A agência de podcast.com.br Qual é a origem da arte? De que formas podemos conhecer ele intenções de pessoas que viveram na pré-história? Essas são apenas algumas perguntas que podemos nos fazer quando estudamos com mais atenção as pinturas de o Pestres, uma das formas de arte mais antigas que a humanidade já foi capaz de produzir. O meu objetivo com esse episódio é investigar como e por que os primeiros seres humanos produziram registros e quais são as principais pinturas que existem ao redor do mundo. Como sempre quero lembrando os que eu uso fontes e autores confiáveis que você pode e deve consultar na descrição do episódio. As pinturas de o Pestres são muito mais do que imagens antigas em pedras. Elas são testemunhos do surgimento do pensamento simbólico, da capacidade de representar o mundo pra além do que é meramente material. São registros das primeiras narrativas humanas, bem anteriores, a escrita, a agricultura, a cidade e aos templos religiosos. Historicamente falando, as primeiras pinturas surgiram em um período que chamamos de paleolítico superior, a mais de 40 mil anos, e aparecem em praticamente todos os continentes. Durante muito tempo, o secretitou que os seres humanos do período paleolítico eram completamente ignorantes, quase selvagens, preocupados apenas em caçar, comer e sobreviver. Quando as primeiras pinturas foram descobertas, muitos especialistas se recusaram a aceitá-las como verdadeiras. Era impensável que o tido homem das cavernas pudesse produzir imagens tão sofisticadas. A resistência da ciência arte ou pestre era na verdade uma resistência ideia de que a imaginação e a simbologia fazem parte do início da trajetória humana e não o seu fim. Uma coisa bem interessante a respeito dessa arte e que eu vou detalhar ao longo do episódio, é que o que foi registrado em geral eram imagens do cotidiano das pessoas. O que aparece são animais, mãos humanas e alguns símbolos enigmáticos. Isso tem levado muitos estudiosos, a sugerir que essas pinturas não fossem apenas decorativas, mais rituales, mágicas e espirituales. O historiador e antropólogo Jean Clotts, um dos maiores especialistas em arte rupestre, afirmou o seguinte abre aspas. A arte paleolítica era parte integrante de um mundo espiritual. Ela não era feita para ser vista por todos, mas para ser usada em ritos de passagem, caçadas mágicas ou contatos com um mundo invisível. Fech aspas. A existência desse aspecto simbólico das pinturas nos obriga a rever muita certeza a esquitemos sobre o que é cultura, religião e comunicação. O gesto de pintar uma parede para esses grupos ancestrais talvez fosse uma forma de se conectar com os animais, os ancestrais ou com um sobrenatural. Mas existe também um outro lado, o da comunicação entre grupos, da transmissão de conhecimento, da memória coletiva. O antropólogo David Lewis Williams, defende que as pinturas são acima de tudo linguagem visual. Um sistema de sinais compartilhados, usados para ensinar, narrar e preservar informações importantes sobre o território e ciclos da natureza, os perigos e os mitos fundadores. Assim, as pinturas de upestre estão molimiar entre arte e linguagem. São o primeiro indício de que o ser humano não vive apenas no presente, mas cria símbolos para ligar o passado, presente e futuro. As pinturas de upestre existem a dezenas de milhares de anos, mas foi só no final do século XIX que o mundo ocidental passou a reconhecê-las como parte da história humana. Até então, a ideia predominante era que a arte, como manifestação da inteligência e da sensibilidade, era uma característica dos povos estidos como civilizados e não dos chamados primitivos. O marco simbólico dessa virada foi a descoberta das pinturas na caverna de Altamira, na região da Cantabria, norte da Espanha. Em 1879, o arqueólogo amador Marcelino Sanz de Sautuola, ao explorar uma gruta com a sua filha Maria, se deparou com um teto de magalheria, coberto por imagens de bisões em tamanho natural. Em tom de vermelho e preto, alguns em perspectiva com uma técnica que sugeria até volume e movimento. Maria teria sido a primeira a notar as figuras no teto, enquanto o seu pai olhava o chão. Sautuola publicou as suas descobertas em 1880, sugerindo que aquelas