O capítulo descreve a partida súbita do Ega para Sintra, fugindo do tédio de Lisboa em busca da natureza. Enquanto isso, Carlos, após um encontro no circo com Alencar e o tio de Damaso, Guimarães, que lhe traz lembranças do pai, mergulha em um conflito interior. Ele planeja fugir para a Itália com Maria Eduarda, sua amada, mas angustia-se com a perspectiva de decepcionar o avô, repetindo um escândalo familiar passado. Na quinta de Santa Olávia, o romance com Maria Eduarda floresce em momentos de doce intimidade, longe dos olhares alheios, embora sob a vigilância discreta da governanta Miss Sara. A paixão cresce, e o desejo por uma união mais plena os leva a planejar um encontro noturno secreto na quinta, simbolizado pela chave do portão que Carlos agora possui, enquanto a narrativa prepara o terreno para desenvolvimentos futuros dessa relação intensa e proibida.
Os maias de essa de Queroz. Capítulo 14 Foi num sábado que a fonte de Tamai a partir o para Santa Olávia. Cedo nesse mesmo dia, Maria Eduardo, e escolher a porcer de boa estreia, instalar-se nos olivais. E Carlos, voltando de Santa Aplônia, onde for acompanhar o avô com o ego, dizia-lhe alegremente. Então, a que ficamos noz soz a torar na cidade de Marmor e Delicho. Antes disso, respondeu o ego, que andar de sapatos brancos a cismar por entra-poerada de cintra. Mas no domingo, quando Carlos recolheu ao ramalheta ao noitecer, Batista anunciou que o senhoréia tinha partido neste momento para a cintra, levando apenas livros e uma descova-se em bolhadas no jornal. O senhoréiaia tinha deixado uma carta, e tinha dito, "Batista, vou pastar!" A carta, a lápis, numa larga folha de almoço, dizia. A saltome de repente, amigo, juntamente com o horror a caliça de Lisboa, uma saudade infinita da natureza e do verde. A porção de animalidade que ainda resta no meu ser civilizado e reciflizado precise orgentemente expulinhar-se na relva, beber no fio dos regatos e dormir balançada no ramo de castanheiro. O solicite batista, que me remeta amanhã pelo ônibus, amala com que eu não quis supercargar a tipóia do mulato. Eu demoro uma pena estresse a quatro dias. O tempo de cavarquear um bocado que o absoluto, no alto dos capúxos, e ver o que estão fazendo os meus autis junto a amega-fonte dos amores. Pervente, re-resnucar-los, indignado com o abandonem gratem que o deixava oega. E a tirando a carta, "Batista, o senhoréiaia diz aí que ele manda uma caixa de charutos, dos imperiales, mandalhantes dos fulores de Cuba, os imperiales são veneno, essa animal nem famarçada." Depois do jantar Carlos por correr o Figarrou, folhou um volume de baran, bateu carambolas solitárias no bilhare, a subiu uma legainhas no terrasso e terminou prosseir sem destino para os lados do ateiro. O ramalhete entrestecia-o, assim mudo ou apagado, todo aberto ao calor da noite. Mas insensivelmente, fumando, achou-se na rua de São Francisco. As janelas de Maria do Arda estavam também abertas e negras. Sobiu a andar do cruz, o menino viturinho não estava em casa. Amalhete-seu ando-ega entrou no gremio. Encontrou o tavera, depolto ao ombro lendo estulgaramas. Não havia nada de novo por essa velha Europa, apenas mais uns nilistas enfurcados. E ele tava era ir ao praise. Vem-tou também daí, carlinhos. Tenho lá uma minha bonita que se metem na água com cobras e crocodilos. Eu peço-me para estas mesas de bicho. Que esta é difícil, traz um chulo, mas eu já escrevi. E ela fez-me um bocado de olho de dentro da tina. Arrastou carlos. E pelo chado abaixo, falou-lhe logo no damas. Não tornara a ver essa flor? Pois essa flor andava apreguando por toda a parte que humia, depois do caso do chado, e lhe dera por um amigo explicações humildes, covardes. Terrivel aquele damas. Tinha figura, interior e natureza de pela. Com quanta mais força se tira a voxão, mas ele ressaltava para o ar, triunfante. Em todo o caso, eu me arrastra a sua era e deve ser cautela com ela. Carlos encolhou os ombros, reindo. Não, não, dizia o tavera muito sério. Eu conheço meu damas. Quando foi da nossa pega, em casa da Lola Gorda, eu portou-se como um polterão, mas depois ia matrapalhando a vida, a capaz de tudo. Antes de ontem estar vejo assim a no seu va, eu vou sentar-se um bocado a permei e começou-lo com umas coisas a teu respeito, mas ameaças. Ameaças. Que disse-la? Nis que te dá às áreas de despadachinho, de valentão, mas às de encontrar dentro em pouco que a gente ensina. Que se está aí preparando um escandal monumental, que se não admirará de te ver brevemente com uma boa bala na cabeça. Uma bala. Assim eu disse, "tô risso, mas eu é que sei. Eu se fosse a ti e amaldamas e dizia-le, da masuzinho, flor, fica avisado que, de orendiante, cada vez que me suceder uma coisa desagradável, vem-me aqui e partilha uma costela." Toma suas medidas. Tinha um chegado ao prásse. Uma multidão de domingo alegre e pásmada apinhava-se até as últimas bancadas onde havia rapazes, em mangas de camisa, com litros de vinho. E eram grossas, fartas risadas, com os requebros do palhaço, rebocado do caio e vermelhão, que tocavam nos pezinhos de uma voltizas e lambiou os dedos, de olhos em alvo, um gosto de mel. De cançando na célula larga de charelo do erado, a criatura magrinha e sèria, com flores nas tranças, tava volta de vagales ao pásseo de um caval branco que mordia o freio, levado a mão por um estribairo. E pela arena, o palhaço, o ambão e ineste-o acompanhava, com as mãos ambas aportadas ao coração, numa suplica babosa, rebolando o languidamento dos quadris dentro das vastas pantalonas picadas de lentijolas. Um dos escodeiros, de calças listradas de ouro, imporrava-o numa remédio de si humes. E o palhaço caías, tatelado, com um estouro de nádegas, entre os reeds das crianças e os ratatens da xeranga. O calor sofocava. E as fumaradas de charuto, subindo sensissar, fazia uma nevo onde terminiam as chamas largas do gás. Carlos, incomodado, abalou. Espera um menos para ver a menha dos crocodilos, gritou ainda o tavera. Não posso, cheira mal morro. Mas a porta, de repente, foi detido pelos braços abertos do alencar, que chegava com outro sujeito velho e alto de barbas brancas, todo vestido do luto. O poeta ficou pasmado ver ali o seu Carlos, fazia-o no seu celular de santo alávia, virá-te nos papéis públicos. Não, disse Carlos, o avô que foi ontem, é num sinto ainda em disposição de reconmicar com a natureza. Alencar reou levemente afugiado, com um brilho de esnebra no alicavo. Ao lado, grave, o ancião de barbas calçava as churluvas pretas. Pois eu, ao contrário, ficou amava o poeta, estou precisado de um banho de panteijão, a bela natureza, o prado, o bosca. De modo que talvez me mimmos é consintra pra semana. Estão lá os coandos, alugaram uma quesita muito bonita, logo a diante do vitor. Os coandos, Carlos compreendeu então a fuga do ego e a sua saudade do verde. Ou, fly, dizia-lo poeta baixo e puxando pela manga para o lado. Tu não conheces-se no amigo? Pois foi muito teu pai, fizemos muita troça juntos. Não era nenhum personagem, era apenas um aoquilador de cavalos. Mas tu sabes que é em Portugal, sobretudo nesses tempos, havia muita bonomia, o fideógue dava-se com a rieiro. Mas que diável, tu leves comecelo? É o tio do damazo. Carlos não se recordava. O Guimarães, o que está em Paris? Ah, o comunista. Sim, muito republicano, homem de ideias humanitárias, amigo do gambeta, escreve no rapelo, homem interessante. Veio aí por causa de umas terras que erdo-do-hermão, desse outro tio do damas como real há meses. E demora-se, cara e eu. Pois andamos-nos juntos, me aberam-se uns líquidos, e até estivemos a falar do teu pai. Que é estuque e o teu apresente? Carlos dizitou. Seria melhor no outro casinho mais íntima quando pudessem afomar um chero tranquilo e conversado o passado? Valeu. Ares de gostar dele, conheço muito vitou-rugo, de testa a predaria, espiritular-go, espirito muito largo. O poeta sacudiu ardente-me entre as duas mãos de Carlos. O senhor Guimarães ergou-do-levo seu chapéu carregado de crepe. Todo caminho até o ramalheite, Carlos foi pensando em seu pai nesse passado, assim enrenumorado, estranhamente ressurgido pela presença daquele patriarca, antigo ao quilador, que fizeram com eles tantas trossas. E isto trazia conjuntamento outra ideia, que nisso último dia já o atravessava, pertinado e torturante, dando-no meio da sua radiente-falecida, um sombrio arrepiodador. Carlos pensava no avô. Estava agora decidido que Maria Eduardo e ele partiriam para a Itália nos fins de outubro. Castragomos, na sua última carta do Brasil, séca e pretenciosa, falavam em aparecer por Lisboa com as elegâncias do frio lá permeado de novembro. E era necessário antes disso que estivessem já longe, entre as verduras de iso ou labela, escondidos no seu amor e esperados por ele do mundo com pelos muros de um custro. Tudo isto era fácil considerar quase-legítimo pelo seu coração e enxia a sua vida de splendor. Somenta-viam-nisso um espinho, o avô. Sim, o avô. Ele partia com Maria, ele entrava na aventura absoluta, mas ia destruir de uma vez para sempre algaria de a funso e a nobre-pás que ele tornava tão bela a velhice. Almen de outras eras, ao estero e puro, com uma dessas fortes almas que nunca te faleceram, o avô nesta franca viria-lhe arrajada a solução de um amor indominável sovria-lhe pertinagem. Para ele nada significava o esponçal natural das almas, assim e fora das ficções chivis. E nunca compreenderia essa subtilidade de energia sentimental, com que eles, como todos os transviados, procuravam-os o lar do seu erro. Para a funso, haveria apenas um homem que leva a mulher de outro, leva a filha de outro, te perso uma família, apaga um lar e se atola para sempre na concobinagem. Todas as subtilêsas de Pai-Chão, por mais. finas, por mais fortes, quebrar-se iam, como bolas de sabão, contra as três ou quatro ideias fundamentais de dever, de justiça, de sociedade, de família, duras como blocos de mármulo, sobrequecentar a sua vida quase durante um século. E seria para ele como horror de uma fatalidade. Já a mulher de seu filho fugira com um homem, deixando atrás de sim um cadáver. Seu neto agora fugia também, arrebatendo a família de outro. E a história da sua casa tornava-se assim uma repeticção de adulterios, de fugas, de dispersões, sobre o bruto a guilhão da carne. Depois as esperanças que a fom se fundaram nela, considerava-lhe as tombadas, mortas no ludo. Eu passava a ser para sempre, na imaginação angustiada do avô, um foragido, um inutilizado, tendo partido todas as reídos que eu prendi ao seu solo, tendo a obedecar toda a ação que eu ele varia no seu país, vivendo por ateis de refúgio, falando línguas estranhas, entre uma família equívaca crescida em torno dela com a splanta de uma ruina. Sombre o tormento, implacável e sempre presente que consumiria os da radeiros anos do pobre avô. Mas, que podia ele fazer? Já ou disse era o ego, a vida é assim? Ele não tinha o heroísmo, nem a sentidade, que torna um fácil o sacrifício. E depois os dissabous do avô, do que províniam, do preconceito. E a sua felicidade, de os estudios, tinha direitos mais largos, fundados na natureza. Chegar ao fim do ateiro. O Rio silenciou-se fundias na escoridão. Por ali entra-lhe em breve do Brasil, do outro, que nas suas cartas se esquecia de mandar um beijo a sua filha. Ah, se ele não voltasse. Uma onda providencial podê-lo valo. Tudo se tornaria tão fácil, perfeito e limpido. De que servia na vida esse reçoquido? Era comum, saque vazio, que é isso a mar? Ah, se eu morresse. E esqueci-se, enlevado numa visão em que a imagem no mario chamava, osprava, livre, serena, sorrindo e coberta de luto. No seu quarto, batista, vendo o atirar-se para uma poltrona com suspiro de fadiga, de desconcilação, disse, depois de te servir resoniamente, idendo mais luz ao que andeiro. Isto agora, sem o senhor éga, parece um bocadinho mais só. Está só, está triste, murmurou carlos. É necessário se acudir monos. Eu já te disse que talvez fossemos viajar este enverno. Um menino não tinha dito nada. Pois talvez vamos a Itália. A peteja de voltar a Itália. Batista refletiu. Eu, da outra vez, não vi o Papa. E antes de morrer, não se me estava de ver o Papa. Pois sim, há de se arranjar isso, há de ver o Papa. Batista, depois de um silêncio, perguntou, lançando-o olhar ao espelho. Para ver o Papa, vai se de casaca, creio eu? Sim, recomente da casaca. O que tudo devia estar-la para esses casos era um hábito de Cristo. É de ver se te arranjam um hábito de Cristo. Batista ficou instanta-sombrado. Depois fez-se carlado de emoção. Muito agradecida a você excelência. Aparei gente que o tem, ainda talvez comendo o morcimento que eu. Dizem que até há barbeiros? Tais razão replicou carros muito sério. Era uma vergonha. O que é de ver se te arranjam, com efeito, é a comenda da conceção. Todas as manhãs agora, Carlos percorrei o pôer entre Caminhos Oliveis. Para popar aos seus cavals a sua lheira e a Natipóia do Molato, o batidor favorito do ego, carregulhar a parelha na velha cavalarista da toca e até a hora em que Carlos voltava ao ramalhite, fadeava pelas tabernas. Ordinalhamento ao maioria, ao acabar de almoçar, Maria de Guarda, ouvindo rodar o treinas trada silenciosa, vinha esperar Carlos à porta da casa, no topo dos de graus ornados de vasos e resguardados por um fresco tolo de fazenda cor de rosa. Naquí entusava sempre vestidos claros. Às vezes estrazia a moda espanhola uma flor entre os cabelos. O forte e fresco ar do campo vivava com um brilho mais quente, um matei borneo do seu rosto. E assim, simpos e radiante, entre o sol e verdura, ela deslumbrava Carlos cada dia com o encântino disparado e maior. Serrando o portão de entrada, que ranger nos gonsos, Carlos sentia se logo envolvido