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Prazer, Renata 60+: a importância dos relacionamentos

34m 49s

Prazer, Renata 60+: a importância dos relacionamentos

O terceiro episódio do podcast "Prazer, Renata 60+" apresenta um casal que se conheceu através de um aplicativo de relacionamentos quando ela tinha 78 e ele 72 anos. Inicialmente, ela era resistente à ideia de namorar novamente após um longo e feliz casamento, sendo convencida pela filha a experimentar o aplicativo. Ele, já solteiro há alguns anos, buscava ativamente companhia. Ambos criaram perfis enfatizando a busca por amizade e atividades compartilhadas, como conversar e passear, e não por um novo casamento. O relacionamento desenvolveu-se gradualmente, com meses de conversa apenas por telefone antes do primeiro encontro, que enfrentou resistências logísticas devido à agenda cheia dela. O romance floresceu, superando preconceitos internos e externos, incluindo a desaprovação inicial de um filho. Eles ressaltam a redescoberta da sexualidade, o aumento da autoestima e a alegria de se sentir amado, mantendo suas independências ao não coabitarem. O casal encerra incentivando todos a perderem o medo, rejeitarem preconceitos e acreditarem na possibilidade do amor e de uma vida afetiva plena em qualquer fase da vida.

Transcription

4735 Words, 25235 Characters

Portuguese
Com quem você quer envelhecer, essa pergunta é o ponto de partida do terceiro episódio do prazer Renata 60 mais. Nesta edição, você vai ouvir a conversa que eu tive em um casal que se conheceu por meio de um aplicativo de relacionamentos. Nada mais atual, certo? Pois é, ela com 78 anos e ele com 72. Vou começar do começo. Antes de você se encontrar no aplicativo, vocês estavam os dois solteiros. Eu havia casado, fiquei 43 anos casada, muito bem casada e estava viajando aí pelo mundo inteiro. Contindo a vida. Nem pensava em namoro, mas de jeito nenhum nem passava pela minha cabeça, esse negócio de namoro. Porque falei casamento é um só, não quero mais saber. Você estava com quantos anos? Eu estava em Chimali, eu tenho 85 agora, e quando eu comecei a namorar o caso, eu tinha 78, que foi pelo aplicativo. Você também estava solteiro, ele foi casado às vezes, não, já fazia uns 4 anos. Estava com 71. Mas já procurando a parceira, eu estava vivendo a vida viajando que venhando. Sempre procurei, eu sou um cara que nunca vivi sozinho, eu nunca vivi sozinho. E foi procurar no aplicativo? Sempre procurei no aplicativo. Sempre. Sempre no aplicativo, porque eu não fui, fui cantar a vida noturna, nem globe também, só quando eu tinha filho e idade de ficar cantar a globe. Pois aí desisti de globe. Ele estava no aplicativo, mas você não queria nem saber. Não, eu não queria nem saber. E como é que você entrou no aplicativo? Eu tenho uma filha que gosta de aplicativo, na mora, e isso já arrumou pessoas na mora, na aplicativo. Eu falava "Mãe, por que você não entra no aplicativo?" Eu falei "Ah, deles eu não quero nem pensar, não quero, não me interessa". Depois a pessoa quer "Eu não quero casar, eu não quero", isso daí era bem sério. "Casar, eu não quero, nunca quis", namorado. Nem namorado, não queria. Mas depois eu mudei de ideia, ela falou "Não, mas não precisa, mas você tem um amigo, você tem uma conversa para você não ficar sozinha, eu tinha meio de mão que eu viajava muito com ele, minha irmã era assim quando eu era mais velho, e a gente viajava muito. Então eu não tinha assim nessa necessidade, mas eu fiquei um pouco curiosa. E quem que fez o seu conhecimento? Ela fez mais ou menos, até eu nem lembro muito bem qualquer o meu aplicativo, outro dia ela falou. Mas como que era seu perfil? Você lembra, vocês lembram do perfil de vocês? Eu lembro que eu escrevi que eu queria uma pessoa, no mínimo, a mais do que 73 anos. Eu não queria antes, eu tinha certeza que eu. Era uma mentira, a gente é uma mentira, mas é muito bombona. Eu encarei porque era compatível. Mas muito bomba, muito bomba também porque eu nunca tinha tratado disso. E diminui um ano, o que é diante? A gente é tão nada. Você tinha 77. E você tinha a tuidade real lá. Quero é quanto? 