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pra onde vai a raiva que você engole?

54m 4s

pra onde vai a raiva que você engole?

A autora inicia o episódio refletindo sobre a raiva, especialmente a que é engolida e não expressa. Ela conta que, após uma revelação pessoal, percebeu anos de raiva reprimida. Critica ferramentas superficiais de "gestão da raiva", como gritar ou destruir objetos, que não resolvem a raiva profunda. Defende que o corpo é um indicador mais honesto que a mente: fechar as mãos, tensão nos ombros e gastrite são sinais claros. A raiva não expressa se soma e se transforma em doenças físicas. A autora destaca como a sociedade deslegitima a raiva feminina, ridicularizando-a com termos como "TPM" ou "bruxa", forçando as mulheres a engolir emoções. Ela cita um vídeo que incentiva a "ser uma mocreia" – ou seja, impor limites e não se desculpar por ser firme. Faz um disclaimer: a raiva masculina não é revolucionária, mas convida homens a ouvirem para entenderem a dinâmica. A raiva, segundo ela, conecta o vazio e os excessos ao corpo, tema de seu livro em pré-venda. Conclui que o objetivo não é eliminar a raiva, mas aprender a deixá-la sair de forma saudável, sem engoli-la ou reprimi-la.

Transcription

9777 Words, 52733 Characters

Portuguese
Oiê! Quando foi a última vez que você passou raiva? O que você fez? A minha foi agora antes do começo a gravar o episódio, recebi uma mensagem que eu fiquei possuída de raiva. Estou com raiva até agora, porque eu falei, não vou nem responder agora, porque eu preciso gravar, mas o bom é que essa mensagem já me deu munição para gravar o episódio com raiva. Mas qual foi a última vez que você passou raiva? Foi hoje? Bom, tem semana passada, mês passada? O que você fez? Dio antes dessa raiva. Estou te perguntando por que eu acho que tem muita chance de você ter engolido. Você tem engolido essa raiva e seguida a sua vida como se nada tivesse acontecido. E eu não estou falando isso da minha cabeça, e sim porque eu estudei esse tema por muito tempo. Então, responde aqui nos comentários se você é do time que passou raiva, ou tem atendência a passar raiva e engolir e não fazer nada sobre isso. Recentemente aconteceu uma coisa na minha vida que me deu muita raiva. Mas não é só que me deu muita raiva. Não foi nem essa mensagem de antes do episódio. Foi uma outra coisa, umas duas semanas atrás que me deu muita raiva. Foi uma coisa que me foi revelada sobre coisas da minha vida, que me deu muita raiva. Foi uma revelação que foi como e isso soia o entrevenção de análise de duas semanas atrás para contar para a minha narista. Essa revelação que me foi trazida, como que tirou um velo por onde as outras raivas que eu senti estavam escondidas de mim mesmo. Então, me contaram uma coisa a respeito de umas pessoas da minha vida. E aí, ao descobrir essa coisa, parece que algo saiu, eu consegui enxergar com clareza todos os anos que eu estava passando raiva sem perceber porque eu escondi de mim mesmo, porque eu fui engolindo e me convencendo de que isso não era motivo de passar raiva. E aí, eu cheguei na análise com essa queixa de "deus, estou com muita raiva" e para melhorar astrologicamente. Eu nem me guia, mas teve uma época que me guiava muito astrologicamente para fazer minhas decisões. Mas isso aqui não teve como negar, porque foi bem no momento que apareceu o vitro até me mandou isso. Ele me mandou um negócio que estava um alinhamento cósmico que tinha um bilhão de planetas em áreas, que eu sei que é a planeta da raiva, da erritação, mas ao mesmo tempo, é do movimento, da iniciativa, que é exatamente sobre essa vibe que vamos falar nesse episódio. Depois que eu falei isso para a minha narista, a gente começou a falar sobre raiva. E aí, a minha queixa era o seguinte, eu estou com muita raiva, eu estou tomada por raiva. Eu passo o dia inteiro com a raiva, amarelando na minha cabeça. E eu já atentei de tudo. Eu procurei no TikTok, eu procurei no Instagram, eu procurei nos lugares. O que fazer com a raiva? E as pessoas falam grita, eu vi até um que era tipo arrastando para a nução, assim, apoiado na parede, ficar arrastando para a nução, só que atravessero, então eu quero dizer o quê? Que são ferramentas que inglês eles chamam de "angermanidment", que é tipo. Como eu não sei se em português tem um termo para isso, mas é tipo. "manutenção da raiva", como se fosse. Gestão da raiva. E aí a minha queixa para a minha narista foi o seguinte, minha filha, eu já atentei de tudo. A raiva não alivia. Eu posso gritar até eu machucar a minha garganta. Eu posso socalhe o travesseiro por 5 horas seguidos. Eu posso destruir uma TV, que tem esses. Vocês já viram aqui em São Paulo, tem uns lugares que eles levam uns negócios para você destruir. Com um taco de baseball e essas coisas. Enfim, eu já fiz de tudo. A raiva não passa, não adianta nada. Isso para mim não tem nenhum efeito. E aí a gente começou a perguntar por que não tem nenhum efeito? Porque aqui isso não tem nenhum efeito sobre mim e chegamos a conclusão de que nada é suficiente. Pro tamanho da raiva que eu sinto. Estamos eu e minha raiva neste momento. E eu quero te convidar para chamar a sua raiva neste momento. Dara as mãos, segurar as mãos dela e falar. Nós vamos juntas. E por que a gente vai falar sobre raiva hoje? Por um motivo muito especial. Eu estou muito animada e nervosa e eu demorei para. As sem umas 2 horas para conseguir começar da start de gravar esse episódio. Porque amanhã, o dia seguinte, que esse episódio foi apostado, que é o dia 13 de maio, é o dia da prevenda do meu livro. Que eu não posso revelar ainda o nome. Eu vou revelar amanhã no caso. Mais o meu livro entra em prevenda amanhã. E por que eu pesquisei esse tema por muito tempo? Porque eu escrevi sobre ele no meu livro. Meu livro não é sobre raiva. Eu vou dar só um mini spoiler-tigeral do tema do meu livro. Meu livro é sobre o vazio, os excessos e o corpo. E a raiva, ela está posicionada no livro em um lugar que conecta a atmosfera do vazio e dos excessos com o final que é o corpo. Então, conecta o começo com o fim e é um tema muito chave assim para quebrar essa barreira entre o mental e o físico. Que é a raiva. Então a raiva é um tema que conecta as duas pontas do meu livro. A prevenda é amanhã. E você não precisa se preocupar, porque eu não vou dar nenhum grande spoiler do meu livro. Então, se você ouvir esse episódio para ir, "Ah, mas eu não quero ouvir, porque eu não quero spoiler. Não vou dar nenhum spoiler." A raiva é um subcapítulo do livro. E eu vou conectar aqui o que eu escrevi, pesquisei, com outras referências que me vieram mais recentemente. Eu pensei muito no tema que eu traia no dia anterior, considerando que esse episódio é um dia antes de começar a prevenda do meu livro. E eu fiquei matutando e perguntando para todo mundo que leu o livro. Como você acha que eu trago, quando eu falei, eu pensando em trazer a raiva, todo mundo falou, "perfeito, é isso." E aí eu fiquei pensando, "Será que eu conto mais, faça um episódio hoje?" "Será que eu gravam um episódio falando sobre como foi o processo de escrever, porque é esse gente do céu, tá?" "Aje de acessão de análise para eu dar conta desse processo que foi escrever esse livro. Foi muito desafiador para mim, para dizer o mínimo." Eu continuo sendo, estou morrendo de medo aqui gravando esse episódio, mas enfim. E aí eu fiquei dividida e aí no final eu decidi ir para esse tema, porque eu sei que se você é se interessar para esse tema, se você gostar desse episódio, eu posso colocar minha mão no fogo de que você vai se interessar. Não posso dizer que você vai gostar, porque não tem como prever e também não te conheço. Mas acho que como o tema se desinvolve no livro é do seu interesse e pode agregar muito as discussões. Então, vamos lá. Eu vou