imagens haviam sido feitas por homens pré-históricos. Mas a sua hipótese foi recebida com um cienticismo pela comunidade científica europeia. O principal argumento contra ele era de natureza ideológica. Como poderia um homem da escaverna extercensibilidade artística? Seria isso uma fraude moderna? O prestígio da ciência francesa no período fez com que o trabalho de Sautuola fosse descartado como erro ou charlatanismo. O arqueólogo francês Emily Cartailac, um dos mais influentes da época, chegou a escrever que abre aspas. A arte verdadeira não poderia ter sido criada por selvagens. Fecha aspas. Em um julgamento mais moral do que científico. A humilhação pública levou Sautuola ao esquecimento da academia, e ele morreria em 1888 sem ver a sua descoberta reconhecida. Foi só duas décadas depois com novas descobertas da arte ropestre na França, que a visão da comunidade científica começou a mudar. Em 1895 foram encontradas gravuras e pinturas em cavernas como fonte de gálm e lescombareles, que ficam no vale do dordônia. Essas imagens tinham as mesmas características de Altamira, animais em movimento, símbolos geométricos e camadas de tinta e sobrepostas. De antes das semelhanças das novas descobertas, se tornou impossível negar a alta enticidade do achado espanhol. Em 1902, Cartailac reconheceu publicamente o seu erro, em o artigo intitulado "Meacupa de um sético", onde pedia disculpas ao Sautuola e admitir que os homens pré-históricos fizeram arte. Era o início de uma revolução científica. A história, a arqueologia e a arte nunca mais seriam as mesmas. A partir desse ponto, as cavernas passaram a servistas com outros olhos. Em 1940, quatro dolescentes franceses encontram por acaso entrado da caverna de lascú, considerada até hoje a capela sessina da pré-história. As paredes e tetoes continho mais de 600 pinturas e 1.500 gravuras, consenas de servos, turos, cavalos, além de símbolos enigmáticos. O uso da cor da linha e da sobreposição em lascô impressionou não apenas os arqueólogos, mas também artistas modernos como Picasso, que teria dito após visitar uma réplica da caverna, não inventamos nada. Outro sítio arqueológico interessante é a caverna de Chalve, descoberta em 1994, também na França. As imagens de Leões, de nocerontes e cavalos, feitas a mais de 30 mil anos demonstram não apenas a habilidade técnica, mas também a intenção estética e simbólica. Algumas figuras tem sombras, outras parecem estar em movimento, o que levou muitos especialistas a falarem pré-animação. Essas descobertas mudaram não apenas o que sabíamos sobre a arte, mas sobre a própria natureza da humanidade e paleolítica. O homem das cavernas deixou de ser visto como um ser brutal e mudo, e passou a ser conhecido como alguém capaz de pensar, simbolizar e expressar. Como afirma o arqueólogo Jean-Claude Zabriáspas, essas imagens são tão antigas quanto o próprio pensamento simbólico, e talvez o tenham inalgurado. Fech aspas. Arqueologia do século XXI e XXI se aprofundou nesse caminho. Descobertas na África Ásia e América reforçaram a tese de que a arte o pestre não era algo que acontecia apenas na Europa, mas um fenômeno global. Hoje, com a ajuda de técnicas como o carbono XIV e a spectroscopia de pigmentos, fotogrametria IIID e datação de estálactites, os arqueólogos conseguem estimar com mais precisão a idade das pinturas e entender um ambiente em que foram feitas. Mesmo assim ainda podemos fazer perguntas como o que motivava exatamente esses humanos antigos, como decidiam que iam pintar, que Rituais cercavam essas atividades. É provável que a resposta nunca venha, mas é possível analisar diferentes aspectos desse tipo de arte pra quem sabe nos aproximarmos da solução de muitas dessas dúvidas. Ao observar uma pintura rupestre e o primeiro impacto visual pode nos fazer esquecer o quanto ela é um feito técnico. Os artistas do paleolítico e do neolítico não tinham pincés modernos nem luz artificial e tão pouco o tinta e industrializadas. Mesmo assim conseguiam criar composições complexas com uso refinado de cor pro fundidade e textura. As cores mais comuns eram naturais, extraídas minerais como ócreas, que era vermelho e amarelo, o manco.
