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Poemas de amor

19m 55s

Poemas de amor

O episódio "O som que os versos fazem ao abrir" é uma seleção de poemas de amor, apresentada por Ana Luís Amaral e Luís Caetano. A conversa começa com o poema "Herido de amor" de Federico García Lorca, que retrata o amor ferido e fugidio, usando a imagem do rouxinol. Em seguida, abordam-se sonetos clássicos: Camões e Sophia de Mello Breyner exploram o paradoxo e a efemeridade do amor, enquanto Pedro Tamen, com "A minha morte não tador", ironiza a perda e a recusa da morte. Elizabeth Barrett Browning, no Soneto 14, defende um amor puro, "por amor do amor", desvinculado de razões externas. O programa encerra com "Green God" de Eugénio de Andrade, que descreve um ser divino e humano como epítome da beleza. Os apresentadores destacam como a poesia de amor, desde a Idade Média até a contemporaneidade, reflete a complexidade do sentimento amoroso, muitas vezes marcado pela dor, perda ou admiração. A emissão termina com votos de boas férias e promessa de retorno em setembro.

Transcription

2442 Words, 13390 Characters

Portuguese
O som que os versos fazem ao abrir. Seleu um livro e ele torna o meu corpo tão frio que fogo nenhum pode aquecer, que isso é pois ia. Como é nele o Isa Amaral e Luís Caetano? Amor, amor, que estou herido. Herido de amor huido, herido, muerto de amor. Decida a todos que ha sido Luís, senhora. Visturide, quatro filhos, garganta, rota e olvido. Coge-me, amano, amor, que vengo muito mal herido. Herido de amor huido. Herido, muerto de amor. Amor, amor, que está herido. Dicei a todos que foi o Rossinol. Visturide, quatro gumes, garganta, rota e olvido. Pega-me na mão, amor, que vengo muito herido. Amor, ferido. Federico Gartialorca, que ouvimos primeiro na voz da atriz Lucia Quintana, depois da tradução iletura de Anao Lís Amaral. Olá, Ana. Olá, Luís. Nesta última emissão antes do verão, regressaremos em setembro, vamos escutar poemas de amor. Um poema de amor procura quase de uma fórmula mágica, escrever, dizer o que é o amor traduzilo por palavras. Ducântico dos cánticos, as trovas me dia vais, de cheque-se verde. A todos os poetas que escutaremos hoje, poucos não terão escrito sobre o amor. Podemos encontrar, no próprio sentimento, invocações poeticas do ser e do estar. Platão escreveu que qualquer pessoa canhe o amor alcanse, de imediado se torna a poeta. Onde está um? É frequentemente estar o outro. Ana, pois ia, obviamente, que se alimenta do sentimento amoroso, do discurso amoroso, para quanto de adequadamente, na sua opinião, encontramos na poisia gênese do amor. Rar e raramente ela verso, de matiza, digamos assim, grandes estas ou zoologrias. Normalmente. É o amor ferido muitas vezes. E exatamente, é o amor fecuito de amor como se dizia, né? Na idade média, portanto, na poisia de trova de riesco, o justamente olhar, do qual nós temos, talvez o mais belo poema de amor ou dos mais bellos, da língua portuguesa dos gongos, dos gongos, que este é o branco, senhora, parte entre os tristes, meus olhos provozam meu bem, que é um poema absolutamente extraordinário, que nunca tão tristes visto, outros nios por ninguém. Isto poema, garcia larca, é também, é esse poema ferido, esse poema do amor ferido. Exatamente. E é um poema muito, é muito, é muito, muito interessante como partir de Rossino, que em espanhol é mais bonito, que. Rua e senhora? Rima com amor, Rua e senhora, claro, decidar todo o que acido, é a Rua e senhora, alído, moerto, de amor, não é? Portanto, a partir daqui e dizia a todos, que foi o Ocinal Serido, o Morque de Amor, nós temos que mudar amor, amor que está ferido. Nós não sabemos que este amor é um vocativo, se este amor é uma descrição, não é? Da forma como o poeta está neste momento, a sentir o amor, ou seja, a sentir um amor que fugiu, o amor que desapareceu, está ferido, está ferido, porque fugiu naturalmente. Mas depois a imagem do Rossino, ela é muito bonita, porque este bistoído, 4 gums, é uma imagem extraordinária, quer dizer, o bistoído já é assim, é suger uma lenda em inalgo, muito importante, muito acotilante, mas 4 gums, não é? E depois garganta roca e ouvido, não é? Portanto, esta garganta roca, que pode ser a garganta roca do Rossino, naturalmente, porque é o que está mais próximo, mas também é no fundo garganta roca e ouvido poeta, que por isso diz, pega a minha mão, amor, que vem muito ferido, ferido, de amor fugiria, e aqui sim, não há dúvidas nenhuma, que esta amor é já o vocativo, pega a minha mão, amor, que vem muito ferido, ferido, de amor fugido, ferido, morto, de amor, é tão bonito, nos laxos, ligeiros, e assim. Seguimos nas palavras em que a poesia nos fala de amor, agora conseguimos da Albrana, a Andréça. Então vamos para a Sofia agora. Então talvez nós visitámos-nos, estamos entre o terror de te amar, no sentido tão frágil como o mundo, mas eu acho que é menos conhecido o sonido, a maneira de cámos-nos, também é conhecida, e ela é muito conhecida, não é? Felizmente. É grande, felizmente, é grande, na segunda metade, já convido. Esperança