71 para 72 anos. Você falou a sua idade real, 71 anos. E eu fiquei nessa daí, eu falei, "Não, eu vou diminuir um pouquinho." Porque assim, quem que vai querer? Uma pessoa é 77 anos, querendo namorar? Que que é isso? Eu não quero casar. Daí foi engraçado. Daí, o que aconteceu? E você não estava com 71 anos procurando uma mulher mais jovem? Não, eu nunca gostei de mulher mais jovem. A minha primeira esposa era mais era que eu também. E ela colocou, deixou bem que lá no perfil então, você falava que não quero casar. Ah, como é que você falava? Lembre o texto, como é que era? Não, eu não lembro muito bem não. Mas eu lembro que eu falava que eu queria uma pessoa com mais de 73. Porque eu achava muita diferença demais. E mais começou a aparecer gente. Eu queria saber mais coisa que você contava de você no seu perfil. O que você pediu? Seguindo um homem que fosse assim, alto, baixo, godo, bágrano. Que que se te tia? Não, eu pedia que fosse uma pessoa com um nível superior. Isso eu pedia, não foi ele. E o que eu falava? É, é o que eu queria. Porque eu falava eu gosto de muito de conversar. Então eu estou fazendo seu perfil aqui, porque a gente pode criar o perfil. Pode ser. Então eu seguirei uma pessoa acima de 73 anos. Acima de 73 anos? O que é mais? Que fosse. Que fosse superior? Que ele viu superior. Que não falava assim. Que fosse vi ovo. Isso eu lembro que ele. E ovo tinha que ser vi ovo? Tia que ser vi ovo. Tia que ser vi ovo. Porque eu não. Eu falava vi ovo. Podia ser solteiro só. É, mas é difícil essa idade, né? A solteira, eu podia ver. A solteira é ruim. Podia ter inventado. Podia ter inventado. Não queria ser parado. Eu não coloquei. Eu coloquei ovo. Eu coloquei vi ovo, né? Que pensava brasileiro, né? Isso tudo eu coloquei. E você, como é que você fez seu perfil? Quem você mudava? É a mesma coisa que ela. Só que não um nível superior, nem nada. Só a pessoa mesmo para ter amizade, né? Para se ar. e ressaurante. Que gostasse de que? Uma pessoa que gostasse de que? Não. Mas é de passear mesmo. Só passear no cinema. Na época eu não tinha doença ainda. Estava inteiro. Então era como, senhora, você tinha. Então seu perfil era. Falava de idade? Não, de idade, não. Falava pra cura uma mulher. Uma mulher. Uma mulher. Com benade. Me diz, "Ois, estamos a ver." Não, não, não. Eu falei que a mulher não tem idade. Não falou a ideia, não falou de idade. Não, não. Não tem idade. Mas tinha que gostar de passear. Tem um monte de coisa. Passear, de família, entendeu? Família, isso eu coloquei também. Que você, assim, de fa. Eu sou uma pessoa de família, né? Isso, a gente foi criada. Então você pidi, vamos lá no perfil dele. Você quer que fosse uma pessoa que gostasse de viver em família? Isso. Que falasse. Que gostasse de sair, de conversar. De sair, de passear, cinema, teatro. Tudo isso daí. Viajable, no interior, na pousada e tal, etc. Falou, me dava ser casadas. Me dava ser supeiro. Não, casada não, mas. O que apareceu de. Esse negócio de família. Apareceram bastante mulheres já com a família pronta pra me criar, entendeu? Por exemplo, tem três filhos aqui na faculdade. Dá pra encarar, aí não dá, né? Entendi. Você queria formar, mano, a nova família? Não, formar não. Era o contrário. Ele queria se liberar isso, entendeu? Já estava com os filhos pra criar. Com neto, entendeu? E a pessoa que eu queria também não ia formar família nenhuma. Você falava, "Será pra casar?" "Será só uma companhia?" "Será só uma. " "Qual que. " "Mas que se colocava?" "Morar, namorar." Você falava, é pra namorar? É, conhecida. Eu sempre, assim, na primeira encontro, sempre conversava e, geralmente, era numa praça de alimentação do shopping que seguro bater papo, conhecer. Às vezes, era