[Música] [Música] [Música] [Música] É possível estudar a história do Brasil antes do Brasil existir? Até que ponto é possível entender como que os povos antigos viviam. Esses são apenas algumas perguntas que podemos nos fazer quando estudamos com mais atenção, o período conhecido como pré-história do Brasil. Falar sobre pré-história é algo que chama a atenção de muitas pessoas, por se tratar de algo tão abrangente e o mesmo tempo fascinante. Nos últimos anos, tem crescido a quantidades de pesquisas e trabalhos feito estendo como base a pré-história do Brasil, mas isso não quer dizer que é um campo sem debates, estretas e que está em constante evolução. Logo, compreender um pouco mais sobre a pré-história do nosso país vai te ajudar muito a conhecer diferentes áreas do conhecimento e como que elas conversam. Uma das coisas mais importantes em história é compreender conceitos e o sentido que as palavras têm. Por isso, para compreendermos bem esse episódio, vamos precisar investir um tempo compreendendo bem o título desse episódio. Antes de qualquer coisa, o que é o Brasil? Ou melhor, a partir de qual momento podemos usar o termo Brasil para nos referirmos ao nosso território? Se fomos levar ao pé da letra, o Brasil enquanto um estado nacional só passou a existir após 1822 depois da independência de Portugal. Falar sobre a pré-história do Brasil seria o mesmo que falar de tudo que aconteceu até a independência? Não, não é essa definição que vamos usar aqui hoje. De acordo com o historiador Pedro Paulo Funari e o historiador Francisco Silva Noel, usamos o termo Brasil para nos referirmos à pré-história apenas de forma didática, uma vez que queremos trabalhar no espaço geográfico que temos hoje em nosso país. Logo, os eventos que serão narrados aqui hoje fazem parte desse grande território que chamamos de Brasil, mas não se espante se ouvir uma vez ou outra, eu citar alguma região da Argentina, Chile ou Venezuela para tratar da pré-história brasileira. Isso acontece porque as fronteiras são uma invenção moderna, os humanos que viveram a milhares de anos aqui, não estavam nem aí para essas divisões que nós fazemos hoje em dia. Eu sei que pode parecer um pouco estranho, mas para estudar a pré-história é preciso ter nimente que algumas concessões vão precisar ser feitas. Bom, mas para estudar a pré-história do Brasil é preciso entender também o que que é pré-história. E pode parecer uma pergunta aboba ou simples, mas não é. Aqui no feed do História Em Myora eu tenho um episódio chamado "Pra História", onde eu trato dessa questão, e nesse episódio eu falo também que a pré-história é o maior período histórico que nós temos, e vai ser dentro desse período que vamos estudar a origem das primeiras espécies humanas e de que forma que elas se desenvolveram ao longo dos milênios. Além disso, conversamos bastante sobre o que caracteriza um período ser chamado de pré-histórico. De acordo com as definições mais clássicas, mais tradicionais do que que é pré-história e que inclusive é muito criticado, esse é um período caracterizado pela presença humana na Terra, mas que ainda não existia a escrita. Logo, de acordo com essa definição, a história só começa quando o ser humano passa a escrever, o que vem antes desse período é pré-histórico. E é claro que nós podemos fazer uma série de problematizações e questionamentos a respeito dessa definição, porque existiram vários povos super complexos que deixaram vários tipos diferentes de vestígios, mas não necessariamente ligados à escrita. E por esse motivo, nós vamos falar que os caras não têm história, óbvio que não, né? Mas enfim, gente, uma vez que compreendemos os dois conceitos que dão nome a esse episódio, pré-história e Brasil, já podemos definir qual será o nosso foco de estudo aqui hoje. Nesse episódio, eu vou adotar a definição de pré-história do Brasil, do Funari e do Noelle, que afirma o que estudar esse período, é compreender tanto as primeiras migrações humanas para o continente americano e, em seguida, o seu estabelecimento no território que hoje chamamos de