começar o episódio com, lendo um vídeo que apareceu para mim na minha foio, que eu fiquei completamente encantada, que é de uma ilustradora do Estados Unidos, eu não me engano que o arroba dela é "Almost a stick". É tipo quase um palito. Eu vou deixar lá no nosso grupo do WhatsApp, se você não tiver entra lá. E aí ela é uma ilustradora que faz umas animações e aí só para alinharmos. Várias horas desse texto, ela usa a palavra "bit". Inglace, "bit" pode ser tanto tipo vagabunda, "Ah, e aí, é "bit", tipo assim, você está sendo chata, sabe? Não é exatamente chata, mas eu traduzi aqui para o português como uma ocreia. Então eu vou ler traduzido a minha tradução livre, considero que eu troquei "bit" por uma ocreia. Então eu vou ler aqui. Eu já peço de esculpa porque isso aqui é o tipo de coisa que quando eu ler, você vai falar "Meu Deus, você está espionando a minha vida". Então você prepare. Tá? Ela fala assim. Você realmente precisa começar a ser uma ocreia, ou você vai desenvolver uma doença alto e muño. Eu não estou nem falando isso para a cedramática, eu estou falando porque você continua absorvendo tudo. Você deixa as coisas passarem, você não corriga as pessoas. Você ensaio que você deveria ter dito três horas depois. E aí você chama isso de ser de boa. Não. Você só está evitando conflito as suas próprias custas. Porque você quer agradar. Porque você não quer parecer difícil. Porque em algum lugar da sua jornada você aprendeu que telemites te custa pessoas. E agora você escolhe o desconforto. Mas internamente você diz sim quando quer dizer "Não". Você se explica para pessoas que nem te perguntaram com respeito. Você dá chances como se fosse um programa de fidelidade. E seu corpo tá aí, só contando os pontos. Porque se você não resistir, algo em você vai. Você não precisa se tornar grossa. Você só precisa se tornar indispunível para o absurdo. Respostas mais curtas, não os mais claros, menos acesso, menos explicações. Se permita ser mal compreendida. Permita que as pessoas se sintam desconfortáveis. Deixe elas, não terem a sua versão que ultrapassa os limites. Você não está aqui para ser fácil de lidar. Você está aqui para ser respeitada. Mesmo que isso só e meio frio você realmente precisa começar a ser uma mocreia. Gente, isso aqui resume tanto que eu sinto e a gente vai destrinchar esse discurso com outras referências. Como Audrey Lord, Gabor Maté, enfim, vamos falar disso tudo isso. Mas esse post traduziu a minha vida. Traduziu a minha vida. Eu quero dar um disclaimer que é a atenção ao 6% da audiência que se declara como "Omens". "Omens" não há nada de revolucionário na raiva masculina. A raiva de vocês não tem nada de novidade, não tem nada de revolucionário. Muito pelo contrário, ela é historicamente usada para fazer com que os grupos oprimidos, digamos, assim, né, as pessoas que estão em outras áreas da sociedade como as mulheres, por exemplo, se mantêm um bem que é tinhos. Então eu não estou falando da raiva de vocês, vocês têm que aprender a lidar com a raiva de vocês aí, do jeito de vocês, eu não sou homem, não tenho como saber isso, mas eu te convido a ficar nesse episódio para você olhar para as mulheres que expressam raiva, o que simplesmente falam de maneira firme, tem essas limites claros e falam não de uma outra forma, porque não tem como a gente avançar nessa discussão sem vocês. Então eu sei que vocês adoram, como entendi, eu faço parte do 6% então eu e ela, eu faço parte do 6%. Então eu te convido a ouvir esse episódio, sabendo que ele não é para você, mas você precisa fazer parte dessa conversa. Vemos lá, no livro, tenho uma parte onde eu falo sobre como eu precisei aprender a linguagem do meu corpo e aprender a conversar com meu corpo de um jeito que eu entender se o que ele precisa e que ele entender isso que eu preciso. Quando eu comecei a tentar essa conversa com meu corpo, a mensagem mais fácil e mais clara que eu aprendi dele, a primeira foi a raiva, porque é o sentimento mais fácil de identificar. E você deve saber do que eu estou falando, porque quando você sente raiva, se você para para prestar um pouco de atenção, você imediatamente sabe que é raiva, porque é muito, comicamente claro, quando uma pessoa está com raiva, ela fica vermelha, nas ilustrações saem até fumaça da orelha, porque você sente um calor. Eu às vezes fico vermelha no peito quando eu estou com raiva ou quando eu estou nervosa e é uma mensagem ambigua, mas quando eu estou com raiva, é muito claro, primeiro, minha mão fecha assim em punho, isso aqui para mim quer dizer não, tá na linguagem do meu corpo, mas quem o leu o livro vai entender melhor, porque é que fechar a mão, isso aqui que eu falei é fechar a mão, porque é que fechar a mão com força quer dizer não. Mas a raiva para mim é muito clara quando o meu ombro vai subindo, então tipo assim, quando eu tenho alguma situação e o meu ombro vai subindo na hora que eu percebe eu falo, estou com raiva e também gastrite, né, vamos lá, que é a segunda etapa que é, quando você não age na raiva, ela vira alguma outra coisa, no meu caso, gastrite, fibra, melgia e outras coisas, mas vamos chegar nesse ponto. E por que que eu estou falando isso? Porque a gente e uma grande parte do meu processo de amaduriscimento e de me sentir confortável e me entender, me conhecer e saber das minhas imitações e etc. Foi entender o que o meu corpo estava dizendo, eu não sei o que você sente, mas eu sinto que a minha cabeça é muito bem treinada para o que ela precisa ser. E o meu corpo ele já não tem esse filtro tão grande, tão rígido digamos assim. Então ele, muitas vezes, vai saber coisas que eu não sei, como por exemplo, que eu estou com raiva. Porque depois de muito tempo passando raiva, por exemplo, essa desse negócio que aconteceu que tirou o velho e eu percebi todas as raivas que eu estava passando, acontece principalmente com mulheres que depois de muito tempo da gente passando raiva sobre alguma coisa, a gente para de perceber que a gente passando raiva e começa a achar que isso é normal e que nós estamos loucas de achar que a gente poderia se autorizar a ter raiva disso e que a gente poderia ir por um limite e que a gente poderia falar não para essa situação e a gente se convence de que isso é normal. O ser humano é capaz de se adaptar as piores em salubridade, que você já imaginou. Dito isso, as mulheres ainda mais, porque a gente é condicionada a certa, uma certa dinâmica dentro da sociedade, em geral. Então é muito mais inteligente perguntar para o seu corpo, que ele está sentindo do que para a sua cabeça, porque a sua cabeça vai tentar te contar várias histórias que você não sabe de onde vem, você não sabe de quem são suas vozes que estão falando aí dentro que você internalizou. Então pergunta para o seu corpo, a resposta é muito mais objetiva, só que quando você começar a perguntar para o seu corpo, você vai ver que você não entende o que que ele está falando. E aí você precisa começar a tentar entender por algum lugar, e esse lugar para mim foi a raiva. Um raiva para mim é muito clara, começar a dar meu estômago, meu hombro, vai para quase, eu vira quase um brinco de tanto que fica grudado na minha orelha, eu fico vermelha, raiva. E aí, se eu não ajo, ela começa a virar uma gastrite crônica, dores crônicas, eu comece a ficar muito cansada e eu reparei isso ao longo dos anos. Por que isso acontece? Porque eu ainda hoje enquanto estou gravando esse podcast ainda não aprendi a deixar a raiva sair. Vocês aprenderam? Você, ju, que está indo para o trabalho, brincadeira. Você, Adriana, que está escutando esse episódio. Nincadeira, a gente só para essas dias e as abriantes. Mas você que está ouvindo esse episódio, você sabe deixar sua raiva sair? Como? Eu realmente quero se ela "como", comenta aqui. Porque eu não sei. Eu ainda não