Go back

Paulo Passoni, Sócio do Valor Capital Group - Investindo em Mercados Públicos e Privados

72m 29s

Paulo Passoni, Sócio do Valor Capital Group - Investindo em Mercados Públicos e Privados

A conversa com Paulo Passoni aborda seus aprendizados com grandes gestores e sua evolução para investimentos em growth. Com Eric Mindell, absorveu o pensamento probabilístico, aplicável a investimentos e decisões de vida, e a importância de reunir talentos excepcionais. Na Third Point, Dan Loeb lhe ensinou a franqueza direta, a análise meticulosa dos próprios erros como ferramenta de aprendizado e a liberdade para buscar oportunidades criativas em nichos, essencial para obter retornos em um mercado latino-americano desfavorável. Sua transição para o growth é guiada por uma mentalidade focada em identificar empresas com potencial claro de IPO a longo prazo, avaliando o tamanho do mercado, estratégias de expansão internacional e, principalmente, fundadores obcecados em construir negócios duradouros. Passoni também discute a dinâmica entre ser generalista e especialista, defendendo uma combinação em equipes, e reflete sobre tomada de decisão, preferindo agir com cerca de 80% de convicção enquanto considera tanto os riscos de ação quanto os de omissão.

Transcription

11369 Words, 62537 Characters

Portuguese
[Música] Esse é o Atrás do Retorno, um espaço de diálogo e exploração sobre arte e a ciência de investir. Eu sou o Julho Vasconcelos e nesse episódio eu converse com Paulo Passone. O Paulo é sócio e redinvestimento em growth da valor capital e teve passagens também pelo Softbank, Thirdpoint e Itempark. Dentre outras coisas, falamos os aprendizados que teve com grandes gestores com quem trabalhou, sua migração de public factories para growth e como pensar em valuations. E agora, fiquem com nossa conversa com Paulo Passone. Julho Vasconcelos é sócio e fundador do fundo de ventica e apreu Atlântico. Todas as opiniões compartilhadas são pessoais e não refletem no posicionamento insto-senal do fundo. O conteúdo do podcast tem fundes educacionais e não deve ser tomado como orientação de investimento. Paulo, bem-vindo. Pegada aqui para participar. Você começou a sua carreira no Morgan Stanley e depois foi oferecer o MBA em Harvard. E logo depois disso, você entrou para Itempark do Eric Mendes. Eu sei que você já falou que o Eric é uma das pessoas que pensam de forma mais dinâmica que você já viu e também uma das pessoas mais inteligentes com quem você já trabalhou. O que você aprendeu com o Eric e no seu tempo lá? O Eric trabalhou junto com um caráxio chamado Robert Rubin. O Robert Rubin foi secretário ex-intisor americano da época do Clinton e ele escreveu um livro chamado Yellow Pad. Antes de eu entrar na Itempark, eu li o livro. E qualquer ideia do livro que tudo em qualquer decisão pode ser resumida em cenários, em probabilidades que você põe nesse cenário. E você está tentando fazer decisões que têm retorno aos esperados positivos e muito bons. O que quer dizer um retorno esperado positivo? Sem dúvida nenhuma, você pode errar. Mas o acerto se descer, ele paga em termos esperados pelo erro. Então esse é um ponto chave. Que é uma forma que eu chamo de "prouba belística", de pensar. Por exemplo, se você comprar um bom da vale e um bom tem um último material de 9% ou 9%. Qual é o seu retorno? A maioria das pessoas eu falava 9%, não é 9%. 9% é tudo certo. Tem uma polaridade de 3%, 4% da vale quebrar. E se ela quebrar, você perde metade do seu dinheiro. Então você coloca isso na conta e o retorno esperado vai ser menor do que 9. Essa maneira de pensar de forma probabilística, ela se aplica todos os tipos de investimento. E não só isso, ela se aplica todos os tipos de decisão na sua vida. Acho que o livro do Robert Rubin explica muito bem porque que os Estados Unidos ajudou o mércio na pequena crisis. Que quando você seme uma bancária mexicana quebrou. Por que que os Estados Unidos ajudou? Que ele teria que lidar com uma habilidade muito alta com problemas de migração gigante. Então o médico era um país estratégico com os Estados Unidos. Por isso, os Estados Unidos fez essa decisão de usar o dinheiro público-americano para ajudar o mércio. Então essa maneira de pensar probabilística é uma maneira que vale problemas no lado público, no lado privado, de investimento ou de empresas. E essa maneira de pensar de forma estatística é uma maneira que diferencia muitos empreendedores. Pensando netflix, por exemplo, ou em qualquer negócio que eu feito com dados, ele é por definição. Ele é um negócio de pensa de forma estatística, de forma determinística. Então esse é o grande aprendizado do Eric Minda, de que se aplica com qualquer coisa na vida. Outra coisa que eu aprendi com o Eric, e que a reputação dele de ser um cara brilhante, só atrair a gente brilhante. Então a densidade de talento na Itam Park naquela época era impressionante. Por exemplo, Francisco Álvares da Riverwood trabalhou comigo a, foi lá e montou a River depois. Tem várias exemplos de pessoas que saíram de lá e fizeram coisas muito bacanas depois. Comforme a densidade de talento vai melhorando, você consegue construir empresas de investimentos diferenciadas. As empresas de investimento são simplesmente um resumo da habilidade dessas lugares a atrairem a gente boa. Depois da Itam Park, você foi para Third Point, né, do Dan Loeb. Eu comecei a pouco com o Dan, perguntou um pouco do seu tempo lá. E ele sugiriu que perguntasse para você de uma das condições que ele fez para você poder trabalhar lá. Era você correr um triato e contou uma história de que você começou a correr se elas primeiros 100 metros. E o seu batimento cardíaco foi a 180 noventa. É foda-lo, para, para, para. Achei curiosa a situação, mas eu iria pedir para você refletir um pouco de como você recebeu essa demanda dele, que passou a nossa cabeça e o que você acha que isso demonstra do tipo de pessoa que o Dan é. Não só do tipo de pessoa que o Dan é, mas quem eu sou também, né. Imagina se está no meio da entrevista. E o cara fala sempre "Você beleza? Você vai vir trabalhar aqui, mas está guardando para cacete? Se você não emagrecer, você é morrer." Então, eu te dou a oferta com tudo que você faça no triato, onde há 6 meses. Eu falei "Porra, Dan, eu nunca nunca na minha vida. Eu vou andar de bicicleta, você quiser, eu não vou andar de bicicleta, você é mais. Não, não, vamos correr, vamos correr, eu falei "Pô, vamos lá." E aí, 10 segundos na corrida, eu estava morrendo, óbvio, óbvio, eu estava morrendo. Mas o que eu gostei do Dan? O onboarding que o Dan fez comigo na terpoint, mostra quem ele é. Ele gastou um tempo muito grande comigo, pessoalmente, na minha vida pessoal. Eu fui fazer jujitsu com o Dan. Ele me dava livre para ler, que ele for a hour, work week. Ele me deu esse livro para ler, eu fiquei super assim, o que ele quer dizer com isso, porque eu não quer que eu trabalhe. Então, eu vi no Dan um cara muito curioso e muito interessado no meu desenvolvimento pessoal. E isso era super valioso, super valioso, meu. E, no mais adiante, né, que eu aprendi com o Dan, é um cara extremamente direto. Novamente, se você vê um padrão aqui, eu gosto de gente direto. Eu não gosto de gente que não fala as coisas na lata. Acho que é muito ineficiente você não cediré. Isso vem com os custos de tempos em tempos, mas é uma preferência pessoal minha. E o Dan sempre foi extremamente direto, extremamente direto, com todo o time. E uma das coisas que eu aprendi com ele foi a importância de eu entender o meu erro. E, de forma até quase religiosa, você marcar esse erro em você para você não faz ele de novo. Então, qualquer ideia. Toda vez que eu comitia um erro, eu mandava um e-mail para a firma comum todo e falando "Ah, eu enrei por causa disso, disso disso disso". Talvez alguns de vocês aprendam com o meu erro e não façam o meu erro. Era para todos os investment professionals da PowerPoint. O que eu enxergava no Dan? Quem não conseguia pensar nos seus erros, ele não perdoava. Quem conseguia pensar nos seus erros, ele perdoava. Então, isso era um elemento muito interessante de trabalhar no PowerPoint. O segundo é como ele deixava você tomar risco, ele deixava você ser criativo e fazer coisas diferentes. Um certo controle, obviamente, mas ele não era totalmente fechado em relação à maneira que você poderia ganhar dinheiro. Isso me permitiu o secretivo na América Latina e focar em nichos na época que estavam dando dinheiro no mercado horroroso. Quando eu do dia que eu entrei na PowerPoint, até o dia que eu saí da PowerPoint, o MSA e Latina America, que é um pounded a menos 11% ao ano em dólares. Se eu tivesse só surfado ao mercado, teria prejudginho. Os meus peers americanos estavam surfando o S&P 500, estava dando 15% positivo ao ano, no mesmo período. Então, imagine, você trabalha lá e tem, produzir retornos em dólar. Um mercado está bom banho ou um desastre total por causa do preço dos comandos. Eu tive que achar novos nichos. Foi fazer a situação da Argentina, do Rô da Autor da Elliot, quando a Elliot estava bloqueando a Argentina de emitir bons no mercado