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Pâncreas da Mel: Informação e Inspiração sobre diabetes

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Pâncreas da Mel: Informação e Inspiração sobre diabetes

O episódio especial do podcast "Alimenta Cast", intitulado "Pâncreas de Mel", aborda o diabetes tipo 1 como uma condição que exige cuidado diário, mas que pode ser vivida com leveza e esperança. As apresentadoras Ana Paula e Cecília recebem Melissa Jones, que vive com diabetes tipo 1, e Luciana Orange, nutricionista e pesquisadora. Melissa relata seu diagnóstico aos 12 anos, destacando o medo inicial de aplicar insulina, o apoio fundamental da família e o processo de aceitação. Ela enfatiza que o diabetes não deve ser um limite, mas uma oportunidade de autoconhecimento. Luciana complementa com orientações sobre mudanças de hábitos, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e cuidados com a saúde mental. Ela ressalta a importância de uma rede de apoio e do acesso a profissionais capacitados, além de alertar para as desigualdades no tratamento no Brasil. O episódio também aborda a influência da família na rotina alimentar e a necessidade de comunicação entre adolescentes com diabetes e seus pares. Ao final, o conteúdo conecta-se ao Dia Mundial do Diabetes, promovendo informação e inspiração para quem convive com a condição.

Transcription

14500 Words, 81448 Characters

Portuguese
Conheça o tema e as convidadas do episódio especial sobre diabetes. Lipídio segunda começa a dieta. Pessoa 2 Lactose faz mal? Pessoa 1 E o glúten? Pessoa 4 Alimenta cast. Pessoa 1 Olá pessoal, sejam muito bem vindos ao episódio do nosso alimenta cast. Um espaço criado para conversarmos sobre saúde, bem-estar e autocuidado, de emprego leve, acolhedor e cheio de significado. Eu sou Ana Paula e é uma Alegria imensa negociar aqui com a gente em mais um bate-papo que com certeza vai conspirar olhar para a sua própria saúde com mais carinho. Hoje nós vamos falar sobre um tema que mistura informação, rotina, autocuidado, emoção e superação. Você já parou pra pensar como é viver com uma condição que exige atenção e cuidado todos os dias? Mas, ainda assim, seguir com leveza, equilíbrio e Esperança. Pois é, esse é o desafio de quem convive com diabetes tipo um. O episódio de hoje se chama pâncreas de mel. Informação e inspiração sobre diabetes, porque vamos te mostrar que por trás dos números e medições, existe uma história linda de autocuidado, aprendizado e amor próprio. E como dia 14 de novembro é comemorado o dia mundial de diabetes. Nada mais justo do que fazermos uma alusão a esse assunto tão importante. Pessoa 2 Olá pessoal, eu sou a Cecília e também é um prazer imenso estar aqui com vocês. Em mais um episódio do nosso podcast, o tema de hoje é realmente muito especial porque vai além dos diagnósticos. Ele fala sobre a vida real, descobertas, equilíbrio entre mente e corpo e os aprendizados que vem junto ao autocuidado. Hoje nós vamos conversar sobre alimentação, uso da insulina, monitoramento da glicose, saúde mental. Exercícios físicos e muito mais. Nosso objetivo aqui é mostrar que o cuidado da diabetes tipo um não é um limite, mas sim uma nova forma de conhecimento e autocuidado. Para isso, hoje temos a honra de receber 2 convidadas muito inspiradoras. Melissa Jones, que vive essa experiência todos os dias e vai compartilhar com a gente como transformou o autocuidado com o corpo e a mente em um verdadeiro estilo de vida, e luciona Orange, nutricionista pela UFPEE, pós doutora em saúde e colorida. Pela unifesp, professora associada a 4 da Universidade Federal de Pernambuco, do centro acadêmico de Vitória, que também é especialista em nutrição clínica com ênfase em saúde mental, comportamento alimentar, nutrição em doenças metabólicas, nutrição de doenças neurodegenerativas e transtornos alimentares, bem como terapia nutricional, com ênfase em mindfuit. Como era intuitivo e entrevistas motivacionais, sejam muito bem vindas. Pessoa 4 Oi, gente, eu me sinto muito feliz, né, de poder participar hoje nesse episódio. É com esse tema tão importante, é tão interessante e ao mesmo tempo tão importante, né? E necessário falar sobre diabetes, especialmente diabetes tipo um, que é uma condição crônica que exige tanto autocuidado, né? E eu tenho certeza que que AA Melissa, né, vai trazer aqui muitas informações, né? A vida real de uma pessoa que que tem diabetes tipo um. E eu aqui também colaborando, né? Dentro dessa perspetiva, mais da da pesquisa, né, da é e dos estudos relacionados a essa condição. Então, desde já eu já agradeço a oportunidade e o convite de estar aqui. Pessoa 3 É uma honra estar aqui hoje, agradeço muito pelo convite de todo mundo do alimentacast e espero conseguir contribuir muito para esse nosso bate-papo de hoje. Melissa compartilha sua jornada e os desafios iniciais com o diabetes tipo 1. Quando falamos em diabetes, muita gente não imagina o quanto o diagnóstico muda a rotina e até a forma de chegar à vida. É um momento que mistura. Surpresa, medo, dúvidas e também um processo de autoconhecimento que vai sendo construído aos poucos. Então, para começar, eu queria que você, Melissa, contasse um pouquinho pra gente. Como foi o momento em que você descobriu o diagnóstico? E como reagiu a essa nova realidade? Pessoa 3 Meu diagnóstico foi em 2012, não o diagnóstico em si foi em 2013, mas no início dos sintomas. Eu comecei em 2012, no finalzinho de 2012, em novembro, eu tive uma virose, fiquei de cama durante um tempinho e eu gosto muito de trazer uma questão para trazer essa questão familiar, sabe? Porque tem a questão familiar muito envolvida. Eu estudava num colégio extremamente difícil. Aqui da minha cidade e eu estava passando muito aperto como matemático na época, era equação, era um Monte de coisa. E aí minha mãe achou que o emagrecimento mesmo por causa do estresse e eu emagreci cerca de 10 kg. Eu emagreci muito, fiquei muito magra e aí minha mãe achou que era um estresse, deixou passar o final de ano é, eu entrei de férias. E eu continuei emagrecendo, e aí, minha mãe, por algum caso do destino, parece uma colega de trabalho dela, falou sobre síndrome metabólica em um momento que ela estava conversando entre colegas e ela, o que é isso aí? Ela falou sobre diabetes. Ela, meu Deus, eu disse ela, eu acho que minha filha está com isso aí. Ela pegou, recolheu tudo, foi correndo para casa, já pegou o livrinho do plano de saúde e ligou direto no Windows? Endocrinologista, endocrinologia e metodologia eu fui direto para um endocrinologista. Eu tive diagnóstico pelo endócrino mesmo. Ela pediu o exame de sangue. Eu não cheguei a ser internada. Eu não cheguei a ter 4 de cetocidose. Acredito que hoje, né? Eu olho para trás. Eu acho que eu estava numa fase de lua de mel, que é um momento que ainda tinha uma produção de insulina. Logo no início foi difícil começar a aplicar insulina, sabe? Eu chorava toda vez que eu aplicava, só que eu tive o apoio da minha família, muito grande, muito grande. Isso é essencial. Meu pai, ele saía daqui de casa para poder aplicar insulina em mim na escola, porque eu não tinha coragem ainda de aplicar em mim mesmo. Aí eu assim de esse. Sentia como se eu estivesse me machucando, sabe, vai sair. Eu saía da sala num horário específico, eu tomava MPH na época, então o horário tinha que ser certinho, eu saía da sala, eu tomava e assim, logo no início foi bem assim, sabe? Eu eu ganhei os quilos de forma bem rápida. É lindo essa evolução, quando o paciente começa a tomar estilina, sabe, ele parece que revive, floresce, e aí assim, na questão de aceitação, de falar, nossa, eu sei que. Eu acho que eu aceitei aquilo. Eu engoli aquilo, né? Vamos se dizer. Mas falar que não doía é. É muito pesado falar isso, sabe? Porque para uma criança de 12 anos ser diferente dos colegas é pesado. Para uma criança de 12 anos, ter que administrar a própria vida enquanto os coleguinhas estão brincando, apenas é difícil. Pessoa 4 É muito importante o seu relato. Melissa, né? Porque nós, né, como pesquisadores. Docentes, enfim, pessoas que não tenham diagnóstico de uma alguma condição crônica, muitas vezes não compreendemos, né? É muito difícil você falar de algo que você não vive, né? Pra quem vive, mesmo que a gente tenha teoria, né, que mesmo que nós desenvolvemos, né? Pesquisa, estudamos sobre a temática, mas falar né, da de uma condição crônica que exige gerenciamento muito atento, né? Da condição, né? Conviver com qualquer condição crônica, né, exige isso, mas especialmente. Diabetes Bum torna ainda mais desafiador, até porque, como você mesmo colocou, né, esse diagnóstico, geralmente ele é feito logo, numa fase muito ainda, é muito incipiente, né? Uma criança, né, um adolescente, ele está começando, né, a lidar com com esses desafios, né, da vida. Então realmente é tudo mais difícil, como você colocou aí nessa esse exemplo do seu pai que saía de casa para ir administrar insulina em você, é porque você ainda não se sentia segura, né, ou ou desconfortável mesmo de de fazer essa alta aplicação. Então é muito, muito valioso para a gente ouvir isso. Tem alguém que viveu isso desde tão cedo, né? Mas que com certeza você vai trazer isso mais adiante. Como foi esse teu processo aí, né? De evolução e de lidar com com essa condição, né? Para viver da melhor forma possível, né? Luciana aborda mudanças de hábitos e a importância da aceitação no diabetes. Então, observando tudo o que Melissa falou, a gente consegue reforçar e perceber que a receção desse diagnóstico ele muda bastante coisa, desde os árbitros alimentares até o modo de encarar o próprio corpo e, consequentemente, as responsabilidades do dia a dia. E aí eu queria perguntar para Luciana, depois de toda essa descoberta, quais são os primeiros cuidados no estilo de vida que o indivíduo pode ter e precisa ter para manter um bom controle metabólico e a saúde em dia? Pessoa 4 Bem, é, é. A gente falou, eu falei um pouquinho agora, né, a respeito disso, né? Dessa condição de de conviver com a condição crônica exige muitos desafios, né? Assim, claro, né, que no caso diabetes tipo um, como nós conversamos, né, acabei de falar como acontece esse diagnóstico, acontece de uma forma mais precoce, né? Na vida ele, esses desafios talvez sejam mais difíceis, né, para uma criança, um adolescente, mas independente da idade, né, descobrir que tem uma condição crônica, uma perceção de que você vai ter que conviver com aquela condição, né, a aceitação, né? Eu acho que Melissa falou bem sobre assim, usou esse termo e realmente é importante, né, falar sobre isso, receber um diagnóstico. Entender, né, que aquela mudança nesse estilo de vida é uma coisa que você vai ter que levar para toda sua vida, né? É muito diferente de você ter uma doença com uma condição aguda, né? Ou por exemplo, um resfriado, né, uma qualquer outra comorbidade que você adquira, né, uma doença infectocontagiosa, você tem um diagnóstico, você sabe que vai que aquilo vai ser uma coisa, né, vai ter 11 período, né, para que aquilo aconteça, né? Fase de recuperação de cura daquela condição é uma condição crônica feito como diabetes? Não, né, é uma condição que você vai. Entende que você vai ter que conviver com aquilo por toda a sua vida, então, portanto, você também vai precisar mudar os seus hábitos, né? Seu estilo de vida para toda a sua vida também, então são várias mudanças, né, o nível de vida de uma pessoa que tenha uma condição crônica. Falando especificamente do diabetes, a gente pode trazer a questão da alimentação, né, que é minha área, eu sou nutricionista de formação. Mudança, né, é fazer melhores escolhas alimentares, é praticar um exercício físico, né? Regularmente cuidar da saúde mental, né, ter uma. Rede de apoio, né? Como a Melissa falou, né, a família é envolver as pessoas que estão ao seu