Brasil, quanto entender como que esses grupos povoaram o território, compreendendo a formação de macere de povos, línguas e costumes. E, por fim, vamos abordar a história de parte desses grupos até antes mesmo da chegada do esporto-guês aqui. O ponto aqui é fazer um contra-ponto dessa ideia de que antes dos portugueses chegarem aqui, não existia a história. Na verdade, de certa forma, é justamente ao contrário. O esforço que eu vou fazer aqui hoje é mostrar para vocês com rica e complexa a história dos habitantes do nosso território, no ano antes da chegada dos portugueses, no chamado novo mundo. Se queremos entender como que se deu a formação dos primeiros grupos humanos que viveram no Brasil, é preciso entender como que eles chegaram aqui. Afinal, como se eles humanos não brotam em árvores, devem existir algum tipo de explicação que indique como que os povos humanos ocuparam o planeta. É uma unanimidade que a vida humana tenha começado em algum lugar do continente africano. Podemos confiar nessa informação porque existem achados arqueológicos que através da adaptação com o carbono 14, conseguem aferir de qual período pertencem. Mas, além disso, com o avanço da tecnologia, é possível hoje fazer um estudo com o DNA desses vestígios. Diversos cientistas pegaram essas amostras de DNA e concluíram que todos os homo sapens sapens, que é a nossa espécie, são originários da África. Porém, o ponto interessante é que essa espécie humana surgiu em uma região específica do planeta mas não ficou parada. A história do homo sapens sapens é uma história da migração. O arqueólogo Jean-Paul de Molle até faz uma brincadeira que tem um fundo de verdade. Ele diz que, pelo menos na opinião dele, o homo sapens não deveria ter esse nome, e sim homomigran, que significa o "manu que migra". Ele vai dizer o seguinte sobre isso, abre aspas. A história humana é muito marcada pelo movimento e, sem grandes fluxos, fonte de misturas, nosso destino não seria o mesmo. Essas andanças constantes são uma característica humana. E claro, existem outros animais migrantes, mas eles seguem, em geral, um ritmo ligado às estações do ano. No nosso caso, essas grandes viagens foram feitas sem retorno, deixando traços disso em todas as épocas. Fech aspas. O relato desse professor é muito legal, porque mostra que existe uma natureza humana. E essa natureza está ligada ao movimento e a descoberta do novo. Bem, pelo menos isso é uma hipótese. Mas, enfim, gente, além do homo sapens não ficar sedentário na África, ele conseguiu chegar em outras regiões do planeta. Como, por exemplo, na palestina, chegando lá pelo menos 92 mil anos e pelo menos 50 mil na océania. Por mais distante que o nosso território esteja dessas regiões do mundo, o homo sapens sabem também foi capaz de dar as caras por esses lados. O grande problema é que existe uma teoria mais aceita sobre a chegada dos homenídios na África. Mas uma brasileira tem colocado tudo isso em cheque, e gerado a maírotreta dentro dos estudos pré-históricos. Até a segunda metade do século 20, existia uma ideia muito clara a respeito da chegada do homo sapens na África. Muitos pré-historiadores acreditavam que a principal teoria sobre o povoamento da África tinha relação com a era glacial que o planeta passou por volta de 20 mil anos atrás. A temperatura do mundo teria ficado muito baixa, criando uma série de camadas de gelos nos oceanos. Uma das áreas que foram impactadas com esse gelo foi o estreito de Behring, uma pequena faixa de água que liga a Siberia, que atua a Rússia, com uma lasca atual Estados Unidos. Entre 15 e 10 mil anos atrás, a temperatura global se equilibrou, e as temperaturas mais estáveis ajudaram o nível do mar a diminuir ao ponto de que as águas do estreito de Behring deram espaço para uma grande camada de terra. Essa passagem seria o caminho ideal para que homo sapens saísem da Ásia e chegassem na América do Norte e séculos após séculos, migrassem para o Sul até chegarem no Brasil. Essa forma de explicar a chegada dos homenídeos na América é conhecida como teoria de clóveis, pois parte de um achado arqueológico que corrobora com essa teoria foi encontrado em um sítio na cidade de clóveis lá nos Estados Unidos. No sítio arqueológico de clóveis encontraram instrumentos de pedra la escada como por exemplo, pontas de lanças que eram fixadas em estacas de madeira para que eles praticassem a caça. É bem provável que essas ferramentas fossem usadas para caçar animais de grande porte, como por exemplo uma multis e besões. Essas linhas são.