e desespero de alimento, me servem neste dia em que desespero, e já não sei se quero, ou se não quero, tão longe de razões, em meu tormento. Mas como usar amor de entendimento, daquilo que te peço, desespero ainda como Deus, pois o que eu quero, nem ganho da, se não por um momento, mas como é-se belo amor de não durar, de ser tão breve e fundo teu engano, e de eu te possuir, sem te mudar, amor perfeito, dado a um ser humano, também morre, o floreiro de mil comar, e sequer abram as ondas no ociano. Do humor frito para o amor e femro. Sindo a maneira de camoís, nós vamos aqui estar a comentar ou analisar os poemas, um, são seis poemas, mas hoje é mais para escutar. Não dá tempo, mas não dá como como, mas o que eu acho curioso, é que eu sonhei da maneira de camoís, que termina como um sonhei da maneira de Sofia. Foi eu, absolutamente. Não foi sumado tão marcante nela. O último treceto, amor perfeito, dado a um ser humano, que isto é a camoís, é camuniano. Mas depois, também morre, o floreiro de mil comar, e sequer abram as ondas no ociano. Ou seja, ela não resista falar daquilo que, no poem, daquilo que eu culpa tantos, tantos, tantos seus poemes, que é a natureza. E então ainda por cima, terminar com o ociano, com o mar. Mas é um poem realmente, a maneira de camoís, não me dídem que tem, se serve muito e sim, tal como poeta e de camuniana, que na gente está portanto do paradoxo, de uma linguagem, e nem sempre, transparente. E já não sei se quero, ou se não quero tão longe, razões, é meu tormento. Note aqui este bocadinho. Mas como é o belo amor de não durar, de ser tão breve e fundo, de seu engano, e de eu te possuir, sem tu medar. Ou seja, e é claro que se possui, sem ser dado, perto, não é? E o juro que é esta ideia da perda, digamos assim, que está sobre o gêceo, e que tem a ver, também com o amor, o amor não correspondido, o amor, mais uma vez, a tristeza, não é? O amor que não se convostiça. Quem também era um grande artífice do sonido era Pedro Taman, que nos deixou ano passado em julho. Vamos escutar, na voz de Pedro Taman, a minha morte não tador. A minha morte não tador. De resto, tiveste tudo. A flore, a sexta, o lusco fúsco, a inquietação do dia 8, as órbitas das mães, das mãos, das curiosas palavras de não dizer na vinha. Tudo tiveste. Está as contente? Feliz assim por ter-se tudo que sou? Feliz por perder-se tudo que sei? Só não tador o que não se serei. Não. Aparentemente, não foi uma dia mora, até um pouco exesperado, mas é que é o desverso inicial de resto, tiveste tudo. Em entrega do tal. A sexta, o lusco fúsco, a inquietação do dia 8, isto para jovens não quer dizer nada. Mas eu penso que isto se refere ao pagamento das rendas. Não que você pagas até o dia 8, às vezes os fúscos não tenham de mim. As órbitas das mães, das mãos, das curiosas palavras de não dizer na vinha tudo que tiveste. Está as contente? Portanto, não é um poema, digamos assim, e saltação humor. nem sequer de tristeza por um amor que se perdeu. Por o contrário, não é que eu diria, este o poeta, a voz poética, se sei poético, de alguma forma, que coloca-se numa posição de distanciamento. Mas feliz assim por ter estudo que sou, feliz por perder estudo que sei, só num todo ou que não serei, não, a minha morte. Não, todo. E estes extraordinários, eu acho que é muito bonito, né? Porque a morte, obviamente, não se. Claro que, claro que dentro de uma poética, se quisermos mais romântica, não se esqueça que a morte se pode obter, também. Mas o que eu acho interessante neste poema é a tensão entre o passado, o presente, a ironia, digamos assim, na voz poética, a certeza do amor que estiu e agora a recusa de sedência máxima que seria a morte, em prol desse amor. Voltamos aos sonetos e vamos até a década de 40 do século XIX. Para escutar um dos 44 sonetos de amor, que Elizabeth Barrett Browning escreveu antes do casamento com Robert Browning, faz parte dos sonets, "From the Portuguese". Acordar que Robert Browning chamava Elizabeth "my little Portuguese", para ela ser baixa e de teses cura, e este título é para desfarsar um retrato de intimidade que existia entre ambos. Vamos ouvir o sonet 14, "Elizabeth Barrett Browning", dos sonets "From the Portuguese". "A mama, por amor do amor, somente". Não digas "Amo a proce olhar, o seu sorriso, o modo de falar um neste e brando, amo a porque se sente minha alma em comunhão constantemente com a sua, porque pode mudar isso tudo e, sim, mesmo, ao preparar do tempo para ti, unicamente". Nem meamos pelo pranto que a bondada das suas mãos enxuga, pois sem me secar, por teu conforto, esta vontade de chorar teu amor pode ter fim. "Amo por amor do amor, e assim, me ach de querer por toda a eternidade". O sonet 14, "The Elizabeth Barrett Browning", tradução de manual bandeira e a leitura de analisameral, "Ora temos viturianos". São até sonetos iróticos, quer dizer, utilizando naturalmente aquela que se chamava então "Four Lenguages", que era uma forma de dispersar. Agora, o sujeito poeta, a poeta, neste caso, a mulher abertamente expressa desejos, vontade e isto é novo. Por isso