PodGeo 70!!! - A GEOPOLÍTICA DA ÁGUA - Uma Introdução
18m 39s
O episódio 70 do Podgell introduz o tema da geopolítica da água, destacando sua importância como recurso estratégico ao lado do petróleo. Apesar de 70% da superfície terrestre ser coberta por água, apenas 3% é doce, e desta, uma parcela mínima é acessível. A distribuição desigual, combinada com o alto consumo agrícola e industrial, agrava a escassez. Estima-se que bilhões de pessoas já enfrentam falta de acesso à água potável e saneamento, cenário que pode piorar nas próximas décadas. A água tem sido historicamente motivo de disputas, com conflitos em regiões como Oriente Médio, onde controles de rios como o Jordão geram tensões entre nações. A gestão e a possível mercantilização da água também são discutidas, exemplificadas por casos como a privatização na Bolívia, que gerou protestos populares. O episódio alerta que, no século XXI, a competição por recursos hídricos pode intensificar conflitos internacionais, colocando países com grandes reservas, como Brasil, em posição estratégica. A discussão será aprofundada no próximo episódio, com foco em conflitos específicos relacionados à água.
[Música] Olá pessoal, tudo bem? Aqui é o professor Tom chegando com mais um episódio de Podgell hoje o episódio 70 a gente vai falar sobre a gel política da água vamos fazer uma introdução aí sobre esse tema que é fundamental nos dias de hoje e no futuro também do planeta mas antes eu que ia pedir pra você que tá chegando agora que não conhecia o Podgell e pra você também que já vem aí ouvindo os episódios do Podgell que se inscreva nos canais do Podgell lá no Instagram que é o Podgell Underline professor Tom lá no Facebook que é na página do professor Tom com as carinhas no Twitter que é o arrobo Podgell Podgell e nos agregadores também, nos podfans, box, Google Podgell e vários, é só colocar o Podgell lá pra seguir o nosso Podgell e estar aí recebendo as notificações mas vamos lá, vamos falar então sobre a gel política da água vamos tentar entender um pouco mais sobre o assunto e preparar o terreno também pro episódio seguinte que vai falar também sobre alguns conflitos que vem acontecendo por causa desse recurso natural fundamental pra vida vamos lá? [Música] então a água doce que é água própria para o consumo é ao lado do petróleo o mais estratégico dos recursos naturais da atualidade por conta da sua importância pra vida das pessoas da sociedade também porque não é distribuida de maneira igualitária por todo planeta concrecimento do impacto das atividades humanas sobre a natureza sua disponibilidade ela se encontra cada vez mais escasse sem falar em algumas áreas que já apresentam em uma tendência do natural pra essa problemática pra essa falta com 70% da superfície da Terra Coberta por Água a gente podia imaginar que ela estaria acessível a todos mas desse total de água da superfície 97% é formado por água salgada e apenas 3% por água doce desse volume de água doce desses 3% que se tornam 100% do total de água doce 71% são de difícil extração porque estão localizadas na geléria os outros 29% restantes de água potável no mundo estão distribuídos em água e subterrâneas de 18% é íos elagos 7% e a umidade do ar em torno de 4% de toda a água doce acessível apenas 8% dela é destinada para os domicílios ou seja para o uso da sociedade já que 70% da água consumida no mundo vai pra agricultura e 22% vai pra indústria é um dado que muitos de vocês não fazem o ideia segundo um instituto sócio ambiental essa disponibilidade de água estocada em rios e lagos ela é suficiente para atender de 6 a 7 vezes o mínimo anual que cada habitante do planeta precisa para sobreviver essa aí é chamada água virtual a água que não é visível pra gente mas ela é usada em grande quantidade para a produção de mercadorias na agricultura e na indústria o consumo da água por setor ela o cila de acordo com a renda dos países dos países mágicos o maior volume de consumo se concentra no setor industrial e nos países mais pobres se concentra na agricultura o consumo dos domicílios dos países de renda elevada é também maior do que os de renda média e baixa segundo a falo que é um órgão da ONU é estimado que mais ou menos 1,1 bilhão de pessoas no mundo precisam de acesso a água potável e 2,5 bilhões de pessoas de serviços de saneamento além de 1,3 bilhão de pessoas não terem acesso a eletricidade e esses números só tendem a aumentar dos 15 países mais carentes desse recurso 12 deles estão no norte da África e no Enthi Médio regiões potencialmente exposivas por conta de conflitos internos como os detribos