internacional. Aí teve a lição do Máquio, a gente deu sorte entre aspas. Tivemos um situação e eu focava muito em IPO. Tinha um dois tipos de IPO que davam dinheiro, privatizações no Brasil ou presa de autocricimento. O que não dava muito dinheiro era uma situação do meio, nenhum nem outro. Esse negócio de growth foi me levando a mercado livre, foi me levando a outras ideias, que uma vez que eu entendi o que era necessário para você investir nessas empresas, que era uma mentalidade muito mais de longo prazo, aí eu falei "Porto, preciso fazer outra coisa da vida". Eu tentei montar um fundo de perverécoredência do dator.com, com uma benção do Dan, um brand do Dan, tentei umas três vezes, ele falou "Não, três vezes". E foi aí que eu resolvi sair para montar a Turinots. Foi assim que eu fui para nada. na no soft bank eu saí pra montar um fundo de praverécone pra investir em empresas listadas e não listadas na América Latina com uma estrutura de capital permanente não capital de longo prazo na dez anos e foi assim que depois de montar um time logo na sequência veio o soft bank com o interesse de investir na região nós tivemos já tava montado o time foi pra dentro do soft bank foi um pouco a história aqui quero falar um pouco de aprendizados da época de soft bank mas antes eu queria falar um pouco mais sobre a transição né de você de todo o que é a curiosidade mais pra o lado de growth acorde e quando eu conversei com o Eric Mendett sobre você ele falou que essa pergunta é uma banda que ele tem que ele queria ouvir um pouco do seu aprendizado eu acho que tem uma diferença enorme você investir em uma empresa no cd e esse precede ou não e e você investindo na série b cd qualquer diferença o entry price quando você entra no cd precede se você tiver um a exeta 200 milhões de dólares 300 milhões de dólares o retorno é bom não é excepcional mas é bom se o seu é um investidor de growth e entra a 100 200 milhões de dólares esse é exaterpéssimo não é ruim você tem seu dinheiro de volta mas você não ganha dinheiro o meu modelo mental para o grow factory são empresas que podem chegar a fazer um IPO nunca dizer que você tá mas sem isso você capeia o retorno e você capiando os grandes vencedores você não tem uma matemática que funciona para o fundo de growth então vamos por exemplo prático que o meu fundo de growth tem tudo valor são 12 investimentos o meu modelo mental é por quais empresas podem ser nesta credit daqui a 5 dez anos primamente você tá 4 ou 5 tá de que vão chegar lá as outras vão acabar sendo vendidas numa situação de menei como coisa assim sem essas 4 5 com um IPO um múltiplo de IPO um múltiplo de empresa ali salem bolsa o retorno do fundo seria péssimo seria mediu mediu que entre aspas então acho que essa mentalidade que aprendi de pelo que marketing é super relevante na hora de escolher qual cavalo eu acho que consegue chegar lá e aí tem algumas atributos e cavalo quais mercados interessáveis são grandes suficientes para o mercado de empresa listada uma empresa de software sem chegar pelo menos em 250 mil de dólares de receita se você é uma empresa não de software sem chegar pelo menos 500 mil de dólares de receita então quais tipos de negócio permitem você chegar lá segunda é se você não tá no Brasil como é que você vai chegar lá então tipo muitas vezes a gente faz investimento no empresa no México com o intuito de trazer lá pro Brasil exatamente por causa disso então acho que esse é um ponto super relevante a terceira coisa é quando você senta com um management e você imagina esse management e fazer no IPO Roadshow se você for esses caras aqui como que vão ser carados pelo mercado público eu acho que o mercado público tem vários tipos de founders não tô pedindo para os founders também igual sem founders super técnicos tem founders muito bem comerciais acho que tem um pouco de tudo mas o que eu tô procurando são pessoas que são obcecadas por construir um negócio durante 40 anos não para um quick-win eu acho que todo mundo começa uma startup com a cabeça que vai ficar no negócio 40 anos todo mundo agora passa cinco anos de de montanha rússia cansa cansa então a maioria muito a dia que a maioria dos founders se tiver um accê de 200 centros de mil e de dólares e colocar um dinheiro bom no bolso onde dinheiro no bolso vai para a próxima vai curtir um pouco a vida vai curtir a família normal isso mas não é isso que eu tô procurando eu tô procurando o cermo alto no desavida eu tô procurando os fundadores que sabem que vão fazer isso por essa vida são meu obcecados de forma irracional então é isso que eu tô frio filtrando um pouquinho quando eu tô encontrando as pessoas não vai ajudar que as pessoas vão vão ver esse podcast e vão tentar game the system from now on mas só para explicar um pouco de do que tinha ouvido mercado público e o que eu tenho aplicado mercado público para o mercado privado são essas características tá tem uma outra coisa que eu respondaria para o Eric jukeu seguinte tem dois tipos de pessoas na vida tem os generalistas e tem os especialistas eu sou um generalista em tipo de investimento na itnafasia investimentos privadas na terponte públicos agora eu faço privado de novo já fiz investimento infraestrutura em distress em bons em ecuris já fiz um pouco de tudo real estate já fiz um já fiz todos os tipos de investimento então eu acho que essa mentalidade de pensar ela gera uma vantagem de você conseguir conectar várias tipos de pensamento na hora de tomar a decisão mas você nunca é tão bom naquele negócio específico quanto um especialista por um lado você não se sente obrigado de fazer aquele negócio porque se não é especialista um prôdo especialista que se não tiver nada para fazer naquele segmento o especialista vai fazer algo enquanto o generalista vai olhar para que ele negócio falar pô não precisa fazer nada aqui acho que a cabeça do generalista é algo que vem da minha experiência da terponte vem de trabalhar com o próprio Eric vem de do meu contexto de vida a única coisa que eu sou um especialista é na América Latina é a única coisa que eu sou um especialista e eu não estou escutando você falar que você acha que é um é melhor do que o outro graça da sua falando que são diferentes e aí pensando um pouco em equipe você acha que a equipe deve ser todo mundo generalista vamos especialista ou você constrói uma equipe que tem um pouco dos dois não é a época do sofa que a gente construiu uma equipe que tinha os dois o Carlos Medeiros por exemplo era uma especialista em Fintech você tinha um resto de timbrea muito generalista dentro da do valor a gente contratou a Ana Coltinho que é uma especialista em balança de empresas ela vai na empresa e tem que ter escutural balança de uma forma mais inteligente seja uma securização seja a estrutura de capital dessa empresa na na na hora do growth eu acho que ela é uma especialista que é adiciona um valor enorme para as empresas então é acho que tem que ter uma combinação dos especialistas com generalistas o time de early stage do valor por exemplo onde estou organizado por e por por verticais vertical de Fintech vertical de Climand vertical de blockchain etc então acho que ter o valor de ter especialistas e acho que você combinar o generalista com especialista é o melhor dos mundos agora o Decision Maker o portfolio manager eu prefiro um idade dinheiro para um portfolio manager que é um generalista do que é um especialista um rara as exceções por exemplo eu nunca daria dinheiro para um generalista investir em baiotec que é um setor que eu não conseguiria nem fazer as perguntas profundador o desafio do generalismo é que com frequência você acaba se encontrando fora da sua zora de competência como que você faz para julgar o seu nível de convicção sobre o investimento e se você está pronto para tomar uma decisão a boa pergunta eu tenho o meu meu idade suficiente para saber que eu nunca sei tudo então nada é certo para mim nada tem um problema de 100% nada zero por cento das coisas a vida tem problema de 100% o meu modelo mental é quando eu cheguei a 80% de probabilidade de confiança eu faço a post então eu sei que tem algo ainda não muito respondido mas se eu tenho se ela vai subir nessa probabilidade na minha cabeça ela chega a uns 80 eu faço a post porque tem o custo de eu não fazer a posta essa posta dá muito certo esse é o erro tipo 2 as pessoas não pensam no erro tipo 2 eu penso muito no erro tipo 2 que é o que eu deixei de fazer que poderia ter sido um grande sucesso tem duas mentalidades diferentes nisso tem muitos investidores que só pensam no erro tipo 1 e minimiza um erro tipo 1 e são muito bem decididos muito bem decididos e eu tendo a de forma intelectual a branche o escopo para erro tipo 1 e erro tipo 2 então eu tendo a fazer a posta um pouquinho mais a escadas e como que você consegue medir a sua capacidade de julgar esse nível de convicção perfeito acho que vem muito de já ter feito 200 decisões de investimentos na vida e e e e colocar isso no liquidificador e falar assim porra esse negócio aqui parece 80% de probabilidade mas para ser sincero com você não é científico é ontem um lado aqui que