aprendi, eu estou empenhada em aprender, mas eu não aprendi. E como eu não aprendi muitas vezes, eu não deixo ela sair. E quando eu não deixo a raiva sair, para onde ela vai? Esta é a questão, para onde vai a raiva que a gente não deixa sair. Para responder essa questão, vamos voltar a uma casa e pensar por que a gente não deixa a raiva sair. E existe um grande, uma grande silada que nós mulheres estamos caindo. Na verdade, o naquê a gente está caindo é que a gente foi empurralada nessa silada. A gente está sendo empurrada para esse buraco. E aí, a gente não tem alternativa a não ser caíneira. Que é o seguinte, existe em vários mecanismos. E é muito engraçado quando eu falo essas coisas, porque parece que alguém tava tipo num quarto esquematizando um lindo sistema em que cada coisa é minuciosamente pensada para chegar na gente desse jeito. Mas não é que alguém bolou um sistema. É que as coisas foram acontecendo. E as coisas que dão certo são reforçadas e elas seguem acontecendo até hoje. Então, como o sistema precisa que as mulheres fiquem bem quietinhas e agradem e não sejam inconvenientes e não paguei muito espaço. E também não se sintam muito no direito de colocar limites em nada. Muitas coisas foram acontecendo que daram certo para que isso acontecesse. Para que as mulheres se sentissem empurraladas nesse lugar e até normalizarem e acharem normal esse lugar. Como, por exemplo, os homens e também as mulheres e as pessoas em geral deboixarem e descreditibilizarem de uma mulher que tem raiva. Isso vai desde a linguagem como a lei estruturada até pequenas coisas. Como, por exemplo, quando eu era menor, eu era muito ridicularizada quando eu estava com raiva. Porque o jeito que eu aprendi que eu não poderia rebater, tipo, você não poderia responder, "eu estava me dando gastrite agora, só de pensar". Eu aprendi que eu não poderia rebater quando eu estou com raiva nem respondendo em nada disso, porque isso não era o meu lugar. Então, como que a raiva se mostrave em mim através do meu bico? Eu ficava com uma cara emburrada assim, de que eu nem sei replicar. Porque não era voluntário, obviamente. Eu ficava só com uma cara fechada. E aí as pessoas tiravam o sarro da minha cara e ficava cutocando a minha boca, tipo, "Ah, esse bico aí, tire esse bico da cara". Como se, além de eu não poder expressar a minha raiva, eu senti a minha raiva e ela estava de alguma forma presente no meu rosto, dava o direito das pessoas, não só o zombari no meu rosto, como encostarem nele e rinda da minha cara de que eu estava com um bico. Além disso, a gente cresce e aí qualquer coisa que deixa a gente com raiva, a gente responde um pouco mais grosso, um pouco mais incisivo, um pouco mais acceptiva, a pessoa vem e fala, "Nossa, mas está de TPM?" E não mexe com ela, que acho que ela está de TPM. Primeiro, como se a TPM deixa essa gente irracional? Eu sei que os hormônios fazem loucuras com a gente. Eu sei, porque até gravei recentemente sobre o que aconteceu depois do congelamento de óvulos e sim, a gente tem uma autoreação hormonal antes de menstruar. Mas eu não acho que. Eu não acho, não. Eu sei que nada do que a gente faz no nosso período menstrual, pra menstrual, vem do nada. Não é que você fica com raiva, porque aí baixou a raiva aqui, eu incorporei o espírito da raiva, não. É que só você fica menos propensa a engolir a raiva. Você fica mais vulnerável a expor e explodir, porque você está com os hormônios mais afloada da pele. Mas, pra além disso, que eu estou justificando nem precisava justificar, as pessoas falam que você está de TPM, pra descreir de belizar o que você está expressando, num sentido de tipo nossa, mas isso é completamente irracional. Ela não está nada do direito de falar dessa forma, nem de sentir isso. Então ela só pode estar de TPM. E como se as nossas raivas não fossem extremamente justificáveis, como se elas não tivessem todos os motivos do mundo pra existir? Pra além disso, começam nos caracterizar como uma creia, bruxa, grossa, desumanã, como, por exemplo, na Paula, no Big Brother. E diante de tudo isso, do bico, da TPM, de deboixarem, de chamarem de bruxa, disso e daquilo, isso gera mais raiva. Então a gente já está com raiva, isso resolve o problema dos outros, porque eles transformam isso em uma oxingamento, uma risada ou alguma coisa mais agradável ali pra eles. E pra gente isso aumenta a nossa raiva. E pra além disso, e então, diante de todo esse sistema, a gente prefere nem expressar que a gente está com raiva, nem mostrar que a gente está com raiva, pra não passar por tudo isso e acabar com mais raiva. Porque depois a gente que vai ter que engolir toda essa raiva. E pra além disso, mulheres com raiva, desde sempre, são inadecuadas. Mulheres, ligeiramente, morreram na fogueira por expressarem raiva. Vamos começar por aí. Mas eu lembrei que recentemente eu vi uma entrevista que agora eu não sei se lançou. Acho que agora que saiu o episódio deve ser lançado já. O diabo vai esprar da 2. E eu estava vendo uma entrevista com a Merrill Street, inclusive que a entrevista dela foi a Sacha Meniguel. Que eu adoro que é dona da Monde Paz e filha da Chucha. No caso, vocês sabem quem é Sacha Meniguel. E aí ela estava entrevistando as duas, né? Merrill Street e a Enredo. E aí ela pergunta para Merrill Street. Se ela acha que a Miranda é a personagem dela no diabo vai se prada. Vocês devem lembrar que ela faz. Detsol, que ela é lida como uma bruxa, uma escrota. Não sei o que, porque ela é presidente lá da revista. E inclusive ela é inspirada na Anna Wintersson no Mingano. Que é realmente diretora de uma das maiores revistas do mundo. Ou não sei se agora ela não é mais, enfim, desculpa. Devaneei, gente. Mas voltando a Merrill Street responde várias coisas sobre ela, sobre sim, tipo. Porque eu acho que é Sacha pergunta, se não me falha memória. Se acha que se fosse um homem no papel da melhor, ele seria tão emblemático. Ele seria tão julgado e as pessoas teriam tanta raiva dele. Teria que fazer todo aquele trabalho de humanização que tem no filme, de mostrar ela sem maquiagem, sofrendo por conta do marido. E aí a Merrill Street responde, brilleritamente, como tudo que ela faz. E aí ela fala uma coisa muito interessante que é assim. Olha, eu já fui dirigida por homens e por mulheres. E eu lembro de uma experiência em filmes, né? E eu lembro de uma experiência que. Não sei quem me dirigiu, agora me escapo quem foi. Ela falou o nome do diretor. E aí eu estava observando ele assim no sete e ele falava assim, "Não, não, pega isso aqui, coloca ali." "Agora coloca aqui, não, isso aqui está errado." "Coloque ele falando normalmente." Tá vendo? Ninguém chingou ninguém. Quando ela fala, dá pra ver que ninguém chingou ninguém. Ninguém, tipo, gritou, ninguém nada. Ele só tá falando assim, faz isso. Isso aqui está errado. Faz isso, não sei o quê. E aí ela lembra que ela pensou. Esse tipo de liderança no set nunca seria viável pra uma mulher. Porque esse é uma mulher falar desse jeito. Mesmo que não tenha nenhum chingamento, ninguém aumentou a voz. Ninguém fez nada demais. A pessoa só tá falando isso, está errado. Colota ali, isso não, isso sim. Se uma mulher se porta desse jeito, ela é completamente jogada no buraco da bruxa, da desumana, da grossa, da tarde de TPM, de é impossível de lidar com ela e etc. Isso se repete tantas vezes que a gente internaliza e a nossa personalidade é moldada em redor disso. Então, a gente acaba não expressando a raiva, não só porque a gente escolhe, tipo, "Ah, não vou expressar a raiva agora, porque eu não quero que as pessoas me leiam mal." É porque a gente tá acostumada a agir sempre da mesma forma. Mesmo que essa forma seja engolir a raiva e se expressar milimetricamente pensando em cada palavra que você vai usar para que as pessoas não te leiam dessa