um encontro só. E já. E já não gostava. Não, claro, se não gostava, você vai levar o negócio pra. E igual a mulher chega de ver. Não quero esse cara, então. Você falava que queria namorar? Você falava o que você queria? Eu falava namorado. Eu falava também, namorado. E você está namorando até hoje? Eu falava namorado. E a primeira, quando eu encontrei com ele, a primeira coisa que eu falei. Eu falei, "Olha, porque era parecido muitos que queria um casar?" Pareceu mesmo. Bastante, eu não pensava. Entrei, eu falei, "Magina, que 78 anos vai parecer alguém entrar." Não vou estar. Você mentiu isso depois de 87. 77. Eu menti. Eu pô, em 77. Foi menos pô. Não, 77. Conta a verdade, Luís. Eu acho que foi 72. Que 72, está louco? Imagina 72, é muito pôr. Eu quero saber que era 72 ou 77. Eu não. É que faz um tempinho, já, né? Nós estamos juntos, já faz 8 anos. Então isso aconteceu, já. Um pouco mais no ano, né? Porque, ainda. Quando nós começamos a conversar, ainda demorou muito. Nós ficamos nesse bate-papo, assim. Só de celular. E não era com um vídeo, não. Era só falando no celular. Só falando no celular. A gente ficou uns três, quatro meses, eu acho. Só no celular. Só no celular. Ele me ligava todo dia. Liga até hoje, quatro vezes. Ele liga até hoje, né? E a gente ficava com. Ele. de boa conversa. Eu gostava da conversa, dele. Ele fala qualquer assunto, mas ele ficava propostando. Depois de quanto tempo você resolveu marcar um pouco? Eu não marcava, também, porque eu tinha muita assim. Eu sou uma pessoa, assim, que gosta de mais de viajar. Eu tinha um monte de viagem marcada com amigas, com isso, com aquilo. Ele saiu e de passear, de com o meu irmão. Então não é, ele sabe disso. Acho para longe, né? Em termos tão mais ou menos. E a gente é nacional. E 15 dias, um mês. Então quer dizer. Sua agenda estava cheia. Estava cheia, né? A gente estava cheia e não estava assim. Também querendo. Vários, né, queriam casar. E não sei o que. Eu também já descartava com esse negócio de casamento. E muitos queriam me conhecer. Eu também dava uma desculpa. Ele foi o primeiro que eu conheci. Que eu saí. Nunca, eu saí com ele. Boa conversa. Não. Eu até cheguei a conversar com uns, que não tem um. Até o meu amigo. Até hoje. Ele é o meu amigo. Você não fiquem sumado, não? Não. Não fiquem que ele conhece, ele sabe. Não. É o joder. Você vai fornojado, sabe? Não. A gente conversava bastante e tal. Mas. Então era isso. Não queria saber de casamento, não. Agora, muitos queriam. Porque não sei o que, minha família. Porque não sei o que. Qual a sua intenção. É isso naquilo. Você quer examorar? Mas depois, com tempo. Eu falava. Não é a minha intenção. Não quero. Mas esse sode de casar. Não quero. Simplesmente, eu não queria. E assim foi. Essa idade não dá nem pra doutar filho. Não. Não dá. Porque aí. Vocês não tinham preconceito algum em relação a aplicativos de namoro. Não. Eu tinha um pouquinho, assim. Ela, assim. Mas eu era. Não. Eu nunca já. Mas eu. Não, eu nunca já. Mas eu pensei que o dia. Eu ia entrar numa aplicativa de namoro. Não. Isso. Tava fora do meu. Agora eu via minha filha. Isso, né? Ainda. Sobre o que vocês conversavam. Sobre namorado mesmo. É. É a conversa de todo o dia. No cotidiano, de um casal. É. Sem se conhecer. Já estava. Está molhando, mas conversando. Mas tinha, assim, bastante coisa, assim. Também que não tinha muito de namoro. Ah, gente é. Claro. Porque ele tem muito assunto, também. Mas tinha um clima de romance, já nas contatos. Já tinha, tinha. Ele é romântico. Ele é bem romântico, viu? Toda. Até a menina estava falando ali das. das orquídias, né? Ele sempre me dá orquídias. Aqui eu não fico. Fico num pelo menos com duas orquídias. E ele é romântico, Luís. É. Ela não. Ela não sou. Bem sincero. É. É. É. É. É. É. É. É. É. É. É, cara. Aí eu te fico encontro. Ah, o encontro foi assim. Demorou muito. Mas depois o encontro foi aqui. Demorou quanto mesmo? Um os quatro