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Portugueses no Mundo - programa

47m 23s

Portugueses no Mundo - programa

A transcrição apresenta um diálogo com dois emigrantes portugueses, Joana e Ivo, que vivem no Egito e no Luxemburgo, respectivamente. Joana, nutricionista, partiu motivada por um espírito aventureiro e pela busca de crescimento profissional, passando antes por Londres. Ivo, árbitro, emigrou devido a necessidades familiares e econômicas, iniciando a vida no Luxemburgo com trabalhos na construção civil. Ambos compartilham os desafios da adaptação, como o choque cultural (do calor caótico do Cairo ao frio rigoroso do Luxemburgo), a barreira linguística e a saudade de Portugal. No entanto, enfatizam que a experiência os levou a valorizar mais as suas raízes e a ampliar os seus horizontes, permitindo-lhes construir uma vida nova. A integração foi um processo gradual, facilitado pelo aprendizado da língua local e, no caso de Ivo, pelo apoio da comunidade portuguesa. A conversa revela como a emigração, embora difícil, é vista como uma oportunidade de reinvenção e de alcançar uma vida melhor, mantendo sempre a identidade portuguesa como um pilar emocional.

Transcription

6739 Words, 37782 Characters

Portuguese
[Música] Hoje, viajamos até dois pontos bem diferentes do mundo, mas ligados pela mesma raí, Portugal. De um lado, o calor, o caos e a energia do Cairo, do outro, a organização e o ritmo europeu do Luxemburgo. São duas histórias de português que decidiram sair, arriscar e reinventar a sua vida longe de casa. A Joana Sefia-Jardinha é uma darece, viver oito anos em Londres e estar há cinco anos no Egito. O Ivo, toque de roxo, já sei-te coimbra em 2012, rumo à Luxemburgo. Começava assim a escrever a sua história de português no mundo. Joana e Ivo, bem vindo a esta casa, uma casa que é também a vossa casa, a casa dos portugueses no mundo na Rádio. E hoje é caso pra dizer que temos uma nutricionista portuguesa no Egito e um árbitro FIFA que começou a trabalhar nas obras. Bom, são na verdade dois portugueses no mundo, como é que o vein esta expressão. O que é que pra vocês significa ser português no mundo? Joana? Muito boa tarde ali, sobregada pelo convite. Ser português é no mundo significa que abrimos os nossos horizontes, não temos fronteiras e que realmente podremos alcançar os nossos objetivos, seja lá onde estivermos. A sempre, no mundo ingativo, mas aquela parte da saudade, não é tudo uma ar de rosas, a saudade nos acompanha, a nostalgia. E a percebemos que passamos a gostar de apreciar mais coisas de portuguá, de quando estávamos lá não apreciamos tanto. Por exemplo, o fato de me tocar de maneira diferente e era algo que não apreciava quando estava em portuguá, sinceramente. E então, no fundo, em resumo, é ter a saudade nos ideias, mas também ter o mundo, as nossas pés, não termos limites e não termos fronteiras. Evo? Eu estou lá a todos ali, mais uma vez, obrigado pelo convite. Eu, portanto, partilho a mesma opinião que a Joana. Ser português, pelo mundo, é também um pouco como está nas nossas reis, um povo aventureiro e guerreiro, para telhar ou procurar, neste caso, uma vida melhor para nós próprios e para os nossos. Pugando também a saudade que a Joana comentou e, bem, eu sinto quimbra. Retrato-me bastante numa frase que a gente gostou de uma dizer, quimbra tem mais encanto na hora da despedida. E realmente, quando é na hora da despedida, tem, tem um encanto extraordinário. E fica sempre a saudade, como é lógico, sem. Ou seja, depois de sair em nosso país, passo a olhar para este reto-angleau, haver a mar de plantado, certamente com outros olhos. Vamos olhar agora a propassado e perceber como é que surge esta vontade, necessidade de sair, de Portugal. Quando é que sentiram este chamado por assim dizer pela primeira vez, Joana? Na verdade, eu sempre, desde Nova, sempre tive aquele espírito aventurário. Para me dar aos meus amigos, a minha família, eu sempre quis experimentar coisas novas e ser de minha zona de conforto. Isso acompanhamos sempre. E o seu damadeira já, como se é desde o 17 anos, sei de casa, para estudar, para o porto. E então, aí, fui o meu primeiro, assim, grande passe fora de casa, mas em Portugal. Quando acaba o curso de nutrição, sentia a necessidade de, novamente, de crescer. E, em Portugal, acaba para sempre, sempre, por estarmos limitados, não sim, da nossa zona de conforto. E para se dizer, não crescemos tanto como ir para um país novo, aprender uma língua nova, exercer a nossa profissão, como pessoas diferentes, culturas diferentes. E eu tive sempre essa ambição que me acompanhou desde Nova. E em Portugal, na altura, a situação profissional, ou as oportunidades profissionais, nunca foram muito alicientes. Não tive nada que me realmente prendesse a Portugal. E assim foi, foi a necessidade de exercer a minha profissão no local novo, com diferentes condições de trabalho, de trabalho, e também, a crere explorar como se fosse novo, cultura nova. Para mim, esses fomos fatores que eram mais atractivos. E vou também crescer com esta ideia de ter experiências internacionais, ou a sua história um bocadinho diferente? Bom, honestamente, nunca nunca passou pelos meus pensamentos de sair de uma país, da minha terra. O que me levou, isso foi a mesma necessidade. Foi numa altura muito complicada da minha vida e da minha esposa de nós, em nosso casal. E pronto, a minha esposa com ficou grávida. Em 2012 fizemos conta já a vida e realmente se para dois gera justo para a treja tão ser ainda mais complicado. E então, senti na obrigação e na necessidade de me aventurar, para onde tinha minha sogra na altura já estava no