forma. Para além disso, já estão no terceiro e foto do "Porque que a gente engolha a raiva?" Porque a gente não expressa a raiva. Tem mais uma camada dessa discussão, que é a camada das mulheres negras. Em inglês tem um termo muito popular, assim que as mulheres negras faltam bastante, que é a Angry Black Woman. É um estereótipo criado para descradibilizar qualquer tipo de raiva e nem sua raiva, qualquer tipo de expressão que não é 100% fofa e agradável que vem das mulheres negras. Se para as mulheres brancas já tem todas essas camadas de dificuldade, para as mulheres negras tem ainda mais essa camada de. Essa entrava do estereótipo da Angry Black Woman. E aí, quando eu estava estudando sobre este tema, eu li um artigo da Aldro Lord, que se chama "Uzos da Raiva", as mulheres reagem ao racismo. E esse artigo que é muito interessante e muito esclarecedor, ela fala sobre uma passagem que uma mulher branca durante uma. pelo que eu entendi, me lembrei, entendi, era uma reunião de mulheres. Então, ela estava um pautando feminismo, provavelmente. E as luta das mulheres em geral. E aí, uma mulher negratava se expressando ali e falando alguma coisa. E aí, uma mulher branca interrompeu ela e falou, "Tra ela, por favor, não falar com tanta rispidez, porque isso geram um conforto." Que? Como é que você vai cuidar para moldar o jeito que você expressa o que você está sentindo, o que você precisa externalizar? Porque se não isso vai te devorar, mas para além disso, como você vai moldar isso pensando em não gerar o desconforto aleio? Sobretudo, nesse lugar, que, tipo, teoricamente, as pessoas estão unidas com o mesmo propósito que é lutar juntas por uma sociedade mais igualitária. Mas isso, essa fala dessa branca, ela desconsidera uma coisa muito importante de ficar clara, que eu acho que isso muda toda a percepção sobre raiva, que é que toda mudança, isso é a aldrilógica que fala. Toda mudança começa com um desconforto. É impossível você fazer mudanças, seja internas, ou seja, coletivamente, sem gerar desconforto. Não existe, ou mudança ela parte de um desconforto, ou mudança vai gerar um desconforto. Qual é a alternativa? Ficar para sempre, passando raiva, sendo prejudicada, se sentindo injustiçada, essa é alternativa, para que a outra pessoa não se sinta confortável? Eu estou ficando com raiva, vocês estão vendo? Nesta equação, alguém vai ter que se sentir desconfortável. Inevitablemente, ou é você, que vai engolir a sua raiva e vai seguir fazendo as coisas até a hora que você desenvolver uma doença autoimune, e aqui trazendo de volta para o campo individual. Estava falando coletiva, agora a gente está trazendo de volta para individual. Ou você vai desenvolver uma doença autoimune, que nem fala o post da almost stick, ou a outra pessoa vai ter que lidar com o próprio desconforto e fer, lide. Eu pago minha sessão de terapia para lidar com os confortos que os outros me trazem. Por que que as outras pessoas não podem achar lá o jeito delas? Nem precisa pagar terapia, só acham o seu jeito, porque eu não vou funcionar a minha vida, e o jeito que eu faço as minhas escolhas e quem eu sou, para não te gerar de conforto, não vou, eu tenho uma vida só. E eu tenho um corpo só, e engolir essa raiva está adoecendo ele. E é muito difícil para as mulheres, e aí conforme. A gente vai acrescentando recortos, fica ainda pior. Então, mulheres, negras, mulheres de class sociais mais baixas, você vai colocar mulheres lésbicas, enfim. Isso vai ficando mais difícil ainda de deixar os outros desconfortáveis, porque a gente foi ensinada não desagradar, a não incomodar. A gente tem medo, e a gente foi ensinada, esse medo foi ensinado para nós, implementado na nossa cabeça, de que se a gente fizer isso, se a gente desagradar, se a gente incomodar, se a gente deixar outro desconfortável, a gente vai ficar sozinho. E isso é um mecanismo tão precioso, e tão poderoso, que ele é usado até aceitas. Eu sou obcecada por documentários que falam de citas, não sei se o que eu contei para vocês. E aí lembrei que há muito tempo atrás, eu vi um documentário que chamava "Pray, Enobéi", que é tipo "Rese, Risario, Obedecer". E o lemma dessa. Olha só, "Obedecer", um grande parada dessa aceita é que as mulheres precisavam obedecer ao que o profeta falava. Não importa o absurdo que fosse. Então, batia ali o cara se falava que ele era o profeta, todo mundo acreditava, e aí a partir desse momento todo mundo tinha que obedecer o que ele falava. Ou seja, ele casava com um monte de mulheres juntas, era uma aceita de poligamia, e aí ele fazia o que ele bem queria ali, que aquelas mulheres, que mesmo que não era mulher, ele tinha que obedecer o que ele falava. E aí, para que ele conseguisse, com que as pessoas aceitassem essa obediência, essa obediência incondicional, um dos lemmas dessa aceita era "Keep, Switch, permaneça, doce". Você tem que permanecer doce. Isso é uma das obrigações da pessoa. Era tipo uma religião, se eu não me engano. Faz muito tempo que eu assisti, que a gente possa estar falando no boveira, mas fazer a parte do que eles acreditavam. Ali, esse direcional de "se mantém a doce, se mantém agradável". Você não pode discordar, esquece. Discordar com raiva, esquece. Você vai ser expulsa da sua comunidade. Olha como é poderoso. E aí a gente já sabe, né? Já falava aqui em outros episódios. "Quanto ser humano foi condicionada, querer pertencer". Porque se a gente tivesse no meio do marco, como ser humano, e aí a atriba ali, achasse a gente na adequada, o desagradável, por algum jeito, deixasse a gente para trás, a gente ia morrer. E o cérebro ainda não aprendeu que a gente não tá mais no marco". É tipo assim, se a gente desagradar, a gente não vai morrer com gelado meio da floresta. E aí, a Audi Lord nesse mesmo artigo dos usos da raiva, ela fala o seguinte, eu vou ler literalmente que ela escreve o tá. Ela fala o seguinte, "Toda mulher tem um arsenal de raiva bem abastecido que pode ser muito útil contra as opressões, pessoais e institucionais, que são a origem dessa raiva. Usado com precisão, ela pode se tornar uma fonte de energia a serviço do progresso e da mudança". Aqui temos uma mudança de paradigma. Aqui é a primeira vez que eu tive notícia da raiva como algo que pode ser bom para você. Porque até então, eu ficava me debatendo com a raiva do tipo, eu preciso que essa raiva saia de mim. Eu preciso que. Eu preciso não sentir, era nesse sentido que eu ia para a análise. Eu queria não sentir essa raiva. Eu preciso que ela saia de mim que eu não quero mais sentir ela, porque me incomoda que dói, que machuca o meu estômago, que machuca o meu corpo, porque eu fico compensamentos ruminantes sobre o que tá me dando raiva, porque me impede de ficar de bom humor. Eu não quero mais sentir raiva. E aqui é a aldrilógica coloca que a raiva, quando usada com o preço, A decisão pode ser a fonte de energia de onde você faz progressos e mudanças. Gente, a gente não pode isolar a raiva, não vai dar pra gente achar que eventualmente a gente vai se tornar um ser humano tão evoluído, que a gente vai parar de sentir raiva. A gente vai precisar incorporar a raiva, a gente vai precisar aceitar radicalmente nossa raiva, entender o porquê que ela existe e começar a agir diferente, porque se não ela vai comer, a gente. Já vou chegar no porquê. Vocês lembram que há muito tempo atrás, eu não sei quem era nascida aqui no podcast, quem já tinha o carimbo de gostosa chorona, mas há muito tempo atrás, eu fiz um episódio chamado "Rive" se eu não me engano, que foi depois que eu li um livro, choque qualquer nome, bem comportadas, que ela elise do loenem, ela faz uma investigação dos sete pecados capitais e como eles foram usados pra boldar o comportamento das mulheres e um deles aí, e aí nesse capítulo eu descobri um psicólogo que ele fala com uma