redor com essa condição, né, entendendo que precisam colaborar, né? Então tudo isso faz parte dessa mudança no estilo de vida, né? Ter também, né, ouvir também outras experiências, então os grupos de apoio, eles são muito importantes para fazer parte de grupos, né, de pessoas que têm aquela mesma condição, porque você vê, né, que o outro também passa pelas mesmas dificuldades que você tem, né, que não é uma coisa só sua, né? Então, o que é normal, é comum, é, é entender, é, é ser desafiado diariamente, então tudo isso faz parte, né, desse cuidado, desse tratamento para que ele realmente tenha sucesso. Então lógico que nós sabemos que que é condição, né, de vida, né, e de de acesso ao cuidado. Ela é muito diferente no nosso amigo discrepante, no nosso país, né? Nós temos pessoas que têm condições favoráveis, né, que podem ter condição de, por exemplo, adquirir, né? 11 alimento de. De boa qualidade, né? E outras pessoas que nem sempre podem fazer essa escolha, né? Não necessariamente o que a gente considera adequado, né, para uma alimentação naquela fase da vida, a prática do exercício físico, nós temos pessoas que são mais privilegiadas, que podem é ter ali frequentar uma academia, né? Contratar um personal trainer para outras pessoas, isso não é uma realidade, né? As pessoas que vivem com uma vulnerabilidade social já tem uma outra realidade, pessoas que dependem, né, do do serviço público de saúde do SUS, que é o nosso serviço público, né? Aqui no Brasil também, né, de ter acesso a esse cuidado adequado, profissionais capacitados, né, o tratamento, né, adequado, o uso de de medicações mais modernas, né? Então tudo isso envolve, né, esse, esse, essa mudança no estilo de vida. Então, de forma geral, né, tudo isso é importante que eu citei. Mas claro que isso vai ser diferente a depender de cada indivíduo, né? Então esse acesso a de fato conseguir, né? Mudar esse estilo de vida não é fácil, né? Para assim, na teoria é muito bonito, né? Ah, faça exercício físico né, melhore sua alimentação, faça melhores escolhas, né, procure um médico, né, como a Melissa falou, aí, Ah, eu fui para o endócrino, meu especialista, né? Minha mãe foi lá, é, conseguiu né? Através de um plano de saúde privado ver um bom profissional que pudesse lhe acompanhar, mas nós sabemos que isso não é uma realidade. Todas as pessoas, né? Então a gente já conhece, né? O que é necessário fazer? Mas aí vai ser um pouco diferente, a depender de cada pessoa. A influência da família e a comunicação no tratamento do diabetes tipo 1. Eu queria complementar. Pessoa 3 Com umas coisas aqui, é pegar na linha de raciocínio inteira que a Luciana fez. Eu acho que quando a gente fala de alimentação, né, que é a área principal da Luciana, eu acho que tem que trazer aquela questão. Diagnóstico do diabete tipo um, geralmente é na infância. A criança não vai mudar a alimentação sozinha. É algo da. Família a gente costuma falar que o pai e a mãe, o irmão, virou diabético. Tipo 3. É um tipo de diabetes que nem existe, mas virou, entendeu? Então tem que entrar na rotina. Pessoa 4 E torna diabético também, né? Exatamente. Pessoa 3 Oo namorado, o marido depois que casa, né? A esposa, todo mundo vira diabete, porque a gente não consegue fazer sozinho. Gente, como é que a gente vai fazer uma comida para um, para outro, para outro? Isso torna inviável para qualquer família. Então eu acho que essa questão de adesão familiar, quando a gente fala da criança, do adolescente, é muito importante até para ele não se sentir sozinho, que seria também aquele sentimento que eu contei no. Primeira vez que eu falei aqui, né, sobre o meu diagnóstico, e aí a gente entra também Na Na questão da rotina, né? Não existe tratamento de diabetes e rotina. E aí rotina que a gente fala é horário para comer, cada alimentação, o corpo, ele conhece aquele relógio biológico, né? Então isso vai auxiliar na aplicação de insulina, em diminuir a quantidade de erro, em aumentar a quantidade de acerto. Então, essa questão da rotina familiar ali é algo assim, gente, é simples. É algo que assim, em qualquer família, qualquer questão assim a gente consegue colocar um pouquinho, sabe, tentar entender e não é só falar uma rotina, jogar informação, é perguntar pro pai e pra mãe, como é que é que hora você trabalha, encaixar, ajudar essa família a encaixar isso, e aí a gente vai fazer naquele encaixe, né? Centrado, né? No paciente, da forma que funcione, profissional da área da saúde, ele tem que compreender essa forma também. Deixa eu escutar ali o. Paciente, né? Entender como é a vida dele para que a gente consiga manejar isso aí. E assim, a questão que ela falou também sobre as pessoas em volta é, é o diabo? É tipo um, por ser na adolescência, tem muito adolescente que não gosta de contar para amigo. Então isso é outro ponto que eu acho que tem que ser muito estimulado com adolescente, porque às vezes Oo adolescente tá e tal passa mal e os colegas não sabem o que ele tem, então ele se coloca em risco por vergonha de. Ser diferente. Então isso é o diálogo, é o diálogo é colocar esse paciente para conviver com outras pessoas que têm a mesma condição que ele tem. Estimular o empoderamento daquele paciente, né? Fazer grupos de de convívio no SUS mesmo e no posto, né? Ah, uma vez ao mês, aos adolescentes, quando diabo é tipo um vem aqui e conversa que ele vê que ele não é 11 AT. Ele é uma pessoa comum e tudo bem, cada um tem um probleminha ali que muitos não faz. Ah, mas eu acho que isso são coisas que é muito interessante nessa, nesse cuidado ali, multidisciplinar, né? Do paciente, coisas que eu senti falta, inclusive que eu tento incorporar agora também como acadêmica, né? Na área da saúde. Eu queria. Pessoa 4 Também, né, fazer 111 comentário aqui, que do que a Melissa falou primeiro em relação à questão da alimentação, né, que você falou também, né, Melissa, é, é muito difícil gerenciar uma família, né? É onde tem uma pessoa com diabetes tipo um e aí fazer uma comida, né, uma preparação, uma refeição diferente para cada pessoa, né, ou para cada condição e especialmente para pessoa que tem diabetes. E aí você falou da preparação e eu IA ainda antecedo, né, a questão da aquisição, da do alimento, né, então assim até. É isso, né? A família precisa compreender o que é que pode, né, o que é, quais são os alimentos mais adequados, né, quais são aqueles alimentos que devem ser editados, né? Então esse esclarecimento também para a família, né, que muitas vezes não tem, não tem conhecimento, na maioria das vezes não tem um conhecimento prévio. Vamos pensar que nem todo mundo, nós somos todos aqui da área da saúde, mas muitas famílias, né, não tem pessoas da área da saúde naquele núcleo familiar, então esse essa informação, né OAOA pessoa que está envolvida, o profissional que está envolvido com esse cuidado, ele. Precisa também, né? Passar essas informações detalhadas, né, pra como você escolhe o alimento mais adequado? Hoje a gente tem é muitos alimentos né, processados e ultraprocessados, com denominações de light diet, então tirar essas dúvidas, né? Então a importância do profissional de nutrição ali também ler rótulos, né? Tudo isso precisa ser é informado para essa família, né, no caso da do diabete tipo um, quando é criança e adolescente, porque às vezes o próprio própria criança não tem esse conhecimento, né? É de nem pode, né não. Não É Ela que faz a compra do alimento, né? Então ela depende também de outras pessoas. Você falou também da questão da realidade, né? Da da família, dessa de ajustar, né? A rotina da família a. A essa condição, né? Então como vai ter que horas são feitas refeições? São muitas informações importantes, né, que horas é AAA, você faz a refeição, se faz a refeição, a mesa, como são preparados os alimentos. Quem prepara esse alimento né, que às vezes em algumas famílias tem uma pessoa, né, 11, cozinheira, 11, Dante, né, uma pessoa que ajuda na casa e serviços domésticos, então tudo isso precisa é né, todas as pessoas ali que convivem com aquele indivíduo precisam ter ciência, né? Ter, ter. Consciência dessa situação e por fim, é em relação ao adolescente, né, que você colocou muito bem, que tem diabetes, e aí uma coisa que eu achei muito legal que você falou no início, né, é que quando o adolescente no seu caso, né, começou a tomar insulina, reviveu, né, foi muito lindo isso você falar, então assim reviver, ganhar peso, né, se sentir mais disposto, né? Aqueles sintomas do diabetes clássicos, né? Diminuir então tudo isso é importante, mas tem 11, grande questão aí, né, que que eu acho? Portanto, e também falar especialmente na adolescência e dos riscos, né? Também do uso da insulina. Então nós sabemos hoje, inclusive a própria diretriz, né? Brasileira de diabetes fala sobre isso, tem um capítulo só falando sobre isso, dos cuidados psicológicos, né, que devem se ter ao paciente com diabetes tipo um adolescente, né? Como eu trabalho muito com essa área de transtorno alimentar, a gente sabe que pode ter também adolescentes que tenham diagnóstico de diabetes tipo um, mas tipo um, né, porque ele preferencialmente vai ser o uso, vai ser da insulina, que. Começam a ganhar peso, e aí hoje a gente vive numa sociedade onde o peso corporal ele é um, ele tem um papel, né, muito importante na vida das pessoas, né? Ganhou um papel muito importante na vida das pessoas, então muitas vezes essa pessoa pode não ter aquele peso padrão. O adolescente diabético, quando começa a usar insulina, ele começa a ganhar peso e isso também pode ser um motivo para alguns, né, como você pra você foi de Ah, que bom que existe essa medicação e eu estou me sentindo melhor, né? Estou, estou. Vivendo e também para outros fazer, poxa, estou revivendo, mas também estou engordando, é e não quero engordar, né? A preocupação com a imagem corporal, que inclusive são fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares, né? Como existe no diabetes a diabolia, né, que é 11, bulimia, né, assim que envolve essa questão do uso da insulina, então são coisas, né, que o profissional da saúde também precisa estar em alerta, como é o comportamento que você falou muito bem da da questão de os colegas, né, de de o adolescente não. Não ter vergonha de falar que tem uma condição crônica, porque as outras pessoas que convivem com ele precisam saber dessa condição, né? Porque isso pode colocar ele colocá lo em risco. Mas por outro lado, também, como é que esse adolescente lida com esse diagnóstico e com esse tratamento que pode trazer ali repercussões sobre a aparência, sobre a saúde, que às vezes ele precisa compreender que sim, vai precisar ganhar peso, mas que isso pode ser monitorado de uma outra forma. Então, acho que são muitas coisas, né? Para a gente ver o quão, quão é complexo. Ter uma condição como essa, que exige esse cuidado, esse autocuidado, mas esse, essa atenção também todo é o mundo que está envolvido, a família, os profissionais da saúde, as pessoas que lidam, né, com esse, com esse indivíduo no na sua rotina, no seu dia a dia, a escola. Então, às vezes, na maioria das vezes, essa, esse adolescente, essa criança está na escola. Então a escola precisa também entender como é esse tratamento, né? O que é que inclui os cuidados, né? Os sintomas de de. Alguma complicação? Tudo isso. Então acho que foi muito bom você fazer essas suas considerações, eu acho. Pessoa 3 Que nessa parte. Assim, se a senhora sabe muito mais que eu, né, sobre essa parte de transtorno alimentar, mas eu penso muito como olhando como paciente assim que aquela um conceito, né? De muitos médicos de falar Ah, você não pode o não. Então assim, eu acho que a gente deveria substituir o não para vamos e equilíbrio. Parar e fazer escolhas as. Pessoa 4 Proibições, né? Exatamente. Pessoa 3 E ensinar esse paciente a fazer escolhas corretas. Então assim, equilíbrio, né? Para