são datadas de aproximadamente 11 mil anos de idade. E para os defensores dessa tese, esses vestígio e seriam os mais antigos da América. Mas existe um outro aspecto muito importante da teoria de Cloves. De acordo com essa tese, os seres humanos que colonizaram a América eram mongoloides, ou seja, agrupamentos humanos contra as suas asiáticos. Essa tese se mostrou corretta por muitos anos, porque os nativos indígenas da América do Norte e até da América do Sul tinham traços asiáticos, como por exemplo a estatura média mais baixa, olhos mais puxados e cabelo liso. Essa seria um prova isso suficientemente incríveis para batermos um martelo para dizer que foi dessa forma que o ser humano ocupou a América. Daria para afirma isso se não fosse entrada dos sítios arqueológicos na parada. No final do século XIX, diversos paleontólogos, biólogos, naturalistas e arqueólogos vieram para a América do Sul para investigarem um continente que em muitos aspectos ainda não era tão conhecido. Em 1840, um naturalista de Namarquei, chamado Peter Wilhelm Lund, estava fazendo algumas pesquisas paleontólogas na província de minas gerais, quando descobriu diversas grutas na região de Lagoa Santa. Nas proximidades da capital Belo Horizonte. Dentro dessas grutas, ele encontrou restos humanos e vestígios de animais estintos. Se liga no relato que esse naturalista fez em 1844 depois de sua visita ao Brasil. Abre aspas. Achei restos humanos em uma caverna que continham misturados com eles, ossos de diversos animais estintos, eram em parte petrificados e também penetrados de partículas férias. Fecha aspas. E esse relato é importante porque a própria observação do Lund no século XIX constatou que se tratava de algo muito antigo. E o tempo provou que ele estava certo. Quando as análises de carbono 14 foram feitas nesses achados, a conclusão foi de que os vestígios de Lagoa Santa possuíam mais de 10 mil anos de idade. Só que as descobertas em Lagoa Santa não pararam por aí. Em 1975, um grupo de pesquisadores encontrou em uma das grutas, um crânio humano e outros ossos do corpo. E esses fósseis foram levados para estudos e o resultado foi chocante. O crânio tinha 11.680 anos. Ou seja, esse vestígio encontrado em minas gerais era o fósseo mais antigo do continente. Os cientistas batizaram esse fósseo de luzia e a partir daquele momento, os vestígios que foram sendo descobertos em Lagoa Santa foram sendo denominados como pertencentes ao povo de Luzia. Mas se engana quem acha que as novidades param por aí também. A partir dos estudos do antropólogo físico e arqueólogo, Walter Alves Neves, descobreu-se que Luzia não tinha características mongoloides e sim negróides. Em outras palavras, eu estou dizendo que além da Luzia, eu representar um choque na datação do fósseo humano mais antigo da América. Ela abre uma porta para afirmar que o estreito de Behring não foi o único caminho usado pelos humanos chegarem aqui na América. Como Luzia não tinha traços mongoloides, mas sim negróides, seria possível dizer que ela tinha uma origem em povos nativos da Austrália ou da África Sub-Sahariana. Muitos desses cientistas irão propor trajetos possíveis para chegar da dos humanos com esses traços físicos. E uma das principais teorias é que eles tenham chegado através de embarcações primitivas, cruzando ou se ano pacífico. Enquanto uma parte dos estudos pré-históricos brasileiros focados no povo de Luzia, tentam entender como eles chegaram aqui, outra parte se debrou-se em estudar como que grupos humanos se organizavam. A partir das análises dos achados arqueológicos, os estudiosos irão afirmar que