Panorama do Rodoviarismo e do Turismo | Ep. 4 | Temp. 5
15m 53s
O episódio do podcast "Turismo em Mobilidades" apresenta uma entrevista com Daniele Silva, jornalista e mestre em turismo, que pesquisou o surgimento da rede rodoviária paulista na década de 1920. A análise centra-se na revista "A Estrada de Rodagem", publicação que promovia o automóvel entre a elite de São Paulo. O governador Washington Luís foi uma figura-chave, defendendo as estradas como símbolo de progresso e meio para expandir o desenvolvimento além das ferrovias. A associação criada na época organizava eventos e publicações para popularizar o carro, introduzindo posteriormente a ideia de turismo rodoviário, com a criação de roteiros para visitar "pontos pitorescos". Esse movimento histórico consolidou uma cultura de dependência do automóvel no estado, cujos reflexos são perceptíveis até hoje na mobilidade e nas práticas turísticas, mesmo com os desafios de infraestrutura. A entrevista também discute a persistência do turismo rodoviário, visto como uma forma de autonomia, e sua relação com o contexto pós-pandemia.
[Música] Olá, bem-vindas e bem-vindos ao podcast Turismo em Mobilidades. Desde 2020 temos usado esse espaço para produzir conteúdo no âmbito do ensino e a precisagem de lasire turismo, especialmente em função de exclusos de graduação, em posse graduação, da Escola de Art, Ciências e Humanidades. Nessa quinta temporada teremos episódios produzidos por estudantes da disciplina turismo e transportes, do curso de lasire turismo, Daí-Axim Cuspe. Cada episódio traz estudos de caso que são ferramentas e espaços adicionais de aprendizagem associados ao ensino de transportes para o turismo. Esperamos que você desfrute desse conteúdo, se puder, difunda o podcast e aproveite essa viagem. [Música] Olá, viajantes. A partir deste ponto da nossa jornada, nós vamos sair da estrada de ferro e entrar na rodovia. Meu nome é Tatiana Barpe, discente de lasire turismo e monitora da disciplina turismo e transportes, que neste semestre, é origina temporada 5 do podcast Turismo em Mobilidades. E eu te pergunto. O que o turismo tem a ver com o surgimento da rede de estradas paulistas? Você faz ideia? Então, para saber mais, eu convido você acompanhar neste quarto episódio uma entrevista realizada com o Bono Eda Silva. Ela é mestra em turismo pelo programa de pós-graduação e turismo aqui da Eacheuspe, além de jornalista e servidora do arquivo público do estado de São Paulo, onde ela encontra uma publicação dos anos 20, chamada "A Estrada de Rodagem", que é inspirou-vos estudar a relação entre carros, altestradas e turismo, lá de 100 anos atrás. Por meio da análise desse material, a Bono Eda pode levantar informações muito relevantes para nós hoje, enquanto estudantes de turismo, motoristas ou passageiros em ruas e rodovias por aí. Por exemplo, como foi o início do uso do automóvel e São Paulo? Qual foi o discurso e as práticas que motivaram a abertura das estradas no estado? A contribuição claro do turismo nessa história, além da forma só cultural, que nos faz hoje muito dependentes do carro. Então, segue a gente e bora pegar a estrada. Boatage, eu sou a Bruno, estou aqui hoje com a Dania, que devendeu a acertação dela de mobilidades e viagens imaginativas, papel da associação de estradas de rodagem para turismo em São Paulo, tratadolido em início do 50, a gente saque com ela hoje tendo essa oportunidade para a bateria de turismo e transportes do professor de aguares, e o nosso tema é panoramba do rodor viarismo e do turismo. Boatage vai ser muito bem abertura, muito bem abertura, muito bem abertura, para a bateria nossa. Bom, vamos começar, ele está no conhecido a essa melhor. Se eu poderíamos contar como foi a sua formação e dar onde surgiu o centro desse pelo turismo. Bom, eu sou formada em jornalismo, a formação inicial, a trabalha essa aia e, em um momento, eu decidi, eu queria muito fazer uma outra reação, que envolvia esse patrimônio, que envolvia essa história, e eu fiquei muito na dúvida. E me surgiu na época que estava bem forte, a doação em turismo, eu acabei entrando e me apaixonei, na verdade eu fui pelo patrimônio, fui pelo meio ambiente, por exemplo ação, mas eu me apaixonei com todas as arias do turismo. Acabei de fazer uma especialização, pelo SNAQ, também a agitourismo. E tem, para depois, aqui eu fui fazer o mestrado. E o mestrado surgiu do meu interesse, o seu jornalista, eu trabalho no arquivo público, o estado de São Paulo. Então, eu conheci muitas publicações revistas do começo do século 20, e que, de alguma forma, elas contavam em história de São Paulo, contavam o cotidiano, da elite, Paulistana, e eu já percebi algumas notas, algumas notícias sobre turismo, isso foi me chamando a atenção. Então, fui pro aí que eu comecei. Perfeita. Então, o seu interesse, por uma habilidade relacionado ao turismo, surgiu daí dessa pesquisa, dessa parte que você já tinha um pouco de contato com essas revistas, poderia explicar um pouco melhor para a gente. E também, por que especificamente, aliás, cada 20 em São Paulo? Serto. No