Go back

PALLIPAPERS EP4 - Anatomia da comunicação: A hierarquia das necessidades na comunicação:uma nova estratégia de comunicação para cenários de alta desconfiança.

53m 29s

PALLIPAPERS EP4 - Anatomia da comunicação: A hierarquia das necessidades na comunicação:uma nova estratégia de comunicação para cenários de alta desconfiança.

O artigo "Anatomia da Comunicação" apresenta uma nova abordagem para a prática paliativa, baseada em uma sequência lógica e emocional: confiança, empatia emocional e cognição. A proposta desafia modelos tradicionais de tomada de decisão, que dependem de argumentos racionais, pois demonstra que, em situações de medo e incerteza — como na pandemia —, o processo de comunicação começa com a construção de um vínculo emocional. Sem confiança, não há espaço para diálogo real, e a empatia afetiva, como acalmar o outro, é uma resposta biológica e evolutiva que se observa desde animais até humanos. A neurociência mostra que emoções básicas como medo, esperança e vergonha são comuns em todos os seres vivos, e que a empatia afetiva, por exemplo, ajuda a manter o grupo coeso. O artigo destaca que, ao invés de imediatamente discutir diagnósticos ou planejamento, os profissionais devem primeiro reconhecer e acalmar as emoções dos familiares, criando um espaço seguro para a conversa. Esse modelo, validado por experiências clínicas reais e reconhecido pela Harvard, é premiado por sua aplicação prática e transformadora, reforçando que a verdadeira eficácia de cuidados paliativos depende da empatia humana e da capacidade de se conectar emocionalmente com os pacientes e suas famílias. A mensagem é clara: a ciência paliativa precisa ser ancorada em emoções reais, não apenas em dados, para se tornar realmente humanizada e eficaz.