Luxemburgo. E facilitou-me um pouco a integração, neste caso, ter um teto onde estar onde ficar. E pronto, abriu-me portas para poder arriscar e foi essa necessidade. A necessidade principal para ter que migrar, pela família, para uma vida melhor, mais estável. E pronto, e foi a sua objetiva mesmo. Assusta tomar uma decisão como esta? Assusta, não vou estar a execnau, não posso ser hipócrita, ou ponto de execnau. Mas uma pessoa tendo uma responsabilidade, neste caso, é uma criança que vai abrir ao mundo. A responsabilidade enquanto pai, enquanto ser humano, não ser humano no mundo, cabe-nos a nós enquanto pai, assimilhar essa responsabilidade. Como está também no nosso sangue, na nossas reis de sacrifício, de batalhador, a esportescazas neste aspecto, não temos medo trabalhar e foi isso, regassar as mangas e avançar. Joana, por muito que, avontado de conhecer novas culturas, novos mundos, fiz essa parte desta necessidade, por assim dizer, que a Joana sentia, e isso também faz levar algum medo, algum receio na mala, quando se toma a decisão de mudar de país. Joana, primeiro veio da madadeira estudar para o oporto e depois, antes de se mudar para o Egito, esteve oito anos em Inglaterra. Quando esta primeira mudança acontece para os tranjeiros, quando se torna numa portuguesa no mundo, também vai algum receio dentro da mala. Claro que sim, realmente em receio, sem nenhum receio, com tudo, acho que isso também dependendo da fase da vida em que nós estamos. No caso do I, já estava numa fase diferente, mais avançada aqui a minha. Eu ainda tinha os 24 anos, temos mais aqueles espíritos da aventura, se não pensamos tanto nas consequências, e achamos que não temos nada a perder. E eu achei que na altura não tinha nada a perder em ir, é claro que é o receio do desconhecido, onde é que o jaminho, onde é que eu vou viver, como é que vai ser o dia a dia. A língua, para mim, no início, era uma barreira, embora fosse o inglês, depois de estar lá, nos enloucemos mais a língua, mas no início não estava habituado a falar tanto em inglês. E então, claro que é o receio, claro que é o estes medos, mas e na altura como era tão nova, não pensava muito o início, era mais, pensava mais na adrenalina de viajar, um de cítio novo, uma cultura nova, uma vida nova. Mas é claro que o passar dos anos já me dança aqui para o Egito, um bocadinho mais afrentes, que podemos falar, é isso que é lar o receio também, o receio já foi maior. Bom, isto na verdade, e bem feitas as contas, as voças de experiências, no que toca aos anos de vida fora do Portugal, são muito semelhantes, porque se eu fiz bem as contas do Ivo, está fora do nosso país há 14 anos, e a Joana está fora do nosso país há 13. E na verdade, se eu tiver feito bem as contas, as voças e idades também são muito semelhantes, nada nada fom ser quarenta em os dois, acerto? Sem é colet, quarenta e ano certo. E a Joana também está perto, não é? Portanto, vocês estão em uma geração muito semelhante, na verdade. Parece que sim. Ou seja, apesar de ter iniciado isto a propósito aquilo que a Joana dizia há pouco, a altura da nossa vida em que damos o ponto à pede saída neste tipo de histórias, o facto de já estarmos casados, termos filhos ou abraçarmos um desafio como estes sozinhos, fasthodada e inferença. Mas a verdade é que tinham idades semelhantes quando começaram a escrever as voças e histórias longe do nosso país. Joana, depois de 8 anos, anos em Inglaterra e acredito que esta seja tenha sido uma experiência e tanto e que tem a dado tanto para a experiência seguinte o que provoca a mudança para o Egito. Estou para depois conseguirmos acentar a arreiais onde vive agora. A minha mudança para o Egito veio de uma razão familiar porque conheciam-me marido em Londres e conversamos sobre a hipótesis de mudar-nos para o Egito, ou enfim de 18 ou 8 anos, em Londres, foi mais mesmo, foi por razões familiar. E a minha chama-se que cá no Egito podremos ter uma vida familiar melhor, melhor qualidade de vida do que Londres. É um estilo de vida muito virado para o aspecto profissional e aqui no Egito mais familiar e achamos que podremos conciliar melhor o aspecto profissional e familiar aqui no Egito. Porém, essa foi a razão principal porque, em Boria e o Ivo, seguimos as mesmas idades, quando a segunda mudança já estava mais a pensar em construir família, como sempre querendo mais estar aqui o Ivo, parece, nesse aspecto. E então foi mesmo esse. Já vou querer saber como é que foi essa chegada ao Egito, como é que tem sido viver neste país tão diferente do nosso e volhando para trás para dois milidose uma história que começa a ser escrita motivada pela necessidade, mas já percebemos que de alguma forma, nulos em burbis, tinha uma zona de conforto e tinha também de calhar uma rede de apoio como a Joana falava agora. Quando pensa em 2012, qual é que foi o maior choque cultural quando chegou o que é que mais o surpreendeu no país? Não sei se já conheciam o Le Chambro-Gonão antes da mudança. Portanto, eu tinha passado no Le Chambro-Gonão antes para ver, entre aspas, como é que funcionava aqui as coisas, para não estar matilada de cabeça, né? Apesar da pronta minha sógara já castar já me facilitou, como tinha dito, a integração, ter um teto. A nível de cultura pronta, digamos que eu cheguei a um país que não falava a língua, portanto a língua materna no Le Chambro-Gonão, tendo o francês e o alemão como línguas alternativas. Digamos que eu estou no sul mais perto da frontera com França e Belga, digamos, fala-se mais o francês, mais pônorte, fala-se mais o alemão. Portanto, a minha primeira a minha primeira ideia foi aprender o francês que facilitou um pouco