que não estimule é ser feito do transtorno alimentar, né? De consequência ali, eu acho que é um ponto que temos muito a evoluir ainda, tanto na abordagem de estudo multidisciplinar. Aí a gente está falando, né, de médicos não só endocrinologistas, mas a. Aqueles que atuam na linha de frente médico de família e comunidade clínico geral, né, que elas são, que atendem, apesar de que o diavastipo é mais atendido pelo endocrinologista mesmo, já tem esse encaminhamento a maior parte do SUS, junto com o nutricionista e junto com o psicólogo. Então eu acho que aí é um algo que precisa de mais conversa entre esse Muti aí para entender como não só técnico, menos técnico, na verdade é mais. Mas como aguardar o paciente mesmo? É porque a técnica, tá, a gente pode saber, mas como que a gente vai conversar com aquele paciente? Porque é uma frase, pode ser um gatilho. E esse gatilho desencadeia um dominó de coisas, né? Então eu acho que essa questão da comunicação aí é a parte mais importante que a gente tem para prevenir transtorno alimentar e auxiliar, né? Não só nessa parte de saúde mental enquanto a transtorno alimentar, mas também. Também a outras coisas. A gente está abordando sobre início de diagnóstico aqui agora, né? Mas há coisas que podem aparecer com anos de diagnóstico, né, que seria o birnon, o diabetes, dress, que são coisas que aparecem com anos de diagnóstico, né? Então tudo isso eu acho que a base fundamental é comunicação, que é algo que precisa de ser mais estudado, né, e implementado, porque comunicação a gente não aprende só na teoria, lendo não é protocolo, comunicação. Então é técnica, é fazer sem medo. Então é saber o que está fazendo para conseguir fazer da forma correta. Então eu acho que esse é um ponto que a gente está precisando de suprir no tratamento do diabetes. Melissa explica como a contagem de carboidratos trouxe liberdade em sua dieta. Eu achei. Pessoa 2 Muito legal esse parâmetro que Melissa trouxe da questão da proibição. Nós, como estudantes de nutrição, né? Futuros nutricionistas e Luciana como nutricionista. Quanto mais a gente estuda sobre os alimentos, quanto mais a gente entende essa questão do índice glicêmico, a gente percebe que é possível sim fazer escolhas. Escolhas que são mais inteligentes dentro do diagnóstico do paciente. E achei muito legal essa pontuação da de parar de rotular as coisas como um não. Você não pode. Às vezes você consegue fazer trocas ou realmente acrescentar na rotina. É muito importante essa questão de parar de rotular também a pessoa com o diagnóstico para que não ocorra esse esse desenvolvimento de transtornos que podem vir a acontecer. E eu achei também muito legal essa questão de que Luciana trouxe da aquisição dos alimentos, que foi algo que a gente até comentou no episódio de parentalidade. Realmente não são as crianças que vão às compras, não são as crianças que compram os alimentos para dentro de casa. Então, tudo isso, toda essa rotina familiar, impacta muito nos hábitos alimentares das crianças. A gente vê isso principalmente na diabetes tipo 2, porque é algo que é completamente influenciado pela rotina alimentar. Mas é legal poder ver que isso também tem espaço na diabetes tipo um e a gente consegue perceber o quanto é importante. Toda essa rotina, desde quando nós somos crianças, até toda a escolha da alimentação e dos hábitos alimentares que são formados nessa época. Então eu achei legal pontuar tudo isso, essa questão da aquisição alimentar, da de parar realmente essa proibição, porque é algo que a gente consegue equilibrar como Melissa trouxe realmente. Pessoa 1 Muito importante esse comentário de vocês. Bom, Melissa, falando em alimentação, como é para você essa relação? Você segue algum tipo de plano ou faz contagem de carboidratos ou aprendeu a lidar com as escolhas alimentadas de forma mais leve e natural? Bom. Pessoa 3 Atualmente eu faço contágio de carboidrato, sabe? Mas é uma coisa que assim a gente não entra de cara no contágio de carboidrato, não, gente. Impossível com a quantidade de formação que entrega na nossa mão, no primeiro, no primor diagnóstico ali. Então, assim, a contagem de carboidrato é algo que eu fui fazer. Eu acho que 5 anos depois do diagnóstico médico, não. Não conseguia me ensinar, eu aprendi sozinha na auto didatismo, foi aí que eu decidi, inclusive fazer medicina. Eu abri a diretriz da SBD, aprendi a fazer a cotagem de carboidrato, calculei tudo sozinha. Foram pandemia no início da pandemia assim, EE assim hoje é o que me dá Liberdade, mas aí eu trago um contraponto, como acadêmica de medicina que já atendeu diabético, tipo um criança, eu falo, é muito difícil de ensinar alguém fazer cotad. Acho carboidrato e é uma coisa que você fala, você olha para OPCE, te fala assim, será que vai dar para sustentar isso? Será que vai? Sabe? Será que é algo assim? Então eu acho que é uma coisa que traz Liberdade, mas eu falo, não é fácil, não é fácil, é uma coisa de prática mesmo, né? No início, você tem que ficar olhando o tempo inteiro quanto que vale cada carboidrato de cada coisa. E aí aí eu notei que sem rotina não IA dar certo, porque a gente tem que comer mais ou menos a mesma coisa todo dia para conseguir malear aquilo ali. De acordo com o nosso dia a dia, né? E assim. Mas eu acho que que com a tática de carboidrato é uma coisa que não é pra todo mundo, infelizmente. Só que é uma coisa que traz Liberdade. Quando o assunto. Pessoa 1 É comida? Não se trata só de de restrição, mas de entender o que o corpo precisa e como responder com cuidado e ao mesmo tempo sentir prazer na alimentação. Luciana discute a importância da interdisciplinaridade e comunicação empática. Luciana, eu lhe pergunto, como a interdisciplinaridade e o cuidado multiprofissional, nutrição, endocrinologia, psicologia, educação física? Pode auxiliar na melhora do cuidado com ABM, então? Pessoa 4 Assim, né, trazendo algumas coisas que AA Melissa colocou, primeiro sobre a questão da abordagem, né Melissa? Que eu achei muito, muito importante você trazer isso, né? Como abordar? Porque como você bem falou, né, condutas, as diretrizes, os protocolos, né? Nós, como profissionais da saúde, já conhecemos esses todos esses documentos, né, que orientam as condutas e tal. Mas eu acho que hoje o grande desafio de qualquer profissional, né, pensando em interdisciplinaridade, né, que a pergunta que a Ana Paula me fez, que eu vejo, né, na minha prática, né. Eu passei muitos anos antes de ser docente, né, de viver exclusivamente para docência. Eu passei muitos anos trabalhando, né, como como nutricionista, na área de nutrição clínica, né, em ambiente hospitalar, em consultório. E o que eu via muito era, eram as queixas, né, dos pacientes em relação aos profissionais da saúde, médico, nutricionista. Lista também, né? E todos os outros que se envolvem, né? Nós sabemos que, como a doença multifatorial, né, o diabetes, a hipertensão e outras condições crônicas, é importante esse cuidado multiprofissional, né? Então o médico como você colocou aí, né, endocrinologista, porque é o especialista e no diabetes tipo um ele tem 11 papel fundamental, né? Mas o clínico também, né, e outras especialidades médicas que forem surgindo, a necessidade, né, de de ir entrando aí nesse tratamento, o nutricionista, o profissional de educação. Física, que vê muito a queixa em relação do paciente, em relação aos profissionais, exatamente como são abordados, né? Então essa coisa especialmente, posso falar mais da minha área, né? A gente tem que falar, tem que ter um lugar de fala e posso falar da minha área, né, mas eu vejo isso também como paciente, né, é de pessoa hipertensa e também vou para o médico, né, cardiologista e outros profissionais. Então o que eu vejo muito falando da nutrição, né, e que a gente ainda, né, está engatinhando muito nessa coisa da abordagem, como eu posso abordar o. O meu paciente diabético, né, essa pessoa que tem diabético que chega de uma forma que ele de fato se engaje no cuidado, se engaje no tratamento, mas também sem causar esse terrorismo, né? Nutricional, né? O paciente tem medo de comer, ficar assustado, né? É? Ou então o paciente é aquele paciente também, que a gente tem 2 perfis de paciente, né? Tem aquele que vai se engajar, que, enfim, tudo tranquilo, na verdade 3, né, tem aquele que vai ficar assustado com o diagnóstico e com a mudança, né, do que ele às vezes. De consumir aí agora não vai poder consumir a mesma frequência ou da mesma forma, né? E tem aquele paciente que tipo, tô nem aí, né, é, é assim mesmo, até aqui eu me sustentei assim, se tiver de morrer morro, a gente também tem esse perfil, né? E aí como você aborda essa pessoa, pode fazer 11. Grande diferencial, né? É, eu me lembro muito, né, de eu quando eu fazia atendimento, né, os pacientes chegarem e dizer, e eu é escuta, né, primeiro de tudo, escutar o paciente, né, porque infelizmente os profissionais de saúde hoje não. Né? Já chega, já vai logo direto, passa logo o exame, manda logo pra, pra pra fazer os exames, não faz um exame clínico no paciente, não faz uma escuta apurada, né, uma escuta realmente ativa, né, que esteja ali presente, né, ouvindo é as limitações que o paciente tem, ouvindo as dificuldades que ele, que ele traz, né? E tudo isso que a gente já falou, de família, de grupo, né, de quem ajuda, de quem está envolvido com a sua alimentação, com seu autocuidado, com seu cuidado e sua rotina, né? Tem pessoas que. Trabalham o dia todo. Como vou incluir uma alimentação mais adequada na minha rotina, onde eu saio de manhã, 5 horas da manhã e chego em casa 9 horas da noite, né? Uma realidade é uma pessoa, a maioria da população é essa, né? E aí o nutricionista chega e diz, olha, disse não, de manhã, o senhor vai ter que comer isso e isso e isso, olha, tem que ser nesse horário, viu? Porque se o senhor né pular uma refeição, então é. É tudo muito cronometrado, é tudo muito, né, que é e ele nem sabe qual é a realidade do paciente, mas ele já vai dizendo assim, né? Ele já vai falando o que ele aprendeu na teoria, né? E aí é, vem o medo, né? A pessoa, meu Deus, como é que eu vou fazer isso, né? Quem vai me ajudar, quem vai, né, estar comigo ali nesse processo e tal? Então eu acho que que a abordagem é fundamental para qualquer cuidado, né, de pessoa que tem qualquer condição, né, quando a gente busca um cuidado de saúde. Como a gente vai ser abordado, faz um grande diferencial, né? Até até que.eu vou realmente fazer uma adesão àquilo que aquela pessoa passou para mim ou não. Eu já ouvi várias pessoas, né? Dizer assim, oxe, eu fui, cheguei lá, o médico começou a falar um Monte de coisa, um Monte de coisa, eu saí mais atrapalhada, mais confusa do que quando eu cheguei, porque é tanta informação que o profissional da saúde ele necessita, né? Jogar ali no paciente para provar às vezes até que é competente, né, que que é o sabichão, né, enfim, e aí o paciente. Coitado todo desnorteado, né? Como é uma pessoa que ainda tem algum conhecimento, que é da área da saúde ou que conhece um pouco sobre aquilo, às vezes pode ser um pouco mais tranquilo, mas ainda assim é muito importante. Como você faz essa abordagem? Uma outra coisa, né, falando sobre o método de contagem, que você falou muito bem, é o método de contagem. Hoje ele é considerado, né? A gente vai falar um pouco mais sobre isso. Tem um padrão, né? Ouro dentro da do cuidado nutricional, né? Da pessoa que tem diabetes tipo um, né, porque vai ter toda essa uniformização aí, né, com com a questão da dosagem, insulina e tal. Mas de fato é difícil, né? Muito difícil. Por isso que o método de contágio, ele não profissional tem que avaliar muito se aquela pessoa tem condição de colocar isso em prática, né? Na teoria é maravilhoso, mas na prática você veja você um diagnóstico, né? Já depois de tantos anos foi que conseguiu realmente se