os habitantes de Lagoa Santa se organizavam em grupos de aproximadamente 25 pessoas. Quando o número de indivíduos no grupo aumentava, ficava mais difícil a obtenção de alimentos. Com isso, esse grupo maior se dividia em dois grupos menores, garantindo que todos tivessem acesso à comida. E era bem provável que o povo de Luzia vivia da caça de animais de pequeno e médio-portes, e também da coleta de frutas como pequi e já tobar, sendo que vez ou outra também praticavam a pesca. Essa relação com a pesca e a coleta de alimentos variados só foi possível graças a proximidade com a água. Além disso, os arqueólogos atestaram que o povo de Luzia era nomade. Os grupos utilizavam uma região de acampamento base, onde construíam mais ou menos 5 cabanas ao redor de uma fogueira para abrigar os membros do grupo. Eles utilizavam também as cavernas como abrigo, além de um local para enterrar as pessoas mortas. Quando uma pessoa morria, o seputamento era realizado em dois momentos. Inicialmente, o corpo era enterrado na posição fetal, ou seja, com as pernas dobradas e o joelhos encostados no peito. Algumas vezes, os indivíduos eram enterrados com alguns pertenses, como em feites e ferramentas. Mésseis depois, quando o corpo já havia se decomposto, os ossos eram retirados, passavam por um ritual que incluía pintá-los de ócri, e então eram enterrados novamente, mas dessa vez em uma cova menor. Tem algumas fotos que mostram como era uma tumba mortuária do povo de Luzia, e vou colocar lá no grupo dos apoiadores no WhatsApp. Mas por mais que descoberta de Luzia, tem achocado o mundo pré-histórico. Essa não foi a única brasileira a abalar estudiosos. E hoje eu quero falar mais sobre outras teorias a respeito da pré-história do Brasil, mas me não me ronchinha aí da gente que daqui a pouco a gente volta, e eu falo um pouco mais sobre debates, fogueiras, teses, conchas e inteligência. Segura aí que é um minutinho só. Eu sempre sonhei em poder viver de criação e de educação. E graças ao apoio de vocês lá na Poece, isso se tornou realidade. Entre em apoia.se/história-meora, que com 10, 20 ou 30 reais por mês, você não só contribui para esse trabalho continuar acontecendo, como também recebe recompensas exclusivas para os apoiadores. Com 10, você tem acesso a um podcast semanal exclusivo. Eu me aprofundo em um tema de um dos episódios da semana, e envio diretamente para o seu e-mail através do apoia-se. Já tem mais de 70 episódios por lá, e você vai receber acesso a todos eles. Além do podcast exclusivo, com 20 reais, você também recebe acesso a nosso clube do livro. Todo mês, nós lemos um livro sobre história e conversamos no grupo do Telegram. E depois de 30 dias, fazemos o Macon Zoom para compartilharmos as nossas impressões. E com 30, além das recompensas anteriores, eu te adicione no meu amigo espróximo no Instagram, onde publico conteúdos de arios com curiosidades históricas, tanto no arrobe história e-mail hora quanto no arroba profe vitoçoares. E se você tiver alguma dúvida sobre o apoio, é só entrar em contato comigo pelo e-mail, "História
[email protected]". Apoia.se/história-meora é apoia.se/história-meora Olha a gente! Abre aspas. O preço posto de que o homem teria vindo para a América únicamente a pé, atravessando o estreito de Behring, atrás dos rebanhos de animais que migraram, não faz justiça a capacidade intelectual humana, reduzindo o homem americano a um descendente de um animal não mais capaz que os camelhos, mastodontes e besões que migraram para a América. Fech aspas. A frase que você acabou de ouvir foi dita para uma das maiores cientistas do Brasil. Eu estou me referindo o ar que o óloga Niedgidon, e esse relato da Gidon é bem claro em relação a quem ela faz uma crítica. Para ela, a teoria de Cloves não explica muito sobre como que o ser humano chegou na América. Gidon vai desenvolver uma outra teoria e bem mais usada para falar a verdade. Ao fazer algumas pesquisas em um sitio arqueológico no Piauí, Gidon encontrou vestígios de uma fogueira que tinha datação de mais de 50 mil anos. Ou seja, se esses