clareza da raiva que me economizou uma grande jornada de reflexão, e aí eu falei isso na época e foi muito desruptiva, a gente ainda era uma comunidade muito menor do que a gente é hoje, então vou repetir. Ele fala que toda raiva nascida de uma necessidade ignorada, o nome dele é Marshall Rosenberg, o psicólogo. Essa clareza de que toda raiva ela nascida de uma necessidade ignorada, negligenciada, silenciada, ela dá uma clareza que depois que eu ouvi ela, que eu li, são os dois anos, esse episódio faz uns dois anos que foi o ar, se eu não me engano, toda vez que eu sinto raiva, primeira coisa que vem na minha cabeça aí, qual foi a minha necessidade ignorada, eu fico tentando entender, e é muito claro que sempre tem alguma necessidade ignorada, por exemplo, vou dar uma exemplo de uma raiva muito white people problem, mas por exemplo, quando eu sou fechada no trans do alguém, não me dá passagem, o trans do é um grande laboratório, se você dirige, é um grande laboratório para você estudar raiva, por que? As pessoas não têm consequência sobre que elas fazem, porque elas estão protegidas pelo carro, então assim, se você xingar alguém, a pessoa não vai nem ouvir, e se ela vê você xingando, ela até ela descer do carro e ver falar que você é um long caminhão, raramente acontece, e geralmente a pessoa, a celera e vai embora, então você nunca tem consequência sobre o que está fazendo, e aí as pessoas se autorizam a ser as pessoas mais escrotas, energúmenas e péssimas do mundo, por conta da falta de consequência, e isso gera muita raiva, então estar no trans do, pelo menos aí se eu o Paulo, é uma grande fonte de raiva, se você não tá, se você não tá com essa expectativa já clara na sua cabeça de que as pessoas vão ser escrotas, quando alguém me fecha no trânsito e me dá raiva, qual é a necessidade que tá sendo ignorada, que eu precisava de passagem, é muito simples, quando alguém sei lá, uma coisa que tem me dado muita raiva ultimamente, eu tô muito sobrecarregada de trabalho, por conta do lançamento do meu livro, que é amanhã, e por conta de todas as outras coisas que eu faço também, e aí muitas vezes vem pessoas coitadas, pessoas totalmente desavisadas, não têm obrigação nenhuma de saber que eu tô sobrecarregado não, mas elas vem com convites, muito legais, tipo assim, nós vamos fazer isso, vamos fazer aquilo, e aí me dá uma raiva, só que aí eu começa a pensar qual é a necessidade que tá sendo ignorada, é o tempo, eu e a minha agenda, estamos ignorando que eu necessito de tempo para fazer as coisas que eu gosto, como, por exemplo, a pessoa que me chamou aqui, por exemplo, a jantar, e aí eu acabo direcionando a raiva por uma pessoa que nem é acupada, porque ela tá me fazendo um convite super legal, mas na hora a raiva do seu vento, aqui raiva desse convite, eu tô toda sobrecarregada ainda vem me convidar para tomar um café, coitada da pessoa, ela tá só tomando café, mas aí quando você pare fala qual é a necessidade ignorada, aí eu olho para trás, "ah eu tempo que eu não pensei, que na verdade não tô podendo ter, por conta disso, me as gente sobrecarregada, eu tô com raiva dessa sobre carga, e de como eu superestei, o quanto eu do conta dentro da minha agenda, a raiva é um alarme, vou falar um negócio, isso tá escrito no meu livro, é um pequeno spoiler, mas assim, gente, isso daqui que eu tô contando tudo isso aqui na hora é um subcapítulo do livro, então não tô extragando a experiência de ninguém, é só pra vocês saberem mais ou menos qual é o tom do livro, tá? A raiva é como um alarme, que é a visa quando o nosso espaço tá sendo invadido, só que quando a gente engolha a raiva por tempo suficiente e a gente se acostuma a não expressar, a não fazer nada com ela e vai engolindo e seguindo a vida e deixando passar, a gente se acostuma com o barulho da alarme, e para de ouvir, se eu través dessa sensação de, constantemente, se eu ouvindo um barulho aí quando ele para, você fala "meu Deus, que paz, eu nem sabia que tinha uma coisa, que tinha uma coisa me incomodando e que era esse barulho, nem tinha percebido, se eu teve essa sensação, é exatamente assim, quando você se acostuma a engolhar a raiva, você se acostuma com viver com a raiva, e aí você para de ouvir o alarme, e aí quando você para de ouvir o alarme, que dispara quando invadem seu espaço, duas coisas acontecem, primeiro, se o espaço está muito mais sucessível a ser invadido, as pessoas vão invadir cada vez mais seu espaço, porque você não está ouvindo a larme, você não tem como barrar as pessoas de entrarem, e isso vai acontecer tantas vezes que você vai perder a clareza, a ideia, a noção de que aquele espaço é seu, de que você poderia pedir para a pessoa se retirar, de que esse limite é seu para você em por, de que esse espaço aqui é você que tem esse quem decide quem entra e entra, e quando, então você acha que engolir a raiva faz ela parar de existir, muito pela contrário, tem uma pesquisa do Dr. Gabor Maté, se você não conhece ele, eu acho ele um cara fantástico, eu não gosto de ser fã de homem, que sempre pode acontecer qualquer coisa, mas até onde eu sei, eu acho ele um cara fantástico, ele pesquisa muito essa conexão entre o corpo e o psicológico, do ponto de vista médico, ele faz pesquisas mesmo, tipo acadêmicas e tal, e até pesquisas com pessoas mesmo, ele faz uma pesquisa com pessoas que têm doenças crônicas ou alto imunis, e o que ele percebeu é que 100% das pessoas que têm doenças crônicas ou alto imunis que desenvolveram doenças crônicas ou automunis, né, que não é genético, são pessoas que um tem dificuldade de ser não, e dois tem o costume de por às necessidades de outras pessoas acima das delas, e aí eu te pergunto, diante desse dado, tá, dessa pesquisa do Dr. Gabor Maté, porque você acha que 70 a 80% das pessoas que têm doenças alto imunis são mulheres, alguma pista, alguma ideia, minha filha, eu vou segurar a sua mãe enquanto eu falo isso, se você continuar engolindo a sua raiva ela vai virar o jogo e ela vai tingulir, então depois de toda essa discussão o que você vai fazer com a sua raiva, eu não sei, eu estou aprendendo, eu acho que eu vou começar respondendo essa mensagem que eu recebi antes do episódio, eu não queria, tá, e aí isso eu queria deixar claro, é muito desconfortável gente, o jeito mais fácil é ficar quieta e seguir a vida, eu não queria, eu não queria esse beó, eu não queria ter que pegar, responder, fórmula e esperar a resposta, ficar ansiosa que a pessoa vai responder, mas a gente precisa começar de algum lugar, eu queria deixar quieto, mas eu não vou poder, a gente tá literalmente adoecendo, adoecendo, porque ensinaram a gente a não desagradar, mulheres estão adoecendo, em seus corpos, em eu inclusive, eu estou adoecendo, porque me ensinaram a não ser desagradável, a não gerar desconforto nas outras pessoas, a não empolher os meus limites, a não dizer não, se isso não te dá raiva, se isso não te dá uma revolta aí na sua casa, eu não sei o que que vai dar, e se isso não te dá raiva, aí eu vou pegar outra referência, de outra posta que apareceu pra mim, de um poeta, que faz umas poesias junto com o Mazá, você vou deixar todas essas referências que eu citei lá no nosso grupo do WhatsApp pra vocês terem, tá? O arroba dele é a roba de Fallen 8, eles crevei um poema que começa da seguinte forma, se curar, vai te deixar com raiva, e se ainda não te deixou, é porque você não mergulhou o fundo suficiente, então minha amiga, dito tudo isso, te convido a mergulhar, fundo suficiente amanhã, na prévenha do meu livro, de a 13 de maio, eu não sei que horas que vai ser, então fica atenta, ou no grupo do WhatsApp, ou lá no meu Instagram, eu produzi um vídeo que eu achei cinema-atografico, pra prévenha do livro, então vai lá, eu vou postar, provavelmente, meio dia, eu não sei que horas que vai