Transcription

8876 Words, 49451 Characters

Portuguese
[Música] Palipapas Da ciência, há prática em cuidados paliativos. Acesse nossas redes sociais e nos siga em @palipontopapers no Instagram e no YouTube. [Música] Olá, eu sou Claudinho Aia, e este é o Quato Episódio do Palipapas. [Música] Não poderia ser mais especial esse presente de Natal de 2024 que a gente vai dar pra vocês. Eu recebo hoje o Daniel Nebes Forte e a Sabrina Ribeiro pra falar sobre o artigo mais lido da Paliativi Medicine Report do ano de 2024. Não é pouca coisa e como Palipapas tem pro objetivo trazer a ciência pra prática e valorizar a ciência produzida no Brasil, nada melhor do que esse artigo pra gente fechar o ano. Então, é um prazer enorme receber esses dois. O Daniel Nebes Forte é médico intensivista e paliativista, doutor e ciências e livre do Centro de Bioética pela FMUSP, ex-prisidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos e do Comité de Bioética do Hospital Silio Libanes, coordenador do custo de especialização em cuidados paliativos do Iépe do Silio Libanes, membro do Paliativi Quer Global Partners de Harvard, Supervisor e Médico de Arista da Unidade de Cuidados Intensivos da Emergência do HC FMUSP, ou Currículo ECM, meu Deus. E a Sabrina Ribeiro, como credencial principal, ela foi minha parceira do Panicast por um longo período de tempo. Então essa é a principal cara. Eu credencial dela, minha amiga, ela é médica, que emergência intensivista com área de atuação em cuidados paliativos, doutor e ciências pelo HC FMUSP e atualmente muradora de Fortaleza, professora da disciplina de medicina intensiva da Universidade Federal do Ceará. Sejam muito bem-vindos. Obrigada, um prazer tá aqui. Eu me lembro da última vez que a gente teve junto, foi logo antes da pandemia, vocês lembram? Um bravão no episódio de Estubação Paliativa pro Palicast, foi incrível, super intenso e é muito engraçado, né, porque estava começando a pandemia, que deu origem a tudo que a gente vai discutir aqui hoje. É uma alegria estar aqui com você, com Daniel, meus amigos, meus parceiros, pessoas muito queridas e muito importantes pra mim. Cê lente vai imbrançar só, eu também tô muito feliz de estar aqui pra estigiar esse trabalho da caudinha de vocês duas. Muito bem, o artigo que nós vamos discutir hoje, ele tem um nome estenso que eu não vou falar aqui, mas ele é conhecido carinhosamente como o artigo que fala sobre a anatomia da comunicação. E sem mais delongas, eu quero passar a palavra pra Daniel, pra ele contar pra gente como que se criou, como se desenvolveu esse artigo que, afinal de contas, virou uma nova proposta de notícias difíceis, né, em cuidado paliativo. Obrigado, corguinha, abrigado. É um caminho longo, que acho que ele vem sendo trilhado, acho que é no mínimo 15 anos, quando comecei a estudar com mais profundidade, essas questões de comunicação e tomada de decisão. O problema central que eu sempre enxergava, assim, que me incomoda há muito tempo, é que, basicamente, os melhores artigos, melhores estratégias de comunicação, e que definitivamente não é os pikes, nós tem algumas outras muito melhores, porque eu tenho uma do pessoal da Harvard, que é bastante famosa, é uma estratégia de ser discutido prognóstico, depois dos valores, objetivo de cuidado, e, por fim, o planejamento. Eles são certezes bastante interessantes, ajudam bastante pra deliberar, mas a minha impressão, é que sempre que ele tentava fazer isso, dava ruim, porque as pessoas entravam no modo mútil fuga, as emoções afloravam, e a sensação é quanto mais a gente tentava argumentar, pioras coisas ficavam. E era uma sensação de muita frustração, de pensar meu, é todo mundo irracional, será que ninguém consegue ter uma conversa, sei lá, racional, e pensar em risco-benefício? E essa sensação, ela foi de uma certa forma, me incomodando há vinte anos pelo menos. E aí, o meu primeiro grande mudança nessa história foi aprendizado com o pessoal da psicologia, e eu preciso falar o nome da Mia, ou senti almeida, que pra mim é uma das minhas, principais referências de vida, de mentoria, de conhecimento, de exemplo. Quando, por exemplo, a Mia me apresentou o modelo de psicologia, tudo bastante, que é o modelo do al do luto. Então, a ideia de que o luto, qualquer perda significativa, ela é sempre uma ambivalência, entre medo e esperança, entre a dor da perda e esperança da reconstrução, e é essa ambivalência que constitui o luto. E acho que, quando comecei a chegar a isso, isso já começou a substituir algumas coisas que, geralmente, se conhecem mais, sei lá, o modelo da Cubar-Ross, daquela coisa gradual. O mesmo, os modelos mais tradicionais, assim, de, eu achei uma ilusão que a gente vive, de que o ser humano é racional e é lógico, sempre é tudo lógico. Então, era só informar melhor que as pessoas entenderem o melhor. Quando comecei a entender melhor, que é ambivalência, é parte do humano, e a ambivalência de gente da perda, é o jeito que a gente alabora a perda, isso começou a abrir caminho para muitas outras coisas. Em um ano com isso, eu comecei a me estudar, pelo menos, 10 anos, comecei a me profundar a inerociência, e, especificamente, no assunto de inerociência das emoções. O que eu comecei a ver é que essa nossa resposta de medo, ela é uma resposta biológica, essa dicotomia que, geralmente, se faz e que eu fiz, é que a psicologia é uma coisa, e a biologia é outra, isso é uma ilusão, completa ilusão, completamente defasado. E eu acho que enxergar que a psicologia, e a mente, ela é a emana do cérebro, e de uma certa forma, ela emerge do cérebro. Então, enxergar como que o cérebro processa a informação, e o jeito que o cérebro processa a informação, é muito baseado em emoção. Emoção é uma resposta que a biologia, que a natureza encontrou, para tomar decisão rápida em seres vivos. Então, é um modo de processar a informação, de lidar com o ambiente, e de tomar decisão rápida. E ela vai ganhando complexidade, e você pode vir do afeto para a emoção e para a coginizão, e essa complexidade que se vai ganhando da tomada de decisão, baseado em resposta corporal, ela começa com, sei lá, uma meba, que ela tem que jogar o seu dopo para o lado que tem ácido, ou para o lado que tem glicose gostosinha, essa tomada de decisão simples da ameba, ela vai se traduzir no organismo multissangular, num afeto. O organismo entende que a glicose gostosinha, o gostoso, é um afeto, e ele guia o comportamento. E a medida que vai ganhando complexidade melhoral, e se cheguei a homífero, essas emoções vão tendo cada vez mais no ânce, e elas vão ganhando cada vez mais relevância na tomada de decisão, e o que é lindo de ver isso daí, quem sacou isso daí foi Darwin. Foi antes de Freud, quando Darwin percebe que a expressão das emoções, ela guia a comunicação sobre elevência dos animais, e que as emoções básicas são as mesmas nos animais, ele acertou na mosca, e se pega 200 anos de herociência depois, a gente vê que as emoções básicas não é só expressa pelos mesmos músculos como ele tinha observado, as emoções básicas são as mesmas estruturas neurais. Então, de novo, o medo, o medo basicamente, núcleo da rafi e a mídala, no lagarto, no cachorro, no fipansé, e no humano, é a mesma, é a mesma estrutura moral. O nojo, o nojo é na ínsula, em qualquer animal, a ativação da ínsula, o indivíduo faz que o nojo e a expressão é igual. Então, começa a ver que emoção faz parte do modo como organismo processam informações, especialmente emoções que os ameaçam. E mais interessante ainda, quando a gente começa a ver que o Neo Cortex, especialmente o Cortex Prefrontal, que é a nossa parte mais humana do cérebro, indiente de situações de ameaça, ele apaga, e a gente fica de ando só por emoção. Então, quando eu enxerguei isso, e eu estava estudando isso antes da pandemia, aquilo começou a me fascinar. A mídia, ela sempre discutia com a gente no ao longo dos 15 anos, a gente tem de curso de especialização, e ela sempre fatisava isso dos alunos para a gente, olha, importante a gente conectar, importante a gente acalmar. Mas aí, quando vê a pandemia, na hora que eu tentava fazer o habitual e não rolava, não funcionava, na verdade, só piorava. E eu tinha que enxugar, a gente teve que enxugar os modelos de comunicação, porque