é difícil explicar para os outros tá tem um fundo na negla terras chamado Marshall Ways e Marshall Ways mandava uma pesquisa para o pessoal que faz ecoriceios que vem de ações para clientes como eu né a pedater point e pergunte a brilhada [MÚSICA DE FUNDO] de uma ideia. Me fala aí, qual que é o grau de convicção essa ideia? É alto, médio ou baixo. Então, se fosse baixo, obviamente que o retorno esperado desse tipo de derro, e, porque como flipar uma moeda, pode dar cara, pode dar coroa. Agora, o interessante desse estudo é que ele mostrou que as coisas que tinham convicção média, tinham um retorno, um alfa muito maior do que as coisas com convicção alta. E por que isso aconteceu? Porque acontece seguinte, quando eu tenho convicção alta, é que você não vê nenhum risco. Então, você vê um. Se acho que é quase certeza que o mesmo vai acontecer, vamos lá, vai dar certo e tal. Quando você tem convicção média, é que você entendeu que pode dar muito errado. E muitas, muito provavelmente os outros entenderam isso também. Quer dizer que aquele risco está no preço. Enquanto que, quando todo mundo tem convicção altíssima, aquele risco que ninguém está vendo não está no preço. Então, isso na média já era engraçada, porque na média, como o grau de convicção média, tem um retorno esperado maior. Isso reflete no nosso setor, que é o seguinte. Imagina o Comitê de Investimento do Airbnb. Se você. Os investidores que investiram no Airbnb precisar sem de consenso dentro das suas firmas de investimento, tenho certeza que não rolavam o investimento. Provento foi um dos sócios que falou "Pois, não é o Soundscrazy, mas eu tenho um gatilinha que se aporra vai dar certo". E foi lá e faz o investimento. A despeito do. Provento. O resto da part. Provento olhava o cara e falou "Você está maluco que a lugar o seu carro estiver da certo". Então, esse é um ponto que eu acho que reflete um pouco essa mesma mentalidade. Acho que é um ponto importante. Esse negócio de você achar que você tem que ter 100% de convicção, talvez você não entendeu o problema. Esse é um ponto, Chavis. Você contou que você estava montando a sua própria firma de investimento, né, a Turlinoss, quando o SoftPank baterou a sua porta e trouxe vocês para tocar a operação do SoftPank na América Latina. A pessoa que fez isso foi o Marcelo Clavory, né, que na época era número 2, o SoftPank estava como se o da Sprint, um empreendedor e executivo de muito sucesso. Como foi trabalhar com Marcelo e que você viu que ele trouxe talvez dessa experiência operacional, agora, da primeira vez está sentada na cadeira de investidor e quem se aprendeu com ele? A primeira coisa que eu não tenho em Marcelo é o quão duro ele trabalhava, né? Tipo, nunca trabalhei com um cara aqui e trabalhava todos os dias a semana. É o mesmo na época de Eric Mendes, o tio de Thor Point. O grau de intensidade do Marcelo era maior. A segunda coisa com organizado, Marcelo era para revisar as coisas e ter certeza que as coisas estavam acontecendo. Ele era muito mais organizado do que os investidores para quem eu tinha trabalhado antes, porque ele vinha de um background mais operacional. A terceira coisa que eu aprendi com Marcelo ao longo do tempo é a habilidade dele de criar momentos nas coisas. Então ele consegue fazer uma pedra de duas toneladas, começar a rolar. Onde a pedra vai acabar não sei, mas o que ele consegue fazer a pedra começar a rolar consegue. Como que ele faz isso? Como que ele era esse momento alunada? Eu acho que a primeira coisa. Eu acho que é mais fácil fazer uma coisa grande transformacional do que fazer uma coisa pequena que ninguém está nem aí. Então aquela tarefa que parece mais impossível no fundo é mais fácil. Então, mas a cabeça dele. Acho que ele é um vendedor nato. Ele sabe exatamente o que vai fazer a pessoa do outro lado, se importar como você está falando. E muitas vezes uma pessoa do outro lado vai se importar com o negócio grande, do que eu ou no nosso pequeno. Então ele é muito bom de fazer essas coisas. A gente já falou no passado da maldição do vencedor no inglês, o WinnersCurs. E sobrem momentos como 2021, em que especialmente em Private Equity e Venture Capital você tem que pagar o preço que o mercado está praticando naquele momento. Ou você fica fora do investimento. Como que você pensa sobre o tema de valuation e essa decisão de acesso ou não acesso e como atuar em um cenário de mercado aquecido? Acho que nenhum investidor do nosso tipo deveria praticar Market Timing. Se não deveria tentar falar assim, agora é visual muito, agora é isso pouco. Você deveria investir de uma forma constant. Agora o que vai acontecer se você aplicar essa metodologia que eu te falei que é cenários, daqui a 5 a 10 anos, quando que eu paro o cenário. Quando a empresa fica pintável e quando ela tem um metachode de crescimento mais lor normalizada, é 20,30% ao ano. Nesse momento eu paro análise. Uma série B, vou para a análise no ano 8, não põe a pior, vou para a análise no ano 4. Então depende quanto tempo falta para chegar nesse momento de maturação. Você vai fazer cenário. Você vai até se achar que o queijo do management é razoável. Você vai utilizar o queijo do management. Quando investindo na VTX, o queijo da VTX do management é super razoável. Eles viram crescendo, 30% ao ano e continuavam crescendo 30% ao ano no modelo deles. A primeira empresa que eu conheço que está sendo honesta em relação às projeções. Então nesse caso eu dei um valor para essa projeção deles. Quando o cara fala que o ano passado cresceu 50, mas o ano que vem vai crescer 100, vai continuar crescendo 100 durante 5 anos seguidos. Então eu dô nos conto grande em relação a isso que eu sei que na vida é muito provável que isso aconteça. O quanto desconto deu nas projeções, depende não só da de com bom o track record da empresa, mas o tamanho desse mercado. O quanto tempo demora para você penetrar uma fatia significativa desse mercado? Muito bem. Fazendo as análises e concenários e colocando probabilidades nesses casos que é subjetivo mas informado pela minha história de investidor, eu trago isso a valor presente com uma taxa esperada. Essa taxa esperada para a gente no growth é 35% ao ano. Então isso vai dar um valor atual que vai dar um múltiplo de entrada atual. Eu me pergunto que aqui múltiplo as empresas estão sendo negociadas hoje. É maior ao menor do que esse múltiplo de entrada que estou calculando. É só um send-in check, mas não é um driver. E o que vai acontecer? Vou perder muitos dias. Porque, porque, pontos pessoas não vão fazer análise. Então, o que estou percebendo agora é que a gente, por exemplo, pode já ter três term-sheets que entra em uma nova ação e já perdeu um. Que eu acho ótimo. É um bom sinal. Se não te vai perdendo dias no growth, temos coisa errada com o seu modelo de persificação. Exatamente pelo Windows Curse que você falou, exatamente pela múltição do ganhador. Então, uma das manenas de vocês calibrar, se você está fazendo as coisas correitas, não é perdendo de ó, de tempos intempos. Principalmente, por Valio Aixo. Falando um pouco de empreendedores, eu conclui ser com vários empreendedores em quem você investiu, em quem você está no conselho e perontei um pouco sobre você. O mundo falou muito bem. E principalmente falaram de que, quando você saiu do soft bank, você continuou envolvido em muitos os conselhos. Por conta própria, porque ele é ajudar, querer dedicar seu tempo ao sucesso daquela empresa. E eu queria pensar, talvez, um pouco de forma, um pouco mais ampla, assim, de como você aborda essa questão de relacionamento com os empreendedores. Qual é a sua referência para isso? E como você se vê agregando mais valor para as empresas, para os empreendedores? Para mim, não tem muita diferença de ter minha palavra e um contrato. Se eu dei a minha palavra para alguém, eu vou seguir. Então, quando eu investi nessas empreendedores, não sou of bank, eu falei, eu vou te ajudar. Porque eu saí do soft bank, está errado abandonar o cara. Então, eu acho que a primeira lugar é essa mentalidade. Eu falei para você, que eu vou fazer um negócio e vou fazer esse negócio. Você pode não querer que eu tenha com você, totalmente eu sou decisão, mas se quiser, eu estou aqui de graça. Então, foi um pouco a minha lógica de continuar ajudando. A segunda lógica é continuar dividindo o conhecimento com os empreendedores. Então, eu tenho um grupo de WhatsApp que eu fiquei mandando coisa que eu ouvejo interessante ou de vida na hora. Terceira coisa é porra, está me cuidando com alguma coisa. Por exemplo, Silicon Valley Bank. É um negócio que eu vim no Twitter de um short seller, que eu sigo desde a época da terponte, que falou que eu ia quebrar em novembro. E eu vi uma análise de que o cara que eu não sabia estar acertada, mas eu falei porra. Se esse análise a gente tiver certa, você perda sua grana lá. Se ela tiver rada, você fica com o mesmo dinheiro que você tem hoje. Então, o Rescrew Order, o valor esperado era horrível. Só podia ser da um site, não tinha a website. Então, eu falei, "Pô, tira sua grana aí". Então, foi uma hora que um pouco os empreendedores