num extraordinário conforto moral, como ele dizia, em que todo seu ser se movia mais facilmente, soludamente numa permanente impressão de harmonia do sura. Mas o seu primeiro beijo era para rosa, que corria pela rua de acácias ao seu encontro, com uma onda de cabelo negra batelhos ombros e ininhexalado, pulando e ladrando de alegria. Ele arguia rosa ao cola. Maria, do longe, sorreles, sob o tolo de cor de rosa. Emredor, tudo era luminoso, familiar e cheio de paz. A casa dentro a resplantecia com um arranjo mais delicado. Já se podia usar o salão nobre, que perderam seu ar-rigido do museu, isalando a tristeza de um luxo morto. As flores que Maria punha nos vasos, um jornal esquecido, as lãs de um bordado, o simples russar dos seus frescos vestidos, conchego comunicado já um subtil calor de vida e de consigo, aos mais em portigados contadores do tempo de Carlos quinto, revestidos de ferro-bronido. E era ali que eles ficavam conversando enquanto não escava a hora das lições da rosa. Essa hora parcia missara, sérida, recolhida, sempre de preto, como a ferradura de prato em bróche sobre o colorinho direito de homem. Recuperar as suas cores fortes de boneca e as pustanas baixas tinham uma timidez mais virginal sob o liso dos bandos por itanos. Gordinha, com o peito de pomba fartas, tanto dentro do corpeto severo, mostrava se toda contente da vida calma e lenta de aldea. Mas aquelas terras trigairas de olivê do nome por si um campo. É muito sufico, é muito duro, dizia-la, como em definida saudade dos verdes milhados da sua englaterra e dos céus de nevo a cinsentos e vagos. Davam duas horas e começavam logo nos quartes de cima, as longas lições da rosa. Carlos e Maria iam então refugiarse, numa intimidade mais livre no que hoje que japonês, que uma fantasia de craft, o seu amor do Japão, construíram o pé da rua de acácias, aproveitando a sombra e o retiro buco óleo de dois velhos castanheiros. Maria fez suar essa calrecanto, chamava-lhe o seu pensador. Era todo de madera, como a soja de linha redonda e um telhado aguda à japonesa, onde costavam os ramos, tão leve que através dele, nos momentos de silêncio, se sentiam piaras aves. Craft furrar o todo destoeiras finas da Índia. Uma mesa de charáu, algumas faíenses do Japão ornavam no sobrimento. O teto não se via, oculto por uma colcha de cedamairela, suspensa pelos quatro cantos, em laços, como o rico do céu de uma tenda. E todo o ligeiro que hoje que parcia ter sido armado só com o fim de abrigar um divam baixo e fofo, de uma languidez de cerralho, profundo para todos os sonhos, amplo para todas as perguiças. Eles entravam, carles com algum livro que escolheram na presença de missaara, Maria Eduardo com bordado a uma costura. Mas bordado e livre queiam logo acham, e os seus lábios, os seus braços uniam-se arrepatadamente. Elas corregavam a sobre o divam. Carlos azulhava numa umbefada, trem-lo, impaciente, depois da forçada reserva diante de rosa e diante de Sara, e ali ficava abraçado à sua cintura, valbuciando mil coisas poderizantes, por entre longos beijos que os deixavam frouxos, cozolhos cerrados numa doceura de desmayo. Ela queria saber o que ele tinha feito durante a longa, longa-noites para ação. E Carlos nada tinha a contar se não que pensara nela, que sonhara com ela. Depois era um silêncio, os pardás piavam, as pombas arrulhavam por cima do lef de Lhado, o Ninis, que os acompanhava sempre seguiu seus murmulhos, os seus silêncios, enroscada um canto com o olh negro-reluzindo-se confiadamente por entre as rei pás prateadas. Fora por aqueles dias de calma sem aragem, a quinta seca de um verde empoerado, dormia com as folhajas imóveis sob o peso do sol. Da casa branca, através das percianas fechadas, vinha apenas o som ambo do rado das escalhas que rosa fazia no piano. E no que hoje que havia também um silêncio satisfeito e pleno, somente quebrado por algum doce suspiro de la cidadão que saia do diva, de entras almofadas de ceda, ou algum beijo mais longo e de um remato mais profundo. Era Ninis, que os tirava da que alçou a ventorpecimento, farta de estar aliquieta, encerrada entre as maderas quentes, num armólico arrepassado e assadrou uma índefenida em que havia jasmí. E a quinta passando as mãos no rosto, Maria e Arguias, mas para que ir logo aos pés de Carlos, no seu reconhecimento infinito. Meu Deus, o que gostava em tal esse momento de separação? Para que havia de ser assim, parecia tão pouco natural, espouzos como eram, que ela ficasse ali toda a noite, sozinha com seu desejo dela e ele fosse sem as suas cariças, dormia solitariamente ao ramalhete. E ainda se demorava muito tempo, numa mudaia de estas, em que os olhos úmidos, três passando-se, continuavam o beijo insaciado que morreram nos seus lábios cansados. Era Ninis, que os fazia sair por fim, trotando impacientemente a porta para o diva, rujnando a minha sã do ladrado. Muitas vezes, ao recolher em, Maria tinha uma inquietação. O que eu pensaria me sensar desta sexta-ci emclosurada, sem um rumor?
com a janela do pavilhão cerrada. Melania, deste pequeno serviço de Maria, era uma confidente. O bom domingo, um imbecil não contava. Mas me sensara. Maria conversava sorrindo que sentia um pouco humilhada, ou encontrado depois à mesa os câncitos olhos de inglês a sob os seus bandos virginais. Está claro? Se a boa miss se tivesse a usadia de resmongar ou franzir de levatesta, recebi a loco secamente a sua passagem no Royal Mail para Southampton. Rosa na olamentaria, Rosa não tinha a feção. Mas enfim, era tão séria admirava tanto a senhora. Ela não gostava de perder a admiração de uma repariga tão séria. E se incidiram despedir miss Sara, regiamento paga e substituí-la mais tarde em Itália por uma governante alma para quem nos fossem como casados. Mascia é madame. Mas pouco a pouco, desejo de uma felicidade mais íntima, mais completa, foi crescendo de nele. Noles bastava já essa curta amanhã no diván com os passos cantando por cima, a quinta cheio de sol, tudo acordado em erradour. Apecia um long contentamento e uma longa noite, quando os seus braços pudessem alançar sem encontrar os tofu dos vestidos e tudo dormisse em torno os campos agente e luz. De resto, era bem fácil. A sala de tapesarias, comunicando com a cova de Maria, abria sobre o jardim por uma porta invedraçada. A governante, os criados, subiam às 10 horas para os seus quartos no andar alto. A casa adromocia profundamente. Carlos tinha uma chave do portão. E o Unique-ão, Nini, era o confidente de fiel dos seus beijos. Maria desjava essa noite tão ardentemente como ele. Uma tarde, ao escorcer, voltando de um fresco passei pelos campos, experimentaram a ambas essa do plachave. Que Carlos já prometia mandar dourar. E ele ficou surpreendido ao ver que o velho portão, que ouvira sempre ranger abominablemente, rola agora nos gons com um silêncio olíso. Veio nessa mesma noite, tenho da xada na vila para levar a homem ser a Caleste do Molato, um batidor descreto que ele se vava de gorjetas. O céu, mole e abafado não tinha uma estrela. E sobre uma ala empujava aos passos, mudamente, a livre desde um relâmbago. Caminhante com inúteis cautelas, renta o muro, Carlos sentia, nesta proximidade de uma pós tão desjada, uma melanculia, cortada de ansiedades, que vagamente o acobardava. Abriu quase a tremero portão, e mal der alguns passos, stacu, ouvindo a fone níse ladrá furiosamente. Mas tudo e muito seu. E da janela do canto sobre o jardim surgiu uma claridade que o sucegou. Foi em contra a Maria, com o roupão de rendas, junto a porta em vidraçada, sofocando quase entre os braços nínis que ainda rosnava. Estava toda medrosa, não em paciência de sentir ao seu lado. E não quis recoller logo. Um momento ficaram ali, sentados nos de graus, coninis que quietar a ilambia Carlos. Tudo é redor era como uma infinita mancha de tinta. Só lá embaixo, perdida e mortiza, surdia da treva alguma luzinha vacilante no alto e o maestro. Maria, consigada a Carlos, refugiada nele, de um longo suspiro. E os chazolhos mergulhavam inquietos naquela mudez negra, onde os arbustes familiares do jardim, toda a quinta, parecia por der a realidade, sumida, diluída na sombra. Porque não havemos de partir já para a Itália, porquanto ela de repente procurando a mão de Carlos. Se tem de ser, porque não há de ser já. Excusávamos de ter estes segredos, os estes justos. Sustos de queim e um amor. Estamos aqui tão seguros como na Itália, como na China. De resto podemos partir mais de pressa. Se quiser, diz-se, tu um dia, marquem dia. Ela não respondeu, deixando de queir docemente a cabeça sobre o ombro de Carlos. Ela crescentou ou devagar. Em todo o caso, compreendos bem. Preciso primeiro ir a Santo Olávia, ver o avô. Os olhos de Maria perdiam só através na escuridão, como recebendo ela o pressagem de um futuro onde tudo seria confuso e escurro também. Tu tens Santo Olávia, tens de o avô, tens os teus amigos. Eu não tenho ninguém. Carlos treto assim, entrenecido. Não tens ninguém. Isso, dito a mim, nem chega a ser injustiça, nem chega a ser ingratidão. É nervoso. E é também o que os ingleses chamam em pudenta dutração de um facto. Ela ficará ninhada no peito de Carlos, como desfalecida. Não sei por que? Criam o rei. Um arco brilho de relâmpago alumiu o Rio. Maria teve medo entrar na alcova. Os molhos de velas de duas serpentinas batendo os damáscos e os estins amarelos em bebiam o artépido onde errava um perfuma numa refolagem se ardente de sacrar. E as bretanhas, as rendas do leito já aberto, ponham uma castalvura de nefresca nesse luxo amoroso e cortexama. Fora, para os lados do mar, um trovão rolou lente e surto. Mas Maria já não ouviu, cair da nos braços de Carlos. Nunca ou desejara, nunca vou adorar tanto. Os seus beijos ansiosos pareciam entender mais longe que a carne, três passá-lo, querer surver-la à vontade e alma. E toda a noite, entre esses brocados radiantes, com os cabelos soltos, dívida na sua nobeja, ela ali apareceu realmente como a deusa que ele sempre imaginara, que o arbatava em fim, aportado ao seu seu imortal e com ele pai erava numa celebração de amor muito alto. Sobre nuvens de oiro. Quando saiu, alma em ser, chovia. Foi encontrar um mulato a dormir numa taberna, bebado, teve de um meter dentro do carro. E foi ele que governou até o ramalhete, embolhado numa manta do tabernero, em cercado, cantar o lando, splendidamente feliz. Passados dias, passando com Maria nos arredores da toca, Carlos reparou numa casita abara da estrada com os critos. E veio logo a ideia de alugar, para evitar aquela desagadável partida de madrugada com mulatos terminado, borracho, despodaçando o trem pelas calçadas. Visitaram-na. Havia um quarto largo que, com tapieta e cortinas, podia dar um refúgio confortável. Tomou-o logo e batiste veio a outro dia, com móveis numa carroça, arranjarem este novo ninho. Maria disse, quase triste, mais outra casa. Estas, como o Carlos Rindo, é o última. Não, é penúltima. Faremos ainda a outra, a nossa, a verdadeira, lá longe, não sai onde. Comissaram encontrar-se todas as noites. As nove e meia, pontuamente, Carlos da Chava toca com o seu charuto aceso. E domingos a diante da lanterna, vinha fuxar o portão, tirar a chave. Ele recolhia devagar a sua chopana, onde o servia um criadito, filho do jardiner do ramalhete. Sobre um tapete solto, deitado no velho sualho, havia apenas, além do leito, uma mesa, um sofá da risquadilha, duas caderas de palha. E Carlos entretenha as horas que isso paravam ainda de Maria, escrevendo para Santa Olávia e sobretudo a Uega, que se tornizava em cintra. Recebera duas cartas dele, falando quase somente o damas. O damas eu partia em toda a parte com a co-an. O damas se tornaram-se grotesco em cintra numa corrida de burros. O damas eu arvorava que a pacê tiviam em setiais. O damas eu era uma bestie em mundo. O damas, no pátio do vitor, de perna traçada, dizia familiarmente a Raquel. Era um dever de moralidade pública dar bengaladas no damas. Carlos enculhou os hombros, achando estichomos indignos do coração do Uega. E então por quem? Por que ela lambigouia de Israel, molado e molenga, sovada a bengala? Se com o efeito escrever a Uega, ela deixou de ti até o damas, tem só a fazer como se fosse um charuto que tia isso à Lama. Não pode naturalmente levantar. Deve deixar fumá-lo em paz ao garoto que o apanhou. Infurcir-te com o garoto ou com o charuto é de imbecil. Mas ordinariamente, quando respondia, falava só a Uega dos olivais, dos seus passeios com a Maria, das conversas dela, do encanto dela, da superioridade dela. Alvo não achava que dizer. Nas 10 linhas que ele destinava, descreviou o calor, recomendava-lhe que se não fatigasse, mandava saudades para os óspedes e dava-lhe arrecados do manoelzinho, que ele nunca via. Quando não tinha que escrever, estirava-se no sofá, com um livro aberto, os olhos no punter do relógio. A manhã noite seia encafuado num gabão de aveiro e devar a pau. Os seus passeios reçoavam solitários na muda dos campos, com uma intervenida melanculia de segredo e de culpa. Numa dessas noites, de grande calor, carlos, cansado, adormeceu-no sofá. E sotos portou em sobressalto quando o relógio na parede dava tristemente às horas, que desespero. Aí ficava perdida a sua noite de amor, e Maria de certo aspera angostiada imaginando dos astres. A garou cajado abalou correndo pela estrada. Depois, ao abrir subtilmente o portão da quinta, pensou que Maria triadro mecido. Niniz podia ladrar, os seus passos entre as acácias abafaram-se mais cautelossos. E de repente sentiu ao lado, sobre as ramagens, vindo chão de entre-erva, um resfogar ardente de homem, a que se misturavam bem. Parou varado. E o seu ímptilóque faz magar a caçeta que as duas animais enroscados na rela, sujando brutalmente.