meses, três quatro meses. Quatro meses, só na conversa. Só você tentando convencê-lo. Só no telefone. Só no telefone. E você falava, "Vamos encontrar." É, mas eu. Deixou que eu não tinha tempo. Eu falava, "Tenho isso." "Tenho que viajar." "Tenho que viajar." "Tenho que viajar." "Tenho que viajar." Muito de coisa de compromisso. Se trouxe difícil mesmo. Não, ela é verdade. Eu tenho uma vida. Continuo a mesma coisa até hoje. Sabe a verdade de todo mundo. Ele é o rápido do Clube. No elevador, de lado do Clube, não foi. Foi. O beijinho rápido. E as o elevadores, condito de todo mundo. Ele é o elevador, assim, viu? É um beijinho, assim. Mas é um beijinho, um beijinho, só. E começaram a namorar naquela noite. Daí, sim, daí, começou a telefone. Bom, se telefone, naí, sempre que ele for no bastante. Mas isso começaram a sair com mais frequência. Daí, começaram a sair com mais frequência. Daí, ele vinha duas vezes por semana. Mas agora é o sacrifício dele. Ele sempre trabalhou, trabalhou. trabalhou em Guarulhos. E vinha pra São Paulo aqui pra me ver. A São Paulo aqui é Morumbipo. Aqui? Bom, é. É uma viagem. Ah, você muda ao longo. Ele mora em Guarulhos. Você dá o trabalho em Guarulhos. Trabalho em Guarulhos. E mora no centro. No São Paulo. E ele vinha toda a quarta-feira e final de semana. Ele vinha. Mas no começo também não foi esse final de semana. Primeira vez que nós nos encontramos, também ele queria uma coisa. Ele é interessado falar da primeira vez. Eu acho. É mais interessante. Ele queria te levar pra um shopping. Ele queria me levar pra um motel. E eu falava "não, eu não vou". Eu não sei o que é isso. Tem que tentar. Tem que tentar ou não? No primeiro encontro. Tem que tentar. Não, cada idade. A gente não tem muito tempo a perder. Mas é isso para aí. E logo, antes de trazer pra casa, não elevador, deu um beijinho? Não, deu beijinho. Mas não, não. Porque eu estava com uma viagem pra colombia. E o negócio ainda em rolo. Aí o segundo encontro. O segundo encontro foi depois, né, Carlos? Daí, quando o segundo encontro, que ele já falou, "vamos para o motel?" Não, já no segundo encontro. Mas foi no terceiro quarto, né? Foi mais uma ideia, a gente saia um pouquinho. Mas ele não entrava aqui em casa, não. Nunca ele entrava pra ele aqui. Nunca dava. Então a gente se encontrava. Contrado duas, três vezes aí. Daí ele falou assim, "não". Daí ele me convidou pra ir no motel que eu não quis. Eu falei "não". Todo mundo aduto, né? Eu falei "não, é aduto, mas eu não tava acostumada". Eu só tinha casado, ele foi o segundo homem, não teve de mais ninguém. Eu não sei, entendeu? Então eu quero dizer, não podia. Que história essa, né? Gente. Muito boa. Desde a recatada, recatada. Recatada? Não, nem tanto, né? É claro que é. Mas era recatada, recatada. Não sei como chamar isso, se você é recatada. Freio de mão puxados. Não, de freio puxado, né? Como é que você convenceu ela pra ir no hotel e. Não, daí nossa, não. Daí eu que convenci ele, que motel eu não ia, que eu iria pra ir no hotel. O hotel. Daí nós marcamos Santos, um hotel. Nossa, vejado pra ir no hotel. Achei, maravilhoso. Daí nós vamos para um hotel. E daí nós chamamos maravilhosa, mas teve muito problema, né? Qual problema? Eu me caiu da cama. Não foi. A cama quebrou. A cama quebrou. Nossa, é animada. Então foi uma redescoberta do seu desejo, certo? Sim. Sim, com certeza. Sei se em si, que você se sentiu julgada pelas pessoas, assim? Não, mas eu não contei pra ninguém, né? Isso a gente não tá. A clave nunca tem muita importância pra que o amigo ou vizinho falasse ou ia falar. Mas eu também não dá muita importância. Também nunca se expou, né? Mas eu também não vou mais pôr, né? Contato disso. Mas as pessoas não foram namorando essa idade tinha isso? Ah, com certeza, tinha. Amigas mesmo, bem amigas, falavam nossa. Mas você vai namorar essa idade, porque eu tenho muitas amigas que são solteiras até hoje. Ficaram viúvas, separaram