servem mais rápido, servir mais eficazes. E aí, enxugando, enxugando, enxugando, e de repente, veio se clique. Não, pera aí, primeiro acalma, e depois, em forma. E como é que a calma? A calma fazendo igual o que Panzer faz com o outro. Deixe assim que é emoção, se acalma, e ressoura. E a gente começou a ensinar os R1s a fazer isso, e na nossa UTI, era com R1, era com vídeo com R1, você era super adverso. E aí, a gente começou. Então, primeiro vem isso, e depois vem a cogunição. E aí, depois vem o. A ideia aqui, primeiro vem a confiança, depois de sintonia emocional, depois a cogunição. E a gente começou aí. ensinando os residentes no meio do plantão, no meio do tempo do vídeo, como é se é desenhar os negócios. E aí isso foi aprimorando, aprimorando, a gente chegou nesse modelo, aí depois eu já estava, fazia parte já desse, do Global Partners, da Harvard, e tem uma discussão constantemente com eles e é um bom tempo. Quando eu apresentei essa ideia para eles, eles ficaram louquecidos. E aí a gente continuou nas discussões e eles foram ajudando a aprimorar, e aí o Mark Stoltembert, a Vick de Exxon e a Biar Doberman, ajudaram a aprimorar e a enxugar o negócio para ficar mais sintético ainda. E aí na prática, junto com a Sabrina, e com a Mia acabou resultando nesse artigo e nesse modelo que a gente tem feito. Que ele foi inclusive premiado lá na Harvard. A gente ganhou o prêmio de educação global da Harvard, por conta disso, esse artigo. Muito, muito, muito interessante a maneira como se chega até aí. E numa situação muito a diverso, ou seja, um modelo colocado à prova no pior cenário possível, né? Então eu acho que não tem muita dúvida de que realmente, num cenário menos a diverso e mais controlado, a gente pode se beneficiar bastante dele. Dando sequência, eu queria que essa Sabrina falasse um pouquinho para a gente, o que é final de contas, essa anatomia da comunicação que é apresentada nesse artigo, qual é a hierarquia, digamos, assim que o Daniel já começou a explicar para a gente. A comparação que o Daniel começou a fazer, que eu acho que faz muito sentido, é que existe uma sequência. E essa sequência, ela não é diferente da sequência, que você vai fazer para passar o acesso central. Então, você vai lá, você dejê, mãe, depois você passa o seu clorexidinelcólico, e depois você coloca os campos e depois do cianete dezinha. E então, você não pode ir para outra etapa sem ter concluído a primeira, porque se não, isso vai dar muito errado. E o que a gente entendeu é que num cenário, de tanto medo, de tanta incerteza, de tanta até de tanta desinformação, de uma coisa que ninguém sabia muito bem, no que acreditar, como foi na época da pandemia, a primeira coisa e a coisa mais essencial era construir uma relação de confiança. Só que, novamente, a gente não já tem por para construir essa relação de confiança. A gente não era um médico que as pessoas tinham escolhido, eles tinham ido para lá, eles não queríamos estar lá, ninguém queria estar no Monteicovidi, e a gente não tinha muito tempo para isso. Então, a estratégia que o Daniel desenvolveu foi uma coisa do Gerard Ferret. Olha, não sei o que vai acontecer, estamos numa situação difícil, mas eu posso garantir duas coisas, que eu vou sempre falar a verdade e que eu sempre vou fazer o melhor por você. Então, essa é a primeira etapa, é etapa da confiança. E aí, isso envolve, olhar no olho, isso envolve a disponibilidade, isso envolve a gente ter consciência das nossas próprias emoções para só depois que poder progredir para o segundo nível. E o segundo nível ainda não é o cognitivo, porque as pessoas estão com medo. Então, o segundo nível, e aí o Daniel vai depois elaborar a neurociência, mas, de uma forma bem básica que a minha neurociência é básica, se você está tomado por uma forte emoção, não adianta se querer que seu cortex trabalhe, que ele tira férias. Então, se você está com muito medo, muito ansioso, muito estressado, isso a gente vê muito bem na prática. Você vai lá e acaba de falar para um familiar, olha, seu filho foi entubado. A pessoa está desesperada, a gente está querendo falar da FIA 2 da Nora de Analini, isso não faz o menor sentido. A pessoa não está conseguindo capturar absolutamente nada daquilo. Então, se chegou a emoção, a gente tem que lidar com emoção primeiro, controlar essa emoção, reçoar essa emoção, ouvir essa emoção, compreender, enfim, para depois poder ir pro cognitivo. E tudo o que a gente faz é focado no cognitivo. Tudo o que a gente faz é de trás para frente. Quantas vezes a gente vai para uma reunião? Não, vamos discutir o plano de cuidado. Quando, na verdade, nem a compreensão sobre diagnóstico e prognóstico está alinhada. Então, o que eu acho que é muito revolucionário desse artigo é ele começar pelo começo e sem confiança não tem conversa. Não tem uma conversa que vai para qualquer lugar. Tanto que uma das coisas que, inclusive, o artigo prevê, é um nível em que não dá para conversar. Que é o nível da adressão, é o nível tóxico, e essas situações aconteceram na pandemia. E são situações em que a gente que é profissional, a gente tem que se defender. A gente tem que reconhecer que daqui não vai sair nada desse nível tóxico. Mas, se não é, se é uma coisa que é possível estabelecendo uma relação de confiança, mostrar que a gente está lá, que pode contar com a gente. E essa transparência é muito importante. Porque em vários outros pontos da conversa, quando você acaba tendo que lançar uma coisa difícil, a pessoa pode ficar afetada e chorar. E aí você volta e você fala, "Olha, eu sinto muito, está falando, dando essa notícia." Mas a gente pactou que eu ia falar somente a verdade. Então, a cada momento que algum etapa parece ter ido para um lugar mais difícil, você regrid. Você pode sair do cognitivo para emoção, você pode sair da emoção para resta-belecer o vínculo, você pode voltar para o lugar que mostra que a gente está do mesmo lado, que a gente busca o melhor cuidado. Então, esse artigo, ele provavelmente vai ser o primeiro de dois, né? Mas eu acho que ele fala uma coisa muito essencial e que nunca havia sido dita, que tudo tem que ser construído sobre uma base de confiança. Essa base de confiança, ela não é racional, ela é baseada em emoção, mas ela pode ser construída de uma forma técnica. E isso que eu acho que é o grande gilhantismo da coisa, Daniel pode complementar. Eu acho que você falou super bem, e depois que o pessoal da psicologia me deu o empurrão, porque é engraçado essa história. A gente já contei isso para algumas pessoas assim, mas. Eu estou com 20 poquinhos anos de formado, né? Na minha época de sexto-anista, na faculdade, ao mesmo dia, erre poucos. Se alguém falar se biopsychosocial, eu tinha um ataque agudo de como. Eu não queria saber, eu me desinteressava na hora. Eu só queria saber de ver aérea, de choque, emoção pra mim, era uma coisa muito vaga, eu não interessava, que era coisa objetivo. Então assim, depois que a minha começou a me mostrar, olha, "Pere aí, tem coisa aqui por trás". E ela começou a me empurrar pro caminho da anirociência, pela em um grande anirologista chamado Daniela Riva. E ia começar a estudar. E aí, eu troupequei em dois pesquisadores que me abriram a cabeça. Um é um primatologista, que faleceu recentemente, um pretimado Franz Deval, e um outro é um neurocientista português chamado António Damágio. E assim, eles foram a porta de entrada para esse mundo para mim. Uma coisa que é interessante que o Deval, ele tem uma revisão na Nature, que é maravilhosa, sobre a empatia e mamíferos. E aí, ele mostra que empatia assim, como Darwin já tinha sacado, que emoção comunica. Então, que animais reconhecem incentivamente algumas emoções básicas, e podem aprender a reconhecer outras. Mas, incentivamente, animais reconhecem emoções básicas. E as emoções básicas são as mesmas nos diferentes animais. São seis no descrição dele. Tem a 5 do divertidamente, que não é coincidência, é construirei de menos ciência. Tem uma sexta que geralmente possa abatir, mas agora que tem mais tempo, a sexta é a surpresa. São cinco do divertidamente, meio do raiva, tristeza, nojo e alegria, que não é bem alegria, é deoi, mas enfim, é prazer, talvez seja melhor, mas enfim. E surpresa, tem as seis básicas. E