pelo antipetismo, conservadorismo crescente e uso eficaz da internet. Sua facada em Juiz de Fora também gerou simpatia popular.

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