vestígios estiverem corretos, Niedgidon será a pionera em uma das descobertas mais incríveis de toda a história. Para além disso, usando a teoria de Gidon, é possível pensar qual foi o primeiro brasileiro da história. E esse é um assunto muito legal, e eu quero continuar esse papo com os apoiadores do podcast lá no apoio. Se você quiser ouvir esse episódio e os outros mais de 100 episódios exclusivos que já tem por lá, é só clicar no link da descrição ou acessar apoia.se/historymeora. Mas enfim, gente, essa descoberta da Guidona, Piauí, não aconteceu. lá por acaso. É nessa região que existe a maior concentração de sítios arqueológicos de todo o Brasil. Esse sítio fica localizado no Parque Nacional da Serra da Capivara, um parque criado em 1979. Na Serra da Capivara, foram encontrados também investígios que ajudam a criar algumas hipóteses sobre os umidos que viviam nessa região. Os grupos eram nomades de características mungoloides, formados por poucos indivíduos que preferiam ficar concentrados em áreas abertas perto da água. Os habitantes dessa região do atual Piauí conseguiram desenvolver o uso de suas ferramentas. A primeira ferramenta tinha relação com a utilização de pedras, sendo que a maioria dessas pedras ainda eram encontradas na própria região. Mas eles também se deslocavam para regiões mais distantes em busca do Sylex, que é uma rocha bem dura. Uma das principais características desses grupos era a realização de desenhos nas paredes das cavernas, são as chamadas inscrições ou pinturas ou pestres. Comparando essas inscrições com outras encontradas nos atuais estados da Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, mas arqueólogos perceberam que existem grandes semelhanças entre elas, chegando a conclusão de que todas teriam sido feitas pelo mesmo povo. E é claro que isso é uma hipótesia, mas pode indicar uma relação entre os povos que nós não tínhamos conhecimento. A cerra da capivara vai ser um desses exemplos caricatos, mas existem outros cítios arqueológicos que podem nos indicar uma presença humana bem marcante. Uma outra descoberta dos arqueólogos foi a dos Sambakis, e essa é uma palavra de origem indígena que significa "montoado de mariscos" ou "conchas", ou seja, estamos falando de uma construção complexa mais como materiais simples. Os Sambakis habitaram o Brasil por volta de 7.000 anos atrás, e eles não vão se concentrar em uma região específica do país, e sim em uma larga faixa de terra, tomando boa parte do litoral do Brasil. Os Sambakis foram encontrados no maranhão, no Piauí, na Bahia e até no Rio Grande do Sul. Os Sambakis funcionavam como espaço de convívio social. No centro do Sambakis, na região mais elevada, os Sambakis eiros construíam as suas cabanas. Essa região central também era utilizada para enterraram seus mortos em um ritual complexo e cheio de simbolismos. Analisando os Sambakis, os arqueólogos obtiveram diversas informações sobre os hábitos e costumes dos Sambakis eiros. Eles procuravam construir seus montes de conchas na beira de rios e de mangas, viviam da caça de pequenos mamíferos e principalmente da pesca. Como a quantidade de comida disponível na região em que viviam era farta, eles não tinham necessidade de se deslocar com frequência de um lugar para o outro em busca de mais alimento. E essa era uma vantagem de se alimentar daquilo que o seu habitat pode fornecer. Ainda sobre os Sambakis, alguns estudiosos têm apontado que existiram Sambakis até 10 metros de altura e que teriam levado mais de 500 anos para atingir esse tamanho. Mas ainda não se sabe explicar por que os Sambakis eiros faziam essas elevações. A hipótese mais trabalhada é de que quanto maior o Sambaki, maior era o prestígio social das pessoas que nele viviam ou nas pessoas que estavam enterrados nele, como uma espécie de pirâmide do Egito Antigo, tá ligado? Bom, esse modo de vida acabou desaparecendo pouco antes da chegada do esporto guises no Brasil. Uma outra região do Brasil, que é um terreno fértil para pesquisa para a história brasileira, é a região amazônica. Estudos feitos