adaptar, né? E colocar isso na tua rotina, então, não é fácil o trabalho interdisciplinar, multiprofissional, nessa troca entre os profissionais, não só de Ah, eu vou para o endócrino, eu vou para um profissional de nutricionista. Mas esses profissionais também discutirem entre si, né? Eu sei que na rede privada isso se torna um pouco mais difícil, né? Mas isso público, né? Aquele momento da discussão daquele caso, que é o olhar do nutricionista sobre aquele paciente. Oo centro é a pessoa, mas os profissionais precisam discutir, né? O que é viável, porque muitas vezes eu posso levar uma situação ou alguma coisa que eu tenho alguma dificuldade para o. Médico e não posso levar isso para o nutricionista ou vice versa, né? Então é isso. Eu acho que é o grande desafio, sabe do trabalho multiprofissional, porque quando a gente fala de interdisciplinaridade, a gente está falando de muitos profissionais ali, né? De áreas diversas envolvidos. Quando a gente fala de muito profissionalidade, muitos profissionais ali envolvidos nesse cuidado, mas a transdisciplinaridade é o que é o grande desafio, né? Essa troca é o que está ali envolvido, o que todos os profissionais precisam discutir, né? Ah, eu, eu faço dessa forma, eu estou fazendo assim, não, mas eu estou fazendo assim. Então isso aqui parece que não é muito viável, não está funcionando muito bem, então acho que isso é Oo grande trave, sabe da trabalho profissional em saúde, seja ele no diabetes ou em qualquer outra condição, então assim é, é maravilhoso. Eu uso e é importantíssimo que todos esses profissionais se envolvam. Que OA pessoa que tem o diagnóstico de diabetes tipo um, ela tem acesso, né, a esse cuidado. Mas né, não é fácil colocar isso Na Na prática, né? Acesso à tecnologia e educação em diabetes no Sistema Único de Saúde. Da pessoa tem o diagnóstico de uma condição crônica. Pessoa 3 Sobre a questão da atenção básica, né, eu posso falar como paciente né, que eu uso SUS também, todo diabético tipo um uso SUS e como acadêmica? Lá está sem ter acesso aos médicos, mas tem é aos medicamentos também, né? O Brasil é um país que a gente não pode reclamar. A gente tem acesso a insulina aqui. Fora do Brasil não tem acesso a insulina. As pessoas morrem por falta de insulina. Agora, quando vocês perguntam sobre tecnologia, a gente já entra No No ponto frágil. É um ponto que tem muita, muita discussão pública, né? Para tentar incorporar tecnologia no SUS atualmente, creio tem esperanças que em poucos anos a gente vai ter acesso a mais tecnologia, né? Assessor de monitoramento contínuo, que ajuda muito. O mágico e nutricionista tá haver o impacto de alimento naquele paciente e o próprio paciente haver impacto de alimento e fazer escolhas melhores. Porque eu costumo falar o sensor de monitariamento contínuo, ele dá um nervoso no paciente. Ele não vai querer comer coisa x ou y, ele vai fazer escolhas melhores porque ele sabe o quanto aquilo faz bem ou mal para aquela curvinha. Então a gente fica com uma hiper vigilância boa, do próprio controle. Então a gente coloca ali o paciente como protagonista no próprio tratamento. A partir do momento que a gente coloca 111 tecnologia dessas, sabe? Então assim, atualmente não é uma realidade do Brasil, mas eu tenho Esperança de que em poucos anos a gente consiga transformar isso em realidade. Porque eu acho que vai ter frutos muito bons para o controle glicêmico desses suficientes nisso. E quanto à questão também, uma questão que eu acho extremamente importante é sim a ação. Educativa e eu acho que 11 boa forma da gente ampliar isso, talvez no Brasil seja via projeto de extensão acadêmico. Eu tive um projeto de extensão na faculdade, eu finalizei ele por agora, ele chamava diabetes tal. Eu comecei ele no segundo período da faculdade e fiquei 2 anos com ele. Juntei uma equipe, treinei essa equipe. A passar a educação em diabetes pros pacientes. Treinei eles a medir, a falar tudo. Eles tinham o pessoal da tinha pessoal da nutrição, da medicina e uma da farmácia. Então a gente fazia aquela coisa transdisciplinar, porque a gente conversava entre nós, sabe? Então, assim, querendo ou não, foi um treinamento para essas pessoas que foram da equipe, né? A trabalhar assim em grupo, independente de seguirem com o diabetes e o nome. Mas eu acho que a comunidade teve um ganho. É muito grande. Então eu acho que se cada faculdade tentasse colaborar da sua maneira ali com aqueles acadêmicos, eu acho que tanto a comunidade quanto os próprios acadêmicos sairiam ganhando. Primeiro porque os acadêmicos iam treinar a comunicação que a gente está falando o tempo inteiro aqui, né? Por meio da orientação de um professor adequado. E a comunidade ganha, porque a coisa que acadêmico mais quer ter contato com o paciente, então é o olhar do acadêmico. Ele, ele brilha, então isso. Isso é algo que o paciente, ele vai gostar, vai fazer diferença. Tinha muitos pacientes e dava abraço na gente, sabe? Ficava muito feliz. Então eu acho que foram foi um momento que, se eu puder estimular, estou usando esse momento aqui para estimular quem estiver ouvindo e for acadêmico, criar um projeto de extensão de diabetes e tentar passar educação e diabetes de verdade, né? Ler as diretrizes, entender como que eu posso passar isso aqui para uma linguagem leiga e passar isso para o paciente. Né? Explicar sobre a alimentação, sobre coisa básica. Gente, se você falar sobre a atividade física, 3 vezes na semana, 50 minutos, 3 vezes na semana, pronto, já fez um pedaço. Se falar sobre alimentação de alto tempo, ciclicêmico que que é carboidrato, que que é proteína, que que é gordura, pronto, super simples. De explicar, o paciente entende e se explicar sobre questão. O pessoal da farmácia, né, explicava muito bem sobre questão de aplicação de insulina, locais adequados para aplicação, fazer aquele rodízio. Gente, você já resolveu a grande parte da vida do paciente. Aonde que guarda insulina na geladeira? Um Monte de gente guarda errada, sabe? Então, Oo acadêmico ali, eu acho que é uma coisa que todo mundo sai ganhando. Sabe, é uma coisa que eu fiz e que é uma forma boa de fazer, é ação educativa, sabe? Para a comunidade tem esse estímulo aí eu tô, a gente tá falando de diabetes aqui, mas a gente pode falar sobre várias outras coisas, sobre câncer de mama, falar com a mulher, né, sobre essa questão, como que é, né, a hipertensão, então, coisas que o Brasil tem muito, levar esses acadêmicos para o campo é uma coisa que eu acho que todo mundo tem muito a ganhar. E eu vejo. Pessoa 2 Essa questão que Melissa falou sobre a atribuição da tecnologia com relação à diabetes, usando de exemplo essa questão do aparelho de contagem, nós não estamos entregando simplesmente uma tecnologia mais para o tratamento. Eu vejo como nós entregamos ao paciente. É o conhecimento. Como Melissa falou, ele vai ter. Ele vai perceber o que aquele alimento faz no corpo dele e assim ele vai ter o poder de escolha. Ele vai compreender o que aquele alimento faz no organismo e a partir do conhecimento. Ele vai se autoconhecer e entender se aquilo ali faz sentido para ele, se não faz. Então não é simplesmente mais um aparelho que a gente está entregando, mais uma forma de cuidado, mas sim, o conhecimento é da mesma forma. Eu também achei Superinteressante que Melissa falou. Sobre os projetos de extensão, isso também é dar conhecimento para a pessoa que está recebendo o diagnóstico. E realmente a gente percebe que isso está muito em falta. Então, durante toda a conversa, a gente percebeu que o acompanhamento da diabetes ele exige uma atenção contínua, envolvendo realmente esse cuidado multidisciplinar, com uma rede articulada entre a atenção básica, o acesso à medicação, às tecnologias e às ações educativas. E aí, entrando novamente nessa ideia do SUS, eu queria perguntar para Luciana, quais são as principais? Os países desafios que ela considera que o SUS enfrenta para garantir esse cuidado completo com as pessoas que vivem com a diabetes mellitus tipo um, bem. Pessoa 4 É como a Melissa bem falou, né? Aqui no Brasil, apesar das pessoas, né, falarem tão mal do SUS, né? Mas nós sabemos quando a gente vai estudar, né? As as políticas públicas que nós temos para as doenças, para enfrentamento das doenças crônicas, né? De forma geral, nós vemos o quanto nós estamos, né, avançados em relação a outros países que se dizem né, tão. Mais evoluídos economicamente, né? Tecnologicamente falando. Mas o Brasil, ele tem esse know how mesmo, né? De cuidado, de políticas, né? Voltadas para o cuidado, né, da das pessoas com doenças crônicas e. O plano de ações estratégicas, né, para o enfrentamento das doenças crônicas é não transmissíveis, né, que hoje a gente fala em condições crônicas do Brasil. Ele tem vários planos, né? É, é um plano, mas tem várias metas, né, e estratégias que são utilizadas para a gente alcançar realmente, né, tentar alcançar sucesso, né? Nesse cuidado, então a abrange desde a vigilância em saúde, né, os dados epidemiológicos, né, o acompanhamento, né, de novos diagnósticos, né. Incidência, prevalência no Brasil o Brasil é um país que. Que tem, né? Um é enorme, né, tem um tamanho territorial, é de um continente, então cada região vai ter as suas especificidades, né? E a vigilância em saúde, ela avança, né, estuda sobre isso, né? Nós temos as políticas de promoção à saúde, né, as ações de promoção à saúde, que aí a atenção básica, né, ficar dentro da atenção primária à saúde, isso acontece de uma forma. Mas vamos dizer assim, mais vigente mesmo, né? Então, como a Melissa trouxe aí a universidade acaba fazendo parcerias muitas vezes, né, com a atenção primária para desenvolver esses projetos de extensão, né, de de ações educativas para a população, né? Tem um programa hiperdia que tem como dentre as premissas, né, os pacientes com hipertensão e ou diabetes, também ações voltadas para essa população e também as políticas de prevenção, né, que aí envolve toda essa, toda essa rede, né? Envolvida aí com esse cuidado integral do paciente, né? Da pessoa que tem diabetes. E aí é importante também falar, né? Você falou Melissa muito bem, né? Eu até anotei aqui pra enfatizar isso. Ainda falando do SUS, né? Nós temos o. O protocolo clínico, né? EE diretrizes terapêuticas para o tratamento do diabetes tipo um e do diabetes tipo 2, né? Falando do diabetes tipo um, né, que esse protocolo ele foi atualizado em outubro de outubro e novembro de 2019. Ele traz aí a importância, né, dentro do SUS, desde o rastreamento, a identificação dessa pessoa que tem, né, fatores de risco para Oo diagnóstico, né? Do do diabetes tipo um, desde o rastreamento, que hoje, né, tem indicação de ser feito de uma forma. Mais precoce, né? Em torno de 35 anos, a pessoa que tem fatores de risco, ela deve ser né, investigada é para né, através de exames clínicos, EE, bioquímicos, né, para tentar fazer esse diagnóstico o mais precoce possível, porque a gente sabe que AAO diabetes ele ela é uma condição crônica que a longo prazo pode ter, né? Algumas complicações, né? É, e a curto e a longo prazo, né? Então é importante fazer um diagnóstico precoce, né? Como AA Melissa falou aí, né, contou um pouquinho no início a história dela, né? Como foi feito esse diagnóstico? Então ela tava perdendo peso e a mãe, né, os pais dela nem suspeitaram que era diabetes, né? E era uma condição, né? É grave? É. Então tem esse esse diagnóstico, ele precisa ser feito, né, o mais rápido possível. Nós sabemos, como a gente já falou apesar, né, do SUS ter essa rede, né, ter esses planos, ter essas políticas, ainda assim, muita, muita é, grande parte da população não tenho conhecimento, então às vezes tem os sintomas, mas acha que é alguma outra coisa, né, ou alguma outra doença, é, não vai regularmente, né? Não faz esse, esse trabalho de prevenção às vezes. Não é muito, né? É articulado e às