e que moram sozinhas. E a gente, realmente, a gente vive muito bem, sozinha. Também. Tem que viver. E é gostoso. Você tendo amigos, você tendo saindo, você passeando tudo. Não é uma coisa assim de falar "eu preciso de uma pessoa em casa". Não é mais. Teve filme da família. Quem dentro da família teve algum obstáculo do meu filho, né? Mas isso daí eu contei pra ele só depois de uns 3 anos que a gente tava namorando. - 3 anos? - É. - A sua filha sabia. - Minha filha sabia. Mas ninguém contou nada. Minha neta sabia, meus netos sabia. Todo mundo apoiando. E seu filho. Todo mundo é verdade. Até conhecia todo mundo. Já conhecia todo mundo. - Já filho? - Não, ele morava lá e tem ainda. Então não contava nada pra ele, porque eu sabia. Já que ele. sabe o que ele me falou. "Mãe, mas que ridículo". Quando eu comecei namorar. "Mãe, mas isso é muito ridículo". Começando namorando essa idade. Você vai ficar falada. Olha a coisa antiga. - É muito ridículo. - Não é? Não, mãe, você vai ficar falada. Hoje ele tem 53 anos. - E ele. - E qual é a sementalhada? Nossa, e como é que você fez pra conquistar o filho dela? É óbvio. Comigo, eu não crie o confusão, só converso. Se quer aderir o meu estilo de vida, tudo bem. Se não, eu não vou contra. Não crie o confusão, nem nada. - Hoje ele aceita você. - Aceita? - Não, já aceita. - Agora faz tempo. - Ele nunca. - Agora você confrou o seu filho. - Que você conheceu em um aplicativo? - Não, nunca. Não, ele não é tudo por cima. - Mas nem pergunta. - Mas nem pergunta também. Achei de mundasse. - Muito abertura. - Pessoas amigas. Quando souber de centro no aplicativo? É, muitas vezes vieram vontade de entrar no aplicativo, mas não tiveram coragem. É verdade essa, né? Tem amigas que realmente querem conhecer uma pessoa, e tal, mas fica esperando assim que na rua, sei lá, numa viagem, sabe? E até hoje estão ainda solteiras. Porque o aplicativo funciona. Mas tem que saber também. - É o risco. - Tudo tem risco. É o risco e a pessoa tem que. Não pode ter pressa, eu acho. Não é, porque você entrou no aplicativo, conheceu uma pessoa, você já se entrega para a pessoa. Não é, eu acho que não, você tem que ter o certo cuidado. É, vocês quebraram várias barreiras, né? A do aplicativo e também, assim. Como vocês lidaram com preconceitos pessoas, com o amor adulto das pessoas mais velhas? Na minha família, nossa cléria, virou estrelas da minha família. - É, uma esposa dele. - Não é, porque. A esposa dele é minha amiga. É muito amiga, né? Todo mundo, meus filhos e tal. Neto, vovo a cléria. E me dou muito bem com ela. Uma pessoa espetacular, a esposa dele. Eles separaram, depois ele casou com uma japonesa. Depois dessa. E ele tem uma filha também, que é uma graça filha dele, é uma amor de pessoa. O cliente você achava que a vida sexual acabava depois de 60, não achava que acabava não, mas para mim eu não tinha muito interesse. Eu achava que negócio. - Passeava muito, né? - É que passeava muito. Vida com as amigas, né? E a java demais da conta. - É, então. - Eu estava com meus mãos. - Tem uma vida agitada. - Tem uma vida. Neto, três netos. Três netos pequenos, que depende de mim, eu. Então foi uma mudança muito grande. Você recomensar a sua vida amorosa e sexual, né? Sim, pra mim foi uma experiência grande. - O que você me preocupa? - Beba a vida. - A melhor autoestima, melhor autoestima. - Ah, com certeza. Autoestima melhora muito. Só de armão, na morada, seja ter. Melhora muito autoestima, eu acho. - É. - Bastante. Mas só da gente se sentir querido. Já é uma coisa, não é bacana. - Se sentir amado. - É lógico, né? Eu acho muito bom isso. - O afeto, né? - Não é. - É o afeto e você tem uma pessoa. - Pra sozinho, né? Ele é bem romântica, ele vai querer. Isso é a vida, eu, eu torço. Não, ele nunca não. Quando meus amigos sozinhos ficam na. Porque eu vou sair, vou encontrar com a menininha e tal. Menininha, não adianta. Você tem 70 anos, 80 anos. Não