também, porque já tinha tido francês também no liceu, na escola, va? Depois de termos de metriologia, foi o choque maior. França que eu feria a neva, os temperaturas negativas, o facto de pronta quando cheguei, andei a bater em todas as portas para conseguir arranjar trabalho, porque pronto, foi como disse, o que havia essa arreda era país, portanto o que havia essa de trabalho era o que eu pegava, nunca tinha trabalhado na construção, mas foi o que um caleu na rifa. Então, como disse pronto, arregasse as mangas e ficou pensamento na família e pronto, temos que dar o primeiro passo, o primeiro passo foi a construção, pronto, foi bastante turma, mas também foi uma escola, não me arrependo, porque o trajeto que eu tiva até agora e esta fase de aprendizagem da construção foi foi uma boa escola, foi uma boa escola, porque aprendi bastante e abriu-me portas para o atual em preicotanha, agora o trabalho numa empresa de condemunias, muito mais tranquilo, a relação à construção, mais limpo, não passe tanto frio, tanto sacrifício, de trabalhar na rua com um constanpreituras negativas, e estou bastante contente pronto, pelo trajeto que eu tiva até agora. Ouivo quando a necessidade maior entre aspas é arranjar trabalho, e nesta lógica de pensamento, o que vier a redepeixe, todos os outros aspectos de adaptação, de integração, a própria língua, ficam para segundo plano? Sim, digamos que sim, o primeiro passo, como tinha dito trabalho era eu que eu queria ir ao trabalho, para poder não ter um salário, para poder ter a tal estabilidade necessária, para poder depois, a minha esposa, e uma filha vir em pra cima, foi o caso, pronto, tenho trabalho, abriram-se outras portas para poder arranjar um sitio onde ficaram, um apartamento, porque aqui no chamburgo quer dizer para ter uma habitação, precisamos de um contrato trabalho, para estarmos legais, e o primeiro passo, pronto, nesta caso seria um trabalho, tendo trabalho já foi mais fácil de arranjar o apartamento, depois a minha esposa vai para cima como o filho com três semanas, e depois de ter que a minha esposa como filho, o trabalho era estava, pronto, já era certo, o segundo passo foi realmente aprender a língua, tentar me integrar, tentar se vir um de grau de cada vez, até a paixetepe, e nesta caso, pronto, graças a Deus, com o TudoBuy, consegui chegar a horizonte, que são mesmo sonhos, e, pronto, como bastante ciclifícios, a educação, claro, e apoi familiar a minha esposa, principalmente, consegui chegar a bons patamar, realmente foi. Já levamos a esses patamar de saber de que sonhos fala. Joana, quando acontece a mudança pro Egito, imagino que também existisse uma zona de conforto por assim dizer, que é a tal rede que a Joana falava há pouco, imagino que também já conhecesse o país, mas ainda assim no processo da mudança, quando vamos de malas e bagagens, que é completamente diferente de irmos passar uma semana de férias, qual foi o maior choque cultural, o que é que mais a surpreendeu no diadia na vida no Cairo. Já tinha vindo cá, a tera Esvalmali disse, mas me mutasse para cá, foi diferente, e, no início, realmente, eu dizia que não conseguia imaginar como é que eu ia viver aqui no Cairo, porque é realmente o oposto daquilo que eu conheço, conhecia a na altura. O Ivo teve aquele choque de frio, teve choque de calor, principalmente as mesmas de verão no início, se foram muito difíceis para mim, embora temos a reclutir a idade em casa, claro. Mas eu não sentia confortável, será a rua para casa do calor extremo, acabamos para um desabituar claro. E então, eu estava no início, me cadinho mais isolado em casa, porque não conhecia assim, eu não tinha amigos, tinha família, mas não tinha amigos, e fui na altura do Covid que eu vim para cá, por isso não se usávamos, então isso foi difícil. Isso foi um bocadinho difícil para toda a gente, mas numa mudança destas em que vamos compreender tudo mais difícil, não é? Estou de casa, exato. Se me diz isso, isolamento. Nós temos cultura, sim, uma cultura diferente da nossa, mas que já conheciam um bocadinho através da minha família, mas a maneira como uma festia, tenho que ter mais atenção, não posso sair à rua, por exemplo, para calor, mas não posso sair à rua, por exemplo, como sair em Portugal, que há uns curtos e topo, portanto, tem que ter esse. Tem que respeitar a maneira como as pessoas se vejam, tem? Eu não tenho que aprender o básico da língua, isso ajudou me depois mais tarde quando se ia de casa, era supermercada, ganhar o Uber, sair. A parte da conversão foi um bocadinho difícil para mim também, embora eu estava habituada a conduzir em Portugal, em Gotaerra sem problemas, só recentemente, a passar essas anos, é que comecei a conduzir cá, porque é o caos, para quem conhece o caio, ou quem conhece países como ainda, talvez para a questão, não há de. Muitas regras de trânsito, e é o caos, portanto, e temos que aprender a navegar este caos. Depois, outras coisas que são diferentes, por exemplo, a rotina, o almoço, por exemplo, aqui, é muito mais tarde, umas quatro horas da tarde, por exemplo, os gípes vivem também mais tarde, acordam mais tarde, deitam-se mais tarde, lojas estão abertas, ou serviços estão abertos a qualquer hora, por exemplo, a possível ir ao médico, às 10 da noite, o médico privado é possível, te ofinar a farmácia às 3 da manhã, percebemos que tão medicamente vem trazer a casa, ou mesmo comida, qualquer coisa, é uma cidade que nunca dour, e, de um apartamento, consigo ouvir sempre o trânsito, os carros apitar, que é o trânsito, é fui algo que costou, costou abituar um mínimo, mas, como tudo na vida, nós passamos há alguns anos, já é barulho de fundo, não quer dizer