ouviram na época, mas eles lembraram dessa discussão na hora que o SM começou a implodir. E tiraram dinheiro na hora. E o contraste disso, falam alguns vcs, falam por eles deixar em dinheiro lá. Porque eles tinham um relacionamento com esse bebido muito forte. O fundo tinha a lavancagem da CVB, na física os gestores tinham em préstimos, com a CVB. Então o modelo da subi achava que era um modelo construído muito em confuso de interesse que eu via como um programático. - O dinheiro, o que você vai falar? - É um cara chamado Mark Road, que trabalhou na terapoint. Como é que eu agrego valor? Eu acho que eu sou investidor, eu agrego valor de um capra no location, decisions. O que são capra no location de decisions? São uma mn, uma decisão de você focar e uma das unidades de negócios que tem um inencomename que se interessante. E muitas vezes essa vingidade de negócios é interessante, ela viu de um mn passado. Mas você continua alocando o capital no core business. A respeito da do CmNN que foi adquirido tem um ontem-videocaco muito maior. Por que você faz isso? Não faz sentido nenhum. Na terceira maneira que eu ajudo é. Eu acredito muito no poder de um relacionamento honesto e verdadeiro. Todo mundo sabe que está todo mundo convidado para venir a minha casa para a sua afirma do seu amigo e a sua família. Por que eu faço isso? Porque você não conheceu você pessoalmente? Você não me conheceu pessoalmente? Qual a chance de você me ouvir? Qual a chance de você me falar a verdade? Você me fala a verdade, nunca sei que eu te dá o Advice Correto. Isso trabalha um por um sem conhecer as pessoas, não quer dizer que eu consegui fazer isso com todo mundo. As pessoas com quem eu consigo fazer isso, o relacionamento muda de patamar. E aí eu consigo ser um melhor advisor. A terceira coisa. Muitas vezes os fundadores sabem que precisam trocar o level. O level funciona em diferentes momentos para diferentes fases da empresa. Mas se você não fizer um upgrade constante, você não vai conseguir uma empresa pronta para o seu valor. E esse processo é um processo difícil para o founder. Porque alguém que acreditou nela e quando ele não era nada, ele vai ter que falar para o cara e fazer outra coisa. Difícil para cacete. Eu me vejo fazendo um papel meio de ajudar no cara a assistir bem com ele mesmo e entender porque ele precisa fazer aquele negócio. E não é fácil, não é fácil essa decisão para a maioria dos fundadores. E a terceira coisa é meio que assim, você vai levantar capital, beleza, vamos fazer aqui um mock presentation. Deixa eu ver como é que você está pitting. Tu estão acostumado a ouvir os pitches, então muitas vezes o empreendedor não consegue explicar a própria empresa para outros. Infelizmente, assim tem muita gente que não é feito para ser public speaker ou para pit. Porque ele é feito para executar para construir um negócio. Então em alguns casos eu consigo ajudar nesse lado. Agora, tenho um lance assim, eu sempre dou minha opinião, minha opinião pode dar errada. Mas eu prefiro dar minha opinião numa discussão do que eu fico caceto. Eu acho que faz parte do debate daquele ponto ter inputs diferentes pessoas com background difference. Se eu ficar caceto, o fundador não vai ter uma visão. Então uma decisão é o founder. Esse é o onteshave. Paulo, o que te levou a decidir se juntar ao soft bank? É uma situação meio esquisita, porque eu tinha dois sócios na época, o Mateus e o André. Eu não queria ir, porque eu esperei 20 anos para começar o meu fundo. Eu sabia que o soft bank era um gigante, mas eu ia parar o meu sonho para parecer um doce mais gostoso entre aspas. Eu queria continuar o que eu tinha começado. Mas dentro da parceria, um dos sócios falou "eu quero ir para lá, não importa, para lá". E aí a gente já tinha feito o marketing do fundo com os três. E a gente tinha até um problema enorme, né? Que uma dos três, não tinha já faz parte do negócio. Eu achava que a Torinatsu ia dar errado naquele momento. E eu falei "porra, entre a Torinatsu danerrado e essa oportunidade de transformar a região, eu prefiro ir para a oportunidade de transformar a região". Assim que eu parava no soft bank. Meio que é um jogo de chadreis, onde eu perdi o jogo. Tomei um chat aqui Mate. Agora, como tudo na vida tem coisas que vem pro bem. Sem ter ido para o soft bank, eu não teria entendido o ecossistema de fundas de venture, não teria entendido os empreendedores, não teria te dão um acento que me permitiu a construir relacionamentos super bons, com os empreendedores com quem ajudei, não todos, mas a grande maioria. Então eu diria para você que foi uma dadeiva entre aspas, tá? Eu não entendi antes de entrar no ecossistema que o meu network, no adoprivado para venture e growth, não era tão bom que o tu achava. Não achava que simplesmente a minha reputação como investidor de IPOs, a minha ajudaria a entrar em qualquer empresa, não é verdade. Tinha algo que você feita ainda entre aspas. A cadeira de soft bank foi uma cadeira que me abriu muitas portas, que todo mundo queria falar com soft bank, obviamente porque ele tinha muito dinheiro. Então isso foi algo que sem entender deu certo entre aspas. Em feiti, acho que a outra coisa que também se deve ter levado do soft bank foi de ter exposição a, talvez uma das figuras mais impactantes do mundo de tecnologia, que é o massa-eroxição, massa. O que você aprendeu observando massa, interagindo com ele, o que você leva com você? De falar uma coisa. duas coisas interessantes sobre massa, uma inesperada e outra interessante. A interessante é que desde o começo ele falava de AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e AI, e a sensação que a Nadi era apiada, quase assim. Todo mundo era apreio e falando porque ele tá falando que essa merda não existe ainda, então. Isso é um negócio tão bom, pode fazer big day, mas. a gente me conseguia conectar os pontos da forma que o massa já havia conectado naquele momento. Essa é uma parte interessante, com o visionário, cara. Ao mesmo tempo dele ser visionário, quando eu falava com ele, essa venha surpresa. Ele me lembrava muito do Dan Love, do Eric Mendes. Extremamente racional, extremamente racional, zero, sun cost effect. Se ele fizer um erro, esse erro não impacta as decisões dele na magia. Ele tá nem aí. Essa mentalidade é de um investidor de mercado público, não um investidor de privates, que sempre resolveu o problema que ele fez. Tudo bem que massa. todo mundo faz erros, acho que é normal. Agora, vale lembrar que o cara saiu do zero. Então, algo correto ele tá fazendo, né? Por exemplo, tem uma analogia muito interessante, que a gente tava investindo no Intel. Tem um grande investidor no Intel, que era o monstro do Leblon, que é o cara que sempre comprava a ser um pacarema em Margen, e era um maior das senhores da Intel, que era a volatilidade dação do Intel. O excelente investidor também, mas a diferença aqui, a estrutura do balanço do massa, é de super de longo prazo. Ele emitiu bons em EN, no mercado de variejo de japonês, 10 anos plus. Ele não tá tendo chamada de magia. Ele tem um pouco de morgem longo, mas é um pedaço pequeno da Lavancagem do South Bank. O maior parte do Lavancagem do South Bank é a feita de um algopraso. As pessoas acham que o massa apostou tudo no Vision Fund, não foi isso. Ele colocou 30 bilhões de 300, ele colocou 10% dos ativos. Como Force Laws do Vision Fund, que era 100 bilhões. Então, isso tudo que o Lavanc não é público. Então, assim, ele apostou 10% no portfólio diversificado de ativos. E a única coisa que ele fez diferente foi ter dado isso como Force Laws pra ter 30% do outside. Então, assim, a cabeça dele é uma cabeça que entende risco. Então, assim, as pessoas acham que é o contrário. Agora, o cara ficou tão grande que as apostas são multiblionárias, parece maluco, mas essa maneira encorreta de pensar. Sem pensar em percentual dos ativos. Divinque todas as pessoas esquecem que eles têm que pensar de forma porcentual e não de forma absoluta. A ótica dificuldade, obviamente, é que quanto maior o seu fundo de investimento ou sua firma de investimento fica, mais difícil achar lefantes. É muito mais difícil investir 100 mil dólares em uma posição do que investir em 30. Isso faz com que você vá para uma estratégia mais warm-up. Que é a estratégia de ao invés de procurar coisas super baratas de ativos mais ou menos, é melhor você pagar um preço justo por empresas espetaculares. Eu acho que, quando você fica grande, tem que pensar de forma percentual, mas lembrar que o número de oportunidades de coisas espetaculares, ponto maior, o cheque é menor. Você comentou que um dos grandes aprendizados que entrar no soft bank de eu foi entender melhor como esse mundo de Ventio Capital funciona. No último pico de mercado vimos vários investidores de public equities se aventurarem em investimentos de Ventio Capital. Quais você acha que foram os grandes equívocos dos investidores de public que investiram nessa classe de ativos sem entender ela bem? Bom, pergunto. O que eu vi acontecer, Julio, foi o seguinte, né? Os investidores de public factories adotaram uma filosofia simplista de que "porra, sem empresa no mercado da boa, no mercado da boa". do público vale 20 vezes a receita. Então se eu investir 18 vezes a receita no mercado privado, tô bem. É uma arbitragem entre aspas. E na mais que não se pensa em ajustado por crescimento, porque o ventinho precisa de listada, está crescendo na 50% ao ano e assim precisa privada de 18 vezes sem investir, então é que você nasce em 100% ao ano. Então ajustado ao crescimento, está comprando negócio entre aspas mais barato. Isso foi o grande erro de 2021, né, 2021. Então, porque era um momento onde os múltiplos estavam inflados e na hora de sair, você vai sair a 20 vezes earnings. 