o Darwin também percebeu que tinha uma sétima, a sétima é a vergonha. Mas a sétima, ele percebeu que só acontecia em humano. E ele percebeu que humanos, desde bebês, tem que vergonha, e a incentivamente, é incentiva, expressa e incentivamente o reconhecido. E ele sacou que o blush ou ficar vermelho aqui na bucheia é que era uma coisa só de humano. E ele ficou super inculcado com isso. E inclusive, isso foi uma das deixias pra terceira obra prima dele, que é mais descendente do homem, que é um nível sobre a biologia da moral. Maravilhoso, outro dia, pra outro assunto. Mas enfim, essas emoções básicas que ele percebeu, e aí, como comunica, o que a neurociência percebeu é que o jeito que ela comunica é porque um animal percebe o outro, a emoção do outro. Não me disse, empatia. Empatia afetiva. E essa empatia afetiva de conseguir perceber e sentir a emoção do outro, ela tem um papel no sobrevivência. Não só ela tem um papel do sobrevivência porque ela comunica, mas ela também tem um papel do sobrevivência porque, por exemplo, se tem um animal do bando, que está em sofrimento. Na hora que o outro animal do bando, ele consegue perceber que aquele tem um sofrimento. E consegue, de alguma maneira, calmar. Ele mantém o bando coeso. Boa, eu tenho um paper do devol, publicado, Procedor National Academy of Science. É fator de impacto e cheio de 16 ou 17, que é altíssimo. Ele estuda esse panzez. E aí, ele mostra o que esteem. A linha de pesquisa do devol é consolar. Animais consolando animais especialmente de panzez, consolando esse panzez. E ele mostra que assim, dentro do bando de tipo azés, é muito mais provável que alguém que seja parente próximo, console parente próximo. Então, uma mãe consola um filho, um irmão consola outro irmão, e esse é o maior chance de consolar. A segunda marcha de consola são as femias. As femias consolaam mais gás machos. E muito mais gás machos. Agora, o indivíduo que mais consola no bando inteiro é o macho alfa. E é curiosíssimo isso, porque o macho ele passa a consolar quando ele vira alfa. Ele não consolava. Hora que ele vira alfa ele muda o comportamento. e pro. Por que ele faz isso assim? Definitivamente não é porque ele teve aula de bióética, mas o que acontece é porque na hora que um indivíduo consola o outro e acalmo o outro, ele é recompensado com uma emoção boa, tentando continuar fazendo. E quando o macho alfa consola, um indivíduo que perdeu uma disputa, então é um supor, as disputas mais frequentes não é o alfa com o beta. O alfa com o beta é raro, eles entrarem em briga, em agressão. Quando acontece, é muito impactante, mas são eventos raros. O evento frequente é sei lá, o sétimo disputar com o etalvo, o sexto disputar com o quinto, isso é que toda hora, ao tempo todo, e tem uma legóshima agressividade deslocada que é sei lá. O sexto quinto tão disputando, e é de repente, os machos, eles sob na erquia por competição. As fêmeas sobem na erquia por cooperação, interessante isso. E tem um legó, um fenômeno que acontece em tipanzeque, então sei lá, o sexto disputou com o quinto e perdeu a pãeão. Aí ele sai, ele apanhe, ele sai meus chorando assim. É muito frequente que seja ou algum parente próximo ou alguma fêmea ou o alfa vir com solar esse sexto. E é calmado. E por que que um alfa faz isso? Porque na hora que ele consola, o sexto que a pãeão, ele mantenha a chance do grupo tala, a coeso, é importante para a sobrevivência do grupo. Veja, ele não faz isso porque ele tem a intenção de manter o grupo coeso. Mas esse comportamento, sendo premiado com essa emoção de fazer isso, faz bem para o grupo, o bem maior, ele persiste, aumenta a chance sobrevivência da espécie da natureza, e ele mantém na natureza. Então, mesmo sem a, vamos dizer assim, a intenção da consequência, a emoção recompensada faz com que isso comportamente se mantém na natureza. E o que eu acho fenomenal disso, é que quando você começa a ver como esse comportamento de consolar acontece na natureza, isso tive o prazer, eu falo com o moro orgulho, e se eu falei lá em Boston, na aula em Harvard, usei meu inglês bem mais ou menos para falar tudo isso, mas eu falei lá, olha, e com muito orgulho, a gente aprendendo com os chipanzes, a gente começou a ensinar como os médicos poderiam fazer meitando os chipanzes, é para se tornarem mais humanos. E é exatamente o passo a passo que o deval descreve em como uma mífero consola uma mífero, como uma mífero faz empaque afetiva, então ele primeiro se deixa sentir, depois ele controla a sua própria emoção, tem um outro paper dele com bonobos, mostrando isso, e depois ele restou a emoção. Então, ele pegou isso e comecei a ensinar os erguinos a fazer isso. E quando esse faz isso, você faz sintonia emocional, se a calma, e ele depois se informa. Então, eu acho que isso é interessante, e acho que isso fica, para mim, muito claro, quando a gente entende que essa empatia afetiva, ela acontece em praticamente todos os animais sociais, mas a empatia cognitiva, que é entender o porquê que o outro está assim, e fazer o que eles chamam de Target Helping. Então, você vai lá e interfere no problema. O Target Helping, a empatia cognitiva, ela só acontece em animais com Cortex Maior. Curiosidade também, existe uma proporção linear de tamanho do Cortex e tamanho do bando. O Cortex é totalmente social, quanto ao aumento o bando, ao aumento Cortex. Prómeramente, porque ao menos você é de mais teoria da mente, você é de mais habilidade social emocional, para conseguir viver em bando. Mas a empatia cognitiva, que é essa terceira, essa de tentar entender e consertar o problema, eu acho que nós médicos, a gente vai direto, para empatia cognitiva, e fica tentando consertar o problema. Tem uma carga enorme de responsabilidade, tem uma carga enorme de conhecimento, e aí vem alguém falando que está com dor aqui, ou está com um problema ali, a gente vai tentar direto consertar o problema. Quando a gente faz isso, a gente aumenta o medo, e aí a gente vai começando a virar nós contra eles. A gente não faz a empatia afetiva, a gente não consola, a gente não a calma, e, em vez de consertar o problema, a gente criar um novo problema. Quando eu percebi isso, nas leituras do devol, e depois do damásio, isso me deu uma clareza assim, e esse quero o problema que eu estava perseguindo. É por isso que era tão frustrante. E aí veio a ideia da interquia da comunicação, da pandemia, e a gente colocou isso em ordem de oner, que fosse de idade, mas se não preso aí rimos. Eu queria embustrar, saindo da floresta, para a sal de emergência que é outra floresta diferente, né? Para exemplificar com o caso real, que foi de uma família que chamou a polícia. Quando eu fui para a fotaleza, eu levei um templo para desapegar do adacê, então eu não tenho puindo e voltando, e cada vez que eu vinha, eu dava uns plantores muito incríveis. E aí, naquele dia, o problema era, a família chamou a polícia. Por que a família chamou a polícia? Era uma família em que tinha uma mãe com uma neoplasia, se eu não me engano com algum tipo de emergência oncológica, uma síndrome de lise, precisando de diálise, era uma paciente com uma neoplasia récem diagnosticada muito grave. E aí, quando eu cheguei a situação que estava colocada, a família chamou a polícia, porque a mãe estava sofrendo maos tratos. A polícia veio, né? Vim, não aconteceu nada, obviamente, mas eles queriam sair dos todas clínicas de qualquer forma. Só que aí havia um pequeno problema, porque era um paciente de alta complexidade, que jogassei a referir pra onde, e a família não queria nem conversar. Então, a gente estava no nível de estrema, desconfiança, mas quando eu me propuse a conversar com eles, eles não me agrediram. Não era uma coisa. Eles simplesmente não acreditavam, eles não quiserem me falar de diferentes. E aí, a primeira questão, antes de faltar outra coisa, seria restabelecer a confiança, mas como é que restabelece a confiança em uma situação não dessa? E aí, a demanda era, olha, quero transferir minha mãe, quero transferir minha mãe, eu não podia dizer que eu ia conseguir essa transferência, porque eu não ia, porque eu não existia, mas foi óleo. Eu vou tentar fazer o que tal, meu alcance. Enquanto isso, eu queria muito saber de vocês, o que foi que