assim. Quero um carotro falar um do aspecto língua, aprender a língua a saber falar a língua do país que nos recebe, é meio caminho andado para uma melhor integração, sentem isso, e voo. Sim, sem dúvida. Lembram-me perfeitamente, tem quando chegar ao chamburgo? Fácte, não falar a língua, né? No mínimo, as línguas escondárias, neste caso a Française, tinha sempre obrigação e anocidade de pedir ajuda a um amigo ou outro. E daria sempre para tinha que dar sempre um pouco a conhecer da minha vida privada, tratar de assuntos privados, era sempre obrigada a levar alguém atrás de mim como um tradutor. E foi também um pouco isso como obrigou entre aspas de anocidade da aprender a língua, para tentarmos desenrastar a sua zinni e tentar fazer a minha vida sozinho, sem interpretar a pedir alguém para andar atrás de mim a traduzir. E, como é lógico, pronto, abrençou outras portas para o trabalho para a vida de a dia, neste caso, para a arbitragem, porque também pronto. Apesar de não ser a minha vida profissional, mas a arbitragem de um bastante e abrir uma bastante as portas, o facto de já também poder falar mais correctamente o francesse e pronto. E sim, sim, sem dúvida. Se bem que, no caso do chamburgo em particular, acho que todos temos a ideia que só falar português no chamburgo quase que serve, tendo a en conta o também de comunidade portuguesa neste país. Ou é uma ideia errado? Não, quer dizer. Sim, não, não diz que seja errada por que hoje em dia a facilidade de encontrar um português é quase em cada esquina e mesmo em certos cítios importantes, ou o banco, a comunidade, a câmera médicos, hospitais, a sempre a falar português, inclusive, por exemplo, até um conhecimento, pessoas que não falam nada, nada nesta caso francesse, ou mal, o chamburgo na empresa, e sei que o hospital, por exemplo, tem a obrigação de arranjar um tratoura, nem que seja uma senhora de limpeza, nem que seja um enfermeiro médico, eles arranjam sempre alguém para traduzir, que é ótimo, que é ótimo. Mas por outro lado, também queria estar a desanada de conforto, a quem quiser falar para mim, que falam em português, mas temos que nos lembrar que estamos no chamburgo, estamos no país entre aspas de eles, apesar de ser a nossa nova casa, o mínimo de mínimo tentar aprender o básico da língua, para não ser que não é fácil para pessoas mais didade, mas um carinho bom estaria de querer acreditar o básico da pra aprender assim. Joana, como é que foi aprender a língua? Não sei se a domina nesta altura ou não, mas é importante saber falar a língua para nos integrarmos, para nos fazermos entender, para entender os outros. Claro, claro que sim, nem que seja o básico, eu neste momento não domino ainda, mas sei o básico que comecei a comunicar aquilo que quero, conversar com outras pessoas, e para os motivos, sim, familiares, não senti necessidade de aprender a língua, porque a família é do meu marido, todos falam inglês, e muita gente aqui no Cairo falam inglês, porque aprendam inglês desde cedo, na escola, e pratica muito o café, os restaurantes, os no estourísticas, todas falam inglês, mas com a língua vem também a cultura, e aprende como as pessoas pensam a certos proveírios ou certos significados de várias palavras, que podem ter mil e um significados, e é uma língua realmente interessante, é uma língua rica, e achei que realmente aprendam a língua, conseguimos aprender mais sobre a cultura, sobre as pessoas, e eu estou numa família límultica cultural, uma maioria da egíbrecia, e eu sinto portuguesa, também ela motivou me aprender o larbe, e ela me aprender o português, porque assim, em termos de fã de enrajo com o nosso filho agora, eu pode estar a falar como ele, eu sei o que ele sabe dizer, estou a falar com meu filho em português, o meu marido sabe o que eu estou a falar, e isso cria harmonia entre nós também. Muito bonito. Eu e ele perguntaram isso mesmo se tinha a vida da parte da família e egípcia, não só do marido, e nesse caso a Joana já falou aqui que ela aprendeu a falar português, mas tem mais alguém que tem curiosidade de aprender algumas palavras em português, ele pergunta muitas vezes como se dizem algumas palavras na nossa língua. Sim, sim, tenho curiosidade porque houve-me a falar com o meu filho, e começamos logo a detetar palavras semelhantes, e nos dois línguas, e começamos a aprender, foi o ponto de partida para aprendizar, e eu fui ficar nas palavras semelhantes, por exemplo, arroz, arroz, almofada, mojada, há muitas café, café bocadinho diferente, mas pronto. Há várias palavras que nós começamos logo, escrever assim numa lista, e pelas pessoas acham interessantes às vezes a palavra engraçada, para eles, só as pessoas engraçados, e perguntam em curiosidade. E, do mesmo acontece com minha família, com palavras árapes, também começaram a aprender alguma palavra. Bom, e assim se consegue perceber até para estes pequenos exemplos que a Joana foi dando, que no final de contas, é muito mais aquilo que nos une, do que aquilo que nos separa. Ou seja, e eu já levantamos aqui a ponta do velho, portanto a Joana é nutricionista, e o Ivo, para além da outra profissão, quiserte neste momento, há pouco de dias e anos que trabalhem com domínios, nesta altura é árbito internacional FIFA. Ivo, no seu caso, como é que foi e como é que se passa das obras, a árbito internacional? Bom, a árbito é a gente começou em 2005, em quimbra, depois é que é loxinho que a gente começa a ganhar dentro de nós e que vai crescendo. Como o vinho pro alho de Chamburgo sozinho, para tentar matar um bocadinha saudade e a distância da minha esposa em Portugal, conseguia arranjar contáculos no mundo do futebol, neste caso