
O texto argumenta que o medo é uma construção mental, baseada na falta de conexão com a realidade presente. Quando a pessoa vive na mente, ela se preocupa com o que aconteceu no passado ou com o que pode acontecer no futuro — ambos inexistentes no momento atual. Esse sofrimento por algo que não existe é comparado à insanidade, embora seja socialmente aceito. A mente é descrita como composta por memória e imaginação, que são formas de ilusão, pois nenhuma delas corresponde ao agora. O medo, portanto, é 100% imaginário, pois não se baseia em fatos reais, mas em projeções mentais. Se a pessoa estivesse plenamente enraizada na realidade do presente, não haveria espaço para o medo, já que ele só existe quando nos desviamos da experiência direta da vida. Em suma, o medo é um produto da imaginação, e superá-lo requer um retorno ao momento presente, onde a vida realmente acontece.