aconteceu. Porque, olha, acredito, a gente não sai de casa para que as pessoas tenham uma experiência que vocês tiveram. Eu sinto muito, e eu queria que nenhuma outra pessoa passasse por isso. Ela olheu pra mim, o outro filho olheu pra mim, desconfiado, mas eles começaram a contar. E aí, quando eles começaram a contar muitas das histórias de utilidade, vende falhas de comunicação que são pequenos coisas. Então, uma das coisas foi, olha, minha irmã veio de outro estado pra ver minha mãe e não conseguiu. Lado da equipe era uma sala de emergência lotada, tinha 13 pessoas, tinha lugar pra 8, e não fazia sentido. Mas pra aquela pessoa que atravessou no estado, fazia muito sentido. Será que a gente não podia até aberto uma exceção? E aí, essa irmã, quando conseguiu olhar a mãe de longe, desmaiou, e essa era uma família evangélica. E elas viram alguém da equipe da enfermagem falando, "O ai não é crente! O deus de vocês não funcionam nesse momento?" Enquanto ela me contava isso, ela olhava pra mim, e ela via, assim, que eu estava ficando vermelha. Eu estava ficando indignada, porque eu sou transparente. E eu consegui ver aquilo acontecendo, porque são coisas que as pessoas falam mesmo. E eu falei, "Olha, eu sinto muito. Eu não sei nem o que dizer pra vocês." "Vocês tem toda a razão de estar enchatados com equipe, de não confiarem na gente." Eu queria, e é assim, a cola, a cola, a cola. Chegou uma hora que a conversa já estava em um outro nível. Eu falei, "Olha, eu entendi que houve uma quebra de confiança com a equipe de emergência." Mas a gente vai batalhar pra uma vaga de juteir. É outra coisa, é outra condição. Você confie em mim, você consegue ir comigo. Mas, assim, se eu tivesse sido, tentar entender o que estava acontecendo sem antes, trazer pra perto um mínimo de confiança. E a confiança veio com a resonância da emoção, quando ela estava indignada, ela viu que eu estava indignada também. E aquilo ressou, e que a gente estava no mesmo lugar, a gente estava achando aquilo. Não, mas eu não vejo como é que a gente faz, fui manter aqui. Eu consigo que ela veja, "Olha, hoje eu que estou na sala de emergência." E eu prometo pra você que tudo que for possível, essa experiência vai ser diferente. Aí, chegou o do almoço. A heróra do almoço, e assim, está voltado, em farmagem não ia conseguir oferecer a alimentação. Cheguei pra em primeira do dia, que não era da noite, que não tinha tido que lhe daco a polícia e falei, "Bruna, tudo bem, se a filha da alimentação pra dona solange, como chamar de solange?" "Ah, não, doutor, eu tudo bem, vai até ajudar, olha isso, a comida vai estrear." Quando eu chamei essa filha pra dar a comida pra mãe, ela começou a chorar. Ela falou, "Nossa, a médica me chamou pra alimentar a minha mãe." Então, eu não fiz nada de diferentes, não é cognitivos, não é ação, a mãe dela não tinha melhorado, isso é sentimento, isso é a colimento, isso é emoção, e isso transformou tudo. E foi muito marcante, assim, esse caso. E se a gente se lembra que nada se constrói sem haver essa afinação primeiro da confiança, depois da emoção, minha vida mudou, assim, de verdade. E quanto mais difícil a situação, mais eu sinto que isso se aplica. Eu acho que, esse exemplo fala bem, vocês estão tão apropriados desse artigo, que eu vou fazer esse parêntese aqui só pra tentar fazer com que as pessoas que nunca olharam pra essa figura, consigam entender o desenho do que a gente tá falando, o desenho que tem no artigo, né? Então, basicamente foi desenhado, uma linha, que abaixo dessa linha, que é a linha mínima de onde começa. se construir um relacionamento ou um diálogo, né, abaixo disso aqui no artigo tá escrito nível tóxico, mas eu já tive a oportunidade de ver o Daniel também chamar desgoto. Então eu acho que nesse exemplo, no momento do chamar a polícia, da gritaria, do chamar a polícia, você tá nesse lugar, você tá no nível tóxico, você tá no esgoto. Então, ou você consegue convidar as pessoas e elas conseguem se controlar e a partir daí você volta a ter um diálogo ou você tem que dar um tempo, né, você tem que virar as costas e dar um tempo, não virar as costas aí correndo, mas dizer assim, olha, nesse nível, não podemos conversar. Então, o que tem no artigo, o primeiro é uma linha, então, que é chamado de linha de base, abaixo tem esse nível tóxico ou esgoto e acima, então tem confiança, depois emoções e depois cogimissão. Então, só resumindo um pouquinho o que o Daniel e a Sabrina têm falado, pra gente conseguir, e já que é um podcast, né, a gente não tá conseguindo mostrar as imagens pra vocês, mas tem certeza que depois todo mundo vai querer dar uma olhada disso, é isso, é o nível tóxico, ali não tem conversa, e a partir do nível do diálogo tem confiança, emoções e cogimissão, e começar pela cogimissão fazer o caminho invertido, que normalmente é onde nós mantimos mais confortáveis, né, porque afinal de contos com todo esse córtex que a gente tem, o que a gente mais sabe fazer é falar a respeito de cogimissão, a parte cognitiva da conversa, então começar por isso é realmente o que tem de receita pra dar errado, só pra deixar todo mundo na mesma página, então acho que esse exemplo falou bem a respeito disso, inclusive, né, você já pegou o caso pra discutir a respeito das imagens, e eles não estavam agressivos ou violentos nem nada, você pode pedir esse voto de confiança, agora, talvez no dia anterior, na noite anterior, quando teve essa história do chamar a polícia, não estava bem, não estavam assim nos aninhos, né, então isso aí eu acho que essa história fala muito também das proibições, né, a gente fala tanto não, não cuidado com a letra e eu já tento falar assim, mas a medicina a gente fala tanto não e a gente precisava ver se a gente precisa falar tanto não, então quando eu fui conversar com a equipe e falei, olha, é verdade que ela veio de um outro estado e que a gente não deixou nem ela entrar cinco minutos, a não doutora que na sala não tem desita noite, tá, não tem desita noite, meu gente, mas não é visita, é uma pessoa que veio de outro estado, é um encontro que pode ser o último, será ela sabe? Ah, não tem tempo pra falar com mim, não tem tempo de no banheiro, estão beber uma água, estão numa café, o que a gente não fala um pouquinho mais de sim e às vezes essas pequenas coisas elas são tão importantes, elas são as coisas que as outras pessoas do lembram, são as coisas que constróem essa confiança que é o nível básico sobre o qual tudo o resto é constituído. É, acho superinteressente que essa coisa que eu estava falando assim, é legal você falar esse tanto não, né, que a gente fala, né, e eu estava lembrando aqui de uma outra coisa que a gente tem a ver com isso, sim, e tem a ver com a angústia que eu sentia e que acho muito sentem, e de que a vezes a conversa não é racional, mas é pra mim o fenômeno petacular e pavoroso, né, é chamado de sonência cognitiva, sonência cognitiva que eu seguim, quando a gente está sobre grande estresse afetivo, que a gente faz, fez ou quer alguma coisa, e isso que a gente faz, fez ou quer, vai contra o que a gente acha que é o melhor, que é o certo, que é adequado, estão em sonância, e aí tem vários jeitos de a gente resolver essa de sonância, o jeito mais fácil é a gente aumentar uma desculpa, é a gente criar uma indivídua, que ela não tem nenhuma justificativa além da gente convencer a gente mesmo que a gente está certo, independente se estiver nos mesmos, a gente começa a se enganar, isso é um fenômeno profundamente humano, animais não fazem isso, porque animais não têm essa capacidade cognitiva que a gente tem, e quando você coloca esses fenômenos edições cognitivas nos dos leitos e ressonância funcional, o que é fascinante é que eles primeiro, eles são sempre juntos com estresse afetivo, segundo, eles não têm envolvimento do prefrontal, a gente cria, inventa, desculpa, usando uma parte, até é do prefrontal chamado ventro medial, mas em termos de merosseência é considerada uma parte do prefrontal que é considerada do límbico, o ventro medial que está no nosso prefrontal ventro medial, ele ativa rápido e ele basicamente faz quem inventa essas desculpas, elas são completamente inoncência, mas elas passam um panoquente resolve, a gente publicou o estudo legal, agora foi o