esta simulação de fingir que eram sonetos traduzidos. Exatamente, aliás, há até uma história na que se conta, que ela teria um guardapó, que foi aquilo em que se matou Virginia Woolf, aquelas batas, que têm grandes bolsos, que ela teria um guardapó e que andava com aqueles sonetos ou bolsos. E isto é uma história que se conta. E o marido teria perguntado, "que isso?" E ela muito amea de dissais são sonetos, não sou que são sonetos, são sonetos, são sonetos, e ela achou aquilo lindíssimo. E, portanto, digamos, os biógrafos, eles vão aparecer para a unir e a robber para unir, acharam por bem dizer que sonetos sonetos de português, se pode que isso é ver com ela, não é portanto, e com determinadas características, mas pode não ter a ver com isso, e pode ter a ver com camões, justamente, mais uma vez camões, porque os sonetos não são, esses sonetos ao contrário, de sonho do soneto inglês, não são, o soneto inglês é completamente diferente, porque rima, o que rima, no final, tem três quadras e um distico final, portanto, e dois versos, no fim, que rima, este é o soneto, o típico soneto inglês, não é? O soneto inglês tradicional, o soneto que nós aqui temos, é rima, é rima italiana. Portanto, ela usa a rima que usávamos, isso é um ex-portanto, só na decefone de português, também pode referir-se. -Vou outra coisa, não é portanto. -Agora o que é muito bonito, para este é fantástico, porque, no fundo, o que aquela pedra ao amado, digamos assim, que ela é só em um duro amor, porque se amar só em um duro amor, vai a mala sempre, e não por que ela é. -Vamos terminar esta escolha de poemas de amor com o Xenny de Andrade. Vamos ouvir-lo a dizer Green God. Trasia consigo a graça das fontes quando anoitece, era o corpo como um rio em estreno desafio com as margens quando desce, andava como quem passa sem ter tempo de parar, ervas nascendo os passos, creixiam troncos dos braços quando os irguia no ar, sorria como candidança, e desfolhava a dançar o corpo que ia termia num ritmo que ela sabia que os deuses devem usar, e seguia ao seu caminho, porque eram Deus que passava. Eleiaiu a tudo que via, é aliado na melodia de uma flauta que tocava. Green God, e por eu, Jânio de Andrade, o Centenario, a 19 de janeiro do próximo ano, que afelizmente vamos tendo disponível com sucessivas reedições, não só da over poetic, mas agora, há poucos dias, num só volume acaba de sair toda a sua prosa reunida, mas termina-me de bem, com um dos outros, ou com muitos mais, escolha de poemas de amor. Exatamente, agora, o que disse no início, que iríamos começar com um poem simples, aparentemente muito simples, muito musical, uma canção, se quisermos, e terminar de mesma forma, é do seu livro daquele local, ela é mais conhecido, que é "As mãos e os frutos". De facto, rasga, de alguma forma, aprecia portuguesa, porque nada se havia escrito, tal como aparece em "As mãos e os frutos". Então, é essa dimensão, ou este registro, a concisão, digamos, que nós se encontravamos também no poemas de feterico-cracilórica, mas aqui a concisão de "Deus Jânio", não é, nesta descrição de, provavelmente, um jovem, trazia consigo a graça das fontes, quando a noite é-se, era o corpo como um reúenceria nos afil, com as margens, quando é-se. Portanto, no final, isso que eu sou o caminho, porque era um "Deus" que passava a "Eia e o Atudo que via", enliado na melodia de uma flauta que socava, portanto, este "Deus verde", que se confunde com o pente, mesmo tempo humano, e divino. Mas ele é, por assim dizer, o objeto de admiração amorosa, mais do que de amor, porque com certeza que nós, aqui não vemos o poeta, falar de nenhuma relação com este ser admirado. Mas é, de facto, o epíton da beleza, o epíton da elegancia, tal como este poema também o é. Aquela ilgancia caracteriza a poesia de origemio de Andrade. Fadrigo Gracielorca, Safir Malbrainer, Pedro Tamman, Elizabeth Berat Browning e o Géneo de Andrade. Escolhemos, terminar, as emissões do som que os verdes fazem a abrir, com poemas de de amor, em tempos incertos, o amor e a poesia. Nos andamos juntos desde a hora dos tempos, desde o nascimento da literatura, Ana, de esfliis e tranquilos de verão. Muito obrigada, Luís, passi também. E a todos os que nos escutam, dias com muita coisia e encontro marcado para setembro. Para setembro, Luís, está combinado. Com Ana Luís Amaral e Luís Caetano. [Música]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio explora poemas de amor de diferentes épocas e autores, incluindo Federico García Lorca, Camões, Sophia de Mello Breyner, Pedro Tamen, Elizabeth Barrett Browning e Eugénio de Andrade.
  2. A discussão destaca o amor como tema central da poesia, frequentemente associado à ferida, perda ou paradoxo, como no poema "Herido de amor" de Lorca.
  3. São analisados sonetos, como o de Camões e o de Sophia, que abordam a brevidade e o engano do amor, e o soneto de Elizabeth Barrett Browning, que enfatiza o amor por si mesmo.
  4. O programa termina com o poema "Green God" de Eugénio de Andrade, celebrando a beleza e a elegância como objeto de admiração amorosa.