do poético retiro dos chas amores. Uma alvura de saia moviu-se no escuro, uma voz laussava, desvelecida. "Oi-s, oi-s, era a inglesa. Oce-se, entodeus, era a inglesa, era a mississara." Apagando os passos, aturdoado, Carlos cooce pelo portão, se rouma em assamento, foi esperar adiante num recante do muro, sob as ramarias de uma faia sumida na sombra. E termia de indignação. Era preciso contar imediatamente a Maria que ela ganhou horror? Não queria que ela consentisse um momento mais, assim pura fêmea junta rosa, russando a candidês do seu anjo. "Oh, era pavorosa uma tal hipocrisia, assim a estútei metódica, sem se desconcertar jamais. A via dia-de-as apenas virá criatura de tiviar os olhos de uma gravura de ilustração, onde dois castes pastor-se bajavam num árvore de bucólico, e agora a rugia estirada na herva. Na estrada escura, do lado do portão, brilhou um lume de cigarro. Um homem passou forte e pesado, com uma mantalzombros, pareciam jornalero. A boa missar a não escolher, banlavada toda corretta, com os seus bandos por itanos, acetavam qualquer ruco e sujo desde que eram macho. E assim usem-me ir a meses com aquelas suas duas insistencias tão separadas, tão completas. De dia virginal, severa, corando sempre, cobíblia no sexta-costura. A noite, a pequena dormecia, todos os seus adversários acabavam, a santa transformava sem cabra, chalou os ombros e leia para a relava com qualquer, que o bel romance para o ego. Voltou. Turnou a abrir de vagarinho portão. De novo subiu, amulcendo os passos, a sombria rua de acácias. Mas agora ia sentindo uma exitação em contar a Maria que louro. Seu pesar, pensava que também Maria os parava, coloei-to-aberto, no silêncio da casa dormecida. E que também ele penetrava ali e aos escondidas, como o homem da manta. De certo era bem diferente. Toda em mensurável diferença que vai do divino oficial. E tudo havia reciavado de exportar os lindrausses crúpulos de Maria mostrânilho para ela ao seu amor cheita-requintas e passado entre brucados, cordiouiro. E que o outro ru-da-mur, secreto e legítimo com modela, ia rastado brutalmente na relava. Era como mostrar-lhe um reflexo da sua própria culpa, um pouco fomada, mais grosseira, mais parecida nos seus contornos, lamentava-lhamento parecida. Não, não diria nada. E pequena. Orra, nas suas relações com rosa, a criatura continuaria a ser, como sempre, a puritana laboriosa, grave e cheia de ordem. Orra tem vidraçada sobre o jardim de tinha ainda luz. Ela tirou as vidras um pouco terra solta, depois bateu-de-leve. Maria apareceu mal-imbulhada no roupão, juntando os cabelos que se tinham desenrolado e meia adormecida. Porque foi este tão tarde. Carlos basou longamento os seus bellos olhos pesados quase cerrados. Adormecisto-pidamente, alíso, depois, quando entrei, pareceu uma vipádezana quinta, andei a rebuscar, a imaginação, tudo deserto. Precisávamos ter um canto de fila, murmurou elas, preguiçando, sentado à barra do leito com os braços cair dos adormentados sorriga da sua preguiça. Estás de tão fatigada, filha, que a restuca me vai embora. Ela pensou para o seu seu seu perfumado e quente. Joveu que te memboco, buco, elontão. Outro dia, Carlos não for alis boa e por seu cedo na toca. Melani, que andava espanejando o kiosk, disse que madama um pouco cansada, tinha justamente tomado sujo colado na cama. Ele entrou no salão. De fronta janela aberta, sentada no banco de cortiça, missada costurava a sombra das árvores. Good morning, deslecar-los, chegando ao peitorio, todo curioso de observar. Good morning, saa, respondeu ela com seu ar mudesto e tímido. Carlos falou do calor, missar a jaquela hora ou achar intolerável. Felizmente a vista do rio, o lá embaixo refrescava. Suburtula noito passada, insistiu Carlos, ascendendo a cigarret, fora tão abafada, e o mal poder adormir, e ela. Ou ela adormir a de um sono só. Carlos quis saber se tiver bonitos sonhos. Ou yes sir. Ou yes, mas agora um yes pude-que, sem gemidos, cos olhos baixos. E tão correta, tão pregada, fresca, como se nunca tivesse servido. Positivamente era extraordinária. E Carlos, torcendo o bigode, pensava que ela devia ter um seiozinho bem o alvo e bem redondinho. Assim ia passando o verão nos olivais. No começo de setembro, Carlos sou, por uma carta do avô, que crafe devia escará-los boa num sábado ao hotel central. E correu lá cedo, logo nessa manhã, ouvi-as novidades de Santa Olávia. Acheu crafe de japa é, diante do espelho, fazendo babarba. Ao canto sofá, eu zebi ozinho, que vieram na vez para a noite de cintra, estava também no hotel, limpava as unhas com canivete, em silêncio coberto de negro. Crafe-to vinha encantado com Santa Olávia. Nem comprei em dia como ofonso, beirão forte, tolerava a ruadção francisco e o quinta-leijo abafado ramalhete. Tinha se passado regiamento. O avô, cheio de saúde, de uma hospitalidade que lembrava abrão e a Bíblia. O sequer a óptimo, comendo tanto que ficava inútil depois de jantar, a estoeirária e a jemer no fundo de uma poltrona. Lá conhecerou velho travassos, que falava sempre com os olhos cheios de lágrimas, do talento seu carco liga Carlos. E o Marqueias, plêndido, com o braço de prima todos os fidelgotes de lamego, e apaixonado por uma barqueira. De resto, subir os jantares, alguns tiros aos coelhos, uma rumaria, danças de raparigas no adro, guitarradas, se esfolhadas, todo o doce de dílio e português. Mas a respeito Santa Olávia temos a falar macherrymente, disso por fim Crafe, entrando na loucova, em sabor a cabeça. E tu, perguntou em então Carlos voltando-se para o ebiozinho. Tendo estado em si entra, que se faz lá, o ega. O outro ergueu se guardando caniveta, jetando-se lunetas. Lá está no vitor muito engraçado, compro um burro, lá está o dâmaso também, mas esse pouco se vê, não largos coans. Enfim, tem se passado menos mal, com bastante calor. Tu estava outra vez com a mesma prostituta, a Lola. E o ebiozinho fecha escarlade. Credo, estava no vitor muito sério. O palma é clátinga à parecida como a rapariga portuguesa, tinha agora um jornal, a corneta do diabo. A corneta? Sim, do diabo, disso é o ebiozinho. É um jornal de pilhaírias, de piquinhas. Ele já existia, chamava sua pito, mas agora passou para o palma. Eu valho aumentar o formato e meter-me machalaza. Enfim, disse Carlos, qualquer coisa se base em mundo como ele. Crafe te reperceu em jogando a cabeça. E enquanto se vestia, falou de uma viagem que, agora, o tentava, que estiver planeando em Santo Olávia. Como já não tinha a toca, e a sua casa ao pé do porte necessitava longas obras e passaram em ver nós jítus, subindo o nilo em comunicação espiritual com a antiguidade faraônica. Depois talvez se adiantasse até baggedade, haver o eu fratos e os citos de babilônia. Por isso eu lhe vi ali na mesa, esclamou Carlos, um livro, ninivi babilônia. Que diabo, você gosta disso? Eu tenho horror arraças e civilizações de fundas. Não me interessa se não a vida. É que você é um sensual de escrafe. E propósito sensualidade de babilônia, quer vir você almoçar a oberagança? Eu tenho de lá encontrar um inglês, o meu homem das minas, mas a vemos de ir pela rua do ouro, que quer trepar uma instanta caverna do meu procurador. E a caminho, que é media. Deixaram-me aos ebiosinho, em baixo da sala, agitando-o as suas lúgubras lunitas negras diantes telegramas. E apenas sair um patio, crafe-te travou do braço de Carlos e disse-le que as coisas das séries a respeito Santo Olávia era o visível profundo de o gosto do avô, por ele não ter lá a partido. Seu avô não me disse nada, mas eu sei que está muito se amaguado com você. Não há desculpa, são umas horas de viagem. Você sabe como eu adora, que diabo. É modos e enrebos. Com efeito, mormo-locá-los. Eu devia ter laído. Que quero você, amigo? Enfim, acabou-se. Eu não sei fazer um chorço, talvez parte para a semana co-ega. Sim, homem, dele aceligraram-me, estas alamas semanas, é as modos e enrebos. É de ver se lá estou uns dias. A caverna do procurador era de fronte o Monte Piu. Carlos esperava, havia momentos, dando por diante das lojas de uma volta lenta, quando de repente a visto o Melani acessir o portão do Monte Piu como matrô na gorda de chapéu rosto. Surpreendido, a travçou a rua. Melani destacou como apanhada, fazendo-se toda vermelha. Inanda Xovira pergunta, Balbocio Locke, Madame, Lidera Licença para vir a Lisboa, e ela andava acompanhando aquela amiga. Movella Caleste de Paralha Branca estava encallada ali contra o passeio. Melani saltou para dentro ou apreça. Atraquitando a ruú orço lavancos para o terrer do passo. Carlos viu a desaparecer, pás-mado. E crafe-te que voltara, olhando também, reconheceu no lamentável Calle Ambeque, a Caleste do torto dos Oliveis, onde elas vezes costumava vir janutar a Lisboa. Era alguém lá da toca, perguntou. Uma criada, disse Carlos, ainda espantada que a estranha embarasse de Melani.
