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Por uma ciência emancipadora! Clube Jovens Cientistas no Museu Nacional

10m 14s

Por uma ciência emancipadora! Clube Jovens Cientistas no Museu Nacional

O podcast "Comunica Extensão" explica o papel da extensão universitária, destacando o projeto "Clube Jovem Cientista" do Museu Nacional da UFRJ. Inspirado na pedagogia emancipadora de Paulo Freire, o clube conecta jovens de 12 a 17 anos da rede pública do Rio de Janeiro à ciência e ao museu. Criado em 2018 para combater a estigmatização de adolescentes na Quinta da Boa Vista, o projeto oferece atividades como visitas a laboratórios, trabalho de campo (ex.: coleta de animais na praia ou insetos no jardim botânico) e manuseio de coleções científicas. A iniciativa visa alfabetização científica, permitindo que os jovens participem ativamente do processo científico e se apropriem do museu como espaço de cidadania. Dados do INCT-CPCT revelam que 88% dos jovens brasileiros não conhecem instituições científicas, reforçando a relevância do projeto. Além de democratizar o acesso ao conhecimento, o clube amplia horizontes de carreira ao apresentar diferentes profissões na pesquisa. A equipe inclui servidoras, extensionistas e 26 alunos, promovendo uma educação libertadora e democrática. O podcast convida os ouvintes a acompanharem as atualizações do projeto e da extensão da UFRJ nas redes sociais.