que vivem sobre a meia ou bandeira e têm diferentes origens étnicas e crianças religiosas essa crescente demanda por água doce ela pode reivivar confrontes entre esses países que já disputam espaço político e influência outros estudos aí realizados pela ONU apontam que em 50 anos a gente vai chegar no tempo estimado para que metade da população mundial tenha problemas crónicos de água, de falta de água, de escassez de água e esse breve panorama mostra para a gente que os recursos idricos acabam que historicamente foram motivo de debates e disputas por conta disso é quase que um consenso no âmbito das ciências políticos que o século 21 vai ser marcado como século das disputas internacionais pelo de recursos idricos o que nos faz pensar então nessa questão da gel política da água [Música] Bem, novas formas de pensar a gestão mundial da água e questões referentes a sua escassez e a sua mercantilização, ou seja, torná-la efetivamente um produto de engenhar grandes discussões por conta dos aspectos ou interesses relacionados com a gel política a atual crise da água que está cada vez mais perto das nossas casas não se engane e a contribuição da sociedade para diminuir essa crise ainda está longe de atingir resultados para diminuir os conflitos por esse recurso não basta só a gente fazer a nossa parte dentro da nossa casa racionalizando o uso da água porque como a gente viu o uso da água pela sociedade, dia a dia da sociedade, é a menor parte a necessidade de se refletir sobretual gestão da água é laumenta o debate de comprovir práticas públicas e sociais para maiores responsabilidades nas gestão e no uso das águas a uma variedade está poluíndo esvaziando a fonte da vida em um reto um surpreendente e a demanda por água doce crescente tem impactos sociais políticos e econômicos provocando conflitos entre nações onde dois ou mais países partilham desse recurso e entre cidades e comunidades rurais grupos éticos e trivos nações industrializadas e não industrializadas corporações em cidadãos e classe socioeconômicas distintas, ou seja há potencialidade de conflito em várias formas e te deixe importantes precisam ser tomadas para conterem esse consumo insustentável como a gente falou os países mais ricos, tem um nível de consumo maior e que isso vai acabar levando a humanidade, pode levar efetivamente a humanidade a ver a água se tornar um bem de consumo efetivamente esgotável e também um fator decisivo na explosão de conflitos armados entre países para alguns autores inclusive a principal razão da escassez é o crescimento populacional e o aquecimento global dentro dessa lógica não é difícil a gente relacionar a distribuição da água que está ligada a questões políticas e a sua mercantilização a falta de água de boa qualidade assim como a questão da distribuição se relacionam a fatores naturais claro mas a escassez é agravada pela falta de gestão e de governança de um tipo desse quadro atual em que a gente encontra essa questão do consumo, a distribuição e a gestão junto com a comercialização da água é importante levantar também a questão da gestão dos serviços de água e esgoto que vem se tornando interessante para empresas que vem com uma oportunidade de lucro tendo em vista aí que os países mais pobres e alta de cidadã demográfica necessitam de distribuição e dissoneramento básico e aí os aspectos de auxílio políticos e de aux estratégicos envolvidos quando se trata de distribuição e uso dos recursos hidropos nos conflitos entre gestores no Oriente Médio a Síria por exemplo já cuja ael de abrir posses treinar a maior parte da reserva de água colocando em risco a sua existência nessa região onde no Oriente Médio existem muitas guerras de água que acabou sendo apresentadas como conflitos religiosos existem territórios e regiões que possuem grandes quantidades desse recurso enquanto outros pontos do planeta não apenas apresentam esse bem como escasso como também acaba trazendo miséria e conflitos interiêis estratégia retoriais assim como as riqueias são distribuídas de forma regular entre as nações porque as questões políticas a distribuição da água deve ser analisada dança mesmo perspectiva porque é muito complicado a gente considera que a sua distribuição natural desigual e as mudanças climáticas sejam apenas e tão somente as únicas causas da atual crise hidrica global é um grande engano a gente pensar que as tensões diplomáticas e os conflitos internacionais pela questão da água serão novidade no mundo desde as primeiras civilizações a disputa por territórios com mares de rios e reservas hidricas foi algo recorrente.