ganéis que é o preto, o carvão vegetal e argilas. Para conseguir tons mais vivos ou resistentes, eles misturavam esses minerais com água, gordura animal, saliva, sangue ou seiva de plantas, criando uma tinta pastosa, que podia ser aplicada de várias maneiras. A técnica de aplicação também era variada. Em algumas cavernas é possível ver impressões digitais, indicando que os artistas usavam os próprios dedos como um instrumento. Em outras existem vestígios yipensais simples, feitos com pelos animais, fibras vegetais ou penas. Um dos métodos mais fascinantes é o sopro do pigmento, onde o artista colocava o pôna-boca ou em tubo e o soprava contra a parede, muitas vezes com a mão apoiada sobre a rocha, criando o que chamamos de esténsio de mão. Em alguns cítios arqueológicos, como em lasco, existe o uso criativo do relevo natural da rocha, aproveitando os poros e ondulações para criar volume nos corpos dos animais. Beleza, mas o que que os seres humanos pré-estólicos escolhiam retratar? A resposta, em geral, é aquilo que os impressionava, os ameaçava ou os trancendia. Em praticamente todos os cítios arqueológicos de arte rupestre há uma predominância de animais, bisões, servos cavalo, javalis, felinos, peixes, aves e outros. Mas nem todos os animais aparecem com a mesma frequência. Os mais representados costumam ser os mais perigosos ou os mais desejados para a caça. Esses animais foram pintados em grupo, em movimento, às vezes em senas de caça, mas raramente de forma literal. Existe mais péssio de estilização, tá ligado? Em muitos casos, é possível perceber que a figura foi sobretosta a outras anteriores, como se o ato de pintar fosse mais importante que o resultado. Algumas cavernas revelam múltiplas camadas temporais, sugerindo que as imagens eram atualizadas ou revisitadas por diferentes gerações. Além dos animais, a figura é humana, mas em número muito menor. Quando aparecem, geralmente não possui enrusto. Algumas parecem dançar, outras impunham armas, outras estão envolvidas em senas que sugerem rituais. Também existe o que os arquéologos chamam de figuras híbridas ou tereomóficas, que são misturas de humano com o animal, que podem representar chamãs, deuses ou espíritos. Um outro tipo muito comum eram em símbolos abstratos, espirais, greleis, pontos, linhas em zigzag, retângulos e cruzes. Esses símbolos ainda não têm interpretação consensual entre os especialistas, mas parecem seguir padrões repetitivos e podem ter servido como marcadores de território, códigos tribais ou elementos de linguagem próprios. Como destaque o arqueólogo David Lewis Williams, esses signa-os abre aspas. Não são aleatórios. Eles obedecem ao vocabulário visual, que se repete de caverna em caverna. Fecha aspas. Em alguns cítios arqueológicos, os temas também parecem refletir eventos climáticos, ciclos lunares, padrões de migração ou mitologias locais. A pergunta que move arqueólogos e historiadores a mais de um século é o seguinte, por que os primeiros humanos faziam essas pinturas? A resposta ainda não é definitiva, mas as teorias são muitas e revelam muito sobre como entendemos arte, espiritualidade e a capacidade da inteligência humana. Uma das interpretações mais antigas é a do simbolismo mágico, proposta por Enri Breuí no início do século 20. Segundo ele, a espintura seria um parte de retuais de caça. Seu senhar o animal seria uma forma de controlar o seu espírito, para garantir sucesso e proteção durante a caçada. Essa teoria perdeu força com o tempo, mas deixou a semente da ideia de que essas imagens tinham função espiritual. Outra linha forte é do chamanismo. Estudiosos como Jean-Cloftes e Lewis Williams sujerem que as cavernais eram locais de acesso ao mundo espiritual, e as pinturas eram representações de visões alteradas de consciência. Para eles, o ambiente escuro, o uso de substâncias psicoativas, as figuras híbridas e os símbolos abstrátuis, compõem uma forma de arte compatível com prática chamanicas. Existe também interpretações sociológicas que venha as pinturas como forma de reforçar coesão tribal, transmitir conhecimento e ensinar regras sociais. Os desenhos funcionariam como manuais visuais sobre o comportamento esperado, além dos perigos do ambiente e os valores do grupo. Mas recentemente, com