caso, as mobilidades foram surgindo. O quórmulo entrei pro mestrado, o professor de Chaguáles, e trabalha muita série de mobilidades, eu cobrei com escenas e referências, identificando com o assunto, e com relação a década de 20, porque nesse período, porque justamente as publicações eram mais ou menos dessa época. É um período em que a imprensa em São Paulo é imprensivo estrada, essas revistas, a qualidade boa, editorial, com fotografias, com iluscações, e elas mostraram uma sampaul que é realizada da B.L.E.Pó, que é uma coisa assim, dronurosa, que era da elite do centro de São Paulo. E então, as revistas eram feitas por essa elite para a elite. E me interesse muito, a linguagem, a tipo de diagramação, como elas eram bonitas, visualmente, e como é interessantes, as somdes, como você consegue descobrir ali como é que se comportava a sociedade, pelo menos como que a sociedade queria ser ver e ser vista. E o que você tem a dizer sobre esse sentido, em especial da década de 20, São Paulo, desse turismo relacionado a viagem de feitas de carro. Você acredita que a gente ainda sofre uma certa infância dessa devidilação que aconteceu nessa época? Então, o que aconteceu nessa época? Foi realmente o automóvel chega no Brasil, e na usei um século 19, daquela de 10, e aí na década de 20 já tinha essa elite, e estava pra ver o importante carro, os utilizando carro para a passeio. Só que acontecia, não tinha estrada para rodar esses carros. Mesmo que eu abriu, eu tenho que melhorar, a passagem para esse automóvel. Então, uma pessoa que foi fundamental nesse período, foi o Washington, o IIS. Ele era o efeito de São Paulo, em 1917, e ele faz um primeiro congresso de estrada de rodagem, que São Paulo, já estava abrindo estradas para fora a cidade, e aí ele junta políticos, empresários, pessoas interessadas, automobilistas, esportistas, pessoas que tinham dinheiro e que se interessavam, e que iriam muito que o automóvel fosse melhor divulgado, tivesse mais espaço, que tivesse mais estrutura melhor. Então, ele foi fundamenta porque ele abraçou essa bandeira. Ele foi eleito governador, que no caso chamava Presidente do Estado de São Paulo, nas resíduinte, a bandeira dele, o uso do Oglandeira é governar, é abrir estradas. Então, ele com essa respensamento, e achava que a estrada era o progresso, com as estradas de rodagem a lasio, chegar onde a estrada de férmino chegava. Porque já tinha o escutura bem feita, uma escutura bem robusta de estrada de fervo, mas o discurso era que a estrada de rodagem ia chegar para ampliar o alcance, você ia chegar em lugares onde o treino chegava, e você poderia ocupar melhor a estação, você poderia desenvolver melhor, então é sempre um discurso muito ligado ao desenvolvimento. Mas ainda, nesse momento, era muito a ideia. Então, tinha automóvel, tinha que construir isso, a gente ia que ensinasse pessoas quando a Aanusia andava em esta automóvel, quando elas iam utilizar estas estradas, e disse que a pessoa vai de um trabalho de propaganda muito grande. Então, que acontece, em 17, eu acho que o homem faz esse congresso, ai dois anos depois, em 19, ele é criado a associação de estrada de rodagem, que a mentida é com essa mesma público, e que a ideia era de lugar, fazer tudo, fazer um feias, que tinham automóvel, fazer um competições, e criar uma revista, uma publicação que é essa que eu estudei, chama a estrada de rodagem, e ela falava tudo sobre automóvel estradas, em algum momento ela começou a falar sobre turismo. Na fina dos 22, a gente treina, ela começa a falar mais sobre turismo, era uma forma de você utilizar automóvel e conhecer o estado, para se ator de estado de São Paulo. Então, isso foi muito forte, esse grupo, e foi crescendo, para quem se interessava, obviamente para quem tinha dinheiro, para comprar automóvel, para manter. E como isso hoje a gente influencia, aquilo ainda foi um ponto apé inicial, para o que a gente vê hoje, na cidade da missada de São Paulo. Dizem que as melhores estradas, ainda são as estradas paulistas, muito forte, quando o realismo, você tem uma automóvela na paga garagem, que você saiu com ele, e você, tudo, automóvel, ainda é muito forte. E, por conta disso, a gente foi deixada de lado a ferrovia, a alguma série de questões, política de outros políticos, chegaram depois também, mas sem dúvida, nesse momento, foi essa política, essa demanda da ítica, foi quem teve o poder de colocar automóvel no centro da discussão. E você acredita que esse tipo de incentivo ainda faz sentido quando a gente relacionou o turismo, pega esse carro, e vai pro interior de São Paulo, ali, pro hidrão, ou qualquer turismo relacionado a isso. É assim, dá hoje faz muito sentido, porque as pessoas, assim, pegam seu automóvel, e são muito dependentes ainda, porque automóvela ainda é o meio de você ter a sua autonomia, de você ir pra onde você quer, já que a gente tem uma rede de estradas que permiti isso. Então, a gente não tem uma rede de três, uma rede de outros, meio de transporte acessíveis, então, apesar de ter já um discurso de. A seda chamar e ficar.
