A reflexão parte da parábola do joio e do trigo, onde Jesus explica que o joio (os maus) e o trigo (os justos) devem crescer juntos até o fim dos tempos. Deus, como o dono do campo, age com paciência, permitindo que o joio conviva com o trigo para que tenha oportunidade de conversão. Santo Agostinho é citado como exemplo: ele, que foi "joio" — um homem distante da fé e imerso em pecados —, transformou-se em "trigo" graças à perseverança de sua mãe, Santa Mônica, e de Santo Ambrósio, que o acolheram com amor e paciência. Essa convivência paciente foi o instrumento de Deus para sua mudança. A mensagem central é que, mesmo em meio a pessoas difíceis ou maldosas, o cristão é chamado a ser o "bom trigo", florescendo onde Deus o plantou. Sua vida e virtudes podem despertar no outro o desejo de transformação. A paciência divina e a perseverança humana são essenciais, pois ninguém se converte sozinho. Assim, cada um pode ser, para alguém, o que Mônica e Ambrósio foram para Agostinho: um canal de graça que, com o tempo, produz frutos de santidade.
Inomendo pai do filho do Espírito Santo, amém, muito bom dia, hoje é ter essa feridia 28 de julho, o Evangelho de Mateus no capítulo 13. Naquele tempo, Jesus deixou as multidões e foi para casa, seus discípulos aproximaram-se dele e disseram, explica-nos a parábola do Jôio, Jesus respondeu. Aquele que semeia boa-semente ao filho do homem. O campo é um mundo, a boa-semente são os que pertencem ao reino. O Jôio são os que pertencem ao maligno. O inimigo que semeou o Jôio é um diabo. A colheita é o fim dos tempos. Os seiferos são os anjos. Como o Jôio é recolhido e queimado ao fogo, assim também acontecerá no fim dos tempos. O filho do homem enviará os seus anjos e eles retirarão do seu reino todos os que fazem outros pecar e os que praticam mal. Depois os lançarão na fornalha de fogo, ali haverá choro e ranger de dentes. Então justos brilharão como sól no reino de seu pai, quem tem ouvidos, ouça, palavra da salvação, Gloria vó, Senhor. Mas assim como em outros dias hoje, eu também começo com uma pergunta e eu confesso que é uma pergunta que o mesmo já me fiz muitas vezes. Por que Deus tolera o mal? Sabe que a experiência de conviver com pessoas muito diferente de você, dos seus valores, os seus pensamentos, da forma como você compreende a vida? Sabe quando você encontra pessoas difíceis e olha para algumas e chega a dizer que são pessoas malvadas? A tentação imediata é se afastar o mais rápido possível desse tipo de pessoa, ou então nasce aquela oração impaciente em que você diz pra Deus. Senhor, tire essas pessoas da minha vida mais breve possível, ou então, Senhor, por que tu permites que essas pessoas continuem tão próximas de mim? Se essa pergunta já morou em você, saiba que ela antiga. Ela atravessa os séculos e o evangelho de hoje, ele oferece uma resposta e foi santa do jogo que encontrou nessa parábola, uma das respostas mais bonitas que eu conheço. É sobre isso que hoje eu quero conversar com você. Então vamos lá. Não precisa entender bem a imagem que Jesus usa no evangelho de hoje. O jogo é também chamado de o falso trigo, porque quando nascem, os dois, o jogo e o trigo são praticamente a mesma coisa. Somente com o tempo é que é possível diferenciar um do outro. O trigo, ele vai enchendo seus caixos e, a medida que amadurasse, ele pende paralelado por conta do peso dos grãos. Já o jogo ele fica com os caixos vazios e por isso permanece ereto, de pé. Na hora da colheita, os dois revelam pelo que produziram durante o tempo em que conviveram. Na parábola, o dono do campo, que é o próprio Deus, ele dá um ordem que surpreende os seus empregados, ele manda os dois crescerem juntos, misturados, que não era para arrancar o jogo naquele momento, mas para