o apoio da neurociência e da antropologia, surgiram em pôteses e que as formas abstrátas são resultado de experiências neurologicas universais, como aquelas vividas em estados de trânsi ou epilepicia. Assim, a arte ropestre seria o mesmo tempo espiritual e biológica. Independentemente da teoria dotada, o ponto comum é que as pinturas ropestras não eram decoração, elas eram práticas sociais, culturais e espirituais. Era um talvez o primeiro esforço humano de capturar o invisível, de tornar compreensível o mistério da vida. E nesse sentido, elas não estão distantes da arte moderna, que também buscam o sentido onde não existem palavras. Pessoal, eu já quero falar mais sobre arte no peste, sobre os locais que elas foram descobertas e as suas características. Mas me dá minutinho aitar gente que, do que a pouco, a gente volta. E eu falo um pouco mais sobre simbolismo, técnicas, arte, interpretação e sobrevivência. Segura aí, que é um minutinho só. [Música] Fala pessoal, eu estou passando aqui rapidinho porque eu tenho uma ótima notícia para você que curte meu trabalho. Eu acabei de lançar o canal no YouTube, senhores. O canal se chama História Com Profe, Victor Soares. E toda sexta-feira tem um vídeo novo do quadro do canal chamado "Story Em 10 Minutos". É isso mesmo. Você que gosta do "Story Mejor" e você provavelmente vai gostar do "Story Em 10 Minutos". Eu fiz um grande resumo no estilo que você que me acompanha, conhece bem, né? A diferença é que lá eu tive o apoio visual dessa vez, né? Eu pude colocar a imagem, vídeo, tem a minha cara falando, tem a minha força. Então até para você que é curioso e quer saber como que é a minha cara. Lá lá no YouTube, e confere. Eu sou o Fey Manso Olympi, gente. Eu estou muito animado com esse projeto, então eu quero te pedir essa ajuda, tá bom? Vá lá no canal, o link está na descrição desse episódio, curte os vídeos, comenta qualquer coisa, bota um emoji e aquela palminha, tá ligado? Comenta aquela palminha, tá ótimo. Se inscreve, obviamente, tá bom, gente. Eu quero muito que descer, tu, então, eu conto com a ajuda de vocês, tá bom? E também isso, gente, espero vocês no meu canal no YouTube, o História Com Profe, Victor Soares. Toda sexta-feira tem vídeo do "Story Em 10 Minutos", o link está na descrição. Valeu, gente! [Música] Abre aspas. As cavernas não eram apenas locais de refúgio. Era um portais entre mundos, o visível e o invisível, o humano e o animal, o natural e o sobrenatural. Fech aspas. As palavras que você acabou de ouvir foram ditas pelo arqueólogo Jean Clotts, a respeito da simbologia envolvida tanto na arte no Peste quanto nas cavernas em que muitas delas foram produzidas. É preciso lembrar que a arte no Peste não foi um fenômeno isolado. Ela surgiu em diferentes continentes, em épocas variadas e com estilos próprios. Quando falamos de pré-história, sabemos que a África é considerada o verso da humanidade, e não é surpreendente que ela também seja o verso da arte simbólica. Algumas das mais antigas evidências de representação gráfica vêm do continente africano, desafiando a ideia de que a arte rupestre surgiu na Europa. Um exemplo fundamental é a caverna de blombos na África do Sul. Ali, arqueólogos encontraram placas de ócreas com padrões geométricos e entalhados, datadas de 75 mil anos atrás. Mesmo que não sejam pinturas em si, esses entalhes revelam o pensamento simbólico. Outro destaque é a região do Saara, onde existem um conjunto de pinturas e gravouras, especialmente no tacil e na gérr, no sul da Argelha. Esse cítio, que é um patrimônio mundial da UNESCO, possui milhares de imagens que foram feitas entre 6 mil antes de Cristo ao ano mil antes de Cristo, representando não apenas animais selvagens, mais cenas de dança, rituais, agriculturas e até figuras vestidas, sugerindo uma vida social complexa. Já a Europa concentra alguns dos cítios mais famosos e bem preservados de arte no pestre. Foi aqui que o mundo ocidental entre aspas descobriu a arte pré-histórica, primeiro com a Altamira na Espanha, depois com lascoa e cháuver na França. A caverna de lascoa, descoberta em 1940, tem mais de 600 pinturas animais e símbolos, datadas de aproximadamente 17 mil anos atrás. Mais antiga ainda é a caverna de cháuver, descoberta em 1994, com mais de 32 mil anos. Ela representa leões, inocerontes, ursos e cavalo espintados com incrível nível de detalhes. Segundo o Jean-Cloix, que liderou a pesquisa em cháuver, abre aspas. Não há dúvida de que essas imagens tinham o valor ritual. Elas não foram feitas para decorar, mas para comunicar com o invisível. Fech aspas. A Ásia, com sua enorme diversidade cultural, também abriga uma rica tradição de arte