vezes a pessoa só descobre quando já tem a doença e às vezes até algum tempo tem, nem sabia que tem, né? E isso tudo precisa ser é levado, né, pra comunidade. A comunidade precisa ter noções, então existem políticas, por exemplo, de incentivo, né? AA, disseminação do conhecimento sobre diabetes nas redes sociais, né? Acho que a semana passada até eu compartilhei com Cecília, né, um curso. É que o Ministério da saúde tá promovendo para profissionais da saúde, né? Fazer esse rastreamento, esse diagnóstico precoce, né, para trabalhar com educação em saúde dentro dessa população de pessoas com diabetes, EOO também inclui, né? Esse esse plano clínico de diretrizes terapêuticas inclui é a distribuição de medicação, né? Hoje a gente tem o SUS, né, para pessoas com diabetes tipo um. Nós temos a distribuição gratuita, né, de medicações da insulina, no caso né, que é AA droga, de que é utilizada, né, para para o tratamento do diabetes tipo um. É insulina humana, né? De ação rápida, de ação intermediária, que é MPH, os análogos de insulina, né, que são drogas, né, que em termos assim, né, de, de, de resposta, né? É insulinêmica muito mais avançada, então é. Claro, né, como a Melissa trouxe aí a gente ainda falta evoluir, muita coisa, né? Essa parte da tecnologia do monitoramento contínuo é uma coisa que, né, a gente ainda não consegue distribuir gratuitamente para a população, mas eu acho que que o SUS ele vem tentando, né? Cada vez mais os profissionais de saúde, né, é a sociedade brasileira de diabetes, junto com com com o governo federal, né, e os governos municipais e estaduais, essa articulação é muito importante. Pra que as pessoas, né? Com diabetes, elas tenham mais acesso a esse cuidado, né? Quanto melhor possível. EE, eu acho que a gente tem, né? Esse privilégio, né, de ter um serviço público de saúde que distribui gratuitamente uma medicação, né, que vai ali, né? Ajudar o paciente a monitorar melhor a sua condição, então. Eu acho que que a gente tem avançado, né? Mas claro que sempre tem o que melhorar, né? E a gente como profissional de saúde estamos precisamos nos unir, né, nessa luta aí pra que possam as coisas possam só avançar. Então é acho que é isso que eu queria acrescentar, né? Melissa detalha a aceitação do diabetes e o desafio do burnout diabético. O que a Melissa já tinha falado? Pessoa 2 E aí, dando continuidade a falar sobre a insulina, que é uma parte essencial do tratamento. E para muitas pessoas, acaba se tornando um desafio. Como Melissa falou no início, é, eu queria direcionar para você, Melissa, para falar mais um pouco como foi esse processo. É, você disse que tiveram dificuldades no início, que precisava que o seu pai fosse lá. Ele deu esse apoio para você? É, mas além disso, o que é que te ajudou na época? E assim mesmo hoje, se você tem alguma dificuldade? É a tornar isso tudo mais tranquilo, já que é algo tão rotineiro. Pessoa 3 É. Então no início eu tive sim dificuldade, né? Na aceitação, ela não é algo que acontece num clique, ela é algo que vai acontecendo, né? A pessoa vai digerindo aquilo até que 1 hora fala poxa, né? Então a aceitação é, eu fui compreendendo quanto tempo que a aceitação não é não. Engraçado, né? Não é não ter vergonha de falar o seu diabético. Aceitação é um corporal. Diabetes como parte de si, né? Então é entender que o diabetes é uma coisa que ela tem responsabilidade consigo mesmo, tal pumo, escovar os dentes e tomar banho. Né? Então é algo que automaticamente ela coloca na rotina dela. Então isso é aceitação. Mas eu costumava dizer quando eu aceitei que o diabantes, ele não é o quebra cabeça inteiro da nossa vida, o diabantes é uma passinha do quebra cabeça. Então é, a gente vai compreendendo isso com o tempo e cada um tem o tempo de elaboração, não é? É próprio. É quanto antes melhor, né? Porque aí a gente previne de ter 11 controle glicêmico ruim por muito tempo. Muito tempo, né? É. Mas assim, no início foi difícil. EE, creio eu que talvez tenha sido difícil por não ter recebido educação em diabetes de forma adequada. Então a gente faz as coisas, acha que só aplicar insulina já tá fazendo muito, mas na verdade tem vários pingos nos que precisam ser colocados ali. É o profissional da área da saúde que vai fazer isso, porque o paciente não tem informação, né? Meus pais não são da área da saúde, então eles não sabiam. É, eu era uma pessoa dependente, né? Dos pais, porque eu era adolescente. É, então a gente aplicava insulina e achava que estava bem, né? Minha mãe, eu tive diagnóstico com a glicemia 460 e poucos. Então, para ela, uma glicemia 200 estava baixa. Pessoa 4 Né? Pessoa 3 Porque ela não tinha essa informação, então ela achava que estava fazendo bem. E traz o sofrimento para para os pais também, né? Porque a mãe tenta. Né? Fazer da forma que dá para ela, de acordo com a consciência que ela tem, é. Então eu acho que falta essa comunicação. É uma coisa que talvez teria ajudado um pouco, sabe eu a adiantar essa, essa essa aceitação, porque. É a aceitação. Ele era exatamente o que eu isso que eu falei era de entender que o que eu tô fazendo tá certo, sabe? É não 100% perfeito, mas eu tô no caminho certo, eu tô sabendo que eu tô fazendo, eu tô agindo com consciência, tá? A partir do momento que eu tô agindo com consciência, cara, eu tô aceitando, né? Então é, isso é complexo. E aí eu tô indo numa linha do tempo aí, né, nesse momento eu tô na mel de 2019, 2020 talvez, né? É. E aí logo depois eu entrei num num estado de muito controle, a glicêmico, né? Minha hemoglobina glicada é chegou a cair de 12 e 13 para 8. Em 3 meses, depois que eu descobri isso, foi só com informação. E foi a informação que eu busquei por conta própria, né? Por isso que eu falo, se tivesse 11 profissional, um não, né, vários profissionais da saúde catalisando isso aí, isso aí teria sido mais rápido, né? E não é por falta de acesso. Eu tiro acesso a profissional eu tive acesso a nutricionista, eu tive acesso a endocrinologista. É porque só passava a insulina, mandava aplicar, não explicava nada e jogava o negócio em cima do paciente. E a gente falava, tá, e aí, o que que eu faço com isso, né? E aí eu lembro direitinho que teve um dia, foi em 2020, eu acho. Já tinha começado o cursinho pra pra fazer a prova de pra medicina EE. Eu lembro que eu assim. Teve uma circunstância de um médico que falou uma coisa para mim, sabe? É, ele falou que eu tinha que me cuidar, né? Que não tinha como eu ser médico se não me cuidasse. Então aí ele deu uma Viradinha de chave, foi um médico novo, ele tinha trocado de médico na época. EE aí eu lembro que eu acordei um dia, eu fui dormir e eu falei, cara, amanhã essa amaglovina clicada na minha carne de 12. Pra sei lá quanto, né? E aí nisso aí eu comecei a pesquisar e foi aí que eu comecei a fazer isso, comecei a fazer os cálculos, meio que sozinha, né? É, eu tive uma ajuda do low carb na época, né? Eu descobri que o low carb, o depostor do carpo, hidrotos, aí eu fiz 11 coisa meio louca, mas deu certo, é? E aí eu decidi fazer medicina, foi mais ou menos num num rolê desse, aí decidi que eu queria endócrino, né? É nesse momento eu conectei com essa questão, sabe? Falei pucher, eu consegui me salvar, né? E aí eu queria auxiliar outras pessoas a encontrar esse caminho aí também, né? Da Liberdade, vamos se dizer. É só que ali é importante a gente falar também, não é porque o paciente aceitou que ele tá bem. Isso não é assim não. Animo de tá 100% bem, né? A gente entra aí depois com diabetes, bernaud, diabetes, tress, né? Eu tive um bernaud, né, fortíssimo, por causa dessa hipervigilância. A gente vai bem e fala, poxa, eu tenho que né? Ser perfeito tem que tá tudo, né? Então é, é. O tempo inteiro a gente vai ter que ter essa essa questão de conversar, ter um médico que a gente possa conversar, né? É que, Ah, tô com uma insegurança aqui, mesmo que eu saiba a resposta, né? Com base no tempo que eu tenho de diabetes, eu quero mandar mensagem pra esse médico, eu quero que ele cuide de mim, né? Aceitar esse cuidado, então, isso é extremamente importante pro paciente crônico, né? Aceitar o cuidado, né? EE ter alguém que cuide dele de verdade, né? É que que ele saiba que possa contar com esse profissional da saúde. Então a gente fala aí de todos os profissionais, né? A gente tá falando do médico, a gente tá falando do nutri, a gente tá falando do psicólogo, se for o caso dele também optar por fazer uma terapia, né? É pra lidar com essas circunstâncias, porque, né, gente, 365 dias do ano não tem férias, não é possível que não tem 1 dia que a gente não vai ficar irritado com esse negócio, sabe? Então assim, aceitou, mas cara, tava tem dia que você vai ficar assustado. Você vai querer não ter sido, não ter tido esse diagnóstico, né? Então é, é muita coisa, né? O paciente sai ali do consultório, do do endócrino, volta depois de 6 meses e esses 6 meses ele tá com ele mesmo, né? Então ele é a mente dele, né? Então é algo que precisa desse trabalho contínuo, né? É, eu bato nessa traca mesmo, que eu acho que é algo que as pessoas não falam muito, que é extremamente necessário de ser falado. Né? Aceitação não é sinônimo de tudo feliz, de vida colorida e Florida, não, não é, sabe? É só uma Viradinha de chave para que aquele autocuidado aconteça de uma forma melhor. Mas não é. O paciente é humano, não é. E todo humano vai ter essas frustrações, não é? Pessoa 4 Mas só fazendo um parêntese sobre o que ela falou, né? Na verdade, não é nem um parêntese, né 11, ressaltando o que ela falou agora, no final, é dessa questão da aceitação, né, aceitar não quer dizer Ah, aceito, tá tudo maravilhoso, tudo ótimo, né? Isso em qualquer contexto, né? Aceitar é entender, sim, eu tenho, né, consciência do que preciso me cuidar, né? É, mas também vou ter dias que não está bem e está tudo certo. Não está bem, né? Porque não é fácil conviver, mesmo com uma condição crônica, sabendo que aquilo você vai ter que levar para o resto da sua vida e você não está afim naquele dia. Você não está bem, né? Como você colocou aí que já teve, né? Algumas situações, né, de de questões psicológicas mesmo. EE, eu acho que isso. É muito importante nós falarmos, né? No início eu falei né, era desse cuidado multi quando a gente falou de estilo de vida, quando inclui, quando a gente fala muito sobre alimentação, sobre exercício, mas AA saúde mental é fundamental, né, para uma pessoa que tem uma condição crônica para ela saber lidar, né, gerenciar essas emoções, porque tem dia que você né, não tá afim de fazer nada, eu então Ah, eu vou comer mesmo, tô aqui, tô afim, tô feliz, quero comer né, EE vou provar isso aqui e acabou essa história. Né? E aí você vai e faz, né, oncológico, que a gente não vai estar com profissional de saúde incentivando que a pessoa faça isso todos os dias, né, porque a gente sabe das repercussões que isso pode trazer para o controle, né, para um bom manejo da da condição crônica, né, no caso de diabetes, mas o profissional também compreender que isso faz parte do processo, né, que é normal a pessoa um dia ou sei lá, um tempo, não dá bem, né, e compreender isso como uma coisa que faz parte de da doença, né, da condição. E não julgar a pessoa porque Ah, não, mas você tem que saber que tem que ser assim, é pra ter controle mesmo, né? Tem que se monitorar mesmo, não pode sair da linha, não pode, sabe? Então acho que que eu vejo muito. Eu tô falando muito no lugar do de como profissional, né? Porque infelizmente nós ainda vemos muitos médicos, né, nutricionistas, profissionais de educação física, né, que. Ah, não é pra sentir dor mesmo, tem que cansar mesmo. Ah, não tem que comer assim mesmo, é ruim, mas tem que comer, sabe? Ou estou passando fome, não, mas tem que passar fome mesmo, sabe? Então assim, é muito fácil, né? Você falar quando você não está, né? Você não tem, é empatia, você não tem compaixão sobre