mantê-los ali juntos na plantação e que os dois cresceriam juntos. A preça dos empregados queria resolver tudo naquele mesmo dia. Agora a sabedoria do dono, que é de Deus, conhece o valor da espera. Por isso disse, pros dois ficarem juntos ali na plantação. Santa Gostinho, que viveu no século IV e pecou muito antes da sua conversão, ele refletiu sobre essa parábola e lindice que Deus age como a kilhegricutora. Deus, na tempo, al jogo para que conviver do contrigo e vendo as suas qualidades, ele possa se converter. Eu sei que, numa plantação, o jogo jamais vira trigo, mas a Gostinho ele falava da vida, ele falava de si mesmo, porque ele era esse tipo de jogo. Um homem perdido nos prazeres, distante da fé, e que fez muito a sua mãe sofrer e que resolu longos anos pela sua conversão. Só que ele conviveu com pessoas santas, como eu disse a sua mãe Santa Monica, resolu por ele durante décadas sem desistir no só dia. E também Santo Abrózio, que era o bíscito de Milão e o acolheu com inteligência e com muita paciência. Daquela convivência com Mônica e também com o Abrózio, a vida de Santo Agostinho foi mudando de vagar. Até que o jogo ele se tornou um belo pé de trigo, um dos maiores mestres que a Igreja teve até hoje. A paciência de Deus e a perseverança de duas pessoas boas transformaram de estilo de um homem e ele é a história de milhões ao longo desses séculos. Repare na delicadeza dessa transformação. Ela só aconteceu porque Deus soube esperar e porque Mônica e o Abrózio, eles soberam permanecer perto de alguém difícil ofrecendo o melhor que tinham. Eu não sei com quem você convive. Talvez você esteja cercado de pessoas complicadas, quem sabe até maldosas. E eu reconheço que não é fácil porque crescer como trigo no meio do jogo é uma luta de todos os dias. Mas talvez seja essa a sua missão. Ser uma pessoa santa, ali onde você está plantado para que a sua vida, a sua presença despertem no outro, o desejo da mudança, da conversão, da santidade, do olhar que se volta para Deus e que busca ser melhor. Porque ninguém se converte sozinho. Toda transformação começa quando alguém chega de perto uma vida que vale a pena imitar, uma vida que vale a pena seguir. Então você pode ser para alguém o que Santa Mônica e Santa Abrózio foram para Santa Agustinho, a convivência paciente que Deus usa para refazer para converter o coração. Então, tenho paciência. Se você convive com o jogo, não se preocupe, porque em algum momento será feita colheita. Se você quiser até lá, quem sabe essa seja a sua missão. Ser o bom trigo que com o seu exemplo, com a sua vida, com as suas virtudes, ajuda a despertar no jogo, a transformação, a conversão. E como dizia Santa Trezinha do Menino Jesus? Eu devo florecer onde Deus me plantou. Se você está no meio do jogo, não se preocupe tanto com o jogo, mas sim oferecer para um jogo para todos que estão ao seu redor, aquilo e desagrado que Deus colocou no seu coração, porque assim vivendo a sua vocação, aquilo que é de bom em você, você também poderá ajudar outros a se converterem e chegar em a ocuração de Deus. Você já se perguntou por que convive com pessoas que estão tão próximas de você? Para nós que cremos não existe a casa, existe sempre um overe do alto, um querer de Deus. É verdade que algumas pessoas elas entram na vida das outras e causam muito mal. Mas pense nas pessoas mais especiais da sua caminhada, as mais significativas, quem sabe seu esposo, seus seus amigos, seus filhos, seus pais, você já se perguntou por que justamente essas pessoas entraram na sua vida. Todas essas pessoas ajudaram você a se tornar alguém melhor, quem sabe encontrar a fé, a descobrir o valor da vida, a beleza da existência, e talvez você já tenha feito isso por tantas outras pessoas e sem saber, sem