por arqueólogos indicam que há pouco mais de 12 mil anos povos caçadores, coletores já viviam na região amazônica. Essas populações se concentravam principalmente a beira dos geos. E eu não sei se vocês estão percebendo, mas até aqui, todas as regiões que falamos até agora têm alguma relação direta com a água. Isso acontece porque a água permitia que atividades como a pesca e a navegação para outras regiões fosse possível. Na amazônia, o domínio da agricultura foi alcançado pelo menos 3.500 anos e com isso as populações da amazônia começaram a se sedentarizar. Pouco a pouco foram surgindo os sociedades mais complexas com organização irarquica e produção de artesanato mais elaborado. Dos povos sedentários da amazônia temos três que se destacam. Uma dessas civilizações estabeleceu no norte do atual estado do Pará e teria surgido por volta do ano 200 depois de Cristo. Ela se desenvolveu na ilha de Marajó e ficou conhecida como a civilização Marajóara. Durante vários meses do ano, uma parte da ilha fica coberta por um mensual de água. E para escapar dos alagamentos, os Marajóaras construíram aterros artificiais conhecidos como tezos. Esses aterros tinham mais ou menos 5 metros de altura e pudiam alcançar até 200 metros de comprimento. Era sobre os aterros que os Marajóaras construíam suas habitações, ou seja, a que arqueologia consegue provar que os povos pré-históricos brasileiros também desenvolveram uma tecnologia própria. Uma outra característica dos Marajóaras se refere a sua produção de cerâmica. Eles confeccionavam objetos variados, como urnas funerárias, estatuetas, tangos, vasos, bancos e colheres. Em geral, essas peças tinham um fundo branco e eram pintadas nas cores pretas e vermelha. A civilização Marajóara teria durado até meados do século XIV. Se por um lado, conseguimos saber muito sobre os hábitos de um povo através da arqueologia, algumas informações são obviamente limitadas. Como por exemplo, a explicação do porquê que alguns grupos deixaram de existir mesmo sem a presença de europeus no continente. Um outro grupo que se desenvolveu na Amazônia é um pouco menos complexo do que a civilização Marajóara, mas de qualquer forma, foi um agrupamento humano que existiu entre os anos 900 depois de Cristo até o século XVII. A chamada Cultura Tapajônica surgiu as margens do Rio Tapajós no atual Estado do Pará. Uma das características principais da cultura tapajônica foi a sua produção de objetos de cerâmica. Hoje em dia consideramos isso uma questão artística, mas na época poderia simbolizar muito mais coisas, como por exemplo, Rituais e Eligiosos. Utilizando a cerâmica, eles construíam principalmente estatuetas, cachimbos, vasos e urnas decoradas com representações humanas e de animais. Por fim, a região Amazônia ainda presenciou uma terceira civilização se desenvolver nessa região. Durante muito tempo, pesquisadores afirmaram que as sociedades da Amazônia estavam organizadas em torno de pequenas aldeias que tinham no máximo 100 pessoas. Porém, vestígios encontrados na região do alto-shingú, no norte do Estado do Matugroço, ter levado esses estudiosos a repensar em melhor a suas escolhas de pesquisa. Essas novidades estão levando em consideração novos dados que dizem a respeito aos anos 1200 a 1600, mostrando que nesse período teria existido no alto-shingú, uma civilização mais complexa. Essa sociedade seria de 19 aldeias de formato circular, interligadas umas as outras por uma rede de estradas. Toda essa área seria cercada por possos e palissadas, que é um conjunto de estácas ou várias de madeira, fincadas no solo, formando uma espécie de cerca, com o objetivo de preservar um espaço, seja para a privacidade, ou seja, para se proteger em ataques. A maior das aldeias da civilização do alto-shingú teria uma população de 2500 a 5000 pessoas. De acordo com alguns estudiosos, nessa civilização, havia uma divisão social e herárquica, ou seja, a sociedade dividia-se em grupos e um estinha uma posição social mais privilegiada do que outros. Todas essas regiões brasileiras que comportaram o surgimento