adianta, arruma uma amiga. Você viajar, não precisa casar ir para casa. Faz igual eu. Eles acham espetacular, já tem um monte fazendo igual. Vocês não se casaram. Não, nem queremos, eu não quero. Não é jeito de uma clique antes de casar. Eu sou antes de casar. Não, não que eu tenha. A primeira coisa que ela falou para mim foi. Por isso, não é a primeira coisa, porque. - Você já tinha casado? - Já de não, mas eu tinha sido casado. Todos vão pensar, nossa, eu acho que ela foi mal tratada. De jeito nenhum, pelo contrário. Eu fui muito bem casada. Por isso que eu não queria casar demais. Eu falava, não vou encontrar ninguém. A altura. E também não quero mais a vida de casada. Agora eu quero. Eu quero ser independente, eu sou muito independente mesmo. Tenho liberdade, né? Eu quero saber disso. E quero namorar. - E quero namorar? - Não, eu não quero namorar. Leide não espera, ela faz acontecer por ele. Isso se apaixonou pra ela. Por isso mesmo. A cléide é terrível. O que, como é que vocês namoram música? Cada um nasou a casa. Não, ele vem na sexta-feira. Ele vem na sexta-feira-noite. E ele fica até na segunda de manhã. Cinco horas da manhã. Quatro horas ele já está levantando. Se arrumando pra ir trabalhar. E aí você dá uma semana toda na sua casa lá no Centro? No Centro. Segunda até quinta, segundo a quinta. Que mensagem vocês patam pra pessoas. Se diriam pra pessoas sobre se relacionar. Ter uma vida amorosa, uma vida sexual. Tem que perder o medo, preconceito, acreditar na outra pessoa. Principalmente acreditar. O amor existe. O amor existe. Tudo é importante. Que as pessoas, o que isso é? As pessoas hoje despertarem, despertar. O amor não é outra pessoa. Está bocarinho, tudo isso daí. Porque isso está acabando. Um abraço é importante. O ser humano está abrastando muito o cachorro, o gato. E o homem não tem que ficar só no cachorro no gato. Tem a mulher. Se não, o que vai acontecer? Para você, qual foi a revolução na sua vida quando você voltou a sua vida amorosa e sexual? Eu achei que foi uma boa experiência. E hoje em dia é uma vida normal de um casado. A vida normal, deliciosa, maravilhosa. O que muda no amor e na vida sexual depois do 60? 70, né? Como eu te falei, eu tive só duas experiências. Tive uma experiência de casada. Depois, então, foi com ele a experiência. Mas não achei dar vida com outro corpo, com uma outra energia. Ah, com certeza. Que é isso, as pessoas têm muita curiosidade. Porque as pessoas têm muito preconceito. Acho que as pessoas mais velhas, não fazem sexo, não namoram. Não tem uma vida normal para vocês estão falando. Então eu queria um pouco o que tiver no limite de vocês para falar quanto isso melhora a vida, a alegria. É melhor. É melhor. É melhor. É melhor. A alegria, a vida, tudo isso muda. Eu acho que a gente tem mais prazer em viver. Acorda sempre pensando no melhor. Eu acho que oito vai ser melhor. Ele logo cedo ele me liga. Já a gente já conversa logo cedo. Tô ele me elogia, às vezes eu to todo esse cabelada. A cabeça de levantar. E aí vem nossa. Está linda, está isso. Não reconhecimento. E eu gosto também. Ele continua me ligando quatro vezes por dia quando a gente está separado. Então é um afeto. É uma coisa assim verdadeira. Eu sinto assim em verdade. Você corta em cima dos dois. Mudou. Mudou muito. Você tem um objetivo, não é? Eu acho que eu fiquei mais bonita. Verdade. Mais bonita é de tudo. Eu acho. É de tudo. Não, é verdade. Porque você começa a se arrumar mais. Então você tem. Eu sou modelo da maturidade. Da modelo cênior. Eu sou. Então você é modelo cênior. Eu sou modelo cênior. Já faz também oito anos que eu sou modelo cênior. Foi logo quando depois que eu comecei na moral carros. Já falei. Foi um começo do namoro. Foi. Daí eu contei para o carros. Valeu, carros. Eu vou sem modelo cênior. Ele falou, "Nossa, você acha bom agora?" Eu falei, eu acho. Você ficou enxumado. Eu? Não, eu ajudo. Eu sou fotógrafo dela. Quando