20 vezes earnings dá 5 vezes a receita, não dá, 20 vezes a receita. Então realmente foi uma maneira de pensar que ignorou o fato de que um mercado público ele tem ciclos e aquele ciclo era um ciclo totalmente fora da história do mercado de capital. Então hoje em dia, dentro do valor, a cenário base, 15 e 20 vezes earnings. cenário otimista, 30 vezes earnings, cenário PCista, percumidade do meu dinheiro, pelo menos. Então essa é uma ajuste para não deixar isso acontecer, porque se você sente falar 15 vezes earnings, você vai errar muito pouco no valor dessa empresa lá na frente, porque o múltiplo implícito de você calcular o valor de uma empresa por receita pode dar um negócio totalmente estratosférico. E mesmo hoje em dia eu vejo muita gente errando nesse aspecto. Então eu acho que esse erro ainda não foi totalmente corrigido. Você começou a sua carreira em grandes casas de investimentos Estados Unidos. Por que você eventualmente decidiu focar sua carreira na América Latina? É, essa é uma boa pergunta que eu nunca soube responder, Julio. Porque não faz muito sentido mesmo, eu tenho uma brincadeira, meus colegas americâis jogam videogame no is e me uns sabem. E a gente na América Latina joga videogame no hard, tem por tudo. Eu não sei, acho que a resposta para esse momento é assim a ver com a minha vontade de meio que give back assim para o Brasil, sabe? Pelo menos a história pessoal, pelo que eu tenho tido muita sorte na vida e eu sempre quis investir de volta na América Latina porque eu sou do Brasil, sou da região. Agora, nesse setor que a gente trabalha, o setor de venture e o setor de growth, eu diria para você que as oportunidades da América Latina onde são melhores aqui nos Estados Unidos, pelo simples fato da competição ser muito menor aqui nos Estados Unidos. Quando os fundos na América Latina têm mais 100 milhões de dólares, 12 fundos na América Latina têm mais 100 milhões de dólares. Quando os fundos têm mais 100 milhões de dólares de Estados Unidos, 650. É óbvio que o mercado americano é maior, mas ele não é 650 para 12. Então acho que a gente tem uma oportunidade muito grande pelo fato de ter menos competição na região. Eu acho que um dos maiores desafios de qualquer investidor é você entender o que importa e o que não importa, para informar a decisão sobre a proposta do investimento. Como você pensa sobre isso? Acho que essa diferença entre uma analista e um portfolio manager. O analista faz um checklist e passa item por item, faz um modelo extremamente completo. Muitas vezes não conseguem entender nesse modelo com a variável chave, porque não consegue zoom out. O portfolio manager consegue fazer o checklist inteiro, porque é importante fazer o checklist. Agora, faz de falar de tudo que eu olhei, essa é a variável chave. Normalmente é uma ou duas, no máximo. Isso é o chamado Judgment, é o bom sensor das pessoas. E a verdade é pouquíssimas pessoas têm isso. Se não, era muito fácil ser gradual uma analista para o portfolio manager. Isso é na verdade a história de qualquer tipo de investimento, mostra que é o oposto. Um bom analista não nos será rent, faz um bom portfolio manager. Agora, um bom portfolio manager quase nunca é um analista ruim. Não precisa ser uma melhora da lista do mundo, mas ele não é um analista ruim. A melhor maneira de você entender se uma pessoa é um bom portfolio manager não é você ver se a grande dinheiro não é vida ou não. Como investidor? Tem famílias onde o patriarca é um excelente portfolio manager. Eu vejo isso muito em algumas famílias. Você tem a primeira geração, o cara onde contra o meu família ofs, e o cara é um investidor espetacular. Aí vai para a segunda geração, já não tem esse dinas de tomar decisões, de ser um bom portfolio manager. A segunda geração tem de destruir o valor para cacete, porque não sabe a loca capital. Você acha que um bom empreendedor parece mais analista ou que o portfolio manager? Sem dúvida, mas como um portfolio manager. Agora tem vários tipos de empreendedores. Tem empreendedor extremamente analítico, tem empreendedor extremamente técnico. Na média, os empreendedores não são bons investidores. Você não é escorceiro. O que fez ele estar em sucesso é uma maneira de pensar diferente. É uma maneira de "get down". Isso é mais importante do que necessariamente tomar as decisões correitas, porque muitas das decisões são reversíveis em uma empresa. Se o seu tomado é exerrada, que é a história do Jeff Bezos? Algumas decisões são essenciais e não reversíveis. Essas são tão acudadas de tomar decisão. Eu acho que um empreendedor que vira um bom investidor é aquele que sabe tomar as decisões que não são reversíveis. Mas tem um debate enorme. O que é melhor para você ser um venture capital? Você tem um empreendedor? Eu acho que está para ser de todos os tipos. Eu fiz um post de Fred Wilson que não, que é um dos melhores vici guys, EVER. Ele não foi um empreendedor. O vento para que não foi. Tem vários exemplos que foram investidores que foram fundadores de excelência. Eu acho que tem um viés aqui a favor contra de forma alguma. É um debate que sempre tive na minha cabeça. Eu sempre achei que no Orly o ex-impreendedor era melhor. Mas mesmo no Orly, talvez tem gente que não foi, um empreendedor pode ser muito bom. O Orly tem uma vantagem no ex-impreendedor. O seguinte é o neturco do cara. Ele acaba tendo acesso a coisas únicas porque ele é um empreendedor famoso. Ele recebe iligações que os outros não recebem. Eu acho que o Adversal Action no Orly no ex-impreendedor é menor do que para o não-impreendedor. Como você consegue que lembrar ter opiniões fortes e diretas? E ao mesmo tempo consegui também se manter aberta a ideia dos outros. Para poder mudar sua opinião, mudar sua perspectiva. As pessoas dentro do valor já me falaram isso. Você dá opinião e faz de pacar uma essa muda de ideia. Faz parte do meu aprendizado na Turbona na Ita. Sem ter opiniões fortes, você não consegue ter convicção de tomar a decisão difícil. Por outro lado, se tem que ter a humildade, saber que você vai ter errado muito frequentemente de mudar de opinião, se os fatos mudarem, se as gadas mudarem. E mudar rápido. Acho que essa é a vontade competitiva, de ter passado muito tempo em ambientes onde eu tomo decisões importantes, mas eu estou errado um terço 40% das vezes. Então, quando você está errado com frequência alta, você tem que mudar de opinião se não se morre. É a diferença entre você morrer e não morrer. O que é interessante é que os que não mostem sobre algo que mostem, são os que mostem, quando você é especialista em alguma coisa. Você acha que você sabe de alguma coisa? Quando o mundo muda, você é o que muda mais de vagar. Uma das piolas que você pode fazer, por exemplo, é um visto na época da Itaem Park, em 3ª em caso. A Itaem Park aceitou na moscada a crise de 2008, então, do "Suprime". A gente já ganhou muito dinheiro quando todo mundo estava pelo dinheiro. Um dos socios, não Eric, começou a escrever um e-mail semanal com as visões dele sobre o mercado, "Besões macro". Chamava um negócio de "Villstrom Decade". E a ideia é que esses "Villstrom Decade" eram tão bons que um dia um virar um livro sobre o que estava acontecendo naquele momento. O problema é que esses "Villstrom Decade" não curaram esse cara nas visões que ele escreveu no papel, que todo mundo não tinha. o leu, essa porra estiver serrada, muitas coisas estão erradas, tá uma pessimista demais. Então, para mudar para o otimista, o Titanic demorou muito tempo para mudar, então aí tampar na época perdeu o Ralígio 2019, perdeu o Ralígio 2020. Por quê? Porque ficou encorado nesses views from the cave, então muda as coisas que você tem é importante fazer, por exemplo, esse negócio aqui é. Você escreve o seu investimento memo pro mundo inteiro entender o que você fez, né? Ou seja, você investiu uma empresa, aí você faz o seu case publicamente, se fala, "Investi nos empresas, porque isso disso disso disso". Muito bem. Agora você está encorado nesses negócios, e se tiver que pivotar, se tiver que mudar, e se tiver que ajudar o fundador a mudar completamente o que você escreve, o que você escreve o dator muito errada. Ao colocar publicamente o negócio, você está diminuindo a probabilidade dessa mudança de pensamento. Então, eu sou a favor de manter os negócios mais privados. Se você quiser fazer comentários publicamente, que é o que eu faço no LinkedIn, são uma generalista, são comentários de framework, são comentários