e a ascensão dos primeiros homenídeos na América nos ajudam a compreender de que forma o nosso território é complexo desde a sua formação. A própria Anie Edgiddon vai dizer que o que faz mais sentido para a ocupação da América é que ela tende sido feito em momentos em pontos diferentes, pois somente isso explicaria a tamanha diversidade de línguas e povos que viveram aqui no Brasil. Tem episódio aqui no feed contítulo de indígenas brasileiros, e os diferentes povos que conversamos nesse episódio só existem porque a milhares de anos, esses homo sapem sapens decidindo cruzar o desconhecido, talvez para alimentar o seu desejo quase sentivo de migrar e desbravar o novo. Analisando essa longa para a história do Brasil, podemos testar o quanto somos diversos, mas isso não impede que sejamos todos brasileiros, fato que se
Sempre está em debate, mas isso já é um papo pra uma outra meia hora. [Música] Senhorês, muito obrigado por ter ver o que tem aqui. Não vi to soar e eu sou professor de história e você acabou de ouvir o história em meia hora. Eu gosto bastante de falar de história do Brasil, como eu já falei com vocês, mas eu sou bem sincero, pra história também já não é um tema muito querido pela rapaziada, como o Brasil no meio então. Eu acho que vai flopar esse episódio, mas o tema importante, o tema relevante, eu acho ele muito legal também, então ele vai sair assim mesmo. Mas é claro, gente, se bastante pessoas compartilharem, se tiver bastante play, se for, enfim, bastante ouvido, tem um número de forne bem, mas basicamente disso quer dizer que é um tema interessante pra rapaziada e com certeza eu falei mais caso o episódio tem um bom desempenho, tá? Então, se você quer mais episódios desse tipo, compartilhe ele aí pro dar uma moralzinha, dar uma moralzinha lá no Instagram, posta nos Stories e me marca no @historymeiaora, depois você também pode postar um Twitter se você quiser e aí me marca no @h30podquest. Apaziada, não se esqueça, tá? Se você gosta do História Meora, se você quer ver esse podcast por muito tempo ainda de pé, dá uma passada lá na poia, se beleza? É a poia.se é a história meora, que tem mais de 100 episódios exclusivos pra quem me apoia por lá, tá bom? Também tem clube do livro, tem conteúdo diariamente lá no Instagram, no Close Friends, depende né, do nível do plano né, que você se nala lá na poia. Tá bom? Então é isso, mas só se você quiser e puder me ajudar, tá bom? Mas uma outra forma de me ajudar também através do Pix, o meu Pix e o meu contato é História Meora @gmeio.com. Rapaziada, lembrando vocês que o História Meora tem a parceria com a loja, tá bom? E o L e J, L, já? Você entra no site deles, L, J, ponto com, ponto BR, digita História Meora que você vai ser levado pra nossa lojinha, e na nossa lojinha tem várias camisetas, moletons, vários produtos nossos lá, tudo original do História Meora, e claro né, além de você ficar gatão ou gatona com produtos muito bonituais, do História Meora, você também ajuda o meu trabalho a continuar de pé desse jeito, tá bom? Rapaziada, outra coisa que eu vou te pedir, isso aqui no custo-nada, é zero reais, é um minutinho de teu dia, vai no perfil do História Meora, no Spotify, por favor, e aí você clica em cinco estrelinhas, depois você clica em seguir, e por último clica no sininho, que o sininho vai enviar uma notificação pro seu celular quando tem episódio novo, beleza? Rapaziada, eu também tenho um outro podcast de História e de humor, que é o História pro esbroder, tem episódios novos todas as quarta-sferas, é só jogar aí no Spotify, tem as outras plataformas também, História pro esbroder, ouvi lá, que eu acho que você vai curtir, mas é de humor, em rapaziada, é de história, né, tá no nome, mas é mais de humor. Então é isso gente, me signa aqui, redis sociais, é @profivitorsoares no Twitter, no Instagram e no TikTok, eu tô sempre lá no TikTok fazendo o vídeozinho de um minutinho só, vídeo educativo pra ensinar a história pra rapaziada lá também. Beleza gente, então é isso, muito obrigado ao beijo, até semana que vem! Ebaleu! [Música]