O Pestre. Um dos achados mais surpreendentes e exaconteceu recentemente na ilha de Sul-Aoésia e na Indonésia, em uma caverna chamada Lange-Bul-O-Sipong, onde pesquisadores descobriram em 2019 uma pintura datada de 43.9 mil anos atrás, considerada a mais antiga cena narrativa conhecida. A imagem mostra caçadores humanos com cabeças animais, enfrentando um javalir e um búfalo. Essa composição complexa sugera imitologia, rituais e talvez crenças chamânicas, muito antes do surgimento das grandes religiões organizadas. No Sudain, a região como uma dia para 10 e chatizgar, abrigam milhares de pinturas feitas entre 10 mil e 3 mil antes de Cristo, com cenas de dança, caça, animais e símbolos. Os aborígenas australianos mantem até hoje práticas artísticas conectadas aos seus ansextrais, muitas delas preservadas em cavernas e rochedos ao longo de milênios. A arte-rupextra aborígena é dividida em estilos diversos, mas um dos mais conhecidos é o estilo raiushis, onde se desenham os órgãos internos animais e humanos, revelando uma visão espiritual do corpo e da natureza. Essa técnica aparece em locais como cacadu no norte da Australia, com pinturas datadas até 20 mil anos. Outro exemplo impressionante é o sítio de Morujuga na Austrália Oce Dental, com mais de 1 milhão de gravuras de upestre espetroglifos, alguns com mais de 40 mil anos. Essas imagens incluem figuras humanas, peixes, kangouruis e símbolos sagrados. Para os povos aborígenes, essas imagens fazem parte do tempo do sonho, uma cosmologia que conecta ao passado mítico a existência presente. Assim, a arte não era apenas visual, era uma forma de manter viva a conexão com os espíritos, os ancestrais e a Terra. As Américas também guardam impressionantes a serbo de arte-rupextre, espalhado do alarca-patagonia. Na Argentina, a cueva delas manos, que é a caverna das mãos, é um grande ícone. Atada de cerca de 9 mil anos atrás, ela apresenta centenas de mãos humanas, criadas com a técnica do sopro. As mãos parecem flutuar nas paredes, algumas completas, outras com dedos dobrados, talvez encódigos ou sinais. Na América do Norte, pinturas na região do Arizona e o Tá e California, mostram senas de caças retuais, símbolos solares e figuras antropomóficas. Os povos Anasaz e tropos, entre outros, usavam arte-rupextre como forma de registrar eventos, mitos e rotas. O Brasil guarda em seus cítios arqueológicos, alguns dos mais ricos e surpreendentes registros da arte-rupextre em todo o mundo. São milhares de figuras, marcas, siguinos e senas que testemunham a presença de grupos humanos milenários no território que hoje chamamos de América do Sul. E no centro dessa descoberta, está uma mulher. Arqueóloga Franco-Brasileira, Niedgidon. Eu quero falar mais sobre a sua biografia e a sua trajetória em um episódio exclusivo para os apoiadores lá no apoio. Se você quiser ouvir esse, os outros quase 200 episódios exclusivos que já tem por lá, basta assinar o apoio.se/restaurimeora, que você pode ouvir esses episódios exclusivos aqui mesmo no Spotify, beleza? Além de você receber um monte de conteúdo exclusivo, você também ajuda o meu trabalho a continuar de pé. Mas enfim, gente, no Brasil, além da Serra da Capivara, que foi o local de trabalho da Niedgidon, existem registros jupestres em minas gerais, goiais, baía e tocantins, mostrando que o território brasileiro foi habitado por grupos diversos com expressões simbólicas próprias. Muitas delas ainda sendo estudadas. Em minas gerais, o parque estadual do Peru-Asu exibe paredões, configura de animais, mãos e seresíbridos, além de informações geológicas impressionantes. Em goiais, o parque arqueológico da Serra das Araras revela painéis com pinturas humanas e símbolos geométricos, datados de aproximadamente 9 mil anos. Na