a aquela condição, então acho que. A gente fala tanto de humanização na saúde, né? Mas eu acho que que infelizmente não precisava, né, de humanização. Nós somos humanos, né, seres humanos, então a gente não precisava humanizar ninguém, né? As pessoas já deveriam ser genuinamente humanizadas, mas infelizmente a gente vê cada vez mais essa, esse distanciamento, né. Você trouxe aí, né? IA para o médico e passava insulina e nem se preocupava se de de de orientar, de conversar, de fazer uma escuta das dificuldades sua dos seus pais, né? Então. E vejo o quanto isso foi importante, a medida que você foi amadurecendo, né? É como pessoa mesmo, né, na idade também, cronologicamente falando, quando você foi se apercebendo da importância disso e do que faltava, né? E aí você teve que ir sozinha, ir atrás disso, né? Então, assim, encontrar um profissional que tenha essa sensibilidade, que tenha, essa é percepção, né? É que faça uma escuta, né, que faça uma orientação. Entendendo as os desafios daquela pessoa por ter aquela condição, eu acho que é fundamental, sabe? Então é isso, é. Luciana explica o uso da bomba de insulina e o controle da glicemia pós-refeição. Luciana explica um pouco pra gente. De que forma o nutricionista pode orientar o paciente que faz o uso de bomba de insulina quanto a variação de cênica pós final de literal, ou seja, após as refeições? Pessoa 4 Então é a bomba de insulina, né? É um recurso. A gente tava falando dos recursos tecnológicos, né? É um recurso tecnológico que é muito interessante, né, para a pessoa que pode adquirir é essa tecnologia, né, para fazer esse monitoramento, né, essa essa administração da insulina durante o dia da pessoa que tem diabetes é. E aí para o uso do método de contágio carboidrato, né, que a Melissa já falou um pouquinho, né? A gente já conversou um pouquinho sobre isso, ela é fundamental, né? Assim, é claro que mesmo a pessoa não faz não fazendo o uso da bomba de insulina, né? Fazendo a administração da insulina em Boulos, né? É, ou seja, em aplicações é, ainda assim é possível fazer usar, né, o método de contágio de carboidrato, mas a precisão da bomba, né ela? Dá uma segurança maior ao paciente, especialmente como a Melissa falou, OAA criança, né, com diabetes, né? O adolescente com diabetes que não precisa ali tá toda hora, né, aplicando AAA injeção de insulina, né, que a gente fala assim, popularmente falando, né? A medicação, então a bomba pode facilitar muito esse esse uso e o método de contagem, né? A questão da alimentação, ela vem muito aí associada a essa administração, né? Para quem ainda não sabe o que é o método de contágio de carboidratos, é o método considerado, né? Padrão padrão, ouro. Assim, dentro da das das estratégias de alimentação e nutrição para a pessoa com diabetes, né, que faz uso da insulina, seja ele diabetes tipo um ou diabetes tipo 2, que faz uso de insulina também, que também pode acontecer, né? De a pessoa com diabetes tipo 2 chegar numa fase da doença que ele precise associar, às vezes o uso da medicação oral. Né? Os hipoglicemiantes orais ao insulina ou até exclusivamente ao insulina. Então é é o método, né? Esse método, ele ele relaciona, né, a quantidade de carboidratos da refeição, da do plano alimentar e a quantidade de insulina que aquele indivíduo recebe durante o dia, né? Em alguns horários do dia, especialmente nas refeições principais, então, o nutricionista. Ele vai calcular, elaborar o plano alimentar, né, planejar aquela aquele cardápio, né, que a gente chama popularmente. Então vai elaborar essa refeições do dia que aquela pessoa com diabetes vai receber e vai fazer uso e vai adequar a esse monitoramento dessa glicemia, né, que é importante, né, que não necessariamente é um monitoramento contínuo, né? Mas a gente pode fazer isso através do glicosímetro também, né, que é aquele aparelhinho que a pessoa fura o dedo e verifica ali, né, a glicemia naquele momento. E a bomba, algumas bombas, elas já fazem isso, né? Elas já tanto, elas administram a quantidade de insulina que vai ser é injetada, né, naquele indivíduo, naquele momento, como também alguns aparelhos, né? Mais mais é com a tecnologia mais avançada, eles podem também ali fazer. Essa é medição, né? Do da glicemia. E aí isso é faz, é, pode ser traduzido, né? Numa curva glicêmica, onde tanto o profissional da saúde como o próprio paciente pode ter acesso e observar, né? Isso que a gente tava falando, né? Aí em que momento eu fiz uma refeição onde a minha glicemia aumentou mais, né? Será que quando eu consumo esse alimento, essa glicemia pós frandial, que é essa glicemia após a refeição, né, ela aumenta, né? Então que tipo de de alimentação, né? Que tipo de de alimento ou que de grupos alimentares pode estar impactando mais nessa glicemia? Tem um horário mais específico que isso acontece também. É uma forma de evitar a hipoglicemia, que é uma complicação aguda, mas muito importante, né, na pessoa que tem diabetes tipo um que é, né, a diminuição, né, da dos níveis de, de. De glicose, né? Plasmático muito brusco e isso pode também causar inclusive risco de de de mortalidade, né? Nesse indivíduo, então é a glicemia pós frandial. Hoje ela tem sido também muito importante nesse manejo do do diabetes, né? E existem. A gente fala muito do carboidrato, né? Como sendo um nutriente que impacta essa glicemia pós frandial. Mas hoje sabe se que outros nutrientes, né? Macronutrientes, como as proteínas e as gorduras também podem influenciar nessa glicemia pós frandial, né? Então esse índice insulinêmico, né? E glicêmico dos alimentos, eles devem ser observados, né? Então como é que eu se eu faço uma refeição, por exemplo, uma refeição que tem uma quantidade maior de proteína ou de ou de desculpa de gorduras? É isso, pode depois de 2 a 6 horas mais ou menos, né, que seria aquele período, né? Ali, entre uma grande refeição e outra, pode causar um aumento nessa glicemia, porque a gente também, embora esses nutrientes, eles não são fonte de carboidratos, né? Mas eles podem é no período de um jejum mais prolongado, né? Ou de uma quantidade exacerbada desse nutriente, gordura e proteína numa refeição, eles podem causar. É a formação de glicose a partir de outros componentes, né? Aminoácidos, enfim, então é é importante também que o profissional, né? No caso do nutricionista, ele também Oriente o paciente em relação a isso, né? O paciente com diabetes tipo um, esse cuidado, né? De que forma esse essa refeição, quando ele consumir esse tipo de alimento, por exemplo, a pessoa come 23 fatias de pizza, né? Ele ele fazer esse monitoramento. Depois, né, de 2 horas, fazer esse monitoramento da glicemia para ver se essa glicemia aumenta, né, 4 horas, 6 horas, observar isso, como isso impacta, né, traz essa resposta glicêmica aí para esse indivíduo. Então a bomba, a bomba de infusão continua de insulina. Ela é um recurso muito interessante, né? Que que algumas pessoas já fazem uso, né? Pessoas com diabetes de pano. E uma forma também, né, de não estar furando o paciente muitas vezes, né? É durante o dia que isso também é uma coisa, é que é um pouco, que é um pouco não, né, que é bastante desconfortável, né. Então é mais ainda é, não é acessível, né, para todas as pessoas, então é isso. Melissa sobre a comunicação na medicina e sua escolha pela endocrinologia. E aí? Pessoa 2 Voltando a Melissa sobre toda aquela questão de formação acadêmica. É, eu queria te perguntar se você percebe que existe alguma lacuna na formação médica com relação ao cuidado com as pessoas que tem essas condições crônicas, como por exemplo, a diabetes tipo um e além disso, se o seu diagnóstico, o seu diagnóstico, influenciou de alguma forma a escolha de uma possível especialização ali dentro da medicina, como por exemplo? A endocrinologia, a Nutrologia, medicina de família, se existe essa relação ou para você é não influenciou tanto na escolha acadêmica. Pessoa 3 É sobre a lacuna. Primeiramente eu retomo o que eu tenho falado. Acho que em todas as falhas minhas aqui, que é sobre a comunicação, não é? Eu acho que a maior lacuna da formação médica é a comunicação, é. O treino da comunicação tem que ser incentivado ao invés de ficar mostrando protocolo pro aluno, né? Então, hoje na minha faculdade, por exemplo, a gente tem um laboratório de simulação realística, né? É algo que eu acho que deveria ter em todas as universidades. É pra simular essa comunicação com o paciente de forma. É controlada pelo professor, né? Supervisionada ali pelo professor. Então acho que é algo que funciona bem antes do do do aluno ir para campo, né? E atender o paciente real, né? Então eu acho que é uma forma de treino muito boa que a gente vê, inclusive que outros países já estão aderindo muito em várias é universidades, né? É poucas universidades no Brasil. A gente tem essa questão de uma matéria pra comunicação com o paciente. Faculdade de medicina, estou falando de medicina, tinha gerado dos outros cursos da área da saúde, né? É todo curso que tem esse atendimento ali, ó, o paciente deveria ter essa comunicação treinada, né? Porque essa esse período acadêmico, né? Seja 4 anos em alguns cursos, 6 em outros e tal, é um período de treino. Né? É um período de treino para você formar, pegar o seu. É registro profissional treinado, né? Tanto para o mercado de trabalho quanto para conversar e lidar com o paciente de forma é que traga essa comunicação e ser entrada no paciente, né? Então eu acho que é uma maracuna mais nessa relação médico paciente. Ou relação com o próprio paciente, do profissional de saúde com o paciente, do que técnicas em si, sabe? É, é lógico que a gente vai ter lacuna técnica também, mas eu acho que o que faz mais diferença é como que você vai passar aquilo. Não. Não adianta muito você saber a técnica e saber traduzir, né? Pra linguagem do paciente. O paciente não entende linguagem profissional. Então, se você sabe traduzir aquilo pra paciência, você já tá fazendo muita coisa, mesmo que seja o básico, né? E eu acho que falta esse treino aí por parte dos professores, dos coordenadores, né? Em nos alunos e acadêmicos da área da saúde. É eSIM, sabe, eu tive 111, eu entrei na faculdade de medicina, que era endócrino já, né? Antes de entrar na faculdade de medicina, cheguei a querer outras 2 áreas, só que foi por pouco tempo. Cheguei a transitar entre a ginecologia, né? Eu amo o hormônio, né? Eu queria mexer com o hormônio sem ter que dar um diagnóstico de já versos para uma pessoa. E aí eu queria GO, é por um tempo. E depois eu comecei a querer psiquiatria, né? É? E aí eu entrei na faculdade de medicina já querendo endócrino e estou até hoje, né? 4 anos depois, eu acho que eu não mudo mais, não é? E assim, ó, 1 hora que eu sou completamente apaixonada, a geopetologia, sabe? É uma hora que a gente precisa de muitos profissionais aí trazendo muita gente, né, com diabetes. A gente falando, falando aqui de DN um, mas existem mais inúmeros tipos de diabetes, né? É. E um olhar diferente para cada um, né? É, mas é 11 coisa que me move muito bom. Mensagens de esperança e a importância da comunidade para quem vive com diabetes. Depois de ouvir toda essa trajetória, é impossível. Não nos sentimos inspirados, não é mesmo? Porque o que Melissa demonstrou é que viver com diabetes que um é desafiador, mas também uma jornada de aprendizado e força. Além disso, também podemos aprender com todo conhecimento partilhado por Luciana. Trazendo uma visão profissional, mas também humanizada, acerca deste tema. Pensando em quem está ouvindo a gente agora, talvez até mesmo alguém que acabou de receber o diagnóstico. Que mensagem de incentivo e Esperança vocês deixariam para essas pessoas que estão iniciando essa jornada? Pessoa 3 Eu eu falo muito sobre a questão, vou pensar aqui. Quem está começando agora, e vou falar tanto para as mães, pâncreas, né? Que a