da árbitoagem, já tinha alguma experiência a nível da árbitoagem em Portugal, onde tinha chegado a terceira nacional, a terceira ligue. E, entretanto, comeceia novamente a arbitar aqui no lechamburgo, mas do imenso também, como diz, abre portas, conhecer a novas pessoas, fazer novos contáculos, pessoas ligadas ao futebol, pronto, e no fundo também fazer o costo, porque quem é árbito, tem mesmo que gostar, por tudo, que em globo of tbalo de críticas, da miáceas, da tudo e mais há uma coisa, quem anda nesta vida tem mesmo que gostar, que era assim aquela bocadinha, aquela pequena pancada, né, para ser árbito. E, pronti, também, gosto de gosto de esporto, gosto de correr, gosto de estar com colegas, fazer pronta atividades portivas, o desporto, e abrir um portas nesta caso também internacional, ter chegado a o e, como árbito internacional, e pronto, e no fundo aí, sarba e tragem, infelizmente não dá para ser profissional, na árbita tempinteiro, mas dá para coinciliar com o trabalho que é ótimo, no fundo, para fazer aquele cat com trabalho, profissão, o volaseiro, tudo pronta, e consegui coinciliar os tranhos com os jogos que o trabalho, a vida privada, a família, o que é ótimo, o que é ótimo. Quando é que percebeu que podia chegar a árbito internacional, e para quem não for tão familiarizado com estes temas, o que é que significa ser árbito refife? Fonsequisco chegar a árbita internacional em 2023, mas em 2022, tive conhecimento que havia dois árbites internacionais que iriam parar a árbita tragem, e pronta, e costuma se dizer que a gente tem que estar no Citi certo a hora certa e aproveitar o momento. Foi lá que percebido poderia ter a minha oportunidade, já tinha uma certa experiência, em termos de idade, estava penso-el no pico mesmo de, digamos, de experiência, e senti muito bem fisicamente, pronta e foi ferriscar, foi trabalhar o dobro, qual que trabalhava, foi me sacrificar o dobro, para realmente atingir os objetivos, conseguia atingir estes objetivos, chegar a internacional à lista da FIFA ou F, neste caso, e sempre português, num país ligamos entre aspas que não é meu, e estar a ocupar o lugar de um alo de São Burgues, que é mesmo assim, é um sabor especial. Se alguém ele tivesse dito em 2012, quando teve que deixar Portugal e começar a escrever estas histórias, já percebemos que o início não foi fácil. Se alguém ele tivesse dito em 2012 que ia chegar até aqui acreditava? São mesmo sonhos. O primeiro passo quando vim para a arbitragem era para ganhar uns trocitos, passar o tempo mais fácil da derivada à distância e da ausência da minha esposa, porque o acabava ao trabalho quando não tinha jogos, não tinha treino, ia para a casa e a ver televisão e que estava numa passava tanto tempo, porque eu estava sempre pensando na minha esposa, em Portugal, a minha esposa era para a casa e a minha esposa era para a casa e a minha esposa era para ganhar uns trocitos, para a casa e a minha esposa era para a casa e a minha esposa era para a casa e de 2012 quando eu reconhecer a arbitragem, aqui no Luxembourg, ou se me cessem, em 2023, vai ser a arbitro FIFA, e dizia só em sonhos. Bom, mas a verdade é que é um exemplo que vale a pena acreditar, vale a pena sonhar, porque às vezes os sonhos realizam-se. Joana, enquanto nutricionistas, calhar precisávamos aqui de um plano de nutrição para o próximo ór- árbitra, mas isso fica para outra conversa. Como é que é exercer nutricion no caio? Foi fácil dar continuidade à sua vida profissional por aí, como é que tem feito? O aspecto online tem sido sendo do vídeo mais importante e agora com a internet conseguimos chegar a todo lado e em minha profissão consigo exercer-la online. Veja as pessoas de todo mundo, veja os interesses, vídeos chamada, e então continuem sempre para o trabalho já tinha iniciado em Ingua Terra, continuem aqui. Faz parte em dois mespleiros, um dia ter um espaço físico, em que possa entender pessoas de cá, pessoas exibisias, neste momento tem sido só online, mas hoje em dia com redes sociais, em sido uma das apostas também, numa trabalho criação de contidos, escrevam o blog e dar com os outros online, tem sido o meu maior foco, nestos outros anos, por isso a transição não foi assim, mas não foi difícil mesmo, foi só dar continuidade e foi bom, porque foi naquela altura do COVID também, do convido em que as pessoas já estavam habituadas ao aspecto online, então foi realmente um momento propício para dar essa continuidade. Em Borengua Terra, eu tivesse o aspecto presencial também, dava com sua tonal online em Part Time e trabalhava no recitio Full Time, como pessoas, cara cara, neste momento tem sido só online. Mas pela informação que tem no Egito, no Cairo, propriamente, existe uma grande procura por consultas de nutrição, por nutricionista? Sim, a ver se as pessoas preocupem mais com a saúde, mas o aspecto da saúde da alimentação, e ver se há realmente a procura tem que ter crescido nos outros anos. E isso, claro que dá trabalhos de nutrição nistas, e eu ser mais especializada, porque fiz uma espisa na saúde na nutrição, desde antes disso, desde cinco anos de sensatura na nutrição, acabe por ser um bocadinho mais especializado, que as pessoas se capernamente aqui, a curso nutrição é algo em de recente, assim, na universidade como curso, o que tinha acontecido, são os médicos que tiram um curso nutricial mais pequeno, em duração, talvez um ano, talvez para dar em consultas nutricial, mas isso acaba por ser uma vantagem de eu estar aqui como nutricionista. Bom, e quais é que são as principais diferenças na alimentação e gipe, se a relação à alimentação portuguesa? A alimentação portuguesa tem mais rotina, digamos