E mal tinha um dado alguns passos, Carlos, parando, baixando a voz no rumor da rua. Ouça lá. O exébiozinho disse alguma coisa a meu respeito, Crafet. O outro confesso que o exébiozinho apenas lhe apareceram no quarto, romperam logo mas candidos palavras, é informal de misteriosa vida de Carlos nos olivais. Mas eu fui localar a crescendo o Crafet, declarando-lo que era tão pouco curioso que nem mesmo quiserem ler num castório a humana. Em todo o caso, você devia ir a Santolávia. Carlos, com efeito, logo nessa noite falou a Maria da Visita que devia ovo. Ela, muito séria, aconselhou-la também a rependida de ter retido assim egoísticamente e tanto tempo longe dos outros que o amavam. Mas eu, crido, não é por muito tempo, não? Por dois ou três dias, quando muito, inaturalmente, trago até o avô. Não está lá a fazer nada e eu não estou para amassada de voltar lá. Maria então lançou-lhe os braços ao pescoço e baixo, timidamente, confesso-lhe um grande desejo que tinha, era ver o ramalhete. Cria visitar os quartos de hoje ardinho, todos esses recantos onde tantas vezes ele pensar anela e se desesperar a sentir-lhe o distante inacível. Dize, queres? Mas é necessário que seja antes de vir teu avô. Queres? Acho um encanto, a só um prigo, é um não te deixar sair mais e ficar advorar-te na minha caverna. Prover a Deus. Combinaram-me então que ela fosse jantar ao ramalhete no dia de partida de Carlos para Santo Olávia. A noitinha levava-o no cupê a Santa Plônia, depois seguia para os olivais. Foi no sábado. Carlos vem muito sede para o ramalhete e o seu coração batia com adliciosa perturbação de um primeiro encontro, quando sentiu parar a carroagem de Maria e os seus vestidos corros russarem o voluto corte-sareja que forrava-a-as cada discreta dos seus quartos. O beijo que trocaram na antecâmera teve a profunda do sura de um primeiro beijo. Ela foi logo a tocador tirar o chapéu, dar um jetocabelo. Ele não se sava de abajar, abraçava pela cinta e com os rostos juntos sou reão para os pélio, elevados no brilho da sua ansiedade. Depois, impaciente, curiosa, ela percorre os quartos mildamente até alcova do banho. Leios títulos dos livros respirou o profundo dos frascos, abriu os cortenados de ceda do leito. Sobre a Cómda Luís 15 havia uma salva de prata, transbordando de retratos que Carlos se esquece a desconder, a cor nela de um sarde de Amazona, madame Rugal de Coutada ou outra ainda. Ela mergliu as mãos com o sorriso triste na profissão daquelas recordações. Carlos Rindo, pediu-lo que não olhasse esses enganhos do seu coração. Porque não, dizia Maria Séria, sabia bem que ela não te cheira das nuvens, por como um ser afim, havia sempre fotografias no passado de um homem, de restem a certeza que nunca amaram as outras como a sabia amarela. Até uma profanação falarem amor quando se trata dessas coisas de acaso, murmurou Carlos. São quartos de talagem onde se dorme uma vez. No entanto Maria considerava longamente a fotografia da cor nela de os sardos. Parcia-lo bem linda? Quem era uma francesa? Não, de Viena, mulher de um correspondente meu homem de negócios, gente tranquila que vivia no campo. Ah, Vienes, dizem que tenham um grande encanto às minhas de Viena. Carlos tirou-la fotografia da mão. Para que haviam de falar de outras mulheres, existia em todo o vasto mundo uma mulher única e ele tinha ali abraçado a sobre seu coração. Foram então por correr todo o ramalhete, até o terrasso. Ela costou sobretudo o escritório de a fonse, com os seus damásicos de câmera de pro lado, a sua feição severa de passo estudiosa. "Não sei por que?" murmurou dando um olhado dentro às estantes pesadas e ao Cristo na Cruz. "Não sei por que, mas te o voo faz medo." Carlos reu. Que tonteria. O voo, se a conheces, fazia logo a corte rasgadamente. O voo era um santo e um lino velho. Teve paixões? "Não sei, talvez, mas creio que o voo foi sempre um puritano." Tchernou a jardim, que lhe agradou também, que é tu e burgues, com a sua cascatazinha chorando no rei tom doce. Sentaram-se um instante sob o velho cedro, junto a uma mesa rustica de pedra, onde estavam entalhadas letras mal distintas de uma data antiga. O charrar das aves nos ramos pareceu uma ria mais doce que todas as outras aves que ouvira. Depois arranjam um ramo para levar como relíquia. Mesmo em cabelo foram ver de frontes coxeiras. O guarda portão ficou de boné na mão, empas bacate por aquela senhora tão linda, tão leira, a primeira que havia entrar no ramalhete. Maria acariciou os cavalos e fez uma festa grátima e mais longa, tonante, que tantas vezes levar a Carlos à rua de São Francisco. Ele via nesta simples coisa as graças incomparáveis de uma esposa perfeita. Mulheram pelas cada particular de Carlos, que Maria achava misteriosa com aqueles vulgos grossos corte cereja, forrando-a como um cofre e abafando todo o rumor de saias. Carlos jurou que nunca lhe passarou de vestido a não ser o doega uma vez mas cará de varina. Depois deixou-a no quarto momento para ir dar ordens ao batista. Mas quando voltou e encontrou a um canto sofá, tão descaída, tão desanimada, que ia rebatou a mão cheio de inquietação. O que tem, amor? Estás doente? Ela ergueu lentamente os olhos que brilhavam numa nevoa de lágrimas. Pensar que tu vais deixar por mim esta linda casa, o teu conforto, a tua paz, os teus amigos, é uma tristeza, tem remorços. Carlos as olharou ao seu lado, sorrindo os seus escrupulos, chamando-lo de tonta, secando-le num beijo às lágrimas que arrolavam. Considerava-se ela então valendo menos que a cascata dos jardim em alguns tapetes usados. O que tem pena é de sacrificar tão pouco minha querida Maria quando tu sacrifica este tanto. Ela incluiu os hombros amargamente. Eu, passou-lhe as mãos entre os cabelos, por chô o brandamente para o seu saio, e dizia, baixo, como falando ao seu próprio coração, calmanhe-las incertezas e esduvidas. Não, coi feito. Nada vale no mundo se não nosso amor. Nada mais vale. Se ela é verdadeiro, se é profundo, tudo mais é vano, nada mais importa. A sua voz morreu entre os beijos de carlos que ele vava abraçada para o leito, onde tantas vezes disparava dela como de uma deus intangível. As cinco horas pensaram em jantar. A mesa foi aposta numa saleta que Carlos quisera, em tempo, revestir de colsas de cintin corte perlo e botão de ouro. Mas não estava ainda arranjada. As paredes conservavam seu papel verde escuro, e Carlos, puserá ali ultimamente, o retrato de seu pai. Uma tela banal representando um moso pálido de grandes olhos com louvas de camurça e um chicote na mão. Era batista que os servia já com o fato de clare de viagem. A mesa redonda e pequena parecia uma sexta de flores. O champagne gelado dentro dos baldes de prata, no operador através de arroz do hostinhas iniciais de Maria. Aqueles lindes cuidados fizeram na sua reita internecida. Depois reparou no retrato de pedra da maia. Interessou-se, ficou contemplar aquela face descorada que o tempo fizer a lívida, e onde parecia o mais triste sus grandes olhos de ara, negros e lánguídos. Quem é, perguntou? É meu pai. Ela examinou o mais de perto, erguendo uma vela. Não achava que Carlos se parcesse com ele. E voltando-se muito seria, enquanto Carlos desarulhava com a veneração uma garrafa de velho chambertã? Sabes-tudo com quem-te parece-se às vezes? Estra ordinario, mas é verdade. Parece-se de cominha mãe. Carlos riu, encantado de uma parcência que os aproximava mais e que o Lison java. Tem a razão de cela, que a mamé era formosa, pois é verdade, ao não sequer na testa, não nariz, mas sobretudo certos jeitos, uma maneira de sorreir. Outra maneira que tu tens de ficar assim um pouco vago, esquecido, tem que pensar teniste muitas vezes. Batiste entrava com uma terrena de loça do Japão. M. Antoine, o chefe francês, fora com o ovo. Ficar a amicaela, outra cozinheira da casa que ela chava magnífica e que conservava a tradição da antiga cozinha freirática do tempo do Senhor Dom João Quinto. Assim, para começar, minha crida Maria, e tens de um caldo de galinha, começou-se comia em aldivelas, na sela da madre paula, em noites noivado místico. E o jantar foi encantador. Quando batista se retirava, eles aportavam-se rapidamente a mão por cima das flores. Nunca Carlos achará tão linda, tão perfeita. Os seus olhos parecia unir radiar uma tronura maior. Na singela rosa, que lhe ornavo o peito, via a superioridade do seu gosto. E o mesmo desejo invadiou ambos, de ficarem ali eternamente naquele quarto de rapaz com jantarinhos portuguesas à moda de Dom João Quinto, servidos pelo batista de Jack-Tal. Estou com uma grande vontade de perder o convoy, disse Carlos, com implorando a sua aprovação. Não, deve-se ir. É necessário não sermos iguistas. Somente não te discudes, manda-me todos os dias um grande telegrama, que os telegrabes foram únicamente inventados para quem se amistar longe, como dizia a mamã. Então Carlos grasseliu de novo, sobressou a parcensa com ela. E baixando-se, arrume-se a garrafa de champaia dentro do gelo. É curioso, nunca me muter de dito antes. Também tu nunca me falaste de tua mãe. Um pouco.
sangue arruziou a face de Maria Duarda. Ou nunca falaram da mamã, porque nunca vieram a propósito. Derrei de não havia coisas muito interessantes a contar, crescentou. A mamã era uma senhora da ija da madera, não tinha fortuna, casou em Paris? Não, casou na madera com a austria que foram lá acompanharam irmão tísico. Era um homem muito distinto, viu a mamã que era lindíssima, gostaram do outro e voa. Dicerei isto sem arguer os olhos do prato, lentamente, cortando uma asa de frango. Mas então, esclamou Carlos. Se teu pai era austria, com meu amor, tu é também austriaca. Esta talvez uma dessas viajantes que tu dizes que têm um tongrano encanto. Sim, talvez, segundo estas coisas dos códigos era austriaca, mas nunca conhecerou pai viver a sempre com a mamã, falar a sempre português considerava-se portuguêsa. Nunca estiver anáustria nem sabia mesmo a lumaum. Não tivesse termãos? Sim, tive um irmãzinha que morreu em pequena, mas não me lembra. Tem meu país o retrato dela, bem linda. Nesse momento em baixo, na calçada, uma carruagem atrói de larga ostacou. Carlos surpreendido, correu a janela com o guardanápena mão. É o ega, esclamou. É que o velhaco que chega de cintra. Maria Arguera se inquieta e o momento de pé ampliolharam e visitando. Mas o ega era como um irmão do Carlos. Ele esperava só que o ega recueste de cintra para levar a toca. Melhor seria que o enconto se desce ali, natural, franco e simples. Batista gritou Carlos sem vacilar mais. Dizou senhora ega que estou a jantar, que entre para aqui. Maria centara-se, vermelha, dando um jeito rápido aos ganhos do cabelo, arranjado a pressa um pouco desmanchado. Aporta abriu-se e o ega parou, assombrado, intimidado, de chapéu branco e de guarda sól branco e com o ega brulho para o ega na mão. Maria, disse Carlos, aqui tens, enfim, o meu grande amigo ega. E a ega, dissimplosmente, Maria Eduardo. Ega e a largar a tarantadamente o ega brulho para aportar a mão que Maria Eduardo lestendia, corada e surrindo. Mas o ega pede o ega abriu-se, malatado, desfez-se. E uma provisão fresca de cajadas de cintra rolou os maganos sobre as foras do tapete. Então todo o embarasse, fim do outra vez de uma risada alegra, enquanto o ega, do zulado, abriu-se os braços sobre as ruínas do seu doce. Do jantaste, perguntou Carlos? Não, não tinha jantado. E viaja ali uns ovos móves nacionais, que o encantavam, infastiado com venha do horrível cozinha de vitro. Oh, que cozinha, pratos lugbros, traduzidos do francesa em calão com as comedas do ginásio. Então avancei, exclamou Carlos? Depreça, batista, traz o caldo de galinha. Oh, ainda temos tempo? Tu sabes que vou ou esperar Santa Olávia? Está claro que sabia, receber a carta dele e por isso viera. Mas não podia jantar ainda, assim coberto, poda estrada e com um jactão de bucólica. Diz-me que me guardem o caldo, batista. Olha, disse que me guardem tudo, que eu trago uma fompto para estour dar cadia. O batista servirou café e a carrelagem da senhora que os devia levar a Santa Plónia, esperava já a aporta com a maleta. Mas é agora que ia conversar, afirmou que tinha tempo, tirou o relógio, estava parado. E ele declarou logo que no campo se reglava pelo sol, com umas flores e com masavos. Fica agora em Lisboa? Pergunteu olhe Maria Eduardo. Não me ensinora, só o tempo de cumprir o meu dever de cidadão subindo-os outras vezes, o xiado. Depois volto para a raiva. Sintha começa a ser interessante para mim, agora que não está ninguém. Sintha devra um, com burgueses, parece muito de oubio com o nodo a este sebo. Mas o batista ofreciar a carros a charra-tras, dizendo que sua excelência não se devia demorar se não tencionava por dar o convoyo de propósito. Maria egheou-se logo para ir dentro por o chapéu. E os dois amigos sós ficaram um momento calados enquanto Carlos acendi a devagar o charuto. Tu quando tem-me-te demoras? Pergunteu o perfil Muega. Três ou quatro dias. E tu não voltes para sintha antes que eu chique, precisamos comunicar. Que dia aptaste o feito lá? O outro encolhe-os-ombros. Tenho servido o ar puro, colhido florinhas, moro marando de vez em quando, que linda que isto é, etc. Depois de brossado sobramesa, picando com um palito mazeitona, de resto nada. O damas lá está, sempre colocou-a-no, como te mandei dizer. Está claro que não há nada entre eles. Aquilo é só para mim, para me irritar. É um canalho aquele damas. Eu só quero um protesto giganú, de um fichão forte aos punhos, como a corte color no rosto queimado. Eu, está claro, falo-lhe, aperte-lhe-mão, chamo-lhe-a-migo damas, etc. Mas só quero um protesto. É necessário aniquilar aquela animal. É um dever de moralidade de a ser público de gosto, varrer aquela bola de la humana. Quem esteve por lá mais? Preguntou carlos? Que te interessa? A govarinho, mas via uma só vez. Aparcia pouco, coitada. Agora que andava de luto. De luto? Por ti? Caloso. Marinha entrava, com o velho de chido, acabando de aportar as luvas. Estou um carlos, suspirando, resignado, estendeu-os para a sobatista para ele vestir um casaclêve de jornada. É ga ajudava, pedindo um abraço filial para a fonso e recados para o gordo sequera. Foi acompanhá-los abaixo, encabelo, e fechou-la portinola, prometendo a Maria de guarda uma visita à toca apenas carlos voltasse de espinhascos do duro. Não vas para cintra antes de eu voltar, agretou-la ainda carlos. E amica-la que tomo contenti. All right, all right, dizio ega, boa jornada, criado-vos a excelência minha senhora, até a toca. O Coupé partiu. Ega subiu ao seu quarto, onde outro criado-lhe estava preparando o banho. Na saleta deserta, entre as floros e os restos do jantar, as velas continuavam a ordem solitárias, fazendo de ressaltar no painel escuro, a polidez de pedra da maia e a melancolia dos seus olhos. No sábado de seguinte, perto das duas horas, carlos e ega, ainda a mesa do almoço, acabavam os seus charutos falando santo à lávia. Carlos chegará de lá essa madrugada, só. O avô se dirificaram-te as suas velhas árvores até o fim do atono, que é tão luminoso e tão macio. Carlos foram encontrar muito alegre, muito forte, apesar ter sido obrigado por causa de um toque de rama-tismo, abandonarem, enfim, o seu culto, água fria. Esta maciça, resplante sem saúde do velho, foram a lívio para a ocuração de Carlos. Parcia-la assim mais fácil, menos ingrata, a sua partida com Maria para Itália em outubro. Além disso, acharam um truque, como ele dizia ao ega, para realizar o supremo desejo da sua vida sem maguar o avô, sem enturbar a paz da velhice. Era um truque simples. Consistia em partir del só para Madrid no começo de uma certa viagem de tudo, para que já preparar o avô em santo à lávia. Maria ficava na toca durante o mês. Depois tomava o paquete para bordeus, e era aí que Carlos se reunia com ela, começarem a cittência da felicidade e arromance que este flore da Itália deviam perfumar. Na primavera, ele voltava a Lisboa, deixando Maria instalada no seu ninho. E então, pouco a pouco, e revelando ao avô aquela ligação, é que prendia a honra e que o forçaria agora a viver regularmente longos meses no meu outra terra que se tornara a patria do seu coração. E que havia de dizer o avô, acetar este rumãs, é que não varia os lados desagradáveis, espatido assim pela distância e pela nevoa da paixão. Seria para a fonsa uma vaga e mal sabida coisa de amor que se passava a Itália. Podria lamentá-la apenas por lhe levar pontuamente todos os anos o neto para longe. E cada ano se consolaria pensando na curta duração dos idilis humanos. De resto, Carlos contava com essa larga benevolência que amuleças almas mais regidas, quando apenas alguns passas separam do túmulo. Enfim, o seu truco percebe bom. Ega, em resumo, aprovou o truco. Depois, mais alegremente, falaram da instalação desse amor. Carlos prometia na sua ideia romântica um cota de abara de um lago. Mas ega não aprovava o lago. Ter todos os dias, diante os olhos de uma água sempre mança e sempre azul, percebe ele perigoso para a durabilidade da paixão. Na quietação continua de uma paisagem igual, dois amantes luitários, dizia ele, não sendo botânicos nem pescando a alinha, venham se forçados a viver exclusivamente do zejum do outro e tirada aí todas as suas ideias sensações, ocupações, graças e silêncios. E, cadia-go, o mais forte sentimento não pode vá para tanto. Dos amantes, cuja única profissão é amarece deviam procurar uma cidade, uma vasta cidade de tumultuose e criadora, onde o homem tenha durante o dios clubes, do cavaco, os museus, as ideias, o sorriso de outras mulheres e o melhor tem as ruas, as compras dos teatros, a tensão de outros homens. De sorte que há noite, quando se reúna, não tem um passado infinível di observar em som ao outro e assim próprios, trazendo cada uma vibração da vida forte que atravessaram. Achei um encanto novo e verdadeiro no conchegue da sua solidão e um sabor sempre renovado na repetição dos seus beijos. Eu, contendo a vaiega e erguendo-se, se levasse para longe uma mulher, não era para um águo, nem para a suíça, nem para os mundos da Sicilia, era para Paris, para o bulvardo dos italianos, aliás, quina do voo de vila, com janelas de tanto para a grande vida, a um passe do figa rodo Louvera da filosofia da bloga. Aqui está a estúminha d'Otrina e temos nós um amigo batista com o Correio.