gente chama com muito carinho são as mães dos assim com diabetes, pum. E mais para elas, né? Porque esse início é mais para elas. É. Eu acho que esse cuidado é emocional com a família inteira na nesse início. Essa questão de adotar essa rotina, né, como eu falei no início, tanto para família inteira, né? É, mas o cuidado emocional com essas mães, porque é algo que a gente precisa de abordar muito, quanto que essa mãe, esse pai, né, essa avó, que às vezes a criança é cuidada pela avó, né? É, tem essa sobrecarga ali, né? Então é alguém que precisa desse acolhimento, né? EE ela se acolher. Né? Principalmente que na culpa deles, o diagnóstico não é a culpa deles, né? É, não é a culpa de ninguém. Mas agora é uma realidade que precisa de adaptação e ressignificação. A partir de agora é olhar mais pra frente do que pra trás, né? É, eu acho que a medida que essa criança foi crescendo, trazer ela pra ambientes que tem outros colegas que também tem diabetes tipo um, é algo muito importante, né? É grupos de apoio, né? A gente encontra vários na internet hoje em dia, no Instagram, né? Digitar ali diabetes tipo um encontra um Monte de mãe pâncreas, um Monte de diabético tipo um é. E eu acho que é uma questão que traz pertencimento, né? É tanto pra mãe quanto pra pra criança, né, que tá crescendo e vai ver que ele. Ele não é diferente, né? Pode até ser, mas todo mundo é diferente, né? É, eu. Eu escrevi um conto pra agora. Eu ganhei em em primeiro lugar Na Na sociedade brasileira de diabetes. E uma parte do conto foi exatamente essa, sobre o momento que eu entendi que todo mundo carrega dores invisíveis, né? E é invisível, ela não mostra. Então eu acho que compreender que todo mundo tem uma coisinha, né? É, traz um pouco de aconchego pra essa ideia que a gente tem de que a gente é foi azarado por ter diabetes tipo um, sabe? É, então tem essa essa rede de apoio ali de outras pessoas que vivem semelhante. Que nós é algo extremamente importante pra que flua, né? De uma maneira que a gente possa conversar com quem nos compreende por completo. É então assim, se eu puder deixar uma última coisa é essa, sabe? Que desse empoderamento e dessa dessa busca por pertencimento, que é extremamente importante, sabe? De ter pessoas semelhantes ao nosso redor? Pessoa 4 É super legal o que a Melissa trouxe, né? É essa sensação de pertencimento. É muito, muito importante para qualquer pessoa que tenha condição crônica, né, ver que você existem outras pessoas além de você, porque a gente sempre acha que é o único, né? Ah, eu fui condenado, né? Eu fui castigado, eu fui, é como você colocou, né, a minha vida acabou, né? Mas a gente vê que existem pessoas. Em situações iguais à nossa e até às vezes piores, né, do que a nossa e passam por outros grandes desafios, né? É, se bem que não dá para comparar, né? Desafio de cada um é o único, mas ver que as pessoas também tem os seus desafios é eu em relação a mim, né? Eu vou falar com um profissional, é, eu acho que o se pudesse dar, né? Alguma sugestão é, escolha bem o profissional que vai te acompanhar. Eu acho que a escolha de um profissional faz toda a diferença, sabe? É esse olhar, né, que a gente falou tanto, né, todo todo episódio, esse olhar empático, sabe, sensível é de se colocar no lugar do outro, de entender o sofrimento do outro, as dificuldades do outro, né? Além da da questão, é lógico, né, técnica que o profissional precisa ter, né? Um profissional bem capacitado, né, bem atualizado, que. Está sempre participando, né, de eventos. Eu acho que tudo isso deve deve ser considerado. Eu sei que que isso não é, é, talvez não seja acessível, né, como eu mesma falei, né, anteriormente, pra todas as pessoas, mas se você puder escolher, né, as pessoas que vão lhe acompanhar, que vão cuidar da sua saúde, cuidar de você, eu acho que é fundamental, faz uma diferença enorme, sabe, seja o médico, seja um nutricionista. Seja o profissional de educação física ou e outros, né? É profissionais envolvidos nesse cuidado. Mas pela experiência que eu tenho, é isso impacta muito, né? Como eu falei, Na Na no empoderamento e no engajamento do da pessoa que tem diabetes é de conviver mesmo, né? Com essa condição. Então, é isso, é. Pessoa 2 Melissa citou essa questão da mãe pâncreas e eu me lembrei de um perfil muito interessante, é, tem. Em todas as redes sociais, tanto no TikTok quanto no Instagram, ela se chama Talita figueira. Ela mostra a rotina dela com filho. Aí Eu Acredito que ele deve ter cerca de 6 anos, então quem tiver interesse é eu, particularmente, acompanho bastante ela, porque acho que tem muito a ver com o que a gente conversou lá no início do do episódio. Sobre os hábitos alimentares, e é ter um olhar individual também, porque é uma criança, é uma criança que vê os amiguinhos comendo doces, é uma criança que sente vontade de provar aqueles alimentos e não pode é em todo, em qualquer determinado momento. Então eu acho muito legal essa relação que ela tem. Ela mostra essa relação com o filho dela, é o quadro que ela faz e chama. Será que vale a insulina? Então ele ele toma insulina, espera um pouquinho e prova. Então eu acho isso muito lindo. Essa relação tem muito a ver com o que Melissa falou também dessa questão de de ter o apoio dos pais ou dos cuidadores. Então assim, eu achei que vale a pena é compartilhar, porque eu eu me emociono muito com esse perfil dela. Eu acho que realmente é de uma grande contribuição por mostrar esse outro lado é da vivência com diabetes. É e aí pra gente finalizar toda essa conversa, eu gostaria de agradecer vocês meninas, é por toda essa troca de conhecimento, essa conversa. Reflexões finais, mitos da alimentação e o encerramento do Alimentacast. Ela nos leva a lembrar que a saúde dela não é perfeição, mas sim o equilíbrio e a constância. E Eu Acredito que todo mundo que nos ouviu até aqui vai lembrar pra vida essa mensagem linda de força e cuidado que vocês 2 trouxeram hoje. Pessoa 1 É complementando aqui, né? Foi muito prazeroso nessa conversa, nesse sistema importantíssimo. E agora nós chegamos ao fim do nosso episódio, né? E que episódio cheio de aprendizado e emoção, não é mesmo? É? Mas antes de encerrar, gostaríamos de convidar vocês, é a participar de um joguinho rápido de perguntas e respostas. Pessoa 3 A brincadeira? Pessoa 1 Ela é bem simples, é um bate e volta, né? De respostas rápidas e é espontâneas, né? Para conhecer um pouco, é o lado pessoal e contingente de vocês, certo? Então vamos começar então? Pessoa 2 Começando com Melissa, eu queria saber, qual é o maior aprendizado que a vivência com a diabetes te trouxe? Pessoa 3 Eu vou ser bem rápida. Eu vou falar em uma palavra, auto cuidado, Luciana. Pessoa 1 Qual o acontecimento mais marcante para você durante sua vida profissional? Pessoa 4 Bem, eu tive vários, vários momentos, né? Importantes na minha vida profissional, já tenho quase mais de 30 anos de formada, então. Quase 30 anos, né? É, então vocês por aí devem imaginar que tive muitas coisas legais, né? É, mais recentemente, é foi a inauguração do aeta, né, que é o ambulatório de extensão e transtornos alimentares daqui da UFPE. Como eu disse no início, né, eu trabalho atualmente com essa linha de pesquisa e era um sonho, né? Desde o início que que a gente criou o nosso grupo de pesquisa e extensão alimentamente. A gente sonhava em ter um serviço que pudesse acolher pessoas com transtorno alimentar, né? Cuidar dessas pessoas é então, mas parecia um sonho bem distante, né? E o ano passado, em outubro do ano passado, agora fez um ano, nós conseguimos inaugurar, né? Depois de muita luta, muito, muita articulação, né, para as parcerias, nós conseguimos inaugurar esse ambulatório. Então é, eu acho que o mais atual é isso. Pessoa 2 Que bom, parabéns, Luciana. É Melissa, é você? Tem em mente, além daquela mensagem que a gente pediu pra passar inicialmente, algum conselho que você daria pra quem está começando agora na área de saúde? Pessoa 3 Eu já falei muito de comunicação, vou mudar um pouco, mas mantendo na comunicação. Eu acho que é uma coisa muito importante pro profissional da área da saúde a desenvolver uma coisa que a gente chama soft filmes, né? Estabilidade estão fora do currículo. Né? E a acesabilidade tem comunicação no meio, mas eu acho que são coisas que vão ensinar esse profissional de saúde ali a lidar com o paciente, sabe? Então tem várias formas de desenvolver isso, né? E a faculdade fornece, né? Essa questão sabe, por meio de extensão, por meio de pesquisa, por meio de ensino, né? Então eu acho que pra quem tá começando na área da saúde, engajando na faculdade, é uma coisa muito boa. E a gente mantém também com a soft skills com quem tá formando, né? É, mas com outros meios de treinar isso aí, né? E uma coisa que eu acho que é um meio mágico, é livro, né? Então, assim, sem livro a gente não consegue, né? Desenvolver essa coisa. Então escolha bem os livros que você lê, porque você vai ser parte do que você lê, né? É. Então eu acho que é puxar por último essa questão da literatura, é. Pessoa 4 Eu acho que. Nem esperei fazer minha pergunta, mas vamos, eu IA falar dos livros, né, que eu acho que além dos livros técnicos, né, que a gente tem que ler, né, na área da saúde, sendo um bom profissional de saúde para estar se atualizando outros tipos de literatura, né? Então acho que isso aí é importante, né, para abrir e ampliar, né? Porque a gente tem também pessoas que são maravilhosas, né, como eu. Acho que tudo isso acaba influenciando na nossa, na nossa conduta e no nosso comportamento, e também em relação ao paciente. Eu acho que ler outros outros tipos de literatura também faz a gente olhar o mundo de outra forma, e aí? Pessoa 2 Luciana, indo pra parte da nutrição novamente é, qual é o mito sobre a alimentação que você gostaria que desaparecesse de vez? Pessoa 4 Ah, isso é bem fácil de falar, viu? E vou ser bem direta também. Dessa vez é alimentação saudável, né? Eu não gosto desse, desse, dessa frase, né, dessa palavra, né, que eu acho que é uma palavra composta, né? Alimentação saudável. Porque eu acho que saudável. Existem muitas coisas que teoricamente não são saudáveis, mas dependendo do contexto são bastante saudáveis, né? Como, por exemplo, um bolo no aniversário é uma coisa saudável, né? Faz parte da celebração da nossa cultura, da nossa sociedade. Então é tudo bem que em algumas situações a pessoa não vai poder comer aquele bolo, né? Condições em alguma condição clínica, mas de forma geral é uma, é um termo que eu não gosto, sabe? Alimentação saudável eu acho que é muito. É muito rótulo, né? Muita é assim. Limita muito. É o que de fato significa essa. Pessoa 1 Palavra, sabe, gente? Pessoa 3 Eu vou ter que trair minha bomba de insulina. Eu uso uma bombinha. Mas eu acho que a tecnologia que eu mais admiro é o assessor de literamento contínuo. É? Eu acho que assim. Eu coloquei bomba de esterlina porque ela tinha sensor de monitoramento contínuo, sabe? Então, Oo paciente com diabete, sem sensor de monitoramento contínuo. Infelizmente ele não tá enxergando tudo. É como se ele tivesse às cegas tomando as próprias decisões, né? Então eu não me vejo sem OOCGM mais, porque o que meu controle melhorou depois disso foi absurdo. Então assim é, eu admiro e torceria para que todos tivessem acesso algum dia. Pessoa 2 Então, agora sim, chegamos ao final do nosso episódio de hoje. Queremos agradecer imensamente as nossas convidadas Melissa Jones e Luciana oranj, por compartilhar tanto conhecimento e sensibilidade. Muito obrigada. Chegamos ao final de mais um episódio do alimentacast. E para você que nos acompanhou até aqui. Saibam que a informação é uma poderosa ferramenta. Siga nos. Pessoa 1 Nas redes sociais, arroba alimenta cast e arroba container sarrude é, e o arroba, né? Ponte de mel. E é isso, pessoal. Fiquem bem e até o próximo alimenta cast.