ser, mas que aí eu vou revelar o nome do livro, aí vocês vão entender tudo que eu estou falando sobre mergulho, sobre fundo suficiente, sobre todas essas coisas que eu estou dizendo, então amanhã, se você gostou dessa discussão, ela continua no meu livro, eu tenho um pré, um pós, ela fica bem no meio assim do livro, eu acho que você vai gostar, gente, eu estou falando meio a partica disso, porque se eu começar a falar, vou chorar, vocês sabem, já vão começar a chorar, vocês sabem que eu estou, eu não sei se vocês sabem disso, porque eu não sei, nem sei se é a primeira vez que você está ouvindo episódio, se for a primeira vez muito bem vinda, comenta aqui, porque as minhas lindas gostosas e choronas, elas vão te receber muito bem como elas fazem com todo mundo que fala, nossa, minha primeira vez aqui, uma insturrada de comentário, bem vinda, bem vinda, mas eu estou escrevendo esse livro há dois anos e meio, e foi uma das coisas mais desafiadoras que eu já fiz na minha vida, eu pensei em desistir um milhão, de vez até agora, eu estava falando com a editora tipo assim, gente, eu tô desesperada. Eu tô muito preocupada, minha análise ontem foi sobre isso, é uma parte muito trabalhosa e vulnerável de mim, e eu tô muito insegura que isso vai pro mundo, mas ao mesmo tempo tô muito ansiosa pra vocês leirem, porque eu quero saber que as conversas que isso vai gerar, quero saber se vocês se relacionam, se isso agrega pra vocês de alguma forma. Então, meu livro quase falei o nome dele. Meu livro lança amanhã, conto com vocês, espero que vocês gostem, compreender a prevenha porque vocês levam um brinco, quem compra na prevenha, levam um brinco especial, e também recebe assim que o livro foi lançado, você recebe, não precisa ir até o bradinho comprar. E eu tô muito animado, eu quero que vocês que ouverem um podcast sejam as primeiras leitoras e. A enfim, gente, vou parar de falar se não começam de ansiedade, mas amanhã teremos, eu veio aí minhas divas, vocês acompanharam esse processão comigo, vivemos isso juntas, e eu queria só dizer que vocês, se você tem o costume de pular os agradecimentos de um livro, sabe, os agradecimentos no final, não pule, tá? Você vai querer ler, com os agradecimentos desse livro, tá bom? Só lembrando, tá, gente, já falei, me deixe falar de novo, porque não sei se eu fui clara, porque eu já tô super emocionada. Prevenda do meu livro amanhã, dia 13 de maio, ele vai estar disponível na Amazon, e quem comprar na pré-venda vai levar brindes exclusivos. Inclusive esses brindes, que eu desenvolvi, já vou falar o que é, uma eco bag e uma e uma marca página, e eu desenvolvi eles, com vocês, eu fui lá no meu grupo de transvenção do Instagram e perantei. Gente, eu estou aqui bolando os brindes da pré-venda, o que vocês gostariam? E aí, assim, a eco bag foi a mais curtida e marca página foi o segundo mais curtido, então eu fiz uma marca página bem especial, que só que em Leu Livro vai entender o marca página, e a eco bag é com uma frase do livro, que eu já posso falar que é "coragem", nós vamos cair. Ah, eu já vi a gente chamar só de falar, já vi dar um repio. Enfim, coragem, minhas divas, amanhã, nós vamos cair. Espero vocês, primeiro gulho, lá na pré-venda, tá? Vamos falar sobre roupas confortáveis, para mulheres. Se você não houve a episódio da semana passada, eu preciso te apresentar o novo mini quadro antes do choro da semana, em que eu conto tudo que tá rolando na minha marca. Sim, menina, tem uma marca de roupas. Na lela, o brandão cou eu cri o roupas para caber no seu corpo, e não para o seu corpo caber nas roupas. Nesta sexta-feira, dia 15 de maio, o meio-dia vai ter reposição na nossa linha mais querida e mais aguardada, que é a Beste Célez, que é a linha fixa com as peças que vocês mais amam. Quem é das antiga, vai lembrar de uma época que você entrava no site, estava sempre tudo esgotado, porque a gente nem conseguia fazer reposição. Pois então, a linha Beste Célez nasceu para garantir que as favoritas das senhoras fiquem sempre disponíveis, ou sempre que a gente conseguia. Então, ó, todas as nossas blusas de polêmida voltaram em várias cores, quem tem sabe que são uma necessidade no armário, inclusive eu, pessoalmente com o seu dono da marca, tem o armário inteiro só para elas. E se você estava esperando o cambeque da nossa calça mais amada, que é a calça de afetaria e a até uma guardada e sempre esgotada, bolsa a laço, minha amiga, este é seu momento. Inclusive, deixa eu contar um negócio sobre essa calça. A calça é afetaria, é a nossa calça mais vendida de longe por vários motivos. Ela tem elásticos escondidos nas laterais do corpo para se ajustar a sua cintura e o seu quadril. O caimento é perfeito. A gente tem ela em várias cores, mas o mais importante. Ela tem bolsos simplesmente gigantescos. Inclusive, uma vez, a gente recebeu um comentário de uma cliente nossa que sofreu uma tentativa de assalto, cuidado. E o rapaz simplesmente não conseguiu levar o celular dela, porque estava no bolso, juro por Deus que você é verdade. Tava no bolso da calça épor, que é tão grande que o cara nem viu que tinha coisa dentro. Vocês acreditam nisso? Enfim, a nota aí, sexta-feira de a quinhense e reposição dos nossos best sellers lá no site da Lá Branão Co. E adivinho o que eu escolhei para você? Sim. Você, que está ouvindo isso aqui, tem desconto, minha amiga. Com o cupom best sellers, quinze zero cinco, você ganha dez reais de desconto nas primeiras vinte e quatro horas. Eu vou deixar o link aqui na descrição. Tá bom? Amaram? Enfim, agora sim. Vamos para o choro da semana. O choro da semana é muito simples, muito curto e muito triste. Gente, meu podcast favorito. Foi cancelado. Eu estou muito chateada com isso, não sei dizer o quanto. Eu já falei desse podcast, um bilhão de vezes aqui no meu podcast, inclusive esse podcast inspirou, me inspirou a criar algo só o sostro em choro. É um podcast estadounidense de uma das minhas grandes divas que é Emma Chamberlain e ela tinha um podcast chamado anything goals, em que ela falava da mesma forma que eu falo aqui, isso aqui era um pouco mais curto e era menos reflexivo. Era mais assim, a vida dela e reflexões. Eu tinha umas reflexões também, mas era mais assim, a vida dela e coisas mais cotidianas e eu me inspirei muito no formato que ela criou, que era ela falando sozinha no quarto dela. Vícamos, isso era possível, vi tudo que ela alcançou com esse podcast como ela era feliz criando e me inspirou a criar o meu e muitas vezes quando eu tive dificuldade de seguir aqui com podcast por algum motivo, seja porque eu estava muito mal ou porque eu estava sentei tempo ou porque eu achava que não tinha nada para falar ou porque se não me nem postou a barata, eu sempre pensava assim, se a Emma Chamberlain está conseguindo, eu também vou conseguir, porque ela é minha diva e eu também sou diva e nós somos divas e mulheres unidas com propostas. Sabe esta figurinha do WhatsApp? Foma, dá lá no nosso grupo do WhatsApp, eu amo esta figurinha, mulheres unidas com propostas. Então essa semana ela postou, eu acho que vai ser ótimo para ela, tipo ela fez uma despedida em um tão positivo assim de tipo "oh não estou encerrando o podcast porque eu tomar ou e nem porque ele está dando errado, nem nada disso", é só que eu preciso criar outras coisas e eu decidi que esse ciclo sem ser roo, eu não sei quando eu vou voltar, mas agora é isso, e aí ela postou isso e eu fiquei agora com um grande vazio para piorar ela postou isso na mesma semana que acabou Big Brother e aí eu estou assim sem as minhas muletas emocionais e vamos embora né gente, agora eu vou ter que ser minha própria inspiração porque ela parou de produzir, eu vou ter que me esperar, me enmesma, nunca me inspirasse nos temas dela em nada disso, mas ela tinha essa coisa para mim de tipo