Transcription

1268 Words, 7697 Characters

Portuguese
Você sabe o que a extensão universitária faz? A extensão conecta a universidade com todos os setores da sociedade. São ações realizadas por professores, técnicos, estudantes e muito mais. A extensão é uma porta aberta para participação de todos e vai além dos muros da universidade. Você está ouvindo o podcast Comunica Extensão. Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. A frase "estraída da obra pedagogia da autonomia de Paulo Freire revela que a educação vai além da sala de aula." Ela mostra que o aprendizado se dá por meio da emancipação do aluno, abolindo relações hieracizadas e priorizando a liberdade de criar e questionar. A educação emancipadora de Freire vem inspirando diversas ações que buscam promover o interesse individual e independente pela busca do conhecimento. Entre elas está o club jovem cientista no Museu Nacional, o F.R. J, ciência na Quinta, projeto de extensão que visa popularização da ciência junto a estudantes de 12 a 17 anos do ensino fundamental. Com atividades realizadas em espaços dispositivos e laboratórios do Museu Nacional, localizado na Quinta da Boa Vista, o club conta com uma equipe composta por duas servidoras técnicas e quatro extensionistas, além de ter como membros 26 alunos da rede pública do Rio de Janeiro, uma das coordenadoras da ação, a linee Miranda, e extensionista Ana Carolina Alves nos contamos detalhes do projeto. Esse projeto surgiu em 2018, a partir de uma situação em que eram observados, assim, muitos de grupos de jovens que circulavam pela Quinta da Boa Vista, e eles começaram a ser relacionados pelo. pelas pessoas que trabalham, um ocupreclantão lugar, com alguns episódios de problemas de segurança, entendeu? Então, as altas, as restões começaram a culpar esses jovens por essas situações e etc. Então, eu e na época, a minha colega Andréi, que também é da Saí do Museu Nacional, nós iniciamos uma articulação até mesmo com outras instituições ali do Inorno da Quinta da Boa Vista, de promover atividades culturais, atividades educativas para esses jovens, para que eles pudessem ocupar a Quinta da Boa Vista, mas com um sentido positivo, formativo, um sentido de exercício da própria cidadania mesmo, apesar das articulações com essas instituições, a gente não ter conseguido levar naquele momento tão afrente, o Museu Nacional decidiu levar o clube de jovens cientistas da frente e imparceria com a secretaria no municipal de educação, que foi uma parteria que a gente conseguiu firmar, conseguiu estar da LEC. E qual objetivo do clube? O clube de jovens cientistas do Museu Nacional, ele tem como objetivo formar um clube de ciências no Museu Nacional, os clube de ciências, ele já são muito comuns em escolas, mas em museus, assim é algo que a gente nota que é menos frequente. E aí por meio desse clube de ciências, a gente quer se aproximar do ídio de jovens, que são estudantes da Escola de Municipais, do território do Museu Nacional, o objetivo é aproximar esses jovens do território do Museu, que apesar de eles escudarem ali perto ou até morarem perto do Museu, muitas vezes não há um espaço familiar, não há um espaço que eles costumam frequentar. Então, nesses clube de ciências, eles participam de diversas atividades com pesquisadores, professores, técnicos, estudantes e colaboradores do Museu Nacional, que abrem muitas vezes a porta dos seus laboratórios, das escolheções, para visitar desses alunos, ou fazem atividades, fazem oficinas com eles, vamos às escolas também. Então, a ideia é a gente aproximar um museu desse jovens e aproximar um museu também dessas escolas do território. Aline, conta para a gente, quais atividades os estudantes se realizam no projeto? Então, os alunos têm acesso a ver, muitas vezes a tocar, a manusear, a ver, microscopio, e entende dessas escolheções do Museu Nacional, que são também usadas para a pesquisa científica, teve um trabalho de campo, acho que foi muito especial, que nós fomos a praia, e aí você é pensar, dá para fazer ciência na praia, e aí os pesquisadores de mergulharam, coletaram alguns animais, ali do costão roxoso e os alunos analisaram, eles na praia meio, sabe? Então, assim, em participação em trabalho de campo, já fizemos trabalho de campo também no orto botônico do Museu Nacional, com coleta de insetos. Então, é isso, eles são inseridos, tipo, também nessa etapa, no trabalho de campo das perspectivas científicas, ou muitas vezes tem trabalho com as coletões, onde eles analisam materiais, eles desenham, classificam, há também a proposição, muitas vezes, de jogos, são feitas dinâmicas, para que o conteúdo também seja mais atrativo para eles, que seja uma dinâmica que eles têm a facilidade de se colocar, de se expressar, de fazer em as perguntas deles. Em segundo um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Ciência, Tecnologia em Comunicação Pública, da Ciência, Tecnologia e NCT, CPCT, a maioria dos jovens brasileiros desconhece a produção científica do país. Dos entrevistados, 88% não sabia citar o nome de alguma instituição que se dedica a fazer pesquisa científica no Brasil, e só 5% soberam de dizer o nome de algum cientista brasileiro. Esse cenário evidencia o distanciamento entre as universidades públicas, entidades que retenem mais de 90% da produção científica no país e a juventude brasileira, e apontou por que da integração promovida pelo club ser tão importante. Mas na Carolina e a Lini reiteram a situação. Primeiro, porque é uma maneira de se apropriarem desse espaço, uma conquista política, desse espaço, exercício da cidadania, e também porque, para eles, sem alfabetizados, científicamente, o projeto, ele perfaça por esse conceito de alfabetização científica, o que a gente inclui o sujeito, não é a intenção apenas de divulgar, esses métodos científicos, os processos mais incluídos, nesses processos de forma que eles possam participar, opinar sobre eles. Então, tem essa questão política, de cidadania e também, eles no museu, eles têm um contrato com o grande aporte, de conhecimentos, acesso às pesquisas que estão sendo desenvolvidas no museu. Então, eu acredito que o papel do projeto nesse sentido, dentro do museu, eles viabilizam uma educação, libertadora, mais democrática, mais justa. Eu acho que a importância também é de fazer com que esses alunos se apropriam do museu, como um espaço que é deles, que eles podem frequentar, que é direito deles estar no museu, porque você não se apropriu do que você não conhece. Então, é importante também eles conhecerem, saber em que apetida, não se envolvido no museu, de alguma maneira participar disso, saber como é feito, eles são apresados a diferentes profissionais e diferentes, possibilidades de, há também o de carreira, dentro da pesquisa, dentro da ciência. Então, eu acho que com isso a gente amplia, também os horizontes dele, com isso a gente colabora com a formação deles, tanto o desenvolvido na escola, como que pode ser desenvolver em outras instituições, como o próprio museu. E aí, simpou o gol com club jovens cientistas no Museu Nacional UFRJ sem esse na quinta? Então, acesse os links na descrição e fique por dentro das atualizações do projeto. E para ficar por dentro de tudo o que acontece na extensão da UFRJ, acine meus lairs como um nixtenção. E claro, siga a Robestanção UFRJ nos está grande do Twitter e para o retuí a distenção do UFRJ no Facebook. Este episódio foi produzido por Stefanie Oliveira, editado por Victor Calut, com a coordenação de Bia Porto. e varabentes. Eu sou o Victor Calut. E eu sou o Stefano Oliveira. E esse foi o Comunicstenção, o podcast da Proreitoria de Estenção da Lá Ferri Jota, com a colaboração da Rádio Aferjota.