de maneira de pensar. Você tem compartilhado bastante no LinkedIn, principalmente no Drought, seu Gordon Lee, um pouco o seu pensamento de mercado, por que você faz isso? O que você acha que agrega ao investidor? Eu faço isso para dividir como eu penso, como investidor com outros, potenciais investidores em prendedores, pros implementadores entenderem como um investidor pensa, de forma que eles possam se apitar na hora de dialogar com o investidor. Em relação aos investidores, é mais para o investidor que está começando a carreira do que é mais mais experiente. Você nunca consegue influenciar os mais experientes. Eu já tenho seus próprios métodos, mas alguém que está começando a carreira tem 20 anos e pouco e está pensando como fazer as coisas, pode dividir aquele livro da Einin Duke do Finking in the Inbad, é super relevante. Então, eu acho que o propósito sempre foi esse, de dividir conhecimento, mas o que é tentar influenciar as pessoas? Eu aprendi ao longo do tempo, que é o seguinte, uma vez que você tem uma base razoável de leitores qualificados, que não importa no meio do total de leitores, importa é qualificados. Você criou um canal de comunicação com essas pessoas que não depende de mídia. Por exemplo, eu tenho duas maneiras de comunicar as pessoas, posso ligar para o general do Finking, eu quero que você possa apostar diretamente no LinkedIn. O fato de apostar diretamente no LinkedIn é muito mais fácil, muito mais rápido do que você necessariamente falar através de um splash de um milhato. Então, eu acho que acaba tendo esse valor que eu não entendi aqui que tinha esse valor, você tem um canal direto de comunicação com as pessoas. Você já participou de muitos conselhos de administração na sua carreira. Queria ouvir quais são alguns os aprendizados de como construir um conselho que funciona bem e qual o melhor conselho de que você já participou? O melhor conselho que eu já tive, eu tive muita sorte no soft bank que eu fui para o conselho do Quintondar e não entendeu a vez se o Quintondar é uma empresa boa ou não. Tem a ver com a qualidade dos conselhos. Tinha um Nigel do QED que construiu o Capra One, tinha uma tinha escobar, que não era conselhada, mas parecia em todo o conselho e falava. Tinha o Kevin DeFruci, que investiu no Facebook super inteligente. Você tinha o único da Kazek, que teve experiência do meu cada livre e tinha eu lá, eu me sentia um. Primeiro, eu não comece a ficar bem quietinho porque eu não queria falar merda. O mundo tinha pontos muito válidos para comentar. Depois de um tempo, eu comecei a empurra, como eu posso gregar a valor nesse conselho. E eu comecei a perceber algumas coisas, quando o Covid veio, por exemplo. Eu lembro até hoje, o pattern recognition de todos esses outros conselheiros foi mandar a gente embora na hora. E eu lembro até hoje, depois do conselho tem uma email para todo mundo flamporra, calma isso, se você gosta tão diferente do Covid, não é que vocês viram um Covid acontecer antes na vida. Ninguém viu? Vamos esperar um pouquinho, vamos começar a mandar todo mundo embora. A gente não corre o que vai acontecer. Vamos ter o valor aqui de esperar um pouco e ver pra onde vai. E deu exatamente isso, logo na sequência, o mercado digital começou a acelerar, começou a ficar muito mais difícil de controlar a gente. A gente viveu em 2020 e 2021 e a gente sabe o conselho. Foi um desafio interessante, porque eu me senti abaixo da média. Eu chamo porque se eu for abrir minha boca, tenho que falar alguma coisa interessante. Eu sinto que um conselho bom é o conselho onde todo mundo se sente tentando fazer o comentário no momento chave. E aquele debate do assunto chave faz o irrededor pensar mais sobre o que ele está fazendo. Uma das coisas que, por exemplo, eu falo para os fundadores é você precisa fazer uma reunião antes com cada uns conselho separados, para cobrir o resultado, para cobrir os checklists points, para deixar por conselho só a discussão chave. Isso vai ter que escolher um ou dois tópicos para discutir o conselho. Não dá para discutir cinco. Não faz sentido. Não vai ter qualidade de discussão vai ser péssima. Só vem de uma preparação muito forte. Se eu se for o pode fazer, se eu quiser, se eu te abise, deixo se for o fazer o negócio. Mas você tem que preparar os conselheiros. Vale lembrar que os conselheiros são bisos e pacacetes também. Se não força esse processo de preparação, aparece uma porrada de gente que não leu nada. A discussão é péssima. Então, essa é a discussão. Alguns aprendizados aqui. O que eu vou voltar agora na sua infância? Na seu jardim Angela e São Paulo, que era um bairro perigoso na época. Seu pai era um professor universitário, sua mãe era uma política. E você, eu sei que você estudo bastante em colégio católico, tradicional em São Paulo, Santa Maria, e jogou vole competitivamente até os 16. E depois com a adolescente foi precisar de eles estudar. Quanto pouco sobre essa infância e adolescência o que para você foi crescer, acho que ao meio dessa mistura de exemplos, influências, o que você acha que mais influencia o você na formação da sua identidade pessoal? Boa, Junior. Acho que número 1, uma sensação de muita sorte na vida. Porque na seu da Lujadinha Angela tem a oportunidade de estudar Santa Maria foi o First Lucky Break entre aspas. A segunda coisa foi o ao duro meus pais trabalhavam. Isso virou um exemplo na sua vida muito forte. Isso se vê os seus pais trabalhando duro, você tem já valorizar isso mais depois da sua vida. A terceira coisa foi a incerteza. A cada quatro anos a minha mãe tentava se religiar, deputada, e era tudo nada. Então lidar com essa incerteza dentro da família foi bem marcante. A próxima coisa foi a ideia de você ter que se virar de vez em quando. Por exemplo, eu queria muito aprender, não aprendeu, queria muito jogar joguinho de computador, em PC, não em Nintendo e tal. E para comprar o PC era muito caro. Eu tive que fazer um deal entre aspas com os meus pais, eles comprariam um 3,8 e 1,5. Eu aprenderia a usar um software chamado PageMaker. Eu faria os materiais de campanha para eles e entrou a que eu poderia jogar o que eu quisesse no computador. Então, para mim, essa era um belo trade. O voly marcou para caramba porque era extremamente competitivo. Eu tive a privilégio de jogar no barenhaspa na época em São Paulo, era o principal club. Metade dos jogadores viam do Brasil inteiro fazer uma peneira e moravam no club. Para eles era vida ou morte, tá ali. Eles realmente queriam virar jogadores. E eu morava em São Paulo e então não precisava morar no club. Eu competia com eles. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é entender que, a despeito de dedicar o máximo que você pode dizer, pode não conseguir vencer, não conseguir estar no time principal. A ideia de poder jogar é um resultado do seu trabalho e um privilégio entre aspas. Então, esse é um pouco um outro ponto interessante. E eu lembro muito bem que o nosso treinador falava que a maioria de nós não ceremos jogadores que a gente levaria essa experiência para o resto da vida. A gente não entendia isso. Realmente ninguém entende. Tudo não achava que esse jogador profissional, dois deles viraram jogadores. O Ricardo Rio, era levantador e o Rodrigão, que era meio que conseguiram ter ganhado ao meu delegio ou na Unimpiedas. Então fica a lição de passar pelo método é mais importante do que o resultado entre aspas. Legal, acho que até a pensão um pouco nisso, você sempre teve essa exposição, a política, a esse mundo cívico, acho que desde essa época da sua mãe, mas até mais tarde você foi estudar na Escola de Governo de Harvard. que é a Neelis Cool, como que essa relação com a política, como é que ela evoluiu longo da tempo, como que isso entra nossa vida pessoal e participará? Primeiro, eu cresci o diário política, porque o negócio para mim é o que fazia a minha mãe, está sempre trabalhada, então eu falei, "Pô, não quero fazer isso da minha vida, minha pau". E conforme eu foi ficando mais velho, eu fiquei mais e mais curioso, a respeito da intersecção entre política e o mundo real, entre aspas, não. E é por isso que eu fui fazer Kennedy, porque eu acho que em países de emergentes, especialmente, essa intersecção é super importante. Eu posso, por exemplo, hoje em dia com uma esclaridade, com o benefício do tempo, entender que muito do sucesso do ecossistema de Ventory Growth na América Latina, especialmente no Brasil, tem a ver com as mudanças regulatórias do Banco Central. E o fato do Banco Central no Brasil ser muito mais inovador do que qualquer outro país da América Latina e um dos mais inovadores do mundo. Então essa intersecção entre política e negócios é super importante. A outra coisa que aconteceu na Kennedy sem querer foi ter exposição ao professor, que eu achei que foi o professor que mais me ensinou até hoje sobre Decision Making. É um professor chamado Richard Z. Hauser, que ele insina modelos mentais aplicados para Decision Making, ou no lado de política pública ou no lado de investimento, não importa. É uma maneira de pensar que é transversal para todos os tipos de problema. E o