de lado, ainda é muito forte, a gente ainda é muito dependente do automóvel. Durante a pandemia de COVID-19, a gente percebeu um forte impulso do turismo, relacionado com a mobilidade esposivamente, é o que diz a Carlos. Você acredita que essa tendência de mobilidade para esse turismo vai se manter agora, que a gente tá no febramento da pandemia e um retorno que a gente considera normal. Bom, na pandemia, a gente houve um muito ideia de que a gente já fazia muito mais viagens rodoviárias, do que a avião, outros meios. Eu não sei, é uma coisa que a gente tem que verificar, agora, que me parece que já passou essa fase do medo, mas a pessoa já tá voltando à vida normal, mas o automóvel ainda, sim, pode ter muito espaço, porque enquanto a gente tivesse estradas e tiver carros da disposição, as pessoas vão continuar viajando desse modo de outros. Eu concordo. E você adeta esse tipo de mobilidade relacionado ao turismo e você acha, justamente, seguindo um pouco o gancho de que você disse, que a gente tem um pouco de problema, em algumas estradas, um pouco nós vezes muitas. Que estão tanto da qualidade do pavamento, quanto da senedezação, quanto da segurança de modo geral. Você acha que se a gente tivesse uma qualidade melhor e o sentido melhor para essas estradas, o turismo poderia ser, vaihor ainda, no Brasil. Bom, começando aí pelo final, acho que sim, né? Se você tem melhor escondições de segurança, de estradas, de uma rede melhor até de você poder parar, você pernoitar, com certeza, teria mais incentivo para esse tipo de viagens. Agora, o que você me perguntou, nesse eu pego carro muito curioso, a gente que eu não dirijo, ok? Eu diga, "Cara, tá, mas eu não tenho carro". E eu sou muito a favor do transporte público, é coletivo. Porque você decidiu no alvo, estudar carros, você não dirijo, e foi muito curioso mesmo. Que interessa, sou fé a publicação, fé a revista. E aí tinha turismo e ele estava falando no turismo de automóvel, eu achei interessante. Se fosse de navio, se fosse de trem, eu também ia gostar, e eu sei interessante. "Caleu de seu automóvel", e aí, "Pau quê, vamos lá?" "Ve esse fenômeno que é automóvel, e o turismo lá no começo é que o lovinte". Eu gosto mesmo, é de beijo de transporte. Justa, justa. Tem um ponto que você quer que você capa a pertinente. A palória é mais geral do modo de viarismo, o hidutorismo, correlacionando desde a sua licença mistrado, ou até o turismo de dia. Esse momento é da cara de 20. Ele já é muito forte ao modo de viarismo em outros países, né? Por exemplo, aqui do lado da Argentina, um trabalho já bem forte. E São Paulo entrou no meio das discussões, que foi participar porque São Paulo e o Brasil queriam se modernizar, queriam um progresso e era muito ligado a ideia dos automóvel com progresso. A criação de estergas de rodagem, expansão territorial e progresso. Então, isso era uma ideia mesmo que São Paulo, né? No caso, eu acho que estou ruim. Seus colegas, políticos, empresários, andreçaram porque era uma forma de você se igualar. Porque eu conheço igualar, ó, que são dos unidos, temos juntos automóvel, era importante. Aí eles conseguiram trazer tecnologia, né? Desenvolvimento mais, muito mais com a ideia, né? Nisso, a gente tinha uma ideia de incentivar e tinham que fazer essa catéquese das pessoas, utilizar automóvel, essas estradas sem ser criadas, tudo eles tiveram que criar do zero. Hoje a gente tem essa ideia de São Paulo ser muito dependente do automóvel. Até mesmo eu, como você falou, eu não dirijo, mas eu uso automóvel, muito automóvel para tudo, né? Se já tá, que seja carro de amigos. Então eu não me deixe deslocar, além de claro, transporte público. Então, esse período foi fundamental para estabelecer essas bados. E mesmo o turismo ainda sendo muito pouco falado, né? Nessa época, muito pouco explorado. Ele já tava lá. Eles conseguiram colocar a ideia do turismo, discursão, autorismo de automóvel, naquele momento, e que influencia até hoje o que é feito, forma como a gente viaja e o que a gente quer ver nas estradas, que é veracidades, para ver os principais atrativos turísticos, que não é porque eles chamavam de pontos pitoresco, né? Uma cachoeira, uma igreja, um lugar para você fazer um piquenique. Então, eles esquegam a