Não era ocorreio, era apenas um bilhete que o batista trazia numa salva, e vinha tão perturbado que anunciou um sujeito ali fora na antecâmbra numa carruagem à espera. Carlos olhou o bilhete, sim polite-seu ter revelmente, e ficou revirá-lo, lento e como aturdoado entre os dedos que tramillam. Depois em silêncio atirou ao ego para cima da mesa. Caramba murmurou ego a sombrado, era castragomos. Bruscamente Carlos ergueira-se decidido. Mande entrar, para o solão grande. Batista apontou o projeto tão de flanela com que Carlos tinha almoçado e perguntou o baixa sua excelência e criou uma sobre casaca. Tras, sós, ega e Carlos olharam-se um instante ansiosamente. Não é um desafio, está claro, o Bob se oiga. Carlos não respondeu. Examinava a través do bilhete. O homem chamava-se Joaquim Álvaro de castragomos. Por baixo tinha escrita lápis, ou até o bragança. Batista voltaram-se sobre casaca. E Carlos, abutuando-o do vagar, saiu sem outra mais palavra ouega que ficar a de pejo um de ta mesa limpando estupidamente as mãos ao guardanapo. No salão nobre, forrado de brocados, cor de músico de otono, castragomos examinava curiosamente, com um joelho apoiado à bordo do sofá, a explêndida tela de constávula, o retrato da condessa de ruina, bela e forte no seu vestido de vuludis carlato de caçador inglês-a. Ao remor dos pastos de Carlos sobre o tapete, voltou-se, deixa pelo branco na mão, sorindo, pedindo perdão de estar assim a pásmar familiarmente para que ele soberbe constávula. Com gesto regido, Carlos, muito pálido, indicou-lhe o sofá. Saudando e risoinho, castragomos sentou-se vagarosamente. No peito da sobre casaca, muitos justa atrasiam um portão de rosa. Os seus chapatos de vernis resplandeciam sobre as polinas de linha. No rosto estupado, queimado, a barba negra terminava em bico. Os cabelos realizavam em narrisca, e mesmo a sorrir tinha um artescura de fadiga. Eu possuo também, para isso, um constávulo muito chico, disse-l sem barazo, num tom arrastado os cedirres que o sotáco brasileiro desficava. Mas é apenas uma pequena paisagem quando as figurinhas. É um pintor que não me diverta a dizer a verdade. Todavia dá muito tom a alegria, é necessário-te-lo. Carlos de fronte numa cadeira, com os punhos fortemente fechados sobre os joelhos, conservava a imoblidade e um armor. E, para ante aquele modo befável, uma ideia ia eu atravesse-se, lacerante, angustiosa, ponde-lhe já nos olhos largos que não tirava de sobre o outro, uma irreprimível chama de colher. Castragomos de certo não sabia nada. Chegar, desembarcar, correr aos olivais, dormir-nos olivais. Era um marido, era noivo, tiver-as-la nos braços, a ela. E agora ela estava tranquilo, de flor ao peito, falando de constávula. O único desejo de Carlos, naquele instante, era que aquilo loma e o insultasse. No entanto, Castragomos, amava-lmente, desculpava-se-se apresentar assim, sem o conhecer, sem ao menos ter pedido por um bilheto mentra vista. Um motivo para em que me traz é tão urgente que esquece-se de amanhá-se de as horas do rio de janeiro, ao antes do lazareto e estou aqui. E esta mesma noite, se puder parte para madrer. Fez-se um livro infinito no coração de Carlos, ainda não vira-me tal marido-arda, aqueles secos lábios não tinham tocado. E saiu em fim da sua rigidez de mármulo, teve um movimento atento, a próxima-ndeleva-cadera. Castragomos, no entanto, tendo posado o chapéu, tirara do bolso anterior da sobrecasar com uma carteira com um lar de monograma de ouro. E, vagaroso, procurava entre os papéis uma carta. Depois, com ela na mão, muito tranquilamente, eu recebi no rio de janeiro antes de partir este escrito anónimo. Mas não creia a sua excelência que foi ele que me levou a atravessar a presta o Atlântico. Seria o maior dos ridículos. E desejo também afirmar-lhe que todo o contio dele me deixou perfectamente indifrente. Aqui o tem. Quer a sua excelência leolo, ou quer que eu leia. Carlos murmurou com os forços. Leia a sua excelência. Castragomos desdubrou o papel e revirou um instante entre os dedos. Como a sua excelência vê, é a carta anónimo em todo o seu horror. Papel de mercilha, pauta de indiasulo, caligrafia relas, tinta relas, um documento ou dioso. E aqui está como ele se espirra. Um homem que teve a honra de apertar a mão de sua excelência, eu te pensava honra. Que teve a honra de apertar a mão de sua excelência. E, dia por si era o seu cavalherismo, julga-de ver pervenil o que sua mulher é, a vista de toda a Lisboa, a amante de um rapaz muito conhecido aqui, Carlos Eduardo da Maia, que vive numa casa às anelas verde chamado o ramalhete. Este heroe, que é muito rico, comprou expressamente uma quinta nos olivais, onde instalou a mulher de voce excelência e onde vai ver todos os dias ficando às vezes com um escandal da vizinhança até de uma drogada. Assim um nome honrado voce excelência anda pelas lámas da capital. É tudo que diz a carta e eu sou deva crescentar porque eu sei que tudo que ela diz é incondistablemente exato. Os mil carlos da Maia após, publicamente, com conhecimento a toda a Lisboa, o amante é essa senhora. Carlos ergueu-se muito sereno e abrindo levos braços numa aceitação inteira de todas as responsabilidades, não tem então nada a dizer a voce excelência e se não gostou às suas ordens. Uma fugitiva onde a de sangue vivou a palidez Morena de castragomos, dobrou a carta, guardou a contou do vagar na carteira. Depois, suorre indeferiamente, perdão, o senhor carlos da Maia sabe tão bem como eu, que, se isto tivesse de ter uma solução violenta, eu não viria aqui pessoalmente a sua casa li-lhes de papel, a coisa interamente outra. Carlos requeira na cadeira assombrados. E agora a lentidão adorce cada daquela voz e a se tornar intolerável. Um confuso de horror do que viria desses flábios que surriam como polidez e importinente quase fazia estalar o seu pobre coração. E era um desejo brutal de gritar que ia acabar-se, que uma tasse, ou que saísse daquela casa, onde a sua presença era inutilidade à uma turpeza. O outro passou os dedos no bigode e, prosseguiu, de vagar, arranjando os seus palavras com cuidado e com precisão. O meu caso é este, senhor carlos da Maia. A pessoas em Lisboa que me não conhecem de certo, mas que sabem esta hora que existe algúrges em parís no Brasil ou no inferno, um certo castrogômes que têm uma mulher bonita e que a mulher desse castrogômes tem Lisboa um armante. Isto é desagradável, sobretudo por ser falso. E você excelência compreenda que eu não devo continuar arrastar por mais tempo a fama de marido em feliz, visto que é não mereço e que não posso legalmente ter. É por isso que aqui vêm muito francamente, de Gentleman para Gentleman, dizer-le como tem intenção de dizer a outros que aquela semera não é a minha mulher. Durante o momento, castrogômes perou a voz de carlos da Maia. Mas ela conservava uma face muda impenetravel onde apenas os olhos brilhavam gosteosamente na livre desde que acobrira. Por fim, com os forços, baixou de leva a cabeça, como acolhendo plássidamente aquela revelação que tornava a outra qualquer palavra entre eles desnecessária e vá. Mas castrogômes encolhera de levos hombros, como a lángua e da resignação, como quem atribui tudo à malícia dos destinos. São as ridículas cenas da vida. Os senhores carlos da Maia está aí a ver as coisas. É a velha, a clássica história. Há três anos que eu vivo com essa senhora. Quando tivo em verde passado e robrasil, trouxe a Lisboa para não vir sozinho. Fomos para o tel central. Vou-se a excelência compreende perfeitamente que eu não fui fazer confidências ao gerente o estabelecimento. Aquela senhora vinha comigo, dormia comigo, portanto, para todos os efeitos do hotel era minha mulher. Como mulher de castrogômes ficou no central? Como mulher de castrogômes alogou uma casa na rua de São Francisco? Como mulher de castrogômes tomou, enfim, um amante. Deus se sempre como mulher de castrogômes mesmo na cheiro constâncias mais particularmente desagradáveis para castrogômes. Ih, meu Deus, não podemos realmente condaná-la muito. A cháva-se por a casa revestida de uma excelente posição social e de um não puro. Seria mais que humano que o seu amor da verdade elevasse, apenas comecei alguém a declarar que posição em nome era um de imprestimo e ela era apenas full-ana de tal amigada. De resto, se james rostos, ela não era moralmente obrigada a dar se milhante explicações ao tender que lhe vendia a manteiga ou a matrôna que alugava a casa. Nem mesmo penso eu a ninguém, a não serão um pácleo que quiser se apresentar sua filha saída do convêndo. Demais a mais sou eu que tenho um pouco a culpa. Muitas vezes, em coisas relativamente ligadas, lhe deixei usar o meu nome. Foi, por exemplo, com o nome de castrogômes que ela tomou o governante inglês-a. As inglês-a são tão exigentes. Aquela sobretudo, uma rapa riga tão séria, enfim, tudo isso passou. O que importa agora é que ele retire solenemento o nome que lhe emprestará. E ela fica apenas com o seu, que é Madame McCrann, Carlos Ergiel, se lívido. E com as mãos fincadas nas costas da cadeira, tão fortemente que quase desgassava o estufo. Mas nada creu eu? Castrogômes mordeu de levos os beios, para ante este ramato.