Podcast Summary

Key Points:

  1. A extensão universitária conecta a universidade com a sociedade, promovendo ações de professores, técnicos e estudantes.
  2. O projeto "Clube Jovem Cientista" no Museu Nacional (UFRJ) visa popularizar a ciência entre jovens de 12 a 17 anos da rede pública.
  3. O clube surgiu em 2018 para combater a estigmatização de jovens na Quinta da Boa Vista, transformando o espaço em local de aprendizado e cidadania.
  4. As atividades incluem visitas a laboratórios, trabalho de campo, manuseio de coleções científicas e dinâmicas interativas.
  5. O projeto busca alfabetização científica, apropriação do museu pelos jovens e ampliação de horizontes de carreira.
  6. Dados do INCT-CPCT mostram que 88% dos jovens brasileiros desconhecem instituições científicas, evidenciando a importância da iniciativa.

Summary:

O podcast "Comunica Extensão" explica o papel da extensão universitária, destacando o projeto "Clube Jovem Cientista" do Museu Nacional da UFRJ. Inspirado na pedagogia emancipadora de Paulo Freire, o clube conecta jovens de 12 a 17 anos da rede pública do Rio de Janeiro à ciência e ao museu. : coleta de animais na praia ou insetos no jardim botânico) e manuseio de coleções científicas.

A iniciativa visa alfabetização científica, permitindo que os jovens participem ativamente do processo científico e se apropriem do museu como espaço de cidadania. Dados do INCT-CPCT revelam que 88% dos jovens brasileiros não conhecem instituições científicas, reforçando a relevância do projeto. Além de democratizar o acesso ao conhecimento, o clube amplia horizontes de carreira ao apresentar diferentes profissões na pesquisa.

A equipe inclui servidoras, extensionistas e 26 alunos, promovendo uma educação libertadora e democrática. O podcast convida os ouvintes a acompanharem as atualizações do projeto e da extensão da UFRJ nas redes sociais.

FAQs

A extensão universitária conecta a universidade com todos os setores da sociedade, realizada por professores, técnicos e estudantes, indo além dos muros da universidade e sendo uma porta aberta para participação de todos.

O objetivo é formar um clube de ciências no Museu Nacional para aproximar jovens estudantes de escolas municipais do território do museu, oferecendo atividades com pesquisadores e promovendo a apropriação do espaço e a alfabetização científica.

Os estudantes participam de atividades como manusear coleções, usar microscópios, fazer trabalho de campo na praia ou no jardim botânico, analisar materiais, desenhar, classificar e jogar dinâmicas para tornar o conteúdo mais atrativo.

Ele ajuda os jovens a se apropriarem do museu como um espaço deles, exercerem cidadania, serem alfabetizados cientificamente, conhecerem carreiras na ciência e ampliarem seus horizontes educacionais.

A extensão promove uma educação libertadora e democrática, aproximando a universidade da sociedade e permitindo que os jovens participem e opinem sobre a produção científica.

Surgiu em 2018 a partir de uma articulação para promover atividades educativas e culturais para jovens que circulavam pela Quinta da Boa Vista, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação.

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