assim, se ela consegue, se ela está conseguindo postar, ela até postava dois episódios para semana uma época, se ela consegue falar a suazinha duas vezes para semana e ela também tem uma marca, ela tem uma marca de café, que chama "tambela em coffee", e eu falava se essa diva consegue ser influenciadora de criar publicidade junto com marcas e trabalha junto com marcas, ter o café dela e ter o podcast, eu também consigo, eu também vou lacrar e agora ela parou de podcast e agora eu vou ter que eu mesmo me merrar a espelho falar se você consegue você conseguir ser lá de que eu vou fazer, enfim gente, esse é meu choro da semana, como estrange, me recomenda aí podcast, levinhos para eu poder treinche meu vazio existencial, se você ler meu livro, você vai ver que isso que eu falei não faz nenhum sentido, eu estou sentando totalmente cronodontória, mas enfim, vamos para minha obsessão atual, minha obsessão atual é meu livro, até ela, daqui a pouco a gente vai ter aquele meme, sabe da menina que fica assim com cartaz e camiseta e a bolsa e tudo da mesma obsessão dela, sou eu, como eu livro, minha obsessão é meu livro, eu só consigo pensar nele, eu estou muito ansiosa, muito preocupada, muito animada, muito eu só penso nele o tempo todo, mas eu não vou falar isso, porque eu não vou ser péssima com vocês e falar "Meu obsessão atual é meu próprio livro", apesar de você. A minha obsessão atual nos dias de hoje é que eu tenho um novo sonho, inclusive eu até atualizei o meu vision board com esse sonho, que é em um dia que eu estava parada olhando pros meus cachorros, eu pensei "Meu Deus, eles nunca viram mar, eles não sabem como é a areia, eles nunca foram a praia, meus cachorros nunca foram pra praia, nem o cocado nem o vilho, Bilho eu não sei porque ele morou 3 anos, sem a gente, né, a gente adutrou ele com 3 anos, mas eu suspeito que ele nunca tenha ido a praia, quando a gente recebeu ele, a gente recebeu ele com manual de instruções assim, que era tipo um papel, com várias coisas escritas, e uma das coisas era "adora piscinas", só que eu não tenho piscina aqui na minha casa, então o Bilho nunca pulou em nenhuma piscina, agora eu fiquei pensando, "que que ele faria ver o mar, alver a areia", e aí criou-se uma obsessão na minha cabeça, que é "de levar os meus cachorros pra conhecer a praia", aqui em São Paulo onde mora, eu não sei como é no resto do Brasil, mas a maior parte das praias é proibido você levar cachorro, então eu e o Victor estamos em uma grande jornada de descobrir praias em que se pode levar cachorro, que não seja tão longe da onde a gente mora, que é São Paulo, porque a gente vai ter que ir de fim de semana e voltar no mesmo fim de semana, porque a gente não está consenhando tirar foi teferiado nesse contexto de trabalho que estamos, e a gente precisa achar uma casa que pode levar os cachorros, e eu vou levar as meus cachorros pra pra esse ano, esse é meu sonho, e essa é minha obsessão, e eu mal posso esperar, pra eles verem, eu não sei o que eles fariam, acho que o Bilho ia ficar completamente maluco e o cocado ia ficar assustado, eu não imagino o Bilho nadando, não sei gente, não sei o que vai acontecer, mas é isso que tem morado na minha cabeça, se vocês tiverem dicas, mandem aí, meus cachorros obviamente são vacinados, verem me fogados, não vai ter nenhum tipo de problema, vai despreender, é bom dar esse disclaimer, nunca se saiba. E é o seguinte, se você não me segue nas redes sociais, vai lá por favor, se você tem Instagram, me segue no @lpontobrandão, é lá que eu vou postar a capa do meu livro, o título do meu livro amanhã, e é lá que eu vou deixar o link mais imediato da pré-venda. Eu vou deixar no nosso grupo do WhatsApp também, mas eu gostaria que vocês viciem o vídeo que eu fiz com muito carinho, e eu achei muito cinemático o vídeo de apresentação do livro, e no vídeo, inclusive, eu leio um trecho do livro. Ai, gente, se estou olhada, se tem que ter gente feio isso, assim que a gente fez isso juntas, porque se não fosse vocês, eu nunca teria sido chamada para publicar um livro, se não fosse a nossa comunidade. Então esse livro é nosso, assim, é nosso a conquista. Enfim, se você não me segue lá no @lpontobrandão, me segue na minha marca também @lpbrandão.co, ou www.lpbrandão.co, você tem os pontos com o @lponto.co, a minha marca de roupas confortáveis, e entra no nosso grupo do WhatsApp para ficar sabendo de tudo. Me fala aí, gente, se vocês querem saber mais do livro, que querem que eu fale mais temas, ou que eu deixe para vocês lerem antes e depois eu falo, só explicando que a pré-venda começa agora de 13 de maio e o lançamento é em junho. Então, assim, quando vocês forem comprar, vai aparecer todos os prásomas, para que caso alguém esteja curioso, é assim que funcionam. Mês depois, o livro é realmente publicado, vai nas livrarias, e aí, quem não comprou na pré-venda, consegue comprar nas livrarias, mas aí depende da livraria ter comprado o livro e ter o livro disponível lá. Então, se eu fosse você, eu garantia na pré-venda, que é se ganha os brindos exclusivos, e porque você vai ser uma das primeiras a ler. Eu ia falar de novo, quase se falei o nome da livro. "Alero meu livro". Gente, deixa eu dar um spoiler. Aí, vou mostrar só um negócio. "Você dá um mini spoiler?" Que é isso daqui, gente. Olha isso, que tá escrito. "Lela Brandão, criadora do podcast". "Gostoso, também choram". Eu falando, gente, se não fosse spotcast, se não fosse vocês, esse livro aqui não existiria. Então, eu estou muito agradecida a um rada feliz, animada, desesperada, ansiosa, preocupada, e tudo justo. E esse momento é nosso. Gente, conto muito com vocês, sério. E agradeço muito vocês também. E é isso, tá bom? Nos vemos na semana que vem, um beijo e tchau. Se você ficou até o final do episódio, e faz parte das maiores, das minhas divas, das. do "celeto-clube das mais mais". Para eu saber que você faz parte deste "celeto-clube das mais mais". Comenta com um emoji de. Que emoji que pode ser hoje, gente. Pode ser um emoji de coração com fogo. Sabe, esse emoji do coração com fogo? Que é o coração tomado pela raiva, que a gente vai transformar em algo positivo e não deixar ele nos engolir. E sim, deixar ele nos movimentar. Pode ser. Uma muita coisa de coração com fogo. Tá bom? E eu quero dar um spoiler para vocês. Para vocês que estão ouvindo até o final. Gente, durante o livro, eu falo sobre várias músicas. E aí, a editora me falou, "Por que você não faz uma playlist?" Com as músicas que você cita no livro, e aí a gente deixa o link da playlist no livro. E aí elas fizeram isso aqui. No finalzinho do livro, tem a lista que ficou a coisa mais linda do mundo, a lista das músicas. E o link da playlist, eu posso compartilhar essa playlist com vocês lá no grupo do WhatsApp, que vocês acham. Aí eu vou só mudar o nome para não dar a spoiler do nome do livro. Mas é isso. Gostaram? Da ideia? Enfim, agora sim. Nos vemos uma semana que vem um beijo e tchau. Amo vocês, meu Deus do céu, na acredito que amanhã eu vou lançar no livro. Vocês acompanharam tudo. Meu Deus do céu, eu estou desesperada. Enfim, é isso. Beijo, tchau, tchau, tchau. Amo vocês.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A raiva é frequentemente engolida, especialmente por mulheres, devido a condicionamentos sociais que deslegitimam sua expressão.
  2. O corpo sinaliza a raiva antes da mente (ex.
  3. Ferramentas comuns de "gestão da raiva" (gritar, socar travesseiros) são ineficazes quando a raiva é profunda e acumulada.
  4. A raiva não expressa se transforma em sintomas físicos (gastrite, dores crônicas, fadiga) e doenças autoimunes.
  5. Mulheres são ridicularizadas por expressar raiva (ex.
  6. A raiva é um tema central no livro da autora, conectando vazio, excessos e corpo, com pré-venda em 13 de maio.