assim, de horas e frequência, as pessoas ao almoço, na uma datar em Portugal, sentam-se a mesa, normalmente, come a sopa o prato principal, café, uma recebremesa, aqui no isíto como eu falei e contei o que não é só que é dar a perceber mais tarde, mas o que não é mais rico que o que não é mais português, na verdade, que dá a perceber um grande almoço, incominfarabas, ovos, alguns vegetais, tal, caído, tanto, é um que não é esse que é rico e naturalmente, que dava bastante energia para umas grandes horas de dia e depois ao almoço já é ao final da tarde às 4,5. quando acabam o trabalho, vão para casa e normalmente não tem aquela primeira prato de comprato e essa sobremesa não é só o prato principal e as sobremesas acabam mais por ser consumidas em dias vestidos, ou passadas algumas horas desde a refeição principal. e o vejo que a comida em Portugal acaba por ser adotrionalmente para que as pessoas consomem ainda a sopa e os vestais acabam por ser um bocadinho mais rico e o consumo das itens em Portugal é maior do que aqui no isíto, aqui as pessoas já consomem outro tipo de gordura, embora o ozeite faça partalmente a salmas, os mais gorduras saturadas, como por exemplo a Mantega, ou os um óleo ainda refritam muitas coisas e há disponibilidade de alimentos de fast food, é enorme, é muito fácil pegar no teu fome e poder comida, é muito fácil comprar alimentos processados, tem lojas por todo lado, cadaverado à esquina. e a grande disponibilidade dos tipos de alimentos tem provocado uma mudança, assim, no espectro personal da população que eu acho que tenha conhecido, vemos pessoas mais obesas, com mais chases de peso e assim a procurar ajuda intracional. Vamos passar o microfone e agora perguntar o vocês, Joana Vinha daí essa pergunta do isíto para o Luxemburgo. Eu tinha muito diferente do que estava a fazer em Portugal, quando falava muito mais quando foi o Luxemburgo, sem te trabalhar mais horas, a tua retina mudou, não sei se tinha que acordar mais cida, para a cama mais tarde, o vacismo, uma mudança nesta espérito. Ao contrário de você daí, nós aqui começamos super cedo, só para ter uma ideia, por exemplo, de minha casa ao trabalho, em dias de férias, onde este caso sábados, por exemplo, não há tanto trânsite, moro entre 15 a 20 minutos, durante a semana em horário escolar, trabalho, tudo, digamos que a partir das 6 da manhã, moro no mínimo, moro para chegar ao trabalho, derivado do trânsite, que as pessoas começam muito cedo, trabalho, encontra a partida, no santo cedo também que vamos cedo e dá-nos um pouco também liberdade para fazer outras coisas, neste caso, por exemplo, como o árbitro, dá-me um bocadinho mais liberdade para poder fazer os meus trânsis, tenho pronta, tenho as crianças, para ajudar a minha esposa também, porque há os cursos privados, trânsis também, que elas cada um faz o seu transporte, dá-me um bocadinho liberdade, também poder ir um bocadinho ali à direitia esquerda com eles, e ao fim de dia, também poder ter um bocadinho de tempo para mim, para poder ir treinar, e postar a tempo também para poder jantar em família, em caso ao fim de dia, mas aqui começa-se mesmo muito cedo. - Há agora perguntou isso? - É uma curiosidade pronta, como tinha dito, e realmente é essa ideia com que eu fiquei derivado, pronta. - Ater muitos colegas aqui do Luxembur, que vão ouigir, a confusão, o trânsito de Código, com o trânsito, já tem aquela mentalidade também, da estar sempre a apitar, ou ainda é aquela educação europeia, a respeitar, no trânsito, como é que é uma pequena curiosidade. - Ah, estou morrido enquanto isso, enquanto isso esta pergunta, porque realmente acho que já estou a mudar um bocadinho, porque, no outro dia, estava a conduzir, e, como se era apitar, e a minha Maria estava amelada, e o que que estás a fazer, o que que está a apitar? E ela quer o ejipsi, e às vezes estou sentada no outro lado, e está a conduzir, e o que eu vou estar a apitar, não, pinguem um apito. - Por isso, sim, ao fim de algumas vezes acabamos de fazer a bituária, e temos que nos integrar, no que é isto, que é a caba da conduzão, está no caio. - Bom, a partir deste hábito, também já apitar qual é a páligipsia, algum outro hábito do país onde vivem, no primeiro a Joana, que tenham adquirido um hábito, um costume que, até posso ter estrenhado numa fase inicial da experiência, mas que agora faça parte da vossa rutina, e até faça sentido para vocês que assim seja. Joana, - Acho que realmente o almoço comece a me amostar, não me tom de tarde, talvez, quando todos os ejipsi, mas, por exemplo, agora, tenho amostado por volta a dois três da tarde, para me, para me, para me portugar, no momento, é um bocadinho mais tarde, o que eu costumo, mas faça sentido, porque é a tal coisa. Nós queremos que merenfamei-lhe. é quando o meu filho sai da escola e não é momento quando há-lo-mos, há uma assista de família e é por volta das três, quatro horas. Então assim, estou mais integrada neste novo retino. E, Vivo, algum águio de Tullo-Cham-Burgues que faça sentido para si e que até penso em Portugal também devia ser assim. Bom, talvez poderia lá se pegar um carinha que é la cultura de Tullo-Cham-Burguesa, que é um carinho mais agradável que é a portuguesa, porque o portugues que ferva em pouca é água. Já não estão de sangue que a gente basta só o árvore eterno a pitar, que é logo, chama todos os nomes mais álgãos. E, neste caso, a cultura de Tullo-Cham-Burguesa é muito mais de respeito. Claro que podem sempre gritar com armas nunca faltaram a educação ao respeito ao árvore. E o que é engraçado é no final do jogo, é hábito. Isso, para mim, foi um choque enorme quando cheio ao Cham-Burgues. No