brutal que o despidia. Mais nada, disse-lo tomando o chapéu e levantando-se muito vaga-rosamente. Devô apenas acrescentar para evitar a vossa excelência suspeitas injustas, que aquela senhora não é uma menina que eu tivesse seduzido e a quem recuso uma reparação. A pica ruchinha que ele anda não é minha filha. Eu conheço a mãe somente há três anos. Vinha dos braços de um qualquer, passou para os meus. Posso dizer, sem júria, que era uma mulher que eu pagava. Compoltar com esta palavra a humilhação do outro, estava deliciosamente esforrado. Carlos, Mudo, abriro a reposter da sala numa sacudida ela bruxca. E, diante esta nova rudeza que revelava soma-te ficação, castragou-me-se foi perfeito. Saudou, sorreu, murmurou. Parto esta noite mesmo para Madrid, e lêvo-o pesar de ter feito o conhecimento vossa excelência e perumutivo tão desagradável. Tão desagradável para mim. Os seus passos desafogados e leves perderam o cenante câmera entre as tapissarias. Depois, na embaixo, uma portniala bateu, uma carroagem rodona calçada. Carlos ficará caído numa cadeira junto da porta com a cabeça entre as mãos. E de todas aquelas palavras de castragomos que ainda le restuavam em redor, adorcicadas e lentas, só la restava o sentimento ator do áudio e uma coisa muito bela, resplandecendo muito alto e que caía de repente, se fazia em pedaços na lama, salpicando todo de nodos intoleráveis. Não sofria. Era simplesmente um sombro de todo o seu ser para ante este fim em mundo de um sonho divino. Unir a sua alma, arbatadamente, a outra alma nobre e perfeita, longe nas alturas entre nuvens de oiro. De repente uma voz passava, cheia de erros. As duas almas rolavam um batinho no chaco e ela achava-se tendo nos braços uma mulher que não conhecia e que se chamava MacGran. MacGran era a MacGran. Ergêus, com os punhos fechados, e valha uma revolta furiosa de todo o seu orgulho, contraessa ingenuidade que o trouxeram meses timido, tremulancioso, seguindo a maneira de uma estrela aquela mulher que qualquer em Paris, como o franque no bolso, poderia ter sogo um sofá fácil inúa. Era horrível. E recordava agora, afogado de vergonha, a emoção religiosa com quem entrar na sala de repes vermelho da rua de São Francisco. O encanto internecido como via aquelas mãos, que eles julgavam as mais castas da terra, puxaram os fios de lá no burdado, num constante trabalho de memla burriosa e recolhida. A vandalação espiritual com que se afastava da ordem do seu vestido, igual para ele atúnica de uma virgem, cuja os pregas rígidas, nem a mais arrudo bestialidade, os arias, desmanchar de leve. Or, imbecil, imbecil, e todo esse tempo ela surria consigo daquela simplesa de provinciando do duro. Or, tinha vergonha agora das flores apaixonadas que ele trouxera, tinha vergonha das excelências que ele dera. E seria tão fácil, desde o primedia no aterro, ter percebido que aquela deusa de xida das nuvens estava amigada com brasileiro. Mas que? A sua paixão a pressurda da romântica, puser ele logo, entre os olhos e as coisas flagrantes e reveladoras, uma dessas nevoas douradas que dá mais montanhas mais rogosas e enegras, um brilho polído de pedra preciosa. Porque escolher ela precisamente para seu médico, na sua casa e na sua intimidade, o homem que na rua afitaram com um fogo de deserro na face. Por que que nas suas longas conversas, nas manhãs da rua de São Francisco, não falaram já mais de Paris, dos seus amigos e das coisas da sua casa? Por que que ao fim de dois meses, sem preparação, sem todas essas progressivas e vidências do amor que cresce e desabrocha como uma flora, se lhe abandonar a te show, toda pronta, apenas ele lhe disse o primeiro ano. Porque aceitar uma casa já movilada, cofasclidade como que aceitava os ramos. E outras coisas ainda, pequeninas, mas que não teriam escapar a mais simples. Joias Brutais, de um mousse grosso-seiro de cocote, o livro da explicação de sonhos à capçera da cama, a sua família e a idade como Elani. E agora, até o ordordos dos seus beijos, ele parcia a ver menos da sinceridade e da paixão que da ciência de evolutos idade. Mas tudo acabar, providencialmente. A mulher que amara e as ruas de sonhos, juevei-a-se de repente num bar com um sonho, radianti impuro, de que aquilo brasileiro vier a acordar por caridade. Esta mulher era apenas a macron, o seu amor fora, desde que a vira, como o próprio sangue das suas veias, esquávamos agora todo através de ferido incurável e que nunca mais fecharia, feita no seu orgulho. Égar perciou a porta do salão, ainda pálido. Então, toda a colara de Carlos fez esposão. Estra o ordinário, ego, estra o ordinário, a coisa mais abjecta, a coisa mais emunda. O homem pediu dinheiro? Piora. E passeando arrebatadamente, Carlos desabafou, contou tudo, sem resistências, com as mesmas palavras cruz do outro, que assim, repetidas e avivadas pelos seus lábios, ele descobriu motivos novos de humilhação e de nojo. Já por acaso se deu alguém coisa mais horrível, exclamou por fim cruzando violentamente os braços de Antuega, que se abateram no sofá, assombrado. Pode-se-tuconseber um caso mais sordido e também mais burlesco é para estalar o coração. E é para arraver a rira? Estupendo. Aí, nesse sofá, aí onde estás, o homemzinho, muito amável, de flor ao peito, a dizer, "Onde que aquela criatura não é minha mulher? É uma criatura que eu pago? Comprei-nos isto bem? É que o sujeito paga. Quando eu ouvejo, sem francos, estão sem francos, é de morrer." E recomeçou no seu passeio, desvairado, desabafando mais, recontando tudo, sempre com os palavras de Castro-Gomos, que eu deformava ainda numa brutalidade maior. Que te parece, Ega. Diz lá, que fazia estu. É horrível, é. Ega que limpava, pensativamente, o vidro do monóculo, e exitou. Terminou por dizer que, considerando as coisas com superioridade, como homens do seu tempo e do seu mundo, elas não ofreciam nem motivos de cobrar, nem motivos de dor. Então não compreendos nada, grito-carlos. Não percebes o meu caso. Sim, sim. Ega compreendia claramente que era horrível para um homem, no momento em que ligar com a duração o seu destino de uma mulher, saber que outros tinham tido a tanto por noite. Mas isso mesmo simplificava e amenizava as coisas. O que foram um drama complicado tornávase numa distração bonançosa. Ficava Carlos, desde logo, aliviado do remorço de ter desorganizado uma família. Já não tinha de seis heláres, a esconder o seu erro, num buraco florede e itálnia. Já não prendia a honra para sempre uma mulher, a quem talvez não prenderia para sempre o amor. Tudo isto que diábo eram vantagens e a dignidade delas, que lamo Carlos. Sim, mas a diminuição de dignidade e poresa não era na verdade grande. Porque antes da visita de Castro-Guomus, já ela era uma mulher que foge do seu marido. O que, sem mesmo usar termos austérios, não é muito pura e muito digno. De certo, tudo isso era uma humilhação irritante, não superiou-te o daviado e um homem que tem uma Madonna que contempla com a religião, supondo a da Rafael e que descobram dia que a tela divina foi fabricada na Bahia por um sujeito chamado Castro-Guomus. Mas o resultado íntimo e social parcia-lhe ser este. Carlos até aí tiveram uma bela amante com inconvenientes e agora tinha sem inconvenientes uma bela amante. O que tu deves fazer é meu caro Carlos. O que eu vou fazer é escrever-lo uma carta, remater-lo o preço dos dois meses que dormi com ela. A brutalidade romântica. Isso já vem a dama das Camelias, sobretudo, é não ver com boa filosofia, no antes. O outro atalhou em paciente. Bem, Ega, não falemos mais nisso. Eu estou horrívelmente nervoso. Até logo. Tu jantas em casa, não é verdade? Bem, até logo. Sei e a tirando a porta. Quando Ega, agora tranquilo, disse erguendo-se muito lentamente o sofá. O homemzinho foi pra lá. Carlos voltou-se com os olhos chamigantes. Foi por os oliveis? Foi ter com ela? Sim, pelo menos mandará-te e poe a quinta do crave. Ega, para conhecer esse meu castragomos, foram meter-se no cubículo do guarda portão. E vira o de cheiro a sender um charuto. Era com efeito um deuses rastar coeras, que nesse infeliz parís que tudo tolera, venha ao café de lápés às duas horas tomar a sua roseia e teus os imbrotecidos. E foi o guarda portão que ele disse era que o sujeito parecia muito alegre e mandara-se cocher o bater para os oliveis. Carlos parecia aniquilado. Tudo isso é no gento. No fim, talvez até se entendam ambos. Estou, como tu dizias, aqui há tempos, que é uma alma ou uma latrina, precise um bem por dentro. Ega murmurou-me, lancoal dicamente. Essa necessidade de bem-os morais está se tornando com efeito tão frequente. Deve haver necessidade a um estabelecimento para eles. Carlos, nosou quarto, passeava diante da mesa onde a folha branca de papel, enquias crever a Maria do Arda, já tinha a data desse dia, depois, minha senhora. Numa letra que eles se forçaram por traçar bem, firme e serena e não achava outra palavra. Estava bem decidido a mandar-lhe um cheque de durentas libras, paga-se plenidamente outra gente das semanas que passaram no seu leito. Mas queria juntar duas linhas regeladas, impassíveis, que oferecem mais que o dinheiro.
E não encontrava-se não frados de grande coldra, revelando um grande amor. Olhava à folha branca, e a banal expressão, minha senhora, dava-lhe uma saudade elacerante por aquela quena vez para ainda dizia, minha durada, pelo mulher que se não chamava ainda Maccran, que era perfeita e que uma paixão indumável superior à razão, em todo ser e vencer-a. E o seu amor por essa marido-uarda, nobre e amante, que se transformar a na Maccran, amigada e falsa, era agora maior infinitamente, desesperado por ser irrealizável, como que se tem por uma morta e que palpita mais ardente junto à freialdade da cova. Oh, se ela pudesse ressurgir outra vez, limpa, clara, do lodo em que afundara, outra vez marido-uarda, com seu casto bordado. Se que amor mais delicado acercaria para compensar das afessões domésticas que ela deixasse de marcer, que veneração maior de consagraria para suprir o respeito que o mundo superficial e afetado lhe retirasse. E ela tinha tudo para reter amor e respeito, tinha a beleza, a graça, a entlegência, a alegria, a matranidade, a bondade, um incomparable gosto. E com todas estas qualidades doce e forte, era apenas uma entrojona. Mas por que? Por que entrar a ela nesta longa fraude, tramada dia a dia, mentindo em tudo, desde o polôr que fingia até o nome que usava? Aportava a cabeça entre as mãos, achava a vida intolerável. Se ela mentia, onde havia então, a verdade? Se ela outraia assim, com aqueles olhos claros, o universo podia bem ser toda uma imensa traição muda. Punha-se um molho de roses num vaso e exalava-se dela peste. Caminhávase para uma raiva fresca, elas condiam uma maçá-la. E para que mentira ela? Se desde o primeiro dia em que o vira trem-lo e rendido, a contemplar o seu bordado, como se contempla uma ação de santidade, e tivesse tido que não era a esposo do Senhor Castro-Gomos, mas só amanto o Senhor Castro-Gomos, teria a sua paixão, se de menos viva, menos profunda? Não era a estalla do padre que dava beleza ao seu corpo e valor às suas cariças. Para que for então essa mentira-te-nobrosa-descarada, que ele fazia-se por agora que eram em posturas os seus mesmos beijos e em postura os seus mesmos seus perios. E com este longo embusto levava as patriaças, dando a sua vida inteira por um corpo, porque outras homens davam apenas um punhado de libras. E por esta mulher, tarifada às horas com a masculina, ele ia amargurar a velhice do avô, estragar irreparavellamento o seu destino, cortar a sua libra ação de homem. Mas por que? Porque fora esta farça-banala, arrastada por todos os palcos de ópera cómica, da cocote que se vinha a senhora. Porque fizer a ela com aquele falar honesto o por-perfil e do sura de mãe. Por interessa? Não. Castro-Gomos era mais riquele, mas largamente ele podia satisfazer o apetito mundano de tualetes, de carrelagens. Sentia ela que Castro-Gomos aí abandonar e queria ter olado, aberta e pronta, outra bolsa rica? Então, mais simples teria sido dizer-la, eu sou livre, gosto de ti, toma-me livremente como eu mudou. Não. Havia ali alguma coisa secreta, turtuosa e imprenetável, que daria por conhecer. E então, pouco a pouco, foi surgindo nelo dos ex-diros olivais. Sim, não lhe bastaria desforrar-se arrogantemente a tirando-lo orgaça um cheque embrelhado no insolência. Era arrancar-se do fundo daquela turva alma, o segredo daquela torpe-farça. Só isso amansaria o seu incomparável tormento. Queria entrar outra vez na toca, ver como era aquela outra mulher que se chamava Mac Cran e ouvir as suas palavras? Oh, iria sem violências, sem recriminações, muito calmo, sorrindo. Só para aquela lhe disse-se qual for a razão daquela mentira tão laboriosa, tão vã. Só para lhe perguntar serenamente, em arreica-se, senhora, para que foi toda este entrogiça. E depois vê-la chorar. Sim, tem esta ansiedade cheia de amor de haver chorar. Agonia que ele sentira no salão cor do músculo do otono, enquanto o outro arrastava os erros, cria vê-la reprida nesse saio, onde ela até ir dormir-a tão docemente, esquecido de tudo e que era belo, tão divinamente belo. Bruscamente, decidido, dê um poxão à campanha. Batista apareceu toda butuada na sua sobre casaca com ar-ros luto, com o armado e pronto-se-lute-l naquela crise