experiência, eles iam atrás, construíram as rotas. Então hoje a gente tem um guia, né? Um guia, impresso, um guia na internet, né? Porque eles criaram, em 1925, eles criaram um guia, tipo um guia, quatro rodas, um guia de bols, que você tinha informações da cidade, o que me encontrar, onde comer, onde se aspitar. E isso, até hoje a gente utiliza de alguma forma. Perfeito, eu agradeço muito a sua disponibilidade, a sua entrevista conosco, foi realmente engra-necedor, a gente poder entender um pouco mais, da onde surgiu a sua licença, um colecionado, que nem sempre estão por lado, seja na graduação, seja na edição, por isso que a gente precisa cada vez mais de pessoas que se dediquem aí aos estudos muito obrigada. Eu agradeço muito, agradeço a você, a proposta de água, toda aqui, todos os alunos, e muito sucesso, precisando é só, a gente marcar, vai ter um palco, seja de carro, de trem, a gente se encontra, eu sei que obrigada.
Podcast Summary
Key Points:
O podcast "Turismo em Mobilidades" é uma produção acadêmica que explora a relação entre turismo e transportes, com episódios criados por estudantes.
A entrevista com a pesquisadora Daniele Silva analisa o surgimento das estradas em São Paulo na década de 1920, impulsionado pela elite automobilista e pelo governador Washington Luís.
A revista "A Estrada de Rodagem" foi um veículo fundamental para promover o automóvel e, posteriormente, o turismo rodoviário, criando roteiros e guias.
Esse movimento histórico estabeleceu uma cultura de dependência do automóvel em São Paulo, com impactos duradouros na mobilidade e no turismo atual.
Apesar dos desafios na infraestrutura viária, o turismo rodoviário permanece relevante, especialmente pela autonomia que o carro proporciona.
Summary:
O episódio do podcast "Turismo em Mobilidades" apresenta uma entrevista com Daniele Silva, jornalista e mestre em turismo, que pesquisou o surgimento da rede rodoviária paulista na década de 1920. A análise centra-se na revista "A Estrada de Rodagem", publicação que promovia o automóvel entre a elite de São Paulo. O governador Washington Luís foi uma figura-chave, defendendo as estradas como símbolo de progresso e meio para expandir o desenvolvimento além das ferrovias.
A associação criada na época organizava eventos e publicações para popularizar o carro, introduzindo posteriormente a ideia de turismo rodoviário, com a criação de roteiros para visitar "pontos pitorescos". Esse movimento histórico consolidou uma cultura de dependência do automóvel no estado, cujos reflexos são perceptíveis até hoje na mobilidade e nas práticas turísticas, mesmo com os desafios de infraestrutura. A entrevista também discute a persistência do turismo rodoviário, visto como uma forma de autonomia, e sua relação com o contexto pós-pandemia.
FAQs
É um podcast produzido desde 2020 pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades, que aborda o ensino e a pesquisa em turismo, com foco em mobilidade e transportes.
A quinta temporada apresenta episódios produzidos por estudantes da disciplina Turismo e Transportes, com estudos de caso sobre ferramentas e espaços de aprendizagem no ensino de transportes para o turismo.
Washington Luís, como presidente do estado de São Paulo, foi fundamental ao abraçar a bandeira da abertura de estradas. Ele organizou o primeiro congresso de estradas de rodagem em 1917 e promoveu a ideia de que as estradas representavam o progresso e o desenvolvimento.
A revista, criada em 1919, inicialmente focava em automóveis e estradas, mas a partir de 1922 começou a abordar o turismo. Ela promovia o uso do automóvel para conhecer o estado de São Paulo e até publicou um guia com informações turísticas em 1925.
Foi quando o automóvel se popularizou entre a elite paulistana, mas faltavam estradas adequadas. Isso motivou a criação de associações e publicações que promoveram a construção de estradas e o turismo como forma de explorar o estado.
As políticas e o discurso de progresso da década de 1920 estabeleceram uma forte dependência do automóvel, que persiste hoje. As estradas paulistas ainda são consideradas as melhores, e o carro continua sendo um meio de transporte central para o turismo, especialmente no interior.
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