do século XX, vários casos acinalaram também essa questão, que tendem a intensificar-se aí ao longo das próximas décadas em várias regiões do planeta, ou seja, do século XX, e, efetivamente, ele vai trazer esse tipo de conflito. Mas é importante de observar quem vários conflitos do passado, a água, se não é o propósito principal das ações militares, foi por diversas vezes disputada, já que quem controla os recursosídicos e a sua disponibilidade possui uma ampla vantagem estratégica sobre qualquer adversário. Seja na crençada religiosa ou nas batalhas históricas de estradas, a água sempre esteve e estará ali no meio desses conflitos. São mais de 270 cúmferos no mundo, mais de 260 bacias hidrográficas transnacionais reconhecidos internacionalmente, das quais 40% são compartilhadas por mais de um país. E ainda existem 19 bacias que são compartilhadas por 5 ou mais países. Cada uma é foco impotencial para conflitos armados e revoltas, que tem entre suas causas a escaceja água, o Rio da Núbil, segundo mais longo de Europa depois do Válga, desde a sua nasceite na floresta negra na Alemanha, até desaguar no mar negro, no delta do Danúbil na Romênia, conta com 17 países que compartilham de suas águas. Em 1978 eram 12. O seu gerenciamento é um desafio crescente às nações europeias. O outro exemplo é o México, que tem por obrigação de envolver aos Estados Unidos toda a água que é retirada do Jílio Escolorado e Rio Grande. Sobre pressão americana, essa água é utilizada pelo México e tem que ser devolvida e tratada. Essa postura norte-americana demonstra a preocupação do país de ante da possibilidade real de não ter água suficiente nas próximas décadas. Na barcala Tina também está disponível em um quarto do total do estoku de água doce no mundo, mas essa distribuição é desigual, sé claramente, desigual entre as regiões. Quando se considera coleta, tratamento, distribuição de água, os problemas são ainda maiores. Na Bolívia, especificamente, na cidade de Cote Abambua, por exemplo, após a privatização. Dois serviços de água em 1999 houve um aumento de 30% da tarifa pela empresa norte-americana Besteil. Que tinha os seus serviços prestados na Bolívia pela empresa Águas del Tunari? Esse aumento levou a população às ruas para protestar e revivir de carro junto ao governo o rompimento do contrato, alegando que o preço cobrado era ilegal, já que grande parte da população do país era de origem pobre e vivia de atividade agrícola de subexistência. O governo não suportou a pressão e na primeira semana de protesto de rompê o contrato com a Besteil, que anos mais tarde processou a Bolívia exigindo o ressacimento em razão da queura de contrato. Outro exemplo também há fica subsariana na Ioriente Médio, que possuem 6% da população mundial e apenas 1% dos recursos ídicos. O Sudão e o Egito são abastecidos pelo Rio Nino e os egípcios têm direito a uma parcela maior de água devido a um acordo assinado entre ambos. E o Egito, para garantir a disponibilidade de água para o seu população, passou a barrar as construções de elétricas na parte sodanese, alegando que as barrajas da osuzinas poderiam prejudicar a basão do Nino podendo afetar 98% da sua população que vivem nas suas mágicas. O Oriente Médio é um deslocado onde mais acontecem e podem acontecer disputas pela água. Tem ação pela água é agravada devido aos conflitos religiosos e territoriais envolvendo países como Jairua, Palestina, que não é um país efetivo, mas é uma região que já deveria ser um país efetivo, a Síria, a Jordânia, o Egito, a Turquia e o Iraque. A situação de Jairua não é muito confortável já que está cercado de países que não concordam com a partil estabelecida pela ONU em minufações 48. Conflito ídrico, mais tenso da região ocorre entre Jairua e a Palestina pois os Jairlenses terminam o consumo de água dos Palestinos, aumentando a nível da discordia entre eles. Os Palestinos reivindicam acesso a volumes maiores pois que eles já sabem de Jairua apenas um ou dois dias de água por semana. Assim, é um conflito de difícil solução, devido ao quadro de escasseis de água na região. Em 1950, um dos tantos conflitos que aconteceram, as margens de Rio Jardão entre a Síria e a Jairl, teve origem na construção de canais e tunas para transportar a água do Mar da Galiléia, que é basisado pelo Rio Jardão por meio do deserto de Negève. Em resposta, os sírios construíram dutos para reter a água em seu território, para garantir o abastecimento. O seu abastecimento ali, Jairua ocupou em 1965 essas construções sírios e dois anos mais tarde, após a guerra dos seis dias, Jairua ocupou militarmente ali partes do Egito da Jordânia, das colinas de Golan, que pertenciam a Síria. A Jordânia teve seu volume de água reduzido e a solução encontrada naquele momento foi perfurar mais poços, o que acabou o caso andando a diminuição do nível dos seus acuíferos. E assim, a lógica, em outras regiões do mundo, ela parece ser a mesma lógica de disputa. A disputa não é só pela água em cima, mas também pelo controle de suas nascentes ou por uma maior cooperação entre os países em cursos da água que percorrem vários territórios políticos. Além da disputa pelo controle de nascentes e de grandes rios interterritoriais, a previsão para o decorrer