mestreiro da Jura Drummond, a enfermeira brilhante, o que é estudou no mestreiro dela, a gente pegou a pessoa que trabalhou na unco, na uncologia, e apresentou alguns cenários para eles, de pacientes que recusavam tratamentos, e aí eram os cenários com diferenças de tipo de recusa, e depois a gente perguntava para as personais o que eles achavam que era importante na tomada de decisão, resultado, alguns profissionais eles eram caracterizados no método do tidescripto mais detalhe como é personais obstinados, ou seja, aquele personal que ele não aceita a recusa em circunstancia alguma, ele é obstinado, ele é obstinado, ele vai até o fim do biológico independente do que o paciente pensa, depende do benefício obstinado, 100% dos profissionais obstinados consideravam a autonomia como a questão mais importante, mas me falem hoje como não faz o menor sentido, pois é, isso chama adicionança cognitiva, não faz sentido, não é sobre argumentação cognitiva, a pessoa ela sente uma emoção tão forte de estresse, é assim, ela sente que tem que fazer, e aí ela faz, e depois ela encontra mais justificativa para ela mesmo, mas eu estou no meio importante, mas eu estou fazendo isso aqui, mas eu estou no meio importante, é incoerente, é adicionante, é adicionança cognitiva, e esse é o tipo de exemplo que mostra que assim, não adianta argumentar, e já tinha um grande pensador que fala para quem tem muita certeza uma massa de argumentos contra, só aumenta a certeza, então não é sobre argumentos, é sobre afeto, é sobre emoção, se a pessoa ela sente que ela está, ela precisa estar defendida, ela vai encontrar cada vez, mas me desculpa, mas stroboscópica para aquilo, então não é sobre argumentação, é sobre emoção, e aí a gente começa a ver, e pegar, por exemplo, caso de hoje de manhã, tem uma senhora lá no nosso TI, 80, 85 anos por aí, já com uma senhora de mensual leve, leve para moderada, aí ela já está acamada, depois de uma fractura de fémora faz 2 meses e meio, dependente para todos a BVDs, e ela fez uma pneumonia, veio muito bada na sala, e até um DPRC super avançado, fez uma hipercapinia, provavelmente por a 2, fui bada na sala, veio para a gente, dois dias está o melhorou estubamos hoje, e a gente foi começar com a família, e aí foi, vamos abrir a gente já fez isso, incontar a vez vezes, aí foi com R1 e interno, e aí perguntando, "Oi bundi, então como é que se estão, aí a família, ai do todo, tão feliz, ela sai, estubou, ela vai ficar bem, ai glória a Deus, e não sei o que, a cara dos R1s, assim cai o queixo, e fica um rulho espantado, é a sensação de Deus meu, essa mulher não entendeu nada, a gente está ferrado, não vai dar certo aqui, esta emoção expressa, diante de uma esperança, ela simplesmente acaba com conversa. Ela vai gerar, para aquela pessoa está sentindo uma esperança de ver a mãe, que foi estubada naquele momento, e vê o médico, desesperado, ela vai gerar uma dissona subognitiva imensa, ela vai dobrar a esperança dela, para convencer o médico, que não tem esperança, a conversa vai dar tudo errado, médicos, geralmente, sem ter medo diante de esperança, só que esperança é uma emoção humana, é uma emoção profundamente humana, é um sentimento na verdade, a emoção é corpória, sentimento, e ela tem coignição envolvida, é, esperança é um sentimento profundamente humano, eu gosto de lembrar, para os nossos rolegas, que é assim, capítulos sombrios da humanidade, campo de concentração nazista, campo de concentração nazista, sombrio, horroroso, nadir, não foi capaz de tirar esperança de humano, então assim, nossa espécie é muito resiliente, é muito forte poder de adaptação, é muito forte poder de esperança, então assim, não adianta ter medo de esperança, esperança é um humano, e é uma reação ao medo, quem tem esperança é porque entendeu que está tudo ruim, entendeu que está grave, e a esperança vai reação a isso, ela é ambivalência do luto, está tudo bem, quando a gente entende isso, e a gente só conecta, e aí, enquanto os r1 e a internet estavam desesperados, eu virei para ela e falei assim, a gente também está super feliz que estupou, e é óbvio, eu adoro estupar as pessoas, eu gosto mais ainda de dar alta, quando eu fiz isso, conversa estava ganha, estava tudo certo, ela não está contra a gente, ela está a nosso favor, a gente está junto, busca o melhor passei a gente e fala, está junto, busca o melhor passei a gente e fala, não é verdade? um impressionante eu já ouvi de uma paciente que, ao grau da esperança, o marido tinha provavelmente um escoroso lateral mitrófico, entrando em ciência espirratória, um caso a gase ainda, não sei se você lembra dele. E ele queria ir de alta para fazer algum ritual religioso e paciente na iminência de uma falência respiratória, e assim, peguei o caso meio no final e fui eu que fiz a liberação dele, enfim, saída do hospital contra recomendação médica, mas sem birra, né? Era a escolha dele, a gente estava respeitando, a gente deixou até um documento para ele ter mais fácil acesso ao hospital, caso ele piorasse, quiser se voltar. E aí, quando eu entreguei essa documentação e falei, olha, eu torço muito para que tudo descer, tu ficaria muito feliz se destuça. Ela olheu pra mim e falou doutora, se eu era a primeira pessoa que me falou alguma coisa boa, desde que eu entrei nesse hospital, desde que eu entrei nesse hospital, só me falam que o meu marido vai morrer. E eu tô falando que o marido dela vai ficar bom. Não, eu tô falando que eu gostaria e eu gostaria mesmo. Eu não teria nenhum problema se ele fosse lá no tal lugar e se ver se o passo ia acontecer o milário e ia ficar realmente muito feliz. Não tô dizendo que vai acontecer, mas tô dizendo que o respeito, sabe, era saramámo que falava que o processo de convencimento é uma tentativa de colonização do outro, é um desrespeito ao outro. Eu não tô sendo complice, eu expliquei quais são as consequências, mas eu tô dizendo, dentro dessa circunstância, eu desejo melhor pra vocês. E eu tô aqui para que vocês tenham os melhores recursos por seres casos derrados e tá tudo bem. E assim, e todo mundo se sente muito melhor numa situação dessa, do que numa situação que sai todo mundo brigado, o médico deita no chão e começa a bater os braços e as pernas como se fosse uma criança de quatro anos, sabe? Gente, é tão bom respeitar as pessoas. É difícil, lógico que é difícil respeitar o que é diferente do que você gostaria, do que você acha aqui. Mas eu acho que é um grande passo na naturalidade como profissional quando a gente começa a conseguir fazer isso. Eu tenho falado algumas vezes que me preocupa um pouco a obstinação por fazer com que as pessoas não apenas compreendam, mas repitam, eu sei que meu pai vai morrer. Escreva no quadro mil vezes pra ver se você se convence. Eu acho que primeiro que nós, paliativistas, não estamos acompanhando as pessoas para limitar medidas invasivas. Não é esse o nosso papel, né? É assim, você fica muito claro isso, apesar de muitos lugares nos chamarem especificamente, porque a gente faça isso, e se a gente não faz, tem uma frustração generalizada de que a gente não fez. Mas eu acho que também tem uma frustração dentro da gente de não conseguir fazer muitas vezes aquilo que eu, pra mim, consideraria que deveria ter sido feito. Então essa coisa da separação que você fala, né, Daniel, ouve a emoção do outro e controla a sua, mas você tem que precisar reconhecer que ela é sua. Todas as coisas nós precisamos reconhecer que são nossas, inclusive os nossos valores, porque se não, a gente lira um obstinado pelo outro lado, né? A gente lira um papel na lista paliativo, em que você acha que você sabe o que é melhor pra aquela família, pra aquele paciente, e fica trabalhando pra que esse melhor seja de distância de tentar entender o que é melhor realmente pra ela, pessoa, né, dentro dos valores dela, dentro daquilo que é importante pra ela. Então pra mim, essa anatomia da comunicação, ela reçou uma coisa que eu acho que, se você prestar atenção na sua prática, assim como vocês, né, prestaram atenção na prática de vocês e conseguiram descrever isso, que vocês primeiro fizeram, e depois descreveram, né, e não descreveram isso, zero. Eu acho que, se você prestar atenção no seu dia a dia, se você tem uma atitude menos