que adivinava. Batista, corralte-la central e pergunta-se já entre-o o senhor gômes. Não, escuta, põe-te à porta do central e espera até aqui entre aquele sujeito que esteve. Não, é melhor perguntar. Enfim, certifica-te de que o sujeito voltou ou está no hotel e apenas esteja bem certo disso, volta aqui e há desfilada numa tipóia, um bote doce seguro que é para me levar depois aos olivais. Imediatamente, dá desta ordem, ser-no. Era já uma livre imenso não ter descrever a carta e achar as palavras acerbas que deviam delascer-ar. Rejgou o papel de vagar. Depois fez o cheque de 200 libras ao portador. Ele mesmo me lhe levaria. Oh, de certo, não lhe atirava romanticamente ao regasso. Deixá-lo e a sobre uma mesa, subscritado, amadama macrani. E de repente sentiu uma compaixão por ela. Viu-a já, abrindo-o em volópico quando hoje grandes lágrimas, lentas, caladas, arrolar ele na face. E os seus próprios olhos se muder serão. Nesse momento, ega, de fora, perguntou-se a oportuno. Entra e gritou, e continuou passeando, calado com os mãos nos bolsos. O outro, em silêncio também, foi encostar-se a janela sobre o jardim. Preciso escrever-o ao voo a dizer-lo que estigei, murmurou carlos por fim para andes um de da mesa. Dá-lhe recados meus. Carlos sentaram-se, tomar-a languidamente a pena. Mas bem de pressar, arremissou. Cruzou-os mãos por trás da cabeça nos paudar da cadera, se rouxou-los como o isausto. Sabes uma coisa que me parece certa, disse repento ega da janela. Quem escreveu a carta anónima ao castragomos foi o damas. Carlos olhou para ele. Acha-se. Sim, talvez. Coifeite. Quem havia de ser? Não foi mais ninguém menino. Foi o damas. Carlos então recordou o que ele contaram a tavera. As ilusões misteriosas do damas vão escandelo que estava armando, uma bala que ele devia receber na cabeça. O damas, portanto, tinha como certa a vinda do brasileiro, depois um do ela. É necessário esmagá-la assim famas com a moega, subitamente furioso. Não há segurança, não há paz na nossa vida enquanto é se bandido viver. E o outro prosseguia, transtornado, já todo pálido, deixando transbordar ódio-es cada dia acumulados. Eu não mato porque não tenho um protesto. Se tivesse um protesto, uma insulência dele, molhar atrevido, era meu "jo borrachável". Mas tu precisas fazer alguma coisa e isso não pode ficar assim. Não pode. É necessário sangue. Vê tu que infamia uma carta anónima. Temos a nossa paz, a nossa felicidade, tudo exposto constantemente aos ataques do senhor damas. Não pode ser. Eu que tenho pena é de não ter um protesto, mas tem o tu aproveita e esmagá-la. Carlos encolhou vagamento os hombros. Mercia chico-tadas, coi-feito, mas eu, de realmente, só ten sido velhado comigo por causa das minhas relações com essa senhora. E como isso é um caso acabado, tudo que se prende com ele fin da também. Parça-se puti. E no fim, a reu que tinha razão, quando dizia que ela era uma introjona. A tirou uma ponhada à mesa, ergueu-se e consorrisa a margo, num tédio infinito de tudo. Era ele, era o senhor damas, só alcego que tinha razão. Toda sua coelga é revivera, mas as para esta ideia. Olhou o relógio. Tinha pressa de haver, tinha pressa de a injuriar. Escreves-te-la que perguntou a Ega. "Não, vou lá ai o mesmo." Ega para seus pantados. Depois recomeçou a passear, calado, com os olhos no tapete. E a escursa-te quando batista voltou. Virou o senhor castragou-mos a piar-se no hotel e mandar tcheres-os bagagens. E a tipóia para levar um menino aos olivais parava em baixo. "Bem, adeus, disse Carlos procurando até andadamente um par de luvas." "Não jantas?" "Não." Daí a pouco rodava pela estrada dos olivais. Já se acenderou gas. Em inquieto, nos treito acento, acendendo nervosamente-se e garretes que não fumava, sofria já a perturbação daquele encontro difícil e duro. Não sabia mesmo como havia de tratar. Se pôr minha senhora, se pôr minha amiga, como a superior em diferença. E ao mesmo tempo sentia por ela uma compaixão em definida que o amulocia. Diente destes os modos reslados, viás já toda a pálida a tremer com os olhos cheios de água. E estas lágrimas que é petecer, agora que estava tão perto e as ver correr, enxia-o no sol de comissão e de dol. Durante o momento mesmo, pensou em retroceder. Por fim, seria muito mais digno escrever-lhe duas linhas altivas, sacudindo-a de si para sempre e secamente. Podríamos mandar o cheque, a fronta brutal de homem rico. Apesar de embusteira era mulher, cheia de nervos, cheia de fantasia e amaro-o talvez com nos interesse. Mas uma carta era mais digno. E agora, com. de unha os palavras que ele deveria ter dirigido incisivas e precisas. Sim, devia-lhe ter dito que se estava pronto a dar a sua vida a uma mulher que se lhe abandonar a por paixão, estava decidida não sacrificar nem os seus vagares a uma mulher que lhe ceder a por profissão. Era mais simples, era terminante. E depois não havia, não teria de suportar a tortura das explicações e das lágrimas. António vale uma fraqueza. Bateu nos vidros para fazer parar, refletiram em instante mais calmamente no silêncio das rodas. O quexer no óbvio, o trote largo da paralha continuou batendo a estrada escura. E Carlos deixou seguir outra vez exitante. Depois há maneira que a reconhecia as batidros na sombra, aqueles cítios onde tantas vezes passaram a concoração em festa quando a sua paixão estava em flore, uma códra nova voltava, menos contra a pessoa de Maria do Arda, que contraessa mentira que for a obra dela e que vinha estragá-la ir remediávelmente o encantivinho da sua vida. Era essa mentira que, agora, odiava, vêndua como uma coisa material e tangível de um peso enorme, feia e curde ferro, os magane de lucuração. Oh, se não fosse essa coisa pequenina e inovidável que estava entre eles como um instrutível bloco de granito, poderia abrir ele novamente os seus braços, se não com a mesma crença pelo menos com o mesmo ordoiro. Esposa do outro ou amante do outro, no fim que importava. Não era por faltar aos beijos que lidera essa consagração de um padre arruznada em latim, que sua pele estava mais poluída por eles ou tinha menos frescura. Mas havia a mentira, a mentira inicial de dita no primeiro dia em que for a ruia de produção francisco e que, como um fermento podre, ficava estragando tudo aí por diante. Doces conversas, silêncios, passeios, cestas no calor da quinta, murmurios de beijos, morrendo em descortinados cordióiros. Tudo manchado, tudo contaminado por que ela mentira, primeira, que ela dissera sorrindo, com os seus tranquilos olhos limpidos. Abafava. E a tchera vidraça, a que faltava a correia, quando a tipóia parou de repente na estrada solitária, abriu a portingola. Uma mulher conchal pela cabeça falava o cocheiro. "Mela ní?" "Ah, monsieur!" Carlos saltou perspitadamente. Era já próximo da quinta, na volta da estrada, onde um murfazinho recante sob uma faia, de fronte de cebres de piteiras, resguardando campos de olivêto. Carlos gritou cocheiro que seguissem paraço no portão da quinta. E ficou ali, no escuro, como ela nem encolhida no seu chá-la. Que estava ela ali a fazer. Melaní parcia transtornada, quando a covinha procurara a viluma carruagem, porque a senhora cria ir a Lisboa, ao ramalhete, elas lugar a tipóia vazia. E aportava as mãos, dando graças, com imenço alívio. Ah, que felicidade, que felicidade era elevindo. A senhora estava aflita, nem jantar, perdida de choro. O senhor castragomos aparecerá lá em disparadamente. A senhora, cuitadinha, cria morrer. Então Carlos, caminhando o reente do muro, entorregou-me a Lani. Como vier ao outro, que dissera, como se te expedira? Melaní não havia nada. O senhor castragomos e a senhora tinham conversado sós no Pavillão Japones. A saída é que virou-se no castragomos, dizer a Deus a Madame, muito sucegado, muito amável, rindo, falando de ninis. A senhora, essa, parcia como morta, tão pálida, quando o outro partiu e atendo um desmayo. Estavam próximo do portão da toca. Carlos retrocedeu, respirando fortemente, com o chapéu na mão. E agora, todo seu orgulho se assumindo sobre a violência da sua ansiedade. Cria saber. E perguntava, deixava entrar melanínas coisas dolorosas da sua paixão. Dito-tu, Júr, melaní, dita, sabia a senhora que castragomos tiver com ele no ramalhete de confessar a tudo? Claramente que sabia, por isso, jorava, dizia melaní. Ah, ela bem reprira a senhora que era melhor contar a verdade. Era muito amiga dela, servia desde pequena, vira na cheira menina, e tinha lheudito, até já nos olivais. Carlos curvava a cabeça na escuridão do muro. Melaní tinha lheudito. Assim ela e a criada discutiam ambas, a camaradadas, o embustem que andava presa a sua vida. E aquelas revelações de Melaní, que se ospirava com o cháu sobre o rosto, abatiam os últimos pedaços de sessões que lhe era tão alto entre nuvens de ouro. Nada restava. Todos jazia instilhaços no lodo e mundo. Um momento, com a curação cheio de fediga, pensou em voltar a Lisboa. Mas para além daquilo negro, muro estava ela, perdido de choro, querendo morrer. E lentamente recomeçou a caminhar para o portão. E agora, sem resistência nenhuma do orgulho, fazia perguntas mais íntimas a Melaní. Por que que Maria Eduardo não lhe disse a verdade? Melaní encolhou os hombros. Não sabia. Nem a senhora sabia. Estivaram no central como Madame Gomes, a lugar à casa da rua de São Francisco como Madame Gomes, recebeu como Madame Gomes e assim se deixaram a ir insensivelmente conversando com ele, gostando dele, vindo para os olivais. E depois era tarde, já não se atreverá a confessar, toda enterrada assim na mentira com medo de um desgosto. Mas, clamava Carlos, nunca imaginava ela que fatalmente tudo se descobriria um dia. Gente sepa, monsieur, gente sepa, murmurou a Melaní com as açorades. Depois eram outras curiosidades, ela não esperava castragomes, não suponha que voltasse, não costumava falar dele, ou não, monsieur, ou não. Madame, desde que o senhor começar aí todos os dias à rua de São Francisco, considerar a se para sempre desligada dos meu castragomes, nem falava nele, nem queria que se falasse. Antes de essa menina, chamava-se em pós-nheu castragomes Petitami. Agora não enxamava nada. Tinha um lindito que já não havia Petitami. Ela escrevia ainda, dizia Carlos, eu sei que ela escrevia. Sim, Melaní jogava que sim, mas cartas indiferentes. A senhora levaram o seu escrupo a ponto de que, desde que vieram para os olivais, nunca mais gastaram seteildas quantias que me mandavam-se em o castragomes. As letras para receber dinheiro conservava as intactas, entregar alhas nessa tarde. Não se lembrava-lhe de aterem encontrado uma menha aporta do Mundo Pio? Os bens foram lá, com uma amiga francesa, empinhar uma polsara de brilhantes da senhora. A senhora vivia agora das suas joias, tinha já outras no prego. Carlos parara, como o vido. Mas então para que tinha elementito? Junte-se para, dizia Melaní, junte-se para. Mas ele vos envia, ali. Está vando de fronto portão. A tipóia esperava. E ao fundo da rua de Acácias, a porta da casa aberta deixava passar a luz do corredor, frouxe e triste. Carlos julgou mesmo ver a figura de Maria Eduardo, embrolhada numa capa escura de chapéu, atravessar nessa claridade. Ou vir a de certo rodar a carroagem, que aflita em paciência seria a sua. Vale dizer que vim, Melaní. Vai, murmurou Carlos. A rapariga correu. E ele, caminhando devagar sobas acácias, sentia no sombrio silêncio as pancadas desordenadas do seu coração. Subiu os três de graus de pedra, que de parecia um jado e uma casa estranha. Dentro corredor estava deserto, com a sua lampa da morísca, alumina-os panoples de toiros. Alificou? Melaní, coxal na mão, vê dizer-le que a senhora estava na sala desta pessaria. Carlos entrou. Ou a estava, ainda de capa, esperando de pé, pálida, com toda a alma concentrada nos olhos que refulgiam entre as lágrimas. E correu para ele, arrebatou-lhe as mãos sem poder falar, soluçando, tremendo, toda. Na sua terrível perturbação, Carlos achava só esta palavra melancólicamente estúpida. Não sei porque chora, não sei, não há razão para chorar. Ela pode, enfim, valbuciar. Escuta-me pelo amor de Deus. Não digas nada, deixa contarte. Eu e ela, tinha mandado meláni para uma carruagem, e a verde nunca tiva coragem de te dizer. Fiz mal, foi horrível, mas escuta. Não digas nada ainda, perdoa, que eu não tenho culpa. De novo os slústas sufocaram, e cair o alcanto sofá, num chor burusco e nervoso que asseco dia toda, e fazia rular sobre os hombros dos cabelos malatados. Carlos ficaria dente dela, imóvel. O seu coração parcia para a de surpresa e de dúvida sem força para desafogar. Apenas agora sentia quando seria baixo e brutal deixar-lhe o cheque, que tinha a linda cartária que o enchia de vergonha. Ela erguiu o rosto, todo-mulhado, murmurou com um grande esforço. Escuta-me, nem sei como eu de dizer. Ors são tantas coisas, são tantas coisas. Tu não te vai já embora, senta-te, escuta. Carlos possou uma cadeira lentamente. Não, aqui eu pedmi, para eu ter mais coragem. Por quem é, tem pena, faz-me isso. Ele se deu a suplicação um mil de introduzadora dos chousoles arrasados de água. E sentou-se ao outro canto do sofá, afastado dela numa desconsolação infinita. Então, muito baixo, enroquecida pelo choro, sem olhar e como num confecionário, Maria começou falar do seu passado, desmanchadamente, visitando, balbucinho.