fim do jogo, é hábito as duas equipas de equipa da arbitragem. Já devemos toda a gente para provar do clube. Estamos ali a falar depois do jogo, a confraternizar um pouco. Isso, para mim, iria imaginar um tipo de porto em fica. É acontecer isso no final do jogo e iria improvar. Já devemos ter arbitos e jogadores ali a falar numa boa sem esquecer. Pronto, os 90 minutos são ali, cabo o jogo. Agora vamos passar a vida continua e indivirar a página, mas é impossível. E, neste caso, aqui no Cham-Burguesa, é agradável que, para o caso, esteimense, seria bom. Seria bom, se isso só acontecesse em Portugal. Vamos fazer este áudio chegar às direções dos colubros de futebol em Portugal. E quem sabe não se consegue ter por estes estádios deste país mais confraternização, mais convívio entre as equipas, a equipa da arbitragem e os adeptos do lado e do outro no fim de cada jogo. Bom, e antes de irmos às perguntas para respostas rápidas, que conselha que gostariam de deixar a queim na esta altura, pensa ambitiona a termospreiencia fora do nosso país. Eu estou conselho por isso me está me armando. Tem me armando mais nova que ainda está em casa a contemplar a ideia de immigrar e de que sempre vai, vai, vai, não te ensinar a perder. E quando há vontade de ir ainda mais, a pessoa tem que ir por topo, o tempo vai passando e quando somos mais velhos, queremos mais reízes, onde estamos, acho que é mais difícil dar este passo. Eu penso que ir em migrar as outras coisas novas e pronto, pode que o remalho, pode que o remalho, podemos mudar de país, não que o remalho, podemos voltar a Portugal, mas há sempre coisas que aprendemos e morri as iláduos e pessoas que conhecemos, que ficam para a vida, e é de fim de ter vimento uma coisa que eu aconselho a toda a gente, a toda a gente, ou quem tem essa vontade de fazer, principalmente as pessoas mais jovens. Ivo, o seu conselho? Bom, eu derivado a várias experiências próximas que eu tive com colegas, boas e mais, diria que riscar, sim, mas com segurança, não confiar a sempre sempre cento em promessas, principalmente pessoas que não tenham muita confiança, que eu já vi aqui, pessoas ficar muito mal derivada a emigrar, neste caso, pro alçamburgo, com promessas, mes promessas falsas, e digamos que, perdendo um pouco panças, que nas popanças de Portugal, para tentar arriscar uma vida melhor e irá procurar de uma vida melhor e ficar um pior que eu gostava. Portanto, é para, sim, arriscar, sim, mas com segurança, não fazendo confiança a sempre cento em toda a gente, e, pronta, e, de já o máximo de boa sorte a todos, e promar em se bem, pronta de bom, como é que são realmente as coisas, só era possibilidade fazer umas pequenas ferias para tentar aparar um mercado de rena, acho que seria a melhor opção e para começar. Bom, e agora perguntas para respostas rápidas. Um local que seja obrigatório conhecer quando se visita o luxamburgo, ivo. Um luxamburgo, a cidade. A cidade do luxamburgo. Sim, sendo de vida. Joana, não vou dizer no ígito, vou reduzir isto ao caro, e mesmo assim, é uma imensidão, um local a conhecer no caro. É, esta que está muito bom, o dia. São aspirantes. Bom, e depois deste passeio, para conhecer a cidade do luxamburgo, e depois díremos, às pirâmides do ijito, um sabor local obrigatório, provar, provém, ou promal no ijito, Joana. No ivo, a falava lá até a minha equil, são blingos de fadas fritos para o pequeno almoço. É muito bom. Ivo, no luxamburgo. Não vale o pastel de nata. Pois é muito complicado fazer essa pergunta, um português no luxamburgo, porque a cozinha portuguesa é nossa cozinha, e para mim, para mim, pessoalmente, é melhor do mundo. No luxamburgo, contador, respeito pelos amigos, no luxamburgo, é tudo à base, salcícias, portanto, é uma metafosta, é uma salcicha típica do luxamburgo. E agora, uma palavra, na língua que se fala no país onde vivem, pode ser a palavra que mais gostam, a que menos gostam, que tiveram mais dificuldade em aprender, a que acha é mais engraçada, a que tenha um maior significado para vocês, no fim só tem que me dizer o que significa. Joana, em árabe. Inxó lá. Inxó lá. Inxó lá. Ivo. A palavra mais ouvida aqui, pense que seja moian, que é "olá", "abondia", "votar", é o comprimento do luxamburgo. E assim, chegamos ao fim. Do Cairo, ao luxamburgo, ouvimos hoje duas histórias que mostram que não há um único caminho para recomeçar ou para escrever uma história longe do nosso país. Há sempre coragem por trás de cada decisão. A Joana e Ivo lembram-nos que sair de Portugal é muito mais do que mudar de país, adaptar, se crescer, falhar, recomeçar e muitas vezes surpreender-se com aquilo que são incapazes de alcançar. Até os sonhos às vezes reelizam. Se há algo que fica deste episódio, é isto. O mundo pode ser grande e diferente, mas há sempre espaço para levarmos conosco um bocadinho de Portugal. Muito obrigado a todos, por terem vindo até esta casa. Ivo e Joana. Muito obrigado. Muito obrigado também. Eu volto na próxima semana com mais histórias com gente dentro. Até lá. Boas conversas.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Duas histórias de emigração portuguesa
  2. As motivações para emigrar variam entre busca de crescimento pessoal/profissional (Joana) e necessidade familiar/econômica (Ivo).
  3. Os desafios comuns incluem choque cultural, adaptação linguística e saudade de Portugal, mas também trazem crescimento e novas perspectivas.
  4. A integração é facilitada pelo aprendizado da língua local e pelo apoio de redes familiares ou comunitárias.
  5. Ambos destacam que a experiência de ser "português no mundo" amplia horizontes, embora a saudade e a nostalgia sejam constantes.