Richard tem até um livro que eu recomendo para todos os leirem que ninguém ler. Tinha uma "Maxims of Analytical Thinking", que é um título horrível, escrito pelo Dan Lave, que é um professor que trabalhou para Richard muito tempo e resume o pensamento do Richard. O pensamento do Richard se estende, por exemplo, em Singapura, que aplica muito dos modelos mentais para resolver problemas de política pública. O pensamento do Richard se estende muito para a indústria de Venture, que pensa de forma probabilística. Então, acho que tem muitas maneiras de pensar que ele vem estudando e resolvendo a 40 anos e, por acaso, eu tive acesso a ele a 20 anos atrás. Então, acho que isso fez um impacto muito grande na minha vida também. Você se engaja bastante com o fulatropia, né? Sei que você está em algumas organizações com a Fundação Estudar, que eu sei que você foi bolsista lá atrás, a Lala, né? Lata America, Leadership Academy. Queria ouvir um pouco do que você aprendeu com essas atividades de talentrópicos, o que se trouxe para a sua vida profissional, uma investidor? Vou falar um pouco do. O Where It Mendedew e o Dan Lowe tiveram um impacto muito grande na minha vida. Eles sempre fizeram atividades philanthropicas ao mesmo tempo que eles estavam vendendo dinheiro. Eu sempre achei que esse negócio era um negócio, não era para esperar quando você ficar com 70 anos de idade. O negócio foi fazer durante sua vida e o Dan tem uma frase muito importante. Se tem um problema da sociedade que o seu ilhajamento pode ajudar hoje, vai custar muito mais barato para mudar a direção desse problema hoje, do que daqui a 40 anos quando esse problema campal, não só o dinheiro ou vestimento campal, mas os problemas campal. Se você não faz nada a respeito de um problema daqui a 40 anos esse problema é muito maior, o volume de capital necessário para mudar esse negócio é muito maior. Então você não tomar o artitude hoje gera um problema mais para frente, o impacto que você pode ter menor. Então esse é um conceito interessante. Muito bem, eu sempre achei que a educação era chave, coisa da minha história. Então sempre tem que fazer coisas a respeito da fundação estudar, a Lala para mim é a fundação estudar, mas nos anos de 15 anos de idade, 14 anos de idade, 16 anos de idade, por que? Muito mais nova uma pessoa, maior chance de você mudar o destino dela, quanto mais velho uma pessoa, mais difícil, o pessoa vai aprender alguma coisa nova. Então o interessante da Lala é a metodologia que o Davi, um dos fundadores criou de liderança, que não abre a cabeça das pessoas, quando a cabeça dessas pessoas está mais maliável. Isso muda o destino delas, muda completamente o horizonte que elas conseguem pensar e eu reflito muito na minha vida, por exemplo, meus pais não fizeram boa faculdade, a respeito de serem muito curiosos. Então eles nunca falaram para mim, você tem que ter da melhor faculdade. Eu fui para a Lala de ver se querer, porque eu passei no teste, não tinha de ver, sem estudar, porque não era boa luta, porque é de colégia álcool, porque eu estava jogando voando. E eu sei que tem do pra GV, fez uma diferença enorme, do meu caminho, em vez de ir para uma faculdade um pouco pior. Mas eu não sabia disso, não sabia. Então imagina uma Lala, eu tentei do experiência com uma Lala com 15 anos de idade e ter alguém que tem explicado que eu poderia chegar lá, que eu poderia estudar numa Aivliga dos Estados Unidos que poderia fazer a melhor faculdade do Brasil. Isso teria mudado a minha missão quando ainda havia uma possibilidade de mudar o curso das coisas. Então esse é o conceito da Lala. Agora, tanto a Lala contra a fundança de estudar, quem doa para essas entidades, precisa entender que tem um Love Big Numbers. Quem doa para a Lala quer ver mais empreendedores na América Latina. Agora, de cada 100 pessoas que se ajudam, antes vão ser empreendedores de sucesso, um, dois, então, é o Love Big Numbers. Então muitos doadores, que vão se ajude 25 futuros líderes que vão mudar o Brasil. Ok, quantos desses acha que vão mudar o mundo? E muita gente fala assim, os 25, não é? Vai ser que funciona, volta no ponto de pensar de forma probabilística. Você vai ajudar 25. Se cinco foram espetaculares e mudar em um mundo, está ótimo. Eu acho que a outra coisa além da política que você foi muito exposto. Acho que muito o parte da mãe, né? Se a Alemanha e a sua mãe até foi ferreira e depois você que não se mencionou, sudou de colégio católico, sua vida inteira, foi a religião. E eu queria saber como que a religião, ou até a espiritualidade de forma mais ampla, participa da sua vida tanto profissional com o pessoal. Meu pai era teólogo, professora de teologia na Pouquim São Paulo. Então imagina, essa situação. Sua mãe tinha sido freira, seu pai era teólogo e de alguma forma você nasceu. Essa é a parte engraçada. E meu pai foi desuíto também. Então, acho que, se junta todas as suas coisas, dá um mix bem diferente. Primeiro, religião tem papel essencial da sociedade. É a maneira pela qual a gente transmite valores de geração para a geração. E sem esses valores, a gente acaba não respeitar na história do mundo e não aprendendo com as gerações interiores. Então acho que esse é um ponto interessante. Ponto número 2, não tem religião certa e errada. Essas religiões são histórias criadas por líderes nos seus tempos para juntar a sua comunidade e fazer essa comunidade mais feliz. Então, esse é o segundo ponto interessante. O terceiro ponto é o fato de, em algum momento na vida, você vai passar para um momento difícil. E esse momento difícil vai precisar um pouco de fé. E fé, aqui eu falo menos no sentido religioso, mas no sentido de acreditar em você mesmo. Eu acho que a religião traz isso para as pessoas. As pessoas que têm fé sobrevivem cáncer com mais facilidade. As pessoas que têm fé, passem um bom momento difícil na sua vida com mais facilidade. E elas conseguem construir negócios com essa facilidade. Então acho que esse conceito da fé é um conceito super relevante na vida entre aspas. E que outras maneiras você aprende a ter fé além da religião? Acho que esse é um ponto assim, questionado. Agora, ao mesmo tempo que eu acredito nesses conceitos, eu entendo que todas as religiões têm aspectos que foram feitos há dois mil anos, mil anos atrás, a 200 anos atrás, que hoje não se aplica. O meu interdimento de religião é mais prático, pragmático, do que pensar no que foi escrito num contexto diferente no pedaletra. Acho que esse é um ponto interessante. A última coisa que a religião é a psicóloga das massas. E eu e você temos dinheiro para ter um psicólogo, para ter um psiquiatra, sem problema. E quem não tem? E a igreja e ir aos prática da religião te ajuda a ficar um pouco mais calmo, a refletir, a pensar nos outros, não só em você. Acho que isso funciona muito bem e é uma maneira eficiente barata entre aspas de ter essa psicologia das massas. Então, eu devido aqui esses aspectos que eu tenho certeza que você é me esperado a que eu vou falar que são os aspectos mais práticos do que a sociedade se beneficia de ter religião. Eu vou desses aspectos. Como você pensa nos desafios de educar filhos e desenvolver filhos em um ambiente familiar que tem mais conforto financeiro do que aquele que você cresceu? Eu acho que é uma mega desvantagem para os meus filhos, super desvantagem, porque eles não precisam se virar para nada. Eu vejo meu papel mais como o papel de dar amor a eles, o que dá a eles, auto-confiança e auto-confiança, eu vou fazer com que eles vão mais longe. É isso que é meu papel. Como eles vão, vai depender deles e meio que não depende de mim. Quanto mais. Acho que. Maira dos pais acha que tudo depende deles, né? Porque é mais importante se são os aprendizados em casa. Então, o que que. Você vai vai trajar, o que que se ensina para seu filho? Por exemplo, eu acabei de desquiar com meus filhos. Foi animal, empurrá-los no meio das árvores. É assim para ver se eles queriam ir, um queria ir, o outro não queria ir. E aí eles passam para um momento difícil e conseguem sair daquele negócio. E aí vem que porra eles ganharam uma confiança mais para ter tomado risco entre aspas. Então, meu papel é o pai que faz tudo muito marrisco. A mãe da Belinha e a mãe do Billy que ela esteira um papel mais de protege-los. O meu papel é de empurrá-los. É de ensiná-los a acentar o erro, acentar em o failure. Entender que para ganhar, você tem que perder primeiro. É isso que é uma coisa que eu ensino para a Belinha, por exemplo. Quando eu jogava a vole, que agora eu estava jogando a vole. "Pô, se o sino perdeu umas 10, esse não é ganhar." Quem perde? Só que você precisa estar lá, sempre precisa show up. Para poder perder. Então, você precisa não desistir por ter perdido, certo? Você precisa continuar. Então, assim, quando você entende o negócio, quando você é criança, a probabilidade de você ter uma trajetória na vida muito diferente é maior, porque todo esse aprendizado vai campar um dia, ao longo de muito mais tempo. Paulo, muito obrigado pelo papo. Foi um prazer te receber, aprendi muito aqui com nossa conversa. Ali, Julio, obrigado.