dava acompanho, levou lá, ficou olhando filmo. Filmo distinto. Você acha que essa disposição de ser uma modelo cênior? Ah, o meu momento é o distinto. Mas que aumenta, aumenta. É por conta do relacionamento de vocês. Eu acho que sim. Eu acho que sim. Tudo isso, daí, acho que mais confiança em mim. Eu acho. É, você falou uma frase na vida. É. Você sente tudo mais alegre. Você é feliz. Eu não sei. Eu não sei o que é assim, por exemplo. Eu estresse. Sabe? Pessoas assim, pessimismo. Eu não tenho problema. Não tenho problema. Não, mas é que a gente está com quem a gente gosta, com quem a gente ama diferente. É. Isso é diferente, entendeu? Então, tudo que a gente vai fazer é com o prazer. Um prazer. É com vontade. E ele tem mais que vocês descobriram que vocês se amavam. Ah, e. Ah, ele, acho que logo, eu não começo, né? Não. Ora que eu vi essa peça aqui. Você apaixonou. É, eu gostei também dele. Eu gostei, sim. Você apaixonou no primeiro dia. Não, no primeiro não, mas. De bater um beijinho. Acho que gostando, né? Paiishonaja precisa de muito calor, né? É. E aí, foi. E paixão também não é tudo, né? Eu acho que o amor é mais importante, né? A cleide que não voltou a vontade de viver, né? É. Ah, a cleide foi, Deus colocou no meu pra mim. É. Que bonitir. Você até se emociona, né? É muito amor, né? Ah, sim, com certeza, viu? É. É a cleide. E a gente já bem com as famílias, também, isso é importante, eu acho. Não é? Ninguém tem filmes de ninguém, também. Ele não é, assim, se o momento. Então, quando eu falo, vou viajar e de saber que tem confiança. Confiança tudo, eu acho. Oh, quando não. Está te chorando. Estante morrião. Está te clado? É, né? Ah, caiu certinho, né? Você tem essa sensação também? É, sim. É, sim. Sim. Com certeza. Com certeza. E cario foi mandado, assim, ó. É incrível. É o melhorinho que eu te falei, né? É o melhorinho, né? Inclusive, na aparência, em tudo, eu acho. É tudo. Onde eu tenho, também? Hoje eu sou, também, influência. De uma bela velhice. Eu tô no saguete. Eu tô no saguete. Eu tô no saguete. Eu tô no saguete. É, eu tô no saguete. Eu podia até me despaixar. Ela, aí, foi o contrário. E gostar para a sua? É, gostar a sua. Quando você ficou doente? Quando eu fiquei doente. Fiquei doente. A gente só era namorado, né, tal. Mas ela. Fiz mais do que mãe, né? É impressionante. Foi a grande prova de amor dela para você? É a cleia dessa daqui, né? Mas eu tava falando que quando eu ponho. E daí eu começo a por ele. lá no Instagram, no Facebook, e tal. Eu ponho que eu tenho namorado, etc., etc. E é mulherada. Você até tava perguntando sobre namoro. Elas querem saber qual que era o aplicativo que eu entrei. Nossa, muita gente, né, Carlos, que aparece. E mulheres que. Deu até vontade de entrar em aplicativo. Verdade. Eu tenho um monte de amigos já, entendeu? Que tem as amigas, entendeu? Já tá procurando fazer amizade. Não deixa o cachorrinho do lado, entendeu? Levo o cachorro, mas é diferente. Entendeu? A diferente, se converse, o cachorro não conversa. Que incrível, gente.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Um casal idoso (ela 78, ele 72 na época) se conheceu por meio de um aplicativo de relacionamentos, desafiando preconceitos sobre amor e tecnologia na terceira idade.
  2. Ambos buscavam companhia, não casamento, e foram honestos em seus perfis sobre desejos de amizade, passeios e conversa, apesar de pequenas mentiras sobre a idade inicialmente.
  3. O relacionamento evoluiu lentamente, com meses de conversa por telefone antes do primeiro encontro, superando resistências pessoais e familiares, como o ceticismo inicial de um filho.
  4. Eles destacam a redescoberta do desejo sexual, o aumento da autoestima e a importância do afeto, mantendo a independência ao não morarem juntos oficialmente.
  5. A mensagem final é encorajar as pessoas a perderem o medo e o preconceito, acreditarem no amor e buscarem relacionamentos em qualquer idade.