Summary:

O episódio "O som que os versos fazem ao abrir" é uma seleção de poemas de amor, apresentada por Ana Luís Amaral e Luís Caetano. A conversa começa com o poema "Herido de amor" de Federico García Lorca, que retrata o amor ferido e fugidio, usando a imagem do rouxinol. Em seguida, abordam-se sonetos clássicos: Camões e Sophia de Mello Breyner exploram o paradoxo e a efemeridade do amor, enquanto Pedro Tamen, com "A minha morte não tador", ironiza a perda e a recusa da morte.

Elizabeth Barrett Browning, no Soneto 14, defende um amor puro, "por amor do amor", desvinculado de razões externas. O programa encerra com "Green God" de Eugénio de Andrade, que descreve um ser divino e humano como epítome da beleza. Os apresentadores destacam como a poesia de amor, desde a Idade Média até a contemporaneidade, reflete a complexidade do sentimento amoroso, muitas vezes marcado pela dor, perda ou admiração.

A emissão termina com votos de boas férias e promessa de retorno em setembro.

FAQs

O tema principal é o amor, especialmente o amor ferido, não correspondido e a tristeza associada a ele, como nos poemas de Federico García Lorca e Camões.

O poema 'Herido de amor huido' é de Federico García Lorca, lido na voz da atriz Lúcia Quintana.

'Amor ferido' refere-se ao amor que sofreu, que fugiu ou não foi correspondido, um tema comum na poesia medieval e nos poemas de Lorca e Camões.

O soneto 'A maneira de Camões' é mencionado, e Sofia de Andrade escreveu um soneto que termina com uma referência ao mar, seguindo o estilo camoniano.

No soneto 14, a poeta expressa amor pelo amor em si, não por qualidades físicas ou ações, e ele foi disfarçado como tradução do português para esconder a intimidade.

Pedro Tamman é um poeta português falecido em 2022, e o poema lido é 'A minha morte não tador', que aborda a recusa da morte em prol do amor.

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