entrando entre grandes soludos que afogavam e pudors amargos que ele faziam entrar nas malas a faça flita. A culpa não for a dela. Ele devia ter perguntado a que a Lomem sabia toda a sua vida. Fora sua mãe. Era horroroso de dizer-lo, mas fora por causa dela que comeceia de que fugir a com o primeiro homem, o outro um irlandês. E tinha vivido com ele quatro anos, como sua esposa, tão fiel, tão retirada de tudo e só ocupada da sua casa que ele ia casar com ela. Mas morreram na guerra com os alemães, na batalha de San Privá. E ela ficará com a rosa com a mãe doente, sem recursos depois de vender tudo. Ao princípio trabalharam. Em Londres tinha procurado a reletções de piano, tudo falharam. Dos dias viveram sem lume, depois salgado, vendo rosa com fome. A pobre criança com fome. Com fome. Ah, ele não podia perceber o que isto era. Quase for a precariedade que este não repatriado para Paris. E aí conhecerá cá estragomos. Era horrível, mas que havia de ela fazer, estava perdida. Lentamente escorregar a do sofá, cair aos peste Carlos. E ele permaneci em móvel, mudo, com a curação rasgado por angústias diferentes. Era uma compaixão de tremola por todas aquelas miserias sofridas, dor de mãe, trabalho procurado, fome, que ia tornávam confusamente mais crida. E era horror deste outro homem, o irlandês que surgia agora e que ele tornava de repente mais maculada. Ela continuava falando de cá estragomos, viver a três anos com ele, honestamente, sem um desvio, sem um pensamento mal. O seu desejo era estar quieto em sua casa. Ele é que a forçava andar em saias, em noitadas. E Carlos não podia ouvir mais, torturados. Repolíulhas mãos que procuravam as suas, cria fugir, cria findar. "Oh, não, não me mandes embora", gritou ela, aprendendo-se elanciosamente. Eu sei que não merece nada, sou uma desgrassada. Mas não tive curagem, meu amor. Tu exomem, não compreendo estas coisas. Olha para mim, porque não olha para mim. Um instante só, não volte o rosto, tem pena de mim. Não, eu não queria olhar. Temia aquelas lágrimas, o rosto cheio de agonia. Ao calor do seio que ircajava sobre os seus jualhos, já tudo nele começava a oscilar. Orgulhos, despeitos, dignidade, si uma. E então, sem saber, a seu pesar, as suas mãos aportaram-as dela. Ela cobrou-lhe logo de beijos dos dedos, as mangas arbatadamente. E ansiosa, empurava do fundo da sua miseria, um instante misericórdia. "Oh, diz-a que me perdoas. Tu é tão bom, uma palavra só, diz só que não me odeias, e depois da estir. Mas diz-se primeiro. Olhe-o-me antes para mim, com mudantes, uma só vez. E eram agora os seus lábios que procurávamos de ele. Então, a fraqueza em que sentiu a fundar-se, todo seu ser, encheu carros de colher, contrasti e contra ela. Sacudiu abrutalmente, gritou, mas porque não me disse-ste, porque não me disse-ste, para que foi essa longamentira, eu tinha tia-me-ado o mesmo modo, para que mentiste-te-o. Largar-a, prostrada no chão. E, de pé, deixava que isso sobre ela a sua caixa desesperada. É a tua mentira que nos separa, a tua horrível mentira, a tua mentira somente. Ela ergueu-se pouco a pouco mal se assustendo e com uma palidez de desmayo. Mas eu queria dizer-to, murmurou muito baixo, muito cabrada de eu deixando-te-o que ir-os braços. Eu queria dizer-to, não te lembras, daquilo díem que tivesse tarde, quando eu falei da casa de campo e que tu pela primeira vez declaraste que gostava de mim, eu disse-te logo, há uma coisa que te quero contar. Tô nem me deixaste-te acabar. Imaginava-se-o que era, que eu queria ser só-tu a longe de tudo. E disse-se-ste então que havíamos de ir com a rosa ser feliz para algum canto do mundo. Não te lembras? Foi então que me veio uma tentação. Era não dizer nada, deixar-me levado e depois, mais tarde, anos depois, quando tivesse provado bem que boa mulher ou era, digna-te-o a tua estima, confessar-te tudo e dizer-te. Agora, sequer, manda-me embora. Ou foi mal feito, bem sei, mas foi uma tentação, não resisti. Se tu não falasse em fugirmos, tinha-te dito tudo. Mas mal falasse em fugirmos, viu-me a outra vida, uma grande esperança, nem sei-que. E além disso odiava aquela horrível confissão. Enfim, nem posso explicar, era como o céu que se abria. Viam-me contigo numa casa nossa, foi uma tentação. E depois era horrível, no momento em que tu me queria-se tanto ir dizer-te, não faças tudo isso por mim, olha que sou uma desgraçada nem marido tenho. Que te ia te explicar mais, não me rezei que nada a perder o teu respeito. Era tão bom ser assim estimada. Enfim, foi um mal, foi um grande mal, e agora está, vas-me perdida, tudo acabou. A tirou-se para o chão, como uma criatura vencida e finda escondendo a face nos fa. E Carlos, engolentamento ao fundo da sala, voltando bruscamente até junto dela, tinha só a mesma recriminação, a mentira, a mentira, pertinás e de cada dia. Só os luce dela respondiam. Porque não me disser-te ao menos de poios, aqui nos olivais, quando sabia-se que tu era de tudo para mim, ela erguiu a cabeça fatigada, que quer-se tu, de vimido que tu amou-me mudar-se, que fosse de outro modo, via-te já a tratar-me sem respeito, via-te a entrar por aí dentro de chapéu na cabeça, a perder a feição à pequena, a querer pagar as despesas da casa, depois tinha remorso, e adiando, dizia, ou não, um dia só mais de felicidades amanhã será, e assim ia indo. Enfim, nem eu sei, um horror, ou um silêncio. E então Carlos sentiu a porta ninis que queria entrar e que ganhia baixinho edolaridamente. Abriu. Aquele linho correu, pulou para o sofá, onde Maria permanecia soluçando, enrudilhada a um canto. Procurava lambelhas mãos inquieta, depois chico plantada junto dela, com uma guarda-la, desconfiada, seguindo com os seus vivos olhos de asevisse Carlos, que recomeçara a passear sombriamente. Um háe mais longo e mais triste de Maria feloparar, esteve um momento olhando para aquela dor humilhada, todo o abalado, com os lábios atremer, murmurou. Mesmo que te pudesse pordoar, como te poderia acreditar agora nunca mais. A esta mentira horrível sempre entre nós a separar-nos, não teria um único dia de confiança e de paz. Nunca te mentisse na uma coisa e, por amor de ti, disse ela gravemente o fume da sua frustração. "Não, mentiste em tudo. Tudo o era falso. Falso teu casamento, falso teu nome, falso à tua vida toda. Nunca mais te poderia acreditar. Como havia de ser, se agora mesmo quase que nem acreditem no motivo das tuas lágrimas, um indignação ergueu a direita e soberba. Os seus olhos de repente secos rebrilharam, revoltados e largos, num armor da sua palidez. Que querestou dizer? Que estas lágrimas têm outro motivo, estas suplicas são fingidas? Que fim estudo para te rater, para não te perder, ter outro homem, agora que estou abando nada?" Ele abalbuciu. "Não, não, não é isso." E eu exclamou-la, caminhando para ele, dominando, magnifique e com um esplendor de verdade na face. E eu, porque aí eu acreditar nesta grande paixão que me jurava. O que que tu amava às então em mim? Dice lá, era a mulher de outro, o nome, o requinto adultério, a estualetes? "Ore eu própria o meu corpo, a minha alma e o meu amor por ti?" Eu sou a mesma, olha bem para mim. Estes braços são os mesmos, este peito ao mesmo, só uma coisa diferente, a minha paixão. Essa é maior, desgraçadamente, infinitamente, maior. "Oh, se isso fosse verdade!" Gritou que Carlos aportando as mãos. No instante Maria estava aqui e dá seus pés, com os braços abertos para ele. Jorte por alma da minha filha, por alma da rosa, amante, adorte doidamente, absurdamente, até amorte. Carlos termia. Todo seu ser pendia para ela. E era um impulso irresistível de se deixar cair sobre aquele saí que herfava seus pés, ainda que ele fosse o abismo da sua vida inteira. Mas outra vez a ideia da mentira passou a regeladora. E afastou-se dela, levando os punos à cabeça, num desespero, revoltado contra aquela coisa pequeninina e indistrutível que não queria sumir-se e que se entropunha como uma parra de ferro entre ele e a sua felicidade divina. Ela ficará jolhada e móvel com os olhos gaseados para o tapete. Depois, no silêncio estufado da sala, a sua voz ergueu-se do lente e tremola. "Tens razão, a caboso. Tu não me acerditas, tu te se acabou. É melhor que te vas embora. Ninguém mais me torna a acreditar. A cabou tudo para mim, não tenho ninguém mais no mundo. A menhã saiu daqui, deixe-te tudo. As de mudar tempo para arranjar, depois que a gente fazê-se, vou-me embora." E não pôde mais, tomou para o chão com os braços tirados perdida de choro. Carlos voltou-se ferido no coração. Ou seu vestido escuro, para a líquia e daia abandonada, parecia já uma pobre criatura arremissada para fora de tudo lá, sozinho é um canto entre a inclamência do mundo. Então, respeitos humanos, orgulho, dignidade doméstica, tudo nele foi levado como por um grande vento de piedade. Viu só?
Ofuscando todas as fragilidades, a sua beleza, a sua dor, a sua alma sublimementamente. Um delírio genoroso, de grandiosa bondade misturou-se à sua paixão. I, de Bruce Sands, disse-le baixo com os braços abertos. Maria quer escasar comigo. Ela erguiu a cabeça sem compreender com os olhos desvarados, mas Carlos tinha os braços abertos. Estava esperando para fechar dentro dele, como sua e para sempre. Então levantou-se, troupeçando-nos vestidos, veio caí-lo sobre o peito dele, cobrindo de pejos, entre os solúcios e risos, tonta num deslombramento. Casar contigo, contigo, ó, Carlos, e viver sempre, sempre contigo. "Oh meu amor, meu amor, e tratar de ti, e servir-te, e adorar-te e ser só tua." E a pobre rosa também, não num caso escomigo, não é possível, não vale nada, mas se tu queres, porque não. E este ser o nosso amigo, meu e dela, que não temos ninguém no mundo, oh meu Deus, meu Deus, em palíde seus, corrgando pesadamente entre os braços dele, desmeiada. E os seus longos cabeles, despreendidos, rojavam o chão, tocados pela luz de tons de oiro.
Podcast Summary
Key Points:
Fuga repentina do Ega para Sintra, expressando em carta seu cansaço da cidade e desejo de reencontro com a natureza.
Encontro de Carlos no circo com o poeta Alencar e o tio de Damaso, Guimarães, que evocam memórias do passado do pai de Carlos.
Conflito interno de Carlos entre seu amor por Maria Eduarda e o respeito pelo avô, temendo desiludi-lo com um escândalo familiar repetido.
Desenvolvimento do romance entre Carlos e Maria Eduarda na quinta de Santa Olávia, em meio a momentos de intimidade e planos para uma vida juntos na Itália.
Crescente desejo dos amantes por uma união mais completa e noturna, planejando um encontro secreto à noite na quinta.
Summary:
O capítulo descreve a partida súbita do Ega para Sintra, fugindo do tédio de Lisboa em busca da natureza. Enquanto isso, Carlos, após um encontro no circo com Alencar e o tio de Damaso, Guimarães, que lhe traz lembranças do pai, mergulha em um conflito interior. Ele planeja fugir para a Itália com Maria Eduarda, sua amada, mas angustia-se com a perspectiva de decepcionar o avô, repetindo um escândalo familiar passado.
Na quinta de Santa Olávia, o romance com Maria Eduarda floresce em momentos de doce intimidade, longe dos olhares alheios, embora sob a vigilância discreta da governanta Miss Sara. A paixão cresce, e o desejo por uma união mais plena os leva a planejar um encontro noturno secreto na quinta, simbolizado pela chave do portão que Carlos agora possui, enquanto a narrativa prepara o terreno para desenvolvimentos futuros dessa relação intensa e proibida.
FAQs
O Ega parte para a Cintra subitamente, movido por uma saudade intensa da natureza e do verde, buscando escapar da agitação de Lisboa e reconectar-se com a simplicidade rural.
Na carta, o Ega explica que precisa de um banho de natureza, deseja beber de regatos e dormir ao ar livre, e pede que Batista lhe envie alguns pertences de ônibus, planejando ficar ausente por alguns dias.
O senhor Guimarães é um tio de Damas, republicano e amigo de Gambetta, que vive em Paris e veio a Lisboa para tratar de heranças; ele conheceu o pai de Carlos, com quem partilhou muitas brincadeiras no passado.
Carlos sente-se angustiado porque, ao fugir com Maria Eduarda, teme destruir a imagem nobre e pura que o avô tem dele, além de causar um escândalo familiar que mancharia a honra da casa.
O 'pensador' é um pavilhão japonês construído sob castanheiros, servindo como refúgio íntimo onde Carlos e Maria Eduarda passam horas a sós, longe de olhares alheios, fortalecendo seu romance.
Batista fica emocionado com a ideia de ver o Papa, perguntando se precisa de casaca, e Carlos brinca sugerindo um hábito de Cristo, o que deixa o criado surpreso e agradecido.
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