Summary:

A transcrição apresenta um diálogo com dois emigrantes portugueses, Joana e Ivo, que vivem no Egito e no Luxemburgo, respectivamente. Joana, nutricionista, partiu motivada por um espírito aventureiro e pela busca de crescimento profissional, passando antes por Londres. Ivo, árbitro, emigrou devido a necessidades familiares e econômicas, iniciando a vida no Luxemburgo com trabalhos na construção civil.

Ambos compartilham os desafios da adaptação, como o choque cultural (do calor caótico do Cairo ao frio rigoroso do Luxemburgo), a barreira linguística e a saudade de Portugal. No entanto, enfatizam que a experiência os levou a valorizar mais as suas raízes e a ampliar os seus horizontes, permitindo-lhes construir uma vida nova. A integração foi um processo gradual, facilitado pelo aprendizado da língua local e, no caso de Ivo, pelo apoio da comunidade portuguesa.

A conversa revela como a emigração, embora difícil, é vista como uma oportunidade de reinvenção e de alcançar uma vida melhor, mantendo sempre a identidade portuguesa como um pilar emocional.

FAQs

Ser português no mundo significa abrir horizontes, não ter fronteiras e poder alcançar objetivos em qualquer lugar. Inclui a saudade e a valorização da cultura portuguesa, mas também a liberdade de explorar o mundo sem limites.

Ser português no mundo reflete o espírito aventureiro e guerreiro do povo, buscando uma vida melhor para si e para a família. Envolve saudade, mas também a apreciação renovada de Portugal, especialmente na hora da despedida.

A Joana sempre teve um espírito aventureiro, buscando sair da zona de conforto desde nova. Após o curso de nutrição, sentiu necessidade de crescer profissionalmente e pessoalmente em um novo país, devido às oportunidades limitadas em Portugal.

O Ivo emigrou devido a uma fase complicada da vida, com a esposa grávida, buscando estabilidade e uma vida melhor para a família. A presença da sogra no Luxemburgo facilitou a integração inicial.

Os maiores desafios incluíram o calor extremo, o isolamento inicial durante a pandemia, e adaptar-se ao caos do trânsito no Cairo. Também foi necessário respeitar diferenças culturais, como o vestuário e os horários mais tardios.

O Ivo enfrentou o frio intenso e começou a trabalhar na construção civil, apesar de não ter experiência. Aprender francês foi essencial para a integração, facilitando o acesso a melhores oportunidades de trabalho e vida diária.

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