Podcast Summary

Key Points:

  1. Aprendizados com Eric Mindell (Itaú Park)
  2. Experiência com Dan Loeb (Third Point)
  3. Transição para investimentos em growth
  4. Abordagem entre generalista e especialista
  5. Nível de convicção e tomada de decisão

Summary:

A conversa com Paulo Passoni aborda seus aprendizados com grandes gestores e sua evolução para investimentos em growth. Com Eric Mindell, absorveu o pensamento probabilístico, aplicável a investimentos e decisões de vida, e a importância de reunir talentos excepcionais. Na Third Point, Dan Loeb lhe ensinou a franqueza direta, a análise meticulosa dos próprios erros como ferramenta de aprendizado e a liberdade para buscar oportunidades criativas em nichos, essencial para obter retornos em um mercado latino-americano desfavorável.

Sua transição para o growth é guiada por uma mentalidade focada em identificar empresas com potencial claro de IPO a longo prazo, avaliando o tamanho do mercado, estratégias de expansão internacional e, principalmente, fundadores obcecados em construir negócios duradouros. Passoni também discute a dinâmica entre ser generalista e especialista, defendendo uma combinação em equipes, e reflete sobre tomada de decisão, preferindo agir com cerca de 80% de convicção enquanto considera tanto os riscos de ação quanto os de omissão.

FAQs

O pensamento probabilístico envolve analisar decisões com base em cenários e probabilidades, buscando retornos esperados positivos. Essa abordagem se aplica a investimentos e outras decisões, considerando riscos como a possibilidade de perdas, mesmo em investimentos aparentemente seguros.

A principal lição foi adotar uma mentalidade probabilística para decisões, inspirada no livro 'Yellow Pad' de Robert Rubin. Isso envolve avaliar cenários e probabilidades para maximizar retornos esperados, aplicável tanto em investimentos quanto em decisões pessoais e públicas.

Dan Loeb demonstrou interesse genuíno no desenvolvimento pessoal de Paulo, incentivando atividades como triatlo e leitura. Ele também destacou a importância de ser direto, aprender com erros e permitir criatividade na tomada de riscos, o que ajudou Paulo a se adaptar em mercados desafiadores.

Os critérios incluem empresas com potencial para IPO, mercados grandes o suficiente para listagem, capacidade de expansão internacional e fundadores obcecados em construir negócios de longo prazo. O foco está em identificar 'cavalos' que possam gerar retornos excepcionais.

Generalistas têm vantagem em conectar diferentes tipos de pensamento e não se sentem obrigados a investir em setores específicos, enquanto especialistas aprofundam-se em nichos. Paulo acredita que uma equipe equilibrada, combinando ambos, é ideal, mas prefere gestores generalistas para decisões de portfólio.

Ele busca atingir cerca de 80% de probabilidade de confiança antes de investir, considerando tanto o erro tipo 1 (investir errado) quanto o erro tipo 2 (deixar de investir em algo bem-sucedido). Essa abordagem é baseada em experiência e evita a busca por certeza absoluta.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.