Summary:

O terceiro episódio do podcast "Prazer, Renata 60+" apresenta um casal que se conheceu através de um aplicativo de relacionamentos quando ela tinha 78 e ele 72 anos. Inicialmente, ela era resistente à ideia de namorar novamente após um longo e feliz casamento, sendo convencida pela filha a experimentar o aplicativo. Ele, já solteiro há alguns anos, buscava ativamente companhia.

Ambos criaram perfis enfatizando a busca por amizade e atividades compartilhadas, como conversar e passear, e não por um novo casamento. O relacionamento desenvolveu-se gradualmente, com meses de conversa apenas por telefone antes do primeiro encontro, que enfrentou resistências logísticas devido à agenda cheia dela. O romance floresceu, superando preconceitos internos e externos, incluindo a desaprovação inicial de um filho.

Eles ressaltam a redescoberta da sexualidade, o aumento da autoestima e a alegria de se sentir amado, mantendo suas independências ao não coabitarem. O casal encerra incentivando todos a perderem o medo, rejeitarem preconceitos e acreditarem na possibilidade do amor e de uma vida afetiva plena em qualquer fase da vida.

FAQs

Sim, como mostra a história do casal que se conheceu por meio de um aplicativo, ela com 78 e ele com 72 anos, demonstrando que plataformas digitais podem ser eficazes para formar conexões significativas independentemente da idade.

Seja honesto sobre suas intenções e preferências, como buscar companhia sem necessariamente casar, e inclua interesses comuns, como gostar de passear, cinema e conversar. A transparência atrai pessoas com objetivos alinhados.

Sim, há preconceito, inclusive de familiares, como no caso em que o filho da entrevistada considerou 'ridículo' ela namorar nessa idade. No entanto, o apoio de outros e a confiança no relacionamento ajudam a superar essas barreiras.

Sim, o casal relata uma redescoberta do desejo e uma melhora na autoestima, mostrando que é possível reiniciar uma vida amorosa e sexual satisfatória na terceira idade, com afeto e companheirismo.

É fundamental não ter pressa, manter conversas iniciais por um tempo para conhecer a pessoa, como fizeram por meses apenas por telefone, e ter cautela ao marcar encontros, garantindo segurança e compatibilidade antes de se envolver mais profundamente.

Adotar uma postura pacífica, sem criar conflitos, e dar tempo para que a família se adapte. No caso relatado, o parceiro conquistou a aceitação ao demonstrar respeito e não pressionar, permitindo que o filho mudasse de opinião com o tempo.

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