Bahia, o parque da Serra das Paridas em Lensóis é um outro exemplo da arte rupestre associada a sítios cerimoniais. O estado do Tocantins também abliga cavernas com registros simbólicos, e na região sul do Brasil, a sítios com inscrições do pestre exatribuídas a tradições mais recente, associadas a grupos indígenas já nos últimos milênios. Essa diversidade de registros mostra que diferentes grupos humanos ocuparam o território brasileiro ao longo de milênios, cada um com as suas linguagens visuais e prática esculturais. O Brasil é, portanto, um dos maiores acervos da arte pré-colombiana do mundo, embora ainda seja subestimado por muitos arqueólogos. Apesar de sua riqueza histórica, o sítio de arte do peste do Brasil enfrenta enormes a fios de preservação. A falta de investimentos em arqueologia, a precariedade das instituições locais e a fragilidade das políticas públicas torno esses patrimônios extremamente vulneráveis. Na Serra da Capivara, por exemplo, o parque chegou a sofrer com fechamentos, saques, vandalismo e abandono institucional. Né-Dig-Dom e sua equipe precisaram o tar por décadas para manter a pesquisa a conservação e a educação ambiental na região. O projeto da Fundação Museu do Homem Americano, criado por ela, é hoje um dos poucos centros de excelência em arqueologia no país, mas sua existência depende de doações e o financiamento é bastante irregular. Além disso, existe o risco de erosão natural, mudanças climáticas e pressão urbana, que ameaçam em sítios com deslizamentos, incêndios e poluição. A ausência de sinalização, vigilância e políticas educativas também contribui para a degradação desse patrimônio, mesmo assim a arte-rupextre brasileira existe. Ela sobreviveu por milênios às mudanças culturais e ao esquecimento. Hoje ela precisa ser reconhecida como memória viva da humanidade, não apenas pela sua antigüidade, mas por sua capacidade de nos conectar com o que é demais essencial em nós, o desejo de criar e registrar. Ao longo de milênios, o ser humano desenvolveu ferramentas, construiu cidades, atravessou o seando, escreveu tratados e ergueu templos. Mas antes de tudo isso, houve um gesto inalgural. Alguém em uma caverna silenciosa molhou os dedos em pigmento e desenhou um animal, um mamão, um símbolo. Foi ali que começou algo que nos diferencia profundamente das demais espécies. A capacidade de transformar o mundo visível em significado. As pinturas de opestres não são apenas vestígios de uma época distante, são testemunhos da condição mana em sua forma mais primitiva e ao mesmo tempo mais essencial. Se hoje admiramos essas obras, é porque elas dizem respeito a todos nós. Elas não pertencem apenas aos arqueólogos, museus ou instituições científicas. Elas pertencem ao nosso imaginário coletivo, e são lembrete de que nós somos herdeiros de uma longa limagem de criadores de sentido e de arte. O impacto das pinturas de opestres na ciência também foi muito grande. Elas forçaram a arqueologia abandonar o mito do homem primitivo e reconhecer que a inteligência simbólica, a estética e a espiritualidade são tão antiga escuanto o fogo. Como a ponto arqueólogo francesse e janclotes abriáspas, as cavernas pintadas não são apenas lugares antigos, são santuários da mente humana, monumentos daquilo que nos torna humanos, fecháspas. Além disso, as pinturas nos convidam a pensar sobre o tempo. Enquanto nossa cultura valoriza velocidade, atualização e osquecimento, a arte opestre nos lembra de que algo poderoso na permanência, aquela linha traçada a 30 mil anos sobreviveu a erosão, guerras, mudanças climáticas e gerações. Talvez ela sobreviva nós também. Mas como vimos esse legado não está garantido, o desmonte das políticas culturais, o desinteresse institucional, a destruição ambiental e o avanço da ignorância, são ameaças reais à memória rupestre. Preservar essas imagens não é apenas um dever arqueológico, é um compromisso ético nosso, com o passado e com o futuro. Pessoal, eu vou recomendar três episódios aqui do podcast que você pode procurar a inufide do história em meia hora e eles vão se vi de complemento para esse episódio que se acabou de ouvir, beleza? O primeiro episódio se chama prehistória, o segundo se chama indígenas brasileiros, e