Podcast Summary

Key Points:

  1. O episódio aborda o diabetes tipo 1, com foco em autocuidado, alimentação, saúde mental e apoio familiar.
  2. Melissa Jones compartilha sua experiência pessoal com o diagnóstico aos 12 anos, destacando desafios emocionais e a importância da rede de apoio.
  3. Luciana Orange, nutricionista, enfatiza mudanças no estilo de vida, aceitação do diagnóstico e a necessidade de acesso igualitário ao tratamento.
  4. A família e a comunicação são essenciais para o manejo do diabetes, especialmente em crianças e adolescentes.
  5. O episódio conecta o tema ao Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), promovendo informação e inspiração.

Summary:

O episódio especial do podcast "Alimenta Cast", intitulado "Pâncreas de Mel", aborda o diabetes tipo 1 como uma condição que exige cuidado diário, mas que pode ser vivida com leveza e esperança. As apresentadoras Ana Paula e Cecília recebem Melissa Jones, que vive com diabetes tipo 1, e Luciana Orange, nutricionista e pesquisadora. Melissa relata seu diagnóstico aos 12 anos, destacando o medo inicial de aplicar insulina, o apoio fundamental da família e o processo de aceitação.

Ela enfatiza que o diabetes não deve ser um limite, mas uma oportunidade de autoconhecimento. Luciana complementa com orientações sobre mudanças de hábitos, como alimentação equilibrada, exercícios físicos e cuidados com a saúde mental. Ela ressalta a importância de uma rede de apoio e do acesso a profissionais capacitados, além de alertar para as desigualdades no tratamento no Brasil.

O episódio também aborda a influência da família na rotina alimentar e a necessidade de comunicação entre adolescentes com diabetes e seus pares. Ao final, o conteúdo conecta-se ao Dia Mundial do Diabetes, promovendo informação e inspiração para quem convive com a condição.

FAQs

É um período logo após o diagnóstico em que o pâncreas ainda produz alguma insulina, o que pode facilitar o controle da glicose temporariamente. Melissa menciona que provavelmente estava nessa fase quando foi diagnosticada, pois não precisou ser internada.

No início, pode ser necessário que um familiar aplique a insulina, como o pai de Melissa fazia, indo até a escola. Com o tempo e apoio, a criança pode ganhar confiança para aplicar sozinha.

É uma metáfora usada para descrever como a família e pessoas próximas também se adaptam à rotina do diabetes tipo 1, como se fossem 'diabéticos tipo 3'. Isso inclui ajustes na alimentação e horários para apoiar o paciente.

O uso de insulina pode causar ganho de peso, e a pressão social para ter um corpo magro pode levar a comportamentos alimentares inadequados. Luciana alerta que isso é um risco, especialmente na adolescência.

Eles devem ouvir a rotina, cultura e recursos disponíveis do paciente, em vez de impor regras genéricas. Melissa enfatiza a importância de perguntar sobre horários de trabalho e ajustar o plano de cuidado à realidade de cada família.

Eles ajudam a reduzir o isolamento, mostrando que outros passam pelas mesmas dificuldades. Melissa sugere grupos mensais no SUS para adolescentes compartilharem experiências e se sentirem menos diferentes.

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