do século 21 é de emergência dos conflitos, que também se associem ações imperialistas entre aspas, em que países passem a invadir ou controlar politicamente outros territórios em busca da obtenção de água ou a sua importação ao menor custo. Será que vai surgir um novo modelo já político no mapa mundial? Essa é uma boa pergunta. Os países ricos em águos como Brasil, Canadá e Rússia estão sobrelhados das grandes potências que já começaram a se posicionar estratégicamente para garantir o acesso às fontes de água. Brasil, para a Guairo Guai Argentina, por exemplo, estão em cima do aquiferguarani, que até falamos sobre ele lá no Podgeo 63. Quer dizer, voltar lá e falamos dos aquíferos no Brasil dos sistemas aquíferos. E o aquiferguarani está entre os maiores reservatórios de água que terrando no mundo. Isso é algo que precisamos, e é efetivamente parar para pensar. [Música] Então, pessoal, chegamos ao final de mais um. Podgeo 70, começamos, então, aí, introduzimos a gel política da água. O próximo episódio vai ser uma continuação e a gente vai falar de alguns, especificamente de alguns conflitos, que são resultados da disputa pela água. No Podgeo 71 está certo, mas espero que esse primeiro momento tenha ajudado, tenha sido importante para entender um pouco melhor a questão das disputas, e que a gente consiga trazer essa ideia um pouco melhor também no próximo episódio. Ok, pessoal? Pessoal, vocês que continuem dando essa força, que continuem acompanhando o Podgeo lá no Instagram, no @podgeounderlineprofessortom, também lá no Facebook, lá no página do professor Tom Mascarei, no Twitter, lá no @podgeopodgeo e no enrocor, no cashbox, no Spotify, no Google Podcast, no rádio public, breaker, é só escrever "podgeo" que vocês acham, eles todos os episódios. Ok, pessoal? No mais, aguardo vocês para o próximo episódio. Abra-se em todos.
Podcast Summary
Key Points:
A água doce é um recurso natural estratégico, distribuído de forma desigual no planeta, com apenas uma pequena fração acessível para consumo humano direto.
O maior consumo mundial de água ocorre na agricultura (70%) e indústria (22%), enquanto o uso doméstico representa apenas 8%, variando conforme a renda dos países.
A escassez hídrica, agravada por fatores como crescimento populacional, mudanças climáticas e má gestão, tem potencial para gerar conflitos internacionais, especialmente em regiões como Oriente Médio e Norte da África.
Exemplos históricos e contemporâneos, como disputas no Rio Jordão e a privatização na Bolívia, ilustram como a água pode ser motivo de tensões políticas, sociais e até militares.
A gestão da água e sua possível mercantilização são temas centrais, com países ricos em recursos hídricos, como Brasil, Canadá e Rússia, tornando-se alvos de interesse estratégico global.
Summary:
O episódio 70 do Podgell introduz o tema da geopolítica da água, destacando sua importância como recurso estratégico ao lado do petróleo. Apesar de 70% da superfície terrestre ser coberta por água, apenas 3% é doce, e desta, uma parcela mínima é acessível. A distribuição desigual, combinada com o alto consumo agrícola e industrial, agrava a escassez.
Estima-se que bilhões de pessoas já enfrentam falta de acesso à água potável e saneamento, cenário que pode piorar nas próximas décadas. A água tem sido historicamente motivo de disputas, com conflitos em regiões como Oriente Médio, onde controles de rios como o Jordão geram tensões entre nações. A gestão e a possível mercantilização da água também são discutidas, exemplificadas por casos como a privatização na Bolívia, que gerou protestos populares.
O episódio alerta que, no século XXI, a competição por recursos hídricos pode intensificar conflitos internacionais, colocando países com grandes reservas, como Brasil, em posição estratégica. A discussão será aprofundada no próximo episódio, com foco em conflitos específicos relacionados à água.
FAQs
A geopolítica da água estuda as disputas e relações de poder em torno dos recursos hídricos. É crucial porque a água doce é um recurso estratégico, essencial para a vida e cada vez mais escasso, podendo gerar conflitos entre nações.
Apenas 3% da água da Terra é doce, sendo que 71% estão em geleiras de difícil acesso. Dos 29% restantes, a maior parte está em águas subterrâneas e lagos, com apenas uma pequena fração disponível para consumo direto.
A agricultura é responsável por cerca de 70% do consumo global de água, seguida pela indústria com 22%. O uso doméstico representa apenas cerca de 8% do total.
Água virtual é a quantidade de água utilizada na produção de mercadorias, como alimentos e produtos industriais. Ela representa a maior parte do consumo global, embora não seja visível no uso diário das pessoas.
Regiões como o Norte da África e o Oriente Médio são as mais críticas, com 12 dos 15 países mais carentes de água. Essas áreas já enfrentam tensões políticas e religiosas que podem ser agravadas pela disputa por recursos hídricos.
A privatização pode levar a aumentos de tarifas e exclusão de populações pobres, como ocorreu na Bolívia em 1999. Isso gera protestos sociais e disputas legais, evidenciando os riscos de mercantilizar um recurso essencial.
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