Summary:

A autora inicia o episódio refletindo sobre a raiva, especialmente a que é engolida e não expressa. Ela conta que, após uma revelação pessoal, percebeu anos de raiva reprimida. Critica ferramentas superficiais de "gestão da raiva", como gritar ou destruir objetos, que não resolvem a raiva profunda.

Defende que o corpo é um indicador mais honesto que a mente: fechar as mãos, tensão nos ombros e gastrite são sinais claros. A raiva não expressa se soma e se transforma em doenças físicas. A autora destaca como a sociedade deslegitima a raiva feminina, ridicularizando-a com termos como "TPM" ou "bruxa", forçando as mulheres a engolir emoções.

Ela cita um vídeo que incentiva a "ser uma mocreia" – ou seja, impor limites e não se desculpar por ser firme. Faz um disclaimer: a raiva masculina não é revolucionária, mas convida homens a ouvirem para entenderem a dinâmica. A raiva, segundo ela, conecta o vazio e os excessos ao corpo, tema de seu livro em pré-venda.

Conclui que o objetivo não é eliminar a raiva, mas aprender a deixá-la sair de forma saudável, sem engoli-la ou reprimi-la.

FAQs

Segundo a transcrição, às vezes nenhuma ferramenta de 'gestão da raiva' é suficiente para o tamanho da raiva sentida. A sugestão é reconhecer e acolher a raiva, em vez de tentar eliminá-la rapidamente.

Porque desde cedo aprendem que expressar raiva é malvisto: são ridicularizadas, chamadas de 'TPM', 'bruxas' ou 'grossas', e isso gera ainda mais raiva. Para evitar esse julgamento, preferem engolir o sentimento.

Ela se transforma em sintomas físicos, como gastrite, dores crônicas, fibromialgia e cansaço extremo. O corpo acaba 'contando os pontos' quando a raiva é reprimida.

Sinais comuns incluem mãos fechadas em punho, ombros subindo em direção às orelhas, vermelhidão no peito ou rosto, e sensação de calor. Esses sinais são mais objetivos do que os pensamentos.

A raiva masculina não é considerada revolucionária, pois historicamente foi usada para oprimir outros grupos. Já a raiva feminina é deslegitimada e precisa ser resgatada como ferramenta de autocuidado e limite.

É uma tradução livre do termo inglês 'bitch' usada pela ilustradora Almost a Stick. Significa se tornar indisponível para o absurdo, dizer 'não' sem se explicar, e não priorizar agradar aos outros em detrimento de si mesma.

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