arrogante, mais humilde, já tem certos anos de prática pra saber que você não tá ali, pra contar o que é bom pra aquela pessoa, você se reconhece, e nessa descrição da anatomia da comunicação. E é isso que é legal, sabe, porque você se sente validado, e ao mesmo tempo, você encontra ali elementos e exemplos e formas de aplicação que ampliam o seu repertório, aumentam a sua caixinha de ferramentas, né, pra que você faça cada vez melhor. Então, eu realmente acho que esse episódio do Palipé, ele fugiu um pouco da sua estrutura clássica, de no final do episódio falar de da ciência prática, porque ele entendo da ciência prática, ele apropria observação da prática transformada em ciência, e retornando pra quem prática, de uma forma mais estruturado, que é lindíssimo, né, eu acho que realmente vocês foram muito felizes nessa, nessa elaboração desse artigo. Quando a gente consegue fazer isso, que aí você está comentando, que, principalmente, consegue perceber o que é nosso, o que é do outro, quando a gente consegue perceber a nossa emoção, e controlar a nossa emoção pra conseguir conectar com o outro, eu acho que não só, a gente fica muito mais efetivo, então, essa conversa que eu comentei hoje nessa senhora, por 25 anos depois, cede a mesa, esse curso foi lisa. Sabe aquele catéter que não vinga nem sangue, não vem, só o catéter liso, liso, então começa bem, e aí negócio vai andando, e você segue o procedimento e chega, depois você vai pra parte cognitiva, onde estamos prognóstico, valores, objetivo de cuidar do planejamento de cuidado, a linhadíssima, planejamento de cuidado bom, então vamos cuidar medida clínica, não invasivem, em caso de pior, a gente foca em controle de cintão, o permissão pré-mortivatural, a conduta pra isso, não, é o T, não é C, P, não, diários, tudo falado, foi tudo claro, foi tudo alinhado, a família deu um abraço, agradeceu um monte, e eu volto pra ficar paciente. Mas a gente entender que isso, quando a gente consegue fazer essa impatia afetiva, a gente fica mais eficaz, e a gente acolhe melhor, é acho que isso tem uma enorme reprodução em saúde mental, porque a gente é recompensado que nem os animais sociais, quando a gente consegue acalmar alguém, a gente é recompensado com emoção boa, e eu achei essa emoção boa na minha opinião, foi o que fez qualquer um de nós de uma pessoa saúde, essa emoção de cuidar do outro, e se sente bem de ajudar do outro, essa impatia afetiva, quando a gente consegue consolar, quando a gente consere acalmar, acho que isso alimenta, isso conecta com o propósito, e quando a gente consegue ter essa emoção e a eficácia, acho que isso protege de saúde mental, e o mais legal de tudo que eu vejo, é que aí a gente pode ser cada um, pode ser do seu jeito, porque o jeito de ressoar, ele é o único, assim, a técnica, a resonância afetiva é a mesma, mas tem gente que é mais umes, assim, expansivo, tem gente que faz piada, tem gente que não faz piada, tem gente que é mais introvertido, mas independente do jeito que a pessoa é, ela consegue ressoar, mas de maneira genuina, ela consegue ser afetiva, acolher e ser eficaz, ela é premiada com a cala emoção boa, e ela pode ser expressada do jeito dela, então, assim, para mim isso é fascinante, assim, eu fico super, ah, toda vez eu fico emocionado de diversos encontrando o seu jeito de ressoar, não adianta copiar eu a sabrindo a cláudia, inclusive do seu jeito da pessoa, mas é a técnica, a técnica é aquela, tudo bem, eu acho que ficou muito claro a mensagem desse artigo, né, resta o convite para que ele seja lido junto com o lançamento deste episódio do Palipapes, vamos ter também nas nossas redes sociais do PalipontoPapers no Instagram, um resumo mais detalhado do que está publicado, e eu tenho certeza que todo mundo que deu ao trabalho, ele vai ter um acércimo importante para sua prática do dia a dia, a gente está chegando ao final desse episódio, eu queria passar para a sabrina e depois do Daniel para fazer seu fechamento, e depois me despedir de vocês também, eu acho que esse artigo de várias formas, ele é o marco, e ele estrutura muitas coisas que a gente até de uma certa forma sabia, mas talvez ainda não tivesse organizado, então o meu conselho para vocês é tão básico, olha, vínculo, emoção, cognição, se a sua reunião já está começando errada, olha para o vínculo, o que esse vínculo não está acontecendo, ele é possível como é que a gente consegue, como é que a gente consegue vincular, e aí o Daniel tem um jeito dele, eu tenho o meu, mas vamos começar desse preço costo, sem vínculo não vai dar para ir para frente, novamente com emoção, e a cognição que é aquilo que a gente pensa tanto, tem que estar depois, e às vezes, um torno inteiro se constrói, sem a gente ter que interferir quase nada, eu tive uma reunião parecida com a do Daniel, que era também um paciente, muito grave, com várias coisas, em que a família trouxe várias insatisfações de outros serviços, e dava para ver na cara do residente, era aí 3, o residente agroneado, tipo, "Ah, ele não está chegando no ponto, não vai chegar, não vai chegar", e aí, com a escuta apenas, a família terminou e falou, "bom, doutoria agora, porque eu estou vendo que ela não está bem". Então, às vezes, você não precisa falar para chegar no ponto, e eu acho que essa dança, eu acho que esse acolher e conciliar a nossa agenda com a agenda que o outro vai. e fazer uma coisa que faça sentido para todo mundo, é uma coisa de aprendizado, que ninguém vai aprender de um dia para o outro, não é toda vez que vai funcionar, mas que esses passinhos, primeiro vínculo, depois emoção e só depois a covenção, eu acho que é uma coisa universal, se vocês quiserem entender mais sobre isso, coloquem a anatomia da comunicação. No YouTube, vocês vão achar o Daniel na aula da Uniféspe, na educação dos cuidados críticos do HC, em vários canais, ou som vale a pena, é uma complementação a isso, e eu só posso dizer que eu sou muito feliz de fazer parte dessa história, e eu acho realmente que, no mundo que a gente vive de tantos conflitos, uma comunicação em paz que é um instrumento de transformação, de tudo. Então, eu acredito muito nesse trabalho, ele é muito importante, ele é uma das prioridades do meu ativismo, do meu dia a dia, e eu espero que vocês se apaixonem por este tema tanto quanto eu me apaixonei. E quis falar depois dessa brilha, no evidentemente apaixonada por esse acessão, manda as coisas que eu gosto muito de estudar, os nossos primos, paperpanzés, bonobos, babulinos, é que, embora, eles seriam evidentemente diferentes da gente, especialmente com os prasai, bonobos, a gente compartilha de 98% de DNA, é muito. Eu acho que esses 2% fazem diferença, óbvio que faz diferença, mas tem muito mais um comum do que as pessoas gostam e aceitam a limite, e esses instintos, eles são incomumos. A grande diferença desses 2% de DNA tem que uma das grandes diferenças, é que embora a gente tenha esse instinto, a gente humano consegue fazer diferente, mas o conseguir fazer diferente, ele só se realiza quando a gente reconhece que esse instinto existe, e aí a gente pode fazer diferente. Então reconhecer esses instintos e reconhecer essas emoções, elas são, na minha opinião, a grande sacada para a gente conseguir ter esses valores mais humanísticos, porque senão a gente vai ficando só na agressividade nesse instinto que torna a gente extremamente violento. Então eu acho que é bonito e libertador estudar os nossos primos para a gente conseguir ser mais humano. Muito bem, estamos encerrando então esse quarto episódio, esse presente do Natal de 2024 para todo mundo, estou muito feliz de ter recebido aqui essa Brena e o Daniel, e por favor, se você gostou nos avali, se você não gostou nos dêufe de beque, nos siga nas redes sociais, palhe.papers no Instagram, e agora também, a semana que não sai, o podcast nós vamos ter uma transmissão ao vivo, vamos começar com essa prática das lives no YouTube, então na semana que vem, pode nos acompanhar que vai ter uma nova live de um novo artigo, e sempre buscando aproximar a ciência da prática em cuidados palheatifs. Palhepapers, da ciência, a prática em cuidados palheativos, acesse nossas redes sociais e nos siga em @palipontopapers no Instagram e no YouTube. [MÚSICA DE FUNDO]