o terceiro episódio se chama prehistória do Brasil. Agora, vamos fazer aquele resumão de um minutinho para você relembrar o que você planeou hoje, vamos lá? Quando falamos em pinturas de upestre, estamos falando de manifestações artísticas produzidas pelos primeiros grupos humanos, em paredes de cavernas, rochas e abrigos naturais, datando de dezenas de milhares de anos atrás. Consideradas uma das mais antigas formas de expressão cultural da humanidade, essas pinturas surgiram no período paleolítico, embora exemplos poestereores também existam. Os registros mostram senas do cotidiano, como caçadas, retuais, danças, além de figuras, animais e seres humanos. As imagens eram feitas com pigmentos naturais, como carvão, argila e óxidos minerais, misturados, agordura ou água, aplicados com os dedos, pincés rústicos ou até mesmo soprados. Locais como as cavernas de lascou na França e Altamira na Espanha são exemplos mundialmente famosos dessas obras. Acredita-se que as pinturas não tinham apenas função decorativa, mas possuem um significado religiosos, mágicos ou simbólicos relacionados a sobrevivência e as crenças espirituais. Algumas teorias sugerem que elas eram partes
de retuais de caça, representações de mitos ou tentativas de comunicação. Essas expressões revelam a capacidade abstrata e simbólica dos primeiros seres humanos e ajudam os arqueólogos a entender melhor as suas sociedades, modos de vida e visões de mundo. As pinturas de upestre são testemunhos valiosos da sensibilidade artística e da complexidade cultural das primeiras civilizações humanas, mostrando que interpretar diferentes tipos de arte como superiores ou inferiores é algo completamente equivocado, mesmo que muitos grupos usem disso para reforçar diferentes tipos de racismo, onde as ideias do chamado Darwinismo Social, que predominou na Europa principalmente durante o século XIX e parte do século XX, e era aquisiou as culturas e as artes como as europeias sendo superiores e as africanas, asiáticas e até americanas sendo inferiores. Mas isso é um papo para uma outra meia hora. Senhorês, muito obrigado por terem ouvido até aqui. Meu nome é Peter Suárez, e sou o professor de história e você acabou de ouvir o "História e Meia Ora". Se você quiser ajudar o meu trabalho a continuar rolando e receber conteúdos exclusivos como recompensa, considera assinar a nossa campanha de financiamento coletivo, nosso apoia esse. É apoia.se/históriae-meiaora, o link está na descrição também. Com 10 reais por mês você recebe episódios exclusivos, já tem quase 200 episódios já na aplicativa do apoia e toda semana você recebe mais um. Convinte reais, além das recompensas anteriores, você também recebe acesso ao nosso clube do livro. E com 30 reais, além das recompensas que eu já falei, você recebe acesso ao meu Close Friends no Instagram, onde eu publico curiosidade histórica e estouros os dias. Se você tiver alguma dúvida em relação ao apoio, é só falar comigo através do meio e meio, que também é o meu pix. Então se quiser dar uma força, nota aí, é "histó
[email protected]". Eu comecei um canal no YouTube recentemente, o nome é "história com profe e vitroçoares". Eu estou postando vídeos de história lá, e toda sexta-feira tem um quadro que eu acho que você vai gostar, que é o "históriae em 10 minutos", que é basicamente históriae-meia ora, só que em vídeo em 10 minutos, né? Mas além disso, no canal eu faço live, exposto shorts, enfim, eu comecei agora a fazer um monte de coisa no YouTube também. Além disso, eu tenho um podcast de humor, chamado "Reinal do Jacqueline", onde eu, é o "Nícolas queirois", e "Principividani", a gente apresenta uma espécie de programas de auditório, sobre cinema, série, jogo de videogame, enfim, é bem diferente do "históriae-meiaora", mas dá uma chance que eu acho que você vai gostar. Eu tenho dois livros lançados, o primeiro é o livro do "históriae-meiaora" mesmo, e o segundo é um livro jogo de história do Brasil chamado "Oporão". O link para os dois está na descrição do episódio. Me siga nas redes sociais, numa roba profe e vitroçoares para acompanhar o meu trabalho, mas no dia adiar mesmo, tá bom? Então esse gente muito obrigado, um beijo até semana que vem! E valeu!