perceber. Sabe que ele tempo em que no Evangelho o Divine Agricutor, ele mandou deixar o jogo e o trigo crescerem juntos? Pois é, fica atento essa delicadeza de Deus. A delicadeza do tempo, a delicadeza do amor que sabe esperar e oferecer o melhor de si, por que acredita no outro? Seguramente, ao longo da sua história, muitas pessoas acreditarem você. Apostaram o melhor de si, apostaram o tempo, apostaram o amor, a delicadeza de si, e sem você saber, sem que elas disseram isso para você. Então quem sabe você é trigo hoje, porque muitos acreditarem você. Tem paciência também com o jogo que está perto de você. Como eu disse, há pouco, aquilo que Santa Teresa ensinou, onde Deus nos plantou, ali devemos florecer. Não deixe de florecer por conta do jogo, ele precisa do aroma das suas pétalas para oferecer o bom fruto. Não se esqueça disso. Eu desejo você um bom dia, Deus abençoe a Sua jornada, em nome do pai, do filho e do Espírito Santo. Ah, mãe, tenho certeza, foi uma alegria enorme terresada com você. Resi por mim durante o dia, rezarie por você também. Um abraço e até a noite se Deus quiser. [Música]
Podcast Summary
Key Points:
A parábola do joio e do trigo (Mateus 13) ensina que Deus permite o bem e o mal coexistirem até a colheita final.
O joio e o trigo são inicialmente indistinguíveis; só com o tempo revelam seus frutos.
Deus, como o agricultor paciente, não arranca o joio prematuramente, dando-lhe chance de conversão.
Santo Agostinho é exemplo de joio que se transformou em trigo graças à convivência com pessoas santas (Santa Mônica e Santo Ambrósio).
A missão do cristão é ser "bom trigo" no meio do joio, influenciando pela paciência e exemplo.
A conversão não ocorre isoladamente; ela é despertada pela presença de vidas que valem a pena imitar.
Summary:
A reflexão parte da parábola do joio e do trigo, onde Jesus explica que o joio (os maus) e o trigo (os justos) devem crescer juntos até o fim dos tempos. Deus, como o dono do campo, age com paciência, permitindo que o joio conviva com o trigo para que tenha oportunidade de conversão. Santo Agostinho é citado como exemplo: ele, que foi "joio" — um homem distante da fé e imerso em pecados —, transformou-se em "trigo" graças à perseverança de sua mãe, Santa Mônica, e de Santo Ambrósio, que o acolheram com amor e paciência.
Essa convivência paciente foi o instrumento de Deus para sua mudança. A mensagem central é que, mesmo em meio a pessoas difíceis ou maldosas, o cristão é chamado a ser o "bom trigo", florescendo onde Deus o plantou. Sua vida e virtudes podem despertar no outro o desejo de transformação.
A paciência divina e a perseverança humana são essenciais, pois ninguém se converte sozinho. Assim, cada um pode ser, para alguém, o que Mônica e Ambrósio foram para Agostinho: um canal de graça que, com o tempo, produz frutos de santidade.
FAQs
Deus permite o mal para dar tempo de conversão, como na parábola do joio e do trigo, onde Ele deixa ambos crescerem juntos até a colheita.
Jesus explica que o trigo são os que pertencem ao reino de Deus, e o joio são os que pertencem ao maligno. No fim dos tempos, os anjos separarão os justos dos maus.
Santo Agostinho se via como joio antes da conversão, mas a convivência com pessoas santas, como sua mãe Santa Mônica e Santo Ambrósio, o transformou em trigo.
Ser o bom trigo que, com exemplo e virtudes, ajuda o joio a se converter, assim como Santa Mônica e Santo Ambrósio fizeram por Santo Agostinho.
Deus age com paciência e sabedoria, dando tempo para que o joio possa se converter ao ver as qualidades do trigo.
Devemos oferecer o melhor de nós, com paciência e amor, mesmo em meio a pessoas difíceis, pois nossa vida pode inspirar a transformação alheia.
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