Podcast Summary

Key Points:

  1. O artigo conhecido como "anatomia da comunicação" propõe uma sequência essencial na conversa paliativa: confiança, empatia emocional e cognição, substituindo modelos tradicionais baseados apenas em racionalidade.
  2. A comunicação eficaz começa com a construção de uma relação de confiança, pois, sem essa base emocional, ninguém pode se abrir para conversas sobre decisões difíceis ou prognósticos.
  3. A pesquisa é fundamentada em neurociência e psicologia, mostrando que emoções como medo, esperança e vergonha são biologicamente comuns em humanos e animais, e que a empatia afetiva — acalmar o outro — é um comportamento evolutivamente benéfico e essencial para a saúde emocional e a qualidade da relação médico-paciente.

Summary:

O artigo "Anatomia da Comunicação" apresenta uma nova abordagem para a prática paliativa, baseada em uma sequência lógica e emocional: confiança, empatia emocional e cognição. A proposta desafia modelos tradicionais de tomada de decisão, que dependem de argumentos racionais, pois demonstra que, em situações de medo e incerteza — como na pandemia —, o processo de comunicação começa com a construção de um vínculo emocional. Sem confiança, não há espaço para diálogo real, e a empatia afetiva, como acalmar o outro, é uma resposta biológica e evolutiva que se observa desde animais até humanos.

A neurociência mostra que emoções básicas como medo, esperança e vergonha são comuns em todos os seres vivos, e que a empatia afetiva, por exemplo, ajuda a manter o grupo coeso. O artigo destaca que, ao invés de imediatamente discutir diagnósticos ou planejamento, os profissionais devem primeiro reconhecer e acalmar as emoções dos familiares, criando um espaço seguro para a conversa. Esse modelo, validado por experiências clínicas reais e reconhecido pela Harvard, é premiado por sua aplicação prática e transformadora, reforçando que a verdadeira eficácia de cuidados paliativos depende da empatia humana e da capacidade de se conectar emocionalmente com os pacientes e suas famílias.

A mensagem é clara: a ciência paliativa precisa ser ancorada em emoções reais, não apenas em dados, para se tornar realmente humanizada e eficaz.

FAQs

É um modelo que organiza a conversa em etapas sequenciais: primeiro a confiança, depois a empatia emocional e, por fim, a discussão cognitiva, destacando que a confiança é essencial para qualquer diálogo eficaz.

A confiança é a base para qualquer conversa, pois sem ela, as pessoas se fecham, entram em estado de defesa emocional e não conseguem acessar a discussão sobre valores e decisões medicinais.

Emoções como medo, esperança ou tristeza influenciam diretamente a tomada de decisão, pois o cérebro humano processa informações com base em emoções, especialmente em situações de risco e perda.

A empatia afetiva, que envolve reconhecer e ressoar com as emoções do outro, é fundamental para acalmar pacientes e suas famílias, fortalecendo o vínculo e tornando a comunicação mais eficaz e humana.

Sim, o artigo foi premiado com o Prêmio de Educação Global da Harvard por sua contribuição inovadora na comunicação em cuidados paliativos.

A pandemia mostrou que modelos tradicionais de comunicação falhavam, pois as pessoas estavam em estado de ansiedade e medo, exigindo um novo modelo baseado na confiança e na ressonância emocional.

Chat with AI

Loading...

Pro features

Go deeper with this episode

Unlock creator-grade tools that turn any transcript into show notes and subtitle files.